Oscar G.-Quevedo S.J.

     Orlando de Albuquerque

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                         DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO  DE PARAPSICOLOGIA

                                                                                                                  EXPOSIÇÃO E CRÍTICA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

             CENTRO LATINO-AMERICANO DE PARAPSICOLOGIA

 

   C L A P

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                      ADVERTÊNCIAS

   

    Houve vários intentos de unificar a terminologia empregada em Parapsicologia. Com poucos termos alcançou-se êxito, e pelo demais só conseguiram acrescentar mais neologismos para expressar o que já tinha nome conhecido. Nesta enciclopedia indicamos sempre qual o termo preferível, visando a desejada uniformidade na nomenclatura.

   A Parapsicologia invade muitos ramos da ciência e com eles muitas vezes se interpenetra. Daí a inclusão necessária de termos de disciplinas afins e inclusive de diversas religiões, seitas e mesmo de esoterismos,  pois religiões, seitas e esoterismos sempre entraram a interpretar os fenômenos “misteriosos”, que como fatos que são, de nosso mundo, na realidade pertencem à ciência, à Parapsicologia. Não se trata de doutrinas sobrenaturais e afins, o que sim pertenceriam às religioes...

  Procuramos sempre que não colidissem umas com as outras as definições fornecidas por  cada uma das disciplinas, embora por vezes possam ter interpretações diferentes do mesmo fenômeno.

   Sempre que se alude a um termo técnico que está no dicionário, a primeira letra vai   com maiúscula.

  Quando o verbete a que se remete é composto de várias palavras o sinal * põe-se na palavra que está na frente no dicionário. Exemplos: Caixa* Preta, Allan Kardec* (pois está como Kardec*, Allan).  

   Quando dentro da explicação de um verbete coloca-se alguma (s) palavra (s) em Negrito, é por tratar-se de um termo análogo ao verbete que se esta explicando, ou por ser uma divisão dele, ou porque em outro lugar aludesse a este termo em negrito remetendo a tal verbete.

 

  IMPORTANTE: Quando dentro da explicação de um verbete cita-se outro termo técnico da Parapsicologia ou quando este termo é explicado dentro de outro verbete, não se repete a explicação, senão que se remite a ele com o sinal * ou com a palavra Ver. É necessário consultar a explicação nesse outro verbete, que deve ser procurado no seu correspondente lugar alfabético.

       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                -  A  -

 

   ABMATERIALIZAÇÃO. Nome usado por certos asseclas do Ocultismo*, atribuído ao estado em que o Psíquico* manifesta faculdade PG* ou de Intuição*, etc., como se estivesse fora (?) do mundo material.

     No Espiritismo* usa-se o termo Abmaterialização Autônoma para designar um pretendido desprendimento, no sono, do Espírito* (?) do Psíquico*, que vê o próprio corpo e tem consciência do ambiente onde está.

   Espíritas, teósofos e demais seguidores do Esoterismo* acreditam erradamente no desprendimento do Espírito* (?) fora do corpo. Ver OBE.

 

   ABRAMELIN, Magia de. O sistema de Magia* contido no “Livro da Magia Sagrada do Mago Abra-Melin”, supostamente originário do século XV, mas provavelmente do século XVIII, traduzido para o inglês por MacGregor Mathers*, exerceu forte influência sobre ou próprio Mathers* e sobre Aleister Crowley*.  A “Magia Sagrada” baseia-se no princípio de que o mundo material é criação de Satã* ou Demônios*, que podem ser controlados pelo Mago*.

 

  ABRAMS, Albert (1863-1924). Pioneiro americano da Eletrônica, inventor do Osciloclast*, também conhecido como Caixa* Preta.

 

  ABSEFALESIA. Em Medicina, insensibilidade extraordinária às queimaduras. Ausência do sentido do tato em relação às queimaduras. Sinônimo de Apiropatia*.

      Em Parapsicologia* ha que ter em conta a Absefalesia médica, pois pode ter um papel ainda mais desconcertante para o observador no Fenômeno Parapsicológico* da Pirovasia*.

 

   ACADEMIA DE ESTUDOS PSYCHICOS CÉSAR LOMBROSO. Organização espírita dedicada à propagação e estudos tendenciosos dos Fenômenos* apresentados pelos Médiuns*.  Foi fundada em Santos - São Paulo - Brasil, em 1919.

 

   ACADEMY OF PARAPSYCHOLOGY AND MEDICINE. Los Altos, Califórnia, EUA. Criada em 1971 com o fim de centrar a atenção dos profissionais e do público na investigação dos Fenômenos Parapsicológicos* e dos métodos de Psicohigiene* em todo o mundo. Publica gravações das conferências dos seus simpósios.

 

   ACETILCOLINA.  É o transmissor químico do sistema nervoso parassimpático, dos gânglios simpáticos e das junções neuromusculares. Esta substância encontra-se também largamente distribuída no cérebro e, a este nível, há elementos importantes para ser considerada o transmissor do sistema reticular ativador (Alerta*) nos gânglios da base e no córtex cerebral. Tem provavelmente funções nos mecanismos da sensibilidade dolorosa.

    Em todos esses locais parece atuar como transmissor excitatório, o que pode relacionar-se tanto com a Hiperestesia* como com a Analgesia* parapsicológicas.

     A interferência com o sistema acetilcolínico cerebral leva à  um  estado psicótico diferente do que é produzido pelo LSD* etc com sinais de delírio, com desorientação e obnubilação da consciência, o que deve ter-se em conta para se não confundir com algum tipo de Transe*.

 

   ACROPARESTESIA.  Adormecimento das extremidades.

      Tenha-se presente perante manifestações da Analgesia* parapsicológica.

 

   ACTINOBOLISMO.  Antiga denominação que se dava às correntes “magnéticas” que apareciam por efeito direto da vontade de um Psíquico*. Este nome corresponde ao denominado Magnetismo* animal ou Mesmerismo*. 

 

   ACUPUNTURA. É uma terapêutica que consiste na introdução de agulhas muito finas em determinados pontos da pele, a uma profundidade de dois a três milímetros ou, por vezes, a um milímetro apenas. Praticada há milênios na China, foi divulgada na Europa em 1853 pelo cônsul Dabry, mais caiu no esquecimento. Só em 1927 foi de novo introduzida no Ocidente pelo sinólogo G. Soulié de Morant por recomendação insistente do Dr. Ferreyrolles. 

       A Acupuntura diz fundamentar-se na correspondência de certos órgãos com pontos da pele, ligados por linhas imaginárias. Isto não está demonstrado. Não seguem nenhum dos vetores conhecidos: artérias, veias, nervos, etc.  Mas que a Acupuntura pode tirar a dor e que não tudo pode explicar-se por Sugestão, sim está demonstrado.

     O que também não está demonstrado é que a Acupuntura cure. E precisamente o grande perigo está em que pode remover a dor ou disfunção sem remover a doença,  a causa física ou psicológica. O Acupunturista, se não é médico ou psicólogo, ou se sendo-o não procura a causa para curá-la, poderá estar fazendo plenamente Curandeirismo*. 

 

ACUTOMANCIA. Mas uma entre tantas Mancias*, esta, muito antiga, por exemplo pela forma como as fiandeiras haviam deixado as diversas agulhas. 

 

ADAMS, Evangelina (1872-1932). Uma das Astrólogas* mais famosas dos Estados Unidos e que mais fez para tornar a Astrologia* muito popular neste país. Anunciou em 1931 que os Estados Unidos estariam em guerra em 1942. E previu corretamente a sua própria morte. Seus livros mais conhecidos, apesar de imensamente supersticiosos, são “O Calcanhar do Céu”  e  “A Astrologia: o teu Lugar ao Sol”.

   Na realidade suas predições nada têm a ver com os astros, que não passam de mera inspiração do Inconsciente* como em todas as outras Mancias*.

 

ADARE, Lorde. Ver Lindsay, Mestre.

 

ADEPTO . Vulgarmente significa simplesmente partidário.

   Mas sem bases científicas, mera crendice ou Superstição*, no Ocultismo*  é um título que representaria uma das maiores aquisições (?) na terra por parte de um Iniciado*, com um Controle* completo (?) e Consciente* dos Fenômenos Parapsicológicos*. É a etapa mais elevada da Ioga*. A Teosofia* afirma que Adepto é quem está na passagem da quinta etapa da Iniciação*.

   Associa-se, por vezes, com a Grande* Irmandade Branca.

 

ADIPOCIRA. Ver Saponificação.

 

ADIPSIA. Desaparecimento da necessidade de beber. Quando muito e muito prolongada, até por anos, é um dos aspectos da Inédia*.

 

ADITORA .  Tábua de Oui-ja*, com o acréscimo de uma pequena caixa oca e um ponteiro. A caixa, por suporem que conservaria (?) o poder Parapsicológico*, tal como aconteceria (?) num gabinete dedicado aos Fenômenos* Parafísicos. O ponteiro, para sinalar as letras da “mensagem”.

 

ADIVINHAÇÃO. Do latim a divinis = procedente dos deuses (?). Ato de descobrir fatos ocultos ou prever acontecimentos.

  Pelas pesquisas da Escola* Teórica todos os “profissionais” da Adivinhação são charlatães. Dificilmente se encontrará algém tão ingênuo ou tão megalomaníaco que sinceramente acredite que pode controlar PG* ao ponto de poder abrir um consultório para atender a toda classe de consulentes a respeito dos mais diversos problemas. Caso de polícia, aliás proibido por lei em quase todos os países a pedido, já em 1930, do Congresso Internacional de Parapsicologia* celebrado em Varsóvia.

  Alguns Adivinhos profissionais são muito hábeis e treinados. Mas nenhum aceita os Desafios* da Parapsicologia*... Alguns charlatães deram muito trabalho..., como é o caso típico de Alexis Didier*.

 Mais ou menos espontaneamente, isso sim, alguém pode ser surpreendido por algum conhecimento PG*, tanto de RC*, como de Pcg*, ou de SC*.

  E mais facilmente por HIP*, mas não deixa de ser absurdo, alem de perigoso, pagar para que digam a alguém, como “revelado do Alem” ou como “escrito nas estrelas”, precisamente o que ele pensa...

   Profecia* ou Adivinhação SN* é de características muito superiores. Ver também Revelação*.

   Adivinhação do Pensamento. Ver AP.

 

ADORAÇÃO.  Culto e reverência devidos unicamente a Deus*.

 

AD-UNIFICAÇÃO. Realização da unidade essencial com Deus*, o grande Espírito*.

 Não pode passar de concepção “poética”, pois é absolutamente contraditório Panteísmo* identificar a criatura com o criador.

 

ADVENTISTA.  Membro de uma confissão religiosa  na que esperam uma  próxima  segunda vinda  de Cristo e fim do mundo. Dizem que receberam a data por Revelação*.

  Já erraram repetidas vezes nas datas  marcadas, e continuam marcando outras... , o que cientificamente prova o fanatismo e a falsidade da sua pretensão de ser religião revelada por Deus*.

 

AEROBUS. Autocarro aéreo de transporte de Espíritos* (?), recentemente Desencarnados* (?), que contraditoriasmente não podem locomover-se pela própria vontade e necessitam de amparo material. É neologismo do Espiritismo* brasileiro.

 Perante a crítica científica, a conclusão é evidente: Só quem acredite no Espiritismo* pode aceitar também esta e tantas outras solenes imbecilidades com que descrevem o mundo dos Espíritos* (?).

 

AEROMANCIA. Pretendida Mancia* mediante a interpretação de certos acontecimentos atmosféricos, como por exemplo, a direção, velocidade, câmbios... do vento.

  Ou arte, apoiada em “ajudas dos Demônios*”, de fazer numa nuvem a Aparição* de Espectros* ou de figuras que representariam acontecimentos futuros.

 

AEROSSOMA. Do grego soma = corpo, termo proposto por Charles Lancelin em vez da tradução vernácula exata: Corpo* Etéreo. Ver Perispírito.

 

AFANISMO.  Desaparecimento psiquiátrico de pessoas.

   Ou desaparecimento parapsicológico de pequenos objetos. Neste caso seria uma parte do Aporte*, termo preferível, quando não se trate de uma Alucinação* Negativa, ou outras explicações comuns.

 

AFIA. Termo proposto por René Sudre* para designar o mesmo para o que já existiam demasiados termos. Ver Criptestesia Pragmática, Metagnomia Táctil e Psicometria  (parapsicológica), este último o termo preferível.

 

AFID. Um bem conhecido Controle (?) de Blanche Cooper*, Médium* de Psicofonia*. Foi estudada pelo Dr. S. G. Soal* durante os anos de 1921 a 1922. O seu outro Controle* era designado pelo nome Nada, muito significativa explicação fornecida pelo próprio Inconsciente*...

 

AFINIDADE. Maneiras de sentir, pensar, perceber, apreender de modo análogo ou semelhante.

   Segundo as hipóteses da Reencarnação*, o Destino* de uma pessoa pode estar ligado ao de outra através de muitas vidas terrenas. Se existe uma compatibilidade entre ambas, diz-se que se forma um vínculo de afeto extremamente próximo, que transcende a morte e a possível alteração do sexo. Diz-se então que estes são dois seres afins.

 

AFLATO. Inspiração* que se obtém. Segundo os Supersticiosos* seria uma Revelação* de algum Espírito* (?).

 

AGÊNERES. Seriam uns seres inferiores que pululariam pelo ar, que se manifestariam  na forma com aparências de seres vivos,  mas que não seriam gerados pelos processos biológicos normais,  nem produzidos pelo Fenômeno   Parapsicológico* da Ectoplasmia*.

 

AGENTE ou EMISSOR. Designa o Psíquico* que emite Telergia* ou Ectoplasma*.

  Diz-se, incorretamente, também da pessoa que “emite” (?) informações nos Fenômenos de PG*. Na realidade em PG* o chamado “Agente” ou “Emissor” não passa de objeto externo e condições extrínsecas da captação e manifestação pelo Percipiente*. Ver também Casal* Telepático.

  Propriamente falando, só nos Fenômenos EN* existe Emissor ou Agente. Nos Fenômenos PN* não há Agente ou Emissor. E  nos SN* há Agente, Deus*,  mas não, evidentemente, Emissor.  

 

AGOSTINHO, Santo (Aurélio) (354-430). Filho de Santa Mônica e de pai pagão, converteu-se ao Catolicismo e... à santidade em 387. Bispo de Hipona, norte de África, mas viajou muito por diversos países defendendo e pregando a doutrina Católica contra as heresias do seu tempo. Pela sua sabedoria e doutrina foi declarado “Padre da Igreja”. Suas principais obras são: “Confessiones” (autobiografia) e “De Civitate Dei”, alem das “Epistolae” (cartas), que são verdadeiros tratados do dogma cristão.

 Uma das maiores inteligências da humanidade. Descreve muitos Fenômenos Parapsicológicos*, tais como PG*, HIP*, Pantomnésia*, Talento* do Inconsciente, Xenoglossia*, Telergia*, Telecinesia*, Aporte*, OBE* e Projeção* de PG, etc., etc. É evidente que sem a terminologia moderna, mas geralmente com assombrosa exatidão e sem cair nunca nos erros garrafais da Micro-Parapsicologia*, além de diferenciar clarissimamente entre os conceitos que hoje são denominados EN*,  PN* e SN*.

 

AGNÓSTICO e AGNOSTICISMO. Ver Racionalista... Não confundir com Gnosticismo ou Gnose*.

 

AGPAOA, Tony (Antonio). Célebre filipino praticante de Curandeirismo* de tipo Cirurgia* Mediúnica, concretamente Cirurgia* Psíquica. Recebeu apenas a instrução básica, chegando só até o quarto grau primário, embora fosse de inteligência superior à média.

   Em 1960 instalou em Quezán, perto de Manila, a sua clínica (?) : “Unión Espiritista Cristiana” (?).

 Geralmente gasta entre cinco a dez minutos com cada paciente. A média das “cirurgias” diárias oscila entre vinte e cinqüenta. Às vezes acelera o ritmo, tendo chegado ao recorde de trezentas e dezessete “cirurgias” num só dia.

  A sua fama, como sempre nestes casos, é devida a que um truste internacional espírita fez uma sensacional e riquíssima propaganda,  sendo também protegido por diversas individualidades filipinas, quer civis como militares. O exemplo deste curandeiro estendeu-se a outros curandeiros “cirurgiões”, nas Filipinas e não só.

  Entre outros Parapsicólogos* da Escola* Eclética, devem citar-se o Dr. Monteverde, diretor do Hospital Emanuel, que desmascarou a Fraude* de Agpaoa;  a “Philipines Medical Association” que denunciou, contínua e publicamente, as Fraudes* do Curandeiro* com a colaboração dos seus interessados propagandistas; também  o Dr.  William A. Nolen, conhecido cirurgião em  Litchfield (Minnesota) e o médico italiano Dr. Francesco Mandarino, e outros, que desmascararam implacavelmente a Fraude* dos charlatães das Filipinas. O Pe. Quevedo* mostrou e inclusive reproduziu por vários países esses truques de mágicos e singelas técnicas. Após exaustivas verificações, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos concluiu pela Fraude* generalizada dos famosos Médiuns* “cirurgiões” filipinos e declarou de Utilidade Pública o programa televisivo que o Pe. Quevedo* apresentou lá, onde a Micro-Parapsicologia* mostrava completo despreparo.

    Entre outros Desafios*, Ver “Quatro, Três, Dois, Um”.

 

AGRIPPA, Cornélio. Muito pouco se sabe acerca dessa estranha e tão discutida figura de cientista, não se conhecendo nem a data de seu nascimento, nem a data de sua morte.  Sabe-se apenas que viveu na primeira metade do século XVI. Considerado por muitos como um charlatão extravagante, foi professor de Teologia em Dôle, e de Direito e Medicina em Paris, tendo alcançado enorme êxito como advogado e orador em Metz.  Foi médico pessoal do Marquês de Monferrato, do Duque de Sabóia e de Luiza de Sabóia, tendo também freqüentado a corte do Imperador Carlos V, onde chegou a ser nomeado historiógrafo oficial. Teve sempre uma vida economicamente bastante difícil, chegando mesmo a ter que cumprir pena nas galeras, devido a suas dívidas.

   O que mais interessa aqui é que foi praticante da Magia* da Cabala*. Escreveu várias obras, entre as quais “De Occulta Philosophia”, Colônia, 1533. Desprezava a ciência oficial e considerava a Magia* como a “ciência mais perfeita (?) e arte por meio da qual é possível comunicar com as forças de um plano superior (?), para dominar as do plano inferior”, como afirma no seu livro “De Vanitate Artium et Scientiarum”, Colônia, 1527.

 

AIMÉE. Bem conhecido Controle*  feminino de Arthur Colman, Médium* inglês de Fantasmogênese*. Este Controle* foi reclamado também, depois da morte de Aimée,  por F. F. Craddock, outro Médium* inglês. 

 

AISSAUAS. Membros de uma Seita* religiosa originária do Marrocos circa 1525, que se entregam a uma Iniciação* de dilacerações, jejuns, convulsões... Atribuem suas “façanhas” à assistência de Espíritos* (?) de mortos e à proteção de Alá. Na realidade Histeria*, Auto-hipnose*, fanatismo...  

 

AKÁSHICOS ou AKÁSICOS, Arquivos ou Registros. Mito* que diz haver uma galeria de quadros cósmicos (?), vestígios duradouros registrando todos os acontecimentos que já ocorreram desde o começo do mundo, inclusive todos os pensamentos, sensações e ações desde o começo da humanidade. Tudo estaria preservado na luz Astral*. Os Ioguis*, certos espíritas e outros ocultistas crêem que se pode entrar em contato com essa galeria cósmica de registros em certo Estado Alterado* de Consciência. É assim que estes delirantes ocultistas ou “poetas” explicam (?) as percepções PG* e mais concretamente a Psicometria*, com ou sem colaboração dos Espíritos* (?) do Astral*.

 Inúmeras versões ocultistas da História, completamente falsas, delirantes, basearam-se na observação (?) desse arquivo por videntes que afirmam haver penetrado no Astral*.

   Ver Consciência* Cósmica, com a que este Mito* tem certa analogia.

 

AKSAKOF, Alexander N. (1832-1893). Nasceu em São Petersburgo, tendo chegado a Conselheiro de Estado, na Rússia. Abandonando a prometedora carreira política, a partir de 1858 dedicou-se à pesquisa de Parapsicologia compreendendo ser mais importante, e estudou os grandes Médiuns* de sua época, como Eusápia Palladino*, Eglinton*, Madame d’Esperance*, Florence Cook*,  D. D. Home*, etc. Fundou em 1874 o “Psychische Studien”, que continuou a aparecer em Leipzig, após a morte de Aksakof, e ainda hoje com o título de “Zeitschrift fur Parapsychologie”. Lamentavelmente foi grandemente influenciado por Swedenborg* e A. J. Davis*, mas com o estudo foi aos poucos e em grande parte superando a interpretação típica do Espiritismo* como monstra na sua obra mais importante: “Animismus und Spiritismus”,  Francforte, 1890, que teve na sua época uma enorme difusão. Faleceu com setenta e um anos.

 

ALAVANCA PSÍQUICA. Termo com o qual o Dr. Crawford* denominou o Ectoplasma* rígido ou Telergia* um tanto condensada e rígida, segundo se pôde comprovar com o auxílio de raios infravermelhos. Esta “alavanca de natureza ectoplásmica (...) parte do Médium* e, apoiando-se no solo, pode erguer um móvel”, às vezes muito pesado “sempre que o foco de emissão energética esteja no Médium*, que pode captar energia dos presentes”. Ver Kathleen Goligher*.

 

ALBUQUERQUE, Maria Luiza. Professora,  investigadora e delegada do CLAP* em Portugal. Foi  a introdutora neste país do estudo, científico, da Parapsicologia*. Co-fundadora do “Jornal de Parapsicologia”,  é sua diretora e editora desde o primeiro número. Viuva do...

   Dr. Orlando de Albuquerque, falecido no dia 6 de Outubro de 1997. O Dr. Albuquerque, um dos autores deste dicionário, era médico e escritor. Abandonando quase plenamente sua profissão de médico, dedicou a maior parte do seu tempo à Parapsicologia*, de cuja importância se entusiasmou. Foi professor do CLAP* de Portugal. Autor iniciador da série “Cadernos de Parapsicologia”. Além de muitos artigos, a maioria publicados no “Jornal de  Parapsicologia”, de que foi co-fundador com a esposa, a ele deve-se também o delicioso “Histórias do Diabo”, Braga, 1977, livro que não por ser humorístico deixa de ser profundo e esclarecedor. Devem destacar-se especialmente o livro de ampla pesquisa “Tradições e Crendices do Povo Português”, 1992.

 

ALCAESTE. Do árabe alkahest. É a denominação utilizada por Paracelso* para o que depois se denominaria Fluido* e por fim Telergia*.

 

ALECTROMANCIA. Uma de tantas Mancias*, esta pretende fundar-se no vôo das aves.

 

ALERTA. No Espiritismo* designa um estado de exaltação, uma expansão do estado consciente, em que o indivíduo está atento às faculdades superiores e/ou à presença (?)  de Entidades*  protetoras. A miúdo se pratica a concentração com fim de atingir este estado.

    Por outro lado, a Parapsicologia* demonstra a probabilidade de que sempre esteja o Inconsciente Alerta, captando até por HD*, HIP* e PG* mesmo quando em coma ou em profunda Anestesia*...., podendo surgir, por exemplo em outro Estado Alterado* de Consciência, o que captara quando parecia estar em plena Inconsciência*.

 

ALFA.  Designa-se em eletroencefalografia com esta letra grega o ritmo de repouso físico, emocional e intelectual. É formado por oscilações regulares e o seu aspecto é pseudosinusal e o seu número é de oito a doze por segundo.  Pode se demonstrar com um indivíduo normal, em estado de repouso físico e de calma psíquica, com um relaxamento muscular total e com os olhos fechados. Desaparece quando o Paciente* abre os olhos e quando se produz um esforço intelectual, como a rememoração de algum fato, uma simples operação de tipo matemático ou a produção de um estímulo brusco como, por exemplo, um estímulo luminoso ou um ruído violento.

  Em Parapsicologia*, Escola* Eclética, serve principalmente para comprovar que a atividade do Médium*, do Psicógrafo*, do Possesso*, etc. é dele próprio. 

 

ALFAFONE. Aparelho aperfeiçoado pelos investigadores do grupo Popov*, que se destina a prevenir o Percipiente* quando está em melhores condições para “receber” a comunicação telepática, isto é, quando os ritmos de suas ondas celebrais são similares aos do “Agente”*.

 

ALFANO, Padre Giovanni Batista ( === ). Doutor em Ciencias Naturais. -

   Precisamente por ser sacerdote, concentrou sua atividade na Parapsicologia convencido da sua importancia para tirar Superstições* e fundamentar a verdade transcendente. Excelente Parapsicólogo* da Escola* Teórica. Autor de excelentes livros, entre os que destacamos “La Metapsiquica e la Metafisiologia”, Napoles, 1932 - “La Radiostesia é una Scienza?”, Roma, 1942 - “Il Miracolo di S. Gennaro. Documentazione Storica e Scientifica”, 2a. ed. 1950 - “La Rincarnazione. Errore Antico e Moderno”, Napoles, 1952 - “Lo Spiritismo... Questo Mistero. Quesiti e Risposte”, 1955 - “Piccola Enciclopedia de Scienze Occulte”, 2a. ed. 1971-  Etc.

 

ALLEN, William Frederick. Ver Leo, Alan.

 

ALLEYNE, John (1861-1933). O Médium* responsável por parte dos escritos de Glastonbury, como resultado dos quais se descobriram as perdidas capelas de Edgar e Loretto. Francis Bligh Bond realizou as necessárias escavações e demonstrou a verdade das afirmações.

 

ALMA. No sentido usual, significa a parte espiritual da personalidade. O Espiritoismo* e outros grupos de Ocultismo* afirmam que a alma humana é de natureza comum à das plantas e animais! E  aderiram como parte essencial da sua doutrina ao espalhado erro de que, depois da morte, a alma abandona o corpo físico e continua agindo como Espírito* (?) Desencarnado* (?). Afirmação hoje plenamente superada pela Antropologia, Filosofia, Teologia e também pela reta Parapsicologia*, a Escola* Teórica. Ver Ressurreição.

 

ALOGNOSIA. Termo, pouco usado, para designar o conhecimento parapsicológico (EN*, PN* ou SN*) da individualidade de outra pessoa.

 

ALONGAMENTO. Fenômeno* Parafísico cuja peculiaridade consiste em que o corpo do Psíquico* aumenta consideravelmente em estatura ou na longitude dos seus membros.

   D. D. Home* exibiu este Fenômeno* em várias ocasiões, e numa delas perante, pelo menos, cinqüenta pessoas. O seu alongamento máximo registrado foi de onze polegadas (quase três decímetros). Outros Médiuns* que produziram esse Fenômeno* foram Florence Cook*, Frank Herne, J. J.  Morse*, Eusápia  Palladino* e a Sra. Thompson*.

  A explicação do próprio Home* era que as ancas e as costelas falsas se separavam numa maior proporção que o normal (?). Afirmou que os braços e as pernas se alongavam de modo independente (?).

  Pouco poderia dever-se à explicação de Home*, mas certa Transfiguração* pelo Ectoplasma* pode explicar o fato.

O prodígio musical espanhol Pepito Ariola*, aos três anos e meio, apenas podia alcançar cinco notas, entretanto algumas vezes deixava ouvir oitavas completas durante as suas execuções: tênue Ectocoloplasmia* e\ou Telecinesia*.

 

ALOPSÍQUICO. Termo proposto por Boirac* para substituir a palavra Médium* originada em  interpretação supersticiosa. O mesmo que Psíquico*, termo preferível.

 

ALOSCOPIA.  O mesmo que Eteroscopia* , termo preferível.

 

ALQUIMIA.  Era a Química dos primeiros tempos, que se interessava principalmente por descobrir a  Pedra* Filosofal (?).

 

ALTERADO DE CONSCIÊNCIA, Estado; ou ALTERAÇÃO. Estado de Consciencia* mais ou menos obnubilada, no decurso do qual se manifesta uma atividade pressupostamente parapsicológica.

  Ver Transe, termo de origem espírita mais usado no Brasil, embora Estado Alterado de Consciência seja expressão preferível. Ver também Pitiatismo, Função Menos,  Êxtase, Narcoanálise, etc.

 

ALUCINAÇÃO.  Percepção sem objeto. Crença errônea na existência de um estímulo. Perturbação psicosensorial correspondente a projeção de imagens subjetivas no campo objetivo. O Paciente* percebe como se existisse um estímulo real: Alucinação Positiva. Ou, pelo contrário, não percebe o estímulo real suficiente: Alucinação Negativa.

  O objeto alucinatório é projetado a uma distância e numa direção determinadas. Podem ser observados diversos tipos: Alucinações Visuais, Auditivas, Olfativas, Gustativas, Cinestésicas, etc. As alucinações mais correntes na doença mental são “vozes” e ocorrem mais freqüentemente na Esquizofrenia*. Podem ser atribuídas a uma origem interna ou externa e o Paciente* tem, por via de regra, uma convicção muito forte da sua “realidade”.

  Alucinação Especular é o mesmo que Eautoscopia* e Austoscopia*, segundo os casos, termos preferíveis.

  Alucinação Verídica, embora pareceria contraditório, chama-se a alucinação que encerra uma informação parapsicológica correta acerca de determinada ocorrência. Edmund Gurney diferenciou a Alucinação Patológica da Alucinação Verídica ou por PG*. 

  Na Alucinação Patológica ou Subjetiva, os disturbios auditivos são mais freqüentes que os visuais; as pessoas doentes os tem freqüentemente, mas, de um modo geral, não reconhecem as vozes nem as formas. A Aucinação Verídica, pelo contrário,  é rara e muito breve e a  pessoa reconhece muito bem as vozes e as formas.

  A Alucinação deve distinguir-se da Ilusão*.

 

ALUCINÓGENAS, Drogas. São substâncias que têm como propriedade mais surpreendente a produção de uma perturbação grave na percepção, incluindo Alucinação*.

  Vários nomes bem justificados foram assinados a este grupo, incluindo Psicodélicas* e Psicomiméticas*, etc. De fato estudos experimentais sugeriram que o termo Alucinógenas  não explica de forma alguma a total atividade destas drogas, pois a sua atividade é bem mais complexa.

 

ALUCINOSE.  Indica que o paciente está sofrendo Alucinação*.

 

AMADOU, Robert. Nasceu no ano 1924 em Bois-Colombes (Seine), Paris. Licenciado em Letras e Licenciado em Filosofia pela Universidade de Paris, fez também estudos de Teologia.

  Excelente Parapsicólogo* contemporâneo, da Escola* Teórica. Foi diretor durante muitos anos da “Revue Metapsychique”, do IMI*. Estudou todos os Fenômenos Parapsicológicos*. Seus livros principais são “La Parapychologie”, Paris, 1954 - “Les Grands Médiuns”, 1957. Refutou com excelente análise as interpretações e pretenções do Ocultismo*: (Com a colaboração de Robert Kantters:) “Anthologie Littéraire de l’Occultisme”, 1950 - “L’Ocultisme”, Paris, 1952 - “L’Art et l’Occultisme”, 1954 -  “De l’Agent Inconnu au Philophe Inconnu”, 1962 -  Etc.

  Foi secretario de vários Congressos Internacionais de Parapsicologia* celebrados em Europa: “La Science et le Paranormal. Le !er. Colloque Intrrnational de Parapsychologie (Utrecht, 1953). Les Entretiens de Saint-Paul-de Vence (1954)”, Paris, 1955. 

 

AMERICAN METAPSYCHIATRIC ASSOCIATION. Miami, Flórida, EUA. Ótimo que estudem os prodigios atribuídos aos Curandeiros*, mas lamentável que tentem conciliar ciência médica com práticas, mais ou menos encobertas, de Curandeirismo*.

 

AMERICAN SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH (A.S.P.R.). Ver SPR.

 

AMNÉSIA.  Diminuição ou perda total da memória. Pode observar-se em doente com perturbações mentais de natureza orgânica ou funcional. Distinguem-se a Amnésia Retrógrada, que se refere aos acontecimentos que antecedem à doença ou ao traumatismo; e a Amnésia Anterógrada, relativa aos acontecimentos que ocorrem posteriormente.

   No entanto, com boas técnicas ou após a cura pode comprovar-se que o Inconsciente* não esqueceu nada, se não houve perda de massa encefálica. Sob a amnésia no Consciente* subjaze a Pantomnésia* do Inconsciente*.    

 

AMORC. Sigla de “Antiga Mística Ordem Rosa Cruz”, ou em latim “Antiqua Mistica Ordo Rosae Crucis”. Destacada sociedade secreta de origem norte-americana. Tem a sua sede em San José, na Califórnia. Foi fundada por Harvey Spencer Lewis (1915-1939), que foi descrito como um “gênio da merchandising Metapsíquica*”. Ralph Maxwell Lewis, o filho do fundador, com a morte do pai tomou posse como Imperador da ordem. A ordem, bastante conhecida pela sua extensa publicidade e seus cursos por correspondência, afirma ter cem mil Adeptos* em Norte-América e no exterior. Entre outras muitissimas mentiras, afirmam descaradamente que o Rosa-Cruz* é possuidor dos segredos das Religiões de Mistérios*.

   Na realidade praticamente nada têm de ciência, e muitíssimo de Superstição*.

 

AMPSI. Mais um solene disparate da Escola* Norte-Americana. Designaria PSI em Animais. PSI*, isto é, PG* e PK*.

  Como protesta a Escola* Européia, PSI em Animais é contraditorio nos próprios termos. PK*, além de contraditório em animais, não existe nem no homem. E em quanto a PG*, na expressão de Eugène Osty*, é “rigorosamente limitada à pessoa humana”.

 

AMULETOS.  Pequenos objetos, aos que se atribuem poderes de Magia* (?), mais de proteger do que de curar, preservando de imaginarios danos que os Feiticeiros*, Tabus*, Olho* Gordo, invejosos... causariam (?). Os Amuletos podem consistir em anéis, figurinhas, inscrições (números, palavras mágicas, figuras diversas) ou fragmentos de vegetais e animais, como raízes, dentes, olhos, etc.  O seu uso é muito antigo, remontando à Pré-história.

 Podem ser considerados como “batismo” dos Amuletos o “Agnus Dei”, o Escapulário, uma imagem santa, as medalhas... dos católicos. A Igreja sempre teve por princípio purificar, “batizar” tornando-os cristãos os usos do paganismo que não poderia desenraizar dos hábitos dos povos. O Amuleto assim se converteu em uma oração implícita e\ou em uma insígnia ou distintivo.

 

ANABIOSE.  Ver  Ectoplasmia, termo preferível.

 

ANAGNÓSIA. Termo proposto por Bret e que ele dividiu em quatro classes: Paranagnósia, Perianagnósia, Teleanagnosia e Preanagnosia. É preferível o termo Criptoscopia* para o aparente Fenômeno* em geral. E em vez das divisões, é preferível  precisar respectivamente se a aparente Criptoscopia* é na realidade EN* (paranagnósia) e concretamente por HIP* (perianagnósia); ou se é PN*, frisando-se concretamente a distância (teleanagnósia) ou, então, concretamente por Pcg* (preanagnósia); ou mesmo se é SN*, embora para este caso, no freqüente preconceito, Bret não especificou  nenhum termo.

 

ANAGOGIA. Exaltação da Alma*, arroubamento Místico*. Estado “beatífico” (?) que pode facilitar maior manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*. Análogo a Êxtase*, termo em geral preferível.

 

ANALGESIA. Perda da sensação, insensibilidade à dor. Registrada por inúmeros santos, Médiuns*, Ioguis*, Faquires* e pessoas tomadas de ardor religioso. É também usada e abusada por praticantes do Curandeirismo*, aproveitando-se da Sugestão* ambiental.

 Além dos truques e técnicas de Ilusionismo* na área de Faquirismo*, ter presente para certos casos de exibição a Acroparestesia* e Acetilcolina*.

 

ANA, o Verbo ou MÃE ANA.  Ver Lee, Ann.

 

ANASTENÁRIO. Ver Piróbata, termo preferível.

 

ANDRADE, Srta. Camponesa espanhola de Fenômenos* Parafísicos. Foi objeto de uma longa série de Experiências Qualitativas* dirigidas pelo Dr. Oliveira Feijão, professor na Universidade de Lisboa, ficando provada  a realidade desses Fenômenos* Parafísicos.

 

ANESTESIA. Ver Analgesia, termo preferível para diferenciar o Fenômeno Parapsicológico* do efeito artificial em Medicina.

 

ANIDEÍSMO. Termo utilizado por Enrico Morselli* para designar a característica de que o Sujeito* perde o controle das próprias idéias no Transe* ou qualquer outro Estado Alterado* de Consciência. E assim facilmente ele próprio e os observadores ficam proclives à Prosopopéia* supersticiosa como Possessão** (?), Incorporação* (?), etc. Por outra parte, fica facilitada a Lavagem* Cerebral.

 

ANIMISMO. Em  Filosofia, os sistemas opostas ao sistema Materialista*.

  Numerosas religiões primitivas e crendices que atribuem uma Alma* racional aos objetos inanimados e a todas as forças da natureza irracional, inclusive considerando-os deuses (?). O deus (?) Lua, o deus (?) Sol. etc, e o deus (?) vento ou chuva, etc, e o Exú* ou Orixá* do mar, da cachoeira, etc. Cada tipo de Animismo ou religião primitiva tem seus próprios nomes. Ver Potestades. 

  Superstição que afirma que todos os objetos têm uma vida natural e estão unidos a uma Alma* imaterial, que existiria separadamente.

   Termo de utilização corrente em Parapsicologia*, Escola* Teórica, a partir de finais do século XIX para contrapor Animismo e Espiritismo*. Isto é, Animismo designa as teorias interpretativas dos Fenômenos Parapsicológicos* que fazem residir a sua origem no homem (prescindindo aqui dos SN*). Opõe-se a Espiritismo* em quanto este pretende que muitos Fenômenos Parapsicológicos* decorrem da ação de Espíritos* Desencarnados* (?). Tal nomenclatura porque Allan Kardec* chamava Alma* ao Espírito* Reencarnado*, e Espírito* a Alma* Desencarnada*.

 

ANIQUILAÇÃO DE SUBSTÂNCIA. ===

 

ANJOS. Tomando-se a Bíblia* ao pé da letra, os Anjos foram concebidos como Espíritos* Puros, que seriam mensageiros de Deus* (do latim angelus = mensageiro). Mas o estudo científico, histórico e arqueológico, da terminologia e da mentalidade da época em que foi escrita a Bíblia* descobre que Anjo é uma representação da manifestação do próprio Deus*.

  Filosoficamente, dado que Deus* criou tantos e tantos seres materiais e espirituais-materiais, seria inconcebível que não houvesse criado seres puramente espirituais. Sendo espirituais, têm que ser livres. Sendo livres, uns poderão haver respondido sim a Deus*, chamamo-los Anjos; outros poderão haver respondido não, os pretendidos Anjos Rebeldes, chamamo-los Diabos* ou com outros nomes equivalentes.

   Tirando-o de conceitos populares cristãos, sem entendê-los, o Espiritismo* concebe os Anjos como Nutales*.

  Hoje há uma verdadeira epidemia de publicações e comportamentos com referência aos Anjos, mostrando acúmulo de Superstição* e crassa ignorância do que os Anjos são. No fundo, mera “poesia” e exploração econômica.

 

ANJOS, Madre Joana dos. Ver Loudun, Processo de.

 

ANKH.  O antigo símbolo egípcio da vida, agora um popular atrativo (?) de Sorte*.

 

ANIQUILAÇÃO DE SUBSTÂNCIA. ===

 

ANONTE . O Espírito* (?) de morto, já definitivamente Desencarnado* (?) que, tendo já superado inumeráveis Reencarnações*, chega à perfeição plena (?).

 

ANOREXIA. Falta praticamente total do apetite e rejeição drástica de todo alimento, doença muito perigosa, de origem psicológica.

 Interessa à Parapsicologia*, Escola* Européia, porque a Inédia.invariavelmente foi precedida pela anorexia. Ver Caquexia.

 

ANTIGO TESTAMENTO. Ver Bíblia.

 

ANTOINISMO.  Seita de Curandeirismo* fundada por Antoine, um louco que viu os seus “poderes” em amplo Desenvolvimento* (?) após a leitura de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec*. Foi condenado na Bélgica por exercício ilegal da Medicina. Calcula-se que exista mais de um milhão de adeptos em todo o mundo.

 

ANTROPOFLUX. As investigações de E. K. Muller, engenheiro de Zurique e diretor do “Instituto de Saúde para Desordens Nervosas”, demonstraram a existência de uma emanação do corpo humano, que pode diminuir a resistência de um circuito elétrico. Estas Experiências Qualitativas* foram verificadas pelo Professor Farny do “Instituto Politécnico” de Zurique, que lhe deu a designação de Antropoflux.

  Estabeleceu também que emanações máximas provêm das superfícies inferiores dos dedos da mão esquerda. Também aparecem na respiração.

   Interessa em algumas circunstancias em Parapsicologia* tanto quanto coincida com a Telergia*. Ver Fluido.

 

ANTROPOSOFIA ou MOVIMENTO ANTROPOSÓFICO. Geralmente refere-se ao sistema ocultista de “Filosofia” (?) como foi ensinado pela Sociedade Geral Antroposófica fundada por Rudolph Steiner em 1913. É um dos ramos desgalhados ou originados da Teosofia*. Está estendida por todo o mundo, tendo “filiais”nacionais em mulktitude de cidades com suas corrrespondentes revistas.euse

   Seu livro fundamental escrito pelo proprio R. Steiner é “Anthroposophical Moviment: its History and Life Copnditions in Relation to the Anthroposophical Sopciety”. Alegam, não sem contradição e muitos apriorismos,  que o seu propósito é libertar o homem do egoísmo mediante o Desenvolvimento* das suas reações às influências naturais mais sutis (?}. Daí inclusive o grande ênfase dado ao significado (?) da cor e do ritmo.

  Para julgar a Antroposofia, além do seu parentesco com a Teosofia, bastaria como na Teosofia* o título da revista dirigida pelo proprio Steiner em 1904-5: “Lucifer-Gnosis”.

 

AP (ou LP). Sigla preferível ao termo Adivinhação do Pensamento (ou Leitura do Pensamento). Uma divisão ou classificação prática de PG* ou inclusive, embora menos exatamente, da HIP*. Quando não há Telebulia* do “Agente”*, só no Percipiente* que pretende conscientemente e consegue captar o pensamento Consciente* de outra pessoa, estando esta alheia a tal intento do Percipiente*.

   Fenômeno* difícil de acontecer por PG*, menos difícil por HIP*. Em geral, quanto mais Consciente*, menos manifestação Parapsicológica*. Por isso são mais freqüentes  TIE* e HIE*.

 

APARIÇÃO. O termo freqüentemente é usado com pouquíssima precisão. Aplica-se a qualquer objeto, animal ou pessoa que subitamente é visto onde não estava nem logicamente deveria estar.

  Em primeiro lugar Aparição não deve ser confundida com Fantasma* e termos correlatos produzidos pelo Ectoplasma*. Também não deve ser confundida com com Aporte* EN, com Alucinação*, etc. e menos ainda confundi-lo com algum efeito SN* como, por exemplo, Autotransporte*.

   Aparição designaria a súbita presença, real e visível tal qual ele é, de um ser real não do nosso mundo. No âmbito profano, relatos de Aparições, apesar do grande ceticismo em torno delas, adquiriram certa importância. Hoje a interpretação das Aparições como manifestações de mortos ou dos seus Espíritos* separados (?), sabe-se que está completamente errada. Ver Comunicação.

  Também as chamadas Aparições Religiosas de Deus*, de seus Anjos*, de Santos e de Almas* (?) do Purgatório ou mesmo do Inferno compõem grande parte da crônica religiosa. Na realidade só houve verdadeiras Aparições Religiosas, e só de Cristo, depois da Ressurreição* e antes da Ascensão, completamente diferentes de todas as chamadas Aparições de antes e depois desse curto período. As de fora desse curto período, o correto seria chama-las Visões* Religiosas.

   Estas verdadeiras Aparições e desaparições de Jesus, como tambem o Auto-Transporte* (de Eliseu, por exemplo: At 26-40) são certamente SN*, mas seu mecanismo é compreensivel para a Física moderna, e em muito menor escala a Telergia* realiza algo análogo no Aporte:

  A extensão dos corpos (macroscópicos, visíveis) é devida à velocidade em movimentro circulatorio das partículas que os constituem. Extensão é função de massa por energia por vetor velocidade: Ext = f (M .E .V).

  Está demonstrado, por exemplo na desintegração dos átomos, etc, que a massa pode trasformar-se em energia. Se a velocidade de um objeto supera a velocidade molecular (27.000km/s), então esse objeto de desintegra, porque vence a força de atração das partículas que o constituem. Na teoria da relatividade de Einstein, energia cinética é igual à massa pelo quadrado da velocidade da luz: E cin = m . c2. Pela velocidade a massa transforma-se em energia.

 Por outro lado todo corpo é permeavel para qualquer forma de energia e velocidade superiores à sua. Por exemplo, a energia radiante do corpo electromagnético atravessa qualquer campo porque tem a velocidade da luz (300.000km/s).   

  Na Ressurreição o cadáver de Cristo transformou-se em luz SN*(como ficou gravado no Lençol* de Torino), assim o Corpo Glorioso* é absolutamente invisivel. E entra no Cenáulo atraves do muro melhor que o imão... Depois por poder SN* reduz a acelaração e reaparece o corpo físico absolutamente visivel, tangivel... Ao acelerar novamente, desaparece o corpo físico por transformar-se em Corpo Glorioso*. Só por  poder divino podendo ser visivel na Transfiguração SN*.

 

APÓCRIFO. Não autêntico. De autor ou procedência desconhecida ou certamente diferente daquela com que se disfarça. Entre os delirantes sequazes do Espiritismo* e de qualquer outro Esoterismo* correm vários “Livros Sagrados” apócrifos, como o “Evangelho de Santo Tomé”, “Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo”, etc., etc.

 

APOLONIO  de Tyana. Um filósofo de Capadocia e mestre de Filosofia pitagórica, morto pelo ano 97. São-lhe atribuídas as maiores fazanhas e poderes...

  O primeiro escritor que fala dele foi Damis, que haveria sido seu discípulo..., mas cujas memórias (?) só haveriam sido escritas cem anos após a morte de Apolonio, quando já não vivia nenhuma testemunha... E ainda, as tais memorias (?) haveriam sido entregues ao escritor grego Filóstrato (c.175-247), um habil sofista, que as publicou... Certamente, como mínimo, muito  adornadas..., se é que tudo isso de “memorias de Dimas” não foi absolutamente  invencionice de Filóstrato.  

  É realmente lamentável que muitos autores, inclusive célevres teólogos, copiando-se uns aos outros, caiam no absurdo de afirmar que os milagres de Cristo foram copiados dos atribuidos por  Filóstrato a Apolonio de Tyana! Uma copia com quasse dois séculos de antecedência! O que sim é evidente é a inversa: Apolônio fez um decalque grosseiro de alguns milagres de Cristo...    

 

APORTE. Em geral o termo implica e designa qualquer efeito de passagem da matéria através da matéria.

   Estritamente refere-se a um objeto material, nunca de grande tamanho (meio tijolo já é caso extremo), que atravessa a barreira física sem aberturas. A saída ou entrada de objetos pequenos em receptáculos fechados ou selados, como as paredes ou o teto de um recinto..

  A Micro-Parapsicologia*, da Escola* Norte-Americana, não tendo podido reproduzir o Aporte em laboratório (como nehum outro Fenômeno Parapsicológico* propriamente dito) e menos ainda com a freqüência que convém à estatística matemática, geralmente não o aceita sob conceito algum, e em último termo o interpreta mal, como se fosse PK*. Na realidade é um efeito da Telergia*.

   É um dos mais freqüentes entre os Fenômenos Parapsicológicos*, tantas e tantas vezes verificado em observações indiscutíveis de Casos Espontâneos* e mesmo de Experiências Qualitativas*. O aporte é uma característica quase geral nos casos de Poltergeist*: pequenos objetos saem da gabeta ou do armário e voltam a ser lá colocados intactos, entram pedras através dos muros, somem da habitação objetos pequenos e aparecem do outro lado da parede, etc.

  Também são freqüentes os Aportes de agulhas  sob o tecido epitelial e no tecido adiposo, que a Superstição* considera efeito de Feitiço*.

  Hoje é quase epidêmico o Aporte em imagens que “choram”, inclusive  “...que choram sangue”. Ha também muitos “Místicos”* que têm aporte do tipo suor hemático: “suam” sangue.

  Tanto o sangue como todos os outros objetos têm que estar e não vão mais longe que a poucos metros (o Desafio* da Parapsicologia* concretiza a menos de 50 metros) no momento do aporte.

     Em Experiências Qualitativas* há-se observado surgirem nós em cordões sem fim,  

por exemplo e com pioneirismo, perante o Professor Zolner*. Em 1932, em duas oportunidades, quatro anéis de madeira de uma só peça, separados,  ficaram entrelaçados dois a dois, sem rutura, e enlaçados se conservam até hoje; além de outros aportes  realizados por Margery* perante o Prof. William H. Button da ASPR* em Experiencoias Qualitativas* de Junho a Setembro de 1932. Etc, etc.

  A Telergia* influindo na velocidade das partículas que compõem o objeto consegue que se transforme em energia, e assim atravessa qualquer obstáculo, depois pelo processo inverso a energia transforma-se novamente em objeto. Para a compreensão do mecanismo do aporte, do ponto de vista da Física Moderna, Ver Aparição.

 

AQUÁRIO, Idade de. Época marcada (?) pela Astrologia* que acontecerá com a entrada do equinócio de verão na constelação de Aquário, por volta do ano 2740. Esta data não pode ser dada com certeza porque as diversas “seitas” de astrólogos usam diferentes cronologias.

   Deve-se ao fenômeno de precessão, uma revolução muito lenta do pólo da terra em torno da elíptica, uma vez  em cada vinte e seis mil anos e que muda as relações dos Signos*  com as constelações.

  A idade astrológica  anterior é a de Peixes, o que é interpretado por muitos astrólogos como designando um laço esotérico especial com o Cristianismo, os últimos dois mil anos. E o Signo* anterior é o de Áries, que os astrólogos deram em relacionar com o antigo povo  de Israel.

   E por isso corre por todas partes a Superstição* de que estamos à beira de uma Nova* Era, caracterizada pelas qualidades astrológicas do Signo* de Aquário. 

   Na realidade, o Signo* astrológico de Peixes nada tem a ver com o Cristianismo, como o anterior de Áries nada tem a ver com o antigo Israel. Os israelitas dissidentes adoraram no deserto um touro, não um cordeiro (em grego áries). O peixe (em grego ixzús), foi um símbolo adotado pelos primeiros cristãos para identificarem-se entre si, às escondidas dos pagãos. Era fácil desenhar, por exemplo com o bastão sobre a areia,  como por movimento irrefletidos, a silhueta de um peixe, e suas letras consideradas como sigla significavam: I(esus) X(ristós) Z(eõu) Ú(ios) S(oterós): Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

 

AQUELARRE. Designação dada no país basco ao Sabbat* dos Bruxos*.

 

AQUINO, Santo Tomás de(1227-1274). ( === ===         

 

 

 

ÁRVORE  DA VIDA. Ver Cabala.

 

ARC, Santa Joana d’ (1411-1431). É bem divulgado que a “donzela de Orleans” ouvia vozes. Conquanto fosse uma camponesa analfabeta, pôde convencer o Delfim da sua “designação divina” (?). Psíquica*, inspirada oradora... e santa.

 Geralmente só Alucinação*. É discutível se alguma vez sua santidade alcançou algum Fenômeno SN*, mas todo o conjunto aparece evidentemente como Divina Providencia* Especial, em prol dos católicos nas lutas da época com os protestantes. É evidente que seus inimigos político-religiosos  desconheciam a existência de Fenômenos Parapsicológicos* humanos... e morreu na fogueira condenada como se fosse Bruxa*.

 

ARCANO.  O que está oculto, mistérios e segredos. Os partidarios do Esoterismo* ou Ocultismo sempre estão envoltos em delírios de Arcanos...

 

ARDÓSIAS, Escrita em. Ver Criptografia, nome preferível.

 

ARIGÓ (1918-1971). José Pedro de Freitas. Praticante de Curandeirismo* espírita e mais concretamente de Cirurgia* Psíquica. O mais famoso do Brasil. Residia em Congonhas do Campo, hoje Congonhas - MG. Foi o primeiro de uma série de imitadores, em destaque “Oscar Wilde”, Edson Queirós e Rubens Faria, todos afrimando que incorporavam o Espírito* (?) do Dr. Adolph Fritz*.

  O apelido Arigó, que significa trapaceiro, que põe  rasteiras, foi posto por quem o conhecia bem da infância e juventude, e que foi depois pároco da cidade. Como é típico nestes casos, com uma máquina publicitária bem montada e a conivência de alguns ingênuos e mal informados, breve fez fortuna e passou a movimentar grandes interesses econômicos em torno de sua figura, além do interesse fanático e anti-católico pela difusão do Espiritismo*.

  Jamais permitiu submeter-se a uma séria pesquisa, por exemplo num Hospital ou Clínica, por algum médico não-espírita e muito menos por algum Parapsicólogo* formado, da Escola* Eclética (pois a Micro-Parapsicologia* nada entende fora da mínima ESP*). Mas a atividade de Arigó era bem conhecida e mereceu ser condenado pela Justiça e foi encarcerado. Ver Mirabelli.

 

ARIOLA, Pepito. (Pepito = diminituvo carinhoso de José). Criança-Prodígio musical, espanhol de 3 anos de idade, apresentado pelo professor Richet  no congresso internacional de Parapsicologia* em 1900.

 

ARISTÓTELES (384-322 a.C.). Um dos grandes filósofos da antigüidade clássica grega. Fundador da Escola Peripatética de Filosofia. Aluno de Platão e professor de Alexandre Magno. Uma das verdadeiramente grandes figuras intelectuais do passado, escreveu tratados sobre Metafísica, Lógica, Política, Ética e História natural.  Acreditava num princípio primordial, Deus* único, a quem estavam subordinados os outros chamados deuses (?).

  Pode ser considerado um grande precursor da verdadeira Parapsicologia*, a Escola* Teórica. Por exemplo reconheceu que a mente humana pode conhecer à distancia (PG*) e inclusive no passado (RC*) e no futuro (Pcg*), e que alguma vez pode manifestar alguma dessas Adivinhações* inspirando-se em Mancias* como a Quiromancia* ou a Astrologia*, que considerou meras Mancias*.

 

ARITMOMANCIA. Mais uma Mancia*, por meio dos números e das letras, como se neles estivesse o Destino (?).

 

ARQUÉTIPO. Etimologicamente = modelo primitivo. O tipo ideal abstrato, o modelo ou paradigma  sobre o qual as coisas estão construídas. São as primeiras imagens de certas experiências humanas básicas, que existem no Inconsciente* Coletivo e podem surgir ao Consciente* sob a forma de símbolos, tais como a Bruxa*, o Feiticeiro*, o círculo, que é usado no Ocultismo* e no Extremo Oriente para meditações, ou a grande Mandala*. Os arquétipos estão intimamente relacionados com os instintos, são herdados e manifestam-se nas criações artísticas das diferente raças humanas. Na Psicologia de Jung*  (“La Psychologie de l’Inconscient”, Paris, 1963 - “L’Homme à la Decouverte de son Âme”, 1963), os arquétipos representam um “fundo de imagens antigas, que pertencem ao tesouro da humanidade”.

 Na Filosofia de Platão*, como no Esoterismo*, aplica-se de maneira geral às pretendidas manifestações que haveria no mundo das idéias, como origem ou matriz, ou contrapartida espiritual ou “etérea” de tudo o que se gera ou concretiza aqui no mundo dos vivos. Mas tudo isso, em Platão*, pode não passar de metáfora poética.

 

ARQUEU. Ver Perispírito.

 

ARROUBAMENTO.  Ver Transe e/ou Êxtase e/ou Estado Alterado de Consciência, termos preferíveis por mais usados.

 

ARUSPICINA. Mais uma de tantas Mancias*, neste caso a Scopia* de “ler” o Destino* (?) nas figuras nas entranhas das vítimas, principalmente nos sacrificios rituais de animais: cães, carneiros, ovelhas, peixes, bodes, cavalos, burros, raposas, leões, ursos, serpentes. O Arúspice (do latim aspicere = observar) foi muito considerado por vários povos desde os celtas até aos romanos, mas já era técnica de Adivinhação* muito usada pelos caldeus, 3.000 à 2.500 a. C.

 

ÁRVORE DA VIDA.  Ver Cabala.

 

ASANA. Na terceira etapa da Ioga*, cada uma das posturas corporais pretendidamente para ajudar o Desenvolvimento* de certos pensamentos. Há oitenta e quatro asanas  na Ioga*.

 

ASCENDENTE. Em Astronomia, o grau da longitude elíptica que se eleva nesta, em qualquer momento determinado. Segundo a Superstição* da Astrologia* tem um significado especial (?) para qualquer pessoa ou coisa  que nasça ou aconteça nesse instante.

 

ASCLÉPIO. Ver  Esculápio.

 

ASMODEU. Ver Deva.

 

 

 

ASONIA.  Extrema dificuldade para dormir, patológica geralmente.

   Rara vez, Fenômeno Parapsicológico* notável que acompanha a Inédia*, o Paciente* ficando inclusive muitos e muitos anos sem dormir, embora poupando muita energia pois fica sempre em cama.

 

ASPECTOS. Na Superstição* da  Astrologia*, a distância entre os corpos celestes conforme são vistos da terra.  Diz-se que há diversos ângulos que fomentam a harmonia (?) ou o contrário (?) entre os princípios planetários.

 

ASPORTE.  Ver Eporte, termo preferível.

 

ASPR. Ver S.P.R.

 

ASSEPSIA. Em Medicina designa os processos com que se afastam  os germes patogênicos.

 Há assepsia parapsicológica, Ver Atoxina, termo que parece preferível para diferencia-la da assepsia médica.

 

ASSINAPSIA. Bret, para diferenciá-la da Psicografia* que é com contato, chamava assinapsia concretamente à Pneumografia*, mas este último é termo preferível.

 

ASSITISMO.  Ver  Inédi, termo preferível.

 

ASSOCIACIÓN MÉDICA ARGENTINA DE PARAPSICOLOGÍA. Principalmente pela participação de Rosa de laTorre, Psicômetra*, fundou-se na cidade de Rosário, em 1946, esta Associação, privada, não de âmbito universitário e não plenamente científica.

 

ASSOCIAÇÃO DOS ARIANOS INVISÍVEIS . Sociedade ocultista germânica, que promove os “interesses de sangue” da “raça ariana germânica” e foi fundada por Siegfried Adolf Kummer, que acreditava que o Runes, antigo alfabeto do norte da Europa, continha poderes de Magia* (?).

 

ASSOCIAÇÒES DE MISTÉRIOS. Ver Mistérios, Associações de.

 

ASSOCIAZIONE ITALIANA SCIENTÍFICA DI METAPSICHICA. Organismo com sede inicialmente em Como, atualmente em Roma., destinado ao estudo no amplo e verdadeiro conceito de Parapsicologia* de acordo com a Escola* Européia. Publicam desde 1946 a revista “Metapsichica”.

 

ASSOMBRAÇÃO ou ASSOMBRAMENTO. Ver Poltergeist, termo que também se está introduzindo no Brasil mas onde é mais usado o termo Assombração e especialmente Casa Mal Assombrada. Poltergeist* é termo preferível e mais usado internacionalmente.

  Quando há  periodicidade, inclusive às vezes secular, em vez de Assombração ou Poltergeist*, Ver Infestação, termo preferível para os casos com periodicidade. 

 

ASTOR. Tal o nome do Controle* (?) de Hester Dowden, Médium* de Psicografia*. Astor (?) afirmava que o tempo na sua Esfera*, não é mensurável.

  Evidentemente se refere, e é verdade, à chamada eternidade. Mas com essa verdade arrasa todas as descrições delirantes a respeito do mundo Astral* típicas do Espiritismo* e de outros ramos do Esoterismo*.

 

ASTRAL. Abreviatura comum para designar algum dos Planos*... ou espaços do mundo invisível ou mesmo esse Mundo Astral.

  Em contraposição ao Alto Astral (?) estaria o Astral Inferior,  termo comum que designa algum dos Planos* que se acharia mais próximo da terra, por exemplo o Plano* dos Duendes*, dos Espíritos* (?) menos evoluídos, dos Elementares*, das Larvas* Astrais ou Psicones*...

   Ver Corpo Astral e Viagem em Astral.

 

ASTROLOGIA. É uma Superstição* muito espalhada e explorada, segundo a qual existiria um relacionamento ativo (?) entre os astros e cada homem, individual e coletivamente, e mesmo um Destino* (?) escrito nos astros, o qual poderia ser interpretado para dirigir ou ajudar na compreensão da vida das pessoas e dos povos e mesmo de toda a humanidade.

  Começou como um dos métodos mais importantes de Adivinhação* na antigüidade.  Iniciada, talvez, pelos babilônios, atingiu no século II a.C. os gregos, enriqueceu-se em detalhes e utilização entre os antigos egípcios, hebreus, árabes e europeus medievais.

  A Astrologia é uma “ciência” (?) de Ocultismo* altamente sofisticada com que se pretende fazer predições em muitos campos. Mediante o uso das tábuas de efemérides para preparar um Horóscopo*, o Astrólogo obtém uma composição nas doze Casas que mostram no momento particular as posições relativas dos planetas, constituindo os Signos*, o que tornaria possível descrever os momentos favoráveis para as  ações. Estudaria assim, o sincronismo e a causalidade, estabelecido entre os astros que nos rodeiam e os seres e objetos na terra,  pretendendo ensinar a conhecer e calcular os efeitos, as indicações, as predisposições e a influência que as estrelas e os planetas pretensamente exerceriam.

 No entanto, segundo minuciosas pesquisas realizadas, nenhuma correlação foi encontrada entre os traços característicos das pessoas e os seus Signos*, como também não no proceder e nos acontecimentos das pessoas, de cada povo ou da humanidade. A religião, a educação, os genes, as leituras, a alimentação, mesmo os materiais da construção da casa, as roupas, etc., etc., influem muitíssimo mais que os astros dos Signos* Astrológicos. A Astrologia só tinha sentido na ordem lógica, quando se acreditava  que os astros eram deuses (?). Ver McIntosh, Cristopher.

 

ATABAQUES . Nome dado aos tambores do culto no Candomblé*.

 

ATEU e ATEISMO. Ver Racionalista...

 

ATLÂNTIDA. Trata-se de um imaginário continente que teria existido no oceano Atlântico, onde se teria gerado uma importante civilização. Este continente, devido a um qualquer cataclismo, ter-se-ia afundado há uns dez mil anos.  A ele e à sua cultura, dizem,  se refere vagamente Platão, o que tem originado um sem  número de teorias, investigações e livros.

  Entretanto, até hoje, nada de concreto conseguiram provar. Platão, alem de também poeta, foi mal interpretado. Trata-se de um erro fundamental de datas. Na realidade em Platão se alude a uma explosão vulcânica na ilha de Creta, no mar Mediterrâneo. Atlântida, por tanto, não passa de um assunto muito caro a certos tipos de seguidores do Ocultismo*, sonhadores e exploradores do sensacional.

     

ATMAN. Eqüivale a Alma*. No Hinduismo o conceito do Grande Eu, identificável com Brahma, o Criador, que seria capaz de se dividir (?) em muitos aparentes Egos ou Almas* separadas, de homens que já estão mais elevados.

 

ATMOSFERA. Qualquer qualidade peculiar detectada nas condições que nos rodeiam, é isso que a miúde osMédiuns*espíritas descrevem como atmosfera. 

Afirmam os espíritas que uma atmosfera especial rodeia todos os corpos vivos.

   A outros respeitos, análogos, como a Atmosfera Humana, Ver Kilner, e também Ver Aura.

 

ATOXINA. Em analogia com a Assepsia* médica, Atoxina é como Bret chamou  a Assepsia* Parapsicológica. Realmente surpreendente e aparentemente fácil, porque freqüente.

  Inúmeras vezes  e inúmeras pessoas em ritos pseudo-religiosos cheios de fanatismo, durante o Transe* e outros Estados Alterados* de Consciência ferem sem higiene nenhuma diversas partes do corpo.

   Muitos praticantes de Curandeirismo* também usam e abusam da Atoxina provocada pelo ambiente de Sugestão*. Ver Psicohigiene. 

   No Brasil inúmeras pessoas presenciaram Médiuns*em Transe* beber grandes quantidades de “cachaça” e quando saem do Transe* não apresentarem nem cheiro.

   Por Sugestão* pode qualquer pessoa ficar imune a qualquer tipo de infeção, mesmo a venenos poderosíssimos. Grandes cientistas, por exemplo na Hipnose* foram testando a obediência da Sugestão* até administrarem, sem temor nem risco, arsênico, ácido sulfúrico, etc. em quantidades normalmente mortais. Diziam ao hipnotizado que ele estava a  beber água, e o paciente não só mostrava absoluta Analgesia*, senão também atoxina não sofrendo  absolutamente nada dos efeitos do veneno. O mesmo inoculando preparados bacteriológicos gravíssimos. 

   Atoxina é um aspecto das técnicas dos Ilusionistas* na área de Faquirismo*.

  Dizer que é pelo poder do psiquismo sobre o próprio organismo, pouco esclarece. Trata-se de efeito da Telergia*, que desmaterializa os germes, o álcool, o veneno..., ou faz um Eporte*.

  Uma das caractrerísticas de todo Fenômeno Parapsicológico* é ser espontâneo, mas dentro do organismo a Telergia pode ser controlado pela Sugestão* em determinadas circunstâncias. Mas é necessário advertir que nos casos pesquisados a atoxina só é garantida se a infeção não está já instalada.

 

AUBERT, George ( ===). Pianista francês que por Automatismo* interpretava ao piano peças de compositores clássicos, segundo afirmava, sob a orientação dos mesmos (?).

  Foi investigado em 1906 pelo “Institut Generale de Psychologie” de Paris, onde interpretou perfeitamente uma sonata de Mozart, de olhos vendados, enquanto tinha ligados aos seus ouvidos tubos provenientes de dois gramofones nos quais eram tocadas peças musicais diferentes. Este Automatismo* se explica por Divisão* da Personalidade e Talento* do Inconsciente.

 

AUDITOR.  O praticante de Curandeirismo* do sistema da Cientologia*.

 

AUGÚRIO. Uma de tantas Mancias*, esta usada entre os antigos romanos pelos Augures ou sacerdotes observando o vôo e o canto dos pássaros. O augúrio seria favorável ou desfavorável segundo fosse, respectivamente, à mão direita ou à mão esquerda da estátua de Júpiter.

 

AUM. Ver Om.

 

AURA. Em Psiquiatria designa os sinais que precedem a crise da Epilepsia*. A aura implica geralmente em Epilepsia* focal, na maioria dos casos, do lobo temporal.

  Em Parapsicologia*, chama-se aura uma emanação energética, geralmente colorida, que certos Sensitivos* percebem, ou freqüentemente só acham que percebem!, em redor do corpo humano e, por vezes, em torno dos animais e dos objetos.

  Quando não é mera Alucinação*, pode ser um efeito intra-ocular. Rara vez pode ser efeito da eletricidade estática. Mais raramente ainda, pode ser Fotogênese* parapsicológica. Ver Nimbo.

   Hoje em dia, outro tipo de aura é fotografado pela máquina Kirlian*.

  Este fenômeno normal, rara vez EN*, tem dado origem  a muitas interpretações carregadas de Superstição* e mesmo delirantes, consequentemente sendo explorado por charlatães.

 

AURA  NÉURICA. Termo proposto por Dodec, tentando evitar o absurdo nome Perispírito* (?), mas este continua sendo usado porque nada significa em Parapsicologia*, sendo próprio do Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo*.

  Não confundir com Força Néurica* Radiante.

 

AURORA DOURADA, Ordem Hermética da. Sociedade de Magia* que atingiu o auge na década de 1890. Conquistou uma fama legendária por vários motivos. Os ensinamentos da Aurora Dourada, ou “Order of the Golden Dawn”, muito influenciaram as teorias e o trabalho e, em menor escala, a organização interna de muitos grupos de Ocultismo* principalmente entre as pessoas de  língua inglesa nos últimos cinqüenta anos ou mais. A Ordem foi fundada pelo Dr. Willian Wynn Westcott (1848-1925), um médico legista londrino, com a ajuda de Samuel Liddell MacGregor Mathers (1854-1918), um excêntrico pseudo-montanhês da Escócia sem qualquer ocupação identificável e o Dr. William Robert Woodman (1828-1891), um médico aposentado.

  Embora os entusiastas pelo Ocultismo* consideram a Aurora Dourada um repositório singularmente autorizado de conhecimento e instrução de Magia*, nada há de científico. O fato, porém, de W. B. Yeats* ter sido um membroe até diretor  dessa ordem tem intrigado muitos acadêmicos que hoje se preocupam com a vida e a  obra. do famoso poeta. Mas na realidade precisamente a mentalidade poética, e pouco realista, de Yeats* explica o fato. Pelo mesmo motivo que atraia megalomaníacos e... certos artistas. Ver Hermetic Brotherhood of Luxor.  

 

AUTOFONIA.  Ver  Psicofonia,  termo preferível.

 

AUTOHIPNOSE.  Técnica desenvolvida para provocar a Hipnose* em si mesmo. O mesmo que Autosugestão, Sugestão* sobre si mesmo por exercício de profunda descontração de outras coisas e concentração num determinado tema.

 

AUTOMATISMO. Funcionamento do corpo independentemente do Consciente*. Ato complexo  totalmente Inconsciente*. É uma dissociação entre o comportamento e a Consciência*.

 Há vários tipos de comportamento que estão incluídos nesta designação, dependendo da etiologia da dissociação. Assim Automatismo Sensorial designa um certo funcionamento automático dos sentidos, na realidade trata-se de Alucinação*, termo preferível. Há diversos tipos de Automatismo Motor, por exemplo movimentos de alguma parte do corpo precedendo, acompanhando ou simplesmente quando há Psicobulia* de realizar algum Fenômeno Parafísico, aconteça este ou não. Mas geralmente o termo emprega-se no mesmo sentido que Psicografia* e Oui-Ja*, nestes casos termos preferíveis.

 E se fala de Automatismos Parapsicológicos quando são consecutivos quer a estímulos EN*, quer a captações PN*, como também o próprio conteúdo manifestado automáticamente, por exemplo de Xenoglossia*.

 

AUTOPRECOGNIÇÃO. Pcg de acontecimentos que dizem respeito ao próprio Percipiente*, como o dia do próprio falecimento, uma doença que ele mesmo sofrerá, etc.

 

AUTOPREMONIÇÃO. Ver Autoprecognição, termo preferível.

 

AUTOPRESSENTIMENTO. Falsa Pcg*, por exemplo efeito de deduções e cálculos feitos pelo Talento* do Inconsciente a respeito do próprio Percipiente*. Não se deve empregar no mesmo sentido que Autoprecognição.

 

AUTOSCOPIA. Visão* do interior do próprio corpo, ou de seus órgãos viscerais. Este Fenômeno* costuma ser por Alucinação*, dificilmente por Idioplasmia*. Tem origem em HD* ou em PG*.

 

AUTOSCOPIA EXTERNA.  Ver Eautoscopia, termo preferível.  

 

AUTOSCÓPIO. Segundo a Superstição* própria do Espiritismo*, seriam todos os instrumentos mecânicos mediante os quais poderiam chegar até nós as pretendidas Comunicações*  dos Espíritos* (?) dos mortos: a Prancheta*, a tábua de Oui-ja*, a Mesa* Girante, etc...

  O curioso é que o termo autoscópio, cunhado pelos espíritas, é realmente exato etimologicamente, um lapso que os espíritas tiveram em contradição com o Espiritismo*, pois significa que tais mensagens procedem da própria pessoa que está a manejar o instrumento.

 

AUTOSUGESTÃO. Ver Sugestão.

 

AUTOTRANSPORTE. Pretendido Aporte* EN* do próprio corpo. Certamente inexistente.

  Por outro lado, PK*  não existe: concretamente, contra a absurda pretensão da Micro-Parapsicologia*, não pode haver Aporte* PN* nem Autotransporte PN*.

  Também não existe o Aporte EN* de outra pessoa ou animal grande, pois a Telergia* só age sobre a própria pessoa, sobre objetos inanimados, sobre plantas e sobre animais pequenos.

   Mas há muitos casos de “Auto”-transporte SN*:

=== === FAZER E INCLUIR UMA LISTA DE  “AUTO”- TRANSPORTES TIRANDO-OS DO FICHARIO LETRAS G e P’)

=== ===

 Para a compreensão do Autotransporte, do ponto de vista da Física Moderna, Ver Aparição. O corpo físico pela influencia SN* na velocidade das particulas que o compõem transforma-se em energia, invisível, desaparece, podendo assim  trasportar-se a qualquer parte num instante, e naquele outro lugar, o processo inverso... Só Deus pode realizar essas duas transformações do homem.

 

AUTOVISÃO. Termo empregado por Eugène Osty. O mesmo que Autoscopia*, termo preferível.

 

AVATAR. Termo do Hinduismo* para designar as diversas Reencarnações* (?) de Brahma* dividido (?) em diversas  Atmans*.

 

AVICENA (979-1037). Célebre médico e filósofo árabe, cognominado o “príncipe dos médicos”. Foi um dos homens mais notáveis do Oriente, pela extensão dos seus conhecimentos. Escreveu, entre outras obras, o “Cânon de Medicina” e a “Filosofia Iluminativa”.

 

AZAM, H. ( === ). Médico francês de Bordéus, que em 1895 confirmou os pontos de vista do Dr. James Braid* sobre o Magnetismo* Animal, nome que corrigiu para o de Hipnotismo*, e que se mantém até hoje. Sua principal obra: “L’Hypnotisme et le Dédoublement de la Personalité”, Paris, 1887.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                            - B -

 

BA’AL SHEM TOB (1700-1760). Pseudônimo de Israel Ben Eliezer. É o fundador do moderno movimento Haisdim, que se opôs ao Racionalismo* do Talmud*.

  Nasceu na Polônia. Sem a menor inclinação para educação formal, preferia percorrer os bosques  a freqüentar a escola. E os seus mestres julgavam-no de fraca inteligência. Entretanto este “ignorante” chegou a ser juiz distinto, médico excelente, “Profeta*” de importância e impulsionador de um profundo avanço dentro do Judaísmo.

   Para Ba’al Shem Tob o Êxtase* puro, os Milagres*, uma próxima ou imediata chegada do Messias (diferente de Jesus, que não é admitido pelos judeus como o Messias prometido na Bíblia*), a emocional exaltação na oração e a comunicação com Deus* através do Êxtase*, constituíam o meio Místico*,  a verdadeira vida e uma religião plenamente saturada de Deus*.

   Considerado justamente herético pelos próprios judeus, a sua mensagem, no entanto, prevaleceu, ganhando crescente influência.

 

BABA, Sai. ===

 

BABALAÔ.  Chefe num centro de Espiritismo* de ritos afro-brasileiros.

 

BABINSKI, Joseph François Felix (1857-1932). Médico francês de origem polonesa.  Foi chefe da clínica Charcot* em Salpêtrière. Modificou por completo as concepções sobre a etiologia do Hipnotismo*, em contradição com seu mestre e mais de acordo com a chamada Escola de Nancy*. Deu um grande impulso a propedêutica neurológica e os seus principais trabalhos estão relacionados com os reflexos, a fisiologia do cérebro e a vertigem cerebelosa.

 

BAHAISMO. Doutrina que se separou do Islão em 1884. Crêem os bahaistas na unidade de Deus* e em Seus Profetas*, que a Revelação* divina é contínua (?), que toda a humanidade se deveria unir e que esta união será alcançada unicamente graças a um Messias ou porta-voz escolhido.

 

BAIN, Lei de. Define o reflexo dos atos psicológicos ou mentais no organismo e diz: “Todo ato psíquico (no sentido de mental e humano), de qualquer espécie que seja, pressupõe, determina e é acompanhado por um reflexo fisiológico e esse reflexo irradia-se por todo o corpo e cada uma das suas partes”. Diríamos que é verdade o depreciativo ditado popular: “Parece que pensa com os pés”.  De fato: até com os pés, até com os cabelos...

   É um dos fundamentos da HIP*. Ver Movimentos I. I. I*

 

BAILEY, Charles. Médium* de Australia, famoso por seus Aportes* de ninhos de passarinhos, passarinhos, uvas..., e inclusive algumas pedras arqueológicas... Suas fazanhas comezaram em 1889, sob o amparo de um milhonario de Melbourne.. Já bem treinado superou as mais severas condições de observação. Foi chamado a Italia onde teve importante participação nas sessões de Experiências Qualitativas* efetuadas em 1904 na “Sociedade de Estudos Psíquicos” de Milão.  E depois em 1910 em Grenoble. E em 1911 na S.P.R*. de Londres. E de 1912 a 1914 de novo em Milão e.em Roma. E depois novamwnte com os melhores especialistas do mundo em Melbourn, e em... E ainda em 1931 o grande “Caçador de Bruxas” Harry Price*.

 E acabaram as discussões. Bailey era um habilíssimo Ilusionista* bem treinado. Inclusive descobriram onde havia comprado os passarinhos, as pedras arqueológicas..., e foi reconhecido pelos vendedores. Apesar de sempre afirmar que seu Controle* era um Espírito* (?) de um hindu, demonstrou-se que nem falava nem  entendia o Hindustani. Etc, etc. Demonstraram-se as Fraudes*, e também demonstrou-se mais uma vez que nenhum Psíquico* (nem os pretendidos Espíritos*, Demônios*...) tem domínio sobre as Faculdades Parapsicológicas*, fenômenos que só espontaneamente alguma vez realmente podem manifestar-se.

 

BAILLY, Marie. ===

 

BATEMAN, F. Ver Soal, Samuel G.

 

BARKER, Elsa ( === ). Espírita inglesa, autora por Psicogtafia* de uma série de pretendidas Comunicações* que tiveram muita difusão e foram traduzidas a várias

línguas, por exemplo: “Lettere di un morto tuttora vivente”, Torino, Bocca, 1928. Dizia que se tratava de Comunicação* do Espírito* (?) de David P. Hutch, que fora magistrado em Los Angeles...

 

BAKER, Mary (1821-1910). A que viria a ser a “sacerdotisa” de uma grande “religião” e que foi uma das mulheres mais poderosas de Norte América.

   Nasceu numa pobre herdade do New Hampshire. Foi desde a infância sempre doente e sujeita a violentas convulsões.  Casou com o coronel Glower, ficando viúva após um ano e na maior miséria. Voltou a casar com um médico homeopata e dentista ambulante, de quem se divorcia passados dois anos.  Refugia-se em casa de uma irmã e começa a dedicar-se ao Espiritismo*, o que a indispõe com a família.

   Tem um acidente, e sem que se encontre motivo real ela afirma sofrer graves seqüelas: uma rigidez nos músculos da perna e, por fim, uma paraplegia completa. São tentados todos os tratamentos alopáticos e homeopáticos, mas logicamente, dado que não a causa fisiológica real, sem resultados. Permanece anos na cama, como se fosse realmente paralítica, inválida e psicologicamente desesperada.   

   Conheceu então Phinéas Pakhurst Quimbey*, antigo praticante do Magnetismo* (?), que se tornaria curandeiro “metafísico” (?). Com algumas sessões a pretensa doença da medula espinal é curada (?), isto é, a Histérica* Mary Baker deixa de sentir a dor e de manifestar as disfunções. Ver Curandeirismo.

  Entusiasmada com este resultado estuda a obra “filosófica” (?) do curandeiro, que consistiria numas dezenas de manuscritos, nunca publicados (!), e onde se trataria de religião, de interpretação da Bíblia*, do Espiritismo*, da Adivinhação*, das doenças e de muitas outras coisas mais...

  Entretanto Quimbey morre. A Sra. Glower imagina então ensinar uma doutrina análoga à de Quimbey e depressa prepara vários alunos, entre os quais se distingue Daniel Spotford, que a ajuda a fazer aparecer “Science and Health”, que aliás não alcança êxito.

  Sempre caprichosa e autoritária, aborrece-se por motivos fúteis com a maioria de seus  alunos. Casa-se com um deles, o jovem Gilbert Eddy, que morre após cinco anos; é  sob este sobrenome, Sra. Eddy, que passa a ser conhecida.

  Transfere a sua escola para Boston, onde funda “The Journal of Christian Science”.  A escola de Boston  é oficializada e seu êxito é considerável. Os doentes são tratados tanto à distância como no local e as “curas (?) milagrosas” (?) sucedem-se.  Consequentemente o dinheiro aflui aos cofres da Sra. Eddy.

    A Sra. Eddy vence todas as dificuldades, transpõe todos os obstáculos, intensifica a sua propaganda, funda igrejas de sua Seita* de Curandeirismo* em todas as cidades com habilíssima técnica de Lavagem* Cerebral, e torna-se extremamente poderosa.

  Ver Ciência Cristã.

 

BALANÇA (de Crookes). Dispositivo de medição idealizado por William Crookes* para valorizar o efeito da Telergia*. Ver Fluidômetro.

 

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BALFOUR, Stewart  ( 1827-1887). Do Instituto de Ciencias de Inglaterra e autor do benemérito “On the Conservation of Energy”, Londres, 1873. Deixando de lado a Física, dedicou muito do seu tempo à Parapsicologia e foi o segundo presidente da SPR*, sucedendo a H. Sidgwick, de 1885 a 1887.

 

BALFOUR, ARTHUR J., 1RO. CONDE DE (1848-1930). Lorde e Primeiro Ministro inglês, foi presidente da SPR* em 1893-94. Escreveu “O Ouvido de Dionísio”, onde trata de um interessante caso de Correspondência* Cruzada.

 Seu irmão, Gerald W., 2o. Conde de Balfour (1853-1945), Membro do Parlamento, foi também presidente da SPR* em 1906-7.

 

BALLARD, Guy (1878-1939). Norte-americano. Engenheiro de minas. Foi Médium* durante 30 anos. Em 1930 teve Visões* que ele atreibuiu a Comunicações do Espírito* (?) do Conde Saint-Germain*, como conta sob o pseudônimo de Geodfr Ray King, no seu livro “The Master Revealed”, Chicago, 1934. E a partir daí fundou em Los Angeles o movimento “I am” (= “Eu Sou”), com a colaboração de sua esposa Edna Wheeler, seguidora do Ocultismo*, e de seu filho. Ficaram riquíssimos. O movimento chegou a ter perto de um milhão de seguidores em 1938, depois decaindo com a morte de Ballard e por um processo de defraudação promovido contra sua viuva e filho. Publicaram as revistas “Voice of I Am” e “I Am Ascended Master Youth”.

 

BANG, Irmãs. Lizzie ( ==== ) e May ( ==== ), de Chicago. Médiuns* que se especializaram em escrita, desenho e pintura a tinta por Pneumografia*, e também por  Criptografia* em envelopes selados. Inclusive com hora marcada em demonstrações ópublicas de grande assistência...!

  E, claro está, não tardou em demonstrar-se a fraude. Foram investigadas em 1909 pelo grande Parapsicólogo* Hereward Carrington*, que descubriu as habilidosas  Fraudes*.

  Mas inegavelmente alguns casos foram autênticamente prpsicológicos, embora  também e evidentemente nada tinham a ver com a pretendida Comunicação* de Espíritos* (?) de mortos. Entre tantas contraprovas o mesmo H. Carrington* dirigiu uma carta em envelope selado à sua “queridíssima mãe, Jane Thompson” (que não existiu), e recebeu resposta dirigida a meu “muito querido filho Harold”assinada por sua “devotada mãe, Jane Thompson”!    

 

BAQUET (de Mesmer). A tina ou “baquet” de Mesmer* constituía um engenhoso processo para multiplicar os efeitos terapêuticos (?) da sua irradiação de Magnetismo* Animal (?).  Numa  espécie de banheira cheia de água, Mesmer* mergulhava algumas garrafas, uma por cada doente, e encostava uma pequena barra metálica a cada uma delas. Os doentes, reunidos a volta dessa “baquet”, davam as mãos, agarrando ao mesmo tempo as barras metálicas e também as mãos de Mesmer*, que estava entre eles. Deste modo o Magnetizador (?) podia “transmitir” a todos os seus benéficos eflúvios (?). 

 

BARADUC, Hippolyte (1850-1909). Médico francês. Como médico alcançou merecido renome no campo do Hipnotismo* e publicou vários livros ao respeito. Inventou o Biômetro* que leva seu nome.

 Como Parapsicólogo* cometeu gravissimos erros. Muito apaixonado, deixou-se levar inclusive por vulgares preconceitos religiosos, por exemplo em “La Force Curative a Lourdes”, Paris, 1907. Fez Experiências Qualitativas* de Escotografia*, até com ele mesmo como Psíquico* (?): “La Force Vitale, Notre Corps Vital, Sa Formule Biometrique”, demonstrando-se depois que eram “auras” (?) absolutamente comuns, inclusive falhas na técnica fotográfica. Pretendia também haver  demonstrado que algo de nebuloso e vaporoso, muito especial, abandona o corpo humano após a morte, o que inclue vários erros graves de interpretação, em tanto quanto diferente de várias energias e emanações do corpo absolutamente normais, como calor, cheiro, etc.

 

BARALHAMENTO PSÍQUICO. Técnica segundo a Escola* Norte-Americana em Experiências Quantitativas* da subdivisão de PG* que eles denominam ESP*: O Percipiente* baralha as Cartas* ESP, mantendo a face destas para baixo, esforçando-se por obter que a ordem dos símbolos no fim do baralhamento iguale a ordem de um outro baralho ou uma coluna com os vinte e cinco símbolos, que não foram vistos. Portanto só podem ser conhecidos pela ESP* (Rhine*).

 

BARALHO. Chama-se Baralho Zener o inventado pelo Dr. Zener* para Experiências Quantitativas* de ESP*. Consta de cinco símbolos: cruz, quadrado, estrela, círculo e três líneas onduladas. Cada símbolo está repetido cinco vezes, formando um Baralho de 25 Cartas* ESP.

   Na Micro-Parapsicologia*  diz-se Baralho Aberto um conjunto de 25 Cartas* ESP reunidas a esmo, sendo, portanto, de número não fixo de cada símbolo. Em contra partida chamam Baralho Fechado o composto pelas 25 Cartas* ESP sendo cinco de cada um dos cinco símbolos.

 

BARBANELL, Maurice. Apriorística e fanaticamente deu-se o nome de Vidoeiro de Prata ou Silver Birch ao suposto Controle* durante seus estados de Transe*. E o mesmo pseudônimo ao suposto Guia* do Círculo* de Hanna Swaffet Barbanell. Foram publicados muitos livros com as suas Comunicações* (?), que tiveram grande influência no Espiritismo* moderno.

  Barbanell (ou Silver Birch!) foi editor da revista “Dois Mundos” e autor de vários livros de Espiritismo*, sendo o último “Isto é Espiritismo”, publicado em 1959.  Membro destacado da “União de Médiuns Espiritualistas” de Londres. Grande orador e escritor na divulgação do Espiritismo*. Tem pronunciado numerosas conferências sobre Espiritismo* por toda a Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Europa.

 

BARKEL, Kathellen ( === ). Médium* inglesa. Desde a infância manifestou alguins Fenômenos Parafísicos*. Submeteu-se a Experiências Qualitativas* diante dos  membros do “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas”, de Londres, produzindo Fenômenos de Pneumografia*... e Aporte* inclusive de belas jóias. Dizia que seu Controle* durante o Transe* era o Espírito (?) de “Corvo Branco”, chefe dos índios sioux de há mais de oitocentos anos (!). Pertencia à “Associação Espiritista Marylebone”, hoje “Associação Espírita de Inglaterra”, onde mais do que nada explorava suas faculdades espontânes como se fossem controléveis no seu Curandeirismo*.

 

BARIFONIA. Engrossamento da voz, uma forma de disfasia patológica.

 Em Parapsicologia*, quando acompanhada de Transe* ou Fenômenos Parapsicológicos*, não só patológicos, então é preferível o termo Ecolalia*, que logo a  Superstição* atribui a Possessão* (?), Incorporação* (?), etc.

 

BARILALIA. Fala indistinta, inarticulada.

 Pode surgir em certos tipos de Transe* e, especialmente se acompanhada de Fenômenos Parapsicológicos*, ocasionar interpretações supersticiosas de Possessão*, vulgaríssimo “Dom de Línguas” (?), etc. Ver Glossolalia.

 

BARONTE .  Seria um Espírito* (?) ainda em estado evolutivo (?) inferior.

 

BARRET, William Fletcher (1844-1925). Nasceu na Jamaica, e estudou na Inglaterra. Notável físico, foi catedrático de Física Experimental (1873-1910), no “Royal College of  Sciences” de Dublin. Os  seus estudos e trabalho no campo da Física Experimental revestem-se de grande importância, inclusive no desenvolvimento do telefone.

  Havendo tomado conhecimento de Fenômenos Parapsicológicos* divulgados pelos espíritas, compreendeu a importancia da Parapsicologia* e abandonando uma carreira muito compensadora participou destacadamente na fundação em 1882 da SPR*, da que foi presidente no ano 1904, e dedicou-se à investigação principalmente de  PG* e do Poltergeist*.

   Escreveu  os livros: “Phenomenes Misterieux du Psychisme Humain”, Londres, 1904 - “Psychical Research”, 1911 - “On the Threshod of a New World of Though”, 1908, Edição revista e publicada com o título “On the Threshod of the Unseen”, 1920 -  “Death-bed Visions”, 1924, etc.

 Publicou junto com Theodore Besterman*, “The Diving Rod”,  Londres, 1926, livro muito importante dedicado à varinha da Rabdomancia*, onde, apoiando-se em fatos, defende a tese de que a vareta não passa de um meio para revelar PG* (ou HIP*...) da pessoa.

 

BASIC TECHNIQUE (BT). Ver  Testes de ESP.

 

BATEMAN, F.  Ver Soal, Samuel George.

 

BALDIO, Charles ( === ). Psicólogo, que foi diretor do “Instituto Internacional de Parapsicologia” de Genebra e que, a partir das experiências de Ampère e Chevreul, descobriu um modo de ampliar os movimentos reflexos das idéias, a fim de torná-los perceptíveis. Ver Lei de Bain*. Seu livro principal: “Suggestion et Autosuggestion”, Genebra, 1929.

 

BAVENT, Madeleine.  Ver Louviers, Possessas de.

 

BEALE, Dr.  O “Espírito* (?) médico” que seria o Controle* de Mis Rose*.

 

BEARD, Thomas. Amigo íntimo do ditador inglês Cromwel, que regeu uma cadeira de Feitiçaria*, criada então na Universidade de Huntingdon (!).

 

BECHTEREV, Vladimir (1857-1927). Neurologista russo, que foi professor da sua especialidade na Universidade de São Petersburgo. Usou a Hipnose* como técnica terapêutica. Estudou com muito interesse os Fenômenos Parapsicológicos* que podiam manifestar-se durante a Hipnose*.

 

BEDBROOK, David. Homem de negócios britânico. Um consumado lingüista. Médium* de PG*. Dedicou o seu tempo livre a divulgar o Espiritismo*, inclusive como escritor. Foi membro da “Societé des Philadelphes” de Paris, e presidente de muitas sociedades de Espiritismo*, tanto nacionais como estrangeiras. E inclusive membro honorário da SPR* de Londres, o que se explica pelas contribuições econômicas... para pesquisas.

 

BELOMANCIA. Uma Mancia*, entre tantas, freqüentemente usada na antigüidade, especialmente antes de uma expedição guerreira  (do latim bellum = guerra).  Consistia na interpretação dos movimento das flechas disparadas.

 

BELZEBÚ.  O deus (?) das moscas  na religião de Zaratustra* ou Zoroastro. Os judeus o identificaram, em jogo de palavras hebraicas e aramáicas,  com “Senhor da Casa” e “Príncipe dos Demônios*”. Ver  Demonologia.

 

BENDER, Hans (1907-1991). Tendo-se doutorado em Medicina e Psicologia, consagrou mais de quarenta anos de sua vida a investigações de Parapsicologia*. Dirigiu o “Instituto para as Zonas Limítrofes da Psicologia” (= Parapsicologia*) e concretamente para as zonas da Psicohigiene*, na Universidade de Freiburg im Breisgau, Alemanha. O Instituto foi integrado na Universidade em 1954, passando Bender a catedrático de Parapsicologia*.

  Entre suas publicações deve destacar-se “Unser Sechster Sinn. Telepathie, Hellsechen und Psychokinese in der Parapsychologischen Forschung”, Stuttgart, 1971;

e publicado com vários colaboradores “Parapsychologie. Entwicklung, Ergebnisse, Probleme”, Bremem, 3a. ed. 1970.

 

BENSON, Edward White. Ver  “Cambridge Ghost Society”.

 

BENTO XIV (1675-1758). Próspero Lambertini, natural de Bolonha. Foi papa de 1740 até 1758.  O mais sábio dos papas e também o maior Parapsicólogo* de todos os tempos. Pode pensar-se que houve um  Fenômeno SN* de ciência infusa, pois nunca errou na interpretação e demonstrou saber tudo o que só dois séculos depois a Parapsicologia* descobriria, e já se pronunciou sobre tudo o que a Parapsicologia* pretende estudar e do que ainda não chegou a uma conclusão. Principalmente na sua obra “De Srvorum Dei Beatificatione et Beatorum Canonizatione”  (os 7 primeiros volumes da Opera Omnia publicadas em 17 volumes pelo Pe. Emílio Azevedo S.J. ( ==== ), Prati, 1839-1847; primeira edição, 1750), não só explica insuperavelmente em que consiste cada tipo de Fenômeno Parapsicológico*, os que são reais e os que são Mitos*,  senão que também, e novamente de modo insuperável, estabelece onde termina em cada Fenômeno* o natural e onde começa o SN*.

 

BÉRAUD, Marthe.  Ver EVA C.

 

BERGIER, Jacques. Fisico, especializou-se em Física Atômica e em “problemas estrnhos da Física”. Em 1967 foi nomeado diretor do Instituto Francês de Documentaµão Científica e Técnica. Integra o comité de redação da revista “Planète”.

   Escreveu, em traduição espanhola, “A la Ëscucha de los Planetas”, Barcelona, 1969 - Com Louis Pauwels*, “Le Matin des Magiciens” (“O Despertar dos Mágicos”), Paris, 1960 - Com Iere Duval, “Nos Pouvoirs Inconnus”, 1970.     

 

BERGSON, Henri (1859-1941). Notável filósofo francês. Também doutor em Letras e Prêmio Nobel de Literatura. Professor de Grego e depois de Filosofia no “Collège”de Paris. Um dos mais proeminentes pensadores do seu tempo, destacando-se seu pensamento na luta contra o Racionalismo* estabelecido nas universidades e a atração pelo Catolicismo.

 Precisamente como filósofo interessou-se muito e foi muito questionado pela Parapsicologia*. Participou de Experiencias Qualitativas* com Eusapia Palladino*. Foi presidente da S.P.R.* em 1913. E por razão da Pcg* e RC* reflitiu de modo especial sobre a relação do tempo com a personalidade, em ordem a  substituir o durável pelos valores não temporais, e passou a escudrinhar a maior parte dos filósofos, desde Platão. Cria que a verdadeira natureza das coisas podia-se apreender através da Intuição*.

 

BERNSTEIN, Morey. Homem de negócios americano que se meteu, indevidamente, a fazer Hipnose*. Pela técnica da regressão pretendia ter produzido provas de uma anterior Reencarnação (?) de uma dona de casa como Bridey Murphy que teria vivido na Irlanda um século antes. Fizeram-se gravações das afirmações expressas durante as sessões.

   Descreve o caso sob o título “The Search of  Bridey Murphy”, Nova Iorque, 1956. O livro, enaltecido principalmente por certos adeptos do Espiritismo*, alcançou enorme difusão.

   Na realidade foi refutado diversas vezes e amplamente, inclusive pelos jornalistas do “Life”, que demonstraram que não eram válidas as afirmações com referencia a um século antes, mas que correspondiam a lembranças da infância daquela senhora e a acontecimentos atuais projetados para o passado.

 

BERTRAND, Alexandre (1795-1895). Médico francês. Exerceu a profissão em Paris e foi um dos primeiros a estudar os prodígios do Magnetismo* Animal. Escreveu dois trabalhos: “Traité du Sonambulisme” e “Traité du Magnetisme Animal en France”.

 

BESANT, Annie (1847-1933).  Havia estado casada com o pastor evangêlico Frank Besant, com o que teve dois filhos. Mas depois abandonou sua religião, divorciou-se e se fez “Livre*-Pensadora”, durante muitos anos escrevendo e dando conferencias nas que se monstrava profundamente ateia, até 1889 em que conheceu a H. P. Blavatski*...

  Dez anos mais tarde, em Benarés, India, fundou a “Hindu Central Colleg”, uma universidade que pretendia reunir a antiga religião da India com a Teosofia*. Querendo juntar a Teosofia* com o Judaismo e o Cristianismo, proclamou a Krishnamurti* como o Messias esperado e verdadeiro.

  Magnífica oradora e organizadora, foi de 1907 até sua morte a sucessora de Helena P. Blavatski* na presidencia da Sociedade de Teosofia*. Suas conferencias devem contar-se por milhares. Foi a sistematizadora da doutrina da Sociedade Teosófica*. Entre os numerosíssimos livros, por citar alguns, a maior parte publicados em Londres pela “The Theosophical Publishing House”, destaquemos: “An Autobiography”, 1893 - “The Ancient Wisdom”, 1897 - “Esoteric Cristianity”, 1902 -  “Seven Great Religions”, 1902 - “The Wisdom of the Upanischads”, 1906 - “The Bagavad Gita”, 1906 - “Popular Lectures on Theosophy”- “Man and his Bodies”- etc. etc. Escreveu não menos de 400 trabalhos...

 

BESSINET, Ada M.  Ou Sra. William Wallace Roche pelo marido. Médium* norte-americana professional (a dez dólares a entrada) de Fenômenos Parafísicos*. Haveria batido um record: numa só sessão seria capaz de produzir até quarenta Fantasmas*.

   Para o então já fanatizado espírita Conan Doyle*, em 1922, uma Fantasmogênese* realizada por Bessinet constituiu “a mais maravilhosa experiencia de toda minha vida”. Mas tres dias depois, o Ilusionista* Fulton Ousler, que assistia a uma sessão, pegou in fraganti a Fraude* no mesmo Fantasma* que maravilhara a Conan Doyle*, e monstrou as máscaras com que se fazia a Fraude* nas outras Fantasmogêneses*. 

  Submetida em 1911 a Experiências Qualitativas* pelo Professor Hyslop*, da ASPR*, após setenta sessões o professor foi de opinião que a própria Médium* fazia tudo por Fraude*, mas que atuava em Estado Alterado* de Consciência e que, portanto, não era moralmente responsável. J. B. Hewat Mckenzie*, porém, do “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas”, submeteu-a também a Experiênias Qualitativas* durante seis meses, em 1921, e acabou por afirmar que esporadicamente alguns eram autenticamente Fenômenos Parapsicológicos*.

 

BESTERMAN, Theodore (1904- === ). Não se pode ocultar que foi  Teósofo* e entusiasta divulgador das obras de Annie Besant*. Mas posteriormente foi encaminhando-se pela Parapsicologia. Foi membro da SPR* e professor na  Universidade de Londres. É autor de muitas obras sobre Teosofia*, mas também de Parpsicologia*. Em destaque “Crystal-Gazing”, Nova York, 1965 - “Some Modern Mediuns”, 1930 - e em colaboração com W. Barret”*: “The Divining-Rod, an Experimental and Psychological Investigation”, 1926.

 

BETA. Letra grega com a qual se denomina, na eletroencefalografia, a atividade sensorial e mental que aparece de forma predominante durante o funcionamento dos órgãos sensoriais e também quando se atua ou se pensa.

  Interessa em Parapsicologia* especialmente para demonstrar que quantos acreditam estar em estado de Médium*, Possessão* (?), Incorporação* (?), etc. não o estão realmente, dado que foram superados com grandíssima vantagem nos testes eletroencefalográficos por casos de Divisão* da Personalidade claramente naturais.

 

BEZIAT. Ver Germaine.

 

BHAGAVAD GITA. Parte do poema épico hindu “Mahabharata”, mas posterior ao original. Escrito sagrado hindu, que a lenda atribui a Vishnu, “O Conservador”, deus (?) benéfico encarnado como Krishna “O Auriga”. É um compêndio do ensino dos Upanisshads.

  Subjaze possivelmente a intuição de que há um único Deus*, pessoal, e demonstra devoção. Contraditoriamente, porem, com esta  possível intuição, contem a crendice dos Avatares*, não aceita pelo Bramanismo* ortodoxo.

 

BIANCHI, P. Benigno. Professor de Piquiatria em Nápoles. Diretor do Asilo de Alienados, de Salerno. Foi Ministro da Educação. Com o Professor Falconeri fez Experiências Qualitativas* sobre os Fenômenos Parapsíquicos* de Nilda Bonardi, a quem fez perguntas sobre acontecimentos da sua vida privada, impossíveis de serem conhecidos normalmente por Nilda. Com tais detalhes descritos por ela, o Dr. Bianchi reconheceu que o seu ceticismo contra a Parapsicologia* se havia debilitado e passou a estudar tão importantes Fenômenos*  com preferência sobre outras atividades. Participou também de Experiências Qualitativas* em 1891 dos Fenômenos Parafísicos* de Eusápia Palladino*.

 

BÍBLIA. Conjunto dos livros sagrados judaico-cristãos. É o livro ou conjunto de livros mais traduzido e mais difundido e respeitado no mundo todo, mesmo por religiões  e seitas que não o aceitam como livro sagrado.

  Divide-se em Velho Testamento ou Antigo Testamento ou com o adjetivo Veterotestamentário, escrito originariamente em hebraico ou aramaico, e Novo Testamento Neotestamentario, não aceito pelos judeus, escrito originariamente em grego. São chamados livros Canônicos.

  Ao redor do tempo de Cristo os judeus da Palestina rejeitaram também os livros e partes de livros do Antigo Testamento dos que não se conservava o original hebraico ou aramaico, só a tradução grega. Posteriormente foram rejeitados também pelos protestantes. São chamados Deutero-canônicos. Eram aceitos pelos judeus de fora de Palestina e mesmo alguns grupos de judeus de Palestina e também aceitos e foram citados por Jesus e os apóstolos.    

  Na Bíblia afirma-se que é a Revelação* divina. Aceitar racionalmente esta declaração, assim como dirimir as discussões sobre quais são os livros que se devem aceitar como  Revelados e como interpretar diversas afirmações conflituosas, não depende da... soberba humana, senão da “assinatura” de Deus*, os Fenômenos SN*, que como fatos “misteriosos” corresponde à Parapsicologia* estudá-los.

  A bíblia, todo o conjunto e cada um dos seus itens, tal como aceita e entendida pelos católicos, e só assim, está “assinada” numerosíssimas vezes. Bastaria esta realidade para exaltar ao máximo a importância da Parapsicologia*.  

   Biblia Kosmon. Ver Newbrough, J. B.

 

BIBLIOMANCIA. Em sentido estrito designa uma peculiar Ordália* nos processos de Bruxas* e Feiticeiras*. Com a intenção de provar a culpabilidade ou inocência, colocava-se a acusada no prato de uma grande balança e no outro um volume da Bíblia*. Se o peso da acusada(o) se mostrava maior que o do livro, provava-se (?) a sua culpabilidade, isto é, Deus* não  a salvara (!).

  O termo designa também e mais generalizadamente uma Mancia* que consiste em interpretar ou  formar frases com as palavras que casualmente se isolam do texto, da Biblia ou de outro livro considerado sagrado, ou de qualquer livro..., mediante diversos processos: abrir o livro ao acaso, coser as folhas com uma agulha de ouro e verificar depois quais as palavras marcadas pela agulha, etc., etc.

 

BICHEIRA, Cura da. A cura da bicheira (mitase) do gado é um fato testemunhado por inúmeras pessoas e confirmado por observações científicas. Resume Rhine* no seu “New Worl of the Mind”: “Há ainda um caso, talvez o mais estranho desta série estranha. Entre todos esses efeitos orgânicos de ordem médica...  não há nenhum que pareça mais interessante do ponto de vista científico, e mais fecundo, do que a velha arte, simples e sem elegância, de expulsar as verrugas e outras excrescências da pele dos animais”.

  A SPR* de Londres e muitos Parapsicólogos* estudaram  essa suposta  PK* (?) que poderia influir nessa cura de animais à distância (?), proclamada pela Micro-Parapsicologia*. Nada disso. Além do mais neste pesquisa, em si louvável, a Micro-Parpasicologia* sai do seu campo: laboratório e estatística.

    Este é um caso típico, mais não isolado, sugerindo que pode representar certo papel um efeito físico de origem psíquica, a Telecinesia* por Telergia*, não PK*!, embora não se possa ter a certeza se assim o é. Para o espírito aberto, tais casos devem servir para formular uma pergunta, importante sem dúvida, embora nem sempre fácil de responder. Porque é claro que sempre se pode recorrer a explicações bem comuns: experiência dos tratadores dado que a mitase tem seu tempo determinado para amadurecer e cair, inclusive a confiança dos animais domésticos nos seus donos e conseqüente exaltação da sua autodefesa, etc. 

 

BICORPOREIDADE.  Ver  Bilocação, termo preferível.

 

BIEN-BOA. Nome atribuído ao efeito da Fantasmogênese* produzida por Marthe Béraud* ou  Eva* C., que fazia parte dosMédiuns*que, em Argel, rodeavam o célebre general Noel, muito interessado por estes acontecimentos. Bien-Boa, de capacete, bigode, envolto em véus brancos, passeava-se entre a assistência.  A sessão terminava pela Desmaterialização* do Ectoplasma*, que se dissolvia no soalho e Bien-Boa voltaria (?) ao mundo dos Espíritos* (?).

  Foi estudado pelo célebre Professor Charles Richet* que, após um minucioso inquérito pela sala e uma paciente observação de Marthe Béraud, não reconheceu a Fraude* e concluiu tratar-se de um Fenômeno* verdadeiro. Mas, ao que se soube depois, ela tinha um cúmplice... Esta aventura grotesca terminou por provocar um escândalo e prejudicou consideravelmente o prestigio de Charles Richet*.

 

BILOCAÇÃO. Presença simultânea de uma pessoa em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.

  É dita Bilocação Subjetiva quando o Duplo* (?) simplesmente é visto por algum Percipiente* num lugar diferente daquele que o corpo do Paciente* ocupa. É dita Bilocação Objetiva se o Duplo* manifesta a sua realidade material.

 Alguns autores vão ao ponto de qualificar a bilocação  como “delírio esquizofrênico”, mas a realidade é que esses autores ignoram do que se trata. O Fenômeno* é real e muitas vezes comprovado cientificamente em Experiências Qualitativas* e principalmente em Casos* Espontâneos presenciados por milhares de testemunhas, muitíssimas absolutamente fidedignas.

  Os sequazes do Espiritismo* e de outros ramos do Ocultismo* no seu típico delírio chamam-no também Viagem* Astral ou Desdobramento Astral.. Seria um Fenômeno* segundo o qual um indivíduo de faculdades muito evoluídas (?) e de perfeita preparação poderia  projetar o seu Corpo* Astral (?) ou Perispírito* (?) e aparecer num local diferente daquele em que se acha seu corpo físico. completamente absurdo, erro crasso de interpretação.

 Pode realmente uma pessoa projetar-se a bem menos de cinqüenta metros: Fantasmogênese* por Ectoplasma* representando-se a si mesma e com Exteriorização* da Sensibilidade.

  Bilocação a maior distância? Estes fatos geralmente devem ser interpretados de outra maneira: Projeção* de PG. A Hagiografia*, porém, referencia numerosíssimos casos de bilocação a grandes distâncias. Em muitos destes casos pode haver ao menos Providência* Divina Especial, em outros casos trata-se claramente de Bilocação SN* ou Ubiqüidade*.

 

BIOCINESE. Termo proposto por C. Jaules para designar os primeiros minutos após a Morte Clínica, diagnosticável pelos médicos pelo EEG plano, parada cardíaca, olhos vítreos, etc., mas ainda reversível. Geralmente após 3 ou 4 minutos o cérebro apaga. Em algum caso extremo e condições muito especial o cérebro demora até ½ hora em apagar. É um estado de vida estática, diferente do intervalo posterior, a Biostase*.

   Ver NDE.

 

BIOCOMUNICAÇÃO. Esperança sem fundamento nenhum que procura a explicação de PG* por um elemento físico de informação “ainda desconhecido” (?), ou num meio de detecção “escondido no organismo” (?).  Esta esperança, já rejeitada, prevaleceu durante algum tempo em alguns países do Leste Europeu, e  ainda às vezes se ouve em  pessoas oprimidas por preconceitos Materialistas* e não bem ao par das pesquisas em Parapsicologia*, realizadas inclusive pelos mais destacados físicos, sobre a natureza de PG*.

 

BIOFEEDBACK. Certo domínio sobre processos internos tais como aceleração do coração, ondas cerebrais, ou as reações galvanizantes da pele, através de condicionamento.

  Interessa em Parapsicologia* especialmente no estudo dos prodígios na área de Faquirismo* e das imitações realizadas pelos Ilusionistas*, como também no estudo de certos tipos de Transe*.

 

BIOELETRICIDADE. Teoria defendida por alguns investigadores de Parapsicologia* em relação às diferenças e algumas analogias entre a Telergia* e o magnetismo ou eletricidade da Física comum.

  A Telergia* seria assim uma espécie de eletricidade que não se submeteria, entretanto, às leis físicas que governam a eletricidade comum; pelo contrário, apresentaria as características peculiares de vida. Os efeitos dessa “eletricidade especial” dependeriam da vontade Inconsciente* do Psíquico*. Seria, portanto, não simples eletricidade mas bio-eletricidade. A Telergia*, ou “Energia Biótica” como é chamada nesta teoria, produziria os seus efeitos de um modo análogo à eletricidade estática, como se o corpo do Psíquico* se carregasse de alta tensão. Em torno do corpo do Psíquico* formar-se-ia um campo eletromagnético especial.

   Há algo de verdade e outro tanto de... metáfora.

 

BIOENERGIA. Tipo de força que, além do homem, também outros seres animados possuiriam (?). Coincide também com a energia suposta na teoria da Psicotrônica*.

  E em grande parte coincide com a teoria de Bioeletricidade*, e portanto pode ter analogias com a Telergia*.

 

BIOINFORMAÇÃO. Ver Grupo Popov de Bioinformação.

 

BIOMAGNETISMO. Ver Magnetismo* Animal ou Mesmerismo*, termos preferíveis porque mais usados.

    Pode também apresentar analogias com o conceito de Telergia*.

 

BIÔMETRO. Aparelho que se utiliza com o fim de medir a antigamente, e hoje no Esoterismo*, chamada Bioenergia*. Por exemplo o Biômetro de Baraduc, aparelho construído por Hipólito Baraduc* para medir a Força Neúrica* Radiante e outras  vibrações do corpo humano até então desconhecidas. Ver Fluidômetro.

 

BIOPLASMA ou CORPO BIOPLASMÁTICO. Ver  Perispírito.

 

BIOPSIQUISMO. Teoria, hoje já demonstrada falsa,  que atribui a certos praticantes de Curandeirismo* uma capacidade de liberação de uma pretensa Bioenergia*, ou então da própria Telergia*, a favor de terceiros,  principalmente para conseguirem curas (?).

  Termo também proposto e aceito só em quanto conceito explicativo e igual à Telergia* na realização de seus próprios Fenômenos* Parafísicos.

 

BIOSCÓPIO DE COLLONGUS. Mais um aparelho entre tantos Fluidômetros*.

 

BIOSTASE. Após a Biocinese*, vem a Biostase: Entre a Morte Clínica e a Morte Real ou total, essa Morte Aparente em termo médio dura  21 dias. Durante os 3 ou 4 dias iniciais crescem as unhas e os cabelos; estão vivas as células sexuais masculinas, etc.; durante todo o período posterior, de uns 21 dias, encontram-se raios mitogênicos de Gurwih em numerosas células cerebrais, durante todo esse período há ação citoplasmática em milhões de outras células de todo o organismo, etc.

  A natureza não dá pulos, vai morrendo aos poucos. A não ser que acelerem a morte real, por exemplo com a cremação. O processo do morrer, pelo contrário, também pode ser retardado. Ou suspenso, inclusive por séculos, por exemplo pelo congelamento do corpo ou de alguma parte dele, e ao ser descongelado continuar vivo.

  Ora se há células vivas, se estão animadas, o que anima o organismo humano está ai: a Alma*... Portanto o homem ainda não morreu plenamente...  

 

BIÓTICA, Energia. Mais um de tantos nomes, como Bioeletricidade*, Bioenergia*, Força Néurica* Radiante, Antropoflux*, etc., que foram usados como em grande parte sinônimos do que hoje entendemos por Telergia*.

 

BIRD, J.  Malcolm. De 1925 a 1931 foi investigador oficial da ASPR*, para pesquisar no local  os Casos Espontâneos* e com Experiências Qualitativas*. Pesquisou muitos dos bem conhecidos Psiquicos como John Sloan*, Osborne Leonard*, William Hope*, Evans Powell*, Sra. Deane*, Sra. Volhardt*, Margery*, etc., convencendo-se da realidade dos Fenômenos Parapsicológicos* Escreveu vários livros sobre o tema, entre eles: “Margery, the Medium”, Boston, 1926.

 

BISHOP, Miss. Norte-Americana com quem se passou um muito famoso e importante Fenômeno* de ST*:

  Conhecera na região das Montanhas Rochosas um índio mestiço chamado  Jim Mountain*, sobre quem obtivera  certo ascendente. Este tinha lhe afirmado que nunca mais a veria em vida, mas que iria despedir-se dela  quando morresse. Dez anos mais tarde, estando ela em Interlagos, viu Mountain aos pés da sua cama, que lhe dizia: “Eu vim, como prometera”. E, acenando com a mão, acrescentou: “Adeus”. A notícia da morte de Jim Mountain chegou-lhe mais tarde. A data coincidia.

  A hora, porém... Tendo em conta a diferença de longitude, a “visita” adiantou-se algumas horas: conhecimento da morte iminente, durante a agonia.

   Essa história é um clássico da ST*, visto do ângulo das mal chamadas Aparições* de mortos. 

 

BISSON, Juliette (Sra. Alexandre) (1861-1956). Sua fama em Parapsicologia* deve-se enteiramente às Experiencias Qualitativas* sobre a Ecto-colo-plasmia* de Eva* C. que dirigiu a partir de 1909, por quatro anos, em Munich e em Paris, inclusive com a colaboração de Schrenck-Notzing* e ainda de Geley* e de que dá conta em “Les Phénomènes Dits de Matérialisation”, Paris, 1914 - “Le Mediumnisme et la Sorbonne”, 1923.

 

BOLA DE CRISTAL. Ver Cristalomancia.

 

BLAKE, William (1757-1827). Nascido em Londres, era filho de um calceteiro, foi aprendiz de gravador e se fez artista, poeta, inventor e pensador, chegando a fazer parte da Real Academia. As suas gravuras e desenhos são poderosamente surpreendentes e ricos de simbolismo.  A sua poesia é fresca, profunda e lírica.

 Foi também visionário e místico (?). Os seus escritos de Mística* (?) e religiosos alcançaram muito prestígio.

   Se bem que durante toda a sua vida fosse ignorado e até considerado louco por alguns, já nos fins do século passado influencia personalidades tão diversas como Rossetti, G. Bernard Shaw e Allen Ginsberg.

 Hoje é sempre citado pelos especialistas no estudo da Intuição* ou Talento* do Inconsciente.

 

BLAVATSKI, Helena Petrovna (1831-1891). Nasceu  na Rússia. Levou uma vida misteriosa e extraordinariamente aventureira, chegando a ser inclusive soldade do exército de Garibaldi. Foi membro da Hermetic* Brotherhood of Luxor. Trabalhou também como Médium* do Espiritismo*.

  Com ajuda do coronel  H. S. Olcott foi a fundadora da Teosofia*. Abriu os seus escritórios principais inicialmente em Adyar, na India. Seus talentos como Psiquica* (?), dirigente e escritora lhe renderam muitos discípulos, alguns dois quais foram importantes para a Teosofia, tais como Annie Besant* e Rudolph Steiner*. Ver Krisnhnamurti, Jiddu. Escreveu a “Doutrina Secreta” e “Iris sem Véu”.

   Como Psíquica*, foi desmascarada pela S.P.R* que monstrou suas Fraudes*. Ver Hodgson, Richard; e Hartmann, Franz.

   Sua doutrina foi refutada plenamente a partir de J. E. Mirville* e de Franz. Hartmann*.

 

BLIND MATCHING (BM). Ver Testes de ESP.

 

BM. Sigla de Blind* Matching.

 

BODHI-DHARMA. Ver Zen Budismo.

 

BODHISATTVA. Mito* do Budismo* nortenho ou Mahayana. Seriam umas pessoas tão santas que sacrificariam os seus ganhos do Nirvana* (?) com o fim de adquirir nova Reencarnação* (?) como Budas*, movidos pela sua compaixão pela humanidade.

 

BOEHME, Jakob (1575-1624). Sapateiro que teve uma instrução muito escassa,  e entretanto escreveu vinte e nove livros e folhetos que tiveram grande influência e enorme projeção em algumas das maiores mentalidades do mundo ocidental. A sua existência foi comparativamente breve, mas o seu gênio “Místico*”e “filosófico” foi extraordinariamente fecundo.

  Um notável exemplo da capacidade ou Talento* do Inconsciente em inventar, o que não significa acertar. Trata-se mais de disquisições que de verdadeira Filosofia, porque sem fundamento e provas reais. Afirmava que a estrutura polar da existência era o coração da matéria (?), que a unidade emerge da dualidade e da trindade (?).  Numa notável experiência “Mística*” chegou à Revelação* (?) de que no “sim” e no “não” consistem todas as coisas (?). Como conseqüência, o seu grande problema especulativo consistia em demonstrar como o sim e o não, o bem e o mal, as trevas e a luz, procedem do coração vivente (?) da realidade.  A sua dedução religiosa explicava (?) também como é que as dualidades da vida se reconciliavam na unidade espiritual (?).

  A era romântica, Hegel, Schopenhauer, Nietzche, Bergson*, Heidegger, George Fox*, Berdiayev, Tillich... apenas indicam o alcance da influência de Boehme.

 

BOIRAC, Émile (1851-1917). Professor de Psicologia. Publicou manuais de Psicologia e Pedagogia.. Foi em seguida Inspetor e depois Reitor na Academia de Grenoble e, por fim, da Academia de Dijon.

  Pouco se importando com as críticas dos que negam sem estudo por mero preconceito e Lavagem* Cerebral, Boirac abandonou sua profissão e foi um dos pioneiros universitários que compreendeu o verdadeiro conceito de ciência e da verdadeira Parapsicologia* e se  entregou às pesquisas dos Fenômenos Parapsicológicos* com constância e continuidade. Como era um homem honestíssimo e de boa fé foi por vezes mistificado, sobretudo por Rickmann, mas isso não diminui em absoluto o valor de sua obra.

   É um dos principais fundadores da verdadeira Parapsicologia* ou Escola* Eclética. Nos seus estudos Boirac insiste na validade e necessidade da “nova” metodologia: análise de Casos Espontâneos*  e Experiências Qualitativas*.

  Em 1908 publicou “La Psichologie Inconnue”, Paris, 1908, que mereceu da Academia das Ciências o Prêmio Fanny Emden. Em 1917 fez aparecer outro livro, “La Psichologie du Futur”.

 

BOIS, Jules ( ==== ). Jornalista francês. Após tomar conhecimento de alguns Casos Espontâneos*, comprendeu a importância e dedicou-se à pesquisa de Parapsicologia*. Entre outras descobertas merece citar-se que foi ele quem por primeira vez descreveu no Inconsciente* algo muito parecido ao Inconsciente Coletivo*, de Jung*. Deve-se a ele o termo Telebulia*.

 

BOKÔ. Nome atribuído em Haití aos Feiticeiros*. Ver Vudú.

 

BOLA DE CRISTAL. Esfera de cristal típica na Cristalomancia*. Para a construção da bola de cristal Willis F. Wit-Chead1 dá instruções detalhadas na sua obra “Occult Philosophy of  Agrippa”, Chicago, 1896.

 

BOLA HISTÉRICA. Impressão sentida num momento de angustia, como que uma bola, algo que  comprime o pescoço, o tórax e a boca do estômago. Resulta de um espasmo do esôfago e precede, por vezes, uma crise nervosa.

  Freqüentemente foi atribuído supersticiosamente à presença de algum Demônio* (?) ou Espírito* (?), etc.

 

BOLANDISTAS.

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BOLTON, Gambier ( === ). Notável naturalista. Ele mesmo manifestava Fenômenos Parapsicológicos* e os sequazes do Espiritismo* insistiam em que tinha que procurar Desenvolvimento*. Arguto pesquisador, e convencido da importancia da Parapsicologia*, deixando de lado sua carreira notável, durante muitos anos realizou Experiências Qualitativas* e analisou Casos Espontâneos* a respeito das pretensões do Espiritismo*. A sua penetrante mente analítica terminou por compreender e demonstrar que tudo era natural. Posteriormente chegou a ser conferencista muito solicitado sobre Parapsicologia* refutando a Superstição espírita.

 

BOND, Frederick Bligh. Nasceu em 1864.  Foi um escavador das perdidas capelas da abadia de Glastonbury*. Eclesiástico, arqueólogo, arquiteto, e como Parapsicólogo* foi editor do “Journal of  the ASPR*”, autor de muitos livros a partir da sua própria Psicogtafia* em colaboração com Alleyne* e Dowden*. Realizou também Experiências Qualitativas* de Escotografia* com a Sra. Deane*.

 

BOOK TEST. Técnica de testes de PG*, em que o Percipiente* deverá indicar o conteúdo de uma página indicada de um livro escolhido aleatoriamente.

 

BOSCO, Sào João (1815-1888).  === Citar e remeter para alguns tipos de milagres...

 

BOTANAMANCIA. Mais uma Mancia* entre tantas, pretendidamente pela interpretação dos movimentos das folhagens de certas plantas. Era muito usada na antigüidade, onde, por exemplo em Dodona, existia um santuário para Oráculos*   mediante a observação dos carvalhos, árvore consagrada ao deus (?) Zeus ou Júpiter.

 

BOTTAZZI, Philipe (1867-1941) Antigo professor de Fisiologia e Diretor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Nápoles. Foi um dos cientistas que estudou com  Experiências Qualitativas* a célebre Psíquica* Eusápia Palladino*. As suas manifestações, tal como as de De Amicis, Scarpa e Panzini, que ele também investigou, levaram Botazzi ao convencimento da realidade dos Fenômenos* Parafísicos.

 

BOUGET, Henri ( m.1619). Foi juiz principal de Saint-Claude, no Jura, na França, Mandou executar seiscentos Feiticeiros* e escreveu um famoso e sinistro “Discurso Execrável dos Feiticeiros”, 1602. O livro contém tais detalhes, que se compreende a repulsa da própria família do juiz, que mandou destruir o maior número possível de exemplares do terrível  livro.

 

BOULÉ, Vigário.  Ver Louviers, Caso de.

 

BOURSNELL, Richard (1822-1909). Médium* para Escotografia* descoberto por W. T. Stead*.  Muitos negativos dessas fotografias se conservam ainda na SPR*

 

BOVARISMO. O termo foi tirado do livro “Madame de Bovary”, de Flaubert. Aplica-se à incapacidade de distinguir entre o devaneio e a realidade. Ausência de autocrítica no imaginativo, atitude do indivíduo que se imagina diferente do que é na realidade, que idealiza megalomaniacamente sua personalidade. Muito freqüentemente é causado pelo ambiente e reação popular às mentiras que ele mesmo lançara. Tanto mentira, que termina por acreditar na própria mentira. Típico em muitos praticantes de Curandeirismo*,Médiuns*, Adivinhos* profissionais, Gurús*, etc.

 

BOZZANO, Ernesto (1862-1943). Cientista italiano. Após uma verdadeira crise de consciência determinada no seu  positivismo pelas obras de Aksakof*, evoluiu depressa para o Espiritismo* militante. Logo, porém, entrou na pesquisa de Parapsicologia*, no conceito amplo e verdadeiro da Escola* Eclética oposto à Micro-Parapsicologia*, e assim pouco a pouco, muito pouco a pouco mas no fim quase completamente, foi abandonando a interpretação espírita dos fnômenos. Foi membro de honra do I.M.I*, de Paris.

   Deve destacar-se que fez questão entre os cientistas modernos, tão aplastados pelo positivismo como fora o próprio Bozzano, de empregar corretamente o termo Supranormal* (SN*) no verdadeiro sentido: fato no nosso mundo devido a forças não do nosso mundo. Também deve destacar-se a verificação muito importante da Relação* Psíquica, descoberta que sem dúvida teve muita importância no seu progressivo afastamento da interpretação espírita.

  Além de inumeráveis artigos principalmente na revista “Luce e Ombra”, a sua tarefa em livros alcança trinta extensas monografias, entre as que merecem destacar-se: “Ipotesi Spiritica e Teoriche Scientifiche”, Verona , 1903 - “Considerazioni ed Ipotesi sui Fenomeni di Bilocazione”, 1910 - “Luce nel Futuro: I Fenomeni Premonitori”, 1914 e 1947 - “Dei Fenomeni di Telestesia”, 1920 - “Medianità Poliglota: Xenoglosia”, 1933 - “Indagini sulle Manifestazioni Supernormali”, 1934 - “Dei Fenomeni di Infestazione”, 1936 - “Dei Fenomeni di Transfigurazione” - “La Psiche Domina la Materia” - “La Crise della Morte” - “Le Visioni dei Morrenti”, 1942 - “Musica Transcendentale”, 1943 - “Popoli Primitive e Manifestazioni Supernormali”, 1946 - “Guerre e Profezie”, 1953 - Etc.

 

BOWEN, Charles. Autoridade (?) entre os entusiastas dos OVNIs*. Editor de “Flying Aaucer Review” desde 1964. Editor de “The Humanoids” (1969), estudos sobre relatos de “visitantes” (?) de outras galáxias.

    Muito entusiasmo e pouca crítica  realmente científica.

 

BRADLEY, H. Dennis. Autor inglês nascido em 1878. Depois de contatos com o Médium*  norte-amaricano George Valiantine*, a princípio foi um grande defensor da sua Mediunidade* (?). Posteriormente retratou-se, continuou aceitando os Fenômenos*, mas abjurando da interpretação espírita. E terminou por declarar publicamente à imprensa que ele próprio, Bradley, procurou e conseguiu o Desenvolvimento* da sua faculdade de Psicofonia*, produzindo Fenômenos autênticos, mas que nada tinham a ver com Espiritismo*.

 

BRAHMA. Ver Bramane.

 

BRAID, James (1795-1860). Médico de Manchester, onde nasceu, que era inicialmente céptico quanto ao Magnetismo* Animal. Após investigações serenas e objetivas convenceu-se, em 1841, de que os Fenômenos Parapsicológicos* eram reais. E as suas observações posteriores foram tão precisas e penetrantes em confronto com as das outras testemunhas, que conseguiram provar que tal tipo de prodígios se produziam também sem influência do observador.

  Foi ele que inventou, tendo em conta toda a sintomatologia do Magnetismo* e certo de que não se tratava de Magnetismo* nenhum, um outro nome que acabaria por ficar definitivamente estabelecido e característico como uma área de estudo científico: Hipnotismo*.

  As suas descobertas devem considerar-se fundamentais e basilares, porque, a partir de tal período se inicia o estudo responsável e aprofundado da Hipnose*, não subestimando sequer a importância do papel do operador. As descobertas de Braid foram confirmadas, anos depois, em 1859, por um médico francês, Dr. Azam, de Bordéus, e mais tarde, em 1875, também por Charles Richet*.

  Do seu livro “Neurohypnology or the rational nervous steeps”, Londres, 1843, existe uma tradução francesa, “Neurohypnologie. Traité du Sommeil Nerveux ou Hipnotism”, 1833, que tem um “apêndice” com o resumo dos trabalhos de Braid aparecidos até 1860, ano de sua morte.

 

BRAIDISMO. Derivado do nome do médico inglês James Braid*, uma das antigas designações do moderno Hipnotismo*, frisando-se as técnicas propostas por Braid especialmente aquelas destinadas a obter a Analgesia* hipnótica, expressão preferível.

 

BRAMANE. Membro da mais nobre casta do Budismo*, pessoa cujo Espírito* (?) já seria muito superior  após muitas Reencarnações* (?) anteriores. Os seguidores desta doutrina, sejam eles Bramanes ou simples Párias*, formam a seita do Bramanismo. Ver Tantrismo.

  Brahma ou Brama é nome dado a Deus*, embora o conceito de Deus* no Hinduismo*  nunca fique claro, identificado com o mundo e misturado como está com simbolismos “poéticos” e deixe inclusive de ser Absoluto pois tudo seria Maia*. Identifica-se também com Atman* quando o Grande Eu se divide (?) e transmuta (?).

 

BRAMWELL, J. M. Médico inglês, partidário da Hipnose* em terapia. Em 1902 publicou “Hypnotism, its History, Practice and Theory”, que se tornou clássico entre os estudiosos e praticantes desta técnica.

 

BRANCA, Grande Irmandade. Ver Grande Irmandade Branca.

 

BRET ====  (Se encontar, há que pôr * em todas as vezes que é citado).

 

BREVER, Josef (1824-1925). Psiquiatra austríaco, nascido em Viena. Descobriu uma parte importante para facilitar o tratamento dos transtornos nervosos, a Hipnoanálise*.

 

BRIDEY MURPHY, Caso de. Ver Bernstein, Morey.

 

BRIER, Dr. Robert. Pesquisador da Parapsychology* Foundation, desde 1966. Foi colaborador de J. B. Rhine*, com quem coordenou a organização da publicação “Parapsychology Today”, onde se reúnem anualmente as conferências promovidas pela Escola* Norte-Americana.

 

BRINCADEIRA DO COPO. Denomina-se assim, especialmente no Brasil, uma Pragmática* empregada e difundida pelo Espiritismo*, igual à Paracinesia* do tipo Oui-ja*, onde em vez da Prancheta* utiliza-se um copo ou taça que se coloca de boca para baixo sobre uma superfície lisa.

   É necessário lembrar que de brincadeira não tem nada e que pode levar e já levou muita gente a grandes desequilíbrios: Ver Função Menos

  Para provar que se trata de Automatismo* e que nada tem a ver com Espíritos* (?), Demonios*, etc, basta colocar o copo sobre um cobertor para que o copo tenha alguma dificuldade em escorregar, e  pôr óleo sobre o fundo do copo: os dedos escorregam mas o copo não se  mexe (exceção feita de algum caso raro de Telecinesia*, neste caso a comprovação fácil de que não são os Espíritos* (?) etc, são os Desafios* concretamente dos Cinqüenta* Metros.

 

BRISAS . Correntes de ar frio combinadas com uma baixa de temperatura. Descidas até vinte graus Fahrenheit foram registradas  por  Harry  Price* nas provas com Stella* C.

  Os espíritas atribuem as brisas, com mais uma contradição de toda sua delirante doutrina, à passagem de algum Espírito* (?) nas suas sessões.

   Na realidade a causa é a absorção de calor nos Fenômenos Parafísicos* e a emissão da própria Telergia*.

  O curioso, se no acúmulo de disparates do Espiritismo* mais um pudesse surpreender, é que dentro do próprio Espiritismo* há casos que no fundo confirmam esta verdadeira explicação. Assim Walter, o Controle* (?) de Margery*, como também um Controle* (?) de D. Dunglas Home*, atribuíam as brisas a emanações dos cérebros dos assistentes à sessão. Durante os Fenômenos* Parafísicos, a cabeça de Eusápia Palladino* emitia uma corrente de ar pelo local onde tivera uma antiga lesão.

 

BRITTAIN, Annie. Médium* inglesa de Transe*, contemporânea de Sir A. Conan Doyle*, a quem enviou muitos clientes e que mantinha registros detalhados dos casos.

 

BRITTEN, Emily Harding (1823-1899). Médium* inglesa e eloqüente oradora, de grande erudição, embora por fanatismo ficasse plenamente alheia às reais explicações dos Fenômenos Parapsicológicos*. Teve seu Desenvolvimento* em Norte América. logo após ter travado relações de amizade com a Médium* norte-americana Coat (Ada Heyt).

  Um dos seus melhores casos comprovados foi de PG*,  quando se afundou o navio “Pacific”. Emily agiu como se um dos tripulantes tivesse feito Incorporação* (?) nela em Transe*, revelando a tragédia antes de ser geralmente conhecida. Foi ameaçada com o Tribunal, mas verificou-se depois ser certo o seu relato.

  Foi grande propagandista do Espiritismo*, viajando por muitos países. Fundou e dirigiu um periódico de Espiritismo*, muito significativo de preconceito pelo próprio título: “Dois mundos” (“Two Worlds”) e escreveu muitos livros, destacando “Nineteenth Century Miracles”,  Nova Iorque, 1884.

 

BROAD, Charlie D. Famoso filósofo contemporâneo. Dedicou-se também à investigação em Parapsicologia*. Foi Presidente da SPR* Nas suas obras “Religion, Philosophy and Psychical Research”, Londres, 1953, e “Lectures on Psychical Research”, 1962, comprova a existência dos Fenômenos Parapsicológicos* humanos (EN* e PN*), e acertadamente insiste e demonstra que (descartados os Fenômenos SN*, em ambiente divino), nenhum Fenômeno Parapsicológico* tem a ver com Espíritos* (?), Demônios* (?), Elementares* (?), Psicões* (?) ou outros seres Sobrenaturais*.

 

BROFFERIO, Angelo. Cientista italiano que, confundindo primariamente os fatos  com a interpretação, ao comprovar a real existência dos Fenômenos Parapsicológicos* que antes negava, tornou-se  espírita em conseqüência das suas Experiências Qualitativas* com  Eusápia Palladino*.

 

BROOKS, Tom J.  ==== Contemporâneo. Inglês. Homem culto: Policia Militar, Médico, Juiz de Paz. Parecia um espírita convicto e foi Presidente de uma   Associação de Mediuns. Não obstante, fruto de grandes esforços de pesquisa por muitos anos, foi o “pai” da ata da “Mediunidade Fraudulenta”, de 1951, confissão honesta de que tudo o que ele realizou como Médium* e tudo o que realizaram os Médiuns*  da sua Associação havia sido Fraude*.

 

BROWN, Rosemary. Grande Médium* inglesa contemporânea de Psicografia*, que despertou grande interesse a partir de 1970, quando afirmou que por ela se manifestavam (?) compositores famosos  mortos há muito tempo, entre eles Liszt, Beethoven, Brahms, Debussy, Chopin, Schubert e, mais recentemente, Stravinsky.  Seleções dessa música foram lançadas em disco.

  Entre os especialistas há concordância geral de que, apesar de ser precisamente no estilo dos supostos mestres, não é de qualidade tão boa como o que se esperaria deles.

 

BRUGMANS. Foi um dos experimentadores que, em 1920, na Universidade de Groninguen, na Holanda, fizeram Experiências Qualitativas* de ST* com resultados francamente positivos, utilizando, de entre vários Percipientes, Van Dam, um jovem estudante que se distinguiu particularmente pelas suas enormes possibilidades.

 

BRUXARIA. Atividade dos Bruxos*. Atos praticados por estes. Bruxa(o) é a pessoa que pretende ter pacto com o Diabo* (?). A bruxaria, que os Racionalistas* atribuem à interpretação “popular” cristã como fatos conseguidos por pacto e poderes  dos Demônios*, na realidade é bem anterior ao Cristianismo. Calcula-se que em Inglaterra ainda umas quatrocentas Bruxas* asseguram seguir uma religião anterior à cristã, cada grupo local  chamando-se Coven.

  A errada atribuição aos Demônios* foi causa de monstruosas injustiças cometidas durante séculos.

   Ver Demonologia.

 

BRUXISMO. Nada tem a ver com Bruxaria*. É a tendência para ranger os dentes inclusive e mesmo especialmente durante o sono. Incorretamente usa-se no mesmo sentido o termo Bruxomania. O termo médico preferível é Bricomania.

 

BT.  Sigla de Basic* Technique.

 

BUBER, Martin (1878-1965). A sua Psicologia do diálogo e relação eu-Tu foi muito influente no pensamento do século XX. Os seus livros e conferências sobre o Hasidin transformaram na Europa Oriental esta Mística* (?) comunal do Judaísmo, de uma Seita* menor num importante movimento Místico* (?). Para Buber, Deus* é o eterno Tu,  a quem não se pode falar (?) e de quem não se deve falar (?).

  Obras como “Eu e Tu”, “Os Relatos de Hasidin”, “Para o Bem do Paraíso” e “Hasidin e o Homem” revelam  grande capacidade... de distorção da verdade por só insistir de um ponto de vista, num aspecto isolado do conjunto.

 

BUCHANAN, Joseph Rhodes (1814-1899). Psicômetra* e Ocultista* norte-americano, radicado em Boston. Auto-denominava-se “Profeta da Ciência Divina”. Fez-se famoso pelo seu livro “Manual of Psychometry” onde sustenta que todos os acontecimentos e objetos desprendem substâncias indestructíveis e que por essas emanações e Impregnações* a História foi sepultada no presente e pode ser resgatada por Psicometria*, termo introduzido por  ele.

  Hoje a Psicometria* (parapsicológica) é aceita, mas não com a explicação (?) que Buchanan e seus seguidores pretendiam.

  Não confundir com Buchanan, pseudônimo da Parapsicóloga Sra. Denton*.

 

BUDA (560-480 a.C.). Pouco ou nada consta historicamente. Passa por haver sido uma pessoa sábia, que alcançou “a sabedoria perfeita” (?).

  “O Buda” refere-se a Gotama, príncipe Sakyamuni, que teria renunciado à sua família e posição. Gotama seria um reformador hindu da transição do século VI ao século V antes de Cristo. Depois de prolongada meditação, ele haveria formado uma Filosofia (?) prática de trabalhos ativos pelo exemplo. O seu trabalho, em todo caso, viu-se obscurecido pelos seus seguidores, que o deificaram...

  Gotama, nascido numa era de grande preocupação pelas técnicas de Ioga* e com um pano de fundo da tradição oral dos Upanisshads e dos Vedas, viu a necessidade de uma aplicação pessoal prática para o alívio do sofrimento e comportou-se para se converter num exemplo. Ver Tantrismo.

 Não existem escritos contemporâneos. O “Pali Budista” é o primeiro, provavelmente de 80 a.C., e sabe-se que também nele se introduziram acrescentamentos. As modificações que Gotama teria introduzido aos ensinamentos Upanisshads podem ser resumidas como se segue: procura do eu, moderação, abandono da posição, abandono do ascetismo, e... (atribuído a Buda apesar de ser sistema muito posterior!) abandono do sistema hindu de Castas*.

 

BUDISMO. É a “religião”(?) que estaria baseada nos ensinamentos de Gotama, o Buda*. Ver Tantrismo.

   O Buidismo tem atualmente para cima de oitocentos milhões de seguidores nominais. As suas “quatro verdades nobres” são:  A verdade do sofrimento, a causa do sofrimento (donde o povo cai na crença da Reencarnação*, embora este absurdo seja incompatível com a doutrina do genuíno Budismo), o caminho para o fim do sofrimento e o fim do sofrimento.

  Num conselho patni, 270-240 a.C., no tempo do rei Asoka, o Budismo dividiu-se em dois grandes ramos, conhecidos na atualidade como Mahayana* nortenho e   Hynayana* sulista. Este último, que era então majoritário, excomungou o primeiro, mas na atualidade a posição inverteu-se e o Mahayana* engloba a maioria dos budistas. Ambos, contrariando os ensinamentos de Buda* ou do Budismo antigo, tendem para o monasticismo, conquanto o norte seja menos rígido e utilize a idéia dos Bodhisattvas*, aspecto atual, degenerado e acrescentado, incompatível com o genuíno Budismo antigo.

   Na atualidade Gotama teria esgrimido o seu bastão a  favor das reformas sociais, mas esta idéia, lamentavelmente, parece estar ausente da doutrina atual do Budismo. O “caminho” budista presentemente é: opiniões corretas, resoluções corretas, locuções corretas, conduta correta, vivência correta, esforço correto, mentalidade correta, concentração correta.

  O Budismo, como os análogos ou seitas Bramanismo* e Hinduismo*, não são nem durante séculos pretendiam ser religiões a partir de Revelação*. Só andando o tempo é que pretenderam transformar o Buda* em um iluminado e depois mesmo em Deus*. O Budismo, como o Bramanismo* e Hinduismo*, é   mais bem uma pseudofilosofia. Cai por um lado no Panteísmo* ou no Monismo*, confundindo criador e criaturas, o infinito e os seres limitados, o eterno e os seres passageiros e que tiveram origem, etc; e por outro lado caem no niilismo: tudo seria meramente Maia*. Pode-se dizer justamente que nem sequer pretendem ser uma Filosofia, são mais bem meras conceições “poéticas” com finalidade moralizante.

 

BULIMIA. Apetite excessivo, manifestação de um aumento da freqüência da sensação de fome. Leva a episódio de ingestão excessiva de comida ou bebida.

  Às vezes parece que ingerem mais do que caberia no estômago por mais dilatado que se suponha. E essa “aparência” em alguns casos pode corresponder à realidade. É por isso que interessa à Parapsicologia*. Quando a bulimia é apresentada porMédiuns*, Endemoninhados* (?) etc. as pessoas carregadas de Superstição* acreditam  que o alimento ou a bebida foram consumidos por Espíritos* (?), por Demônios* (?), etc. Em alguns casos tem-se comprovado o Eporte*, aparecendo os alimentos ou os líquidos em algum lugar perto, sem que houvesse vômito.   

 

“BUMERANGUE, Efeito”. ===

 

BURDIN, Dr. ( ==== ). Médico,  cujos estudos confirmaram as conclusões  do célebre relatório do Dr. Husson* contra o Magnetismo* Animal ou Mesmerismo*.

   Contra os pretendidos poderes regulares que o Mesmerismo* despertaria no estado de Sonambulismo*, deixou um legado de três mil francos para atribuir ao indivíduo que, concretamente, não tendo antes DOP* ou HIP*, alcançasse em estado Mesmérico* ou Hipnótico* ler sem a ajuda dos olhos. É mais um intento de demonstrar assim, como com tantos outros Desafios*, o que é bem conhecido: a Incontrolabilidade* dos  Fenômenos Parapsicológicos*.

 

BURT, Cyril (1883-1971). Ao mesmo tempo que Usher*, e tanto tempo antes do pretendido pioneirismo da Micro-Parapsicologia, iniciou em 1900 Experiências Qualitativas* de ST* à grande distância:  O “Agente” encontrava-se em Bristol e o Percipiente* em Londres. Publicou suas Experiências no livro “Psychology and Psychical Research”.

                                    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                               -  C  -                                                        

 

CABALA.  Esta palavra é grafada de várias maneiras, das quais qabalah é a preferida no Ocultismo*, e kabbalah seria a geralmente preferida pelos estudiosos se cabala não fosse a forma consagrada pelo uso.

  Significa tradição, no sentido de conhecimento transmitido oralmente, não manifesto a todos. Refere-se a um conjunto de especulações “Místico*”-ocultistas originalmente judaicas, que foram adotadas com entusiasmo pelos humanistas cristãos na época do Renascimento e exerceu grande atração sobre os seguidores do Ocultismo* e Magia* de várias escolas de pensamento nos século XIX e XX.

   Consiste em inúmeros textos escritos por vários e as vezes anônimos autores, sendo o mais importante o volumoso Zohar (“Sefer Ha-Zohar” = Livro do Esplendor), descoberto na Espanha no fim do século XIII. Considerou-se que era obra de um mestre judeu do fim do século II, mas é mais possível que fosse compilado bem mais recentemente por um mestre judeu espanhol,  Moisés de León,  na base de textos antigos. Mais tarde o Zohar substituía a Bíblia* para os seguidores da Cabala, porque consideravam que continha o sentido ocultista, esotérico, da tradição judaica da Tora ou lei mosaica.

 Uma importante obra anterior é o Yetsirah (Sefer Yetsirah = Livro da Formação), possivelmente redigido entre os séculos III e VI a.C.

  Com exceção da Torá (Lei Mosaica} e do Talmud*, nenhum outro corpo de pensamento capturou tanto as mentes e afetou as massas do povo judeu como a Cabala.  Conquanto se baseie na tradição judia, tomou importantes elementos do Gnosticismo*, Neoplatonismo e “Mística*” (?) oriental, convertendo-se numa obra de profundo significado filosófico, religioso e prático, tanto para o judeu como para o cristão.

  Ensinando o caminho que conduz à intimidade com Deus*, a Cabala descreve dez planos intermédios: coroa, sabedoria, inteligência, bondade, poder, beleza, eternidade, majestade, fundamento e reinado.

  Quase tudo o que se diz resumidamente sobre a Cabala foi supersimplificado. Não se trata de uma estrutura única que se sustenta, mas de um conjunto de especulações, centradas em torno de alguns grandes temas e desenvolvidas por escritores que têm muito em comum, mas que de vez em quando diferem radicalmente entre si. Há diferenças particularmente acentuadas entre Cabala Clássica, que tomou forma nos séculos XII e XIII no sul da França e na Espanha, e a Cabala Moderna do século XVI e depois, dominada pelos ensinamentos de Isaac Luria (1534-1572), o “leão sagrado” dos sefarditas (= judeus de origem espanhola) da Palestina.

  A Cabala é também muitíssimo complicada e obscura, distante do nosso modo comum, habitual, de pensar.

  Cabalistas clássicos e modernos freqüentemente levam vidas de devoção inatacáveis, mas há grossos fios de Magia* na teia da Cabala. Abaram Abufala, o grande Místico* (?) e cabalista do século XIII acreditava que a Cabala podia ser usada eficazmente com fins de Magia*, e advertia as pessoas contra a sua perversão. Paul Ricci, um judeu convertido ao Catolicismo, que ensinava na Universidade de Pavia no século XVI, disse que a Cabala “enumera muitos nomes sagrados a serem invocados e vários momentos corporais, por meio dos quais atingimos mais facilmente e além do uso da natureza as glórias do Pai Eterno e as nossas prerrogativas neste mundo que a elas se assemelham”.

  O processo pelo qual a divindade desconhecida se faz conhecida, começa com a radiação (?) divina, emanando alguma coisa de si mesma e dessa se originam outras emanações (?) ou luzes até formarem dez ao todo (precisamente 10, número de Magia*). Essas emanações (?) são chamadas  Sefiroth.

   Afirmam que as esplêndidas luzes dos Sefiroth constituem o nome (?) de Deus*, porque são a manifestação da essencia divina.(?). E o processo de emanação (?) é processo pelo qual ele se desdobra (?) e revela sua identidade. Os Sefiroth são facetas ou aspectos da personalidade divina e formam a base da construção do universo e da natureza do homem, ambos feitos à imagem de Deus*. São as forças motoras do universo e os impulsos que movem o homem.

  A relação entre os Sefiroth é mostrada no que os cabalistas chamam Arvore da Vida. Os galhos da árvore espalham-se por todo o universo, reconciliando toda diversidade num padrão unificado. É um mapa de tudo, e uma classificação de tudo.  Mostra tanto a decida do divino em manifestação quanto a ascensão pela qual o homem pode reverter o processos de emanação (?) e tornar a subir a árvore para reconquistar sua divindade (?).

 

CABRAS ou CABRITOS. Termo introduzido por G. Schmeidler* para designar certas pessoas que, emocionalmente, por vezes inconscientemente, têm uma disposição negativa muito especial em relação às Experiências Quantitativas* da Escola* Norte-Americana com o Baralho* Zener. Sucede geralmente com os cépticos, desconfiados, introvertidos, etc. Geralmente e em conseqüência a manifestação de ESP* é nula. Ou melhor dito: Estes pacientes mantém uma constante de pontos abaixo da média esperada por acaso..., o que na realidade mostra comportamento ESP*.

 

CAÇADOR DE FEITICEIRAS ou DE BRUXAS. Cargo surgido na Inglaterra no século XVII e cuja função era a de descobrir e denunciar supostos Feiticeiros* ou Bruxas*. Ficou tristemente célebre nestas funções um fanático de nome Mattew Hopkins*, que inclusive foi muito protegido pelo ditador Cromwell, cuja avó diziam ter sido morta devido ao Malefício* de uma Feiticeira* em  1590, em Woarboys.

 Os Calvinistas, os Presbiterianos e os Puritanos consideravam os Feiticeiros* como decididos servidores do Diabo*. Naturalmente, para eles, os ritos da Igreja Católica  não eram mais do que cerimônias diabólicas. É compreensível que o povo inglês, partilhando desta teoria,  haja preferido Cromwell a Carlos I da Espanha. Mas mesmo assim, as estatísticas das execuções de Feitiçeiras* são exageradas. Porque (e foi este o aspecto imponderável do sucesso da revolução inglesa) os Stuarts não acreditavam na Feitiçaria*, reduzindo por isso ao mínimo as perseguições contra ela.

 

CACOLALIA. Linguagem incorreta, linguajar deturpado. Mormente se usa o termo com referência  ao linguajar obsceno, que se observa em certas formas demenciais.

  É considerada pela Superstição como efeito de Incorporação* de Espíritos* (?)  perversos. E inclusive por destacados teólogos (!), como a principal entre as provas (?) de Possessão* (?) por Demônios*.

 

CACOSMIA. Percepção delirante de maus odores. Alucinações olfativas.

  Mas pode ser Fenômeno Parapsicológico* real. Ver Osmogênese, termo preferível neste caso.

 

CAFETOMANCIA. Uma entre tantíssimas Mancias*, ou mais exatamente Scopia* ainda muito tradicional no Brasil entre os descendentes árabes, pela análise das formas deixadas pela borra de café na xícara.

 

CAGLIOSTRO. Segundo uns, Cagliostro fora um príncipe e José Bálsamo um mendigo. Outros identificam Cagliostro e José Bálsamo. Segundo outros, ainda, José Bálsamo teria nascido em Palermo em 1743, não de condições baixíssimas, como se diz, pois seria filho de um comerciante; ao passo que Alexandre, conde Cagliostro, teria nascido em Portugal em 1748, sendo filho do rei D. João V. Esta última hipótese peca por demasiado fantasiosa, mas de fato Cagliostro era conhecido em Paris como Conde Cagliostro.

 O “Príncipe Cagliostro” nos seus primeiros anos de vida foi um imprudente e um valdevinos. Viveu de escândalos e de expedientes, depois de ter sido expulso, por conduta inconveniente da Ordem dos Irmãos da Misericórdia. Sempre teve ambição de subir rapidamente na escala social, pelo que, sempre à procura de promoção, se dedicou a uma atividade que, na sua época, era muito estimada e lucrativa e que abria, ao mesmo tempo, as portas da grande sociedade: a profissão de médico-mago-bruxo. Mas a ela juntava também a de embusteiro, sempre à procura de Fraudes* para levar uma vida acima das suas possibilidades e sempre em posição de relevo. Filiou-se em muitíssimas sociedades e confrarias, que deixaram a sua marca na vida social da época e donde poderia obter qualquer benefício. Foi cavaleiro de Malta, membro da Ordem Rosa-Cruz*, Grande Mestre da estrita observância da Ordem do Templo, adepto da Grande Loja da Maçonaria* da Inglaterra, membro da Ordem dos Iluminados de Swendenborg*, etc., o que ajudou, indubitavelmente, à sua promoção social. Afirma-se principalmente que também possuía grandes poderes (?) parapsicológicos, dos quais haveria dado mostras freqüentes. Adivinho*, lia na Bola* de Cristal (Cristalomancia*) e nos jarros de água (Catoptromancia*) e, às vezes, adivinhava os números que iam sair nas loterias. Hipnotizador*, serviu-se muitas vezes de crianças, que sob o seu influxo, manifestavam  PG*. Praticante de Curandeirismo* parece haver operado aparentes maravilhas de Sugestão*, pelas quais foi idolatrado pelas multidões e favorecido nos julgamentos. Médium*, evocou (?) os Espíritos* (?). Etc.

  É difícil separar a realidade e a lenda. Mas numerosos autores coincidem em apresentar dele um retrato bastante esclarecedor: mentiroso, esbanjador, farsante, espertalhão, mas também inteligentíssimo, cultíssimo e sabedor, em virtude de uma série de estudos e iniciações nas fontes da antiga Magia*-Alquimia* árabe-egípcia.

  A sua megalomania e exibicionismo apressaram a sua queda. Uma das razões desta foi o ter provocado a inimizade da casa reinante da França, por ocasião do célebre “caso do colar”, colar que ele parece ter roubado, depois de ter metido ao bolso a comissão por ter facilitado a sua aquisição, o que além de vários meses de prisão na Bastilha, lhe valeu a proibição de permanecer na França.

   Outra circunstância que apressou o seu declínio foi pertencer à Maçonaria e a atitude excessivamente livre de seu pensamento. Excomungado pelo Santo Ofício em 15 de setembro de 1789, acusado de heresia pela própria mulher, foi preso em 27 do mesmo mês e, após uma prisão de quase dois anos, durante os quais foi processado e condenado à morte em 7 de abril de 1791, Pio VI comutou-lhe a pena para prisão perpétua no fundo de um poço.

  Não se sabe bem como acabou seus dias. Segundo uns, ter-se-ia estrangulado no cárcere em 26 de agosto de 1795; segundo outros, ter-se-ia evadido da prisão, indo morrer nas costas do Adriático.

 

CAHAGNET, Alphonse (1809-1885). Marceneiro francês. Em 1808 começou a estudar os Fenômenos Parapsicológicos* que surgiam no Sonambulismo*, chegando a fazer-se famoso. Escreveu “Arcanes de la Vie Future Devoilées”, 1848, que contém informações sobre Experiências Qualitativas* realizadas com a Médium* Adéle Maginot, que são uma antecipação das inúmeras investigações que se realizadariam  anos depois pelos pesquisadores de Parapsicologia*.

 

CAIXA  PRETA.  Igual que Câmara de Delawarr*, termo preferível.

 

CALCIFICAÇÃO (de Cadáveres). Ridiculamente, alguns invocam contra a verdadeira Incorrupção, exclusiva do Catolicismo, que numerosos cadáveres de seguidores da Igreja  Ortodoxa Russa. hoje se encontram... “perfeitos”. Na realidade foram depositados em cavernas muito frias, ar imóvel, abundante gotejamento muito calcário, fatores todos que terminaram por petrificar aqueles cadáveres, hoje duros como autênticas pedras de caliça. Não pode confundir-se com a verdadeira Incorrupção*...

 

CALCULADORES PRODÍGIO. Indivíduos que, em estado de vigília, conseguem fazer operações aritméticas rapidíssimamente. Trata-se de operação feita pelo  Inconsciente*, não consertada. Curiosamente costumam ser retardados mentais em outras faculdades, autistas, etc.

   Pode ser também por Mnemotécnica* e outros segredos profissionais de Ilusionismo*.

 

CÂMARA DE DELAWARR. Ver Delawarr, Câmara  de.

 

CAMBRIDGE  GHOST SOCIETY. Sociedade fundada em 1851 na Inglaterra pelo Arcebispo de Cantuária, Reverendo Edward White Benson. A primeira sociedade para o estudo científico dos prodígios apresentados pelos chamados Médiuns* nos primeiros anos do Espiritismo* moderno. Perante a contínua Fraude* e puro fanatismo e Lavagem* Cerebral nas afirmações das testemunhas espíritas, em pouco mais de um ano desistiram, não merecia a pena.

 

CAMISARDS, Seita dos. Ver Shakers.

 

CAMPBELL, Mary. Inválida e analfabeta de Port Glascow, Inglaterra. Fazendo parte da Seita* fundada em 1830 por Edward Irwing na cidade de Row, Irwinguistas, celebrizou-se por seus Fenômenos de Xenoglossia*.

 

CAMPO PSI. Além dos campos gravitatórios, magnéticos e elétricos, propôs-se a existência de um campo PSI* para designar as circunstâncias mais aptas à manifestação dos Fenômenos PN*.

   Sendo os Fenômenos EN* mais freqüentes que os PN* e existindo também Fenômenos SN*, não é aceitável essa anticientífica redução feita pela Micro-Parapsicologia*.

 

CAMPOS. Ver  Placas, termo preferível.

 

CANABISMO.  Intoxicação produzida pelo Cânhamo* Indiano ou Haxixe*.

 

CANAVESIO, Orlando M. (1915-1957). Médico psiquiatra argentino. Estudou primeiramente na sua própria patria, na Universidade de Córdoba, completando seus estudos depois na França. Especialista em eletroencefalografia. Chefe de trabalhos práticos na Universidade de Córdoba.

  Foi na Argentina grande impulsionador dos estudos da verdadeira Parapsicologia*, Escola* Eclética. Foi relator oficial no Congresso Internacional de Utrech*. Fundador ou membro participante de quase todas as instituições argentinas dedicadas ao estudo da Parapsicologia*. Presidente fundador da “Associação Médica Argentina de Parapsicologia” e diretor da revista editada por essa instituição.

  Em Janeiro de 1848 o Ministerio de Saude Pública fundava o Instituto de Psicopatologia Aplicada com a finalidade de controlar a proliferação e propaganda do Espiritismo* e falsos Psíquicos*, e de impedir que explorassem as pessoas e as desviassem para Superstições e doencas mentais. Para esse fim encargou-se ao Dr. Canavesio a fundação e direcção de um “Labotratorio de Parapsicologia”. O Dr. Canavessio em 1951 apresentou tese doutoral sobre “La Electroencefalografía en los Estados Metapsíquicos” (durante a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos). Deve citar-se também, ente outras publicações, “Esquemática de la Parapsicología”.

   Lamentavelmente tão promissor Parapsicólogo* morreu por accidente com só 42 anos...

 

CANDOMBLÉ. Por candomblés eram designados inicialmente os Atabaques*. Hoje esse nome designa um culto afro-brasileiro, que incorpora elementos de vários cultos e credos: africanos, índios, espíritas... e católicos!,  além de uma certa componente ligada à Magia* e Feitiçaria*. 

 

CÂNHAMO INDIANO. “Cannabis sativa”. A planta fêmea é a fonte da Marijuana* e do Haxixe*. 

 

CANNON, Alexander. Inglês contemporâneo. Doutor em Psicologia. Psiquiatra. Hipnólogo. Médico Jurista na Alta Corte de Justiça de Inglaterra.

  Interessado na pesquisa de Fenômenos Parapsicológicos, recorreu China, India e Tibet em busca de Casos* Espontâneos. E para Experiencias Qualitativas* inventou aparelho chamado Psicógrafo*, alem do Hipnoscópio* comum. E para verificar os prodigios que se propalavam, inventou também uma máquina elétrica estática de quatrocentos mil volts para diversas investigações, inclusive para comprovar um tipo de  Pirovasia* e Analgesia*.

 Sobre todas as suas especialidades publicou vários livros. No campo da Parapsicologia*, sempre em Londres, e ao redor de 1950: “The Invisible Influence” - “The Shadow of Destiny” - “Sleeping trough Space”- “Powers that Be” - “The Power Within” - Além de “The Science of Hipnotism”, que também interesse muito aos Parapsicólogos*.

 

CÂNONE DE LLOYD-MORGAN. Ver Lloyd-Morgan, Cânone de.

 

CAPNOMANCIA. Uma antiga Mancia*, pela observação dos movimentos da fumaça  durante os sacrifícios oferecidos aos deuses (?). 

 

CAQUEXIA. ===. Ver Inedia*.

 

CARANCINI, Francesco. Médium* italiano. Maravilhosas proezas surgiam, nas sessões com dia e hora marcados, como afirmam todos os Mediuns*. Hoje sabemos que isso é impossível. Ver Incontrolabilidade.

   Carancini era a gloria dos sequazes do Espirituismo*, por toda Europa. Até que, após ter enganado a milhões de pessoas, foi pesquisado em 1908 pela “Societá Italiana de Parapsicologia”, de Roma; em 1910, em Genève, nada menos que por um Parapsicólogo* da talha de Flournoy*, auxiliado pelo famoso psicólogo Claparède (1873-1940); em 1912 em Lille pela SPR*; e em 1912-1913 pela “Societé Universelle d’Études Psychiques”, de França. Apesar da desfaçatez com que o Médium* e seus sequazes recusavam todo controle e exigiam  agir em absoluta escuridão, todos estes pesquisadores, utilizando aparelhos e controles desconhecidos pelo Médium* descobriram as Fraudes*. Na “Societé Magnétique de France” pegaram-no em flagrante na Fraude*. E todos os pesquisadores concluiram incontrovertívelmente, que Carancini era simplesmente um hábil ïlusionista.... Consciente* segundo a maioria, Inconsciente* segundo outros como o Dr. Paul Joire*, que também o estudou.

   Em todo estudo sobre a Fraude* tem que ser citado Carancini.

 

CARDANO, Addim Jerônimo (1501-1596).  Nasceu em Pávia. Foi educado por seu pai, que era uma figura bizarra de jurisconsulto, geômetra, naturalista, que conviveu com grandes homens de sua época... e não obstante aprendeu e era praticante de singulares matérias, como Ocultismo*, Astrologia* árabe e Alquimia*.

 Addim Jerônimo Cardano foi um genial matemático, que lançou as bases da teoria geral das equações algébricas, descobrindo a famosa fórmula resolutiva da equação do terceiro grau.  Foi ele o físico a quem se deve a invenção da “suspensão” e da  “junta”, que tornaram mundial o seu nome. Foi também respeitado filósofo. E Médico insigne e..., não obstante, também praticante de Curandeirismo*, de Magia* e de Astrologia*.   Tudo isso, aliado à sua tendência a Visões* e manifestações de Fenômenos de HP* (?), HIP*, PG* e inclusive de Telecinesia*, fez dele uma estranha mistura, conjunto este encerrado num corpo enfermiço e delicado, sempre sofredor e, no entanto, com uma força de ânimo sem par.

   Nas suas melhores obras explanou muitas monstras do Talento* do Inconsciente, geniais Intuições*,  que ele chamou “esplendores”, que o acometiam  quando o corpo estava doente e as outras “habituais” faculdades de PG* estavam enfraquecidas. Jogou com freqüência ao xadrez e aos dados, ganhando muitíssimo por cima do que logicamente se poderia explicar, embora nunca tenha feito exploração destas suas Pcg* e Telecinesia*. Previu contra toda probabilidade a morte de um filho nas mãos do carrasco e a prisão de um outro, e tudo isto se verificou com exatidão. Previu, também em Sonho*, o dia e a hora de sua morte, o que se verificou pontualmente. Previu também contra todo cálculo o resultado das causas judiciais, que preencheram a sua longa existência. Viu antecipadamente, em Sonhos*, partidas e chegadas de pessoas que com ele estavam relacionadas. Via em Sonhos* com freqüência e antecipadamente os doentes a cuja cabeceira haveria depois de dirigir-se, fazendo muitas vezes diagnósticos por Pcg*. Toda a sua vida foi entretecida e constelada de Pcg* Tutelar. Teve Xenoglossia* em latim,  grego,  francês e  espanhol.

 Mas foi, sobretudo, um homem perfeitamente integrado no Renascimento, extraordinário na sua policriatividade.

  Precisamente por tudo isso, esteve fora de seu tempo e acabou por ser acusado de Bruxaria* e pacto com os Demônios*. Com mais de setenta anos foi acusado perante o  Santo Ofício, que, no entanto, o absolveu. Tal como Paracelso*, foi um irrequieto e um insatisfeito, tendo viajado muito. Também para ele não houve senão desconsideração, calúnias, invejas e sofrimentos.

   Escreveu mais de noventa e cinco livros.

   Morreu aos setenta e cinco anos.

 

CÁRIES DENTAL, Desafio da. É mais um concretização dos numerosos Desafios* clássicos, neste caso contra os praticantes de Cirurgias* em Astral, mas extensível aos outros métodos típicos de Cirurgias* Mediúnicas em geral, e... a toda classe de praticantes de Curas* pela Fé*, de pastores da “Igreja* Universal do Reino de Deus” e Movimentos Pentecostais* em geral, da Ciencia* Cristã, da Sei-Cho-No-Ié*... Não estamos incluindo as Curas* com Fé*, que são muito diferentes!

  Há quase um século iniciaram-se estes Desafios*, e o CLAP há já décadas o concretizou e repete freqüentemente. Pode ser inclusive numa reunião  internacional de praticantes de Cirurgias* Mediúnicas e de Curas* pela Fé e até com quantos milhares de partidários e outras testemunhas eles queiram convocar. O desafio: Com a Cirurgia* em Astral (ou com a “injeção de fé” característica das Cirurgias* Mediúnicas em geral, ou pelas Curas* pela Fé) extraiam e obturem uma simples cáries dental. Aposta: 10.000 dólares a cada um, contra 100 dólares cada um... para compensar a perda de tempo.

 

CARINGTON, Walter Whately (1884-1947). Conhecido Parapsicólogo* da SPR*. Iniciou  em 1939 as suas Experiências Qualitativas* de ST* de Sonhos* e desenhos à distância. Nelas há dois aspectos a destacar contra o pretendido pioneirismo da Micro-Parapsicologia*: Por um lado a relação PG* e a distância, e por outro lado expressou os  resultados também, não só, em termos de probabilidades estatísticas. Nelas também, entre outros méritos, foi o descobridor da chamada Deslocação* no tempo em  PG*, e destacou a importancia da emotividade e vivacidade do conteudo de PG*, emvez das frias, por não dizer absurdamebnte inhumanas, Cartas* Zener.

  As experiências de W. Carington encontram-se registradas em “Proceedings of  the SPR”, Nos. XLII a XLVI,  e ele mesmo posteriormente as divulgou, junto com muito boas análises, características da Escola* Teórica, em “Telepathy: an Outline of its Facts. Theory and Implications”,  Londres, 1945. É também muito importante “Matter, Mind and Meaning”, 1949, com profundas análises da importancia da Psicobulia* na Telecinesia*.

 

CARISMÁTICOS, ou RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA (RCC). Ver Pentecostais.

 

CARNEIRO. Na Micro-Parapsicologia* o oposto a Cabra*, segundo a classificação de G. Schmeidler*. Designa os Pacientes favoráveis às Experiências Quantitativas* de ESP* e que assim tendem a acertar acima da média esperada pelo acaso.

 

CARREL, Alexis (1873-1944). Premio Nobel de Medicina em 1912, e Premio Nordhoff-Jung em 1930. Considerado o melhor cirurgião do mundo na sua época.  

  Era Racionalista* confesso como os cientistas estabelecidos. Foi a Lourdes acompanhando o caso de Marie Bailly* para “pôr o carimbo da ciência contra tantas maravilhas que se referiam nos jornais e livros católicos...”. Até desafiou:  “Se esta jovem sarar, eu me faço frade!”... E perante a cura tão mainfestamente SN*, da que dá conta no seu livro “Le Voyage à Lourdes”, Paris, 1949, converteu-se sinceramente, arriscou sua fama de cientista perante os outros cientistas da Universidade de Lyon que não estudaram o caso nem nenhum outro, e foi expulso da Universidade. Mais ainda, terminou por fugir de França em 1904, trasladando-se aos Estados Unidos. Dedicou desde então muito tempo em viagens a Lourdes para o estudo de Fenômenos SN*.

    Entre seus escritos deve destacar-se também, por sua importancia do ponto de vista da Parapsicologia*, Escola* Eclética-Teórica, o famosíssimo livro “L’Homme, Cet Inconnu”, Paris, 1938, onde insiste e prova que é necessario reunir todas as observações e experiencias de todo tipo quando se quer conhecer a realidade, mesmo que não seja a mais plausível do ponto de vista da ciência estabelecida.

 

CARRIÈRE, Eva. Ver Eva C.

 

CARRINGTON, Hereward Ubert Levingston (1880-1958). Doutor em Psicologia. Renunciou a uma carreira prometedora para se dedicar à Pesquisa em Parapsicologia*, ciência da que compreendeu que era mais importante, inclusive para a própria Psicologia..

   Foi um destacado Parapsicólogo*. Norte-americano, mas da Escola* Européia, sem cair no apriorismo absurdamente redutor da  Escola* Norte-Americana. Foi ajudante do Professor Hyslop na ASPR*. Estudou com especial interesse os Fenômenos de Levitação*. Efetuou uma importante série de Experiências Qualitativas* e análises dos Fenômenos Parapsicológicos* de Eusápia Palladino*: (Com a colaboração de Fodor, Nandor) “Eusapia Palladino and her Phenomena”, Nova Iorque, 1902  -  “An Account of Eusapia Palladino’s American Seances”, Nova Iorque, 1911, convencendo-se de que eram genuínos os Fenômenos Parapsicológicos*: “The Physicl Phenomrena of Spiritualism Fraudulent and Genuine”, New York, 1920 - A realidade dos Fenômenos Parapsicológicos* foi fortalecida com a análise e Experiências Qualitativas* sobre as manifestações de Eileen Garret* em 1937. Daí escorregou indevidamente a postular em certos casos a interpretação espírita.

  Autor de muitos outros livros sobre Parapsicologia*, entre os que devem destacar-se: “Hindu Magic”, Londres, 1909 - “Psichical Resëarh and the War” - “Modern Psychical Phenomena”, 1919 - (Com a colaboração de Meader, John) “Death. Its Causes and Phenomena”, 1911-1921 - “A Primer of  Psychical Research”, Londres, 1932 - “Loaves and Fiches. A Stadynof the Miracles, of the Ressurrection and Future Life, in the Liht of Modern Psychic Knowledge”, New York, 1935 - “The Invisible World. Mental Telepathy Explained”, 1946 - (Com a colaboração de Fodor, Nandor) “Haunted People. Story of the Poltergeist, down the Centuries”, 1951 - Etc.

 

CARTAS-CHAVE. Ver esse detalhe nos Testes* de ESP.

 

CARTAS ESP. A Micro-Parapsicologia* parece fazer questão de advertir que Baralho* Zener é expressão preferível quando em referência ao conjunto das 25 Cartas ESP. Mas que Cartas ESP é expressão preferível quando em referência a cada carta ou a algumas, ou mesmo a um conjunto de 25, mas independentemente de se formam ou não o Baralho* Zener completo.

 

CARTOMANCIA. Mais uma entre tantas Mancias*, esta por meio de cartas de baralho de jogo. A cartomancia é uma Superstição* relativamente moderna, já que essas cartas são também uma invenção relativamente recente. É provável que os nossos baralhos de jogos descendam e, do ponto de vista do Ocultismo*, sejam os parentes pobres do Tarô*.

 

CARTONAMENTO. Do espanhol cartón  =  papelão. Estado mais ou menos seco em que ficam muitos dos cadáveres que estiveram Incorruptos*. Tecnicamente, contra o costume popular, não devem considerar-se como ainda Incorruptos*, senão como prova permanente, “a Marca*”, de que o estiveram.

 === === S. André Bobola === === São Francisco Xavier ===

=== ver esquema de aulas e livro Vol. 2 ===

 

CASA MAL ASSOMBRADA. Ver Poltergeist.

 

CASA ASTROLÓGICA. Ver Astrologia.

 

CASAL TELEPÁTICO. Designação que se dá às duas pessoas implicadas num Fenômeno* ST*: o “Agente*” (?) ou e o Percipiente*.

   Segundo Warcollier*, para que o casal telepático obtenha bons resultados na ST* as variações rítmicas das correntes biológicas cerebrais devem coincidir... Isto pode ser verdade nas Experiências Quantitativas* de pretendida ESP* se na  realidade são de HIP* ou de TP*, classificações que a Micro-Parapsicologia* desconhece. Mas não está abonado em verdadeira ST* ou em PG* em geral, onde o sujeito que parece “Agente” (?) na realidade não passa de objeto de PG*, sendo o mérito todo do Percipiente*.

   Não confundir com Laço* Telepático.

 

CASTA. Cada grupo socialmente separado de outros, mentalidade devida ao preconceito de Reencarnação* (?), embora e contraditoriamente o Budismo* genuíno como os genuínos Hinduismo* e Bramanismo* são incompatíveis com a idéia de  Reencarnação* (?).

 

CASTAÑEDA, Carlos César Arana (1929?-1999). Segundo ele mesmo afirma em alguns dos seus escritos teria nascido em São Paulo no dia 25 de Dezembro de 1931, mas de acordo com o Departamento de Imigração dos EUA era peruano de Cajamarca, nascido em 1942. Emigrou para os Estados Unidos em 1951, onde estudou Antropologia na Universidade de California. Morreu em Los Angeles, vítima de câncer no fígado.

   Sua tese de mestrado foi a respeito de uma viagem que fez ao deserto de Arizona e México para se dedicar à investigação das drogas alucinógenas. Então, em Sonora, México, conheceu “Don Juan Matus”, velho índio iaqui, especialista no Peyote* e depositário de segredos e técnicas transmitidas oralmente de geração em geração, de Feiticeiro* a aprendiz, desde os tempos mais remotos. Uma amizade nasceu entre o “Brujo” e o ocidental de mentalidade Racionalista* e... “científico” (?) no conceito tão limitado habitual na maioria das Universidades.

  Um ano mais tarde Don Juan decidiu confiar a Castañeda os seus conhecimentos de  “Magia*”. E durante doze anos Castañeda à  beira da loucura andou num vaivém entre o “mundo vulgar” das Universidades da Califórnia e o “mundo mágico” do deserto mexicano. Don Juan ensinou-lhe a ver o mundo e o quotidiano de um modo diferente.  Sobre a sua aprendizagem, Castañeda escreveu dez livros, que ao menos pela sua... extravagancia?, alcançaram numerosas edições e traduções: “A Erva do Diabo”-  “Porta para o Inferno” - “O Segundo Círculo do Poder” - “Uma Estranha Realidade” - “Viagem a Ixtlán” - “Fogo Interior”- “Arte de Sonhar”- etc. de grande êxito editorial, traduzidos a 17 línguas. 

  Há, porém, muitas suspeitas ao redor de Castañeda. Certamente o indio D. Juan nunca foi encontrado. Nem mesmo o atestado de óbito está livre do que parecem mentiras de Castañeda. O documento afirma que Castañeda lecionava no distrito de Bevery Hills, onde não  há registro de nenhuma aula ministrada por ele. Costumava dizer que não tinha família, mas o testamente menciona uma sobrinha, Talia Bey, presidente de Cleargreen Inc., empresa de propaganda de Castañeda. Segundo o atestado, Castañeda nunca se casou, mas certamente Margareht Runyan Castañeda foi sua esposa durante 13 anos, de 1960 até 1973. Muitos afirmam que Castañeda era na verdade o responsável por uma muito engenhosa e monumental fraude, o que explica que nunca aceitasse entrevistas com jornalistas e nem sequer ser fotografado... “Muito da Mística* (Chamanismo* ou Magia*) existente em torno de Carlos Castañeda vem do fato de que nem mesmo seus amigos mais íntimos sabem realmente quem ele é”, escreveu sua ex-mulher.

 

CASTELWITCH, Condessa de. Médium* privada de Fenômenos* Parafísicos, estudada em Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas* pelo Dr. Oliveira Feijão, Professor na Universidade de Lisboa. Não se pode duvidar que produziu Fenômenos de forte Tiptologia* e de Telecinesia*, incluindo o levantamento de uma mesa.

 

CATALEPSIA. Segundo determinados autores significa aprisionamento. Acidente nervoso, repentino, por Histeria*, que suspende as sensações e imobiliza os músculos. Caracteriza-se por ataques de suspensão total do movimento voluntário e da sensibilidade. Os membros ficam rígidos em qualquer posição, a respiração e o pulso tornam-se lentos e o corpo empalidece e arrefece.

  Uma espécie de catalepsia ou estado de rigidez neuromuscular pode ser facilmente produzida por meio de Hipnose* e por técnica.

  Até certo ponto diferencia-se de Cataplexia*.

  Não confundir com Catalexia, termo médico que designa uma perturbação na leitura em que as palavras são relidas.

 

CATAPLEXIA. Diferencia-se da Catalepsia* por a imobilidade ser provocada por medo excessivo ou por choque, autônomos ou induzidos.

 

CATATONIA. Psicose* caracterizada por quatro grandes sintomas que podem estar associados, ou que alternam de um momento para o outro. 1- Tendência para a conservação de atitudes: Catalepsia*. 2- Rigidez e uma autêntica perturbação no tonus muscular: também Catalepsia*. 3- Movimentos automáticos diversos, gestos rapidamente repetidos e também verdadeiras crises de gesticulação análogas à crise de Histeria*. 4- Grandes perturbações organovegetativas, como salivação abundante, cianose, perturbações vasculares.

 Para os imbuídos de Superstição* são sintomas de Possessão* (?) ou Incorporação* (?)... Na realidade, como muito bem demonstrou principalmente o Professor Henri Baruk, a catatonia é uma Psicose* de origem tóxica, que apresenta uma analogia manifesta com a Histeria*. Mas na Histeria*, que é uma Neurose*, as perturbações são consideravelmente mais ligeiras que na catatonia.

 

CATOPTROMANCIA. Igual que Cristalomancia*, frisando-se na catoptromancia, pela etimologia, que a Mancia* e a Pragmática* são a partir dos reflexos.

 

CAVALOS DE ELBERFELD. Ver Elberfeld, Cavalos de.

 

CAVENDISH, Richard. Estudioso e Historiador inglês contemporâneo. Escreveu livros sobre a Inglaterra medieval, pré-história, etc... e sobre todos os temas direta ou indiretamewnte relacionados com a Parsapsicologia:.. Entre outros estudos: “The Black Arts”, Londres, 1967, e “Man,  Myth and Magic The Illustrated Encyclopedia of Mythologuy, Religion and the Unknow”, 1970-72” - “The Powers of Evil”, 1975 - “The Tarot”, 1975 - “A History of Magic”, 1977 - Mythology: An Illustrated Encyclopedia”, 1980 - “The Great Religions”, 1980  - Legends of the Word”, 1982 - “The Magical Arts”, 1884

   Intelectual respeitado, apaixonado por temas controversos, reuniu uma equipe de alto nível para produzir uma enciclopédia: “Encyclopedia of the Unexplained. Magic, Ocultism and Parapsychology”, Londres, 1974, abordando os temas  “proibidos”,  que são rejeitados por muitos sem estudo e cuja permanência sustenta-se muitas vezes em fatores extra-acadêmicos, mas outras muitíssimas vezes na verificação milenar de valor histórico absolutamente inegável e em verificações muitas vezes absolutamente científicas da moderna Parapsicologia*, mesmo que tais verificações nem sempre sejam aceitas pelos preconceitos típicos dos cientistas estabelecidos e mesmo por Parapsicólogos* reduzionistas da Micro-Parpsicologia*..

 

CAYCE, Edgar (1877-1945). Nasceu numa granja de Kentucky, em Norte América. De escassa instrução... oficial, porque na realidade estudou particularmente tudo ou muito do que lhe interessava para sua muito bem montada e lucrativa campanha como Médium* especialmente de Curandeirismo* e diagnosticador em Transe*.

 Conta-se que aos 21 anos perdeu a voz, mas que a recuperou temporariamente sob tratamento por Hipnose*. Ao falar, submetido à Hipnose*, diagnosticou o seu mal e melhorou-se a si próprio, mediante Sugestões* Pós-Hipnóticas.

 Após esse caso que, se verdadeiro, não passa de manifesto contexto de Histeria*, tornou extensivos os seus diagnósticos a outras pessoas. Em Transe*, o “ignorante” (?) Cayce falava às vezes como um médico profissional.

   Em muitos casos o paciente não necessitava estar presente, bastando que fornecesse o nome e o endereço.

  Em Virgínia Beach encontram-se arquivados muitos relatórios de curas (?) atribuídas a Edgar Cayce. O seu primeiro caso famoso foi o de Aime Dietrich, de Heptsonville, Kentucky, considerado um caso sem esperança (?), mas a quem, dizem, salvou de uma estranha (?) doença cerebral. O pai (!) de Aime o testemunhou ante um notário público em 1910.

  Dirigida por seu filho, Hugh Lynn Cayce, a “Edgar Cayce Foundation” continua até hoje espalhando por toda a parte o Espiritismo*, o Curandeirismo* e a crença na Reencarnação* sobre o Mito* de Edgar Cayce, mentindo e aumentando com exageros e, inclusive, francas falsidades. Outra organização, a “Association for Research and Enlightment”, cujo presidente é Hugh Lyn Cayce,  também filho de Edgar Cayce, publica uma revista de propaganda do Curandeirismo* por eles exercido. A riqueza acumulada por Cayce e os dólares de que dispõem a “Cayce Foundation” e a “Association...” são simplesmente incalculáveis.

   Não correspondem à verdade as maravilhas que se espalham aos quatro ventos sobre Edgar Cayce. O livro publicado pela poderosa organização propagandística: “Edgar  Cayce on ESP”, Nova Iorque, 1969, assim como o livro de Millard, Joseph: “Edgar Cayce, Profect in Trance”, 1972, são uma amálgama de exageros e falsidades, apesar dos testemunhos, inclusive de médicos interessados na difusão de tão lucrativo e bem montado Mito*.

 

CAZZAMALLI, Ferdinando (1887-1958). Foi professor de Psiquitria e Neurologia na Universidade de Roma, e deixou sua cátedra e especialidade quase abandonadas, para pesquisar em Parapsicologia*, ciência que comprendeu ser bem mais importante.

  Um dos seus livros, “Metapsichica, Neurologia e Metodo Sperimentale”, Roma, 1947, provocou inressante polêmica: após 15 anos de pesquisa, pretendia explicar PG* pela  emissão de ondas eletromagnéticas pelo cérebro. Na realidade tal emissão só poderia aplicar-se a casos em condições de HIP*.

  Foi diretor da revista bimensal “Metapsichica”, de Milano.

 

CC. Sigla de Cross* Creck.

 

CELESTIAL. Relativo ao céu.

  Em Espiritismo* e Ocultismo* o adjetivo emprega-se geralmente para designar as Esferas* mais elevadas (?) do mundo dos Espíritos* (?).

 

CENSO DE ALUCINAÇÕES. Investigação levada a efeito por uma comissão da SPR* em 1899 para recolher dados substanciais sobre Aparições*. Desse estudo foi publicado um relatório em 1894.  De 17.000 pessoas investigadas, 1.684 afirmaram haver sofrido Alucinações*, Visões*, Aparições*...

 

CENSURA. Ver Inconsciente.

 

CENTROS PSÍQUICOS.  Ver Chakras.

 

CENTURIONE, Scotto Marques Carlo. Pertencente a familia das mais altas da nobreza italiana, sendo além de Marquês, Principe do Sacro Romano Imperio. Foi membro do parlamento durante onze anos. Realizou muitos trabalhos de investigação. Por Sugestão* do Médium* norte-americano Valientine, dedicou-se ao Desenvolvimento* da Psicofonia*, o que conseguiu muito rapidamente. Entre outros Fenômenos Parapsicológicos*, produziu alguma vez Levitação* e Aporte*, e não tão raramente Xenoglossia*. Agia em estado praticamente consciente, acreditando que se comunicava com seu filho falecido.

  A autenticidade dos Fenômenos Parapsicológicos* de Centurione foi posta em dúvida na Alemanha pelos Drs. Schrenck-Notzing* e Rudolf Lambert., que o acusaram de freqüente Fraude* por exibicionismo doentio. Posteriormente também foi acusado de Fraude* habitual pelo notável Parapsicólogo* Theodore Besterman*, o que fez com que Sir A. Conan Doyle* se demitisse da SPR*, alegando o incrível motivo (?) de que a atitude da prestigiosa sociedade iria desprestigiar o espírita Ernesto Bozzano*, o primeiro investigador (?) deste Psíquico*...

    

 

CÉU. O Espiritismo* e outros ramos do Esoterismo* concebem o céu, contraditoriamente, como  sucessivas e distintas Esferas* da vida para além do planeta  Terra;  e em nova contradição falam de uma contínua evolução (?) do Espírito* (?).

   Todas as religiões, de todas as épocas e de todos os povos, falam de algum tipo de céu eterno. O conceito essencial de céu está incutido na Alma* humana. Mas ao redor desse miolo certo do consenso universal, cada religião “adorna” o céu claramente com mesquinhas projeções para a eternidade da miséria deste mundo.

  Na realidade, a única descrição do céu admissível é aquela da Revelação* cristã: indescritível (Lc 12, 23; Jo 3, 13; 2Cor 12,2-4; etc). Só isso tem lógica pois nada nem ninguém poderá jamais descrever o que será o estado após a Ressurreição*, onde se participa “face a face” da visão de Deus*. Como Deus* está em toda parte, não pode haver lugar algum que possa ser designado como céu, trata-se de um estado de felicidade indescritível, compreensivo de todo o universo na eterna presença, conhecimento e participação Sobrenatural* em Deus*.

 

CHAKRAS. Segundo as idéias do Hinduismo*, Budismo*, Ocultismo* etc, seriam os centros de poder espiritual e Parapsicológico*, situados no Corpo* Subtil (?) que saturaria  o corpo físico. Diz-se que há seis chakras principais (conquanto as opiniões divirjam), que ascendem em ordem desde a base da espinha  dorsal. Estes centros ocultos  são identificados por certos autores modernos como Plexos, Padmas ou Lotus.

   De ordinário mantém-se tranqüilos, mas insiste-se que, graças à disciplina especial do corpo, Asanas*, e da mente, se podem tornar ativos e proporcionar poderes Parapsicológicos*.

  Há Psíquicos* e Médiuns* que pretendem ver por Clarividência* estes centros e discernir deste modo o Desenvolvimento* espiritual e Parapsicológico* do indivíduo. Certos praticantes de Curandeirismo* insistem que trabalham sobre os chakras, a fim de estimular a cura do corpo físico.

 Profundos estudos, entre outros do Dr. Motoyama*, demonstram que os chakras não tem absolutamente nenhuma base científica, trata-se mais uma vez de mera poesia ou simbolização.

 

CHARCOT, Jean-Martin (1852-1893). Começou como Médico neurologista em diversos hospitais, logo mestre dos mais eminentes da sua época como professor de Anatomia Patológica na Salpêtrière de Paris, membro da Academia de Medicina e membro da Academia de Ciencias.

  Dedicou ao estudo do Hipnotismo* e da sua fenomenologia, chegando à conclusão, em 1892, que o estado hipnótico não era mais que uma manifestação patológica da Histeria*. Fez uma importante divisão da fenomenologia, ou seja, separou o “grande Hipnotismo*” do “pequeno Hipnotismo*”. As suas demonstrações dramáticas na Salpêtrière atraíram Freud*, entre outros, a Paris.

  A Histeria* foi investigada com grande minúcia. As suas Experiências Qualitativas* foram um tanto mal concebidas por não evitar-se suficientemente a simulação, ou por não diferenciar-se suficientemente a simulação da realidade. Eram sobretudo realizadas com mulheres jovens e sugestionáveis. E, embora o colega de Charcot, Pierre Janet*, tenha contribuído muito para o estudo da Psicopatologia dessa situação, Charcot talvez tenha acabado por fazer mais no sentido de retardar do que de avançar os nossos conhecimentos sobre a Histeria*, limitando-se a aspectos mais dramáticos. Publicou suas opiniões em “Leçons sur les Maladies du Système Nerveux, Faites à la Salpêtrière (1873)” -  “Les Leçons des Mardis em la Salpêtrière (Polychlinique 1887-88 e 1888-89)”, Paris, 1892 - “Oeuvers Complètes, Metallotherapie et Hypnotisme”, Paris, 1890.

  Contra as opiniões de Charcot*, ou mais bem defendendo outro tipo de indução da Hipnose*,  elevou a voz  a Escola de Nancy*.

 

CHARUBEL. Ver Thomas, John.

 

CHEETHMAN, Erika. Autora de “The Prophecies of Nostradamus”, 1972.  Interessou-se por Nostradamus quando se especializava em provençal antigo em Oxford. Do grupo escolhido por Richard Cavendish*.

 

CHEIRO. Pseudônimo de Hamilton*, Louis.

 

CHELA. Termo hindu e Ioga* que designa o discípulo de um Guru*. O Ioga* aprende-se geralmente mediante obediência fiel. e íntima associação entre o Chela e o Guru*.

 

CHRISTIAN SCIENCE.  Ver Ciência Cristã.

 

CHÉUMATA. Ver Ochema.

 

CIBOMANCIA.  Mais uma Mancia*, esta pela disposição dos alimentos oferecidos aos deuses.

 

CICATRIZAÇÀO INSTANTÂNEA. ===

 

CÍCERO, Marco Túlio. Célebre orador, jurista e escritor romano,  do século  I. Relata na sua obra “De Divinatione” episódios Parapsicológicos* de caráter ST*, com os típicos aspectos de Aparições* sob a forma de Visão* em Sonho* e descrição da Sobrevivência*.

 

CÍCERO Romão, Padre (1844-1934). Sacerdote católico de Juazeiro no nordeste brasileiro. O Pe. Cícero é famoso pelos seus apregoados Milagres* (?) e influência política.

  O seu bispo tirou-lhe as licenças sacerdotais por haver constatado manipulações políticas e Curandeirismo* e após verificar que o mais apregoado Milagre* (?) muitas vezes repetido por uma das suas “beatas” era freqüentemente Fraude*: a beata colocava sangue de galinha numa pequenina bolsinha que escondia num dente oco e após a Sagrada Comunhão aparentava que o Hóstia havia sangrado. É possível que fizesse habitualmente essa Fraude* para suprir algum Aporte* espontâneo que alguma vez pode haver manifestado.

  Após a morte do Pe. Cícero, o pároco da cidadezinha quis combater o culto, carregado de Superstiç!ão* e imbuído de Curandeirismo*, que o povo tributava ao “meu padim pade Ciço”. E um fanático matou o pároco...

 

CICLOIDE.  Ver Psicose, da que se aproxima.

 

CICLOTÍMICO. Ver Psicose, da que está  longe.

 

CIÊNCIA CRISTÃ (Christian Science). Fundada em 1875 por Mary Baker* Eddy. Até hoje flui por muitas partes. Sustenta que Deus* e a mente são a única realidade (?) e portanto (?) o poder do pensamento é suficiente em relação a todos os dons e desvantagens físicos, dado que são irreais (?). A matéria, o pecado, a doença e até a própria morte são Ilusões* (?), baseadas na não-compreensão pelo homem da sua verdadeira natureza divina (?).

   Seu princípio de curar (?) é sem recorrer a medicamentos ou tratamentos físicos, na crença de que o importante na cura não é o corpo, senão a mente, que é divina (?).

  A Ciência Cristã na realidade nem é ciência nem é cristã. É o mais descarado Curandeirismo*. E os seus seguidores, após a Lavagem* Cerebral  sofrida, nem por um instante refletem em que, apesar de que “as doenças e a morte não existem”, Mary Baker e todos os seus continuadores também adoeceram  e também morreram.

  É uma autêntica industria. “Para entrar como aluno é preciso pagar; para tratar dos doentes, uma vez obtido o título de curador (?), é obrigatório fazer pagamentos trimestrais; para ser tratado é preciso fazer um depósito; enfim, para entrar nos templos é necessário oferecer um óbolo” (Robert Tocquet*).

  Sua doutrina tão lucrativa será depois inteiramente plagiada pela Seicho-No-Ié*, e seus métodos grandemente imitados também por numerosas Seitas* ou Movimentos  Pentecostais*.

 

CIÊNCIA INFUSA. Conhecimento SN*. Conjunto de conhecimentos, geralmente sobre alguma determinada área específica, adquiridos sem esforço nenhum ou imensamente desproporcional ao estudo realizado, e em tal qualidade e quantidade que é manifestamente superior a qualquer capacidade humana, por doação instantânea de Deus*. 

 

CIÊNCIAS PSÍQUICAS. Igual que Pesquisa Psíquica*.

 

CIENTOLOGIA. É uma corrente de pensamento pseudo-filosófica, mesclada de pretendidas técnicas psicoterápicas (?), que, conforme o seu fundador, Lafayette Ron Hubbard (1911-1986), devem despertar no discípulo a consciência  imortal (?).

  A Cientologia submete os seus adeptos a cursos vários e sessões de psicoterapia (?) ditas auting, que resultam muito caras para  quem as segue, podendo provocar a crise financeira dos clientes. Tais cursos, dizem, procuram  purificar a mente de ferimentos e chagas que tenha contraído em Reencarnações* (?) anteriores: tal processo percorre várias etapas, passando  pelos graus de preclear, clear e operating thetan.  O thetan seria a essência espiritual do homem (?),  o verdadeiro eu (?), que decaiu de um estado de perfeição (?) para dentro da matéria, passa por várias Reencarnações* (?) até se purificar totalmente e conseguir plenos poderes (?) sobre o espaço e o tempo neste mundo.

  A Cientologia está associada à Dianética, técnica da Cientologia para a descoberta (?) de vidas em Reencarnações* anteriores (?), ou seja a ciência (?) que explica (?) o modo como funciona o intelecto humano.

  O regime da “Sociedade Cientologista” é fortemente autoritário. Os seus membros são incitados a considerar os demais homens com desconfiança, pois lhes parecem inimigos em potencial. E isto é verdade, porque só um imbecil ou quem tenha sofrido Lavagem Cerebral pode acreditar as imbecilidades transmitidas pela Cientologia.

 A Cientologia pode ser classificada entre as correntes pseudo-religiosas que, fomentando certa megalomaníaca humana, atraem e exploram seus seguidores com a desavergonhadamente falsa promessa de desenvolver maravilhosos poderes humanos.

 

CINQUENTA (ou 5O) METROS (ou M.) Desafio dos. Ver PK e Comunicação.

 

CÍRCULO . Grupo de pessoas seguidoras do Espiritismo*, que trabalham com um Médium* com um propósito definido ou numa fase da atividade. Por exemplo os Círculos Crewe*, Délfico*, de Desenvolvimento*, Goligher*, de Resgate*, etc.

  Diz-se Círculo Aberto, o que permite qualquer visitante. Os espíritas geralmente opõem-se a isso, afirmando que o pouco adiantamento espiritual (?) dos visitantes pode atrair Elementares* (?) indesejáveis e Espíritos* (?) perversos. Julgam que muitos desconhecedores (?) de Espiritismo* podem originar sentimentos de suspeita e desconfiança, que entorpecem os esforços dos Iniciados*. Assim evitam observadores científicos.

 

CÍRCULO ESOTÉRICO DA COMUNHÃO DO PENSAMENTO. Associação brasilenha de Esoterismo* e Espiritismo*, Foim fundada em 1909 por Antônio O. Rodrigues (1879-1943). Conta com umas 500 filiais, denominadas Tattwas(= centros de irradiação) por todo o Brasil. Rm 1917 o próprio Rodrigues fun dou a  editora da associação, “Editora O Pensamento”, até hoje infecionando o pais com muitas publicações muito difundidas, todas saturadas de Superstição*. Na sé central, em Sào Paulo, possue ampla Biblioteca (só de Superstição*) e um salão de conferencias (ou Lavagem* Cerebral) com capacidade para 800 pessoas.

  Como ponto positivo, se pudermos descontar o manifesto e típico disfarce, ha fundado um Hospital com Maternidade.

 

CÍRCULO GOLIGHER. Ver Goligher, Círculo.

 

CIRCUS GIRLS DE SALEM. Ver Salem, Feiticeiras de.

 

CIRURGIA MEDIÚNICA. Refere-se a qualquer intervenção “cirúrgica” (?) realizada por aqueles praticantes do perigosíssimo Curandeirismo* que dizem realizá-las mediante a Incorporação* (?) de Espíritos* (?). Geralmente de supostos médicos falecidos, mas há a desfaçatez de afirmar incorporação para essas “cirurgias” inclusive de Santo Inácio de Loyola! 

  Dentro da chamada em geral Cirurgia Mediúnica há que distinguir entre Cirurgia Psíquica, Cirurgia Espírita e Cirurgia em Astral, embora popularmente, e  lamentavelmente não tão popularmente, há muita confusão de termos.

  Chama-se Cirurgia Psíquica a intervenção cirúrgica real, geralmente com grande exibicionismo, embora nunca aprofundam mais que no tecido epitelial e adiposo, pele e banha. Nestas pequenas cirurgias reais às vezes extraem, também realmente, um pterígio ou pelica sobre o olho, um lipoma ou quisto sebáceo periférico, algum objeto acidentalmente introduzido sob a pele... No Brasil o mais famoso entre os supostos Espíritos* (?) de médicos do alem (?) é  Adolh Fritz*. Destacaram Arigó*, “Oscar Wilde”* , Edson Queirós* e Rubens Faria*. Ver Analgessia e Atoxina. 

  A Cirurgia Espírita é realizada com grande exibicionismo de “sangue” e de “extrações”, com instrumental ou sem instrumento algum. O que caracteriza a cirurgia espírita é o desaparecimento instantâneo da ferida, desaparecimento impropriamente dito “cicatrização instantânea”, pois nem cicatriz fica. Citam-se com destaque as “cirurgias espíritas” realizadas por conhecidos praticantes de Curandeirismo* como Nero* e Garrincha* no Brasil,  Tony Agpaoa* e Alex Orbito nas Filipinas.

  Tudo é  pura e desonesta Fraude*, mas com ela  conseguem ludibriar milhões de pessoas. Se há “cicatrização instantânea” (?) não houve extração nenhuma. Como exemplo de Desafio* contra a “Cirurgia Espírita”, citemos o desafio do  “Quatro*, Três, Dois, Um”.

   E, por fim, a mais desvergonhada de todas, pois nem mérito de Ilusionismo* tem, a  Cirurgia em Astral. Caracteriza-se por ser realizada sem sangue e sem instrumento: pura gesticulação. No Brasil entre os pioneiros ou mais famosos destacou Isaltina*. Mas por estas “cirurgias em Astral” e inúmeras mentiras publicitarias podem citar-se Waldemar Coelho, Geraldo de Pádua, etc., etc.

   É puro engano. Como prova do engano, por exemplo o Desafio* da Cáries* Dental.

  Muitas pessoas, convencidas de que haviam sido operadas de apendicite, de câncer nos seios, de cálculos biliares e renais, etc. devem até a vida ao CLAP, que exigiu simplesmente raios X.

   Afirmam todos os “cirurgiões mediúnicos” que o importante é a fé.  Ver Cura* pela Fé.

  Tão importante, exclusiva, é a Sugestão*, que inclusive os praticantes da “cirurgia psíquica” muitas e muitas vezes nem injeção aplicam: com o maior descaro simplesmente encostam a agulha ou a faca..., sem a mínima penetração. Outras vezes descaradamente dão uma picada sem inoculação nenhuma. Quando inoculam algum “remédio”, absolutamente inócuo, é para todos o mesmo, sem importar-se nem fazer diagnóstico nenhum diferencial. Afirmam com a maior sem-vergonhice  que é uma injeção de fé! Mesmo quando dão um corte real sem extração de lipoma ou quisto..., é para todos igual ou muito parecido, eles não penetram ao órgão doente, não extraem o tumor maligno, não extraem o apêndice dilacerado, não  costuram a hérnia peritoneal..., precisamente porque “o importante é a fé”!

 E aí precisamente fica manifesta a sem-vergonhice. Se afirmam que com essa pantomima do Médium* o Espírito* (?) cura instantaneamente o órgão interno doente, por que não cura instantaneamente o pequeno corte externo? Aí é que a Parapsicologia* lança por exemplo o Desafio* do “Quatro*, Tres, Dois, Um”, da “Caries* Dental”, etc.

  Ver também Psicohigiene.

 

CLAP. Sigla de Centro Latino-Americano de Parapsicologia. Em 1964 começou como “Instituto de Parapsicologia das Faculdades Anchieta”, de São Paulo (Brasil), passando a CLAP em 1970. É dirigido pelo Padre Quevedo*. O CLAP conta com uma muito seleta equipe de professores.

  Pesquisa teórica, Experiências Qualitativas* e Quantitativas*, análise de Casos Espontâneos* em pesquisa de campo e da clínica. A biblioteca e fichários do CLAP são os melhores do mundo na  especialidade. Conta também com um incrível museu de objetos de Fenômenos Parapsicológicos* e outras “curiosidades” relacionadas com a Parapsicologia*.

    Embora fundado e instalado em Brasil, e apesar de agir, como o nome o indica, em Latino-América, o CLAP engloba-se dentro da Escola* Eclética ou Européia e também com destaque dentro da derivada Escola* Teórica. Nesta área o mérito do CLAP é ciclópico:

 A relação ciência-fé destaca sempre na pesquisa e atividade do CLAP. É à Parapsicologia* evidentemente que corresponde prioritária e previamente  a constatação e analise dos fatos  interpretados como devidos a forças “ocultas” ou não-naturais: Aparições* Religiosas, Mística*, Espiritismo*, Ocultismo*, etc., etc. A pesquisa e ensino do CLAP tem sido de enormes proporções no esclarecimento e na luta contra a crendice, Espiritismo*, Feitiçaria*, e tantas outras classes de Superstição e seitas que se apoiam em Fenômenos EN* e PN*, às vezes inclusive meramente psicológicos, considerados erradamente como SN*. Concretamente deve destacar-se que é principalmente ao CLAP que se deve a sistematização e muitas das provas de que é sempre totalmente erro de interpretação atribuir qualquer Fenômeno* aos Demonios*, Espíritos (?) de mortos, etc.

   Embora o termo SN* não se deva ao CLAP, muito há batalhado  conseguindo provar o apriorismo e mesmo Lavagem* Cerebral de tantos cientistas (?), inclusive dentro da Parapsicologia*, a este respeito. Entre os Fenômenos “misteriosos” da Parapsicologia*, todos tradicionalmente interpretados indevidamente do ponto de vista religioso, negam sem estudo ou se negam a estudar precisamente os Fenômenos mais “misteriosos” de nosso mundo, os verdadeiramente SN*, que devem ser os preâmbulos e fundamento para uma fé racional, adulta. e verdadeira: “Corresponde à ciência estabelecer o fato da Revelação*”, reconhece o concílio Vaticano II.

  Ao CLAP deve-se o termo EN* e ele sistematizou esses Fenômenos, inclusive a ele deve-se o termo HIP*. Ele provou que não há PK*. Etc, etc, etc. Os fatos eram conhecidos, mas mal interpretados. Que não basta observar e experimentar, mais importante é saber interpretar. Mais importante que ver é pensar...

   Ensino de divulgação e universitário. Os professores do CLAP realizam cursos, não só no Brasil, mas um pouco por toda a parte, sempre com assistências numerosas e interessadas. Colaboram em TV, radio, jornais e revistas. Durante algum tempo publicaram a “Revista de Parapsicologia”, hoje substituída pelo “Jornal de Parapsicologia” publicado na “filial” em Portugal. E regularmente vão publicando numerosos livros e mesmo tratados completos sobre todos os temas da Parapsicologia*, considerados pelos especialistas como orientadores seguros e até imprescindíveis. O curso de pós-graduação, dois anos e meio,  como também os cursos de verão, de 110 horas aula, são reconhecidos oficialmente. Lecionam também a matéria Parapsicologia* em faculdades oficiais.

 Clínica. Seria para observação e tratamento preferencialmente de Fenômenos Parapsicológicos*, mas se atendem também quaisquer outros distúrbios psicológicos e psiquiátricos, primeiro porque freqüentemente estão envolvidos em mentalidade de Magia*, Espiritismo*, etc.,  e em segundo lugar porque às vezes estão acompanhados de reais Fenômenos Parapsicológicos*.

   Como tributo de honra ao CLAP e título honorífico para a própria instituição há por diversas cidades e diferentes nações centros que levam o seu nome. Destacam-se pela sua atividade e produção científica, entre as nacionais, o CLAP-Uruguay, fundado em 1971 e dirigido até 1994 pelo Prof.  Miguel  Torri (+); e o CLAP-Portugal, dirigido  pela Prof.a. Ma. Luisa Albuquerque; e entre os regionais, no Brasil, o CLAP-São Leopoldo, no Rio Grande do Sul sob a direção do Pe. Roberto Aripe; o CLAP-Curitiba, em Paraná, sob a direção do Prof. Geraldo Dallegrave;  e o CLAP-Acre, sob a direção do Pe. Leôncio Asfuri.

 

CLARIAUDIÊNCIA. Percepção nítida de palavras e sons, produzidos fora das condições normais de audição.

  Diferencia-se de um tipo de HD* porque, em vez de ser maior capacidade de captação,  o que caracteriza a chamada clariaudiência é o aumento ou exagero da audição provocado endogenamente, “de dentro para fora”, pelo cérebro como se fosse uma caixa de ressonância.  

 

CLARIVIDÊNCIA. Ver PC.

 

COLIMINAR. Ver Subliminar.

 

COLLEY, Thomas ( ==== +1912). Arquidiácono de Natal e Reitor de Stockton (Inglaterra).Sem abandonar seu celo apostólico, e precisamente por ele, dedicou todo o tempo possível à pesquisa de Parpsicologia*.

 Para convencer ao povo da Incontrolabilidade* essencial dos Fenômenos Parapsicológicos*, em certa ocasião lançou um Desafio*, oferecendo mil libras esterlinas ao Curandeiro-Exorcista profissional Maskeline para que reproduzisse um Fenômeno Parapsicológico* qualquer sem Fraude*, com hora marcada. O prêmio não foi ganho.

  Interessou-se o “fotógrafo de Espíritos*” (?) Hope*, do famoso Círculo Crewe*, na esperança de enganar a Colley. Também não o conseguiu.

 

COLMAN, Arthur R. ( ==== ). Médium* inglês de Materialização* (?). Ate cinco “formas espíritas” plenamente materializadas (?) teriam sido vistas em certa ocasião. Segundo afirma a espírita Florence Marryat*, Colman seria “o mais  maravilhoso Medium* de Materialização* que alguma vez  encontrei em Inglaterra”.

   Evidentemente todas essas Materializações* (?) foram por Fraude*.

 

COMITÉ BELGUE POUR L’INVESTIGATION SCIENTIFIQUE DES PHÉNOMÈNES REPUTÉS PARANORMAUX. Famoso e prestigioso  organismo, com sede  em Bruxelas e difundido na Bélgica, destinado ao estudo dos Fenômenos Parapsicológicos*.

 

COMUNICAÇÃO (dos mortos).  Engloba todos os fatos,  Técnicas*..., da pretendida e inexistente intervenção em nosso mundo, de qualquer maneira que seja, dos mortos, diferente da intervenção divina, SN* ou Providencial* alcançada pela intercessão deles perante Deus*. Ver Cooper, Blanche; Correspondencia Cruzada; Dowden, Home, Flammarion, Fora da Terra; Identidade, Provas de; Prazo Existencial, Senha, Experiencia da; etc, etc., como também as mal chamadas Aparições (religiosas). 

   Ver Espiritismo.

 

COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA. Ver TCI.

 

COMUNIDADE CRISTÃ. Seção da Antroposofia* formada em 1921, para os membros que, contraditoriamente, se consideravam cristãos.

 

CONANT, J. H. (1831-1875) . Médium* norte-americana, que em colaboração com Luther Colby, editor da “Bauner of Light”, deu sessões públicas gratuitas em Boston, durante dezessete anos. Era uma praticante do Curandeirismo* dizendo que “atuava” através do Espírito* (?) do “Dr. John Dix Fisher”. E em Transe* apresentava Fenômeno* de Xenoglossia*, muito suspeitosamente usando palavras em muitas línguas, inclusive dialetos índios.

 

CONCORD . Um sistema de ensino do Espiritismo* para jovens, na Inglaterra.

 

CONGELAMENTO (de cadáveres). A baixíssimas temperaturas naturalmente um cadáver pode conservar-se sem corrupção por muitos e muitos anos e mesmo séculos, embora o próprio gelo vai “queimando” e secando o cadáver.

   Em 1991 encontrou-se e fez-se muito famoso um corpo encontrado numa geleira nos Alpes. Estava em notável estado de conservação. Chegaram a dizer que era de um homem pré-histórico (?), o que parece demais, o gelo já teria consumido praticamente tudo deixando o cadáver em puro osso. Ver Criônica.

    Tudo muito diferente da verdadeira Incorrupção* que sempre é SN*.

 

CONJUNÇÃO. Em Astronomia, a aparente reunião de dois corpos celestes. A Astrologia* afirma carregada de Superstição* que é o Aspecto* mais poderoso (?), unindo fortemente os dois princípios associados (?) com esses corpos celestes.

 

CONJURO  ou CONJURAMENTO. Ver Esconjuro.

 

CONKLIN, J. B. Médium* norte-americano, que se especializou na leitura de bilhetes por Criptoscopia* (?).  O Presidente Lincoln foi seu amigo, e Conklin foi amiúde convidado à mansão presidencial.

 

CONCIENCIA. Ver Inconsciente.

 

CONSCIÊNCIA ou CONSCIENTE. É o conhecimento reflexo do mundo, de nós próprios, do nosso pensamento e dos nossos atos.

 A Cnsciência, ou autoconhecimento reflexo, comum a todos os seres humanos saudáveis, constitui um total mistério para o cientista Materialista*. Para ele, a verdadeira natureza da consciência, embora conhecida e facilmente manipulada,  permanece inexplicada para seus preconceitos anti-científicos, limitados, e mesmo efeito de tri-secular Lavagem* Cerebral.

  A Consciência varia muito em grau de intensidade, descendo até a chamada completa (?) Inconsciência*, embora parece que o Inconsciente* sempre está Alerta* e tem consciência de si mesmo: a Consciência do Inconsciente*. Fatores puramente mentais podem alterar a intensidade, o âmbito ou a variedade de experiência consciente. Mas essa diminuição e gradação na consciência pode ser devida, também, a fatores orgânicos, por exemplo à redução da irrigação de sangue no cérebro, que acarreta desmaios, ou a drogas narcóticas que afetam o sistema nervoso. Porque,  mesmo sendo uma faculdade espiritual, a Alma* só age conjuntamente com o corpo.

  Usa-se o termo consciência, não o termo consciente, também no sentido de juízo moral que cada um tem, o que em Psicologia é chamado Superego* e censura.

Consciência Cósmica. Designa um tipo de experiência pseudo-Mística*. O termo foi introduzido por Richard Maurice Bucke, médico canadense, autor de “Cosmic Consciousness. A Study in the Evolution of the Human Mind”, New York, 1961.

  Uma noite, quando regressava à casa, teve uma experiência que muito o impressionou: “de repente, sem qualquer tipo de aviso, vi-me envolto por uma nuvem resplandecente. Por um instante pensei num incêndio, uma imensa conflagração em algum lugar próximo (...). Em seguida percebi que o fogo estava dentro de mim mesmo. Logo em seguida senti uma sensação de regozijo, de imensa alegria, acompanhada ou logo seguida de uma iluminação intelectual impossível de descrever (...). Tomei consciência, em mim mesmo, da vida eterna (...). Vi que todos os homens são imortais, que a ordem cósmica é tal que, sem qualquer dúvida, todas as coisas trabalham juntas para o bem de cada um e de todos”.

  O termo Consciência Cósmica é o preferível em Parapsicologia*. Em Psicologia esse tipo de experiência é descrito por Freud* como Sentimento Oceânico, é às vezes chamado por outros Misticismo* da Natureza. É uma sensação de fundir-se na unidade da criação, a soma total e unidade básica de todas as coisas, que traz consigo, já que a natureza não morre, uma convicção de imortalidade. Às vezes e para alguns traz uma sensação de que tudo depende  do Criador, o que é certo; outros caindo no erro de identificar  Criador e criatura, o que é crasso Panteísmo*.

 Evidente que estas Intuições* freqüentemente podem ser deturpadas pela imaginação e preconceitos.

 

CONSELHEIRO, Antônio. Famoso praticante de Curandeirismo* no nordeste brasileiro. Evidentemente paranóico, arrastou enormes multidões, principalmente pelos poderes de cura (?) que se lhe atribuíam.  Parte do país, fanatizada, chegou à convulsão social.  O exército interveio violentamente, acabando por matar Antônio Conselheiro e muitos de seus seguidores. 

 

CONSTANT, Alphonse Louis.  Ver Levi, Elíphas.

 

CONSTANTINO. Célebre Imperador romano que, após uma Aparição* SN* da cruz, vista por todo o exército romano, com a legenda “in hoc signo vinces” (“neste sinal vencerás”), ganhou a batalha que iria perder inevitavelmente.  

  Oficializou o Cristianismo em todo o império romano.

  Sua mãe foi  canonizada: Santa Helena.

 

CONTRATOS DE MORTE.  Ver Morte, Convênio de.

 

CONTROLE. O Espírito* (?) de morto que mediante Incorporação* (?) no Médium* operaria numa sessão e que apresentaria os outros Espíritos* (?).

  Vulgarmente chamam-lhe  Espírito Guia quando é conhecida (?) a personalidade (?) como um ajudante regular numa série de sessões.

  Principalmente entre os espíritas ingleses designa o Espírito* (?) que ordinariamente se apresentaria ao Médium* em Transe*, ou que está constantemente associado com um Médium* em particular. Também neste caso em Brasil é chamado Guia.

 Controle no significado comum de domínio, controlar os Fenômenos  Parapsicológicos*. Ver Incontrolabilidade.

 

COOK, Florence Eliza (1856-1904). Célebre Médium* de Transfiguração* representando o Espírito* (?) de Katie King*.

 Sua familia era espírita. Florence desde criancinha veia Espiritos* (?). Iniciou a sua vida de Médium* aos 15 anos, em finais de 1871, após ter assistido a sessões dos Médiuns* Herne e Williams, com os quais “tomou algumas lições”.   A primeira Transfiguração* em Katie King* foi numa sessão em familia, a 22 de Abril de 1872, quando Florence  tinha 17 anos.

   Casou com o senhor Elgie Corner em 1874, passando a viver no pais de Gales. A Sra. Corner prosseguiu uma ascendente carreira de êxitos. Não era Médium* profissional, mas aceitava fortes retribuições pelas suas sessões. Até ser apanhada em Fraude* pelo Sr. William Volckman.

   Foi então estudada pelo célebre sábio William Crookes* que, porém, absorvido pelo afã de verificar se o Fenômeno* era real ao menos algumas vezes, não soube interpreta-lo bem. Evidentemente que não se tratava de Materialização*, senão de Transfiguração*.

  Posteriormente, e com a fama recebida pelas publicações de Crookes*, foi muito freqüentada. Apanhada em Fraude* por mais vezes e publicado no “Times”, 12 de Janeiro de 1880, chegou-se à conclusão que Florence Cook era uma “cínica e hábil farsante” (Robert Tocquet*).

  Mas certamente que não sempre foi Fraude*.

 

COOKE, Grace. Médium* britânica de Transe* e que foi, com seu esposo Ivan Cooke, fundadora da Liga da Águia Branca, uma organização de exploração mediante o  Curandeirismo* espírita.

 

COOPER, Blanche. Médium* inglesa de Psicofonia* sob o pretendido Controle*  de Afid* e de Nada*. Colaborou numa série de Experiências Qualitativas* com o célebre investigador Dr. S. G. Soal*.

   Esta série de experiências teve uma grande influencia em Parapsicologia*. Um amigo de Soal*, Gordon Davis, “comunicou-se” (?) pela Psicofonia* de Blanche. A Médium*  reproduziu todas as inflexões da  voz e as expressões típicas de Gordon Davis, descrevendo incidentes de infância só conhecidos por Soal* e outras “só conhecidas pelo morto”.

   Mais tarde, o Dr. Soal* veio a encontrar o seu amigo que, ao contrário do que ele pensava, ainda estava vivo e que não sabia que havia se “comunicado”. Mais ainda, muitos dos conhecimentos apresentados pelo ”morto” como Provas de Identidade* na realidade não podiam ser senão Pcg*.

   Ora, concluiu Soal*, se pode conhecer-se o futuro, que tem de mais que se adivinhe o passado? Que valem, então, as pretendidas Provas de Identidade* apresentadas pelos espíritas?

   Assim,  por todo o conjunto da célebre série de Experiências, as pretendidas Provas de Identidade* DE um morto passaram a entender-se como provas de Identificação COM:  é o Médium* vivo que através do que adivinha identifica-se com, adapta-se ao morto quando estava vivo. Isto ocasionou que se passasse a exigir que para Provas de Identidade* DE um Espírito* (?) se comunicasse algo que fosse “conhecido só pelo morto”. Ver Comunicação (dos mortos).

 

COPO, Brincadeira do. Ver Brincadeira do Copo.

 

COPOGRAFIA . Ver Vasografia.

 

COPROLALIA. É a necessidade compulsiva de proferir palavras ou expressões obscenas fora de qualquer contexto social. Muito conhecida em Psiquiatria, para os imbuídos de Superstição* seria um dos mais claros (?) argumentos (?) de Possessão* (?), ou Obsessão (?), ou Incorporação* (?), etc.

 

CORDA INDIANA. Suposto Fenômeno* de controlar a Levitação*, que consiste em que um menino, assistente do faquir, às ordens deste suba por uma corda lançada ao ar. Não obstante o testemunho de Jacolliot, muito mais novelista do que historiador de viagens pela India, é devido a diversos truques de Ilusionismo*.

 

CORDÃO DE PRATA ou CORDÃO FLUÍDICO ou CORDÃO ECTOPLASMÁTICO. Em Fenômenos de Bilocação*, OBE*, Fantasmogênese*, Ecto-colo-plasmia* etc. une o corpo do Psíquico* com a figura exteriorizada a poucos metros. Propriamente se usa o termo quando o Cordão de Ectoplasma* é visível.

  Os seguidores do Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo* acreditam na coleção de absurdos de que o Cordão de Prata ligaria (?) o corpo físico ao Perispírito* (?) ou Corpo* Etérico (?), sem nunca se quebrar durante a nossa existência terrestre. Só se quebraria no momento da morte. Como eles acreditam, também erradamente, que a  OBE* pode ser a grandes distâncias, também o  Cordão de Prata se esticaria a grandes distâncias e inclusive ao passado (!) e ao futuro (!). Na realidade o Fenômeno* que mais se aproxima a esse erro é a Projeção* de PG, que eles não conhecem.

   Não confundir com Fio* Ectoplasmático.

 

CORNER, Sra. Elgie. Ver Cook, Florence E.

 

CORPO ASTRAL. Termo empregado habitualmente entre os partidários do Espiritismo* e de outros ramos de Esoterismo* para indicar o Duplo* (?) ou Perispírito* (?) enquanto continuaria vivendo com o Espírito* depois da morte. Ver Chéumata.

  E o termo Corpo Causal é aplicado ao Duplo* (?) enquanto composto de “elevada matéria mental” (?) e que teria uma forma humana assexuada, permaneceria após a morte e seria o que realizaria a  Reencarnação* (?).

   Entretanto, os partidários da Teosofia* distinguem entre a matéria do Corpo Astral ou Corpo Subtil, que se diz ser invisível, e a  matéria do Corpo Etéreo, que afirmam que poderia ser visível. O Corpo Astral chamam-no também Corpo de Desejos.

 

CORRENTE ESPÍRITA . Prática dos espíritas, preferentemente os Kardecistas*, em que se unem as mãos, normalmente pondo as pontas dos dedos em contato sobre uma mesa que rodeiam.

 Afirmam no delírio próprio do Espiritismo que é para unir os Perispíritos* (?!). Certamente favorece o Cumberlandismo*...

 

CORRESPONDÊNCIA CRUZADA.  Frases, escritas ou faladas, oriundas de váriosMédiuns* separados por distâncias consideráveis ou por grande espaço de tempo e que examinadas independentemente não apresentam qualquer sentido, mas quando em conjunto, revelam-se dotadas de lógica comum e apresentam uma linha de raciocínio.

   Existem mais de 2.000 textos caligrafados, produzidos no início do século XX por vários Psicógrafos*, nomeadamente as Sr.as. Piper* e Willet*. Os escritos, alguns dos quais foram publicados nos “Proceedings*” da SPR*, de 1906 em diante, são extremamente complicados e as correspondências entre diversos são provocantemente engenhosas, muitas vezes envolvendo obscuras alusões clássicas e literárias.

   Em última instância, basta PG* como explicação.

  O CLAP divulgou um velho Desafio de sessenta mil dólares se doisMédiuns*conseguem fazer cinco linhas cada um, em Correspondência Cruzada e em condições científicas de observação. Seria um “pingue-pongue” de dez conhecimentos PG*, com hora marcada, o que é impossível por forças naturais. Se houvesse possibilidade de Comunicação*, para os Espíritos* (?) dos mortos seria facílimo comMédiuns*com muito Desenvolvimento*... É uma prova irrefutável de que os mortos não se comunicam.

 

CÓSMICA, Consciência. Ver Consciência Cósmica.

 

COURT, Giselle. Menina francesa, famosa pela manifestação de DOP*. Tendo ficado cega em resultado de uma queda, exercitou as extremidades dos dedos até conseguir distinguir as cores, sem contato, tendo conseguido inclusive aprender a ler.

 

COVEN.  Um grupo de Feiticeiras ou Bruxas*.

   Margaret Murray* afirma que na época da caça às Bruxas* elas se organizavam em grupos de treze, incluindo um alto sacerdote e seis pares mistos. Na verdade não há quaisquer provas de que houvesse tal costume a respeito do número treze. Ao menos não era generalizado.

 

CP. Ver PC.

 

CR. Sigla de Critical Ratio ou Razão Crítica. Alguns fanáticos pela Micro-Parapsicologia* como se só existisse essa fraca Escola* de Parapsicologia, ou desconhecedores de tudo o que não seja próprio dela, usam o termo RC, mas não é admissível tal uso porque RC* é a sigla consagrada para Retrocognição*.  

 Em estatística matemática para Experiências Quantitativas* da Micro-Parapsicologia*, procedimento para determinar se um desvio observado é ou não significante, maior que as prováveis flutuações casuais.          

   Obtém-se dividindo pelo Desvio* Padrão o Desvio* encontrado no teste de ESP* ou da suposta PK* (?), ou seja:

                     CR = d : DP.

   Sendo “d” o desvio, “DP” o Desvio Padrão.

      CR aplica-se para medir os desvios positivos ou negativos:

                                    n - N x p

                     C R =  V N x p x q    

  Sendo  “n” o número de sucessos, “N” o número total de emissões, “p” as probabilidades de sucesso, “q” as de fracasso.

   Exige-se um mínimo de 2,33 para que um teste de ESP* ou do que eles erradamente acreditam ser PK* seja considerado estatisticamente significativo.

  A determinação CR pode ser obtida consultando tabelas de probabilidades integrais como as de Pearson.

 

CRANDON, L. R. Ver Margery.

 

CRAWFORD, William J. ( === -1930) Inglês, Engenheiro, Professor de Mecânica no “Belfort Instituto Técnico Municipal” de Londres e professor de Engenharia na “Queen’s Univerisity” de Belfast.

  Deixando suas aulas e profissãp de Engenheiro, escolheu concentrar-se na Parapsicologia*. Publicou “Some Practical Hints for Those Investigating the Phenemena of Spiritualism”, 1918. Durante seis anos, de 1914 a 1920, dedicou-se a  contínuas Experiências Qualitativas* com Kathleen Goligher*, experiências que descreve pormenorizadamente em “The Reality of Psychic Phenomena”, Londres, 1916 -  “Experiments in Psychical Science”, 1919 - “The Psychic Structures at the Goligher Circle”, Belfast, 1920.

  O principal dessas obras foi traduzido ao francês e adaptado por René Sudre* sob o título de “La Mécanique Psychique”, Paris, 1922. A razão deste título é porque Crawford monstra que as Telecinesias* realizadas no Círculo* Goligher, tais como o levantamento de uma mesa, eram produzidos pelo que chamou “Alavanca* Psíquica” emitida principalmente por Kathleen.

  Cansado e, ao que se diz, deprimido por haver-se publicado algumas Fraudes* descobertas no Círculo* Goligher, suicidou-se em 1930, deixando como executor testamenteiro literário o Dr. E. E. Fournier* d’Albe, que empreendeu uma análise rigorosa das experiências com Katlheen Goligher*.

 

CREPUSCULAR, Estado. Estado de Consciência* parcial, devido a uma variedade de causas, em que o estado de Alerta* parece limitado, a compreensão entorpecida e em que o comportamento anormal pode estar associado. Esse estado entre a Consciência* e a inconsciência facilita a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*. Ver Hipnogógico, Estado.

 

CRESPIGNY, Philip Champion de. Filha de Sir Astley Cooper-Key,  primeiro lorde do almirantado britânico. Foi diretora do “Colégio Britânico de Ciências* Psíquicas” e autora de muitas novelas que tratam de assuntos de Parapsicologia*.

 

CRESUS ou CRESO. Rei da Lídia que reinou de 560 a 546 a.C. Dele narra Heródoto*, um caso de pretendida Adivinhação* sucedido com a Pitonisa* de Delfos*, o que leva, por assim dizer, a considerar Cresus como o primeiro “experimentador” em Parapsicologia*. Creso perguntou sobre o que lhe aconteceria na guerra que estava começando. Os sacerdotes de Delfos* responderam: “Ibis redibis non morieris in bello” = “Irás voltarás não morirás na guerra”. Não había forma de errar nesse estilo Sibilino*. Porque dependendo da pontuação ou entoação que o leitor ponha, tanto pode significar a victoria e volta gloriosa, como a derrota e a morte: “Irás. Voltarás? Não. Morirás na guerra”. Ou então:  “Irás, voltarás, não morirás na guerra”. 

 

CREWE, Círculo. É famoso porque foi fundado pelo Arquidiácono Colley*, em 1908.

  Pareceria contraditório: espírita por um eclesiástico! Mas não se aceitava a interpretação e muito menos a doutrina espírita, era por razão de pesquisa dos Fenômenos Parapsicológicos*, o mesmo que a “Cambridge* Ghost Society”. Só após a constatação e análise dos Fenômneos, é que num segundo estagio se poderia criticar a interpretação e se havia alguma base para a suposta Revelação* dos Espíritos* (?), tão divulgada. É também famoso porque desse Círculo* fizeram parte os conhecidos “fotógrafos de Espíritos*” (?) Hope* e Walker*.

 

CRIACIONISMO. Segundo  esta doutrina errada e superada, embora ainda muito difundida, Deus* iria criando Almas* e infundido-as nos fetos recém concebidos.

  O criacionismo e, pior ainda, a Reencarnação* são absurdos. É absurdo pensar que os pais geram só um corpo, não um ser humano, e que a Alma* teria outra origem. Ver Traducionismo.

 

CRIANÇA-PRODÍGIO. Em Psicologia é bem conhecido e explicado o caso de crianças que surpreendem por seus conhecimentos que pareceriam muito superiores à sua idade. Especialmente em aritmética, música, xadrez, línguas, ou outros temas mais de memória e relações fixas do que propriamente de inteligência.

   Mas também em inteligência, por herdarem geneticamente certas predisposições. Ou  por um “feliz erro da natureza” no lado oposto  das crianças retardadas mentais. E por haverem sido criadas em ambientes mais aptos para a manifestação destas suas qualidades, etc., etc.

   É muito sabido também que muitas vezes a aparente criança-prodígio é só uma criança mais nervosa, mais “acordada”, mais vivaz, ao ponto de que “de mil crianças-prodígio dificilmente sai um adulto medianamente inteligente” (Siwek).

  O tema interessa em Parapsicologia* principalmente porque como em todo Fenômeno* incomum, logo a mentalidade delirante, incutida nos partidários do Espiritismo* e outras classes de Superstição*, transformou o caso das crianças-prodígio em prova (?) de Reencarnação* (?). 

 

CRIÔNICA. Técnica de conservação de vegetais, animais ou mesmo do homem ou de algumas das suas partes, por congelamento súbito e profundo. Descongelados de novo, a vida continua... A criônica manteve a vida em suspenso.

  Em outros casos manteve-se em suspenso o processo da Biocinese*. É muito diferente da verdadeira Incorrupção*, sempre SN*.

 

CRIPTESTESIA. Não confundir com Cripto-estesia*.

    Em Psicologia designa a sensibilidade escondida, infra-consciente.

  Em Parapsicologia* termo criado por Richet* e atualmente em desuso, para designar ESP* e PG*, termo este último preferível quando não se pretende frisar unicamente aquele pequeno aspecto mal entendido pela Micro-Parapsicologia*.

 Richet* cunhou também o termo Criptestesia Pragmática, que corresponde à Metagnomia* Táctil, de Boirac*, ou  à Psicometria* (Parapsicologica), de Buchanan*,  termo este último preferível por mais usado.

 

CRIPTOCINESIA. Motricidade, normalmente Inconsciente*, micromímica, que constitui a parte motriz correspondente à ideação. Um aspecto ou divisão da Emissão* Hiperestésica.

 

CRIPTO-ESTESIA. Não confundir com  Criptestesia*. Termo criado por Flournoy  para designar a sensação que não se converte em percepção, mas fica registrada na memória Inconsciente* e depois, quando aflora, não é reconhecida como memória. Um aspecto da  Criptomnésia*.

 

CRIPTOFASIA. Emprego de uma linguagem secreta, Hermética, só inteligível para os Iniciados.

 Aplica-se também por extensão, mas impropriamente, ao freqüente emprego de neologismos, e mesmo à  gíria exclusiva de determinados grupos fechados.

 

CRIPTOGRAFIA. Uma divisão da Pneumografia*. É termo especialmente usado para a Pneumografia* em ardósias. Selavam-se duas ardósias, deixando entre elas um pedaço de lápis ou de giz e, durante a sessão, podia-se ouvir a escrita de uma mensagem, que posteriormente se conhecia ao abrir as ardósias. Foi em tempos um Fenômeno* muito popular nas sessões espíritas, mas devido à elevada comprovação de Fraude*, atualmente tornou-se muito rara a sua apresentação. OsMédiuns*aprenderam que é fácil o desmascaramento por qualquer criança aprendiz de mágico.

 

CRIPTOGNOSIA. Etimologicamente conhecimento escondido. Usa-se o termo quando se quer frisar que todo Fenômeno Parapsicológico*, como surge do Inconsciente*, normalmente não é reconhecido como próprio pelo Consciente*. E daí freqüentemente a necessidade psicológica de atribuí-lo, erradamente, às mais curiosas Prosopopéias*. Compreende a parte Inconsciente* da intersucessão e de todos os seus sentimentos engradados pela memória e programados pela imaginação, o conhecido por HIP* e por PG*, a Intuição* ou Talento* do Inconsciente  e, eventualmente, o Inconsciente* Coletivo etc.

 

CRIPTOMNÉSIA. Um aspecto ou divisão da Pantomnésia*. Literalmente memória oculta ou latente. Flournoy* assim designou, e é termo preferível, o aspecto da Pantomnésia* que Myers* chamava Memória Subliminar*. O especifico da criptomnésia, além de referir-se à memória e não a outro aspecto como na Cripto-estesia*, é precisamente a Criptognosia*.

 

CRIPTOMÍMICA. Ver I. I. I., Movimentos.

 

CRIPTOPSÍQUIA. Etimologicamente psiquismo oculto. No Espiritismo*, quando num  Fenômeno*  em que “parece manifestar-se uma ação inteligente (psíquia), o paciente não tem consciência (cripto) de exercer essa ação, tem que ser o Espírito de um morto”. É o grande (?) argumento do ignorantíssimo Allan Kardec*, que nem o Inconsciente* conhecia!

 Binet emprega este termo para designar os Fenômenos do Espiritismo*: precisamente porque sem reconhecimento pelo Consciente*, procedem na realidade do Inconsciente*. Em geral tudo o que se deve na realidade a faculdades “ocultas” do próprio homem. Segundo Boirac* compreende os Fenômenos Parapsicológicos* em geral, e a Psicogtafia* em particular.

 

CRIPTOSCOPIA. Pretendia designar uma  verdadeira (?) visão retiniana através de corpos opacos. Grande fama alcançaram as magníficas Experiências Qualitativas* na Rússia com Sofia Alexandrovna, dirigidas pelo Dr. Chowrin, diretor do asilo de alienados de Tambow.

 Na realidade a Criptoscopia* propriamente dita não existe. O êxito, quando não Fraude* e espertice, pode ser, segundo os casos, HD* quando o objeto que encobre não é plenamente opaco, outras vezes HIP*, rarissimamente PG*, nunca Criptoscopia*.

 

CRISIACO. Ver Piróbata, termo preferível.

 

CRISTALOMANCIA. Mais uma entre tantas Mancias*. A Bola de Cristal é o instrumento típico, mas toda classe de espelhos, cristais e uma ampla variedade de outros materiais pode servir, qualquer objeto de superfície polida e brilhante rodeado de quantos mais... “adornos” melhor, para que o “cristal” tenha inumeráveis reflexos, com os que o Inconsciente* pode se inspirar.

  Inclue-se também no termo cristalomancia uma Pragmática*: olhando os reflexos no “cristal” os Psíquicos* tentam provocar Alucinações*. Costumam ver inicialmente um enevoado para depois surgirem Alucinações* de cenas e quadros, às vezes correspondentes a conhecimentos parapsicológicos.

   É uma Mancia* e uma Pragmática* muito antiga.

 

CRITICAL RATIO. Ver CR.

 

CROMATOSCOPIA. Neologismo desnecessário e com perigo de confundir-se pela etimologia com uma Scopia*, o que não é. Termo proposto por H. Tanagras*,  frisando na DOP* a percepção das cores.

 

CROISET, Gerard (1909-1980). Notável Psíquico* holandês. Depois de trabalhar em diversos ofícios, descobriu as suas faculdades PN* em 1935. Foi submetido a diversas Experiências Qualitativas* na Universidade Real de Utrech*. A partir de 1945 atuava  sob a orientação do Professor Tenhaeff* inclusive a serviço da polícia holandesa na investigação de atos criminosos. Apesar de notáveis fracassos, qualitativamente houve êxitos notáveis de autêntico PG*, que lhe proporcionaram grande fama.

 

CRONESTESIA. Em geral: “sensação do tempo”.

   Em Parapsicologia*,  “sensibilidade a respeito do tempo que ultrapassa o alcance normal dos sentidos” (Marcotte*). Alguns podem precisar a todo momento a hora exata ou muito aproximada, saindo vitoriosos de condições para qualquer outro insuperáveis.

  Pode ser treino. Outras vezes um tipo de HD*. Algum caso especial poderá ser por HIP*. Muito raramente  haverá algum caso em que o Psíquico* captou por PG*. 

 

CRONOPATIA. Termo para frisar que no conhecimento PN* houve uma relação expressa à data do acontecimento adivinhado, ao menos quando o Paciente* percebe que se trata de RC*, ou de SC*, ou Pcg*. Porque geralmente nos conhecimentos PG* o Percipiente* não identifica o tempo ou mesmo o mistura.

 

CROOKES, William (1832-1919). Aos 19 anos, já era assistente do professor Hoffmann, No “Royal Collège de Chimie”, tendo sido nomeado, passado um ano, professor substituto.  Aos 22 anos, era diretor do Observatório Meteorológico de Oxford, e aos 23 professor de Química em Chester. Autor de importantes descobertas no campo da Física e da Química, como por exemplo, o tubo catódico para os raios X e o tubo que leva seu nome, o elemento químico tálio (o que lhe valeu a entrada na “Royal Society”), o radiômetro, do europio, e algumas leis da Física. Fez descobertas frutuosas em Astronomia e em Espectografia. Foi diretor do “Chemical New” e do “Quaterly Journal of Science”. Foi tambem membro correspondente da Academia de Ciencias, de Paris.

    Tão ilustre sábio, praticamente deixou de lado todas suas atividades em outros ramos da ciência, escolhendo concentrar-se na Parapsicologia*. Primeiro com Katie Fox*, uma das fundadoras do Espiritismo*, e logo das decepções com aquela farsante, passou varios anos fazendo Experiencias Qualitativas* com os célebres Psíquicos* Daniel Dunglas Home* e Florence Cook*. Criou aparelhos especiais e apropriados para o estudo dos Fenômenos* Parafísicos. A respeito das suas Experiências Qualitativas* com D. D. Home* entre 1869 e 1873, escreve Richet*: “Começou então o período científico da Metapsíquica”.  Realmente as Experiências Qualitativas* de Crookes com Home* caracterizaram-se pela sua precisão e pelo seu rigor: “Experimental Investigations on Psychic Force”, Londres, 1871.

 Com relação à Médium* Florence Cook*, foi asperamente criticado por contemporâneos e posteriores, e a sua obra “Researches on the Phenomena of Spiritualism”, Londres, 1874, foi objeto de várias acusações, incluindo a de ter sido continuamente enganado e iludido por Fraude*, quer com o seu conhecimento, quer inconscientemente. O próprio Home* acusava Florence Cook* de Fraude* Consciente*. Na realidade trais ataques tinham razão só contra a interpretação dada por Crookes, que pensou tratar-se de Materialização* (?), e não pensou e nem se conhecia na época a Transfiguração*, como não a conheceu Allan Kardec*...

  Os ataques pretendiam fundar-se também em reparos pessoais, particulares, que não têm importância a respeito da realidade dos femômenos... Ou pouca: de fato a leitura do documento sobre Katie King* deixa a impressão de às vezes que não era Crookes que dirigia as sessões, mas sim a própria Katie King*. O sábio, então com 37 anos, parece ter-se impressionado com a beleza de Florence Cook*, de 19 primaveras... descuidando-se da reflexão teórica sobre o que estava estudando... Pois não chegou Crookes* a escrever versos apaixonados a Katie King?

   Mas, mesmo assim, Crookes era um grande sábio, de grande “instinto” científico, e não há argumentos válidos para ser banido tudo o que pesquisou com Florence Cook*.

   Em todo caso é com os trabalhos de Crookes* que se inicia a época científico-experimental da então chamada Pesquisa* Psíquica e depois Metapsíquica*, já que pela primeira vez os Fenômenos Parapsicológicos*, neste caso concreto os Fenômenos* de Efeitos Físicos, eram submetidos a uma série de precisos métodos de observação: Experiências Qualitativas*.

   Prescindindo da interpretação do caso Katie King*, pode dizer-se com Richet* que os trabalhos de Crookes em Parapsicologia* “são de granito”.

    Crookes foi presidente da SPR* de1896 a 1899.

 

CROSS CRECK (CC). Significa Verificação Cruzada. Na Escola* Norte-Americana técnica de análise de Experiências Quantitativas* de ESP* pela comparação de cada um dos palpites dados pelo sujeito com outros constantes em colunas previamente formadas. Mas o pioneirismo não pertence à Micro-Parapsicologia*, como em geral de nada ou quase nada. Foi realizada primeiramente na Europa com o Psíquico* Basil Shackleton. Depois das experiências dirigidas pelo Dr. Samuel Soal*, aplica-se o nome a experiências empregando a mesma técnica.

 

CROWLEY, Aleister (1875-1947). === === 

   Compôs para a O.T.O.* um ritual de Satanismo* e Misa Negra titulado “Eclesiae Gnosticae Catolicae Canon Missae”, o que bastaria para julga-lo.

   A imprensa inglesa de 2 de Dezembro de 1947, notifivando a morte do homem  “mais imundo e mais perverso da Grã-Bretanha”, ou  como o proprio Crowley se auto-definia: “O ser mais perverso da criação”.  

 

CRUZ, São João da  ===  === Ver Santa Teresa de Jesus*.

 

CRUZADA DE MILITARES ESPÍRITAS. Associação fundada em 1944 e que agrupa mais de 4.000 membros das Forças Armadas brasileiras, de todas as jerarquias, com a finalidade de afirmar publicamente e fomentar o Espiritismo*. Publica a revista “0 Cruzado”, título intencionalmente para confundi-la com uma tradicional e multinacional revista católica. 

 

CUMBERLAND, Stuart ( . Célebre profissional inglês de Ilusionismo. Descobriu o que hoje se designa por Cumberlandismo* e apresentou essa técnica em público nos seus espetáculos.  Escreveu a respeito:  “A Thought-Realer Thoughts”, Londres, 1848.

 

CUMBERLANDISMO. Do nome do seu descobridor, Cumberland*. Técnica de Adivinhação* do caminho a seguir pensado por outra pessoa da que se segura a mão.

   Pode ser Parapsicológico* ou simplesmente psicológico. Cumberlandismo Psicológico é propriamente o chamado cumberlandismo, quando só se capta a direção a seguir por técnica Consciente*, fundamentando-se nos Movimentos I..I..I.*, Criptocinesia* do Paciente* de quem se está a segurar a mão ou mais raramente qualquer outra parte do corpo. 

 Impropriamente fala-se também de Cumberlandismo Sem Contato. O fundamento é o mesmo, os Movimentos I. I. I.*, mas se prescinde de segurar a mão ou qualquer outra parte do corpo do Paciente*.

  Cumberlandismo Parapsicológico diz-se quando é fruto de HD*. Muito raramente também com colaboração de HIP* ou de PG*, nestes casos o contato fazendo o papel de Psicometria*. E neste último caso podem captar-se quaisquer outros pensamentos que não a direção a seguir, mas o cumberlandismo parapsicológico por HIP* ou por  PG* não pode realizar-se com êxito sempre que se quiser...

 

CUMMINS, Geraldine. Irlandesa. A mais notável Psicógrafa* dos tempos modernos. Os seus escritos, realizados a uma aterradora velocidade, pretendem dar informes relativos a períodos e personagens da Bíblia* e históricos pouco conhecidos do grande público.

   Os imbuídos de Superstição logo fanaticamente propagaram que tinha que ser por Revelação* dos Espíritos* (?) dos mortos ou por lembranças de Reencarnações* (?) anteriores da própria Cummins... Na realidade é claro que muitos desses conhecimentos Cummins só pode tê-los adquirido por HIP* dos especialistas que a rodeiam para estudar seu caso e até, em algum caso, poucos, por PG* sobre cientistas ausentes. Mas nada  pode ser confirmado do que não fosse já conhecido pelos especialistas. E nas Psicografias* de Cummins há inclusive incongruências evidentes.

 

CURA... Há muitas classificações e inclussive Seitas* sob o termo Cura:

  Cura com Fé* ou Cura SN*. Em reta Parapsicologia* reserva-se a expressão cura com Fé às curas SN*. Ambas expressões indistintamente. Cura como resposta divina à Fé* sobrentural em Deus*. Após amplíssima pesquisa e com a garantia de Bento* XIV, para uma cura poder-se classificar como SN* são exigidas, entre outras várias, as seguintes qualidades principais: 1. Instantâneas ou quase instantâneas. 2. Perfeitas. 3. Orgânicas, claramente. Por exemplo, Aniquilação* de Substancia e Recuperação* de Tecidos orgânicos importantes e mesmo de membros, ou Revitalização* de mortos. Etc. 4.Não são seguidas de convalescença. 5. Duradouras ao menos por dez anos. 6. Enormemente superiores ao que jamais  haja acontecido em outro ambiente não claramente judaico antigo e depois só católico.

  Cura pela fé. Em reta Psicohigiene* o termo é reservado às “curas” (?) pela  força da “fé” humana, pela força da Sugestão*, no Curandeirismo*. Coimpletamente diferente da  cura com Fe ou cura SN.

  Cura Cooperativa. Sistema de “cura” (?) preconizado por L. Ecman, no qual o doente é submetido a “tratamento” com  uma válvula num circuito ligado com aquele praticante de Curandeirismo*. Interruptores ocultos eram usados nas Experiências Qualitativas* por ele mesmo orquestradas para convencer a alguns cientistas de que devia descartar-se a Sugestão* como causa das reações observadas nos seus Pacientes*. Na realidade todo o ambiente era de alta Sugestão*...

   Cura  Magnética. Mencionada pela primeira vez por Mesmer* que para emitir o suposto Magnetismo* Animal (?) combinava a Imposição* das Mãos ou os passes e a Metaloterapia* (?).

  Na delirante Superstição* do Espiritismo*, seriam os Espíritos* (?)  de médicos mortos que realizam essas “curas” (?) por meio dos passes transmissores de Fluidos* divinos (?, assim se expressa, por exemplo, Chico Xavier*) ou do Astral* (?).

   Cura mental. Ver Quimbey, Phinneas Parkhurst.

 

CURANDEIRISMO.  O praticante de Curandeirismo é um indivíduo que afirma ter o poder de curar, quer recorrendo a forças misteriosas de que pretensamente disporia, quer pela pretendida colaboração regular de deuses (?), Demônios* (?), Espíritos* (?),  etc. que lhe serviriam ou ele dominaria.

  Em teoria e reta Psicohigiene* poderiamos distinguir quatro hipóteses de influência Parapsicológica* no campo do Curandeirismo:

  1) Influência energética, EN*, Telergia* do curandeiro no paciente.

  --A Telergia* não age sobre outra pessoa.

  2) Influência extrasensorial, PN*,  do curandeiro à distância do doente. Ver HP.

 --Essa interpretação tão imbuída de Superstição* geralmente é rejeitada pelos próprios Curandeiros, porque evita o ambiente de Sugestão* e... porque à distância é mais difícil a exploração econômica que evidentemente todos os curandeiros e seus colaboradores procuram.

 3) Influência do próprio doente sobre o próprio organismo, sendo “estimulada” à distância pelo curandeiro.

 --As mesmas dificuldades da hipótese anterior, às que se acrescenta que ficaria manifesto demais que todo ou o principal mérito seria do doente, o que de modo nenhum interessa à máfia do Curandeirismo.

 4) Influência do próprio doente sobre o seu próprio organismo ou doença, sendo a presença do curandeiro uma espécie de catalisador ou estímulo dessa atividade.

 --Em maior ou menor grau é isto o único possível, e aí precisamente radica o grande perigo do Curandeirismo.

  Neste caso, como nas hipóteses anteriores, o Curandeirismo é exercício ilegal da Medicina e criminoso, porque a Sugestão* pode, sim , tirar a dor, mas fica a doença;  ou pode tirar o sintoma, sim, mas fica a causa, que o praticante de Curandeirismo desconhece e pela que nem se interessa. Deste modo o doente, achando-se curado, não procura o especialista e nem se cuida, e então a causa causará maiores doenças e disfunções, “outros”(?) sintomas cada vez mais graves podem surgir até que o doente morra “muito agradecido ao curandeiro que o matou” após haver-lhe tirado um simples tique nervoso... Entre tantos exemplos, Ver Germaine.

 

CURRAN, Sra. John H. Notável  Psicógrafa* de Saint Louis, Missouri. Não tendo realizado qualquer viagem e possuindo uma instrução só relativa, ofereceu, entretanto, uma produção literária de apreciável qualidade. A Sra. H. Curran no início produzia “escritas” pela Oui-Ja*. Depois os “escritos” eram produzidos por um pretendido  Automatismo* na fala: na realidade durante a experiência não estava em Transe*, permanecia consciente, embora abstraída. Por fim por Psicografia*, que atribuía a Patience Worth, Espírito* (?) de uma mulher que supostamente viveu na Inglaterra no século XVII e emigrara para os Estados Unidos, onde haveria sido assassinada por índios.  A partir de 1913 seria seu Espírito* (?) quem escrevia pela Psicografia* da  Sra. Curran, a uma velocidade muito notável. Assim foram psicografados  romances, entre eles “História Triste”, “Hope Trueblood” e “Telka”, além de poesia improvisando quase instantaneamente sobre qualquer tema sugerido. 

  Foi  uma notável mostra do Talento* do Inconsciente. Nada, porém, do exigido “conhecimento exclusivo dos mortos”, de fora do Prazo* Existencial, ou de Fora* da Terra, ou a Senha*, ou na Correspondência* Cruzada, etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                            -   D   -

 

D, Idéia. Em Experiências Qualitativas* de ST*, W. Carington* observou que o êxito é notavelmente maior quando o objeto da  ST* é uma mesma lembrança de uma pessoa, coisa ou fato comum ao “Agente*” e Percipiente*. Essa lembrança comum é que Carington* chamou Idéia D. Ver TIE.

 

DAJO, Mirin (1912-1948). Grande especilista nessa area dos Ilusionistas* referente ao Faquirismo*, concretamente na Analgesia* e Atoxina*. Para ele era exibição corriqueira. atravessar-se com estiletes o braço, as maças do rosto, a parte da frente do pescoço, a língua, etc. E corria com o florete atravesando-lhe o figado, ou os rins, ou ou estômago...

   No dia 31 de Maio de 1947, Mirin Dajo deixou-se atravessar, de lado a lado,  todo o corpo com um florete.no Züricher Kantonsspital, perante os médicos e com verificações radiográficas. Numa oportunidade, e constam fortografias, atravessou com um florete o próprio coração!

 Trata-se de pura técnica., embora muito apurada. Bem superior a todos os charlatões do Curandeirismo* com seus pretendidos médicos do Alem*...

   Ironias da vida: Mirin Dajo, após uma cirurgia de apendicite, morreu por infecão generalizada no hospital! Contava só 36 anos.

 

DALAI Lama. Governante ou chefe supremo dos Lamas* e correspondente Seita* do Budismo*, no Tibet. Dizem eles que o Dalai Lama é a Reencarnação* (?) de um poderoso Bodhisattva* ou do próprio Buda*. É preparado desde criança,  escolhido pelos Lamas* entre as crianças nascidas dentro de um tempo propício segundo a Astrologia* (?), tendo depois que dar mostras dos indispensáveis sinais de “sabedoria” transcendente (?).

 

DANÇADORES ESPIRITUAIS DOS PAÍSES BAIXOS. Indivíduos que por volta de 1300-1400 nos chamados Países Baixos (Holanda) entravam num contagiante Transe de agitada dança. Atribuem-lhes alguns Fenômenos Parapsicológicos*, além de Analgesia* efeito do fanatismo.

 

DAVENPORT, Irmãos (1841-1911). Ira Erastus e William Henry, mais conhecidos como Irmãos Davenport, eram dois Médiuns* norte-americanos. Causaram sensação e larga controvérsia precisamente pelo pretendido domínio que afirmavam ter sobre os Fenômenos* Parafísicos, ao ponto de exibi-los em público com hora marcada.... Ver Incontrolabilidade.

  Efetuaram diversas sessões públicas de Espiritismo* (?) na América, Inglaterra e França. A manifesatações mais típica era a “armonia espírita”: na cabine soavam varios instrumentos musicais deixados a certa distância dos irmãos, enquanto eles  estavam atados às cadeiras e com as mãos também atadas. Para garantir a legitimidade das suas fazanhas, era um ajudante respeitavel, o Rdo. Ferguson, quem atava-lhes as mãos com correias de couro.

  Ate que em Liverpool, publicamente, um comité de pesquisa demonstrou que os irmãos Davenport não eram capazes de realizar nenhum Fenômeno* Parapsfisico se um especkialista do comité lhes atava as mãos técnicamente. D’ai por diante, com pesquisadores prevenidos, foram surgindo desmascaramentos e mais desmascaramentos: farinha que secretamente tiinha-se espalhado no chão e sobre os  instrumentos musicais mostrava as marcas de pés e mãos dos Davenport, e estes com as correspondentes manchas; substituindo-se também secretamente as cadeiras ou segurando-se os barrotes, não conseguiram soltar-se... ;  tudo eram fracassos. Em Paris em 1864 foi descoberta a Fraude* geralmente empregada. Na sua volta a Noerte-América os Ilusionistas* Maskeline e Cooke no Crystal Palace reproduziram por sua arte até nos mínimos detalhes todas as fazanhas dos Irmãos Devenport, tão exatamente que Coleman e outros líderes do Espiritismo* começaram a espalhar que Maskeline e Cooke eram Médiuns inconscientes !!...

    Os Irmãos Davenport constituiram um grandissimo esacândalo.

 

DAVIS, Andrew Jackson (1826-1910). Nascido de pais sem instrução viveu num ambiente de muita pobreza. O pai era alcólico; a mãe, visionaria e cheia de baixa Superstição. Davis não recebe instrução alguma até à idade de dezesseis anos, quando entra para aprendiz de sapateiro. Um Mesmerista*, o alfaiate Levingston, em 1843 ficou a tal ponto admirado da proclividade de Davis aos mais profundos graus da Sonambulismo Magnetico*, ou Hipnótico*, que o levou consigo para quase continuas exibições teatrais até Agosto de 1945.

 Com freqüentes participações em sessões do Espiritismo* de então, Swedenborgista*, e com as exibições de Hipnotismo*, soltou profundamente o Inconsciente*. Dedicou-se à Psicografia*. Leu e estudou quanto pôde...O mais importante é que sofreu  uma estranha Psicorragia: diz que teve a Visao* de Swedenborg* e... do médico grego do século II Claudio Galeno! Então, segundo ele,  recebeu a  “Iluminação Mental” (?).

   O certo é que “o vidente de Poughkeepsie” (Estado de New York) chegou a ser um Psicógrafo* famoso, autor de uma extensa obra em oito volumes: “The Principles of Nature, her Divine Revelations, and a Voice to Mankind”, 1845-1847.    

 Estes livros que exerceram grande influência nos surgimento e difusão do Espiritismo* chamado Daviniano, o menos inculto, o dos espíritas anglosaxões. Pouco depois, naquele ambiente preparado por Davis, aparecerão as Irmãs Fox* das que atraves de Allan Kardec* surgirá a corrente mais inculta e denigrante, comop também a mais difundida, a dos espíritas latinos ou Kardecistas*. Davis é para os espíritas anglo-saxões o que Allan Kardec* é para os espíritas latinos. É, e louvavelmente nisto, decidido adversário da Reencarnação*...

 

DAVIS, Gordon. Ver Cooper, Blanche.

 

DEAN, Douglas. Técnico norte-americano de Eletrônica e professor de Informática.  Em Parapsicologia* é famoso por haver concebido um método de detecção do momento preciso em que uma pessoa capta uma ST*:  Ver  Pletismógrafo.

 Publicou seus trabalhos “Pletysmograph Recordings as ESP*” e “Responses” no “International Journal of Neuro-Psychiatry”, número 2, outubro, 1966, e no seu livro “Executive ESP”, Nova Iorque, 1974.

 

DEANE, Ada Emma. Médium* inglesa de Escotografia*. Conseguiu o seu primeiro êxito em 1920. Foram realizadas com ela muitas Experiências Qualitativas* na Biblioteca W. T. Stead Bordeland. Durante três anos. Alcançaram-se muitos êxitos, que receberam muita publicidade.

  Há o testemunho da parte da ASPR*, de 1921, sobre uma notável Experiência Qualitativa* planejada pelo Dr. Alberton Cusham, diretor dos Laboratórios Nacionais de Washington, em que aparece numa placa uma Escotografia* de uma surpreendente semelhança com a filha do doutor.

   Também deve destacar-se que o Dr. Hereward Carrington* submeteu esta Médium* a severas Experiências Qualitativas*, que garantiram a realidade da Escotografia*. Comunicou os resultados no “Journal of  the ASPR” de Maio de 1925. o que não exclue que outras muitas vezes, no anseio de dominar (!) o fenômeno, recorre-se à Fraude*, como demonstrou Fred Barlow nos Proceeding*, Vol. XLI, 1993.

 

DECLINAÇÃO ou DECLÍNIO. Em Experiências Quantitativas* da Micro-Parapsicologia* a respeito de ESP* e da pretendida PK*, verificaram uma relação da  freqüência de êxitos obtidos com a posição cronológica dos mesmos. Observando-se os registros de um certo número de ensaios, nota-se que há um maior número de êxitos no início das operações. A continuação aparece o declínio: a freqüência dos êxitos tende a cair à medida que se desenvolve a série de tentativas. Aparentemente resultante da fadiga do Paciente*, as marcações tendem a aproximar-se da média esperada pelo acaso.  E novamente, quando se aproxima o fim da série, ocorre uma ligeira reação na freqüência dos êxitos: Emergência*.

  “Essa regularidade chega a impressionar quando se observa através de uma série de investigações, amiúde realizadas por diferentes experimentadores com diferentes  Pacientes* e em diferentes condições” (Rhine*).

 

DÉJÀ VU. Sensação de “já visto”, tradução exata, ou já vivido... Os alienados pela  Superstição o atribuem à Reencarnação* (?) anterior, sem refletirem que freqüentemente é com objetos ou situações recentes, que não podiam existir em supostas vidas anteriores.

 Na realidade pode ter origem em Paremnésia*, Criptomnésia*, Pcg* ou HIP* inconscientes, sentido ilusório da familiaridade, tendência à Psicose*, delírios palieugnósticos nos quais o doente crê reconhecer no que vê pela primeira vez objetos ou pessoas ou situações anteriormente conhecidas, sentido ilusório da familiaridade,  etc, etc. E é precisamente pelo grande número de causas, que déjà vu há sido sentido,  mais ou menos freqüentemente, por todas as pessoas.

 

DELANNE, Gabriel (1857-1926). Espírita e escritor. Seu pai fora colaborador de Kardec*. Abandonou a sua profissão de engenheiro para se dedicar à difusão do Espiritismo*.

  Se prescindimos da interpretação, entre seus livros é interessante “Les Apparitions Matérialisés”, Paris, 1911.

 

DELAWARR, Câmara de. Aparelho com o qual se pretendia fazer o diagnóstico de doenças utilizando fotografias que se deveriam a efeitos da  “radiônica”, uma teoria física inteiramente nova.

 Na realidade a tal radiônica é descrita como igual ou englobável no que hoje chamamos Telergia*, e as fotografias seriam englobáveis na Escotografia*. Ora, nem uma nem outra são regulares, como se pretendia  atribuir à Câmara de Delawarr. Ver Incontrolabilidade.

 

DELFOS. Cidade onde estava o templo para o famoso Oráculo* grego da antigüidade (400 a.C.). Alcançou enorme prestígio. O históriador da época, Plutarco, refere que costumavam dar conselhos até aos reis de então. A profetisa, chamada Pitonisa* ou  Pitia*, atuava em Transe* provocado por gases intoxicantes, que brotavam de uma fenda no solo sobre a qual a Pítia* estava sentada.

  Na realidade a Pítia*só pronunciava palavras e sons sem sentido, sendo interpretes (?) os sacerdotes donos do templo, que espertalhonamente dirigiam inclusive reis e imperadores, dado que esta Superstição* estava muito espalhada no mundo de então.

 

DÉLFICO, Círculo. Famoso Círculo* para o Desenvolvimento* dosMédiuns*, que foi organizado sob a direção de Frederick Thurston, em Londres. Foi aí que se “desenvolveram” a Sr.a Thompson*, Alfred Vout Peters*, assim como  Laura Finch e outros.

 

DEMIURGO. Na  Filosofia de Platão*, nome dado a Deus* como criador e arquiteto do mundo.

 

DEMOFOBIA. Nada tem a ver com o “demo” ou Demônio*. É o medo patológico com relação à multidão.

 

DEMÔNIO. A Demonologia inclui o heterogêneo tratado de todo o amplíssimo conjunto referente a demônios,  Satã*, Diabo*, Anjos* Rebeldes, Lúcifer*, Belzebú*, etc, e também todo o referente a Bruxaria*, Satanismo*, Feitiçaria*, etc, e ainda a Possessão*, Obsessão*, Tentação*, Exorcismos*, etc., etc., etc. 

   Em primeiro lugar, não pertence à Revelação*, contida na Bíblia* ou na Tradição, nem há Definição Dogmática alguma ao respeito. Por tanto pronunciar-se ou qualquer estudo ao respeito não pertence à Teologia, contra o que indevidamente se fez durante séculos.

   Em segundo lugar: Se existem  ou não Anjos* Rebeldes, Diabo* etc, fora e sem intervir no nosso mundo, não pertence às ciências de observação, não pertence à Parapsicologia*. Sua existência ou não, puramente fora do nosso mundo, não passaria de uma dedução filosófica.

  E por último, analisar os fatos do nosso mundo, os Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto), dos atribuídos aos demônios e termos análogos no uso secular, pertence precisamente à Parapsicologia* ou conjunto de ciências de observação que estudam os fatos “misteriosos” do nosso mundo.

   Poucos ideologias haverão sido tão contagiosas, epidêmicas e universais. E poucas haverão exercido tão nefasta influencia na humanidade. Ver, por exemplo, Caçador de Feiticeiras.

  Igualmente o tema há sido muito estudado. A conclusão científica, ainda pouco divulgada em meio a tanta Superstição*, é que tudo, absolutamente tudo do atribuído a um ser pessoal Sobrenatural* que foi chamado Diabo* e termos análogos é erro de interpretação. Os Demônios e análogos nunca, absolutamente nunca, fizeram nada, absolutamente nada, no nosso mundo. Satã* etc. não passa de símbolo ou personificação do mal. Demonófilos é termo irônico (= amigos do demônio), cunhado no CLAP, para designar as pessoas que acreditam e defendem o absurdo da intervenção ou atividade de Demônios, Diabo*, etc, no nosso mundo: Milagres do Diabo...

   O termo Demônio vem do grego daimon, que significava qualquer divindade inferior,  boa ou má. Na Bíblia* Neo-testamentária*, pela nomenclatura greco-romana da época, os termos demônio, espírito imundo e outros equivalentes (não os termos Diabo* ou Satã* e Lúcifer*) designam as doenças internas, atribuídas então pelo influxo da Mitologia* greco-romana à Obsessão* (?) ou Possessão* (?) por essas divindades (?) inferiores. Ver Deva.

    Foram identificadas também com Espíritos* (?)  que haveriam ficado sem corpo (?) quando sobreveio o sábado na criação (?). E outras lendas não menos absurdas do  Talmud*. Por erro de interpretação dos judeus do século II a.C. os demonios passaram a identificar-se com os Anjos* Rebeldes (Diabos*), lenda judaica do Apócrifo* livro de lendas atribuído ao patriarca Enoque*. O imaginário chefe dos demônios posteriormente foi erradamente identificado com Belzebú*, Satã*, Lúcifer*...

   Chama-se Demonopatia o delírio de Psicose* no qual o doente julga ser vítima de Possessão* (?) ou Obsessão* (?)  por algum demônio (?) ou seres análogos.

  Emvez de Demonolatria deveria dizer-se Satanismo*, termo preferível, pois é erro confundir demônio com Satã* ou Diabo*. 

 

DÊNIS, Leon (1846-1927). Francês sem formação acadêmica, autodidata, foi espírita e Médium*, propagandista e autor de muitos livros de Espiritismo*. Foi sucessor de Allan Kardec* e Camilo Flammarion* na presidência da “Sociedade Internacional do Espiritismo” e na direção da “Revue Spirite”.

 

DENTON, Sra. Ver Psicometria.

 

DEPLACEMENT. Ver Deslocação, termo evidentemente preferível em português.

 

DÉRMICA, Visão. Ver DOP, termo preferível. pois consagrado pelo uso.

 

DERMOGRAFIA. Em sentido restrito refere-se aos Estigmas*.

   Em sentido amplo abrange qualquer “escrita” de motivos, desenhos, letras ou palavras pensadas pelo Paciente*, que por Auto-Sugestão* ou por Hipnose*, em certos indivíduos muito sugestionáveis surge no próprio organismo. Exemplos notáveis foram a Sra. Kahl* e Eleonora Zugun*. Ver também Vollhardt, Maria Rudolff; etc.

 

DERMOMETOGRAFIA. Ver Dermografia, termo preferível.

 

DERMO-OPTICAL-PERCEPCION. Ver DOP, a sigla é preferível.

 

DERMOVIDENTE. Neologismo desnecessário, designa o Psíquico* que manifesta DOP*.

 

DERVICHE. Membro de uma associação de ascetas do Maometismo*, muitos dos quais se dedicam a penitências e exibições, de modo análogo ao Faquir*.

 

DESAFIO. Desde o inicio da pesquisa verdadeiramente científica em Parapsicologia*, Escola* Eclética ou Européia, freqüentemente foram surgindo uma magnífica e longa série de Desafios. Tipicamente oferecendo a cada um o equivalente a 10.000 dólares. Contra  a pretenção dos charlatães que afirmam ter dominio das Faculdades Parapsicológicas*, como contra as interpretações Supersticiosas*, como também e inclusive contra determinadas afirmações ou mesmo contra o núcleo de  outras Escolas* de Parapsicologia mal orientadas.

  Desafios pareceriam coisa indigna da ciencia, mas na realidade constituem provas irrefutáveis e por isso mesmo de grande valor científico. E são também de grande utilidade educacional, pois são facilmente compreensiveis pelos não-especialistas. Os Desafios são quase inumeráveis, segundo os diversos objetivos. Concretamente Ver:

·     (por) Brudin, Colley, Edwards, Flournoy, Home, Houdini, Lodge, Monteiro  Lobato, Oesterreich (Schcrenck-Norzing), Tondriau, Randi, Willet, etc, etc.  

·     (contra) Cirurgias Mediunicas, Cirurgias em Astral, Comunivcação, Curas pela Fe, Feitiçaria, Identidade (Prova de ), Incontrolabilidade (contra os que a negam ou afirmam que dominam os Poderes Parapsicológicos),  Morton (Thomas Green), PK, Stevenson, Theta, etc, etc.

·     (de) Cáries Dental, Cinquenta Metros, Correspondencia Cruzada, Fora da Terra,  Hora Marcada, Prazo Existencial, “Quatro, Tres, Dois, Um”, Senha, etc, etc.

 

DESCARTES, René (1596-1650). Famoso filósofo Racionalista* francês que, partindo da premissa “penso, logo  existo”, construiu todo um sistema de Filosofia. Fundou a escola Racionalista*, que crê, erradamente, que a razão pode alcançar o conhecimento  sem dever nada à experiência dos sentidos.

 

DESDOBRAMENTO. Ver Bilocação*, termo preferível.

 

DESENCARNADO. Que já passou pela Desencarnação (?) e que espera outra  Reencarnação* (?),  ou que ainda não teve a primeira Encarnação* (?).

  Completos absurdos. Não há “Almas* preexistentes” nem Encarnação* de Espíritos* (?) de seres humanos nem desencarnação nem Espíritos* (?) desencarnados nem  Reencarnação*...

   Nem o corpo nem a Alma*, sozinhos, constituem uma pessoa humana. Não há pessoa  humana sem corpo, do mesmo modo que não ha pessoa humana sem Alma*. É geração do homem inteiro e Ressurreição* do homem inteiro: corpo animado.

 

DESENHO DIRETO . Ver Pneumografia, termo preferível fora do Espiritismo*.

 

DESENVOLVIMENTO . Termo descritivo do treino desequilibrante para facilitar a progressiva manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*. Desenvolvimento em Círculo, ou Círculo de Desenvolvimento, quando o Desenvolvimento se procura num  grupo de pessoas que se reúnem regularmente com essa finalidade. Há Círculos que realizam as suas sessões segundo certo tipo de Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto) determinado, digamos HIP*, PG*, Transe*, Psicografia*..., mas a maioria é para Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto!) em geral. Uma vez que o Médium* se tenha “desenvolvido” suficientemente no Círculo*, já se aventura  independentemente do Círculo*.

  Na realidade os Fenômenos Parapsicológicos* não se devem desenvolver, senão curar. Ver Função Menos.

  E por outra parte só a Lavagem Cerebral* sofrida no Círculo explica que alguém acredite megalomaniacamente, quando não é pura desonestidade, que alcançou  domínio das Faculdades Parapsicológicas*. Ver Incontrolabilidade.

 

DESLOCAÇÃO ou DESLOCAMENTO.  Nas Experiências Quantitativas* de ESP* diz-se das respostas com objetivos anteriores ou posteriores daqueles propostos. As respostas com objetivos que precedem àqueles que se queriam obter, se significativas,  seria por RC*, e constituem  Deslocamento Negativo: -1, -2, -3, etc. Assim como as posteriores, se significativas, seria por Pcg*, e constituem Deslocamento Positivo:  +1, +2, +3, etc.

  Há também Deslocação no Tempo nas Experiências Qualitativas*. Característica descoberta por W. Carington, que demonstrou que o Percipiente* em vez de adivinhar o desenho que no momento se pretende transmitir por ST* de tipo SC*, pode adivinhar com igual perfeição o desenho do dia seguinte ou do outro dia depois... por Pcg*,  ou então o desenho da véspera ou de antes... por RC*.

 

DESMATERIALIZAÇÃO. No sentido do Fenômeno* oposto à Materialização* propriamente dita, não existe pelo mesmo que não existe a Materialização*, contra o que pretende o delirante Espiritismo*.

  Mas existe Fenômeno EN*, no sentido de desintegração e desaparição de um pouco de matéria ou de um pequeno objeto. É uma parte do Aporte*. Em Física se explica pela fórmula Ext =  f (m . e. v.):  Extensão é em função da massa, vezes energia, vezes vector velocidade. A matéria se transforma em energia.

  Fenômeno SN* é a desaparição de muita matéria ou de um objeto grande. Pouco importa, e nem sempre é fácil de verificar,  se foi por desmaterialização ou se foi por aniquilação, em sentido inverso o mesmo poder que criação, exclusivo de Deus*. O importante para que o Fenômeno SN* cumpra sua função de sinal em confirmação da Revelação* é que se trate manifestamente de muita matéria.

 

=== há que incluir ou citar Milagres* de aniquilação de substância ===

=== ===

 

DESMOND, Shaw (1876-1960). Irlandês. Bem conhecido como poeta e conferencista.

Homem de múltiplas facetas, escreveu livros sobre temas muito diversos, entre eles alguns de Espiritismo*, como “How You Live when You Die”, “Love after Death”, “Reincarnation for Everyman”, etc. Foi, poética mas anticientificamente, crente na    

Reencarnação* (?) e pretendia que se recordava de algumas das suas vidas anteriores (?). Em 1934 fundou na Inglaterra o “International Institute for Psychical Research”.

 

D’ESPERANCE, Elisabeth (1855-1919). Célebre Médium* profissional, que exibia toda a gama de Fenômenos Parapsicológicos*. Desde criança sofreu Alucinações* que depois representava em excelentes esboços e desenhos, por Psicografia*, algumas vezes em plena obscuridade e com grande rapidez. Produziu em Experiências Qualitativas* controladas por Zollner* e Aksakof* extraordinários Fenômenos de Aporte* e Ectoplasmia*.

 

DESSOIR, Max (1867-1947). Cientista alemão, que foi o criador em 1889 do termo Parapsicologia*.

 

DESTINO. Ver Fatalismo.

 

DESVIO. É a diferença que existe entre os acertos obtidos em Experiências Quantitativas* de ESP* com o Baralho* Zener* e a quantidade que se pode esperar por acaso. Tem que se determinar o Standard Deviation (SD), ou Desvio Padrão (DP), ou Desvio Normal, ou Desvio de Probabilidade, para calcular a diferença com o desvio obtido parapsicologicamente em cada caso.

   Diz-se que há um Desvio Negativo quando o Paciente* evita inconscientemente o alvo, ao invés de identificá-lo, produzindo desse modo contagem abaixo da que era de

 

esperar da probalidade. Ver Cabras.  ­­­_____     

   Eis a fórmula matemática: DP =  Vn. p. q , isto é, desvio padrão (DP) é igual à raiz quadrada do número de tentativas (n), vezes a probabilidade a favor (p), vezes a probabilidade contra (q).

 

DEUS. Único ser supremo. Eterno. Absoluto. Onipotente. Criador de tudo, de quem tudo depende, a quem tudo serve. Transcendente. Onipresente. Infinito em todas as qualidades de beleza, poder, felicidade.... O próprio Deus definiu-se a si mesmo com estas palavras tão consoladoras para os seres racionais, os seres humanos, que chamou de filhos: “Deus é amor” (1Jo 4, 16).

  Freqüentemente mencionado no Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo  como “o grande espírito”, ou “grande espírito branco” ou “espírito supremo”... Em teoria haveria pouca diferença no verdadeiro conceito judáico-cristão de Deus e o conceito que têm os espíritas, ocultistas etc. que o herdaram daqueles, mas na realidade muitos destes contraditoriamente caem facilmente num conceito panteísta, e outros em politeísmo, e todos eles na prática substituem Deus e todas as suas manifestações e atuação  no nosso mundo, pelos Espíritos* (?)  dos mortos e outras seres míticos. São diversas formas de Ateismo* prático.

 

DEVA. Termo hindu que designa um ser radiante, um deus (?) de segunda categoria. Por exemplo Aeshma Deva,  “o mais cruel de todos os devas”, na religião de Zaratustra*, transformado pelos judeus em Asmodeu, “o pior dos Demônios*” (Tb 2,8).

 

DEVACHAN. Termo popular hindu que descreve um estado intermédio entre uma Desencarnação* (?) e a  Reencarnação* (?) seguinte. O mesmo que o período de Erraticidade no Mito* do Espiritismo* e de outras ramificações de Esoterismo. Ver Esferas.

 

DHARANA. A sexta etapa da Ioga*: A serenidade mental e calma da mente.

 

DHARMA.  Lei de Buda*, a sensação do dever  religioso num dado momento.

 

DHYANA.  Sétima etapa da Ioga*. O pensamento fixo na idéia de deus (? - tal como o Budismo*, erradamente, o concebe).

 

DIABO. Tradução algumas vezes ao grego pelos 70 do que no original hebraico corresponde a Satã* ou Satanás.

   Satã* significa inimizade, tentação, mal, pecado. Mas os 70 escolheram o termo Diabo*, porque no Apócrifo* Livro de Enoque* os judeus converteram os Mitos* pagãos de guerras de deuses (?) no Mito* de guerra de Anjos* (?); e os perdedores passaram a ser chamados diabos, etimologicamente expulsos (do grego ballô = expulsar, e dia = através ou para baixo).

   Posteriormente confundiram-se primariamente Diabo com Demônios*, termo este que representa simplesmente doenças internas. E então, por exemplo passou-se a designar genericamente com Diabo nos Conventos uma espécie de epidemia de doenças psicológicas e Parapsicologicas* concebidas  como Possessões* (?). Foi uma epidemia que no século XVII assolou a Europa, como foram destacadamente, entre tantos, os  processos de Gaufridi* e Loundun*.

  Lamantavelmante essa Superstição* está voltando avassaladora principalmente nas asas das Seitas* Pentecostais*. 

 

DIACIANINA, Écrans de; ou ÓCULOS KILNER. Dispositivo para tornar visível um tipo de Aura* humana à vista normal, inventado pelo Dr. Walter J. Kilner*.  Funcionava induzindo a fadiga do olho numa escala curta e visível de púrpura, o que faz com que o olho temporariamente se torne mais sensível às ondas mais altas do normalmente visível. Dois pequenos “écrans” de cristal de rocha (= diacianina), que se podem converter em lentes (óculos Kilner) são então usados.

 

DIAKKA. Termo introduzido por A. I. Davis* para designar os Espíritos* (?)  que seriam travessos e ignorantes.

 

DIALÉTICA, Sociedade. Fundada em Londres em 1887 entre reconhecidos cientistas “para investigarem aqueles prodígios que se alega serem manifestações espíritas e para informar acerca deles”. Alcançou muito prestígio pela seriedade e competencia ds suas pesquisas e conclusões. Tinha um comitê formado por trinta e três membros.

 

DIANÉTICA. Ver Cientologia.

 

DIAPAUSA. Ver Biostase, termo preferível.

 

DIAPSÍQUIA. Termo introduzido por Boirac* para designar PG*, termo preferível. Embora segundo a definição dada pelo próprio Boirac* designaria a ST* e mais especificamente a TP*, termos também preferíveis. Designa “a transmissão do estado psicológico de uma consciência a outra consciência”.

 

DIDIER, Alexis. Francês. Ator dramático. Morreu em 1886. 

 A partir de 1845 até 1971 dedicou-se a explorar com seu irmão Adolp em exibicões públicas as suas supostas capacidades de Adivinhação*. É famoso por haver conseguido enganar toda Europa.

  Para os grandes especialistas, evidentemente nas exibições públicas, com Hora* Marcada, tinha que ser  Fraude*, hábeis técnicas de Ilusionismo*. Mas quais? Ninguem descobria. Toda classe de público, inclusive os mais selectos, na propria corte, ficavan convencidos...

  Chamado pelo entusista Marques de Mirville* a verificar, o “rei dos Ilusionista*”, Harry  Houdini*, confessa em suas memórias que ficou impressionado pela suposta Criptoscopia* de Alexis, e que... demorou um tempo em descobrir a Fraude*. Mas terminou por mostar e reproduzir todos seus truques. Alexis foi desmascarado.

 

DIETILAMIDA DO ÁCIDO LISÉRGICO. Ver LSD.

 

DIEPPE, Caso de. No dia 4 de Agosto, no  verão de 1951, duas senhoras inglesas que se achavam de férias perto de Dieppe, na França, ouviram barulhos semelhantes aos que teriam ouvido se estivessem no mesmo lugar nove anos antes, durante o ataque a Dieppe: tiros de canhão, bombardeios aéreos, tiros e gritos. Esta Alucinação* Verídica por RC*, ou HIP* sobre os presentes, fez-se famosa.

 

DINAMISTÓGRAFO . Um dispositivo que foi criado, segundo dizem  “sob direção dos Espíritos* (?) Superiores”, pelos físicos holandeses Matla e Zaalberg

van Zelst para a Comunicação* dos Espíritos* (?)  sem intervenção de um  Médium* humano.  O aparelho é que serviria de Médium*. Ver TCI.

 

DINGWALL, Eric John (1890-1986). Inglês. Doutor em Ciências e Psicologia.  

  Convencido da sua importancia sobre as outras ciencias em que se formara, didicou-se à pesquisa de Parpsicologia*. Foi diretor do departamento de Psíquicos* da  ASPR* em 1921 e 1922: “Revelation of a Spirit Medium”, Londres, 1931.

  Ótimo historiador da Parapsicologia*: “Some Human Oddities”, 1947 - “Very Peculiar People”, 1950 - “Abnormal Hypnotic Phenomena”, 1967.

 

DISSOCIAÇÃO ou ESTADOS DISSOCIADOS. Ver Divisão* da Personalidade.

 

DITTUS, Gottiebien. Nascida em 1815. Foi protagonista de um caso de “Possessão* (?) pelo Demônio* (?), caso muito famoso pela espectaculosidade dos prodígios. Recebeu inúmeros Exorcismos* do prelado Johann Christoph Blumhardt, entre 1842 e 1843. Não só Gottiebien, mas também seu exorcista manifestava Fenômenos Parapsicológicos*, o que explica facilmente inclusive os acontecimentos mais “misteriosos” que desconcertam aos que só prestam atenção à “possessa” (?).

 

DIVISÃO DA PERSONALIDADE. O Inconsciente* ou algum núcleo do Inconsciente* se aglutina e se independiza da personalidade Consciente* e procede como se esta parte  fosse uma pessoa diferente. Ver Personalidade.

 O Cambio de Personalidade é uma situação patológica em que a Personalidade integrada se fragmenta (Cisão da Personalidade), espontânea ou indutivamente, em duas ou mais Personalidades*, cada uma das quais manifestando uma integração relativamente completa por si própria e sendo relativamente independente das outras Personalidades. Ver Esquizofrenia. Pode surgir assim a Dupla Personalidade ou Múltipla Personalidade: Manifestação de duas, várias ou muitas Personalidades, isto é, de partes independizadas da Personalidade global de uma pessoa. Este caso Bret o chamava  Polinoismo.

  A Cisão, Cambio ou Divisão da Personalidade* pode ser Divisão Definitiva, mas também e mais freqüentemente Divisão Alternante com o Consciente*, no “tomar as rédeas da máquina humana”. Primus ou Oficial, o Consciente*, e  as Personalidades* secundárias são chamadas Secundus ou Segunda,  Tertius ou Terceira, etc. Mas é claro que elas se atribuem nomes próprios, pela Prosopopéia*.

  As chamadas Personalidades Sonambúlicas podem ser produzidas por Sugestão* ou Hipnose*. Ver Estado Alterado de Consciência.  Podem também corresponder a uma fase marcante na vida do próprio sujeito. Ver Ecmnésia.

   Segundo os desvarios típicos do Espiritismo*, os diversos aspectos numa Divisão da Personalidade que se revelam quer na Hipnose*, quer no Transe*, etc,  seriam Espíritos* (?) de mortos.. Segundo outra Superstição* muito comum, seriam Demônios*. E assim inúmeros erros de interpretação.

 

DIXON, Jane. Norte-Americana, nascida em 1918. Radicada em Santa Rosa (Califórnia). Afirma que seus Fenômenos de PG*, especialmente de Pcg*, surgiram após uma consulta a uma cigana.

 É católica. Leva uma vida austera sem utilizar suas faculdades com fins econômicos. Utiliza uma Bola* de Cristal. Foi consultada em 1944 pelo presidente Roosevelt sobre assuntos de estado. Anunciou fatos que, tendo-se confirmado, tiveram grande repercussão.

  A sua seria uma história excepcional, mas nem sempre nem em tudo está livre de críticas muito justificadas, a começar por ser ela mesma a principal propagandista de suas supostas façanhas..., certamente muito exageradas e pouco controladas cientificamente.

 

DOMINAÇÕES . Ver Potestades.

 

DOP. Sigla da expressão “Dermo-Optical Perception”, que foi determinada por cientistas norte-americanos que consideravam nova (?) essa antiga descoberta chamada Visão Cutânea, Visão Tática, Visão Dermo-Óptica, Visão Hiperóptica, Visão Paraóptica, Visão Sem Olhos...

   É mais uma manifestação de HD*. Capacidade de algumas pessoas, relativamente raras, que podem apreciar imagens ópticas através da epiderme, por qualquer parte do corpo, por exemplo apenas pelos dedos. Entre os exemplos notaveis pode citar-se Mollie Fancher*.

  Entre os pesquisadores merece destacar-se por seu pionerismo o Dr.Khovrin, do Hospital Neuropsiquiátrico da cidade de Tamrov, que em 1898 estudou dois pacientes com manifestação desta faculdade DOP.

  Hoje a mais famosa em todo o mundo é a russa Rosa Kuletchova, que em momentos de grande auto-alteração consegue ler pelas pontas dos dedos, mesmo quando só há iluminação infravermelha de mínima graduação. Apercebe-se pelas pontas dos dedos inclusive das cores... Foi estudada pela Academia de Ciência de Moscovo. Afirmam os russos que todos nós temos Fotorepceptores, numa media de dez Fotoreceptores* por cada seis centímetros quadrados de pele. Mas posteriormente Poznanskaya confundiu DOP com PG* numa mulher que “via” (?) através das paredes.

   O que se diz da Visão Para-Óptica haveria que repeti-lo dos outros quatro sentidos: para-ouvido, para-olfato, para gosto e para-tacto.

   Nào confundir com Nictalopes*.

 

DOTADO. Termo que deve rejeitar-se, porque a manifestação de Faculdades  Parapsicológicas* não é uma dote  ou dom, senão decorrente de uma Função* Menos. Note-se que dizemos Faculdades e não Fenômenos Parapsicológicos*,  pois os Fenômenos SN* não dependem de faculdades humanas. Ver Psíquico, termo evidentemente preferível.

 

DOTEN, Lizzie (1828-1908). Destacada Médium* norte-americana, com grandes qualidades de oratória  e poesia. Afirmou a influência (?) do Espírito* (?) de Edgar Allan Poe na produção do seu poema “Ressurexit”, onde imita bastante bem o estilo característico do falecido poeta. Ver Talento* do Inconsciente .

 

DOUTOR . Nome do Controle* (?) do Rev. William Stainton Moses*. Afirmava ser o Espírito* (?) de Athenodorus, filósofo estóico, mestre de Tibério. Foi reconhecido pelos espíritas como o supervisor (?) de Stainton Moses* durante vinte e um anos,  e delirantemente o consideram como autor de dois livros de ensinamentos que haveria comunicado pela Psicografia* de Stainton Moses*.

 

DOUTRINAÇÃO. Pretensão que têm os espíritas de, durante as sessões, convencer e ensinar os Espíritos* (?)  maus e atrasados para que deixem de praticar o mal.

 

DOWDEN, Hester (1868-1949). Ou Sra.Travers-Smith. Psicógrafa* de Dublin, Irlanda. Esteve associada com Sir William Barret* e a SPR*. Conquanto, acertadamente, convencida da Sobrevivência*, nunca caiu no erro de considerar-se Médium* nem espírita, sabendo muito bem que Sobrevivência* é muito diferente de Comunicação*. Sustentava que durante toda a sua vida fora apenas dedicada à Pesquisa Psíquica*.

 

DOWDING, Marechal. De 1930 a 1936 foi chefe do departamento técnico do Ministério do Ar. Comandante em 1940. Um pioneiro da causa do bem-estar dos animais..., por considerar que foram e serão homens (?) mediante a Metempsicose* (?). Devotado conferencista espírita e autor de vários livros sobre Espiritismo*.

 

DOWN THROUGH (DT). Ver  Testes de ESP.

 

DOYLE, Sir Arthur Conan (1859-1930). Médico. Praticou Medicina em Southsea e no Langman Field Hospital da África do Sul.

  Como novelista adquiriu enorme fama pela criação dos personagens Sherlock Holmes e Dr. Watson.

 Foi membro da SPR* por mais de vinte anos. Com toda sua imaginação de grande novelista, desde 1887 pesquisou em sessões de Espiritismo* com um dos seus pacientes de médico, o General Drayson. Doyle como outro Sherlock Holmes ficou muito cético.

   Mas em 1916, o próprio Doyle acreditou haver recebido uma Comunicação* do seu cunhado falecido na guerra dois anos antes. A partir de então abandonou sua carreira médica, literaria e de pesquisador, para dedicar-se totalmente à propaganda do Espiritismo*, através de conferências em muitos países e escritos sobre o assunto, tentando provar a continuação da existência depois da morte, o que certamente é verdade, e a Comunicação* dos Espíritos* (?), o que certamente é falso. Seus livros sobre Espiritismo* são: “The New Revelation”, Londres, 1918 - “Voyage d’un Spiritualiste”, 1921 - “The History of  Spiritualism”, 1926 - The Edge of the Unknown”,  1930.

   Lamentavelmente há que citar também dois livros de um Conan Doyle fanatizado, ou em surto de senilidade, que o fizeram cair no mais profundo ridículo perante os críticos literarios, e muito mais ainda, muitissimo mais do que já estava, perante os Parapsicólogos*: “La Venue des Fées”, 1922 e “La Photographie des Sprits”, 1924.

 

DRIESCH, Hans (1867- 1941). Médico, biólogo, doutor em ciencias, e professor de Psicologia na Universidade de Leipzig. Este proeminente sábio alemão deu uma grande guinada na sua vida optando pela Parapsicologia*. Fez numerosas Experiencias Qualitativas* com o Psíquico Willi Schneider* em 1922. Foi presidente da SPR* em 1926 e 1927. É autor de vários livros sobre  Parapsicologia*, principalmente  “Psychical Research”, Londres, 1933.

 

DRUIDAS. Pouco se conhece dos druidas originais, povo da civilização celta pré-romana na França e na Grã-Bretanha. Eles foram os guardiães de uma complexa tradição oral, realizavam os seus cultos em santuários nas florestas e cultivavam o visco e o carvalho, que consideravam árvores sagradas (?).

  O mitômano Allan Kardec*, entre tantas outras mostras de megalomania, adotou este pseudônimo porque pretendia ser a Reencarnação* (?) de um sacerdote druida com esse nome.

 

DT. Sigla de Down* Through.

 

DP. Sigla de Desvio* Padrão.

 

DUALISMO. Posição filosófica cujo expoente máximo foi Platão. O dualismo defende que há  no universo  duas substâncias fundamentalmente diferentes, Espírito  e  matéria,  o que é verdade; e separadas, o que concretamente no homem é falso.

   Também se chama dualismo o erro filosófico-religioso que sustenta que o mundo esta regido por duas forças em oposição, o bem e o mal, ou mesmo acreditando que existem pessoalmente como se fossem dois deuses (?), ou Demiurgos* (?), Potestades* (?), Espíritos-Guias, isto é Espíritos* humanos separados (?) dos seus corpos, uns sendo Espíritos* (?) bons e outros maus, etc.

   Outros muitíssimos e secularmente identificam esses dois princípios antagônicos com Deus* e o Diabo* (?), caindo nas heresias de acreditar numa “providência diabólica” (?) oposta à Divina Providencia*, e que os Fenômenos SN* ou Milagres* não seriam exclusivos de Deus*.  

   Também se inclue no dualismo o erro, também muito difundido, de acreditar que com a morte o Espirito* ou a Alma* humana fica sem corpo.

 

DUENDES . Ver Potestades.

 

DUGUID, David (1832-1907). Marceneiro de profissão, em 1866 descobriu as suas faculdades de Psicografia* e inclusive de Pneumografia*, pintando em estado de Transe* com admirável velocidade e inclusive em completa obscuridade. Essas pinturas costumavam ser imitações de mestres holandeses.

  Na típica megalomania e irresponsabilidade do Inconsciente*, Duguid psicografou um livro que seria “de Jesus aos Magos” (?!).

 

DUKE UNIVERSITY. Universidade norte-americana em Durham, Carolina do Norte, onde foi fundado em 1930 o famoso “Parapsychology Laboratory” dirigido pelo Dr. Rhine*. Fez-se muito famoso por ser o primeiro centro universitário que sistematicamente usou a estatística matemática na pesquisa, com abundantes recursos econômicos e investigadores inteiramente dedicados ao estudo da Parapsicologia*.

  Ver Escola Norte-Americana. Ver também Micro-Parapsicologia.

 

DUNCAN, Helen (1898-1956). Médium* em Dunder. Levantou-se muita controvérsia acerca dos seus diários Fenômenos de Ectoplasmia*. Por fim nada menos que a SPR* acusou-a de Fraude* em 1931 e seu esposo confirmou.  Em 1932 foi desmascarada novamente em Edimburgo.

 

DUNNE, J. W. Filósofo e Parapsicólogo*. Pensador profundo, com base nos seus próprios Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas* pessoais de Pcg* e RC* no estudo do Sonho*, concebeu um conceito filosófico da natureza do tempo. Escreveu alguns livros sobre a sua teoria do Serialismo, o universo e a natureza verídica dos Sonhos*. Principalmente “An Experimente with Time”, Londres, 1927.

 

DUPLA  PERSONALIDADE. Ver Divisão da Personalidade.

 

DUPLA VISTA. Ver PC.

 

DUPLO . Erradamente, os seguidores do Esoterismo* em geral acreditam num segundo corpo, energético, contraparte interpenetrante do corpo físico. Seria normalmente coincidente com o corpo físico,  mas seria capaz de se desprender, de modo visível ou não, sob certas condições espontâneas ou induzidas, ficando vinculado ao organismo mediante um Cordão* de Prata.

 Corresponde ao Perispírito* do Espiritismo*, ao Corpo Astral* do Ocultismo* em geral, ao Ka* dos antigos egípcios, etc.

  Na realidade só tem sentido em tanto quanto se identifique com a Telergia* e Ectoplasma*, e em outros aspectos com a Bilocação*, Projeção* de PG e Cordão* Ectoplasmático. Pode também admirar-se vislumbrado nesse erro uma intuição válida em tanto quanto se identifique com o corpo glorioso após a Ressurreição*.

 

DUPONT, Rosa. Ver Eva C.

 

DU PREL, Barão Carl (1839-1899). Nasceu na Baviera. Siguiu a carreira militar. Depois consagfrou-se à pesquisa de Parapsicologia*. Submeteu a provas os Médiuns* Eglinton* e Eusápia Palladino*, chegando a convencer-se da existência real dos Fenômenos Parapsicológicos*, e daí, erradamente, da intervenção de Espíritos* (?) ou análogos seres (?), como afirma principalmente em  “The Philosophy of Misticism”, Londres, 1889.

 

DUREN, Jan va. Autor de “Croods and Croziers”, 1972.  Nascido na Alemanha, foi educado em Bruxelas, Praga e Londres, ocupando cargos acadêmicos na Holanda, Alemanha e Inglaterra. Do grupo escolhido por de Cavendish*.

 

DURVILLE, Hector. Mais que um pesquisador de Parapsicologia* foi um Magnetizador* e um partidário do Ocultismo*. Como ocultista publicou “La Science Secrète”, Paris, 1923. Como Magnetizador*, foi secretário geral da “Societé Magnétique de France” e diretor do “Journal du Magnetisme et du Psychisme Experimentel”, órgão pertencente a esta sociedade. Escreveu uma História do Magnetismo* Animal, em colaboração com Paul C. Jagot*: “Cours de Magnétisme Experimentel et Curatif. D’Hypnotisme et de Suggestion. Thérapeutique Suggestive”, Paris, 1933, e outros trabalhos sobre o tema, que se converteram em breviários para o Magnetizador*.

  Em 1870, fundou a editorial Durville, que se dedicava à publicação de obras sobre o que chamavam  Desdobramento* Astral (?). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                     -  E   -                                                      

 

E, Fenômeno. Na terminologia da Micro-Parapsicologia* designam-se com esta expressão os Fenômenos Parapsicológicos* que surgem durante a seqüência de Experiências Quantitativas* em laboratório e mensuradas por estatística matemática. Somente. O significado limitado da expressão é fruto da Lavagem* Cerebral originada no Racionalismo* e sofrida pela maioria dos “cientistas” modernos. 

  Portanto a expressão Fenômeno E deve ser rejeitada, sendo substituída pela expressão evidentemente preferível Fenômeno Experimental, com todas as letras,  no significado incluindo também as Experiências Qualitativas*.

 

EAUTOSCOPIA. Visao* alucinatória do próprio interior projetado no exterior.

   Diz-se Eautoscopia Diferente quando na realidade é imagem de uma “outra pessoa”, atributos não conformes à realidade, mas conservando o sentimento da própria identidade. Diz-se Eautoscopia Especular, quando se vê como num espelho. A inversa, que consiste em não ver a própria imagem refletida num espelho real, é designada por Eautoscopia Negativa.

 

ECARTE. Nas Experiências Quantitativas*  de ESP* e da suposta PK* (?) na Micro-Parapsicologia*, a diferença existente entre um êxito médio e um êxito provável.

 

ECMNÉSIA. Em Psicologia e Psiquiatria. incapacidade para recordar acontecimentos recentes, sem diminuição da memória para acontecimentos remotos. Amnésia anterógrada. Interessa em Parapsicologia por seu relacionamento com a Pantomnésia* e determinadas cisões da Personalidade*. 

 

ECOLALIA. Imitação da voz de outra pessoa, durante Fenômeno* de Psicofonia*, ou no Transe*, ou na Divisão* da Personalidade... A ecolalia, fácil de simular, imitando outra voz.  pode ser também simplesmente uma reação de Histeria*, aliás

 Especialmente quando acompanhada de Transe* ou Fenômenos Parapsicológicos*, para os imbuídos de Superstição* seria prova (?) de Possessão* (?), ou Incorporação* (?), etc.

 

ECOSCOPIA. Mais uma Scopia*, pelo aspecto exterior dos edifícios ou das casas, muito praticada na antiga Grécia.

 

ÉCRANS DE DIACIANINA. Ver Diacianina, Écrans de. 

 

ECTÊNICA, Força. Ver Psícodo.

 

ECTO-COLO-PLASMIA. Subdivisão de Ectoplasmia*, quando se produzem só uma parte ou membro (colon = membro) da pessoa ou coisa representada. Exemplo típico é a mão que a Bíblia* refere que no festim de Baltazar foi vista escrevendo (Dn 5, 5ss).

    Entre tantos, como exemplo típico Ver Schneider, Rudi e Wiily.

 

ECTOPLASIA. Termo usado por F. Myers*. Ver Ectoplasmia, nome preferível.

 

ECTOPLASMA e ECTOPLASMIA. O efeito e a produção, respetivamente. Termos criados por Richet*. Myers* usou o termo Ectoplasia ou Ectoplastia, e Schrenck-Notzing* o termo Teleplastia.

 Designar a emissão de uma espécie de vapor esbranquiçado, que mais freqüentemente sai pela  boca do Psíquico*, mas que pode sair dos seios, entre as pernas, por qualquer parte.

  Durante a manifestação do Ectoplasma freqüentemente se observou no Psíquico* uma perda de peso, até de  vinte e cinco quilos em casos extremos, correspondendo ao peso do ectoplasma exteriorizado. 

 O Ectoplasma é descrito como vivo nos seus movimentos, frio ao contato, levemente iluminado e com um cheiro característico. E sensível ao toque e à luz: se for inesperadamente tocado ou iluminado, retorna de modo precipitado para dentro do corpo do Psíquico*, às vezes causando ferimento.

   No Mito* do Espiritismo* e do Esoterismo* seria o Perispírito* (?), ou conceitos similares, com o qual os Espíritos* (?)  se tornam em formas visíveis. Rejeitados esses absurdos, do que é feito nunca se determinou satisfatoriamente. Dificilmente se presta à análise em laboratório. O Dr. Dombrowsky, da SPR* da Polônia, conseguiu  analisar uma amostra em 1916 e, em resumo, afirmou: “A substância é uma matéria albuminóide acompanhada de matéria gorda e células que se encontram no organismo humano.  Estão ausentes o amido e o açúcar”.

  Há que dizer simplesmente que se trata de uma forma de Telergia* condensada. A maioria dos especialistas  faz notar a origem comum da Telergia* e do Ectoplasma. Simplesmente podemos dizer que o ectoplasma, como a Telergia*, é uma exteriorização e transformação de energia somática. Podemos descrever a Telergia* como uma força somática exteriorizada invisível; mas por vezes essa força pode estar condensada, apresentando-se visivelmente: é o Ectoplasma.

   Dirigido pela Psicobulia* e dependente dela, pode ser moldado. Obedece a um mecanismo de Ideoplastia*: Primeiramente amorfo ou polimorfo, em geral se constitui em representações diversas, de objetos, animais, pessoas... Ver Fantasmogênese e Transfiguração. Ou partes deles, ver então Ecto-colo-plasmia.

  

EDDY, Irmãos. Horace e Williams. Rudes, abruptos, frios, fornidos camponeses norte-americanos da pequena aldeia Chittenden, no estado de Vermont. Após repetidos rumores do que se passava na sua casa, pessoas de toda parte vinham ver, e os irmãos Eddy tinham lugar para albergar a todos..., num extraordinario negocio.  Posteriormente foram investigados (?) em Experiências Qualitativas* (?) de Ectoplasmia* pelo dirigente da Teosofia*, coronel H. S. Olcott. Ficou em Chittenden durante dez semanas, publicando suas pesquisas (?), cheias de preconceitos, em quinze artigos editados em 1874 no “Daily Graphic” de New York. Mesmo tão despreparado pesquisador consiguiu numa ocasião pegar os irmãos Eddy em fragrante Fraude*, deixando o pesquisador muito circunspecto contra seu entusiasmo anterior..

  Mais tarde, nada menos que o grande Parapsicólogo* Podmore* concluiu ser  muito duvidoso que o caso dos Irmãos Eddy fosse alguma vez mais que hábil Fraude*.

 

EDDY, Sra. Ver Baker, Mary.

 

EDMONDS, John Worth (1816-1874). Inspector da Prisão do Estado, Juiz na Suprema Corte do Estado,  Senador pelo estado de Nova Yorque, o Juiz Edmonds pelo seu prestigio em direito e política, teve muita influencia sendo um dos primeiros “campeões” do Espiritismo*. Publicou no “New York Courier”, em Agosto de 1853, as Experiências Qualitativas* que dirigiu. E, sempre confundindo a realidade dos Fenômenos Parapsicológicos* com sua interpretação pelos preconceitos do Espiritismo*, escreveu “Spiritual Tracts”, Nova Iorque, 1858. Posteriormente o próprio Edmond fez Desenvolvimento* como Médium*. Exerceu uma grande influência no Espiritismo* americano.

 

EDV.  Sigla de Efeito* Diferencial de Variação.

 

EDWARDS, Harry (Henry James) (1893 - ===. Interessou-se pelo Espiritismo* em 1936, logo percebendo nele uma mina de ouro, e rapidamente fez-se Curandeiro* fazendo os diagnósticos por Clarividencia* (?)  em Trance* (?), incorporando o Guia* Tomaso (?). Realiza sessões sistemáticas de Curandeirismo* no “Spiritual Healing Sanatory” de Londres. É o presidente da “Federação Nacional dos Curadores Espíritas”.

   Pretensiosamente Desafiou* as autoridades médicas, afirmando ter conseguido a cura de casos naturalmente incuráveis. Seu Desafio* propagandístico, contra o que ele esperava, foi aceito por organizações não saturadas dos preconceitos e fanatismos do Espiritismo*, e as pesquisas encarregadas e realizadas por organizações sérias, como a “Associação Médica Inglesa”, não encontraram nada que não se explicasse por causas comuns: puro Curandeirismo*, com todos os seus perigos.

 

EEG. Sigla de Electro*-Encefalo-Grama.

 

EFABULAÇÃO. Ver Paremnésia, termo preferível.

 

EFEITO DE POSIÇÃO. Ver Posição, Efeito de.

 

EFEITO DIFERENCIAL DE  VARIAÇÃO (EDV). Quando na aplicação da estatística às Experiências Quantitativas* de ESP* e da pretendida  PK* (?) na Escola* Norte-Americana não comparam os Desvios, mas as variações ou flutuações das partes e tratam com os pontos das provas individuais, comparando-as com a soma total.

 

EFEITO FÍSICO, Fenômeno de. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação. 

 

EFEITO MISTO, Fenômeno de. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

EFEITO PSÍQUICO, Fenômeno de. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

EFEITO PSI DIFERENCIAL (EPD). Mensuração nas Experiências ESP* e PK* (?) na Escola* Norte-Americana, quando se compara desvios em ambas as direções em relação à média da expectativa pelo acaso, medida que envolve o total dos pontos. Os pacientes são testados sob duas condições: muitas vezes marcam positivamente, isto é, acima do acaso numa das condições e negativamente, abaixo do acaso, em outra. EPD é medido por essa diferença na marcação entre as duas condições.

 

EFEITO SANDUÍCHE. Ver Sanduíche, Efeito.

 

EFEITO STEPANEK. Ver Stepanek, Efeito.

 

EFLÚVIO. Emanações consideradas de vitalidade ou de caracter suprafísico, que na realidade muitas vezes são devidas a uma manifestação magnética, mas que pode ser também , em certos casos, de Telergia*.

 

EFLORESCÊNCIAS RÍGIDAS. Ver Raios Rígidos.

 

EGLINGTON, William. Nascido em 1857 na ignorada Islington (Inglaterra), alcançou, porem, imensa fama como Médium* de Fenômenos* de Efeitos Físicos. Concretamente sobre a interpretação de sua Criptografia* desencadeou-se uma controvérsia de grandes proporções entre a SPR* e os sequazes do Espiritismo*.

  Em certa ocasião o Arquidiácono Colley* acusou-o, em público, de Fraude*. O que não significa que sempre fosse Fraude*, pois em juizo foram apresentados muitos testemunhos de peso e respeitabilidade a favor da autenticidade de alguns fenômenos  de Criptografia*, entre eles os testemunhos de Aksakof*, Sir Wallace* e do próprio professor Richet*.

 

EIDÉTICAS, Imagens. São Alucinações* caracterizadas pelas suas cores vivas e pela sua nitidez singular. Certas pessoas tem a capacidade, patológica, de rever, mesmo de olhos abertos e em todos os detalhes, imagens percebidas no passado e evocá-las inclusive à vontade.

  Não se considera patológico em certas crianças mais imaginativas, até os sete anos de idade, que vejam o que imaginam. Mas se não se curarem após os sete anos, pode desembocar em doença mental inclusive grave.

 

EIDOLON. Em grego significa imagem. Termo introduzido pelo professor Daumer  para designar as formas que afirmava não serem nem corporais nem espirituais (?).

  Em tanto aceitável quanto identificável com a energia, isto é, formas por Telergia* ou Ectoplasma* muito tênue, mas material! 

 

EIDOS, Mundo de. Seria o quarto nível ou Plano da Cor, segundo descrição numa pretensa Comunicação* post mortem de Myers* pela Psicografia* de Geraldine Cummins*. Ver Planos.

 

EISENBUD, Jules (1908- ==== ). Parapsicólogo* norte-americano. Tornou-se mundialmente famoso especialmente por suas Experiências Qualitativas* de Escotografia* com Ted Serios* na Universidade de Denver: “The World of Ted Serios*”, Nova Iorque, 1967. Publicou também “Paranormal Foreknowledge”, Nova Iorque, 1982.

 

ELBERFELD, Cavalos de. Tudo começou quando o Major Wilhem von Ostem adquiriu um cavalo a quem ensinou a fazer (?) diversas operações aritméticas por meio de quilhas e depois de números.  A pergunta fazia-se verbalmente e o cavalo respondia batendo com a pata no chão um determinado número de vezes, segundo o resultado do problema.

   A apresentação do animal causou grande sucesso e estupefação entre alguns, o que levou a pôr hipóteses que levariam a uma total revisão dos conhecimentos sobre o comportamento animal. O dono do animal viu-se constantemente assediado por curiosos e também por sábios, que queriam investigar o prodígio. Tal curiosidade levou a que fosse nomeada oficialmente uma comissão científica composta por professores de Psicologia, Fisiologia, Zoologia, Veterinária e especialistas de Equitação e Adestramento de Animais. A comissão que estudou detidamente o caso, chegando à conclusão só de que este deveria ser tomado muito a sério e estudado ponderada e cientificamente...

  Posteriormente o rico industrial Karl Krall, que em 1906 recebeu de presente o cavalo Hans, decidiu ensinar a outros cavalos as mesmas operações que Hans realizava, mas em condições mais espetaculares. Empregou muito tempo, dinheiro e engenho, mas conseguiu que quatro cavalos parecessem inteligentes. Eram dois cavalos árabes, um pônei chamado Hanschen e um velho cavalo cego chamado Barto.

  São enormes  a  literatura e as polêmicas que surgiram por causa destes cavalos, mormente após o livro publicado pelo seu proprietário: “Dekende Thiere”, Leipzig, 1902. Muitos sábios chegaram a defender a inteligência (?) ou, ao menos, Telepatia* dos cavalos (?) sobre as pessoas presentes.

  A mesma disparatada “explicação” dava o líder da Escola* Norte-Americana, o Dr. Rhine*, com muitos da Micro-Parapsicologia* num caso semelhante moderno: ESP*. Numa égua !? Ver AMPSI.

   Nova comissão científica, nomeada pelo Ministério da Educação e presidida pelo Dr. C. S. Strumpf, diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Berlim, estudou o cavalo Hans, já conhecido por “der Kluge Hans”  (= “o João inteligente”), e chegou à explicação certa: o prodígio era devido simplesmente à percepção por Hiperestesia* pelo cavalo dos Movimentos I. I. I* realizados pelo seu dono ou pelos cuidadores assistentes. O cavalo batia no chão ininterruptamente logo que percebia que lhe faziam uma pergunta, até que alguém, inconscientemente, lhe fizesse sinal de que devia deter-se. Sinal, repetimos, de Criptomímica*. O cavalo com os olhos vendados não dava a resposta exata: batia com a pata até se cansar. Mesmo com o cavalo Barto, velho e cego, a explicação era a Hiperestesia*. Cego, mas com Hiperestesia* nos outros sentidos. Na ausência de todos, observados a muita distância, os cavalos batiam até cansar-se e sem nem sequer se aproximar do número certo de batidas.

  Já antes, em 1903, Albert Moll, presidente da Sociedade de Psicologia de Berlim, chegara à mesma conclusão.

 Outras Experiências Qualitativas* conduzidas com o mais severo cuidado confirmaram não se tratar, evidentemente, de ESP* contra a absurda explicação (?) dada pela Micro-Parapsicologia*, senão principalmente de um Fenômeno* de Hiperestesia*. Comprovou-se a existência da colaboração um tanto por Fraude* em algumas ocasiões, quando por exemplo um tratador dos animais se ocultava dos investigadores ficando, porém, visível ou perto dos cavalos.

  Conhecida a explicação, já foi fácil reproduzir o show,  não só com cavalos,  mas também com outros animais: cães, gatos, macacos, etc... e foram apresentados em circos. E “der Kluge Hans” passou a ser conhecido como “der Luge Hans” (= o João enganador).

   Desfeito o mistério, von Osten abatido e desiludido morreu em 1909.

 

ELDRED, Charles. Médium* inglês. Atuou nos fins do século XIX e incios do XX,  especialmente em Fantasmogênese, ...por Fraude*. É famoso precisamente pela sua enorme habilidade nas Fraudes*, que custou muito a serem descobertas pelos especialistas, mas que não foram aceitas pelas testemunhas.

  Com “Hora* Marcada”? Entre os especialistas que foram  pesquisar o prodigioso e famoso Médium*, o fato de que levasse sempre consigo a mesma cadeira para suas demonstrações, foi o que imediatamente sugeriu pistas... A 5 de Maio de 1906, em Bayswater, os membros do comité de pesquisa someteram a cadeira a profunda analise, sem que Eldred tomasse conhecimento. Escreve o famoso Parapsicólogo* Harri Price*: “A cadeira trucada utilizada por Eldred era uma obra de arte, e todo Ilusionista* estaria orgulhoso de possuir uma dessas... Descubrimos que a cadeira tinha compartimentos secretos nos que encontramos um manequim pregavel feito de cetim rosa, uma máscara de cor clara, dez metros de de seda chinesa blanca, duas peças de fino pano preto, tres barbas de aspectos diferentes; duas perucas, uma branca e outra cinzenta; uma especie de cabide para suspender roupagem que  representarria uma segunda forma; uma lâmpada eletrica... com quatro metros de fio conductor e um  interruptor...; uma garrafa de perfume; agulhas, etc”.     

  O Medium* foi denunciado, processado e condenado pela justiça em Março de 1906. Não obstante, tantas pessoas não quiseram reconhecer que foram miseravelmente enganadas e reclamaram testemumnhando a inocencia de Eldred, que em Agosto já Eldred estava de novo na mesma atividade, aclamado pelos sequazes do Espiritismo* e com maiores plateias... O caso havia sido resolvido unicamente para os especialistas em Parapsicologia*.

 

ELETRICIDADE ANIMAL. Designação dada pelo Dr. Pététin ao Magnetismo* Animal, ambos expressões substituídas pelo termo Hipnotismo*.

 

ELETROCHOQUE. Tratamento que foi muito usado em Psiquiatria e hoje quase em desuso. Segundo Freud*, reforçado mais tarde por Mobius e outros muitos, não passaria de um tratamento por Sugestão*.

  Essa violenta Sugestão* faz compreender o porque, com gritos e até pancadas, o Exorcismo* usado antigamente, como os métodos circenses e violentos usados hoje por certos pastores Pentecostais* e por certos chefes de terreiros de Umbanda* etc. conseguem “curar” (?) Possessos* (?) etc... Com todos os perigos do Curandeirismo*.

 

ELETRODINAMISMO VITAL. Hipótese formulada pelo Dr. Philips, pseudônimo de Duran de Gros, para explicar (?) os efeitos do Magnetismo* Animal, na realidade do Hipnotismo* e, em certos casos, da Telergia*, termos  evidentemente preferíveis.

 

ELETROENCEFALOGRAMA (EEG). É o traçado do registro da atividade elétrica das células cerebrais, obtido por meio de eletrodos fixados no couro cabeludo e que deriva das correntes produzidas pelos neurônios.  Estas correntes são amplificadas por um oscilógrafo eletromagnético, provido de um registrador. Conforme a sua freqüência, isto é, segundo o número de oscilações que apresenta por segundo, e conforme a sua amplitude, distinguem-se essencialmente quatro espécies de Ondas* Cerebrais.

  Utiliza-se em Parapsicologia* para  comprovar a existência e profundidade do Transe*, especialmente sobre o Emissor* ou corpo original nos casos de Bilocação* ou OBE*, e em geral para analisar e comprovar as reações que acompanham a manifestação de qualquer Fenômeno Parapsicológico*.

 

ELEMENTARES. No Ocultismo* termo que designa “espíritos da natureza” (?), dos quais se diz que possuiriam pouca inteligência segundo as normas humanas, mas que teriam grande poder no seu elemento natural.   

  Ocasionalmente, no Espiritismo*, emprega-se este termo para designar uma Entidade* de baixa inteligência. Também pode designar, segundo alguns espíritas e outros ocultistas, um “invólucro Astral*” (?) com que eles explicam (?) a Fantasmogênese* e mesmo outros Fenômenos mais simples como a  Tiptologia*. E o absurdo chega a mais: geralmente logo após a morte, este invólucro Astral* se desintegraria, só durando mais tempo nas Entidades* (?) “malvadas”.

 

ELFOS. Mito* de origem escandinavo representando Potestades* (?) principalmente do ar.    

 

ELIADE, Mircea. Doutor em letras e Filosofia pela Universidade de Bucarest. Membro da “Rumanian Writers Society”,  secretário em 1937. Professor associado na Faculdade de Letras da  Universidade de Bucharest em 1940-1941.

  A destacar do ponto de vista da Parapsicologia*: Erudito em Antropologia Religiosa e em Alquimia*, um dos mais destacados expositores de Ioga* adaptado ao Ocidente e na Universidade de  Chicago.também  professor de História da Religião de 1958 até o presente.

 

ELIEZER, Israel ben. Ver Ba’al  Shem Tob.

 

EMBALSAMAÇÃO ou EMBALSAMAMENTO. Tratamento de cadáveres com anti-sépticos e por outras técnicas a fim de evitar a sua putrefação. Já antigamente conheciam esta arte. Sabe-se que o famoso orador Cícero mandou embalsamar o cadáver da sua filha Túlia ou, como ele a chamava, Tulíola (Tulita). O corpo da rainha Cleópatra conservou-se 126 anos segundo refere Heráclito. Segundo refere Rafael Valterra o cadáver de uma mulher embalsamado foi encontrado em Roma 1.300 anos depois. Alexandre Magno encontrou na via Ápia bem conservado o cadáver de uma menina embalsamado na época do império  romano. O corpo de um cardeal inglês conservou-se embalsamado 300 anos na Igreja de Santa Cecília, em Roma. Algo parecido, 150 anos, o corpo de Alexandre Tartagni na Igreja de Sto. Domingos em Bolonha. O corpo de Bonifácio VIII causa uma impressão horrorosa pois o nariz não ficou bem embalsamado e... Etc. etc.

   Muito diferente dos casos da verdadeira Incorrupção*, sempre SN* 

 

EMERGÊNCIA. Ver Declinação.

 

EMISSÃO HIPERESTÉSICA. Emissão de reflexos físicos e fisiológicos mínimos, correspondentes à ideação. Acrescenta-se ao termo emissão o adjetivo hiperestésica por serem  captáveis por HD* inconscientemente pelas pessoas presentes. É um dos fundamento da HIP*.  Ver Bain, Lei de.

 

EMISSOR. Ver Agente, embora há matizes diferentes no conceito próprio de cada uma dessas duas palavras na linguagem comum.

 

EMMERICH, Anna Khaterina (1774-1824). Tomou o hábito de freira em 1802, e em 1806 manifestou  Estigmas* no corpo,  imitando as feridas da Paixão de Cristo. Teve também Aporte* do tipo suor hemático, localizado, por exemplo onde estariam os espinhos se fosse coroada como Cristo. Foi também famosa pelas suas pretendidas Revelações  também a respeito da Paixão de Cristo. Tanto o Aporte* de Exudação Hemática como os Estigmas* foram severamente controlados por médicos e peritos. Os estigmas de Anna Khaterina persistiram até sua morte.

  Mas nem os Estigmas*, nem a espécie de Aporte*, nem as projeções Alucinatórias* das suas  meditações, nem as Adivinhações* como se fossem Revelações* passaram de Fenômenos Parapsicológicos* absolutamente naturais, em si mesmos considerados, o que não exclui que possa algo ser Especialmente Providencial*.

 

EMPARELHAMENTO CEGO. Ver Blind Matching.

 

EN. Sigla de Extranormal. Geralmente a sigla é de uso preferível. Devem-se ao CLAP* o termo EN e a sistematização e Classificação dos Fenômenos Parapsicológicos*.

 EN em contraposição à absurda generalização pela Micro-Parapsicologia* que considera PN* todos os Fenômenos Parapsicológicos* e também à exagerada generalização pela Superstição* que considera SN* qualquer fato extraordinário, mesmo que não chegue à categoria de Parapsicológico*.

  Contra o erro da Micro-Parapsicologia*, deixando agora de lado os Fenômenos SN*, a maioria dos Fenômenos* Papsíquicos são EN, e todos os Fenômenos Parafísicos são EN, nenhum é PN*.

  Diz-se Extra-normal: extra porque a manifestação é extraordinária, como em todo Fenômeno Parapsicológico*; e normal porque as faculdades como tais todos temos, no Inconsciente*.

 Fenômeno EN-PN: Pareceria contradição. Trata-se de um Fenômeno Parapsicológico* de efeito sensorial, e nesse sentido EN, e acrescenta-se PN* porque resultante de causa extrasensorial.

 

ENCANTAMENTO. Ver HP.

 

ENCARNAÇÃO. Para os que crêem no imenso absurdo da Reencarnação* (?), um Espírito* (?) que se uniria a um corpo humano.  

 Completamente diferente e caso único é a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade: Deus* assumiu  um ser humano, inteiro, corpo e Alma*: Jesus Cristo verdadeiro Deus* e verdadeiro homem.

 

ENCAUSE, Gérard; e ENCAUSE, Philippe. Ver Papus.

 

ENCROMANCIA. Mais uma Mancia*, mais corretamente uma Scopia*, pela forma das manchas produzidas ao verter-se tinta, pintura...

 

ENDEMONINHADO. Ver Possessão.

 

ENDOCINESIA. Neologismo desnecessário em vez de Tiptologia*, termo preferível,   frisando-se que no caso em questão a Telergia* age no interior do objeto.

 

ENDOMETAPLASIA. Termo proposto por Bret para designar a Transfiguração*, quando esta não é pelo Ectoplasma*, ou não principalmente,  mas por modificação do corpo em questão por mudança de cor, contrações, alongamentos  e outros processos.

 

ENERGIA PSÍQUICA. Hipótese de um fator que transportasse a informação PG* na  classificação ST*. Foi levantada por Hans Gerger, o famoso electrofisiólogo descobridor da técnica eletroencefalográfica. Segundo ele, a energia elétrica produzida  pelas células do cérebro, sem deixar de ser material transformar-se-ia em “energia psíquica” (?), que poderia  ser difundida a qualquer distância e atravessar qualquer obstáculo que encontrasse no caminho.

  Ele subdivide o suposto processo da ST* em três fases: a) Os processos elétricos do cérebro seriam transformados em “energia psíquica” (?).  b) Essa energia seria difundida no espaço. c) Quando chegasse ao cérebro do Receptor* seria de novo transformada em energia elétrica, que originaria os processos fisiológicos e as manifestações mentais com eles correlacionados, correspondendo à ação do “Agente*” (?) ou “Emissor*” (?).

  A hipótese de Berger deve ser plenamente descartada. A ST* como toda divisão de PG* é mesmo Paranormal*, espiritual. Nenhuma energia fisica, por mais disfarçada que esteja com o mero nome de psíquica, tem as características do espiritual. E em PG* não há Agente* ou Emissor*, propriamente ditos,  senão unicamente Percipiente*.

 

ENGRAN. Termo da Cientotologia*, na sua coleção de disparates, para designar uma dolorosa imagem mental que seria resultado do sofrimento numa Reencarnação* (?) anterior.

 

ENOQUE, Livro de. Em Demonologia* é preciso aludir a este livro Apócrifo*. Trata-se na realidade de uma coletânea de lendas judaicas realizada cerca do século II a.C. É neste livro que se perpetua a lenda  da  guerra de anjos, Mito* em que os judeus transformaram o Mito* pagão de guerra de deuses (?).    

 

ENSINAMENTOS. Entre as pretendidas Comunicações* recebidas através da Mediunidade* (?), há algumas que pretendem ser originais como código de ética para os seres humanos. Pregam uma doutrina de amor, de pessoal responsabilidade para qualquer descuido dos nossos semelhantes, a supressão dos temores à   morte e ao castigo, etc.

 Trata-se de normas morais evidentemente tomadas do Cristianismo, inclusive contraditoriamente falando de Evangelho e até de Divino Mestre, sendo que o Espiritismo* não aceita o conjunto principal da doutrina do Evangelho (Sacramentos, Redenção, Trabnscendência eterna, etc.) nem, seu fundamento, a divindade de Jesus Cristo.

 

ENTIDADE. Assim chamam uma suposta Personalidade Desencarnada* (?). Como se um Espírito* sem corpo pudesse ser uma personalidade ou pessoa humana, agir ou mesmo existir! 

 

EPD.  Sigla de Efeito* PSI Diferencial.

 

EPIFANISMO. Nome proposto por Bret para substituir o termo Aparição* em qualquer uma das suas modalidades. Mas a proposta não teve êxito, sendo preferível segundo os casos os termos Alucinação*, Visões* Religiosas, Aparições* (de Jesus Ressuscitado), Aporte*, Fantasmogênese*, etc.   

 

EPIFENOMENALISMO. Preconceito Materialista* incutido por Lavagem* Cerebral trisecular, segundo o qual a inteligência, as idéias, as abstrações, etc.  seriam mero resultante de processos físicos neurais. Nada teriam a ver com Alma* espiritual, que não haveria segundo esse absurdo preconceito e total ignorância filosófica, muito freqüente  entre os “cientistas” de hoje.

 

EPÍFISE. Corpo oblongo e arredondado, de 6 a 8 mm de comprimento, de uma cor avermelhada  escura, que está ligada à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro.  Recebeu o nome do grego epi = sobre e fisis = corpo, por se crer que não passava de um prolongamento do cérebro.

  Tem  seu interesse em Parapsicologia* porque certos ramos do Ocultismo, sem prova alguma, constituíram-na sé da faculdade PG*. Alguns, carregados de Esoterismo*, pretenderam relaciona-la com  um mítico Terceiro Olho* (?).

 

EPILEPSIA. Aplica-se em geral às perturbações nervosas caracterizadas por crises nas que surge subitamente perda da Consciência* acompanhada de convulsões.

   Na época da Bruxaria* e hoje em ambiente de Movimentos Pentecostais*, no Espiritismo*, etc. tais manifestações, quer realmente epilépticas quer Histéricas*, idênticas ou parecidas, são supersticiosamente interpretadas como Possessão* (?), Incorporação* (?), etc.

 

EPOPTAS. Designação, hoje em desuso, dada pelo Abade Faria* às pessoas muito aptas para à Hipnose*.

 

EPORTE. Um tipo de Aporte*, termo preferível a não ser quando se pretende frisar que é em direção contrária: que o objeto sai do local.

 

ERRATICIDADE . Tradução do conceito de Devachan*, termo preferível fora do Espiritismo* brasileiro.

 

ERRO SISTEMÁTICO. Na Escola* Norte-Americana designa uma característica que se observa  às vezes em Experiências Quantitativas* de ESP*. Sucede que o número de respostas dadas pelo Percipiente* ultrapassa significativamente as que seriam de esperar pelo acaso. De modo negativo, mas indica ESP*.

 

ERTO, Pasquale. Médium* italiano nascido em 1895. A partir de 1922 começou a alcançar muita notoriedade inclusive entre os melhores pesquisadores como produtor de Fenômenos de Tiptologia, Telecinesia*, Fotogênese*, Pirogênese*, e Psicofonia* como se fossem vozes dos Controles* Fagal, Incognito, Oreste, Matteo, Dr. Alfonso... e até canções da soprano Anna. Deu sessões nada menos que no IMI* de Paris e  no “National Laboratory for Psychical Research” de H. Price* em  Londres, depois em 1923 em Gênova e em Roma perante os melhores Parapsicólogos* italianos como Morselli*, Servadio, etc.

 Todos os grandes especialistas ficavam desconcertados porque sabiam que não podiam ser autênticos esses Fenômenos Parafísicos* com Hora* Marcada, mas Erto se sometia a todas as exigencias contra a Fraude*... Só depois de anos e dificílimas pesquisas, por fim em 1924 o IMI* (Gustave Geley*, Paul Heuzé...) conseguiram descobrir as habilidosíssimas Fraudes*, que o próprio Erto teve que reconhecer... E o Médium* Pasquale Erto deixou de fazer sessões de Espiritismo*. Erto é considerado como protótipo da habilidade na Fraude*.

 

ERÚ, Alejandro. Investigador de Parapsicologia* argentino. Na Faculdade de Humanidades de La Plata obteve o título de professor de Psicologia e Ciências da Educação. Fez várias viagens à Índia e países do Oriente Médio, estudando Fenômenos Parapsicológicos*, em especial Pcg* e PG* em geral. Em 1967 fundou em Buenos Aires o “Instituto Argentino de Cultura Superior” e foi secretário do “Colégio Argentino de Parapsicologia”.

 

ESCATOLOGIA. Aquelas seções da Filosofia e da Teologia que tratam do fim do mundo e do que espera ao homem na e depois da morte.

   A Escatologia interessa muito à Parapsicologia*, por ser o fim do mundo um tema preferido de várias Seitas* e de muitos falsos Profetas* e Adivinhos* charlatães; também porque a Biocinese* é um estado onde surgem e relacionado com Fenômenos Parapsicológicos*; e por fim porque tudo o relacionado com a Sobrevivência* constituí parte importante não só das religiões e Seitas*, senão também do Espiritismo* e todas as outras espécies de Esoterismo*.

 

ESCOLAS DE PARAPSICOLOGIA. Distinguem-se quatro principais Escolas de Parapsicologia*, melhor diríamos ramos da Parapsicologia* segundo os seus objetos tradicionais ou preferenciais de investigação, especialização ou ensino: a Escola Materialista, a Escola Espiritualista, a Escola Eclética, e desta surgiu ou dela formando parte a importantíssima e imprescindível Escola Teórica. É claro que nos países onde prevalece cada Escola, há Parapsicólogos* que seguem os rumos de outra Escola.

  A Escola Materialista era uma das Escolas de Parapsicologia* antes ou até 1960. Predominava nos países da antiga “cortina de ferro”: Instituto de Fisiologia da Universidade de Leningrado, Centro de Estudos Parapsicológicos na Checoslováquia, cátedra e Instituto de Parapsicologia* nas Universidades de Moscou e Leningrado, etc... Estudavam exclusivamente os Fenômenos Parapsicológicos* que têm uma explicação fisiológica, fundamentando-se principalmente nas teses de Paulov*, e davam por suposto que todos os Fenômenos Parapsicológicos* tinham que ser EN*. Hoje podemos dizer que a Escola Materialista não mais existe, estudam também e admitem  os Fenômenos PN*, integrando-se na Escola Eclética, não ainda, ou poucos dos seus membros, na Escola Teórica.

 A Escola Espiritualista ou Escola Norte-Americana deveria considerar-se simplesmente como outro ramo da Parapsicologia*, mas lamentavelmente seus membros se caracterizam por ignorar as outras Escolas e autoconsideram-se os únicos (?) Parapsicólogos* existentes no mundo.

  Foi iniciada pelo Dr. McDougal* e desenvolvida pelo Dr. Rhine* na Universidade Duke*, Durham, Carolina do Norte. Entre os pioneiros desta Escola há que citar também os Drs. Pratt*, Pearce*, Zener*... e tantos outros, que se dedicaram à investigação na base de Experiências Quantitativas*, por estatística matemática, em laboratório.

 O mérito desta Escola é duplo: 1- pela mesma metodologia materialista aceita e proclamada como única (?) científica pela quase totalidade das universidades de hoje, 2- haver demonstrado que existe no homem uma faculdade PN*, extrasensorial, espiritual: ESP* ( e pretendidamente também a inexistente PK*). É por isso que também é chamada Escola Espiritualista.

  A Escola Norte-Americana é sem dúvida  a mais difundida e conhecida, além de pela propaganda norte-americana, também precisamente pelo exclusivismo metodológico empregado na pesquisa. E por isso deve-se também a ela que a Parapsicologia* haja sido reconhecida internacionalmente por muitos  cientistas e instituições científicas estabelecidas.

  Isto é, em vez de libertar a Parapsicologia*, como se pretendeu desde sua fundação em 1882, para o estudo os Casos Espontâneos* ou provocados, ao menos na intenção dos  seguidores do Espiritismo*, Ocultismo*, Magia*, etc, muitos ou todos supostamente SN* como eram considerados antes do estudo, a Escola Norte-Americana escravizou a sua Parapsicologia* aos métodos tradicionais no estudo da matéria e da sua regularidade. Ver Micro-Parapsicologia.

  A Escola Eclética ou Escola Européia, junto com a Escola Teórica que dela forma parter, é sem dúvidas a melhor Escola, imprescindível, a verdadeira e importantíssima Parapsicologia*.

  É designada eclética porque os seus corifeus se debruçaram não só sobre os Fenômenos EN* como os da Escola Materialista, nem só sobre os Fenômenos PN* como os da Escola Espiritualista, senão tanto sobre os Fenômenos EN* como sobre os PN* e ainda, desde o inicio, sobre os Fenômenos SN*. Todos os Fenômenos Parapsicológicos*, antes e quando a Parapsicologia* começava, eram considerados SN*. A pesquisa demonstrou que muitíssimos eram falsamente SN*: em ambiente de Espiritismo*, de Demonologia*, de Seitas*, de Curandeirismo*, etc.;  e outros verdadeiramente SN*: muitos, e só em ambiente religioso divino. Que observar o ambiente também pertence à ciência de observação...

   Desde o inicio seus corifeus souberam compreender os três tipos de ciência: 1.- A menos importante mas fundamento de qualquer outra ciência: ver, observar, experimentar: as ciências de observação ou da  experiência. 2.- Mais importante  que ver é o raciocínio, diferenciar, deduzir... Filosofia. Mas sobre a base da experiência, se não seria sofisma e não Filosofia. 3.- E a ciência mais importante, a Teologia, a palavra de Iahveh, mas antes pertence às ciências de observação demonstrar o fato da Revelação*, do contrário não seria Teologia, senão invencionices, Superstições* ou “teologúmena” como depreciativamente dizia o famoso teólogo e grande Parapsicólogo* Pe. Karl Rhaner* S. J.

 Dadas as peculiares Características do Fenômeno* Parapsicológico, muito justamente os membros desta Escola, por cima das Experiências Quantitativas* dão preferencia e mais  importância às Experiências Qualitativas* e à coletânea e análise de Casos Espontâneos*.

  Desta Escola Eclética são todos os pioneiros da Parapsicologia* inclusive já antes da fundação da SPR*,  seguida principalmente pelos investigadores europeus, donde surgiu a denominação de Escola Européia. 

  Há que distinguir e destacar dentro desta Escola Eclética ou Européia um grupo de elite, a chamada Escola Teórica. Desenvolve um trabalho preferentemente de compilação, revisão, classificação, dedução de conseqüências e implicações, etc... das experiências e observações de todas as Escolas e Parapsicólogos*.

 Trabalho fundamental, e que evita distorções e erros de interpretação em investigadores que podem ser excelentes experimentadores e observadores e, lamentavelmente, também costumam ser péssimos filósofos, piores teólogos e de admirável incultura quando saem da sua especialidade por vezes limitadíssima.

   Nesta Escola Teórica há nomes tão importantes como Mirville*, Guénon*, Hodgson*, Heredia*, Morselli*, Tocquet*, Thurston*, Omez*, Quevedo*, Kloppenburg*, Roure,  Palmés, Zacchi, Alfano, Silva Melo, etc., etc. Homens de admirável cultura global, como é necessário, em tudo o relacionado e que interessa  à Parapsicologia*. Nela há que incluir e destacar  o mestre inigualável  de todos os Parapsicólogos*,  Bento* XIV.

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ESCOLA DE NANCY.  Ver Nancy, Escola de.

 

ESCOLÁSTICA. Sistema de Filosofia precisamente chamada escolástica por ser a mãe e mestra de todas as escolas ou sistemas filosóficos, ensinada tradicionalmente em todas as faculdades de Filosofia durante séculos e por isto também chamada perene, e também chamada clássica porque ensinava nas aulas (classes). Tem como seus principais arautos Aristóteles* e Santo Tomás de Aquino*. Afirma e demonstra  que a fé e a razão, ou com outras palavras a Teologia com a Filosofia e as ciências de observação não só se complementam, senão que estão de tal modo interligadas que uma prescindir da outra leva necessariamente a distorções e erros gravíssimos. Lamentavelmente nestes três e meio últimos séculos de materialismo isto é frequentissimamente “esquecido” por preconceitos na maioria das Universidades, e aí se encontram imediatamente outras tantas provas plenas daquela tese.

 

ESCONJURO ou CONJURO. Objeto ou ação no intento inútil de dominar (?) por Magia* certas forças ou seres Sobrenaturais* ou considerados como tais. Ver Feitiço, em Umbanda* e afins termo preferível, pelo uso.

 

ESCOTOGRAFIA. Termo introduzido por Felicity Statchered para designar as “impressões dos Espíritos*” (?) numa placa ou filme fotográficos sem objeto visível na exposição. A escotografia pode surgir com qualquer boa máquina fotográfica ou de filmar, com luz normal ou com quaisquer flash ou especiais como infra-vermelhos e outros (luzes actínicas, ultravioletas, etc.).

  Poderiamos dizer metaforicamente que é uma “Fotografia do Pensamento”, e assim de fato é freqüentemente chamada, apesar da pouca precisão filosófica de conceitos.

 São muito famosos filmes e fotografias obtidos em Experiências Qualitativas* realizadas com Ted Serios*. Ver Ada Emma Deane*,  entre outros.

  Deve-se ao Ectoplasma* muito tênue, que o homem não vê e uma boa máquina fotográfica capta. E mais raramente à ação da Telergia*, uma espécie de Pneumografia* sobre o filme ou placa.

  A Micro-Parapsicologia* geralmente nega o fato e em último caso o quer explicar pela inexistente PK*. Na realidade, porém, o objeto que aparecerá na  Psicofotografia” sempre está a pouca distância do Psíquico*, nunca  pode ser a mais de 50m. de distância.

 Mas a história da escotografia está cheia de Fraude* inclusive por Médiuns* profissionais do engano: dupla exposição, ativação das imagens com luz ultravioleta, etc.

 

ESCRITA EM ARDÓSIAS. Um tipo clássico de Criptografia*, termo preferível.

 

ESCRITA AUTOMÁTICA. Ver Psicografia, termo preferível.

 

ESCRITA DIRETA. Ver Pneumografia, termo preferível. 

 

ESCRITURAS. Os escritos considerados fundamentais por cada religião. São, por antonomásia, os escritos incluídos na Bíblia*.

   As religiões e Seitas* e suas imitações grosseiras como o Espiritismo*, Cientologia* etc. consideram sagradas suas escrituras fundamentais,  precisamente por considerá-las fruto de Revelação*. Há bem mais de 11.000 doutrinas que se dizem reveladas. Evidentemente que duas  doutrinas diferentes e inclusive contraditórias não podem ser ambas fruto de autêntica Revelação*. Evidentemente também, pertence às ciências de observação, isto é, à Parapsicologia*, diferenciar o fato da verdadeira Revelação* divina, verdadeiramente fundamentado nos Fenômenos SN*, em contraposição às invenções humanas.

 

ESCRITA FAC-SIMILE. Ver Fac-símile, Escrita.

 

ESCULÁPIO ou ASCLÉPIO. Na Mitologia* greco-romana,  filho do deus-profeta (?) Apolo, era o deus-curador (?) por excelência. Os seus templos mais famosos eram os de Epidauro e de Pérgamo.

 

ESDAILLE, James (1808-1859). Médico escocês. Formou-se em 1830 na Universidade de Edimburgo e foi contratado pela “East Indian Company” para exercer a sua profissão no Oriente.

  Dirigiu o “Hospital Mesmérico” de Calcutá. Aí dedicou-se à aplicação do Hipnotismo* na Medicina, e deu categoria científica à Anestesia durante a Hipnose* ou Hipnoanestesia*.tendo realizado numerosas intervenções cirúrgicas sob Hipnose*. De 1845 a 1849 efetuou milhares de cirurgias menores e mais de trezentas grandes intervenções cirurgicas, utilizando unicamente a Hipnose* para obter a Analgesia*. utilizando unicamente a Hipnose* para obter a Analgesia*. Dá conta da sua técnica e pesquisas em  “Mesmerism in India and its Application in Surgery and Medicine”, Londres, 1847 - “Natural and Mesmeric Clairvoyance”, Londres, 1852.

  Foi perseguido pelos médicos tradicionalistas, que lhe amarguraram a existência. O colégio dos médicos proibiu-lhe a utilização das técnicas de Hipnose* e cerrou-lhe o hospital. Morreu amargurado na Escócia, para onde voltara.

 

ESFERAS . Seriam no Astral* (?) os diversos Planos* sucessivos na evolução (?) do Espírito* (?), que se seguiriam a cada Desencarnação* (?).

 

ESOTERISMO. Ver Ocultismo.

 

ESP. Sigla correspondente a Extra-Sensory Perception, expressão que Rhine* adotou do “Aussersinnliche Wahrnrhmeg” de Pagensteemer. Pretende ser sinônimo de PG*, na realidade só deveria aplicar-se a aqueles aspectos de PG* que podem surgir até em laboratório em Experiências Quantitativas*. A Escola* Norte-Americana só demonstrou o aspecto menos parapsicológico de PG*, muito mais ampla e complexa, cujas verdadeiras características eles na realidade desconhecem. E assim erradamente na prática aplicam o termo a todos os Fenômenos Parapsíquicos* de que têm notícia:  “É o conhecimento de qualquer coisa exterior a nós adquirido sem o uso dos sentidos” comuns, diz Rhine* com incrível imprecisão na prática, pois nem suspeita do HIP*, do Talento* do Inconsciente, da Xenoglossia*..., falam até de ESP em animais!  Ver AMPSI.

   Dividem-na, com respeito ao objeto, em PT*, PC* e GESP*; e com respeito ao tempo só destacam Pcg*, “esquecendo” SC* e RC*, como ignoram outras divisões de PG*.

  Não se referindo a essas pesquisas da Micro-Parapsicologia*, em vez de ESP* é preferível PG*, termo oficializado no Congresso Internacional de Utrech*, 1953. Mas como de hábito na Escola* Norte-Americana, como se só existissem eles no mundo, nem “tomaram  conhecimento” e continuaram usando ESP em vez de PG*.

    ESP, precisamente por ser um aspecto de PG*, é extrasensorial, espiritual, PN*, prescinde do tempo, da distância, dos obstáculos... É necessário, porém, precisar contra a Escola* Espiritualista que esse prescindir é onde houver Relação* Psíquica., dentro do Prazo* Existencial, não Fora* da Terra.

   Consagrada pelo uso na Escola* Norte-Americana, a sigla é preferível, salvo em circunstancias particulares que então façam conveniente a expressão por extenso. 

 

ESPECTRO. Na mentalidade do Espiritismo* e de outros ramos do Esoterismo*, assim se chama impropriamente o que na realidade é uma Alucinação*. Não se aplicaria propriamente o termo a esses outros casos de determinadas manifesatações de Ectoplasmia* ou Fantasmogênese*. Sempre contraditoriamente,  no primeiro caso seria visível mas impalpável (?), e nos outros casos representa o Espírito* (?) como corporal (!).

 

ESPECULÁRIOS. Nome dado no século XVI aos que usavam como Mancia* a Bola* de Cristal.

 

ESPERANCE, Elisabeth d’. Ver D’Esperance, Elisabeth.

 

ESPIRITISMO. Também conhecido indevida e intencionalmente por Espiritualismo*, para confundi-lo com o Cristianismo e outras religiões.

  O termo Espiritismo foi  criado por Allan Kardec* para representar um conjunto de “doutrina. nova” (?). Pelo contrário, porém, desde os tempos mais selvagens houve alguns grupos que acreditavam na intervenção e Comunicação* dos Espíritos* (?) dos mortos.

   Em nova contradição, o Espiritismo pretende ser científico, isto é, doutrina tirada da análise dos fatos do nosso mundo observável, mas afirma haver-se recebido por Revelação* (?) dos Espíritos* (?) dos mortos mais evoluídos (?) ou superiores.

   Essa “nova” doutrina ou o movimento Espírita moderno teve o seu berço na cidade de Hydesville, estado de Nova Iorque, em Norte América, a meados do século XIX,  precisamente no dia 31 de março de 1848, pela “brincadeira” das Irmãs Fox*. O Espiritismo chegou ao Brasil pouco mais tarde, em 1857.

 Quando Hippolyte Lyon Denizard Rivail, em França, estudou os Fenômenos Parapsicológicos* difundidos após as Irmãs Fox*, publicou sob o pseudônimo de Allan Kardec* um livro em que reuniu as suas teorias sobre o Espiritismo. Segundo essa doutrina todos os Espíritos* (?) dos mortos poderiam, mas principalmente os menos evoluídos (?) e mais traquinas e mais hábeis mentirosos são os que com mais freqüência e facilidade se Comunicariam* (?) com os vivos, servindo-se dos Médiuns*.

   Mesmo hoje há muitas e muitas “Seitas*” de Espiritismo com divergências doutrinais imensas, apesar de todas pretenderem haver recebido a doutrina por Revelação*  dos Espíritos* (?) superiores... As divergências são inclusive no tema que para os Kardecistas é fundamental: numerosas correntes espíritas não aceitam a Reencarnação*, nomeadamente a maioria das anglo-saxônicas, capitaneadas por Andrew Jackson Davis*, pelo que seus seguidores são chamados Davinianos.

  Depois no Brasil o Espiritismo misturou-se ainda mais em incrível sincretismo com o  Catolicismo e com diversos Cultos Afro-Brasileiros, dando origem a várias correntes espíritas divergentes, entre as quais se destacam a Umbanda* ou Macumba e o Candomblé*. Ver Mesa Branca.

  A Parapsicologia* nasceu precisamente para o estudo dos prodígios do Espiritismo. Em relação aos Fenômenos Parapsicológicos* inicialmente houve confusão entre a realidade dos fatos e a interpretação espírita. Até que pouco a pouco se demonstrou a existência dos Fenômenos Parapsicológicos* e se arrasou completamente a Supersticão* da interpretação espírita ou. a pretendida Comunicação*.

 Concomitantemente e consequentemente a Parapsicologia* também arrasou completamente com uma grande parte dos Ensinamentos* do Espiritismo em praticamente tudo o que não tenha sido copiado do Catolicismo. Ver Revelação.

 

ESPÍRITO. Apesar de todo o Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo* rodopiarem em torno dos Espíritos (?) dos mortos, na realidade não existe Alma* humana separada do seu corpo. Como não há Alma*, ou principio de vida  ou  vida, dos animais ou das plantas separada do corpo que anima.

  Em nenhum dos três tipos de ciência é admissível o disparate de Almas* humanas separadas, Espíritos humanos Desencarnados* (?). 1) Nas ciências de observação como a Fisiologia, Biologia, Medicina etc. está sobejamente demonstrado que “não há ação sem órgão”. 2) Em Filosofia clássica, perene, é indiscutível que “actiones sunt suppossitorum” =  “toda ação é do conjunto” corpo-Alma*, como se fosse uma coisa só. 3) e na Teologia está fora de discussão aquela proclamação já feita no primeiro Concilio Ecumênico da História, o 1o. de Nicéia, quando não havia ainda separação de católicos, protestantes e cismáticos, todos aceitavam a definição dogmática de que a Alma* ou Espírito humano sem corpo nem agiria nem existiria. E em outros aspectos análogos, também é indiscutível nos três tipos de ciência que não há preexistência da Alma* nem Encarnação* da Alma*, senão “traducionismo” = transmissão da vida, geração do homem inteiro; e não há Desencarnação* senão Ressurreição* do homem inteiro.     

  Define-se como Espirito Puro ou Puro Espírito aqueles seres como  Deus*,  Anjos*..., que são absolutamente não-materiais, espirituais, que em sua constituição e no seu agir independem absolutamente de qualquer corpo ou matéria.

  A Alma* humana, por tanto, apesar de intrinsecamente Espíritual, não enquadra na definição de Puro Espírito porque o Espírito humano extrinsecamente depende do corpo. Sem corpo nem agiria nem existiria. Espírito e corpo humanos distinguem-se, mas sem separação possível, formam uma unidade, um único ser, um corpo animado.

  Espírito de Cristo. Absurdo monstruoso do Espiritismo e outras classes de Esoterismo* que afirmam que o Espírito* (?) Desencarnado (?) de Cristo, a quem negam a divindade, haveria continuado a agir no nosso mundo, como outros Espíritos* (?)  de mortos, através de muitosMédiuns*. Ou  mesmo através da Reencarnação* (?) em “grandes mestres” (?) de Esoterismo*.

   Espírito Supremo. Ver Deus.

   Espíritos das Regiões Celestiais. Ver Potestades.

 

ESPIRITOIDES. Termo introduzido por Boirac*, Lombroso*, Flournoy*, etc. referindo-se um tanto depreciativamente às Comunicações* e Fenômenos Parapsicológicos* cacarejados pelo Espíritismo*, mas que na realidade provêm de faculdades do próprio homem vivo e que por Prosopopéia* aparecem dramatizadas e personalizados como se fossem de Espíritos* (?) de mortos. No termo frisa-se precisamente esse erro da interpretação dos espíritas.

 

ESPIRITUALISMO. Termo que nos países de tradição anglo-saxônica geralmente, mas também nos países latinos, os espíritas abusivamente reservam para o Espiritismo*.

  Redução muito errada. Na realidade são Espiritualistas todas as religiões, e mesmo todos os sistemas filosóficos, salvo poucas pseudofilosofias Materialistas* por puro preconceito. Espiritualistas porque todos reconhecem no homem junto com o corpo material a Alma* espiritual, não porque acreditem na intervenção dos Espíritos* (?).

   Kardec* e os seus seguidores originais usavam o termo espiritistas para se designar a si próprios. Foi o professor Pierat que empregou a palavra espiritualistas e Espiritualismo para designar a parte mais culta, ou menos inculta, dos espíritas, os que repudiam a doutrina da Reencarnação*, absurdo este imposto “dogmaticamente” por Kardec*. Posteriormente também os Kardecistas* adotaram os termos Espiritualismo e espiritualistas.

 

ESPONTÂNEOS, Casos. Não se impôs pelo uso nenhum termo técnico, porque S Case, do inglês “spontaneous case”, na realidade não é termo técnico e não é tirado do grego como é praxe, e além do mais é usado pela Micro-Parapsicologia* com desprezo muito indevido. Tradução por tradução, fora da Escola* Norte-Americana, é preferível o termo Caso Espontâneo ou equivalente em cada língua.

  Como o próprio nome indica são Casos Espontâneos, acontecidos fora de todo intento de intervenção pelos cientistas, fora das Experiências Quantitativas* e inclusive fora das Experiências Qualitativas*.

  Dadas as Características dos Fenômenos Parapsicológicos*, a análise de Casos Espontâneos desde o inicio da Parapsicologia* é considerada de especial importância. Se é importante em toda ciência de comportamento,  muito mais em Parapsicologia*. Talvez o único, ao menos o melhor meio de chegar a saber todas as circunstâncias e caracteres dos Fenômenos Parapsicológicos* é analisá-los  em coletâneas de Casos Espontâneos. Mesmo em Experiências Qualitativas* deve deixar-se o Psíquico* no seu ambiente, na sua espontaneidade, tanto quanto a capacidade de observação o permita, para não influenciar e modificar. Como se compara na Escola* Teórica, “não se estuda num laboratório a conduta, os hábitos, costumes, instintos, tendências... de um tigre, senão no seu hábitat natural sem que nem sequer fareje os observadores”.     

 

ESQUIZOFRENIA. É o termo usado para um grupo de doenças, apresentando sintomas mentais característicos que levam à Divisão* da Personalidade. É uma forma de loucura. A diferença com o Transe* e com a Hipnose* e similares consiste na marcada deterioração mental, e o doente de esquizofrenia não consegue voltar ao estado normal.

 

ESTATUVOLÊNCIA. Ver Auto-hipnose, termo preferível.

 

ESTENÔMETRO. Ver Biômetro.

 

ESTIGMAS. Em Medicina, úlceras, chagas, ferimentos, queimaduras, bolhas, vesicações, etc. que surgem sem instrumentos ou causas normais externas. Fala-se também de Estigmas Invisíveis: Fenômeno* doloroso que se produz nas partes estigmatizáveis, mas sem a presença visível de feridas físicas.

  O termo Estigmas reserva-se geralmente a marcas especificamente religiosas. Os Estigmas dos cristãos representam sobretudo as feridas  de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto que os Místicos* (?) Maometanos* lembram os ferimentos de guerra de Maomé*, e assim por diante. Surgem preferentemente em determinadas datas religiosas.

 Na História das Religiões geralmente os estigmas foram e são considerados, erradamente, como Milagres*, provocando grande admiração. Como exemnplos destacados modernos Ver Neumann, Teresa; e Pio, Padre.

  Na realidade, os estigmas são simplesmente um aspecto da Dermografia*, Fenômeno EN*, marcas imitativas produzidas por Ideoplastia* da Auto-Sugestão*. Somatização. Histeria*. Experimentalmente  com determinados Psíquicos* podem ser provocados por Hetero-Sugestão*, e podem produzir-se  marcas de qualquer tipo, nada tendo a ver com símbolos religiosos.

  Estigmas do Diabo, “stigmata diaboli”, assim os inquisidores denominavam certas manchas na pele, que lhes pareciam especiais. De nascença ou por Dermografia*. Ou mesmo certas áreas do corpo indoloras em determinados momentos, interpretando-as como marcas, visíveis ou secretas, com as quais o Diabo* (?) marcaria suas Bruxas* (?) com a mesma finalidade que é marcado o gado...               

  Na realidade tanto esses pontos de Analgesia* como aquelas Dermografias* são efeitos da Histeria*. Inclusive certas marcas de nascença podem ser efeito de Dermografia* provocada pela mãe no feto.  

 

ESTOICISMO. Um rigoroso sistema filosófico que se desenvolveu com Zenão e Crisipo (340-342 a.C.). Identificaram a divindade com  o universo, como no Budismo*.

   Pouco a pouco a reflexão e o estudo os fez superar esse grande e contraditório erro de identificar o Criador com a criatura, etc, próprio do Panteísmo* ou Monismo*, e foram evoluindo ao monoteísmo: primeiro o fogo, logo o ar, natureza, razão e destino, foi uma gradação desde o Panteísmo* até o Deus* transcendente, propriamente dito, que chamaram  Zeus. E compreenderam que a Alma* é espiritual e portanto indestrutível.

  Ensinavam a irmandade universal como um dever, não como amor ou  boa vontade. Concebiam a divindade como austera, exigente, e não paternal, donde pregavam um autodomínio exagerado. É  por isso que o termo estoicismo hoje equivale a “indiferença” perante a dor.

 

ESTRELA DE ORIENTE, Ordem da.  Ver Krishnamurti, Jiddu.

 

ESTROBACIA. Ver Levitação, termo preferível.

 

ETÉREO, Mundo e Corpo . Ver Planos e Astral.

 

 

ET. Ver OVNI.

 

ETP. Na Micro-Parapsicologia*, sigla de alguns “fanáticos” das siglas, que frisa que a ESP* prescinde do tempo: “Extra Temporal Perception”, ou PET nas línguas latinas. Siglas absolutamente desnecessárias e de pouco uso inclusive dentro da Micro-Parapsicologia*.

 

EUDAIMONIA. Do grego eu = bom e daimonia = coisas divinas: coisas dos bons deuses (?),  estado de plena satisfação, toda a consciência plena de felicidade.

 

EVA C. Abreviatura pela que é mais conhecida. Seu verdadeiro nome era Marthe Béraud. Usou também os pseudônimos Eva Carrière e, menos freqüente, Rosa Dupont.

   Nasceu em 1886 e foi uma das Médiuns* mais desconcertantes... e habilidosas.

  Sua fama comecou à idade de 16 anos... Um  grupo de Médiuns* trabalhava com o general Noël e sua esposa “Carmencita”, primeiro em Tarbes até 1901 e principalmente depois durante longos anos na “Villa Carmen”, em Algeciras. Carmencita, espírita fanática e alem do mais drogadicta..., era quem organizava as sessões de Fantasmogênese* com uma caterva de Mediuns*: a quiromante* professional Ninon, o comediante Kursaal, a cozinheira Manuela, a arrumadeira Zina, o cocheiro Areski, as senhoritas Aïscha, Aimée Bex, Végé, Louise, Maïa, Pola..., e as senhotras Vicenta García, Léone, Végé, etc. etc. E foi a este grupo que se acrescentou como grande vedete Marta Beraud, prometida do filho do General Noël, e ela mesma filha de um sub-oficial retirado. Como vedette daquele absurdo e treinado grupo, Marta Beraud iniciou sua vida de Médium* com as suas Transfiguraçoes* na provocante e semi-nua Bergolia; e na “carinhosa e encantadora” Phygia, “mocinha de 20 anos, loura, adoravel”, que beijava e abraçava “calurosamente” os homens presentes; no barbado sacerdote hindu Bien-Boa, que se faria famosíssimo após as pesquisas de Richet* em 1905; e um Entidade* Astral* (?), ancião Branhauban.

 Posterkiormente, a partir de 1909, sob o nome de Eva C. submeteu-se a Experiencias Qualitativas* de Ecto-colo-plasmia* sob a direção da Sra. Bisson*, e posteriormente submeteu-se a mais Experiencias Qualitativas* perante os melhores especialistas e nos centros de pesquisa mais renomados.   

  Sem dúvidas as Transfigurações* apresentadas por Marthe Beraud ou Eva Carrìère foram geralmente Faudes*. Ela mesma o reconheceu e monstrou pormenorizadamente. Foram feitas para agradar à “general, que é uma pobre desequilibrada que tem necessidade do seu fantasma”. Tudo indica também que Eva C. freqüentemente usava habil regurgitação para simular as Ecto-colo-plasmias*, Mas..., alguma Transfiguração* ou ao menos Fantasmogênese* surpressivamente, espontânea, e não tão raramente varios casos de Ecto-colo-plasmia* foram com certeza autenticamente Fenômenos Parapsicológicos*. Neste sentido e com esta redução convenceu  centros de pesquisa como o IMI* e a SPR*, e pesquisadores experientes e de gabarito, alem da Sra. Bisson* e Schrenck-Notzing*, como Richet*, Le Vesme*, Geley*, Maxwell*, Fontenay*, Chevreul, Sage, Jeanson, etc., para não citar Delanne*, dado que seus preconceitos e fanatismo pelo Espiritismo* tiram-lhe confiabilidade.

 

EVERITT, Sra. Thomas (1825-1915). Foi a primeira Médium* não profissional  que produziu na Inglaterra Psicofonia*, notável pela altura das vozes. Na Pneumografia* conseguiu também  extraordinária velocidade em traçar as letras. Sir William Crookes* e Sergeat Cox estudaram-na repetidas vezes em Experiências Qualitativas*. Convenceu da autenticidade dos seus Fenômenos Parapsicológicos* algumas das mentalidades mais renitentes do seu tempo.

 

EVESTRUM. Ver Perispírito.

 

EVOCAÇÃO. É a pretensão do Espiritismo* de obter, ou do Ocultismo* e Magia* de forçar, que os Espíritos* (?) dos mortos, ou as Potestades*, Demônios* ou quaisquer outros seres de “outro mundo”, reais ou Míticos*, intervenham no nosso mundo.Prática antiquissima. Ver, por exemplo, Tertuliano.

  Completa decepção, impossível, heresia. Ver também Identidade, Prova de. Não confundir com Invocação*.

 

EXCEDENTÁRIO, Fracasso. Termo da Escola* Norte-Americana. Ver Falha de Psi, termo preferível.

 

EXISTENCIALISMO. Moderna e falsa Filosofia pessimista, que dá ênfase ao ponto de vista de que a existência humana carece por completo de significado e de valor.  O seu iniciador teria sido o filósofo dinamarquês Kierkegard (1813-1855), sendo um dos seus maiores expoentes o filósofo e escritor francês contemporâneo Jean-Paul Sartre.

  Quem há abafado o Transconsciente* ou perdeu de vista que neste mundo estamos de passagem caminho da eternidade, precisamente por sair da realidade perde o sentido da vida.

 

EXORCISMO. Rito específico antigo no Cristianismo, surgido da errada crença na Possessão* por algum Demônio* (?). Hoje no Catolicismo está suprimida o ordenação de exorcista, o rito do exorcismo foi retirado do ritual e está proibida a administração de qualquer tipo de exorcismos. Embora no Código de Direito Canônico esteja prevista alguma possibilidade de que o bispo, sempre seguindo o ditame dos especialistas científicos, possa autorizá-los em algum caso especial. Porque a Igreja e os teólogos na interpretação de fatos não  podem se adiantar à ciência, e ainda são poucos entre eles os que conhecem Parapsicologia* profundamente e ainda menos neste tema concreto. E pelo contrário são muitos os que têm a Superstição* de acreditar que o Demônio (?) pode fazer Milagres* e que há Providencia* demoníaca (!?).Ver Demonologia.

  Por extensão do rito de exorcismos, também chama-se exorcismo, impropriamente, qualquer invocação, fórmula especial ou operação de Magia* com a supersticiosa pretensão de expulsar os Demônios* (?) ou quaisquer  outras perversas Entidades (?) ou forças negativas (?) que tomariam posse ou estariam a prejudicar as pessoas, animais ou lugares. Freqüentemente estes “exorcismos” apelam para a violência. Ver também Eletrochoque. 

 

EXOTERISMO. Usa-se para frisar o contrário de Esoterismo ou Ocultismo*.

 

EXPERIÊNCIA PERTO DA MORTE. Ver NDE.

 

EXPERIMENTAIS, Fenômenos. Expressão simples e lógica, perfeitamente compreensível. E evidentemente preferível à abreviação Fenômenos E, ou E Fenômenos, derivada da expressão inglesa equivalente, usada pela Escola* Norte-Americana.

   Nem se deve restringir a abrangência da expressão Fenômenos Experimentais às Experiências Quantitativas* em laboratório somente, como pretende a Micro-Parapsicologia*. É experimental ou empírico tudo o que se tire da experiência, da observação, mesmo que sejam Experiências Qualitativas* ou mesmo Casos Espontâneos*. Mesmo um único caso bem observado é um Fenômeno Experimenta que  pode dar uma certeza absoluta, o que nunca ou muito dificilmente é expressado pela estatística...

 

ÊXTASE. Literalmente significa estar fora de si próprio. Estado psico-físico de absoluta concentração, completamente alheio a tudo o que aconteça ao seu redor ou que se faça com seu corpo. É uma experiência própria de alguns grandes Místicos*. Os êxtases religiosos estão bem documentados nas vidas de muitos santos católicos, e também em alguns Místicos* de outras religiões. É claro que nesse Transe* podem surgir diversos outros Fenômenos Parapsicológicos*, como Pcg*, Dermografia*, etc, e inclusive Levitação*.

  É contraditório atribuir a Deus* esse prejudicar o organismo. E por outra parte o natural não reage ao Sobrenatural*: o êxtase não pode, portanto, ser efeito orgânico da contemplação de Deus*... Na realidade trata-se de efeito natural da grande emotividade, Histeria*, mesmo em pessoas que, fora desses momentos, são bem equilibradas.

   Ver também Pitiatismo. Não confundir com Eudaimonia*.

  Em Psiquiatria, com pessoas desequilibradas torna-se por vezes difícil fazer a distinção entre uma experiência esquizofrênica e uma alteração do humor que ocorre numa doença maníaco-depressiva. O êxtase em resposta a vozes por Alucinação* ou Visões* será normalmente de origem esquizofrênica. Haverá que excluir sempre a influência de drogas, tais como a heroína e o LSD.

 

EXTERIORIZAÇÃO DO DUPLO. Ver Astral, Projeção.

 

EXTERIORIZAÇÃO DA SENSIBILIDADE. Transporte das funções sensoriais para fora do corpo. Assim a definia seu propugnador, A. de Rochas*. Descoberta pelo Dr. Paul Joire* em 1892. Fenômeno*  posto em dúvida e negado a partir de Charles Richet*, que suspeitara não ser mais do que efeito da Sugestão*.

 Na realidade pode ser também efeito da Hiperestesia e, eventualmente, efeito concomitante da exteriorização da Telergia* ou de tênue Ectoplasma* invisível, dando a impressão que houve uma exteriorização da sensibilidade isolando-se do corpo. Ver OBE. 

 

EXTRACORPÓREA, EXPERIÊNCIA; ou EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO. Ver OBE.

 

EXTRAGRAFIA. Ver Escotografia, termo preferível.

 

EXTRA-LÚCIDO. Termo em desuso. Ver Metagnomo, termo preferível.

 

EXTRANORMAL. Ver EN, a sigla é preferível.

 

EXTRANORMAL-PARANORMAL, Fenômeno. Ver EN-PN, Fenômeno.

 

EXTRASENSORY PERCEPTION ou PERCEPÇÃO EXTRASENSORIAL. Ver ESP.

 

EXTRATERRESTRE. Ver OVNI.

 

EXÚS. Ver Potestades.

 

EXUDAÇÃO HEMÁTICA. Suor de sangue, ou efusão de sangue através dos poros, sem feridas, indicio de imenso sofrimento psicológico. Algumas mães têm suado sangue presenciando impotentes situações horrivelmente dramáticas dos seus filhinhos. Jesus, prevendo a Paixão, “cheio de angústia orava... e o suor se lhe tornou semelhante a espessas gotas de sangue que caiam por terra” (Lc 22, 44). Muitos  Místicos  revivendo a do Senhor tiveram também exudação hemática ou Aporte* de sangue, inclusive como se chorassem sangue. Ver também Hematogramas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                          -  F  -

 

 

FAC-SÍMILE, Escrita, ou PSICOGRAFIA FAC-SÍMILE. Algumas reproduções impressionantes, embora curtas, da letra e inclusive da assinatura de gente famosa foram executadas por Psicografia*. Talvez o caso mais notável foi a imitação da assinatura e letra de Oscar Wilde por intermédio do Médium* Hester Dowden.   

  Mas deve levar-se em consideração, por uma parte, para evitar enganos, que são muitos os “falsários” que conscientemente, por exercício e habilidade, chegam a imitar qualquer tipo de letra e assinatura com só vê-las uma vez. E, por outra parte, a letra e assinatura espontânea dependem de reflexos e hábitos orgânicos; portanto a interpretação espírita da Escrita Fac-símile é total contradição. Em todo caso basta para a explicação as qualidades e o Talento* do Inconsciente agindo com seu próprio organismo.   

 

FACULDADE X. Wilson Colin pretende sem motivo introduzir mais este neologismo, definindo-o como “a capacidade de apreender a realidade de outros tempos e lugares,  esse poder latente que têm os seres humanos de alcançar além do presente”. Como se não existissem já os termos Pcg* e RC*...

 

FADAS. Ver Potestades, mas as Fadas seriam só de sexo feminino e belíssimas.

 

FALHA DE PSI. O mesmo que o chamado Fracasso Excedentário* nas Experiências Quantitativas* da Micro-Parapsicologia*: tendência que leva os sujeitos que tenham qualquer espécie de aversão ou descrença de ESP* ou PK* (?), os chamados Cabras*, a obterem um resultado inferior ao esperado pelas leis estatísticas. Na realidade as pessoas qualificadas como Cabras* “mobilizam” as suas faculdades para obter tais resultados.

   É claro que o mesmo efeito pode observar-se em Experiências Qualitativas* e na análise de Casos Espontâneos*. E não só nas manifestações de PSI*, senão também nas manifestações de Telergia* e Ectoplasma*.

 

FALO. Representação do pênis, utilizada muitas vezes como objeto de veneração aos deuses (?) ou Elementares* (?) ou Demonios* (?)...  da sexualidade em cultos antigos. Particularmente no culto Dionisíaco da Grécia e Roma antigas, culto ainda hoje existente em algumas localidades do Japão.

  Existem outros muitos cultos semelhantes. E algo parecido é o Mito* do Exú* (?) feminino Pomba Gira na Umbanda* brasileira.

 

FALSIFICAÇÃO RETROSPECTIVA. Ver Paremnésia, termo preferível. 

 

FAMILIAR. Termo muito empregado na Bruxaria* medieval para indicar aquele determinado Demônio* (?) que se constituía em ajudante de uma Bruxa* (?).  É identificado, por vezes, com o gato ou o corvo, formas que o tal Demônio* (?) tomaria.

  Em contraposição, Sócrates* e Santa Joana d’Arc* pretendiam, respectivamente, que uma divindade inferior (?) e santos os aconselhavam nas suas emergências. Em Sócrates*, certamente era seu próprio Inconsciente*, como já então se compreendeu. Em geral, com Santa Joana d’Arc* também, embora em algumas oportunidades possa haver sido Divina Providência* Especial.

 

FANCHER, Mollie (1849-1910). Tuberculosa desde a adolescência, tornou-se inválida incurável e ficou retida no leito durante mais de trinta anos.  Depois cegou e começou a sofrer de doenças nervosas. Foi então que se manifestaram Fenômenos Parapsicológicos* notáveis e que pelos muitos e valiosos testemunhos são indiscutíveis. Vivia num estado análogo à Biocinese*. Tinha Asonia*,  repousando apenas no Êxtase*. Teve Inédia* durante quase trinta anos. Manifestações freqüentes de PG*, descobrindo o que se passava em terras distantes. Tomava conhecimento do conteúdo de cartas fechadas, evidentemente por HD* e HIP*, pois não existe Criptoscopia* propriamente dita. Tinha várias modalidades de DOP*: lia pelas pontas dos dedos passando a mão rapidamente  sobre as páginas impressas;  era capaz de distinguir as cores pelo tato; sendo cega nos olhos conseguia  através do alto da cabeça e da testa ler centenas de cartas. Etc.

 

FANTASMA. O termo exatamente designa a imagem feita com o Ectoplasma*: Fantasmogênese. Em representação de uma pessoa, viva ou morta, ou de um animal, planta ou coisa, de qualquer ser real ou fictício. Se o “fantasma” é por Alucinação*, então melhor seria falar em Visao*.

 Diferencia-se dos conceitos análogos de Escotografia*, Ectocoloplasmia* e Transfiguração* em que, respectivamente, o fantasma parece ter autonomia, é de corpo inteiro, e diminui em densidade tanto quanto seja maior o tamanho. É inferior à  Bilocação* EN*, OBE* e Projeção* de PG, e incomparavelmente inferior à Bilocação* SN* e Ubicuidade*.

  Fantasmata é o nome dado no Ocultismo* a certasformações pelo pensamento” que seriam autônomas (?) e capazes de comunicações (?).

 

FAQUIR. Palavra árabe que quer dizer pobre. Em princípio, um faquir é um asceta muçulmano que vive de esmolas.

   Não teria nada a ver, pois, com o Hinduísmo*. Entretanto designa-se em regra sob o nome de Faquir o asceta hindu que busca alcançar a santidade pela contemplação, pelas mortificações e por certos exercícios físicos e intelectuais. Possuem, ou pretendem possuir, Poderes Parapsicológicos*. Como demonstração exercem domínio sobre as batidas do coração e de todas as funções do corpo, obtém a Catalepsia*, a paragem do fluxo sangüíneo em algumas veias por alguns minutos... Praticam, com freqüência, a própria mortificação e a si mesmos produzem ferimentos, sendo que principalmente aplica-se o nome Faquirismo aos prodígios  nesta área  de Analgesia*. Se bem que muito do que se ouve sobre Faquirismo seja lenda e Fraude* de charlatões, alguns praticantes, inclusive artistas especializados nesta área do Ilusionismo*, chegam a dominar  notáveis técnicas. Por exemplo Mirin Dajo*.

 

FARAÓ, Maldição do. Ver Tutankamon, Maldição de.

 

FARIA, Padre José Custódio de (1756-1819). Sacerdote português, natural de Goa. Sem marginalizar seu celo apostólico e precisamente por ele dedicou-se a um aspecto da Parapsicologia então: Investigador do Magnetismo* Animal.

 Foi iniciado pelo Marquês de Puységur*, discípulo de Mesmer*, nas práticas Magnéticas*, cujo estudo aprofundou durante vários anos. A sua primeira aparição pública como Magnetizador* ocorreu em 1803. Um curso público sobre  “o Sonho* lúcido”, que realizou em Paris em 1813, deu-lhe notoriedade e originou grandes controvérsias.

 O “abade” Faria foi o primeiro observador científico que realizou Experiências Qualitativas* assentando as bases de uma interpretação científica do Magnetismo* Animal como sendo na realidade Sugestão* da Hipnose*. Extraiu de todas as suas meticulosas observações conceitos filosóficos muito interessantes, que publicou em  “De la Cause du Sommeil au Étude de la Nature de l’Homme”, Paris, 1819.

 

FASCINAÇÃO. Domínio psicológico sobre uma pessoa, que perde a sua própria volição ou livre vontade.     

   É uma modalidade de estado sob Hipnose*. E recebe esse nome porque antigamente atribuíam-na ao poder (?) intrínseco do olhar fixo. Diz-se que as cobras fascinam o passarinho, e ele pelo medo vai ao encontro da boca do réptil.

 

FATALISMO. Igual que Destino e o contrário de Livre Arbítrio. Doutrina errada que afirma que toda a vida e ação do homem é sempre e plenamente resultante de diversas influências ou planos externos. O ser humano não teria liberdade em nenhum grau. A Astrologia* (?), o Karma (?), as deusas Parcas (?)... teriam tecido o Destino (= fatum, em latim, donde procede o nome fatalismo) de tudo e de todos.

 

FATOR-SINAL. Ver Sinal, Factor.

 

FAUSTO

 

FÉ. A crença em verdades Sobrenaturais*, naquilo que não se pode ver nem deduzir naturalmente, mas que se aceita pela autoridade de Quem o revelou. Essa crença sem provas diretas, é racional quando apoiada nos Fenômenos SN* que confirmam tal Revelação*; do contrario seria irracional, infantil, inumana.

  A Fé, além de com seu fundamento ou com seu preâmbulo racional, os Fenômenos SN*, é também um dom de Deus*, e manifesta-se de diversas formas: a firmeza da adesão à doutrina inclusive até o martírio, na isenção de crendices e Superstições*, na prática dos mandamentos, na convicção do poder divino, etc.

  Freqüentemente aparecem pessoas de escassíssima formação geral, mesmo que possam ser bons cientistas em algumas limitadas especialidades, que confundem miseravelmente essa Fé Sobrenatural*, Fé em Deus* e por Deus*, com a “fé” humana, impropriamente chamada fé: força do pensamento, convencimento ou esperança irracional de por supostos poderes naturais alcançar efeitos inclusive SN* (!), etc. Ver Curas pela Fe, Curas com Fe, etc.

 

FEDA. Famoso Controle* (?) da senhora Osborne Leonard*.  O Controle* (?) seria o Espirito* (?) de Feda, uma menina que haveria  casado com um dos antepassados da Médium* na Índia e que haveria morrido com a idade de 13 anos, em 1800.

 

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA (FEB). Organização fundada em  1883 por Augusto Elias da Silva (1848-1903) com a finalidade de unificar, incentivar e difundir o Espiritismo* no Brasil. Dispõe de uma ampla Biblioteca (só de Espiritismo e afins), de um eficiente departamente editorial, ampla sé própria  chamada, com a típica intenção de criar confusão com o Catolicismo, “Casa de Ismael” (o nome não consiguiu firma-se amplamente), sala de conferências, etc. Publica a revista “Reformador” fundada pelo próprio Silva em 1883, etc. 

 Como ponto positivo, se fosse possível isola-lo do característico disfarce enganador, fundou um Hospital chamado... “Cristo Redentor” (!? -título na realidade plenamente incompatível com a doutrina do Espiritismo*).  

   Por outro lado cada estado tem sua Federação fomenta e procura coordinar uma especie de filial em cada estado da nação, ssim a Dereção Espírita do Estado de São Paulo, Federaµão Espirita de Minas Gerais, etc., com suas respetivas sede e revista.

 

FEDERAÇÃO ESPÍRITA INTERNACIONAL (F.E.I.). Fundada em 1913, quase desapareceu, tendo sido revivificada em 1948. Tem como objetivo fortalecer o Espiritismo* como movimento mundial e o fomento das relações internacionais entre as associações espíritas já constituídas.

 

FEDERAÇÃO FRANCESA DE PARAPSICOLOGIA. Organismo que engloba quatro grupos franceses que se dedicam ao estudo dos Fenômenos Parapsicológicos*. As atividades desta Federação visam uma intensificação da pesquisa e difusão da Parapsicologia* na França, freqüentemente negligenciada e mesmo desdenhada por preconceitos Materialistas* nas Universidades sem nem sequer saber do que se trata.

 

FEDERATION UNIVERSELLE DES ORDES ET SOCIETIES INICIATIQUES (FUDOSI). Com sé em Bruxelas, em 1934 já agrupava 14 associações de Esoterismo* que tinham a pretenção de serem “autênticas ordens internacionais e históricas”, como as ordens religiosas... 

 

FEIJÃO, Dr. Oliveira. Professor da Universidade de Lisboa, que estudou a condessa de Castelwich, Médium* que produzia fortes Tiptologias* assim como notável Telecinesia*, incluindo o levantamento ou inclinação de mesas.

 

FEITIÇARIA. Em sentido lato é a prática da Magia*.

 Feiticeiro, também em sentido amplo, antigo sacerdote-mago especialista em Curandeirismo* e em Magia* cerimonial para conhecer o futuro, entre os índios norte-americanos.

  Em sentido estrito chama-se Feitiço o ato ou ritual ou os próprios objetos utilizados em HP*. Feiticeiro (a) é qualquer praticante de Magia* que realiza rituais  com intenção de HP*, como na Macumba* ou Quimbanda brasileiras, no Vudú* do Haiti, etc.

  Cinqüenta anos atrás, fora do Brasil onde estava e cada dia está mais difundida, só uns  poucos excêntricos afirmavam praticar a Feitiçaria tradicional. Hoje, o culto da Feitiçaria e os que supersticiosamente a temem, estão em rápida expansão. Não só. em África, em Brasil, em Haití, em toda América Latina..., mas também em qualquer centro urbano da Inglaterra e dos Estados Unidos.

  A antropóloga inglesa Margaret Murray* no seu livro “O Culto da Feitiçaria na Europa Ocidental”, Londres, 1921, defende as seguintes teses básicas: 1. Os julgamentos de Bruxas* no Renascimento e do fim da Idade Média não eram simples aberrações intelectuais, mas o resultado de um conflito entre o Cristianismo e uma religião anti-cristã organizada.  2. Essa religião anti-cristã, baseada na Feitiçaria, pode remontar aos cultos pré-clássicos da fertilidade: a deusa (?) Terra, a grande mãe, e o deus-rei (?) ritualmente assassinado para assegurar o bem do seu povo e a fertilidade das suas sementes. 3. Já no século XVII essa Feitiçaria e culto anti-cristão mantinha a sua própria hierarquia religiosa, festivais, locais sagrados e estrutura peculiar.

  Hoje, os especialistas  julgam a teoria de Margaret Murray* insustentável, entretanto essa teoria exerceu e ainda exerce uma grande influência sobre os seguidores do Ocultismo*.

 

FETICHISMO ou FEITICISMO. Em Parapsicologia* designa a veneração de objetos inanimados, por crença no seu poder de Magia*.

  Em Psicologia designa a  condição patológica na qual a excitação e a satisfação sexual são condicionadas pela visão ou pelo contato com um objeto pertencente a uma pessoa do sexo oposto. Neste significado dentro da Psicologia só interessa na Parapsicologia* que o fetichismo se fomenta em Satanismo* e em certos tipos de Iniciação* como, por exemplo, no Candomblé*.

 

FENÔMENOS PARAPSICOLÓGICOS. Antes de mais nada, Ver Parapsicológicos (Fenômenos, Casos, etc.).

  Fenômenos Parapsicológicos, Características dos: 1. Raridade e fugacidade da ocorrência observável.  2. Dificuldade em se repetir o fato à vontade. 3. Caráter de inesperado e imprevisível, o que dificulta a preparação do seu registro.  4. Aspecto inteligente e intencional de tais Fenômenos Parapsicológicos*. 5. A insegurança e a imprecisão dos testemunhos puramente pessoais, quando os observadores não são especialistas treinados. 6. Perigosos à saúde psíquica e física os Fenômenos EN* e PN* (Não, claro está, os SN*): Decorrem de uma Função* Menos, mesmo que possa ser passageira, e levam a maiores e mais continuados desequilíbrios. Ver também Psicorragia. 7. Semelhança de certos Fenômenos Parapsicológicos* com acontecimentos normais, especialmente a Fraude*.

 Fenômenos Parapsicologicos, Classificação. Charles Richet* dividiu os Fenômenos da então chamada Metapsíquica* em dois grandes grupos gerais: Fenômenos Subjetivos: que ocorrem exclusivamente na área mental, do conhecimento, sem nenhuma ação dinâmica sobre os objetos materiais. E Fenômenos Objetivos: cuja manifestação envolve ação física sobre os objetos materiais. Tal classificação geral, embora falha nos verdadeiros conceitos filosóficos desses termos, subjetivo e objetivo, permaneceu  até hoje por haver sido adotada pela quase totalidade dos Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana, muito influente, embora tipicamente de limitados conhecimentos teóricos e de escassa cultura geral, e que por isso mesmo não sabe que tais termos estão sendo usados indevidamente com respeito ao seu verdadeiro significado. Porque, nos significados filosoficamente corretos dos termos, os Fenômenos de Efeitos Psíquicos também são Objetivos, se reais;  e os Fenômenos de Efeitos Físicos podem ser meramente Subjetivos, se  meramente imaginários.

  Hoje acertadamente está se difundindo e é preferível a classificação iniciada por Émile Boirac*. Fenômenos Parapsíquicos (em vez de Subjetivos), Fenômenos Parafísicos (em vez de Objetivos) e Fenômenos Parabiológicos ou Mistos (parte “Subjetivos”, parte “objetivos”, como o poder da mente sobre o organismo no Curandeirismo*, Feitiçaria*, etc.) Ou Fenômenos de Efeitos Psíquicos, Fenômenos de Efeitos Físicos e Fenômenos de Efeitos Mistos.

  As classificações anteriores são do ponto de vista do efeito. Do ponto de vista da causa, os Fenômenos Parapsicológicos* têm outra divisão: Fenômenos Extranormais* (EN*), Fenômenos Paranormais* (PN*) e Fenômenos Supranormais* (SN*).

  E ainda, pelo modo em que se apresentam, dividem-se em Casos Espontâneos*  e Fenômenos Experimentais*.

 

FERNÁNDEZ, José Salvador (1893-1967). Estudou Engenharia civil na Faculdade de Engenharia de Buenos Aires. Mas depois, convencido da maior importancia dedicou-se a pesquisar Parapsicologia*, da que depois foi catedrático na mesma Universidade.

  As suas principais obras são: “Clarividência y Probabilidad”, Buenos Aires, 1941 - “Parapsicologia Experimental”, 1942 - “Más allá de la Cuarta Dimensión: Metapsíquica, Parapsicologia, Neo-Espiritualismo”, 1963. Foi eleito presidente de numerosas agrupações de Parapsicólogos*, como a “Sociedade Argentina de Parapsicologia”,  “Colégio Argentino de Estudos Psíquicos”,  “Instituto Argentino de Parapsicologia”, etc.

 

FERRER, São Vicente ==== =====

    Foi um muito notáveis Taumaturgo*. Ver Sansonismo, Revitalização,

 

FIGAR, Stephane. Fisiologista checo que em 1958 usou o Pletismógrafo* demonstrando que as captações de HIP* entre duas pessoas sentadas a alguns metros uma da outra, repercutem  na pressão sangüínea.

 

FILOMANCIA. Mais uma entre tantas Mancias*, esta pela avaliação de peculiares modos de “sussurrarem” as folhas de certas árvores, por exemplo as palmeiras e os carvalhos, como se assim as Potestades* “sussurrassem“ certos Presságios*.

 

FILÓSTRATO. Ver Apolônio de Tyana.

 

FINALIDADE. Ver Sinal.

 

FINDLAY, J. Arthur (1883-1964). Juiz britânico. Investigador (?), conferencista e um dos mais conhecidos escritores da literatura de Espiritismo*, fundador em 1920 da revista “Psychic” de Glasgow, e co-fundador da “Psychic Press”, proprietária da revista “Psychic News”. Autor prolífico, a sua obra mais conhecida, “Au Seuil du Monde Ethere, ou La Survivance après la Mort Scientifiquement Expliqué”, Lausane, 1935, atingiu trinta edições só no seu primeiro ano e foi traduzida a diversos idiomas. Simplesmente pelo entusiasmo dos sequazes do Espiritismo*, porque o livro é fundamentalmente errado, e completamente sem provas, na interpretação dos fatos que apresenta, estes, sim, interessantes como fatos...

 

FIO ECTOPLASMÁTICO ou FIO ECTOPLÁSMICO. É um finíssimo feixe de Ectoplasma*. Foram confirmados científicamente por primira vez pelo Dr. Ochorowicz* com Stanislawa.Tomczyk*. Normalmente invisíveis, basta um só  para  suportar um par de tesouras. Com aparelhagem especial foram vistos, tocados, fotografados, detectados eletronicamente, etc. emanando dos dedos e doutras partes do corpo de certos Psíquicos* em Experiências Qualitativas* de Telecinesia*. Ver Raios Rígidos.

   Não confundir com Fio* de Prata.

 

FIO FLUÍDICO. Ver Fluido.

 

FIO DE PRATA . Ver Cordão de Prata. Não confundir com Fio* Ectoplasmático.

 

FIRE-WALK. Expressão inglesa que designa uma classe de Pirovásia*.

 

FISIOTELESCOPIA. Ver Eautoscopia e Projeção de PG, termos preferíveis para um e outro desses dois Fenômenos.

 

FITOMETARQUIA. Influência, positiva ou negativa, que algum Psíquico* pode exercer pela Telergia* sobre os vegetais, favorecendo ou prejudicando seu crescimento. Pode também quebrar vegetais ligeiros ou partes menos fortes deles, mata-los inclusive. Há também casos de certos Psíquicos* que pela ação da Telergia detiveram a decomposição de bactérias orgânicas.

  Atribuí-se a Charles Bayley, famoso Médium* australiano de Aporte*, que faria também com que sementes marcadas de mangueira brotassem rapidamente e que a murta indiana crescesse até à altura de dezesseis polegadas em vinte minutos. Mas os  melhores Parapsicólogos*, e portanto também conhecedores de Ilusionismo*,  garantem que os casos um tanto mais notáveis foram Fraude*.

   A Médium*  que em São Paulo alcançou temporariamente muita fama fazendo, com grande espanto de muitas pessoas, que grãos de feijão brotassem instantaneamente, foi desmascarada pelo Pe. Quevedo*.

 

FLAMMARION, Camille (1842-1925). Célebre astrônomo francês. Em 1882 fundou a revista “L’Astronomie” e em 1887 a “Société Astronomique de France”. Foi também o fundador do observatorio astronômico de Juvisy completando-o com uma estação metereológica e uma estação de radio-cultrural. Sua produção escrita é realmente enorme: 25 livros de divulgação de Astronomia,  dez livros de Ciência Natural, 7 de Psicologia e 6 de Literatura.

  Mas pouco a pouco e convencido cada vez mais da maior importancia, foi deixando a Astronomia, a Psicologia, as  Ciencias Naturais, a Literatura,  para dedicar-se à Parapsicologia*. Foi membro do IMI*.

  Temperamento generoso, apaixonado e ávido de novidades, havia iniciado ainda muito jovem sua vida de pesquisador agindo como Médium* em sessões dirigidas por Allan Kardec*. Posteriormente recolheu e analisou inúmeros documentos de pesquisas e Fenômenos Parapsicológicos* procedentes de sua pátria e do estrangeiro, dos quais extraiu a matéria essencial para as suas obras sobre Espiritismo* e Parapsicologia*. As suas Experiências Qualitativas* e análises de Casos Espontâneos* com Médiuns*incluem as realizadas com a Sra. Girardin na casa de Victor Hugo* em Jersey, com a Sra. Huet e com Eusápia Palladino*. Entre as suas obras sobre temas de Parapsicologia* destacam-se: “Les Forces Naturelles Inconnues”, Paris, 1909 - “L’Inconnue et les Problèmes Psychiques”, 1904  -  “La Mort et son Mystère”, 1922 - “Les Maisons Hantés”, 1923.

  Sucessor de Allan Kardec* como presidente da F.E.I.* e na direção da “Revue Spirite”, acabou, porém,  reconhecendo que o Espiritismo* não tem base nenhuma, que é um global erro de interpretação de Fenômenos Parapsicológicos* de vivos.

 

FLOURNOY, Théodore (1845-1920). Natural de Genebra, Suiça. Em 1878 doutorou-se em Medicina na Universidade de Estrasburgo. Em 1891 assumiu como professor extraordinario de Psicologia Fisiológica na Universidade de Genebra, passando a professor ordinario de Psicologia em 1908. Em 1915 assumiu como professor ordinario de Psicologia, de Historia e de Filosofia da Ciência. Em 1919 professor honorario. Nestas áreas escreveu: “Metaphysique et Psicologie”, Genebra, 1890 - “Les Phénomènes de Synopsie”, 1893 - “Principes de la Psychologie religieuse”, 1903 - “Le Génie Religieux”, 1904.

  Convencido e corajosamente cada vez ia deixando mais de lado a Medicina e Psicologia, estritamente ditas, dedicando-se à Parapsicologia*. Por isso  foi muito discutido pelos preconceitos dos cientistas da sua época. É reconhecido pelos Parapsicólogos* (fora da Micro-Parapsicologia*, claro) como um dos melhores cientistas nesta área, marcou época. É autor dos excelentes livros: “Des Indes a la Planète Mars”, Genebra, 1900 - “Esprits et Médiuns”, 1911 - Etc.

   A simples pergunta de se algum Fenômeno* poderia dever-se à intervenção de um Espírito* (?), “provoca em mim -dizia- uma hilaridade compulsiva”. Quanto aos Médiuns*, em carta a Robert Tocquet* confessa que é preciso muita diplomacia e paciencia, porque são essencialmente tão mais desequilibrados quanto melhores Psíquicos*, ao extremo de serem insuportáveis. Ver Função* Menos.

  Entre tantos méritos de Flournoy, também e por exemplo Ver “Fora da Terra”; e Smith, Hélène.

 

FLUIDO. Emanações fantasiadas por Mesmer* e por Kardec*, difundidas pelos seguidores de um ou do outro. A irradiação hoje mais famosa entre os delirantes do Espiritismo* ou de outros ramos do Esoterismo*, como se fosse do Perispírito* (?), é a registrada pela máquina Kirlian*, o vulgar “efeito corona”.

  Não há tal Fluido ou Magnetismo* Animal nem do Perispírito* (?), em tanto quanto diferentes da Telergia* ou de emanações absolutamente normais como o calor, etc

  Nestes casos, quando real, antigamente designava-se com o nome de Fluido esse elemento subtil, geralmente invisível exceto aos infravermelhos ou à “luz  negra”. Toda pessoa  emite ou pode emitir, segundo sejam comuns ou de Telergia*, irradiações que podem detectar-se por determinadas técnicas. Recebeu nomes diversos mas com grandes analogias nos conceitos: Atmosfera* Humana, Antropoflux*, Aura*, Fio* Ectoplasmático, Fio* Fluídico, Força Ectênica, Força Néurica* Radiante, Od*, Raios* Rígidos, Raios* V, etc.

 

FLUIDÔMETROS. Designação genérica dos aparelhos para demonstrar a existência e quantidade do Fluido*, que na realidade podem medir emanações comuns, mas também a Telergia*. Entre eles podemos citar a Balança*, o Biômetro*, o Magnetômetro*, o Neurodinamômetro*, o Zoomagnetômetro* ou  Zoomagnetoscópio*, etc. Podemos acrescentar os tmbém célebres Biômetro-galvanômetro de Audollent, Estenômetro de Joire, Bioscópio de Collongus,  Motor* a Fluido de Tromelin, Magnetômetro do Abade Fortin, etc.

 

FODOR, Nandor. Psicanalista de Budapeste. Investigador da S.P.R da Hungria (HSPR). Membro honorário da “Sociedade de Metapsíquica da Hungria”. De 1933 a 1935 subdiretor da  revista “Light”. Conferencista e autor de vários livros sobre Psicanálise, religião,  e concretamente de Parapsicologia* “Encyclopaedia of Psychic Science”, Londres e Nova York, 1934 - “The Story of  the Poltergeist down the Centuries”, 1953 - “On the Trail of the Poltergeist”,  1958 - “The Haunted Mind. A Psychoanaliyst Looks at the Supernormal”, 1959 - “Mind over Space”, 1962 - “Between Two Worlds”, 1964 - “The Unaccountable”, 1968 -  “Freud, Jung and Occultism”, 1971.

 

FOGOS FÁTUOS. Luzes peculiares que aparecem em cemitérios e lugares pantanosos. Devem-se aos gases procedentes da decomposição de material orgânico ao entrarem em contato com o ar.

 Conquanto de causas naturais, como está mais que provado, é muito difundida a Superstição* que acredita que tal Fenômeno* esteja ligado com os Espíritos* (?)  dos mortos...

 

FONAÇÃO SUBSÔNICA. Uma das explicações da Psicofonia* em gravadores e outros aparelhos. Emissão imperceptível ao ouvido humano, gerada por uma fonação das nossas cordas vocais, que se constata por meio de equipamentos eletrônicos. Geralmente a pessoa que a produz é totalmente Inconsciente* à respectiva fonação, e por isso a Superstição* a atribui aos Espíritos* (?)  dos mortos.

    É também um dos fundamentos da HIP*.

 

FONÍSTICA. Tratado a respeito da fenomenologia da Psicofonia* e da Tiptologia*.

 

FONO-VIDÊNCIA. Denomina-se assim o Fenômeno* análogo à chamada Televisão* Psíquica mas  mediante o telefone. Ver Alucinação* Verídica, também aqui termo preferível. O Fenômeno* foi “descoberto” (?) por Vicent N. Turvey em 1905. Freqüentemente era capaz de descobrir acertadamente as condições existentes no outro extremo da linha e inclusive dar informações adicionais desconhecidas de quem falava ao telefone.

 

FONTENAY, Guilleaume de (1861-1914). Ex-oficial do exército francês, em 1896 marginalizou os interesses militares e escolheu convicto a Parapsicologia*. Em 1898 publicou a sua obra “A propos d’Eusapia Palladino, les Scéances de Monfort l’Amaury”, Paris, 1918, que continha notáveis fotografias de mesas em levantamento por Telecinesia*.

  Muito meticuloso, com as duas grandes séries de Experiências Qualitativas* a respeito do Fluido* e da Pneumografia* descobriu muitos erros em que tinham caído outros cientistas, entre eles Ochorowicz*: “La Photographie et l’Étude des Phénomènes Psychiques”, Paris, 1912.

 Foi um dos grandes cientistas da época, que mais contribuiu para eliminar da Parapsicologia* certos fatos de Fraude*, introduzindo modos mais rigorosos de observar os Fenômenos Parafísicos* nas Experiências Qualitativas* e de analiza-los nos Casos Espontâneos*.

 

 FORA DA TERRA”. É um dos Desafios*, lançado por T. Flournoy* já no inicio da Metapsíquica*, que provam que não há Comunicação* dos Espíritos* (?)  dos mortos, nunca comunicaram nada. Porque ja era sabido, na Escola* Teórica, que os conhecimentos Parapsicológicos* são sempre em Relação* Psíquica, portanto no Prazo* Existencial e dentro do Nosso Globo.  

   Os “mestres” do Espiritismo*, Allan Kardec* “para convencer os cépticos”, no seu “La Genèse” e na “Revue Spirite”, embora ilicitamente suprimido na tradução da Federação Espírita Brasileira; e Leão Denis no “Catecismo Espírita” afirmam muitas coisas de Fora da Terra. Por exemplo:

 -Que Marte não tem nenhum satélite. Hoje sabemos que tem dois: Deimos e Fobos.    

 -Que Júpiter só tem dois satélites. Hoje sabemos que tem 20, alguns como Ganímedes, Io, Europa..., maiores do que a nossa Lua.

 -Que Júpiter é um paraíso, de vegetação imensa, clima de eterna primavera... Hoje sabemos que sua temperatura é de 140 graus centígrados abaixo de zero, e uma superfície de gases asfixiantes derretidos...

 -Que todos os planetas estão habitados por seres humanos iguais a  nós, Reencarnações* (?) de Espíritos* (?)  de mortos em outros planetas! Hoje sabemos que nenhum planeta do nosso sistema solar está habitado.

  -Etc., etc.

 Ainda falta saber se a distâncias astronômicas poderemos comunicar-nos por PG* quando seres humanos, de nossa espécie, nasçam lá, vivam lá sem nunca saírem de lá, e morram lá sem haverem sido jamais visitados por astronautas que saiam ou voltem a nosso planeta durante o Prazo* Existencial...

 

FORÇA ÓDICA ou FORÇA ODÍLICA. Ver Od.

 

FORÇA PSÍQUICA. A expressão foi utilizada pela primeira vez por Camille Flammarion* na sua obra “Les Forces Naturelles Inconnues”. Outros muitos autores têm empregado essa expressão. Aceitável tanto quanto tenha o mesmo significado que Telergia*, termo preferível.

 

FORT, Charles Hoy (1874-1932). Estudioso norte-americano de Fenômenos “incriveis”, foi o pai do moderno fenomenalismo. Aos quarenta e dois anos, quando uma modesta herança o libertou como jornalista, iniciou a sua intensiva catalogação de Fenômenos “condenados” pelos cientistas tradicionais. Entre eles encontrou muitos Fenômenos   Parapsicológicos*. Realizou investigações no Museu Britânico e na biblioteca pública de Nova Iorque durante vinte e sete anos, estudando relatos quer científicos, quer populares, à procura de relatos de anomalias e de explicações não convencionais, quaisquer quer elas fossem: “The Book of  the Damned”, Nova Iorque, 1919.

   No ano da morte de Fort, foi fundada em Norte-America a “Sociedade de Amigos de Charles Fort”. Como disse seu primeiro presidente, Tiffany Thayer, “as qualidades de Charles Fort seduciram um grupo de escritores americanos, que decidiram proseguir, na sua honra, o ataque que ele lançara contra os onipotentes sacerdotes do novo deus: a ciência” Materialista*. Para certas analogias de principio, Ver Escola Eclética, e em contraposição Ver Micro-Parapsicologia.

 

FORTUNY, Pascal (1872-1962). Psudônimo de M. Cochet, grande Psíquico* francês. Homem de elevada inteligencia e cultura. Falava fluentemente varias línguas estrangeiras, especialmente ingles, espanhol e chines. Era tradutor no Senado, respeitado crítico de arte, pintor com exposições muito elogiadas, autor dramático e poeta.

  Abalado com a morte do seu filho Frédéric num acidente de avião em 1919, aceitou ler livros espíritas que lhe recomendou um amigo Supersticioso*.  Foi assim que descobriu primeiro que tinha facilidade de manifestar Psicografia*, e pouco depois outros Fenômenos* Parapsíquicos.

   Passou então a fazer sessões públicas de Adivinhação*  na “Maison des Spirites”, apesar de jamais haver acreditado na Comunicação* dos Espíritos* (?). Adquiriu grande fama. E em consequência foi submetido a inúmeras Experiencias Qualitativas* no IMI* sob a direção nada menos que dos Drs. Gustave Geley* e principalmente Eugène Osty*, que garantiram a autenticidade de muitas das suas manifestações de HIP* e PG*. Igualmente René Sudre*, que acompanhou longamente com muita amizade a trajetoria de Fortuny, garante também  a autenticidade da suas manifestações. O Dr. Osty* lhe dedica uma monografia importante: “Une Faculté de Connaissance Supranormale. Pascal Forthuny”, Paris, 1926 (Não seria preciso frisar que aqui é usado o termo Supranormal* não em sentido estrito, senão como sinônimo de Extranormal* e Paranormal*).

 

FORTUNE, Dion (1861-1946). “Dion, non Fortune”, era o lema de Violet Mary Firth, que por isso ficou mais conhecida como Dion Fortune. Afirmava que o seu interesse pelos Fenômenos Parapsicológicos*, que durou toda a sua vida, se devia ao contato desde muito cedo com os ensinamentos de Mary Baker* Eddy. De fato seus pais pertenciam à Christien* Science. 

  Mas foi mais que um conhecimento teórico do Ocultismo* que a levou a tornar-se praticante de Magia* com os seus próprios seguidores. Em 1924 fundou a “Irmandade da Luz Interna”,  que dirigiu até à sua morte.

  Dion Fortune foi uma dos primeiros ocultistas a explicar (?) a inter-relação do sistema endócrino e a complexa rede de Chacras* (?) que formariam uma subtil anatomia (?).

 

FOTOGÊNESE. É uma das manifestações com que se pode apresentar a Telergia*:  produção de luminosidade em forma de faíscas, pontos luminosos, nebulosidades brilhantes, globos luminosos etc. Às vezes podem brilhar sem iluminar nem aquecer!

  Dentro da raridade dos Fenômenos Para- psicologicos* é um dos mais freqüentes, inúmeras vezes comprovado não só em Casos Espontâneos* senão inclusive em Experiências Qualitativas*. Como exemplos dos primeiros podem citar-se os  manifestados por Etta Wriedt* e mormente por Frederika Hauffe *. E entre as Experiências Qualitativas* não podem suprimir-se as realizadas com Pasquale Erto* e Frank Kluski*.

 

FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO. Ver Escotografia, termo preferível.

 

FOTORECEPTORES. Terminações nervosas na pele aptas para se impressionar até pela luz infravermelha de mínima graduação. Ver DOP*.

 

FOURNIER d’Albe, E. E. Ver Goligher, Katleen.

 

FOX, George (1624-1690). Aos 19 anos de idade interpretou suas fantasias como se tivesse recebido uma ordem de Deus*, que lhe haveria mandado que cortasse todos os seus laços familiares para pregar contra o formalismo na religião. Foi o fundador da Sociedade de Amigos, ou Quakers.

 

FOX, Irmãs. Do sobrenome das irmãs Margaret, Kate e Leah. As duas primeiras são geralmente reconhecidas como as fundadoras do Espiritismo* moderno. Tudo começou, no seio de uma familia Metodista, por uma brincadeira das duas irmãs. Durante várias noites a família Fox era acordada por Tiptologias*. Segundo o pai, o camponês John D. Fox, os ruídos não podiam ser atribuídos aos ratos ou ao vento...

 Há muitos relatos de Tiptologias*, através dos tempos. Mas neste caso os acontecimento tomaram um caminho inesperado..., sob a direção e estímulo da irmã mais velha, Leah, de 23 anos, casada. No dia 31 de Março de 1848, as duas irmãs mais novas, Margaret de 14 anos e Kate de 12, arranjaram uma maneira de brincar, lançando um “desafio” a esses barulhos. O desafio consistia em repetir com a mesma intensidade e ritmo as batidas provocadas por uma das duas irmãs. Era notável a maneira como as batidas eram repetidas, exatamente da mesma forma, como se o fossem por mãos invisíveis. Elas estabeleceram um diálogo com essas Entidades* (?) que estariam produzindo o barulho. A notícia das novidades em casa da família Fox logo se espalhou, criando uma agitação considerável entre os vizinhos, que foram convidados para ouvir as “conversações”.  Muitos deles ficaram convencidos de que as Irmãs Fox mantinham contato com os Espíritos* (?)  dos mortos.

  Daí nasceu o Espiritismo* moderno.As duas irmãs Fox transformaram-se em Médiuns famosissimas..., até o dia declararam aos grandes jornais e em lotadíssima sessão pública que habiam sido elas mesmas que produziam os ruídos, mostrando a Fraude* que faziam com as articulações do pé, e que em toda sua vida jamais tiveram Comunicação* de Espírito* (?) nenhum. O escândalo foi épico...

   Margaret e Kate Fox abandonaram o Espiritismo* e se fizeram católicas.

 

FRACASSO EXCEDENTÁRIO. Ver Excedentário, Fracasso.

 

FRANCISCO de Assis, São  ===  ===  Notável Taumaturgo*.  Ver Sansonismo,

 

FRAUDE. Truque, trapaça, por habilidade ou técnica, de que freqüentemente os Psíquicos* lançam mão para fingir realizar Fenômenos Parapsicológicos*. Mesmo inconscientemente, todos os Psíquicos*, ao menos alguma vez, cometem Fraude*, precisamente porque os Fenômenos Parapsicológicos* não se podem produzir à vontade.

   Por exemplo em  aparentes Fenômenos de Ectoplasmia*, uma simples regurgitação de material diáfano, tragado previamente à sessão, enganou durante anos a vários pesquisadores desprevenidos. Esta explicação no caso de Eva* C. em Londres, foi primeiro sugerida, em 1922, por Parapsicólogos* conhecedores de Ilusionismo*, pertencentes à SPR*. Foi considerada cabalmente demonstrada no caso Duncan* em 1931. Hoje conhecem-se condições que tornam facilmente desmascarável esta Fraude.

   Em Parapsicologia* é preciso ter em conta, a todo momento, que a hipótese da fraude, mesmo Inconsciente*, é sempre a primeira a ser considerada. na investigação de quaisquer Fenômenos Parapsicológicos*, por muito sérias que as circunstâncias pareçam à primeira vista. Ver Histeria.

 Na Escola* Européia corre como um axioma que “não há que desconfiar do Médium* que foi pego alguma vez em fraude, senão de quem nunca foi pego, pois esse frauda sempre, é um habilíssimo Ilusionista*”. Entre os casos mais notaveis, devem citar-se Ver Francesco Carancini*, Charles Eldred*, Pasquale Erto*, irmãos Davenport*, Ladislas Lasslo*, Ejner Nielsen, etc.    

  Por isso, todo Parapsicólogo* deve ser também especialista em Ilusionismo*, ao menos teórico, mesmo que não tenha habilidade ou treino para realizar as “Mágicas”.

 

FREITAS, Lourival de. Ver Nero.

 

FREUD, Sigmund (1856-1939). Psiquiatra e neurologista austríaco de origem judaica. Formado pela Universidade de Viena em 1881, Freud passara já algum tempo no laboratório de Fiologia de Brucke a estudar a Histologia do sistema nervoso.  Como professor de Neuropatologia no Departamento de Psiquiatria de Meyuert, publicou estudos sobre o nervo acústico e o cerebelo e duas obras importantes sobre Neurologia.

  Influenciado por Breuer, que lhe tinha relatado o caso de Ana O. em 1882,  e insatisfeito com os métodos terapêuticos disponíveis, à cabeça dos quais surgia o eletrochoque, Freud decidiu em 1885 visitar a clínica de Charcot*, a fim de aprender algo sobre a Hipnose*. Depois de quatro meses na Salpêtrière, regressou a Viena e montou consultório. A sua aceitação entusiástica das teorias de Charcot* valeram-lhe os ataques dos seus colegas e do seu antigo professor Meyuert. Freud iniciou uma colaboração com Josef Breuer, um dos médicos mais famosos de Viena. O livro saído desta colaboração, “Studien uber Hysterie”, Viena, 1885, descrevia o tratamento da Histeria* na mulher por meio de catarse, mas Freud descobriu também o novo método de livre associação, que lhe fora sugerido estudando um doente.  Em 1896 Freud usava o termo Psicanálise para designar a sua nova técnica.

  Durante os anos 1894-1899  Freud sofreu uma série de sintomas psiquiátricos, ansiedade de tipo hipocondríaco e depressivo. Começou por se analisar a si próprio e a confiar-se por carta a Wilhem Fliess, otorrinolaringologista de Berlim, que tinha umas quantas idéias estranhas sobre Psicologia humana.  A teoria psicanalítica nasceu deste período de conturbação. O “Traumdeutung”, Viena, 1900, livro que Freud sempre considerou a sua obra mais importante, marcou o fim da sua doença.  Nesse livro Freud descreve alguns dos mecanismos mentais relacionados com a vida normal e a neurose: repressão, esquecimento, simbolização, elaboração secundária, reminiscências, etc. O “complexo de Édipo”, o “Id*”, o “Superego*”, o “ego”, o “complexo de castração”, todos foram fluindo do pensamento fértil de Freud, ao longo dos anos, tendo publicado mais de uma quinzena de livros sobre Psicanálise.

  Um grupo de seguidores, poucos mas dedicados e de grande capacidade, divulgou a Psicanálise para além de Viena, tendo a perseguição nazi dispersado mais tarde muitos deles para os Estados Unidos e para a Inglaterra. Freud deixou Viena em 1938 e morreu em Londres um ano depois.

  Do ponto de vista da Parapsicologia* o mais interessante em Freud foi a sua evolução a respeito dela. Inicialmente discutia muito com Jung* e até com certo menosprezo o chamava “o Bruxo*”, mas ele próprio teve conhecimento por PG* da morte do seu filho na guerra, além de encontrar-se com  muitos Fenômenos Parapsicológicos* entre seus pacientes, com o que pouco a pouco foi-se entusiasmando com a Parapsicologia*, associou-se na SPR* e até chegou a escrever ao Parapsicólogo* norte-americano Hereward Carrington* que se tivesse sabido o que era Parapsicologia* quando começou a pesquisar,  haveria-se feito Parapsicólogo* em vez de psicanalista.

 

FRITZ, Dr. Adolph. Seria o Controle* (?) de famosos espertalhões do Brasil, praticantes de Cirurgia* Psíquica. Uma gangue de espíritas, inclusive alguns médicos interesseiros, fizeram a propaganda tão falsa como bem organizada e numerosa para explorar milhões de doentes desesperados ou ingênuos. Começou com Arigó*, seguindo-o “Oscar Wilde”, Edson Queirós e por último Rubens Faria*. Afirmaram os charlatães que só eles, e nunca mais, pois depois Adoph Fritz irá a outras Esferas* distantes da Terra. Afirmações que procederiam do própio Dr. Fritz (?). Outros praticantes de Curandeirismo*, porém, afirmam que também neles age o Dr. Fritz....

  Riqueza fácil e milionária, alem de enorme propaganda do Espiritismo* e combate sorrateiro ao Catolicismo. O descaro e sem-vergonhice cai até no ridículo. Após Adolph  Hitler, qualquer retardado mental que pretenda disfarçar-se de alemão vai chamar-se Adolph. Enquanto que Fritz nem sequer é um sobrenome, é um apelido: Francisquinho. Dizem que se trata do Espírito* (?) de um médico alemão morto na 2a. guerra mundial. Ora, em que Universidade estudou? Onde está o testamento, a família, o túmulo? Médico em que hospital ou em que consultório? Onde consta algum registro?... E o cúmulo da sem-vergonhice e descaramento: O tal Espírito* (?) de Adolph Fritz, Incorporado* (?), nem fala nem entende alemão! Dizem que o viram algumas vezes, e o desenharam: No além com roupa, até com óculos! E por que não cura ao menos a miopia? É tudo farsa, eles o sabem, as diversas Federações Espíritas, nacional e estaduais, o sabem, foi-lhes demonstrado, e continuam mentindo desavergonhadamente...                              

   

FRNM. Sigla da Foundation for Research on the Nature of Man. Instituição de Parapsicologia* em Durham, N.C., EUA. Rhine* foi seu diretor. Derivou do “Institut for Parapsychology”, do próprio Rhine* na Universidade Duke*, naquela mesma cidade, quando ao menos na intenção pretendeu abrir-se um tanto, se não aos métodos, ao menos aos intuitos da Escola* Teórica. Mas para tanto, Rhine e..., estavam completamente despreparados.

 Publicam o “Journal of Parapsychology”. Esta instituição presta o auxílio que estiver ao seu alcance às pessoas que queiram fazer estudos sobre Parapsicologia*, especialmente a quem se queira preparar para a investigação nesse ramo.

 

FUKURAI, T. Investigador de Parapsicologia* japonês, professor na Universidade imperial de Tóquio, que perdeu sua cátedra por ter publicado, contra a proibição expressa da mesma Universidade, um livro intitulado “Clarvoyance and Thoughotography”, Londres, 1931, no qual relata uma vasta série de Experiências Qualitativas* de Escotografia* por ele realizadas com grande rigor metodológico e com a colaboração de Psíquicos* que além de PG* manifestavam também este tipo de efeitos da Telergia*. Fukurai é mais um “martir” da verdadeira ciência e mais uma prova do apriorismo Racionalista* etc. da “ciência” estabelecida na maioria das Universidades...  

 

FULMINADOS, Cadáveres. Precisa-se muita imaginação ou enorme dose de apriorismo para confundir um certo tipo de cadáveres carbonizados por um raio, com a verdadeira Incorrupção*.

 

FUNÇÃO MENOS. Termo proposto por Boirac*, em substituição do termo Psicopatia*, para destacar que em Parapsicologia* trata-se de “Fenômenos que têm essencialmente por ponto de partida uma certa modificação, tanto do estado mental como do estado nervoso dos sujeitos em que se produzem e que consistem ora na exaltação, ora na inibição anormal das faculdades psicológicas ou das funções vitais”.   Função Menos é a designação do fato comprovado até a saciedade de que na manifestação de qualquer Fenômeno Parapsicológico*, o indivíduo está em maior ou menor Estado Alterado* de Consciência.

  A manifestação supõe uma Função Menos e leva a ainda menor função, a maior  disfunção: 1) Esta disfunção pode provir do uso de drogas; por exemplo, Ver Jeans, Dr. Norman.. Ou provir do Transe*, Hipnose*, contágio psíquico, emoção, nervosismo, etc. etc, ou simplesmente estar relacionada com o Sexo* em determinadas circunstâncias. Ninguém manifesta Fenômenos Parapsicológicos* em estado plenamente normal, plenamente equilibrado, psíquica e fisicamente. 2) Os Fenômenos Parapsicológicos* surgem do Inconsciente*, portanto o Consciente* não os reconhece como próprios, daí a necessidade psicológica da Prosopopéia*, às vezes completamente desequilibrante como as de tipo Possessão* (?), Mediunidade* (?), Reencarnação* (?), etc., podendo levar à Divisão* da Personalidade e mesmo à loucura. 3) O Inconsciente* é incontrolável. Abri-lo, dar-lhe passagem, até pela aparentemente “inofensiva” (?) Oui-já* ou  qualquer  outra técnica, Mancia* ou Pragmática*, pressupõe que possam emergir à superfície num determinado momento alguns traumatismos latentes, que na vida normal das pessoas não atuam, ao mesmo tempo graves, podendo causar graves enfermidades psicológicas. 4)  Nossos nervos não estão preparados para acompanhar a manifestação das faculdades parapsicológicas, verdadeiramente enormes, que não são para o estado de “natureza decaída” em que o nosso organismo se encontra, e que só poderia acompanhar se tivéssemos alcançado o estado Preternatural* no chamado Paraíso Terrestre, e que só poderá acompanhar após a Ressurreição*.   

   Etc., etc. As Faculdades Parapsicológicas* nunca devem ser fomentadas, sob pretexto algum. A Parapsicologia* internacional pediu e conseguiu de quase todos os governos do mundo que coibissem os praticantes de Adivinhação*, de Curandeirismo*..., e muito mais o Desenvolvimento* e pretendido domínio dessas faculdades. Neste conjunto encaixam-se as inumeraveis Seitas* e grupos ou individuos que pretendem ser Iluminados* pelo Divino Espírito Santo, como pelos Espíritos*, Mahatmas*, etc.

   Ver também Lavagem Cerebral.

 

FUTUROLOGIA. Nome com que se denomina a ciência que se encarrega do estudo do que acontecerá no futuro, a partir da análise dos linhas seguidas no passado recente e no presente.

 Geralmente os futurólogos não consideraram a Pcg*, e a acertadamente pois nunca se pode saber antes da realidade dos acontecimentos em questão se uma pretendida Pcg* o é realmente ou mera invencionice do Inconsciente. O curioso é que, pelo contrário,  os adivinhos profissionais, todos charlatães, freqüentemente se servem dos cálculos dos futurólogos para atribuir-se êxitos como se fossem fruto da sua faculdade de Pcg*, que ninguém domina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                          -G-

 

GABINETE.  Espaço reduzido, em geral fechado com uma cortina, no qual a maior parte dosMédiuns*de Fenômenos Parafísicos* pretende condensar o Perispírito* (?) na quantidade necessária  para uma manifestação dos Espíritos* (?). UnsMédiuns*sentam-se dentro, outros fora do gabinete.

   Nem todos osMédiuns*o julgam necessário. E evidentemente não o é para que surja a Telergia* ou Ectoplasma*. Trata-se de um condicionamento e que facilita a Fraude*...

 

GAIOLA DE FARADAY. Câmara metálica com ligação à terra, que Faraday, famoso químico e físico inglês, idealizou.  É um recinto metálico (gaiola ou câmara, conforme os casos) em cujo interior não podem penetrar emissões elétricas ou eletromagnéticas.

   Em Parapsicologia* é utilizada em Experiências Qualitativas*, por exemplo para isolar o microfone ou a lâmpada díodo para controlar Fenômenos de Psicofonia*; também em Experiências Quantitativas* de ESP*, etc., para comprovar que não se trata de alguma energia eletro-magnética...

 

GALIPOTE. Indivíduo que, segundo o Mito* do Vudu* de Haiti, teria a faculdade (?) da Ubiqüidade*. Menos estritamente também chamariam assim a quem apresenta qualquer tipo de Bilocação*.

 

GARDNER, Gerald Brosseau (1884-1964). Inglês. Passou a maior parte do início da sua vida no Extremo Oriente como plantador de borracha e autoridade alfandegária .

  Regressando a Inglaterra em fins de 1930, disse haver descoberto um grupo de Feiticeiros* na New Forest, que o convenceu de que a antiga religião pagã da Europa, a Feitiçaria*, continuava sobrevivendo em segredo. Apresentava-se a si mesmo como Feiticeiro*. Escreveu “O Socorro da Alta Magia”, em forma de romance;  “A Feitiçaria de Hoje”, 1954,  e “O Significado da Feitiçaria”, 1959.

  É acusado de ter inventado toda a revivescência da Feitiçaria*. Mas do que não há dúvida é de que ele foi em grande parte responsável pelo rápido crescimento do movimento moderno de Feitiçaria*.

 

GARRET, Eileen J. (1893-1970). De origem irlandesa, interessou-se desde muito jovem pela Radiestesia* e pela Teleradiestesia*. Foram assombrosas as suas manifestações de PG* com essa Pragmática*. A Micro-Parapsicologia*  submeteu-a por diversas vezes às frias Experiências Quantitativas* de ESP*, com resultados “decepcionantes”. Mas em ambiente mais “existencial”, com Experiências Qualitativas*, por exemplo sob a direção do Professor Hans Bender*, da Alemanha, entre outros, obteve êxitos contundentes. Igualmente em Casos Espontâneos*, sendo uma das Psíquicas* mais fecundas dos últimos tempos. Entre diversas outros acertos famosos, previu a catástrofe do dirigível R-101, em 1930. A. Sra. Garret nunca recebeu um cêntimo pelos seus talentos.

 Introduzida por Sir Oliver Lodge* no campo científico da investigação de Parapsicologia*, pelas suas qualidades natas de pesquisadora chegou a ser conhecida Parapsicóloga*. Foi editora da revista “Tomorrow”, publicada trimestralmente desde 1953. Escreveu “Telepathy: in Search of  a Lost Faculty”, Nova Iorque, 1941 - “Adventures in the Supernormal”,  1949 - “My Life in Search  for  the Meaning of  Mediumship” - “The Sense and Nonsense of Prophecy” - “An Antholigy  from Tomorrow” - “Man Survive Death” - “Man the Maker” - “Life is the Healer”. “Aweereness”, 1955 - “Behind the Five Senses”, 1956.

   Muito rica, deve-se a ela a “Parapsychology* Foundation” de Nova Iorque. Mesmo vivendo entre os Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana e favorecendo suas pesquisas, sua grande inteligência a salvou de cair na limitadora Micro-Parapsicologia*. Ao ponto de como presidente da fundação pretender publicar os livros do CLAP*. Weiant e Zorab os consideraram os melhores livros de Parapsicologia* no mundo publicados até então, mas não conseguiu dobrar os preconceitos de outros conselheiros vítimas da típica miopia da Micro-Parapsicologia*.

 

GASPARETO, Luis.Médium* de São Paulo, Brasil. Ver Psicografia e Inspiração.

 

GASPARIN, Conde Angenor de. Autor francês que se antecipou, contra a então habitual interpretação espírita dos Fenômenos, à descoberta da Telergia*, pois pressentiu no seu livro “Des Tables Tournantes”, Paris, 1854, que os Fenômenos Parafísicos* verificados entre osMédiuns*espíritas radicavam em “alguma força ainda ignorada”, “emanada do corpo humano”, “semelhante ao magnetismo”, “vibrações dirigidas pela vontade”, etc.

 

GATHAS. Ver Zaratustra.

 

GATOFOBIA. Medo dos gatos. Como os gatos foram tradicionalmente considerados na Bruxaria* como uma representação dos Demônios*, a gatofobia em alguns casos pode ter suas raízes nessa Superstição*.

                         

GAULD, Alan. Professor de Psicologia na Universidade de Nottingham.

   Foi editor do “Journal” e “Proceedings*” da SPR*. Autor de “The Founders of  Psychical Research”, Londres, 1968. Do grupo escolhido por Cavendish*.

 

GAUFRIDI, Processo de.  Um dos vários casos da epidemia designada por “Diabo* nos Conventos”, que no século XVII atacou alguns conventos europeus.

   Em 1609, duas religiosas de Aix, Madeleine de Mandol e Louise Capel, atingidas por convulsões, acusaram um padre de Marselha, Louis Gaufridi, de as ter enfeitiçado (?), mandando-lhes os Demonios*  (?) Belzebu, Verrune e Leviathan.

  Madeleine acusou também o Pe. Gaufridi de ter abusado dela aos nove anos, o que mostra a presença da sexualidade nestes tipos de casos.

  As duas Possessas* (?) receberam os Exorcismos*. Sem qualquer resultado. O Pe. Gaufridi foi preso, torturado e por fim queimado, em Aix a 30 de abril de 1611.

 

GAZZERA, Linda. Médium* italiana nascida em 1890. Produzia Telecinesia*, Aporte* e Ectoplasmia* simples. Foi observada pelo Dr. H. Imoda, que lhe consagrou um livro: “Fotografia di Fantasmi”, Turim, 1912. Realizou sessões na “Societé Universelle d’Études Psychiques” de Paris em 1911-1912, onde se comprovou Fraude* ingênua em alguns Fenômenos apresentados, mas evidentemente isso não invalida outros autênticos Fenômenos Parapsicológicos*, antes ao contrário pela própria singeleza da Fraude* durante o Trance*.

 

GEDO-ZEN. Prática do Budismo* que promete enganosamente e é utilizada por muitas pessoas que desejam “maravilhosos” poderes e inclusive o Desenvolvimento* de quaisquer Fenômenos  Parapsicológicos*. Não o conseguem, mas como sofreram uma autêntica Lavagem* Cerebral no intento, geralmente não percebem que foram exploradas. Tem certas parecenças externas com  o Ioga*, a MT*, etc.

 

GEGONOGNOSIA. Alguns usam este neologismo, quando se trata de acontecimentos gerais, para designar PG* e HIP*, termos preferíveis.

 

GELEY, Gustave (1865-1924). Após brilhantes estudos de Medicina na Faculdade e nos Hospitais de Lyón, exerceu na cidade de Aunecy a profissão de médico até 1918.

 Pouco a pouco, porém, ia misturando a Medicina com pesquisas de Parapsicologia* até marginalizar a Medicina e entregar-se plenamente à Parapsicologia*, reconhecendo-a muito mais importante, inclusive para os próprios médicos. Todo o seu trabalho sendo de grande importância para a Parapsicologia*. As suas primeiras investigações foram publicadas em  “Essai de Revue Générale et d’Interprétation Synthétique du Spiritisme”, Lyon, 1897 - e “L’Etre Suconscient”, Paris, 1899. Mas realmente os seus trabalhos que atraíram a atenção de todos os Parapsicólogos* nacionais e muitos estrangeiros, da Escola* Européia, datam de 1916, época em que começou a colaborar com as pesquisas da Sra. Bisson*, do que dá conta em: “La Physiologie dite Supra-normale et les Phénom~enes d’Idéoplastie”, Paris, 1918. Foi alvo de muitas oposições pelos preconceitos dos seus colegas de Medicina, que nada sabiam de Parapsicologia*, mas à que se opunham ferozmente!

  Em 1919 assume a presidencia do IMI*. Dirige a “Révue* Metapsychique”. No seu laboratório, à prova de Fraudes*, foram realizadas muiotas e muitas Exoeriencias Qualitativas* de Fenômenos Parafísicos* com Stanislawa P., Jean Guzik*, Pasquale Erto*, Stephan Ossowiecki*, etc. Sob a sua direção se produziram algums dos melhores Moldes* em cera com o Psíquico* Franek Kluski*. Investigador meticuloso dá conta das suas refleções e Experiências Qualitativas* em excelentes livros, alem dos já citados: “La Reincarnation” e “Contribution à l’Étude des Correspomndences Croisées”, conferências em 1913 - “De l’Inconscient au Conscient”, Paris, 1919 - “L’Ectoplasme et la Clairvoyance”, 1924.

   Morreu tragicamente aos 56 anos de idade num desastre de avião quando voltava a Paris, pouco depois de decolar de Varsovia, aonde acudira para pesquisar uns Médiuns*. O desastre habia sido anunciado por Pcg*, com  detalhes, por Pascal Fortuny*.

 

GELLER, Uri (n. 1946). Famoso e pretendido Psíquico* (?), que ao longo das suas múltiplas exibições por todo o mundo afirmava de si mesmo ter dominio de surpreendentes Fenômenos Parapsíquicos*e especialmente de Fenômenos* Parafísicos. Foi estudado (?) no “Birkbeck College” e no “King‘s College”, ambos da Universidade de Londres, por estudantes não preparados em Parapsicologia*. Embora tambem com a presença do prestigioso Parapsicólogo* John Taylor*. Mas em todo caso em condições impostas pelo próprio Geller. E por pouco tempo, esteve lá só durante três horas. Daí o pouco valor que deve ser atribuído a essa pesquisa (?) que Uri muito cacareja.

  É um mestre em auto-propaganda. Escreveu, cheio de mentiras e exageros,  “My Story”, Nova Iorque, 1975. Diz proceder de outro planeta (?!), vindo na nave “Spectra” (?!)...

  Na realidade nasceu em Telavive, Israel. Conhece-se sua família, a que foi sua namorada, o colégio em que foi aluno dos franciscanos, em fim toda sua vida. Era Ilusionista* profissional em um “Night Club” chamado Zorba, em Jafa, perto de Telavive..., até que organizou pelo mundo o grande engano, com que se fez riquíssimo.

  Foi desmascarado por mestres de Ilusionismo* e Parapsicólogos*. No Brasil o Pe. Quevedo* desmascarou-o num debate, perante 15 repórteres escolhidos, promovido pela revista Manchete. É por isso que esta revista e a rede Globo de TV, responsáveis pela sua vinda ao Brasil, prometeram que nunca mais falariam dele, embora, explicaram, não lhes conviesse retratar-se após tão entusiasta propaganda que haviam feito enganados pelo espertalhão. E cumpriram sua promessa: no dia seguinte Uri Geller teve que sair do país no primeiro avião e eles nunca  mais falaram dele. Muitos anos depois ainda o charlatão tentou de novo o golpe numa outra rede de TV. Mas já não conseguiu enganar  repórteres inteligentes e prevenidos, e teve que ir embora de novo imediatamente.

  Ele mesmo reconheceu que simplesmente imitava Fenômenos Parapsicológicos* por Fraude* e técnicas de Ilusioinismo*, na certeza, isso sim!, de que espontaneamente podia surgir algum Fenômeno Parapsicológico* entre os milhões de espectadores.

 

GEMARA. Ver Talmud.

 

GEMATRIA. Um dos métodos matemáticos e anagramáticos de considerável antigüidade, com que certos seguidores do Ocultismo* e outros delirantes pretendiam decodificar certas obras que consideravam como um código, principalmente o Antigo Testamento da Bíblia*. Outros métodos não menos antigos nem menos delirantes são o Notarikon e o Temurah, usados pela Cabala*.

   Recentemente, 1997, outro charlatão oportunista, Michael Drosnin, divulgou pelo  mundo que havia descoberto com o auxilio de computadores o complicado (claro, tão complicado que pudesse enganar a muita gente) “Código da Bíblia”.

  O pesquisador Dr. Thomas Dave, físico especialista em computação, provou que semelhantes códigos (?) podem encontrar-se em qualquer outro livro, mesmo bem vulgar, inclusive no próprio livro do charlatão Drosnin... Puras singularidades mateméticas e delirante, ou farsante,  imaginação.

 

GEMELLI, Padre Agostinho ( === ). Sacerdote franciscano. Fundador da Universidade Católica do Sdo. Coração, de Milão. Presidente da Pontificia Academia de Ciencias.  === ===

  Psicólogo, médico, filósofo, teólogo..., homem de cultura enciclopédica, o que lhe possibilita ser um excelente Parapsicólogo* da Escola* Teórica. Entre suas publicações devemos destacar: “Ció che respondono gli Avversari di Lourdes”, Firence, 1912 - “L’Origine Subconsciente dei Fatti Mistici”, 3a. ed., 1913 - “Religione e Scienza”, Milano, 1920. Além de numerosos artigos, como por exemplo “Spiritismo e Spiritiste”, em “Religione e Sciencia”, 1920, Vol. 2, pags 147ss. - “Ancora in Tema di Spiritismo. Uma Recente Esperienza di  Materializzazione”, em “Vita e Pensiero”, 1922, págs, 520 ss. - Etc.

 

 GENARO, Sangue de São.  === ===

 

GÊNIOS. São frequentemente citados pelos imbuidos de Superstição* como  “argumento” (?) pro Reencarnação* (?), como se troussessem séculos de conhecimento.... Contra esse absurdo basta lembrar...:

·     que muitas vezes a genialidade se manifesta em conhecimentos que não existiam anos antes...

·     muitas vezes são fruto de muito estudo e esforço. Há Gênios em determinada área específica... Ver também Sábio Idiota.

·     o ambiente familiar e local, assim como a educação e oportunidades podem ter muita importancia.

·     alguma genialidade esporádica pode ser resultado do Talento* do Inconsciente, Intuição*...  

·     muito tem a ver a hereditariedade.

·     poderiamos dizer quie é um feliz erro da natureza: assim como há retardados mentais em maior ou menor grau, tem que haver Genios também em maior ou menor grau separando-se do termo meio da generalidade.    

·     Etc.

 

GEOMANCIA. Mancia* por meio de terra (= geo), de poeira, de seixos, de Muito praticada nos povos muçulmanos, foi introduzida pelos árabes na Europa a partir do século XIII, sendo muito explorada por charlatães.     

   Interpretavam as fissuras ou asperezas que havia.ou  as formas que acidentalmente se formavam.

 

GERADOR DE NÚMEROS ALEATÓRIOS. Aparelho eletrônico capaz de indicar números, selecionados rigorosamente ao acaso. Utiliza-se em Experiências Quantitativas* de ESP*.

 

GERMAINE. Menina de Notre-Dame-la-Garde, na França. Ela como o curandeiro Beziat devem sua fama a haverem sido pivots de uma grande discussão a respeito do Curandeirismo*. Após uma difteria Germaine ficara cega e muda. Germaine nunca abandonara a sua aldeia. Béziat, praticante de Curandeirismo*, nunca a vira, mas com grande propaganda, disse que se ocuparia do caso, à distância... E com efeito, uma tarde em  ==== , Béziat invocou, como freqüentemente fazia, “os poderes divinos (?) de que ele era administrador” (!?). Eram 18:25h, e naquela mesma hora a menina recobrou imediatamente a vista e a fala.

  Béziat curou-a à distância? Há uma explicação muito mais fácil e lógica. A menina era certamente cega e surda. Submetida a todo tipo de testes, realmente ela não adaptava os músculos dos olhos e não movimentava os músculos da fonação. É uma seqüela freqüente da difteria, devido aos processos nevríticos provocados pela toxina diftérica. Mas é preciso frisar que após algum tempo tais seqüelas geralmente se curam sozinhas. Aliás, não houvera atrofia nenhuma dos músculos. Diríamos: a menina continuava durante mais algum curto tempo  cega e muda por inércia, Histericamente*. E a menina “sarou”,  simplesmente porque sabia que a essa hora “Béziat iria curá-la”, e acreditava. O Supersticioso* e o praticante de Curandeirismo*,  mais uma vez, anotam para si pontos que não ganharam. 

   E as causas daquela Histeria*? Sempre é perigoso “curar” os sintomas sem curar a causa...: pouco depois a menina morreu, com 13 anos de idade.

 

GESP. Sigla da denominação em inglês  de Percepção Extra-Sensorial em Geral: General Extra-Sensory Perception. Quando se quer frisar que nas condições das Experiências Quantitativas* de ESP* não se está querendo diferenciar ou positivamente se está querendo coadunar PT* e PC*.

  Nos testes de GESP distinguem-se dois sujeitos: um que “transmite” (?) a informação e outro que a deve “receber” (?). O primeiro na errada Micro-Parapsicologia* é o chamado Emissor* (sender) (?) e o segundo é o Receptor*  (receiver) (?).

  No teste da GESP, o “Emissor*” toma uma carta do baralho previamente misturado, olha-a e procura “transmitir” o símbolo ao “Receptor*”.  Este último tenta obter a informação...

  A ridícula Micro-Parapsicologia* deve achar-se digna da Escola* Teórica (se a conhecesse!), advertindo-nos que essa informação tanto pode ser por PC* como por PT* ou por ambas, e para eliminar qualquer possibilidade de ocorrer uma comunicação que não pelos canais da GESP recomenda a absoluta (?) separação entre o “Emissor*” (?)  e o “Receptor*” (?).

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GHOST SOCIETY. Foi fundada em Cambridge, Inglaterra, em 1851 e destinava-se a estudar os Fenômenos “não normais” apresentados pelo Espiritismo* nascente. Podemos considerá-la a primeira das sociedades de investigação no campo da Parapsicologia*, pois precedeu à SPR* fundada em 1882. Ver Benson, Edward White.

 

GIBBES, E. F. R. G. S. Amiga e editora de Geraldine Cummins*. Autora de diversos artigos sobre Experiências Qualitativas* de diversos Fenômenos Parapsicológicos*. Membro da SPR*.

 

GILL, Madge (+1961). Inglesa, famosa pela sua Psicografia* artística. Apesar de ser simplesmente uma inculta dona de casa, produziu centenas de desenhos e pinturas, segundo ela “sem dúvida orientados por uma força invisível”, um Espírito* (?) que se chamaria Myrninerest (?).

 

GLÂNDULA PINEAL. Ver Epífise.

 

GLORIOSO, Corpo. As principais características, que durante o processo natural da Biostase* e durante o processo Preternatural* da Ressurreição* vai adquirindo e constituindo o Corpo Glorioso, estão expressas no anagrama CASI: Claro, Ágil, Sutil, Impassível. A descripção feita por São Paulo (1Cor 2,13-15; 6,14; 15,20-23.35-55; 2Cor 5,1-4; 2Tm 2,18; Fl 3,21; 1Ts 4,15-17; Rm 8,11; At 24,14s) e em outros textos da Bíblia*, tanto no Novo Testamento (Jo 5,28s; Mt 25,32; 27,53; At 2,36; 4,1; 10,42; 17,31; etc), como no Antigo Testamento ( Dn 12,2s; 2Mc 7,9.11.14.23.29.36; 12,38-46; 14,46; Is 26,19; Jó 19,26s; Sb 3, 1-5.16; etc, etc.) há sido confirmada nos mínimos detalhes pelas numerosíssimas e profundas pesquisas sobre os efeitos SN* deixadas no Lençol* de Torino pela Ressurreição* de Cristo. Também em nossa Ressurreição* trata-se de um “corpo espiritual”, isto é, que participa das características próprias do espírito, por concessão de Deus*. À medida que a Alma* vai deixando um “corpo de trevas”, vai animando um “corpo de luz” Preternatural*. À medida que vai deixando um “corpo pesado”, vai animando um “corpo ágil” Preternatural*. À medida que vai deixando um “corpo denso”, vai animando um “corpo sutil” Preternatural*. À medida que vai abandonando um “corpo passível” vai animando um “corpo impassível” por concessão Preternarural*. À medida que a Alma* vai literalmente desanimando um “corpo corruptível”, vai animando um “corpo incorruptível” Preternatural*; etc...

Ver Aparição para a compreensão do Corpo Glorioso do ponto de vista da Fisica Moderna.

  Não deixa de ser admiravel que ja desde tempos imemoriais muitos povos falam de Sombra* dos mortos, de Corpo* Sutil no além-túimulo, etc. Há um fundo ou origem de verdade, embora depois muito deturpado nos conceitos do Esoterismo* sobre Perispírito*, Corpo Etéreo*, Mundo Astral*, etc.  

 

GLASTONBURY, Manuscrito da série. Uma famosa série de Psicografias* que abarca o período de 1918-1927, publicada em nove folhetos. Estiveram relacionados alguns Psicógrafos*, separados por distâncias enormes e em diversas datas: John Alleyne*, Hester Dowden*, Frederick Bligh Bond*, a notável Margery*, outra senhora de Winchester, etc.

  As Psicografias* foram recolhidas por Frederick Bligh Bond*, e tinham que ver com seções desconhecidas da Abadia de Glastonbury e com a sua história. Através da informação obtida, foram descobertas nas escavações as perdidas capelas de Edgar e Lorett e a parede normanda da capela de Herlewin.

   Para os alienados pelo Espiritismo, prova (?) de Comunicação* dos Espíritos* (?)  dos antigos monges. Na realidade tudo enquadra dentro dos limites das Faculdades Parapsicológicas* dos vivos, dentro do Prazo* Existencial.

 

GLOSSOLALIA. Termo da Psiquiatria introduzido pelo professor Flournoy* em Parapsicologia* para designar casos como o da “linguagem marciana”, “lunar”, etc. de Helena Smith*. Línguas inventadas! É preferível nestes casos dizer Xenoglossia* Impropriamente Dita.

  Em Psiquiatria designa a utilização, por certos alienados, de uma linguagem imaginária, que compreende certa fixidez do significado das palavras e com a sintaxe reduzida. Glossolalia é também o termo aplicado a um distúrbio mental em que se pronuncia uma algaravia de sons quaisquer sem sentido nenhum, como o parolear Inconsciente* e sem nexo às vezes das criancinhas. Muito frequente um manifestação idêntica ou muito similar entre os Pentecostais e Carismáticos. Ver também Barilalia.  

  Glossalalia é termo tradicional em Teologia, usado erradamente, para designar o “Dom de Línguas” e também e concretamente no campo da Demonologia* e Exorcismo*..., sem distinções com a Xenoglossia* natural nem sequer com a Glossolalia por Histeria*. Os Carismáticos* e outros Movimentos Pentecostais* usam também indevidamente o termo Glossolalia, como também erradamente a consideram  Milagre*.

 

GLOSSOTEIA. O mesmo que Glossolalia*. Nenhum destes dois termos é correto em Parapsicologia*, sendo preferível o termo  Xenoglossia*.

 

GNANI  IOGA. O caminho da Ioga* para o Absoluto, a obtenção da sabedoria (?).

   É uma falsa Mística*, carregada de Magia* herética: como se houvesse um caminho natural de alcançar o Sobrenatural*!

 

GNOMOS. São concebidos como anões disformes e velhos, de grande barba, usando um barrete frígio. Atribui-se-lhes relação com a exploração mineira, a metalurgia e, de modo geral, o mundo subterrâneo. São geralmente considerados benfazejos, mas vingativos. E afirma-se que podem adquirir a imortalidade mediante relações amorosas com seres humanos (?). Ver Potestades.

 

GNOSE. Doutrina de diversas Seitas* heréticas dos séculos II e III. Em oposição aos hereges seguidores de Ario, acertadamente proclamavam a divindade de Jesus. Erradamente, porém, afirmavam ter um conhecimento especial, de natureza de Esoterismo* oriental, pelo que teriam “o conhecimento  (= gnose, em grego), superior (?) ao ensino dos Apóstolos e da Igreja a respeito da doutrina de Cristo... e conhecimento também de todas as coisas (?!). Completa loucura megalomaníaca.

   Hoje há diversas Seitas* de Gnósticos ou grupos que se dizem pertencentes à Gnose. Na realidade não são descendentes da antiga Gnose, usa-se o termo para designar a  intenção ou alegação megalomaníaca de encontrar uma explicação total (?) das coisas por processos supra-racionais (?) dos seus Iniciados*.

   Ver Mead,  G. R. S.

 

GOLDEN DAWN, Order of the. Ver Aurora Dourada, Ordem Hermética da.

 

GOLDNEY, Kathleen M. (1895-1992). A obstetra “Mollie”, como era chamada por todos os que a conheciam, foi um pouco de tudo na SPR*: auxiliar do Assambleia da SPR* em 1942, membro pleno a partir de 1945, Secretaria de organização de 1949 até 1958, auxiliar do Comité de Finanças de 1944 a 1959, etc.,  etc, e chegou a ser por muitos anos Vice-Presidente da SPR*.

  Colaborou com Harry Price* na pesquisa sobre vários Médiuns* de Fenômenos* Parafísicos, especialmente em Experiencias Qualitativas* que desmascararam a Médium* Helen Duncan*. Mas sobre tudo destacou colaborando com o Dr. Soal* nas famosas Experiencias Quantitativas* de Pcg* com o Psíquico* Basil Shackleton.

 

GOLIGHER, Círculo. Compreende a família de Médiuns* com a qual o Dr. J. W. Crawford* realizou muitas Experiências Qualitativas* de Ecto-colo-plasmia* e Telecinesia*. Eram 6, às vezes 7 e mesmo 8: A jovem Katlleen Goligher, de 16 anos, a Psíquica* principal, com amplo destaque e sem a qual nada conseguiam os demais: a mãe, o pai, suas tres irmãs, às vezes seu irmão e inclusive o cunhado. As sessões realizavam-se quer em sua casa, quer em casa do Dr. Crawford*.

  Falecido o Dr. Crawford*, o executor do seu testamento literário, E. E. Fournier d’Alba, Doutor em Ciências pela Universidade de Londres, Birmingham e Salamanca, cientista rigoroso e distinguido por todos os sábios da época, durante tres mnesses reiterou as Exeriencias Qualitativas* coim a Srta. Goligher e seu císculo. Concluiu que, em certos casos, os Fenômenos do Círculo* Goligher eram certamente Fraude*, e outros duvidosos.

 “Duvidosos”, o que é quase tanto como reconhecer, o rigorosíssimo Fournier d’Alba!, que também houve algum autêntico Fenômeno* de Telecinesia* por Ecto-colo-plasmia*. Certamente. É o eterno problema dos que não conhecem a psicologia essencialmente doentia e Histérica dos Psíquicos*. Ver Função Menos, e Fraude.

 

GOLPES. Ver Raps e Tiptologia, termos preferíveis, especialmente o segundo.

 

GÖRRES, Padre Johann Joseph von (1776-1848).   ===

=== no seu tratado em cinco volumes: “Die Christliche Mystik”, Cologne, 1836 (tem várias reedições inclusive hoje),

 

GOTAMA GAUTAMA.  Ver Buda.

 

GRAAL, Santo. ====

 

GRAFOLOGIA. Em Psicologia, investigação científica da letra, com o propósito de identificação pessoal ou de análise da Personalidade*.

 Há, porém, muitos Adivinhos* (?) se-dizentes praticantes de Grafologia. Charlatães. O que não impede que alguma vez qualquer simulacro de Grafologia, como mais uma Mancia* possa entrar no âmbito da Parapsicologia*: Metagrafologia*.

 

GRAMATOLOGIA. Termo criado por Maxwell* para designar a análise de palavras ou frases soltas obtidas por Pneumografia* ou Psicofonia*, e inclusive por Psicografia*, quando não se conhece o Psíquico*. Pela análise da gramática, ortografia,  sintaxe, expressões típicas...  intenta-se deduzir o autor.

 

GRANDE IRMANDADE BRANCA. Mítica organização de Demônios*, ou Espíritos* (?) de mortos, ou Extraterrestres*, ou Elementares* ou/e mesmo outros seres Mitológicos* que, segundo alguns autores carregados de Superstição*, exerceriam uma certa ação diretiva sobre a humanidade.

 

GRANDIER, Padre Urbain. Ver Loudun, Processo de.

 

GRANT, Kenneth. Escritor que consagrou muito esforço e dinheiro a analisar e levantar tudo o que se dizia de Aleister Crowley*. Publicou “The Magic Revival”, Londres, 1972 - “Aleister Crowley and the Hidden God”, 1973. É co-editor, com John Symonds, de “The Confessions of  Aleister Crowley”, 1969 - “The  Magic Record of the Beast 666”, 1972 - “Crowley’s Magic”, 1973. É também um dos colaboradores escolhidos por Cavendish*.

 

GRAXA ou BANHA (Cadáver conservado em). Em certas populações africanas houve o costume de colocar na porta da cabana, para que a protegesse dos maus Espíritos* (?), o cadáver de algum célebre Feiticeiro*..., que logo depois da morte cobriam com banha de porco e colocavam todo o dia ao forte sol, de noite novamente o cobriam de banha e de dia novamente ao sol.... Assim o cadáver absorvia tal quantidade de banha, que retardava a corrupção inclusive anos. 

  Que nos desculpem alguns Racionalistas* etc, mas na realidade só um louco pode  confundir esse excesso de “porcaria” com a verdadeira Incorrupção*.

    Não confundir com Graxa de Cadáver ou  Saponificação*.

 

GREGORY, William (1803-1858). Investigador inglês. Na sua obra “Letters to a Candid Inquirer on Animal Magnetism”, Paris, 1851, estudam-se fenômenos do que hoje se chama PG*, manifestados durante a Hipnose*, refutando muito acertadamente a opinião que os considerava Revelações*.

 

GRIUERSON, Francis. Ver Shepard, Jesse.

 

GROUPE D’ ÉTUDE ET  RECHERCHE DU PARAPSYCOLOGIE (GERP). Em 1969 um grupo de estudantes de Psicologia Experimental, inscritos na Faculdade de Nanterre, solicitou insistentemente que a Faculdade proporcionasse pesquisa e ensino de Parapsicologia*. A idéia foi mal aceita pela maioria dos professores, absolutamente desconhecedores do que é Parapsicologia*. A administração, porém, acabou por colocar à sua disposição duas salas, o que lhes permitiu iniciar “heroicamente” os trabalhos sobre... menos ainda que a Micro-Parapsicologia*. Assim nasceu o GERP. A sua orientação foi, de início, essencialmente constituída por Experiências Quantitativas* no meio animal, por imposição da mentalidade dos seus professores, que só aceitavam como científica a metodologia Materialista*...

 

GRUPO POPOV DE BIOINFORMAÇÃO. Organismo russo, dirigido pelo Dr. Kogan, que dentro do preconceito ou esperança própria da Psicotrônica* dedicou-se ao estudo dos Fenômenos PG*, particularmente PT* e Pcg*, em vistas à sua aplicação prática, nomeadamente no campo técnico-militar. 

  O que mais apreenderam é a necessidade de extrema prudência, pois os Fenômenos Parapsicológicos* são essencialmente espontâneos e incontroláveis, salvo alguns de HD*,  e todos inclusive perigosos à saúde do Psíquico*.

 

GUAITA, Stanislas de (1860-1898). Destacado Rosa-Cruz* e Ocultista* francês, associado ao movimento simbolista na literatura.

   Muito Ocultismo* e pouquíssima ciência nas suas “ciências ocultas”.

 

===     Gualtério ===

 “Milagre do Coxo Aleijado”===

Outro milagre do mesmo tipo ou classificação, pela intercessão de São Lourenço. 

Gualtério de Sublaco, tinha três anos de idade, atacado de poliomielite, ficara aleijado de tal forma que os pés aderiram às nádegas haviam dois meses e meio, ficando completamente coxo.

A mãe, Méglia, e a avó Sofia, levaram o menino ao eremitério.  Foram recebidas pelo irmão Amato, que compadecido, consentiu em apresentar somente o menino ao irmão Lourenço.  O famoso taumaturgo pegou o menino no colo e concentrou-se em oração à Deus*.  Testemunha o irmão Amato: “Imediatamente com suas orações, retornou-o à anterior saúde”.

Para o processo, sete anos depois, verificou-se que a cura permanecia perfeita.

 === ===

 

GUANO, Cadáver conservado em. Por exemplo no museu do Trocadero de Paris está em exposição um cadáver encontrado no fundo de um pântano,  em meio e penetrado a tal ponto por tanto material orgânico, que impediu a corrupção e se conserva em bom estado.

   Nada tem a ver com a verdadeira Incorrupção*.

 

GUÉNON, René ( 1886-1951) ===

 

GUIA, Espírito .  Ver Controle.

 

GUILD OF SPIRITUAL HEALING. Trata-se de uma organização espírita de praticantes de Curandeirismo*. Seguem as instruções de um Médium*, Sr. Simpson, que teria, por sua vez, sido instruído por um médico do além (?), que se chamaria Dr. Lascelles (?). O grupo de praticantes de Curandeirismo* é composto por sete, “número mágico” (?).

 

GULIAEV, === ( === ). Grande Parapsicólogo* russo e professor de Parapsicologia* na Universidade de Moscou. === ===

 

GUPPY, Sra. de Samuel. Médium* britânica descoberta pelo Dr. Alfred Russell Wallace*, em casa de sua irmã. Nunca constou que ela tivesse obtido benefícios econômicos à custa de seus Fenômenos Parapsicológicos*. Em numerosas Experiências Qualitativas* principalmente nos anos 1866 a 1872 comprovou-se que tinha notáveis manifestações de Telecinesia*, e que produziam-se Aportes* com notável “freqüencia”, de modo particular  de plantas e de flores.

  A sua principal pretensão à fama, seria o seu pretendido Auto-transporte*, desde   seu lar, em Highbury,  até o número 61 da rua Lambs Conduit, em Londres, a três milhas de distância! Certamente irreal, mais uma mostra do desequilíbrio histérico tão freqüente nos Psíquicos*. Ver Função Menos. Como máximo poderia haver sido Projeção* de PG por “mérito” da Percipiente* em Londres...

 

GURDJIEFF, Georgei Ivanovitch (c.1877-1949). Sua família era de origem grega. Nasceu perto da fronteira russo-persa. A data do seu nascimento é duvidosa, pois ele próprio indicou datas diferentes segundo as conveniências... Logo depois que ele nasceu, a família mudou-se para Kars.

  Ainda muito jovem, partiu de casa e desapareceu durante cerca de vinte anos, vagando, segundo ele próprio afirma (!), pela Ásia, Europa e África “em busca da verdade” (?).Afirma que teve encontros com  prestigiosos Faquires* e Dervixes* e que se dedicou ao estudo da Hipnose* e da Ioga*. Escreveu várias obras que, embora contenham alguns elementos autobiográficos talvez verdadeiros, em geral são enganosas.

  Qualquer que seja a verdade sobre as suas viagens, Gurdjief chegou a Moscou em 1912 e passou a arrebanhar discípulos. Durante quarenta anos dedicou-se a ensinar (?). Pretendia “explicar”(?) a natureza do homem  e do universo... Mas na realidade o que ele “ensinava” (?), tudo era com os preconceitos da ciência Materialista*, totalmente diferente do que haveria aprendido em Oriente...

 Em 1917 a Revolução interrompeu o trabalho de Gurdjief e de seus grupos.  Regressou então com a família para o Cáucaso. Em  Tiflis fundou o “Instituto para o Harmonioso Desenvolvimento do Homem” (?). A vida tornou-se tão difícil que obrigou Gurdjief e os seus discípulos a deixarem a Rússia por Constantinopla, onde retomou os seus trabalhos.

  Escreveu um poema épico cronológico, tendo como base: Belzebu (?) lançado ao sistema solar (!).

  Foi o inspirador de Duspensky, que desenvolveu os seus ensinamentos no Ocidente,  e conjuntamente formaram em Londres o “Fundo Gurdjieff”.

 

GURNEY, Edmund (1847-1888). Inglês, dotado de uma extraordinária cultura, foi destacado e pioneiro investigador de Parapsicologia*. Reuniu o resultado dos seus estudos durante muitos anos sobre Casos Espontâneos* no livro de fama mundial, imprescindível ainda hoje para todos os Parapsicólogos*, “The Phantasms of Living”, Londres, 1886, escrito em colaboração com F. W. H. Myers* e F. Podmore*. 

 

GURU. Termo hindu que significa Mestre e que se aplica geralmente a um orientador da Ioga*.

 

GUZIK, Jean (1876-1928). Nascido em Raczna, na Polônia, muito cedo começou a manifestar Fenômenos de Tiptologia*, Telecinesia*, Fantasmogênese*, etc.

   Foi estudado com muitas Experiências Qualitativas* de alto valor científico na “Sociedade Polonesa de Estudos Psíquicos”. E em Paris,  sob a direção do Dr. Geley* em 1922 e 1923, fez oitenta ou mais sessões de Experiências Qualitativas*.

  Em conseqüência das sessões dirigidas pelo Dr. Geley* foi publicado o célebre Manifesto dos Trinta e Quatro, que chegava à conclusão da exata certeza da realidade dos Fenômenos.

  Contudo, uma comissão de professores da Sorbonne qualificou como Fraude* os Fenômenos que  eles viram numa única sessão. Guzik, talvez inconscientemente, pode ter feito alguma Fraude* perante a comissão, precisamente por estar em Estado Alterado* de Consciência e porque todos os Fenômenos Parapsicológicos* são espontâneos, contra o preconceito da comissão “científica” para a qual toda realidade tem que ser repetível à vontade ou não existe!

  Guzik indudavelmente era um grande Psíquico*, apesar de às vezes, como todos os Psíquicos*, cometer Fraude*. Inclusive alguns Fenômenos de Ectoplasmia*, tais e nas condições nas sessões dirigidas pelo Dr.Geley*, eram totalmente inimitáveis por  Fraude*.

 


 

 

                                                      

                                                            - H -

 

HADES.  Designação greco-romana do mundo após a morte: um rio, a barca de Aqueronte, e a partir da outra margem o mundo dos mortos,  como sombras.

    Outras Mitologias* adotaram, mais ou menos esporadicamente,  o mesmo nome. Por exemplo em  determinadas pretendidas Comunicações* dos Espíritos* (?), como as atribuídas ao Espírito* (?) de   F. W. H. Myers* na  Psicografia* da Médium* Geraldine Cummins*, o Plano* de Ilusão é chamado  também Hades.

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HAGIOGRAFIA.  É a historia e o conjunto dos estudos a respeito da vida dos santos.

 

HALO. Círculo de luz, nimbo, amiúde pintado à volta da cabeça de um santo. Tem origem simbólico na Aura* conforme é descrita no antigo Oriente. Nas imagens é substituído por uma  coroa da mesma forma que o halo, colocada detrás da cabeça.   

 

HAMEL, Xifré. Pseudônimo do dirigente do movimento da Teosofia* em Espanha durante mais de três décadas. Muita propaganda, muito fanatismo, e nada de ciência.

 

HAMILTON, Glen.  Médico americano, que foi presidente da SPR* de Winnipeg. O grupo estava constituído por quatro médicos, um engenheiro civil e um engenheiro eletrônico. Dispunham do seu próprio laboratório, no qual um conjunto de câmaras estereoscópicas apontavam para onde se produziam os Fenômenos Parafísicos* a fim de detectar a presença da Telergia* ou Ectoplasma*.

   A sua análise crítica dos estados de Transe* constitui um valiosa obra para os especialistas. A ele se devem valiosas fotografias de Telecinesia*, Ectoplasmia* e Levitação*. Entre as Psíquicas* não profissionais, que se submeteram lá a Experiências  Qualitativas*, contavam-se Elizabeth M., Mary M. e Mercedes.

 

HAMILTON, Louis. Sob o pseudônimo de Cheiro fez-se muito conhecido entre os sequazes do Esoterismo*. Foi autor de inúmeros livros, de nenhum valor científico, sobre Quiromancia* e outras Mancias* para Adivinhação* da Sorte*... (?!).

 

HP (ou HT). Sigla de Subjugação Telepsíquica, tomada da expressão Hipnose* Paranormal* (ou de Hipnose* Telepática*), dado que as iniciais ST, que corresponderiam à Subjugação Telepsíquica, na realidade designam a Sugestão* Telepática, precisamente a faculdade com que se induz (?) à distância (?) o Transe* Hipnótico. Lembre o leitor que tanto na HP (ou HT)como na verdadeira ST* todo o mérito é do receptor ou Percipiente*, o chamado “Agente*” não passando de objeto externo da percepção PG*.

 

HARE KRISHNA, Movimento. “Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna”. É sabido que um estimulo suave, monótono e persistente causa Hipnose*: os dirigentes dessa sociedade afirmam que Deus* se compreende (?) cantando seus nomes na ordem correta (?), e assim os jovens ficam horas e horas a fio cantando monotonamente “Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare, Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama, Rama....”

  Arregimentam jovens, fazem uma grande e muito técnica Lavagem* Cerebral, ficam com todo o dinheiro que por herança corresponderia aos jovens e os põem a trabalhar pouco menos que como escravos, idiotizados, ao serviço da organização de exploração econômica.

 

HARE, Robert (1781-1858). Professor de Química no “Medical College” da Universidade de Pensilvânia.  Escreveu diversas obras sobre Química e invenções científicas.

   Foi também  investigador na área de Parapsicologia*. Interessou-se pelos prodígios do nascente Espiritismo* e foi o primeiro homem de ciência que os estudou com Experiências Qualitativas*, sob rigorosas condições científicas. Entre 1844-1858 investigou o famoso Médium* Daniel Dunglas Home*.

  As suas investigações, porém, indevidamente confundindo a realidade dos Fenômenos Parapsicológicos*, que estudou, com a interpretação espírita, que nem intentou analisar, levaram-no ao convencimento da intervenção dos Espíritos* (?) como afirma no seu livro “Experimental Investigation of the Spirit Manifestation, Demonstrating the Existence of Spirits and their Communion with Mortals”,  Nova Iorque, 1858.

 

HARRIS, Thomas Lake (1823-1906). Místico* (?) e poeta americano. Publicou “A Nova República”, 1891,  e inúmeros outros livros.

 Em 1840 conheceu Andrew Jackson Davis*, e passou a interessar-se por Espiritismo* e pela doutrina de Swendenborg*. Desde cerca de 1850 começou a entrar em Transe* produzindo por Psicografia* longos poemas Místicos* (?).

  Dizendo que por ensinamento dos Espíritos* (?), aguardava e pregava insistentemente a segunda vinda de Cristo em Mountain Cove. E no seu fanatismo, sem desanimar pelo fracasso, nos fins daquela mesma década fundou a “Irmandade da Nova Vida”. Em 1894 pensou  que finalmente atingira a união Mística* (?) com a sua contraparte celestial (?), a rainha Lírio (?), e que tornara-se imortal (!). Após isso, esperava que o mundo chegasse ao fim quase imediatamente. Como isso não aconteceu,  teve que amargar os últimos anos da sua vida abandonado e isolado, em Nova Iorque.

 

HARTMANN, Franz (1838-1912). Médico alemão. Havia sido Teósofo. Junto à Médium* Katie Wentwoot procurou e conseguiu um certo Desenvolvimento*. Em 1858 fundou na Alemanha a “Ordem Rosa-Cruz-Esotérica”. Entre suas publicações destacam “Magic White and Black”, “Life of Paracelsus”, “Occult Science and Medicine”... E “Life of Jehoshua”, um livro concebido evidentemente com a pior das intenções e preconceitos, mas que pelo que teve que estudar para escreve-lo, terminou por modificar completamente sua vida:   Após profunda reflexão, no ano seguinte de have-la fundado, afastou-se da “Ordem Rosa-Cruz-Esotérica”, e afastou-se também da Teosofia*.

  Desde então passou a residir por muitos anos nos Estados Unidos, dedicando-se à investigação na área da Parapsicologia*, e para isso viajando por diversos países. Mereceu ser reconhecido e prestigiado entre os Parapsicólogos*.

  Como a desmascarou, Helena P. Blavatski*, fundadora e presidente da Teosofia*, descreveu-o como “muito mau”, e os teósofos britânicos apelidaram-no de “porco Franz”. É um dos seus maiores méritos de cientista haver completamente desmascarado a Sra.  Blavatski* e refutado a Teosofia*.

 

HAUFFE, Frederika (1801-1829). Uma extraordinária Psíquica*. Foi estudada pelo médico alemão Dr. Justinus Kerner*, que inclusive a teve hospedada em sua casa, de  novembro de 1826 até maio de 1829, três meses antes de ela morrer em 5 de agosto de 1929 com vinte e oito anos.

  Contraíra uma estranha doença aos 21 anos, da que morreu sete anos depois. Nada foi possível apurar sobre a mesma doença com os recursos da época, nem depois da necropsia, onde descobriram que todos seus órgãos estavam profundamente alterados, menos o cérebro.

 Durante a duração da enfermidade manifestou muitos Fenômenos Parapsicológicos*, praticamnte de toda classe. A sua descrição ocupa  todo um volume que Kerner* escreveu, intitulado “A Vidente de Prévorst”, pois Prévorst era o vilarejo natal de Frederika, perto de Lowenstein. Era filha de lenhadores, ignorantes, como ignorante foi Frederika.

   Kerner* descreve com precisão e objetividade muitos Casos Espontâneos* de Êxtases*, Visões*,  PG* inclusive muitos de Pcg*, Telecinesia*, Fotogênese*, Fantasmogênese*, inclusive de Levitação*, etc.

 

HATHA IOGA. Um dos caminhos da Ioga*, por meio da cultura física e disciplina mental imposta ao corpo.

 

HAXBY. Médium* inglês de Fenômenos* Parafísicos. O Dr. Alfred Russell Wallace* em 1870 realizou Experiências Qualitativas* de Fantasmogênese* e Transfiguração*, com muitas provas e medições. Demonstrou que havia semelhança junto com determinada discrepância entre o corpo do  Médium* e o da Transfiguração*, como é lógico no Fenômeno* autêntico.

 

HANS, Cavalo. Trata-se de um dos pretensos “cavalos inteligentes”, e o primeiro a ser estudado cientificamente em muitas Experiências Qualitativas*. Ver Elberfeld, Cavalos de.

 

HAXIXE.  Derivado do árabe hachich = erva.  É uma resina extraída das folhas e das inflorescências femininas do Cânhamo* Indiano. É uma das drogas mais vulgarmente consumidas pelos toxicômanos, a par da heroína e da cocaína. Fumado ou mastigado, provoca torpor e sensações agradáveis, por vezes com Alucinações* e, mais raramente, delírio furioso como se fosse uma Possessão* ou Incorporação*. É usado por certos Psíquicos* com a intenção de chegar a dominar (?) à vontade a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*.

 

HAYNES, Renée. Parapsicóloga contemporânea. Seu interesse pela Parapsicologia* tem as raízes na sua infância, porque em Londres!, onde nasceu. viveu em várias casas com fama de Mal Assombradas*, e porque um dos Colégios em que estudou foi um colégio particular, ao ar livre!, dirigido por seguidores da Teosofia*. Formou-se em Direito e Historia na Universidade de Oxford. Ingressou na SPR* em 1942, chegando a ser excelente pesquisadora. Nesse mesmo ano converteu-se ao Catolicismo. Desde 1958, membro do Conselho da SPR*. A obra principal de Haynes é “The Hidden Springs”, Londres, 1961. Devem destacar-se também “The Seeing Eye, the Seeing”,  Londres, 1976  e  “The Society for Psychical Research”, Londres, 1983.

  Deve-se a ela um interessante estudo que publicou com o título “Philosopher King”, Londres, 1970, sobre o melhor dos Parapsicólogos* de todos os tempos, o insuperável Bento* XIV.

 

HD.  Sigla de Hiperestesia Direta. A sigla é preferível. Designa a enorme capacidade de captação, ao menos no âmbito do Inconsciente*, que os nossos sentidos possuem.

  É muito freqüente que a Micro-Parapsicologia* ponha no rol da ESP* casos que são simplesmente HD (ou  HIP*).

 Petétin* fez famosos vários casos de HD auditiva, olfativa, gustativa... de tipo Parasentido*, casos que estudou em Experiências Qualitativas* e que descreve no seu  “L’Electricité Animale”, Lyon, 1803: os Psíquicos* Hiperestésicos não ouviam nem gostavam nem cheiravam pelos órgãos diferenciados para essas sensações, mas o faziam pelas pontas dos dedos ou por outras partes da pele.

 

HEINDEL, Max. Ocultista que arrastou multidões de desavisados. Autor de muitos livros de “filosofia” (?) Rosa-Cruz* e sobre as influencias (?) da Astrologia*. Dirigiu durante cerca de trinta anos uma clínica  (?)  de “curas” (?),  na base de diagnóstico astrológico (?). Tratamento meramente por Sugestão*, perigoso e ilegal Curandeirismo*.

 

HÉLIOS, Mundo de . Hélios é o nome grego que designa o Sol, que era considerado um deus (?). Mundo de Hélios seria o quinto nível dos sete Planos*, de acordo com as Comunicações* prendidamente do além (?) atribuídas por Cummins* a Myers*.

 

HELL, Padre Maximiliano (1720-1792). Padre jesuíta, de Viena. É carisma dos jesuítas dedicar-se à ciência precisamente em beneficio da religião: ciência e fe, religião racional. O Pe. Hell S.J. primeiramente cultivou a Astronomia, depois passou a dedicar todo o tempo disponível à um aspecto da Parapsicologia* que brotava no seu tempo: a Hipnose*, na que representa o segundo grande passo histórico na pesquisa.

 Seguindo as bases de Paracelso*, e superando-as abertamente, o Pe. Hell, a título de pesquisa, realizou com êxito inúmeras curas maravilhosas servindo-se da Hipnose*. Acertadamente rejeitou com fortes argumentos as inexistentes influencias da Astrologia* postuladas por  Paracelso*, como rejeitoui também o Magnetismo* Animal postulado por Mesmer*. Curiosamente, para aumentar a Sugestão*, o jesuíta astutamente usava uma pequena vareta de mineral magnético, compactuando com tão arraigada mentalidade popular do Magnetismo* Animal...

 

HELMONT, João Batista van (1557-1644).  Grande homem de ciência, nascido em Bruxelas e lá falecido. Deve considerar-se como o mais conhecido e preparado entre os continuadores da obra e da doutrina de Paracelso*, assim como o traço de união entre a concepção da influencia da Astrologia* segundo Paracelso* e o Magnetismo* Animal segundo  Mesmer*. Foi um estudioso de segredos e práticas do Ocultismo* em geral e da Alquimia* em particular.

  Mas o extremamente importante foi a sua atividade científica, a ponto de o fazer ser considerado como um precursor da Fisiologia, porquanto foi ele o primeiro a intuir a função do estômago e a sua importância no processo digestivo,  assim como a ação capital do diafragma na respiração. E ainda mais importante a posição científica de Van Helmont como precursor e, no entanto, bem precisa  no quadro das concepções que estão como bases do que resultaria em Magnetismo* Animal, conceitos de base que ele experimentou e utilizou no decurso da sua longa carreira de médico.

  A partir dele, o estudo e aplicação das conceições e práticas do Ocultismo* orientar-se-iam, cada vez mais e com muita razão e fundamento científico, para metas bem mais concretas e socialmente mais construtivas, como a Medicina, as Ciências Naturais, a Farmacologia, a Fisiologia e a Anatomia.

 

HEMATOGRAMAS. Desenhos, símbolos ou grafismos marcados na pele (ou sobre lenços que a ela tenham aderido), por Exudação* Hemática.

  Menos exatamente usa-se o termo aplicado aos Estigmas*.

 

HENRY, Charles. Professor francês contemporâneo, Diretor do “Laboratório de Fisiologia das Sensações” na  Sorbonne. A propósito de PG* demonstrou que a ciência não pode  continuar sendo Materialista*, acreditando que tudo em última instancia se reduz a processos eletromagnéticos.

  Um tanto metaforicamente em certos detalhes, ele insiste em que há  outras forças. Em primeiro lugar uma outra vibração do “éter”: a forma gravítacional, para a matéria psico-química. E ainda outra  força, ou duas,  “biopsíquica”, da vida e da Alma* espiritual. O processo eletromagnético é uma espécie de termo meio ou traço de união entre os outros dois.

 

HEPATOSCOPIA. Ver Aruspicina.

 

HÉPTICA (em relação a cadáveres). Aconteceu algumas vezes que certos anacoretas do deserto jenuaram a tal extremo, que seus corpos cairam em marasmo ou héptica: pouco mais que pele e osso. Assim, seus cadáveres, também por isso, além de por enterrados em lugares muito Secos* do próprio deserto, foram encontrados em bom estado de conservação até muito tempo depois. Claramente é uma falsa Incorrupção*.

 

HEREDIA, Padre Carlos María ( === ). Nasceu em México. Sacerdote da Companhia de Jesus,  jesuítas (S.J.). E precisamente como sacerdote viu a importncia da Parapsicologia* para combater as Superstiçoes*, especialemnte o Espiritismo* muito em boga e para possibilitar uma reta religião, adulta e firme. Foi um grande conhecedor de Parapsicologia*. A ele devem-se importantes Experiências Qualitativas*, especialmente de HIE*, e análises críticas dos Fenômenos Parapsicológicos* apresentados pelosMédiuns* e de Casos Espontâneos*. Hábil Ilusionista* e amigo de Houdini*, trabalhando juntos no desmascaramento deMédiuns*. Extraordinário conferencista, foi um grande refutador do Espiritismo*. Neste sentido e como escritor de estilo muito ameno, são muito conhecidos e traduzidos a várias línguas “O Espiritismo e o Bom Senso”, Rio de Janeiro, 1924,  e  “As Fraudes Espíritas e os Fenômenos Metapsíquicos”, Petrópolis, 1958.

 

HERMES Trimegisto. O deus (?) Thot, correspondente à Lua, na antiga Mitologia* egípcia, que seria o inventor da Magia*, da linguagem e da escrita. Foi chamado pelos gregos Hermes Trimegisto (= três vezes grande). E o humanizaram: haveria sido um rei de Egipto que haveria reinado durante 3.226 anos (!!), e haveria escrito 36.525 livros (!!) de  Magia*. Na realidade desses pretensos livros só 42 foram escritos séculos mais tarde, ao redor dos começos do século IV. Dai surgiu a expressão Hermetismo, que emprega-se hoje vulgarmente para designar, de um modo geral, os ensinamentos do Ocultismo*.

  Os romanos identificaram o deus (?) Hermes-Ibis com Mercurio, o deus (?) alado dos comerciantes e dos viajantes.

   Na Idade Média esses livros atribuidos a Hermes foram a fonte principal da Astrologia* e da Alquimia*.

  Ver Mead,  G. R. S.

 

HERMETIC BROTHERHOOD OF LUXOR. Associação de Maçonaria* e Ocultismo* fundada em 1887 por membros da Sociedade Rosa-Cruz*. H. Blavatski* afirma que o nome Luxor procede de Lookshur, uma localidade da Siberia (?). Seu centro de ensino chama-se, bem significando a mentalidade dos seus associados cheia de Superstição* e sincretismo, “Isis-Urania Temple of the Hermetic Studens of the Golden Dawn”. Ver Aurora Dourada, Ordem Hermética da.

   Pretende ser herdeira dos Mistérios* da mais remota antiguidade, da Cabala*, da Magia* ceremonial, e... de tudo! Os maiores impostores da humanidade, como H. Blavatski*, Allan Kardec*, A. Crowley*...,  pertenceram a esta associação.

  Um dos seus membros, nada menos que A. E. Waite*, apos profunda reflexão honestamente se separou da associação e soube fazer dela a  crítica arrasadora que merece.

 

HERÓIS. Personagens históricos cujas façanhas e aventuras se propagaram nos Mitos* e lendas do seu povo. Em geral, a posteridade pagã eleva-os à condição de deuses (?) com figura humana.

 

HERÓDOTO. Grande historiador grego da antigüidade, que percorreu quase todo o mundo conhecido de então.

  Ele narra nas suas memórias a curiosa estratagema de Adivinhação* empregada pela Pitonisa* de Delfos* e desmascarada pelo rei da Lídia, Cresus*.    

  Conta também que um dos sete sábios da Grécia, Periandro, mandou “consultar a Sombra*” (?) de sua mulher, degolada outrora por ordem do mesmo Periandro. O fato confirma que já em tempos bem recuados  praticava-se certo Espiritismo*.

 

HETEROSCOPIA.  “Visão” dos órgãos internos de outra pessoa. Conhecimento do tipo de doença de que padeça uma pessoa, assim como localização de um determinado mal, podendo descrever as suas principais características Trata-se de PG* ou HIP*,  projetadas por Alucinação* Verídica, não simplesmente neurótica como tal.

 

HETERO-SUGESTÃO. Ver  Sugestão.

 

HETTINGER, John. Começou as suas investigações sobre Psicometria* (parapsicológica) em 1935, em Londres. Foi o primeiro a conseguir um doutoramento em Psicologia por estudo de Fenômenos Parapsicológicos*.   

  Em 1938 imaginou um dispositivo mais astucioso para Experiências Qualitativas*, associando Psicometria* e PG*. Publicou os resultados em “Exploring the Ultra-perceptive Faculty”, Londres, 1941.

 Pelos seus estudos e Experiências Qualitativas* chegou a convencer-se da realidade da Sobrevivência*, embora em grande parte deduzindo-a erradamente da confusão da realidade dos Fenômenos Parapsicológicos* com a interpretação como intervenção ou Comunicação* dos Espíritos (?), inexistentes.

 

HEXAGRAMA CHINÊS. É uma Mancia* por meio de varinhas de caules de alquileia, que permitem construir figuras representativas de números pares e ímpares. Os hexagramas, em número de sessenta e quatro, traduzem e realizam todas as estruturas possíveis do universo.

 

HEYMANS. Foi um dos experimentadores que em 1920 na Universidade de Groninger, na Holanda, fizeram Experiências Qualitativas* de PG* com resultados francamente positivos. De entre vários Percipientes* destacou-se enormemente Van* Dan.

 

HIDROMANCIA. Mancia* pelo exame da água contida em alguidares ou bacias. A água, submetida a práticas e rituais especiais, adquiriria (?) algumas propriedades, como por

 

exemplo sons (?) peculiares, que os Adivinhos* teriam o poder (?) de ouvir e deles tirarem os Presságios*.

 

HIDROSCOPIA. Ver Rabdomancia, termo preferível.

 

HIE. Sigla de Hiperestesia (Indireta do Pensamento) sobre Inconsciente Excitado. A sigla é de uso preferível ao longo nome por extenso.

  É um tipo de HIP*, mas onde, em vez do pensamento Consciente*, adivinha-se no Inconsciente* de outra pessoa algo que está em relação ou associado com o que no Consciente* está a pensar. Ou que se excita só no Inconsciente*, por exemplo algo associado a mínimos cheiros só captáveis por HD* Inconsciente*. Descoberta e comprovação, com magníficas Experiências Qualitativas*, do Pe. Heredia*.

   HIE é mais freqüente que HIP*. HIE corresponde no âmbito EN* ao que TIE* é no âmbito PN*.

 

HIGHER SENSE PERCEPTION RESEARCH FOUNDATION. Ver Dra. Shafica Karagulla*.

 

HILL, Douglas. Jornalista e editor contemporâneo. Autor de inúmeros livros, entre eles “Magic and Superstition”, 1968 - “Return from the Dead”, 1970 - “Fortune Telling”, 1972 - e co-autor com Pat Willians de “The Supernatural”. É um dos colaboradores da “Encyclopedia of  the Unexplained, Magic, Ocultism and Parapsychology”, de Cavendish*.

 

HILL, J. Arthur Rhon.     === Prestigioso médico canadense. Membro da SPR*. Parapsicólogo* tipicamente da Escola* Eclética-Teórica. Autor de muitos livros sobre Parapsicologia*, especialmente sobre a relação entre Parapsicologia* e Religião: “New Evidences in Psychical Research”, Londres, 1911 - “Religion and Modern Psychology”, 1911 - “Psychical Investigations”, 1917 - “Man Is a Spirit”, 1918 - “Spiritualism, its History, Phanomena and Doctrine”, 1919 - “Spiritualism and Psychical Research”, s.d. - “Psychical Sciences and Religious”, 1928 - “Letter from Sir Oliver Lodge”, 1932 - “Psychical Miscellanea”, s.d.

 

HILOCLASTIA.  Nome dado a uma hipótese descabida ou de Esoterismo*, segundo a qual alguns objetos e mesmo pessoas poderiam sair da realidade do nosso espaço normal, tridimensional, supostamente através de outros Planos*, e passariam para uma Quarta Dimensão (?), ou para outra indefinida dimensão espaço-tempo (?).   

   Aplica-se  também esse termo ao Fenômeno* com que um Psíquico* pode quebrar objetos sólidos sem evidenciar qualquer esforço. Neste sentido é preferível usar o nome consagrado pelo uso: Telecinesia*.

    Mas em certos casos... Segundo René Sudre*, a razão para empregar o termo Hiloclastia em vez de outros nomes já consagrados é quando se quer destacar uma ação sobre a matéria ao nível molecular: “ações que se passam numa escala muito pequena, molecular ou talvez corpuscular, como no caso de certos Raps* interiores e na dissociação da matéria”. Nestes casos usar-se-ia Hiloclastia em vez de, respetivamente, Tiptologia* e Aporte*.

 

HILOGNOSIA. Ver Hiloscopia, termo preferível.

 

HILOSCOPIA. Termo criado por Boirac* para designar os estudos e o conhecimento sobre “Fenômenos em que a matéria parece exercer sobre seres animados, principalmente sobre seres humanos, uma ação que não parece completamente explicável pelas suas propriedades físicas ou químicas já conhecidas e que parece, por conseqüência, revelar nela uma força irredutível a todas as que a ciência tem estudado até agora”. Compreende a suposta  influência dos imãs sobre os Pacientes* durante a Hipnose*, como pensavam os

 

antigos partidários do Magnetismo Animal; a influência dos metais pretendida pelo Dr. Buroq e seguidores com os nomes de Metaloscopia* e Metaloterapia*;  a influência que exerceria a água subterrânea sobre os praticantes da Rabdomancia*  ou Radiestesia*, etc.

   Isto é, ação não conhecida pela ciência até então. Porque hoje já é bem sabido pela Parapsicologia* que não existe  essa suposta ação de determinados objetos, tudo  se explica algumas vezes por HD*, outras por PG* (ou HIP*)...

   Por tanto, em vez de Hiloscopia é preferível  usar, segundo os casos, os termos Psicometria*, HD*, PG* etc, ou mesmo, por consagradas pelo uso, Rabdomancia*, Radiestesia* etc.

 

HILOZOISMO. Erro filosófico que sustenta que a vida é uma propriedade da matéria. Por um lado, todas as coisas teriam vida. Por outro, nada haveria imaterial e espiritual.

 

HILURGIA. Nome atribuído à transformação de qualquer objeto, pequeno, em energia, e de energia novamente no objeto em questão. É a base do Aporte*, e na realidade é preferível e basta o termo Aporte*.

 

 

HINDUISMO. Mais antigo que o Budismo*, é com ele e com o Bramanismo* e muito mais numeroso que o Jainismo*, uma das principais Seitas* das inumeráveis na India com certa origem nos clássicos Vedas. Ver Tantrismo.

  Como todas essas Seitas*, o Hinduismo foi aderindo a outros aspectos ou doutrinas formando um  sincretismo... muito poético, talvez, mas sem lógica.. Como o Budismo* e o Jainismo* é oposto à doutrina das castas do Bramanismo*, mas sem romper com este, nem com nenhuma outra Seita*, em outros aspectos. Em todo o Hinduismo destaca a idéia de que o sacrifício, a ascética  autopunitiva até violenta, é necessária inclusive para que o sol continue a brilhar, as noves a derramar água, para que existam colheitas... Em contraposição, destacam a hospitalidade e a bondade para com os outros. Caem também no Panteísmo* ou Monismo*, tudo é deus (?), donde surge que adorem a vaca, que considerem sagrados alguns rios, etc.

   Mas tudo é Maia*... Isto é, toda essa doutrina não passa de mera “poesia”, nem Religião nem Filosofia. Não pode ser chamado Religião, porque não tem nem pretensão de ser revelado pela divindade. E não pode ser chamado Filosofia, porque seus próprios mestres  apresentam o Hinduismo como “poesia”: sem fundamento e que não corresponde a nenhuma realidade pois tudo seria Maia*.

 

HIP.  Sigla de Hiperestesia Indireta do Pensamento. A sigla é preferível ao longo nome por extenso. Os reflexos fisiológicos ou sinais correspondentes a todos os nossos atos psíquicos são sentidos pelas pessoas que se encontram presentes. Possivelmente todas as pessoas presentes captam e interpretam, pelo menos no Inconsciente*, esses sinais externos ou reflexos e, a partir deles, se interpreta ou capta o pensamento que os motivou.  É portanto um  Fenômeno* de percepção sensorial. Contra o que a Micro-Parapsicologia* erradamente espalha, a grande maioria das Adivinhações* são HIP (desconhecida por essa Escola* Norte-Americana)  e  não ESP*.

 

HIPERCOGNIÇÃO. Ver Precognição (Pcg), termo e sigla preferíveis.

 

HIPEREMNÉSIA. Ver Hipermnésia, grafia preferível e, aliás, mais de acordo com a etimologia.

 

HIPERESTESIA. Em Medicina: captação dos estímulos sensoriais extremamente desenvolvida. Sensibilidade exagerada aos estímulos, que se observa com freqüência nos indivíduos histéricos. Aumento fora do normal das reações ao conjunto, a várias ou a uma das modalidades de exploração da sensibilidade.

  Em Parapsicologia* distingue-se entre Hiperestesia Direta. (Ver HD), Hiperestesia Indireta do Pensamento (Ver HIP) e Hiperestesia (Indireta do Pensamento) sobre o Inconsciente Excitado (Ver HIE).

 

HIPERDINAMISMO. Termo que designa em Psiquiatria os primeiros graus do que em graus superiores se designa em Parapsicologia com o termo Sansonismo*.

 

 HIPERMNÉSIA. Do grego hiper = sobre e mnesis = memória.

  Em Psicologia, grau invulgar de capacidade Consciente* de reter e recordar até em pormenores e após muito tempo. Certamente, no Inconsciente* todos temos Hipermnésia. Aproveitando esta qualidade do Inconsciente*, o psicólogo ou o psiquiatra por meios apropriados, como por Hipnose*, associações, com determinadas drogas etc, poderá conseguir que passem ao Consciente* recordações que o auxiliem na cura de determinadas doenças.

     Em Parapsicologia*, não confundir com a Pantomnésia*, de muito maior alcance e termo preferível.

 

HIPEROSMIA.  Igual que Hiperestesia* olfativa.

 

HIPERSENSITIVO. O mesmo que Sensitivo*, mas pretendendo-se destacar a grande notoriedade das suas manifestações.

 

HIPERTACTIA.  Igual que Hiperestesia* do tacto.

 

HIPHA POMBICINA PERS. Pers é o cientista que descobriu uma bactéria que em lugares sem movimento de ar, temperatura fria e constante, pode secar a tal ponto os cadáveres e reduzir a pó toda a carne, que o cadáver fica sob a pele quase intacta e em certa aparência de conservação durante muitos anos e mesmo alguns séculos. Neste sentido são famosos os corpos dos capuchinhos depositados nas criptas de Palermo e  Malta, outros cadáveres na cripta da Igreja de Saint Michan, em Dublin.

   Não é, evidentemente, verdadeira Incorrupção*.

 

HIPNOSE. Poderia designar-se como hipnose qualquer Estado Alterado* de Consciência. Espontâneo ou provocado: Transe*, Êxtase*, situação de exaltação emocional...

  Frequentemente a hipnose é definida ou identificada  como um tipo de sono, e usa-se dizer “durma...” para induzir a hipnose, e frequentemente o hipnotizado passa ao sono normal, e do sono normal pode induzir-se o paciente a passar à hipnose... Precisamente desse erro derivou o termo hipnose, do grego Hipnos, deus (?) do sono na Mitologia* grega. Na realidade a hipnose é bastante diferente do sono, é muito mais parecida à vigilia do que ao sono. Deve diferenciar-se também de outros Estados Alterados* de Consciência. É conveniente que o termo hipnose se reserve à peculair técnica médica ou psicológica de induzir concentração e exaltar e manejar a sugestão do paciente. Dissemos “técnica psicológica ou médica”, para frisar que deve fazer-se em consultorio, por médico ou psicólogo especializado. A Hipnose de Palco está proibida pela “Sociedade Internacional de Hipnose”, pela “UNESCO” e por Pio XII.

  A hipnose induzida em ambientes em que se procura exaltar a emotividade e na base do grito... chama-se Hipnose Alteradora, da escola de Chatrcot*. Quando pelo contrario se procura induzir pelo relaxamento, estímulops monôtonos..., chama-se Hipnose Estabilizadora, da escola de  Liébeault*. E aproveitar essa hipnose alteradora ou estabilizadora para adoutrinar, quando o Paciente* aceita com pouco ou nenhum senso crítico, técnicas usadas hoje por muitas religiões ou seitas, encaixa melhor no conceito de Lavagem* Cerebral.

 O chamado Sono Hipnótico ou Transe Hipnótico pode obter-se valendo-se de aparelhos adequados, por Fascinação*, com estímulos suaves, monôtonos e persistentes, ou simplesmente através da Sugestão* pessoal. Não há necessidade nenhuma, de que o Paciente* esteja adormecido. inclusive é mais conveniente ao contrario Nesse sentido fala-se de Hipnose Acordada. O indivíduo em estudo pode passar por diversos níveis graduais de Profundidade Hipnótica, desde a Sugestão* de vigília em que a perda de Consciência* é quase nula, até ao grau mais profundo chamado Estado de  Sonambulismo. Nisto Ver Lliébeault, pelo seu pioneirismo.

   Em diversos estados de hipnose se manifestam em grande escala capacidade de aceitar Sugestão*, exaltação prodigiosa da memória, Alucinações*, Talento* do Inconsciente etc.  e podem emergir ev.eltualmente Fenômenos Parapsicológicos* diversos. Entre tantos outros, pelo seu pioneirismo nos acertados conceitos no Hipnotismo, Ver os padres Faria e Hell.

  Chama-se Hipnógico o ponto ou lugar determinado que apresenta HD* no organismo de um indivíduo em hipnose. (Também  e em geral, tudo o relacionado com o Sonho*).

  Estado Hipnogógico chama-se a faixa limítrofe entre o estado normal e a hipnose, e também entre  a vigília e o sono, como entre o sono e a vigília, seja sono natural ou por drogas etc. Chamado também Estado Crepuscular*. Hipoblesia é o Estado Crepuscular* concretamente quando está entrando ou saindo da Hipnose*. Não confundir com as  Alucinações* Hipnogógicas, que são Visões* que se têm no estado de sonolência pouco antes de adormecer.

  Hipnopomdia. Passagem do sono à vigília, tanto se é saindo do “sono” por hipnose como do sono natural, ou por drogas, etc.

  Fenômeno Hipnopômpico designa a persistência breve no estado normal da imagem que se tinha durante a hipnose, ou durante um Sonho* normal. Isto é, permanece uma Alucinação* de qualidade ligeiramente alterada da do estado de Hipnose, Sonho*, drogas... Não tem significado especial, simplesmente mostra que o sujeito não saiu plenamente da hipnose, ou não acordou ainda plenamente. Os Fenômenos de Alucinação* próximo do acordar são mais bem designados como Hipnogógicos, e o termo Hipnopômpico é reservado para as experiências que permanecem, embora os olhos estejam abertos.

  Hipnoscópio. Dispositivo no qual alguns Hipnotizadores pedem ao Paciente* que fixe o olhar. Qualquer estímulo físico suave, monótono e persistente, como luzes, sons, desenhos,  móveis..., pode ajudar na indução do estado de hipnose.

  Após inumeráveis pesquisas de Braid*, Charcot*, Bechterev*, Bramwell, etc., emprega-se a hipnose em terapia. Hipnoanálise para localizar as causas da doença ou problema psicológico. Ver também Brever. Hipnoterapia para curar. O tratamento psicoterapéutico por hipnose tem um campo praticamente ilimitado. Embora também haja muitos exageros até delirantes e possa oferecer perigos. São bastante numerosas as doenças, ou pelo menos os sintomas, que podem ser tratados, utilizando a técnica hipnoterápica: neuroses, gaguez, frigidez e desvios sexuais, anorexia, etc. Precisamente por isso o praticante de Curandeirismo*, não-médico nem psicólogo, pode atribuir-se grandes êxitos (?) “curando” (?) só os sintomas sem curar as causas..., até que o doente morra de “outra” (?) doença! É necessário curar as causas, não só tamponá-las com a Sugestão*. Principalmente por isso, um hipnotizador que não seja psiquiatra ou psicólogo não passaria de reles praticante de ilegal Curandeirismo. É necessário  empregar outras técnicas além da hipnose. Numa pessoa predisposta, a hipnose pode provocar a Esquizofrenia ou Paranóia. Podemos acrescentar a Hipnoanestesia, para tirar a dor. Ver em destaque Esdaille.

  Hipnose Paranormal (ou Hipnose Telepática). Estes termos  não se usam, embora pode acontecer que algum Paciente* proclive ou bem treinado e com facilidade de manifestar PG* pudesse entrar em Hipnose* por captação PG* do intento de indução. Mas o termo deu as iniciais HP* (ou HT), para sigla da Subjugação* Telepsíquica.

  Hipnosipedia. Trata-se de uma técnica que permite, após prévia Sugestão* por hipnose, induzir à aprendizagem de certas noções culturais, por exemplo de História, Idiomas, etc. inclusive durante o sono normal. Tem, além disso, muitas outras possibilidades, como  técnica Subliminar*. Há, porém, três considerações a fazer: 1)Primeira, o sono é para descansar. Fazer trabalhar de noite as mesmas células que trabalham em vigília pode levar à estafa rapidamente. 2) Segundo: pouca vantagem há em aprender em hipnose, e inclusive pode ser um aprendizado inferior ao que se obteria acordado, porque quem tem que aprender é o Consciente*, não o Inconsciente*. Quando o sujeito acordar pode encontrar maior dificuldade em lembrar. 3) E terceiro...: a imensa maioria dos que querem aprender em hipnose estão na realidade sendo explorados por charlatães.

 Hipnótico. Relativo à hipnose. E também propriedade de uma droga ou outras circunstancias que provoquem o sono.

  Hipnotismo. Ciência de todo o referente à hipnose. Em destaque e pelo pioneirismo no pronunciamento científico da “Comissão da Academia de Ciências” de Paris, Ver Husson, Dr.

 

HIPOTAXIA. “Estado do sistema nervoso que torna possível a obediência, a submissão do Paciente* às Sugestões*” (Durand de Gros). Outro nome para designar a Hipnose*, termo preferível.

 

HISTERIA. Classe de Neurose* que apresenta quadros clínicos muito variados. As duas formas sintomáticas mais bem isoladas são a Histeria de Conversão, em que o conflito psicológico se simboliza em sintomas corporais, paroxísticos ou duradouros;  e a Histeria de Angústia, em que  a angústia é fixada de modo mais ou menos estático, neste ou naquele objeto exterior, dando origem a fobias.

  Em sentido geral, a afeção caracterizada por exagero considerável da Auto-sugestão*. Evidencia notável plasticidade da Personalidade*. E dela decorrem na Histérica (o) manifestações funcionais de aparência orgânica, como paralisias, perturbações sensoriais, crises nervosas, sono, Catalepsia*, Dermografia*, etc.  Observam-se igualmente distúrbios   como Mitomania*, Amnésia*, Automatismo* psicomotor, etc.

 

HISTOPLASMOSE. Propriamente é uma doença provocada pelo fungo “histoplasma causulatum”.

  O que interessa em Parapsicologia* é outra espécie de Histoplasmose causada por um fungo que prolifera no esterco dos morcegos, que ocasionou a Superstição* da Maldição de Tutankamon*. Aconteceu também com  visitantes de determinadas  cavernas onde abundam morcegos, em cujos excrementos se desenvolve o mortal fungo.

 

HOCQUE, Caso.  A história do pastor Hocque consiste numa operação de Feitiçaria*, que revela  no seu autor uma grande Superstição* e mentalidade imbuída de Magia*. Ele teria a posse de segredos admiráveis, considerando enfraquecido e deturpado seu conhecimento em outros Magos*, ignorantes, que só se baseiam numa longa,  mas vaga e infiel tradição.

  Fora lançado um  Feitiço na terra senhorial de Pacy-sur-Eure e o pastor Hocque foi condenado em 1687 à forca e a ser queimado. Mas acontece que a partir de 1672 e sobretudo depois da ordem real de 1682, o parlamento, demonstrando realizar julgamentos mais esclarecidos, comutou o primeiro veredicto por uma pena nas galés. Deste modo Hocque foi colocado na prisão de Tourulles, em Paris, esperando a sua transferência para uma prisão do litoral.   

  Colocaram junto dele uma denunciante chamada Béatrix, que com a ajuda de algumas garrafas de vinho soube soltar-lhe a língua. Hocque contou que tinha enterrado em Pacy-sur-Eure, numa cavalariça, um pote com “uma carga de `venenos’ de Magia*, denominada os nove Esconjuros”.  Segundo Hocque, só um pastor da Borgonha, Braço de Ferro, podia livrar o gado desse enguiço.

   Béatrix mandou avisar o senhor de Pacy, que mandou vir o Feiticeiro* borgonhês à sua casa. Este último, com as indicações da denunciante, desenterrou o Sortilégio* e destruiu-o “por figuras e impiedades execráveis”. Mas nesse mesmo instante Braço de Ferro pareceu ter-se arrependido de o fazer, porque o Espírito (?) lhe tinha revelado que era Hocque que tinha feito o dito enguiço e que ele tinha morrido... a seis léguas de Pacy no momento em que ele o tinha levantado (sem saber que ele estava em Paris, na prisão).  Provou-se ser verdade a morte naquela mesma hora.

   Em conseqüência, Braço de Ferro foi preso e entregue à justiça, assim como os dois filhos e uma filha de Hocque e dois outros pastores.  Estes últimos e Braço de Ferro morreram na fogueira.  Os filhos de Hocque foram apenas banidos por nove anos.

 

HODGSON, Richard (1855-1905). Nascido na Austrália. Doutor em Direito pela Universidade de Melbourne em 1878. Trasladou-se a Inglaterra, estudou e lecionou Ciencias Naturais, Literatura, Psicologia e Moral na Universidade de Cambridge, graduando-se em 1881, e logo passou a lecionar principalmente cursos de Extenção Universitaria.

 Habendo conhecido na Universidade de Cambridge o Dr. Henry Sidgwick* que lá lecionava Psicologia e Moral, começou a estudar sob a direção de tão destacado Parapsicólogo* e fez-se membro da SPR* de Cambridge (CSPR).

  Pouco depois abandonava quase plenamente a profissão de advogado e professor, para poder dedicar-se plenamente à Parapsicologia*. Foi um dos investigadores mais penetrantes e de maior senso crítico nos primeiros anos da SPR* de Londres.

  Enviado pela S.P.R.* à India para investigar os Fenômenos Parapsicológicos* que se dizia ocorrerem lá nos escritórios principais da Teosofia* ou  Sociedade Teosófica. Arrasou criticamente com Madame Blavatski*, demonstrando suas Fraudes* e descaradas mentirasDurante a maior parte da sua vida mostrou-se sempre muito céptico com respeito aos Fenômenos Parapsicológicos*, tendo que desmascar tantos “superhomens”que diziam domninar estas faculdades, como o Méium William Eglinton*, o ocultista Harry Kellar com sua “corda indiana”...Émas foi mudando gradualmente, e de maneira definitiva depois de uma intensa investigação das faculdades da Sra. Piper*, durante cerca de quinze anos, como secretário da SPR* de Norte-América (ASPR).

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  Durante os seus últimos anos, cansado e contagiado, ele próprio passou a manifestar alguns Fenômenos Parapsicológicos*.

 Fundação Hodgson: Departamento da Universidade de Harvard, fundado em 1912 em honra do Dr. Hodgson, destinado à investigação de temas de Parapsicologia*.

 

HOHENHEIM, Filipe Aurélio Teofrasto Bombast von. Ver Paracelso.

 

HOLY ROLLERS. Ver Pentecostais.

 

HOLZER, Hans. Escritor famoso entre os sequazes do Espiritismo* e de outros ramos de Esoterismo*, embora cheio de erros e muitos preconceitos.. Estudou nas Universidades de Viena e Columbia, especializou-se no campo da investigação (?) de Poltergeist*, descobrindo muitas Fraudes*, mas também casos autênticos de  “Aparições de Espectros*” (?).

  É professor auxiliar no “Instituto de Tecnologia” de Nova Iorque e na mesma cidade diretor do “Comitê de Investigação de Casos Paranormais” (por Parapsicológicos em geral, corrigindo o erro de generalizar o conceito de PN*).

 Das suas obras, pode tirar-se algum proveito pela coletânea de Casos Espontâneos*, de “Manual de Parapsicologia”, “Investigador Parapsicológico” e  “Caçador de Fantasmas”. E são claramente rejeitáveis, pelo acumulo de falsidades e preconceitos, “Os OVNIs”, “A ESP e Você ”, “A Verdade sobre a Reencarnação” e   “A Verdade sobre a Bruxaria”.

 

HOME, Daniel Dunglas (1833-1886). Era natural da Escócia no seio de uma familia onde abundavam os Psiquicos*, dois tios e a mãe. Mas Daniel Dunglas pelos Fenômenos Parafísicos* era o mais “insuportável”, ao extremo que com só nove anos de idade teve que partir com uma tia, ou mãe adotiva, para Norte-America e depois foi adotado por uns amigos da familia, sempre fugindo da “Assombração*”. E as manifestações só cessaram  com a sua morte.

  Nunca aceitou retribuição alguma pelas suas demonstrações por dez paises diferentes perante milhares de espectadores. Consiguiu Telecinesia* de mesas e cadeiras e até consiguiu que um piano tocasse sozinho a área pedida pelos cientistas presentes, fez também tocar a alguns metros de distância um acordeão fechado numa vitrina, Ecto-colo-plasmia* em formas de mãos, Fantasmogênese*, Levitação* durante algumas das quais escrevia nos tetos dos salões,  Pirovasia*, etc., etc. Nenhum Psíquico* adquiriu tanta fama como ele, apesar de “muitos dos prodígios relatados não passarem de pura invencionice dos cronistas” que , esses sim, queriam vender jornais, como ressalva L. Figuier em  “Histoire du Merveilleux dans les Temps Modernes”, Paris, 1861 (pág. 370).

  Home atrevia-se a Desafiar* os cientistas do seu tempo e a aceitar Desafios* na quantia que fosse para comprovarem a autenticidade de muitas e muitas das suas manifestações. Convenceu a todos, incluindo o comité da Universidade de Harvard em 1852, da Dialectical* Society em 1871, etc. Para valorar o desempenho de Home é preciso ler as obras e artigos de Crookes*, do professor Wells, de Mapes, de Hare*, de Ashbuner, de  Elliotson e tantos outros sabios que o estudaram em numerosas Experiências Qualitativas* e ficaram plenamente convencidos. Entre tantos testemunhos, por exemplo Adare, Visconde de: “Experiences in Spiritualism with D. D. Home”, Londres, 1869. Crookes, William: “Experiments and  Investigations on Psychic Force”, Londres, 1871 - “Researches on the Phenomena of Spiritualism”, Londres, 1874 - “Notes on Sceances with D. D. Home” in “Proc. SPR”, 1889, vol. VI, part. 16. - Wallace,  A. Russell: “On Miraccles and Modern Spiritualism”, Londres, 1873 - Etc.

  Até que um dia, Faraday, conhecido pelas suas descobertas no campo do magnetismo e eletrólise, após uma sessão chegou à conclusão de que Home cometera Fraude*. Ficou desautorizado e profundamente humilhado por tão grande sábio, que nada sabia das dificuldades e exigências na pesquisa de Parapsicologia*, dada a Incontrolabilidade* dos Fenômenos Parapsicológicos*.

 Home abandona as sessões, e adjura públicamente do Espiritismo*...

  Se é que este tão experiente e inteligentíssimo Psíquico* acreditou no Espiritismo* alguma vez. São muita interessantes as vicissitudes que o proprio Home conta nas suas obras  autobiográficas. Escreve que tinha certeza de que nunca os Espíritos (?) dos mortos intervieram nos Fenômenos que ele manifestava, e que em toda a sua longa vida de pesquisa nunca encontrou nenhum  Medium* (?) que recebesse qualquer ajuda ou Comunicação* dos  Espíritos (?). Tudo era natural. Disse que ele dava ar de Espiritismo* às sessões para adaptar-se à interpretação popular e para aproveitar a enorme propaganda que lhe faziam os sequazes do Espiritismo*. Mas o que ele pretrendia com aquelas sessões que, aliás, lhe costavam tanto sacrificio na sua depauperada saúde de tuberculoso pulmonar, era acordzr os sábios à realidade dos Fenômenos Parapsicológicos. Em 1856 Home visita Roma, onde publicamente manifesta que abandonara o Protestantismo em que fora educado, convertendo-se ao Catolicismo. Anos depois, porém, em Paris, apesar do apoio moral recebido do célebre pregador de Notre-Dame, o jesuíta Pe. Ravignan, Home deixou-se “tentar” de novo pela prática de sessões de Espiritismo*, chegando a conquistar um lugar privilegiado na corte de Napoleão III. Interessante ver a admiração da própria Imperatriz Eugênia: “Lettres Familieres”, Paris, 1935. Chamado à razão pelo Pe. Ravignan arrependeu-se. Mas, não muito depois, volta a recair. Até que apanhado novamente em Fraude*, o Imperador o expulsou da França. Apesar de ser católico, numa nova viagem foi expulso de Roma acusado de ser Feiticeiro* (?), e novamente deixa as sessões.

  Em 1871, casado com uma russa, afilhada do proprio emperador Nicolas I, Home voltou à prática das sessões de Espiritismo*, repetindo o Desafio* aos cientistas de São Petersburgo. Porque considerava as suas demonstrações como um dever científico. Mas apanhado mais uma vez em uma Fraude*, viu-se de novo desautorizado pelos ïgnorantes” sábios.

  Escreveu “Revelations sur ma Vie Surnaturelle”, Paris, 1863,  e “Les Lumières et les Ombres du Spiritualism”,  Paris, 1883. São também muito interessantes as recordações de sua esposa: Home, Mrs. D. .D.: “D. D. Home, his Life and Mission”, Londres, 1888 - “The Gift of  D. D. Home”, Londres, 1890. Ver também Lytton, Bulwer.

  Muitos Médiuns* profissionais e mesmo muitos autênticos Psíquicos* pretenderam ser continuadores de Home, mas até hoje ninguém o pôde igualar.

 

HOME, Ellic. Historiador de idéias e grupos de Esoterismo*. Autor de “Urania’s Children: the Strange World of  the Astrologers”, 1967, e “The Magicians of the Golden Dawn”, 1972. O primeiro autor que sem cair nos erros de interpretação soube apresentar uma narrativa detalhada sobre a atividade e desequilibrada mentalidade desse fascinante e influente mundo de sequazes de Ocultismo. É um dos colaboradores da “Encyclopedia of the Unexplained, Magic, Ocultism and Parapsychology”, de Cavendish*

 

HOMEOPATIA.  É o sistema terapêutico (?) criado pelo médico alemão Hahnemann, que consiste em administrar ao doente substâncias medicamentosas em doses ridiculamente mínimas, pretendendo que produzam um conjunto de sintomas contrários  aos sinais patológicos da doença que se combata.

  Os remédios homeopáticos teriam que ser administrados em doses  inconcebivelmente pequenas. Os compostos freqüentemente são diluídos a um decimilionésimo de grama, isto é, um milionésimo de milionésimo de milionésimo. Seria tanto como deitar uma colherzinha de vinho no oceano Pacífico, misturar bem todas as águas, dar um gole, e ficar bêbado! Absolutamente ridículo!

  Hoje algumas Faculdades de Medicina ministram aulas e cursos de... “homeopatia” (?) em sentido muito amplo: trata-se mais bem de certos complementos à Medicina acadêmica com conhecimentos de terapias populares chamadas alternativas, principalmente de ervas medicinais. E em doses às vezes inclusive bem grandes... Bem diferente do que se deveria entender por Homeopatia.

 

HOPE, William (1863-1933). Carpinteiro em Crewe, que se tornou famoso como  Medium* (?) de “fotografia espírita” (?). Foi centro de muita controvérsia e acusações de Fraude*, mas no entanto conseguiu convencer muitos investigadores especializados de que, apesar das freqüente Fraude*, também possuía autênticas manifestações de Escotografia*. Duvidaram dele Sir Oliver Lodge* e nada menos que Harry Price*. Mas também era defendido nada menos que três gigantes na pesquisa de Parapsicologia*: Sir W. Crookes*, o arquidiácono Colley* e Sir W. Barrett*. Sem dúvida algumas vezes a Escotografia* foi autêntica e outras muitas por hábil Fraude* como em todo Fenômeno Parapsicológico* que se pretenda fazer corriqueiro.  

 

   Alguns dos por ele enganados invocavam a favor dele que não fazia comércio de sua atividade como Médium*, pois cobrava unicamente a sua tarifa de carpinteiro... O ridículo “argumento” é muito freqüente e há enriquecido muitos charlatães...

 

HOPKINS, Mathew. Terrível fanático que viveu na Inglaterra no século XVII e que como Caçador* de Feiticeiras adquiriu sinistra reputação. Segundo as suas próprias palavras, sem dúvida exageradas, mandou para a fogueira cerca de duzentas pessoas.

 

HORA MARCADA, Desafio da. Ver Incontrolabilidade.

 

HORÓSCOPO.  Mapa simbólico dos céus num momento determinado, traçado por um adepto da Astrologia*, partindo de dados astronômicos, geralmente antiquados e inclusive miseravelmente errados, com a finalidade de interpretar uma pretendida, absurda e supersticiosa correlação entre as posições dos corpos celestes e as tendências terrenas ou de uma pessoa nesse momento.  Fundamenta-se a carta na elíptica e os Signos* do zodíaco, sobre os quais se inserem os planetas, o sol e a lua, achando-se  o todo dividido pelo horizonte e pelo meridiano do observador. Uma divisão, igualmente errada e supersticiosa,  de doze segmentos  mostra as Casas*,  divididas em dois planos: horizonte e meridiano.

  Esta absurda Superstição* dá muita importância ao momento do nascimento do consulente, donde procede o termo , do grego horos  =  tempo ou hora e scopeo  =  observar. Ver Scopias.

 

HOUDINI, Harry (1874-1926). Pseudônimo de Erich Weis, norte-americano. O mais famoso Ilusionista* e o mais habil, talvez insuperável, na arte de fuga.

  Alguns consideram as suas façanhas tão surpreendentes, que só conseguem explicá-las com base na hipótese de que ele manifestava Faculdades Parapsicológicas*. O que não corresponde à verdade, salvo em um determinado caso de PG*, com o qual salvou a vida,  na realidade independente das suas proezas. O que também não impede, com o têm terstemunhado outros muitos Ilusionistas*, que também possa haver-se alguma vez surpreendido ao realizar-se  autenticamente a proeza cujo truque estava preparado... 

  É interessante observar que Houdini se interessava profunda e seriamente pela investigação dos Fenômenos divulgados pelo Espiritismo*, e tinha prazer e muito êxito em desmascarar as Fraudes* dos Médiuns*, tendo colaborado nisso com o Pe. Heredia*. Garante que nunca encontrou um Medium* honesto precisamente por pretenderem  apresentam os Fenômenos* com regularidade ou com  Hora* Marcada.. Mas reconheceu que algum dos Fenômenos apresentados pelo Psíquico* italiano Nino Pecoraro quando esteve em Nova Iorque em 1923 eram autenticos. Relata suas pesquisas  em “A  Magician among the Spirits”, Nova Iorque, 1924.

  Participou também no famoso Desafio* ou Experiências Qualitativas* da Senha*. Deixou duas, uma Senha* com sua esposa Beatrice, que depois da morte de Houdini visitou numerosíssimos Médiuns* e inclusive foi chamada por muitos deles. Nunca apareceu a Senha*. Outra  Senha* deixou com a SPR* de Londres, para ser aberta na década dos 90. O que já foi feito: Evidentemente a Senha* não apareceu em nenhuma das inumeráveis pretensões dos partidarios da Comunicação* dos Espíritos* (?).

  Lamentavelmente morreu em consequencia dum golpe que lhe aplicou no estômago um estudante enfurecido...

 

HOUGAN.  Chamam assim no Vudu* ao chefe da reunião.

 

HP. Só se usa a sigla, que procede de Hipnose* Paranormal, para designar a Subjugação Telepsíquica. É, pela essência própria, o ato de Magia* (?) que consistiria em impressionar uma pessoa à distância, física ou moralmente, ou das duas  maneiras, para bem ou para mal, mas sobretudo para mal. Geralmente por intermédio de uma pequena figura ou imagem que, por “misteriosa” correspondência de sensibilidade (?), estaria ligada à pessoa visada. Ver Feitiçaria. Pode fazer-se também com “orações fortes” (?), canções (de onde procede a palavra Encantamento), frases ou ações com poder (?) de Magia*, etc. Ver Olho Grande.

   Na realidade tudo depende exclusivamente do Percipiente*, ele é que capta  por PG*, ou inventa!, a intenção do Feiticeiro*, e se acredita na Feitiçaria*, seu  Inconsciente* pode apavorar-se e agir sobre o próprio organismo, inclusive até causando a morte. Ver Sugestão.

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HUGO, Vitor Marie (1802-1885). O grande romancista francês caiu na Superstição* de acreditar na Comunicação* dos Espíritos* (?), e participou de sessões de Espiritismo* ao menos durante períodos de tristezas na sua vida, após a morte em acidente da sua filha Léopoldine (1843) e durante o desterro (1852). Ao morrer (1885) deixou a Paul Maurice um manuscrito inédito, onde descreve que durante o seu exílio em Jersey realizavam-se em sua casa muitas sessões de Espiritismo*, às que ele assistia. O  Medium* (?) era Charles Hugo, filho do romancista.

   Confundiu  a realidade dos Fenômenos com a errada interpretação espírita.

 

HULME, A. J. Howard.  Foi uma autoridade em Egiptologia, autor distinto e conferencista.

  Era o tradutor das palavras do suposto Espírito* (?) Lady Noma*, que falaria em egípcio antigo pela Medium* (?) Rosemary, que seria Reencarnação (?) de uma antiga rainha egipcia.

   Precisamente a presença de Hulme basta para explicar por HIP* essa Xenoglossia* de Rosemary.

 

HURKOS, Peter. Nome na mídia de Peter Van Der Hurk. Nasceu na  Holanda em 1922. Foi marinheiro mercante e pintor de paredes.

  Em 1943, depois de uma grave queda, teve a Adivinhação*, correta, de que outro paciente do hospital era um agente secreto britânico e que ia ser preso e morto pela GESTAPO naquele dia.    Depois da guerra, começou a fazer demonstrações públicas de Adivinhação*. Ver Fraude e Incontrolabilidade.

   Passou a viver nos Estados Unidos. Conquistou fama por adivinhar o paradeiro de pessoas e objetos desaparecidos e por detectar criminosos. Ajudou a policia no famoso caso de matador em serie chamado estrangulador de Boston, e em outros casos criminais.

   Mas, além de manifestos exageros, o conjunto é muito suspeito porque todo o publicado foi  escrito por ele mesmo, sua  autobiografia:  “Psychic”, 1961. E a desmedida intenção de lucro em toda sua vida é inclusive descarada.

 

HUSK, Cecil. Inicialmente foi cantor de ópera, mas logo se tornou  Medium* (?) profissional de Fenômenos* Parafísicos.

  A sua especialidade, pelo que afirmava ele mesmo, seria o Aporte*. Concreta e principalmente:  na sua presença os anéis de ferro inseriam-se em lugares onde normalmente seria  impossível...

  O caso é que  Husk levava no braço um aro de ferro, que havia sido marcado previamente pela SPR* desejosa de comprovar se o Medium* (?) poderia retira-lo por Aporte*... Até a hora da sua morte continuou usando o aro!, mais uma perfeita prova da Incontrolabilidade* dos Fenômenos Parapsicológicos*.

 

HUSSON, Dr. Médico que foi o relator da Comissão de membros da Academia de Ciências de Paris encarregada de examinar, em 1825, as pesquisas de Puységur* e os tratamentos de Mesmer*. A Comissão, após árdua e meticulosa pesquisa, que se prolongou por mais de cinco anos, reconheceu lealmente que o juízo de 1824 havia sido demasiado apriorístico e viciado por preconceitos “científicos” e prevenções de “casta” dos médicos tradicionais. Seguidamente chegou a um circunstanciado relatório,. no qual afirmava, com conhecimento de causa, que a ampla  pesquisa de Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas* haviam posto a claro que certos Fenômenos fisiológicos e também terapêuticos aconteciam realmente durante o estado “magnético” (Hipnose*), não se reproduzindo em estado normal.

 Era, em substância, uma confirmação oficial de que no fundo Mesmer* assim como Puységur* e seus seguidores tinham razão a respeito dos fatos por poder da Hipnose*, pois se prescindia da interpretação de Magnetismo* Animal, tais como o sono, a submissão às ordens do “magnetizador”, o esquecimento ao acordar... E era igualmente uma confirmação dos Fenômenos Parapsicológicos* que às vezes surgiam naquela situação, tais como (com a terminologia moderna), Analgesia*,  Atoxina*, Pantomnésia*, DOP,  PG* e  tantos outros.

  Husson, em nome da Comissão, concluía a sua comunicação à Academia das Ciências com uma frase que sancionou a objetividade do exame: “A Academia deveria encorajar pesquisas sobre o Magnetismo* (?), ramo muito singular da Psicologia e História natural”. Como era de esperar, pelos preconceitos dos “cientistas” tradicionais e especialmente porque confundiam os Fenômenos com sua interpretação, Husson e a Comissão foram asperamente criticados por aqueles outros que nada tinham estudado ao respeito, de tal modo que o relatório nem sequer foi publicado! Ver Kluge.

 

HUTIN, Serge.  Nasceu a 2 de abril de 1929, em Paris. Estudou Filosofia. Licenciado em Letras, em 1949. Obteve diploma da Escola Prática de Altos Estudos, divisão de Ciências Religiosas, em 1951. Doutorado em Letras, em  1958. Tudo na Universidade da Sorbonne.

  É membro do IMI* e da “Associação Francesa de Pesquisa Parapsicológica”, de Paris, assim como da “Sociedade Jacob Boehme”, de Nova Iorque.

  E curiosamente também é membro do “Instituto Swedemborg*” em Basel e não menos curiosamente pertence à Ordem Rosacruz*. Na realidade estas curiosidades são... científicas, para pesquisar, deixa bem manifesto que não aceita, senão que refuta, as interpretações tão carregadas de preconceitos e Superstição* nessas duas sociedades.

  O Dr. Hutin é autor dos seguintes livros, em linhas gerais de grande valor crítico e científico: “L’Alchimie” -  “Les Societés Secretes” - “La Philosophie Anglaise et Americaine” - “Les Gnostiques”, livros estes quatro publicados na prestigiosa  série intitulada “Que Sais-Je?”, 1951-1958. E ainda é autor de “Les Alchimistes”, escrito em colaboração com M. Caron, 1959 - “Os Franco Maçons”, 1960 - “Les Disciples Anglais de Jacob Boehme”, 1959 - “História Mundial das Sociedades Secretas”, 1959 - “Civilizações Desconhecidas”, 1961 - “História dos Rosa-cruzes”, 1962 - “Viagens por Alguns Lugares”, 1962.

 Interessou-se  particularmente na RC* precisamente como mais uma refutação da invencionice de Reencarnação*. Os seus artigos a este respeito encontram-se na “Revue Métapsychique” antes da 2a. Guerra Mundial e preferentemente em 1953.

 

HUXLEY, Aldous (1894-1963). Grande romancista inglês. Dedicou-se também na área da Parapsicologia* a estudos históricos de um caso de Demonologia*: “The Devils of Loudun”, Londres, 1952., e a Experiências Qualitativas* que ele mesmo realizava com a mescalina: “The Doors of  Perception”, Londres, 1954.

 

HYDESVILLE.  Diz-se que é o berço do Espiritismo* moderno. É uma aldeola no estado de Nova Iorque, e foi aí que as Irmãs Fox* em 1884 realizaram Fenômenos de Tiptologia* por Fraude*, atribuindo-a aos Espíritos* (?) dos mortos.

 

HYNAYANA.  Doutrina do Budismo* do sul da India. Uma crença e atitude “interior” que se supõe ser para a minoria inteligente. É  chamada também “O Pequeno Sistema”, em contraposição ao Mahyana*.

 

HYSLOP, James-Harvey (1854-1920). Norte-americano. Estudou na Universidade de Leipzig, Alemanha. Foi professor de Lógica na Faculdade de Filosofia da Universidade de Columbia, Nova Iorque. Interessou-se pelos Fenômenos Parapsicológicos* a ponto de renunciar ao cargo na Universidade e assumir primeiro o cargo de secretário da filial em EUA da SPR* de Londres. Após a morte de Hodgson*, a filial constituiu-se autônoma, ASPR*, sendo Hyslop seu primeiro presidente durante quinze anos.

  Inicialmente reconheceu a dificuldade própria de pronunciar-se com garantias sobre os Fenômenos* Parapsicologicos, precisava estudar muito mais. Escreveu, neste sentido, “Enigmas of Psychical Research”, Londres, 1906. Depois , atraves da grande Psíquica*  Sra. Piper*, e apesar de haver sido professor de Lógica, confundiu emotivamente a realidade  com a interpretação em voga e assim  convenceu-se da Comunicação* do suposto Espírito* (?) Patience Worth*. Neste sentido escreveu “Contact with  the Other World”, Nova Iorque, 1911. Mas esteve acertado na pesquisa dos Fenômenos como tais. Posteriorm,ente a própria Piper* reconheceria que para todas suas manifestações a expliczção justa era  HIP*  (e PG* eventualemente).

  Realizou um intenso estudo da Personalidade* Múltipla e deu o seu apoio à  tese de que freqüentemente é devida à prática alienante do Espiritismo*. Por testamento fundou um instituto para tentar curar os chamados Médiuns* (?).E assim opunha-se a qualquer experimentação provocada, especialmente de Fenômenos* Parafísicos, por compreender que eram produto de mentes enfermas e Histeria*. E por esse acertado convencimento chegou ao extremo de não querer contatar com Eusapia Palladino* quando Carrington* a levou aos Estados Unidos. Ver Função Menos.

  

 

 

 

 

 

 

 

                                                              - I  -

 

I-CHING. Chama-se assim o “Livro de Mudanças” tradicional como Mancia* na China. Está fundamentado em Mito* clássico chinês, certa espécie de Panteísmo* ou Monismo*. Com o I-Ghing se lograria uma compreensão da situação total (?) em qualquer momento dado. Trata-se da Mítica* ação recíproca dos princípios crônicos duais, o Ying e o Yang, os dois grandes e opostos princípios cósmicos (?) da Mitologia* chinesa, equivalendo ao bem e ao mal, o positivo e o negativo, luz e trevas, etc. e sustenta que os mundos psíquico e físico constituem a expressão dual de uma realidade total vivente (?). Ver Panteismo* ou Monismo*. Eles acham que cada sessenta e quatro mutações, corresponde a uma situação psíquica.

  O método nesta Mancia* consiste em dividir quarenta e nove pauzinhos de mil-em-rama em dois montes ao acaso e contá-los em grupos de três e cinco; ou lançar três moedas seis vezes, para ver se sai cara ou coroa. É assim determinada cada linha de um hexágono que há de ler-se no livro. Os textos são atribuídos a Confúcio (1200 a .C.). Na realidade são anteriores a ele. Contém também referências de Astrologia*.

  O livro representa milenar experiência em enganar. É até revoltante constatar quantos e quantos milhões de pessoas durante séculos e ainda hoje são enganadas e exploradas com esta Mancia*. É de  admirável Estilo Sibilino*, onde toda  interpretação é possível. Por isso Jung* o usava na Psicanálise, pois cada paciente se projeta a si mesmo na interpretação que dá do texto que lhe correspondeu.

 

ICONOBORO. Igual que Anastenário*, termo preferível.

 

ICONOCLASTA. Nome aplicado nos séculos XVII e XVIII aos protestantes que decidiram destruir as imagens sagradas dos católicos, porque diziam que eram adoradas (?) como os ídolos pagãos.    Sem chegar geralmente ao extremo de destruir as imagens dos católicos, ainda o erro subjacente se conserva entre aqueles protestantes que “caluniosamente” acusam de Idolatria* os católicos.

   Na realidade os pagãos adoram  as imagens que consideram animadas e divinas. Nesse sentido na Bíblia* se proíbe a adoração aos ídolos. Mas com referência ao culto dado às imagens no catolicismo... Hoje ninguém confunde representação e representado, ninguém identifica a imagem com o ser que ela faz lembrar. Quando se beija a fotografia da namorada ou se faz continência à bandeira, não há quem não saiba que o amor è à namorada não à fotografia, o serviço é à pátria não a um pedaço de pano... A acusação de Idolatria*, quando não é de má vontade, denota fanatismo, ignorância ou ao menos muita irreflexão.

 

ICNOGOSIA. Termo proposto por Bret*. Equivalente aos termos Criptestesia* Pragmática, proposto por Richet*; Metagnomia* Táctil, proposto por Boirac*; e Psicometria* (parapsicológica), proposto por Buchanan* e Denton*. Psicometria* é o termo preferível porque consagrado pelo uso.

 

ID. Ver Inconsciente.

 

IDADE DE AQUÁRIO. Ver Aquário, Idade de.

 

IDÉIA FIXA.  Idéia patologicamente sustentada e habitualmente irracional.

   Nada tem a ver com Possessão* ou Obsessão* como pretende a Superstição*.

 

IDÉIA D.  Ver D, Idéia.

 

IDENTIDADE DE . Ver  concretamente em Cooper, Blanche.

Identidade, Prova de; ou Identificação. Segundo os próprios espíritas, antes que se possa aceitar a mensagem (e o próprio fato da Comunicação*), o “comunicador” tem que provar quem é.

  Os espíritas pretendem evitar as objeções apelando às dificuldades sob o ponto de vista do comunicador,  apesar de contraditoriamente afirmarem que continuamente os mortos se comunicam e dirigem o mundo....

  Na realidade os mortos teriam que comunicar alguma coisa não conhecida pelos vivos, do contrário toda “identificação” é  claramente falsa: conhecimento de vivos sobre vivos. Quanto mais se parecer ao “morto”, mais prova de que não é o morto, que agora teria que ser tão diferente. Conhecimentos, letra, voz, roupa..., tudo é do morto quando estava  vivo. 

  Nunca foi apresentado algum conhecimento de Fora* da Terra, ou além do Prazo* Existencial, ou a Senha*...,  alguma coisa desconhecida dos vivos, só conhecida pelos mortos.

  A Parapsicologia* começou precisamente pelo estudo de se há ou não Comunicação* espírita. Poucas coisas estarão tão estudadas. E a conclusão, com cabedal imenso de provas e até Desafios*, é que os mortos nunca intervêm absolutamente nada no nosso mundo. Não confundir com Invocação*.   

 

IDEOFONIA. Percepção patológica, meramente por Alucinação*, de um discurso, uma longa conversa, uma comprida canção...

   A ideofonia psicótica diferencia-se da Psicofonia* parapsicológica porque aquela só o doente está a ouvir. Por outra parte uma captação por PG* nunca será tão extensa, nem muito menos, como a Alucinação* chamada ideofonia. A diferenciação é mais difícil quando a Alucinação* Verídica corresponde ao captado por HIP* de grandes Psíquicos*. Neste caso para diferenciar precisa-se alguém bom conhecedor de Psiquiatria e Parapsicologia* conjuntamente, ou a colaboração de ambos especialistas, para diagnosticarem a presença de outros sintomas concomitantes da psicose e ausência dos da HIP*, ou vice-versa. 

 

IDEOPLASMA.  Efeito da Ideoplastia.

Ideoplasmia. Seria o nome correto, mas por um erro de tipografia no famoso Documento dos 34*, ficou “oficializado” o nome incorreto: Ideoplastia. Bret* propôs o termo Ideoplasia, mas não triunfou.

  Ochorowicz empregou o termo Ideoplasmia em outro sentido: para exprimir “a realização fisiológica de uma idéia”. Igual que Dermografia*, termo preferível. para este significado.

   Modernamente dá-se ao termo Ideoplastia um sentido mais lato: Objetivação do pensamento em formas externas. Quando se plasmam determinadas figuras seguindo uma idéia do indivíduo, geralmente em Transe*. Alem da Demografia*, qualquer outra plasmação do pensamento sobre a

matéria, como a Pneumografia*, a Escotografia*, a Ecto-colo-plasmia*, a Fantasmogênese* e a Transfiguração*.

  Faculdade EN*, como todas as Faculdades de Fenômenos* Parafísicos, dado que não existe faculdade PN* de Fenômenos* de Efeitos Físicos, a tão cacarejada PK* da Micro-Parapsicologia*.

  É preciso não confundir a Ideoplastia (parapsicológica) com a Ideoplastia (psicológica), designação dada por Durand de Gros à impressão produzida pelas idéias nos sonâmbulos na Hipnose*.

 

IDEOSCOPIA. Ver LP, termo preferível. Referindo-se preferentemente a uma percepção EN* é igual que HIP*, termo  preferível também neste caso.

 

IDOLATRIA. Consiste na adoração de ídolos ou falsos deuses, sejam eles astros, forças da natureza, animais, outros seres humanos, etc. Ou figuras, estátuas, imagens..., no caso de considerá-las divindades (?).

 

IGNATH, Luiza Linczegu .  Medium* (?) nascida em 1891 na Hungria. Raríssimo no Espiritismo*, pretendia ter de Controle* um Espírito* (?), chamado Noma, que jamais tivera corpo (?). Não confundi-lo com a Noma* de Rosemary*.

  Ante um auditório de cem pessoas, em certa ocasião produziu Pneumografias* em partes selecionadas da sala. Conseguiu também, para a SPR* da Noruega, Criptografias* em tábuas de cera encerradas numa caixa, durante sessões de Experiências Qualitativas* dirigidas pelo Dr. Jorgen Bull, químico de Oslo. Ela disse serem produto do pensamento, o que seria uma grande verdade (mesmo incluindo as Fraudes*), se esse pensamento é da própria Medium* (?) e não de Noma (?). Dessas Pneumografias* e Criptografias* fizeram-se fotografias.

 

IGNIS FATUUS.  Ver Fogos Fátuos.

 

IGREJA CRISTÃ UNIVERSAL. Fundada por George Roux, inspetor-adjunto no posto de correios da estação de trens de Avinhão. Em 26 de Dezembro de 1950 proclamava-se a si mesmo o “Cristo reaparecido” (!). Ver Seitas.

 

IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS (IURD). Fundada em 1977 por Edir Macedo* Bezarra com a colaboração de um cunhado e mais dois membros, que habiam fundado, entre os quatro, a  seita Pentecostal* “Cruzada do Caminho Eterno”.

 Quatro anos após a fundação da IURD, Edir Macedo* e o principal colaborador auto-sagraram-se bispos. Edir Macedo* tem o descaro blasfemo de declarar, por exemplo ao “Jornal da Tarde”, 2-Abril-1991, pág. 16: “Este negocio de bispo é só um título para envolver os católicos”.  

  Logo logo, os tres colaboradores da fundação tiveram que separar-se e ficou dono e ditador absoluto da IURD Edir Macedo*... E imediatamente e continuamente ordena numerosos bispos.

   Com esse veu de Igreja Universal, a tal organização meteôricamente tornou-se um enorme imperio econômico. Em todas as cidades, em Brasil, Portugal, Espanha, toda América Espanhola e Estados Unidos, e continua expandindo-se, estão  adquirindo predios de luxo para seus “cultos”, para seus “bispos” e “pastores” e para suas multiplas e sempre grandemente lucrativas ou propagandísticas empresas.   

  Do ponto de vista religioso, tudo é disfarce. Não há nada do que toda religião deve ter: Teo-centrica, Deus como principio e fim. Descaradamente toda a andamiagem é antropocêntrica: o bem-estar humano. E todo o ritual gira em dois eixos: demonófugo, e de exploração. Demonófugo, porque com continuas “expulsões” de Demônios* (?) aos gritos  é mais facil criar um ambiente emotivo e histérico. De exploração, econômica, porque com esses gritos  e histeria sempre acabam reclamando mais e mais dinheiro dos “fieis”.   “Quanto mais dinheiro doarem, maiores milagres e maior fortuna adquirirão”, proclamam direta e indiretamente, após haverem atraído multidões com promessas do mais descarado Curandeirismo* expulsando Demonios* e após haver criado um ambiente de fanatismo e descontrole emotivo.

   Mesmo assim, as autoridades civis e muitos jornalistas sabem, sem conseguir judicialmente escapar dos disfarces da tal “Igreja”, que toda essa exploração não é suficiente para levantar do dia para a noite qualquer uma das imensas empresas e negocios da IURD. Por exemplo, a compra da Rede Record de Televisão ficou por US$ 45 milhões, e a midia garante que em grande parte foi conseguida a partir de Colombia com narcotráfico.

 

I. I. I., Movimentos. São as características da Criptomímica: movimentos inconscientes, involuntários e, dentro de certos limites, incoercíveis. São especialmente amplos quando se pensa numa direção a seguir. Alem da sua importância na explicação de HIP*, são o principal fundamento do Cumberlandismo*, da Oui-já*, da Mesa* Girante, da Rabdomancia* e Radiestesia* e de outras Paracinesias* como a Psicografia*.

 

ILUMINADOS, Seita dos. Ver Swedenborg.

 

ILUSÃO. Falsa interpretação de uma realidade. Ou falsa interpretação de uma sensação normal. Aparência falsa tomada como percepção exata.

 

ILUSIONISMO. Termo preferível do que no Brasil popularmente se chama Mágicas*. Arte do Ilusionista (Mágico), capaz de produzir por técnicas desconhecidas do grande público, por Prestidigitação*, ou habilidade, ou truque, ou com ajuda de aparelhos especiais, efeitos de Ilusão* e imitações “impossíveis” da realidade.

  Alguns exploradores, pretendendo ser dotados de poderes parapsicológicos, usam conhecimentos de ilusionismo como se fossem experiências de Curandeirismo*, de PG*, de Telecinesia* e de outros Fenômenos “Parapsicológicos*”, ou “espíritas”, ou “Milagres*”, não passando assim de charlatães. Os verdadeiros ilusionistas freqüentemente desmascaram os Uri Geller*, Tony Agpaoa*..., e no Brasil os Thomas Green Morton*, Rubens Faria* e tantíssimos outros charlatães exploradores.

  Na pesquisa da casuística de Parapsicologia* a hipótese da técnica ou Fraude* de Ilusionismo deve ser sempre a primeira hipótese. Daí a reconhecida necessidade de que o Parapsicólogo* seja também Ilusionista, ao menos profundo conhecedor teórico de Ilusionismo. No CLAP está a biblioteca de Ilusionismo mais completa do mundo.

 

IMAGENS, Culto às. Ver  Idolatria, pois o motivo da discussão a respeito das imagens é a confusão que muitos fazem entre culto e Idolatria. E para a reta compreensão ver também Iconoclasta.

 

IMANÊNCIA. Abrangência de tudo por Deus*. Nada há sem a presença de Deus* e nada subsiste sem Deus*. 

  Esta verdade fundamental é uma das mais universais Intuições* da humanidade. Mas algumas Religiões* ou falsas filosofias confundem imanência com identificação,  e assim caem no grosseiro e absurdo Panteísmo*.

 

IMBASSAHY, Carlos (1883-1969). Advogado, jornalista, de Rio de Janeiro. Foi autor de cinqüenta livros e mais de cinqüenta volumes de artigos jornalísticos sobre Espiritismo*. Foi uma pessoa de reconhecido talento e grandes conhecimentos sobre os variados Fenômenos Parapsicológicos*. Como Fenômenos. Lamentavelmente, porém, sua falta completa de argumentos na interpretação e excesso de fanatismo espírita ficou evidenciada em vários debates com o Pe. Quevedo*, contra o qual escreveu o libelo “A Farsa Escura da Mente” e numerosos artigos cheios de deturpações: manifesta mostra da falta de argumentos do Espiritismo* perante a Parapsicologia*.

 

IMI.  Sigla do “Institut  Métapsychique Internacional”, um dos grandes representantes, e com muitos méritos, da verdadeira Parapsicologia*, a Escola* Européia. Foi fundado em Paris por um grupo de cientistas das mais diversas especialidades em torno do fisiologista Charles Richet* e graças ao alicerce financeiro de Jean Meyer*. O primeiro comitê diretivo do IMI englobava grandes sábios como o professor Rocco Santolíquido (presidente honorario 1919-1930), Dr. Gustavo Geley* (diretor 1919-1924), professor Charles Richet* (presidente honorario 1930-1935),  conde A. de Gramont, etc. Foi reconhecido de Utilidade Pública  em 1919.    

  Possui um laboratório equipado com todo o gênero de instrumentos e aparelhos registradores para efetuar Experiências Qualitativas*, assim como uma biblioteca, sala de leitura e sala de conferências. Publicou a “Revue Métapsychique”, a fim de tornar conhecidas não só as suas atividades, mas também as pesquisas e casos bem comprovados de Parapsicologia* no mundo inteiro.

 

IMPERATOR. Seria o principal Controle* do Rev. Stainton Moses*, que em companhia de um círculo de Espíritos* (?) teriam vindo como missionários num esforço para erguer a humanidade. Este Controle* afirmou ser o Profeta* Malaquias! A sua Comunicação* não haveria sido em forma direta, mas por intermédio de outro Espírito* (?) chamado Rector*. Sabe-se de muitos casos em que este mesmo Imperator* haver-se-ia Comunicado* (?) através deMédiuns*posteriores, nomeadamente a Sra. Piper*, Minuie M. Soule*, Hodgson* e pela Psicógrafia* de Gwendolyn Kelly Ark..

 

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS. Os espíritas falam também em “cura por contato”. Na realidade é um símbolo de benção em Israel: “A sombra de Iahweh te proteja”. Usado também por Jesus e que foi por vezes, e que agora volta gradualmente, ganhando favor em algumas Seitas*, como se o gesto simbólico tivesse força  em si mesmo!

 

IMPREGNAÇÃO. Trata-se de uma Superstição* muito difundida, repetida sem reflexão inclusive por alguns poucos Parapsicólogos* apressados. Pretendem que as pessoas e os acontecimentos impregnam os  determinados lugares e objetos com misteriosas ondas, radiações ou emanações, que seriam captadas por Radiestesia* ou Psicometria*, assim revivendo esses acontecimentos. 

  Na realidade, podem Adivinhar* na mesma proporção acontecimentos futuros e do futuro dono do objeto ou local. Acontecimentos que evidentemente nada poderiam haver impregnado.

 

IMPRESSÕES PSÍQUICAS.  Ver Moldes.

 

INARDI, Massimo. Parapsicólogo* italiano, presidente do Centro di Studi Parapsicológici,  de Bolonha. É autor de várias obras de Parapsicologia*, entre as quais merecem destacar-se “L’Ignoto in Noi”, Milão, 1973, e “Il Romanzo della Parapsicologia”,  1974.

 

INCOMBUSTIBILIDADE. Ver Pirovasia e Fire-Walk.

 

INCONSCIÊNCIA. Estado Alterado* de Consciência em que a pessoa não tem conhecimento dos seus atos. Deve,  porém,  ter-se em conta o Inconsciente Alerta*.

 

INCONSCIENTE. Isto é, que não possui as características do Consciênte*. Área dos processos humanos que escapam inteiramente ao conhecimento pessoal, como a maioria das regulações orgânicas, reflexos, Automatismos*, dos quais só os efeitos podem tornar-se Conscientes*. Na linguagem comum, Inconsciente é o conjunto dos conteúdos não presentes no campo atual do Consciente*.

  Em Psicologia, o Inconsciente chama-se Id. No Id especificam-se vários niveis:

 Os processos Inconscientes num dado momento, mas que noutro momento podem ser objeto de conhecimento pessoal: Preconsciente. Para ter acesso a ele basta a reflexão.

  Subconsciente*: Essa parte do Id que influe na vida normal e ao que se pode chegar, mas só mediante técnicas especiais, como a Hipnose*, Psicanalise..., não basta a reflexão.

 Inconsciente Coletivo: determinadas idéias que surgem do Id comuns a todos os seres humanos.

 Transconsciente: Também comum a todos, no seu aspecto de tendência a Deus* e ao Sobrenatural*.

  Superego ou Censura: autocrítica moral. Parte do sistema mental relacionada com os padrões pessoais, sociais e religiosos, do comportamento aceitável. Parte da personalidade que se desenvolve a partir da incorporação de normas morais  e proibições dos pais, da sociedade... Principalmente do pai, segundo o exagero de Freud*, que cunhou o termo. O Superego é equivalente a Conciência moral. No Transe* é frequente que se obnubile o Superego, mas não é verdade que se anule completamente quando os padrões morais estão solidamente estabelecidos.

 Ainda em Psicologia, chama-se Supraconsciente aquela área donde surgem certas Intuições* e outros aspectos comuns do que em Parapsicologia*, com maior alcance, é chamado Talento* do Inconsciente.

 Inconsciente Profundo a região do Inconsciente onde residem  os Recalcamentos (Freud*), ou aqueles sentimentos ou instintos não superados nem sublimados e que o Consciente* e o Superego doentiamente não querem reconhecer. Etc.

 Em Parapsicologia* visa-se principalmente uma área ainda mais profunda, que normalmente não influe na vida  e da que, à margem do comum, surgem as manifestações Para- psicológicas*. Area que não se deve pretender abrir, antes ao contrario deve-se procurar fechar nas pessoas que por maior ou menor Função* Menos o tenham mais ou menos aberto.

 

INCONTROLABILIDADE. O próprio nome Parapsicologia* já está indicando que se trata de Fenômenos à margem  (para = à margem) da Psicologia comum. Trata-se sempre de Fenômenos* que ninguém pode dominar à vontade. Ver Desafios*.

   Concretamente tem-se chamado Desafio* da Hora Marcada ao clássico Desafio* dos “10.000 dólares a cada um” se alguem, ou algum grupo, com quantos colaboboradores quiser, mostra que exatamente na hora exata prefixada é  capaz de realizar um Fenômeno* Parafísico. Poderá intentar muitas vezes e alguma vez alguém poderá ser surpreendido pela realização do Fenômeno*, mas não de modo a provar que o consegue à vontade, exatamente na Hora Marcada, como quer. Entre os casos pitorescos, Ver Morton, Thomas Green.

  E dissemos Para-fisico, porque alguns Fenômenos de HD* e mesmo  Xenoglossia*, Pantomnésia*..., podem ser habituais ou facilmente condicionados, embora perigosos. Ver “Loucura”, Perigo de.

  Lamentavelmente alguns falsos cientistas, pouco conhecedores de Parapsicologia*, ou mais interesseiros, prometem aos incautos ensinar a dominar as Faculdades Parapsicológicas*.

 E evidentemente por todas partes abundam os exploradores..., fora de alguns megalomaníacos, que fazem a mesma falsissima promesa, como o Círculo* Esoterico da Comunhão do Pensamento, Seicho-No-Ié*, Pro-Vida, Rosa-Cruz*, Gnose*, etc, etc., etc.

  Igualmente, os numerosos “super-homens” que se apresentam como Dotados* (?) e dominadores de assombrosas Faculdades Parapsicológicas* são todos grandes charlatães..., fora de alguns  Psicóticos*. Ver tambem Adivinhos.

 

INCORPORAÇÃO. Segundo uma crença absurda do Espiritismo*, entrada no organismo do Medium* (?) por um Espírito* (?), ou Demônio*, ou Elementar*, etc.

  Não existe Espírito* humano sem seu próprio corpo que anima. A pessoa não tem um corpo, não tem uma Alma* ou espírito; a pessoa é um corpo animado.

  Ver Divisão da Personalidade.

 

INCORRUPÇÃO. São muitas as causas naturais e artificiais de falsa incorrupção de cadáveres: Calcificação*, Congelamento* e Criônica*, Embalsamamento*, Fulminados*, Graxa* ou Banha,  Guano*, Héptica* ou Marasmo, Hipha* Pombicina Pers, Larvas*, Miroblite*, Mumificação*, Saponificação*, Secos*...

   Não confundir com Cartonamento*, que pode constituir a Marca*.

 Na verdadeira Incorrupção o cadáver humano, ou alguma parte separada dele, pode ficar flexível, rosado, freqüentemente desprende um odor agradabilíssimo... Inclusive nas mais adversas circunstancias que favoreceriam uma rapidíssima corrupção. Inclusive por séculos e séculos. A verdadeira Incorrupção é sempre Fenômeno SN*. São muitíssimos casos. Só de santos católicos.

   Entre os mais conhecidos: Santa Bernardette Soubiroux*  === ===

===  ver esquema de aulas e livro Vol. 2  

 

 

ÍNCUBO. Segundo a Superstição*, apoiada por teólogos antigos e também por pastores modernos de Seitas* Pentecostais*, todos desconhecedores absolutamente de Parapsicologia*, seria um Demônio* macho que atacaria sexualmente certas mulheres. Ver Súcubo*.

 

INDRADSON, Indride. Medium* (?), que de 1904 à 1909 foi alvo de muitas Experiências Qualitativas* por parte da “Sociedade Psíquica Experimental” de Reykjavik. Em ordem ascendente de importância, alem de Transe*, Psicografia*, Psicofonia*, Telecinesia* e Ectoplasmia*, comprovou-se numa sessão na presença de sessenta e sete pessoas admirável Levitação*. Hetaldur Nielson, professor de Teologia na Universidade de Reykjavik e avesso a acreditar em tais Fenômenos, teve que aceitar sua  autenticidade.

 

INÉDIA.  É a misteriosa capacidade de sobreviver por anos em abstinência total de comida e... de bebida!, Adipsia*, inclusive por anos! Observada incontestavelmente em persistentes Experiências Qualitativas*, com análises clínicas, em  vários “místicos”. Hoje são famosas Teresa Neuman*, na Alemanha; Marthe Robin* na França; Isaltina* em Portugal; “Dona Lola*” em Brasil; etc.

  Tem origem doentia e é Fenômeno EN*. Após problemas psicológicos, passam pela Anorexia* nervosa e numa drástica modificação do metabolismo basal passam a alimentar-se do ar e das próprias reservas até ficarem estrictamente esqueléticas. Ficam sempre em cama e inativas, poupando energia ao máximo.

 É absurdo pensar que Deus* causaria esse dano ao organismo. Como dizia o grande especialista Jean Lhermitte*, seria melhor que se alimentassem bem, se levantassem, trabalhassem... “e não molestem!”.

 

INFESTAÇÃO. Perturbações por Fenômenos * Parafísicos periódicas ou “habituais” em casas ou em determinados locais. O termo teve origem na Superstição*, porque os seguidores do Espiritismo e outros ramos de Esoterismo* atribuem esses Fenômenos Parafísicos* à infestação por Espíritos* (?)  perversos, Demônios* (?), Elementares* (?)...

   A infestação diferencia-se do Poltergeist* pela periodicidade ou continuidade, inclusive secular. O local serve de objeto de Psicometria* para que pessoas com tendência a Fenômenos Parafísicos* os manifestem. Cria-se uma  “epidemia” em ambiente de Superstição*.

   Mas nunca acontece um Fenômeno* Parafísico quando todas as pessoas ficam afastados a mais de 50 m de distância, segundo o desafio... E este fato inúmeras vezes comprovado é mais uma refutação não só da interpretação de Superstição*, senão também da “explicação” por PK* (?) como pretendem os membros da Micro-Parapsicologia*.

 

INGEBORG. Medium* (?) norueguesa, de Transe*..., praticamente só. Mas sendo filha do juiz Ludwig Dahl, só [por esta ascendência é muito badalada  pelos “entusiastas”  do Espiritismo*.

 

INGLIS, Brian. Médico e Parapsicólogo*. Autor de inúmeros livros. Na área de Medicina, entre outros,  “Revolution in Medicine”, Londres, 1958 - “Fringe Medicine”, 1964 - “Drugs, Doctors and Disease”, 1965 - “A History in Medicine”, 1965. Na área da Parapsicologia* foi editor do “Spectator” de 1959 a 1962, e escreveu “Natural and Supernatural”, Londres, 1977 - “Science and Parascience”, Londres, 1984 - e em colaboração com West, Ruth: “The Alternative Health Guide”,  1983.

    É um dos colaboradores para a enciclopédia editada por Cavendish*.

 

INICIADO.  Aquele que é admitido ao conhecimento dos Mistérios* do Ocultismo* por meio de preparação sistemática  ou Iniciação.

   A Iniciação é  muitas vezes equivalente  a verdadeira Lavagem* Cerebral.

 

INSPIRAÇÃO. Os sequazes do Espiritismo* e de outros Esoterismos* tomaram o termo da Superstição* pagã antiga, que acreditava que os grandes gênios das artes e das letras recebiam suas realizações por sopro (inspiração = soprar dentro) das deusas (?) chamadas Musas. SeriamMédiuns*das deusas (?).

  É o afloramento espontâneo de idéias, escritos, desenhos, canções... provindas do Inconsciente*, não da própria elaboração Consciente*, ao menos em parte.  Improvisados em diversos graus de Estado Alterado* de Consciência e cujo conteúdo em certas ocasiões vai mais além do que as suas próprias capacidades Conscientes*. Isso tem-lhes permitido, muitas vezes, produzir obras quase sem darem por isso, no Sonho* ou como se fosse em Êxtase.

  Dos grandes artistas, músicos, poetas etc. diz-se que não trabalham, produzem. É precisamente por isso que os antigos, não conhecendo o Inconsciente, inventaram as Musas que inspiravam. E a palavra ficou: “hoje não estou inspirado”, pode dizer um grande artista como se ainda acreditasse nas Musas.

    Dentro do ambiente de Espíritismo*, sem chegar a igualar aos grandes gênios da arte, no Brasil enaltece-se o caso, bastante vulgar na realidade, de Chico Xavier, e um tanto mais notável o de Luis Gaspareto embora unicamente pela velocidade no desenho até, menos, com os pés. Fora do Brasil conhecem-se muitos bonsMédiuns*de falar ou escrever e até mais raramente desenhar inspirados”(?): Sra. Richmond, Emily Harding, Britten, Thomas Lake Harris, J. J. Morse, Meuring Morris, Estella Roberts, Winifried Moyes, Horace Lambing, para mencionar apenas alguns.

  É claríssimo que a inspiração dos artistas e médiuns simplesmente surge das faculdades do Inconsciente*.  Ver também Intuição.

  Para poder-se  falar de Inspiração SN*, e mais ainda e precisamente em temas profanos, teria que constar claramente que os resultados superam as faculdades humanas!, ou então estarem “assinadas” com algum outro Fenômeno SN* extrinseco relacionado com a tal pretendida Inspiração Supranormal*. Nem uma nem outra coisa foi encontrado jamais no Espiritismo* e outros ramos do Esoterismo*, ou em qualquer outro ambiente senão unicamente religioso divino, portanto até o termo Inspiração utilizado pelo Espiritismo e outros grupos é Superstição*. Em contrapartida, Ver Revelação. 

 

INSTRUMENTO. Refere-se ao  Medium* (?), especificando que seria usado (?) freqüentemente por um Controle* (?). Conquanto esse conceito supõe uma transmissão (?) completamente mecânica, a análise prova que não é assim, já que as associações mentais habituais do  Medium* (?) aparecem evidentemente no material supostamente transmitido. Ver Identidade, Prova de.

 

INTELIGÊNCIA ou INTELECTO. Aquela parte da mente que julga, raciocina, abstrai, compara, deduz... Funções todas essas que superam a capacidade dos seres puramente materiais. Há inteligência no homem, portanto em reta Filosofia evidentemente, ou mesmo para todos que saibam pensar, tem que haver Alma* espiritual, porque  ninguém dá o que não tem, o efeito não pode superar a causa, havendo um efeito espiritual tem que haver uma causa espiritual.

 

INTERFERÊNCIA. Irrupção eventual produzida durante uma sessão de Experiências Qualitativas*, o paciente captando por HIP* em algum dos membros que intervêm na experimentação, ou  por PG* captando em qualquer outro lugar e inclusive em outro tempo. A interferência pode às vezes ser causada por ST* precisamente com intenção de experimentação.

 

ÍNTERO-RECEPTORES. Ver Kherumian, Raphael.

 

INTEROSCOPIA.  Ver Autoscopia e Heteroscopia, termos preferíveis.

 

INTUIÇÃO. Percepção clara, ou conhecimento instantâneo de uma verdade, fato ou idéia, sem a participação de qualquer raciocínio Consciente*. Julgamento sincrético, não pretendido, de elaboração lógica por raciocínio Inconsciente*. Ver Talento do Inconsciente. e Inspiração.

   Alguma vez pode dever-se a alguma captação por HIP* ou PG*.

 

INVEJA, Poder da.  Ver Olho Gordo.

 

INVESTIGAÇÃO PSÍQUICA. Igual que Pesquisa Psíquica*.

 

INVOCAÇÃO. É a oração suplicando aos que nos precederam na fé que orem também eles a Deus* por nós. Não são os santos que intervêm no nosso mundo, é Deus* que pelos méritos e intercessão dos santos pode nos ajudar. Bem diferente da Evocação*.

 

INVÓLUCRO ASTRAL. Segundo o Mito* do Ocultismo*, seria um corpo interior como envoltório (?) do Espírito* (?). Ao morrer o corpo físico, o Invólucro Astral ou Corpo* Astral ou Corpo* Etéreo passaria pela Desencarnação* (?) rapidamente. Este envoltório (?) do Espírito* (?), ou este Veículo Etéreo desencarnado (?), diz-se, pode continuar a manifestar-se (?) neste mundo obscuramente, com uma inteligência mecânica repetitiva, seria ele que explicaria (?) algumas aparições de Fantasmas*.

 

IOGA. Sistema filosófico (?) ou mais bem... “poético” com que o Iogui pretende alcançar a plena sabedoria (?) e a santidade (?) mediante determinadas Asanas* e na base de concentração mental, ou melhor seria dizer descontração, estática, inerte,  mente em branco...

   Como se técnicas naturais pudessem alcançar por si mesmas efeitos Sobrenaturais*! Pode, isso sim, ajudar na saúde corporal e inclusive psicológica..., pelo descanso e ao contrario pelo exercício que as diversas Asanas* oferecem com experiência milenar.

 

IRIS-LUCÍA, Caso. Ver Salvo, Lucía Altares de. 

 

IRIOMANCIA. Mais uma Mancia*, esta  pelos reflexos e complicada conformação do iris dos olhos. Pode também usar-se como Pragmática*.

   Não confundir com Iriologia, especialidade na Medicina, com a que alguns afirmam que se podem fazer diagnósticos médicos precisos porque todas as doenças repercutiriam no iris. 

 

IRMANDADE BRANCA, Grande. Ver Grande Irmandade Branca.

 

IRWING, Eduard (1792- c. 1837). Carater duro, exigente, cruel, levando ao extremo a mentalidade dos velhos protestantes Cconvencionais. Físicamente era um “gigante”de força hercúlea. Foi pastor protestante na paroquia de Glasgow, ajudante do pastor Chalmer então  o mais famoso pastor da Igreja Escocesa. Depois aceitou a paroquia de Hatton, fora de Londres, onde a eloquencia aos gritos daquele gigante o fizeram famoso, de formas que teve que ser transferido para uma Paroquia maior, em Regent Square, onde cabiam duas mil pessoas comodamente sentadas. Até que no extremo do fanatismo e excentricidade fundou em 1830 uma Seita* que, do seu nome, tomou o de Irwinguistas, na granja de Fernicarry, da cidade de Row, no oeste da Escócia. Uma Seita* de fanáticos se-dizentes “instrumentos do Altíssimo” (!), falavam em linguas (Ver Glossolalia), praticavam Curandeirismo* considerando-o Milagre* (?) e diziam que tinham Visões* Sobrenaturais* (?) anunciando grandes catástrofes preâmbulo da iminente nova vinda de Jesus e do fim do mundo.

  Logo a fama dos Irwinguistas espalhou-se por toda Escocia e Inglaterra, e se multiplicavam as referencias e discussões, especialmente deve citrar-se Baxter, Robert: “Narrative of Facts Characterisin g the Supernatural Manifestations in Members of Mr. Irwing’s Congregation”, Londres, 1833.

   O Rdo. Irwing, porém, percevendo seu estrodoso fracasso nas Revelações* (?), foi definhando na sua saúde até morrer magro e deprimido, nem sombra do atleta que fora.

 

ISALTINA. Rio de Janeiro, com repercusão por todo o pais. No inicio de 1966 surgiu o novo fenômeno Isaltina Cavalcanti, de 31 anos, que alcançou grandissima fama orquestrada pelo Espiritismo*. Tratar-se-ia de Cirurgias* em Astral, sob o Controle* do Espírito* de um médico alemão que se chamaria Arst Scovsk (?).

  Pouco importa que o Dr. Arst Scovsk não entenda alemão. Pouco importa que nem Isaltina, nem o babalaô, entendam alemão. Pouco importa que as poucas palavras que Isaltina pronuncia em horrivel alemão arcaico com mistura polonesa só seja entendido, e amplamente, pelo babalaô Pedra D’Água...  Diariamente umas 5.000 pessoas deixam seu dinheiro nos estacionamentos, nas “colaborações espontâneos”, nos “agradecimentos”..., apesar de que só podem ser “operadas” umas trinta pessoas por dia. Mais de 20.000 pessoas fizeram inscrição Não faltam políticos destacados e pessoas dos mais altos escalões sociais. Toda a momntagem ao redor de Isaltina Cavalcanti está muito bem coordinada por Sebastião dos Santos, aliás “babalaô* Pedra d’Água” e Delegado da Confederação Espírita de Umbanda*.

   Tudo começou em Natal (RN). Isaltina é uma bela jovem de 31 anos, casada, tendo um filho de 5 anos. O babala^garante que ela é Médium* de Cirurgia* em Astral e que tem que Desenvolver* ...E imediatamente a pretendida Médium* é levada a Rio de Janeiro... Claro, logo se espalha que a Médium* é católica fervorosa (?!). E foi instalada na “Tenda Espírita Santo Antônio de Padua*” (?!).

    Mas a farsa durou pouco. Em poucos messes a justiça e as entidades médicas abundavem de acusações... Antes de que a situação complicasse, o esperto Babalaô Sebastião dos Santos e sua pupila Isaltina, já enormemente enriquecidos, no dia 29 de março -a farça começara  tres meses antes- voltaram para Natal, no Rio Grande do Norte.

 

ISLA ou ISLAMISMO. Ver Maoma.

 

IURD. Sigla da Igreja* Universal do Reino de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                           - J -

 

JAGOT, Paul Clément ( === . Psicólogo francês contemporâneo. Secretário da Sociedade de Hipnotizadores, da França. Escreveu uma série de livros sobre  Psicologia e principalmente sobre Sugestão* e Hipnotismo*, entre os quais: “Méthode Scientifique Modern du Magnetism, Hypnotisme et Suggestion”, “Méthode Pratique d’Autosuggestion”, etc. Todos em estilo e até com certa mentalidade popular, especialmente  “Traité de Sciences Occultes et de Magie Pratique”. 

 

JAINISMO. Uma singular Seita*, de minoria, na Índia. Foi fundada pelo asceta hindu Vardhmana, que nasceu possivelmente em 569 a.C. É uma Seita* do Hinduismo* e contemporâneo do Budismo*. Ver Tantrismo.

   Tal como o Budismo*, também o Jainismo rejeita o sistema de castas. A sua principal característica é a ênfase dada ao princípio do “ahimsa” =  não violência.    

  Chegam no “ahimsa” ao extremo de filtrarem o ar que respiram, antes de o inalar, não vá acontecer  destruírem a vida microscópica. Este absurdo procede de outro: a Reencarnação*. Tem como objetivo principal a libertação da ronda do Karma* graças ao ascetismo.

   Em geral não aceitam a idéia de um único Deus*, supremo, antes crêem que existe uma  pluralidade de deuses (?), que estão sujeitos à Reencarnação*, tal como estariam os seres humanos e todos os outros animais e plantas! Consideram o Absoluto como um ser perfeito, mas contraditoriamente o consideram corporativo, composto de almas nenhuma das quais é perfeita!   

 E a essa manifesta contradição, ou série de contradições, acrescentam outros absurdos. Pode dizer-se também do Jainismo, como do Hinduismo*  em geral e do Budismo, Bramanismo* etc. em particular,  que para eles não interessa a correspondência com a realidade, senão as conceições... poéticas.

 

JAMES, William (1842-1910). Doutorado em Medicina pela Harvard University em 1869, logo passou na mesma Universidade a ser professor de Fisiologia e de Psicologia. Publicou nestas áreas muitos livros traducidos a várias línguas: o primeiro foi “Le Sentiment de l’Effort”, seguindo-se “The Principles of Psychologie”, 2 vols., Londres, 1890-92 - “Talks to Teachers on Psychology and to Students on Some of Life’s Ideals”, 1899 - “La Théorie de l’Émotion” -

   Pouco a pouco foi trocando esses ramos da ciência e as aulas para consagrar-se à   Parapsicologia*, que comprendeu ser mais importante. Foi membro fundador da ASPR* e o quarto presidente da SPR*, em 1894 e 1895. Tem à sua conta o haver apresentado perante a SPR* a Sra. Piper*, e durante muitos anos estudou os Fenômenos Parapsíquicos* manifestados por ela. Com a Parapsicologia* moderna foi um convicto crente na realidade dos Fenômenos Parapsicológicos* e igualmente convicto opositor da tão difundida interpretação dada pelo Espiritismo*.

 A ele devemos as obras “Human Immortality. Two Supposed Objections to the Doctrine”, Nova Iorque, 1893 - “The Will to Believe”,  1897 - “The Varieties of Religion Experience. A Study on Human Natura”, 1890 - “Pragmatism: a New Name for Some Old Ways of Thinking”, , Londres, 1907 - “Memories and Studies”, 1911 - “Collected Essays”, 1920  - “Études et Réflexions d’un Psychiste”, Paris, 1924 - “On Psychical Research”, Nova Iorque, 1960 - “Pragmatism and Four Essays from the Meaning of Truth”, 1974 -.

 

JANE, Mary. Mulher completamente analfabeta, natural de Wrentham, Massachussetts. Foi empregada doméstica entre 1844 e 1848 do médico inglês Dr. John Larkin*. Este médico realizou com ela muitas Experiências Qualitativas* de Fenômenos Parapsicológicos* durante a Hipnose*, tendo ela manifestado Telecinesia*, PG* e HIP*, chegando inclusive a diagnosticar doenças e a indicar remédios.

   A fama destes acontecimentos ocasionou que Mary Jane fosse acusada de Bruxaria*, pelo que foi condenada a dois meses de cadeia.

 

JANET, Pierre Marie Félix (1859-1942). Prestigioso e muito influente psiquiatra francês.  Investigou a Histeria* e foi continuador de Charcot*, penetrando freqüentemente em áreas de Parapsicologia*. Desenvolveu o conceito de Dissociação*, avançou as técnicas terapêuticas da Sugestão* e defendeu o poder da Hipnose*. Utilizava a Hipnose* para aliviar os sintomas dos doentes de Neurose*, empregando unicamente a Hipnose* prolongada, que mantinha os pacientes mergulhados em Sono Hipnótico* durante vários dias.

  Dentre suas numerosas obras, todas muito prestigiosas, interessam mais do ponto de vista da Parapsicologia*: “L’Automatisme Psychologique. Essai de Psychologie Experimentale sur les Formes Inferieures de l’Activité Humaine (Thèse de Doctorat en Lettres)”, Paris, 1889 - “L’État Mental des Hystériques”, Paris, 1891 - “Stigmates Mentaux des Hystériques”, Paris, 1892 - “Névroses et Idées Fixes. Études Expérimentales sur les Troubles de la Volonté, de la Attention, de la Mémoire, sur les Émotions, les Idées Obsédantes et leur Traitement”, Paris, 1898 - “Les Obsessions et la Psychasthénie”, Paris, 1903 - “De l’Angoise à l’Extase”, 2 vols., Paris, 1927-1928.

 

“JÁ VISTO”. Ver “Déjà vu”, termo preferível, pois a expressão francesa foi consagrada pelo uso.

 

JEANS,  Norman. Parapsicólogo* da Escola* Norte-americana. Experimentou em si mesmo com vários anestésicos e acredita que sob a influência do óxido nitroso ou gás hilariante facilitava-se nele a manifestação de ESP*.

 

JENNINGS, Herbert Spencer (1868-1947). Biólogo e Parapsicólogo* da Escola* Norte-Americana,  muito decidido defensor do absurdo de que em determinadas circunstâncias, as espécies animais inferiores manifestam comportamento ESP* (?!).

   Como habitual  na Micro-Parapsicologia*, confundia PN* com EN*.

 

JESUS, Santa Teresa de ( 1515-1582). Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu de família aristocrata em Ávila, Espanha. Religiosa e reformadora das freiras carmelitas, foi admirável escritora de profundo realismo típicamente castelhano junto à sua Mística*, a verdadeira e a falsa, sem excluir o humor e senso comum de cunho popular.

   Na sua vida manifestou práticamente todos os Fenômenos Parapsicológicos*: HIP* e PG*, Levitação*, Termogênese*, Dermografia*, Osmogênese*, Êxtase*, Visões*, etc. Foram considerados dons Místicos*, embora ela mesma após profunda reflexão e estudo terminou por compreender que não eram dons senão defeitos, somatizações que havia que curar e nunca fomentar. Esses Fenômenos de falsa Mística* são bem diferentes e ela soube muito bem diferenciar dos Fenômenos verdadeiramente Místicos* ou  SN*, que também realizaram-se nela e por intercessão dela: Estigmas* no coração inclusive no cadáver, deliciosa e grande Osmogênese* do seu cadáver, Incorrupto* por séculos, Multiplicação* de Alimentos, etc, etc. 

   Escreveu por obediência sua autobiografia. (em portugues por tradução de Raquel de Queiroz:) “Vida de Santa Teresa de Jesus Esctrita por Ela Mesma”, São Paulo, 1984.

   Morreu em Alba de Tormes, Salamanca, onde se conserva seu cadáver ainda em bom grau de Incorrupção*.

   A Universidade de Salamanca outorgou-lhe o título de  Doutora.. E Paulo VI, para ela e para seu conselheiro, confessor e amigo, São João da Cruz*, oficializou o título de Doutores Universais em Mística, título que lhes era concedido imemorialmente por aclamação.

   Pelas suas virtudes heróicas e pelos numerosos Milagres* por ela alcançados após sua morte, foi beatificada em 1614 e canonizada em 1622.

  

JOGO. Em Testes* de ESP, cada jogo é constituído pelos 25 ensaios que se realizam com o Baralho* Zener*, geralmente nomeando sucessivamente cada uma das Cartas* ESP. Em testes de PK* cada jogo é constituído por 25 lançamentos independentemente do número de dados lançados simultaneamente.

 

JOIRE, Paul. Foi professor no Instituto Psico-Fisiológico da França e presidente da “Sociedade Universal de Estudos Psíquicos”. O Dr. Joire é notável pelos seus extensos estudos sobre o relacionamento entre Fenômenos Parapsicológicos* e a Hipnose*, que plasmou no seu livro “Psychical and Supernormal Phenomena”, Londres, 1916.

 

JONSSON, Olaf. Célebre Psíquico* americano, que colaborou com o astronauta Edgard Mitchell*, da cápsula Apolo XIV, em experiências de ESP* à distância Terra-Lua.

 

JUNG, Carl Gustav (1875-1961). Psicólogo, Psiquiatra e Parapsicólogo* suíço.

    No âmbito da Psiquiatria e Psicologia: Estudou nas Universidades de Basiléia, Zurique e Paris.  Na capital da França, seguiu os cursos de Psicopatologia do professor Pierre Janet*, antes de fazer-se, em 1907, aluno e colaborador de Sigmond Freud*. Em 1933 obteve a Cátedra de Psiquiatria na Universidade Tecnológica de Zurique. Em 1948 inaugurou nesta cidade o instituto que tem o seu nome, fundado pelos seus discípulos. Parte da sua fama deve-se à teoria do Inconsciente* Coletivo e à classificação dos tipos humanos em introvertidos e extrovertidos. Entre as suas obras mais importantes contam-se “Contribuições para a Psicologia Analítica”, 1928 - “Tipos Psicológicos”, 1933 - “Integração da Personalidade”, 1939 - “O Eu Inconsciente”, 1959.

   No âmbito da Parapsicologia*: Durante os anos de 1889 e 1900 Jung organizou para fins de pesquisa  sessões de Espiritismo*, recorrendo a uma das suas primas como  Medium* (?). Com esta pesquisa obteve as bases para a sua tese de doutoramento: “Psicologia e Patologia nos Fenômenos Chamados Ocultos”. Mas foi realmente muito mais tarde quando Jung manifestou particular dedicação por essas questões.

  Em 1919 já explicava que nas sessões de Espiritismo*, tanto os Espíritos* (?) como a variada gama de Fenômemos (Parapsicológicos*) ou “ocultos”, de qualquer ponto de vista mais não eram que complexos do nosso Inconsciente*. Trinta anos depois, o cientista já especificava e insistia em que uma simples explicação psicológica não é capaz de explicar a totalidade dos Fenômenos (Parapsicológicos*) apresentados pelosMédiuns*. Isto é, além do psicológico, há no Inconsciente* outras faculdades, Parapsicológicas*. Em 1920 Jung continuou a pesquisar com o célebre  Médium*  Rudi Schneider*, com quem verificou Fenômenos de Telecinesia* e Ectoplasmia*.

   Jung é conhecido em Parapsicologia* sobretudo como o teórico que pretendeu substituir o princípio de causalidade pelo de Sincronizidade*, para “explicar” (?) PG*. Certamente errado. Pretendeu aplicar também o princípio de Sincronizidade* à pretendida “Astrologia* científica” (?), o que é mais um argumento contra tal princípio.

  Entre as suas numerosas obras, do ponto de vista da Parapsicologia* destaca  “Memories, Dreams, Reflections”, Londres, 1963.

 

JURGENSON, Friedrich. Pintor sueco contemporâneo e produtor de filmes, que em 1959 ao reproduzir o cântico dos pássaros da floresta por ele gravado, ouviu na gravação o que acreditou ser “a voz de sua mãe” (?). Com isto, no período de 1955-1957, dois anos, Jurgenson, completamente fanatizado, trabalhou febrilmente em gravar “vozes de Espíritos*”(?).

   Ver Psicofonia. e Ver também TCI.

 

 

                                                             - K -

 

KA.  Designação dada pelos antigos egípcios a um suposto envoltório (?) do Espírito* (?), que com este seria a sé da Personalidade* Consciente*, correspondendo de certo modo ao que o Esoterismo* designa com os termos  Corpo* Astral, Duplo*, Kama* Rupa, Invólucro* Astral, etc. Ver Perispírito.

 

KABALA.  Ver CABALA.

 

KAHL, Sra. De nacionalidade russa, vivia em Paris. Desde a infância vinha manifestando Fenômenos de HIP*. E de Pcg*: como por brincadeira, aos sete anos, anunciava, às vezes com notavel exatidão, o futuro às pessoas com quem convivia. Quando tinh 19 anos, um dia perdeu um colar de pérolas, de que gostava muito, e ficou extremamente triste. De repente, porém,  notou que lhe apareciam no pescoço manchas vermelhas redondas, como sinais de pérolas. E a partir d’aí foram surgindo diversas Dermografias* especialmente em circunstaâncias de angustia ou forte emoção. Já adulta dedicou-se à Radiestesia*. Uma vez indicou sobre um mapa os filões mais ferteis de uma mina de ouro. 

 Foi estudada no IMI* pelo Dr. Osty*. Era de fato uma grande Psíquica. Pretendendo verificar a Dermografia* da Sra. Kahl como também a faculdade HIP*, o Dr. Osty* pediu-lhe que inscrevesse na pele (Dermografia*) a palavra em que ele estava a pensar. Após alguns minutos de concentração, apareceram na pele as letras R O. Entretanto a Sra. Kahl declarou: “Estou muito cansada, já não vem mais nada. Deve ter pensado na palavra ROSA”. De fato, fora mesmo nessa palavra que o Dr.Osty se concentrara. E assim começou uma série de Experiências Qualitativas* de Dermografia* a partir de HIP*, com êxitos muito notáveis. As Dermografias* apareciam rapidamente de preferência sobre os seios, num ou noutro antebraço e sobre o abdome.manifestando o que os pesquisadores pensavam ou secretamente  haviam escrito ou desenhado num papel, guardado imediatamente dentro de um envelope opaco.

 

KAHN, Ludwig (1874- === . Psíquico* alemão, de origem judia. Aos tres anos de idade já era um calculador prodigio podendo fazer de cor somas com cinco algarirmos. Emigrou a Norte-América, onde descobriu em si e especializou-se em suposta Criptoscopia*. Ganhou com exibições muito dinheiro, que emprega no jogo, e voltou a Alemanha.

 Demandado judicialmernte, convenceu em Experiencias Qualitativas* que pareceram boas, em 1908, com o Dr. Haymann  do Hospital Psiquiátrico de Fribourg-in-Brisgau e com o Dr. Neumann e colegas médicos do Gran-Ducado em Karlsruhe. Posteriormente apresentou-se ante o IMI* de Paris numerosas vezes durante os anos 1925 e 1926.  Na presença de um distinto auditório de cientistas, entre eles Richet*, Kahn leu com todo êxito o conteúdo de onze bolinhas de papel amassado, que lhe foram apresentadas.

 O truque nesse efeito é facil e conhecido por todos os Ilusionistas*. E evidentemente que algumas vezes, pretendendo dominar o fenômeno e para causar admiração, também L. Kahn recorreu à Fraude*. Mas impossível em muitas daquelas circunstancias e perante aqueles pesquisadores, conhecedores e desmascaradores de tantas Fraudes*.

   Nos casos autênticos Kahn pretendia que fosse Criptoscopia*. Na realidade tratava-se de HIP*.

 

KAMA RUPA. Termo hindu que designa uma espécie de eídolon (em grego = imagem), que persistiria (?) depois da morte, mas que gradualmente se desintegraria, a menos que a sua existência se prolongue ao alimentar-se (?) com algo da vitalidade daqueles que na terra quiserem ofertá-la (?!).

 Sob esses conceitos “poéticos” podemos admirar antiquíssimas Intuições* da ação, em vida, da Telergia*, da que partiram para outra Intuição*, embora bem limitada, do que após a morte será o Corpo Glorioso*.

 

KANT, Emanuel. Um grande e dos mais influentes filósofos. Nasceu em Konisberga em 22 de Abril de 1724. Era homem de impecável veracidade e brio, austero nos seus princípios de moralidade, valoroso advogado da liberdade política, acreditava firmemente no progresso humano... A sua obra capital,  “Crítica da Razão Pura”, foi publicada em 1781. Em maior relação com a Parapsicologia* pode-se citar principalmente  “Dreams of  a Spirit Seer”,  Londres, 1900 (1768).

 

KARAGULLA, Shafica. Nascida em Turquia, estudou em escola, colegio e universidade norte-americanas em Beirut, Líbano, obtendo em 1940 o grau de Doutor em Medicina e Cirurgia. Especializou-se depois até 1950 em Psiquiatria na Universidade de Edinburgo, Escocia, e até 1956 em Neurologia e Neurocirurgia na Universidade de Montreal, Canadá. Em 1957 passou a ser professora de Psiquiatria na Universidade Estatal de Nova  York, EUA.

 Na área de Parapsicologia* celebrizou-se pela pesquisa sobre Curandeirismo*. Recentemente foi nomeda Presidente da Fundação e Diretora de Pesquisa na “Higher Sense Perception Researh Foundation”, instituição em Beverly Hills, Califórnia, EUA, que se dedica ao estudo de Fenômenos Parapsicológicos*, principalmente de Hiperestesia* e de Talento* do Inconsciente. Precisamente a principal publicação do Dra. Shafica havia sido sobre HD* e sobre Talento* do Inconsciente: “Breakthrough to Creativity. Your Higher Sense Perception”, Los Angeles, 1967.

 

KARDEC, Allan (1804-1869). Psedônimo de Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, nascido na cidade de Lyon, França, em familia católica, mas foi educado num ambiente de seita protestante de tipo fantasista e pseudo-místico. Pretendeu aprender a ser professor de escola primaria em Yverdun, Suiça, com o pedagogo protestante Pestalozzi, mas logo voltou a Paris em 1831. Abriu uma escola primaria, sem muito êxito, e escreveu livros de gramática e aritmética.

·     Afiliou-se à Maçonaria na Hermetic* Brotherhood of Luxor. Em 1854 teve contato com  o Espiritismo* por intermedio do comediógrafo Victorien Sardou. Em 1955 assiste por primeira vez a uma sessão de Espiritismo*, e bastou uma  sessão para ficar convencido (?) de que recebia Comunicação* de um Espírito* (?) chamado Zéfiro, bastou para transforma-lo num espírita ardoroso.

Þ  Basta para convencer qualquer crítico sensato, da total falta de crítica (ou descarada impostura) de Allan Kardec.

·     Em 1856 por suposta Revelação* (?) de um Espírito* (?), adotou o pseudônimo.  Acreditava ser a Reencarnação* (?) de um antigo sacerdote Druida* que se haveria chamado Allan Kardec.

Þ  Absurda e megalomaniacamente, se é que era sincero! Mas não foi capaz de fornecer absolutamente nenhuma pista, nenhum conhecimento a respeito dos Druidas e da sua época, que não fosse o mais comum conhecido e supradivulgado, nem o mínimo detalhe do que arqueólogos e historiadores quereriam saber...

·     Com a mesma megalomania (ou astuta invencionice e impostura) autoproclama-se, por suposta Revelação* (?) dos Espíritos* (?), como o Messias da Terceira Revelação, o Espírito da Verdade anunciado pelos Profetas* (Ez 36, 27 +, Jl 3, 1-2) e que Cristo prometeu que “vos ensinará toda a verdade” (Jo 14, 26; 15,26; 16, 13).

Þ  Se os Apóstolos tivessem que haver esperado até a vinda de Allan Kardec... Bastaria este descomunal disparate para julgar a Kardec e jogar no lixo todo o Espiritismo* Kardecista. Eles são tão, tão, tão ignorantes, que no o sabem? A Primeira Revelação* foi da 1a. Pessoa da Santíssima Trindade, o Pai, por Moises e os Profetas* do Antigo Testamento. A 2a. Revelação, pela 2a. pessoa da Sma. Trindade, o Filho, por Jesus Cristoe os Apóstolos. A 3a. Revelação não seria da 3a. pessoa da Sma. Trindade, o Espírito Santo no dia de Pentecostes* (At 2,4), senão que seria feita por Allan Kardec e pelos Espíritos* (?!). É demais... E ainda mais groseiro disparate por ser atribuído nada menos que a Santo Agostinho*, que Kardec no seu “Initiation de l’Evangile sélon le Spiritisme”, Cap. 1, No. 11 tem a petulancia de afirmar que era o Espírito* (?) mais freqüente em suas sessões!

·     Kardec não sendo nem filósofo, nem teólogo, e não existindo nem Psicologia na sua época, muito menos Parapsicologia*, meteu-se a interpretar os Fenômenos Parapsicológicos* apresentados pelo Espiritismo*. Conseqüência: uma sarta contínua de disparates e Superstição*. E, não obstante, ou muito significativamente contra o critério “científico” (?) deles, é considerado pelos espíritas latinos ou Kardecistas, como o mestre insuperável (?!).

       Morreu repentinamente em Paris.

 

KARMA. No Hinduismo*, no Budismo* e Jainismo*, e em especial no Bramanismo*, o Karma não é apenas o efeito que o ato vai causar, ambos no decorrer de uma vida, mas também o conjunto dos efeitos em todas as vidas posteriores causados pelos atos de todas as vidas anteriores. Uma espécie de predestinação ou Destino* da humanidade.

 Allan Kardec* e seus seguidores, assim como muitos outros grupos de Esoterismo* em Ocidente, não entenderam estes conceitos  e mentalidade oriental. Como não os entenderam tambem multidão de orientais ignorantes ou “apressados”. É a mais lamentável miséria intelectual confundir Karma  com Reencarnação*. Porque está inapelavelmente demonstrado e confirmado que no genuíno Hinduismo*, como nos genuínos Budismo* e Jainismo*, e inclusive no genuino Bramanismo*, não tem cabimento o conceito de Reencarnação*. Não tem cabimento nem sequer o conceito de Alma* individual, ou Espírito* individual. Tudo, inclusive a divindade, seria uma unidade. Como reencarnaria o que não existe?

  No fundo de todo o genuíno Hinduismo* e nos seus derivados ou Seitas*, assim como na sua origem, os Vedas, há uma maravilhosa Intuição*. Tiveram a Intuição*, embora parcial, do que na Revelação* cristã chama-se Corpo Místico de Crisro e Comunhão dos Santos, na ordem Sobrenatural*. Intuiram que todos somos solidários, e o que de bom ou de mal faz cada individuo, cada avatar, ajuda ou perjudica a todos: Karma ou Lei do Ato. Constitue um mérito a ser premiado posteriormente ou a ser castigado: Karma ou Lei da Causa e Efeito. No seu Panteismo* ou Monismo*, porém, confundiram esta comunhão na ordem Sobrenatural* com unidade na ordem natural, e ainda a situação piora por identificarem criaturas e criador; e pior ainda, saim depois pela tangente afirmando que tudo é  Maia*.

Karma Ioga. O caminho Ioga* da abnegação e ação consagrada para quebrar a interminavel ronda do Karma.

 

KAZUMBI. Termo usado em algumas regiões da Africa e no Brasil. Ver Zumbi.

 

KEMPF, Síndrome de. Ataques de agitação aguda, com pânico e comportamento de fuga. Ocorrem ocasionalmente em relação específica com um problema homossexual. Outras vezes sob ameaça de procedimentos legais. Mas há outros motivos psicológicos. A ansiedade pode ser tão aguda que o Consciênte* fica completamente obnubilado.

    Para os imbuídos de Superstição*, uma “claríssima” prova (?) de Possessão*, Incorporação*, etc.

 

KERNER, Justinus. Poeta e Médico alemão, que exerceu a sua profissão em Winster, no Wurtterburg. Hospedou em sua casa Frederika Hauffe* e estudou minuciosamente os Fenômenos Parapsicológicos* por ela manifestados  e que Kerner descreve em  “A Vidente de Prévorst” ( Die Scherin von Prevort, Eroffunungen uber das innere Leben des Menschen und uber das Hereinagen einer Geisterwelt in die Unsere”, Dstuttgart e Tübingen, 1829).

  Não tendo sido considerado digno de fé por expor fatos e conceitos demasiado avançados em relação ao seu tempo, o assunto caiu no esquecimento. Hoje, sobre a veracidade dos Fenômenos Parapsicológicos* que descreve, de HIP*, PG*, Tiptologia*, Telecinesia*,  Fantasmogênese*... não é lícito duvidar, em virtude das exatas e precisas descrições do autor, e com testemunhas privilegiadas. Tudo descrito com clareza, objetividade, serenidade e imparcialidade científicas, que tornaram Kerner uma figura muito respeitada em pesquisa de Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas* de Parapsicologia*.

 

KHERUMIAN, Raphael. Membro do Conselho do IMI*, de Paris. Sua fama decorre mais de uma... pura invencionice: Materialista* convicto afirmou, para explicar PG* e inclusive a Pcg*, que os Parapsicólogos* russos haviam encontrado no sangue os Intero-Receptores da Radio*-Onda Cerebral e assim haveriam provado que o “estímulo que dá origem a qualquer percepção parapsicológica não é o resultado de um processo psíquico (no sentido de extrasensorial, espiritual), mas deve ser antes atribuído aos seus processos energéticos subjacentes, o que torna a cognição Paranormal* (que então deixaria de ser sinônimo de espiritual) muito mais facilmente compreensível (?), visto que os processos deixam de ser extrasensoriais estritamente”.

 Afirmou, mas não cita os Parapsicólogos* russos que os teriam demonstrado e nunca foi comprovada a existência dos tais Intero-Receptores no sangue. E certamente nada material pode explicar PG*...

 

KIESER, Dr. Psiquiatra que elaborou uma teoria pessoal dos prodígios do Magnetismo* Animal ou Mesmerismo*. Para ele o magnetismo (mesmo quando plenamente diferente da Telergia*) seria real e efetivo (?).

 

KILNER, Óculos de. Ver Diacianina, Écrans de.

 

KILNER, Dr. Walter J. (1847-1920). Do Hospital de Saint Thomas, de Londres. Destacou-se pelas suas Experiências Qualitativas* sobre Aura*, que ele chamava Atmosfera* Humana. Valendo-se de óculos pintados com diacianina, foi o primeiro que demonstrou, de modo objetivo, a existência de um tipo de Aura* humana.

    Em primeiro lugar sensibilizou-se os olhos ao olhar através dos Écrans de Diacianina*. Depois ao olhar uma pessoa nua ante uma luz tênue contra um fundo de tela negra, tornam-se visíveis, por cansaço dos bastonetes dos olhos, três bandas de radiação bem claras para as pessoas que, de outro modo, não as perceberiam. Descobriu que a doença do sujeito observado afetava o tamanho e as cores das radiações e que a Aura* se estreitava ao aproximar-se a morte e que após a morte finalmente desaparece  (na realidade a Aura pode diminuir muito, mas não desaparece plenamente nunca).

   As Experiências Qualitativas* de Kilner foram controladas e confirmadas pelo Dr. O’Donnell,  do Chicago Mercy Hospital,  e também pelo Dr. Drydale Anderson na África Ocidental.

  Logo os partidários do Espíritismo*, Esoterismo* e de tantos outros tipos de Superstição* quiseram identificar esta Aura* com  seus Mitos* de Perispírito* (?), Corpo* Astral, etc. Na realidade trata-se de toda classe de emanações e reações comuns: calor, umidade, eletricidade, etc, e que todos os corpos  têm, muito variáveis segundo inumeráveis influencias, entre elas, claro, a maior ou menor saude, a morte e o tempo transcorrido após a morte. Também Ver  Kirlian, Fotografia.  

 

KING, John. Um bem conhecido Controle*, que se manifestaria por meio de muitos Médiuns* de Fenômenos* Parafísicos. Sustentava que era Henry Owen Morgan, que teria sido governador da Jamaica de 1637 a 1680, o famoso pirata Henry Morgan. A sua primeira Comunicação* (?) de que se tem notícia, haveria sido com os Irmãos Davenport*, em 1850 e manteve-se com eles até ao fim. Outros Médiuns* que afirmaram ter desfrutado da sua influência são, entre os mais famosos, Mme. Blavatski*, Eglinton*, Husk*, Eusápia Palladino* e a Sra. Wriedt*.

 Katie King, pretendia ser a filha de John King. Trata-se da Prosopopéia* na Transfiguração* um tanto freqüente realizada pela  Medium* Florence Cook*. Sir William Crookes* fotografou Katie King umas quarenta vezes. E é o caso de Transfiguração* mais estudado. Apesar de várias possíveis  e eventuais Fraudes* de Cook* e ressalvada certa possível “ingenuidade” exporádica de Crookes*, as Experiências Qualitativas* por ele realizadas garantem a veracidade da Transfiguração* de Cook* em Katie King.

  Crookes* achou-se seguro da independência de Katie King a respeito da  Medium*. Mas este seu convencimento não exclui, na realidade, a Transfiguração* geralmente. O que também não exclui que esporadicamente houvesse alguma Fantasmogênese* que representasse a Medium* (?) como se ficasse no Gabinete* quando na realidade estava fora transfigurada em Katie King.

  As provas foram exaustivas e levadas a cabo no próprio lar de Crookes*, que como bom cientista valentemente arriscou a sua reputação perante os “sábios” estabelecidos, que sem nada saber ao respeito e sem haver estudado as provas de Crookes, simplesmente negavam os fatos...

 

KING, Geodfr Ray. Ver Ballard, Guy.

 

KIRCHER, Padre Atanásio (1601-1680). Nascido em Geisa, Alemanha, foi educado pelos padres jesuitas e ingressou nesta ordem religiosa em 1618. O Pe. Kircher S.J. foi nomeado professor de Filosofia, Matemáticas e Linguas Orientais em Wurtzburgo (1631) e em Roma (1635). Homem de vasta cultura e inquieto pelo saber, dedicou-se ao estudo da Arqueologia e a desvendar  com notável pioneirismo hieróglifos egipcios. Ver Magnetismo Animal.

 

KIRLIAN. Chama-se Máquina Kirlian uma câmara fotográfica especial que permite fotografar o espectro luminoso. A máquina de Kirlian foi inventada em 1939, pelo casal soviético Semion e Valentine Kirlian, técnicos em eletroradiografia. A máquina consiste num gerador elétrico de alta freqüência e elevada voltagem, produzidas por um dispositivo de oscilador de válvula ou transistor. Este campo emite íons e cargas elétricas através do aparelho, projetando uma eletrofotografia, também chamada Kirliangrama e Kirliangrafia ou simplesmente Fotografia Kirlian., que é uma imagem espectral.

  Os seguidores do Espiritismo* e em geral do Esoterismo* dizem que é fotografia do Perispírito* (?), da Aura*, do Bioplasma*, etc. Segundo os espíritas, as cores também são utilizadas pelos Guias* (?) e Controles* (?) como símbolos pessoais, um código pelo qual poder-se-iam reconhecer os diversos Espíritos* (?).

  Na realidade é o efeito corona, da Física comum. O mais vergonhoso dessas pretenções dos sequazes do Espíritismo* e outros ramos de Ocultismo* consiste em afirmações como “o dourado traduz santidade”. Ora, uma connotação meramente moral não tem influência fisica. O que pode repercutir no organismo é a atitude psicológica que o santo ou o empedernido  têm a respeito do mesmo fato.

  Alguns atribuem também grande importância  às outras cores percebidas nessa Aura* humana.  Azul pálido e púrpura traduzem  saúde. Rora significa amor puro e afeto, Vermelho desiogna desejo e nojo, sendo que o vermelho escuro signuifica paixão. Verde, receio intelectual. Cor de café e matizes escuros, baços, traduzem enfermidade... Na realidade, só quando se padronizarem acuradamente todos os detalhes de cada cor e as numerosíssimas influencias na Kirliangrafia, essas pretensões de significado das cores e formas de efeito corona poderão ter algum valor. Hoje é absolutamente prematuro.

 

KLOPPENBURG  O.F.M., Dom Boaventura. Nasceu em Molbergen, Alemanha, em 1919, vindo logo para o Brasil. Em 1946 foi ordenado sacerdote franciscano, em Bagê, RS.  Doutorou-se em Teologia em Roma, passando a ser professor de Teologia Dogmática em Petrópolis, Porto Alegre, Roma e Medellin. Nesta última cidade foi também Reitor do Instituto Pastoral do CELAM (Coferência Episcopal Latino Americana), sendo também diretor da revista “Medellin”. Foi redator e diretor da “Revista Eclasiástica Brasileira”. Desde 1977 foi membro da Pontificia Comissão Internacional de Teologia. Sagrado Bispo em 1982.

  Homem de vastíssima cultura e preclara inteligência, na área de Parapsicologia destacou por uma amplíssima campanha de esclarecimento por todo o Brasil a respeito de tanta desvairada Superstição* e Espiritismo*. Nesta mesma área devem citar-se entre outras muitas, as excelentes publicações: “Por que a Igreja condenou o Espiritismo”, 1957 (4a. ed.) - “Material para Instruções sobre a Heresia Espírita”, 1957 (4a. ed.) - “A Reencarnação. Exposição e Crítica”, 1957 (3a ed.) - “Posição Católica Perante a Umbanda”, 1957 (3a. ed.) - “Livro Negro da Evocação dos Espíritos”, 1957 (3a ed.) - “Nossas Superstições”, 1959 - “Astrologia, Quiromancia e Quejandos”, 1959  -”Rosacrucianismo no Brasil”, 1959 - “As Sociedades Teosóficas”, 1959 - “O Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento”, 1959 - “A Maçonaria no Brasil”, 1960 (4a. ed.) - “Ou Católico ou Maçon”, 1960 (3a ed.) - “O Espiritismo no Brasil”, 1960 - “A Psicografia de Chico Xavier”, 1960 - “A Umbanda no Brasil”, 1961 -  “Fuerzas Ocultas. A Pastoral ante lo `Maravilloso’”, 1979 - Etc. etc.       

 

KLUGE. Cientista que, quando da célebre polêmica sobre o Magnetismo* Animal, a propósito do relatório da Comissão apresentado pelo Dr. Husson*, tomou posição favorável valentemente e como bom cientista sem preocupar-se pela opinião dos “cientistas” que nada sabiam ao respeito e simplesmente se negavam a considerar os fatos. Ficou “tristemente” (?) famoso por apresentar ante os apriorísticos colegas da Academia de Ciencias, entre os seus estudos com Experiências Qualitativas*, alguns pacientes que, “magnetizados”, apresentavam “ïncríveis” (?) fatos de Telecinesia*, e de DOP* pelo epigástrio.

 

KLUSKI, Frank (1874-1944). Polonês, rico banqueiro, escritor, poeta e poliglota, estudoso de Ciencias Naturais e principalmente de Parapsicologia no intuito de desvendar o misterioo de que ele mesmo era protagonista inconsciente. A sua aptidão a manifestar Fenômenos Parapsicológicos* era hereditária, visto que o seu pai, como também seu tio paterno, sacerdote católico, também os manifestavam, embora nunca a tivessem exibido. De jovem, Frank, angustiado e nervoso, era vítima de Fantasmogênese*, acreditando que seus Fantasmas*, terríficos como nos seus Sonhos*, tinham vida própria. Manifestava também Pcg*. Com a idade, foram crescendo seus problemas psicológicos, alem da neuro-artrite, e juntamente cresciam suas Manifestações Parapsicológicas*. Ver Função* Menos.

  Submeteu-se a numerosas Experiencias Qualitativas* por amor à ciencia. As primeiras pesquisas foram feitas pelo professor polonês Pawloski, que publicou interessante relatorio no “Journal”da ASPR*. Em 1920-1921, Kluski fez no IMI* quatorze sessões sob a direção do Dr. Geley*. Os principais Fenômenos observados foram de Fotogênese*, algums de Telecinesia*, e principalmente de Fantasmogênese*, com figuras “humanas” disformes e animais monstruosos, inexistentes.

  Nessas sessões Geley* obteve os Moldes* de parafina, que alcançaram muita fama e... discussões por serem precisamente, contra o que Geley pensava, a parte menos garantida das manifestações de Klouski..

 

KOSMON, Bíblia. Ver Newbrough, J. B.

 

KRAFFT, Karl Ernest (1900-1945). Astrólogo suíço. Mudou-se para a Alemanha em 1937 e publicou um livro sobre “Astrobiologia” (?) em 1939. Foi preso pela Gestapo e posto a trabalhar pelo Ministério da Propaganda na avaliação dos Horóscopos de estadistas e generais aliados. Por ter concluído que o Horóscopo do general Montgomery era mais forte que o de Rommel, foi novamente preso em 1943 e mandado para um campo de concentração, morrendo em trânsito para Buchenwald.

   As suas pretensões de encontrar provas estatísticas para defender a Astrologia*, foram examinadas e cientificamente refutadas, demolidas,  por Michel Gauquelin após a morte de Krafft.

 

KRAL, Dr. Joseph. Ver Wiesinguer, Alois.

 

KRALL, Joseph. Ver Elberfeld, Cavalos de.

 

KRAMER, Heinrick. Ver Malleus Maleficarum.

 

KRISHNA, Movimento Hare. Ver Hare Krishna, Movimento.

 

KRISHNAMURTI, Jiddu (1895-1986). Nasceu na India. Formou-se na Inglaterra.

   Foi preparado desde a infância por Helena  Blavatski* e Annie Besant*, da Sociedade de Teosofia*, para ser... o messias (?). Em 1923 Annie Besant* o declarou “O Mestre do Mundo” (?). Haveria passado por 32 Reencarnações* (?) e vivido mais de 72.000 anos! Agora seria o único deus existente, encarnado para salvar a humanidade. Organizou-se em varias nações a “Ordem da Estrela* de Oriente”, com sede central na Holanda. Foi exibido por todo o mundo com suas conferências e inúmeros livros sobre Teosofia*, combatendo com os princípios teosóficos todas as Religiões*.

  Quando, porém, mais adulto e culto refletiu, compreendeu que tudo era uma malandragem de Blavatski* e dos seus seguidores, recusou o papel de “O Grande Mestre” e Messias, e em 1929 repudiou a “Ordem da Estrela de Oriente” e a própria Sociedade de Teosofia*. Desde então continuou fazendo conferências, mas contra as idéias da Teosófia*, até “aposentar-se”, cansado e velho, na Califórnia.

 

KULAGINA, Nina (1926-1990). Nome para os íntimo de sobrenome pelo casamento de Nelya Michailova.. Nasceu em Leningrado, hoje São Petersburgo. Na 2a. Guerra Mundial, quando   os alemães atacaram a União Soviética, Nelya, com só 14 anos,  teve que combater no front, tal como outras crianças, ao lado dos soldados. Serviu como radiotelegrafista de um tanque T34 e portou-se com notada valentia. Aos 19 anos era sargento de primeira classe do 26o. Regimento de Carros de Assalto. Foi ferida por um tiro de artilharia.

   Mas sua fama deve-se a que posteriormente, sob o nome de casada, demonstrou ser uma notável Psíquica*.em manifestações de Telecinesia* em Experiências Qualitativas* muito rigorosamente controladas pelos melhores Parapsicólogos* russos, com observadores estrangeiros também especialistas em Parapsicologia*. Conseguiu numerosas vezes realizar Telecinesia* de pequenos objetos sobre uma mesa na sua frente, mesmo através de campânulas de acrílico, nas melhores condições de observação. Chegava a perder vários quilos em cada sessão. Foi estudada nada menos que pelo prêmio Nobel  Leonid Vasiliev* e pelos professores  G. Sergeiev, Zdenek Redjak,  B. Blazek e o médico J. Zvierev. Fotografias e filmes das suas interessantíssimas Telecinesias* foram espalhadas por  muitos centros de Parapsicologia* pelo mundo todo.

 

KULECHOVA, Rosa. Russa contemporânea, da cidade de Nizhny, Tagil, nos Uraes. Fez-se famosa a partir de 1962, quando contava com 22 anos de idade. O Dr. Smirnov do Instituto de Disturbio de Transmissão de Informação, e da Academia de Ciencias de Moscou, comprovou-se que, após internada numa clínica por crises de epilepsia, “lia” pelas pontas dos dedos: DOP*. Foi estudada inclusive pelo prêmio Nobel Leonid  Vasiliev* no laboratório de Parapsicologia* da Universidade de Leningrado. Também foi submetida a numerosas e muito rigorosas Experiências Qualitativas* pelo Professor Dr. Gregory Razran no Instituto de Neurologia de Moscou, confirmando inapelavelmente as suas manifestações de DOP*: “lia” sem usar os olhos, distinguia as cores e percebia, sem contato, objetos mínimos, inclusive na semi-obscuridão ou com “iluminação” somente infravermelha.

   Em 1963 perdeu repentinamente as manifestações de DOP* e nunca mais voltaram.

 

KUNDALINI. Segundo as teorias Ioga* seria um órgão (?) de Força* Psíquica oculta (?), que se encontraria enrolado (?) na base da coluna vertebral (?), adormecido até o momento em que o despertam as diversas disciplinas e técnicas Ioga*. Uma vez que a força sobe até aos centros psíquicos ou Chakras*, ativa-os e põe em ação faculdades psíquicas adequadas aos centros afetados.

   Muita “poesia” e nada de ciência.

  As obras de Ocultismo* referem-se ao Kundalini  como a “serpente enroscada” (?), pois a serpente é símbolo da sexualidade, e o tal órgão da Força* Psíquica seria o sêmen (?).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                  - L -

 

LAÇO TELEPÁTICO. É a importância e a condição das relações entre Percipiente* e “Agente*” (?). Em geral, não é suficiente que o “Agente*” (?) um bom Emissor* (?) e o Paciente* um bom Percipiente*. É necessário um “acordo” entre o psiquismo de um e o psiquismo do outro. O êxito das experiências não depende, portanto, só da escolha do “Emissor*” (?) e do Percipiente*, mas sobretudo da sua relação emotiva. É o aspecto emotivo que chamará a atenção da faculdade PG* do “Percipiente” para captar os pensamentos de quem parece Agente*  e que na realidade não passa de objeto externo e condições extrínsecas da faculdade PG* que o Percipiente* tem.

   Não confundir com Casal* Telepático.

 

LAMA  === ===             Lamaismo

 

LAMBERTINI, Próspero. Ver Bento XIV.

 

LANG, Andrew (1844-1912). Homem de grande cultura. Filósofo, antropólogo, historiador e poeta. É autor de muitos livros sobre Antropologia e História.

 Cada dia foi afastando-se de outros ramos da ciência, optando mais e mais pela Parapsicologia*. Foi presidente da SPR* em 1911. Realizou uma análise dos Fenômenos Parapsicológicos* e outros  fatos mais ou menos misteriosos manifestados por Santa Joana d’Arc*. Foi também estudioso crítico das lendas de Duendes* (?),  assim como dos Fenômenos da Varinha* Mágica  e da Bola* de Cristal.

  Seus livros mais interessantes de Parapsicologia* são: “Cock Lane and Common Sense”, Londres, 1849 - “The Custom and Myth”, 1884  -  “Mythes, Literature and Religion”, 1887 - “The Book of Dreams and Ghosts”, 1897 - “The Making of Religion”, 1898 - “Magic and Religion”, 1901 - “Historical Mysteries”, 1904.

 

LARCHER, Hubert. Nasceu em París em 1921. Estudou Medicina em Montpellier e depois em Grenoble, onde também se formou em Psicologia. Durante a guerra mundial esteve prisioneiro no campo de concentração de Mauthausen. Após a libertação prosseguiu estudos em París. Em 1951 doutorou-se em Medicina com a tese “Introdução ao Estudo da Morte Funcional” ou Biostase*... e a partir dái optou e enveredou decididamente pela Parapsicologia*:

  Foi membro fundador da Sociedade de Thanatologia*, escrevendo sobre este tema e análogos os livros “Introduction à l’Étude de l’Adaptation à la Morte Funcionelle”, Paris, 1951 - “Importance d’une Science de la Guérisons en Général pour l’Étude Particulière des Guérisons Paranormales”, Saint Paul de Vence, 1954 - “Le Sang Peut-il Vaincre la Mort”, Paris, 1957.

  De 1966 a 1983 foi secretário do IMI* e redator chefe da sua  “Revue Metapsychique”, passando a ser diretor do IMI*  de 1977 até 1995. É membro correspondente da “Aliança Mundial de Religiões”, e de várias sociedades de Parapsicologia* como a S.P.R.* de Londres, a “Associazióne Italiana de Scienzas Metapsíchicas” (A.I.S.M.), e outras. Sobre temas gerais da Parapsicologia* escreveu  “Introduction a la Parapsychologie”, 1976 - e com a colaboração de Ravignard, Patrick: “Les Domaines de la Parapsychologie”, 1972.

 

LARKIN, John. Médico inglês que trabalhou entre 1844 e 1848 em Wrentham no Massachussetts e foi um dos precursores do Hipnotismo*. Fazendo Experiências Qualitativas* com uma sua criada,  de nome Mary Jane*, esta manifestou durante a Hipnose* muitos Fenômenos Parapsicológicos*. A fama desses acontecimentos criou tais complicações a Larkin, que este foi expulso com infâmia da comunidade religiosa puritana e ficou profissionalmente arruinado.

  Apesar disso, Larkin continuou suas pesquisas de Casos Espontâneos* e com Experiências Qualitativas*, tendo mais tarde visto reconhecida a veracidade de muitos Fenômenos Parapsicológicos, mais de 270, por ele observados e corretamente descritos.

 

LARVAS (Cadáveres). Alguns cadáveres, inicialmente por certa consistência da pele e por certas  outras circunstâncias em que estão sepultados,  ao abrir-se o caixão são encontrados aparentemente perfeitos. Basta move-los um pouco, e cae tudo: é pó.

 Seria lamentável, se não fosse extremamente ridículo, que certos Racionalistas* etc. objetam com a  larvação contra a verdadeira Incorrupção*!  

 

LARVAS ASTRAIS. Seriam resíduos (?) sobreviventes (?) da mente humana ou das próprias palavras (?), etc. e que viveriam no Astral* Inferior (?). No Ocultismo* usam também o termo Psicões*. 

 

LATEAU, Louise. Nasceu na Bélgica em 1850. De saúde delicada. Fez-se famosa pelos seus Estigmas*: Aos 18 anos de idade, a 15 de Abril de 1868, disse ter uma Visão* de Cristo. Em maio começaram Exudações* Hemáticas nas mãos, nos pés e na cabeça, transformadas depois em Estigmas* da Paixão de Cristo.

 Foi considerada por uns como Endemoninhada* (?). Por outros como Mística*, o que não tira que acertadamente fosse diagnosticada no Hospital da Salpêtrière pelo Dr. Bourneville como “grande histérica”, tendo da Histeria* muitos outros sintomas: Êxtases*, contorções, insônia ou sono prolongado, Inédia* por longos períodos...  Sarou aos 25 anos de idade. 

 

LASSLO, Ladislas. Húngaro. Havia sido  preso pela policia por roubo.

    Mas em 1921, o jovem Ladislas, de 21 anos, procurou a proteção de Wilhelm Tordai, um entusista do Espiritismo* e funcionario do Ministerio de Finanças de Budapest. E Ladislas Lasslo começou a trabalhar como Médium*. Merecia contar-se entre os mais hábeis Ilusionistas* do mundo. Sometendo-se às mais rigorosas exigencias de observação, mesmo assim enganou a inumeráveis pessoas, inclusive médicos e sábios,  como  se fosse Médium* de  Fenômenos* Parafísicos, especialmente Fotogênese* e Ectoplasmia*. Ele mesmo exigia maiores e maiores controles contra as Fraudes*. Até que por fim interveio um Parapsicólogo*, o mais ingenuo dos pesuisadores, o alemão Dr. Schrenck-Notzing*, e   foi suficiente para comprovar, e o proprio Lasslo teve que reconhecer, que tudo não passava de hábeis Fraudes* e manobras de Ilusionismo*. Até o Transe* era fingido.

  E novamente foi condenado a seis anos de cadeia por concussão, deserção e roubo. Depois, por duas vezes, Ladislas Lasslo tentou suicídio.

 

 LAVAGEM CEREBRAL. Um certo número de técnicas para produzirem alterações mentais. Estas técnicas incluem exaustão física e mental, percussão de atabaques ou tambores ou instrumentos análogos, danças e canções, tudo em ritmo monótono e repetitivo que causa disritmia cerebral. Usam-se técnicas de Hipnose*, Sugestões* repetidas,  doutrinação simples e exaltada, num clima de medo, ou de entusiasmo, fanatismo, etc., tudo centralizado num líder “religioso” (ou político...) mitificado.  

   Muitas Seitas e grupos, Espiritismo*, Hare Crishna*, Pentecostais*, Seicho-No-Ié*, etc, etc., etc. (e ditaduras) usam-nas habitualmente.

   Nem há que frisar que muitas vezes esta lavagem cerebral e fanatismo facilmente pode acabar em tragédias horrendas.

 

LECANOMANCIA. Mancia* inspirando-se no exame do comportamento de gotas de azeite deitadas na água: forma que assumem, distância a que se detêm da superfície, ou do fundo do recipiente, eventual fragmentação das próprias gotas, etc...

 

LE COUR, Paul (1811-1954). Profissionalmente, oficial governamental francês. Mostrou grande interesse pelos Fenômenos Parapsicológicos*, interpretados com todos os preconceitos do Espiritismo*, em função de alguns Fenômenos Parapsíquicos* por ele mesmo manifestados e que relata no seu livro mais interessante, sem chegar a ser importante, “Ma Vie Mystique”, Paris, 1955.

 Participou nas pesquisas sobre as Ectoplasmias* de Eva* C., e a ele devemos interessantes fotografias dessas Experiências Qualitativas*. Fundou na Sorbonne (!), em 1926, a “Sociedade para Estudos sobre os Atlantes” ou habitantes da Atlântida*;  e em 1927 a revista “Atlantis”, que ainda continua para deleite dos adictos de fantasias.

  Escreveu vários livros onde sem critério se misturam dados interessantes e avaliações preconcebidas, como: “Hellénisme et Christianisme” - “Saint Paul et les Mystères Chrétiens” -  “L’Évangile Èsotérique de Saint Jean”,  1950 - “Le Septième Leus”  e “Manifestations Posthumes.  Mes Rapports avec les Invisibles”, 1950.

 

LEE, Ann. Filha de um ferrador de Manchester, pela sua Personalidade* marcadíssima, enorme fascínio sobre as massas e notáveis Fenômenos Parapsicológicos*, ficou conhecida por Mãe Ana (MOTHER ANN)  ou Ana, o Verbo (ANN, the Verb).

  Tendo ingressado na Seita* dos Shakers*, depressa substituiu Cavalier e os esposos Wardley na liderança. Foi sob a sua direção que os elementos da Seita* embarcaram para o continente americano em 1774, estabelecendo-se na aldeia de Watervielt, junto de Alabama, no estado de Nova Iorque.

   Cinco anos depois, em 1779, numa outra cidade próxima, chamada Mount Lebanon, verificaram-se impressionantes manifestações de Histeria* coletiva, que levaram à explosão de um movimento religioso (?) em que as Comunicações* (?) e as Visões* do tipo do Espiritismo* tinham predomínio absoluto. A algumas milhas de Watervielt estava situada a cidade de Hydesville*, onde viviam as Irmãs Fox*, as fundadoras do Espiritismo* moderno,  o que explica muita coisa...

 

LEE, Robert James. Autor inglês. E Psíquico*, que soube explorar seus Fenômenos Parapsicológicos* reais e os também muito reais Fraudes* e exageros propagandísticos. Foi recebido em várias ocasiões no palácio pela Rainha Vitória.

  Curandeiro, em parte por conhecimento, alguma vez por HIP* e PG*, sempre com grandes doses de Sugestão* manifestava extraordinária habilidade para o diagnóstico e conseguiu  algumas “curas” (?) que o faziam mais famoso. Ver Psicohigiene.

   Mas sua fama deve-se principalmente a que, segundo o Dayly Express de 19 de março de 1931,  ao caminhar em Transe* conduziu a polícia à casa do assassino Jack, o Estripador.

 

LEEF, Horácio. Metagnomo*, Psicômetra* e.... Curandeiro*, e também empolgante conferencista e autor inglês. Atuou como representante oficial em diversas partes do mundo e provavelmente foi o “missionário” espírita que mais conferências fez sobre o Espiritismo* nas mais diversas instituições, que vão desde o Hospital do Estado em Copenhague, à Universidade John Hopkins na Pensilvânia e às Universidades de Oxford e Cambridge.

 

LEITURA DO PENSAMENTO (LP). Ver AP.

 

LENÇOL DE TORINO. Conserva-se na “Capela della Sindone” em  “Il Uomo”, em Torino, Itália, o lençol, de 4,36  x  1,10 m.,  em que foi envolto e colocado no sepulcro o cadáver de Jesus-Cristo.

  Pela análise dos pólens de plantas, algumas já inexistentes, e por outros indícios e testemunhos históricos sabe-se que é originário da Palestina do século I, que esteve em Jerusalém até o século IX,  quando foi  trasladado a Constantinopla passando no ano 1453 a Chambery na França. Lá a 4 de Dezembro de 1532 se salvou de um violento incêndio, que deixou marcas da prata derretida da caixa em que estava guardado.

  O mais notável do Santo Sudário são as marcas em relevo que há pela parte interna. Principalmente elas foram e continuam sendo objeto de numerosíssimos, contínuos e altamente requintados estudos com abundantes publicações. A ciência moderna comprovou que essas marcas foram causadas, incontestavelmente,  pelo Corpo Glorioso* na Ressurreição* de Jesus-Cristo. Exatamente 36 horas depois da parada cardíaca, o corpo de Jesus teve uma explosão atômica, transformou-se numa luz, desconhecida, imensamente mais brilhante que todas as luzes conhecidas no universo. E em 2 milionésimos de segundo, essa luz SN* queimou em relevo a parte interna da Santa Síndone; e então o corpo-luz “saiu de dentro para fora, através de, em direção a, sem tirar as ataduras, e então o lençol se aplainou , mas não como o sudário que segurava o queixo, que ficou enrolado no seu devido lugar, senão aplainado, e viu e creu” (agora que sabemos os efeitos, podemos traduzir exatamente o Evangelho de João 20,5-8 ).

   Marcas por cima, por baixo, pelos lados, em relevo maior ou menor segundo a maior o menor distância do corpo como em levitação, sem peso. A análise das marcas constitui um documento histórico insuperável. de todos os detalhes da paixão, morte, e...  sem possibilidade nenhuma de explicação natural a prova SN incontestável da Ressurreição* do Senhor.

   Os computadores retiram as marcas da paixão, e reconstruem a figura do corpo de Jesus: “O mais formoso dos filhos dos homens” (Sl 45, 3). 

  Os contínuos estudos e descobertas são publicados preferentemente em “Sindon”,  desde 1959 revista anual, desde 1977 semestral, da “Reale Confratrernitá del SS. Sudario”, Via S. Domenico 28, Torino, Itália.

 

LEO, Alan (1860-1917). Pseudônimo de William Frederick Allen, britânico. Começou a vida como vendedor de máquinas de costura, depois foi gerente de armazéns, juntou-se à Sociedade de Teosofia* em 1890 e tornou-se astrólogo* profissional, “o maior editor de todos os tempos sobre Astrologia*”, fazendo grandes negócios por correspondência, explorando milhões de ingênuos e vítimas da Lavagem* Cerebral da Superstição*.

 

LEONARD, Gladys Osborne (1882-1968). Bem conhecida Médium*. Nasceu e passou a infancia em Lytham, na costa de Lancashire, Inglaterra.. Já de criança tinha Visões*  de um outro mundo, um “Vale Feliz”, de encantadoras paisagens, árvores frondosas e lindamente floridas, flores também nos montes e ladeiras, habitado por um povo amavel e de exuberante alegria...., tudo bem ao gosto infantil. 

  A ela se devem as primeiras sessões em 1915 com Sir Oliver Lodge*, que julgou haver  recebido Comunicações* (?), por intermédio dela, do seu filho Raymond*.   

  Submeteu-se a Experiências Qualitativas* com Hewat Mckenzie*. O Rdo. Charles Drayton Thomas* relizou com ela ao redor de 500 sessões de Experiencias Qualitaitivas*. Durante mais de 20 anos numerosos Parapsicólogos* de Europa e América relizaram Experiencias Qualitativas* com a Sra. Leonard. Foi também extensamente investigada pela S.P.R*, que durante 1918 promoveu setenta e três sessões. A sua cooperação e transparente honestidade fizeram dela um excelente objeto de Experiências Qualitativas*, com as que se confirmaram seus excelentes manifestações de HIP* e PG* durante sua juventude, até o acaso dessas manifestações durante os 25 ou 30 últimos anos da sua vida.

  Se prescindimos da Supersticiosa* interpretação como se fosse Comunicação* de seu Controle*, o Espírito* (?) chamado Feda, sua autobiografia em três volumes é muito interessante pelos Fenômenos Parapsicológicos* descritos e bem verificados: “My Life in Two Worlds”, 1931, - “The Last Crossing”, 1938 - e “Brief Darkness”, 1942.

 

LETARGIA.  A letargia, por doença ou por Hipnose*, torna o indivíduo a ela submetido numa massa desajeitada, sem força muscular, em que os braços e as pernas pendem sem força. Semelhante ao coma por estado de embriaguez etílica, a insensibilidade do indivíduo em Letargia é completa e podem levar-se a cabo nele operações absolutamente indoloras.

  Falsa Letargia. No Brasil chegou a adquirir fama outro pretendido conceito de Letargia, difundido pelo irmão Vitricio Resch (quando marista, agora leigo) e seu propagandista principal, Paulo Paixão. Pretendiam que era uma técnica exclusivamente por toques. Não convencem aos melhores especialistas,  pelo que é incabível neste caso usar o nome Letargia, porque não é igual que a verdadeira Letargia e não é diferente da Hipnose* e mesmo mera e simples Sugestão* em ambiente propício a quem já espera essa reação aos toques.

 

LÉVI, Éliphas (1810-1875). Pseudônimo de Alphonse Louis Constant. Fora frade franciscano. E, aliás, foi na excelente biblioteca do convento onde se envenenou com a leitura de livros de Magia* e Ocultismo*, para a que não estava preparado. É claro, teve que abandonar o convento, e fez-se um dos mestres (?) mais prestigiados pelos Supersticiosos* e delirantes seguidores de toda classe de  Ocultismo*.

  Profícuo escritor: “Dogme et Rituel de la Haute Magie”, em dois volumes, Paris, 1856  - “Les Mystéres de la Kabala” - “Le Grand Arcane, ou L’Ocultisme Devoilé” - “La Science des Esprits”, 1870 - “Historie de la Magie” - “Le Livre des Splendeurs”, 1894.

  Após muitos anos de reflexão e pesquisa, nos últimos anos da sua vida retratou-se e abandonou o Ocultismo* e toda a correspondente Magia* e Superstição*, voltando sinceramente para a fé católica que tão erradamente havia abandonado.

 

LEVITAÇÃO. Em estado de grande exaltação religiosa ou, pelo contrário, de grande e emotiva adesão pseudo-Mística* a Demônio* ou qualquer Entidade*, mesmo má, mas que o ”louco” considera sua aliada para o bem ou para o mal, certas pessoas elevam-se no ar inclusive a vários metros de altura e ficam suspendidas inclusive durante mais de uma hora, ou “voam” por alguns metros.

  Trata-se de um Fenômeno* raro, difícil, dentro dos Fenômenos* Parafísicos, mas que ao longo da história há sido comprovado muitíssimas vezes. Principalmente entre Místicos* católicos, pelo que alguns bons autores, como Olivier Leroy em “Levitation. An Examination of the Evidence and Explanations”, Londres, 1928, chegaram a pensar que era exclusivo do Catolicismo, mas na realidade os melhores especialistas comprovaram que, em menor escala por menor sublimidade da doutrina, levitações há havido em ambientes de muitas outras Religiões, em ambiente de Demônios*, de Seitas* de fanáticos,  e mesmo em pseudo-Religiões como o Espiritismo* etc.

  A Parapsicologia* explica a levitação por diversas ações comprovadas da Telergia*. Cientistas da nomeada de William Crookes*, Charles Richet*, entre vários outros, tiveram oportunidade de observar Casos Espontâneos* e dirigir Experiências Qualitativas* de levitação.

   Bastantes autores, que escrevem sobre estes temas mas que na realidade não são Parapsicólogos* formados, cometem erro crasso quando, confundindo levitação e Telecinesia*, falam por exemplo de “levitação” de uma mesa. Na realidade levitação é do próprio corpo humano, e ninguém pode fazer “Telecinesia*” (?) do corpo de outra pessoa.

 

LEWIS, Harvey Spencer; e LEWIS, Ralph Maxwell. Ver AMORC.

 

LHERMITTE, Jean. Doutor em Medicina, professor de Neurologia na Universidade de Paris, com longa experiência clínica em doenças do sistema nervoso e prestigiosos trabalhos de pesquisa em anatomia patológica. Sobre isto publicou muitos artigos e, entre os livros, destacamos  “Les Mécanismes du Cerveau” e “Le Cerveau et la Pensée”.     

  Mas onde mais destacou a autoridade do Dr. Lhermitte é na interrelação entre Medicina com a Psicologia Religiosa, os fenômenos da Mística*. Foi o membro mais destacado do prestigioso “Groupe Lyonnais d’Études Médicales (Philosophiques et Biologiques)”. Neste dominio, além de continuos artigos nas presitigiosas coleções “Études Carmélitaines” e “Convergences”, devemos destacar seu livro “Mystiques et Faux Mistiques”, Paris, 1952.

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LIBERAL, Teólogo Protestante. Ver Racionalista etc...

 

LICANTROPIA. Psicose em que o paciente se imagina convertido em lobo ou outro animal -ou mesmo planta- e atua como tal, em determinados momentos. Licântropo, etimologicamente = homem lobo. Uma crendice popular nesse sentido ainda desempenha um papel importante em certos ambientes, onde correm freqüentes afirmações e comentários sobre Lobisomens.

    Pode haver algum caso de temporária Fantasmogênese* sob essa forma, e inclusive algum caso de passageira Transfiguração*. Geralmente não passa de Alucinação*...

 

LIÉBEAULT, Ambroise-Auguste (1823-1904). Médico francês que em 1864 se estabeleceu em Nancy e se ocupou do estudo do Sonambulismo* Provocado e que terminou por contradizer as teorias do grande Charcot* sobre a Hipnose* por metodologia alteradora. Criou em Nancy com a colaboração de Bernheim uma escola de Hipnose*, alcançando reputação mundial até hoje, o seu método fundamentando-se na Sugestão* estabilizadora, calma. Foi o primeiro a descobrir os níveis da Hipnose*. Publicou suas pesquisas em “Le  Sommeil Provoqué”, Paris, 1889.

 

LINDSAY, Mestre. Posteriormente Conde Crawford y Balcarres. À idade de 31 anos já era elegico membro da “Royal Society”, para então já era Presidente da “Royal Astronomical Society”, e posteriormente foi responsável pelo “British Museum” e socio honorario da Academia de Ciencias da Prusia. Estava associado na pesquisa a Lorde Adare, que fora corresponsal de guerra do “Daily Telegraph” na guerra de Abisia em 1967, depois representante do mesmo diário durante o cerco a Paris, e ainda foi por duas vezes Sub-Secretario de Estado para as Colonias.

  Em Parapsicologia são famosos porque ambas destacadas e inteligentes personalidades participaram de Experiências Qualitativas* nada menos que com D. D. Home*, em 1869, e perante a Sociedade Dialética* deram testemunho da mais garantida Levitação* de Home*, presenciada por eles e outros sábios.

 

LIQUEFAÇÃO (do sangue). Uma subdivisão da Incorrupção*. Caracteriza-se pelo fato do sangue incorrupto passar do estado sólido ao líquido. Inúmeras vezes. Durante séculos. Independentemente de quaisquer circunstâncias. Mas costuma ter também datas fixas significativas: o dia da festa do santo, aniversário de martírio, etc. Fora do corpo incorrupto, só em sangue de mártires católicos, o que é muito significativo com referência ao factor Sinal*.

  Há vários casos constatados, aliás muito facilmente verificáveis..., tais como o sangue de São Genaro*, de São Pantaleão*, e outros.=== === 

 

LISÉRGICO, Ácido. Ver LSD.

 

LITOTELERGIA ou LITOTELECINESIA. Como o nome indica (lithos = pedra) é a Telergia* fazendo Telecinesia* de pedras. É também típico que as pedras entrem na casa por Aporte*.

  Mais um neologismo desnecessário, geralmente é preferível usar os termos já consagrados Telecinesia* ou Aporte*. É manifesta a Psicobulia* nestes casos: a adolescente (geralmente) quer simbolizar que gostaria de apedrejar os que a rodeiam. Ou alguém dos presentes teme que maltratem a família... É um dos Fenômenos Parafísicos* típicos nos casos de Poltergeist*.

 

LIVRE-PENSADOR. Ver Racionalista etc.

 

LIVRO DOS MORTOS Egípcio. Antigos textos egípcios, 2.500 a.C., que se incluíam freqüentemente nos sarcófagos e tumbas. Não tem forma particular, constituindo apenas uma coleção de capítulos. São conhecidas muitas versões. Pretendem orientar os mortos nos trabalhos e viagens no além túmulo, segundo a Mitologia* egípcia.

  Há também outros livros análogos: Livro dos Mortos tibetano, Livro dos Mortos chinês, etc. E chegam a ser anteriores a 3.500 anos a.C.

 

LLOID-MORGAN, Cânone de. Adaptação à Psicologia e consequentemente à Parapsicologia* do princípio filosófico da Epistemologia, e científico geral da Economia das Hipóteses: “não se deve explicar por mais o que pode-se explicar por menos”. Neste cânone consta ser incorreto interpretar um ato em termos de processo mental superior, se este puder ser interpretado como resultado de um processo que é inferior na escala psicológica. Portanto seria impróprio interpretar o comportamento em termos de pensamento, se poderia ser atribuído a respostas condicionadas ou processos reflexos.

Não se deve interpretar como SN* o que se pode explicar como PN*, nem como PN se pode interpretar-se como EN*. Nem se deve interpretar como Fenômeno Parapsicológico* o que é possível explicar como psicológico ou normal.

 

LOA.  Antepassados comuns divinizados, segundo as “famílias” ou “aldeias” do Vudu*.

 

LOBATO, J. B. Monteiro.

 

LOBISOMEM. Nome popular. Ver Licantropia e Licântropo, termos técnicos, preferíveis. 

 

LOBSANG RAMPA. Pseudônimo de um grande impostor, como se fosse um monge tibetano quando na realidade é um jornalista inglês chamado Cyril Henry Hoskin. Em meio a muitas mentiras, invencionices, contradições e descomunais exageros, refere também fatos interessantes da vida e fazanhas dos Lamas* tibetanos. Especialemnte no primeiro livro “The Third Eye”1956, traducido a todas as línguas. Depois foi descambando cada vez mais até terminar com o completamente absurdo “Memórias da Gata Siamesa na sua Vida com o Lama” (?!). É uma prova cabal de como as imposturas, mesmo as mais desvergonhadas e sem provas, atraem a curiosidade  e avidez pelo Ocultismo* em milhoes de pessoas.

 

LODGE, Sir Oliver-Joseph (1851-1940).  Físico inglês, autor de notáveis trabalhos sobre ótica, eletricidade, física do éter e telegrafia sem fios. Foi Reitor da Universidade de Birmingham e membro da “Royal Society”.

  A partir de 1884 interessou-se pelos Fenômenos Parapsicológicos* e ingressou na SPR*, da que foi presidente nos anos 1901-1903.

  Estudou primeiro os Fenômenos Parafísicos* com Eusapia Palladino* e, em seguida, sensibilizado e mesmo um tanto alienado com a morte do seu filho Raymond*, orientou para sessões de Espiritismo* as suas Experiências Qualitativas* e, confundindo a realidade dos Fenômenos Parapsicológicos* com  a interpretação, converteu-se em fervoroso defensor da Comunicação* dos Espíritos* (?).   

   Autor de mais de 30 livros. Prescindindo dos magníficos livros sobre Física e dos rudimentais sobre Filosofia (?), destacamos no campo da Parapsicologia*, onde freqüentemente aparecem os errados pressupostos da interpretação espírita!, os seguintes:  “Science and Religion”, Londres, 1905 - “The Man and the Universe. A Stady of the Influence of the Advance in Scientific Knowledge upon our Understanding of Christianity”, 1908 - “The Survival of  Man. A Stady  in Unrecognised Human Faculty”, 1910  -  “Raymond. Or Life and Death, whith Exemples of the Evidence for Survival of Memory and Affection after Death”, 1916 - “Why I Belive in Personal Immortality”, 1929 -  etc.

  Também ele participou das importantíssimas Experiências da Senha*. === === (especificar um pouco, pois são citadas na Senha* === ===  Que evidentemente também no seu caso arrassaram com as pretensões de Comunicação* dos mortos.

 

LOGURGIA. Neologismo composto dos termos logos = palavra e cirurgia. Não há necessidade e mesmo não é conveniente introduzir na nomenclatura da Parapsicologia* mais este termo, aliás mal construído, para designar as pretendidas operações “cirúrgicas” sem instrumentos ou Cirurgias* em Astral. Ver também Psicohigiene.

 

“LOLA”,  ou Floripes Dornelas de Jesus (1911-1999). No dia 4 de Abril último do século morria em Rio Pomba (MG) a protagonista de um dos casos mais notaveis de Inedia* durante a segunda mítade do século XX.

   Dentre os 15.000 habitantes da cidadecinha, ninguem duvida de que “Lola” só se alimenta da Sagrada Hostia da Comunhão Diaria, administrada pelo pároco, padre Glasdstone Gallo.

  À idade de 20 anos Lola caiu de uma jaboticabeira, seguindo-se um continuo rodar pelos hospitais da região, mas não se evitou que ficasse paraplégica e com dores continuos pelo corpo. Indudavelmente gabia também uma grande dose de fundo emocional.

  No ano 1936 Lola estava plenamente convencida de que Deus queria (?) que ela sofresse muito e que oferecesse seus sofrimentos pelos pecadores. Sempre em cama, aos poucos foi deixando de comer e a partir de 1943 a Anorexia* nervosa transformou-se em Inedia* e Asonia* parapsicológicas, que duraram 55 anos, até sua morte. Nada bebia nem comia senão a Sda. Hostia.  Nada evaquava nem urinava. Nem sequer transpirava, garante o seu médico, Dr. Ordelloino Motta. Mas da cama, sem colchão “para mais penitência pelos pecadores”, embora sempre semi sentada amparada por travesseiros, nunca se levantou. Com as esmolas que os visitantes deixavam comprou e administrava os terrenos ao redor da sua casa com abundante gado leiteiro e com os correspondentes empregados.  

  Parece que surgiu uma certa concorrencia econômica..., em todo caso então Lola mandou que saissem das suas terras todas as barraquinhas de vendas de santinhos, lembranças e mil outras bugigangas, e os 15 padres que costumavam celebrar missas e ouvir as confissões dos romeiros também tiveram que sair doa terras de Lola... Só Lola recebe os padres, só Lola recebe os pedidos ou cartas através do círculo de amigos escolhidos.

 

LOMBROSO, César (1835-1909).  De 1867 até 1875 foi professor de Clínica de Doenças Mentais na Universidade de Pavia. e a partir de 1876 leciona também Medicina Legal e Higiene Pública na mesma Universidade. Em 1878 é um dos tres fundadores da que seria mundialmente celebérrima revista “Archivio di Antropologia Criminale, Psichiatria, Medicina Legale e Scienza Affine”. Em 1886 por concurso consegue o posto de médico sanitario das prissões de Turim e no ano seguinte até 1891 leciona Medicina Legal na Real Universidade de Turim e em 1891 consegue a Cátedra de Psiquiatria e Clínica Psiquiátrica na mesma Universidade, chefiando a correspondente Clínica. Em 1905 criou o Museu de Antropologia Criminal, que logo se tornou famoso. Em 1906 acumula o cargo de Inspector dos Manicomios do Piemonte, e nesse mesmo ano é nomeado Presidente de Honra da “Sociedade Ética de Londres”.

  Este célebre psiquiatra, antropólogo e jurista criminalista, durante grande parte da sua vida foi Positivista*. Ouvindo falar deles, combateu a possibilidade dos Fenômenos PN*. Negava inclusive os Fenômenos* Parafísicos, sem dúvida porque não se adaptavam à metodologia Materialista* de pesquisa, então com o hoje tão apriorística e erradamente exigida pela ciencia estabelecida.  

  Mas em 1891 participou de uma série de Experiências Qualitativas* com Eusapia Palladino*, de que dá conta em “Ricerce sui Fenomeni Ipnotici e Spiritici”, Turim, 1908, que fizeram-no mudar radicalmente o seu conceito acerca da maioria dos Fenômenos Parapsicológicos*.

  Foi então que lançou uma declaração pública, que teve profunda repercussão no mundo científico de então: “Estou muito confuso e lamento ter combatido com tanta persistência a possibilidade da existência dos fatos chamados espíritas; e digo os fatos, porque continuo a opor-me à teoria. Mas os fatos existem e orgulho-me de ser escravo deles”. O problema concomitante, porém, o problema da Sobrevivência*, não diretamente o da inexistente Comunicação* dos Espíritos* (?), pouco a pouco foi-lhe preocupando e inclusive foi aceitando-o, e escreveu: “After Death, What?” , Londres, 1909,  traduzido a várias línguas e que chamou muito a atenção.

  Deve destacar-se a respeito da importancia da Parapsicologia*, que tão famoso e até hoje tão prestigiado jurista abandonou a Jurisprudencia e concomitantes, optando e mergulhando plenamente na Parapsicologia*.

 

“LOUCURA”, Perigo de. Neste item englobamos diversos aspectos. É por isso que colocamos “loucura” entre aspas,  sem pretendermos excluir a possibilidade de que seja desencadeada a loucura propriamente dita.

   Toda Superstição* é não só um erro, senão também uma alienação e alienante.

 Por outra parte, a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos* supõe um Estado Alterado* de Consciência: Ver Função Menos. E leva a cada vez maiores desequilíbrios.

  O mesmo há que dizer da prática de cultos pseudo-religiosos nos que se usa o Transe*, exaltação, fanatismo, contágio psíquico, Lavagem* Cerebral...

 

LOUDUN, Endemoninhadas ou Processo de. Talvez o mais célebre caso de Possessão* Demoníaca (?) na epidemia de Diabo* nos Conventos ocorrida no século XVII.

   O tristemente famoso cardeal Richelieu, que era então bispo de Luçon, num dia infeliz tivera que ceder o passo ao Padre Urbano Grandier numa procissão de Loudun. O bispo de Luçon, em breve cardeal-ministro, não perdoava as ofensas, e para elas tinha muito boa memória. Por outra parte, Grandier divertia-se no púlpito ironizando as brigas e invejas entre os carmelitas, capuchinhos e  “cordeliers” (franciscanos} de Loudun. Inteligente, eloqüente, o Pe. Urbano Grandier impressionava as mulheres, que, alias. achavam-no muito bonito. Foi fácil  espalhar que o Pe. Grandier havia seduzido várias jovens da cidade. Conseguiram que Grandier fosse interdito na diocese durante o período de cinco anos.

  Mas em 1631 o castigo foi levantado. E precisamente então que se ouviu falar em Loudun de Possessões* pelo Demônio* no convento das ursulinas. Vários Exorcistas*, sucessivamente, dirigiram-se ao convento. Com a terrível Sugestão* dos próprios Exorcismos*, o contágio psíquico, a Histeria* coletiva foi cada vez crescendo mais. No convento havia várias freiras muito jovens... E era  precisamente na altura em que o adversário dos frades voltava a triunfar no púlpito. Foi fácil conseguir das Possessas* (?) que acusassem o Pe. Urbano Grandier de haver feito Feitiços* contra elas e seduzido várias delas sexualmente. Destacou na Histeria* a superiora, Madre Joana dos Anjos. 

   Em 1632 o cardeal Richelieu decidiu arrasar o castelo de Loudun, o que desagradou muito aos protestantes e a alguns “papistas”, entre eles o Pe. Urbain Grandier. Então o cardeal mandou ao Poitou o comissário Loubardemont, perseguidor das Feiticeiras* no sul. No ano seguinte foi impresso, na cidade, um panfleto “La Cordoniére de Loudun”, insolente para com Richelieu. “Desconfiou-se” que fosse Grandier o autor. Lombardemont, autorizado pelo cardeal, mandou prender o Pe. Grandier. Os juizes procuraram no seu corpo algum dos Stigmata* Diaboli. Também  “encontraram” depois pactos com o Diabo* assinados por Grandier, “o primeiro com cinzas, vermes, pelos e unhas de corpo humano”, “o segundo com  sangue e matéria cinzenta”...,  “o último com pelo menos três marcas de sangue, segundo o que parece no papel, e com oito caroços de laranja”.

   O Pe. Urbano Grandier, sempre protestando inocência, foi condenado por Feiticeiro* e conduzido à fogueira. Quando estava bem amarrado ao poste, com tudo pronto e com a lenha colocada aos seus pés, um  frade, o seu próprio confessor, sem esperar pelo carrasco pegou fogo à lenha. Pouco antes do momento assinado para a morte, chegou a concessão de perdão. Demasiado tarde. O paciente só teve tempo de mais uma vez protestar inocência. Era o dia 18 de agosto de 1634.

 

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LOURENZO, São ( === + 1243). Famoso convertido e penitente eremita, São Lourenzo foi um dos maiores taumaturgos da história.

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LOUVIERS, Possessas de. Casos de Possessão* (?) semelhantes às Possessas de Loudun* ocorreram no convento de franciscanas de Louviers, no mesmo ano em que queimaram Grandier* no Poitou. Os Exorcismos* começaram...., e foram acompanhados, como habitualmente, pela recrudescência de Possessões* Demoníacas (?). Alguns frades capuchinhos entregavam-se ao trabalho de Exorcismos* com o fanatismo típico nesses casos. Uma das possessas, Madeleine Bavent, foi acusada de ser a autora dos Malefícios*: os próprios “Demônios*” (?) designaram-na e aos seus cúmplices: Devid, antigo confessor das freiras, já falecido, e Picard, o confessor atual. O pároco, Pe. Boullet, foi igualmente acusado de ter ido ao Sabbat* (?).

  Com o juízo do bispo de Rouen a autoridade civil condenou Madeleine Bavent a prisão perpétua e mandou desenterrar o corpo de Picard e deitá-lo numa estrumeira. Os pais de Picard reclamaram justiça e o Tribunal de Rouen, em última instância,  a 21 de agosto de 1647 decidiu que o vigário de Boullet fosse queimado, ao mesmo tempo que os restos mortais de Picard, que guardavam, desde a sua exumação em 1643, num cofre colocado sob guarda nas prisões de Louviers.

  Uma antiga religiosa de Louviers, acusada de Feitiçaria* pelas freiras, foi também condenada em Rouen, mas foi solta em 1654.

 

LP. Ver AP.

 

LSD. Sigla de Dietilamida do Ácido Lisérgico. A sigla é preferivel. Droga obtida pela hidrólise dos alcalóides contidos na cravagem do centeio. É conhecida tambem como LSD-25 por ser a dosagem recomendada para os efeitos carctereísticos  Quando ingerida ou inalada deprime o sistema nervoso central. Tem a propriedade de provocar Alucinações* de todo tipo: visuais, auditivas, táteis... Pode provocar alterações graves de Psicose*.

   É claro que assim seria mais fácil a Comunicação* dos Espíritos* (?), Exús*, ETs, etc....

 

LUCIDEZ.  Denominação popular aplicada à faculdade PG*. O emprego freqüente do termo  parece remontar ao século XVII.

  Também designa o Sonambulismo da Hipnose*, “Sonambulismo Lúcido”, estado em que poderão surgir Fenômenos de PG* acompanhados de Visões*, evidentemente que não com a regularidade que pretendiam os antigos partidários do Magnetismo* Animal e os charlatães Hipnotizadores* de Palco hoje.

 

LÚCIFER. O  planeta Vênus, “Estrela d’Alba”, “a mais brilhante”, divindade pagã, pois o planeta  era considerado e adorado como um deus (?).

  No Antigo Testamento da Bíblia* o nome Lúcifer só aparece uma única vez, quando Isaías 14, 12 compara a queda de Nabucodonosor ou Nabónides, até então a mais brilhante “estrela”, à “queda” ou súbito desaparecimento da “Estrela d’Alva”, “Filho da Aurora”,  o planeta Vênus.

   No Apocalipse 22,16 o nome Lúcifer, ou “Estrela da Manhã, é aplicado a Jesus-Cristo. E a liturgia católica  aplica-o a Jesus precisamente ressuscitado, simbolizado quando se acende o círio pascal.

  Não obstante, por lamentável erro de interpretação e profundo desconhecimento de qual era a mentalidade judaica que se reflete na Bíblia*, os primeiros cristãos e consequentemente seus seguidores até hoje identificaram Lúcifer com Satã* ou Diabo*... Ver Demonologia.

 

LUNG-GOMPAS. Ver Yunton Dorji Pal.

 

LUZ ASTRAL. A luz do Mundo Astral* (?), conforme a percebem (?) alguns Médiuns*. Ao contrário, a luz terrestre seria aquilo que os Espíritos* (?) designam por Fluido* ou Perispírito* (?), luz que procederia dos próprios Espíritos* (?), encarnados ou desencarnados (?), e não (!?) de uma fonte de iluminação central como é o sol.

 

LUZ, Corpo de. Um dos muitos nomes de Corpo Astral*.

 

LUZ INTERIOR. Expressão empregada pela Sociedade dos Amigos, Quakers*, para designar a capacidade humana  (?) para a experiência espiritual de Deus* .

  Na realidade, o natural não pode alcançar por si mesmo o Sobrenatural*, o efeito não pode superar a causa. A verdadeira Mística não procede do homem, designa a comunicação divina.

 

LYNN, T. Medium* (?) inglês de Aporte*, que foi objeto de uma série de Experiências Qualitativas* por parte de J. B. Hewat Mckenzie* e do major Mowbray em 1928-1929. Conseguiram fotografar estruturas de Ectoplasma*, que procediam da região do plexo solar do  Medium* (?).

 

LYTTON, Edward Bulwer (1803-1873). Famoso romancista e lord inglês. Escreveu um livro intitulado “Uma Estranha História”, em que o personagem Margrave é o retrato de D. D.  Home*, de quem foi amigo durante cerca de dez anos.

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 MACEDO BEZERRA, Edir. Nascido no interior fluminense em 1945. Começou na Universidade o estudo de Matemática e Ciencias Estatísticas, psicanalíticamente poder-se-ia dizer que foi por estar fascinado pela riqueza, por somar e multiplicar dinheiro. Mas lá não davam dinheiro e não ofereciam o método de enganar que ele ansiava, e abandou esses cursos sem concluir. Então, apesar de ser de familia católica e ele mesmo dizer-se católico, entrou na Macumba*, que pode ser ótimo engodo para os outros e muito lucrativa. Treinou..., e passou a uma seita Pentecostal*, chamada “Nova Vida” onde o Pastor atrai multidões aos gritos e facilmente as leva ao delirio. Lá treinou até 1974, quando com seu cunhado e outros tres pentecostais de varias seitas fundaram a “Igreja Cruzada do Caminho Eterno”.

Evidentemente Edir Macedo era o tessoureiro! Poderiam ganhar mais..., desentendeu-se com dois dos fundadores,  e com o cunhado e os outros dois por fim em 1977 fundaram a “Igreja* Universal do Reino de Deus” (IURD). Vertiginosamente consiguiu o que queria: vertiginosamente acumulou uma fortuna pessoal imensa, que sem parar vai multiplicando geométricamente.

 

MACONHA. Variedade de cânhamo, parente do Cânhamo* Indiano, muito fumada pelos tóxico-dependentes e também, às vezes, por aqueles que pretendem fomentar Fenômenos Parapsicológicos*. Provoca as mesmas perturbações que o Haxixe*, embora em grau menos acentuado.

 

MACUMBA. Ver Umbanda.

 

MALEFICIO. Ver Feitiçaria.

 

MAÇONARIA. Associação secreta originada na Idade Media como uma especie de sindicato dos pedreiros (= maçons, em francês) construtores de catedrais para ajudar-se mutuamente e defender-se contra o poder estabelecido relacionado com a Igreja Católica, dona das catedrais. Certamente é absolutamente falsa a pretensão muito espalhada por e entre os Macões de que se remontam à época da construção do Templo de Jerusalem pelo Rei Salomão!

Pela sua origem nos pedreiros, os típicos emblemas: mandil, compasso e esquadra; e seus graus fandamentais: aprendiz, companheiro e mestre; e os lugares de reunião: logias. Pela sua finalidade se compreende que incialmente fossem ferrenhos adversarios da Igreja Católica , que um tanto simplificadamente eles identificavam com o poder estabelecido. E a Igreja reagiu com a Excomunhão. Hoje abolidas:  tanto a animadversão como a Excomunhão não tem mais sentido. Pela mesma origem, também se entendem o segredo rigoroso do que fazem e planejam, como tambem que não se admitem ateus, pois algum tipo de fé no Grande Arquiteto do universo dava sentido ao seu trabalho.

Gradativamente e em grande proporção foram entrando na Maçonaria ceremonias, crenças..., dos Mistérios* da antiguidade, destacadamente da Cabala*, considerada bíblica (?), e por concomitância do Hermetismo*, da Alquimia*, da Rosa-Cruz*, da Teosofia*, etc.

A organização atual da Maçonaria em todo o mundo, como preferentemente uma associação secreta de “socorros mutuos”, de patriotismo e de filantropia, data de 24 de Junho de 1717 quando foi fundada em Londres a primeira “Grande Logia”.

 

MADGE, Gil ( === -1961). Inglesa. Inculta dona de casa que produziu por Psicografia* centenas de desenhos e pinturas, segundo ela “sem dúvida orientados por força invisível” (?). Atribuía muitos deles a um Espírito* (?) que se chamaria Myrninerest.

 

 MÃE ANA (Mother Ann). Ver Lee, Ann.

 

MAGIA. A pretendida arte de dominar (?) o Sobrenatural*, praticada pelos povos mais primitivos. Ao contrário da religião, que submete-se ao Sobrenatural* e impõe ao homem a ação de graças e a oração, a magia pretende ser uma técnica, uma arte, ou uma “ciência” (?)  para através de cerimônias, gestos e fórmulas dominar deuses (?), Demônios*, Espíritos* (?), Entidades* (?), Potestades* (?) etc, real ou pretendidamente Sobrenaturais*. A magia assim pretende, inutilmente, produzir efeitos superiores às leis naturais. Mesmo nessa pretensão diferencia-se essencialmente do Fenômeno SN*, porque este é doação livre de Deus, podendo ser em resposta à oração, à súplica que nada tem da pretenção herética de domínio.

 

MAGIA CELESTIAL  Afirma que os planetas se acham controlados (?) pelos Espíritos* (?), e assim essa Astrologia* espírita regiria o Destino* (?) do homem.

 

MÁGICAS. Termo usado popularmente em Brasil e em alguns outros países. Igualmente Mágico. Ver Ilusionismo* e Ilusionista*, respetivamente, termos preferíveis e mais usados internacionalmente.

 

MAGNETISMO ANIMAL. Expressão empregada pela primeira vez pelo Padre jesuíta Atanásio Kircher* para designar uma espécie de energia que seria emitida pelo corpo humano e que produziria efeitos fotoquímicos, terapêuticos, mumificadores, etc... Real tanto quanto idêntica com a Telergia*.

Mas principalmente é conhecido como magnetismo animal ou mesmerismo* o conjunto de ensinamentos postulados e expostos pelo médico alemão Mesmer*. Em 1760 pretendeu curar as doenças por meio de ímãs. Tinha descoberto, efetivamente, que a aplicação de ímãs a certas pessoas doentes produzia a sua cura (?). Segundo Mesmer* o corpo humano seria análogo ao ímã.

Ampliando imediatamente as suas experiências descobriu que podia prescindir dos ímãs como tais, e que os influxos magnéticos (?) poderiam ser aplicados pela própria mão do homem tão bem como pelo metal. Segundo o Mesmerismo um Fluido* universal (?) se insinuaria na substância dos nervos e poderia ser exteriorizado através de passes de mão adequados, ocasionando nos Pacientes* manifestações especiais e realizando toda classe de “curas” (?).

Uma comissão real nomeada para o estudo da sua doutrina determinou que carecia de fundamento e que as suas pretensas curas se deviam à imaginação do doente e não ao magnetismo..

Durante a sua permanência na França, Mesmer* revelou-se como um homem brilhante que, rodeando-se de grande aparato cênico, soube aproveitar o poder de Sugestão* sobre os seus semelhantes. Esta Sugestão* havia de servir posteriormente de base fundamental para a descoberta da Hipnose*.

Unicamente a Superstição* aceita os delírios interpretativos de Mesmer*. Ciência* Cristã, Cura pelo Espiritismo* e outras muitas Superstições* estão na linha direta de sucessão do monumental erro do magnetismo animal.

Não confundir também não o magnetismo animal com a Telergia*, que  não age em outra pessoa.

Magnetizador. Aquele que pratica a “arte” do magnetismo animal ou Mesmerismo. Era tudo um ritual: o magnetizador (?) senta-se de  costas para o norte, em frente do seu Paciente*, também sentado, tocando-se nos joelhos e olhando-se nos olhos firmemente. Em seguida esta técnica amplia-se mediante a aplicação das mãos do magnetizador (?), nos hipocôndrios do Paciente*, com os polegares estendidos até ao umbigo ou até ao epigástrio, descrevendo com o resto dos dedos, e tendo o polegar fixo como a ponta de um compasso, um movimento semicircular à direita e à esquerda. Este rito era feito numa sala discretamente iluminada, onde ao mesmo tempo se tocava uma música suave para acompanhar os Fluidos* (?) do magnetizador e fazê-los deste modo penetrar (?) no corpo do Paciente*.

   Ver Imposição das Mãos.

 

MAGNETÔMETROS.  Ver Fluidômetros.

 

MAGO. Geralmente um mestre ou adepto da Magia*. Antigamente os seguidores de Zaratustra*. Especificamente o segundo mais alto grau no sistema de classificações ou graus adotados por certas ordens de Ocultismo*.

Os Magos a que se referem Heródoto*, Estrabão, Platão*, Plutarco*, assim como os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e muitos Santos Padres não foram na realidade seguidores de Zaratustra*, senão seguidores de outras religiões antigas de culto às Potestades* da natureza,  e outros eram praticantes de Magia*.

 

MAHATMA. No Budismo*, como no Ocultismo*, é aplicado aos anciãos. E aos mestres, vivos ou mortos. Concretamente designação dada mundialmente a Gandhi.

Em sânscrito significava Alma*. Na Teosofia* aplica-se aos Espíritos* (?) dos mestres mortos do Tibet que teriam ditado os Ensinamentos* a H. P. Blavatski*.

 

MAHDI.  O futuro (?) Messias ainda esperado pelo Islã*.

 

MAHOMA ou MAHOMÉ, Maometismo... Ver Maoma..., ortografia preferivel em  

português.

 

MAHYANA. “O grande sistema”, em contraposição ao Hynayana*. É a doutrina do Budismo* no norte da India. A doutrina das massas. O Mahyana é principalmente uma técnica para a absorção (?) em deus (?)..., por eles considerado de modo panteístico. Mantém a crença em Buda* como um deus (?) continuador e repudia a idéia de Bothisattvas*.

 

MAIA. Para o Hinduismo* como para as suas “Seitas*” ou análogos Budismo* e Bramanismo*, tudo, o homem como o mundo e inclusive Deus*, seria Maia*, mera ilusão!

Cabe perguntar: ilusão de quem? Quem é que tem Maia* se até o iludido é ilusão? A própria ilusão é ilusão... Trata-se de mera “poesia”.

 

MAL-ASSOMBRADA, Casa. Ver Assombração.

 

MALDIÇÃO DO FARAÓ. Ver Tutankamon, Maldição de.

 

MALEFÍCIO ou FEITIÇO, SORTILEGIO, MACUMBARIA, ENCANTAMEN-TO... São muitos os termos populares para designar as Técnicas* ou objetos usados com intenção de HP*. O termo Maleficio frisa que neste caso a Telebulia* é só maligna.

 

“MALLEUS MALEFICARUM”. Em português “Martelo das Maléficas”, título do chamado “Código contra a Feitiçaria” que foi publicado em 1486 na Alémanha. Sem dúvida a obra mais drástica jamais escrita sobre a Feitiçaria* e Bruxaria* e o seu “tratamento”. Aí se mostrava como procurar suspeitos de Feitiçaria*, como tratá-los, com notas sobre as várias formas “necessárias” e brutais de torturas, e o castigo exigido. O livro seguia ao pé da letra o princípio, assombrosamente exagerado e metafórico como é típico da linguagem antiga oriental e bíblica: “Não deixarás viver os feiticeiros” (Ex 20, 18).

Seus autores foram dois frades da Ordem dos Pregadores (dominicanos), Jakob Sprenger e Heinrich Kramer, ambos notáveis eruditos, mas cheios de cego fanatismo e Superstição* até maior que nas Bruxas* que perseguiam.

 

MANA. Termo maori que designa pretendidas forças Sobrenaturais* ou poderes de  Magia* (?) em elementos da  natureza. Análogo ao Prana*.

Mana nada tem a ver com o Maná de que se fala na Bíblia (Ex 16, 1.15. 35; Nm 11, 7; Dt 8,3; etc.). Ver Multiplicação de Alimentos.

 

MANCIAS. Qualquer uma das inumeráveis artes ou Técnicas* de Adivinhação que podem servir, esporadicamente, para que o Inconsciente* se inspire. Seria conveniente, quando possível, concretizar nas diversas Pragmáticas* e Scopias*, que são divissões do termo geral Mancia.

Certamente as Mancias não possuem, contra o que a Superstição* lhes atribui, poderes de Magia* (?) nem a possibilidade de dominar os Fenômenos PG*, HIP*, Pantomnésia*..., que podem explicar alguns casos de Adivinhação*.

Algumas Mancias datam de muitos séculos, tais como a  Alectromancia*, a Hepatoscopia* ou Aruspicina*, o I-Ching*, a Necromancia*, a Numerologia* ou Aritnomancia, a Oniromancia*, o Tarô*, etc, etc. Mas há outras muitas Mancias, “a gosto do consumidor”, como a Bibliomancia*, a Cartomancia*, a Cristalomancia* ou Catoptromancia* e destacadamente a Bola de Cristal*, a Quiromancia*; e ainda a Acuto-*, Cafeto-*, Capno-*, Cibo-*, Encro-*, Irio-*, Onico-*, Piro-mancia*, etc, para não citar outras menos difundidas (e  cujo significado é evidente pela etimologia): Aero-, Antropo-, Dactilo-, Hidro-, Lito-, Onomato-mancia, etc. A Superstição* não tem limites na sua... idiotice.

O nome Mancia (e Mântica) teve sua origem remota no grego mania = loucura (e mantiké), aludindo ao Estado Alterado* de Consciência furioso em que caiam as antigas Pitonisas*. Muito significativo nome: é loucura acreditar nos Adivinhos*; e estes, se não espertalhões, são loucos se acreditam que podem controlar as Faculdades Parapsicológicas* ou geral ou concretamente as de  Adivinhação*.

 

MANDALA. A palavra mandala significa círculo e nos ritos do Budismo*, ou do   Hinduismo* e Bramanismo*, é aplicada a um diagrama traçado no chão ou pintado numa tábua ou pedaço de tecido, simbolizando as regiões celestes e cósmicas.

O psicólogo Jung identifica as Mandalas como pertencentes ao Inconsciente* Coletivo.

 

MANIFESTO DOS 34. Ver Trinta e quatro, Manifesdo dos.

 

MANIQUEÍSMO. Uma das Seitas* da herética Gnose*, que floresceu no ano 400, fundada por Mani, um persa, na intenção de combinar com o Cristianismo o tradicional ascetismo oriental e princípios de Zoroastro*. Absurdamente os Maniqueus consideravam que todo o que é material teve origem no Diabo* e que este reinava sobre as coisas materiais, que por isso causariam danos de toda espécie. Da mentalidade Maniquea surgiu entre os Cristãos o costume de benzer, como um pequeno Exorcismo*,  todas as coisas materiais...

 

MANNING, Mathew. Nasceu perto de Cambridge em 1956, filho de um rico arquiteto. Aos onze anos, pela sua repressão converteu seu lar em cenário de freqüentes manifestações de um estranho Poltergeist*.

Anos depois, para pôr termo aos transtornos do Poltergeist*, certo dia, em vez de procurar ajuda para curar seus problemas psicológicos por adequado tratamento, decidiu deixar-se levar pelas Faculdades Parapsicológicas*. A partir daí fez abundantes Psicografias* de desenhos segundo o estilo de Albert Durer, Picaso, Rowlandson, Bewick, Arthur Potter, Isaac Oliver, etc., e outras Psicografias* como se fossem “milhares de mensagens de pessoas de diversas nacionalidades, que haviam vivido noutros tempos” (?). Aparecem também   estranhas cores e formas quando fotografado com a máquina Kirlian*. Mas um dos Fenômenos* Parpsíquicos mais espetaculares é o dos diagnósticos médicos.

Manifesta extraordinários Fenômenos de Telecinesia*, sendo capaz não só de dobrar pregos, colheres..., senão também “Clejuso”, um aço especial fabricado em Alemanha para ser indobravel e inquebravel, inclusive sem toca-los e diante dos cientistas. 

 Manifesta realmente Telergia*, que foi considerada num relatório de cientistas de Toronto como “totalmente desconhecida para a Física tradicional, que pode vir a constituir uma importante descoberta para a mesma Física”. Fenômeno* de Telergia* manifestou trambém quando esteve internado em Oakham School, onde foi observado, entre outros cientistas, pelo Dr. Robert Crookall, doutorado em Ciências e em Psicologia, e decano da SPR* da Grã-Bretanha, e pelo Dr. George Owen*, ex-catedrático na Universidade de Cambridge e posteriormente diretor da “New Horizons Research Foundation”, de Toronto, Canadá. Lá Manning foi estudado num seminário a que acudiram 21 conhecidos cientistas de todo o mundo ocidental, para o submeterem a Experiências Qualitativas* e Quantitativas*, de todos os gêneros. Trata-se de um autêntico Psíquico*, que maravilha a ciência. Manifesta tanto Fenômenos* Parpsíquicos como Fenômenos* Parafísicos, mais que a maior parte dos outros Psíquicos*.

 

MANTRA. Hino védico do período 1500-1800 a.C. É uma forma de oração comum na religião oriental. Acreditam, com absurda mentalidada mágica, que dependendo da  constante repetição do mantra, aumenta a união com a divindade.

   Como se o efeito Sobrenatural* dependesse de técnicas naturais! Na  realidade é técnica  de Hipnose* e inclusive de Lavagem* Cerebral, e assim a pretendida união cai em absurdo Panteísmo*.

 

MAOMA ou MAOMÉ (570- 632). Seu verdadeiro nome era Abu’l Kasim. Em 622 autoproclamou-se “o Profeta*” (?) e fundou o Islã ou Islamismo ou Maometismo, ou Musulmanos..., afirmando  ter ouvido vozes que lhe  ordenavam que  proclamasse Alah, o nome de Deus*. O Islamismo é culto a Alah, e veneração de Mahomé, seu Profeta*.

  Embora se diga que El Corão, as escrituras sagradas do Islã, foi escrito por Mahoma, contendo suas lições, hoje está demonstrado que muito pouco remonta a Maomé, tratando-se de acréscimos e  mais acréscimos ao longo de  muitas décadas.

   Maomé se dizia inspirado, mas nunca nem ele nem seus sucessores puderam apresentar um único Fenômeno SN* que acreditasse tal Revelação*. Precisamente por isso surgiram, no rol dos Milagres*, lendas manifestamente ridículas, como é reconhecido pelos melhores sábios do próprio Islamismo.

  Por outra parte, análises recentes dos dados históricos sobre Maoma deduziram sem sombra de dúvida que era um epiléptico com surtos Psicóticos*.   

   O Islã favorece o fanatismo e a violência.

 

MARASMO (em relação a cadáveres). Ver Héptica.

 

MARCA. É muito freqüente que nos Fenômenos SN* fique alguma prova permanente, às vezes durante  muitos anos. Concretamente em Lurdes nunca falta “a marca”, como se fosse a grife do Milagre* alcançado de Deus* por Nossa Senhora.

   Em ciência “a marca” tem grande importância, pois assim a condescendência divina facilita a verificação do Fenômeno SN* através dos anos quantas vezes se quiser.

  

MARCAS DO DIABO. Ver Estigmas.

 

MARCELINO, Amiano. Escritor romano, historiador da antigüidade greco-romana, que afirma que os antigos gregos e romanos também tinham as suas Mesas* Girantes ou “mensae divinatoriae”.

 

MARGERY. Pseudônimo de Anna Stindon (esposa do Dr. L. R.) Crandon, de Boston. Mina Crandon nasceu em Toronto (Canadá). Sua mãe era Medium* Psicógrafa* e seu irmão Walter era Médium* de Fenômenos* de Efeitos Físicos. Morto em 1911, Margery passou a considera-lo seu Controle*. Margery pertencia a alta sociedade. Jamais cobrou pelas suas exibições que começou com público selectissimo em 1923.

   Margery foi das mais importantes Psíquicas* de Norte-America. Habendo-se submetido a um premio ou Desafio* para quem demonstrasse Fenômenos* Parafisicos, só obteve um voto favoravel contra quatro contra. O que simplesmente confirma a Incontrolabilidade* dos Fenômenos Parapsicológicos*, que ninguém os realiza à vontade ou com Hora* Marcada. Pelo mesmo motivo, a Universidade de Hereford, Inglaterra, inexperiente em pesquisas de Parapsicologia*, não teve im pressão favoravel a respeito desta grande Psíquica*. Mais ainda, o famoso Ilusionisgta* e grande desmascarador de Médiuns* Harry Houdini* demonstrou que a “Insuspeita” Margery Crandon liberava habilmente uma das mãos e assim poderia realizar suas fazanhas..., como publicou na brochura “Houdini Expose the Tricks Used by the Boston Medium Margery”, Nova Yorque, 1924. Na realidade que soltasse a mão poderia ser até mais uma prova de uma especie de Aporte* (passar a mão atraves das ataduras), e que poderia trucar não é argumento de que de fato cometesse Fraude*. A Universidade de Harvard, no inicio de 1926, analisando fotografias de certas Ecto-colo-plasmias* realizadas por Margery, deduziu que certamente eram feitas com tecido pulmonar animal. O que na realidade també, não demonstra a Fraude*... E ainda mais: todo Psíquico* alguma vez comete Fraude*. E Margery Fraudou*..., ou ao menos enganou-se quando atribuia ao Controle*  Walter as impressoões digitais em parafina que o Parapsicólogo* Dr. Duddey demonstrou inapelavelmente serem de um dentista de Boston... Mas que todo Psíquico* fraude  alguma vez não significa que fraude sempre... 

  De fato, e inapelavelmente, Margery foi contribuição decissiva para a demonstração científica de Fenômenos* Parafísicos. Convenceu os Parapsicólogos* de Winnipeg em Canadá. Também em Winnipeg, o conhecido Parapsicólogo* Herevard Carrington*, em 1924, ficou plenamente convencido e impressionado pelos Aportes* realizados com absoluta garantia contra Fraude* em Experiencias Qualitativas* por ele dirigidas. Igualmente,  em Junho de 1932, perante o meticuloso Parapsicólogo* Dr. William Button realizou Aportes* de cigarros e moedas fechadas a chave em caixas, e com o Dr. Mark Richardson realizou Aportes* de diversos objetos de uma estancia para outra. Foi estudada pelos Parapsicólogos* Franklin Prince, da Boston SPR*, e por Eric Dingwall*, da ASPR*. Submeteu-se em Paris com os Drs. Geley* e Richet* a meticulosas Experiências Qualitativas* em condições rigorosissimas que indudavelemente excluiam a Fraude*. Também foi estudada pela SPR*. O próprio “Caçador”* de Bruxas” ou “Caçador de Fantasmas” Harry Price*, em duas oportunidades, a plena luz, foi levantado quase um decímetro junto com a mesa (!) em que se sentara para controlar a Telecinesia*.

   E temos que aludir a que também foi pesquisada por McDougall* e pelo iniciante, então, Rhine*... Logicamente, com a metodologia e preconceitos Materialistas* que dariam origem  depois à Micro-Parapsicologia* nem decidir podem, nem eles nem seus seguidores, a respeito de Margery* ou da absurda PK*...

 

MARIJUANA ou MARIHUANA. Nomes em espanhol e inglês dados a uma droga extraída do Canhamo* Indiano. Ver Maconha.

 

MARRYAT, Florence (1837-1899).  Autora inglesa. Conheceu a maior parte dos Médiuns* (?) de 1870 a 1880 na Inglaterra e na América. Escreveu vários livros sobre Espiritismo*, manifestando ela própria Fenômenos Parapsicológicos*.

 

MARSHALL, Mary. Médium* profissional inglesa que proporcionou a Sir William Crookes* e ao Dr. Alfred Russell Wallace* a sua primeira ligação com os prodígios dos Médiuns*. As suas principais manifestações foram de Tiptologia* e Telecinesia* com mesas. Desenvolveu posteriormente a Criptografia* em ardósias.

 

MARTÍNEZ, Luís ( === ). Médium* mexicano. Chegou a conquistar  um grande número de adeptos. Segundo ingenuamente afirmavam realizava Levitação*, e era conhecido sobretudo pelas formas de Materaialização* (?), inteira e completa, que apareciam nas suas sessões de Espiritismo*. Suas fazanhas haveriam sido pesquisadas (?), de 1951 a 1953, e confirmadas (!) pelo ásecla do Espiritismo* Dr.Gutiérrez Tibón, professor na Universidade Nacional de México.

   Na realidade o Dr.Gutiérrez Tibón estava completamente despreparado para pesquisa de Parapsicologia*. O Dr. Martínez, ou “Don Luisito” como o chamava o povo, é mais um exemplo da Fraude* tão freqüente nos Médiuns*, assim como da freqüente meramente tendenciosa propaganda dos Espíritas*. O excelente parapsicólogo Dr. W. C. Roll* fez  acurada pesquisa sobre ele em 1964 e, apesar de todas as dificuldades que o Médium* e sua “máfia” lhe punham, terminou por desmascará-lo plenamente, demonstrando as suas Fraudes*.

 

MATCHING TECNIQUES (MT). Ver  Testes de ESP.

 

MATERIALISTA. Ver Racionalista etc.

 

MATERIALIZAÇÃO. Propriamente dita, seria a reprodução perfeita de um novo ser. Tratando-se da Materialização de um ser vivo, teria todas as principais características do ser vivo que se reproduz: peso, movimento, circulação sangüínea, respiração, calor, etc...

 Tal prodígio, tão cacarejado principalmente pelos delirantes sequazes do Espiritismo*, não é real. Ver Fantasmogênese, Transfiguração e Ecto-colo-plasmia, termos preferíveis por designar Fenômenos Parafísicos* possíveis, com preferência ao termo Materialização, que designa algo na realidad inexistente. Quando se designam estes Fenômenos de Ectoplasmia* em geral, é preferível dizer isso mesmo, Fenômenos de Ectoplasmia*, em vez de Fenômenos de Materialização.

 

MATHERS. Ver Aurora Dourada.

 

MAU OLHADO. Ver Olho Gordo.

 

MAURY, Alfred. Parapsicólogo contemporâneo que com grande erudição refuta toda Comunicação* pretendida pelo Espiritismo*, e com a mesma competencia refuta todas as pretenções da Astrologia*. Destacou também pelas suas Experiências Qualitativas* sobre o Sonho*.

 

MAXWELL, Joseph (1858-1938). Doutor em Medicina e doutor em Direito, Procurador Geral do Tribunal de Apelação em Bordéus.

Depois marginalizou tudo, optando decididamente pela  Parapsicologia*. Estudou, junto com o Coronel De Rochas*, as manifestações de Eusápia Palladino*. Chegou a ser considerado um dos grandes representantes da verdadeira Parapsicologia*, a da Escola* Européia..., embora pelo  frequente preconceito negasse a existencia de Fenômenos SN* senm jamais have-los estudado... e julgasse que a Igreja Católica estava em agonia e que logo, logo, desapareceria.. Foi membro do IMI* até a data do seu falecimento. Prescindindo dos seus livros de Direitro e de Medicina, em relação com a Parapsicologia* primeiramente escreveu “Le Mysticisme Contemporain”, Paris, 1893 - “Um Magistrat Hermétiste”, 1896 - “Le Monde en l’An 2000”, 1902. Posteroiormente, já profundamente especializado em Parapsicologia*, publicou “Les Phènomènes Psychiques”, Paris, 1909, obra em que discorre muito acertadamente sobre os métodos de investigação mais convenientes na análise de Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas*, contra o exclusivismo da ciência Materialista* estabelecida e enfatizado também pela Micro-Parapsicologia*. Escreveu também  sobre “La Magie”, Paris, 1921 - “La Divination”, 1927 - “Le Tarot”, 1933, obras todas nas que abertamente declara que o Espiritismo*, Ocultismo*, Hermetismo* e tantas outras Superstições* são graves erros de interpretação dos Fenômenos* Parapsicológicos.

 

McDOUGALL, William (1871-1938). Professor de Psicologia na Universidade de Oxford, Inglaterra. Profundamente intreressado pela Parapsicologia*, chegou a ser presidente da S.P.R.* em 1920-21.

  Logo depois foi chamado para Norte-América a regentar a cátedra de Psicologia na Harvard University, em Cambrige, Massachusetts. E subiu ao cargo de presidente da ASPR* nesse mesmo ano 1921. E no ano  1926, um encontro importante...: Ver Rhine.

 McDougall destacou na crítica à ciência estabelecida, Materialista*, que só aceita o que seja reproduzível à vontade em laboratóirio e mensurável por estatística matemética. Contra tal apriorismo, o verdadeiramente cientista McDougall muito reclamou, muito batalhou... Lástima que precisamente seu protegido, o Dr. Rhine*, não aprendeu nem sequer esta lição, ocasionando a Micro-Parapsicologia*.

 

McINTOSH, Christopher ( === ). Graduado em Filosofia, Política e Economia pelas Universidades de Edimburgo e Oxford, especializou-se no estudo do folclore, Magia* e religiões primitivas. Historiador de idéias, analizou e criticou a volta do Ocultismo*: “Éliphas Lévi and the French Occult Revival “, 1965. E principalmente foi um habil crítico dos absurdos da Astrologia*, inventando mais de 500 horóscopos que convenceram aos melhores astrólogos..., apesar de serem mera invenção: “The Astrologers and their Creed”, 1969 - “Astrology”, 1970.

 

McKENZIE, James B. Hewat (1870-1929). Fundador, e presidente honorário durante nove anos de “The British College of Psychic Science”. Investigador, conferencista e autor sobre  Parapsicologia*. Sua esposa Bárbara (Hendry) McKenzie estava associada aos seus interesses e ambos visitaram muitos países  em pesquisas de Parapsicologia* e fizeram Experiências Qualitativas* com os melhores Psíquicos*, entre estes Kluski* e Frau Silbert. Estudaram minuciosamente as Psíquicas* Sras. Osborne Leonard* e Eileen Garrett*.   

 

MEAD, G. R. S. (1863-1933). Fundou “The Quest Society”, um grupo de pesquiadores independentes dedicado ao estudo dos problemas espirituias humanos em relação com a  Ciência, a Filosofia, a Religião e a Arte. A partir de 1909 dirigiu a revista “The Quest”.  

   Homem de vasta cultura e aguda inteligência, parece que só com intenção de pesquisa aliou-se à Sociedade de Teosofia*, na que chegou a ser secretario geral da seção européia. Dedicou quase 40 anos a pesquisar a doutrina e pretrenções da Gnose* e sociedades semelhantes de Ocultismo* ou Hermetismo*, temas nos que chegou a ser indiscutível erudito e crítico. Entre suas numerosas publicações são especialmente importantes do ponto de vista histórico e crítico: “Simon Magus”, Londres, 1892 - “Orpheus”, 1896 - “Fragments of a Fait Forgotten”, 1900 - “Apollonuius of Tyana: a Critical Study of the only Existing Record of his Life”, 1901 - “Thrice Greates Hermes”, 3 vols., 1906 - “Plotinus. The Sacred Dance in Christendom”, 1927. Mas publicou outros muitos livros....

 

MÉAUTIS, Processo de. Trata-se de  uma epidemia de Feitiçaria* que eclodiu no Constantin, na segunda metade do século XVII.  Neste caso, ao contrário do que acontecia habitualmente, a conclusão não foi a morte na fogueira.

  Um médico de Saint-Lô, o Dr. Marquier, foi acusado pelos seus clientes, loucos ou alucinados. Foram presos, na mesma região, dois homens, chamados Ernoul e Charles Boneville, denunciados por grande número de pessoas. O Dr. Marquier foi condenado à morte pela justiça local, juntamente com sua filha. Apelaram para o parlamento de Rouen, que lhes comutou a pena em exílio, em 1663.

  Os depoimentos dos acusadores são completamente extravagantes. Moças viram descer das chaminés crianças-Feiticeiras*. Jeanne Le Boulager viu “várias pessoas nuas” voando pelos ares. Michel Marais viu 200 pessoas, igualmente nuas, dançando no planalto de Méantis. Isaac Marais viu num quarto “uma série de pessoas nuas pegando em velas negras, com um bode no meio”. Jean Le Cousteur viu no Sabat* de Etanclin um certo número de eclesiásticos. E segundo Jacques Le Gastelois varios desses padres Feitiçeiros* vinham do ofertório da missa do Sabat*, retirando-se porque um deles, que não havia chegado a tempo, recebera uma “bofetada” com a patena. Vários eclesiásticos foram presos. Ao tudo foram feitas seiscentas detenções e trinta e quatro acusados entregues à justiça do bailio, mas, após um apelo ao rei, Luís XIV anulou a sentença e contentou-se em mandar expulsar da província da Normandia os “Feiticeiros*”.

   É a grande viragem da história da Feitiçaria* na França. A justiça real anula, pela primeira vez, 1672, a sentença de morte em matéria de Satanismo* e altera o primeiro julgamento.  Mais: Colbert, também em 1672, proíbe os tribunais de admitirem a acusação de Feitiçaria*.

 

MECANISMO EM L ou  A TRES. Observa-se frequentemente em Parapsicologia* que um Psíquico* manifesta o que uma segunda pessoa, às vezes só inconscientemente, capta numa  terceira pessoa ou lugar. É claro que em vez de em L ou a tres pode ser a quatro, a cinco... Ou, na expressão de Flournoy, pode formar-se uma trama bem emaranhada, muito difícil de desvendar.

 

MEDIADOR PLÁSTICO.  Ver Perispírito.

 

MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL (MT). A palavra meditação no sentido de reflexão e oração é encontrada na maioria das religiões. Mas o termo meditação transcendental ou MT identifica um pretendido método de auto-desenvolvimento (?), cujo objetivo em geral seria ajudar quem medita a tomar consciência de uma união que existiria entre ele mesmo e todas as coisas (?).

   A prática da MT pressupõe uma doutrina de tipo do Hinduismo* e absurdo Panteísmo*.

  O principal instrumento da MT é um Mantra* escolhido pelo Guru*, como propício para aquele Chela* em questão. Na MT o Mantra* deve ser repetido mentalmente durante dois períodos de aproximadamente vinte minutos cada, um de manhã e outro à tarde, estando o meditador sentado em posição confortável e de olhos fechados.

   Absurda mentalidade de Magia*, mas bom modo de fazer Lavagem* Cerebral...

  Ganhou enorme destaque mundial quando o grupo “os beatles”, acompanhados de outras conhecidas personalidades do mundo artístico, atraídos pela propaganda, visitaram na Índia o Maharishi Mahesh Yogi, para aprenderem MT... O inteligente beatle Lenon acabou por compreender e publicar que o fundador da MT era “um grande trapaceiro explorador”.

 

MÉDIUM. Termo correntemente usado para designar não só o indivíduo que nas sessões de Espiritismo* serviria de intermediário (= médium) dos Espíritos* (?), senão também e em geral qualquer pessoa que manifesta Fenômenos Parapsicológicos*, pois na sua interpretação delirante os sequazes do Espiritismo* acreditam que tal Psicorragia* é Mediunidade.

  Geralmente o médium precisa passar a um estado de Transe*. Pierre Janet*, por citar um entre os verdadeiros especialistas, define o médium como o “indivíduo cujo Inconsciente* está separado do Consciente*. Além disso, este Inconsciente* desagregado possui um imaginação viva”. Ver Função Menos.

  Durante a época da Metapsíquica* era freqüente designar como médium a pessoa que manifestava Fenômenos* de Efeitos Físicos. Na moderna Parapsicologia* só se deve usar o termo médium, sejam quaisquer os Fenômenos Parapsicológicos*, verdadeiros ou falsos, que manifeste, quando se quer frisar que essa determinada pessoa adota o ritual e/ou a interpretação supersticiosa do Espiritismo*.

  “Não há Espiritismo* sem médium”, costuma-se dizer após amplíssima constatação e o reconhecem os próprios espíritas. Isto é, os Espíritos* (?) precisariam do corpo do médium para agir. Então, como é que se comunicariam ou agiriam sobre o corpo do próprio médium? Precisariam outro médium... E assim até o infinito. Ora, o vivo não precisa de ninguém, porque já tem o próprio corpo. Portanto, segundo a doutrina do próprio Espiritismo*, se não caísse tão facilmente em contradição, quanto mais imponente o fenômeno, mais motivo haveria para atribuí-lo às faculdades do vivo...

 

MELLON, J. B. ( === ). De solteira, Annie Fairlamb. Psíquica* britânica de Fenômenos*  Parafísicos. Em Experiências Qualitativas* em Cambridge, em 1875, sob condições rigorosas, inclusive perante os Profs. Henry Sidgwick* e F. W. H. Myers*, da SPR*, obtiveram-se excelentes resultados de diversos Fenômenos de Ectoplasmia*. Em 1877 Alderman T. Barkes, de Newcastle, obteve Moldes* com cera impregnada de uma tinta magenta, que secretamente havia misturado na cera-parafina antes da sessão, garantindo assim que não houve substituição.

  Ainda em 1931 continuava sometendo-se a Experiencias Qualitativas* com as que terminava por convencer aos mais rigorosos pesquisadores.

 

MEMBROS MEDIÚNICOS. Ver Raios Rígidos, termo preferível, quando não com referência a certos casos de Ecto-colo-plasmia*, neste caso sendo preferível a expressão Membros Ectoplasmáticos.

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MESA BRANCA. Deu-se por chamar Espiritismo de Mesa Branca as sessões do Espiritismo* seguidor de Allan Kardec*. A origem do nome mesa branca é por uma parte a freqüência com que antigamente se usava a Mesa* Girante, sendo que hoje os participantes sentam-se simplesmente ao redor de uma mesa. E  por outra parte, diz-se mesa branca com forte dose de absurdo racismo e preconceitos de Reencarnação*, para diferencia-lo do Espiritismo de Umbanda*, Candomblé*, Vudu*, etc., originários dos negros.  

 

MESA GIRANTE. Também é designada por Mesa Falante, Mesa Parlante, Mesa Giratória, Mesa Rolante, etc. De preferência um tripé, mas também pode ser uma mesa vulgar pouco pesada. Esta mesa inclina-se, agita-se, bate, etc., em contato com as mãos dos assistentes. 

   O Fenômeno* já era conhecido há séculos. Por exemplo, Ver Marcelino e Tertuliano. Mas a partir dos primeiros dias de 1850 tornou-se moda como “passatempo” nas tertúlias, também fazendo-se muitas reuniões com esse fim. Punham ligeiramente as mãos sobre a mesa, tocando com as pontas dos dedos mindinhos os dos seus vizinhos. Então com as luzes baixas, a mesa começava a mexer-se lentamente e, seguindo um código convencionado, emitia mensagens...

   Atualmente nas sessões de Espiritismo*, mesmo nas chamadas de Mesa* Branca, raras vezes se emprega a Mesa Girante. Tal como a Psicografia* e os métodos da tábua Oui-ja* e da Brincadeira* do Copo etc., tende muito rapidamente para a motivação Consciente*.   

   Afirmava Eusapia Palladino* que a suave madeira de pinho era mais própria para as forças Parapsicológicas*. Maxwell* descobriu uma modificação valiosa, ao cobrir a mesa com um material branco de ligeira textura e excluindo partes metálicas.

  Os defensores do Magnetismo* Animal saudavam o “entretenimento” como uma manifestação da Força OD*, enquanto que o clero se dispunha a atribuí-lo ao Diabo*, especialmente pelo conteúdo freqüentemente com cunho de Espiritismo* nas mensagens. E de fato logo a maioria dos praticantes daquela “brincadeira” consideram-na Comunicações*  dos Espíritos* (?) dos mortos. Hoje sabemos que aos I..I..I..*, quando são insuficientes, pode somar-se a Telergia*, dirigida pela Psicobulia* humana. Segundo seja ou não suficiente a explicação pelos I.I.I.*, o Fenômeno* classifica-se como Paracinesia* ou então como Telecinesia*.

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MESCALINA. Alcaloide contido num cacto mexicano, o Peyote (= Lophophora Williamsii). É  utilizada pelos índios mexicanos e do Novo México, como se celebrizou nas obras de Carlos Castañeda*.

   Usa-se ocasionalmente em Psiquiatria de modo similar à lisergina, sendo igualmente capaz de provocar estados idênticos ao Transe* e à Hipnose*.

  Ver LSD, pois tem os mesmos efeitos e uso, embora é menos forte.

 

MESMER, Franz Anton (1733-1815). Nasceu em Weil, no lado austríaco junto ao Lago de  Constânça. Foi aluno dos jesuítas e inclusive começou aos 15 anos a formar-se para ser religioso jesuíta, no colegio e noviciado de Dilligen, mas logo abandonou. Aos 33 anos alcançou o doutorado em Medicina, com uma tese sobre o influxo dos planetas (?) na saúde e na doença: “De Planetaruim Influxu”. Impressionado pelo padre jesuíta Maximilian Hell*, que fazia experiências terapêuticas (?) com magnetos, Mesmer deixou-se tomar pela idéia de uma força cósmica de grande poder curativo (?) que, nas suas propriedades, podia assemelhar-se com o magnetismo. A tese foi publicada dez anos mais tarde, em 1776. Em 1775 abrira um hospital-escola em Viena difundindo suas idéias.

   Em 1778 Mesmer deixou Viena, viajando até Paris a pedido do próprio Luís XIV e logo obteve um êxito extraordinário. Mesmer ansiava que a classe médica reconhecesse a sua teoria, mas em 1784 uma Comissão nomeada para o estudo do Magnetismo* Animal ou Mesmerismo  demonstrou que tal coisa não existia. Desde então Mesmer caiu em descrédito e passou a ser um homem destroçado. Transferiu-se então para a Alemanha, onde morreu, mais tarde, no mais completo esquecimento.

   Contudo, o trabalho de Mesmer no tocante aos efeitos da sua técnica, não à interpretação, viria a ter amplas repercussões. O Magnetismo* foi retomado por outros interessados, tendo-se chegado à descoberta da Hipnose*.

 

METABIOSE ou METABIÓTICO. Termo proposto por Bret. Ver Biopsiquismo, termo preferível.

 

METACINESIA.  Ver Telecinesia, termo preferível.

 

METAETÉRICO. Significa além do éter. Termo usdo por F. W. H. Myers* como referência ao indescriptível “mundo transcendente”, o que será para os seres humanos após a Ressurreição*. 

 

METAFONIA. Ver Psicofonia, termo preferível fora do Espiritismo*.

  Alguns autores empregam os termos metafonia e Metaneano etc como sinônimos de Hiloclastia*. Tanto metafonia como metaneano etc. são neologismos que conviria esquecer. 

 

METAFÍSICA. É o ramo da Filosofia que estuda a natureza profunda das coisas que existem, a essência de tudo o que existe  no mundo perceptível.

 Sequazes do Esoterismo*, do Espiritismo* e outras pessoas que nada absolutamente entendem de Filosofia, freqüentemente confundem metafísica com Parapsicologia* (ou conceitos análogos) da que também nada entendem, e no seu ignorante pedantismo chegaram até a organizar congressos internacionais de... puro Espiritismo*, Esoterismo* etc. sob o nome de metafísica!

 

METAFONIA ou METAFONISMO. Ver Psicofonia, termo preferível fora do Espiritismo*.

 

METAGNOMIA. Termo proposto por Émile Boirac* e que foi muito empregado pelo Dr. E. Osty*, na época em que a Parapsicologia* se decidia a rejeitar o nome Criptestesia*, de preconceito Materialista*, sem decidir-se ainda, diríamos por “respeito” aos cientistas estabelecidos, a considerar abertamente como espiritual o conhecimento PN*.

   E Metagnomia Táctil foi a expressão proposta por Boirac* e divulgada por René Sudre* para designar a Psicometria* (Parapsicológica), termo preferível.

   Hoje, demonstrada plenamente em Parapsicologia* a espiritualidade de PG* (ou do aspecto  ou divisão ESP*, demonstrado pelos próprios métodos Materialistas*), o termo Metagnomia deixou de ser usado com esse significado. Mas certos Parapsicólogos* da Micro-Parapsicologia* ainda utilizam injustificadamente o termo Metagnomia ou Metagnósia   como sinônimo de Clarividência*, sendo que o preferível e universal é usar o termo Metagnomo só quando se quer frisar um determinado tipo de Psíquico*.

 

METAGRAFIA. Termo usado por  Bret. Ver Psicografia, termo preferível.

 

METAGRAFOLOGIA. Ver Psicometria* (Parapsicológica), termo preferível, a não ser quando se pretende frisar que o objeto-pergunta é concretamente um manuscrito. Raphael Scherman* destaca entre os mais famosos e notáveis Metagrafólogos.

 

METAMNÉSIA. Ver Pantomnésia, termo preferível..

 

METAPSICOLOGIA. Termo utilizado já no começo do século XIX por Görres* adiantando-se admiravelmente e correspondendo exatamente ao que hoje se entende por Parapsicologia*, termo preferível.

 

METAPSÍQUICA. Designação com a que Charles Richet* substituiu a antiga expressão Ciências Psíquicas* ou Pesquisas Psíquicas*. “Designa... forças que parecem inteligentes e desconhecidas pela ciência atual Materialista*” (Richet*). 

   O termo metapsíquica corresponde, a bem dizer, aos primeiros estudos pioneiros e muitos deles verdadeiramente científicos, desde 1882 com a fundação da SPR*, até 1934, data em que o termo foi substituído universalmente pelo de Parapsicologia*, quando Rhine* e os seus colaboradores e seguidores estabeleceram a Escola* Norte-Americana, mais aceita pelos cientistas estabelecidos por usarem só o método Materialista* de pesquisa: estatistica matemética, em laboratorio, repetivel à vontade... Não só a Micro-Paraposicologia*, mas também a Escola* Européia..., toda a metapsíquica passou a chamar-se Parapsicologia*.

 O termo metapsíquica está também em uso ainda atualmente na França e Itália, e eventualmente em outros países; como ainda se usa também a expressão Ciências Psíquicas*   ou Pesquisas Psíquicas* em Inglaterra, com significado perfeitamente equivalente ao de  Parapsicologia*, a verdadeira.

 

METARSISMO.  Termo usado por alguns autores sequazes do Espiritismo* com pretensões até ridículas de serem Parapsicólogos*. Engloba a Telecinesia* e a Levitação*, termos preferíveis, cada um no seu significado próprio.

 

METASISMOGÊNESE.  Ver Parasismogênese.

 

METASOMA  Ver Perispírito.

 

METASOMOSCOPIA. Termo usado por alguns autores, um tanto delirantes defensores da regularidade na Adivinhação*, para designar a Heteroscopia*, termo preferível, geralmente usando um meio material, como o pêndulo da Radiestesia*.

 

METEMPSICOSE. Absurda doutrina segundo a qual os Espíritos* (?) dos mortos regressam à Terra, quer pelos seus méritos ou deméritos próprios, quer pelo acaso, para Encarnação* (?) inclusive em seres não humanos, em diversas especies de animais e plantas, em contraposição à também absurda doutrina da Reencarnação* (?), que seria só em seres humanos.

 

METERGIA. Alguns autores da época da Metapsíquica* tinham utilizado este termo como sinônimo de Telecinesia*, outros como sinônimo de Telergia*, hoje termos preferíveis, e também substituindo os termos Psicocinesia* ou PK*, inexistente, usados erradamente pela Micro-Parapsicologia*.

 

MEYER, Gustav (1868-1932). Austríaco. Como romancista, sob o pseudônimo de Gustav Meyrink, usava e abusava dos temas de Esoterismo*, que tanto agradam ao público Supersticioso*. As suas obras mais conhecidas são “ O Golem”, 1915 - “O Rosto Verde”, 1916 - “A Noite de Walburgis” (Vida romanceada de Santa Valburga), 1917.

 

MEYER, Jean (1855-1931). Era um comerciante francês muito rico. Havendo trabado amizade com L. Denis* e G. Delanne*, deu generosa verba para a fundação da “Casa dos Espíritos”, em Paris, que tinha como fim a difusão e estudo dos livros de Allan Kardec*. Tambem  proporcionou abundante ajuda econômica e pessoal à difusão do Espiritismo*. Inclusive fundou a “Union Spirite Française”,  e para garantir a continuação da publicação comprou a “Revue* Spirite”, fundada por Allan Kardec*.

  Em benemérita contraposição em 1918 foi igualmente fundador econômico do IMI*, que tantos serviços prestou e presta à Parapsicologia*, e em 1922 fundou a Editorial que leva seu nome, e em 1928 a “Société d’Études Metapsychiques” dotando-a com um fundo multimilhonario.

 

MEYRINK, Gustav. Ver Meyer, Gustav.

 

MICHAILOVA, Nelya. Ver Kulagina, Nina.

 

MICRO-PARAPSICOLOGIA. Termo desprezativo, cunhado no CLAP, para designar a Escola* Norte-Americana. Essa absurda redução da Parapsicologia* com que, após três séculos e meio de Lavagem* Cerebral orquestrada pelos Racionalistas* (e Materialistas*, Agnósticos*, Ateus*, protestantes Liberais*, católicos Modernistas*...), só se quer considerar científicos os efeitos repetidos à vontade e controlados em laboratório pelo método  estatístico...

  Esta redução, verdadeiramente anticientífica, acabaria com quase toda a história e finalidade da Parapsicologia*. E é claro que não é científico pretender que a realidade se adapte ao método de estudo prefixado, resultado da pesquisa de objetos absolutamente materiais. Científico é adaptar o método de observação às exigências da realidade que se pretende estudar. Ver Qualitativas, Experiências;  e Espontâneos, Casos.

   A Escola* Norte-Americana e por culpa dela em muitas partes a Micro-Parapsicologia  “esqueceu” a finalidade para que foi fundada. “Esqueceu” também todas as pesquisas anteriores e diferentes das suas. Assim reduziu ao mínimo a pesquisa e a fez retrogradar mais de um século. E não se pode hoje prever quando a verdadeira ciência se imporá universalmente na pesquisa da realidade do nosso mundo e pelos métodos exigidos pelos diversos objetos de estudo. A título de exemplo desse nefasto influxo em outros paises, Ver GERP.

   A fama da Micro-Parapsicologia e aceitação entre os cientistas estabelecidos, deve-se também a que quase nada os complica, precisamente porque... simplesmente quase nada sabe. A Micro-Parapsicologia só conhece a ESP*, na realidade um mínimo aspecto de PG*, tão corriqueiro, tão comum, que se manifesta até em laboratório e com a freqüência necessária para ser avaliado estatisticamente. As características verdadeiras da verdadeira PG* as desconhece. Não aceitaram nem sequer o termo PG*, como se pudesse ser substituído integralmente pelo termo ESP*. Só aceitaram o termo correspondente, PK*, precisamente faculdade que não existe. E aceitaram também o termo geral Fenômenos PSI*, como se pudesse englobar-se a real PG* com a inexistente PK* e como se só existissem Fenômenos PN* e não também EN* e SN*.

 Todos os Fenômenos Parapsicológicos* os interpretam como Fenômenos PSI*, extrasensoriais. É por isso que também é conhecida como Escola* Espiritualista. Erro crasso. Os Fenômenos Parafísicos* os interpreta todos como sendo PK* (?). E todos os outros Fenômenos Parapsicológicos*, de toda espécie, de que alguma vez tem noticia, ou indevidamente os enquadra em ESP* e em PK* (?), ou então os nega, simplesmente, sem mais estudo.

   Assim chega às vezes perante a Escola* Européia ao cúmulo do ridículo. Extrasensoriais casos como, por exemplo, o dos Cavalos de Elberfeld*!! Entre tantos Fenômenos Parapsicológicos* cientificamente comprovados, a Micro-Parapsicologia nega a existência por exemplo do Aporte*, do que há milhares e milhares de Casos Espontâneos*, inúmeras vezes comprovados, em todas as épocas e em todos os povos. Nega-o simplesmente por não ser reproduzível no ambiente do laboratório e menos ainda com regularidade...

   Bastaria este proceder, a título de exemplo, para que a reta Parapsicologia* despreze a Micro-Parapsicologia e a absurda redução ou exclusivismo anticientífico da chamada “metodologia científica” exigida pela maioria das Universidades.

   E como se fosse pouco tanto disparate por quase total desconhecimento teórico, muitos dos

membros desta Escola ainda elaboram a “teoria”, contraditoriamente, e tem a ousadia de publicar que não precisam e não interessa a pesquisa teórica, só querem saber do trabalho experimental, quantitativo e estatístico e em laboratório. Então, por exemplo Albert Einstein, precisamente por ser físico teórico, não mereceria chamar-se físico nem cientista...

   É a grande falha da Micro-Parapsicologia. Haver-se mantido sempre pedantemente à margem da Escola* Teórica, pelo que só estuda o comum sob pequena camada de Parapsicologia* e este pouco o interpreta mal, e não estuda precisamente o que seria realmente FenômenoParapsicológico*. A título de um exemplo típico Ver Ownbey, Miss.  

 Etc, etc, etc. Em resumo: A Micro-Parapsicologia, Além de quase nada saber de Parapsicologia*, é um monumental acúmulo de erros inclusive nas interpretações das suas próprias experiências e nos pronunciamentos dos seus membros. Dom Boaventura Kloppenburg*, de monumental cultura e grande teórico da Parapsicologia*, definiu o fundador desta Escola* Norte-Americana , J. B. Rhine*, como sendo no seu pequeno campo “ótimo experimentador... E péssimo filósofo”, de rudimentar cultura geral. Pode aplicar-se a todos os membros da Micro-Parapsicologia..

 

MILAGRE. Termo teológico e popular. Em Parapsicologia* o termo Milagre desde Myers* foi substituído por Supranormal* (SN*), termo e sigla preferíveis, pois é com respeito a fatos observáveis, deste mundo. Supranormal* (SN*), aliás, é expressão mais lógica no conjunto da classificação de todos os Fenômenos Parapsicológicos*: Extranormais* (EN*), Paranormais* (PN*) e Supranormais* (SN*).

 

MIRABELLI, Cármine (1889-1951). Nascido em Botucatu, SP, Brasil, filho de mãe católica e de pai Pastor Evangélico italiano missionario nos Estados Unidos e convertido ao Catolicismo, vindo então ao Brasil.

   Carmine Mirabelli estudou no Colégio Sào Luiz, dos Padres Jesuítas, então em Itú, hoje em São Paulo. Cármine sentiu desejo de estudar patra sacerdote, mas logo foi atraído pelo comercio e a ele se dedicou no Rio de Janeiro. Por seu temperamento, teve que ser examinado por médicos, e foi internado no Sanatorio do Juquerí, para loucos. E lá ganhou fama em 1920 como Médium* pelos seus Fenômenos de Levitação*, Xenoglossia* e Ectoplasmia*. A maior parte deles realizavam-se à luz do dia.

   As suas faculdades foram estudadas por diversas vezes, primeiro por psiquiatras e depois por outros cientistas brasileiros, a maioria já alienados pelo Espiritismo*. Inclusive fundou-se uma “Sociedade César Lombroso”, mas muito mais para fazer propaganda do Espiritismo* do que para verificar seriamente as alegadas faculdades de Mirabelli. Mentiras desvergonhadas ou de extremo fanatismo, exageros monstruosos e absurdos... Como declarou o Dr. Osty, do IMI*, se fosse verdade só uma dézima parte do que os sequazes do Espiritismo* lhe atribuem,  Mirabelli teria sido dez vezes maior que o melhor Psíquico* do mundo e de toda a história..., em tudo.

   Dada a grande propaganda que os espíritas brasileiros faziam do caso, vieram ao Brasil alguns prestigiosos Parapsicólogos* estrangeiros. O Dr. E. J. Dingwall* declarou-se incapaz de se decidir por um veredicto, dadas as dificuldades de observação que os espíritas lhe impunham. Em contrapartida, o Dr. Hans Dreisch*, da S.P.R.* fez uma investigação pessoal e “clandestina” (sem declarar seu nome) em 1920, e não encontrou nada especial que fosse autêntico...

   Mas a Parapsicologia* já sabe o que deve pensar dos Mirabelli, dos Chico* Xavier..., assim como também dos Nero*, dos Arigó*, dos Rubens Faria, dos João de Abadiana..., e ainda dos “Thomas Green Morton*”, dos Urandir*..., essa interminavel lista de charlatães e exploradores, todos, estes como aqueles, segundo a propaganda do Espiritismo* do Brasil, ïndiscutivelmente e com grandissima vantagem “os melhores do mundo”!

 

MIROBLITE. Muito diferente da verdadeira Incorrupção*. Diz-se do organismo que, pelas condições em que está sepultado, entre elas o de herméticamente fechado, em vez de se decompor assume o seu próprio Embalsamamento* em sua própria Graxa*.

 

MIRVILLE, Jules Eudes, Marquês de (1802-1873). Um dos precursores da Parapsicologia*, e também um dos primeiros cronistas e teóricos dos prodígios que então muitas pessoas atribuíam aos Espíritos* (?), ou a partir de Blavatski* aos Mahatmas*, que também expressamente critica. Publicou aquele que é considerado como o primeiro livro verdadeiramente científico de análise crítica das pretensões do Espiritismo* e da Teosofia*: “Pneumatologie. Des Esprits et de leurs Manifestations Diverses”, Paris, 1853, em 6 Vols., alem de “Questions des Esprits”, 1863, uma espécie de continuação ou debate do livro anterior, que publicara separadamente.

 

MISHNA. Ver Talmud.

 

MISTÉRIOS, Religiões ou Associações de. Vários cultos religiosos e associações de Esoterismo* ou Ocultismo*, antigas e modernas, reservam parte dos seus Ensinamentos* para uns poucos escolhidos. Só os escolhidos têm acesso a certos segredos ou doutrinas secretas, só os escolhidos são  Iniciados*, após as observâncias rituais prescritas. Esses Ensinamentos* e observâncias dos Iniciados* constituem os Mistérios, termo derivado da palavra grega mysterion, que significa precisamente secreto. Seriam oriundos do antigo Egito, circa 1500 a.C.

 

MÍSTICA. O verdadeiro Misticismo refere-se ao conhecimento transcendental e Fenômenos SN* daí originados, tudo causado por Deus* no homem.

   O falso Misticismo são os conhecimentos e efeitos oriundos do próprio homem e que erradamente atribui a Deus*. É muito freqüente a falsa Mística, pretendendo com técnicas humanas realizar Fenômenos SN*, o que é mentalidade herética; e atribuindo a Deus* o Êxtase*, Levitação*, Estigmas* etc, o que inclui dois erros garrafais: em primeiro lugar Deus* nunca prejudicaria nem o psiquismo nem o organismo de uma pessoa; e por outra parte “o natural não reage ao Sobrenatural*”.

   Misticismo da Natureza, Ver Consciência Cósmica.

 

MISTOS, Fenômenos. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

MITCHELL, Edgard D. (n.1930). Oficial da Marinha de EUA., formado em Administração Industrial, em Engenharia Aeronáutica e doutorado em  Aeronáutica e Astronáutica. Quando tripulante do módulo lunar na missão da Apolo XIV em 1964, procedeu a Experiência Quantitativa* de ESP* com o Baralho* Zener em colaboração com o prestigioso Psíquico* norte-americano Olaf Jonsson.

  Ele mesmo publicou as experiências: “Psychic Exploration”, Nova Iorque, 1974. Os resultados foram muito discutidos, terminando os próprios programadores das experiências por reconhecer que estavam mal arquitetadas para o fim que se pretendia: ESP* à distância Terra-Lua. Para isso Michell teria que haver nascido na Lua, sempre vivido na Lua,  nunca voltar à Terra e nunca nenhum outro ir à Lua... Pois do contrario poderia ser RC* ou  Pcg*  sobre Jonsson quando ambos estavam na Terra. O próprio Dr. Michell, que agora se dedica à Parapsicologia* por considerá-la muito mais importante que a Astronáutica, reconheceu o erro. Ha sido nomeado presidente do “Institut of Noetic Sciences”, que se dedica ao estudo da mente, e chefe de pesquisas da “Edgard D. Michell Associates, Inc.” (EDMA).

 

MITO.   ====l  Mitologia.  Mitomania  ===

 

MNEMOTÉCNICA. Como o próprio nome o indica, técnica da memória (mnesis, em grego). É fácil, mas um tanto árida e comprida no seu aprendizado para que seja realmente muito útil. E assim os melhores livros de mnemotécnica ficaram como segredo profissional dos Ilusionistas*.

Um bom mnemotécnico parece um ser sobre-humano (?)... Não é fácil encontrar entre os Médiuns*, Adivinhos* ou outros charlatães algum que saiba mnemotécnica, mas um bom Ilusionista* pode apresentar por mnemotécnica demonstrações que parecem Telepatia*, Criptoscopia* etc,  e até comunuicações dos Espíritos* (?)...

 

MODERNISTA  E “MODERNINHO” (Teólogo Católico). Ver Racionalista etc.

 

MOLDES. Formas ocas representando dedos, mãos, braços..., obtidas em parafina líquida, barro especial ou qualquer outra substância plástica. Muito falaram os alienados pelo Espiritismo* de que os moldes seriam uma prova de Identificação* dos Espíritos* (?) Materializados* (?). O Espírito* (?) Materializado* (?) submergiria repetidas vezes por exemplo a mão na parafina líquida, de formas que ao secar-se e o Espirito* (?) desmaterializar-se, ficaria uma espécie de luva, que no seu interior conservaria as marcas digitais e outras provas de Identidade*.

   Insistem os sequazes do Espiritismo e outras classes de Superstição* em que a Fraude* no seria possível porque a parte correspondente ao punho é mais estreita, os dedos podem estar dobrados, etc. e a luva se rasgaria  quando o trucador retirasse a mão. Na realidade, o truque, por exemplo até com massa de moldagem odontológica, é facílimo. E muitos Médiuns* foram desmascarados.

   Mas o Fenômeno real é possível, evidentemente sem nada absolutamente ter a ver com Espíritos* (?). Trata-se de Fenômeno de Ecto-colo-plasmia*. Inclusive adivinhando-se as marcas digitais de qualquer pessoa viva ou de quando o morto estava vivo...

   É muito freqüente que não-especialistas em Parapsicologia* ou os pertencentes à Micro-Parapsicologia* falem de Molde Paranormal, PN*. Na realidade o Fenômeno evidentemente é Molde Extranormal, EN*.

   Em destaque, Ver Kluski, Frank.

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MONCK, Reverendo Francis Ward ( ====). Inglês. As suas taras físicas é que facilitaram a sua degeneração moral e Fenômenos Parapsicológicos*: esteve desde a infância sujeito a notáveis manifestações de Fenômenos Parapsicológicos*, que foram aumentando à medida que foi crescendo.

   Perante os singulares efeitos de Ectoplasmia* que produzia, foi primeiro caluniado, depois perseguido judicialmente, mas na realidade jamais se provou nem provavelmente que o conjunto fosse Fraude*.

   Rodeado e exaltado pelos sequazes do Espiritismo*, apostatou da sua religião e função de pastor anglicano e passou a exibir-se como Médium* de Espiritismo*.

  Conquanto em certa ocasião tenha sido acusado de Fraude* nos seus Fenômenos* de Ectoplasmia* e condenado a três meses de prisão, o Arquidiácono Colley* jamais duvidou de que muitas vezes não era Fraude*. E Monck terminou por convencer, não só o espírita Stainton Moses*, senão também os prestigioso Parapsicólogo* Dr. Alfred Russell Wallace*, assim como também o Dr.Edward T. Bennet, enviado da SPR*, e também o juiz Dailey.

   Em 1875  fez um giro pela Inglaterra e pela Escocia, e em 1876 pela Irlanda, alcançando fama agora como Curandeiro* sob o nome de Dr. Monck. Nome, atividade e... danos à saude de muitas pessoas, como sempre no exercicio ilegal da Medicina, que levantaram grandes protestos dos médicos.

 

MONIÇÃO. Ver Premonição.

 

MONISMO. Doutrina absurda na que caem muitas religiões primitivas, selvagens ou meramente “poéticas”, que afirmam que só há uma única realidade: Deus*. Tudo o que parece real, diferente de Deus*, é ilusão: Maia*.

.  Na realidade o Monismo (“só existe Deus*”) cai contraditoriamente no Panteísmo* (“tudo é deus”).

 

MONTEIRO-LOBATO, José Bento (1882-1948). Famoso romancista brasileiro que, antes de morrer deixou duas Senhas* com o Dr. Godofredo Rangel, diretor dos diários  “O Dia” e “A Noite”, de Rio de Janeiro, e uma terceira Senha* com a conhecida família Fontoura  (“Biotônico Fontoura”), de São Paulo. Continuava assim as antigas e amplíssimas Experiências da Senha*.

   Chico Xavier* apresentou eufórico Psicografias* como se fossem mensagens do Espírito* (?) de Monteiro Lobato. Outro famoso Medium* (?) mineiro, Pedrinho Machado,  anunciava no “Diário da Tarde”, de Belo Horizonte, recever também Comunicações* do Espirito* (?) do romancista. E outras pretensões menos divulgadas. O mesmo estilo do célebre escritor falecido!

   Na realidade puro mérito (e malandragem) dos próprios Chico Xavier*, Pedrinho, etc.: Não estavam nenhuma das Senhas*, nem as que ficaram com Godofredo Rangel nem a que conservava Da. Ruth Fontoura.

 

MONOXENOGLOXIA.  Ver Polixenoglossia, em contraposição.

 

MOON, Sun Myung. Nasceu em 1920 na Coreia do Sul. Afirma que quando tinha 16 anos foi escolhido diretamente por Deus* numa Aparição* para a missão de unificar todas as religiões cristãs e judaica. na qua.lidade de segundo Messias.

   Mas nada apresenta como prova de que não fosse tudo mera ilusão,  ou mesmo mera trapaça. Em todo caso em nada contribuiu para a união das igrejas, antes tudo o contrario, alem de levar uma vida escandalosa e suscitando problemas sociais pela sua devasidão. Casou e divorciou-se tres vezes, alegando cinicamente que são as esposas correspondentes a Adão, a Jesus Cristo e a ele proprio.Mas hoje está casado por quarta vez!

    Alega que esta quarta esposa é a segunda Eva, mãe de toda a nova humanidade, que começa no ano do seu quarto casamento, em 1960. E a terceira guerra mundial seria a puirificação definitiva da humanidade. Anunciou a terceira guerra mundial para 1980...

  Moon e seus principais “ministros” vivem nadando em dinheiro com a exploração descarada da Superstição* popular.

  Moon logicamente sofreu numerosos processos policiais e o Moonismo, ou Associação  para a UnificaÇão do Cristianismo Mundial (AUCM), está proibido en vários paises.

 

 MORRIS, Meurig. Médium* britânica nascida em 1899. Seu  Controle* (?), chamado Power, seria um orador notável de fogoso. Aconteceram importantes Fenômenos Parapsicológicos* durante as tentativas de gravação da voz de Power (?) pela “Columbia Gramophone Co.”,  e o mesmo aconteceu nos estúdios da “British Movietone”.

   Em 1932 a Sra. Morris opôs-se a um título publicado pelo “Daily Mail” que dizia “Médium em Transe, desmascarada” e processou o jornal. A sentença do juiz Mc Cardie, como é lógico, foi a favor dos jornalistas e contra a reclamante. A sentença foi dramaticamente interrompida pelo discurso que seria de Power, Incorporado* (?) na Médium*: O juiz frisou que não se havia feito acusação de desonestidade Consciente* contra a reclamante (senão simplesmente de manifesto erro de interpretação, pois o Fenômeno* é até fácil de reproduzir por Histeria* ou por Hipnose*).

 

MORSE, J. J. (1848-1919). Destacado Médium*. Manifestava Fenômenos Parapsicológicos* como Pirovasia* e Alongamento*.

   Na opinião certamente entusiasta e exagerada de W. T. Stead*, conhecido como “o Papa do Espiritismo”, Morse tinha muito pouca educação cultural, mas quando se achava em Transe* podia discutir com eminentes filósofos os temas mais difíceis.

  Na realidade essas discussões eram por parte de Morse menos que medíocres. Como escritor e editor de vários periódicos espíritas foi um ativo propagador do Espiritismo*, mas como em casos semelhantes com “argumentos” (?) sem valor nem profundidade alguma, que só podem convencer fanáticos do Espiritismo*.

 

MORSELLI, Enrico (1852-1929). Alcanzou grande projeção em Filosofia, Psiquiatria e  Antropologia, sendo professor na Universidade de Gênova e diretor do Manicomio e de uma grande clínica para doenças mentais, na mesma cidade. Existem numerosas obras publicadas de Morselli, todas elas muito interessantes pela sua seriedade científica, especialmente “La Psicanalisi” e “Antropologia Generale”.

  Era, como a maioria dos “cientistas”, Materialista*, ou melhor, como ele próprio dizia, monista-mecanicista. Não só repudiava os Fenômenos Parapsicológicos*, como também considerava alucinados, mesmo loucos, aqueles que acreditavam na sua realidade. Mas  depois de ter assistido a uma série de Experiências Qualitativas* com Eusápia Palladino*, mudou totalmente de opinião com respeito à realidade dos Fenômenos* Parapsicológicos, e passou a dedicar-se amplamente à Parapsicologia*, e com o mesmo entusismo ridicularizando a interpretação pelo Espiritismo*. Os resultados das suas rígidas observações e trabalhos muito conscienciosos, foram expostos em dois volumes: “Psicologia e Spiritismo. Impressione e Note Critiche sui Fenomeni Mediumnici di Eusapia Palladino”, Turim, 1908, obra que mais tarde foi resumida pelo próprio autor sob o título “E. Palladino et la Réalité des Phénomènes Mediumniques” em “Annales des Sciences Psychiques”, números 4 e 5, de 1907.

 

MORTE APARENTE. Ver Biostase, termo que seria preferível, por técnico, mas ainda é pouco  usado.

 

MORTE, Contrato ou Pacto de. Convênio que fazem duas pessoas para que o primeiro que morrer trate de oferecer ao sobrevivente provas da Sobrevivência ou de como é ou da sua situação concreta no além, etc. Este pacto tem-se feito inúmeras vezes ao longo da história...

   E se constituiu num argumento irrefutável de que não há comunicação dos mortos. Por dois fatos principais: 1) Contra tantíssimos pactos, a pretendida comunicação (?) corresponde perfeitamente ao número de vezes que cabe esperar a captação por PG* da morte de alguma pessoa. 2) As descrições feitas a respeito do além correspondem com absoluta exatidão aos conceitos ou Mitos* que do Além tinham previamente as pessoas em questão ou nos diversos ambientes. Assim Cícero* no seu livro “De Divinatione” refere que a sombra (?) do falecido teria vindo a falar da barca de Aqueronte, do cão Cérbero, etc. Se o pacto o fazem os muçulmanos, o falecido viria falando de uma espécie de oásis com numerosas donzelas a serviço de cada homem;  no ambiente hindu viria descrevendo o Nirvana*; os católicos viriam a pedir Missas para sair do Purgatório*; os espiritas latinos viriam defendendo a Reencarnação*, mas os espiritas anglo-saxões a ridicularizá-la; etc. Como se afirma ironicamente : “A gosto do consumidor”.

 

“MORTON, Thomas Green”. Não nos referimos ao célebre autor dramático inglês, senão que é o megalomaníaco pseudônimo de um dos mais famosos charlatães do Brasil de hoje, juntamente com Urandir, que animados pelas grandes negociata do ïnternacional Uri Geller*, auto-atribuem-se domínio de mirabolantes Fenômenos Parapsicológicos*. Green Morton teria adquirido o tal dominio, quando alcançado por um raio (!?); Urandir (Fernández de Oliveira; iniciais, UFO*: pretende que acreditemos em tamanha “casualidade”?) quando sequestrado por Ets* (?) que lhe teriam implantado um supracomputador minúsculo. Uri Geller* teria vindo de outro planeta.    

   Morton simplesmente gritando “rá”, Urandir, e Geller*, por rápida concentração, dizem que ativam seus poderes (?) à vontade. Dos brasileiros, um com esse grito de Magia* (?), o outro pela análise da Aura*, tambem dizem que podem conceder energias curativas (?) e outros Poderes Parapsicológicos* a quem quiserem...

  Alguns artistas de TV, tão bons artistas como desconhecedores de Parapsicologia*....,    fazem-lhes, como é comum em outros casos (Chico* Xavier, Rubens Faria, etc., etc. ) a grande propaganda.

  Na realidade não passam de medíocres Ilusionistas* e grandíssimos farsantes. Mas com esses truquinhos e o falso Misticismo*, nem precisa acrescentar-se que ficam riquíssimos.

 O Pe. Quevedo* a varios respeitos e em diversas livros e conferências divulgou  repetidamente o Desafio* internacional de 10.000 dólares a quantos com Hora* Marcada e em condições científicas mostrarem o dominio que apregoam dos seus pretendidos poderes. Thomas Green Morton teve então a petulância de publicar (por exemplo no  jornal “O Dia”, Rio de Janeiro, Domingo 21-II-1999) que dá 100.000 dólares se o Pe. Quevedo* demonstrar que é Fraude* o que ele, Thomas, faz sempre que quer: tirar de um ovo quebrado um pintinho que será galo em 40 minutos;  entortar um trilho de trem sem nem sequer encostar nele a mão; etc. 

  Uma fundação norte-americana, inteirada da polêmica pública surgida, prometeu um milhão de dólares se Thomas Green Morton em condições científicas consegue sem Fraude* fazer o que cacareja... Mas apesar do interesse de redes de TV, apesar dos reclames de jornalistas, apesar de reiteradas cobranças, que inclusive seriam legais porque as afirmações e promessas são públicas, Thomas Green Morton com mil escusas e distorções foge do confronto científico.   

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MOSES, Reverendo William Stainton (1839-1892). Apesar de protestante, passou seis messes entre os heremitas ortodoxos  do Monte Atos (Grecia), e afirmou que foi lá onde iniciou suas experiências “Misticas*” de Comunicação* dos Espiritos* (?). Apesar de ser pastor anglicano, ou melhor, apostatando da sua religião, trabalhou como Médium* de Espiritismo* a partir de 1872 e então haveria começado a manifestar durante dez anos Fenômenos Parapsicológicos* assombrosos, poderosos e variados, Psicofonia* musical, Osmogênese*, Telecinesia*, Aporte*, Ectoplasmia* e muitos outros, inclusive Levitação*. Profissionalmente vivia como mestre de escola,  na “University College, School”, em Londres..

   Mas de tudo isso só temos a descripção feita pelo próprio ex-pastor Moses... Eram sempre reduzidos os seus habituais assistentes. Asistiram alguma vez também o Dr. e Dra. W. H. Harrison, o Dr. Thompson*, a Sra. Garret*,.a Srta. Birkett e Sir William Crookes*... Mas fizeram Experiencias Qualitativas* e analises rigorosos? A SPR* oficialmente manifesta que tudo o que afirma Stainton Moses está desprovido de qualquer valor científico.

  De 1884 até à sua morte,  Moses foi o primeiro presidente da “Aliança Espírita de Londres”. Realizou imensa propaganda do Espiritismo*. Com o pseudônimo de M. A. Oxen (Magister Artium Oxoniensis = Mestre em Artes de Oxford) escreveu diversas obras, consideradas pelos espíritas de língua inglesa como “A Bíblia do Espiritismo”. Entre elas “Psycography. A Treatisen on one of the Objective Forms of Psychic or Spiritual Phenomena”, Londres, 1878 - “Spirit Identity”, 1879 - “Higher Aspects of Spiritualism”, 1880 - “Spirit Teachings”, 1883 - etc.

 

MOTOYAMA, Hiroshi. Nasceu em 1925. Doutorou-se em Filosofia. Parapsicólogo* japonês, nitidamente da Escola* Européia e Teórica. Fora monge budista, convertendo-se após longa pesquisa ao Catolicismo. Dedicou muitos anos a pesquisar e terminou refutando as clássicas conceições “poéticas” do Budismo*, tais como Chakras*, Ying* e Yan, Prana*, Meridianos, etc., conceições que inicialmente ele mesmo aceitava e sobre as quais escrevera livros. Fundou e preside a “International Association for Religion and Parapsychology”, assim como a correspondente revista “Research for Religion and Parapsychology”. Entre seus  numerosos livros desatacam, evidentemente, os que correspondem à sua maturidade como Parapsicólogo*: “The Present Situation of Parapsychology en the Word”, Tokio, 1969 - “The Non-physical in the Correlation between Mind and Body”, 1972 - “A Psycho-physiological Study of Yoga”, 1976.    

 

MOTOR A FLÚIDO. Um de tantos Fluidômetros*. Foi inventado pelo Conde de Tromelin: construiu um cilindro equilibrado de papel, que giraria com o “poder de emanação das mãos”.

 

MOUNTAIN, Jim.  Ver Bishop, Miss.

 

MOXIBUSTÃO. Técnica de Curandeirismo. Colocam-se determinadas ervas num tubo.  Aquece-se a extremidade do tubo até ficar em brasa.  Aproxima-se esta extremidade da pele do doente.  Quando essa parte do corpo começa a aquecer, a virtude das ervas passaria diretamente para os tecidos e viria a cura (?). Tal absurdo reflete claramente a mentalidade de Magia*.

   Usada durante séculos no Oriente, teria tido a sua origem no Tibete e, como muitas teorias de origem oriental, mesmo as mais absurdas, tornou-se coqueluche entre a Superstição* de Ocidente.  

 

MT. Sigla da Meditação* Transcendental.

   Na Escola* Norte-Americana, sigla de Matching* Tecniques.

 

MULLER, Catherine Elsie. Ver Smith, Helena.

MULLER, E.  K. Ver Antropoflux.

 

MÚLTIPLA PERSONALIDADE.  Ver Divisão da Personalidade.

 

MULTIPLICAÇÃO DE ALIMENTOS.    ===  Maná

 

MUMIFICAÇÃO. Falsa Incorrupção. Técnica de Embalsamamento, em parte perdida mas por outro lado hoje superada, utilizada pelos antigos egípcios. O aspeto é desagradável, completamente seco, rígido, enrugado...

   Também a Telergia* às vezes pode mumificar um pequeno animal ou planta ou pedaço de carne ou outro alimento perecível mediante passes ou contatos com as mãos do Psíquico*. Madame X., Joany Gaillard, Henrich Musslein ... manifestaram esta faculdade.

 

MUNDO...  - Mundo Astral. Ver Astral, Mundo. - Mundo de Eidos. Ver Eidos, Mundo de. - Mundo Etéreo. Ver Etéreo, Mundo. - Mundo de Hélios. Ver Hélios, Mundo de. - Mundo Imediato. Ver Planos.

 

MURPHY, Gardner (1895-1979). Psicólogo e Parapsicólogo* norte-americano, de grande fama e prestígio. Era bacharel em Artes, doutor em Filosofia, professor de Psicologia, membro da “Sociedade Americana para o Avanço da Ciência”. Foi presidente da “Associação Americana de Psicólogos”.

   Na área de Parapsicologia*, pesquisou na Fundação Hodgson* da Universidade de Harvard em 1922-25. Foi o iniciador das primeiras Experiências Quantitativas* de  ESP* por rádio à distância, entre Chicago e Newark. Publicou muitos e interessantes artigos no “Journal of the A.S.P.R”, entre os quais devemos destacar: “Concentration versus Relaxation in Relation the Telepathy”, janeiro 1943 - “Psychical Phenomene and Human Needs”, outubro, 1943 - “Difficulties Confronting the Survival Hypotheses”, outubro, 1945 - “Progress in Parapsychology”, janeiro, 1959 - etc.

   Em 1949 foi escolhido presidente da S.P.R.*. Entre os livros que publicou são de especial importância: (com a colaboração de Robert Bellou) “William James an Psychical Research”, 1960 - “The Challenge of Psychical Research”, 1961.  E em 1962 foi escolhido Presidente da A .S. P.R.*.

 

MURRAY, Gilbert (1866-1958). Humanista, foi professor de grego em Oxford. Até que,   convencido da maior importancia, dedicou-se inteiramente à Parapsicologia*. Foi presidente da S.P.R.* em 1915 e num segundo mandato em 1952. Durante cerca de vinte anos consagrou-se ao estudo de PG*, com um círculo de amigos dedicados, que anotaram escrupulosamente tudo o que acontecia nesses numerosos serões de Experiencias Qualitativas* de TP*.

   Murray fez também Experiências Qualitativas* de HIP* e Cumberlandismo*, como que brincando com seus filhos, especialmente sua filha que era esposa do famoso historiador britânico Arnold Toynbee. E foram os trabalhos de Murray  que convenceram Freud* da realidade dos Fenômenos*... que pensavam serem de  Telepatia*.

 

MURRAY, Margaret Alice ( 1863 -1963). Egiptóloga e antropóloga nascida na India e formada e professora em Inglaterra.

 Interessa em Parapsicologia* principalmente porque desenvolveu a teoria de que a Feitiçaria*, no período das grandes perseguições em Europa, era uma religião organizada, a velha religião pagã e pré-cristã, preservando o culto à grande deusa mãe e ao divino rei, o deus que de tempos em tempos assumia a natureza humana e era sacrificado pelo bem da sua terra e do seu povo: “Witch Cult in Western Europe”, Oxford, 1921 - “The God of the Witches”, 1926 - “The Divine King in England”, Londres, 1954.

   Essa engenhosa teoria, brilhantemente defendida por Murray, há sido rejeitada pela maioria dos estudiosos..., mas atraiu um grande número de leitores afetos da Superstição* e teve grande importância no atual movimento de Feitiçaria* na Europa e em outras partes onde  não prevalece o erro ainda maior, o grande erro, a interpretação do Espiritismo.

   Otimista..., publicou pouco antes de morrer o seu “My First 100 Years” (“Meus Primeiros Cem Anos”).

 

MUSAS. Na Mitologia* greco-romana, deusas (?) das artes. Ver Inspiração. 

 

MUSULMANOS. Ver Maoma.

 

MYERS, Frederich William Henry (1843-1901). Nasceu em Kwerwitch (Cumberland), Inglaterra. Estudou no “Trinity College” da Universidade de Cambridge, onde a finais de 1879, do seu professor de Filosofia, Henry Sidgwick, bebeu o interesse pela Parapsicologia*. Homem de vasta cultura. E poeta. Professionalmente desempenhou durante quase trinta anos as funções de Inspector de Escolas Superiores, em Cambridge.

 E particularmente deixou todos os outros ramos da ciência para concentrar-se na Parapsicologia*, ou nos aspectos parapsicológicos de todas as ciencias... Foi o principal incentivador na fundação da S.P.R.*, da que foi secretario a partir de 1888, e presidente no ano 1900, cargo em que o encontrou a morte em Roma no dia 17 de Janeiro de 1901.

  Suas obras, em que examina cuidadosamente todos os Fenômenos* de Alucinação*, o Hipnotismo*, o Automatismo*, a Divisão* da Personalidade e, muito especialmente, também a pretendida Mediunidade*, são clássicas em Parapsicologia*. Seu principal tema de reflexão e estudo, inclusive um tanto emocional, durante toda sua vida de pesquisador, era a sobrevivencia após a morte do corpo: “Human Personatity and its Survival  of  Bodily Death”, Londres, 1903. Publicou também, com a colaboração de Gurney* e Podmore* , “Phantasms of  the Living”, dois volumes, Londres,  1886.


 

                                                         -N -

 

NADA (“Personagem”). Ver Afid.

 

NANCY, Energúmena de. Ver Ranfaing, Elisabeth de.  

 

NANCY, Escola de. Escola de Hipnotismo*. Grupo de médicos que é conhecido por essa designação, devido à cidade em que trabalharam.. Opunham-se às opiniões de Charcot*, que considerava a Hipnose* como um sintoma ou um equivalente da Histeria*, portanto um estado patológico a tratar e a curar.

  Dentre esses médicos, distinguiram-se H. Bernheim e A. Lièbault*, que com seus discípulos, entre eles Liègeois e Beauris, retomaram as anteriores opiniões de Faria*, Noizet e Braid*, demostrando que a Hipnose* não é senão um estado psico-fisiológico semelhante ao sono e que deriva da Sugestão*, conforme já o demonstrara inicialmente James Braid*. 

   Estes pontos de vista foram mais tarde desenvolvidos e aperfeiçoados por investigadores notáveis como Pierre Janet*, Frederic Myers*, Julian Ochorowicz* e outros.

 

NÁPOLES, Mago de. Angelo Achile. Sào-lhe atribuídas  diversas curas (?). Estudado em 1947 por uma comissão de Parapsicólogos* da “Societá Italiana de Metapsíquica” comprovou-se que, de fato, às vezes emitia Telergia*: por vezes manifestava um potencial elétrico até duzentos milivolts (o normal oscila entre vinte e quarenta) e, nestas circunstâncias, realizava algumas Fenômenos* de Telecinesia* incontestáveis, movimentando, sem contato, pequenos objetos.

   Mas a Telergia* nada tem a ver com cura e não age em outro homem. As pretendidas curas (?) não passavam do perigoso efeito da Sugestão*. Ver Psicohigiene.

 

NARCOANÁLISE.. É a exploração do Inconsciente* de um indivíduo submetido à ação de certas substâncias químicas classificadas como Hipnóticas*. Recorre-se à ajuda de certos narcóticos para provocar o estado Hipnótico* adequado. Na realidade as ditas substâncias aumentam sobretudo a sugestionabilidade do indivíduo em questão.

   Sem a supervisão de um médico, e  sem intento de análise terapêutica, a mesma ou parecida técnica usa-se na Umbanda* e outras Seitas* de Espiritismo* e Esoterismo* para provocar o Transe* e manifestações do Inconsciente*.

 

NDE. Sigla de “Near Death Experience” = Experiência Perto da Morte. A sigla é preferível. Muitos autores de Esoterismo* procuraram fácil riqueza por livros sobre NDE, tema que impressiona e agrada a milhões de pessoas ávidas de mistério. Inclusive os Drs. Elizabeth Kubler*-Roos e Raymond A. Moody* Jr., ambos neste particular muito mais esotéricos do que científicos. Primeiramente a Dra. Kubler*-Roos: “On Death and Dying”, New York, 1969 - “To Live until We Say Goodbye”, New Jersey, 1978 - “On Children and Death”, New York, 1983. E logo a seguir o Dr. Moody:  “Life after Life”, New York, 1977 - “Reflexions on Life after Life”, 1977 - “The Life Beyond”, 1988.

   Segundo todos esses autores esotéricos e sensacionalistas, muitissimas pessoas, praticamente todas as que, espontâneamente ou por mérito dos médicos, tiveram Reanimação*, teriam passado pela NDE, isto é, após uns minutos de Biocinese* teriam conservado a Consciência e esperiementado todos idênticas experiências maravilhosas.

  Tais afirmações são falsas. Em primeiro lugar, a NDE não é freqüente. É Fenômeno Parapsicológico* no sentido de ao margem do comum. Raríssimo. Um dos Fenômenos* mais raros. Entre muitos e muitos milhares de pessoas que tiveram Reanimação* (esta sim é freqüente), é dificílimo encontrar um só que haja tido NDE, como é fácil comprovar e há sido freqüentemente comprovado em inquéritos com médicos e enfermeiros. Claro que recolhendo em todo o mundo e ao longo de muitos anos (e ainda inventando outros muitos casos!), é possível recolher grande número em termos absolutos, mas mínimo em termos relativos (e verdadeiros!) ao número de Reanimações*.

   Em segundo lugar, entre os pouquíssimos relativamente que tiveram NDE, as descrições escolhidas (e deturpadas e inventadas!) por aqueles próprios autores, são muito diferentes, “ao gosto do consumidor”: uns viram uma longa estrada, outros um caminho de ferro, outros um longo túnel no fim do qual brilha a luz, outros um deserto, outros o mar, etc., etc. Mesmo para os que coincidiram em sentir que estavam indo ou já chegaram à outra vida, inundando-se de paz, a outra vida para uns estaria respectivamente detrás do alto muro, para outros no fim do imenso túnel, para outros num oásis, para outros numa praia do outro lado do oceano, etc., etc. 

   As interpretações que esses autores apresentam, escolhidas (e deturpadas e inventadas!), supõem neles uma supina ignorância geral. Ignorância da própria Biocinese*: como podem pensar que nos primeiros minutos após a morte clínica já estão perto da outra vida ou já nelka? Ignorância de Fisiologia: como podem pensar que essas luzes ou “estrelas” são os Espíritos* (?) de luz ou o mesmo Jesus Cristo? Trata-se de um Fenômeno endoóptico decorrente da deficiente irrigação sangüinea, luzes análogas às que vemos se apertamos os olhos ou se nos golpeamos a cabeça. Ignorância de Neurologia: a sensação de paz não é porque já se chegou ao céu ou ao Nirvana ou..., senão decorrente do relaxamento pela perda do tonus muscular no desmaio ou inicio da Biocinese*. Ignorância de Religião: como podem pensar que Cristo errou a tal ponto que veio julgá-los tanto tempo antes da morte real? Etc. Esses autores fazem coleção de disparates...

 

NEAR DEATH EXPERIENCE “. Ver NDE, a sigla é preferível.

 

NECROMANCIA. Etimologicamente deveriam incluir-se aqui só as Mancias*, mas realmente se incluem também as Pragmáticas*, umas e outras com a pretensão de obter respostas dos mortos: Mesas* Girantes, Psicografia*, Oui-ja*, e tantas outras formas da prática do Espiritismo*.

 

NEO-OCULTISMO. A escola liderada por Elíphas Lévi*, Stanislas de Guaita*, Papus*, etc., no fim do século XIX. Afirmavam que iam reconstruir os conhecimentos dos antigos Iniciados*.

   Mas os seus esforços são pouco proveitosos, inclusive para a História, por misturarem sem critério diferencial algum técnicas ou opiniões dos antigos com puras invencionices modernas.

 

NEOPLASMAS. Ver Raios Rígidos.

 

NEO-TESTAMENTÁRIO. Ver Bíblia.

 

“NERO”. Pseudônimo do famoso Curandeiro* de Rio de Janeiro Lourival de Freitas, nascido em 1929. Foi mais um exemplo do fanatismo e mentiras da propaganda que a “máfia” do Espiritismo* faz.  Ver também Mirabelli.

   Lourival de Freitas dizia que o Espírito* (?) que Incorporava* (?) era o do antigo imperador Nero... (haveria  “esquecido” de Reencarnar* ?). Sua principal exibição era na base das chamadas Cirurgias* Psíquicas (quando é que Nero estudou Medicina?),após uma breve introdução de canto tocando a lira “perante a Roma incendiada”. Começou no “Centro Espírita São Jorge”, onde 60 Médiuns colaboravam com ele. Depois passou ao próprio “Centro de Nero”, onde se incorporarariam Nero e “toda sua turma” de médicos do alem (?): Petrrônio, Messaloina, Tibério, Acrísio... (??), além do Espírito (?) do médico francês Ambroise Parê. Pouco importa que Louirival de Freitas, em transe, não entendesse nem proopriamente falasse francês, e muito menos entender ou falar latim!. Pouco importa também que sua própria esposa, Da. Zenôbia Eustolia Colmo, não podendo passar por cima de tanta senvergonhice e Fraudes*,  acabasse por denuncia-lo e pouco depois por separar-se dele. Nero foi condenado, apesadr da exzltada defesa arquitetada pelos dirigintes e sequazes do Espiritismo*, a dois anos de prisão e foi proibido de “operar”. Mas não foi ao cárcere pois lhe conseguiram  “sursis” porque se trataria de ëxercio de religião”(?). Teve que ir a Argentina para continuar “operando”,  igualmente durante ano e méio em Los Angeles (EUA). Em Londres, onde ficou por tres anos, chegou a “operar” inclusive na TV da BBC com um truque dos mais vulgares: Ilusionismo* de crianças, com a faca oca cheia de sangue.. e, claro, cicatrização instantânea.

Como em muitos outros destes casos, é incalculável a fortuna conseguida por Lourival de Freitas ou “Nero” com suas Fraudes*.

 

NEUMANN, Teresa (1898-1962). Célebre Mística* (?) de Konnersreuth, Alemanha. Fez-se famosa principalmente porque passou mais de 50 anos sem mais “alimento” que a Sda. Hóstia da Comunhão diaria. Nem comida nem bebida alguma! Outro motivo importante na sua fama foram os Estigmas*, localizados sobre o lado esquerdo das costas, nas mãos e nos pés, com os que ela acreditava imitar os Estigmas* da Paixão de Cristo. Os Estigmas* sangravam profusamente anualmente na Sexta Feira Santa., além da “freqüente”(?) Exudação* Hemática quando meditava em Êxtase* sobre a Paixão. Também adivinhava com relativa freqUencia os pensamentos de pessoas que avisitavam, e inclusive alguma vez coisas que aconteciam à distância ou que aconteceram no passado ou acomnteceriam no futuro. Os lingüistas comprovaram que às vezes falava em autêntico aramaico antigo, a mesma lingua usada por Jesus-Cristo.

 Chamou a atenção mundial, mormente entre os católicos não-conhecedores de Parapsicologia*. Mas na realidade, todos os Fenômenos* de Teresa Neumann são explicados naturalmente..., até por senso comum. Em 1918, ajudando a apagar um incendio, carregando baldes de agua, sofreu uma lessão na coluna vertebral, ficando depois paralítica primeiro das duas pernas e não mais consiguiu levantar-se da cama, depois paralizou o braço direito, por fim o lado direito do rosto. Um ano depois ficou cega e, de vez em quando (!) surda. No ano seguinte, 1922, seu pescoç começou  a inchar e paralizaram os músculos da deglutição, o que lhe impedia ingerir alimentos sólidos. Em 1923 recupera subitamente a visão. Em 1925 consegue levantar-se, e caminha à Igreja. Logo depois volta a paralisia e volta à cama. Com notáveis problemas psicológicos, passou à Anorexia* e a partir do Natal de 1926 à Inédia*. Tudo isso não tem todas as características exatas da Histeria*? O que não impede que também seja santa, uma coisa não contradiz a outra: Santa e Histérica*. A santidade depende do Consciente*; a Histeria*,  do Inconsciente*.

   Suas Adivinhações* eram de acordo exatamente como corresponde à curva de freqüencia dos diversos Fenômenos Parapsicológicos*, esporadicamente PG*, menos raramente HIP*, e com relativa freqüencia Xenoglossia*. Basta o HIP* sobre os linguistas para explicar a Xenoglossia* em aramaico antigo. Como os especialistas então não sabiam que os pregos não foram colocados nas palmas de Jesus senão nos punhos, e que não foi em forma de coroa senão de casco que lhe colocaram os espinhos, a Dermografia* acomodou-se a esses erros das suas Visões. 

   E como dizia Jean Lhermitte*, ter Inédia* mas ficando sempre na cama...: seria melhor comer mais, levantar-se e não molestar.   

   E para todo o conjunto, como alertava nada menos que o insuperável Parapsicólogo* Bento* XIV, é até blasfêmia atribuir a milagres de Deus* causar danos ao organismo. Pois danos são o Éxtase*, os Estigmas*, a Exudação* Hemática, a Inedia*, como blasfêmia é acreditar que Deus enganaria alguém com as Visões*, fazendo-o ver o que não há. Além de que o natural não reage ao Sobrenatural*: tudo é reação natural à profundíssima devoção e amor admiráveis a Deus.

 

NÉURICA RADIANTE, Força. Termo introduzido por Baréty. Ver Fluido.

 

NEURODINAMÔMETRO. Aparelho inventado pelo Dr. Planat. Ver Fluidômetro.

 

NEURO-HIPNOLOGIA ou NEURO-HIPNOTISMO. Termo empregado pela primeira vez por James Braid* para designar o que hoje se chama Hipnotismo* ou  Hipnose*.

 

NEUROSE. Afeção ou alteração do sistema nervoso, revelada por perturbações funcionais sem qualquer lesão orgânica apreciável. A Neurose determina a maior parte das manifestações psicológicas anormais, que, por vezes, são atribuídas erradamente e confundidas com Fenômenos Parapsicológicos*.

   Caracteriza-se por um comportamento inadaptado em relação às exigências comuns da vida. A Neurose desencadeia sofrimentos, às vezes grandes, dos quais o Neurótico está Consciente*, mas em relação aos quais é impotente. Uma da condições essenciais da Neurose é que o doente não sabe o que recalca, isto é, ignora os desejos escondidos no seu Inconsciente*.

  A Neurose Obsessiva e Obsessiva-Compulsiva caracteriza-se essencialmente pela presença de idéias que dominam continuamente o Paciente* e por ações que não consegue evitar.

 

NEWBROUGH, John Ballon (1828 - 1891). Psíquico* (?) de Nova Iorque para PG*, eventualmente, e freqüentemente só HIP*, mas que se destacou em Psicografia* literária e inclusive de pintura..

  A sua obra principal foi a notável Psicografia* em 1881 titulada Oahspe ou Bíblia Kosmon. Segundo seus absurdos e megalomaníacos depoimentos, esta seria a “Bíblia Cósmica (?) em palavras de Jeová (?) e de seus anjos mensageiros (?)”. Foi escrita automaticamente numa máquina de escrever, durante cinqüenta semanas. Carregado de mentalidade de Magia*, começava a trabalhar precisamente  meia hora antes do nascimento do sol, todas as manhãs...

 

NIHOLS, Srta. Agnes.  Ver Gupry.

 

NICTALOPES. Aquelas pessoas que possuem a rara HD* de poderem ver no escuro. É uma divisão específica de DOP*.

 

NIELSEN, Ejner (1883-1965). Médium* de Dinamarca produtor de supostos Fenômenos de Telecinesia*, Ectoplasmia* e até notáveis de Levitação*. Foi objeto de Experiências Qualitativas* pelo famoso, mas um tanto ingênuo na sua boa vontade, barão Schrenck*-Notzing. Proporcionou também várias sessões em 1924 ante a S.P.R.* da Islândia.

   E foi na vizinha Noruega onde um comité de professores da Universidade de Cristiania   comprovou muitas Fraudes*, e garantiu que em condições “draconianas” contra a Fraude*, Nielsem nada realizava.

  Inclusive lhe foram atribuídas Materializações* (?).  Por Fraude*, evidentemente (salvo algum erro de interpretação de alguma possível Transfiguração*). Posteriormente também a SPR* de Noruega comprovou as Fraudes*.

   Jamais depois Nielsen se apresentou perante Parapsicólogos*, só agindo por todas partes em sessões de Espiritismo*, onde era grandemente exaltado...

 

NIGROMANCIA.  Igual que Necromancia*, termo preferível.

 

NIMBO. Coroa ou círculo que se observa à volta de certos objetos e às vezes de pessoas.  

   Pode ser simplesmente um efeito endoscópico, às vezes elétrico natural, às vezes também Fenômenode Fotogênese.

   É desenhado na cabeça dos santos, como símbolo, dado que o Ocultismo* secularmente espalha o absurdo erro de  que o moral e Sobrenatural* é expresso física e naturalmente. Ver Aura.

 

NINFOMANIA.  Estado episódico raro de intensa excitação sexual na mulher em relação  indiscriminadamente a qualquer homem e, por vezes, a outra mulher.

  O único interesse em Parapsicologia* é porque absurdamente é atribuído à Possessão* Demoníaca (?)  é na Umbanda* o atribuem à Incorporação* (?) por um imaginário Exú* -ou Potestade* (?) ou Espírito* (?) Desencarnado* (?)-  que chamam “Pomba-Gira”.

 

NIRVANA.  Após a compreensão (?) como Panteísmo* (?) ou Monismo* (?) da realidade no decurso da vida terrestre, objetivo budista de eliminar todos os desejos, o fundir-se com a divindade (?) do cosmos. Um estado, semelhante ao sono, de bem-aventurança (?) eterna em que, contraditoriamente, todos os desejos e inclusive as individualidades são suprimidos.

    Quem é, pois, bem-aventurado?, em que consistiria a bem-aventurança?, no Nirvana?

 

NISTINÁRIO.  O mesmo que Anastenário*, termo preferível.

 

NOIZET, General ( ==== ). Autor do trabalho “Memória sobre o Sonambulismo e sobre o Magnetismo Animal”, que foi distinguido pela “Academia de Ciências” de Berlim, tendo concorrido a um concurso instituído em 1820 por esta para uma descrição dos fatos observados durante o Mesmerismo*. Apresentado em 1820, só viria a ser publicado em 1864, o que mostra quão acesa era então a oposição a esses assuntos, em que o celebrado relatório do Dr. Husson* levantaria grande celeuma.

 

NOMA, Lady. Nome atribuído ao Controle* (?) de Rosemary*. Ver Hulme, A. J. Howard. Não confundi-la com o Noma de Ignath*.

 

NON SENSORY COGNITION. Na Escola* Norte-Americana, o mesmo que Extrasensory* Perception ou ESP*, termos preferíveis, especialmente a sigla.

 

NOSSO GLOBO. Ver Fora da Terra, Prazo Existencial...

 

NOSTRADAMUS, Miguel de (!503-1556). Do seu nome Michel de Notre-Dame, sobrenome que adotaram seus ancestrais paternos, judeus de origem italiana convertidos ao Catolicismo. Viveu na sua cidade natal, Saint-Rémy, na Provença, França. Saint-Remy foi o sobre-nome adotado pelos seus antepassados maternos, judeus,  ao converter-se ao Catolicismo. Ele  mesmo sendo um católico convicto e praticante fiel.

   Desde a juventude mostrou uma inteligência sagaz. Sob a direção de seu avô materno, o médico Jean de Saint-Remi, aprendeu com extraordinária facilidade o latim, o grego, o hebraico, Literatura, Matemática, Geometria e Astronomia.

   Estudou Humanidades Clássicas em Avignon, e Filosofia e Medicina na Universidade de Montpellier. Antes de terminado o curso de Medicina, já passou a exercer quando de uma grave epidemia de peste bubônica. Transformou-se em breve num dos maiores médicos de então, espalhando-se a sua fama por toda a parte. Termimnada a peste em 1529, volta a Montpellier onde alcançou  o doutorado.

   Casou em Agen. Mas em 1545 outro surto de peste negra levou sua esposa e seus dois filhos. De dia trabalhava como médico. De noite, procuran do fugir da angustia e aproveitando o mistério do Ocultismo*, dedicou-se a ler sobre Astrologia*, em exaustivas vigílias. Por ocasião de outra epidemia de peste, regressou à Provença, a Salon-de-Crau, onde se instala, volta a casar e tem sete filhos.

   E passou a pretender Adivinhar*... sendo que também manifestava audácia, visão perspicaz e cada dia, ou cada noite!, maior manifestação de Pcg.* e Talento* do Inconsciente.

   Sempre fugindo de si mesmo, após quatro anos de êxitos e terrível sofrimento, foi tomado do desejo de viajar e, onde quer que chegasse, todos o reverenciavam e disputavam a sua consulta e o seu favor. Percorreu toda a França e Itália.  Quando se aproximava de Ancona, aconteceu um episódio que se tornou famoso. À entrada da cidade encontrou um grupo de franciscanos. Entre eles ia um particularmente humilde e simples, que Nostradamus nem sequer conhecia. Mal Nostradamus o viu, ajoelhou-se diante dele e beijou-lhe a mão. Interrogado pelos presentes respondeu: “Não deveria acaso ajoelhar-me perante Sua Santidade?” Muito mais tarde, já Nostradamus falecido, aquele frade foi eleito Papa, tomando o nome de  Sisto V. Teve outras muitas e famosas Pcg*‘s a respeito de grandes personagens que o visitaram.

   Aos 63 anos, Nostradamus estava debil, esgotado após muitas doenças continuas, inclusive artrite e gota. A gota degenerou em hidropesia, que o afogou..Era o dia 2 de julho de 1556.

  A sua obra fundamental, as “Centúrias”, foi publicada em Lyon em 1555, tendo sido reimpressa e continuando a sê-lo inúmeras vezes. Muito discutidas, as “Centurias” continuam sendo comentadas e interpretadas, aceitas fanaticamente pelos imbuídos de Superstição*, e desprezadas plenamente pelos poucos cientistas que as estudaram a fundo. Hoje a quase totalidade dos interpretes dizem que anuncia o fim do mundo pelo ano 2000. Mas ele próprio especifica em carta ao seu filho César... que compós profecias até bem avançado o século 40.

   Não se pode duvidar que Nostradamus no Prazo* Existencial teve Pcg*’s magníficas. Mas também está provado irrefutavelmente que a Longo Prazo* não teve Pcg* nenhuma. Antes dos fatos nada concreto pode-se deduzir das Centúrias. Depois dos fatos “acertam” (?) perfeitamente. Mas se invertêssemos a Historia plenamente, também continuariam “acertando”(?). É perfeito e puro estilo Sibilino*. Isso sim,  de um Talento* do Inconsciente admirável, insuperado., talvez insuperável. Os interpretes ganham prestigio mostrando a adequação da aparente Pcg* a respeito do que já aconteceu quando eles escrevem, mas se alguma vez acertam com referência ao futuro é mérito exclusivo do próprio intérprete.   

 

NOTARICON. Ver Gematria.

 

NOVO TESTAMENTO. Ver Bíblia.

 

NOVA JERUSALEM,  Seita. Ver Swedenborg.

 

NUMEROLOGIA (ou Aritnomancia). Mais uma Mancia*, esta pelo estudo do pretenso poder oculto dos números.

 

NUTALES. Seriam simplesmente Espíritos* (?) de mortos, mas intermediários espirituais entre as hierarquias dos Espíritos* (?) e o mundo terreno. Seriam facilmente identificáveis como os mais nobres dos Guias* (?) e Controles* (?) conhecidos no Espiritismo*. Quando, contraditoriamente, “são vistos por clarividência*” (?!), são geralmente descritos vestidos e deslumbrantes, de qualquer dos sexos. Mas sem asas, ao contrário dos Anjos* no folclore popular. 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                     -  O  -

 

OHASPE. Ver Nebrough, J. B

 

OBE. Sigla de “Out of the Body Experience” = “Experiência Extracorpórea” ou “Experiência Fora do Corpo”, sendo que a sigla é o termo preferível. Não confundir com Bilocação* SN ou Ubiqüidade*.

   OBE é uma espécie de Bilocação* por Ideoplasmia*, ou Fantasmogênese* de sí mesmo, a menos de cinqüenta metros, podendo o duplo ser:

   1) Suficientemente denso,  e todos o poderiam ver.

   2) Menos denso, de formas que só por HD* ou alguns animais o veriam, ou captável por Escotografia*.

   3) Tão tênue que só o Psíquico* e por Exteriorização* da Sensibilidade  tem Consciência* da Bilocação* na parte exteriorizada.

   Nas três modalidades, o Psíquico*, que está num relaxamento muito profundo, ou acaba de sofrer um desmaio, ou um acidente e está em Biocinese*, etc., vê de fora seu próprio corpo físico habitual.

  Claro que a pretendida OBE pode não passar de mera Alucinação*.

  Quando pretendidamente a mais de 50m de distância, ou para o passado ou futuro, como máximo trata-se de PG* na pessoa que acha haver feito a absurda Viagem* em Astral, e também de PG* com Mecanismo* em L nas pessoas que vêem o pretendido “viajante”: Projeção* de PG. Ver também Projeciologia.

 

OBJETIVO, Fenômeno. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

OBSESSÃO. Para os imbuídos dem Superstição*, domínio que exerceria sobre um indivíduo uma personalidade externa (?), diferente da personalidade da própria vítima. Distingue-se da Possessão* ou Incorporação* ou afins, precisamente porque a obsessão seria externa... E menos grave. Ver Demonologia. Ver também Espiritismo. 

  Em Parapsicologia*, Controle* (?) de um indivíduo por Divisão da Personalidade, Controle* (?) formado por elementos dissociados da própria individualidade.

Corresponde em Psiquiatria à Psicose Obsessiva. Ou, menos grave, em Psicologia à Neurose Obsessiva: estado psicológico do ser humano, devido à involuntária persistência de uma idéia, sensação de compulsão a que o doente tenta resistir e de que é Consciente*.

 

OCHEMA. Designação dada (só poéticamente?) por Platão* a um mítico veículo do Espírito* (?). Os neoplátônicos desenvolveram esse Mito* com o nome de Chéumata. Ver Perispírito.

 

OCHOROWICZ, Julien (1850-1918). Polonês. Foi deixando de lado sua profissão na área de Filosofia e Psicologia à medida que foi cada vez mais interessando-se a partir de 1881.pela Hipnose* e pelos Fenômenos Parapsicológicos*.

   Em conseqüência publicou primeiramente “De la Suggestion Mentale”, Paris, 1887. Em 1883 e 1894 assistiu em Roma e Varsóvia a grande número de Experiências Qualitativas* com a Psíquica* italiana Eusápia Palladino*, e posteriormente publicou “La Question dela Frode negli Esperiment coll’ Eusapia Palladino”, Milão, 1895. Por fim, de 1909 a 1914, submeteu a estudo em numerosas Experiências Qualitativas* a Psíquica* polonesa de Fenômenos Parafísicos* Stanislawa Tomczyk*. Para explicar as inúmeras Telecinesias* produzidas por Eusápia Palladino* e por Stanislawa Tomczyk*, Ochorowicz emitiu a hipótese dos Raios* Rígidos, comprovando-a em muitos casos com a ajuda de diversos dispositivos e instrumentos.

 

ÓCULOS KILNER. Ver Diacianina, Écrans de.

 

OCULTISMO. Igual que Esoterismo. Teorias e práticas que têm a ver com a pretensão de conhecer e inclusive dominar poderes secretos (?), ocultos (=.esotéricos) da natureza.  

Existem muitos sistemas, alguns muito antigos, enquanto outros são uma mistura de antiga com a moderna prática. Os ocultistas afirmam que a “sabedoria essencial”(?) foi conhecida com uma maior extensão entre as antigas civilizações do Oriente, que na atualidade e muitos deles estudam escritos antigos na intenção de descobrirem indicações deste conhecimento. Ver Papus e Waite, A.E.

   O termo Ocultismo Moderno, expressão justamente depreciativa,  foi proposta em 1900 por Simon Newcom, astrônomo e membro da S.P.R.*, e foi um tanto usada então para designar o que hoje entendemos por Espiritismo*.

  A expressão Ocultismo Científico foi proposta por Max Dessoir* na sua obra “Vom Jenseits der Seele”, Estugarda, 1889,  e foi um tanto difundida então para designar o que hoje conhecemos por Parapsicologia*, termo também este proposto por Dessoir* e evidentemente preferível...

 

OD, ou FORÇA ÓDICA ou FORÇA ODÍLICA. Termo introduzido pelo Barão Karl von Reichenbach*, para designar uma força ou energia emanada dos cristais e ímanes na obscuridade. Descreveu essa força como existente e emanante de todos os objetos e substâncias, incluindo o homem. Ver fotografia Kirlian*.

   Defendeu que essa força explicaria muitos dos efeitos do Mesmerismo*, neste caso sendo sinônimo de Fluido* Magnético, e em outras situações explicaria os Fenômenos* Parafísicos,  neste caso sendo sinônimo de Telergia*. Ver Fluido.

 

OESTERREICH, T. Konstantin.  Professor de Filosofia na Universidade de Tubingen e autoridade em Psicologia Religiosa. Como conseqüência de um Desafio* do barão Schrenck-Notzing, o Dr. Oesterreich estudou a totalidade das provas do caso Eva* C. e posteriormente investigou os Fenômenos* de Frau Maria Silbert* e de Willy Schneider*, após o que declarou publicamente que tinha certeza da realidade da Ectoplasmia* e da Telecinesia*: “Occultism and Modern Science”, Londres, 1923. Escreveu também  “Possession”, 1930.

 

OFIOMANCIA.  Mais uma Mancia, pelo exame do comportamento das serpentes.

 

OLHO GORDO ou MAU OLHADO. Expressões populares alusivas ao poder que a Superstição* atribui à inveja.

   Na realidade a Telergia* age sobre plantas (Ver Fitometarquia), sobre objetos inanimados e sobre animais pequenos (Ver Telecinesia*, Aporte*, etc), mas é repelida por qualquer outra pessoa que não o próprio Emissor*. E não age nunca a mais de poucos metros de distância. E não existe PK*.

   No adulto, a explicação dos efeitos atribuídos ao olho gordo é a mesma que do Feitiço*. Em bebês, alguns mais Sensitivos*, podem chorar desesperadamente, adoecer, inclusive morrer por culpa da Superstição* principalmente da mãe,  em segundo lugar da babá ou da enfermeira..., pois esses bebês  mostram uma espécie de “osmose psicológica”, captam muito do estado psicológico do ambiente. Se, ao contrário, a mãe etc não for supersticiosa, ou se posteriormente ficar tranqüila por acreditar em qualquer Contra-feitiço (?), o bebê deixa de chorar exasperadamente,  deixa de ser prejudicado e a força curativa da natureza o faz melhorar.    

 

OLHO, Terceiro. Em Ocultismo* seria um órgão onde residiria PG*, situado na fronte, logo acima do ponto entre as sombrancelhas. Fizeram-se tentativas para o ligar à glândula pineal, que durante algum tempo se considerou a sé da Alma* (!), e que entre os Adeptos* se diz avançar do meio do cérebro na ponta de um talo invisível (!). O terceitro olho poderia ser visto (?) por Hiperestésicos*. Esse mítico órgão seria também centro de iluminação interior, um dos Chacras* no Induísmo* e na Ioga*.

 

OM.  A mais famosa das sílabas Místicas* (?) orientais, que acreditam contem a chave do universo (?). Usam também a sílaba Aum.

   Na Escola* Norte-Americana sigla de Opening* Matching.

 

OMEZ, Padre Reginald. ( === ). O.P. (= Ordinis Predicatorum = da ordem de Santo Domingos). Doutor em Filosofia e doutor em Teologia. Foi professor na Universidade dos padres dominicanos em Roma.

   Deixou de lado outras atividades, concentrando-se preferentemente na Parapsicologia*, convencido da sua maior importancia precisamente na missão sacerdotal. Participou com destaque no “Congresso Internacional de Parapsicologia” celebrado em Royaumont. É figura proeminente na Escola* Teórica. Publicou os excelentes livros “Peut-on Communiquer avec les Morts?”, Paris, 1955 - “Supranormal ou Surnaturel?”, 1956.

 

ONDAS CEREBRAIS.  Em 1929, Hans Berger descobriu o processo que permite registrar a corrente elétrica do cérebro.  Assinalou que não era corrente e que se escoava num sistema de ondas rítmicas: são as Ondas ou Ritmos Cerebrais.

  Atualmente, se os investigadores nem sempre conseguem decodificar a linguagem destas Ondas, conseguem, graças à Eletroencefalograma* (EEG), isolar um certo número de Ondas ou Ritmos Cerebrais elétricos, dos quais os quatro fundamentais são: alfa, beta, delta e theta.

·     Ritmo Alfa, entre 8 e 12 ciclos por segundo, é característico do repouso acordado.

·     Ritmo Beta, que decorre entre 14 e 30 ciclos por segundo, é associado à excitação, ao medo, à cólera....

·     Ritmo Delta, muito lento, de 0,5 a 3,5 ciclos por segundo, aparece durante o sono profundo.

·     Ritmo Theta, tem uma freqüência de 4 a 7 ciclos por segundo e indica o devaneio, a reflexão e parece ligado ao humor.

   Estes Ritmos ou Ondas Cerebrais não são iguais em todos os indivíduos. Em parte são hereditários, variam com a Personalidade*.

 

ONICOMANCIA. Mais uma entre tantas Mancias*, ou no caso mais bem uma Scopia*, esta pela análise das unhas (do genitivo ônijos, em grego) e inclusive às vezes pela forma em que ficam ao caírem os pedaços quando se cortam as unhas.

 

ONIROMANCIA. Propriamente, pela etimologia, deveria ser a Mancia* pelo Sonho* (ôneiros, em grego) muito divulgada nas antigas civilizações da Mesopotâmia, Egito, Grécia, Roma, Etrúria, Israel, etc. Mas realmente, e indevidamente, inclue-se também a Pragmática*, a manifestação do Inconsciente* nos Sonhos*.

   A Oniromancia propriamente dita atingiu um tal desenvolvimento, que de fato desembocaram freqüentemente e chegaram a desenvolver verdadeiro estudo crítico dos  Sonhos*: Onirocricia ou Onirocrítica. Assim na antiga Grécia tiveram grande popularidade os templos dedicados a Esculápio, onde os sacerdotes praticavam Onirocrítica, donde surgiu a técnica de interpretação de Sonhos* com a psicanalise, aceita modernamente pelos psicólogos, seguindo os roteiros de Freud*, Jung*, Adler...

 

ON MANI PADME HUMBIEN. Conhecido Mantra* do Lamaísmo*, uma pseudo-oração, com frases da mais absurda Magia*, que eles dizem ser particularmente eficaz (?) pela sua repetição.

 

OPEN MACHINE. Nas Experiências Quantitativas* da Escola* Norte-Americana, quando se tenta  por PC* emparelhar cada uma das Cartas* Zener, sem vê-las, com cada uma das correspondentes cinco Cartas-Chave*,  que estão ao descoberto.

 

OPENING MATCHING (OM). Ver  Testes de ESP.

 

ORAÇÃO FORTE.  Determinadas frases às que a mentalidade de Magia* atribui eficácia em si mesmas, independentemente da devoção, humildade, confiança em Deus* e outras qualidades que devem acompanhar a súplica a Deus* ou reta oração.

 

ORÁCULO. Designa as mensagens transcendentais que os Profetas* da Bíblia transmitiam.

O termo aplica-se também às mensagens pretensamente transmitidas pelos deuses (?) às Pitonisas*, interpretados pelos “Profetas*”ou sacerdotes do templo.

  E o termo aplica-se também, quer aos próprios deuses (?) a quem se atribuíam, especialmente o deus (?) Apolo, quer ainda ao local onde essas mensagens se obtinham, como destacadamente o oráculo de Delfos*.

 

ORDÁLIA ou ORDÁLIO ou JUÍZO DE DEUS.  Na Idade Média, com absurda mantalidade de Magia*, usou-se uma espécie de Mancia* para averiguar, ou espécie de Pragmática* para que se manifestasse, o “Juízo de  Deus” como prova da culpabilidade ou inocência de um acusado de Bruxaria* ou heresia. Havia muitos tipos de Ordálios: jogar o acusado fortemente atado numa piscina para ver se flutuava com a ajuda de Deus*, faze-lo passar por um alto e comprido fogaréu para ver se ficava incólume, metê-lo num combate absolutamente desigual para ver se escapava vencedor, etc. Mas se em algum caso saia triunfador da absurda prova, geralmente o condenavam porque teria sido por pacto com o Diabo* (?!)...

 

ORFEU. Na Mitologia* greco-romana,  herói da Trácia. Era considerado o pai de toda a Adivinhação*, e de todo Mistério* dos Iniciados*. Os ritos órficos chegaram a competir com as orgias dionisíacas ou com os ritos lunares, entre os adeptos da Magia*.

 

ORIXÁS.  Ver Potestades.

 

ORNITOMANCIA. Intento de Adivinhação* com Mancia* que consiste no exame do comportamento das aves.

 

OSCILOCLASTA. Máquina eletrônica, também conhecida como Caixa Preta, inventada pelo Dr. Albert Abrams. 

 

OSIS, Karlis (1917-1997). Nascido em Letônia e naturalizado norte-americano. Psicólogo. Marginalizou sua profissão, escolhendo a Parapsicoloigia*. Foi Membro da A.S.P.R*., sendo também diretor científico da “Parapsychological* Association” de Nova York. Entre suas pesquisas destacam as da Hiperestesia* dos animais comparando-a com PG*, assim como as de PG* a grande distância, como Nova Iorque-Paris, Nova York-Nova Deli e Nova York-Sydney. Deve destacar-se também e de modo especial o estudo crítico e amplo sobre NDE* dentro do intuito geral de toda sua vida de grande Parapsicólogo*: deduzir sobre base firme a necessidade filosófica da Sobrevivência* eterna. Juntamente com o Prof. J. B. Rhine* analisou e refutou os resultados das experiências ESP* levadas a cabo pelo astronauta E. Mitchell*, quando da ida à Lua na Missão Apolo XIV.

 

OSMOGÊNESE. Transformação ou efeito odorífico da Telergia*. Os odores podem ser de todas as espécies, desde os mais delicados perfumes, até aos fedores mais repelentes. São famosos os Fenômenos* de Osmogênese*, observados e relatados detalhadamente por Stainton Moses* e outros, a respeito de muitos casos de Osmogênese* de tipo cheiro de enxofre que acompanham diversas manifestações  Parapsicológicas* em  Swedenborg*. O mesmo acontecia com  Mirabelli*,  D. D. Home*, Scoto, Margery*, etc.

  Fenômeno* EN. Não há Osmogênese PN* ou pela pretendida PK*. É o cúmulo da pretensão em escritores espíritas identificar a Osmogênese com certa reação química nos tecidos do corpo e o cheiro por transpiração da pele...

  Há também Osmogênese SN*, por exemplo e concretamente  em centenas de cadáveres incorruptos que exalam indescritível aroma. Muitos santos, em vida, também tinham Osmogênese. Talvez esta, em vida e quando não habitual, pudesse ser EN*.

   Daí surgiu a expressão “odor de santidade” aplicada simbolicamente mesmo aos santos que não manifestaram Osmogênese nem EN nem SN.

 

OSSOWIECKI, Stephan Psíquico* polonês. Nasceu em 1877. Tanto seus pais como sua avó manifestavam “freqüentemente” Fenômenos* Parapsíquicos, preferentemente de tipo Pcg*. Desde a mais tenra idade, a brincar com os seus companheiros, apercebeu-se das suas Faculdades Parapsicológicas*, visto que adivinhava frases ou números que eles pensavam (HIP*).

   Aos dezesseis anos entrou no Instituto de Engenharia de Petrogrado, onde suas faculdades se manifestaram espontânea e “freqüentemente”. Posteriormente em Frankfurt efetuou um período de treino como engenheiro numa fábrica de corantes. Tornou-se imediatamente famoso pela sua faculdade de ler (?) cartas fechadas (Criptoscopia*) e de penetração na personalidade humana (HIP*), assim como pela sua notável capacidade para encontrar objetos perdidos ou roubados (PG*).

   A partir de 1921 até 1924 foi investigado pelos Drs. Richet*, Geley*, Osty* e outros membros do IMI*, e posteriormente pelos Drs. Dingwall* e Schrenck-Notzing* na SPR* de Varsovia, com ótimos êxitos, que demonstraram inapelavelmente a realidade das suas notaveis faculdades. Em 1923 submeteu-se, também com grande êxito, a Experiencias Qualitativas* perante os perticipantes do Congresso Internacional de Parapsicologia celebrado em Varsovia.

   Morreu fusilado pelos nazistas na 2a. guera mundial quando invadiram a Polonia.

 

OSTEM, Major Wilhem von. Ver Elberfeld, Cavalos de.

 

OSTRANDER, Sheila e SCHROEDER, Lynn.  Jornalistas e pesquisadoras americanas, visitaram a União Soviética, a Bulgária e Checoslováquia com o propósito de estudar os programas de Pesquisa* Psíquica que estariam sendo realizados em laboratórios dessas nações com intenção de... espionagem.  

   Publicaram livros de muito êxito editorial: “Psi: Psychic Discoveries behind the Iron Curtain”, Nova York, 1970 - “The ESP Papers”, Nova York, 1976. Estariam elas revelando pela primeira vez no Ocidente fatos surpreendentes, e apresentam os homens-chaves que estariam promovendo a exploração das Faculdades Parapsicológicas*.

   Muito sensacionalismo e pouca realidade que  já não se conhecesse.

 

OSTY, Eugène (1874-1938). Psichuatra francês. Sustituiu a Medicina escolhendo decididamente a Parpasicologia*. Em 1913 publicou seu primeiro livro de Parapsicologia* com o tíotulo “Lucidité et Intuition, Étude Expérimentale”, Paris, e sobre tema análogo em 1922 o imprescindivel  “La Coonaisance Supranormale”(paranormale seria mais exato). Em 1925 assumiu a direção do IMI* até 1938.

   Estudou com admiráveis Experiências Qualitativas* diversos Psíquicos* que manifestavam  PG*, como Ludwig Kahn*, Jeanne Laplace, e especialmentre Pascal Fortuny*: “Une Facultém de Connaisance Supranormale. Pascal Fortuny”, 1926; igualmente outros que manifestavam Talento* do Inconsciente ou eram Calculadores* Prodígio como A .de Fleury e  Lesage; outros que manifestavam Pantomnésia* como Madame Osaka; e conjuntamente HIP* e Dermografia*, como Madame Kahl*;  desmascarou os Médiuns* de falsos Fenômenos Parafísicos* como a Sra. Bouirniquel, e também demonstrou a realidade desses Fenômenos * Parafísicos em verdadeiros Psíquicos como Guzik*;  Ossowiecki*, Rudi Schneider*, etc.

  Graças a um dispositivo experimental muito engenhoso, ajudado por seu filho e também escelente Parapsicólogo*, o engenheiro Marcel Osty (escolhido vice-presidente do IMI* em 1963), mostrou que o Psíquico* austríaco Rudi Schneider*, quando tentava produzir uma Telecinesia*, projetava uma substância esbranquiçada, como clara de ovo, geralmente invisível, capaz de absorver parcialmente os raios infravermelhos. Pai e filho assim comprovaram, mediram, analisaram a Telergia*, podendo seguir as suas heterogêneas manifestações e registrar, ao mesmo tempo, suas diversas variações até condensar-se às vezes em Ectoplasma*. Neste aspecto, os trabalhos mais interessantes de Eugène e Marcel Osty encontram-se resumidos em “Les Pouvoirs Inconnues de l’Esprit sur la Matière”, Paris, 1932.

 Eugène Osty foi um dos principais e imprescindiveis pilares da Parapsicologia* verdadeiramente científica, sem as limitações da Micro-Parapsicologia*,  e por isso mesmo não foi aceito, nem ele nem aquela, pelo preconceito Materialista* dos cientistas estabelecidos. Mas Osty soube enfrentar serenamente todas as incomprensões, porque emprendeu sua tarefa científica como um verdadeiro apóstolado, é o que se desprende do que poderiamos chamar o espelho de sua mente: “Le Sens de la Vie Humaine”, Paris, 1919.

 

O.T.O. Sigla da Ordo Templi Orientis, associação originada em Alemanha em 1902 de altos graus da Maçonaria, inspirados no Esoterismo* oriental e em diversas associações de “Iluminados”(?). R, Steiner* e A. Crowley* pertenceram a esta sociedade..., o que bastaria  para julga-la. 

 

OUI-JA.  Do francês oui (= sim) e do alemão ja (= sim). Instrumento imaginado pelos seguidores do Espiritismo* com pretensão repleta de Superstição* de registrar comunicações ou mensagens dos Espíritos* (?). Construi-se de muitas maneiras. A característica principal de todos os modelos é a de um objeto, um copo invertido por exemplo, que se move sob a mão do Psíquico*,  que vai assinalando sucessivamente as letras que compõem as palavras da mensagem, num alfabeto geralmente disposto em forma circular, escrito ou gravado numa tábua envernizada ou de matéria plástica que favorece o deslizamento do indicador. O dito alfabeto, assim como os números 0 a 9, costumam ser de cor negra ou vermelho vivo, bem como certas frases feitas:  sim,  não, reservado...

   A Parapsicologia* explica o Fenômeno* de Oui-ja como uma forma de Automatismo* análogo à Psicografia*. O indicador é empurrado por movimentos I.I.I.* da mão do operador ou operadores a fim de soletrar palavras e responder a perguntas.

   Trabalha-se com o Inconsciente* das pessoas que estão reunidas. Pelo Automatismo*, o  Inconsciente* manifesta o que adivinha ou o que opina ou o que inventa... Algumas vezes podem obter-se frases em línguas totalmente desconhecidas das pessoas reunidas: Xenoglossia*. Trata-se de uma  “brincadeira” perigosa para  pessoas proclives ou  sugestionáveis.

   Ver Aditora e Copografia.

 

OUT OF THE BODY EXPERIENCE. Ver OBE,  a sigla é preferível.

 

OVELHAS. Os Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana chamam ovelhas as pessoas geralmente extrovertidas, que tem boa predisposição para trabalhar no laboratório em experiências Quantitativas* de ESP* com o Baralho Zener* e outras com dados para experiências também Quantitativas* da pretendida PK*. Geralmente sentem interesse pela Parapsicologia* e têm confiança no investigador e neles próprios. As “ovelhas” têm maior possibilidade de êxito nessas experiências.

 

OVNI. Evidentemente, em sã Filosofia, que no imenso cosmos tem que haver muitos planetas habitados por seres racionais. Mas teologicamente não teria sentido que tais Extraterrestres (ETs) se comunicassem conosco, a não ser (talvez se comprove no futuro!) por simples mostrar sua existência.

   Hão-se identificado e explicado como sendo da nossa Terra muitos casos que a imaginação popular e de muitos fanáticos considerou erradamente como naves extraterrestres. Além de inumeráveis Fraudes* mais ou menos engenhosas inclusive com simples reflexos na vidraça da janela habilmente fotografados, em uns casos provou-se que se tratava de defeitos na filme fotográfico, em outros casos eram satélites artificiais fora de uso fragmentados e incandescentes girando na atmosfera, em outros casos tratava-se de poeira levada pelo vento em experiências de explosão atômica, protótipos de aviões “top secret” depois abandonados, globos sonda estratosféricos vistos da Terra já de noite mas eles a enorme altura ainda iluminados pelo luz do Sol, fotografados com telescópio globos para pesquisa das radiações cósmicas nas capas superiores da atmosfera, aglomerados de animais fosforescentes sendo que na noite perde-se a relação de distância, explosão de gases desprendidos por aviões, nuvens de sódio em experiências atmosféricas, as chamadas nuvens lenticulares, cometas e meteoritos, reflexos do sol nos cristais de gelo da atmosfera chamados paraélios, interação dos gases de um míssil com os fragmentos de gelo na alta atmosfera refletindo a luz solar e empurrados pelo vento, o planeta Vênus, reflexos nas camadas da atmosfera de simples faróis de carros, descargas elétricas pelo atrito de rocas basálticas, etc, etc, etc. 

   Há outros muitos casos nos que não foi possível nem houve condições de verificar de que se tratava. O cientifico, pois, está expresso no próprio nome a que corresponde a sigla

OVNI: “Objeto Voador Não Identificado (ou UFO, em inglês, “Unknown Flying Objet”,  com o mesmo significado).

   Mas nunca. ninguém demonstrou, contra o que se espalha, que sejam naves extraterrestres, teria ganho o prêmio Nobel....

   Há numerosas revistas especializadas para Ufólogos,  entre as que podemos destacar “Flying Saucer Review”, revista inglesa publicada bimestralmente, em Londres; e “OVNI Investigator”, publicada em Norte-América pelo “Comité de Investagação Nacional sobre os Fenômenos Aéreos” (N.I.C.A.P.).

 

OXON, M. A. Ver Moses, William Stainton.

 

OWEN, A. R. George. Inglês nascido em 1919. Mestre em 1945 e Doutor em 1948, pela Universidade de Cambridge. Professor assistente em Bristol. Professor assistente, de Genética, em Cambridge a partir de 1950. Camarada e conferencista assistente, de Matemática, no Colégio Trindade a partir de 1962. É membro da Sociedade de Genética, e da Sociedade Biométrica (tesoureiro, região britânica, de 1949 a 1958).

   E também é membro da  SPR*. Fez pesquisa de Parapsicologia* sobre colegas no Colégio Trindade, em Cambridge, 1948-1952. Nesta área seus principais interesses são em PG* e Poltergeist*. As suas investigações incluem um teste eliminatório de quarenta possíveis Psíquicos*, com um total de 11.000 provas-testes, e um estudo de caso de Poltergeist* em colaboração com Trevor H. Hall.

   Em 1963 gnhou o premio “The Treatise Award” estabelecido pela “Parapsychology* Foundation”, e em 1964 foi premio McDougall outorgado pela Duke* University. Em 1970 foi nomeado Diretor da “New Horizons Research Foundation”, de Toronto, Canadá.

   Mais recentemente publicou “Can we Explain the Poltergeist?”, Nova Iorque, 1974  e  “Psychic Mysteries of Canada”, Nova Iorque, 1975.

 

OWEN, Robert Dale (1801-1877). Político e espírita britânico, autor de livros sobre Psicografia*, famosos entre os fanáticos do Espiritismo*, mas sem valor científico, só interessando a casuística: “The Debatable Land between this Words and the Nest”, 1872 - “Foot-falls and the Boundary of Another World”, Londres, 1861.

 

OWNBEY, Miss. Pesquisadora célebre dentro da Escola* Norte-Americana. Dirigiu uma Experimentação Quantitativa* de PT*, com o Baralho* Zener, experimentação que se fez clássica na Micro-Parapsicologia*.

   Na realidade melhor seria dizer com intenção de ST*, mas a Micro-Parapsicologia* desconhece esta classificação, como praticamente tudo).

   A própria Miss Ownbey fazia de “Agente*” (?) e Miss Turner de Percipiente*. Estando ambas no mesmo quarto.

   Portanto não se evitou a simples HIP*, mas a Micro-Parapsicologia* também não conhece nem sequer esta faculdade!

   Miss Turner acertou em média 8 sobre 25, sendo que a média provável pelo acaso seria 5  sobre 25. E à distancia de 250 milhas, a média foi superior a 10 sobre 25.

  Felizmente, por muitas outras experiências de muitos outros Parapsicólogos*, a Micro-Parapsicologia* geralmente não “teorizou” a partir destas experiências afirmando que a distância facilita a ESP*... Somente e mais uma vez deduziu que a distância não influi na ESP*.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                       - P -

 

P (= Probabilidade). O Padrão estatístico de P, ou P = 001, indica que as possibilidades de um acontecimento poder ser devido ao acaso são de um para mil, ou 110.

 

PACIENTE. Diz-se da pessoa submetida a uma experimentação.

Também se diz da pessoa que manifesta Faculdades Parapsicológicas*, e é uma grande verdade etimologicamente. Ver Função* Menos. Mas em geral para referir-se a quem manifesta Fenômenos Parapsicológicos* é preferível o termo Psíquico*.

 

PADMAS. Ver Chakras.

 

PAGANISMO. Designa-se como tal o conjunto de crenças e religiões diferentes do Judaísmo e Cristianismo.

 

PALILALIA.  É uma repetição de palavras ou frases curtas em velocidade cada vez maior e audibilidade cada vez menor. O incrível é que determinadas pessoas, fanáticas, chegam a afirmar que é um Carisma do Espírito Santo, ou Incorporação* de um Espirito* (?) ou Possesão* por Demônios* (?)...

 

PALINGENÊSIA ou Transmigração das Almas. Mito* segundo o qual as Almas* após Desencarnar* (?) passam por diversas novas Reencarnações* (?) em diversos corpos para se aperfeiçoarem e depurarem.

 

PALLADINO, Eusápia (1854-1918). Nasceu na pequena Mireno-Murge, na provincia de Nápoles, de pais camponeses. Ficou orfã  muito cedo e foi adotada pela avó, que a tratava até com crueldade. Posteriormente foi adotada sucessivsamente por outras duas familias um tanto despiadadas. Rude e vulgar no seu comportamento, displicente, enjoada e maliciosa. tentava vender produtos agrícolas como vendedora ambulante Foi servente. Nunca recebeu instrução nenhuma. Mal chegou a conseguir escrever seu nome (na realidade escrevia Sapia Padalino).

   As suas Faculdades Parapsicológicas* de Telecinesia* manifestaram-se na puberdade, quando tinha 13 ou 14 anos. Por essas Telecinesias* espontâneas e por sua ignorância, foi facilmente arrastada ao Espiritismo* pelo fanático prof. Damiani, o primeiro que se interessou pelas suas Telecinesias* espontâneas, tornando-se logo Médium* habitual. Atribuia tudo ao seu Contrôle* John King*, só que nem sempre seria o pai de Katie King*, senão seu irmão, e também o pai da própria Eusápia numa outra Reencarnação* (?).

  Mais tarde as suas Telecinesias* foram investigadas com Experiencias Qualitativas*, muitas plenamente cientificas, pelos mais destacados Parapsicólogos da época, como Aksakof*, Lombroso*, Morselli*, Bozzano*, Rochas*, Maxwell*, Flammarion*, Ochorowicz*, Screck-Notzing*, Myers*, Lodge*, Sidwick* e esposa, Carrington*;  Schiaparelli, diretor do Observatorio Astromômico de Milão; Du Prel e Broferio, doutores em Filosofia; etc. O Institut Gnérale de Psychologie foi fundado em Paris em 1904 para a investigação dos Fenômenos de Eusápia Palladino, e isso fizeram de 1905 a 1908, pouco depois deixando de funcionar. Muitos outros prestigiosos sábios participaram das pesquisas, entre eles os famosos Pierre e Marie Curie, descubridores do radium; Édouard Branly, descubridor do coesor que permitiu a recepção dos sinais de telegrafia sem fio; Arsène D’Arsonval, que aperfeiçou o galvanômentro de alta freqüencia; Henri Bergson, o destacado filósofo da intuição, do “élan” vital, do espírito, oposto ao cientificismo Materialista* estabelecido...  e premio Nobel de Literatura; etc. Todos os pesquisadores, sem excepção, convenceram-se da verdade das Telecinesias* de Eusápia, que alcançou fama mundial como taslvez a melhor Psíquica* de Telecinesias*. Sua  atuação detalhada consta de numerosas bibliografias posteriores ao seu falecimento.

   No entanto, ignorante mas inteligente e astuta, em certas oportunidades tratava de enganar como uma menina irresponsável. Especialmente com Hodgson*, em Cambridge..., pois este intencionalmente dava-lhe todas as facilidades, quase inducindo à Fraude*. 

  Com o convívio com os Parapsicólogos* convenceu-se da falsidade do Espiritismo* e voltou ao Catolicismo sinceramente.

  (Pode ser conveniente frisar, contra quase a totalidade dos autores, que o verdadeiro sobrenome de Eusápia é Palladino, e não Paladino. Com dupla l consta no documento de nascimento, como também no de defunção na Paroquia de S. Anna, no Trivio, em Nápoles). 

 

PAMNESIA. Termo criado por Myers*, equivalente a Pantomnésia*, termo preferível criado por Richet*. Ver também  Criptomnésia.

 

PANDEMÔNIO.  Do grego pan = tudo  e  daimon = divindade inferior. Casas ou lugares muito ruidosos que, numa determinada altura, entram em extrema desordem. Sinônimo ou exaltação de Fenômenos* de Poltergeist*.

 

PANESTESIA. Designação dada por Vasielewski ao que hoje chamamos PG*, por considerá-la com o típico preconceito Materialista* como exaltação da sensibilidade ou HD.

 

PANTALEÃO, Sangue de São.     ===   ===

 

PANTEÍSMO. Doutrina segundo a qual Deus* é tudo e tudo é Deus*.

   Erro crasso que surgiu da verdade da Imanênencia. Mal interpretada esta verdade de base,  surgiu o absurdo Panteísmo, que confunde criatura com Criador, Infinito com finito, Eterno com passageiro, Imutável com variável, etc. Acúmulo de contradições: assim tudo seria deus (?), menos o próprio Deus*.

 

PANTOMNÉSIA. Do grego pantón = de todas as coisas e mnesis = memória. É a faculdade que possui o Inconsciente* de não esquecer nada. O Inconsciente* guarda memória de tudo, sem que disso tenhamos Consciência*. Seus efeitos podem manifestar-se espontaneamente. Para se não confundir com a Hiperemnésia* da situação psicoterapéutica, Richet* para casos mais notáveis e em situação Parapsicológica* propôs o termo Pantomnésia.

   É freqüente  na literatura da Micro-Parapsicologia* ver casos simplesmente de pantomnésia sendo postos no rol da ESP*.

 

PAPUS (1865-1916). Pseudônimo do químico e médico Gérard Anacelet Vincent Encausse. Nascido em La Coruña (Espanha), filho de mãe espanhola e pai francês, residiu  quase sempre na França. Publicou uma obra extensa, que anda à volta de cento e sessenta títulos. Com o seu nome assinou umas cinqüenta obras sérias, inclusive duas notáveis: “Hypothèses”, 1884,  e “Essai de Physiologie Synthetique”, 1891. Foi médico cirurgião Maior do Exército Francês na 1a. Guerra Mundial.

   Mas depois descambou para o Ocultismo*, incluindo o Espiritismo*, quando adoptou o psudônimo Papus, tirando-o do suposto gênio da Medicina no “Nuctemeron”, atribuído a Apolônio* de Tyana. Com o pseudônimo publicou uma centena de obras sobre “Ciências Ocultas”, que tiveram extraordinária difusão entre os ávidos de Superstição*. “Les Classifiques de la Kabbale”, 1888 -  “La Pierre Philosophale”, 1889 - “La Clef Absolue de la Science Occulte: Le Tarot des Bohémiens”, 1889 - “Sur la Revue Generale du Spiritism Contemporain”, 1892 - “Traité Elementaire de Magie Pratique”, 1893 - “L’Almanach du Magiste”, 1894 - “...Martinisme et Franc-Maçonnerie”, 1899 - “L’Occultisme et le Spiritualism: Exposé des Théories Phylosophiques et des Adaptations de l’Occultisme”, 1902 - “ABC d’Occultime”, 1916 - Etc, etc.

   Fundou as revistas de Ocultismo*  “L’Initiation” em 1888, e em 1890 “Le Voile d’Isis”.     Além disso, fundou o “Groupe Independant d’Études Esoteriques” e em 1897 “La Societé d’Études d’Alchimie”, e até, com um tanto de megalomania e muito disfarce da charlatanice, uma “Faculté de Sciences Hermétiques”. Foi presidente da “Ordre Kabbalistique de la Rose Croix” e Grande Mestre de varios grupos da Maçonaria. Papus é considerado o maior vulgarizador do Ocultismo*.

   Falando de Papus é necessario citar A. E. Waite* por ser muito provavelmente quem melhor conheceu a obra de Papus e em geral todo o Ocultismo*. E como tal, Waite*, assim como foi reconhecendo com sua grande inteligencia o seu proprio erro, considerou também que os trabalhos de Papus “no seu conjunto são pouco satisfatorios”. A crítica é transcrita pelo filho de Papus:

  O filho de Papus, Philippe Encause, contemporâneo. Seguindo os passos de seu pai, foi também médico, também Ocultista*, tambem Maçon*, também Rosa-Cruz*, também Espírita*... Foi  afilhado do Mestre Philippe* em cuja honra recebera o nome e de quem de jovem foi grande admirador, como monstra o livro que escreveu conjuntamente com o Swami* Sri Sevananda: “O Mestre Philippe de Lyon. Taumaturgo e Homem de Deus. Seus Prodígios, Suas Curas, Seus Ensinamentos”, 4 vols.(tradução brasileira, Rio de Janeiro, 1958-59). A partir de 1953 edita uma nova série da revista “L’Initiation” que seu pai fundara.

  Homem de grande inteligencia, o Dr. Philippe Encause foi laureado pela Academia Francesa de Medicina, alcanzou a condecoração da Legião de Honra.e Medalha Militar, e chegou a ser Inspector Geral e Chefe de Serviço do Ministerio da Educação. Conhecia como poucos a doutrina do Ocultismo*, Espiritismo* e Maçonaria...: “Sciences Occultes ou 25 Annes d’Occultisme Occidental” (Paris, 1949), e pela sua grande inteligencia ao mesmo tempo foi compreendendo o absurdo de tudo isso, e foi afastando-se. Assim começou com  uma biografia crítica do seu pai: “Papus, Sa Vie, Sa Oeuvre”, Paris, 1932, e terminou com um livro cujo título mesmo já é muito significativo: “Sciences Occultes et Déséquilibre Mental” (Paris, 1951). Ver Função Menos.

  

PARABIOTERMO. Certo domínio Parapsicológico* sobre a própria temperatura fisiológica. Ver Termogênese.

 

PARACARDISMO. Certo domínio Parapsicológico*sobre a circulação do sangue e do pulso num determinado momento.

 

PARACELSO (1493-1541). Pseudônimo de Filipe Aurélio Teofrasto Bombast von Hohenheim. Nasceu em Einsiedeln, na Suíça, filho de um médico muito considerado.

 Estudou Medicina na Universidade de Basileia. Inteligentíssimo e precoce, seguiu os passos do pai, inclusive no exílio por razões políticas. A sua formação cultural fez-se entre uma peregrinação e outra, porque o seu caráter rebelde, a sua intolerância pelas regras e a sua intensa sede de saber e conhecer os segredos do mundo levaram-no a mudar continuamente de cidade. Viajou por quase todo o mundo conhecido de então, estudando e vivendo as mais extraordinárias aventuras.

   Foi um dos mais discutidos sábios da história. A sua estrutura científica, em certos aspectos genial e rica de doutrina, teria sido indiscutivelmente gigantesca, de precursor, de antecipador, de pré-anunciador da ciência, se não tivesse enchido muitas das suas obras de uma tal abundância de fantasias, de coisas estranhas e de concepções fantásticas e por vezes de inequívocas alucinações, que acabam por fazer que seja considerado como um sonhador, um mitômano ou visionário. Falou de Elfos* (?), Duendes* (?), Gnomos* (?), etc., etc,  e até de Fadas* (?!). Dedicado à Magia* e muito imbuído de Alquimia* e Astrologia*, Paracelso foi “filho da Cabala*” e um partidário apaixonado da procura da Pedra* Filosofal.

  Mas foi também um profundo e convicto assertor da fé na ciência. E se usou e fabricou Talismãs* “magnéticos”(?), nunca deixou de proclamar que se tratava de pura metáfora com referência ao poder da Sugestão*. Mesmer* e os Magnetizadores* é que descambaram tomando como realidade essa metáfora e todas as técnicas de Paracelso, donde surgiria depois o Hipnotismo*.

   Como professor de Medicina na Universidade de Basiléia, veio a revelar-se um gênio e um revolucionário ao mesmo tempo. Conflituoso e provocante, breve teve de fugir e depois teve de percorrer várias cidades até que se fixou em Salsburgo, até sua morte.

 

PARACINESIA. Em Psicologia, designa o erro de desvio do refluxo nervoso nas fibras motoras, ou a realização de atos que não convenham à situação. Neste caso sinônimo de Parapraxia.

   Em Parapsicologia*, termo introduzido por J. Maxwell*. Designa movimentos de objetos obtidos por contato normalmewnte suficiente por Automatismo* Inconsciente*. Ver Brincadeira do Copo, Oui-Ja, Mesas-Grrantes, Varinha Mágica, etc.

  Quando o contato e Automatismo* são normalmente insuficientes, o movimento pressupõe também a Telergia*, e então deve ser considerado como Telecinesia*, apesar do contato.

 

PARADIAGNOSE. Manifestação em certos Psíquicos* de diagnosticar alguma vez  enfermidades sem necessidade de análise e sem conhecimentos médicos.

   Às vezes precisam que esteja presente o Paciente*, então poderia ser HIP*. Na maioria das   vezes é à distância, então é necessária  PG*, além de outras faculdades como Pantomnésia*, Talento* do Inconsciente, etc.

 

PARAFÍSICOS, Fenômenos ou Efeitos.  Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

PARAFONEMAS. Palavras, cantos, músicas, ruídos, frases soltas, etc. inteligíveis em algum idioma. São  efeito da Psicofonia*. Por vezes, estas vozes etc. ouvem-se em espaços fechados, mas noutras ocasiões produzem-se em plena natureza, de dia e de noite. Sempre a origem nunca a mais de cinqüenta metros de distância do Psíquico*.

 

PARAGNOMO. Ver Psíquico, termo do que é uma subdivisão.

 

PARAGNOSE ou PARAGNÓSIA. Termo proposto por Diez para todo conhecimento Parapsicológico*, seja EN* ou PN*. Alguns, porém, concretizam ao conhecimento que se obtém por Psicometria*. E Paragnosta, portanto, é uma subdivisão do termo Psíquico*.

                        

PARAGOSTO.  Ver Parestesia, termo do que é uma subdivisão.

 

PARAMELODEMAS. Igual que Psicofonia* musical, expressão preferível.

 

PARANAGNÓSIA. Ver Anagnósia.

 

PARAOLFATO.  Ver Parestesia.

 

PARANORMAL. Ver PN, a sigla é preferível.

 

PARAOSMOSE. Ver Osmogênese, termo preferível.

 

PARAPIROGÊNESE. Ver Pirogênese, termo preferível.

 

PARAPRAXIA.  Em Psicologia, designa o erro de desvio do refluxo nervoso nas fibras motoras. Ou a realização de atos que não convenham à situação, neste caso chama-se paracinesia. Não confundi-la com a Paracinesia* parapsicológica.

 

PARAPSICOLOGIA. O termo foi estabelecido pelo alemão Max Dessoir* em 1889, divulgado por Hans Driesch*em 1932, e estabelecido oficialmente em 1953 no Congresso Internacional de Utrech* substituindo os nomes, até então mais freqüentes, de Metapsíquica*, Ciências Psíquicas* , Pesquisa* Psíquica, e outros.

   A definição de Parapsicologia, pela etimologia, pareceria  ser “para além da Psicologia”. Na prática e mesmo teoricamente são muito variados os conceitos de Parapsicologia*. A raiz grega para tem um amplo e complexo significado: além de, junto a, à margem de, ao lado de, agregado a... A Escola* Teórica, e destacadamente o CLAP*, mais uma vez teve que sistematizar e precisar os conceitos entre tantos autores, às vezes inclusive com méritos em certas áreas, mas com conhecimentos e visão... “míopes” ou efeito de Lavagem* Cerebral.  

  Na realidade e pela historia da pesquisa entende-se por Parapsicologia o conjunto dos ramos da ciência que têm por objeto a comprovação e a análise dos Fenômenos* incomuns, e por isso misteriosos, mas que por estarem relacionados com o homem, apresentam de inicio certa possibilidade de serem resultado de faculdades humanas.

   Partiu-se do pressuposto errado de que todos esses Fenômenos* se devem a forças humanas naturais, Para-psico-logia, mas na realidade não se exclui aprioristicamente que de fato sejam realmente SN* alguns entre esses Fenômenos*, aprioristicamente antes e mesmo hoje freqüentemente todos considerados SN* por diversas religiões e Seitas*.

   Há que distinguir entre Parapsicologia científica ou universitária e o uso abusivo do nome entre exploradores e charlatães, que nem estudaram nem lecionam Parapsicologia em nenhuma Universidade. Sem título de Parapsicólogo* por nenhuma Universidade, apresentam alguns um conjunto heterogêneo de elementos científicos e não científicos, à mistura com as mais diversas espécies de Superstição* e Ocultismo*, apresentadas com pretensa aparência científica. Tal fato permite a existência de um todo indistinto, onde, a par de verdadeiros pesquisadores e cientistas, se podem achar charlatães, oportunistas e psicopatas, que a si mesmos se intitulam Parapsicólogos*, cumulativamente com as designações da área da Astrologia*, Curandeirismo*, Cirurgia em Astral* e Psíquica*, Adivinhação*, Espiritismo*, etc. e que, na sua maioria, ou traduzem uma Superstição* bastante primitiva, ou que outro fim não têm que a exploração da ignorância e da ingenuidade dos homens, da estupidez humana.

  A Parapsicologia se estrutura em trabalhos e estudos científicos. Mas é muito importante ter em consideração que geralmente em Parapsicologia, precisamente por tratar de Casos  Espontâneos*, não repetíveis à vontade, e muitos deles extrasensoriais, não se podem usar os métodos de pesquisa usados na ciência Materialista*. É erro da ciência Materialista* querer reduzir toda a metodologia científica à estatística, ao laboratório, à repetição à vontade.... Em Parapsicologia, porém, geralmente há que empregar métodos “novos” de pesquisa , após provar a validade do método, como exige a aplicação a objetos “novos”.

   Há, além desses fatores intrínsecos, outro óbice considerável a impedir unânime aceitação da Parapsicologia e mesmo da existência dos ditos Fenômenos Parapsicológicos*: as suas graves implicações com determinadas áreas de Ocultismo* e Superstição* por um lado, e por outro lado num mundo “científico” (?) que aprioristicamente tornara-se Racionalista*, Positivista, Materialista, Agnóstico, etc., negando realidades ou possíveis realidades que nunca estudara!

  Além disso, é preciso considerar também mais dois fatores que constituíram um sério problema para a aceitação da Parapsicologia: a precariedade do testemunho puramente humano quando isolado e circunscrito; e a Fraude* freqüente, como seu complemento. Mas nem sempre o testemunho humano tem tais limitações e há formas de garantir a realidade não fraudulenta.

  Casos Espontâneos*, Experiências Qualitativas*, prodígios catalogados pelos Bolandistas* e analisados segundo as normas de Bento* XIV, outros catalogados desde 1882 pela SPR*, fatos  observados e subscritos por tantos vultos da ciência e pessoas as mais fidedignas, o acervo de Fenômenos Parapsicológicos* é impressionantemente vasto para deixar de ter um imenso e real valor científico.

  Corresponde à Parapsicologia e aos verdadeiros cientistas continuar abrindo passo para convencer os cientistas vítimas de preconceitos, que não é a realidade ou possível realidade que tem que se adaptar ao método de pesquisa da ciência Racionalista*, Materialista*, Modernista*, etc; senão que há que buscar e aceitar os métodos de pesquisa que se adaptem à realidade, exigidos pela realidade. Isto é ciência.

   Existem no mundo muitas instituições universitárias, onde se investiga e leciona a autêntica Parapsicologia. Deve destacar-se por seu especial significado a cátedra de Parapsicologia na Universidade Lateranense, no Vaticano - Roma. Em nossa América-Latina houve em Argentina na Universidade Kennedy e na universidade del Salvador, em Buenos Aires, e na Universidade de Rosário, mas não tiveram continuidade. Igualmente não teve continuidade a cátedra e centro de pesquisa de Parapsicologia da Universidade Católica de Santiago de Chile. Continua o CLAP*, sem ajuda e enfrentando cada dia maiores dificuldades, mas também cada dia mais respeitado.

  Em 1953 a Parapsicologia foi  reconhecida oficial e universalmente como ciência, após o Congresso Internacional de Parapsicologia organizado pela “Parapsychology* Foundation”, pela Universidade Real de Utrech* e pelo Ministério de Educação e Cultura da Holanda.

  Em 1960, a UNESCO classificou a Parapsicologia como a ciência mais importante para a humanidade. Neste sentido da importancia, fala muito alto o fato de tantos e tantos homens de ciência, políticos, industrias, sacerdotes..., que havendo tomado conhecimento do que é a Parapsicologia arriscaram sua reputação perante a ciência establecida, Racionalista ou Materialista etc, renunciaram a um furturo ou situação prometedora ou satisfatoria, marginalizaram outras atividades compensadoras..., para mergulhar plenamente na pesquisa e difusão da Parapsicologia. A lista destes herois seria interminavel. Destaquemos ao menos Aksakof*, Albuquerque*, Pe. Alfano*, Barret*, Bechterev*, Boirac*, Bois*, Bolton*, Bozzano*, Carrel*, Carrington*, Cazzamalli*, Rdo. Colley*, Crookes*, Dingwall*, Driesch*, Pe. Faria*, Fernández*, Flammarion*, Flournoy*, Fontenay*, Gelley*, Pe. Hell*, Pe. Heredia*, Hodgson*, Hyslop*, James*, Lang*, Larcher*, Lombroso*, Maxwell*, Murray*, Myers*, Ochorowicz*, Pe. Omez, Osis*, Osty*, Reichenbach*, Richet*, Rhine*, Sidgwick, Soal*, Thomson*, Thouless*, Pe. Thurston*, Thury*, Tocquet*, Vassiliev*, Pe, Wiessinguer*, Pe. Zachi*, Zollner*, etc., etc.. Para não citar o testemunho de outros que lamantaram não haver conhecido oportunamente a Parapsicologia*, como Freud* que confessou em carta ao Parapsicólogo H. Carrington* que se houvesse sabido o que era Parapsicologia* quando começou a estudar Psicologia, não se teria feito Psicanalista senão Parapsicólogo*, porque a Psicologia só pode conhecer uma partícula da pele do homem, o verdadeiro homem o está descubrindo a Parapsicologia*... 

  

PARAPSICOLÓGICOS, Fenômenos, ou Casos, ou Poderes, ou Faculdades... São os Fenômenos não comuns, devidos a Forças que parecem inteligentes, ou a faculdades da mente desconhecidas (Richet*). Fatos relacionados com o homem inexplicáveis pelas leis que regem os fenômenos físicos, biológicos e psicológicos normais e comuns (Tocquet*).

Ver Fenômenos Parapsicológicos, Características dos; e Fenômenos Parapsicológicos, Classificação. 

 

PARAPSICÓLOGO. Investigador, ou professor, ou especialista universitário em  Parapsicologia*.

 Contra o que os charlatães e interesseiros propagam, não é Parapsicólogo quem simplesmente se interessa pela Parapsicologia* e menos ainda quem simplesmente manifesta ou cré manifestar Fenômenos Parapsicológicos*. Da mesma maneira que médico é quem tem título universitário de Medicina, e não quem se interessa pela Medicina e menos ainda o doente que o médico estuda ou trata.

 

PARAPSYCHOLOGICAL ASSOCIATION.  === ===

 Ver em Fantoni, onde fala de Rhine (biografias).

 

PARAPSYCHOLOGY  FOUNDATION, INC. Sociedade americana fundada em 1925. Publica a “Parapsychology Rewiew”, as conferências anuais e séries monográficas. É uma organização de ensino sem fins lucrativos. Propõe-se também animar os estudos de Parapsicologia*. O seu campo de atividade compreende as próprias pesquisas dos seus membros e de outras instituições, incitamento a pesquisas individuais ou em grupo e, se for necessário, o seu financiamento, organização ou patrocínio de conferências. Visa permuta de opiniões entre Parapsicólogos* ou indivíduos pertencendo a diversas disciplinas científicas ou filosóficas. Ver Garret., Eilen J.

 

PARAPSÍQUICA. Termo proposto por Boirac*, para designar a ciência que então chamavam Metapsíquica*, Ciências Psíquicas*, Pesquisa* Psíquica, etc., e hoje se chama Parapsicologia*, termo este de Parapsicologia* também proposto pioneiramente por Boirac*.

 

PARAPSÍQUICOS, Fenômenos. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

PARAPSYCHOLOGY  LABORATORY.  Organismo destinado ao estudo dos Fenômenos Parapsicológicos* pertencente à Universidade Duke*, fundado em 1930, famoso pelos trabalhos do Dr. Rhine* com destacados colaboradores: Pratt*, Pearce*, Zener*, etc., depois transformado em “Parapsychology Institut”.

  Efetuaram só Experiências Quantitativas*. E, aliás, geralmente mal interpretadas. Ver Micro-Parapsicologia.

 

PARASISMOGÊNESE ou METASISMOGÊNESE. Vibrações por Telecinesia*, termo preferível, simplesmente. Às vezes de grande intensidade. Localizadas perto de algum Psíquico*: nas paredes, portas, móveis, candeeiros, quadros, etc., por exemplo em casos de Poltergeist*.

 

PARASENTIDOS. Ver Parestesia. Ver também concretamente Visão Cutânea....

 

PARATERAPIA. Tratamento psicoterápico das pessoas que manifestam Fenômenos Parapsicológicos*.

  Qualquer Fenômeno* vinculado com o Curandeirismo*, Cirurgias* Espirituais, etc  Com este significado abrangente, sinônimo de Psicohigiene*, termo preferível.

 

PARCAS, deusas. Na Mitologia* greco-romana, as deusas (?) do Destino* (?). São apresentadas como filando o futuro nos mínimos detalhes.  

 

PAREIDOLIA.  Ilusão visual em que se dá às imagens uma interpretação fantástica.

 

PAREMNÉSIA. Nomes como Efabulação, Pseudo-Reminiscência, Falsificação Retrospectiva,  e o termo preferível Paremnésia são todos utilizados para designar uma aparente recordação de acontecimentos e coisas simplesmente parecidas. Memória falseada.  Atende-se às semelhanças e passam desapercebidas as diferenças. Ver Déjà vu.

 

PARERGIA.  O mesmo que Telecinesia* ou inclusive Telergia*, termos preferíveis a não ser quando se quer frisar que se trata de Fenômenos* por energia física, EN*, em contraposição aos termos e conceitos errados da inexistente Psicocinesia* ou PK*, que é considerada PN* pela Micro-Parapsicologia*.

 

PARESTESIA. Em Medicina, inversão anormal de funções receptoras. Sensação anormal. Por exemplo, sensação de queimadura, de picadas, de entorpecimento, de formigueiro, normalmente maiores nas extremidades dos membros. São atribuídas à disfunção dos nervos periféricos ou do sistema nervoso central.

   Em Parapsicologia*, sensação de um sentido percebida por outro sentido. Qualquer sentido que age por outras partes do corpo diferentes da diferenciada para essa determinada função, assim como DOP*, também Paragosto, Paraouvido, Paraolfato e Paratacto. Deve-se à HD*.

 

PARIS, Diácono François de. Ver Taumatofilia.

 

PARIA. Pertencente à casta baixa, por oposição ao Bramane*.

 

PARSISMO e PARSIS. Ver Zaratustra.

 

PASSO. Sinônimo de morte na terminologia do Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo*.

 

PATOGNOSIA. Termo introduzido por Bret para designar o conhecimento Parapsicológico* concretamente de doenças.

 

PAULA, São Francisco de: ===  ===  Um dos maiores Taumaturgos* da História. Ver Sansonismo, Psicohigiene, 

 

PAUWELS, Louis (1920-1997). Escritor francês que dedicou o seu interesse aos Fenômenos* chamados do Ocultismo* e aos OVNIs*, muitas vezes numa visão fantástica e irrealista, muito contribuindo para o incremento atual dessas fantasias e outras crendices. Mas especialmente com seu livro, junto com Jacques Bergier*, “Le Matin des Magiciens”, Paris, 1960, também fomentou o interesse e certos conhecimentos sobre Fenômenos Parapsicológicos*  autênticos. Publicou também “Monsieur Gurdjieff”, Paris, 1966 - “Ce que je Crois”, 1974.

 

PAVLOV, Ivan Petrovich (1848-1936). Filho de um sacerdote ortodoxo russo, com poucos recursos materiais, Pavlov teve de lutar contra a pobreza para terminar os seus estudos de Medicina. Em 1890, foi nomeado professor de Farmacologia na Academia Médica Militar de São Petersburgo e, cinco anos depois, tornou-se professor de Fisiologia. O seu livro “Funcionamento das Glândulas Digestivas”, 1897, esteve na base da atribuição do Prêmio Nobel. Foi considerado como decisivo avanço metodológico a utilização da experiência repetida, em oposição à experiência simples. A sua grande perícia cirúrgica permitiu-lhe criar fístulas nos estômagos, nas glândulas salivares e pancreáticas dos cães e estudar assim a função destes órgãos em animais saudáveis. Estudou, por meio de técnicas fisiológicas objetivas, o comportamento dos seus animais e descobriu o reflexo condicionado. Para o fim da vida Pavlov interessou-se pela doença psiquiátrica e aplicou a sua interpretação teórica da atividade nervosa à compreensão da perturbação mental. A descoberta do reflexo condicionado tem sido importante no desenvolvimento da Psicologia, nomeadamente no domínio da aprendizagem.

 Ao mesmo tempo que pesquisava em Fisiologia, pesquisava em Parapsicologia*, notadamente na Telepatia*, sendo seus estudos neste ramo muito famosos dada a reconhecida importância científica do pesquisador.

  Deve-se citar Loutsia Pavlova, cientista russa que se especializou, seguindo Paulov, no estudo da Telepatia*.

 

PC ou CP. Siglas de Pura Clarividência, a primeira nas línguas latinas, a segunda em inglês.  As siglas são preferíveis. Trata-se de um subtipo de ESP* ou PG*. Difere de PT*  porque parece que o Psíquico* (o Clarividente) capta por PG* diretamente objetos ou realidades físicas, diferentes dos atos mentais de outra pessoa.

  Os antigos Magnetizadores*, que foram os primeiros a observar este Fenômeno* em Experiências Qualitativas*, em condições aceitáveis cientificamente, deram-lhe também os nomes de Lucidez* e Dupla Vista.

   Na realidade essa distinção entre PC e PT*, própria da Micro-Parapsicologia*, não deveria passar de mera classificação prática, como o era já para os antigos Magnetizadores* e como desde o inicio insistiam Richet* e os primeiros Parapsicólogos*: Se parece que se captou uma coisa física, chame-se PC; se parece que se captou um ato mental, chame-se PT*. Mas em teoria nunca se pode ter certeza de ser PC,  porque tal conhecimento de coisas físicas pode ser obtido através do pensamento, lembrança, sentimento... de alguma pessoa no presente, no passado ou no futuro, e então seria PT.

Teoria demais para os deformados na Micro-Parapsicologia*, que sofreram uma Lavagem*  

   Cerebral para experimentar muito e raciocinar pouco fora da sua metodologia.

Pcg. Sigla de Precognição. A sigla é de uso preferível. Divisão de PG*, quando se manifesta conhecimento direto de algúm acontecimento futuro. Direto, isto é, não conhecido por dedução lógica ou interferência  normal. Por agir fora do tempo, a Pcg é um efeito certamente espiritual, PN*.

   Chama-se Pcg Tutelar aquela que é em proteção do próprio Psíquico* ou dos seus seres queridos.

 

PEARCE, Hubert.  Ver Pratt, Joseph Gaither.

 

PEDRA FILOSOFAL. Uma substância que segundo acreditavam e esperavam descobrir os 

partidários da antiga Alquimia*, teria o poder de converter em ouro os elementos comuns.

 

PELLEGRINO, Padre Ernetti.  Recentemente os propagandistas do Espirituismo* fizeram-no famoso como se uma sua espectacular Escotografia* fosse uma TCI*.

 Aconteceu que em experiências sobre as oscilações eletrônicas na música pre-polifônica acreditaram haver captado as ondas emitidas por Cristo morrendo na cruz e que ainda estariam pelo cosmo. Na realida era Escotografia da lembrança inconsciente que o padre tinha da impressionante imnagem de Cristo no Santuario do Amor Misericordioso em Collevaleça, Todi, na própria Italia (mesmo que fossem ondas remanescentes, seriam da imagem atual, não de há 20 séculos).

 

PÊNDULO. Instrumento geralmente usado pelos praticantes da Radiestesia*. O pêndulo preferentemente é constituído por uma esfera, freqüentemente metálica, suspensa de um fio. A função do pêndulo é ampliar nas suas oscilações os movimentos I. I. I.* da mão do Radiestesista*. Foi estudado destacadamente por Chevreul*, que provou com pioneirismo as oscilações serem devidas a movimentos I. I. I.*

 

PENSAMENTO, Novo.  Termo genérico para um movimento moderno que se espalhou dos Estados Unidos para outras partes do mundo e que se ocupa essencialmente com o poder do pensamento, o princípio de que, “como o homem pensa, assim é”, sobretudo na cura (?) de doenças. O movimento deriva dos aspectos mais fantasiosos do Mesmerismo* e foi influenciado pela idéias,carregadas de Mito* e Superstição*, do “Movimento Transcendental da Nova Inglaterra” e em particular pelas elucubrações, ainda mais  irrealistas, de P. P. Quimbey* e a Christian* Science.

 

PENTECOSTAIS, Movimentos. Dizem repetir-se o Dia de Pentecostes* muito frequentemente.

   Por terem as “curas” (?) como um dos atrativos principais, são análogos à Christian* Science, mas os Movimentos ou Seitas* Pentecostais hoje são bem mais importantes e com mais seguidores do que a Christian* Science.

   Os grupos de praticantes de Curandeirismo* pentecostal ou Plinter Groups, também chamados Rodadores Santos (Holy Rollers), percorrem o mundo, expulsando aos gritos Demônios* (?), aos que eles atribuem todas as doenças e todos os males, inclusive tudo o que destoe de sua visão religiosa fanática.

   O Pentecostalismo também nasceu em Norte-América e desenvolveu-se principalmente à custa das Igrejas Batistas, talvez pelo realce que tanto aquele como estas dão ao batismo praticado por imersão e somente para adultos.

   As diversas Igrejas Pentecostais contam hoje no mundo com milhões de membros e seu número continua em crescimento.

   Hoje a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada no Brasil pelo ex-Umbandista* e auto-nomeado bispo Edir Macedo, é um dos Movimentos Pentecostais de maior difusão, e em todo caso certamente de maior exploração econômica dos seus fieis, que sofrem uma autêntica Lavagem* Cerebral... em nome de Deus* (!).

=== ===  carismáticos   === ===

 

PENTECOSTES, Dia de. Dia em que os Apóstolos, em cumprimento da promessa de Cristo de que lhes enviaria o Divino Espírito Santo, repentinamente, onde estavam reunidos, viram-se em meio de grande  terremoto, sem a mínima destruição, e em enorme estrondo, que provocou a concentração de milhares de pessoas, foram transformados em profundos conhecedores da Revelação* divina, de covardes em valentes que enfrentariam o martírio... Naquele dia São Pedro foi entendido em 18 línguas diferentes por milhares de pessoas, das quais 3.000 abraçaram o Cristianismo e se fizeram batizar. Etc.

 

PEQUENOS FEITICEIROS.  Nome por que, na Normandia (França), o povo designava os pastores de ovelhas e cabras, pois esta profissão era considerada maléfica. Eram assim chamados por declararem (?) que só iam a pequenos Sabats*, isto é, fora dos dias tradicionais e sem que o Diabo* estivesse presente às cerimônias. Eles foram as grandes vítimas das perseguições aos feiticeiros na França, nomeadamente no tempo de Luís XIII, século XII.

 

PEQUENO SISTEMA   Ver Hinayama.

 

PERIANAGNOSIA. Leitura por PG* de um pequeno texto nas circunvizinhanças (ou também por HIP*, se estão presentes pessoas que conhecem o texto em questão).

 

PERCEPÇÃO DERMO-ÓPTICA, PARAÓPTICA, HIPERÓPTICA ou CUTÂNEA. Ver DOP, a sigla é preferível.

 

PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL. Ver ESP, a sigla é preferível.

 

PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL EM GERAL (GESP). Na Micro-Parapsicologia*, conjunto indiferenciado da ESP*, isto é, quando nas Experiências Quantitativas* não se pretende diferenciar entre PT* e PC*.

 

PERFEITÍSSIMOS, Seita dos. Ver Seitas.

 

PET. Ver ETP.

 

PERCIPIENTE. A pessoa que capta  ou tenta captar por PG* ou HIP*. Por exemplo, na ST* aquele que manifesta a mensagem ou informação que o mal chamado Agente* (?) deseja transmitir.

 

PERIANAGNOSIA.  Ver Anagnosia.

 

PERISPÍRITO ou PERIESPÍRITO. Termo equivalente ao Mediador Plástico de Cudwort, ao Arqueu de Van Helmont*, ao Evestrum de Paracelso*, ao Chéumata* dos neo-platônicos ou ao Ochema* de Platão*. Lancelin chama-o Aerossoma* e Bret designa-o por Metassoma.

   Corresponde ao Duplo* ou Corpo* Astral do Ocultismo*, ao Ka* dos antigos egipcios, etc.

Pesquisadores russos influenciados pelas pretensões do Espiritismo* e Ocultismo* a respeito do Perispírito* e similares acreditaram inicialmente que com a Máquina Kirlian* habiam fotografado o que chamaram Bioplasma ou Corpo Bioplasmático.

   Segundo a doutrina do Espiritismo* seria o mediador entre o corpo físico e a Alma* espiritual, responsável pelas funções vegetativas e pela indissolubilidade orgânica do ser vivo. Seria um envoltório (?) do Espírito* (!). Definem-no como de natureza semi-material (?) ou semi-espiritual (?).

   O Perispírito, e similares, em tanto em quanto se identifique com a Telergia* pode ter sentido, do contrário não passando de devaneios, inclusive contraditórios. Entre o conceito de espíritual  e o de matérial não há termo meio: ou é espiritual ou não o é. A Telergia* pode ser tão tênue quanto se quiser, mas é sempre material, tem peso, massa, estrutura, tempo, distância, obstáculos, etc. E um ser espiritual não tem nada disso. Não pode haver algo, como o pretendido Perispírito e similares, que seja meio material, meio espiritual. Tal conceito só cabe na cabeça dos primitivos, selvagens... antigos  e dos modernos alienados pelo Espiritismo ou Esoterismo...

   Estes autores do campo do Espiritismo* e Esoterismo*, copiando-se uns aos outros, costumam repetir a calunia ou crassa ignorância de afirmar que a existência do perispírito havia sido reconhecida pelo Cristianismo primitivo. E citam 1Ts 5, 23 onde São Paulo fala da trilogia “corpo, alma e espírito”. Na realidade essa trilogia paulina designa: 1) corpo material (soma no original grego). 2) Alma* espiritual que vivifica o homem (psijé em grego). E 3) A graça santificante que nos faz filhos de Deus* (pneuma em grego), hoje também falando-se de vida espiritual neste mesmo sentido. 

 

PERSONA. Termo da Psicologia de Jung*, que se refere à máscara ou fachada com que a Personalidade* se apresenta ao mundo exterior. Ver Prosopopéia, termo análogo preferível em Parapsicologia*.

 

PERSONALIDADE.  De todos os termos que a Psicologia moderna emprega, é este o que sofreu mais variações no seu significado.  Allport em 1933, enumerava cinqüenta acepções diferentes. De um modo geral, a Personalidade representa a noção de unidade integrativa do ser humano, pelo que inclui todo um conjunto das suas características diferenciais permanentes (constituição, temperamento, inteligência, caráter...) e as suas modalidades específicas de comportamento. Personalidade é a organização integrativa dos aspectos cognitivos, afetivos, fisiológicos e morfológicos do indivíduo. Organização única, dinâmica e integrada de qualidades relativamente estáveis e previsíveis do comportamento, expressão e pensamento característicos de um indivíduo e que constituem o estímulo social a que os outros respondem.

 

PERSONIFICAÇÃO. Objetivação de tipos (Richet*). Ver Prosopopéia, termo preferível.

 

PERSONISMO. Assim chamava Myers* ao processo de Divisão* da Personalidade, expressão preferível.

 

PES. Sigla que alguns em línguas latinas usam indevidamente em vez do termo oficial, do inglês, ESP*.

 

PESADELO. Sonho* assustador que provoca uma sensação de sufocação, muitas vezes o indivíduo acordando aterrado. Aparece em todas as idades, mas no adulto é raro, a não ser  em estado febril ou “traumatizado” em algum grau. É curioso verificar como raramente os Psicóticos* se queixam de pesadelos, porque o problema já “estourou” pela Psicose*.

 

PESQUISA PSÍQUICA. Ver Psiquicas, Ciências.

 

PETERS, Alfred Vout. (1867- ===  ) Inglês nascido em 1867. Foi Médium* de Transe* e PG*. Peters, no “Laboratório Nacional de Pesquisa Psíquica”, registrou um conhecido sucesso por Psicometria* com a caixa de Joana Southcott,  sem abri-la.

   Repetidamente Peters é mencionado nas pretendidas Comunicação* e Identificação* de “Raymond”, que Sir Oliver Lodge* refere no seu famoso livro, com esse título.

 

PETRITSCH, Vidente de. Mulher búlgara de nome Wanga, que vivia na cidade de Petritsch e que é famosa pelas suas excepcionais manifestações de PG*. Em 1958, quando se encontrava em pleno auge dessas manifestações, foi cuidadosamente examinada por dois médicos em Experiencias Qualitativas*.

   Ao que parece, em 1970 enfraqueceram suas manifestações em conseqüência de agravamento da doença.

 

PEYOTE (ou Peiote). Cacto mexicano, Lophophora Williamsi. Ver Mescalina.

 

PG. Sigla de Psi-Gama. É  importante, antes de mais nada, Ver o termo PSI.

   A expressão Psi-Gama, ou a sigla PG de uso preferêncial, provem das letras gregas Psi, início da palavra psiché, que significa Alma*; e gama, primeira letra da palavra gnosis, que significa conhecimento. Conhecimento Parapsicológico* próprio da Alma*, espiritual, PN*, em contraposição ao conhecimento Parapsicológico* próprio do corpo, sensorial, EN*.

   A Escola* Europeia, não só com Experiênncias Quantitativas* de ESP*, senão tambem com inumerávreis Casos Espontâneos* recolhidos em todas as épocas e em todos os povos, e com milhares de Experiências indiretas (como na época do Mesmerismo* e posteriormente da Hipnose*), e diretas com milhares de Experiências Qualitativas* de todo tipo, demonstrou inapelavelmente a existência de PG e todas as suas subdivisões e características.

Demonstrou que é faculdade inerente a Alma* humana, do nosso Inconsciente*, que todos temos. Nesse sentido é Paranormal*.

   PG engloba todos os Fenômenos PN*. Levando só em consideração as principais divisões e as nomenclaturas clássicas, PG divide-se, no âmbito do Consciente*, em AP* ou LP*, e TP*. No âmbito do Inconsciente*,  em TIE*, ST* e HP*. Em relação ao tempo divide-se em SC*, RC* e Pcg*... Embora todas estas subdivisões sejam completamente desconhecidas pela Micro-Parapsicologia*. Em relação ao objeto da percepção, PG divide-se em PT* e PC*.  Com referência a estas últimas divisões a Micro-Parapsicologia* fala também de GESP*, mas melhor seria dizer PG em Geral. 

   Que é uma faculdade PN*, extrasensorial, espiritual, se deduz com toda evidencia das suas qualidades. Não tem tempo, nem distância, nem obstáculos... Qualquer obsráculo físico, tais como paredes, montanhas, etc., que se possam interpor entre o Percipiente* e o objeto, assim como a maior ou menor distância, maior ou menos tempo passado ou futuro, nada físico uturo ajuda nem dificulta o funcionamento dessa faculdade. Assim o formula a Micro-Parapsicologia* com referência à ESP*. Na realidade tanto na ESP* como em todo tipo de conhecimento PN*, esta faculdade PG prescinde da distância, dos obstáculos e do tempo só dentro do Prazo* Existencial e em Relação* Psíquica

   A título de exemplo,  Ver Sainclair, Upton.

 

PHILIPPE, Mestre (1849-1905). Pseudônimo do Curandeiro* Nizier Anthelme Vachot. Nasceu de pais franceses, mopdestos camponeses em Loisieux, uma pequena aldeia da Saboia, quando ainda era italiana. De criança cuidava das ovelhas. Quando adolescente foi morar com um tio em Lyon, empregando-se num açougue. Passava os serões lendo fascinado tudo o que podia, em incrível sincretismo, de “Aparições*”, “Mística*”... e Magia*. Até que o patrão, que não precisava de visionários no seu açougue, teve que despedi-lo. E então teve mais tempo para mais leituras, mais “Mística”, mais Magia*, mais Ocultismo*...

   E o “santo” terminou sendo um famosíssimo Curandeiro*, sob o nome de Mestre Philippe. Alguns estrondosos casos de morte de pessoas que haviam sido “curadas”, provocaram, porém, a perseguição pela Justica, sendo condenado por exercicio ilegal da Medicina em 1877, 1890 e 1892. Mas o “santo” habilmente sempre soube encontrar proteção nos políticos dos que passava a fazer propaganda. Assim chegou a ser recepcionado pelo agregado militar da Embaixada russa, e por seu intermedio em 1901 conheceu a Imperatriz Militza Nicolaievna que, com o Czar Nicolás II, estava visitando França.

   Pouco depois Mestre Philippe foi chamado a São Pertersburgo. A Czarina esperava que as orações do “santo” Mestre Philippe alcançassem de Deus* para ela e para o Czar o tão desejado herdeiro. E Mestre Philippe instalou-se no castelo-palacio de Zarskote Selo. Com toda solenidade e “devoção” a Czarina Militza dia após dia era submetida a toda classe de Esconjuros* e Orações* Fortes... E logo correu pela corte a féliz noticia do “milagre”. Mais um tempinho e a Czarina passou a usar vestidos amplos e sem o corset. Quando aparecia envolvida no vestido de veludo preto, toda a corte ficava radiante de alegria. O Czar resplandecia de contente. E Mestre Filippe continuava com suas Orações* Fortes e impressionantes cerimonias deMagia*. A Czarina muito justificadamente mostrava ardente  predileção por aquele “santo”.

   Quando passaram os nove messes todo São Petersburgo aguardava dia a dia, hora a hora, as tradicionais salvas de canhão disparadas desde a fortaleza de São Pedro e São Paulo. A Czarina não saia dos seus aposentos, não saia da cama.

Por fim, apesar de alguma resistencia, o médico da corte, Professor Doutor Ott, obteve permissão para examinar a Imperatriz... Consternação geral: a Imperatriz nem sequer havia estado grávida!

   Os popes russos da corte, que desde o começo viam com maus olhos a conduta dos Czares,

agora redobraram suas instruções para libertar a corte da Superstição* ocidental. Por ordem do comandante do palacio, o representante da Russia em Paris iniciou uma investigação sobre o passado de Philippe... O informe foi devastador. Mestre Philippe teve que voltar à sua pátria, não sem que antes a amorosa Czarina o comulasse de presentes.

Pouco depois de regressar a França, Mestre Philippe, em Loyase, morreu..., pode-se dizer que de amargura.

 

PICARD, Vigário.  Ver Louviers, Caso de.

 

PICTOGRAFIA. Ver Psicopictografia.

 

PIO, Padre (1887-1968). Nome religioso e popular do famoso frade capuchinho Frei Francesco Forgione, de Pietrelcina, Provincia de Benevento, Italia. Viveu no mosteiro de San Giovanni Rotondo,  na Provincia de Foggia, onde faleceu.

   O Padre Pio era muito popular, especialmente pelos seus Estigmas*. Os Estigmas* nas mãos apareceram no dia 7 de Setembro de 1910, desapareciam para voltar a aparecer em semanas alternativas até Setembro de 1918 em que ficaram definitivos. Nesse mesmo ano, uns dias antes, no dia 5 de Agosto, apareceu o Estigma* no costado. Como antes de morrer ficou muito tempo em coma, deixando a mente de “martelar” nos Estigmas, a força curativa da natureza curou-os todos plenamente.

   Dermografia*, evidentemente natural, histérica*. Diagnóstico, aliás, que havia anos já garantira, após detalhada pesquisa, o Pe. Agostinho Gemelli*. Um dossié de 200 páginas com irrecusaveis provas da Histeria* foi entregue ao Vaticano pelo bispo de Ancona, Don Carlo Maccari, após ampla investigação de especilistas a pedido  do papa João XXIII. Já antes Pio XI (1929-1939) havia tentado severamente reprimir a Histeria* do Pe. Pio. Neste aspecto Ver Neumann, Teresa.

   Além dos Estigmas* da Paixão de Cristo, o Pe. Pio manifestou também algumas  Levitações*, e frequentes casos de HIP* e PG*.... Histérico, e santo: muitos desses casos foram realmente admiráveis, com dominio, claramente Especialmente Providenciais*. E obteve de Deus* vários Fenômenos indiscutivelmente SN*. Foi Beatificado por João Paulo II no dia 2 de Maio de 1999, com enerme afluencia de pessoas à Praça de São Pedro.

 

PIO V.  No século XVI, este Papa teve um conhecimento PG* importante e perfeitamente exato, a respeito da vitória da frota aliada de Espanha, Veneza e o Vaticano sobre a então poderosíssima e que pacecia invencível armada turca. Era a famosa batalha naval de Lepanto. O conhecimento PN* manifestou-se no momento preciso em que terminava o combate à entrada do golfo de Corinto.

   Os documentos do Vaticano, estudados por J. Grente, precisam: “Eram cerca de cinco horas quando a batalha de Lepanto chegou ao fim. No mesmo momento, a 7 de Outubro de 1571, Pio V, que após a partida dos navios cristãos redobrava as suas preces e mortificações, estava a examinar com alguns prelados as contas do tesoureiro Busotti. De repente, como que possuído por uma força invisível, levantou-se, ainda imerso nos seus pensamentos aproximou-se da janela, abriu-a, olhou para leste e depois, virando-se para os que estavam a seu lado, os olhos brilhantes de êxtase, disse: Deixemos os negócios e agradeçamos ao Senhor, a frota cristã alcançou a vitória. Mandou sair os presentes e dirigiu-se imediatamente para o seu oratório. Mas Busotti e os seus colegas, surpreendidos com aquela manifestação tão inesperada como animadora, anotaram o dia e a hora. Na sua excitação apressaram-se a dar a notícia a vários cardeais e mais pessoas, que igualmente anotaram a data”.

   A confirmação deste conhecimento PG* de manifestação SC*, só chegou após duas longas semanas de espera, trazida por um mensageiro que D. Juan de Austria enviara do local da batalha a Roma.

 

PIPER, Eleonor E. (1857-1950). A mais destacada Médium* de Adivinhação*, especialmente na classificação TIE* (e HIE*), em toda a  história da Pesquisa* Psíquica. Convenceu à aceitação de PG* a inteligências tais como Sir Oliver Lodge*, Richard Hodgson*, William James*, James Hyslop* e muitos outros. Produziu inclusive alguns dos escritos que fazem parte das Correspondências Cruzadas*.

   Sua infancia e adolescencia correram normais, fora de algumas isoladas Adivinhações*, e praticava sua religião de Igreja Congregacuional. Mas depois sofreu um acidente que lhe causava muito sofrimento. Casou aos 20 anos com William Piper, e aois 23 anos teve uma filha, Alta, acontecimentos que parecia lhe aliviariam os sofrimentos decorrentes do acidente, mas foi todo o contrario. Ate que um dia, impressionada por um forte raio, entrou em Trance*. E as Adivinhações* passaram a ser freqüentes e notáveis..., sendo então  arrastada para o Espiritismo*. Atribuia suas manifestações ao Controle* Phinuit, e depois a diversos espíritos de pessoas recentemente falecidas, principalmente George Pellew.

   Durante vinte anos esteve continuamente sob a intensa supervisão direta da A.S.P.R.* e da S.P.R.*, sem que alguma vez tivesse provocado qualquer suspeita sobre as suas atuações. Que era inteiramente honesta era um fato aceito por todos os que lidaram com ela.

   Em 1919, Piper declarou que havia perdido completamente “seus dons” e retirou-se de sua vida de Médium*. Então ela mesma reconheceu e publicou que suas manifestações não eram Comunicações* dos Espíritos* (?) dos mortos, jamais havendo  dito nada que não estivesse na mente de algum vivo.

 

PIRÂMIDES. Sistema de Adivinhação* baseado nas diversas proporções e medidas da Grande Pirâmide, que, segundo os alienados seguidores do Ocultismo* estariam anunciando importantes eventos históricos.

   Afirmam também que os construtores das Pirâmides de Egipto, e de outras espalhadas pelo mundo, tinham conhecimentos científicos superiores aos atuais e que esses conhecimentos foram incluídos, de forma simbólica, na estrutura das Pirâmides.

   Dizem que as Pirâmides de Egipto e de outras partes foram construidas por Extraterrestres*. Etc.

   Nada das pretenções dos propagadores do poder das Pirâmides está de acordo com a Egiptologia e Arqueologia científicas. Assim, por exremplo, dizem que as Pirâmides ajudam à agricultura, e “esquecem”que as Pirâmides de Egipto estão num  deserto onde nem o capim cresce. Dizem que as Pirâmides são boas para a recuperação da saúde, e “esquecem” de outra Superstição*, a Maldição de Tutankamon*. Etc.

 

PIRÓBATA.  Indivíduo que manifesta Pirovasia*.

 

PIROGÊNESE. Produção de fogo por Telergia*. Pode inclusive arder sem consumir, como o célebre caso que refere a Bíblia* da sarça com Moisés (Ex 3, 2s). Geralmente se verifica no decurso de Poltergeist* e geralmente é indicio de forte tensão emocional. Ver Função* Menos. Em circunstâncias de extrema gravidade psicológica pode chegar à Auto-combustão*.

   Não confundir com a simples Termogênese*.

 

PIROMANCIA. Entre outras muitas Mancias*, esta pelo movimento do fogo.

 

PIROVASIA. Imunidade ao fogo. Ver também Absefalésia e Analgesia.

   Há Pirovasia EN* e também, claro está, SN*. Não há Pirovasia PN* (como nenhum outro Fenômeno* Parafísico ou Mixto é PN*, contra a afirmação tão difundida da Escola* Norte-Americana).

   É claro que o pesquisador não pode esquecer que pegar brasas com a mão, caminhar sobre brasas, etc. são técnicas e truques clássicos em Ilusionismo*. Há muita Fraude* e técnica.  Assim os Piróbatas, determinadas pessoas Iniciadas*, podem caminhar sobre brasas, durante certas cerimônias, geralmente religiosas. Esta Pirovasia concreta a Escola* Norte-Americana, sem saber que o Fenômeno* tinha já nome, o “rebatizou” com o simplorio nome Fire-Walking (= Caminhar sobre o Fogo). Assim certos Piróbatas o fazem durante certas cerimônias tradicionais na China, Indochina, Japão, Índia, norte da África, na Bulgária,  Grécia,  Espanha,  Argentina, etc.

   Evidentemente, que o fanatismo ou Estado Alterado* de Consciência também ajudam a suportar as brasas e o calor...

   Existem muitos casos famosos de proteção EN*, pela Telergia*, nesse momento contra brasas ou pequenos fogos. Home* pegava em brasas e as colocava sobre a cabeça ou na palma da mão. Destas façanhas foram testemunhas Wallace*, Lorde Adare, Sir William Crookes*... Outros Médiuns* nos que se verificou  Pirovásia foram  J. J. Morse*, David Duquid, Dr. Hoope, Suydan John Hoperoft, Mme. Crespigny, Annie Hunter, etc.

   Entre os numerosos casos de Pirovasia SN*, citamos , por exemplo, o caudilho católico Venerável Cansard. Na rebelião dos protestantes, os chamados huguenotes, contra Luís XIV, permaneceu, na presença de seiscentas pessoas, de pé na pira, até que esta se apagou.  Não tinha uma única “beliscadura” do fogo.

   São Francisco de Paula? de Pádua* ?, Santa Catarina de Sena, São Francisco de Assis, etc. ===  === ===   ACRESCENTAR ALGUNS DETALHES.... DA PÁG. 117 ... DO 1o. VOL. DOS  MILAGRES* === ===    E muitíssimos outros santos e mártires.

 

PÍTIA. Ver Pitonisa.

 

PITIATISMO. Termo criado por Babinski* com referência às manifestações funcionais, invencionices, abertas mentiras, Fraudes* e tantas outras manifestações de Histeria* que costumam surgir principlmente durante a Hipnose*, mas também em outros Estados Alterados* de Consciência.

 

PITONISA ou PÍTIA. Sacerdotisa grega, que produzia Oráculos*, isto é, uma espécie de conversação entre os deuses (?), principalmente Apolo, e o sacerdote para responderem às consultas que lhes eram feitas. O seu papel Profético* exteriorizava-se em condições psico-físicas particulares, que faziam pensar no estado que modernamente é chamado Transe* ou Êxtase* e que então se denominava Mantiqué = loucura. Delírio sagrado alcançado inalando particulares vapores, no caso da Pitonisa de Delfos*, a mais famosa. Em outros templos frequentemente pela absorção de especiais decocções  de ervas. Ver Heródoto*.

 

PK.  Sigla de Psi-Kapa. É importante antes da meia nada Ver o termo geral PSI.

   A expressão Psi Kapa, ou a sigla PK de uso preferêncial, provem das letras gregas psi, início da palavra grega psijé = Alma* espiritual; e kapa, inicio da palavra kínesis = movimento, ação. Psyco-kínesis, traducido por Psiconesia, termo da Escola* Norte-Americana, que significa movimento espiritual: “Influencia direta do espírito sobre a matéria” (Rhine*).

Pretende designar Fenômenos* de Efeitos Físicos que seriam PN*. Erro da Escola* Norte-Americana que, após comprovar a autenticidade de algum pequeno Fenômeno* Parafísico, pensou que tinham a mesma explicação PN* que a ESP*, isto é, extrasensorial, espiritual. Na realidade PK não existe. Todos os Fenomenos* Parafísicos são EN*.

   Deve-se principalmente ao CLAP* a revisão e conclusões verdadeiramente científicas a respeito da chamada PK. De fato a Micro-Parapsicologia* com Experiências Quantitativas* confirmou um pequeno aspecto da conhecidíssima Telecinesia*, confirmou que se pode influir sobre um pequeno sistema físico em ação, por exemplo sobre dados rolando. E a partir dessa mínima confirmação, sob o termo PK a Micro-Parapsicologia* engloba erradamente todos os Fenômenos* Parafísicos.

   Em primeiro lugar, a própria existência da maioria dos Fenômenos* Parafísicos, fora do laboratorio, de que tem alguma notícia, como Aporte*, Pirogênese*, Pneumografia*, Fantasmogênese*, etc, etc,  é recebida com reservas e mesmo negada completamente, sem havê-los jamais estudado, pela Micro-Parapsicologia* como pela maioria dos cientistas (?) estabelecidos. A Escola* Norte-Americana e aqueles cientistas (?) apriorísticamente exigem que toda realidade seja repetível à vontade e medida estatísticamente em laboratório! Mas a existência desses Fenômenos* é absolutamente inegável. Frequentissimamente casos  

   Espontâneos de toda clase de Fenômenos Parafísicos* inclusive de Levitação* hão sido observados por muitas e muitas pessoas fidedignas, e outras muitas vezes observados em Experiências Qualitativas*, inclusive fotografados, gravados, filmados...  pelos próprios investigadores.

   Por outra parte, nenhum Fenômeno* Parafísico é devido a PK, não são  PN*, não são espirituais, são todos físicos, por Telergia* ou Ectoplasma, EN* (ou  então SN*, que também nada tem a ver com PK). Não se influe parafísicamente nem no passado nem no futuro nem à distancia. Por exemplo nos casos de Poltergeist* ou popularmente “casas mal-assombradas”, ficando a mais de 50 m. todas as pessoas, desaparece instantâneamente a “assombração”(?). Há um Desafio* de 10.000 dólares a cada um se alguma pessoa ou um grupo, mesmo de milhares de pessoas, conseguir sem truque um Fenômeno* Parafísico ficando todos a mais de 50 m de distância. Todas as experiencias da Escola* Norte-Americana sobre a pretendida PK cairam em erros primários de experiementação: sempre que obtiveram êxito, ao menos em determinados momentos durante a experiência havia alguem perto do objeto a ser influenciado.

   E também é de infantil desconhecimento de Filosofia o argumento que pela boca de Rhine* apresenta a Micro-Parapsicologia* para classificar como espiritual os resultados obtidos pela pretendida PK: “o efeito é inteligente”. Ora, com essa mesma total ignorancia de Filosofia se poderia argumentar (?) que a bengala com que o velho mexe numa pedra é espiritual, porque demonstra inteligencia. A bengala seria espiritual...!

   Portanto, a sigla PK e os termos equivalentes Psi-Kapa e Psicocinesia deveriam suprimir-se do vocabulario da Parapsicologia*, são um atestado da ignorância crassa de toda a Micro-Parapsicologia*.

 

PLAAT, Lotte. Psíquica* holandesa cuja faculdade de Psicometria* foi utilizada repetidas vezes pela polícia alemã para rastrear criminosos com êxitos às vezes muito admiráveis.  

   Em 1930 realizaram-se importantes e exitosas Experiências Qualitativas* com ela no “Laboratório de Pesquisa Psíquica”,  em Londres, nada menos que sob a direção de Harry Price*.

 

PLACAS ou CAMPOS.. Zonas particulares em que se dá o reflexo, nomeadamente epidérmico, de todos os atos psicológicos, Conscientes* e Inconscientes*, normais, EN* e PN*. Não, evidentemente, dos SN.

   Foram pesquisadas primeiramente pelo Dr. Klauder, na França, e muito especialmente pelo Parapsicólogo* italiano Dr. Giuseppe Calligaris, professor de Neuropatologia na Universidade de Roma. Dá conta das suas muito longas pesquisas numa série de livros por ele publicados: “La Catene Lineari del Corpo e dello Spirito”, Roma, 1928 - “Le Catene del Corpo e dello Spirito davanti alla Diagnostica..Il Cancro”, Udine, 1936 - “Le Meravigle dell’Enteroscopia”, Roma, 1934 - “Telepatia e Radio-onde Cerebral”, Milão, 1934 - “Telepatia e Telediagnóstico”, Udine, 1935. Etc.

 

PLACEBO.  Produto sem qualquer atividade, dado a um doente sob diversas formas, com a etiqueta e o nome de um medicamento autêntico, uma espécie de Fraude* propositada sem o doente saber, quer para o fazer beneficiar pela Sugestão*, quer com um objetivo experimental, que é o de determinar as reações do Paciente* e de as comparar com as de outro doente que tenha recebido o verdadeiro remédio indicado para o seu caso.

   O placebo interessa em Parapsicologia* pela luz que irradia no estudo do Curandeirismo*.

 

PLANOS. Em numerosos grupos de Esoterismo* existe o Mito* de que após a morte há diversos lugares, mais ou manos reais, mais ou menos físicos, onde estão ou por onde vão passando os Espíritos* (?) dos mortos, com ou sem corpo, ou com corpo mais ou menos ténue,  segundo as diversas conceições.

   Plano Astral, entre outros muitos Mitos* da Teosofia*, designa um plano ou Astral Inferior ocupado (?) pelos recém-falecidos e Espíritos não humanos, da natureza, ou Elementares (?). Em Espiritismo*, o Plano Astral, ou Esfera Astral,  é chamado Mundo* Etéreo.

   Plano da Cor.  Ver Eidos, Mundo de..

   Plano de Ilusão. Segundo uma pretendida comunicação (?) absurdamente atribuida ao Espírito (?) de F. W. H. Myers*, já morto, no Plano da Ilusão os mortos estariam no terceiro nível dos sete da Consciência* humana, plano também chamado o Mundo Imediato logo depois da morte. Aí as faculdades criativas da mente seriam suficientes para criar os ambientes adequados conforme o hábito do pensamento de cada um. Desse modo se lhe permitiria seguir uma vida objetiva semelhante à que teve neste planeta, unicamente que dentro de uma escala mais ambiciosa e onde se achariam  ausentes a luta e o esforço da vida terrena. O cuidado do corpo, o maior fator de limitações terrenas, já não seria de consideração primordial, pois seria alimentado diretamente a partir de fontes cósmicas (?). Este plano pretendem identifica-lo e chamam-no também Hades*.

 

PLASMA. Termo empregado pela primeira vez por William Crawford* para designar o que hoje se chama Ectoplasma*.

 

PLATÃO (429-438 a.C.). Famoso filósofo idealista grego, admirador e aluno de Sócrates*, e poeta, autor dos Diálogos, que juntamente com outros dos seus escritos constituíram o primeiro corpo sistemático do pensamento filosófico. Durante a maior parte da sua vida, Platão tratou de fomentar um sistema que desse como resultado um Estado ou República  ideal. 

   Em Parapsicologia* interessam certas alusões poéticas à Reencarnação (?) e sua opinião (ou é também poesia?) de que as Almas* preexistiriam ao nascimento, vivendo num mundo das idéias universais (?).

 

PLAUTO, Maccius (254-185 a.C.). Fecundo dramaturgo da antigüidade clássica romana. Interessa em Parapsicologia* porque escreveu uma muito engraçada comédia intitulada “A Hospedeira”, cujo tema é o das “casas mal assombradas” ou Poltergeist*.

 

PLETISMÓGRAFO.  Aparelho que registra as variações da pressão sangüínea nos vasos.

Brugmans* em 1921, Vasiliev* em 1934, Figar* em 1958, Dean* em 1966, e outros, utilizaram este aparelho para pesquisa de Parapsicologia*.

   Assim, por exemplo, o parapsicólogo americano (mas meritóriamente da Escola* Europeia!) Douglas Dean* em Experiências Qualitativas* com o pletismógrafo demonstrou que uma pessoa pode não ter Consciência* de estar sendo Percipiente*  de uma ST*, sendo que a captação Inconsciente* se reflete no corpo. Ele foi o primeiro em utilizar o pletismógrafo com esta finalidade. Fazendo variar “estado normal” e “estado não habitual” da pressão sangüínea e jogando com os intervalos entre as modificações, Dean* pôde calcular o sistema Morse das longas (traços) e das breves (pontos) na comunicação por ST*. Deste modo, utilizando nomes de conteúdo afetivo, Dean* conseguiu comunicações por ST* de Nova Iorque até à Flórida, perto de dois mil quilômetros, sendo que freqüentemente o Percipiente* não tinha Consciência* da percepção Inconsciente*.

 

PLEXOS. Ver Chakras.

 

PLÍNIO “O Jovem”, Caius Caecilius (62-c.114). Célebre historiador romano. Interessa em Parapsicologia porque, como Plauto*, deixou numa das suas obras a descrição de uma “casa mal assombrada” ou Poltergeist*, em Atenas.

 

PLINTER GROUPS. Ver Pentecostais.

 

PLURALIZAÇÃO. Ectoplasma* que, segundo a Superstição* do Espiritismo*, seria produzida por Espíritos* (?) que se manifestariam independentemente e simultaneamente com o  Médium*.

 

PLUTARCO (c.50-c.125). Escritor grego da Antiguidade Clássica. Foi um dos sacerdotes em Delfos*. Interessa em Parapsicologia* principalmente porque no seu “Éthika” apresenta dadops interessantes sobre as Superstições*, Oráculos*, inclusive refere casos de práticas de Espiritismo* na sua época, concretamente  conta que Pausânias “evocou o Espírito* (?)  duma jovem que mandara matar e Calandas “evocou o Espírito*” (?) de Aquiles.

 

PN. Sigla de Paranormal. Termo introduzido por H. Carrington*, adotado pela Escola* Norte-Americana e oficializado no Congresso Internacional de Utrech*, para substituir o de Supranormal* (SN*), sendo que este deve ser reservando-se aos fatos que se devem a Outra Força, superior às da natureza.

  Etimologicamente paranormal significa à margem do normal. Por influxo da Micro-Parapsicologia*, que erradamente pensa que todos os Fenômenos Parapsicológicos*  são extrasensoriais (ESP* e PK* -?-), o termo Paranormal popularmente e por erro aplica-se a todos os Fenômenos Parapsicológicos*, tanto sensoriais (EN*), como extrasensoriais (PN), como superiores às forças da natureza (SN*). Com este significado abrangente, o correto é dizer simplesmente Fenômenos Parapsicológicos*. E também está completamente errado, pelo mesmo motivo, chamar Paranormal à pessoa que manifesta Fenômenos Parapsicológicos*, em vez de usar o termo Psíquico*.

   Porque Paranormal (PN) corretamente só se deve aplicar aos Fenômenos* não-sensoriais, não-físicos. Rhine* e Vasiliev* definiram-no nestes termos: “Fenômeno que não se deve a nenhum tipo de energia física conhecido, nem possível”. No Congresso Internacional de Parapsicologia celebrado em Saint Paul de Vence, 1954, os melhores físicos, inclusive Premios Nobel, já garantiam encomiasticamente que a Parapsicologia* não pode esperar nada da Física para explicar PG*, porque PG* é mesmo não-física. Não-físico, mas real, é sinônimo de espiritual no significado estrito do termo. Paranormal, portanto, em sentido real significa espiritual, Faculdade ou Fenômeno* espiritual. A título de exemplo Ver Sinclair, Upton, Ver  também Espírito e Quarta Dimensão.

   Ora, como PK* não existe, a sigla PN ou o termo Paranormal deve aplicar-se unicamente à Faculdade ou aos Fenômenos* de PG* (ou de ESP*).

   PN (Paranormal), como Parapsicológico* em geral, não é sanônimo de patológico, próprio de doentes ou loucos... O limite, porém, entre Paranormal e anormal pode em determinados casos chagar a ser simples questão de graus ou ponto de vista, nem sempre fácil de precisar. E manifestar freqüentemente Fenômenos Parapsicológicos* (exceção feita dos SN*, evidentemente) é indicio e leva à Função* Menos.

 

PNEUMOGRAFIA. Desenho ou pintura rudimentar ou escrita obtida sem o contato visível do Psíquico*, embora sejam conhecidos os movimentos sincronizados das mãos, acompanhando a Pneumografia, por exemplo em Eusápia Palladino*. A Pseumografia é feita por Telergia*, Fenômeno de Telecinesia*, com ou sem intervenção da Ecto-colo-plasmia*. Pode intervir também o Aporte* de materiais e de tinta. Há muita Fraude*. Os Médiuns* mais conhecidos que apresentaram Pneumografia foram David Duguid*, E. J. French e as  farsantes Irmãs Bang*.

   A Bíblia já refere um Fenômeno* de Pneumografia, quando no festim de Baltazar surgem certas palavras traçadas na parede. Pneumografia muito provavelmente provocada pelo Inconsciente* do próprio Baltazar, sendo ele que estava em Estado Alterado* de Consciencia e sendo para ele para quem a Pcg* manifestada com a Pneumografia era mais emotiva.

 

PNEUMATOFONIA  Ver Psicofonia*, termo preferível fora do Espiritismo*.

 

PNEUMATOGRAFIA   Ver Pneumografia, termo preferível fora do Espiritismo*.

 

PODMORE, Frank (1856-1910). Pesquisador inglês, que trabalhou na SPR* em recolhimento e análise de Experiências Qualitativas* e Casos Espontâneos* de todo tipo de Fenômenos Parapsicológicos*. Especializou-se no estudo de Poltergeist* e nas Aparições* de Fantasmas* ou Espectros*.

   Sua obra principal, em colaboração com Edmund Gurney* e F. W. H. Myers*, é  “Phantasms of the Living”, 1886. Devemos-lhe também “Apparitions and Trought Transference”, Londres, 1894 - “Studies in Psychical Research”, 1897 - “The Naturalisation of the Supernatural”, Londres, 1908.

   Morreu afogado de forma não bem esclarecida ainda.

 

POIROT, Dr. Ver Ranfaing.vvvmv`vl

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POLINOÍSMvvvvvvlvlvlO. Ver Personificação.

 

POLIPSIQUISMO. Em Psicologia, teoria que considera os centros nervosos como cérebros secundários com individualidade própria.

   Mito* que acredita numa Alma* Universal, comum a todos os seres. Cae no absurdo Panteismo*.

   Em Parapsicologia* a ação conjunta, ou reforço na ação, pela colaboração de todas ou várias das pessoas presentes, na ação do Psíquico* principal.

 

POLTERGEIST. Palavra alémã que significa “Duende* brincalhão” ou “Espírito* (?) travesso”,  e que foi aceita internacionalmente, prescindindo-se do  significado etimológico, para designar o conjunto de numerosos Fenômenos Parafísicos* e por vezes também Fenômenos* Parabiológicos que se produzem em determinados lugares ou casas popularmente chamadas “mal assombradas”. O Fenômeno* é já de conhecimento muito antigo, como o demonstram referências em escritores da antigüidade egípcia e greco-romana.

Por não conhecer a explicação certa, os sequazes do Espiritismo* e Esoterismo*, e tantos outros imbuídos de Superstição*, consideram e chamam o local de “mal assombrado” por Demônios* (?) ou por Espíritos* (?) de mortos maus ou, em tempos mais recuados, por Gnomos*, Duendes*, etc.

   Os locais são muito variados: mansões antigas, castelos, cemitérios, templos, residências, etc

   Quando o Poltergeist* se alastra até por séculos, é chamado Infestação em vez de Assombração.

   A Micro-Parapsicologia*, quando louvavelmente sai do seu laboratorio e não pode simplesmente negar os fatos, os atribui à faculdade PK*, inexistente!. Na realidade, como está sobejamente provado na Escola* Europeia, por exemplo pelos doutores Hans Bender*, A .R. George Owen*, Robert Crookall, John Taylor* etc., esses Fenômenos* são causados por alguém ou alguns dos habitantes, o Poltergeist* é sempre provocado por alguém que esteja a menos de 50 metros. A maioria das vezes os Fenômenos* deverão ser associados a estranhas mudanças de índole sexual, que se dão na puberdade, de preferência no sexo feminino. Os Fenômenos*, quando não normais ou Fraude*, são sempre EN*, não PN*, e os SN* são clarissimamente muito superiores.

 

POPOV. Ver Grupo Popov de Bioinformação.

 

“POR ETAPAS”. ===

 

PORTEIRO  Seria o Espírito* (?) que faz de Controle* pessoal (?) de um  Médium*. Segundo se diz, o Porteiro tem como sua responsabilidade a manutenção do corpo físico do Médium* enquanto o Perispírito* (?) estaria na produção dos Fenômenos*.

 

POSCOGNIÇÃO ou POSTCOGNIÇÃO. Ver Retrocognição (RC), termo e especialmente a sigla  preferíveis.

 

PÓS-ENGRAMA PRESSÔNICO. Assim Maury* chamava a Alucinação* Hipnogônica, termo preferível.

 

POSIÇÃO, Efeito de. Nas experiências Quantitativas* de ESP* e da suposta PK* (?) na Escola* Norte-Americana, refere-se a modelos de acertos ou fracassos, isto é, à Declinação* e à Emergência* relacionadas às posições da tentativa na série ou na coluna da folha de registro.

 

POSITIVISTA. Ver Racionalista etc.

 

POSSESSÃO. Determinada Divisão da Personalidade* com fenômenos psicológicos e mesmo Fenômenos Parapsicológicos*, que em determinados ambientes muitas pessoas por Superstição* atribuem ao Demônio*, Espíritos* (?) maus de mortos, etc.

   Não existe nenhum tipo de Possesso, nem Incorporação*, etc., tudo não passando de erros de interpretação. Ver  Demonologia.

 

POTESTADES. Mais um entre tantos nomes que o Animismo* atribuiu às forças da natureza divinizadas: Como Exús, Orixás, etc., ou Elfos*, Gnomos*, Fadas*...

São Paulo com frequencia alude simbólicamente aos diversos nomes usados pelo Animismo* popular judaico. Junto com as Potestades cita os Principados e concretamente o Principe do Ar, Tronos, Soberanias, Dominações, Espíritos das Regiões Celestiais, etc. (1Co 15, 24; Ef 1, 21; 2,2; 6,12; Cl 1, 16; 2, 10).   

 

POWELL, Evans J. (1881-1958). Juiz de Paz inglês em Paigton. Médium* não profissional. de Transe* e de Fenômenos* Parafísicos. Por seu próprio desejo ficava horas isolado, atado a uma cadeira, no Gabinete*, com as cortinas fechadas, como nas numerosas séries de Experiências Qualitativas* que realizou para o “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas”.

 

PRANCHETA. De origem francesa, dispositivo ou peça de madeira. com a qual se pode efetuar uma combinação de Oui-ja* e Psicografia*. Consiste numa pequena tábua triangular, provida de rodas e de um indicador em forma de seta, que suporta uma esferográfica ou lápis.  O Psicógrafo* apóia toda a sua mão sobre ela para efetuar a escrita automática.

 

PRAGMAGNOSIA. Termo proposto por Bret para designar a Psicometria* (Parapsicológica), termo preferível.

 

PRAGMÁTICAS. Há muita confusão, mesmo entre Parapsicólogos* medíocres, e no uso   corrente da terminologia. Pode ser importante distinguir. As Técnicas, em principio referem-se a inspirar-se ou manifestar qualquer Fenômeno Parapsicológico*. Com a Mancia* o Insconsciente* pode inspirar-se para manifestar a Adivinhação*. Com a Pragmática (de Adivinhação*) frisa-se que a Mancia* usa um objeto; e com a Scopia* frisa-se que analisa o objeto.

  Pragmática, pois, refere-se a um tipo das Técnicas para a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos* concretamente mediante o uso de um objeto. Etimologicamente, do grego pragma = objeto. A Pragmática tipicamente é usada concretamente para a Adivinhação*. É neste caso uma de tantas Mancias*. Se o Psíquico* projeta alucinatoriamente, ou acha que está “escrito” no objeto, o que adivinha ou pretende adivinhar, esta Pragmática pode merecer e deve nesse caso chamar-se Scopia*.

  São muitas as Pragmáticas, “a gosto do consumidor”. Em Adivinnhação*, algumas Pragmáticas estão mais em boga e inclusive prestigiadas, às vezes com alguma razão, como o Cumberlandismo*, a Grafologia* (Parapsicológica), a Oui-ja*, a Psicografia*, a Radiestesia* ou Rabdomancia*, etc.  

  Ver também Ordálias, muitas das quais podem incluir-se entre as Pragmáticas (de Adivinhação*), mas nas que há sempre um aspecto bem claramente diferenciador de todas as outras Técnicas* e Mancias*.

 

PRAGMOGRAFIA. Ver Ideoplastia, termo preferível.

 

PRANA. Mítico* Fluído* Vital ou força universal e até divina (?) (Panteísta*). Assim na Ioga* procuram imbuir-se de Prana nas respirações profundas: Pranayama. Neste caso na realidade é o oxigênio.

 

PRATHY. Ver Substancia Universal.

 

PRATT, Joseph Gaither (1910-1979). Um dos mais conhecidos Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana. De 1937 a 1963 levou a cabo as suas Experiências Quantitativas* na Universidade Duke* em colaboração com o Dr. Rhine*. Uma das experimentações mais conhecidas de ESP*, e considerada clásica, ao menos dentro dos pressupostos da Micro-Parapsicologia* e das exigencias metodológicas impostas pela ciência Materialista* em voga, foi realizada com o então estudante de Teologia Hubert Pearce, hoje pastor evangélico no interior dos EUA.

 A partir de 1964, Pratt mudou-se para a Universidade de Virgínia. É membro de diversas Sociedades  como a “American Psychical Association”, a S.P.R.* e a “Parapsychological Association”, de que foi fundador em 1957. Participou, além disso, em inúmeros congressos, conferências e simposios. Publicou “Parapsychology”, Nova Iorque, 1964 - “ESP Research Today”, Metuchen, 1973.

 Um detalhe muito significativo: participou de Experiências Qualitativas* com Ted Serios*, assim dando mostra de ser verdadeiro cientista, que não se deixou cercenar pelos preconceitos da Micro-Parapsicologia*...

 

PRAZO EXISTENCIAL ou PRAZO VITAL, etc.. Contra a imprecisão da Micro-Parapsicologia*que afirma que “a ESP* não tem distância nem tempo”, é necessário precisar e a Escola* Europeia o faz com o conseguinte Desafio*. PG* não tem distância no Nosso Globo. Nem ativa nem passivamente nunca ninguém adivinhou  coisa alguma de Fora da Terra que não fosse conhecida ou “iluminada” de perto por algum ser humano. É necessário que entre o Percipiente* e o fato ou pessoa objeto do conhecimento PG* haja alguma Relação Psíquica.

  Não tem tempo”, na realidade mesmo dentro do Nosso Globo não se adivinham coisas que algum ser humano não conheça ou não “ilumine” de perto dentro do Prazo Curto.

   PG* pode manifestar qualquer coisa conhecida  ou “iluminada” de perto pelo avô e neto do Psíquico* ou qualquer contemporâneo deles. Basta que tenham coexistido pelo menos durante um segundo. Em alguns casos excepcionais de pessoas que vivessem 100 anos ou mais, o Prazo Vital poderia chegar até cinco séculos.

  Isto é, PG* relaciona só vivos com vivos. Ou com mortos ou ainda não nascidos sobre quando estavam ou estarão vivos., no Nosso Globo.

 

PREANAGNÓSIA. Ver Anagnósia. 

 

PRECOGNIÇÃO. Ver Pcg.

 

PRECONSCIENTE. Ver Inconsciente.

 

PREMONIÇÃO.  O nome havia sido posto por Richet* para designar o que hoje chamamos Precognição* (Pcg), termo e sigla preferíveis. Premonição, para Richet* e na etimologia destaca a Psicobulia* do Inconsciente*, freqüente nestes casos, de prevenir ou salvar, de avisar (do latim monitio = aviso) de alguma coisa previamente (pre) a que aconteça. Isto aplica-se a muitas Pcg’s, mas não a todas.  Quando não se refere ao futuro, denominava-se simplesmente Monição.  

  Os sequazes do Espiritismo* ou de outros ramos do Ocultismo* continuam indevidamente usando estes termos, Premonição e Monição, precisamente porque eles o interpretam como se um Espírito* (?) de morto ou qualquer suposta Potestade* estivesse avisando. E é precisamente por essa interpretação Supersticiosa* que em Parapsicologia* se substituiu Premonição por Precognição*. E o termo Monição, em geral, foi substituido simplesmente por PG*.

 

PREPARARED RANDON NUMBERS (PRN). Números preparados ao acaso por meio de tabelas matemáticas. A definição é de Soal, que empregou o método em Experiências Quantitativas* para determinar os cartões em que deveria concentrar-se o “Agente*” (?).

 

PRESSÁGIO. Acontecimento ou objeto que provoca uma sensação íntima, mediante a qual se anuncia um acontecimento futuro, sendo considerada como se fosse uma Comunicação* das Potestades* ou dos Espiritos* dos mortos, etc. Ver Pragmáticas.

   O Pressagio em si  mesmo nada indicaria. Alguns êxitos inegáveis devem-se à subjetiva interpretação, estranha e ilógica, induzida pelo Inconsciente* de acordo a alguma percepção por HD*, HIP*, Talento* do Inconsciente, PG*...

 

PRESSENTIMENTO. Intuição*, emoção interna espontânea e involuntária que nos faz prever certos acontecimentos futuros. Deve-se a um cálculo ou dedução pelo Talento* do Inconsciente, e que geralmente não deve confundir-se com Pcg*.

 

PRESTIDIGITAÇÃO. Ver Ilusionismo. Frisa-se principalmente com este termo a destreza de mãos de determinados práticantes de Mágica*.

 

PRETERNATURAL. Termo usado pelos teólogos com vários sentidos.

  Num sentido Preternatural refere-se a uma invencionice teológica: designa aqueles “Milagres*” que superam as forças da natureza humana e do nosso mundo, mas não de todas as criaturas, tais como os poderes dos  Demônios*, Anjos*, Espíritos* (?) dos mortos, etc. O mesmo se aplicaria, em outros ambientes, aos poderes de Extraterrestres*, ou Potestades*, Elementares*, etc.

  Após longas e aprofundadas pesquisas da Escola* Europeia conclue-se inapelvelmente que não mais tem validade tal distinção. Todo aparente “Milagre*”, se é bem analisado, ou é realmente SN*, Milagre* divino, ou então em nada supera as forças normais, ou EN*, ou PN*. Não há Milagre* Preternatural, o SN* é só de Deus.

  O termo Preternatural tem validade em outro sentido: designa aqueles fatos ou qualidades manifestadas pela natureza, mas que não lhe corresponderiam por sua mesma natureza. Por exemplo com referência àquelas qualidades que Deus* concederia como prémio à natureza humana se os homens houvessem obedecido: imortalidade, conhecer sem estudar, isenção da dor e da doença, etc. Seria o chamado paraíso terrestre de que fala a Biblia* e de cuja primitiva Revelação* outras muitas Mitologias* e religiões conservam reminiscências.

   Este conhecimento de que a humanidade não alcanzou os dons Preternaturais é importante em Parapsicologia* para entender o porque o corpo, nesta situação de “natureza decaída”, não pode acompanhar as Faculdades Parapsicológicas* que a Alma* tem por criação e das que agora só pode manifestar pequenos detalhes e com perigo, mas que poderia manifestar no paraíso com  um corpo impassível e que poderá manifestar com o Corpo Glorioso* após a Ressurreição*.    

 

PREVISÃO. Com este termo destacar-se-ia na Pcg* a projeção sob a forma de Alucinação* visual.

  Mas este destaque deixou geralmente de ser visado, pelo que é preferivel o termo ou a sigla Precognição* ou Pcg*, simplesmente.

 

PREVORST, Vidente de. Ver Hauffe, Frederika.

 

PRICE, Harry (1881-1948). Havia sido perito em Ilusionismo* e precisamente como habil  Iluionista interessou-se pela Parapsicologia* presupondo que tudo o apresentado pelos Médiuns* e Psíquicos* seria Fraude*. Terminou por ser um profundo Parapsicólogo*, ingressando na SPR* em 1920, após haver fundado a Biblioteca e “Laboratório Nacional de Pesquisas Psíquicas”, de que foi diretor até ao seu falecimento.

  Foi chamado “Caçador* de Bruxas” e “Caçador de Fantasmas” pelos muitos Médiuns* e “Dotados*” que desmascarou.

   Investigou também os famosos Psíquicos* Rudi Schneider* e Stella* C., comprovando que nem tudo era Fraude* nos Psíquicos*, mas que, pelo contrário, a Telecinesia* e a Ectoplasmia* eram naqueles dois Psíquicos* uma realidade. Como caso curioso que lhe aconteceu, Ver também Margery. 

  Publicou excelentes livros em que relata as suas Experiências Qualitativas* e análises de Casos Espontâneos*: “Stella C. An Account of Some Original Experiences in Psychical Research”, Londres, 1925 - “Rudi Schneider. A Scientific Examination of his Mediumship”, 1932 - “Leaves from a Psychist’s Casebooks”, 1933 -  “Confessions of a Ghost-Hunter”, 1935 -  “Fifty Years of Ppsychical Research”, Londres, 1939.

 

PRINCIPADOS  Ver Potestades.

 

PRN. Sigla de Preparared* Randon Numbers.

 

PROCESSO PRIMÁRIO. Em Psicologia, o que rege os conteúdos do Inconsciente*. Uma das suas características é a deformação das imagens que acodem à Consciência*, quer seja por deslocação (uma imagem substitui a outra), quer por condensação (uma imagem unifica os caracteres que correspondem a várias outras). Além da Prosopopéia*, mais importante em Parapsicologia*.

 

PRODIGIO, CRIANÇA. Podemos repetir, com mínimas modificações, tudo o que foi dito a respeito dos Gênios*. 

 

PROFECIA. Em sentido menos correto seria igual que Pcg*.

  Etimologica e realmente: falar em lugar de Deus*. Em sentido estrito: comunicação de acontecimentos futuros graças a uma inspiração SN*.

   A Profecia, SN*, diferencia-se clarissimamente da Pcg*, PN*. Mais claramente por ser amplamrente superior ao Prazo* Existencial. Como, por exemplo destacado, os Profetas da Bíblia faziam refeência ao Messias, com antecedência de séculos e séculos, fechando-se as Profecias 2 séculos antes de Cristo, anunciando detalhadamente toda a vida de Jesuscristo. Aliás, toda a história do povo hebreu é, diriamos, em macrocosmo toda a vida de Jesus em microcosmo. São Profecias muito frequentes, quase contínuas, sem erro nenhum, implicam acontecimentos muito complexos, de nações ou de grandes unidades..., tudo isso é claramente SN*, supera diametralmente a faculdade PN* de Pcg*.

 

PROFETAS FRANCESES, Seita dos. Ver Shakers.

 

PROGNOSIA. Ver Pcg, termo preferível.

 

PROGNÓSTICO.  Predição lógica de algo.

 

PROJEÇÃO.  Mecanismo psicológico importante, que consiste em exteriorizar, por exemplo atribuindo a outros, sentimentos e atitudes pessoais. Ver Prosopopeia.

 

PROJEÇÃO ASTRAL  Nome correspondendo a interpretação completamente errada que no Espiritismo* e outras clases de Esoterismo* dão à Bilocação*, à OBE* e à Projeção* de PG.

   Seria uma separação, absurda, entre o corpo físico e o Corpo* Astral (?) ou Perispírito* (?), este junto com a Alma* (!), em que o Cordão* de Prata (?) permaneceria  ainda ligando ambos corpos.

   Aconteceria mais frequentemente durante o sono, sem que o dormente tenha Consciência* disso. Segundo o esotérico Muldoon*, os corpos afastam-se ligeiramente do seu ponto de coincidência durante o sono, de tal modo que o Duplo (?) possa recarregar-se. Quando se apresenta uma doença haveria uma separação maior que a habitual. Segundo Allan Kardec*, no sono iríamos a outros lugares, nações e inclusive a outros planetas! Conhecem-se ocasiões (afirmam os sequazes do Espíritismo* e Ocultismo*) em que se trouxe informação de regresso (em vez de PG*).

  Com essa interpretação totalmente anticientífica e antifilosófica, afirmam que se pode adquirir uma técnica para conseguir a Projeção à vontade. Há loucos, fanáticos e exploradores da boa fé alheia, que até têm institutos de pesquisa (?) e ensino de Projeciologia*!

 

PROJEÇÃO DA ESP. Ver Projeção de PG*, expressão preferível apesar de ainda menos difundida. Preferível entre outros motivos porque a Micro-Parapsicologia*, detentora do termo ESP*, nem conhece esta projeção.

 

PROJEÇÃO DE PG. Trata-se de um tipo de Mecanismo* em L.  “A” pode adivinhar alguma coisa à distância, no tempo ou no espaço. Como normalmente conhecemos sensivelmente, em presença do objeto, quando se conhece por PG* à distância ou no passado ou no futuro, pode-se ter a sensação alucinatória de ter feito tão longo ou tão atemporal Bilocação*, OBE* ou Autotransporte* (que seriam SN*).

  Mas “A” pode ser visto, fotografado... por “B” em outro lugar ou em outro tempo: na realidade é precisamente o que se entende por Projeção de PG*, isto é: “B” captou por PG* a imagem de “A” e a projetou a menos de 50 metros, aqui e agora. Por Ideoplastia*. Ou a projetou só alucinatoriamente: a chamada Alucinação* Verídica.

 

PROJECIOLOGIA. Absurda pretensão de controlar uma pretendida capacidade de Projeção* Astral.(?). É uma exploração econômica. No Brasil orquestrada principalmente pelo espírita Valdo Vieira. Exploração acrescida dos maiores erros de interpretação e inclusive abertas mentiras ou, então, delírios psicóticos.

 

PROMNESIA. Uma, entre tantas, das causas de Déjà* Vu. Memoria de uma Pcg* anterior (Myers*). Consta de duas fases: 1a) Pcg* de determinado acontecimento. 2a) Quando ele se realiza, a Criptomnésia* de havê-lo preconhecido (Bret).

 

PRONAGNOSIA. Igual que Preanagnosia, uma das divisões de Anagnósia*.

 

PROSEMIA. Mais um neologismo, que coviria esquecer. Sinônimo de Pcg*, preferível.

 

PROSOPOPÉIA. Em grego significa máscara. É a imitação de outra pessoa ou ser, real ou imaginario. É a produção de outra Personalidade* pelo Inconsciente*. Objetivação de tipos (Richet*).

  Característica que acompanha todos os Fenômenos Parapsicológicos*. Como surgem do Inconsciente*, o Consciente* não os reconhece como próprios e os apresenta mascarados: atribui esses prodígios das nossas faculdades Inconscientes* ao Divino Espírito Santo, ou pelo contrario aos Demônios*, Espíritos* (?) dos mortos, Reencarnação*,  etc.

   Nào confundir com Divisão ou Cisão da Personalidade*.

 

PROSOPOPESE. Ver Prosopopeia, termo preferível.

 

PROVIDÊNCIA, Divina. Do popnto de vista filosófico-teológico, isto é, por raciocinios a partir, respetivamente, da ciência de observação, e da Revelação* fundamentada na ciência de observação, tudo é providencial, Divina Providencia Ordinaria. Tudo acontece porque Deus* quer ou o permite.

   Mas para considerar algúm fato como devido à Divina Providencia Especial , isto é, para afirmar racionalmente que Deus* está se servindo especialmente de algum acotecimento  em si mesmo natural, uma de duas: ou esse fatro forma parte de um conjunto de acontecimentos que irrecusavelmente mostram que Deus* está dirigindo essas forças da natureza com um domínio que só o Dono da natureza pode ter; ou então aquele fato está “assinado” por algum outro fato SN*, que só Deus* pode fazer, e este fato SN* é que garante que aquele acontecimento natural é Especialmente Providencial. Ver Visões* Religiosas. 

 

PRUDEN, Laura ( ==== ). Psíquica* de Cincinnati. Impressionou fortemente o Dr. Hereward Carrington* pelas suas manifestações de PG* por Criptografia*, quando a submeteu a provas em magníficas Experiências Qualitativas*, em 1925.

 

PSEUDOREMINISCENCIA. Ver Paremnesia, termo preferível.

 

PSI. Em primeio lugar é muito importanto não identificar Psi com os prefixos Psico- ou Psiqui-...

  O termo Psi foi proposto por Robert Thouless* para designar todos os Fenômenos Parapsicológicos*, tanto Objetivos como Subjetivos, sem designar a sua natureza, que não obstante supunha-se em muitos casos extrasensorial.

  Mais tarde, os Fenômenos Psi foram subdivididos por Thouless* e Wiesner. Ambos os cientistas consideraram que os Fenômenos* Subjetivos deviam denominar-se casos Psi-Gama* (PG*), e os Fenômenos* Objetivos denominar-se casos Psi-Kapa* (PK*). No Congresso de Utrech*, em 1953, foram aceitas as referidas classificações.

 Fenômenos PSI equivaleria a Fenômenos Parapsicológicos*, na errada redução e extrapolação da Micro-Parapsicologia* ou Escola* Norte-Americana que não conhece os Fenômenos EN* nem SN*, e que pensa que todos os Fenômenos Parapsicológicos*  são PN*.

   Mas para a reta Parapsicologia* só podia  prevalecer o termo PG* e não o termo PK*. Porque a Escola* Teórica sabe inapelavelmente que nem todos os Fenômenos* Subjetivos são PN*, e nenhum dos Fenômenos* Objetivos, muitos daqueles e todos estes sendo EN*, além dos SN*.

    Exatamente, portanto, Psi designa os Fenômenos da faculdade PG* (e ESP*). Só, contra toda a imensa ignorância e confusão da Escola* Norteamericana.

 

PSICAGOGO. Evocador de Espíritos* (?) dos mortos, das chamadas sombras, nos templos da Antiguidade grega.

 

PSICOBULIA. Nome proposto pelo Dr. H. Tanagras*. Conjunto de qualidades do Psíquico*, especialmente a vontade, geralmente Inconscientes*, que dirigem os Fenômenos Parapsicológicos* .

  Propriamente não deveria confundir-se com Telebulia*.

 

PSICOCINESIA. Ver PK.

 

PSICODÉLICO. Isto é, que alteram o psiquismo. Sinônimo de Alucinógeno* e de Psicomimético*, aplicado às drogas e baseado nas provas de que elas expandem a percepção, podendo ocasionar alguma vez Fenômenos Parapsicológicos* .

 

PSICODIAGNOSE. Diagnóstico e até o prognóstico de uma enfermidade, feitos (algumas vezes) por Faculdades Parapsicoloógicas*: HIP*, PG*, Talento* do Inconsciente, etc., e podem  enquadrar-se também  certos casos de Autoscopia* e Heterocospia*.

 

PSICODINAMIA. Assim chamou Boirac* o conjunto dos efeitos erradamente interpretados como devidos ao Magnetismo* Animal, ou realmente realizáveis pela Telergia* e Ectoplasma*. Como dizia Boirac*, ciência dos fatos em que um “ser animado parece agir sobre outros seres animados (Psicodinamia Vital) ou sobre a matéria bruta (Psicodinamia Material) por intermédio de uma força sui generis, distinta de todas as forças conhecidas, ainda que análoga às forças radiantes ou circulantes, tais como o calor, a luz, a eletricidade e o magnetismo”.

   Refere-se a todos os Fenômenos* Parafísicos. Parte-se do pressuposto errado de que todos se devem a forças naturais, etimologicamente dinamismo psíquico (no sentido de mental e humano), mas na realidade como em todos os Fenômenos* da Para-psico-logia, não se exclue que de fato sejam realmente SN* alguns entre esses Fenômenos* apriorísticamente todos considerados SN*, antes e mesmo hoje, pelas diversas religiões e Seitas*.

 

PSÍCODO. Mais um neologismo usado pelo prestigioso Parapsicólogo*  Dr. Marc Thury*. O Psícodo seria responsável por todos os Fenômenos* Parafísicos, deixando de lado aqui os SN*. Substitue um aspecto do que antes chamavam Od*, etc., etc. Ver Fluido.

   Mas o termo deve ser rejeitado, mesmo que só seja porque esse seu componente Psi-codo estaria sugerindo, embora não para o grande parapsicólogo Thury*, o erro da Micro-Parapsicologia* de considerar que todos os Fenômenos Parafísicos* seriam PN*, sendo que na realidade são todos EN*, não há PK*, e ainda “esquece” os Fenômenos  SN*.

 Se tomamos o Psícodo, que também chamou Força Ectênica, como realmente era a intenção de Thury para designar o instrumento verdadeiro na realização de todos os Fenômenos* Parafícos EN*, equivale à Telergia ou em alguns casos ao Ectoplasma*, termos preferíveis.

 

PSICÕES. Uma Hipótese engenhosa mas com pouquíssima precisão e abundantíssimos erros filosóficos nos conceitos, inclusive contraditórios, idealizada por W.  H. Carrington* para tentar explicar os Fenômenos PN*.

  Segundo  H. Carrington* o nosso psiquismo espiritual seria constituído por elementos (!) simples, análogos ao átomo, ou melhor, às partículas que constituem o átomo. Seriam partículas psíquicas imateriais(!) mas muito reais, que atravessam o tempo e o espaço, fazendo-o a uma velocidade (!) de tal forma prodigiosa que se pode considerar praticamente (!) a sua propagação como sendo instantânea.

  Assim explicaria (?) PG*, por meio de ligações de Psições emanados (!) dos diversos sistemas nervosos. A quase instantaneidade de propagação dos Psições permitiria concretamente também a Pcg* (!) e RC* (!), visto que os Psicões podem subir (!) ou descer (!) o tempo, passado ou futuro, graças à extraordinária superioridade da sua velocidade (!) em comparação com a qual a da luz é tão lenta como um caracol comparado com um foguetão espacial.

  Explicaria (?) também a Divisão da Personalidade*: determinados sub-sistemas de Psições fortemente relacionados entre si, podem, por vezes, emancipar-se no seio dum sistema pessoal fraco e pouco coerente de diversos Psicões.

 

   No vocabulario do Ocultismo*, Psicões correspondem às Larvas* Astrais.

 

PSICOFONEMA.  Para alguns pedantes no seu puritanismo da linguagem, seria o efeito da Psicofonia*, mas o uso consagrou não distinguir o efeito e o ato, portanto basta Psicofonia*, termo preferível.

 

PSICOFONIA. Vozes, música, assubios, etc. de procedência “misteriosa”, na relidade efeito da Telergia*, não sendo propriamente Psicofonias as vozes etc “misteriosas” que  comprova-se terem outra causa.

  Entre todas as pretendidas Psicofonias fizeram-se famosas as gravações em fita virgem, feitas num gravador, de vozes humanas, ruídos e músicas..., “sem que ninguem (?) as produzisse”.

  A mania atual das Psicofonias começou quando Jurgueson*, que ficou famosíssimo, acreditou haver captado vozes de sua falecida mãe (!). Logo após de Jurgueson* e sua propaganda espírita, Bayless e Sealey conseguiram “algumas gravações paranormais” (?)...,

que não foram cientificamente analisadas.

  A gênese “científica” (?) destas Psicofonias começou oficialmente (?) no pequena localidade de Molnbo, perto de Estocolmo, no dia 12 de junho de 1959. Meses depois, em 19 de outubro do mesmo ano, o espírita sueco Dr. Konstantin Raudive* pôs-se em comunicação com Jurgenson* e, desde então, começou a produção e estudo (?) sistematicos das Psicofonias, multiplicando-se cada vez mais os... “entusiastas” e a propaganda com a aberrante interpretação típica do Espiritismo*.

   Os “especialistas” (?) trabalham sem microfone, com um díodo, uma câmara de Faraday e algumas outras inovações. Entre os produtores e investigadores (?) espíritas, sobressaíam o suíço Alex Schneider, o alemão Theodor Rudolph, o vienense Franz Seidl e o inglês V. A . Rushton. Centenas de vozes apareceram nas fitas. Outros supersticiosos delirantes declararam ter gravado as vozes dos Espíritos* (?) de Churchill, Hitler, Stalin, Tolstoi e muitos outros homens famosos da história. Assim surgiu a epidemia de fanáticos com sua pretendida TCI*.

  No Espiritismo* a Psicofonia* é chamada Voz Direta, como se se tratasse de vozes de Espíritos* (?), contraditoriamente falando sem corpo nem laringe..., diretamente aos presentes ou a aparelhos de gravação. E quando se trata de músicas, multiplicando as contradições, seria toda uma orquestra de Espíritos* (?) do Além com seus instrumentos... periespiríticos (?). (Periespírito também dos instrumentos que não têem espírito!).

  Os Parapsicólogos* encontraram muitas explicações inclusive normais em muitos casos: defeito na fabricação da fita,  barulhos por manipulação do gravador, sons não ouvidos conscientemente pelos presentes mas captados e depois ampliados pelo gravador, etc.

   Mas a Psicofonia propriamente dita, ou realmente Parapsicológica*, é por Telergia*. Qualquer toque telérgico em determinado ponto do gravador, e este se converte numa espécie de rádio, e as vozes, músicas, etc são gravadas pelo próprio gravador. Até que seria curioso que o fanático que passa horas, durante dias,  messes e anos querendo realizar TCI, não conseguisse alguma vez esse toque telérgico... Há também uma manifestação metanoica ou fonação subsônica, espécie de ventriloquia Inconsciente*. Ver também Emissão Hiperestésica.

    Nas Psicofonias sem instrumentos, ouvidas no ar simplesmente, a explicação em situação Parapsicológica é tambem a Telergia*, que faz vibrar o ar em forma de voz, música, susuros, etc.. Ou inclusive com uma “laringe” de Ectoplasma* mais ou menos ténue. Ou mais densa...: os Fantasmas* falam.   

   A Psicofonia é mais um de tantos Fenômenos Parapsicológicos* relativamente freqüentes, cuja existência a Micro-Parapsicologia* nega ou em último caso a atribue erradamente à inexiste PK*. Mas jamais se obtêm Psicofonias propriamente dita em recintos absolutamente fechados a toda onda sonora, elétrica, etc., nem a origem do som é a mais de Cinquenta* Metros de distância do Psíquico*, como determina o Desafio*.

 

PSICOFOTISMO. Ver Fotogênese, termo preferível.

 

PSICOFOTOGRAFIA. Ver  Escotografia, termo preferível.

 

PSICOGNOSIA. Assim queria Bret designar PG* incluindo HIP*, que não suspeitou. Estas e as de qualquer das suas divisões são as siglas (e termos) preferíveis.

 

PSICOGRAFIA. É a realização de escritos ou desenhos sem a intervenção da vontade do indivíduo, de modo totalmente Inconsciente* ao menos no relacionado com a escrita ou desenho, podendo o Psicógrafo ao mesmo tempo estar ocupado mentalmente na leitura ou conversando. Ver Divisão da Personalidade*.

   Geralmente a mão do Psicógrafo age a um ritmo furioso, sem pausas. A velocidade é típica dos Automatismos* e outras manifestações do Inconsciente*...

  Alguns Psicógrafos podem escrever em línguas estrangeiras desconhecidas do Consciente*: Ver Xenoglossia*.

   Não se justificam os neologismos Psicopictografia ou Pictografia para referi-se   `Psicografia concretamente em desenhos. Um Psicógrafo* com amplo Desenvolvimento* ou bem treinado, inclusive voluntaria e conscientemente pode obter desenhos ou pinturas de pessoas e lugares, nem sempre imaginários, senão inclusive facilmente reconhecíveis, assim como de pessoas deste mundo que ele conscientemente não conheceu. Mattew Manning* na sua obra “Um Fenômeno Paranormal” descreve encomiasticamente este aspecto da Psicografia*. Também podem fazer desenhos em estilos diversos e mesmo clássicos, sem que disso em estado Consciente* tenham suficiente noção. Não é o caso, apesar de tanto “entusiasmo” dos sequazes do Espiritismo* no Brasil, de Luis Gaspareto, segundo pronunciamento oficial do Diretor do Museo de Arte de Sao Paulo (MASP) e por reconhecimento do próprio Gaspareto: Na realidade são muito medíocres imitações de pintores impressionistas que ele conheçe, e após muitos anos de treino...

  A Superstição* considera esta manifestação como devida aos Espíritos* (?), Mahatmas*, Demônios*, e outras Entidades* que não são do nosso mundo. É uma forma muito comum da atividade psíquica entre os espíritas, mas nem sempre ausente de Fraudes*... Nesse sentido no Brasil exaltam o caso de Chico Xavier. A própria irmã mais velha de Chico testemunha que seu irmão desde criança ficava horas e horas lendo e depois outras horas treinando o Automatismo* da Psicografia. Com quase identica habilidade chegou a Psicografar o sobrinho de Chico, Amauri Pena, ensinado e treinado pelo tio, e que publicamente reconheceu que nada disso, dele proprio e do tio,  tinha a ver com os Espíritos* (?). Em todo caso trata-se de uma Psicografia vulgarissima, só em português!, e de autores que ele tenha lido! Um Espirito* (?) de morto que não saiba português não tem vez com o “papa”do Espiritismo* Brasileiro..., “o melhor do mundo”.

   Na realidade a Psicografia não supera as Faculdades Parapsicológicas* do Inconsciente*. Ver Inspiração. Jamais apareceu a Senha*, etc. Ver Comunicação.

   Contra o que aconteceu no Brasil precisamente com Chico Xavier, já de há muito tempo a partir de sentença do Juiz Eve, de Londres, em julho de 1926, o Psicógrafo é o único autor do escrito ou desenho produzido e, por conseguinte, é o único responsável e o único dono de todos os valores por direito de propriedade inerentes ao mesmo, a não ser que haja anteriormente qualquer acordo especial em contrário, mesmo que tal escrito seja dirigido ao assistente à sessão como destinatário ou como quer que seja, mesmo  que o material contenha assuntos pessoais do destinatário.

              

PSICOGRAFIA INDIRETA. Alguns, incorretamente, chamam assim a Pneumografia*.

 

PSICÓGRAFO. (Alem, evidentemente, da pessoa que realiza Psicografias*). Máquina inventada pelo Dr. Cannon com a intênção de “ler o pensamento”, ou uma espécie de Detector de Mentiras mais avançado. Não teve o êxito almejado.

 

PSICOHIGIENE. Termo introduzido por Hans Bender*. Englobam-se todos os estudos relacionados com o perigosíssimo Curandeirismo*. Inclue, portanto, os estudos e casos de toda clase de Cirurgia* Mediúnica. Inclue as “curas” (?) por simples Imposição* das Mãos ou por passes, por Orações* Fortes e tantas outras Técnicas* ou métodos  em si  mesmos absolutamente inúteis. Inclue também os estudos sobre casos especiais de Analgessia*, Atoxina*, o poder da Sugestão* sobre o próprio organismo, as doenças e “curas” de origem psicológica,  etc, etc.

 Completamente diferente das curas SN*. Aliás, constata-se por todas partes o intento desavergonhado de identificar o Curanderismo* ou Curas* pela Fe e as tão diferentes Curas* com Fe. Os curandeiros e seus propagandistas abusam das curas de paralisias, doença que jamais se admite como SN* por ser uma das doenças mais claramente de origem Histérica*. A cura de uma paralisia só é admitida como SN* quando invetetrada e simultanea e instantaneamente houver recuperação das forças e\ou  dos músculos.

   === No ano de 1452, quando São Francisco de Padua* estava construindo o mosteiro em Spezza, diocese de Cosenza, levaram até ele num catre uma mulher de Cortona. Estava paralítica havia trinta anos! São Francisco de Padua, como se só pensasse na obra e rezando como habitualmente, mandou a paralítica ir até uma carroça carregar nas costas uma grande pedra e levá-la aos construtores.  Ficou então admirada, feliz, agradecendo a Deus* por tão bondoso milagre pela intercessão do seu Santo.  Viveu sempre perfeitamente curada.

 ===

   É característico e a mais clara prova da má intenção e aberta senvergonhice ou loucura de todos os praticantes de Curandeirismo*: É típico por um lado declararem-se espíritas e inundar de Espiritismo* todo o ambiente, e por outra parte colocar imagens e quadros de Cristo, de Nossa Senhora, usar nomes católicos e inclusive invocar a Deus*... É a maior desonestidade, o chamado “pecado contra o Espírito Santo”: usar Deus* contra Deus*, usar o nome de Cristo para afastar do Cristianismo...  

 

PSICOLOGIA DESCONHECIDA, PSICOLOGIA PARANORMAL, PSICOLOGIA SUPRANORMAL, PSICOLOGIA TRANSCENDENTE... Termos que alguns precipitadamente pretendem para a Parapsicologia*, mas que evidentemente não podem ser aceitos. Desconhecida não é verdade. Paranormal designa só parte do objeto da Parapsicologia*. Supranormal e Transcendente ou designa só uma parte do objeto, ou para seus corifeus têm uma forte carga da errada interpretação espírita...

 

PSICOMETRIA. Em Psicologia designa a medição de qualidades ou tendências do individuo.

  Em Parapsicologia*, dado que o termo designa uma Mancia* que nada tem a ver como a Psicometria da Psicologia, quando conveniente para evitar confusão acrescenta-se o adjetivo especificativo: Psicometria Parapsicológica. Designa uma modalidade de PG*, em que a informação respeitante a uma pessoa ou acontecimento, passado (RC*), presente (SC*) ou futuro (Pcg*), é suscitada a partir de um objeto pertencente a essa pessoa ou relacionada com esse acontecimento.

  O termo inventado pelo 0cultista* delirante Joseph Rodhes Buchanan*, foi repetido e usado freqüentemente pela Sra. Denton. Esta Parapsicóloga*, em relativa homenagem ao Ocultista* adotou o pseudônimo Buchanan, e com numerosas Experiências Qualitativas* em 1863 foi comprovando a Psicometria nas pesquisas do seu esposo, Dr. William Denton, Professor de Geologia em Boston.

  A Psicometria, Após outras muitas Experiencias Qualitativas* e análise de Casos Esponâneos, a Psicometria foi chamada, seguindo  Richet*, Criptestesia Pragmática (do grego pragma = objeto), e seguindo Boirac*, dizia-se Metagnomia Tátil  (porque tocando ou em presença de um objeto).

   A Superstição* e erradamente inclusive alguns Parapsicólogos* como o Dr. Zdenec Rejdák*, falam em misteriosa Impregnação*, ainda seguindo tão fora de tempo os delirios do Ocultista* Buchanan*.

   Na realidade não se deve à tal Impregnação*, senão que o objeto é uma espécie de pergunta implícita ao Inconsciente* do Psíquico*.

 

PSICOMIMÉTICAS. Isto é, capazes de imitar as manifestações da Psicose* e desencadeá-la.

 

PSICOPATIA. Termo empregado por Boirac*. Ver Função Menos, termo preferível, mesmo que só fosse para evitar confusões com a Psicopatia psicológica e psiquiátrica. 

 

PSICOPLASIA ou PSICOPLASTIA. Ver Ideoplastia, termo preferível fora do Espiritismo*. Aqueles termos são empregados pelos espíritas para designar a Materaialização* de “entidades do além” (?), Moldes* “transcendentais” (?), Escotografia*  “espírita” (?),  etc.

 

PSICOPICTOGRAFIA. Alguns Parapsicólogos* pretensiosos, e principalmente muitos  sequazes do Espiritismo, estão começando a usar este termo para designar a Psicografia* concretamente de desenhos. Ou com um pouco menos de snobismo: Pictografia.

  Nenhum destes dois neologismos se justifica, por desnecessarios e por estar já consagrado o termo Psicografia*, simplesmente.

 

PSICORRAGIA. Quando se faz uma ferida no corpo há uma hemorragia. Por analogia se diz que há uma Psicorragia quando há qualquer manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*,  pois supõe e amplia uma “ferida” ou  Função* Menos no Psíquico*.

 

PSICOSCOPIA. Termo que ara utilizado pela Escola* Materialista, e às vezes ainda hoje, com impropriedade, para designar a pesquisa em Parapsicologia*.

   Por vezes alguns, também impropriamente, chamam Psicoscopia à Psicometria*, termo preferível.

 

PSICOSE. Em Psicologia e Psiquiatria o termo refere-se à doença mental grave, que provoca uma nítida perturbação do comportamento e que não pode ser compreendida como um prolongamento ou exagero de vivência ordinária, e da qual o doente não tem Consciência*. Em contraposição ao Neurótico*, que exagera a realidade, o Psicótico sai da realidade.

   Ciclotímico, na classificação de Kretschmer, é o  indivíduo  caracterizado pelas tendências, ainda não exageradas, às mudanças periódicas de humor e sentimentos; com tendência para alternar períodos de euforia e depressão. Em casos graves o doente é considerado Psicótico  

   Maníaco-Depressivo. Em casos intermediários são chamados Cicloides.

  Os Supersticiosos* acham, e defendem inclusive fanaticamente, que os Psicóticos são vítimas de Possessão* ou Incorporação*, e os Cicloides e Neuróticos seriam vítimas de Obsessão* ou perseguição de Demonios*, ou de maus Espíritos* (?) de mortos, etc.

 

PSICOTRÔNICA. Termo criado pelo “Group for Psicotronic Investigations”, de Praga, Tchecoeslovaquia, sob a direção do Dr. Zdenek Redjad, para designar a Parapsicologia* do modo como era concebida então pela  Escola* Materialista.

  O termo Psicotrônica deriva de psiquismo, aliado às últimas sílabas do nome duma ciência completamente nova, a eletrônica. Comporta a afirmação, pretensão ou esperança de uma Parapsicologia* materialista e aplicada ou prática. Ver, por exemplo, Grupo* Popov de Bioinformação. Fundaram a “International Assotiation for Psichotronical Research” sob a presidência do Dr. Zdenek Rejdak.

   O “I Congresso Internacional de Psicotrônica”, Montecarlo, 12-22 de Junho de 1973 e a “Associação Internacional para Investigação de Psicotrônica” deu unânime voto de agradecimento ao Pe. Quevedo* pelo seu trabalho na área de Parapsicologia*, ...apesar de que o Pe. Quevedo* e o CLAP* não concordam com a utopia da aplicação das Faculdades Parapsicológicas*, nem com o reducionismo materialista a só Fenômenos EN*.

   Posteriormente a Psicotrônica deixou de lado em grande parte sua pretenção de utilização prática, embora continuasse da Escola* Materialista. O seu conceito e âmbito  foram descritos a 30 de Junho de 1975 pelo “II Congresso Internacional de Psicotrônica” realizado em Monte Carlo, Mônaco, da maneira seguinte: “Psicotrônica é a ciência que, de uma maneira interdisciplinar, estuda as interações entre organismos vivos e a sua ambientação interna e externa, bem como o processo energético envolvido. Essas interações ocorrem através de forças possíveis de observação. A Psicotrônica reconhece que matéria, energia e Consciência* são interconectadas. O estudo integrado dessas relações contribui para uma nova compreensão das capacidades energéticas do ser humano, organismos vivos e os processos da vida em geral”. 

   E atualmente a Psicotrônica, como toda a Escola* Materialista, uniu-se à Escola* Eclética aceitando também os Fenômenos PN*. Nisto sempre destacou o benemérito Parapsicólogo Dr. Milan Ryzl*, inicialmente sob as ordens de Redjad, e logo de maior prestigio internacional.

 

PSI GAMA . Ver PG.

 

PSI KAPA Ver PK.

 

PSI MISSING ou FALHA DE PSI. Ver Fracasso Excedentário.

 

PSIÔNICA. Termo que recentemente alguns pretenderam introduzir para substituir o termo Parapsicologia*, que continua sendo preferível, e tanto mais que Psi-ônica destila o preconceito da Micro-Parapsicologia* de reduzir tudo a PSI*.

 

PSÍQUICAS, CIÊNCIAS; ou PESQUISA PSÍQUICA. “Psyhical Sciences” ou “Psychical Research”, designação que inicialmente, a partir de 1882, dava-se à Parapsicologia*.

 

PSÍQUICO. Em Psicologia e na nomenclatura comum, designa o pertencente ou relativo à psique ou mente (não insistindo na identificação de psique e Alma*). A própria vida mental, incluindo tanto os processos Conscientes* como os Inconscientes.     

  Em Parapsicologia* o termo designa as Pesquisas* e os Fenômenos* da Parapsicologia* clássica.    

  Modernamente usa-se o termo Psíquico, para designar em geral a pessoa que manifesta qualquer Fenômeno Parapsicológico*. Querendo-se diferenciar ou concretizar, usar-se-á Metagnomo*, quando se trata concretamente de Fenômenos PN*, e Sensitivo* quando de Fenômenos EN* de conhecimento.  A não ser que se pretenda concretizar mais ainda e então se usarão os termos Telepata*, Clarividente*, Psicógrafo*, Hiperestésico*, etc.

 

PSI-SUCESSO. Mais um neologismo  entre tantos com que a Micro-Parapsicologia* embadurna desnecessariamente a nomenclatura, neste caso para simplesmente designar cada  acerto nas Experiências Quantitativas* de ESP* ou do que eles acreditram ser PK*.  

 

PSYCHICAL RESEARCH FOUNDATION. Instituição fundada em 1960 em Durham, Carolina do Norte, EUA, com a finalidade específica de estudar os fatos, assim como os argumentos filosóficos a partir dos fatos, em relação à questão da Sobrevivência* post mortem. O primeiro presidente foi o Dr. Pratt* da Universidade Duke*, na própria Durham, e o Vice-Presidente o Dr. Price* da Universidade de Oxford, Inglaterra. Publicam o boletim Theta*, da primeira letra da palavra grega thanatos, que significa morte.

 

PSYCHOFON. Ver SEIDEL, Franz.

 

PT. Sigla de Pura Telepatia. É o conhecimento por um Psíquico* (o Telepata), do pensamento ou estado mental de outra pessoa (Rhine*). Trata-se de um subtipo de ESP* ou de PG*. Em contraposição a PC*

   Contra a afirmação, mais uma vez equivocada, da Micro-Parapsicologia*, trata-se de uma classificação meramente prática. Porque em teoria em aparente PT nunca se pode excluir com toda certeza (embora possa ser menos provável) que o conhecimento seja obtido atravês de reflexos físicos que acompanham todos os atos psíquicos, e então seria PC*. E à inversa. Ver PC, onde se faz um raciocinio análogo.---------------------------------------------

  Em todo caso, o aspecto PT é sempre mais destacado, porque PG* é sempre no Prazo* Existencial, com Relação* Psíquica, etc. Mas, embora elementar, essa reflexão teórica da Escola* Européia é demais para a metodologia da Micro-Parapsicologia*... 

  O termo Telepatia foi introduzido pela primeira vez em 1886 por F. Myers*. A definição proposta por Myers* é prudente: “Trata-se de uma comunicação de impressões de uma mente a outra fora das vias sensoriais conhecidas”.

 Trata-se, fundamentalmente, de duas pessoas que se encontram em “contato” Parpsicológico*, extrasensorial. As duas pessoas, ou sujeitos quando se trata de uma experiência, constituem o Casal Telepático.

   Literalmente Tele-patia significa sofrimento à distância (do grego tele = longe e pathos = sofrimento), porque a emotividade da mensagem é um dos fatores que mais facilitam a manifestação de PG*.

 

PUBLICIDADE SUBLIMINAR. Ver o termo análogo Propaganda Subliminar.

 

PUHARIT, Andreas. Médico. Conhecido como grande propagandista do Espiritismo* no plano de descarado negócio. Notabilizou-se sobretudo pela promoção e exploração comercial que fez de Arigó* e de Uri Geller*. Conhecedor de Eletrônica inventou e registrou um aparelho utilizado por Uri Geller* e outros Ilusionistas* e falsos Psíquicos* em falsas Telepatias*.

 

PURO ESPÍRITO. Ver Espírito Puro.

 

PURGATÓRIO. Um estado temporario, durante a Biostase*, em que os fiéis são purificados pelo arrependimento antes de completar-se a Ressurreição*. Tem que ser, em geral, após 8 dias após a morte clínica e antes dos 21 dias, quando se completa a morte e a Ressurreição, na eternidade não há nem tempo nem mudança.

   Além de incluído na Revelação*, o esencial da doutrina do Purgatório pertence ao consenso universal, está em todas as religioes de todos os tempos e de todos os povos. Os próprios áseclas da Reencarnação*, contraditoriamente com o seu conceito de Karma*, também falam de algo correspondente ao Purgatório na que eles chamam Esfera Etérica (?), conquanto todo o sofrimento seria mental e produto dos próprios desejos do Espírito* (?). A própria Reencarnação* corresponde desproporcionalmente ao conceito de necessidade de purificação.

 

PUYSÉGUR, Marquês Armand Marc Jacques Chatened du (1744-1825).  Nobre francês que nos seus domínios de Busancy, perto de Soissons, continuou as Experiências Qualitativas* de Mesmer* e, por acaso, fez uma grande descoberta. Nos seus domínios tinha uma “árvore magnífica” e aí se dedicava a “tratar” todos os necessitados. Um dia algo de estranho sucedeu. Um camponês, Victor Rasse, que “andava em tratamento” de uma doença pulmonar, em vez de entrar nas habituais convulsões, adormeceu profundamente entre os braços do Marquês du Puységur, que teve enorme dificuldade em acordá-lo, verificando que o seu estado não era um simples sono, mas sim uma forma especial, que permitia que o camponês respondesse às perguntas e tivesse maniferstações do que hoje chamamos PG*, diagnosticando a sua doença e dos outros e até receitando remédios. Em suma, criara-se o estado que hoje se designa por Sono Hipnótico*, descobriu-se o Hipnotismo*.

   Sua publicação principal foi “Mémoire du Magnetisme Animal”, Lião, 1786.

 

PSYCOPHON. Ver Seidel, Franz, seu inventor.

 

 

 

 

 

 

 

                                                           -  Q  -

 

QD. Sigla de Quarter* Distribuition.

 

QUAKERS.  Ver Sociedade dos Amigos.

 

QUALITATIVAS, Experiências.  Em oposição às Experiências Quantitativas* da Micro-Parapsicologia*, nas Experiências Qualitativas da Escola* Européia trata-se de pôr circunstâncias aptas para a manifestação de “Casos Espontâneos*”, ou de aproveitar ocasiões em que se espera que possam surgir e inclusive se repetirem, em ambiente e em condições bem preparadas e programadas para poder observa-los e registrá-los e analisar suas qualidades até os mínimos detalhes, com quantas testemunhas e observadores qualificados e aparelhagem seja conveniente.               

 Dado que os Fenômenos Parapsicológicos* são espontâneos e incontroláveis, as Experiências Quantitativas* inibem ao máximo a manifestação e só trabalham com mínimos aspectos e simulacros de Fenômenos Parapsicológicos*, daí a necessidade das Experiências  Qualitativas. Mesmo as Experiencias Qualitativas devem ser feitas com suma discreção procurando que o Psiquico*, dentro do possível, sinta-se no seu ambiente e inclusive nem saiba, quanto possível, das circunstâncias em que está sendo observado. De todas formas, em reta Parapsicologia* é necessaria também a compilação e análise de Casos Espontâneos*.

 

QUANTITATIVAS, Experiências. São características da Micro-Parapsicologia*. Experimentação na frieza emocional do laboratório. Redução ao mínimo do aspecto a ser experimentado. Repetindo inumeráveis vezes. Resultados analisados por estatística matemática...

  Este tipo de experimentação, muito bom para realidades absolutamente materiais, mecânicas, regulares..., é tanto mais inadequado quanto mais animado, espontâneo, livre, espiritual... seja a realidade a ser estudada. Não fosse porque essa metodologia é fruto de uma lamentável Lavagem* Cerebral arquitetada pelos Racionalistas* etc, seria questão de rir frontalmente às gargalhadas por tamanha ignorância e irreflexão dos “cientistas” estabelecidos e, consequantemente, da Micro-Parapsicologia*.

  Nem haveria que frisar que essa frieza emocional e demais características típicas das Experiencias Quantitativas, praticamente nada tem a ver com os verdadeiros Fenômenos Parapsicológicos*... 

 

QUAQUERS. Uma sociedade religiosa não formalista, que foi fundada por George Fox, de Leicester, Inglaterra, em 1666, sob o nome Sociedade dos Amigos, e que posteriormente se difundiu muito em Norte-America sob este nome de Quakers.

    O que interessa em Parapsicologia* é... o nome quakers (= tremedores). Originalmente era um termo depreciativo, devido aos estremecimentos ou tremores que apresentavam nos seus Transes* antes de começarem a falar como se estivessem recebendo (?) alguma Revelação*.

Trata-se dos mesmos tremores resultado da Histeria* que se apresentam no Transe* de certosMédiuns* espíritas, nos chamados Endemoninhados*,  nos Pentecostais*, etc, etc.

 

QUARTA DIMENSÃO. Conceito bem diferente do estabelecido pela Geometria Euclidiana, de tres dimensões. Alguns deram grande importancia a este aspecto com a Física Eeinsteiniana. Einstein pretendeu haver demonstrado que o tempo varia em função do movimento. Não é independente e não existe em si mesmo; está ligado ao movimento, é modificado por ele e não se escoa uniformemente. O tempo anda cada vez mais devagar à medida e à proporção que o movimento se torna cada vez mais rápido. E à velocidade limite -a luz, ou seja, aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo- ele pára completamente. Quem ou o que ultrapassasse a velocidade da luz, o “Muro do Tempo”, entraria numa Quarta Dimensão. Desde há alguns anos, certos físicos, matematicamente e não na realidade, lucubram com velocidades superiores à da luz, onde o tempo se inverteria, ir-se-ía ao passado: o “Túnel do tempo”.

   Mas o “muro do tempo”, a velocidade da luz, só matemáticamnete, conceitualmente, pode ser ultrapassado. Na realidade é inultrapassável, impossível de franquear, pois anularia a realidade física.

  Muitos deslumbrados pela Física, talvez tão bons físicos como péssimos filósofos, quiseram ver aí a explicação de PG*, não só da SC*, senão também da RC* e da Pcg*. Na verdade a explicação de PG*, pela reta Filosofia, vai por outro lado: é espiritual. Sem matéria não há tempo: é o “Eterno Presente”. Na eternidade, torna-se possível a  tomada de Consciência* simultânea do que no tempo e na materia é passado, presente e futuro. É por aqui, porque a Alma* humana é Espiritual*, que temos a explicação de PG*.

 

QUARTER DISTRIBUITION (QD). Mais um neologismo entre tantos, da Escola* Norte-Americana, como se qualquer detalhe desta Micro-Prapsicologia fosse de sensacional interesse para todo o mundo. Designa em Experiências Quantitativas* de ESP* e da suposta PK*., a distribuição dos acertos em uma página escolhida de anotações dividida em quatro partes iguais por meio de uma linha vertical e outra horizontal... Serve para verificar os efeitos de Declinação e de Emergência.

 

QUATRO, TRES, DOIS, UM (ou 4, 3, 2, 1), Desafio do. Alude a diversos Desafios* lançados há já quase um século e em vigor contra os praticantes de Cirurgia* Psíquica: “Se há extração, não há cicatrização instantânea; e se há cicatrização instantânea, não houve extração” (propriamente haveria que dizer “desaparição do corte” em vez do que os Curandeiros chamam “cicatrização instantânea”).

   Oferecem-se 10.000 dólares a cada um, pode ser numa reunião internacional de praticantes de “Cirurgia* Psíquica”, mas extensível aos outros métodos típicos de Cirurgias* Mediúnicas, em geral, e... a toda classe de practicantes de Curas* pela Fe, de pastores da “Igreja* Universal do Reino de Deus”, de Movimentos Pentecostais* em geral, da Ciencia* Cristã, da Sei-Cho-No-Ié*, etc.

   Não estamos incluindo as Curas* com Fe, que como todo fenômeno SN*, são muito diferentes!

   Esses clássicos Desafios* foram concretizados pelo CLAP* neste Desafio* do 4,3,2,1 há já algumas decadas e continuamente repetido: De-se um corte de 4 cm. de longitude, 3 cm. de profundidade, 2 cm. de largura e tentem, por separado, por grupos, ou todos juntos “cicatriza-lo” (fazer desaparecer a cicatriz) em 1 hora. Podem optar por milímetros em vez de centímetros, e por um dia em vez de uma hora. Parecida aposta: 10.000 dólares a cada um..., contra só 100 dólares cada um para compensar o tempo perdido. 

 

QUEST, THE. Sociedade e Revista. Ver Mead, G. R. S.   

 

QUEVEDO, Padre Oscar González- (Por Orlando de Albuquerque*). Nascido em Madrid em 1930, é naturalizado brasileiro. Foi ordenado sacerdote. na Companhia de Jesus, jesuitas (S.J.), em 1961. Licenciado em Humanidades Clássicas, Licenciado em Psicologia, Licenciado em Filosofia, Doutor em Teologia. Fez cursos de especialização (inclusive participando como professor) de Hipnose Médica, Medicina Psico-somática, Biologia da Educação, Psicanalise Integral, Psicologia Diferencial, Psicologia Empírica, Psicoterapia, Psicologia Clínica, Orientação Educacional, Pedagogia, Teologia Pastoral, Ascética e Mística, Psiquiatria Pastoral, etc., etc.

   A partir de 1964 vem sendo professor de Parapsicologia*, primeiro nas “Faculdades Anchieta” (onde foi Decano do Departamento de Psicologia) e depois em outras Faculdades de São Paulo (Brasil). Foi o principal fundador do CLAP*, de que é Diretor. De cultura enciclopédica é considerado um dos maiores Parapsicólogos* a nível mundial. Grande divulgador de Parapsicologia*, de cuja pureza científica e ao mesmo tempo sem as limitações que o preconceito Racionalista* etc pretende impor, é estênue defensor. É Membro de Honra de numerosas sociedades de Parapsicologia* pelo mundo todo.

   É autor de 15 livros, considerados por críticos especializados como os melhores do mundo em Parapsicologia* publicados até o presente, cujas reedições se sucedem. Ver no fim do dicionário na Bibliografia recomendada.

  Tem-se mostrado sempre um mestre e um tremendo polemista, jamais recusando um debate, uma discussão séria, das quais tem saído sempre vencedor. Senhor de palavra fluente e forte personalidade, os seus cursos e conferências sobre Parapsicologia* chegam a ser assistidos por milhares de pessoas presas pela coragem de certas afirmações e teses, bem como pela sua irrefutável argumentação e objetividade.

 

QUIMBANDA. Ver Macumba.

 

QUIMBEY, Phinneas Parkhurst (1802-1866). Americano precurssor da Ciência* Cristã e do movimento “Novo Pensamento*”. Passou a interessar-se por Mesmerismo* em 1838 e atuou com muita fama no Mesmerismo*, mas acabou chegando à conclusão de que muitas doenças orgânicas são de origem psicológica, resultam de idéias e atitudes mentais errôneas -certo-, e que alguns Pacientes* podiam ser “curados” (?) simplesmente trocando as suas crenças -errado: é preciso o diagnóstico e cura do verdadeiro trauma ou causa que originou a atitude mental errada-.

  Nasceu assim a “Cura Mental”, um sistema de “cura”(?) que influenciou profundamente sua amiga Mary Baker*, a fundadora da Ciência* Cristã, embora aquela elucubtação de Quimbey e o exagero de Baker* nada tenham de ciência e muito menos de cristã.

 

QUINTILIANO (c.30-c.100). Originario da Espanha, foi destacado autor e orador romano, advogado e pedagogo. Já nas suas obras, nomeadamente na “X Peroração” descreve episódios de PG* sob a forma de Sonhos* e Visões*.

 

QUIROMANCIA. Mais uma das inumeraveis Mancias*, ou aqui melhor uma Scopia*, pelo exame da palma da mão..., precisamente da esquerda (?!). Das linhas da mão, mas podendo incluir-se o exame da configuração de toda a mão, desde a ponta dos dedos até ao pulso e inclusive as unhas...

  Às vezes pode o Inconsciente* inspirar-se pela grande variedade das linhas e outros detalhes da mão. O erro garrafal é pretender que o Destino (?) está escrito na mão, e exploração charlatanesca é pretender professionalizar a Quiromancia (ou qualquer outra Mancia*).

   Não confundir com Quirognomia, pretendida ciência fisiológica de descrição de caráter através da leitura de linhas, proeminências, formas e outras características da mão. Os praticantes da Quirognomia facilmente caem na charlatanice da Quiromancia...

 

 

 

 

 

 

 

                                                     - R -                                                                                                                                                

RABDOMANCIA. O mesmo que Radiestesia*.

 

RACIONALISTA, POSITIVISTA, MATERIALISTA, ATEU, LIVRE-PENSADOR,  LIBERAL, MODERNISTA, etc. Há muitas  nuances e diversos pontos de vista. Os Racionalistas, principalmente a partir de Descartes*, desprezando a experiência e afirmando que a razão basta. Pelo contrario os Positivistas querendo ver e tocar inumeras vezes. Certos teólogos querendo ditaminar em tudo do ponto de vista da fé cega.... Com muitas nuances e de diveros pontos de vista, o fato é que  há tres séculos e meio que os cientistas começaram a sofrer uma Lavagem* Cerebral, aliás muito ardilosamente programada e aproveitada a partir de Spinoza* pelos inimigos da religião.

  O motivo originario foi um erro dos teólogos: em vez de concentrar-se no que lhes era próprio, o estudo da Revelação*, pusseram-se a ditaminar sobre os fatos observaveis do nosso mundo, o que pertence às ciencias de observação. Ver concretamente Parapasicologia*. Foi a partir de um frade franciscano, Roger Bacon, que as ciências de observação reagiram, mas logo foram ao extremo contrario, mais errado ainda: só aceitar o comum, o regular, o material... e o Racionalismo, Positivismo, Materialismo, Agnosticismo, Ateismo... passou a negar sem estuda-lo e nem sequer conhece-lo qualquer pretendido fato incomum (todos os Fenômenos Parapsicológicos*), espiritual (PN*), ou até a possibilidade de um efeito no nosso mundo observável de qualquer força não do nosso mundo (SN*). Com este doentio e anticientifico proceder, terminaram por arrastrar paradoxalmente aquela “Teologia”(?)  protestante chamada Liberalismo, e inclusive a maioria dos teólogos católicos e havento que se deixaram arrastrar ao chamado Modernismo, e que, após a condenação pela Igreja, hoje poderiamos chamar “Moderninhos” para não acusa-los abertamente de heresia.

   O humorista com muita profundidade diria que Livre Pensador é um falso cientísta que se concede o direitro de não pensar. Analogamente, Racionalista é uma raza pseudo-humana irracional. Como a etimologia indica Agnóstico é quem se diz cientista e na realidade está incapacitado de conhecer (a privativa, gnose = conhecimento). E cientista Ateu é aquele que, como todos os loucos, vive fora da realidade, é à-toa.

   E assim, com tanta verdade quanto e sob o aparente dramático humor, a respeito de quase todos os chamados cientistas hoje... A realidade é que hoje na maioria de nossas universidades triunfou plenamente esta Lavagem* Cerebral. Como dizia Papini, quando saem do meramente material e comum, nossas universidades têm mais que ignorancia, são “cátedras de ignorética”.

 

RADIESTESIA ou RABDOMANCIA. Uma entre tantas Mancias*, ou mais bem uma Pragmática*.

  Existe uma certa confusão entre os termos Radiestesia e Rabdomancia. Alguns autores  usam Radiestesia como um termo alternativo e mais atualizado, em vez de Rabdomancia. Outros usam o termo Radiestesia apenas no sentido médico (?), definindo-o como a aplicação da Rabdomancia ao diagnóstico (?) e eleição de medicamentos no tratamento (?) de doenças (Puro Curandeirismo*). O uso mais geral e preferível é considerar a Radiestesia  como uma Mancia* com objetivos gerais e usando-se o pêndulo; e Rabdomancia para detectar veios de água, ou jazigos minerais subterrâneos e usando uma vareta.

   É evidente que o pêndulo em si mesmo não tem poder nenhum nem se trata de “varinnha mágica”. Por outra parte, os prefixos Radi- e Rabdo- fazem alução a radiações que o Psíquico* sentiria (-estesia) e pelas quais adivinharia (-mancia), mas evidentemente não se trata disso. O  Radiestesista ou Rabdomante, contra o que diz a etimologia, não sentem radiação nenhuma: Com a mesma proporção de êxitos, pode haver manifestações de Rabdomancia ou Radiestesia passando a vareta ou o pêndulo sobre um mapa: Telerabdomancia ou Teleradiestesia onde o mapa faz função de objeto de Psicometria*. Salvo em poucos casos de HD*, geralmente se trata de HIP* e de PG*, e o que adivinha (ou inventa, mente, etc) o Inconsciente* manifesta-o pelos movimentos I..I..I*. amplioados no outro extremo pela vareta ou pêndulo. Não há Rabdomancia nem Radiestesia, nem Psicografia*, etc.) pondo a vareta (ou o pêndulo, caneta, etc.) pendentes de um tripé...

Ver Impregnações.

 

RADIÓGRAFOS. Termo proposto pelo Dr. Ochorowicz* para as Pneumografias*, termo preferível.

 

RADIÔNICA. Ver Delawarr, Câmera de.

 

RADIO-HONDA CEREBRAL. Termo com que Warcollier* designou uma suposta emissão energética do cérebro com que se explicaria PG*, inclusive Pcg*, e principalmente ST. Mera hipótese imaginada por alguns Parapsicólogos* da Escola* Materialista, e que foi rejeitada. Ver Kherumian, Raphael.

 

RAHNER,  Padre Karl (1904-1984).  === .

 

RAIOS RÍGIDOS. Designação dada por Ochorowicz* aos filamentos ou Fios* Ectoplasméticos que por vezes são vistos ou detectados durante as Telecinesias*. Notzing chama-os Eflorescências Rígidas, Morselli dá-lhes o nome de Neoplasmas, e o Coronel Darget e o Dr. Baraduc*, na época em que se falava de Fluidos* e Fluidômetros*, atribuiram à Telergia* o termo Raios V., e Botazzi empregou o absurdo nome de Membros Mediúnicos. Ver Fluidômetro.

 

RAIOS V. Ver Raios Rígidos.

 

RAMAKRISHNA (1834-1886). Gurú indiano. Mais conhecido pela propaganda feita por seu discípulo E. Swani Vivekenanda, o reformador modernista do Hinduísmo.

   Nao confundir com o famoso Parapsicólogo* Ramakrishna Rao*.

 

RANDALL, John L. Químico, biólogo e Parapsicólogo* britânico nascido em Warwick, em 1933. Foi professor de biologia no “Leamington College” e realizador de numerosas Experiências Quantitativas* de Parapsicologia* com ajuda dos seus alunos. Alguns dos seus trabalhos estão publicados no Journal* da S.P.R.* No seu livro “New Directions in Parapsychology”, Londres, 1974, dá conta de um notável trabalho sobre aspectos biológicos na base da faculdade PG*. Publicou também “Parapsychology and the Nature of Life,” e  “Psychokinesis”, 1982.

 

RANDI, James. Famoso Ilusionista* americano, conhecido por “O Assombroso”. Desafia* , desmascara quantos afirmar dominar as Faculdades Parpsicológicas, concretamente  reproduziu todas as Fraudes* de Uri Geller*, e na revista “Psychologist”, No. 65, Junho, 1975, proclama firmemente que  aquele pretendido Psíquico* é um terrível embaucador.

 

RANFAING, Elisabeth de. Também chamada a Energúmena de Nancy. Muito ha-se escrito sobre ela. Recentemente surgiu um apanhado e revisão histórico-crítica, que se lee como uma novela, publicada pelos Parapsicólogos* Delcambre, E. e Lhermitte, J.: “E. de Ranfaing...”, Nancy, 1956.

  Nascida de pais tarados, ela própria foi vítima de obsessões sexuais características. Elisabeth, casada com um soldado muito mais velho do que ela, teve seis crianças em seis anos. Viúva bastante cedo, parece ter sofrido do complexo de Diana: frigidez. Mas ao mesmo tempo sofria de desejos sexuais exacerbados e recalcados.

  Numa peregrinação a Rainiremont, ela pensou que um médico chamado Poirot demonstrou-lhe certa atenção. Na verdade, parece que Poirot não lhe prestou nenhuma atenção especial, embora ela fosse uma mulher muito bonita. Isso perdeu-o. Elisabeth, que se refugiou num convento e fundou a “Ordem do Refúgio”, em Nancy, tornou-se Possessa* (?) do Demônio*.  Poirot, acusado por ela de Feitiçaria*, foi queimado (1621).

   Com esta meia-louca multiplicaram-se os manifestações de Xenoglossia* e de Levitação*. Admintram-lhe os Exorcismos*, o que aumentou as crises de Histeria*.

   Logo surgiu a lenda negra: os jesuítas, patronos espirituais de Elisabeth, serviriam-se dela para tentar destruir os seus adversários, os capuchinos de Toul. Mas estes apelaram para Roma e os jesuítas haveriam perdido a partida.

   Foi uma mulher cruel. Parece que morreu de desgosto.

 

RAO, Koneru Ramakrishna. Nascido em 1932 na India, no vilarejo chamado Enikepadu, no distrito Krishna de Andra Pradesh. Estudou na High School de Punadipadu e de Vijayawada, com especiais estudos de Física, Química e Lógica. Em 1953 obteve licenciatura em Filosofia na Uiniversidade de Andra, e Mestrado, de Honra, em 1955 tendo apresentado uma tese de Parapsicologia, posteriormente revisada e publicada sob o título “Psi Cognition”.

  Viajou à Duke* University par aprofundar em Parapsicologia e formar-se pesquisador. E chegou, de 1962 até 1965, a dirigir o Parapsycholohy* Institut que fundara Rhine* naquela Universidade. Atualmente é diretor do Departamento de Psicologia e Parapsicologia (DPP), por ele fundado, na Universidade de Andhra, India. Colabora em diversas revistas de Parapsicologia*. As suas principais publicações são “Experimental Parapsychology”, Nova York, 1966, e  “J. B. Rhine: on the Frontiers of Science”, Jefferson, 1982.

 

RAPS. Termo introduzido pelo cientista Maxwell* nos tempos do esplendor da Metapsíquica*. Plural da palavra inglesa rap, que significa golpe. Designa onomatopeicamente um dos aspectos da Tiptologia*, termo este em geral preferível.

 

RASMUSSENN, Ana. Nasceu em Dinamarca em 1898. Psíquica* de Fenômenos* Parafísicos.

  Foi estudada com numerosas Experiênncias Qualitativas* em 1921 no Laboratório de Parapsicologia* dirigido pelo Dr. Fritz Grunewald, em Berlim. Segundo o relato do professor Winther, de 116 sessões, nenhuma foi negativa, mesmo que houvese que esperar bastante. Os variados Fenômenos Parafísicos* deram-se à luz do dia ou perante uma forte luz artificial. Durante as manifestações, constatava-se a presença da Telergia* pelo registro de fortes condições como se fossem “elétricas” na sala das sessões.

  Menos característico, obtiveram-se também Psicografias* com Xenoglossia* em inglês, idioma que a  Médium*  desconhecia.

  Por sua parte, o Dr. Harry Price*, o famoso “Caça Fantasmas”, também comprovou a autenticidade dos Fenômenos Parafísicos* apresentados por Ana Rasmussen.

 

RASPUTIN (Grigori Yefimovich) (1871-1916). Camponês iletrado e livertino até os 30 anos, habilmente se misturou com os monges siberianos, sem jamais ser admitido aos votos monásticos. É conhecido como o “monge”-louco da Russia, um louco perigoso. Tinha grande atração completamente sem limites éticos pelas mulheres e também provocava grande fascinação entre elas. O apelido Rasputim significa dissoluto.

  Certamente algumas vezes manifestou diversos Fenômenos Parapsicológicos*..., e também Fraudes* e técnicas de Ilusionismo* e de Sugestão*, uns e outras muito bem explorados.

A partir de uma suposta cura (?) realizada à distância no filho da Czarina (Ver também Philippe, Mestre) alcanzou enorme ascendente sobre a família imperial, a ponto de nada se fazer sem o seu conselho, ou em todo o caso, não contra sua vontade. Exerceu uma influência nefasta sobre o Czar Nicolás II, a ponto de acabar por ser perseguido de morte por alguns nobres russos. Ele soube do plano do atentado, e preparou-se com antídotos contra os venenos que lhe haveriam de administrar. Mas sua estratagema, com a que pretendia fazer-se passar como invulnerável, não impressionou os nobres, e... , claro!, nada adiantou no fim contra os disparos de pistolas.

 

RASSE, Victor. Ver Puységur, Marquês du.

 

RAUDIVE, Konstantin. De Riga (Letônia), naturalizado sueco. Doutor em Filosofia.

  Interessa em Parapsicologia*, da que nada sabia, porque completamente despreparado  estudou (?) a Picofonia*. Juntamente com Jurgenson* são os principais responsáveis pela onda de Psicofonias* em gravadores, a partir de 1960.

  Raudive publicou diversos livros sobre o tema. Contou com a colaboração (?) do esotérico  Alex Schneider, físico e engenheiro eletrônico, convicto de que as Psicofonias* procediam “de outros planos astrais” (?). Por sua formação em Filosofia, Raudive em nenhum dos seus livros tentou dar uma explicação (?) de tipo do Espiruitismo* à Psicofonia*. Nas suas obras limitou-se a referir e a documentar as suas Experiências Qualitativas* durante catorze anos, avalizadas pelas novecentas mil gravações por ele feitas.

   É autor do célebre livro “Breakthrough”, publicado em diversas línguas.

 

RAUPERT, John Gogfrey Ferdinand (=== -1929). === Parapsicólogo* alemão da Escola* Eclética, com Experiencias Qualitativas, e pela sua enorme cultura aptíssimo para a Escola* Teórica, desbaratando plenamente a interpretação e doutrina do Espiritismo*. Lástima que pelo ambiente da época estivesse um tanto inclinado à atribuir ao Diabo* o Espiritismo* em geral e alguns fatos mais impressionantes e em ambiente de maior loucura.

   Com essa resalva, seus livros são de grande valia e continuam hoje sendo traduzidos e reeditados em varias linguas: “Der Spiritismus im Licht der vollen Warhheit”,  Insbruck, 1925 - “Die Geister der Spiritismus. Erfahrungen und Beweise”, Insbruck e Munique, s.d. (1926, 2a. ed. 1930).

 

RAYMOND. Foi filho de Sir Oliver Lodge*. Este escreveu um livro com o título do nome do filho falecido: “Raymond”, New York, 1916, onde ingênua e emotivamente pretende apresentar provas (?) da Comunicação* do Espírito* (?) do morto.

 

RAZÃO CRÍTICA. Ver CR.

 

RC. Sigla de Retrocognição. A sigla é de uso preferível. Divisão de faculdade PG*, conhecimento direto de acontecimentos ou objetos no passado, não por dedução lógica nem por nenhum  canal sensorial. Fenômeno PN*.

  Não é possivel demonstrar diretamente a RC. Porque uma de duas: esse fato ou objeto passado deixou ao menos algum vestígio de si mesmo, ou não deixou. Se deixou, bastaria esse vestigio para explicar o conhecimento PG* por SC*. E se não deixou, não se pode verificar se o conhecimento foi verdadeiro ou falso. E de passagem lá se afundou plenamente “o grande argumento” (?) da Reencarnação*...

  Mas a RC prova-se indiretamente porque está provado que PG* prescinde do tempo inclusive em condições de Pcg*. Ora se pode conheçer-se diretamente o futuro, é evidente que tambem o passado...

 

REANIMAÇÃO. === ===

                             === === ===

RÉANT, Raymond ( === ). Famoso Metagnomo* francês, conhecido pela seriedade do seu trabalho.  Há já alguns anos que se somete a Experiências Qualitiativas* dirigidas por um grupo de Parapsicólogos* e outros cientistas: Psicometria* em escavações arqueológicas e em procura de pessoas desaparecidas, etc.

 

RECALCAMENTOS. Ver Inconsciente.

 

RECEPTOR. Nome usado pela Micro- Parapsicologia* nas Experiencias Quantitativas* de ESP*. Ver Percipiente, termo preferível quando se trata de PG*, dado que o termo Receptor evoca o correspondente “Agente*”, que não existe nos Fenômenos PN*.

 

RECUPERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA. ===

 

REENCARNAÇÃO. Segundo o Espiritismo* Kardecista e algumas outras escolas de Esoterismo* e determinados conceitos populares em religiões orientais, seria o regresso de um Espirito (?) a uma outra vida com um outro corpo para ir purificando-se ou evoluindo.

  Os defensores deste Mito*, fanaticos ou vítimas de Lavagem* Cerebral, acumulam absurdos e mesmo calunias soezes.

Þ  Não é possivel que sejam tão ignorantes ao ponto de não saber que  não pode haver Alma* (espiritual nos seres humanos ou  principio de vida nos animais e nas plantas ) sem o corpo que anima.

Þ  Não é possivel que não percebam que o espírito, precisamente por ser espiritual, não pode evoluir, quem evolue pelas gerações é a especie humana, como todas as especies animais e vegetais.

Þ  Não é possível que não saibam que toda geração, animal ou vegetal, é na mesma natureza que a dos seus progenitores: de um roseira é gerada uma roseirinha; dos coelhos, coelhinho, etc. Os pais humanos são pais de um ser humano, não geram somente um corpo e o Espirito viria de outro lado (!).

    Agarram-se a falsos “argumentos” (?) como,

·     as semelhanças

Þ  Os sossias são reencarnações? E filhos parecidos são reencarnações dos pais... ?

·     as desemelhanças

Þ  Acaso há duas folhas de árvores iguais?

·     a dor

Þ  Os animauis não sofrem? Uma árvore torta é em castigo de uma vida anterior?

·     as pretendidas lembranças de vidas antereriores

Þ  Não existe a RC? E na Pcg* é “lembrança” de uma vida posterior?

·     os Gênios* e as Crianças Prodigio*

Þ  E quando o Genio recebe uma pancada na cabeça e vira idiota, ou quando o retardado tem um “estalo” cerebral e vira um Gênio, deixaram de ser Reencarnações?

·     Afirmam que a Reencarnação é o ponto alto da Sabiduria Oriental, ensinada por Buda*.

Þ  Na realidade o Budismo* genuino, como os genuinos Hinduismo*, Jainismo*, e sua origem, os Vedas, são incompativeis com o conceito de Reencarnação. Ver  Karma*.

·     E em quanto às soezes calunias, têm até o topete de afirmar que Cristo defendeu a Reencarnação (?!).

Þ  Contrariam assim toda a doutrina cristã! Contra toda a doutrina da graça, do perdão, da redenção...

·     Citam principalmente a passagem em que Cristo diz a Nicodemus: “Em verdade, em verdade, te digo: quem não nascer de novo não entrará no reino de Deus*”

Þ  Mas na realidade a Nicodemus nem lhe ocorreu pensar no absurdo da Reencarnação, e por isso perguntou: “Como pode um homem nascer, sendo já velho? Poderá entrar uma segunda vez no seio de sua mãe e renascer?”. E Jesus lhe dá a verdadeira explicação, não é possivel que os defensores da Reencarnação não saibam nem ler: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo (melhor tradução seria do alto, não de novo), da agua e do Espírito...” (Jo 3,3-5), aludindo ao batismo, que São Paulo haverá de chamar Sacramento da “vida nova” ou da Regeneração (Rm 6, 3s).

     Os “argumentos” (?) apresentados pelos partidarios da Reencarnação são um atestado da mais profunda ignorancia, ou então puro fanatismo. A reencarnação não tem nenhum argumento a favor digno nem de um segundo de atenção, e tem muitíssimos e valiosíssimos em contra. Em materia de Superstição*, sempre alienada e alienante, o record é batido pelos partidarios da Reencarnação. É por isto que grandes especialistas chegaram a afirmar que “a Reencarnação é a maior idiotice que a imbecilidade humana consiguiu imaginar”.

   Ver Sabio Idiota; Salvo, Lucia Altares; Rosemery; etc.

 

REESE, Bert (1851-1926). Metagnomo* polonês-americano, que foi objeto de muitas Experiências Qualitativas* por muitos pesquisadores, como o Barão Schrenck-Notzing*,  Edison, Hereward  H. Carrington*, Hollander...

 Foi preso em certa ocasião e no tribunal ante o juiz Rosalky consiguiu manifestar Criptoscopia*. Foi absolvido...

 

REFORÇO, Efeito de. Característica observada em Experiências Quantitativas* de ESP* com o Baralho* Zener ou análogos, em que as cartas precedidas ou seguidas pela mesma figura acertam-se com maior frequência que as outras.

 

REGRESSÃO NA IDADE. Técnica durante a Hipnose*, mediante a qual o Paciente* pode recordar os detalhes de evidência de sucessos até muito atrás na história da sua vida. Inclusive algum  detalhe de mera sensação nos últimos messes de gesatação.

 Alguns Hipnotizadores* charlatães pretendem ter feito regressar a memória até... a Reencarnações* (?) anteriorres, o que é um acúmulo de absurdos e ignorância.

   Outros Hipnoptizadores charlatães e exploradores afirmam que Pacientes* seus lembraram acontecimentos muito significativos psicologicamente e traumas sofridos inclusive em estagios anteriores aos 3 ou 4 messes de vida uterina (?!).

   Na realidade, nada de lembranças de sensações antes dos 3 ou 4 messes de vida uterina, quando não começara a mielinização dos nervos que inicia a sensação, que haverá de completar-se aos sete anos de nascido: ninguem pode lembrar o que não captou. Nada de lembranças de emoções ou consciencia da vida uterina, quando não havia consciencia nem emoções. Pode ser nos melhores casos PG* ou simples HIP* atual sobre o próprio Hipnotizador*.

  Por outra parte, é evidente que mesmo nos casos mais estritos, não se trata de uma autêntica Regressão na Idade, senão de manifestações de Pantomnésia*.

   E ainda deve levar-se muito, muito mesmo, em consideração, que durante qualquer Estado Alterado* de Consciencia, como é o necessario para a chamada Regressão na Idade, o Inconsciente* dificilmente diz a verdade, muito mais facilmente associa, imagina, inventa, mente, fantasia, etc. etc.

 

REICHENBACH, Barão Karl Ludwig von (1788-1869). Nasceu em Stuttgard. Doutor em Química, descobridor da parafina e do creosoto.

   Este célevre pesquisador alemão terminou por marginalisar a Química para concentrar-se na pesquisa de Parapsicologia*, que comprendeu ser mais importante.  Em 1845 publicou em Brunswick uma série de memórias reunidas e traduzidas sob o título “Les Phénomènes Odiques, ou Recherches Physiques et Psychologiques sur les Dinamides du Magnetisme, de l’Élétricité, de la Chaleur, de la Lumiére, de la Cristialisation e de l’Affinités Cliniques Considerés dans leurs Rapports avec la Force Vitale”, Paris, 1904, e posteriormente “Lettres Odiques-Magnetiques” (1856), Paris, 1907. Sustentava a tese da existência da Telergia*, que ele chamava Raios Od* ou Força Ódica*.

   Morreu em em Leipzig.

 

REJDAK, Zdenek. Ver Psicotrônica.

 

RELAÇÃO. Rapport que nas Experiências Qualitativas* de “Clarividência Viajante” une o Paciente* ao Hipnotizador*. Para os sequazes do Espiritismo*, Ocultismo*, etc, tratar-se-ia de um laço físico (?),  o Cordão* de Prata..

  Fora dessas Superstições*, em Parapsicologia* existe a Relação Psíquica: Ver Prazo Existencial...

 

REM. Sigla de “Rapid Eyes Movement”. A sigla é preferível. Mais um aspecto da Criptocinesia*, divisão da Emissão* Hiperestésica.

   São períodos durante o sono, quatro a seis vezes por noite, durante uns 20 minutos cada vez, em que apresentamos uma atividade elétrica particular do cérebro, acompanhada de movimentos rápidos dos olhos, porque olhamos para o que sonhamos, e sonhamos muito rapidamente. Estes períodos foram chamados também Sono Paradoxal.

  Se no sono profundo aparecem as Ondas* Delta, durante o Sono Paradoxal surgem no cérebro as Ondas* Alfa, características do repouso acordado. O eletrocardiograma assinala igualmente uma aceleração do pulso e os sinais cardíacos da emoção. Se acordarmos um sujeito antes ou depois de um Sono Paradoxal, ele não se recorda de nenhum Sonho*. Mas durante o REM, ou logo a seguir, pode então contar muito bem o Sonho* até aos mínimos pormenores.

 

RÉMY, Nicolas (1530-1612). Juiz principal na Lorena, de 1576 à 1591, data a partir da qual foi procurador geral. Escreveu uma boa “História da Lorena”, erudita e bastante crítica.   

Interessa em Parapsicologia* porque foi um terrível Caçador* de Bruxas. Foi também autor do célebre “Démonolatrie”, 1595, livro que se constituiu no manual do juiz de Feitiçaria*. Contém detalhes de crendice e Superstição das mais extravagantes. Este horrível juiz era um obcecado sexual, que mandou para a fogueira cerca de três mil Feiticeiros*. Mesmo que seja apenas um reflexo desse tempo bárbaro, Rémy surge-nos como o tipo acabado de recalcado sádico, intelectual mais delirante do que as próprias Bruxas*.

 

RENATA, Maria.  Nome de uma religiosa alemã, que foi a última pessoa a ser queimada por acusação de Feitiçaria* neste país, em Moussan, 27 de junho de 1749. Foi denunciada por algumas de suas colegas, Histéricas* e fanatizadas, do convento.

 

RESGATE, Círculo de. Entre os praticanntes do Espiritismo, grupo que se dedica a resgatar (?) os Espíritos* (?) dos mortos mais ignorantes e desvalidos (?). Acreditam que os “resgatados” seriam em geral Espíritos* (?) tão débeis e tolos, que ainda se acham desconhecedores das novas condições e possibilidades de progresso no Mundo Astral*. Ao entrarem na Aura* do Médium*, achar-se-iam então com capacidade de praticar no Círculo de Resgate, expressar as suas dificuldades e receber conselhos no que toca ao seu próprio progresso.

 

RESH, Padre Andreas. Nascido em 1934, ordenado sacerdote rendentorista em 1961, Doutor em Filosofia e Psicologia, Doutor em Teologia, professor de Psicologia Clínica e de Parapsicologia* na Universidade Lateranense de Roma, desde 1969, durante seis meses por ano.

  Alem da cátedra de Parapsicologia em Roma, toda sua excelente atividade é típica da Escola* Europeia e Teórica. É diretor do “Instituts für Grenzgebiete der Wissenschaft” (IGW). Dirige a revista “Grenzgebiete der Wissenschaft” (GW). É o presidente da associação “Imago Mundi” de Parapsicólogos* católicos e o principal organizador dos congressos dessa sociedade. Entre seus numerosos escritos, destacam os livros “Der Traum

im Heilsplan Gottes” Friburg, 1964 - “Jesu Ursigens Taten? En Beitrag zur Wunderfrage”, 1970 - (Coordinador:) “Mistik”, 1975 - “Welt, Mensch und Wissenschaft Morgen”, Paderborn - “Probleme der Parapdychologie” - “Im Kraftfeld des Christlichen Weltbildes” -

Der Kosmisch Mensch”.

 

RESSURREIÇÃO.  Processo pelo qual o homem após a Biocinese*, vai transformando-se, durante a Biostase*, de com corpo físico em com Corpo Glorioso*. Nem por um instante a Alma* humana deixa de animar ou está separada do seu corpo. À medida que o homem vai avançando na Biostase*, na mesma proporção vai avançando na ressurreição; à medida que a Alma* humana vai deixando de animar o corpo físico, vai animando o Corpo Glorioso*.

  Este processo da Biostase* e correspondente processo de ressurreição demora normalmente uns 21 dias. Quando plenamente consumada a morte, fica plenamente consumada a resurreiçao. Então começa plenamente a Sobrevivencia* na eternidade.

  +  A ressurreição é uma verdade por Filosofia: exigência da Alma* espiritual que, portanto, não pode ser destruida, nem evoluir... e que não age sem seu corpo.

  + E uma verdade por Revelação*. Ver Corpo Glorioso, os textos citados lá.

 + E inclusive é uma verdade experimental, pois essa Revelação* está confirmada com muitos  Fenômenos SN* como “assinaturas” de Deus*. Especíificamente confirmativo o Lençol* de Torino, onde temos as marcas da Ressurreição gravadas por Fenômeno SN*, e onde as qualidades do Corpo Glorioso* podem observar-se até nos mínimos detalhes com instrumentos adequados.

  + A doutrina correta a partir da Antropologia e de outras ciências de observação, como também a partir da Filosofia e da Teologia, é oficialmente esposada pelo Judaísmo e Cristianismo, mas foi freqüentemente muito mal interpretada. Melhor se expressa a realidade com as expressões de São Paulo: não morremos, nos transformamos, à medida que vamos morrendo num corpo corruptível vamos ressuscitando num corpo espiritualizado, etc.

   Ver Aparições para a compreenão da Ressurreição do ponto de vista da Fisica Moderna.

 

RETROCOGNIÇÃO. Ver RC.

 

REUTER, Prof. Florizel. Esteve associado com o Barão Schrenk-Notzing* nas Experiencias Qualitativas* com os irmãos Schneider*. Sua mãe era uma Psicógrafa* de Xenoglossia*, que “recebia Comunicações* (?) em dezessete idiomas”. Posteriormente, o próprio Reuter procurou o Desenvolvimento* e manifestou Psicofonias* e Aportes*.

 

REVELAÇÃO. Propriamente manifestação de verdades Sobrenaturais*, inatingíveis pela capacidade humana.

  Dar o obséquio da Fé a verdades ou suposições, real ou pretendidamente sobremnaturais, inantigíveis naturalmente, acreditar nelas sem o prembulo da prova científica do fato da Revelação*, seria uma fé infantil, irracional, inumana.

 Que seja SN* cada componente ou mesmo todo o conjunto da Revelação*, muito dificilmente poderá demonstrar-se por argumentos intrínsecos, ou é mesmo impossível, pretenção errada, foi e é tempo perdido nessa pesquisa. E mesmo muito do conteúdo destas pretrendidas Revelações* está fora do que corresponderia ao objeto da Revelação*. Deve demonstrar-se por argumentos extrínsecos, Fenômenos SN* que sirvem de “assinatura” do revelador Sobrenatural*.

  E nesta pesquisa sim o êxito foi completo, superabundante, claríssimo, irrefutável... Após numerosa e amplissima pesquisa, só houve Revelação* divina. Ficam descartadas todas as pretendidas Revelações* e Comunicações* de outros seres real ou supostamente Sobrenaturais*.

 

REVITALIZAÇÃO. === ===   

                                   === === São Vicente Ferrer*

 

 

RHINE, Joseph Banks (1895-1980). Por diversas circunstancias do mundo de hoje (Materialismo* acadêmico, Norte-América, etc.) foi elevado a ser o mais famoso Parapsicólogo* do mundo. Nasceu num valle junto às montanhas do condado de Juniata, na Pensilvânia. Comecou os estudos de Filosofia e Teologia na Universidade de Ohio, Chicago, e no Wooster College, que teve que interrromper após ano e meio pela primeira guerra mundial, na que sirviu co o voluntário nos fusileiros marinos. Posteriormente, Doutorou-se em Botânica na Faculdade de Botânica de Chicago em 1925. Reservou três anos ao ensino e investigação das plantas e sua fisiologia. Mas estava descuidando a Botânica dedicando muito tempo a  estudos de Parapsicologia* sob a orientação do professor inglês William McDougall*, na Harvard University, em Cambrige, Massachusetts, EUA, na que estivera no Outono de 1926.

   Em 1927 Rhine foi nomeado catedrático de Filosofia e Psicologia na Universidade Duke*, mas o influxo de W. McDougall* fora decisivo, e Rhine em poucos messes foi abandonando a Filosofia para fixar-se no Departamento de Psicologia, a cuja direção aquele mesmo ano habiam chamado o prestigioso professor McDougall*. Aí Rhine tinha mais liberdade para estudos de Parapsicologia*, sempre sob o incentivo do Prof. McDougall*, e  pouco depois  trocou  também as aulas e pesquisas de Psicologia, optando e concentrando-se por fim totalmente na Parapsicologia*.

  Mas a orientação fornecida pelo Dr. McDougall* não foi suficiente para livrar Rhine da Lavagem* Cerebral estabelecida nas Universidades. A partir de 1927 vinha desenvolvendo um método de pesquisa na Parapsicologia* que fosse aceito em ciência, na limitada, limitadora e, quando não aplicada a temas materiais, anti-científica mentalidade Materialista*: assim insistiu no cálculo estatístico de probabilidades, no laboratorio e em circunstancias e técnicas usadas pelos outros cientistas estabelecidos.

  Fruto de longas Experiencias Quantitativas* foi a primeira publicação de Rhine: “Extra-Sensory Perception”, Boston, 1934, que causou uma tempestade de controversias, comovendo o mundo científico, Materialista*, por demonstrar uma faculdade não-material com a técnica Materialista* aceita por todos! É assim que nasceu a Micro-Parapsicologia*, por ele e seus seguidores pedantemente considerada “a contribuição mais importante do século (?!) para o estudo dos Fenômenos Parapsicológicos* ”.

  Esse mesmo ano, 1934, sob o patrocinio do Professor W. McDougall* ficou estabelecido na Universidade Duke* o “Parapsychology* Laboratory”, cuja direção como entidade independente assumiu Rhine em 1950 organizando-o como “Parapsychology* Institut”.     Em 1937 começou a publicar o “Journal of Parapsychology”, principal revista da              Micro-Parapsicologia*, que dirigiu até 1958. Foram aparecendo vários outros livros: “The Reach of the Mind”, Nova Iorque, 1947 -  “New World of the Mind”, 1953 - “ESP: What Can We Make of It?”, Londres, 1965 - “Progress in Parapsychology”, Nova York, 1971 - E em colaboração com Pratt*, J. G.: “Parapsychology, Frontier Science of  the Mind”,  Springfield, 1957 - Etc.

 Em 1965 deu-se um fato muito significativo. O Parapsychology* Institut foi incorporado pelo próprio Rhine à “Fundation for Research of Nature of Man”, para isso desligando-o corajosamente da Universidade Duke* e funcionando fora do seu campus universitário. Rhine por fim decidiu seguir o critério tão convicto do seu “Mestre” McDougall*. Havia chegado à conclusão da importancia da verdadeira Parapsicologia*. O proprio Rhine decidiu abandonar a linea de pesquisa da “escola de Rhine” e integrar-se no ambito interdisciplinario antropológico-filosófico-religioso e na analise dos Casis Espontâneos e nas Experiencoias Qualitativas*, tudo típico da Escola* Europeia. Lástima que tão significativo exemplo ainda não é seguido pela maioria dos... “seguidores” de Rhine”...

  Sua esposa, a Dra. Louise E. Rhine (1891-1983), desde o inicio colaborou muito, tendo o grande mérito de ser mais aberta, e cada vez mais, que seu marido às exigências da realidade, pesquisando também com inúmeros Casos Espontâneos*, com Experiencias Qualitativas*, e também nas implocações e consequências como a Escola* Teórica.. Mas, é compreensível, nem sempre, nem muito menos, consiguiu libertar-se de todos os preconceitos da Micro-Parapsicologia*. É autora de diversos e importantes trabalhos sobre Parapsicologia*: “Manual for Introductory Experiences in Parapsychology”, Duke,  s.d. - “Hidden Channels of  the Mind”, Nova Iorque, 1953 - “ESP in Life and Lab; Tracing Hidden Channels”, 1967 - “Psi, What Is It? The Story of ESP and PK”, 1970 - “Mind over Matter: Psychokinesis”, Londres e Nova Iorque, 1970 - “The Invisible Picture: A Study of Psychic Experiences”, Jefferson, N.C.,  1981 - “Somthing Hidden”, 1983.

 

RHINEHART, Keith. Psíquuica* que em 1958 realizou varias formações com  Ectoplasma* em Experiencias Qualitativas* controladas por cientistas japoneses nas Universidades de Tóquio e Osaka.

 

RICHET, Charles Robert (1850-1935). Médico francês, descobridor da anafilaxia e da soroterapia. Foi professor agregado de Medicina na Sorbonne em 1878 e professor de Fisiologia em 1887, membro da Academia de Medicina 1898, Premio Nobel de Medicina e Fiologhia em 1913, membro da Academia de Ciencias em 1914.

   Convencido da maior importânncia, foi cada vez mais substituindo a Fiologia estabelecida por uma Fisiologia, como ele mesmo dizia,  mais abrangente, de todo o homem como ele é, não só o normal senão também o Parapsicologico*, ao que de modo intenso e práticamente único dedicou quase sessenta anos da sua longa vida.. Fundou em 1891 o prestigioso “Annales des Sciences Psychiques”. Foi presidente da SPR* em 1905. Foi patrono e animador da fundação em 1919 do IMI*, do que foi presidente de honra de 1930 até sua morte. É considerado um dos mais completos pesquisadores de Parapsicologia* e, consequentemente, firme adversario do Espiritismo* tão em voga no seu tempo para “ëxplicar” (?!) os Fenômenos Parapsicológicos*. Fez investigações com os grandes Psíquicos* Eusapia Palladino*, Marthe Béraud*, Klouski*, Guzick*, Ossowiecki*, Kahn*, etc. Publicou o imprescindível e abrangente “Traité de Métapsychique”, Paris, 1922. Mas antes e depois outros muitos livros, entre eles: “Les Phénomenes Dits de Materialisation de la Villa Carmen avec Nouveaux Documents et Discution”, 1906 - “Notre Sixième Sens”, 1928 - “L’Avenir de la Prémonition” (1931) -  “La Grande Espérance”, 1933 - “Au Secours”, 1935. Quando a morte o surpreendeu aos 85 anos, já tinha pronto para ser publicado o manuscrito de “L’Avenir de la Science”.

   Seu filho e homônimo Dr.Charles Richet (Junior) é também homem de ciência, membro da Academia de Medicina da França, e professor de Medicina na Sorbonne. Conhece a fundo e é decidido defensor da Parapsicologia* por ter-se embebido dos estudos do seu pai, e colabora na “Revue Medicale de Metapsychique”.

 

RIJNBERG, Gérard A. van. (1875-1953). Médico e historiador de Nova-Zelandia zelandia (Oceania). Autor de “Les Métasciences Biologiques”, Paris, 1950.

 

RIVAIL, Hippolite Léon Dénizard.  Ver Kardec, Allan.

 

ROBIN, Marthe ( ==== ). Famosa Mística* (?) francesa, protagonista de mais um caso de Inédia*. Há dezenas de anos vive alimentando-se apenas com a Sda. Hóstia da Comunhão diária.

 

ROCHAS D’AIGLUN, Eugène-Auguste-Albert, Conde de (1837-1914). Nobre francês. Após brilhantes estudos no Liceu de Grenoble, formou-se em Direito, em Matemáticas Especiais nas que obteve o premio de honor em 1826, e em 1827 entrou na Escola Politeçnica de Paris onde também se formou brilhantemente. E ainda pelo anseio de saber de tudo entrou na carreira militar começando como tenente de engenheiros, promovido a capitão por méritos na guerra 1970-71 e comandante de batalhão em 1880. Para dedicar-se mais plenamente à pesquisa, abandonou o exército na qualidade de tenente-coronel e assumiu como diretor da Escola Politécnica (do Exército), para dedicar-se mais livremente à pesquisa na área da Parapsicologia*, até que em 1902 um general-inspector declarou que não mais podia tolerar “práticas ocultas” (?!) numa escola militar...

 Autor de importantes trabalhos de investigação de Fenômenos Parapsicológicos*, destacando uma coletanea histórica de levitações: “La Lévitation”, 1897; Experiências Qualitativas* com Eusapia Palladino*: “L’Exteriorisation de la Motricité”, 1896; e muito especialmente os trabalhos relacionados com o Magnetismo* Animal e Hipnotismo*: “Le Fluid des Magnétisateurs”, Paris, 1891 - “Les Efluvius Odiques”, 1891 - “Les États Profonds de l’Hypnose”, 1892 - “Les États Superficiels de l’Hypnose”, 1893 - “L’Envoutement”, 1893 - “L’Exteriorisation de la Sensibilité”, 1895 - “La Science des Philosophes et L’Art des Thaumaturgues dans l’Antiquité”, s.d.

 

RODADORES SANTOS ou Holy Rollers.  Ver Pentecostais.

 

ROLL, William G. Nascido em 1926 em Bremen, Alemanha, trabalha como Parapsicólogo* em EUA. Investigou no “Parapsychology* Laboratory” (1957-1960)  de Rhine* e é um dos membros fundadores da “Parapsychological* Association”.

 Colabora em diversas revistas. Superando louvavelmente junto com seu mestre, no final, o proprio Rhine*,  as limitações da Micro-Parapsicologia*, é especialista em pesquisas bem próprias da Escola* Teórica, como na análise de Casos Espontâneos*, e inclusive em temas bem próprios da Escola* Teórica como a Sobrevivencia*, e os perigos de fomentar a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos*: Ver Função* Menos.

  Com respeito à Sobrevivencia, Ver “Psychical Research Foundation”, da que é atualmentre Diretor, e Ver também Theta, boletim de que atualmente é também Diretor. E com respeito a Casos Espontâneos* é especialista principalmente em Poltergeist*, tema sobre o que publicou o apreciável livro intitulado “The Poltergeist”, Nova Iorque, 1972.

 

ROMANONES, J.  Ver Society for Psychical Research , da que foi um dos fundadores.

 

ROPE CLIMBING TRICK. Ver Corda Indiana, termo preferível fora da língua inglesa..

 

ROSA, César della. Viveu em Paris até os 23 anos, altura em que abandonou a França, para residir na Índia, Nepal, Tibet e mais tarde no Uruguai. Ásecla do Budismo* e também da Rosacruz*, Teosofia*, Cabala*..., apresentava-se sob o nome de Swami Asuri Kapila. Percorreu mais de 50 paises difundindo “ensinamentos” (?) de Esoterismo*. Afirmava possuír notáveis faculdades de Adivinhação*, mas certamente muito maior dose de charlatanice e Superstição*. Em Uruguai, Montevideo, fundou em 1941 a “Ordem Martinista”, e no ano seguinte a “Ordem Oriental de los Hermanos Asiáticos del Brillante Misterio”. Morreu em 1955.

 

ROSA-CRUZ. Atendo-nos ao manifesto “Fama Fraternitatis Rosae-Crucis”, anônimo divulgado em Alemanha a partir de 1610, e à “Confessio Fraternitatis Rosae-Crucis ad Eruditos Europoae”, aparecida em 1615, trata-se de uma Fraternidade ou associação internacional e supra-nacional. Dos seus ritos, usos e preceitos sabia-se e ainda se sabe bem pouco. Seria muito antiga. Há entre eles os que afrimam na sua megalomania que procedem do Profeta* Elias (!?). Menos disparatada, sem deixar completamente de se-lo, é a afirmação de que todos os segredos desta Fraternidade procederiam de Christian Rosenkreutz nome tão pretencioso como bem imaginado: Cristo Rosa-Cruz, um suposto conhecedor de todos os Ensinamentos* secretos do Ocultismo, e que haveria falecido em 1482.

   Os componentes da Fraternidade ficavam obrigados a algumas regras taxativas, como curar gratuitamente os doentes, reunirem-se todos os anos em assembléia geral, escolher cada qual uma pessoa que deveria suceder-lhe após a morte, manter o mais absoluto segredo de tudo o referente à Fraternidade, confundir-se entre todos pelo vestir e pelo falar segundo os usos e costumes da região em que cada um vivia, usar para se reconhecer a palavra de ordem “rosa-cruz”, transmitirem uns aos outros um segredo impenetrável que, a fazer fé nos cronistas da época, devia incluir a arte de manter-se jovem, o uso da Cabala* e da Pedra* Filosofal.

   Quando a Rosa-Cruz se anunciava, nos começos do século XVII, uma época em que as convulsões do Renascimento e da Reforma protestante pareciam questionar todas as certezas, o surgimento de uma misteriosa Irmandade, que dizia ter ou dava a entender que tinha a posse de segredos espirituais, não podia deixar de exercer um forte apelo sobre a mente européia.

   A Irmandade influenciou com a sua ação pelo menos três séculos, o XVII, o XVIII e XIX, e constituiu também um ponto de partida para a difusão de um certo movimento de base no Ocultismo -pelo menos de início- e também ele de extensa difusão, a Maçonaria*.

   Frequentemente se há duvidado de se a Fraternidade Rosa-Cruz tenha de fato existido algum dia. Mas isso pouco interessa, pois as modernas organizações que se dizem Ordem Rosacruz, não vão além de uma continuidade de aspiração com a Irmandade cujo nome ostentam. Há uma ligação muito suspeita entre os pretensos Rosacrucianos do século XVII e os seus  descendentes de hoje.

  A história dos Rosa-Cruzes modernos é complicada e obscura. Muitos fios diferentes entraram na trama.  Dos grupos sobreviventes que afirmam ter alguma relação com esses fios de “rosacrucianos” o mais florescente é, sem dúvida, o dos sucessores da Aurora* Dourada, de Mathers*, Westcott* e Woodman*; e a AMORC*, de Spencer Lewis*. Embora a prática de todas estas organizações modernas provavelmente não tenha qualquer relação com a pretendida Fraternidade Rosa-Cruz original.

  Psicólogos como Jung*, Herbert Silberer etc. podem fornecer profundas considerações sobre esses incontáveis “grandes mestres”, excêntricos, embora divertidos...

 

ROSE, Miss. Médium* britânica, de Curandeirismo*, a quem com descarada propaganda se atribuem muitas “curas” (?) de casos sem esperança (?).

 

ROSEMARY. Ver Hulme, A. J. Howard. 

 

ROSENKREUTZ, Christian. Ver Rosa-Cruz

 

ROUX, George.  Ver Igreja Cristã Universal.

 

ROVATTI, Francisco de Assis (1925). Médico espanhol, nascido em 1925. Há ditado inúmeros cursos de Hipnose* médica, reservados a médicos e acadêmicos de Medicina.

  É um dos mais prestigiosos Parapsicólogos* de Espanha. Diretor do “Instituto Psi-Alfa” de investigación em Parapsicologia*, de Barcelona. Foi presidente dos três primeiros congressos nacionais de Parapsicologia* e presidente do comitê técnico do primeiro congresso europeu, celebrados em Barcelona.

 

RSPK. Iniciais da expressão inglesa “Recorrent Spontaneous PK” ou “Recorrent Spontaneous Psychokinesis” (Psicocinesia Espontânea Recorrente), termo que com habilidade foi introducido na Micro-Parapsicologia* por W. C. Roll*, para designar os Fenômenos Poltergeist*, onde o conceito PK* ou Psicocinesia* usa-se em sentido... bem amplo e pouco específico, muito diferente do que imagina a Micro-Parapsicologia*.

 

RUDDER, Pierre De. ===

“O fato da cura de Pierre De Rudder”  === === Em 16 de fevereiro de 1867, Pierre-Jacques de Rudder, de quarenta e quatro anos, deteve-se a conversar com dois conhecidos, os irmãos Knockaert, que estavam derrubando árvores perto do castelo do seu empregador, visconde de Bus.  Mas a árvore escorregou.  Caiu sobre Pierre De Rudder. Triturou a perna esquerda de um decímetro abaixo do joelho até o peito do pé, inclusive. Tíbia e perônio, quebrados.  Os ossos do terço superior da perna esquerda ficaram separados três centímetros dos correspondentes ossos dos dois terços inferiores.  Após tirar o aparelho imobilizador, os fragmentos de ossos desprovidos do seu periósteo, estavam banhados em pus.  Chaga com longa ulceração, purulenta, grangrena.  Chaga também no peito do pé.  Pierre De Rudder ficou um ano na cama.

Poucos meses antes que Pierre De Rudder fosse ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, em Oastakker, uma semana antes da peregrinação o Dr. Hautsaegher examinou o doente e concretamente destacou as observações do balanço desordenado da perna, inclusive ficando o calcanhar para a frente e os dedos para trás.  Pierre De Rudder chega em Oostakker, está agora diante da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, em Oostakker-Lez-Gand. Reza. Quase chora. Confia muito filialmente na Mãe Celeste.  Segundo o costume, quer dar três voltas ao redor do montículo da gruta.  O esforço é extraordinário.  Já deu duas voltas, apoiado penosamente nas muletas e amparado pela esposa Colete e por um desconhecido caridoso.  Consumido pela fadiga extrema, desiste.  Deixa-se cair sobre um banco. Reza. Expectativas, sorrisos irônicos de uns, lágrimas de compaixão de outros. E... Pierre De Rudder se levanta, caminha sem muletas entre os bancos dos peregrinos até o pé da imagem de Nossa Senhora, se ajoelha, só então percebe que caminhara até lá, só então percebe o instantâneo desaparecimento da gangrena, da supuração...  E das forças, pula, dança, corre, cheio de alegria e agradecimento.  A esposa quase cai desmaiada de emoção.

 

RUNES. Ver Associação dos Arianos Invisíveis.

 

RYZL, Milan. Tchecoeslovaco, doutor em Física e Química pela Universidade de Praga.

  Após 20 anos de pesquisa como Parapsicólogo*, teve o grande mérito de ser o primeiro a publicar nos países da antiga “Cortina de Ferro”, onde o Materialismo* era “dogma”, artigos  sobre fenômenos extrasensoriais, PN*.

  Ryzl viajou por numerosos países dando conferências em diversas Universidades. Em 1963 recebeu o prêmio McDougal*, que é concedido por mérito em Parapsicologia* pela Universidade Duke*. Seus livros foram traducidos a várias línguas: “Hipnosis y Percepción Extrasensorial”, Barcelona, Paneuropea, s.d. - “Manuale di Parapsicologia Sperimentale. Experiemnte di Laboratorio”... Prove di ESP e PK di Sicuro Successo”, Roma, 1979 - “Nuevos Estudios sobre la Percepción Extrasensorial”, Barcelona, s.d. - “Parapsychology. A Scientific Approach”, New York, 1970 -  “Parapsicologia. Fatti e Prospettive”, Roma, 1972 - “Parapsicologia Atual”, São Paulo, 1976 - “La Revelación Bíblica y la Parapsicologia”, Barcelona, 1976 - “Tears of Transition in Psichic Discoveries by the Russians”, New York, 1971 - Etc.  

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                            - S  -

 

S Case.  Ver Espontâneos, Casos.

 

SABÃO AMONIACAL. Ver Saponificação.

 

SABAT ou SABBAT. Termo hebreu, de origem suméria, Shabattu, que significa “calma do coração”. É preceito na Bíblia, na interpretação literal, praticado pelos judeus. Também observado cada sete dias, depois do festival Nananar, da lua cheia, por babilônios como um dia de reflexão e penitência. Corresponderia ao Sábado, embora os cristãos passaram o descanso para o Domingo ( do latim dies dominica = dia do Senhor), para celebrar a Ressurreição* de Cristo.

   Em Magia* quer dizer assembléia noturna, reunião regular de Bruxas* (os) e Feiticeiros (as). Geralmente treze, incluindo um alto sacerdote e seis pares mistos, que chegariam pelos ares nas suas vassouras ou montados sobre Demonios* em forma de bodes. Era realizada nas noites de Sábado em presença do Diabo*, que teria o aspecto do Leonardo ou do “grande bode negro” com três cornos e de oito pés de altura. Haveria pratos suculentos e bebidas afrodisíacas. Outros garantem, pelo contrário, que ali se comem iguarias espantosas, compostas de sapos, carne de enforcado, pedaços de crianças não batizadas...

A sua origem parece remontar aos primeiros anos do Cristianismo. Para protestarem à sua maneira contra o progresso da nova religião, os celtas continuavam clandestinamente a prestar culto ao deus Pã, acompanhando esse culto com práticas de um simbolismo bastante obscuro.

  Essa tradição conservar-se-ía e ampliar-se-ía, mas degenerando pouco a pouco, para uma autêntica festa satânica, o Sabat, onde Bruxas*, Feiticeiros*, e hoje Satanistas* prestam culto de adoração ao Diabo*.

 

SABIO IDIOTA. Aplica-se a denominação ao individuo que por um lado é deficiente mental, mas que em alguma área, tal como no cálculo, em linguas ou memoria em geral, em execusão musical, etc. possue uma capacidade altamente desenvolvida.

 

SALEM, Feiticeiras de. Caso Espontâneo* ocorrido na Nova Inglaterra (EUA) no seio de uma comunidade de protestantes puritanos, descendentes ou eles próprios expulsos da Inglaterra no tempo de Jaime I. Fanáticos e impiedosos até ao limite “para salvar-se”. Proibiram bebidas fortes, jogos de azar, a carne era para eles abominável, a própria alegria era reprimida. Viviam dominados por um doentio temor a Deus*, concebido como vingativo, feroz e castigador.

  Uma lavadeira de nome Glower era irlandesa e católica, o que lhe valia o ódio daqueles puritanos. Na seqüência de uma discussão fútil, Glower insultou uma das suas clientes, a Goodwin. Um dos filhos desta, que assistira a essa violenta cena, começou com convulsões. Glower, imediatamente acusada de Feitiçaria*, foi presa. Em conseqüência disso, a infeliz foi executada. Em 1688.

  Em 1692, em casa do Reverendo Samuel Parris, pastor puritano de Salem, dez raparigas começaram com convulsões, fazendo gestos desconexos e aparentemente obscenos. Uma delas era filha do Pastor Parris. A ama índia  foi acusada de Feitiçaria*, e a infeliz foi presa. Astutamente a índia declarou-se arrependida dos seus pecados, o que a salvou da fogueira. Tomando-lhe o gosto, “as girls de Salem” continuaram as suas acusações contra várias pessoas. A estas jovens, provavelmente impúberes, juntou-se uma Histérica* rica, Anne Putman. Mais de duzentas pessoas foram presas, acusadas de Feitiçaria*. Dezenove pessoas foram enforcadas.

   No mês de abril de 1694, estavam encarcerados cerca de cento e cinqüenta “Feitiçeiros*”. Felizmente interveio o governador Phillips mandando pô-los em liberdade. Assim acabou o processo de Salem.

   Em Salem, com a interpretação de Feitiçaria* mistura-se a interpretação de Possessões* pelos Demonios*. A inovação da Feitiçaria* em Salem assenta fundamentalmente no seguinte: as denunciantes vêem aparecer os espectros daqueles que denunciaram e que as obrigam a “escrever os seus nomes no livro de Satanás*”. Já se vêem aparecer aqui os prólogos do que se passará nesta mesma terra americana, em 1847, com a família Fox*, onde nasce o Espiritismo* moderno.

 

SALTER, William Henry (1880-1969). Havia ingressado na SPR* em 1919 e fora nomeado Tesoureiro,  sem que aceitasse honorários,  e conservou o cargo até 1931. Durante quase quarenta anos prestou valiosas contribuições à SPR*, da que   foi  Presidente nos anos de 1947-1948.

  Durante a segunda guerra mundial desempenhou no Ministério de Guerra em Inglaterra. numerosos cargos relacionados com as leis. Quando chegou o armistício, dedicou a sua vida ao estudo da Parapsicologia* com abundantes pesquisas de Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas* e grande reflexão teórica. Além de numerosos artigos, publicou “Ghost and Apparitions”, Londres, 1938 - “Psychical Research: Where do We Stand?”, 1948 -“Trance Mediumship: An Introductory Stady of Mrs. Piper and Mrs. Leonard”, 1950 (2a. ed. 1962) - “The Society for Psychical Research: An Outline of its History”, 1970 - “Zoar or the Evidence of Psychical Research Concerning Survival”, 1975.

 

SALVO, Lucía Altares de; ou caso IRIS-LUCÍA. Um dos mais famosos Casos Espontâneos* de Xenogloxia* inteligente, perfeita, surgida num instante, habitual... Em Agosto de 1933, em Budapest, “morria” Iris Farczady, uma jovem de 16 anos. Poucos momentos após a sua “morte”, começava a respirar novamente, recuperava os sentidos e acabou por ficar “curada” completamente. Entretanto, agora dizia que era Lucía Altares de Salvo, espanhola, que acabava de morrer em Madrid, calle (rua) Obscuro no.1, que tinha quarenta anos e era mãe de catorze filhos... De então em diante, sempre e em todas as partes, falava perfeitamente o espanhol, que antes desconhecia plenamente.

 E logo numerosíssimas vítimas da Superstição* espalharam o caso como “evidente Reencarnação” (?!). Investigações rigorosas, dirigidas principalmente pelo Prof. Rothy, Presidente do Comitê Nacional e do Conselho Internacional de Investigações Parapsicológicas* de Budapest, verificaram que não morrera em Madri ninguem com aquele nome, e não existia o endereço nem a rua indicada. Verificou-se também que os nomes dos seus pretendidos filhos eram nomes de judeus sefarditas, que falam espanhol, residentes na propria rua de Iris-Lucía. Calle e obscuro deviam-se a uma anedota tirada de um jornal de Madrid com a que o professor Vegh ensinava essas palavras nas suas aulas de espanhol. Etc, etc. E comprovaram que a Xenoglossia* se devia principalmente a uma aprendizagem totalmente Inconsciente* da língua espanhola, quando bebé, por convivência com uma empregada espanhola chamada precisamente Lucía Altares de Salvo. Que ainda vivia, como poderia haver reencarnado?!.

 

SAMADHI  Oitavo e último grau da Ioga, designa o Mito* de que o conhecimento verdadeiro (!?) consistiria na contemplação... completamente inerte (!). Como no Nirvana*.

 

SANDUICHE, Efeito. Curioso efeito observado pela Escola* Norte-Americana nas Experiências Quantitativas* de ESP* e que consiste em se observarem êxitos mais freqüentes se a Carta* ESP que precede e a que segue são iguais à carta albo.

 

SANSONISMO. Por alusão à personagem da Bíblia*, Sansão (Jz 13,24-16,31), com este termo designam-se os fenômenos em que alguém manifesta, em determinado  momento, uma força  enormemente superior ao que logicamente se poderia esperar da idade e condições daquela pessoa. Em crises ou surtos psicóticos, pode acontecer que varios homens fortes não segurem uma jovenzinha se não a vestirem com camisa-de-força.

   Não existe sansonismo PN*. Evidentemente nada há que nem de longe sugira que essa força manifestada alguma vez por determinadas pessoas seja extrasensorial, espiritual... 

  Geralmente o sansonismo deve classificar-se evidentemente como Fenômeno EN*, por tratar-se simplesmente de um aproveitamente ao máximo da força muscular num estado de excitação, concentração, hiperventilação respiritaria...

  Em determinados Estados Alterados* de Consciência, essas manifestações de sansonismo podem chegar a extremos realmente surpreendentes, tanto que secularmente foi atribuído erradamente à Possessão* Demoníaca (?). Se alguma vez, uma jovenzinha, com um dedo tivesse levantado um piano de cauda, ou derrubado com a mão um  muro..., até que teria sentido pensar em Demonios* ou outras entidades... Mas nada semelhante aconteceu jamais...,   

  ...a não ser unicamente em ambiente divino. Como em todos os tipos de Fenômenos* Parapsicológicos, também há muitíssimos casos SN* de sansonismo:

·      No século V, Santa Genoveva, hoje padroeira da França, com só toca-las com a mão abriu os portões da cidadela de Paris, para assim forçar o rei dos francos, Childerico, apesar de pagão, a libertar os franceses, católicos, prissioneiros de guerra que mandara  matar.

·      No século X, São Dunstano, bispo de Cantuaria, quando observou que a igreja que   mandara construirnão estava na orientação devida oeste-leste, diante do rei, da nobreça e numeroso público, com os ombros a fez girar até a orientação desejada.  

·      No século XIII São Francisco de Assis*: Simplesmente apoiando a mão endireitou a parede principal que estava inclinada com perigo eminente de que a casa toda ruisse.

·      Nos albores do século XV, São Vicente Ferrer*, como nos garantem nada menos que os Bolandistas*,  pegou com as mãos um tronco de madeira que dez homens não conseguiriam levantar da terra, e o carregou num carro.

·      Também São Vicente Ferrer* em outra oportunidade, transfiriu o sansonismo SN a um mutilado fazendo que, sem nenhum esforço aparente, carregasse até o convento uma viga que um par de bois não haveria conseguido arrastar..., e chegando ao convento o atleta ficou instantaneamente curado.

·      Na segunda mitade do século XV,  São Francisco de Padua*, como se garantiu nos processos de beatificação e canonização, arrancou e trasladou com as mãos uma enorme pedra que em esforço conjugado seis operarios não haviam conseguido remover e que atrapalhava consideravelmente a passagem durante a construção do mosteiro de Spezza (Cosenza, Italia).

·      Durante a mesma construção, o santo carregou até o cimo da torre do relogio a pedra capitel, que quatro homens fortes não conseguiram levantar.

·      São Francisco de Padua* repitiu outras várias vezes o sansonismo SN* durante aquela importante construção, por exemplo arrastando pessadíssimas árvores que os operários, nem com animais, não podiam transportar desde o bosque pelo grande tamanho e  pelas condições do terreno.  

·      Etc., etc. Casos semelhantes são muito frequentemente relatados nas vidas dos santos.

 

SAPONIFICAÇÃO. Em cemitérios muito utilizados ao ponto de não deixar a terra se recuperar da podridão, ou em casos em que são enterrados muitos cadáveres juntos em valeta comum, pode acontecer que a podridão é tão extrema, Adipocira, Sabão Amoniacal, Graxa de Cadáver, que os corpos mantenham durante muito tempo sua figura. Mais um tipo de falsa Incorrupção*, antes pelo contrário excesso de corrupção.

 

SARDOU, Victorien. Célebre romancista francês. Membro da Academia da França. Assíduo frequentador de sessões de Espiritismo* em casa de Allan Kardec*, e convicto espírita, fazia desenhos por Psicografia* das casas dos habitantes de Jupiter (?! - o que é bastante para julgar a fantasiosa crença dele, de Allan Kardec e de todos os sequazes do Espiritismo*).

  Uma noite, um “Espírito*” (?), que se anunciou como Bernard Palissy, “cidadão do Reino de Justiça”, que “está situado no planeta Júpiter” (?!), incitou-o a pegar num buril e numa placa de cobre e a gravar os desenhos que ele, Palissy, lhe iria fazer executar. Sardou, absolutamente sem pratica de desenho e ainda menos de gravar, acedeu e pôs-se ao trabalho e, no espaço de poucos horas, Psicografou* numa placa de grandes dimensões um desenho complicado, difícil, cheio de pormenores e de superior qualidade.

   Mais extraordinário ainda era o método usado por este incipiente gravador. Ele conduzia o seu trabalho contra todas as regras mais elementares da arte e até do bom senso: começava todas as partes sem acabar nenhuma e depois continuava ao acaso, acabando-as sem dar por isso, causando grande impressão às testemunhas.

  O que eles deveriam considerar é que fora do ambiente de Espiritismo* hão-se dado casos superiores, enormente superiores a estes, inclusive ganhando Premios Nobel. Ver Talento* do Inconsciente. E o “Reino de Justiça”, como outras descripçòes de Júpiter por Kardec*, Chico Xavier*, etc, são plenas tolices como hoje muito bem provaram os satélites  interplanetarios...

 

SARGENT, Epes (1813-1880). Escritor norte-americano sobre Espiritismo*. Em 1837 estudara o Mesmerismo* Desconcertado, daí passou a estudar a Tiptologia* das Irmãs Fox*. Mais desconcertado ainda por aquele singela Fraude* que ele não tinha capacidade nem de  suspeitar, fez muita divulgação do caso e, não conhecendo Parapsicologia*, que então nem existia, cada dia foi ficando mais desorientado e fanatizado pela interpretação Supersticiosa* própria do Espiritismo*. Escreveu muitas obras divulgando essa Superstição*, sendo a mais pretenciosa “The Scientific Basis of Spiritualism”, Boston, 1881.

 

SATANISMO. O verdadeiro Satanismo, adoração Consciente* de Satão* ou Satanás* e consagração ao mal pelo mal, é de origem relativamente recente. É verdade que no período medieval houve grupos clandestinos dualistas (antagonismo entre o Deus* do bem e o deus do mal}, sobretudo os bogomils e os cátaros, ambos correlacionados. Também seria exagero negar que houve Satanistas individuais na Idade Média. Mas o Satanismo é e sempre foi extremamente incomum, é quase certo que só passaram a existir grupos Satânicos organizados, de quaisquer dimensões, no século XVII.

  Antes, no final do Império Romano, houve o Maniqueismo* e esses grupos eram condenados pela Igreja Católica como Satanistas, mas na realidade eram ultrapuritanos em sua moralidade. As histórias sobre os remanescentes deles, contadas sobretudo pelos caçadores de hereges, podem ser seguramente relegadas para os domínios da fantasia.

  Parece provável que o Satanismo, além de sua origem cátara, tem também raízes na má Teologia de uma minoria de padres católicos. Sabendo que qualquer padre, por mais indigno que seja, recebeu o poder de transformar o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo pelas palavras da Consagração, daí foi apenas um passo para acreditar que tanto o padre como a Missa possuíam poderes de Magia* inerentes, em vez de atribuí-lo à promessa de Cristo.   

   Como resultado disso, alguns padres indignos dispuseram-se a voltar os seus supostos poderes de Magia* para fins Satânicos. Já no século VII, o Concílio de Toledo proibia e condenava como heresia que se cantassem Missas de Réquiem para homens vivos com a intenção de assassiná-los (!).

  A crença na eficácia dessas práticas sobreviveu entre alguns católicos mais simplorios e ignorantes, do século XIX, e Frazer registrou-a em “O Ramo Dourado”, como folclore bretão atual, sob o nome da “Missa de St. Sécaire”. O termo evocativo “Missa Negra” provavelmente se originou nessa prática, pois até uma época relativamente recente a Missa Negra era um termo, alternativamente incomum,  para uma Missa de Réquiem.

 

SATÃ ou Satanás. O conceito de Satanás introducido no Cristianismo é completamente   diferente do que tinha na Biblia. Na tradução dos setenta, Satão às vezes é traduzido por Diabo*. Na Biblia Vetero-Testamentaria o termo Satão aparece 15 vezes e mais seis vezes o termo Satanizar. Nunca se refere a qualquer um ser Sobrenatural* maligno...

  Da etimologia hebraica de inimizade, Satã passou a ser, sempre, a personificação da inimizade, da inveja, da dor..., passando na Biblia Neo-Testamentaria* a representar a Tentação* e o pecado. Assim Salomão diz que antes tinha dois Satãs contra ele (1Rs 11,14.23.25), mas vencendo duas guerras já não tem nenhum Satanás, isto é, nenhum povo inimigo (1 Rs,5,18, ou 5,4 da vulgata). Para o salmista Satã é o acusador no julgamento (Sl 108,12 a; 109.6). No Livro de Jó, Satã  primeiramente é um deus na corte de Iahweh, que prova a paciencia do santo Jó, mas pouco depois Satã é o proprio Iahweh: “Deus* o deu, Deus* o tirou, bendito seja Deus*” (Jó 1,6; 2,1; 1,22). Jesus chama Satanás a São Pedro, porque suas palavras de tentador não são conformes a Deus* (Mc 8,33), e é o pecado sob o termo de Satã o que entra no coração de Judas (Lc 22, 3).

 Com o conceito de Satã confundiram-se os de  Belzebú*, Lúcifer*, Demônio*, Anjos* Rebeldes ou Diabos*..., sendo que na realidade são conceitos muito diferentes e que nada têmma ver com qualquer ser Sobrenatural* maligno.

   Sobre este tema complexo, ver Demonologia.

 

SC. Sigla de Simulcognição. A sigla é de uso preferível.  Designa uma divisão de PG*. É a manifestação PN* de acontecimentos que se estão a dar naquele preciso momento, mesmo a centenas ou milhares de quilômetros de distância.

 

SCATCHERO, Felicity ( ==== ). Escritora e propagadora de Espiritismo*. Foi colaboradora de W. T. Stead*, tendo principalmente dedicado a sua atenção à Escotografia*.

 

SCHERMANN, Raphael ( ==== ). Austríaco. Especilista em Grafologia, seus êxitos superavam notavelmente com alguma frequência o que poderia deduzir-se da análise da letra. Foi sujeito a investigação pelo Prof. Fischer, de Praga, em 1916-1918. Para explicar os resultados obtidos fica clara a necessidade de recorrer não só ao Talento* do Inconsciente, senão principalmente à HIP* e inclusive esporadicamente à faculdade PG*. A   escrita faz de objeto para a Psicometria* (Parapsicológica): Metagrafologia*.

 

SCHILLER, Ferdinand Canning Scott (1864-1937). Filósofo e matemático inglês, foi catedrático na Universidade de Oxford, Inglaterra, e posteriormente professor de Filosofia na Universidade de Los Angeles e na “South Califórnia University”, EUA.

  Mas logo que tomou conhecimento da Parapsicologia* compreendeu sua maior importancia, e marginalizando suas anteriores atividades fez-se membro da SPR* desde 1884, pertenceu ao Conselho Diretivo durante muitos anos, e chegou a ser Presidente em 1914. Contribuiu valiosamente para o desenvolvimento da SPR*.  

   Tipicamente da Escola* Teórica, publicou numerosos e muito interessantes trabalhos com análises perfeitos, como corresponde à sua profunda formação em Filosofia, sobtre diversos problemas suscitados pela Parapsicologia*. É dele na Enciclopédia Britânica o verbete “o progresso da Pesquisa Psíquica”, 1920; e dele também, na “Encyclopaedia of Religion and Ethics”,  de Hastings, o verbete “Espiritismo e Telepatia”.

 

SCHMEILDER, Gertrud R. ( ==== ). Doutora em Psicologia (Ph. Dr.) e professora de Psicologia no “City College”, Universidade de Nova York. Presidente da ASPR*, e secretária da “Psychic Research Poundation”. É famosa, dentro dos parâmetros da Micro-Parapsicologia*, por suas análises e Experiencias Quantitativas* sobre ESP* no aspecto das classificações chamadas Cabras* e Ovelhas*, tema sobre o que publicou, além de vários artigos, o livro “ESP and Personality”, Nova Iorque, 1969, e depois “Parapsychology”, Netuchen, 1976.

 

SCHMID, Padre Leo ( === ).  Pároco católico de Oeschgen, cantão suíço de Argan. Além de Filosdofia e Teologia da preparação para o sacerdocio, estudou Ciências e Biologia na Universidade de Friburgo. Escrebeu piedosas hagiografias...

   E em vez de primeiro estudar Parapsicologia* e depois lançar-se à experimentação, com grande dose de entusismo e ainda maior despreparo específico dedicou muito tempo a tentar obter Psicofonias* num gravador. A primeira Comunicação* (?) importante só foi obtida ao fim de dois anos de vastos e vãos ensaios... claramente desequilibrantes, ou de Desenvolvimento*, como preferem dizer os amigos espíritas deste inocente útil. Ingenuamente atribue as principais Psicofonias* ao Espírito* (?) de São Pantaleão*!

  Pelo seu trabalho de manifestar, recolher e arquivar em perfeita ordem conforme o seu conteúdo milhares de Comunicações* (?), e sem dúvida também por certo apóio dos espíritas, foi premiado, expressamente sem pronunciar-se sobre a interpretação, pela “Asociação Suíça de Parapsicologia”.

 

SCHMIDT, Helmut Físico e Parapsicólogo* de origem alemã, nascido em 1928. Realizou investigações e estudos na Alemanha, Estados Unidos e Canadá, como físico principalmente no campo da Física Teórica e no da Teoria dos Quanta. Como Parapsicólogo*, pertencente à famosa Associação de Parsapsicologia da Escola* Teórica, a “F.R.N.M*”. Pesquisou principalmente no campo da Sobrevivencia* como dedução filosófica a partir dos fatos certamente não-físicos de PG*.

 

SCHNEIDER, Rudi (1908-1957). Famoso Psíquico* austríaco, nascido em Branone am Inn, no seio de uma família com tendência a Fenômenos* Parafísicos, sendo que uma das suas  irmãs e tres irmãos, principalmente Willy, alcançaram fama como Psíquicos*. Rudi começou à idade de onze anos a entrar em  Trance*, pelo cvontágio das sessões de Espiritismoi* que se celebravam na sua casa. Atribuia suas manifestações à entidade Espiritoide* que se chamaria Olga.

  De adulto, junto à sua profisão de mecânico de automéveis, fez-se Médium*, também profissional, sempre atribuindo seu Trance* e Fenômenos* Parafísicos ao Controle* Olga, Viajou pela Europa e adquiriu notoriedade manifestando Telecinesia* e Ectoplasmia*. Foi investigado por diversos pesquisadores experientes, entre os que destaca o Dr. Schrenck*-Notzing. Harry Price* também o pesquisou com cuidadosas Experiências Qualitativas* no “National Laboratory of Psychical Research”, de Londres. Rudi aceitava sempre qualquer exigencia ou condições as mais regorosas para a verificação dos seus Fenômenos*. Com H. Price* usou a famosa especie de “cadeira eletrica” que marcava com luzes todos os movimentos do Psiquico* especialmentee se soltasse as mãos ou se levantasse. A conclusão foi que Rudi às vezes conseguia  reais  manifestações de Telecinesia*, Ectoplasmia* e Ecto-colo-plasmia* em formas de mãos e braços.

  Em 1930-31 Rudi realizou 90 sessões de Experiencias Qualitativas* no IMI*, sob a direção do grande Parapsicólogo* Dr. Eugène Osty*, em condiçõds rigorosíssimas de verificação, e contra qualquer possibilidade de Fraude*, inclusive com a famosa técnica de verificação por  raios infravermelhos. Rudi nunca se spós a qualquer rigor nas condições de verificação nem se interessava por saber quais seriam. Rudi permanecia recostado sobre um travesseiro, em Trance* profundo, em hipermenéia, especialmente (2 a 4 ciclos respiratórios por segundo) quando acontecia o Fenômeno*, ficava quase absolutamente imovil durante toda a sessão, que podia durar até uma hora se o Fenômeno* Parafísico demorava em surgir ou não acontecia. Assim comprovaram-se emissões de Telergia* e  Telecinesias. Rudi Schneider morreu com 49 anos de idade.

  Seu irmão, Willy Schneider (1903-1971), era dentista em Munich, e foi também famoso Psíquico*. Aos dezesseis anos já manifestava Casos Espontâneos* de Telecinesia*. De Dezembro de 1921 a Julho de 1922, viajou por diversos países de Europa, frequentemente com seu irmão Rudi, provocando extraordinários Fenômenos de Telecinesia* e de Ectoplasmia* em  Experiencias Qualitativas* sob as mais severas condições de verificação, convencendo a centenas de cientistas, entre eles alguns muito experientes. Em 1922 realizou 104 sessões com Schrenck*-Notzing. Em  1924 os dois irmãos foram a Londres e realizaram 12 sessões convincentes da realidade das Telecinesias* perante a comissão da SPR*

  Em 1926, porém, Willy teve de abandonar as Experiências Qualitativas* que realizava e internou-se numa clínica abalado na sua saúde, assim abandonando com só 29 anos de idade sua trajetória de Psíquico*, embora viveu até os 68 anos. Ver Função* Menos.

 

SCHRENCK-NOTZING, Albert Freiherr von (1862-1929). Nasceu em Odenburg, Austria. Primeiro formou-se em Humanidades Clássicas, e depois, em 1888, obteve o doutorado em Medicina com uma tese sobre “O Emprego do Hipnotismo na Terapêutica”. Também obteve o doutoramento em  Psicologia (Ph. Dr. = Doutor em “Filosofia”). No ano de 1889 fundou a “Muncher Psychologische Gesellchaft”, de que foi secretário durante vários decênios. Em breve adquiriu fama européia, no campo do Hipnotismo* teórico e prático.

  A conselho do seu amigo Charles Richet*, dedicou-se ao estudo da Parapsicologia* e em especial dos Fenômenos* Parafísicos. Estudou os Médiuns* mais famosos da época: Eglinton*, Eusapia Palladino*, Eva Carrière*, Linda Gazzera*, Willy e Rudi Schneider*, Heim Schrapz, L. Sordi, Stanislaw P., etc..  Destacam-se em especial as suas investigações, junto com a Sra. Bisson*, durante quatro anos, sobre M. Béraud*, que adquiriram celebridade mundial: “Physikalische Phaenomena des Mediumnismus”, 1920.

  Escreveu grande quantidade de amplos artigos e livros. Foram publicados 148, entre os  quais há que citar também: “Materialisation-Phenomena”, Munique, 1914 - “Experimente der Ferbewegung, im Psychologischen Institut der Munchener Universitat und im Laboratorium des Verfassers”, Stuttgard, 1924 .

  Sua grande atividade terminou inesperadamente como consequëncia de uma cirurgia de apendicite. Havia deixado prontos e foram publicados depois da sua morte, as tres principais obras dele: “Gessamelte Aufsatze zur Parapsychologie” (“Problemas Básicos de Parapsicologia”), Munich, 1929 - “Die Entwicklug des Okkultismus zur Parapsychologie in Deustschl” ( A transição do ocultismo à Parapsicologia em Alemanha), Lewipzig, 1932 - “Die Phaenomena des Mediuns Rudi Schneider”, Berlim, 1933.

 

SCOPIA.  A linguagem popular e mesmo certos Parapsicólogos* nem sempre sabem utilizar os termos adequados entre as diversas Técnicas* e nem sequer concretamente entre as de Adivinhação*, confundindo Pragmáticas*, Mancias* e Scopias. Do grego scopeo = escudrinhar, diz-se Scopia quando na Pragmática* se examinam, às vezes inclusive com lupa, as diversas líneas, figuras... do objeto usado.

 

SCREEEN TOUCH MATCHING (STM). Ver  Testes de ESP.

 

SD. Sigla de Standard* Deviation.

 

SECOS (Cadáveres). Em lugares muto secos, como nas areias de um  deserto, ou em determinados cemiterios, por exemplo de Lima (Peru) onde durante séculos não chove nem se conduiziu agua até lá, pode acontecer que a areia ou a terra absorva a humidade do  cadáver ao ponto de este demorar muito em corromper-se. Bem ao contrario do que acontece em cemiterios muito húmidos, como em Pisa. Evidentemente falsa Incorrupção*. 

 

SÉCAIRE, Missa de Saint.  Ver Satanismo.

 

SEFIROTH. Ver Cabala.

 

SEGUNDA VISTA ou DUPLA VISTA.  O mesmo que Clarividência*, termo mais usado, mas os tres devem ser rejeitados, pois não é vista nem videncia, nem segunda, nem dupla. nem clara. É conhecimento extrasensorial, PN*, PG*. Não obstante é muito usada, especialemnte pela Micro-Parapsicologia*, e termo preferível a sigla PC* (de Pura Clarividencia).

 

SEICHO-NO-IÉ. Um espertalhão, Taniguchi ( -------- ), plagiou toda a doutrina de absurdo Curandeirismo* difundida por Mary Baker* e sua chamada Ciência* Cristã, adornou-a com bonitas frases poético-Místicas* (?), às vezes muito bonitas realmente, e já está fundada uma nova associação de Curandeirismo*, como se fosse uma religião, com milhões de seguidores habilmente explorados após a correspondente Lavagem* Cerebral.   

 

SEIDEL, Franz. Engenheiro eletrônico austríaco, dedicado ao estudo dos problemas técnicos relacionados com a recepção, em gravadores, das Psicofonias*. Colaborou com o célebre pesquisador (?) de Psicofonia*, plenamente desconhecedor de Parapsicologia* e grandemente fanatizado, Constantin Raudive*.

  No “III Congresso Internacional de Parapsicologia”, realizado em Puchberg, perto de Viena, apresentou o Psychofon, aparelho extremamente sensível, capaz de eliminar em grande medida as interferências que perturbam a audição... Mas não evita, ao contrário facilita, a maioria das explicações por “ventriloquia” inconsciente e outras normais e também EN* das pretendidas “Vozes do Além”(?).

 

SEITA. Grupo religioso que se desgalha de outro, aderindo fortemente a um conjunto de práticas e crenças. Frequentemente esse desgalhamento é de outra Seita já desgalhada anteriormente, e de outra, e de outra..., e frequentemente também em sincretismo com outro ou outros grupos religiosos.

  Por exemplo, além das Seitas citadas ao falar do Espiritismo*, surgiram outras inumeraveis neste mesmo campo. Assim, entre tantas: Seguindo o Espiritismo* de Emmanuel Swedenborg*, o professor alemão Adam Weisshaupt fundou em 1776 a Seita* dos Perfeitíssimos, que se tornou depois a Seita* dos Iluminados..Os seus membros entregavam-se, por vezes, a práticas sanguinárias e violentas. Posteriormente, até hoje, foram surgindo numerosas outras Seitas* de iluminados, fanáticos e suicidas. Por esta via foi-se preparando também o ambiente para o advento dos Epiritismo* das Irmãs Fox* e de Kardec*, e suas numerosíssimas divisões e sincretismos, por sua vez aduvando o terreno para novos iluminados, fanáticos, loucos...

   Dentro do Cristianismo, antigamente os intentos de divisão eram declarados heréticos pela suprema autoridade eclesiástica, papal ou conciliar, e logo acabavam por diluir-se. Mas após Lutero, Calvino... a fragmentação cada dia em novas Seitas e inumeraveis frangalhos de protestantes, evangélicos e Pentecostais* oferece um espectáculo sumamente doloroso, sendo que a última vontade e oração de Cristo foi “que sejam um..., a fim  de que todos sejam um” (Jo 17, 11.21) ou, como suplicava o Apóstolo, “que alcancemos todos nós a unidade da fé..., assim não seremos...joguetes das ondas, agitadas por todo vento de doutrina, presos pela artimanha dos homens e da sua astucia que nos induz ao erro” (Ef 4, 13s). As palavras sublinhadas na frase citada de São Paulo remetem... Ver Função Menos.      

 

SEMATOLOGIA. Embora em Espiritismo* se usa como sinônimo de Tiptologia*, na realidade Sematologia ou Semiologia é um termo que designa o estudo da linguagem dos signos. Em Parapsicologia*, portanto, corretamente só se pode usar para designar o estudo da mímica empregada com a Mesa* Girante, Oui-ja*, etc, ou seja, a intensidade de clareza dos  movimentos em Paracinesia*.

 

SENHA, Experiência e Desafio da. Numerosíssimas e famosas Experiências Qualitativas*, a nível mundial. Desde os inicios da Parapsicologia*, com Myers*. Milhares de pesquisadores,  ate milhões de colaboradores por exemplo soldados nas últimas guerras, deixam em envelopes fechados alguma frase ou desenho ou número ou... só deles conhecido.  Se depois de mortos pudessem ter Comunicação* atravês de algum Médium*, comunicariam a senha.

  Se depois de mortos seus autores, as senhas aparecerem com  freqüência notavelmente maior que em vida, seria provável que haveria sido com ajuda dos mortos. E se não aparecesse a senha, por mais que se imitasse o estilo, a voz, etc, do morto quando estava vivo, o realmente claro é que não passava de Adivinhações* de vivo sobre vivo, pois era a senha o que faziam questão de comunicar como prova ou contra-prova.

  Posteriormente a Experiência da Senha passou a ser feita com frases cifradas, e o sujeito prometia que após a morte revelaria a chave para decifrar-se a senha.

  Modernamente fizeram-se muitas experiencias com cadeados de segredo. Só o morto conhece a combinaçào, de seis algarismos, para abrir o cadeado.

   Com esta magnífica experiência logo se percebeu que o Espiritismo, Teosofia, etc. não tem base nenhuma. E contra as pretenções dos espiritas, teósofos, etc. logo se passou aos Desafios* com grandes quantidades de dinheiro, a cada um, se alguma vez aparecesse a Senha.  

   Cumprindo-se as exigências e controle preciso da Experiência Qualitativa e Desafio*, Nunca jamais apareceu a Senha.

  E esse nunca está garantindo uma muito Especial Divina Providencia* contra as pretenções do Espiritismo*, Teosofia*, etc, porque o natural seria que a Senha aparecesse alguma vez...:  por PC* sobre o envelope, por RC* sobre os mortos quando ainda estavam vivos, potr Pcg sobre os pesquisadores quyando abrissem o envelope, etc. A experiencia frisava que a Senha aparecesse comparativamente em número notavelmente maior...  Mas que não saia nunca....! 

A título de exemplos com a Senha no envelope, Ver Lodge e Houdini. Concretamente com referencia ao Brasil e Chico Xavier*, Ver Lobato (J. B. Monteiro).

 

SENSITIVO. Ver Psíquico,  termo de que é uma subdivisão.

 

SENSITIVÔMETRO.  Instrumento que se emprega para saber se as pessoas são suscetíveis de serem Hipnotisadas e para avaliar o seu grau de proclivilidade à Hipnose*.

 

SENSORIAL-PARANORMAL, Fenômeno. O correto e preferívrel é a expressão Fenômeno Extranormal-Paranormal*, ou Fenômeno EN-PN*.

 

SENTIMENTO OCEÂNICO. Ver Consciência Cósmica, em Parapsicologia* expressão  preferível.

 

SEREALISMO. Ver Dunne, J. W.

 

SÉRIOS, Ted. Famosíssimo Psíquico* norte-americano, a partir dos anos sessenta, em virtude das extraordinárias Experiências Qualitativas* com ele realizadas de Escotografia*. No “Mass Comunication Center” da Universidade de Denver chegou a impressionar Escotografias* em vídeo-tape.  

   Em 1968, a revista “Life” publicou um artigo sobre “o homem que fazia fotografias com o pensamento”, com base em demonstrações realizadas no ascético ambiente e sob severo controle da redação da KVA , a TV de Denver.

  A extraordinária “freqüencia” em manifestar Escotografia*, converteram-no em centro de atração de Parapsicólogos*, que o tornaram objeto de numerosas Experencias Qualitativas*  amplamente documentadas. Mas devem destacar-se muito especialmente os cientistas Pauline Ochlar e o Dr. Jules Eisenbud*. Foi também estudado pelo Dr. J. G. Pratt*.

 

SERPENTE ENROSCADA.  Ver Kundalini.

 

“SETE SERMÕES”. Em 1916, ocorreu outro dos Casos Espontâneos* de Parapsicologia*  que pontilham a vida de Jung*. Num dia de verão, a campainha da porta da frente começou a tocar violentamente... Não havia ninguém lá.

  Telecinesia*, se não foi Psicofonia*, ou ainda menos: Alucinação* auditiva por Projeção de PG*.

  A casa parecia estar “abarrotada de Espíritos* (?)”. Jung sentiu que algo estava para acontecer. Que se passava? Fez a pergunta. “Então eles gritaram em coro: Voltamos de Jerusalém, onde não encontramos o que procurávamos”. Com estas palavras, Jung* começa o seu “Sete Sermões”: “Os mortos voltaram de Jerusalém, onde não encontraram o que procuravam.  Pediram-me que os deixasse entrar e assim comecei o meu ensino”.  Em três noites escreveu  o seu livro por Psicografia* semi-consciente.

  A subtileza dos sermões indica o seu conteúdo e o planejamento da obra junguiana: “Os Sete Sermões aos mortos, escritos por Basílides em Alexandria, a cidade onde o Oriente toca o Ocidente”. Basílides foi um escritor Gnóstico* de Alexandria, a cidade do Neoplatonismo e da Alquimia*, e a síntese das tradições orientais iria ocupar grande parte do tempo de Jung*.

  O próprio Jung* compreendeu que a mensagem do “Sete Sermões” é a do caminho da individuação, compreendeu que tudo surgiu do seu próprio Inconsciente*. Jung* sabia de cultos contemporâneos, explicitamente Ggnósticos*, e julgava a revivescência do Ocultismo* nos últimos anos do século XIX comparável ao “florescer do pensamento no primeiro e segundo séculos depois de Cristo”. Ele fez uma pesquisa bastante extensa da literatura Gnóstica*, quando observava a sua  Médium* e na época em que escrevia o “Sete Sermões”. Uma parte de si, naquela época, estava fortemente influenciada pelos conceitos da Gnose*.

 

SEXO. Este parece que desempenharia um papel misterioso nos Fenômenos Parapsicológicos*. Há maisMédiuns* femininos que masculinos, e a maioria dosMédiuns* masculinos são homosexuais. Segundo informações da S.P.R.*, ja desde inicio, algumas Fenômenos Parafísicos* foram acompanhadoas de orgasmo sexual. Ao redor de 95% dos casos  de Poltergeist* é na proximidade de meninas na idade da puberdade, dos doze aos dezesseis anos, etc.

  Ora, o estudo aprofundado do tema parece indicar não propriamente a sexualidade, senão factores de Função* Menos que por diversos motivos acompanham o sexo feminino e preferentemnente na puberdade e mais claramente quando com um pai muito severo, em segundo lugar na menopausa, etc. Hoje, quando a educação e oportunidades masculinas e femininas tendem a igualar-se, a proporção de manifestações em ambos os sexos também tende cada vez mais a ser menos preponderante.

 

SEXTO SENTIDO. Designação vaga, que caiu em desuso. Foi fruto da mentalidade do Materialismo* frente a PG*.

 

SHAKLETON, Basil. Ver Soal, Samuel G.

 

SHAKERS. Novo nome dado em Inglaterra, por similitude com a Seita* inglesa dos Quakers*, à Seita* dos Profetas Franceses, fundada por Jean Cavalier na França sob o nome de Camisards, pelo que foi exilado. Shakers significa tremulantes, nome derivado das convulsões e tremores que aconteciam nos seus Transes* coletivos.

   Shakers, continuação dos Camisards. E ambas Seitas* estão na base do Espiritismo*.

 

SHEOL. Designação hebraica do mundo além da morte. Absolutamente impreciso nos começos, pouco a pouco a reflexão judaica e a Bíblia* foram esclarecendo o conceito, que o Novo Testamento e a Tradição apostólica descortinaram ainda mais, sem cair em imaginações e invencionices, claramente projeções mezquinhas do aquém para o além, como fizeram o Espiritismo*, Budismo* e tantas outras religiões inventadas.  

 

SHEPARD, Jesse (1894-1927). Psíquico* de Automatismo* e Talento* do Inconsciente ao piano e de Psicografia* com Xenoglossia*. As suas façanhas pianísticas foram aclamadas pelo Príncipe Adan Wisniewski, amigo pessoal de Liszt. Sob o pseudônimo de Francis Griuerson,  o própio Shepard escreveu  sobre a sua estranha vida.

 

SIBILA.  Ver Pítia.

  O característico no termo Sibila é frisar o estilo indescifrável. Na realidade no seu Transe* as Sibilas não diziam coisa alguma, só pronunciavam palavras inconexas e ininteligíveis. O mérito exclusivo era dos “Profetas*” ou “intérpretes”, os sacerdotes do templo de Apólo, que assim dirigiam a política da época e até exploravam a população. Falavam claro no que sabiam e a respeito do passado como lhes convinha, mas naquilo que lhes podia comprometer, a Adivinhação* do futuro casual ou livre, que desconheciam e quando não podiam dirigi-lo, eram mestres em fazer aparecer que estavam profetizando sem em nada se comprometer. Estilo Sibilino veio a ser sínônimo de adaptável a tudo: se acontecer sim, parece haver dito sim; se acontecer não, também parece haver dito não, e assim em todos os detalhes.

 

SIDDHI  Mito* a respeito dos poderes, até de tocar a Lua com o dedo, que os Yoguis* afirmam adquirir e possuir. O ocidental quer provas, que os Yoguis* nunca fornecem, mas continuam garantindo que eles têm esse tal Siddhi...

  É que na realidade o conceito de verdade na mentalidade típica de certos ambientes orientais corresponde, para o ocidental, mais ao conceito de bonito, poesia.

 

SIDGWICK, Henry (1838-1900). Professor de Filosofia Moral na Universidade de Cambridge.

  Rapidamente foi abandonando quase completamente suas pesquisas e atividades de professor de Filosofia e Moral, para concentrar-se  como eminente investigador na Parapsicologia*. Foi membro da “Ghost Society” de Cambridge, e um dos fundadores da  S.P.R.*, da que foi o primeiro presidente, de 1882 a 1884, e num segundo mandato de 1887 a 1892.  

   Sua mulher, Eleanor Sidwick (1845-1936), também excelente Parapsicóloga*, dedicou-se em especial e levou a cabo um valioso trabalho metodizando os sistemas de investigação de Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas*. Colaborou com seu marido, e outros, na fundação da S P R*, da que tambem foi Presidente nos anos 1908-1909.

 

SIGNO Astrológico. Um segmento particular de trinta graus do zodíaco tropical, que tem o nome de cada uma das constelações correspondentes.

   Mas na atualidade os segmentos do zodíaco não coincidem com as constelações, devido à  precessão desde quando se estabeleceram os Signos. E nem sequer correspondem ao número de planetas até hoje descobertos. Os Signos Astrológicos, como a Astrologia* em geral,  além de imensa Superstição*, correspondem a uma imensa ignorância de Astronomia.

 

SILBERT, Maria. Conhecida Psíquica* austríaca. Em boas Experiências Qualitativas* verificaram-se Fenômenos de Telecinesia*, Dermografia* e... Um pormenor interessante na  Pneumografia* em cigarreiras era que entretanto suas mãos se encontravam à vista de todos.  Foi investigada pelo “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas” e pela SPR* de Boston. Entre os Parapsicólogos* particulares devem-se citar Theodore Besterman* e o prof. Dr. Pan Sunner.

 

SILVER BIRCH. Ver Barbanell, Maurice.

 

SIMULCOGNIÇÃO. Ver SC.

 

SINAL (Factor). Na realidade é termo com referência ao Hipnotismo* e Reflexologia.   Mas a Escola* Norte-Americana aplica-o, com certa incorrecção, em Experiências Quantitativas* com Baralho* Zener, à  reação de ESP* que reflete a atitude do Percipiente* para com a experiência (Rhine*). O Percipiente* tende a designar corretamente as Cartas* ESP a fim de confirmar a teoria do experimentador, ou a designá-las incorretamente a fim de o contrariar ou rejeitar. Ver Cabras e Ovelhas.

  O termo Sinal (geralmente sem o cognome Factor), é também com referência à finalidade dos Fenômenos SN*. O sinal ou Verdade Relativa ou Finalidade é muito importante tanto em Teologia como em Parapsicologia*, e faz referência a que o Milagre* ou o Fenômeno SN* é sempre para confirmar toda ou uma determinada parte da doutrina judaico-cristã-católica, sucessiva. e exclusivamente. E essa realidade fica muito clara.

   Mas os teólogos Liberais* e Modernistas* deturparam o verdadeiro significado teológico de sinal transformando-o num ridículo subjetivismo. Como retrucava nada menos que Bento* XIV: “Julgo ser muito verdadeira a afirmação (...) de que é sumamente difícil neste tema encontrar diferença ou separação (entre sinal e Milagre*). Friso  que nenhum sinal de coisa alguma Sobrenatural* se pode deduzir a partir de muitas circunstâncias das quais nenhuma, nem em conjunto nem por separado, superaria as forças da natureza”.

 

SINCINESIA. Associação entre movimentos. Contrações coordenadas, e involuntárias para o Consciente*, reflexos desencadeados num outro grupo de músculos, correspondendo aos movimentos ou vontade Conscientes. Ver Automatismo.

 

SINCLAIR, Upton Beall (1878-1968). Reformador social e famoso romancista americano, que publicou mais de 90 livros. A partir de 1927 dedicou-se a estudar os Casos Espontâneos de sua esposa Mary Craig Sinclair sobre o que podemos chamar ST* por Psicometria*, ambas Inconscientes*, e a fazer Experiencias Qualitativas* com ela a esse respeito. No “Mental Radio”, Nova Iorque, 1930, dá contas dessas Experiências Qualitativas*. Preparavam-se vários desenhos, que posteriormente eram arquivados. Então, num compartimento às escuras, ia escolhendo-os ao acaso, e a sua esposa escrevia ou desenhava as suas impressões acerca de cada um. Foram analisadas e encomiasticamente louvadas pela Boston SPR* como aparece no seu boletim Vol. XVI, Abril, 1932: “The Sinclair Experiments Demostrating Telepathy”.

    Mental Radio, “título muito feio para um livro muito lindo”, como ha-se comentado. E do acertado desse comentário é prova o fato de o próprio Albert Einstein haver feito questão de prologar a reedição de 1962, para insistir em que tais indiscutíveis Fenômenos* nada tem a ver com radio nem com Física, são mesmo PG*, extrasensorial,  não-física, espiritual.

 

SINCRONICIDADE. Teoria com a que C. G. Jung* pretendia explicar PG*. Seriam coincidências não causais, senão casuais, por escuros simbolismos.

   Teoria certamenbte errada. Contradições evidentes para qualquer conhecedor de Filosofia. Seria um efeito sem causa (?), um conhecimento sem objeto (?)... Concretamente na RC* e na Pcg* a Sincronicidade é contraditoria expressamente. Por outra parte a análise dos fatos monstra que o objeto conhecido por PG* tem indudavelmente conotações causais. E às vezes, como na ST*,  o aspecto causal da Telebulia* é até gritante...

 

SÍNDONE, Santa. Ver Lençol de Torino.

 

SINESTESIA. Termo que caracteriza a sensação correspondente a um sentido quando se associa à de um outro e aparecem juntas regularmente. O caso mais freqüente é o da Sinopsia, isto é, a Sinestesia audio-visual ou audição colorida.

  Em Parapsicologia* tem um interesse remoto, para evitar confusões, por seu aparente, mas irreal, relacionamento com HD*.

 

SIP. Sigla da “Societá Italiana de Parapsicologia”, reconhecida pelo Estado. Com sede em Roma, Itália.

 

SIS. Sigla indevidamente usada por alguns para designar a “Sociedad de Investigaciones  Síquicas”, em espanhol,  em vez de SPR*, sigla preferível e clássica.  

 

SISTEMA, GRANDE. Ver Hinayana.

 

SLADE, Henry. Médium* norte-americano que se especializou em Fenômenos de Pneumografia* em ardósias,  muito exaltado pela Teosofia*, concretamente nada menos que pela Sra. H. Blavatski* e pelo Coronel Olcott, que o recomendaram ao Grão-Duque Constantino da Russia. Em 1876, caminho da Russia, someteu-se a Experiências Qualitativas* na Inglaterra, sendo convicto de Fraude* e condenado pela justiça a pesada pena de prisão (embora os advogados conseguiram “habeas corpus” por vicio de forma). Harry Price* qualifica-o  de “subtil comediante” e “um dos maiores trucadores da historia do Espiritismo”.

   No ano seguinte sobmeteu-se a novas Experiências Qualitativas* dirigidas pelo grande sábio professor Zoellner*, de Lepzig, e em 1884 perante uma comissão da Universidade da Pennsylvania, sendo reconhecido que algumas Pneumografias* em ardosias eram indiscutivelmente autênticas.

 Slade acabou seus dias alcoólico e encerrado num manicomio, em Michigan, E.U.A., onde pretendiam oculta-lo os espíritas norteamericanos... Ver Função* Menos.

 

SLATER, John (1861-1932). Profissional americano de Adivinhação* durante cinqüenta anos. Foi detido em Detroit, em 1930 acusado de Pcg’s* por Fraude*. Mas com pretendidas Criptoscopias* ganhou o caso e continuou com o seu trabalho até sua morte no ano seguinte.

   Não se pode duvidar que muitas e muitas vezes usou de espertize e Fraude*. Mas também, no anseio de prestigiar sua profissão ilícita, submeteu-se muitas vezes a Experiências Qualitativas* da chamada Criptoscopia*. Além das Fraudes*, comprovou-se que às vezes realmente tinha êxito na pretendida Criptoscopia*.

 

SLATER, Thomas. Psíquico* inglês, proveniente de uma família de Médiuns*. Sua especialidade era a Escotografia*, produzindo extras reconhecíveis em algumas fotografias que fazia.

  Submeteu-se a Experiencias Qualitativas* sob a direção do Dr. Alfred Russell Wallace*, que declarou que Slater conseguia às vezes legítimas Escotografias*.

 

SLOAN, John C. (1870-1951). Psíquico*  não profissional, de Glasgow. Produzia Escotografia* e Pneumografia*. Não se pode conceder muito valor às observaçôes que durante cinco anos realizou  J. Arthur Findlay*, mas sim às Experiências Qualitativas* pelo “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas”, que o prestigiou.

 

SMEAD, Sra. (Sra. Willis M. Cleveland). Médium* espírita, apesar de esposa de um pregador americano. Especializou-se na Oui-ja*. Investigada pelos professores Hyslop* e Flournoy* em 1901, produziu peculiares Comunicações (?) sobre a vida (?) nos planetas Marte e Júpiter (!).

  Tudo isso demonstra mais uma vez que a Oui-Ja* como em geral as Comunicações* pretendidadamente Mediunicas* (?) na realidade nada têm a ver com Espíritos* (?) de mortos. 

 

SMITH, Hélène (1861-1929). Pseudônimo dado pelo grande pesquisador Teodoro  Flournoy* à jovem Catherine Elise Müller, filha de um comerciante húngaro residente na Suiça. Em sessões de Espiritismo* apresentou admiráveis  Prosopopéias*, como se tivesse feito uma viagem a Marte e a outros planetas e de lá tivesse trazido a linguagem marciana, ultramarciana, lunar, de Júpiter, etc.

   A invenção das línguas foi realmente muito admirável, maravilhosa monstra do Talento* do Inconsciente. Todo de cor, sem tomar notas, línguas perfeitas, com gramática, sintaxe, prosódia, fonética, estilo especial, combinação especial de caracteres, letras predominantes, dicionário completo onde cada palavra tem seu significado próprio e constante, etc etc. Cada vez em menos tempo. A lingua Marciana demorou seis messes em ser elaborada, mas depois em 17 dias elaborou a ultramarciana, chegando  elaborar uma lingua inteira num só dia...

  Mas o “marciano” não passava, afinal de contas, de um decalque do francês. E depois também efeito de Sugestões* habilmente dadas pelos pesquisadores: Henri, Grasset, Lemaitre..., além do próprio Flournoy*. Ver Glossolalia.

   Posterriormente foi dando monstras cada vez maiores não só de Talento* do Inconsciente e Pantomnésia*, senão também de HIP* e PG*. Nas suas Prosopopeias* dizia ter como Controles* a Cagliostro*  e a rainha Maria Antonieta..., da que imitou perfeitamente a letra. Os partidarios do Espiritismo ficaram entuisiasmados: prova de Identidade do Espirito* (?) da falecida rainha. Mas depois se demonstrou que a letra que então se atribuia a Maria Antonieta na realidade era da secretária.

 

SMITH, A. Arthur (1848-1922). Filósofo, Teólogo e chefe religioso da Igreja Anglicana. Contribuiu grandemente para os trabalhos realizados pela SPR*, da que foi presidente em 1910.

 

SMITH, Tenente Coronel Dixon. Autor divuilgador do Espiritismo*, que defende uma delirante extensão teórica da Física conhecida, pretendidamente apoiando-se na teoria dos quanta, como explicação (?) das Esferas* onde residiriam os Espíritos* (?) após o estado terreno.

 Não fosse tão fanaticamente exaltado por muitíssimos sequazes do Espiritismo*, não mereceria nem se citar tanto delirio...

 

SN. Sigla de Supranormal. Se as circunstancias não aconselham o contrário, a sigla é preferível. O termo, criado por Myers*, e a sigla correspondente são preferíveis em Parapsicologia* para substituir o de sobrenatural e também o de Milagre*, termos mais próprios da Teologia e às vezes carregados de falso Misticismo* e outras vezes banalizados.

Como explica o Dr. Eugène Osty*, supranormal etimologicamente não significa sobrenatural no sentido de fora da natureza  senão por cima do normal, mas acontecido  na natureza. Como para a Ciência estabelecida tudo o que acontece seria normal no sentido de que estaria dentro das forças da natureza e não haveria na natureza nada por força superior à natureza, muitos autores, incorreta e ambiguamente, quando não mal-intencionados, negam todo o supranomal ou identificam o termo supranormal com Parapsicológico*.

  Na realidade, supranormal deve aplicar-se só àquele Fenômeno Parapsicológico* que supera as leis da natureza, efeito no nosso mundo por Outra Força não natural. O Parapsicológico*, ou o que a Parapsicologia* estuda, em teoria pode ser EN*, PN* e SN. Todos são fatos observáveis no nosso mundo, mas os dois primeiros designam os que depois da pesquisa se verifique que se devam a forças naturais, materiais ou espirituais, respectivamente; só o terceiro designa os que fossem por Outra Força, não do nosso mundo.

  Os fatos SN são de direito próprio Fenômenos Parapsicológicos*, porque incomuns e relacionados com o homem. Só depois da pesquisa é que se verifica que esses fatos do nosso mundo são  causados por Outra Força que não cabe dentro dos limites das forças ou causas da natureza. Verifica-se também que só acontecem em ambiente religioso divino: observar o ambiente também pertence à Ciência. E da supranormalidade e do ambiente se deduz quem é o Autor, essa Outra Força: Deus*, descartando-se após a pesquisa todas as outras pretendidas intervenções de outros seres sobrenaturais. 

 Lamentablemente, porém, a campanha trisecular dos Racionalistas*, Agnósticos*, Materialistas*, Positivistas*, Ateus*, Livre-Pensadores*, etc. arrastou nos seus preconceitos, profundamente anticientíficos, também toda a Micro-Parapsicologia*, e outros muitos Parapsicólogos* apressados e de escasa formação geral, marginalizando, também eles!, o estudo precisamente dos mais notáveis Fenômenos Parapsicológicos*. E negando-os! Sem estudá-los! Sem nem sequer conhece-los!

  Pela Lavagem* Cerebral sofrida nos três últimos séculos, insuflada pelos Racionalistas* e seus sequazes, o conceito e o termo SN é para muitos cientistas estabelecidos ainda mais alérgico que o de PN*. Mas assim como foi indevido rejeitar o PN*, por extrasensorial,  sem prévio estudo, igualmente é anticientífico rejeitar quaisquer fatos de nosso mundo porque foram atribuídos a Duendes* (?), deuses (?), Demônios* (?), Espíritos* (?), etc.; ou por acontecerem em ambiente religioso em relação a Deus*. Se todos os Parapsicólogos* se tivessem deixado levar por esses preconceitos, nada, absolutamente nada teriam  pesquisado, pois não há nenhum Fenômeno Parapsicológico* que não haja sido e mesmo ainda não seja interpretado como de um mundo oculto, ou como sobrenatural*. Corresponde à Ciência comprovar e analisar todos os fatos do nosso mundo e, concretamente nos de aparência SN verificar se podem explicar-se por faculdades naturais ou se de fato superam as forças do nosso mundo.

  Corresponde evidentemente aos verdadeiros cientistas e Parapsicólogos* recolher, analisar, diagnosticar os fatos incomuns, classifica-los como verdadeiramente SN, ou PN*, ou EN*, ou simplesmente normais embora incomuns. “Nada do que é extranho é extranho a nós” (Robert Amadou*) é um dos slogans da Parapsicologia*.

 Muitos teólogos, talvez a maioria, tanto protestantes (Liberais*) como católicos (Modernistas*... e “moderninhos*”), no cúmulo da irreflexão e Lavagem* Cerebral, também eles! foram arrastados pelos Racionalistas* etc. e negam os fatos SN, querendo deduzir a sobrenaturalidade da Revelação* só por Sinais* subjetivos! Grave erro. Auto-demolição da Teologia e da Religião, como alertaram Papas e Concílios.

   Como em tantos outros temas é a Escola Teórica, e nela o CLAP, que pulverizou os falsos argumentos (?) carregados de preconceitos e provou e estabeleceu a reta posição científica. Sào imprescindíveois neste tema dois livros do Pe. Quevedo*: “Milagres: A Ciência Confirma a Fe”, São Paulo, 1996 - “Os Milagres e a Ciência”, 1998.

 

SOAL, Samuel George (1890-1975). Matemático inglês, e Licenciado em Ciências. Como todos seus colegas da Universidade de Oxford e em geral da ciewncia estabelecida, era Materialista* ferrenho adversario da Parapsicologia*, que na realidade desconhecia.

   Decidiu pesquisar não para ver se havia PG*, senão precisamente para demonstrar que se a pesquisa fosse bem feita evidentemente daria resultado negativo. E... recebeu o prêmio William McDougall*, que a Universidade Duke* concede por méritos em Parapsicologia*, pelo seu trabalho em colaboração com a Dra. Goldney* em Experiências Quantitativas* de Pcg* manifestada pelo Metagnomo* muito notável Basil Shakleton. Escolheram este Psíquico* porque espontaneamente, sem entender de cavalos, chamara a atenção pelo número de vezes que previra qual seria o ganhador nas carreiras. Soal dá conta dessas experiencias, e de outras, no seu livro em colaboração com F. Bateman: “Modern Experiments in Telepathy”, Londres,  1954.

   A partir de então e enfrentando corajosamente a chacota dos cientistas estabelecidos, Soal mergulho na Parapsicologia notabilizando-se com o óptimo pesquisador. Trabalhando  inclusive com o famoso “Caçador* de Bruxas” Harry Price*, fez magnífica  análise de Casos Espontâneos*, assim como realizou magníficas Experiências Qualitativas* e profundo estudo das  manifestações dos Médiuns*, demonstrando que era tudo coisa dos vivos. Ver também Cooper, Blache, as Experiecias Qualitativas* com ela feitas por Soal, que tiveram grande importância.

 

SOBERANIAS. Ver Potestades.

 

SOBRENATURAL. Ver Supranormal.

 

SOBREVIVÊNCIA. Continuação da pessoa em outra situação depois da morte neste mundo. 

Em todas as épocas, todos os povos, todas as religiões acreditam em algum tipo de Sobrevivencia. Isso está incutido na Alma* humana. O meolo é um consenso universal. Não pode ser falso. Ver Ressurreição.

   Mas cada religião concebe a Sobrevivência ao seu modo, “ao gosto do consumidor”.  Entre essas elucubrações há que descartar em primeiro lugar por mais absurdas as que falem da Alma* só, separada do corpo: certamente é contraditório o que dá a vida sem algo que viva. Igualmente Desencarnação* (?) e Reencarnação* (?) são conceitos impossíveis. Impossível  também o Criacionismo*.

  O Espiritismo* e outros partidarios do Ocultismo*, anticientifica e antifilosoficamente, além de antiteologicamente, aceitam o Mito* da Sobrevivência dos Animais após a morte, acreditando que são capazes de faculdades psíquicas similares às do próprio homem, sem mais “provas” (?) dessa Sobrevivência que as supostas Comunicações* proporcionadas pelos seus Médiuns*. É uma primaria falta de lógica e círculo vicioso infantil, como quase tudo no Espiritismo*: os Mediuns* acreditam na sobrevivencia do Espírito* (?) dos animais (!) porque assim o afirma o Espiritismo*, e o Espiritismo* o afirma porque assim o afirmam seus Médiuns*!

 

SOCIEDADE DOS AMIGOS. Ver Quaquers.

 

SOCIEDADE TEOSÓFICA. Ver Teosofia.

 

SÓCRATES (469-399 a.C.).  Eminente filósofo grego. Ao que se saiba, Sócrates nunca escreveu algo, mas o seu famoso discípulo e admirador Platão*, imortalizou-o nos seus “Diálogos”. Sócrates atribuía ao seu dáimon (= divindade inferior, donde procede a palavra demonio*) Familiar* suas Intuições*. Platão* e Xenofonte, já então acertadamente, interpretaram o tal “Demônio*” como sendo o próprio Talento* do Inconsciente* de Sócrates*. 

   Condenado a morrer pela cicuta, recusa todas as ofertas de fuga. Até o fim afirmou a sua crença na Sobrevivência* eterna, e feliz para os justos.

 

SOMBRA de morto. Ver Ressurreição.

 

SOMNILOGIA.  Ação de falar durante o sono.

 

SOMURGO.  Mais um nome para o imaginário Duplo*, Perispírito*,  etc.

 

SONAMBULISMO. Sono ou semi-Transe*, espontâneo ou induzido, onde as faculdades do Subconsciente* ou do Inconsciente “tomam as redeas da máquina humana”, em vez do Consciente*.

   Sonâmbulos propriamente diz-se das pessoas que caminham durante o sono. Ver também Somnilogia*, que geralmente se engloba no Sonambulismo. Difere do sono normal devido a que o sistema muscular retém a sua tensão na marcha, os olhos estão dirigidos para cima, existe certa insensibilidade à dor, ao gosto e ao cheiro...

   Mas, especialmente na época do Mesmerismo*, empregava-se a expresão Sonambulismo Provocado com referencia às pessoas que eram lançadas em Transe* com o propósito de ativar as suas Faculdades Parapsicológicas* e afins. Hoje usa-se o nome para designar um estado especial na Hipnose*. o grau mais profundo. Nele até certo ponto fica facilitada a manifestação das Faculdades Parapsicológicas*.

 

SONHO. Psicanaliticamente o Sonho seria uma realização ilusória de um desejo (Freud*).   Só o desejo mais ou menos recalcado provocaria o Sonho, por isso não haveria Sonhos sem significado.

  Mas certamente Freud* e seus seguidores erram profundamente nessa simplificação. O Sonho tem outras muitas causas: Dramatização de mínimos estímulos então captados, lembranças e associações do acontecido durante a vigilia.... O Sonho é também necessário para a realização pelo Inconsciente* da sua análise e síntese da Personalidade*. Inclusive tem causas  Parapsicológicas*: Talento* do Inconsciente , HIP*, PG*, concreta e mais frequentemente por ST* e Pcg*: Sonho Paradoxal.  Ver REM.

 

SORDI, Lucia. Médium* italiana de Fenômenos* Parafísicos. Quando tinha 40 anos, em 1911, foi submetida a experiencias Qualitativas na SPR* de Milão, em duas sessões às que assistiu o Barão Scherneck-Notzing*. A título de anecdota paradoxal: Numa tentativa de desmascaramento da Fraude** pelo professor V. Tummola, um dos assistentes acendeu uma lâmpada, a Médium* ficou incapacitada de continuar a Telecinesia*, e por todas as circunstâncias o professor ficou convencido, como todos os assistentes, da genuidade do fenômeno.

 

SORTE. Segundo os Supersticiosos* haveria Destino*, que marcaria os acontecimentos, e esse Destino* seria modificável por Magia*. Por antonomásia, Sorte designaria o bom Destino*.

  Na realidade, Sorte designa a casualidade, conjunto de fatores causais indefinidos em relação com um propósito determinado, seja ele bom ou mau para alguém.

 

SORTILÉGIO. Ver Maleficio.

 

SOULE, Minnie Meserve. Norte-americana. Trabalhava como Médium* de Incorporação*. Usava o pseudônimo “Sra. Chjenoweth”. Os Supersticiosos* acreditavam que através dela se Comunicaram* os Espíritos (?) de muitas pessoas famosas como os poetas Browing e esposa, Lord Tennyson e H. W. Longfellow. O espírita prof. Hyslop* que, cheio de apriorismos, observou-a durante muitos anos, contribuiu muito à sua fama.

   Pesquisada em 1929 pela SPR* de Boston, depois pela A.S.P.R.*, ficou claro que se tratava de Prosopopeia* e PG* sobre vivos ou sobre quando estavam vivos, nada absolutamente manifestando que os vivos não soubessem, ou superando o Prazo* Existencial, ou de Fora* da Terra, etc.

 

SPEARMAN, Charles (1862-1945). Psicólogo inglês, professor na Universidade de Londres. Foi um dos primeiros defensores da Parapsicologia* como ciência, mesmo e inclusive mais ciencitífica precisamente porque não vitolada com os preconceitos do Materialismo* da ciencia oficial.

 

SPINOZA, Baruch de ( === )  ===                                                

 

SPR. Sigla da “Society for Psychical Research”, fundada em Londres em 1882, para o estudo científico dos Fenômenos Parapsicológicos*. Reuniu sábios universitários de primeira categoria, inclusive vários Prêmios Nobel em diversos campos do saber. A iniciativa partiu de William Barret*, de Frederic Myers* e de J ==== Romanones*. Participaram da fundação os conhecidos Parapsicólogos* Henry Sidgwick*, Richard Hodgson*, Edmond Gurney* e Frank Podmore*. O primeiro presidente da Sociedade foi Henri Sidgwick*, a que se seguiram na presidência, sucessivamente, nomes muito conhecidos no âmbito científico, como William Crookes*, William James*, Oiliver Lodge*, Charles Richet*, Henri Bersong*,  etc.

    Publicou além de livros os boletins “ The Journal of S.P.R.”. que continua publicando até hoje, e os “Proceedigns of  S.P.R”. Proceedigs = procedimentos, desde 18982 onde foram publicados milhares de Casos Espontâneos* e Experiências Qualitativas*, o que constitui o mais “importante e criterioso conjunto de fenômenos misteriosos”.

  Logo, em 1886, fundou-se nos Estados Unidos a American Society for Psychical Research (ASPR), primitivamente como filial, mais tarde, em 1889,  como  sociedade autônoma. Publica a revista “The Journal of the ASPR” e, tal como a sua congênere londrina, agrupa estudiosos dos Fenômenos Parapsicológicos*, promove investigações nesse campo, publica boletins e informações das reuniões. Dispõe de um serviço de informação.

  Posteriormente foram surgindo em diversas cidades de diversos paises filiais”desta sociedade, como a SPR de Milan, a SPR de Joanesburgo, etc. A destacar a  Boston Society for Psychical Research” (BSPR), fundada em maio de 1925 pelo Dr. Weller Franklin Price*, investigador que fora da ASPR.

  “Proceedings...” é também o título de publicações oficiais de diversas sociedades de pesquisa em Parapsicologia*: por exemplo, após os “Proceedings da SPR”, os da ASPR em 1885-1889 e em 1907-1927; posteriormente os do “National Laboratory of Psychical Research”, de Londres, que tal como a BSPR atualmente publicam livros e boletins e já não “Proceedings...”.

 

SPRENGER, Jacob. Ver Malleus Maleficarum.

 

SPRIGGS, George. Curandeiro* inglês de grande habilidade para auto-propaganda. Como hábito nos grandes charlatães, fingia não cobrar, mas ganhava somas imensas de dinheiro.  Foi um dos fundadores da “Aliança Espítrita da Gran Bretanha” (S.A.G.B.). Em 1888 visitou a Austrália, onde teria produzido (?) sensacionais e certamente muito publicárias Ectoplasmias*, assim como também sensacionais (?) Psicofonias* para seus diagnósticos por Comunicação* dos Espíritos*(?). Voltando a Londres, de1903 a 1905 proporcionou um serviço gratuito (?) de curas (?) na sua “Aliança Espírita”. 

 

ST. Sigla de Sugestão* Telepática.

 

STANDARD DEVIATION (SD). Ver Desvio.

 

STANLEY, Patrícia. Ver Youtz, Dr. Richard P.

 

STAR, Ely (1847-1942). Pseudônimo do charlatão francês Eugène Jacob. Astrólogo*, vendedor de Amuletos* e... Curandeiro* apesar de ser médico! Assim indudavelmente ganhava muito mais do que poderia ganhar como médico, dada a imensa difusão da Superstição*. Autor de “Les Mystères de l’Horoscope”, 1887.

 

STEAD, W. T. (1849-1912). Muito estimado pelos seguidores do Espiritismo*. Psicógrafo* fecundo, convictamente julgava que as manifestações do seu próprio Inconsciente* eram prolongadas Comunicações* que receberia do Espírito* (?) de Julia Ames, editora americana que pouco antes falecera. Ora, com a mesma facilidade obtinha mensagens de vivos, inclusive sem que estes percebessem...

  Com muito esforço, mas com ânimo incansável que ele atribuía à influência do seu Controle* Julio, abriu um escritório em 1909, onde dava sessões gratuitas (?) de Psicografia* aos Supersticiosos* ansiosos de estabelecer Comunicação* espírita. E com essa “gratuidade” terminaram seus anteriores esforços econômicos... Ele mesmo era o editor dos seus livros Psicografados*.

   Morreu no desastre do Titanic.

 

STEINER, Rudolf (1861-1925). Ver Antroposofia.

 

STELLA C. Abreviação geralmente usada com referência à Srta. Slella Cranshaw, depois Sra. Leslie Deacon. Enfermeira num hospital de Inglaterra, quando tinha 23 anos, em 1923,  foi descoberta como Psíquica* por Harry Price*, que logo passou a investiga-la com muitas Experiencias Qualitativas* durante varios messes no “Laboratório Nacional para a Investigação Psíquica”. Registraram-se Fenômenos de Telecinesia* e de Termogênese*. Além de muitos efeitos de Telergia* ou Ectoplasma* tenue, que se produziram em dispositivos especialmente desenhados por H. Price*. Foi manipulada, com todo o êxito, a famosa “Mesa para Fraudes”, inclusive despedaçando-a por Telecinesia*.

  Além dos especialistas do “Laboratorio Nacional...”, também o Dr. Eric J. Dingwall*  foi testemunha de uma formação de Ectoplasma* que se arrastou pelo chão. Um trabalho sobre este fato foi lido por Harry Price* perante o “Terceiro Congresso Internacional de Investigação Psíquica” de Paris.

   Stella C., que tão amavel e pacientemente se submeteu a observações científicas, jamais caiu em qualquer aparência de professionalismo nem se prestou a qualquer exibicionismo público como Psíquica*. 

 

STEPANEK, Efeito. Propriedade que haveria manifestado um jovem tcheco-eslovaco, de seu nome Pavel Stepanek, que foi estudado em Experiências Quantitativas* com o Baralho* Zener pelo Dr. Ryzl*. O mesmo efeito Stepanek  depois o confirmou em novas Experiencias Quantitativas* com outros Psíquicos* o Dr. Pratt*. Consiste em adivinhar determinada Carta* ESP, entre outras iguais, como se estivesse “psiquicamente marcada”, mesmo quando todas metidas em envelopes negros ou coloridos. 

  Ryzl*, e outros na sua trilha, formulou a explicação descabida de uma Impregnação* Psíquica com a que o sujeito teria marcado a carta com  uma espécie de traço indelével. Com essa Impregnação* ele teria a capacidade de referenciar todas as vezes que a carta lhe é apresentada. O apelo às Impregnações surgiu dessa mesma explicação, também errada, dada à Psicometria*.  

   Além deste motivo psicológico, pode objetar-se a essas experiências uma falha primária: os pesquisadores deram mostras de desconhecer a explicação por simples HD*, o Inconsciente* do Psíquico* descobrindo detalhes mínimos suficientemente aptos para  diferenciação das cartas ou de seus invólucros, porque na realidade nunca podem ser exatamente iguais. Em outros casos à explicação por HD*, pode acrescentar-se a explicação por HIP* ou HIE*, que os experimentadores, como é típico da Escola* Norte-Americana ou por seu influxo, também desconhecem...

 

STEREOSIS. Ver Fantasmogênese, termo preferível. O termo Stereosis (do grego stereós = duro, maciço) em vez de Fantasmogenese*, pretende frisar, aliás com muito exagero, que o Fantasma* é tangível. O que é bem sabido, e lógico, quando não se trata de mera Alucinação*.

 

STEVENSON, Ian ( ==== ) === Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Virginia. Mas este ilutre médico, como  Parapsicólogo*..., é famoso mais que nada pela sua enorme desorientação. Seu livro “Twernty Cases Suggestive of Reincarnation”, New York, 1966, foi demolido plenamente, entre outros críticos competentes, pela Dra. Louisa Rhine* (“Journal of Parapsychology”, Dezembro 1966, págs. 263-272).

  Ver Theta, Comunicação, Reencarnação, e em geral contra os seus absurdos, Ver também  Desafios correspondentes.

 

STEWART, Balfour (1827-1887). Professor de Física no “Owens College” de Manchester. Ingressou na S.P.R.* pouco depois da sua fundação. Colaborou com o professor Sidgwick*, com Myers*, Podmoore* e Gurney* e demais pioneiros,  e foi presidente dessa sociedade de 1885 a 1887.

 

STIGMATA DIABOLI.  Ver Estigmas do Diabo.

 

STM. Sigla de Screen* Touch Matching.

 

STOBART, Sra. St. Clasir ( === ). “Um  furação de mulher”. Antes da guerra de 1914 já se havia distinguido ao formar os “Corpos Femininos de Convoy”, suplementários da R.A.M.C., e que realizaram um valioso trabalho na guerra dos Balcãs, 1912-1913.

   Na guerra do 14 esteve ativa na “Defesa Feminina de Guerra” e dirigiu-se à Bélgica, donde escapou por muito pouco de ser fuzilada como espiã. Esteve num hospital na Sérvia e daí comandou uma divisão e, mais adiante, conduziu a retirada do exército sérvio com todo o êxito através de incríveis dificuldades.

   Este “furacão de mulher”, quando acabou a guerra e soube que sua amiga de infância Kate Wingfield tornara-se célevre Médium*, aderiu imediatamente ao Espiritismo*, chegando logo a ser Diretora do “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas” durante anos. Escreveu vários livros numa tentativa delirante de identificar acontecimentos da Bíblia como sendo de   Espiritismo* (?!).  Com o Reverendo Dale Owen* fez-se dirigente da “Comunidade Espírita”.

 Em 1929 formou, louvavelmente (se não fosse a descarada intenção propagandistica do Espiritismo* como é frequente), a “Sociedade S.O.S”, que proporcionava abrigo e atenções aos desempregados.

  A sua última louca aventura foi como diretora de uma confraternidade que pretendia unir todas as religiões ... precisamente sobre a base do Espiritismo* (?!).

 

STRATTON, F. J. M. (1881-1960). Matemático e astrônomo brilhante, professor no “Cains College” em Cambridge. Ingressou na S.P.R.* em 1952, tendo sido seu presidente de 1953 a 1955.

 

STRESS. Trata-se de uma resposta emocional e orgânica de esgotamento aos estímulos intensos, quer devido a uma ameaça à auto-estima ou à paz interior do indivíduo, quer à impossibilidade de efetuar tal esforço específico.

   É lamentável que num dicionário de Parapsicologia* tenha-se que aludir ao Stress..., mas é que, como outras muitas disfunções psicológicas e psiquiátricas, é considerado pela Superstição* como Incorporação*, Possessão*, Feitiço*, etc.

 

SUBCONSCIENTE. Em Psicologia uma das divisões do ID: Ver Inconsciente. Acontece, porém, que já antes de Freud*, os pioneiros da Parapsicologia* usavam o termo Subconsciente, termo criado em 1816 por Herbert e muito usado até 1890 por William Jones e Frederich Myers*.

  Frisa Amadou*, e diversos outros Parapsicólogos*, que o termo presta-se a confusão, ao atribuir-se-lhe um sentido diferente do de Freud*. Como o termo Subconsciente é muito importante em Psicologia, é preferível em Parapsicologia* utilizar-se o termo Inconsciente*.

 

SUBJETIVOS, Fenômenos. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.

 

SUBJUGAÇÃO TELEPSÍQUICA. Ver HP.

 

SUBLIMINAR.  Abaixo do limiar da Consciência*.  Relacionado com os estímulos que não são suficientemente fortes para serem percebidos pelo Consciente*, mas que, todavia, podem influenciar o comportamento.

 Assim a propaganda Subliminar é aquela que utiliza a capacidade HD* do Inconsciente*, para induzir determinadas idéias, desejos, sensações, etc. Num caso concreto, experimental, gravou-se num só fotograma de um filme cinematográfico, e em segundo plano: “fome, como pipoca”. Conscientemente ninguém notava nada do que se havia escrito, mas nos dias em que se exibia esse filme, nos intervalos o consumo de pipoca no bar do cinema aumentava até mais de 50%. A Propaganda Subliminal por fim foi proibida., principalmente se usada para fins políticos ou ideológicos, mas inclusive para mera publicidade comercial.

  Myers* designava como Eu Subliminar todos os estratos do Inconsciente* (do Id*, em  Psicologia), donde surgem os Fenômenos Parapsicológicos* (o Inconsciente* da Parapsicologia*), distinguindo-o não só do Consciente* senão também do Supraliminar ou Supraconsciente (com significado diferente que em Psicologia, Ver Inconsciente), o que Hyslop* chamou sem êxito Coliminar, que se manifesta no Talento* do Inconsciente , como na Intuição*. Assim alguns querem designar aquela area do Inconsciente* que possue as Faculdades Parapsicológicas*, frisando que são capacidades superiores às do Consciente.  Outros querem designar como Supraconsciente certas expanções da Consciencia* em que se tomaria conhecimento, mais poético ou mais de falsa Mística* que verdadeiro, de realidades ou pseudo-realidades abrangentes ou “cósmicas”(?).

 

SUBSTÂNCIA UNIVERSAL Noção absurda, contraditória, ou meramente poética, mas aceita na mentalidade antiga oriental, que está  na base e se conserva no Hinduísmo*, Budismo*, etc. Seria, ao mesmo tempo, espíritual e matérial; ao mesmo tempo o Cosmos limitado, mutável, e Deus* infinito, imutável; criatura e Criador; etc. Seria o reservatório onde o homem espiritualizado (?) pode ir buscar tudo o que quiser, para realizar os feitos mais inconcebíveis, e mesmo absurdos, que eles chamam Prathy.

 

SUBTIL, CORPO. Mais uma denominação, entre tantíssimas, do inexistente Corpo Astral*.

 

SÚCUBO. Em contraposição a Íncubo*. Seria um Demônio* fêmea que, segundo a Superstição*, seduziria sexualmente certos homens. Absurdos análogos encontram-se em outros grupos de Esoterismo*, como por exemplo a Pomba Gira  na Umbanda*, etc.

  Tal Superstição* foi apoiada por notáveis teólogos antigos, e ainda é apopiada por pastores de Seitas* Pentecostais*, que não compreenderam que a Teologia, como tal, tem autoridade na análise da Revelação* doutrinal, sobrenatural*, inorservável, não em fatos ou possiveis fatos do nosso mundo observável..Santo Tomás de Aquino* explica (?) os “filhos do demônio”desta curiosa maneira: um Demônio* transformado em mulher, o Súcubo, seduz sexualmente um homem, e assim obtem o semem humano. Depois esse mesmo Demônio* transforma-se em macho, o Íncubo, e seduz sexualmente uma mulher e assim lhe transmite o semem, e nascerá um chefe de Satanismo*. Mas de onde o Demonio* tira o corpo? Não há problerma: de uma condenada por Bruxa* ou de um suicida por enforcamento, cujos corpos foram lançados no mato, pois não poderiam ser enterrados no cemiterio comum, protegido pela Cruz...

 

SUDÁRIO DE TORINO ou SANTO SUDÁRIO. Ver Lençol de Torino.

 

SUDRE, René (1880-  ==== ). Cientista francês, professor na “École des Hautes Études Sociales”.

  Excelente e célebre Parapsicólogo*, vice-presidente do “National Laboratory for Psychical Resarch” de Londres presidido por H. Price*,  e colaborador do Dr. Gustave Geley* no IMI* de Paris de 1921 a 1926. Escritor prolífero sobre temas de Parapsicologia* e em refutação da Superstição* tão difundida do Espiritismo*. Com pequenas modificações de um livro anterior teve muita influencia seu “Introduction à la Métapsichique Humaine”, Paris, 1925. E pode-se dizer que seu “Traité de Parapsichologie”, Paris, 1956, fez escola.

 

SUFIS.  Falsos Místicos*, do Islão*.

 

SUGESTÃO.  É o processo de influenciar um indivíduo para provocar nele uma aceitação não crítica de uma idéia. Myers* definiu-a como “um bem sucedido apelo ao Eu Subliminar*”. Esta é a Hetero-sugestão, termo só usado quando se quer contrapor à Auto-sugestão. Auto-sugestão é o processo psicológico Subconsciente* sob influencia da própria imaginação, voluntária ou involuntária, de formas que uma idéia se avoluma  e se afirma na mente de um indivíduo convertendo em realidade uma qualidade, modalidade, norma de conduta, etc. desejada ou temida.

   É uma forma de energia psicológica de duplo ação, pois que pode ter conseqüências tanto benéficas como maléficas. Sendo que o negativo costuma ser mais emotivo, por exemplo quem se acredita vítima e tem medo do Feitiço* pode até morrer por Auto-sugestão, sem que na realidade o Feitiço* tenha algum poder ou mesmo sem que alguém o tenha feito.

  Sugestão Pós-hipnótica. Designação pouco satisfatória, já que se trata de ordens dadas a um indivíduo em estado de Sono Hipnótico* e que devem manifestar-se após o despertar do sujeito. Portanto, trata-se de uma Sugestão Hipnótica que se traduz por um comportamento pós-hipnótico.

   Sugestão Telepática (ST). Termo e specialmente a sigla preferíveis, em vez da expressão Sugestão Mental, que alguns empregaram. ST é o aspecto de PG* mais frequente. Captação por PG* do conteúdo da Telebulia* de outra pessoa: atos, idéias, sentimentos, etc...

  O “mecanismo” da ST pareceria consistir em que o Agente* (?) sugere ao Percipiente* a idéia... Na realidade é o Percipiente* que capta a ideia “iluminada” pela Telebulia* do mal chamado Agente*.

  Há possibilidade de induzir-se por PG* um Transe* Hipnótico*, ou uma idéia... estando desprevenido e mesmo contra a vontade do Percipiente*. Neste caso não seria ST senão HP*, e a “culpa” e “Função* Menos” é do Percipiente*.

 

SUJEITO.  Pessoa que se submete a um teste. Ver também Paciente.

 

SUPERCONSCIENTE. Ver Subliminar.

 

SUPEREGO. Ver Inconsciente.

 

SUPER-SENSORY PERCEPTION. Ver ESP ou Extra-Sensory Perception, termo e especialmente a sigla preferíveis.

 

SUPERSTIÇÃO. Interpretação sem provas, antes ao contrário, e explicações (?) pelos  Supersticiosos de acontecimentos naturais como sendo SN*.

 

SUPERVIVÊNCIA. Ver Sobrevivência.

 

SUPRACONSCIENTE. Ver Subliminar.

 

SUPRALIMINAR. Ver Subliminar.

 

SUPRANORMAL. Ver SN.

 

SUSPENSÃO AÉREA. Expressão de Allan Kardec* designando sem distinção a Levitação* e a Telecinesia*, termos preferíveis e com conceitos diferenciados.

 

SWAMI. Termo hindu que significa mestre.

 

SWEDENBORG, Emmanuel von (1688-1772). Nasceu em Estocolmo. Foi Ingenheiro de Minas, havendo estudado também, na Unuiversidade de Upsala, Letras e Matemáticas. Em 1709 alcançou o grau de Doutor em Filosofia. Fez uma viagem de estudos por França e Inglaterra para perfecionar-se em Física Matemática. Alcançou grande reputação na sua patria, Suecia, sendo membro da Academia de Ciencias de Estocolmo. No seu livro “Opera Philosophica et Mineralia”, publicado numa viagem de estudos a Alemanha, em 1773, anticipou-se a Laplace a respeito da formação do sistema solar. E em outra viagem de estudos por França e Italia publicou, em 1744 “Oeconomia Regni Animalis”, onde se  antecipou a teorias modernas acerca da função do cérebro, embora seu interesse principal, já deliroide na época, fosse demonstrar (?) que a Alma* estava radicada no córtex cerebral (?!). Foi nessa época, que foi cada vez mais influenciado pelo Ocultismo* e falso Misticismo* então recrudescendo em Europa especialmente pela  Rosacruuz* e pela Maçonaria*.

  Com pouco mais de 50 anos, seu delirio mental já chegava a grandes proporções. Entre 1743 e 1745 teve uma série de Sonhos* com os quais caiu no erro de pensar que estava em contato com um certo tipo de mundo dos Espíritos* (?) de um plano anterior ao definitivo do Ceu ou do Inferno, e com os quais mediante uma especie de Transe* ou Auto-Hipnotismo* seria possivel a Comunicação*. Um tanto contraditoriamente com esse tipo de Espiritismo*, compreensívelmente na sua megalomania Psicótica*, chegou a considerar-se um eleito de Deus* para instaurar uma Nova Igreja (?!), publicando “De Cultu et Amore Dei”. Em 1747 renunciou a todos os seus trabalhos e dedicou-se exclusivamente aos seus devaneios “Místicos*”, embora sempre, inteligentemente, contra o absurdo da Reencarnação* e contra a interpretação “genuinamente espírita”, como reconhece o próprio Conan Doyle na sua “Historia do Espiritismo”. Permaneceu em Londres por muitoa anos, publicando entre 1749 e 1756, já completamente delirante, oito volumes sob o título “Arcana Coelestia”e mais tarde “Vera Christiana Religio”.

  Soltara o Inconsciente*, e assim teve também extraordinarias manifestações de PG*. A mais famosa percorreu toda Europa. Encontrava-se em Gotenborg, quando teve uma Visão* que ele julgou SN*, “vinda do céu”: “Um incêndio monstruoso está, neste momento, a destruir Estocolmo”, disse ele às pessoas que se encontravam à sua volta, estupefatas. Depois, descreveu o avanço do fogo, milhares de habitantes gritando e fugindo em todos os sentidos.

   Gotenborg fica a quinhentos quilômetros de Estocolmo. A descrição do incêndio revelou-se perfeitamente de acordo com os relatos, que só chegaram alguns dias mais tarde. Um dos presentes à manifestação PN* de Swebderborg era o famoso filósofo Emmanuel Kant, que ficou impressionadíssimo (por este singelo Fenômeno Parapsicológico*!) e que o divulgou depois como se tivesse assistido a um fato incrível (?).

   Por haver sido antes um bom cientista e sem dúvidas pela fama que Kant lhe proporcionou,  seus delírios de falsa Mística* e de leve matiz de Espiritismo* exerceram notável influência em diversos escritores e pensadores da época. O seu nome foi adotado em alguns ritos da Maçonaria*.

    De suas 19 volumes, o mais interessante (?) para conhecer sua “Mística*” talvez seja “Apocalypsis Revelata” (?), 1766. Swedenborg foi um preparador do terreno para o moderno Espiritismo*. E até certo ponto, ou não tão destacadamente, um dos antepassados do Hipnotismo*, pela prática e descrição que faz do Auto-Hipnose* a que  recorria para facilitar as suas Visões* e Comunicação*. Fundou a Seita* dos Perfeitíssimos, depois chamada dos Iluminados, que por obra de um certo Adam Weisshaupt foi organizada como uma congregação religiosa, chamada Nova Jerusalem, com regras de drástica submissão.


                                                              - T -

 

TA, Baralho.  Conhece-se assim a modificação nas Cartas* ESP, utilizada por primeira vez nas Experiências Quantitativas* de Pcg* realizadas pelo Dr. Soal* com B. Shakleton. Em vez dos frios símbolos do Baralho* Zener, os símbolos alvo eram os animais elefante, jirafa, leão, pelicano e zebra simbolizados nas Cartas* ESP respectivamente por tromba, pescoço, juba, bico e listras.

 

TABU. Superstição* em tribus primitivas que consiste na tradicional proibição de um certo ato por considera-lo profanação do sagrado e acarretador de grandes castigos falsamente SN*.

  O medo e Sugestão* explicam tudo.

 

TACTOCINESIA.  Ver Paracinesia, termo preferível..

 

TALENTO DO INCONSCIENTE.  Faculdade que o Inconsciente* possui, com os dados arquivados por Pantomnésia*, de elaborar grandes idéias ou achar soluções de que  o Consciente* não seria capaz.

 Por sua parte, Ernesto Biondi, referindo-se ao Talento do Inconsciente, compara os grandes talentos da humanidade com “médiuns possuídos pelo seu próprio Inconsciente*”

  A Intuição* dos investigadores etc. tem-lhes  permitido, muitas vezes, produzir obras quase sem darem por isso, no Sonho* ou como se fosse em Êxtase*.

Ver também Inspiração*.

  === ===  acrescentar aqui e em Inspiração alguns casos concretos, pois é necessario para refutar os casos de Sardou, Gaspareto, etc.  === ===

 

TALISMÃ.  Conquanto popularmente identificado com o Amuleto*, segundo os “mestres” dessas Superstições* há diferença entre eles. Enquanto o Amuleto* teria uma virtude de defesa (?), o Talismã seria mais ativo, traria Sorte* (?). Um e outro são fabricados em grande cerimonial, à hora Astrológica* conveniente (?)... e mil outras tolices da mentalidade de Magia* (?).

 

TALMUD. O conjunto dos livros que contém os princípios fundamentais da tradição judaica. Consiste de texto e comentário, Mishna e Gemara respectivamente.

 

TANAGRAS, Angel (1875-1971). Médico de Atenas e Almirante na Marinha de Grecia. Alcanzou certa notoriedade em Parapsicologia* pelas suas longas análises, durante sua vida de 96 anos, e meticulosas e criteriosas observações a respeito da vontade, consciente ou inconsciente, nos Fenômenos Parafísicos*, e porque a ele se deve o nome Psicobulia* para designar essa vontade e outtros aspectos na diração dos Fenômenos*.

  

TANATOLOGIA. Ver Thanatologia, grafia preferível.

 

TANATOMORFOSE. Conjunto de modificações apresentadas pelo corpo de um morto.

 

TANATOIDIA. Mais um neologismo desnecessário usado por Paul Gibier em vez de Biocinese, termo preferível ou simplesmente Morte Aparente.

 

TANIGUCHI. Ver Seicho-No-Ié.

 

TANÓCRITO. Referente à Necromancia*.

 

TANTRISMO.  É provavelmente a mais antiga das religiões indianas, muito anterior a todas as outras do sub-continente. É inigualada na beleza e sublimidade poética dos seus Mitos*. As religiões ou Seitas* seguintes, apesar de continuarem sendo mais poéticas do que com pretenções de exporem a realidade ou qualquer Revelação*, à medida que se vão distanciando,  no tempo, do Tantrismo vão misturando-se de conceitos um tanto mais prosaicos.

 

TAPAS.  Exercício Yoga* com a absurda, ou “poética”, pretensão de libertar do corpo o Espírito* (?).

 

TAQUINESIA. Telecinesias*, termo preferível. O desnecessário neologismo visa destacar que se trata de rápidas, seguidas, Telecinesias* de objetos diversos.

 

TAQUIÕES. Partículas que seriam mais rápidas que a luz, imaginadas em 1966 pelo físico norte-americano Feinberg. Foi a partir da hipótese dos taquiões que o Dr. Valère Musalesco, médico e psicólogo romeno, tentou explicar (?) PG* e, de caminho, muitíssimos outros “Fenômenos Parapsicológicos*”!

 

TARÔ ou TAROT. Cartomancia*. Mas o Tarô são cartas especiais, mostram figuras simbólicas que representariam etapas no Destino* (?) do homem. O maço ou baralho do  Tarot está constituído por 78 cartas, divididas em dois Arcanos*, o maior com 26 cartas e o menor com 22.

 

TART, Charles. Nascido em ====   ====   Parapsicólogo norte-americano, meritoriamente não encasasilhado na Micro-Parapsicologia*, deve ser enquadrado na Escola* Européia. Professor na Universidade de Davis, na Califórnia. Tem-se dedicado especialmente ao estudo das circunstâncias em PG*, destacando a Função-Menos*. Sua principal publicação é “Altered States of Consciousness”, Nova Iorque, 1969.

 

TAUMATOFILIA. ===

 

TAUMATURGO. Pessoa santa que, em vida ou após a morte, destaca pela freqüência e qualidade dos Fenômenos SN* que alcança de Deus*.

 

TATTWAS. Ver Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento.

 

TAYLOR, John. Nascido em 1931. Inglês. Professor de Matemática no “King’s College” de Londres. Taylor ensinou e investigou na Grã Bretanha e Estados Unidos. Foi Professor de Física na Universidade de Rutgers (New Jersey) e na de Southampton (Inglaterra). É membro da “Sociedade de Filosofia” e do “Instituto de Física” de Cambridge .

  Na área da Parapsicologia, o que principalmente procurava Taylor era a  especificação da Telergia*. Em numerosas Experiências Qualitativas* com  vários jovens ingleses estudou Telecinesias* do tipo chamado efeito Geller*: dobragem de metais pequenos e não muito duros.

  Compreendeu que certamente a Telergia* é uma  energia física. Inclina-se para a teoria eletromagnética como possível explicação concretamente da dobrgem de metais. Mas não encontrou provas concludentes de que a Telergia tivesse algumas características que não se encontram em outras energias físicas conhecidas, como expõe em “Superminds”, “The New Physics” e “Black Hotes”.

   Fez Experiências Qualitativas* com o próprio Uri Geller*, e este passou a dizer que foi confirmada a realidade dos seus poderes ou domínio de Faculdades Parapsicológicas*. Na verdade, Uri Geller* visitou Taylor somente por três horas, e mesmo assim Taylor foi um de tantos que desmascararam esse charlatão.

 

TAYLOR, William Norton( === ). Suposto Psíquico* neozelandês de Transe*, Psicofonia*, Ectoplasmia*... e principalemnte Curandeirismo*. Fazia grande auto-propaganda com conferências e ainda chegando ao descaro de disfarçar sob véu cristão suas charlatanices, como fundador e diretor do “Instituto Igreja de Cristo de Pesquisas Psíquicas”.

 

TÉCNICAS (concretamente de Adivinhação). Ver Pragmáticas e Mancias.

 

TCI. Sigla de Trans-Comunicação* Instrumental.

 

TELEANAGNOSIA. Mais um neologismo desnecessário. Ver Anagnósia.

 

TELEBULIA. Nome proposto pelo Jules Bois. Designa o desejo Consciente*, Inconsciente* ou interpretativo de comunicar alguma coisa à distância..É a característica para diferenciar, no âmbito do Inconsciente*, a ST* e HP* de outras classificações de PG*. Também serve para diferenciar, no âmbito do Consciente*, entre LP* e TP*.

    Propriamente não deveria confundir-se com Psicobulia*, conceito mais abrangente.

 

TELECINESIA. Termo proposto por Gérard Cordona. É a ação Parapsicológica* sobre objetos movimentando-os ou quebrando-os. Se for golpeando-os, ou fazendo-os arder, ou esquentando-os, fazendo-os atravessar um obstáculo, etc,  o Fenômeno* tem outros nomes específicos: Respectivamente Tiptologia*, Pirogênese*, Termogênese*, Aporte*, etc.

  Os Casos Espontâneos* e as Experiencias Qualitativas* de Telecinesia são inumeráveis e podem ser variadíssimos: mesas e cadeiras que se movem e até se elevam no ar, móveis não muito pesados que são arrastados, instrumentos musicais que soam sem ninguém os tocar, ou se deslocam revoluteando pelo ar por cima das cabeças dos espectadores, copos e até jarras de água que se deslocam aos lábios do Psíquico* ou de algum dos presentes, etc, etc... Apesar das inúmeras Fraudes* de que este Fenômeno* é passível, a realidade da Telecinesia* é absolutamente indiscutível. Entre tantíssimas Experiencias Quialitativas*, como exemplos típicos Ver Sneider, Rudi e Willi; e Palladino, Eusapia. Ou em outro aspecto curioso, por exemplo o caso de Margery* com Harry Price. Etc, etc. 

  A Telecinesia é Fenômeno EN*. Não há Telecinesia agindo sobre o passado nem no futuro nem a grande distância... (não existe PK*). É sempre aqui e agora., sobre objetos que estão a poucos metros do Psíquico*. O desafio coloca o limite máximo de 50 metros. Em todos os aparentes casos de PK* como se agisse no passado, no futuro ou a grande distância, houve confusão com a Projeção* de PG ou algum Mecanismo* Em L. 

  Frise-se que o termo Telecinesia não corresponde estritamente à realidade. O  movimento (kinesis, cinesia) não é efetuado à distancia (tele). Trata-se, na realidade, de um movimento efetuado pelo contato da Telergia. Este contato, contudo, não é normal, é  Parapsicológico* e invisivel (Visivel só quando é realizado com Ectoplasma*, mais ou menos tenue).    

 

TELECINETOSCÓPIO. Aparelho inventado por Price* para comprovar os deslocamentos de objetos em Eexperiências Qualitativas* e observações de Casos Espontâneos* de Telecinesia*.

 

TELECRIPTESTESIA.  Ver Telestesia.

   Mas foi aplicado também, pelo preconceito materialista, ao que hoje chamamos PG*, frisando-se a grande distância (tele). Ver Criptestesia.

 

TELEMAGNETISMO. Ação “magnética” (?) à distância (tele), segundo os Mesmeristas*. Na realidade seria HP* ou ST*.

 

TELEMAGNETOTERAPIA. Ação de Magnetismo* Animal de caráter curativo (terapia) pretendidamente realizada à distância (tele).

    Na verdade puro Curandeirismo*, algum pequen efeito, alguma vez, não passando de ST*.

 

TELEMNÉSIA. Um aspecto da Pantomnésia*, frisando que é memória de acontecimentos muito antigos (tele).  

  Alguns Parapsicólogos* medíocres , indevidamente confundiram o termo Telemnésia com Telestesia*.

 

TELENERGIA. Alguns Parapsicólogos* da extinta Escola* Materialista pretendiam substituir com este o termo PK*

  Pretensão inutil, pois PK* não existe. E para os Fenômenos* Parfísicos realmente existentes é preferível o termo Telergia*, sem confusões com a imaginada PK* ou uma Telenergia espiritual.

 

TELEPASCÓPIO. Qualquer dispositivo com a intenção de afastar o olhar do “Agente*” (?) dos objetos em seu redor e facilitar a concentração na mensagem a “transmitir” ou a captar em Experiencias de TP* e LP*.

   Em “La Télépsychique, ou L’Art de Lire et de Transmettre la Pensée”, o autor anônimo descreve este dispositivo, que pode ser feito de madeira, ou mais grosseiramente com papel: “Peguem uma folha grande de papel e enrolem-na em forma de tubo com cerca de setenta centímetros de comprimento, cinco de altura e dez de largura. Podem evidentemente adotar qualquer modificação ou aperfeiçoamento que lhe vier à idéia. Não pretendemos que seja impossível aperfeiçoá-lo. Damos simplesmente a conhecer a sua forma geral, como ponto de partida”.  Na primavera de 1889 apareceu no “Cosmopolitan Magazine” a descrição do velho vulgar instrumento, aperfeiçoado por M. L. Roberts.

   Na realidade não há que dar importancia nenhuma a tais Telepascópios, como tais, sendo de desejar que logo se esqueca até seu nome. Só os charlatães dão importância e fazem propaganda de tais instrumentos de... Magia* (?).

 

TELEPATEMAS. Mais um neologismo desnecessário para designar o conteúdo da ST* ou da TP*, como desenhos, objetos, movimentos, ações, etc...

 

TELEPATIA. Ver PT.

 

TELEPATIA SOBRE O INCONSCIENTE EXCITADO. Ver  TIE

 

TELEPLASMA. Mais um neologismo desnecessário, empregado por Schrenck-Notzing* para designar o Ectoplasma*. Assim como os termos derivados Teleplasta (por Ectoplasta*) e Teleplastia (por Ectoplasmia*). São  preferíveis os termos Ectoplasma e seus derivados.

  Alguns Parapsicólogos* usam o nome Teleplastia concretamente com referência às Pneumografias*, termo este preferível.

 

TELEPORTAÇÃO. Ver Aporte e Auto-transporte, termos preferíveis.

 

TELEPSÍQUIA.  Mais um neologismo desnecessário, criado por Boirac* para designar PG*, termo preferível.

 

TELE-RADIESTESIA. Radiestesia* com referência a coisas ou aontecimentos distantes  (= tele). É típico passar o pêndulo sobre um mapa para tentar Adivinhação* de algo ou alguém que está no local real indicado no mapa. O mapa serve de objeto da Psicometria* (parapsicológica). 

 

TELERGIA. Elemento subtil, invisível normalmente (quando visível chama-se Ectoplasma*).

   Ao longo da história, embora com interpretações ambíguas ou erradas pelos deficientes conhecimentos da época, a Telergia tem recebido diferentes nomes segundo os diferentes pesquisadores que a “descobriam”. Zoroastro* fala do “fogo vivente”, Heráclito do “fogo gerador”, os antigos ocultistas de “espírito da vida”, Santo Tomás de Aquino* chama-o “força vital”, Mesmer* “Magnetismo* Animal”, Muller, Farny e Cazzamalli* denominam-no “Antropoflux*”, Blondot fala de “raios N”, etc, etc..

  O primeiro Parapsicólogo* que a designou por telergia foi Myers*, em 1880. Sudre*  explica e supera a Myers* monstrando que o termo foi proposto para designar os fenômenos segundo os quais o “Fluido* psíquico” realiza um trabalho exterior sobre a matéria comum. Amadou* e outros concretizam mais: é uma força material, física ou psico- física.

  É uma transformação e exteriorização das energias fisiológicas, podendo ser às vezes uma espécie de energia, outras vezes uma diferente ou diferentes espécies de variadas forças, que podem ser determinadas no nosso organismo: elétricas, magnéticas, caloríficas, musculares, nervosas, vitais, motoras, plásticas, etc...

  É um Fenômeno Parapsicológico* real, possível em determinadas circunstâncias, espontâneo e sempre incontrolável. A Telergia é um efeito da Psicorragia: Energia fisiológica exteriorizada em certos Psíquicos*,  responsável por todos os Fenômenos* Parafísicos. O Dr. Yourevitch comprovou que a Telergia é detectável pelos raios infravermelhos, e que  atravessa chapas metálicas com um poder de penetração superior aos raios X e aos raios gama do rádio, mas a maior ou menor grossura da chapa influi no efeito, o que mostra que a Telergia é material, dado que se lhe pode opor certo obstáculo material. Depende igualmente da maior ou menor distância, nunca ultrapassando poucos metros.

  Há desafios aos Médiuns* espíritas, à Escola* Norte-Americana que fala em PK*, aos Demonófilos*, etc a que apressentem um caso fora do ambiente religioso-divino (Fenômeno SN*), que ultrapasse os 50 metros de distância do Psíquico*, ganhariam enormes somas de dinheiro na aposta. É a energia somática transformada, exteriorizada e dirigida pelo indivíduo vivo.

 

TELESCOPIA. Termo antiquado que deve cair no esquecimento. Às vezes designa  HD* visual, outras vezes o termo é usado como sinônimo de PG*.

 

TELESOMÁTICO. Neologismo desnecessário proposto por Aksakov* para referir-se aos Fenômenos de Ectoplasmia*, termo preferível.

 

TELESTESIA. Ver HD, termo preferivel. 

   O termo, porém, em sentido etimologicamente incorreto para a realidade que quer designar, foi proposto  por F. W. Myers* no mesmo significado que Metagnomia* de Boirac*, ESP* de Rhine*, PG* oficializada em Utrech*.

   Hoje deve cair no esquecimento. Só lembrando que era freqüentemente usado pelos Parapsicólogos* da extinta Escola* Materialista, seguindo, agora sim, o sentido etimológico (sensação à distancia), quando ainda se resistiam a aceitar PG* como  faculdade espiritual.

 

TELETRANSPORTE. Ver Aporte e Auto-transporte, termos preferíveis.

 

TELEVISÃO PSÍQUICA. Ver Alucinação Verídica, termo preferível.

 

TEMURAH.  Ver Gematria.

 

TENHAEFF, Willhelm Heinrich Carl (1894-1981). Doutorou-se em Ciencias pela Universidade Real de Utrech* em 1933 por tese de Parapsicologia*. Foi catedrático de Parapsicologia* e diretor do “Instituto de Parapsicologia” da mesma Universidade. Ganhou grande e merecida fama como pesquisador. Em 1928 começou a edição de uma excelente revista, “Tijdschrift voor Parapsychologie”, ainda em circulação. Realizou importantes e rigorosos trabalhos de pesquisa com o Psíquico* Gérard Croiset*. Publicou  “Telepathie en Helderaindheid”, 1959 - “De Voorschouw”, 1961.

 

TENTAÇÃO. Ver Demonologia.

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TEOSOFIA ou SOCIEDADE TEOSÓFICA. A fundadora, em 1875, foi H. P. Blavatsky*, que após profundas pesquisas Hodgson* e Hartmann* demonstraram inapelavelmente ser uma grande impostora.

 Blavatski* definiu a Teosofia* como a “Religião (?) da Sabedoria Divina (?), a substância e a base de todas (?) as religiões e filosofias (?) do mundo, ensinada e praticada por uns poucos escolhidos, desde (?) que o homem veio a ser um ser pensante”. Promete o Desenvolvimento* das Faculdades Parapsicológicas* latentes (e inclusive ilusórias)..., com o que atrae multidão de ingênuos ou megalomaníacos.

  O programa da Teosofia*, sistematizado por Annie Besant*, apresenta muita semelhança com o Espiritismo* e as sociedades de Esoterismo* e falsa Mística*, que surgiam e surgem ainda hoje em grande abundância. Difere do Espiritismo* em que atribui aos Mahatmas* as supostas Comunicações* sobre Teosofia, enquanto que acusa ao Espiritismo* de que suas pretendidas Comunicações* são recebidas das “Envolturas Astrais*” ou maus Espíritos* (?).

  Aderiu ao crença absurda da Reencarnação* compulsiva. Segundo o Dr. Carl Wickland, Mme. Blavatsky* Comunicou* (?) logo após a sua morte que renunciara à doutrina da Reencarnação*... Isto é, apoiando-se num erro pretendia-se refutar um erro maior, purificando um pouco o acúmulo de disparates da Teosofia. Ver Mirville, J.E.; e Hartmann, Franz.

  Para confirmar a má intenção, a confusão e sincretismo que pretendem semear bastaria o nome da revista editada em Londres pela propria Blavatski* com a colaboração de Mabel Collins: “Lucifer”. O mesmo título conservou depois sob a direção de Annie Besant*. “Lucifer” foi publicada de Setembro de 1887 até 1897, depois sendo trocado o título “Lucifer”para o de “Theosophical Review”.

  A Teosofia conta com inumeraveis “filiais”por todo o mundo. A sé central, por decisão da propria Blavsatski*, está em Adyar (Madrás, India), desde 1879. Conta com numerosos corpos de edificios, jardins, um grande hall com os símbolos, em disparatado e contraditorio sincretismo, de todas as principais religiões do mundo e pseudo-religiões do mundo. Conta também com uma grande bibliotreca de livros de toda classe de Esoterismo, salão de conferencias, centro de publicações, etc., etc. , 

    É importante Ver Krishnamurti, Jiddu.

 

TERCEIRO OLHO.  Ver Olho, Terceiro.

 

TERMOGÊNESE. Produção de frio ou calor, localizados, por transformação da Telergia*. Um Fenômeno Parapsicológico* relativamente freqüente, inúmeras vezes comprovado em Casos Espontâneos*. Aliás acompanha praticamente todos os Fenômenos* Parafísicos.

    Não confundir com Pirogênese* e Auto-combustão*.

    Ver Tum-No.

 

TERTULIANUS, Quintus Septimius Florens (C.155- C. 220). Foi um dos teólogos e apologistas mais vigorosos dos primeiros anos do Cristianismo, pulverizando com profundos argumentos e excelente estilo as Superstições* e relaxamento nos costumes. Este cultissimo teólogo romano deixou testemunho de Fenômenos de   Mesa* Girante ou “mensae divinatoriae”, Paracinesia* conhecida e utilizada pelos romanos. Referiu também Evocações* (?) dos mortos (Espiritismo*), pretenção inútil e herética severamente proibida na Bíblia; fala de Sonhos* provocados (Transe*) e muitas outras abominações “com as quais enganam o povo”, frisa sabiamente. Tertuliano tem o título de “Padre da Igreja”. Entre seus escritos, devem destacar-se “Apologeticum” e “De Idolatria”. 

 

TESTAMENTO, Novo ou Velho ou Antigo. Ver Bíblia.

 

TESTES DE ESP. É lamentável a pedanteria típica da Escola* Norte-Americana, que dá até por suposto que todos os interessados em Parapsicologia devem conhecer até as minucias da sua metodologia, na realidade sem interesse e mesmo desnorteada...

  São cinco os principais sistemas usados na Micro-Parapsicologia para Experiencias Quantitativas* de ESP* com Baralho* Zener:

·     BT (“Basic Technique”): Literalmente “técnica básica”.  Método que consiste em extrair, separadamente, uma por uma, as Cartas* ESP do Baralho* Zener enquanto o Percepiente* vai tentando Adivinhar*.

·     DT (“Down Through”): Literalmente “de cima para baixo, através de”.  Neste processo, o Baralho* Zener previamente misturado e cortado, não é manuseado. Pode estar encerrado numa caixa de material opaco, ou separado das vistas do Percipiente* por meio de um anteparo. O Percipiente* tenta Adivinhar* as Cartas* ESP, segundo a sua disposição, através do maço, de cima para baixo. À medida que vai dando seus palpites, anotam-se os símbolos, pela ordem, numa folha de registro.

·     MT (“Matching Techniques”): Literalmente “técnicas de combinação”. Consiste em tentar-se a correta combinação das Cartas* ESP de um Baralho* Zener previamente misturado, com cada uma das cinco diferentes chamadas Cartas-Chaves, os cinco símbolos diferentes. Em certos casos, as figuras estão dispostas com a face para cima e à vista do Percepiente*, em outros são ocultadas em envelopes opacos. A técnica varia conforme os sistemas.

·     OM (“Opening Matching”): Quer dizer “combinação aberta”.  Resumidamente este método consiste em se colocarem as Cartas-Chaves à vista do Paciente*. A ordem das figuras é aleatória. Usa-se um Baralho* Zener previamente misturado, cujas Cartas* ESP estão com o dorso para cima, ou então ocultadas individualmente em envelopes pretos e opacos. Faz-se novo baralhamento após a introdução das Cartas* ESP  nos envelopes.  Assistido pelo operador, o Percepiente* procura dispor, em frente à cada uma das Cartas-Chaves, as Cartas* ESP extraídas do Baralho* Zener assim preparado. Terminado o Jogo*, tiram-se as Cartas* ESP dos envelopes e verificam-se as coincidências com as Cartas-Chaves.

·     BM (“Blind Matching”): Significa “combinação velada”. O processo de “combinação velada” consiste em obter a concordância de um baralho previamente bem misturado, com cinco Cartas-Chaves ocultas em envelopes pretos e opacos. Em hipótese alguma o Percipiente* e o operador deverão ver as figuras das Cartas* ESP.

·     STM (“Screen Touch Matching”): Traduzido literalmente “combinação com toque ocultado”. Neste método, as Cartas* ESP do Baralho* Zener são manuseadas pelo operador, daí a expressão “toque”. O operador e o Percipiente* sentam-se a uma mesa frente a frente, tendo a separá-los um painel opaco. Este possui, na parte inferior, um recorte. As Cartas-Chaves colocadas na região recortada, podem ser vistas simultâneamente pelo Percipiente* e pelo operador, enquanto que o Baralho* Zener fica oculto para o Percipiente* por meio do anteparo opaco. Após o prévio e indispensável  baralhamento das Cartas* ESP, o operador efetua um ou mais cortes no Baralho* Zener. Toma-o numa das mãos, mantendo sempre o dorso para cima a fim de não ver os naipes. O Percepiente* tenta Adivinhar* a primeira carta situada no dorso do baralho, após o que indica entre as Cartas-Chaves aquela em que pensou. O operador extrai a primeira carta do dorso e coloca-a em frente da carta apontada. Repete-se a operação com a segunda, com a terceira e assim por diante, até esgotar o Baralho* Zener. Durante toda a operação ninguém deve tomar conhecimento das Cartas* ESP em questão.

 

TESTES DE LIVROS. Experiencias-Qualitativas* com que sequazes do Espiritismo*  acreditavam que garantiam que só o Espírito” (?) poderia fazer uma cita precisa de um livro ou jornal que seja depois acessível ao experimentador. O Médium* deve citar o local onde se encontra o livro e a página onde se encontra a passagem em questão. Por exemplo,  Ver Thomas, Reverendo C. Draytron

  Na realidade falha garrafal de pesquisa. Não se exclui PC* sobre os livros, nem RC sobre o morto quando ainda estava vivo, nem Pcg* sobre a comprovação. E nem sequer se exclue PT* ou HIP* ou HIE*, se o experimentador já leu alguma vez esse trecho, sem recorrermos a que o Inconsciente* do próprio experimentador também tem PG*... E as Fraudes* são facílimas....

 Experiencias Qualitativas* depois usadas retamente pelos Parapsicólogos para pesquisas de HIP* e PG*.

TEURGIA.  Sistema neoplatônico que pretendia entrar em contato com o Sobrenatural*.  Foi condenado pela Igreja e proibido pelas autoridades civis no século VI. Um dos seus ritos afirmava a presença de um deus num ser humano através do qual a divindade se comunicaria com os fiéis. Os Fenômenos* relatados pelos Teurgos mostram interessantes paralelos com a Magia* e com o Espiritismo* moderno.

 

THANATOLOGIA. Estudo da morte e tudo o que está relacionado com a morte. Há muitos aspectos em Thanatologia. Em primeiro lugar a Biocinese* e a Reanimação*, logo depois a Biostase* ou Morte* Aparente. Deve incluir-se na Thanatologia uma parte do processo de Ressurreição* do homem ao plano espiritualizado, como também os Fenômenos SN* da Revitalização* de mortos e da verdadeira Incorrupção*. Só indiretamente incluem-se na Thanatologia o Embalsamamento*, Miroblite*, Saponificação* e tantas outras falsas Incorrupções*. Os temas da Sobrevivência*, porém, em quanto diferentes da inexistente Comunicação* dos mortos, não encaixam, ou só remota e muito indiretamente, na Thanatologia., senão propriamente na Filosofia e na Revelação*. Igualmente, o tema da Reencarnação* (?) encaixa preferentemente no âmbito da Superstição*.

 

THETA. Em 1961 fundou-se a "Psychical Research Foundation”, em Durham, Carolina do Norte (EUA) para investigar principalmente problema da Sobrevivência*. Colaboraram no projeto os doutores J. B. Rhine*, Louise Rhine*, J. G. Pratt*, etc. A expressão Estudos ou Fenômenos Theta foi introduzido por W. G. Roll*, que foi o primeiro editor da revista com esse nome, letra inicial da palavra grega Thánatos, que significa a deusa da morte e a morte mesma.

  Atualmente o projeto e a revista Theta e, ao mesmo tempo, um departamento especial da Duke* University encontram-se sob a direção do Dr. Ian Stevenson*, que começara quando ainda professor na Un iversidade de Virginia. A revista ou boletim trimestral denominado “Theta” exclusivamente dedica-se a esse problema do “pós”-morte”. Pesquisa de possível valor quando e como deduções filosóficas da análise de certos Fenômenos Parapsicológicos*. Mas agora estudam (?) e publicam quase só casos “sugestivos” Dizem expressamnente) de Reencarnação* (?), Memória* Extra-Cerebral (?!) dizem eles, em crianças até sete anos de idade,  e casos de aparente Comunicação* dos Espíritos (?) dos mortos.

  A Escola* Europeia e a crítica verdadeiramente científica, apresentando inclusive notaveis Desafios* contra tais interpretações, monstram com evidencia os preconceitos e péssima formação geral desses “pesquisadores”, inicialmente da Micro-Parapsicologia e atualmente nem sequer isso.

 

THOMAS, Reverendo C. Draytron( === -1953). Foi membro da SPR*. Adquiriu fama entre os entusiastas do Espiritismo*  pelos seus “Testes* de Livros”, que provariam (?) certas Comunicações* (?) de Espíritos* (?) de mortos, como expõe em “Life beyond Death”, Londres, 1928.

 

THOMAS, John (1822-1908). Sob o pseudônimo de Charubel, muito conhecido Ocultista* inglês, Adivinho*, Astrólogo*, Curandeiro* especialmente como ervanário, e elaborador de Talismãs*. Fundou uma “Ordem Internacional” de caráter Esotérico*, a cujos membros se atribuía o nome de uma estrela, um número e um símbolo geométrico.

 

THOMAS, John (1826-1908). Advogado norte-americano, que concedeu um elevado subsídio ao Dr. Joseph B. Rhine* e Dra. Louise Rhine*, em 1927, para que sob a direção do famoso psicólogo William McDougall* estudassem cientificamente o problema da pretendida Comunicação* dos mortos e outros temas com ela relacionados. Foi o inicio da Parapsicologia* da Escola* Norte-Americana.  

   Em 1938 a Universidade Duke* concedeu ao Dr. Thomas o título de doutor “honoris causa” pelos seus méritos no campo da Parapsicologia*.

 

THOMPSON-GIFFORD, Caso.  Famoso caso de Psicografia* de desenhos. Em 1905 um  norte-americano chamado Frederick Thompson sentiu um impulso irresistível de pintar. Também teve Alucinações* com paisagens e pintou automaticamente algumas delas. Um ano depois, visitou uma exposição de um artista já falecido, Robert Swain Gifford, e teve Alucinação* auditiva como se uma voz lhe dissesse: “Não pode pegar e concluir a minha obra?”. Thompson continuou a pintar por Psicografia* cenas que ele aparentemente jamais vira, mas que haviam sido muito conhecidas de Gifford.

    Nem é preciso aludir ao trabalho que os Parapsicólogos* tiveram para combater a propaganda e fanatismo dos sequazes do Espiritismo, que não pareciam conhecer nem o o nome PG*...

 

THOMPSON, Sra. R. Psíquica* inglesa que inicialmente exibia Fenômenos* de Efeitos Físicos e que depois, persuadida por F. H. Myers* em 1898 para que prestasse os seus serviços à SPR*, apenas proporcionou sessões com Fenômenos* de Efeitos Psíquicos. A hipotese inicial e privada de Myers* da Comunicação* dos Espíritos* (?) deveu-se principalmente a muitas sessões que teve com esta Médium*.

 

THOMSON, Sir John Joseph (1856-1940). Thomson sucedeu a Lords Rayleigh em 1884 como professor de Física Experimental. E treze anos depois, o que o “Chamber’s Biographical Dictionary” descreve como “a maior revolução na Física desde Newton”, Thomson demonstrou que havia elétrons duas mil vezes mais pequenos do que até então se supusera serem as partículas atômicas mais ínfimas.

  Foi um dos investigadores de Eusápia Palladino*, quando ela visitou Cambridge, e ficou impressionado com a realidade dos Fenômenos Parafísicos* que presenciou. 

 Fez-se membro da SPR*, e continuando as pesquisas ficou tão entusiasmedo pela realidade dos Fenômenos* Parapsíquicos, ao ponto de preconizar no seu livro “Recollections and Reflections”, Londres, 1936, que os cientistas deviam debruzar-se na pesquisa da atividade dos Rabdomantes*, porque “a vara de Adivinhação* é,  talvez, de todos os Fenômenos* considerados Psíquicos, o mais favorável para a experimentação”.

 

THOULESS, Robert H. (1894-1984). Professor de Psicologia nas Universidades de Manchester, Glasgow e Cambridge. Entre suas obras, no campo da Psicologia destacam  “Mind and Consciousness in Experiemntal Psychology”, Londres, 1963 - “An Introduction to the Psychology of Religion”, Cambridge, 1971.

 Convencido da maior importancia, foi marginalizando a Psicologia para dedicar mais tempo a pesquisas e publicações de Parapsicologia*, chegando a Presidente da SPR*. Neste campo suas principais obras são: “Psychical Research Past and Present”, Londres, 1952 -  “Experimental Psychical Research”, 1963 - “From Anecdote to Experiment in Psychical Research”, 1972- E com a colaboração do Dr. Wiesner: “The PSI Process in Normal and Paranormal Psichology”.   

 

THURSTON, Herbert (1856-1939). Sacerdote Inglês, da Companhia de Jesus (Societatis Jesu = S.J., jesuíta). Um dos melhores e mais completos Parapsicólogos* do mundo e de todos os tempos. Pertencia à SPR*. De  enorme cultura geral: humanidades  clássicas, filósofo, teólogo, psicólogo, o melhor dos historiadores do grupo dos Bolandistas*... Precisamente como padre consagrou sua vida de pesquisador e escritor à Parapsicologia*. Precidsamente como padre compreendeu profundamente a necessidade da Parapsicologia* para diferenciar entre os Fenômenos verdadeiramente SN* e os meramente EN* ou PN*, que só assim se pode analisar o fundamento verdadeiro ou falso de todas as religiões, em consequencia diferenciando a Religião realmente revelada, por isso completamente diferente dos milhares de religiões inventadas pelo homem, das inumeraveis  Seitas*, das absurdas Superstições, .. .=== ===

  Nas referencias a ele é típico encontrar elogios como “o homem que sabe tudo” e o “homem que só procura a verdade”, dois aspectos fundamentais da sua vida e trabalho.     

  É incavível referenciar todos os artigos insuperáveis do Pe. Thurston S.J., publicados nas revistas “The Month”, “The Catholic Medical Guardian”, “Studies”... em 60 anos de pesquisa e produção incessante. Seu número supera o milhar.

  Entre os magníficos livros do Pe. Thurston, muitas vezes reeditados e traduzidos a varias linguas, baste citar “The Holy Shourd and the Verdict of History”, Londres, 1903 - “The so Called Prophecy of Saint Mallechy”, 1915 - “The Church and Spiritualism”, 1933 - “Beauraing and Other Apparitions”, 1934 - “The Physical Phenomena of Mysticism”, reedição, Londres, 1951 - “Ghost and Poltergeists”, reed., 1953 - “Surprising Mystcs”, reed., 1954 - Etc.

 

THURY, Marc (1822-1905). Catedrático na Universidade de Genebra e membro da Societé de Physique et d’Histoire Naturelle”. Foi cada vez mais dedicando-se à Parapsicologia*, chegando a ser modelo de pesquisador pelo amplo espírito filosófico e pelo  rigoroso método científico. Foi o primeiro a pôr clara a teoria sobre o Ectoplasma* (em alguns casos o chamaríamos Telergia*), que ele chamava Psícodo* ou Força Ectênica*, como agente operador dos Fenômenos de Ideoplastia*. Insistiu em que a Ideoplastia* se acha sujeita à vontade do Inconsciente* do Psíquico*, qualidade que hoje se chama Psicobulia*. Mas no seu principal livro, “Les Tables Tournantes Considérés au Point de Vue de la Question de Physique Générale qui s’y Rattache”, Genebra, 1855, parece não haver prestado tanta atenção à Fraude*, absorto em analisar a Telergia* e a Psicobulia*.

 

TIE. Sigla de Telepatia sobre o Inconsciente Excitado. A sigla é de uso preferível. Fenômeno PN*, que consiste em Adivinhar* no Inconsciente* de uma pessoa alguma coisa em relação com o que então ocupa o Consciente*. Adivinhar* o Inconsciente* é muito mais freqüente do que Adivinhar* o Consciente*.

  Não confundir com HIE*.

 

TIPTOLOGIA. O estudo e mesmo o Fenômeno* recebe esse nome por  onomatopeia:  pancadas secas, por vezes de grande ressonância, sem causa normal. Podem também tomar a forma de raspadelas, toques sonoros, chicotadas, etc. Quando são “no ar”, então enquadram-se melhor no conceito de Psicofonia*.

 Trata-se de um Fenômeno de Telergia*. Está associado e é sempre a pouca distância de algum Psíquico*.

 A Tiptologia provocada pelas conhecidas irmãs Fox*, e Tiptologia por Fraude*, desencadeou o moderno movimento do Espiritismo*.

  Tiptologia Alfabética. Assim se chama quando a Tiptologia marca as letras do alfabeto à medida que vão sendo pronunciadas pelos espectadores, e o conjunto das letras forma palavras ou frases. Também pode convencionar-se determinado número de batimentos para significar sim e outro para significar não. Etc.

   Há outros Fenômenos que recebem o nome de Tiptologia, sendo que propriamente nada têm com Tiptologia:

·     Assim, alguns chamam Tiptologia por Balanço ou Tiptologia por Movimento um determinado sistema de Comunicação* pelos batimentos no chão da Mesa* Girante. Na realidade deveria chamar-se só Mesa Girante.

·     Igualmente a Tiptologia Passiva: São as “batidas” que dá o próprio corpo do Psíquico*, quando espera efeitos Tiptológicos sobre algum objeto externo, aconteçam estes ou não. É e deveria chamar-se só Automatismo* Motor.

 

TIPTOR. O Psíquico* que realiza Tiptologia*.

 

TK (Time Keeper). Soal* introduziu este termo e, pela importancia de tal pesquisador, até certo ponto o popularizou em Parapsicologia*. Referia-se, e no mesmo sentido pode utilizar-se em outros casos, ao registro do número de segundos para cada seqüência de vinte e cinco tentativas com o Baralho TA* nas Experiências Quantitativas* de Pcg* feitas com a Sra. Stewart.

 

TMD (Teste Mecânico de Defesa). Teste recente usado para a tendência à ansiedade. Foi desenvolvido em Estocolmo, Suécia, no Instituto Militar de Psicologia.

   Em Parapsicologia* foi introduzido em 1963 para a pesquisa de ESP* no “Laboratorio de Parapsicologia” da Universidade  Duke*.

 

TOCQUET, Robert (1898- ==== ). Era um eminente professor de Matemática e Química. na “École Nationale Superieure de Chiniee na “École D’Antropologie”, de Paris. E praticamente tudo o que isso o absorvia, foi substituído pela sua preferência pela  Parapsicologia*. Membro do comité diretivo do IMI* e do directorio do “Syndicat Proggesionnel de la Pressem Scientifique”. Alcançou o reconhecimento internacional como excelente Parapsicólogo* e é também, como deveriam ser todos os Parapsicólogos*, experto em Ilusioinismo*. “

  Entre suas numerosas publicações, e deixando de lado porque devem ser secretos  seus excelentes livros sobre Ilusionismo, na área mais diretamente de Parapsicologia*   devem destacar-se: “Tout l’Occultisme Dévoilé. Médiuns, Fakirs, Voyantes”, Paris, 1952 - “Quand la Médicine de Tait. Pourqoi, Comment (...). Miracles des (...) Saints. Les Grands Pèlerinages (...)”, 1954 - “Les Hommes-Phénomenes”, 1961 - “Les Pouvoirs Secrets de l’Homme”, 1963 - “La Guérison par la Pensée et Autres Prodiges”, 1968 - “Médiums et Fantômes”, 1970 - Etc., etc.

 

TOMADO .  Interpretando Supersticiosamente* como Possessão* por um Espírito* (?), diz-se de um Psíquico* que está em Transe*, em Estado Alterado* de Consciência.

 

TOMCZYK, Stanislawa (Sra. Fielding). Psiquica* polonesa de Fenômenos* Parafísicos.

  Foi objeto de investigação pelo Dr. Julian Ochorowicz* em 1908. Era notável a sua capacidade e fizeram-se à luz do dia diversas fotografias do desenrolar dos Fenômenos*. Foi com ela que se provou científicamente a existencia de Raios* Rígidos ou Fios* Ectoplasmáticos.

  Outras Experiencias Qualitativas* foram realizadas pelos professores Flournoy*, Claparede, Cellerier e Batalli. Em 1910 foi estudada no Laboratório de Física de Varsóvia, que considerou autênticos os seus Fenômenos* Parafísicos.Tanto o barão Scherenck-Notzing* como o professor Richet* escreveram sobre ela, fazendo descrições das suas reais manifestações.

 

TONDRIAU, Julien. Morto prematura e tragicamente no Mont Blanc em 1966... Doutror em Filosofia e Letras e Licenciado em Filologia e História Oriental pela Universidade de Louvain (Bélgica), e Doutor em Historia pela Universidade de La Sorbonne (Paris).

  Com esta bagagem cultural, dedicou -se aos temas da Parapsicologia* relacionados com a sua especialidade. Membro do “Comité* Belgue pour l’Investigation Scientifique des Phénomènes Reputés Paranormaux”.

  Viajou por numerosos paises especialmente da India e Africa, dedicando 15 anos concretamente ao estudo dos pretendidos poderes de Feitiçaria, Magia*... e ia publicando excelentes artigos sobre suas pesquisas. Entre seus intreressantes livros destacam neste sentido “Les Prètendus Mystères du Fakirisme”, Bruxelas, 1952 - “Fakirisme Physique”, Paris, 1952 - “Du Yoga au Fakirisme”, 1960 - (Tradução) “The Occult. Secrets of the Hidden Word”, New York, 1972 - Etc.

   Mereceu ser laureado pela UNESCO. E garante, prova, Desafia*, que nunca encontrou um “santão”, Faquir*, Feitiçeiro, Médium* ou qualquer outro de tantos fazedores de prodigios que dizem ter domínio sobre os Poderes Parapsicológicos*,  que não fosse simplesmente farsante.

 

TOQUE RÉGIO.  Na Idade Média acreditava-se que o simples fato de o rei tocar com as suas mãos os doentes provocava a cura. Os reis da França curariam assim os hipertrofiados das glândulas e os escrofulosos. Ver Curandeirismo.

  O Toque Régio foi praticado durante mais de dez séculos e o número de escrofulosos tratados (?) foi considerável. Assim, em 1320 Filipe de Valois tocou quinhentos e dez escrofulosos numa só sessão. Henrique III, ao passar por Poitiers em 1577, tocou mais de cinco mil. Luis XIV fez cinco mil toques de 1647 a 1697. Luis XV e Luis XVI fizeram cada um dois mil no dia de sua coroação. Estas cerimônias singulares, que se efetuavam no dia da coroação e na véspera das festas mais solenes como Páscoa, Pentecostes, Todos-os-Santos, Natal, só desapareceram com Luis XVI. Carlos X tentou, em vão, recomeçar a cerimônia do Toque Régio.

  “A confiança desaparecera”, escreve Laudonay, “não sendo o Toque Régio mais do que uma reminiscência.... de crenças, de preconceitos, de costumes ultrapassados”.

 

TORBISMO. Termo introduzido por René Sudre* para substituir o termo Poltergeist*, que etimologicamente implica interpretação Supersticiosa*. Mas o intento de substituição não triunfou...

 

TORINO, Sudário de. Ver Lençol de Torino.

 

TORRE, Rosa de la. Ver “Asociación Argentina de Parapsicología”.

 

TP. Sigla de Transmissão do Pensamento. A sigla é preferível. Classificação de função PG* em tres características: quando há Telebulia* de comunicação de ambos sujeitos (ou grupos de pessoas), uns querendo “transmitir”, outros querendo captar, conteudo Consciente*.

   Entre todas as classificações de PG*, esta é a mais difícil de acontecer.

 

TRADUCIONISMO. Etimologicamente transferir sem tirar, multiplicando. É a multiplicação dos seres pela geração. Em oposição aos absurdos Criacionismo* e Reencanacão*, pelos quais os pais gerariam só o corpo, enquanto que a Alma teria outra origem! Na realidade, tanto no homem como no reino animal e vegetal, toda geração é em igual natureza que a dos seus progenitores. Os pais e mais humanos geram não só um corpo, senão um ser humano, inteiro: corpo e Alma*.

  Santo Agostinho* põe a comparação de uma vela acesa. A cera equivaleria ao corpo, da que se corta, embaixo, diríamos um centímetro, que há que alimentar..., a chama simboliza a Alma*, que pode acender inúmeras outras velas sem nada perder de sí mesma.

 

TRANSCENDENTE.  Todo o referente ao Sobrenatural* como tal.

 

TRANS-COMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL (TCI) . Já há tempo fora a utopia de muitos sequazes do Espiritismo, fanatizados ou falsários. Construíram-se alguns aparelhos, que na sua maior parte consistem em circuitos sintonizados de várias espécies, e pretendiam com eles provar a Comunicação* dos Espíritos* (?) e assim contribuírem para a difusão do Espiritismo*.

   Uma das primeiras tentativas de Comunicação* Instrumental foi o Dinamistógrafo*. Já quando acabava de ser  inventado o radio, Conan Doyle* e outros espíritas logo viram nele um instrumento para facilitar a Comunicação* dos Espíritos* (?). Recentemente a delirante pretenção de alguns espíritas, muito fanáticos e nada científicos, voltou à  moda no seu ambiente com o surgimento dos gravadores (magnetofônicos). Jurgueson*, Raudive* Bayless , Sealey etc. adquiriram fama nesse delírio... E hoje a delirante pretenção aumentou em muitos espíritas com a chegada da televisão, computadores, etc

   Na realidade trata-sa geralmente de efeitos absolutamente normais e, em último termo em poucos casos, de Fenômenos Parapsicológicos* absolutamente naturais. Psicofonia*.  e Esdotografia*.

  Fanáticos ou mal intencionados os líderes da TCI vestem-se com pena de pavão citando em seu apoio o Pe. Ernetti Pellegrino*. Na realidade a absurda  TCI jamais passou pela cabeça ao Pe. Pellegrino* nem aos doze físicos seus colaboradores.

E os líderes da TCI chegam a mais, muito mais, inclusive à grosseirissima calunia. Os propagandistas do Espiritismo* espalharam nas suas publicações que o Vaticano condecorara Jurgueson* pelas suas pesquisas nas “vozes do além”, e apresentaram fotografias do papa Paulo VI condecorando-o. Na realidade, como consta em documento oficail do Vaticano ao CLAP, o Vaticano quando o condecorou nem suspeitava dessa loucura espírita em que cairia o cineasta Jurgueson*, a condecoração fora exclusivamente pelas suas filmagens e fotografias do sepulcro de São Pedro!

 

TRANSCONSCIENTE. Ver Inconsciente, do que é uma divisão.

 

TRANSE. Termo já consagrado pelo uso para designar o estado próprio do Médium* no Espiritismo*. Quando com referência a outras situações diferentes das do Médium*, o termo preferível em geral é Estado Alterado* de Consciência. Pode ser de repouso ou de profundo sono, agitado ou suave, violento ou tranquilo, com ou sem hipermneia, etc. 

  Na realidade é um estado mais ou menos profundo de Hipnose* ou Auto-Hipnose*. Conhecido de longa data.. Ver, por exemplo, Tertuliano.    

  Transe Hipnótico*. Ver também e por exemplo Quaquers.  

 

TRANSFERT ou TRANSFERÊNCIA. Distúrbio sensorial no qual um indivíduo se torna sensível às impressões sensoriais recebidas ou sentidas por outro indivíduo.

  Pode ser uma espécie de contágio psicológico normal, identificação do sujeito com o paciente. Mas também pode em casos excepcionais originar-se por HIP* e até por PG*.

 

TRANSFIGURAÇÃO. A Transfiguração EN* consiste na modificação da aparência externa. Não é uma nova pessoa que se Materializa*, nem uma Ttransformação  Substancial*. É o próprio Psíquico* externa ou accidentalmente modificado em si mesmo e revestido de Ectoplasma*, de modo que representa outra pessoa, animal ou coisa, reais ou fictícias. Ver Ideoplastia.

    Não há Transfiguração PN*.

  Não se pode confundir com a Transfiguração SN*. Jesuscristo no monte Tabor  monstrou seu corpo Transfigurado como seria depois da Ressurreição* (Mt 17, 1-9p). Não consta a Transfiguração SN* de nenhuma outra pessoa, de monstrar seu corpo mortal Transfigurado em Corpo Glorioso*.

  E também não consta de nenhuma outra pessoa que Transfigurasse seu Corpo já Glorioso* em corpo físico normal novamente, fora das freqüentes vezes do próprio Jesus depois da Ressurreição* e antes da Ascensão*. Para compreender a explicação da Transfiguração SN* e das verdadeiras Aparições* SN*, do ponto de vista da Física Moderna, embora só Jesus as tenha manifestado, Ver Aparição.

 

TRANSFORMAÇÃO SUBSTANCIAL. ===

 

TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO. Ver TP, a sigla é preferível..

 

TRANSMIGRAÇÃO DAS ALMAS. Ver Palingenêsia.

 

TRANSPORTE. Sinônimo primitivo de Telecinesia. Alguns ainda hoje usam-no como sinônimo de Aporte e Auto-Transporte, termos preferíveis.

 

TRANSPOSIÇÃO DOS SENTIDOS. Distúrbio psíquico, freqüente na Histeria*, em que a função de um órgão receptor deixa de ser desempenhada por ele, para passar a sê-lo por outro.

   A  segunda parte do proceso é a Parapsicológica: Uma função sensorial é exercida por HD* por um ponto corporal diferente do órgão do sentido diferenciado para tal função. Ver DOP.

 

TRANSUBSTANCIAÇÃO. Concretamente e por excelência  refere-se à doutrina, diretamente inverificável, da Eucaristia em que o pão e o vinho, sem deixar de apresentar as especies de pão e vinho, na realidade convertem-se no Corpo e Sangue de Jesus. Doutrina só indiretamente comprovável pelos Fenômenos SN* a respeito. Ver Lanciano, entre milhares de outros Milagres* eucarísticos.

  Mas em geral o termo pode aplicar-se a uma mudança de substância, por exemplo, a conversão da água em vinho por Jesus nas bodas de Caná, e tantos outros casos SN*.

=== === ===

 

TRAVERS-SMITH, Sra.  Ver Dowden, Hester.

 

TREYVE, Joseph ( === ). Célebre Radiestesista*, considerado um dos melhores. === === (e se não encontrar complemento, suprimir o verbete)

 

TRIANON, Caso de.   === === fazer resumo. do livro

 

TRINTA E QUATRO ou 34, Manifesto dos. Assim se chamou um célebre relatório, prudente e comedido, redigido em 1923, em conseqüência de diversas sessões efetuadas em Paris com Guzik*, sob os auspícios do IMI*, a que assistiram professores de Medicina e Direito, membros da Academia de Ciências e da Academia de França, escritores de grande nomeada, engenheiros e técnicos da Polícia.. Entre as trinta e quatro assinaturas figuram as de Gustave Geley*, Charles Richet*, Camille Flammarion*, Jacques Haverna, etc.

  O referido relatório foi a conclusão de todas as atas oficiais dos resultados obtidos nas sessões, que se realizaram de Novembro de 1922 a Maio de 1923. Do manifesto constam os controles feitos pelos experimentadores e pelos assistentes, os Fenômenos Parafísicos* que surgiram e toda uma gama de considerações, tudo cientificamente comprovado. O manifesto cita concretamente o Dr. Osty* com os seus diapositivos fotográficos, nos quais foram registrados graças à luz ultravioleta inúmeros fenômenos de Ectoplasmia*, etc...

   Na realidade constam 35 assinaturas. Parece que 34 foi erro tipográfico. Como também foi erro tipográfico o termo Idioplastia* em vez de Ideoplasmia que seria o correto. Mas os dois erros , 34 e Ideoplastia*, ficaram “oficializados”.

 

TROLLOPE, Adolphust (1812-1892). Autor inglês de muitas obras. Contra a negativa de Sir David Brewster, em 1885 investigou e testemunhou a favor de D. D. Home*.

  O seu testemunho sobre os Aportes* devidos à Sra. Gruppy apareceu numa informação da Sociedade Dialética*.

 

TRONOS . Ver Potestades.

 

TUM-NO. Afirmam  que seria uma Faculdade ou Poder de elevar o calor do corpo em condições de frio, que se auto-atribuem alguns Ioguis* e Lamas* tibetanos.

  E de fato esta espécie de “calor psíquico” libertam-no sob verificação científica certos ascetas tibetanos. Sentados nus na neve, são capazes de derreter o gelo. São capazes de secar as capas que haviam metido na água e que tinham gelado completamente (a 30 e a 40 graus negativos) e com as quais cobriam os corpos nus.

  Também sabe-se de ascetas que vivem em covas, em altitudes elevadas, sem fogo e com um mínimo de roupa.

  Também e sem treino, muitos místicos católicos, como por exemplo a freira carmelita Santa Maria Madalena de Pazzi, que viveu nos fins do século XVI, apresentava este mesmo prodígio, no inverno.

  E na realidade este e outros pretendidos Poderes, ou Faculdades, como a maioria dos mal chamados Fenômenos Místicos*, são disfunções, doenças, que nada têm a ver com Fenômenos SN* e nem sequer propriamente com Fenômenos Parapsicológicos*. Como também não o é a febre...

   Não confundir com a espontânea Termogênese*.

 

TURNER, Miss. Adquitriu fama na Micro-Parapsicologia* porque foi a Psíquica* da clássica experiência dirigida por Miss Ownbey*.

 

TUTANKAMON, Maldição de. Secularmente a Superstição* falava da “Maldição de Tutankamon”, a “Maldição dos Faraós”... É claro que no antigo Egito conheciam, sem sabe-lo explicar, o fato das mortes rápidas dos violadores de túmulos, e assim já então surgiu a Superstição* referente à “Maldição dos Faraós”, como mais um Tabu*.

  E a Superstição* cresceu e se divulgou mundialmente porque, após Lorde Carnavon patrocinar a “violação” do túmulo de Tutankamon e “saquearem” seus tesouros, logo aconteceram muitas mortes “inexplicáveis” entre os primeiros visitantes do túmulo. Inclusive o próprio Lorde Carnavon morreu misteriosamente.     

  Depois demonstrou-se que as mortes eram devidas a uma espécie de Histoplasmose*. Precisamente o Dr. Carter, o principal “violador” do túmulo, escapou da “maldição”,  como outros arqueólogos. É que por  violações anteriores de pequenos túmulos foram “vacinando-se” contra a Histoplasmose*. Os visitantes de ocasião, contaminados no grande Túmulo de Tutankamon, facilmente morriam....   

 

TUTELAR. Ver Pcg.

 

TUTLE, Hudson (1836-1910). Muito famoso Psíquico* de Ohio, EUA. Filho de pais pobres, não possuia instrução oficial... Mas pela sua grande tendência ao estudo e facilidade de aprender, pela sua extraordinaria memória e grande talento, com contínua leitura ficou apto para escrever por Psicografia* sob direção, segundo ele, do seu Controle* (?). Psicografou* livros de grande erudição e conhecimento sobre Ciência Natural e Filosofia, alguns dos quais foram citados por homens como Buchner e Darwin.

 

TWEEDALE, Violet (1892- === ) Romancista. E mais poeta do que cientista interpretou com Superstição* os Fenômenos Parapsicológicos* que  observava, e publicou muitos livros com a anticientífica interpretação do Espiritismo*. Participou de Experiências Qualitativas* dirigidas por Lorde Arthur e James Balfour*, Haldane e W. E. Gladstone. Ele mesmo dirigiu (?) Experiências  Qualitativas* (?) com os Médiuns Williams e Hulkk.

 

TYLLYARD, R. J. E. R. S. ( === ). Chefe entomólogo da mancomunidade da Austrália. Não sabendo interpretar retamente os Fenômenos Parapsicológicos* manifesatados por Margery*, aderiu ao Espiritismo* e publicou suas conclusões  em “Nature” de 1928.

 

TYRRELL, George Nugent Merle (1879-1952). Inglês. Matemático e Engenheiro eletrotécnico, Tyrrell trabalhou com Marconi e foi o introdutor do radio em México.

  Após a primeira guerra mundial descobriu que a filha manifestava notáveis Casos Espontâneos* de PG*. Então renunciou a uma carreira prometedora para se dedicar à Parapsicologia*, que compreendeu ser mais importante. E com a filha Gertrudes enveredaram ambos por uma série de Experiências Qualitativas*. Ingressou em 1908 na SPR* e chegou a ser presidente da mesma nos anos 1945-46. Dele escreve uma historiadora da Parapsicologia*, Rosalind Heywood: “Possuía a rara combinação de qualidades necessárias para facilitar e interpretar PSI* (?): treino científico, poder para generalizar a partir de diversas particularidades aparentemente sem relação entre si, e uma personalidade encorajadora que nunca inibia a ESP* (?) de um Percipiente* tímido”.

   Foi um grande Parapsicólogo*. As suas principais obras são: “Apparitions”, Londres, 1935 - “Science and Psychical Phenomena”, 1938 - “The Personality of Man”, 1946.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                           -  U  -

 

 

 

UBIQUIDADE.  É estar realmente, com plena potencialidade fisica e psíquica, em dois  ou mais lugares ao mesmo tempo. Há muitos exemplos..., sempre SN*.

 === ===

   Não confundir com simples Bilocação*, com OBE* ou com Projeção* de PG,  e menos ainda com a inexistente Viagem* em Astral.

 

UFO.  Ver OVNI, termo preferível fora da língua inglesa.

 

ULTRAFANIA.  Ver NDE, termo preferível.

 

UMBANDA. O mesmo que Macumba,  nome este com uma certa conotação pejorativa. Mitologia* e culto afro-brasileiro. Originalmente importada da África Ocidental ao Brasil pelos escravos negros, no Brasil se sincretiza com o Espiritismo* e crenças dos índios e ainda com o culto a Jesus Cristo, à Virgem Maria e a santos católicos.

  A Umbanda parece ter-se organizado na década de 20, em grande parte por obra de um brasileiro branco e ex-católico chamado Zélio de Moraes, que se dizia Tomado* por Espíritos* (?) de índios mortos. Segundo os Umbandistas, deuses (?), Potestades* e Espíritos* (?) de mortos se misturam e inclusive se identificam. Esse panteon é concebido como organizado dentro de sete linhas, ou exércitos, cada um subdividido em divisões ou batalhões.

  As cerimônias envolvem batuque, dança e a Possessão* dos fiéis por essas “divindades” (?). Também se pratica o Curandeirismo*, cheio de interpretações de Magia*, pela reza e pelo toque das mãos.

  A divisão da Umbanda que principalmente dedica-se ao Maleficio* ou Feitiçaria* costuma chamar-se de preferncia Quimbanda. É muito temida por grande número de pessoas carregadas de Superstição*.

 

UMBRA ou UMBRATIS. Termo usado em certos ambientes para designar Aparições*, Espectros* ou Fantasmas*, termos preferíveis segundo os casos.

 

“UNIÃO DE MÉDIUNS ESPIRITUALISTAS”.  Fundada por Médiuns* em Londres em 1965, com o fim de “dignificar” (?) as normas de apresentação da Mediumnidade (?) e a posição dos Médiuns* e oradores públicos que apresentam o Espiritismo*.

  Na realidade, a única forma de dignificar tudo isso é esquece-lo completamente, pois está plenamente demonstrado que tudo o relacionado com Comunicação* ou Espiritismo* não tem absolutamente mais base que a Superstição*, fanatismo e exploração.

 

URANDIR. Ver Morton, Thomas Green.

 

USHER,  ====    ( === ). Parapsicólogo* inglês, famoso entre outros méritos por haver sido um dos primeiros, pois foi ao mesmo tempo que o Dr. Burt, em 1900, muito antes que a Micro-Parapsicologia*, em emprender Experiências Qualitativas* de PG a grande distância:  entre Bristol, onde se encontrava o “Agente*” (?), estando o Percipiente* em Londres. Publicou os resultados em “Annales  des Sciences Psychiques”, XX, 1910.

 

UTRECH. Capital de Holanda. Foi na Universidade Real de Utrech  onde se estabeleceu um Centro de Parapsicologia pesquisa e ensino, dos mais famosos e meritórios. Foi nela onde por primeira vez se estabeleceu uma Cátedra de Parapsicologia, regentada pelo Dr. Tenhaeff*, que havia ganho também por primeira vez no mundo o título de doutor por tese e estudos de Parapsicologia*. Foi nesta Universidade onde se celebrou o famoso e importantíssimo Primeiro Congresso Internacional de Parapsicologia, 1953.

 

 

 

 

 

 

 

 

                                               -  V  -

 

 

VALE-OWEN, Reverendo George (1869-1931). Vigário protestante de Oxford, Warrington, Inglaterra. Depois de vinte anos de trabalho como pastor, desenvolveu a Psicografia*, acreditando por Superstição* que assim recebera “relatos da vida depois da morte e ensinamentos espíritas”. Estes escritos cheios de absurdos, atraíram a atenção de Lord Northcliffe que lhe ofereceu mil libras esterlinas pelos direitos da série. Vale-Owen, recusou e isso convenceu Northcliffe da sua sinceridade e as obras foram largamente anunciadas na imprensa.

   Como conseqüência Vale-Owen teve que renunciar à sua Igreja e à sua Religião, e fez-se “pastor” de uma congregação de Espiritismo* (!).

 

VALIANTINE, George. Semi-analfabeto. Médium* norte-americano de Psicofonia*, acerca de cujas faculdades se produziu uma grande controvérsia. Em 1925 por duas vezes pretendeu-se examinar com Experiencias Qualitativas* suas Psicofonias* na SPR*, mas em ambas ocasiões foram sessões em branco.

  Entretanto, membros da SPR*, incluindo o seu oficial de investigação, o Dr. Woolley, tinham antes, no ambiente próprio de Valiantine, observado muito boas Psicofonias*... Numa sessão posterior, fizeram-se novas Experiências Qualitativas* na presença dos Drs. Dingwall* e Wooley, observado o Médium* à luz do dia, e ouviram-se Psicofonias*.

  O sucesso mais assombroso foi a alegada Comunicação* do Espírito* (?) de Confúcio numa sessão com o Dr. Neville Whymant, uma autoridade em história chinesa e literatura antiga, que foi convencido e certificou a exata pronuncia e a recitação de obras tradicionais em chinês antigo.  Em 1927, em Londres, foi feita uma gravação da “Voz de Confúcio”.

   Evidentemente, não os conhecimentos e a voz que o Espírito* (?) de Confucio teria agora, no “Alem” (onde ficou a Reencarnação*, doutrina favorita dos espíritas latinos?), senão os que os vivos lhe atribuem: vivo sobre vivo, Psicofonia* EN* por conhecimento PG*..., ou por simples HIP* sobre o Dr. Neville que estava presente.

 

VAN DAM.  Jovem estudante, particularmente notável como Metagnomo, que serviu de Percipiente*, entre outros, para as Experiências Qualitativas* de ST* que foram feitas, com resultados francamente positivos, na Universidade de Gromingen, na Holanda, em 1920, pelos investigadores Heymans, Brugmans e Wynburg. Antes de certos ensaios, tinha-se dado a Van Dam uma certa dose de álcool. Descobriu-se assim a ação positiva do álcool (ou do Estado Alterado de Consciência!) sobre a capacidade PG* do Sujeito*.

 

VARDOG. Assim designam em Noruega “a sensação de que alguém está em dois lugares ao mesmo tempo”.  O possuidor do Vardog emprega-lo-ia Inconscientemente*, como se seu Duplo* se adiantasse para anunciar a sua chegada física..Talvez por genética, certamente também pela mentalidade tradicional, na Noruega (Suécia, Escocia, etc.) são muito freqüentes Casos Espontâneos* de Vardog.

  Foi estudado pelo Dr. Wiers Jansen com destacado pioneirismo, e publicou suas conclusões  no “Norwegian Journal of Psychical Research” no ano 1917. Geral e claramente ST*. Por vezes converte-se numa meramente aparente Bilocação*, na realidade Projeção* de PG.

 

VARINHA MÁGICA. Ver Radiestesia.

 

VARLEY, Cromwell (1828-1883).  Engenheiro inglês que participou no assentamento do primeiro cabo transatlântico.

  Sua importância em Parapsicologia* deve-se a haver sido o primeiro cientista que conduziu experiências Qualitativas* com Home*.

 

VASSILIEV, Leonid L. (1891-1966). Catedrático de Fisiologia na Universidade de Leningrado. Premio Nobel em Fisiologia.

  Escolheu depois como mias importante a Parapsicologia* e nela se concentrou, chegando a ser um grande Parapsicólogo*. Foi um dos primeiros na União Soviética a pesquisar Parapsicologia*. Na Universidade de Leningrado criou um “Laboratório de Parapsicologia”. No seu “Experiments in Distant Influence”, publicado na Rússia e em  Londres, 1963,  descreve, entre outras, Experiências Qualitativas*  de mergulhar sujeitos em Sono Hipnótico* à distância, por ST*. Verificou muitas Experiências Qualitativas* de Telecinesia* com Nina Kulagina*. Publicou também “Mysterious Phenomena of  the Human Psyche”.

 

 VASOGRAFIA . Em Portugal alguns usam este termo em vez de Copografia, que outros usam em Brasil. Mas ambos termos devem ser esquecidos, pois já estão consagrados pelo uso popularmente a expressão Brincadeira* do Copo e tecnicamente Paracinesia*, neste caso concretizando-se, se preciso,  que com um copo ou taça.

 

VATICÍNIO. Ver Precognição (Pcg), termo e especialmente a sigla preferíveis em Parapsicologia*.

 

VEDANTA. Um dos maiores sistemas da “religião” ou “filosofia” hindu. Exportado para o Ocidente no século XIX por Swani Vivekananda (1863-1902), que participou do parlamento de religiões em Chicago em 1893 como representante do Hinduísmo* e depois fundou em São Francisco a Sociedade Vedanta.

   E dizemos “religião” e “filosofia”, ambas entre aspas. Não pode ser chamado Religião nem Filosofia, sem aspas, pelos mesmos motivos que não o pode o Hinduismo todo.

 

VEDORIA. Ver Rabdomancia e Radiestesia, termos preferíveis.

 

VERDADE RELATIVA. Ver Sinal.

 

VESME, César Le (1862-1938). Investigador francês. Em 1923 foi proclamado laureado da  “Academia de Ciências” de Paris.

 Interessou-se pela Parapsicologia* em 1884. Foi diiretor dos “Annales des Sciences Psychiques” de Paris, órgão da “Societé Universelle d’Études Psychiques” (S.U.E.P.) e secretário geral da “Societé des Amis de l’Institut Metapsychique International”. Reealizou conferências de crítica às sessões de Espiritismo*, que alcançaram notoriedade. Sobre o mesmo tema publicou “Primitive Man”, Londres, 1931 e no mesmo ano “Expérimental Spiritualism”. É autor de uma infinidade de obras, algumas de grande valor. Ganhou o prêmio Fanny Emden, pela sua “Historie du Spiritualism Expérimental”, obra monumental, mas inacabada.

 

VETERO-TESTAMENTÁRIO. Ver Bíblia.

 

VIAGEM ASTRAL ou EM ASTRAL. Nome e interpretação errada que os sequazes do Espiritismo* e de outros ramos do Esoterismo* dão a diversos Fenômenos Parapsicológicos como a OBE*, Bilocação*, Projeção* de PG, e inclusive PG* e até simples determinados Sonhos*. Ver Astral.

 

VIDENTE DE PRÉVORST. Ver Hauffe, Frederika.

 

VIDOEIRO DE PRATA ou SILVER BIRCH. Ver Barbanell, Maurice.

 

VISÃO. Em Parapsicologia* usa-se o termo com significado idêntico ao de Alucinação* visual., diferente da visão normal, objetiva. Usa-se com significado pejorativo, representação subjetiva de imagens óticas. Há muita variedade de nitidez e cromatismo.   

  A origem da visão subjetiva pode corresponder à mera  Alucinação*, ou também à Ilusão* ou erro de interpretação subjetiva de realidade objetiva. Mas também pode ter origem na realidade ausente, captada por PG*, então é preferível usar o termo Alucinações* Verídicas.

  Quando a visão corresponde a maior ou menor corporeidade Ectoplasmática*, então o significado do termo visão corresponderá tanto mais ao conceito normal de visão e tanto menos a conceito equivalente ao de Alucinação*. E a preponderância de um ou do outro fator aconselhará se deve usar-se o termo Fantasmogênese*  e Ectocoloplasmia* ou então preferir o termo Visão.

  As Visões Religiosas são iguais, e visões é que devem ser chamadas. E é por isso que só devem ser consideradas se confirmadas por algum Fenômeno SN*. Há que insistir: os relatos de “Aparições” (?) Religiosas mais particularmente alegadas, após a Ascensão de Cristo, imateriais mas contraditoriamente visíveis e audíveis, por uns mas não pela maioria dos presentes, encaixam melhor sob o conceito de Visões. As Visões Religiosas que estejam confirmadas por Fenômenos SN*, “assinatura” divina, devem ser consideradas como Especialmente Providenciais*. Caso contrário, não passam de Ilusões*, Alucinações*, Projeções* psicológicas em forma de Visões, etc, etc.

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VISÃO CUTÂNEA. Um dos numerosos termos, como Visão Tática, Visão Dermo-Óptica, Visão Hiperóptica, Visão Paraóptica, Visão Sem Olhos... Ver DOP.

 

VISÃO DE RAIO X. Alguns charlatães no exercício do Curandeirismo* ou sua megalomania pretendem ter este poder, o que lhes permitiria ver dentro do corpo de outra pessoa os órgãos afetados.

  Alguma rara vez e espontaneamente poderia ser HIP*, e ainda mais raramente PG*, com Alucinação* visual. Ver Heteroscopia.

 

VOLLHARDT, Maria, ou Sra. Rudloff. Psíquica* alemã, que manifestou    Telecinesia*, Aporte* e Dermografia* em Experiências Qualitativas* controladas pelo Dr. F. Schwab, de Berlim, em 1923.

   O Prof. Albert Moll acusou-a de Fraude* sistemático, e a Sra. Vollhardt processou-o. O tribunal considerou Moll errado nas sua acusação generalizante, mas o absolveu porque a acusação, apesar de exagerada, tinha real fundamento. Ver Incontrolabilidade.

 

VOZ DIRETA. Ver Psicofonia*, termo preferível fora do Espiritismo*.

             

VUDU  ou VODU ou VODUM. O Vudu tem os seus praticantes nas Antilhas e nas comunidades negras de Norte-América, mas existe primeiro que tudo no Haití, que é seu “epicentro”.

  É em parte originário do politeísmo e da Feitiçaria* do litoral do Dahomé, sem com ele, no entanto, se confundir. Foi no Haití, sob o regime colonial escravagista, que se formou o Vudu, no contato entre a cultura dos plantadores franceses, católicos no seu conjunto, e os escravos de origem africana. Deu-se um sincretismo, uma mistura “indigesta”, entre os Santos católicos como disfarce, e por baixo o culto aos deuses (?) do Animismo* e Espíritos* (?) dos ancestrais e de quaisquer outros mortos, todos em Dahomé chamados “voudoun”.

 Apresenta-se, principalmente, como uma religião de família. No Vudum podemos considerar três camadas: a religião, a Magia* mais supersticiosa que maléfica, e a Feitiçaria* totalmente maléfica. Ver Zombí.

 A religião Vodu inspira-se profundamente nas crenças e práticas africanas, mas aquela  Magia* Vudu não-maléfica, caso curioso, é mais inspirada na Magia* francesa, ela própria tributária de uma antiquíssima e perene tradição européia ou mesmo indo-européia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                               - W -

 

WAITE, Arthur Edward (1867-1940). Nascido no Brooklyn, Nova York, foi levado após a morte do pai a Inglaterra, com  dois anos de idade, nunca voltando a EUA. 

  Foi um homem de inteligencia privilegiada. Seu conhecimento da tradição de todo Esoterismo* foi o mais autorizado, profundo e exaustivo. O mais eminente erudito. Escreveu mais de duzentas obras, atualmente na Iowa Masonic Libray, em Cedar Rapids (EUA), entidade que o distinguiu com grau honorario de Past Senior Grand Warden of Iowa. Entre essas obras escolhemos algumas do ponto de vista da variedade de temas: “The Mysteries of Magic”, Londres,1886 - “The Real History of the Rosicrucians”, 1887 - “Lives of  the Alchemystical Philosophers”, 1888 - Devil Worship in France”, 1896 - “Book of Black Magic and Pacts, Including the Rites and Mysteries of Göetic Theurgy, Dsorcery and Infernal Necxromancy”, 1898 - “The Doctrine and Literatuere of the Kabbalah”, 1902 - “Thew Hidden Churc of the Holy Grail, its Legends and Symbolism”, 1909 - “The Secret Tradition in Freemasonry”, 1911 e 1936 - “The Pictorial Key of the Tarot”, 1938.

 Efeito do ambiente em que viveu saturado de todas as  Superstições*, entrou muito jovem na “Order of the Golden* Dawn”. Pelo prestigio da sua inteligencia, consiguiu transformar o ridículo ceremonial, e pela mesma inteligencia logo se decepcionou pelos absurdos da Ordem. O mesmo foi acontecendo com uma e outra e outra... com todas as numerosas sucessivas sociedades Ocultistas* (espiritas, maçônicas, etc.) em que foi entrando. Dele escrevia um historiador em 1959: “Dificilmente se encontrará um tema relacionado com a tradição de Esoterismo* que Waite não tenha vivenciado: Magia*, Teosofia*, Ocultismo*, Alquimia*, Rosa-Cruz*, Santo Graal*, Cabala*, Maçonaria*... Estudou todos eles profundamente e com amor. Mas com inteligencia, que rapidamente detectou as inconsistencias e extrapoladas pretenções”. 

  Recorreou todas as sociedades de Ocultismo* e inclusive todas as religioes e Seitas*. Que era, então, Waite? Por fim em que acreditava? Ele mesmo acabou por definir a sua fe e a sua vida na maturidade, como as de “um católico... liberal”.

 

WALKER, Nea (  ==== ). Bacharel em Artes. Havia sido secretária de Sir Oliver Lodge*. Quando este ruiu para o Espiritismo* após a morte de seu filho Raymond, a Srta. Walkker passou a dedicar-se à Parapsicologia*. Foi depois membro da SPR* e ficou bem conhecida como autora da “Investigação Walter”, que refutou a existencia do Espírito* (?) que chamaram Walter Stinson, o famoso suposto Controle*  de Margery*.

 

WALKER, William. (1824-1860). Inglês. Fotógrafo de Espíritos* (?) do Círculo Crewe* então dirigido por W. T. Stead*. Foi o primeiro que obteve Escotografias* a cores.

 

WALLACE, Alfred Russell (1823-1913). Famoso naturalista e co-descobridor, simultanea e independentemente, com Darwin dos princípios da evolução e seleção das especies.

 Na madurez intelectual, deixou toda sua promissora carreira de naturalista para consagrar-se à Parapsicologia. Foi membro da Sociedade Dialética* em 1869. Foi um dos primeiros investigadores de Médiuns*. Em 1870 aliou-se a Crookes* para investigar Home*. Entre os Médiuns* com que realizou Experiências Qualitativas*, alem do grande Home*, contam-se os famosos Sra. Marshall*, Sra. Gupry*, Srta. Nicholl*, Florence Cook*, Haxby*, o Rdo. Francis Monk*, Egligton*, Slade* e também, embora sem alcançarem tanta fama, Keeler, Fred Evans e Sra. Ross. Conta suas pesquisas em  “The Scientific Aspect of  the Supernatural”, Londres, 1866 - “On Miracles and Modern Spiritualism”, 1875.

  Havendo sido um Materialista* declarado, com a Parapsicologia* convenceu-se e declarou-se Espiritualista*,  mas acertadamente não Espirita*. Fez-se membro da SPR*, mas não tardou a ficar resentido, queixando-se de que os dirigentes desta sociedade -mais experientes- eram “demasiado céticos” em relação aos fenômenos apresentados pelos Médiuns*  “professionais”.

 

WALLIS, E. W. (1848-1914). Médium* inglês de Transe* e Curandeirismo*, e grande propagandista do Espiritismo* como fecundo conferencista e escritor. Fundador e editor da revista espírita “Two Worlds” até 1899, sendo posteriormente editor da também espírita “Light”. Sua esposa foi também uma Médium* de Transe*, bem conhecida, e juntos escreveram alguns livros sobre a Mediumnidade*, excelente pelos Fenômenos Parapsicológicos* narrados se prescindirmos da errônea interpretação espírita.

 

WARCOLLIER, René (1881-1962). Célebre e excelente Parapsicólogo* francês. O seu nome impõe-se quando se fala em Telepatia*, pois realizou um extraordinário número de Experiências Qualitativas* com uma paciência e minúcia admiráveis. E resultados, a maior parte das vezes, probatórios cientificamente..., para quem não estiver sob a Lavagem* Cerebral orquestrada pelos Materialistas* de que só é científica a metodologia quantitativa, estatística, em laboratorio. Expõe os resultados em “Experiments in Telephaty”, Londres, 1939.

  Foi presidente do IMI*  de 1950 a 1962.

 

WEBBER, Jack. Psíquico* (?) galês, poderoso em Aporte*, Psicofonia* e Telecinesia*.  Obteve o Desenvolvimento* dos seus Fenômenos Parafísicos* no Círculo* do famoso praticante de Curandeirismo* Harry Edwards*. Dos seus Fenômenos Parafísicos* foram feitas muitas fotografias infra-vermelhas em todas as etapas de produção. Inclusive da libertação do casaco cosido e a sua reposição sem afetar as costuras: um tipo do mecanismo do Aporte*.

 

WEISSHAUPT, Adam. Ver Swedenborg.

 

WESTCOTT. Ver Aurora Dourada.

 

WICCA. Termo usado por certas praticantes modernas em de Feitiçaria*, termo este preferível fora desse ambiente.

 

WIESINGER, Padre Alois (1885-1955). Abade cisterciense. Doutor em Filosofia. Doutor  em Teologia, homem de vastíssima cultura. Como sacerdote e precisamente por isso dedicou-se amplamente à Parapsicologia*, da Escola* Teórica. Fundou juntamente com o Dr. Joseph Kral em 1951 na Alemanha a “Associação de Parapsicólogos Católicos”. Esta associação publicou a revista “Fé e Ciência” e posteriormente uma outra intitulada “Mundo Oculto”. Esta associação foi também a organizadora do “Primeiro Congresso Internacional de Parapsicólogos Católicos”.

   Seu principal livro é o excelente “Occult Phenomena in the Light of  Theology”, Londres, 1957.

 

WILLET, Sra. (1874-1956). Pseudônimo da Médium* britânica Sra. Charles Coombe Tennant. Os Espíritos* (?) de dois dos fundadores da SPR*, F. W. H. Myers* e Edmund Gurney*, estariam Comunicando-se* através da Psicografia* e da fala em Transe* da Sra. Willet, e estariam insistindo em que ela realizasse sessões de Espíritismo* na presença de Sir Oliver Lodge* e Gerald Balfour*. Produziu entre 1912 e 1918 uma série de Psicografias* e discursos em Transe* sobre a vida privada de A. J. Balfour (1848-1940), político conservador e Primeiro Ministro britânico. Esse episódio ficou conhecido como o “Caso do Domingo de Ramos”.

 Desempenhou um importante papel no conhecido Desafio* da Correspondência* Cruzada..., com que ficou claramente demonstrado que não há Comunicação* dos mortos.

 

WILLIE, Edward (1848-1916). Originalmente foi fotógrafo profissional, na Califórnia, mas as repetidas manchas e luzes (inicios de Escotografia*)  nas suas fotos ameaçavam arruinar-lhe o negócio. Comprendendo em parte o que estava acontecendo, passou a ser “Fotógrafo de Espíritos*” (?). Foi investigado em 1900 pela SPR* de Pasadena, em Experiencias Qualitaivas* alem de revisando muitos dos Casos Espontâneos*  anteriores, e aceitaram numerosas Escotografias* como legítimas.

 

WILLING-GAME. Expressão em inglês ( = Jogo da Vontade) usado por alguns em vez de Cumberlandismo*, termo preferível.

 

WINGFIELD, Kate ( ==== -1927). Fora amiga de infância da Sra. St. Clair Stobart conhecida como “Srta. A” nos escritos de Myers*. Acabou sendo Médium*, não profissional, de Transe* e de Fenômenos* Parafísicos. Lawrence Jones, que haveria de ser Presidente da SPR* em 1928, teve em 1900-1901 uma série de sessões para Experiências Qualitativas* com esta Médium* inglesa e observou casos autênticos de Telecinesia* e Aporte*.    

 Também produziu por Psicografia* dois livros..., com as divagações doutrinais e contradições típicas do Espiritismo*.

  

WOLFAHRT, Dr. Um dos partidários e defensores do Magnetismo* Animal, quando do célebre debate sobre os estudos do Marquês de Puységur* e sobre as pretendidas curas (?) pelo método de Mesmer*. Mais uma vez confundindo a realidade de alguns dos Fenômenos* com a interpretação, aqui errada, como se fosse por Magnetismo*, chegou a apresentar aos membros de uma Comissão alguns dos seus pacientes “magnetizados” (?) que em Experiencias Qualitativas* realizaram leitura através do epigastro (DOP*) e Telecinesias*.

 

WOODMAN. Ver Aurora Dourada.

 

WORTH, Patience.  Ver Curran, Sra. John H.

 

WRIEDT, Etta ( === ). Médium* de Detroit. Não empregava o Gabinete* nem necessitava entrar em Transe*, e até se juntava na conversação geral durante as manifestações. Foi estudada (?) por W. T. Stead*, mas também por outros pesquisadfores mais confiaveis como Sir W. Barret*. Apresentava Xenoglossia* e também Fenômenos* Parafísicos, tais como Psicofonia*, Fotogênese*, Telecinesia*, Ectoplasmia* e Aporte*. Seu Contrle* seria o famoso o Espírito* (?) de John King*.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                              - X -

 

XAMANISMO. Práticas religiosas vividas pelo Xamã: sacerdote de certas tribos primitivas de Sibéria e Norte-América. O Xamanismo constituía todo um corpo de conduta e crença na Comunicação* com os Espíritos* (?) dos mortos e com as Potestades*.

  O Xamã alcançava certo Desenvolvimento* de algumas Faculdades Parapsicológicas mediante um longo exílio de privações e sacrifícios. Ver Função Menos.

 

XAVIER, São Francisco ===  === Notável Taumaturgo*. Ver Revitalização, Xenoglossia,

 

XAVIER, Francisco Cândido, ou “CHICO XAVIER”. Nasceu em 1910 na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, numa familia pobre e inculta. Seu pai er vendedor de loteria. Sua mãe lavadeira.

 Antes de completar os cinco anos de idade, Francisco Cândido Xavier perdeu sua amorosa mãe. O pai, sem poder manter seus oito filhos, começou a reparti-los. Chico foi entregue à madrinha... Esta mulher desequilibrada, podriamos dizer que mais do que tomar conta da criança descarregava sobre ela suas frustações e tensões quase sem interrupção com uma vara de marmelo. Até enfiavalhe pontas de garfo por todo o corpo... O desvalido Chico fugia para o quintal, e lá..., é até lógico, tinha Imagens Eidéticas* da sua saudosa mãe.

  Assim se originou o Medium* mais famoso do Brasil e o mais paparicado pela propaganda fanática do Espiritismo*. Aos 17 anos de idade Chico Xavier dedicou-se plena e publicamente à Mediunidade* por Psicografia* no “Centro Espírita São Luis Gonzaga Rei da França”. Mais de cem livros Psicografados* (?) publicados e que se vendem profusamente em milharres de livraias de Espiritismo*.

 Tudo ou quase tudo pode simplesmente ser malandragem, mais ou menos responsável segundo seja mais ou menos neurose ou psicose obsessiva:

·     Será que não há nenhum Espírita* ou Espírito* (?) que saiba que São Luiz Gonzaga, italiano, jesuíta, morto em 1591, jovem, é completamente diferente de São Luiz, Rei da França, morto em 1270, velho?

·     Antes de apresentar-se como Medium* Psicógrafo Chico Xavier havia treinado e treinado constantemente, durante anos, como confessou seu sobrinho Amaury Pena que depois foi também treinado compleno êxito pelo tio, já velho, com intenção de que fosse seu sucessor...

·     Colborou na ingente Fraude* das “Materializações de Uberaba”, quando a Medium* Otilia Diogo Materializaria* os Espíritos* (?) dos supostos Irmã Josefa e Dr.Veloso. E Chico Xavier, para garantir o soez embuste, fez questão, para divulgação, de ser fotografado junto com a freira Materializada* (?). Os reporteres da revista “O Cruzeiro” (com mínima colaboração do Pe. Quevedo*), desmascararam completamente aquela atroz farça. Nela  participaram e/ou a elogiavam os mais destacados autores do Espiritismo* em Brasil.

·     Outra Fraude* sistemática, na sua própria residencia em Pedro Leopoldo (MG), foram as propaladas Materializações* com a colaboração do Medium* Francisco Peixoto Lins, e ainda Chico Xavier teve o atrevimento de entregar à midia as fotografias junto com uma declaração assinada garantindo a autenticidade daquelas Materializações*, clarissimamente Fraudes* descaradas.

·     Os jornalistas também pegaram, in fraganti, Chico Xavier com bolsas de borracha cheias de perfume embaixo do braço para firgir que era Osmogênese* dos Espíritos* Superiores ou “odor de santidade”.

·     E outras muitas Fraudes*...                                                              

·     Cacarea que sua Psicografia* se deve aos Espíritos* (?) que a assinam, como se prova pela identidade do estilo inoimitável (?) dos grandes autores. Entre outros Desafios* em geral, concretamente contra Chico Xavier Ver Monteiro (Lobato J. B.).

 Ver também Mirabelli.

 

XENOGLOSSIA..Do grego xenos ( = estrangeiro) e gloto ( = falar). Designa o Fenômeno Parapsicológico* de empregar (falar, escrever, ou por outros meios) línguas que o Consciente* não conhece.

  Foi Charles Richet* que precisou a aplicação do termo Xenoglossia aos casos em que empregam-se linguas reais desconhecidas do Consciente*. Não é Xenoglossia propriamente dita, ou é Xenoglossia Impropriamente Dita inventar linguas, como o notabilíssimo caso de Helena Smith*.

  Alguns quiseram distinguir e introduzir os termos Xenografia para os casos de Xenogloxia escrita e  Xenolalia para a Xenografia falada,  mas o intento, um tanto pedante, não teve êxito.

  Na Hipnose* produzem-se, por vezes, espetaculares Xenoglossias, mais ou menos provocadas pelo hipnotizador. James Braid*, por exemplo, explica o caso de uma mulher que, em estado de Sonambulismo Hipnótico* recitou longos capítulos da Bíblia* em hebraico, apesar de, em estado de vigília, não conhecer uma única palavra dessa língua. Descobriu-se que repetia o que tinha ouvido a um rabino, que tinha o costume de ler a Bíblia* em voz alta e para quem ela tinha trabalhado quando jovem. Durante a Hipnose* o Inconsciente* por sua Pantomnésia* apresentou com toda a exatidão e vivacidade o que tinha ouvido anos antes, sem entender nada. Xenoglossia Não Inteligente, como o faria um gravador magnetofônico. É a Xenoglossia mais freqüente.

  Existe também a Xenoglossia inteligente. Mesmo que o própria Psíquico* nada entenda, mas o que diz é de acordo com as circunstancias. Simplesmente capta por HIP*, mais raramente por TIE*, na mente do interlocutor a resposta que ele mesmo sabe ser correspondente à pergunta que acaba de fazer. É também uma Xenoglossia bastante freqüente. Dois Psíquicos* que ganharam fama com a Xenoglossia foram Englington* e Valiantine*.

 Quando agem conjuntamente circunstancias favoráveis e varias faculdades do Inconsciente*, como Pantomnésia*, HIP*, tendencia natural para línguas, muito convivio com pessoas extrangeiras, etc., podem surgir casos fantásticos, como o caso Lucía Altares de Salvo*. Trata-se de Xenoglossia Inteligente (como dissemos é mais frequente a não-inteligente), e surgida num instante (mais frequente é a Xenoglossia Evolutiva), Xenoglossia Habitual (geralmente é Xenoglossia esporádica), Xenoglossia Perfeita (mais freequente é a Xenoglossia Imperfeita), etc. todas as melhores qualidades da Xenoglossia as encontramos no exemplo do caso Iris*-Lucía.,.todas as melhores qualidades juntas. Como ele há bastantes outros, mas melhores não pode haver, são casos insuperáveis... no grau EN*.

 Porque geralmente trata-se de Xenoglossia EN*, admirável, ampla, freqüente..., enquanto que a Xenoglossia PN* não passa de algumas poucas palavras e muito rara vez.

  Dizemos que há Monoxenoglossia, quando é num só idioma. Polixenoglossia, quando se  empregam vários idiomas. A Polixenoglossia tem uma enorme espetacularidade. Chama-se Mistura Xenoglóssica quando as frases são arranjadas com vários  idiomas. Polixenoglossia Sucessiva é empregar  agora um idioma, depois outro... 

   Bem diferente da Polixenoglossia Simultânea, sempre SN*... A Xenoglossia SN* é bem superior. Todos os Apóstolos falaram nas línguas das regiões que visitavam. São Francisco Xavier* discursava durante quase todo o dia em cada um dos mais  de 400 dialetos da India nas suas viagens apostólicas. São Vicente Ferrer* também pregava durante quase todo o dia nas mais diversas línguas e dialectos das regiões que visitava. Etc. Sem Transe*, com absoluta inteligência e perfeição. E SN* é sempre a Polixenoglossia Simultânea, isto é, quando se empregam duas ou mais línguas ao mesmo tempo. Como São Pedro no Dia de Pentecostes*, que falou ao mesmo tempo numas 20 línguas diferentes, ou  em nenhuma, ou em uma só, mas que foi entendido em umas 20 línguas diferentes ao mesmo tempo por tantos milhares de pessoas, cada um na própria língua, que se converteram ao Cristianismo e se fizeram batizar umas 3.000 testemunhas (At 2,1-12,41).

  E tantos e tantas outras Polixenoglossias Simultâneas ao longo da história. De Santo Antônuio de Pádua* comprovou-se que no concílio === === 

 

 

=== ===  Outros exemplos de XENOGLOSSIA SN  ===

 

XENONOÍSMO. Mais um neologismo que não se justifica, para designar as Aparições* (?) de Espíritos* (?) de mortos, na realidade bastando e sendo mais precisos e preferíveis, segundo os casos, os termos Transfiguração*, Fantasmogênese*, Escotografia*, Alucinação*, etc.

 

XILOGRAFIA. Basta o termo Pneumografia* e é preferível fora do Espiritismo*, que aplica esse neologismo às impressões da Telergia* sobre madeira., na superfície das mesas ou costas de cadeiras, durante as sessões, interpretando o fato   Supersticiosamente* como Comunicação* de supostas Entidades* do Astral*.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                - Y -

 

YANTRA.  Padrão visual utilizado na MT* para facilitar a abulia.

 

Y CHING. Ver I-Ching, ortografia preferível em português.

 

YEATS, William Butler (1865-1939). Grande poeta inglês que esteve ligado ao Ocultismo.  Suas tendências poéticas de Esoterismo* passaram  por diversas fases. Primeiro esteve envolvido com a Teosofia, desligando-se desta em 1887 e iniciou-se então na ordem hermética Aurora Dourada, então dirigida por Samuel Liddel Mac Gregor Mathers. Entre seus membros constava Aleister Crowley, que se auto-denominava “o Home*m mais perverso do universo’,  e a atriz Florence Farr.

   Através da Aurora Dourada, Yeats entrou em contato com o exuberante mundo do simbolismo mágico: Cabala, Astrologia, Rosa-Cruz..., todos desempenharam um papel na sua poesia.

  Mais tarde foi influenciado pelo místico indiano Rabindranath Tagore e por outro guru indiano Purohit Swani. Sintetizou as várias influências ocultas e místicas da sua vida num sistema próprio que expôs no seu livro “uma visão”, publicado em 1925.

 

YESISIRAH. Ver Cabala.

 

YING e YANG. Ver I-Ching.

 

YOGA. Ver Ioga, ortografia preferível em português.

 

YOUTZ, Richard P. ( === ) Psicólogo norte-americano que no “Bernard College” de Nova Iorque tem feito numerosas Experiências Qualitativas* sobre DOP*. Especialmente famosas as realizadas com a Psíquica* Patrícia Stanley, famosa porque  indiscutivelmente demonstrou que podia, provocando Estado Alterado* de Consciencia, manifestar DOP*, aparentemente até com dominio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                              - Z -

 

 

ZACCHI, Padre Angelo ( ==== ) Precisamente como padre... e enfrentando a Teologia estabelecida,  Modernista*.... SN

 

ZARATUSTRA ou ZOROASTRO. Zaratustra é o termo persa, e Zoroastro o termo grego latinizado. Teria vivido no século VI  a.C., ou antes ainda. Profeta* original do Parsismo, ou antiga religião da natureza, na Pérsia. O Parsismo foi reconhecido por Dario como religião oficial da Persia no ano 520 a.C.

   Na realidade “Zoroastro, o Mago”, não passa de uma personagem fictícia. Da imensa obra em 21 partes atribuída a Zaratustra, Alexandre Magno teria mandado queimar tudo. Só ficam os Gathas ou cinco cânticos... de todo o Avesta no antigo persa, lingua já morta quando os sabios Parsis do século III ou IV d.C. o traduziram, editaram e comentaram. Essa tradução e comentarios Zen* passou a chamar-se Zen-Avesta ou Zendavesta.

   Zoroastro como chefe espiritual tem muitos pontos positivos, clamando com o seu povo por uma fé mais pura, com um elevado conceito monoteísta e espiritual. Não havia (ainda!) perdão para a impiedade, mas acreditavam na vida eterna e na vinda do Messias, Redentor e Salvador.

   É muito provável que os pontos mais positivos do Parsismo foram resultado de  uma Revelação* primitiva, isto é, conhecimento incutido na alma humana por criação. Outros encontram também pontos de influência mútua com os antigos israelitas.

 

ZEILIS, Valentin ( === ). Um dos mais surpreendentes Curandeiros* de todos os tempos. Ao contrário do que habitualmente os Curandeiros* afirmam, Zeiles cobrava, e apesar disso ganhava tanto como os charlatães que dizem não cobrar... Fazia  tratamentos na base da corrente elétrica. Então, como hoje, não faltaram médicos que, a troco de grandes benefícios econômicos, “amparavam-no” com os seus diplomas.

 

ZEN-AVESTA ou ZENDAVESTA. Ver Zaratustra.

 

ZEN ou ZEN-BUDISMO. A introdução do Zen na China doi atribuída ao lendário Bodhi-Dharma pelo século V. No Japão o Zen penetrou pelo século VII, mas só teve maior desenvolvimnto em várias seitas a partir do século XIII. Pode dizer-se que o Zen é uma forma japonesa de Budismo*, ou Seita* que desenvolveu um novo ramo do Budismo* Mahayana no Japão, e que recentemente durante algum tempo se tornou muito popular e bastante discutida no Ocidente.

 

ZENER, Karl. Nasceu em 1903. Parapsicólogo* da Escola* Norte-Americana..Era professor de estatística na Universidade Duke*, e colaborou amplamente com o Dr. Rhine*. Foi o creador do Baralho* que tem o seu nome.

 

ZENOGRAFIA. O mesmo que Xenografia. Ambos são termos desnecessários. Ver Xenoglossia, termo preferível.

 

ZOANTROPIA. Etimologicamnte significa animal ou planta humanos (?). Ver Licantropia, termo preferível apesar de etimologicamente mais restrito.

 

ZOHAR. Ver Cabala.

 

ZÖLLNER, Johann Karl Friedrich (1818-1882). Professor de Física e Astronomia na Universidade de Leipzig. Pondo em risco toda sua trajetoria de cientista, continuou valentemente na escolha e dedicação plena à Parapsicologia*.

  Muito meritoriamente pioneiro e famoso pelos seus pareceres favoráveis aos Fenômenos Parapsicológicos*, que viu e estudou meticulosamente. Fez numerosas  Experiencias Qualitativas* dos Fenômenos Parapsicológicos apresentados por Henry Slade*, Mme. D’Esperance* e Eglington*. No intento de compaginar os Fenômenos PN* com as teorias da ciência estabelecida, Materialista*, elaborou, tantos anos antes que Einstein!, uma teoria especial que implicava a Quarta Dimensão. Sua principal obra foi  “Transcendental Physics”, Londres, 1879.

  Mas tão destacado  pioneirismo trouxe-lhe o típico escárnio e o ridículo da parte dos seus colegas de Universidade, que negaram sem nada ver nem estudar, aferrados como estavam à sua metodologia e preconceitos de exclusivo Materialismo*. Pelos temas que estudava e os resultados que afirmava, a comissão Seybert acusou-o de perturbações mentais! Claro que a comissão não consiguiu prová-lo perante os psiquiatras do tribunal.   

 

ZOMBI. Ver Zumbi, ortografia preferível.

 

ZOOMAGNETISMO. Ao pé da letra = Magnetismo Animal, termo preferível, e seu correspondente Zoomagnetômetro ou Zoomagnetoscopio: Ver Fluidômetro.

 

ZOROASTRO. Ver Zaratustra.

 

ZUCCARINI, Amedee ( ==== ). Médium* italiano que foi fotografado durante  Levitações, em Experiencias Qualitativas* e comprovadas pelo Dr. L. Patrizi, professor de Fisiologia na Universidade de Modena, e pelo professor Creste Murani da Universidade Politécnica de Milão.

 

ZUGUN, Eleanora. Romena, nascida em 1914. Foi uma extraordinária Psíquica*. Foi sometida a muitas Experiencias Qualitativas* e cuidadosamente observado em muitos casos Espontâneos pelo professor Harry Price, entre outros, chegando a ser conhecida como “menina Poltergeist”.   Price dedica-lhe dois capítulos na sua obra “leaves from a psychist’s casebook”. Chegaram a ser-lhe contados mil e cinqüenta Telecinesias em três meses, sessenta e sete Telecinesias num só dia. Com freqüência apareciam Dermografias* “macabras” no seu peito, nos braços e nas pernas, como também inchaços no rosto. Tudo desaparecendo com rapidez. Ainda que muito vivaz e irrequieta, psicologicamente era retardada, procedendo aos treze anos como procederia uma menina de oito. Cessaram suas manifestações parapsicológicas aos quatorze anos de idade.

 

ZUMBI. Designação dada em geral a todos os Espíritos* (?) dos mortos e às Potestades* da natureza. Usa-se em outras partes, com menos correção, também Zombi, Zambi e Cazumbi.

 Mas em sentido estrito Zumbi (ou Zoombi, em francês) designa em Haiti um “morto-vivo”: um indivíduo morto,  enterrado e que volta a recobrar a vida por intermédio do mesmo Bokô* malfazejo.

  Na realidade, descobriu-se que o Zumbi não passa de uma interesseira Fraude* para dominar pelo terror às pessoas. Só a partir de 1981 é que a Parapsicologia conseguiu desvendar o secular e intrigante misterio do Zumbis. É efeito de uma beberagem à base de plantas venenosas, entre elas beladona, papoula, datura, “bois enivré”..., sabe-se que entram outras plantas mas ainda não foi detalhado todo o segredo rigorosamente transmitido de um Bokô a seu sucessor. A beberagem é de duplo efeito: primeiro provoca profunda Letargia*, durante umas 30 horas, o “morto”é enterrado, depois surge um efeito positivo e com nova dose o Bokô reanima o aparentemente morto. Saído da sepultura, o Zumbi não recobra a  Consciência*, leva uma espécie de vida vegetativa, autômato e estúpido, escravo e joguete de seu amo. Tende a cair de novo em Letargia*, mas o Bokô* sabe revigora-lo, simplesmente fazendo-o engolir certa quantidade de sal.

 

 

 REVISAR DE II-D-91 OS DOIS ÍNDICES FINAIS QUE PODEM TRAZER DADOS IMPORTANTES

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                             

                                                         - BIBLIOGRAFIA -

                                                 (Por Orlando de Albuquerque)

 

   ADVERTÊNCIA.  É vastíssima hoje a bibliografia sobre Parapsicologia* e disciplinas afins. Os autores indicamos  alguma, por vezes, quando tratamos de alguns pesquisadores ou assuntos, mas deixei de lado a minha idéia inicial que era de incluí-la, o mais desenvolvidamente possível, no corpo da obra.  Seria não só fastidioso, como daria um volume incomportável com a finalidade deste dicionário.

 Mas porque achamos que o leitor poderá querer aprofundar certas informações fornecidas, optei por indicar aqui em ordem alfabética apenas algumas obras que completarão a informação. Nessas obras também poderá ser encontrada uma bibliografia mais desenvolvida.

   Os dois autores deste dicionario temos certeza de que o mais perfeito Parapsicólogo* de todos os tempos, inigualável, certamente é Próspero Lambertini, papa Bento* XIV, mas seus livros estão só em latim... Baste cita-lo.

   Por parecido motivo prático, seleciono unicamente obras em português (originais ou  traduções)..., mas advirto solenemente e recomendo com certeza por ampla experiência, são os melhores livros de Parapsicologia do mundo.

   Tenho também em vista o critério de ser completo, isto é, que com essa bibliografia possa estudar-se toda a Parapsicologia, mas, quanto possível, sem repetições: quando dois ou mais livros tratam o mesmo tema escolho o melhor.

  Estes livros estão sempre de atualidade e muitos deles têm muitíssimas edições, por isso ponho-os sem data da edição ou da tradução.

 

AMADOU, Robert : “Os Grandes  Médiuns”, São Paulo, Edições Loyola.

 

BENDER, Hans : “Telepatia, Clarividência e Psicoquinésia. Considerações sobre a Parapsicologia”, Lisboa, Estúdios Cor.

 

BLANCK, Renold: “A Morte em Questão”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

CAVENDISH, Richard (editor) :  “Enciclopédia do Sobrenatural: Magia, Ocultismo, Parapsicologia”, Porto Alegre, L & P.

 

DALLEGRAVE, Geraldo E.: “Reencarnação” (Análise crítica), São Paulo, Ed. Loyola.

 

FANTONI,  Bruno A. L. : “Magia e Parapsicologia”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

FRIDERICHS, Edvino Augusto: “Panorama da Parapsicologia ao Alcance de Todos”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

INGLIS, Brian : “O Paranormal. Enciclopédia de Fenômenos Psíquicos”, Publicações Europa-América, Lisboa, Mem Martins.

 

LARCHER, Hubert  e RAVIGNANT, Patrick: “Os Domínios da Parapsicologia”, Lisboa,  Edições 70.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “A Face Oculta da Mente”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “As Forças Físicas da Mente”,  2 Vols., São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Antes que os Demônios Voltem”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “As Provas da Ciência” (e desafios contra o Espiritismo), São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Há Provas de que os Mortos Agem?”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Identificação de Determinado Morto?”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Milagres. A Ciência Confirma a Fé”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Nossa Senhora de Guadalupe”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “O Poder da Mente na Saúde e na Doença”, São Paulo, E. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “O Que é Parapsicologia”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Os Espíritos e os Fenômenos Parafísicos”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Os Milagres e a Ciência”, São Paulo, Ed. Loyola.

 

QUEVEDO, Oscar G.- : “Palavra de Iahweh” (a respeito do Espiritismo), São Paulo, Ed. Loyola.

 

TOCQUET - “Os Poderes do Sobrenatural”, Publicações Europa-América, Lisboa, Mem Martins.

 

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