Oscar
G.-Quevedo S.J.
Orlando
de Albuquerque
CENTRO
LATINO-AMERICANO DE PARAPSICOLOGIA
C L A P
Houve
vários intentos de unificar a
terminologia empregada em Parapsicologia. Com poucos termos
alcançou-se êxito,
e pelo demais só conseguiram acrescentar mais neologismos para
expressar o que
já tinha nome conhecido. Nesta enciclopedia indicamos sempre
qual o termo preferível,
visando a desejada
uniformidade na nomenclatura.
A Parapsicologia
invade muitos ramos da
ciência e com eles muitas vezes se interpenetra. Daí a inclusão
necessária de termos de
disciplinas afins e inclusive
de diversas religiões, seitas e mesmo de esoterismos, pois religiões, seitas
e esoterismos sempre
entraram a interpretar os fenômenos
“misteriosos”, que como fatos
que
são, de nosso mundo, na realidade pertencem à ciência, à
Parapsicologia. Não se
trata de doutrinas
sobrenaturais e
afins, o que sim pertenceriam às religioes...
Procuramos sempre que
não colidissem umas com as outras as definições fornecidas por
cada uma das disciplinas, embora por vezes possam ter
interpretações
diferentes do mesmo fenômeno.
Sempre que se
alude a um
termo técnico que está no dicionário, a
primeira letra vai
com maiúscula.
Quando o
verbete a que se
remete é composto de várias palavras o sinal * põe-se na
palavra que
está na frente no dicionário. Exemplos: Caixa* Preta,
Allan Kardec* (pois
está como Kardec*, Allan).
Quando dentro da
explicação de um verbete
coloca-se alguma (s) palavra (s) em Negrito,
é por tratar-se de um termo análogo ao verbete que se esta
explicando, ou por
ser uma divisão dele, ou porque em outro lugar aludesse a este
termo em negrito remetendo
a tal verbete.
IMPORTANTE:
Quando dentro da explicação de um verbete cita-se outro termo
técnico da
Parapsicologia ou quando este termo é explicado dentro de outro
verbete, não se
repete a explicação, senão que se remite a ele com o sinal * ou com a
palavra Ver. É necessário consultar a explicação nesse outro
verbete, que deve
ser procurado no seu correspondente lugar alfabético.
-
A -
ABMATERIALIZAÇÃO.
Nome usado
por certos
asseclas do Ocultismo*, atribuído ao estado em que o Psíquico*
manifesta
faculdade PG* ou de Intuição*, etc., como se estivesse fora
(?) do mundo
material.
No Espiritismo* usa-se o
termo Abmaterialização
Autônoma para
designar um pretendido desprendimento, no sono, do Espírito* (?)
do Psíquico*,
que vê o próprio corpo e tem consciência do ambiente onde está.
Espíritas,
teósofos e demais
seguidores do Esoterismo* acreditam erradamente no
desprendimento do Espírito*
(?) fora do corpo. Ver OBE.
ABRAMELIN,
Magia de. O sistema de
Magia* contido
no “Livro da Magia Sagrada do Mago Abra-Melin”, supostamente
originário do
século XV, mas provavelmente do século XVIII, traduzido para o
inglês por
MacGregor Mathers*, exerceu forte influência sobre ou próprio
Mathers* e sobre
Aleister Crowley*. A
“Magia Sagrada”
baseia-se no princípio de que o mundo material é criação de
Satã* ou Demônios*,
que podem ser controlados pelo Mago*.
ABRAMS, Albert
(1863-1924). Pioneiro
americano da
Eletrônica, inventor do Osciloclast*, também conhecido como
Caixa* Preta.
ABSEFALESIA. Em Medicina,
insensibilidade
extraordinária às queimaduras. Ausência do sentido do tato em
relação às
queimaduras. Sinônimo de Apiropatia*.
Em
Parapsicologia* ha que ter em conta a
Absefalesia médica, pois pode ter um papel ainda mais
desconcertante para o
observador no Fenômeno Parapsicológico* da Pirovasia*.
ACADEMIA DE
ESTUDOS PSYCHICOS CÉSAR
LOMBROSO.
Organização espírita dedicada à propagação e estudos
tendenciosos dos
Fenômenos* apresentados pelos Médiuns*.
Foi fundada em Santos - São Paulo - Brasil, em 1919.
ACADEMY OF
PARAPSYCHOLOGY AND MEDICINE. Los Altos,
Califórnia, EUA.
Criada em 1971 com o fim de centrar a atenção dos profissionais
e do público na
investigação dos Fenômenos Parapsicológicos* e dos métodos de
Psicohigiene* em
todo o mundo. Publica gravações das conferências dos seus
simpósios.
ACETILCOLINA. É o transmissor
químico do sistema nervoso
parassimpático, dos gânglios simpáticos e das junções
neuromusculares. Esta
substância encontra-se também largamente distribuída no cérebro
e, a este
nível, há elementos importantes para ser considerada o
transmissor do sistema
reticular ativador (Alerta*) nos gânglios da base e no córtex
cerebral. Tem
provavelmente funções nos mecanismos da sensibilidade dolorosa.
Em
todos esses locais parece
atuar como transmissor excitatório, o que pode relacionar-se
tanto com a
Hiperestesia* como com a Analgesia* parapsicológicas.
A interferência com o
sistema acetilcolínico cerebral leva à
um estado
psicótico diferente do
que é produzido pelo LSD* etc com sinais de delírio, com
desorientação e
obnubilação da consciência, o que deve ter-se em conta para se
não confundir
com algum tipo de Transe*.
ACROPARESTESIA. Adormecimento das
extremidades.
Tenha-se presente perante
manifestações da Analgesia* parapsicológica.
ACTINOBOLISMO. Antiga denominação que
se dava às correntes
“magnéticas” que apareciam por efeito direto da vontade de um
Psíquico*. Este
nome corresponde ao denominado Magnetismo* animal ou
Mesmerismo*.
ACUPUNTURA. É uma
terapêutica que
consiste na introdução de agulhas muito finas em determinados
pontos da pele, a
uma profundidade de dois a três milímetros ou, por vezes, a um
milímetro
apenas. Praticada há milênios na China, foi divulgada na Europa
em 1853 pelo cônsul
Dabry, mais caiu no esquecimento. Só em 1927 foi de novo
introduzida no
Ocidente pelo sinólogo G. Soulié de Morant por recomendação
insistente do Dr.
Ferreyrolles.
A Acupuntura diz
fundamentar-se na correspondência de certos órgãos com pontos da
pele, ligados
por linhas imaginárias. Isto não está demonstrado. Não seguem
nenhum dos
vetores conhecidos: artérias, veias, nervos, etc. Mas que a Acupuntura
pode tirar a dor e que
não tudo pode explicar-se por Sugestão, sim está demonstrado.
O que também não está
demonstrado é que a Acupuntura cure. E precisamente o grande
perigo está em que
pode remover a dor ou disfunção sem remover a doença, a causa física ou
psicológica. O Acupunturista,
se não é médico ou
psicólogo, ou se sendo-o não procura a causa para curá-la,
poderá estar fazendo
plenamente Curandeirismo*.
ACUTOMANCIA. Mas uma entre tantas Mancias*, esta,
muito antiga,
por exemplo pela forma como as fiandeiras haviam deixado as
diversas agulhas.
ADAMS, Evangelina (1872-1932). Uma das
Astrólogas* mais
famosas dos Estados Unidos e que mais fez para tornar a
Astrologia* muito
popular neste país. Anunciou em 1931 que os Estados Unidos
estariam em guerra
em 1942. E previu corretamente a sua própria morte. Seus livros
mais
conhecidos, apesar de imensamente supersticiosos, são “O
Calcanhar do Céu” e “A
Astrologia: o teu Lugar ao Sol”.
Na realidade
suas predições nada têm a ver
com os astros, que não passam de mera inspiração do
Inconsciente* como em todas
as outras Mancias*.
ADARE, Lorde. Ver Lindsay, Mestre.
ADEPTO . Vulgarmente significa simplesmente partidário.
Mas sem bases
científicas, mera crendice ou
Superstição*, no Ocultismo*
é um título
que representaria uma das maiores aquisições (?) na terra por
parte de um
Iniciado*, com um Controle* completo (?) e Consciente* dos
Fenômenos
Parapsicológicos*. É a etapa mais elevada da Ioga*. A Teosofia*
afirma que
Adepto é quem está na passagem da quinta etapa da Iniciação*.
Associa-se, por
vezes, com a Grande*
Irmandade Branca.
ADIPOCIRA. Ver Saponificação.
ADIPSIA. Desaparecimento da necessidade de
beber. Quando
muito e muito prolongada, até por anos, é um dos aspectos da
Inédia*.
ADITORA .
Tábua de
Oui-ja*, com o acréscimo de uma pequena caixa oca e um ponteiro.
A caixa, por
suporem que conservaria (?) o poder Parapsicológico*, tal como
aconteceria (?)
num gabinete dedicado aos Fenômenos* Parafísicos. O ponteiro,
para sinalar as
letras da “mensagem”.
ADIVINHAÇÃO. Do latim a
divinis = procedente
dos deuses
(?). Ato de descobrir fatos ocultos ou prever acontecimentos.
Pelas pesquisas da
Escola* Teórica todos os
“profissionais” da Adivinhação são charlatães. Dificilmente se
encontrará algém
tão ingênuo ou tão megalomaníaco que sinceramente acredite que
pode controlar
PG* ao ponto de poder abrir um consultório para atender a toda
classe de
consulentes a respeito dos mais diversos problemas. Caso de
polícia, aliás
proibido por lei em quase todos os países a pedido, já em 1930,
do Congresso
Internacional de Parapsicologia* celebrado em Varsóvia.
Alguns Adivinhos
profissionais são muito
hábeis e treinados. Mas nenhum aceita os Desafios* da
Parapsicologia*... Alguns
charlatães deram muito trabalho..., como é o caso típico de
Alexis Didier*.
Mais ou menos
espontaneamente, isso sim,
alguém pode ser surpreendido por algum conhecimento PG*, tanto
de RC*, como de
Pcg*, ou de SC*.
E mais facilmente por
HIP*, mas não deixa de
ser absurdo, alem de perigoso, pagar para que digam a alguém,
como “revelado do
Alem” ou como “escrito nas estrelas”, precisamente o que ele
pensa...
Profecia* ou
Adivinhação SN* é de
características muito superiores. Ver também Revelação*.
Adivinhação
do Pensamento. Ver AP.
ADORAÇÃO.
Culto e
reverência devidos unicamente a Deus*.
AD-UNIFICAÇÃO. Realização da unidade
essencial com Deus*, o
grande Espírito*.
Não pode passar de
concepção “poética”, pois é
absolutamente contraditório Panteísmo* identificar a criatura
com o criador.
ADVENTISTA.
Membro de
uma confissão religiosa na
que esperam
uma próxima segunda vinda
de Cristo e fim do mundo. Dizem que receberam a data por
Revelação*.
Já erraram repetidas
vezes nas datas marcadas,
e continuam marcando outras... , o
que cientificamente prova o fanatismo e a falsidade da sua
pretensão de ser
religião revelada por Deus*.
AEROBUS. Autocarro aéreo de transporte de
Espíritos* (?),
recentemente Desencarnados* (?), que contraditoriasmente
não podem
locomover-se pela própria vontade e necessitam de amparo material.
É
neologismo do Espiritismo* brasileiro.
Perante a crítica
científica, a conclusão é
evidente: Só quem acredite no Espiritismo* pode aceitar também
esta e tantas
outras solenes imbecilidades com que descrevem o mundo dos
Espíritos* (?).
AEROMANCIA. Pretendida Mancia* mediante a
interpretação de
certos acontecimentos atmosféricos, como por exemplo, a direção,
velocidade,
câmbios... do vento.
Ou arte, apoiada em
“ajudas dos Demônios*”,
de fazer numa nuvem a Aparição* de Espectros* ou de figuras que
representariam
acontecimentos futuros.
AEROSSOMA. Do grego soma
= corpo, termo
proposto por Charles
Lancelin em vez da tradução vernácula exata: Corpo* Etéreo. Ver
Perispírito.
AFANISMO.
Desaparecimento psiquiátrico de pessoas.
Ou
desaparecimento parapsicológico de
pequenos objetos. Neste caso seria uma parte do Aporte*, termo
preferível,
quando não se trate de uma Alucinação* Negativa, ou outras
explicações comuns.
AFIA. Termo proposto por René Sudre* para
designar o
mesmo para o que já existiam demasiados termos. Ver Criptestesia
Pragmática,
Metagnomia Táctil e Psicometria
(parapsicológica),
este último o termo preferível.
AFID. Um bem conhecido Controle (?) de
Blanche Cooper*,
Médium* de Psicofonia*. Foi estudada pelo Dr. S. G. Soal*
durante os anos de
1921 a 1922. O seu outro Controle* era designado pelo nome Nada, muito significativa explicação fornecida
pelo próprio
Inconsciente*...
AFINIDADE. Maneiras de sentir, pensar,
perceber, apreender de
modo análogo ou semelhante.
Segundo as
hipóteses da Reencarnação*, o
Destino* de uma pessoa pode estar ligado ao de outra através de
muitas vidas
terrenas. Se existe uma compatibilidade entre ambas, diz-se que
se forma um
vínculo de afeto extremamente próximo, que transcende a morte e
a possível
alteração do sexo. Diz-se então que estes são dois seres afins.
AFLATO. Inspiração* que se obtém. Segundo os
Supersticiosos* seria uma Revelação* de algum Espírito* (?).
AGÊNERES. Seriam uns seres inferiores que
pululariam pelo ar,
que se manifestariam na
forma com
aparências de seres vivos,
mas que não
seriam gerados pelos processos biológicos normais, nem produzidos pelo
Fenômeno Parapsicológico*
da Ectoplasmia*.
AGENTE ou EMISSOR. Designa o Psíquico* que emite
Telergia* ou
Ectoplasma*.
Diz-se,
incorretamente, também da pessoa que
“emite” (?) informações nos Fenômenos de PG*. Na realidade em
PG* o chamado
“Agente” ou “Emissor” não passa de objeto externo e condições
extrínsecas da
captação e manifestação pelo Percipiente*. Ver também Casal*
Telepático.
Propriamente falando,
só nos Fenômenos EN*
existe Emissor ou Agente. Nos Fenômenos PN* não há Agente ou
Emissor. E nos SN*
há Agente, Deus*, mas
não, evidentemente, Emissor.
AGOSTINHO, Santo (Aurélio)
(354-430). Filho de
Santa Mônica e de
pai pagão, converteu-se ao Catolicismo e... à santidade em 387.
Bispo de
Hipona, norte de África, mas viajou muito por diversos países
defendendo e
pregando a doutrina Católica contra as heresias do seu tempo.
Pela sua sabedoria
e doutrina foi declarado “Padre da Igreja”. Suas principais
obras são:
“Confessiones” (autobiografia) e “De Civitate Dei”, alem das
“Epistolae”
(cartas), que são verdadeiros tratados do dogma cristão.
Uma das maiores
inteligências da humanidade.
Descreve muitos Fenômenos Parapsicológicos*, tais como PG*,
HIP*, Pantomnésia*,
Talento* do Inconsciente, Xenoglossia*, Telergia*, Telecinesia*,
Aporte*, OBE*
e Projeção* de PG, etc., etc. É evidente que sem a terminologia
moderna, mas
geralmente com assombrosa exatidão e sem cair nunca nos erros
garrafais da
Micro-Parapsicologia*, além de diferenciar clarissimamente entre
os conceitos
que hoje são denominados EN*,
PN* e SN*.
AGNÓSTICO e AGNOSTICISMO. Ver
Racionalista... Não
confundir com Gnosticismo ou Gnose*.
AGPAOA, Tony (Antonio). Célebre
filipino praticante
de Curandeirismo* de tipo Cirurgia* Mediúnica, concretamente
Cirurgia*
Psíquica. Recebeu apenas a instrução básica, chegando só até o
quarto grau
primário, embora fosse de inteligência superior à média.
Em 1960 instalou
em Quezán, perto de Manila,
a sua clínica (?) : “Unión Espiritista Cristiana” (?).
Geralmente gasta entre
cinco a dez minutos com
cada paciente. A média das “cirurgias” diárias oscila entre
vinte e cinqüenta.
Às vezes acelera o ritmo, tendo chegado ao recorde de trezentas
e dezessete
“cirurgias” num só dia.
A sua fama, como
sempre nestes casos, é
devida a que um truste internacional espírita fez uma
sensacional e riquíssima
propaganda, sendo
também protegido por
diversas individualidades filipinas, quer civis como militares.
O exemplo deste
curandeiro estendeu-se a outros curandeiros “cirurgiões”, nas
Filipinas e não
só.
Entre outros
Parapsicólogos* da Escola*
Eclética, devem citar-se o Dr. Monteverde, diretor do Hospital
Emanuel, que
desmascarou a Fraude* de Agpaoa;
a
“Philipines Medical Association” que denunciou, contínua e
publicamente, as
Fraudes* do Curandeiro* com a colaboração dos seus interessados
propagandistas;
também o Dr. William A. Nolen,
conhecido cirurgião em Litchfield
(Minnesota) e o médico italiano
Dr. Francesco Mandarino, e outros, que desmascararam
implacavelmente a Fraude*
dos charlatães das Filipinas. O Pe. Quevedo* mostrou e inclusive
reproduziu por
vários países esses truques de mágicos e singelas técnicas. Após
exaustivas
verificações, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos
concluiu pela
Fraude* generalizada dos famosos Médiuns* “cirurgiões” filipinos
e declarou de
Utilidade Pública o programa televisivo que o Pe. Quevedo*
apresentou lá, onde
a Micro-Parapsicologia* mostrava completo despreparo.
Entre
outros Desafios*, Ver “Quatro, Três,
Dois, Um”.
AGRIPPA, Cornélio. Muito pouco se sabe acerca
dessa estranha e
tão discutida figura de cientista, não se conhecendo nem a data
de seu
nascimento, nem a data de sua morte.
Sabe-se apenas que viveu na primeira metade do século
XVI. Considerado
por muitos como um charlatão extravagante, foi professor de
Teologia em Dôle, e
de Direito e Medicina em Paris, tendo alcançado enorme êxito
como advogado e
orador em Metz. Foi
médico pessoal do
Marquês de Monferrato, do Duque de Sabóia e de Luiza de Sabóia,
tendo também
freqüentado a corte do Imperador Carlos V, onde chegou a ser
nomeado
historiógrafo oficial. Teve sempre uma vida economicamente
bastante difícil,
chegando mesmo a ter que cumprir pena nas galeras, devido a suas
dívidas.
O que mais
interessa aqui é que foi
praticante da Magia* da Cabala*. Escreveu várias obras, entre as
quais “De
Occulta Philosophia”, Colônia, 1533. Desprezava a ciência
oficial e considerava
a Magia* como a “ciência mais perfeita (?) e arte por meio da
qual é possível
comunicar com as forças de um plano superior (?), para dominar
as do plano
inferior”, como afirma no seu livro “De Vanitate Artium et
Scientiarum”,
Colônia, 1527.
AIMÉE. Bem conhecido Controle* feminino de Arthur
Colman, Médium* inglês de
Fantasmogênese*. Este Controle* foi reclamado também, depois da
morte de
Aimée, por F. F.
Craddock, outro Médium*
inglês.
AISSAUAS. Membros de uma Seita* religiosa
originária do
Marrocos circa 1525, que se entregam a uma Iniciação* de
dilacerações, jejuns,
convulsões... Atribuem suas “façanhas” à assistência de
Espíritos* (?) de
mortos e à proteção de Alá. Na realidade Histeria*,
Auto-hipnose*,
fanatismo...
AKÁSHICOS
ou
AKÁSICOS, Arquivos ou Registros. Mito* que diz haver uma galeria de
quadros cósmicos
(?), vestígios duradouros registrando todos os acontecimentos
que já ocorreram
desde o começo do mundo, inclusive todos os pensamentos,
sensações e ações
desde o começo da humanidade. Tudo estaria preservado na luz
Astral*. Os
Ioguis*, certos espíritas e outros ocultistas crêem que se pode
entrar em
contato com essa galeria cósmica de registros em certo Estado
Alterado* de
Consciência. É assim que estes delirantes ocultistas ou “poetas”
explicam (?)
as percepções PG* e mais concretamente a Psicometria*, com ou
sem colaboração
dos Espíritos* (?) do Astral*.
Inúmeras
versões
ocultistas da História, completamente falsas, delirantes,
basearam-se
na observação (?) desse arquivo por videntes que afirmam haver
penetrado no
Astral*.
Ver
Consciência* Cósmica, com a que este Mito* tem certa analogia.
AKSAKOF, Alexander N. (1832-1893). Nasceu em
São Petersburgo,
tendo chegado a Conselheiro de Estado, na Rússia. Abandonando a
prometedora
carreira política, a partir de 1858 dedicou-se à pesquisa de
Parapsicologia
compreendendo ser mais importante, e estudou os grandes Médiuns*
de sua época,
como Eusápia Palladino*, Eglinton*, Madame d’Esperance*,
Florence Cook*, D.
D. Home*, etc. Fundou em 1874 o
“Psychische Studien”, que continuou a aparecer em Leipzig, após
a morte de
Aksakof, e ainda hoje com o título de “Zeitschrift fur
Parapsychologie”.
Lamentavelmente foi grandemente influenciado por Swedenborg* e
A. J. Davis*,
mas com o estudo foi aos poucos e em grande parte superando a
interpretação
típica do Espiritismo* como monstra na sua obra mais importante:
“Animismus und
Spiritismus”, Francforte,
1890, que teve
na sua época uma enorme difusão. Faleceu com setenta e um anos.
ALAVANCA PSÍQUICA. Termo com o qual o Dr.
Crawford* denominou o
Ectoplasma* rígido ou Telergia* um tanto condensada e rígida,
segundo se pôde
comprovar com o auxílio de raios infravermelhos. Esta “alavanca
de natureza
ectoplásmica (...) parte do Médium* e, apoiando-se no solo, pode
erguer um
móvel”, às vezes muito pesado “sempre que o foco de emissão
energética esteja
no Médium*, que pode captar energia dos presentes”. Ver Kathleen
Goligher*.
ALBUQUERQUE, Maria Luiza. Professora, investigadora e
delegada do CLAP* em
Portugal. Foi a
introdutora neste país
do estudo, científico, da Parapsicologia*. Co-fundadora do
“Jornal de
Parapsicologia”, é
sua diretora e
editora desde o primeiro número. Viuva do...
Dr.
Orlando de Albuquerque, falecido no dia 6 de Outubro de
1997. O Dr.
Albuquerque, um dos autores deste dicionário, era médico e
escritor.
Abandonando quase plenamente sua profissão de médico, dedicou a
maior parte do
seu tempo à Parapsicologia*, de cuja importância se entusiasmou.
Foi professor
do CLAP* de Portugal. Autor iniciador da série “Cadernos de
Parapsicologia”.
Além de muitos artigos, a maioria publicados no “Jornal de Parapsicologia”, de
que foi co-fundador com a
esposa, a ele deve-se também o delicioso “Histórias do Diabo”,
Braga, 1977,
livro que não por ser humorístico deixa de ser profundo e
esclarecedor. Devem
destacar-se especialmente o livro de ampla pesquisa “Tradições e
Crendices do
Povo Português”, 1992.
ALCAESTE. Do árabe alkahest.
É a denominação utilizada por Paracelso* para o que depois se
denominaria
Fluido* e por fim Telergia*.
ALECTROMANCIA. Uma de tantas Mancias*, esta
pretende
fundar-se no vôo das aves.
ALERTA. No Espiritismo* designa um estado de exaltação, uma expansão do estado
consciente, em que
o indivíduo está atento às faculdades superiores e/ou à presença
(?) de Entidades*
protetoras. A miúdo se pratica a concentração com fim de
atingir este
estado.
Por outro
lado, a Parapsicologia* demonstra
a probabilidade de que sempre esteja o Inconsciente Alerta,
captando até por
HD*, HIP* e PG* mesmo quando em coma ou em profunda
Anestesia*...., podendo
surgir, por exemplo em outro Estado Alterado* de Consciência, o
que captara
quando parecia estar em plena Inconsciência*.
ALFA.
Designa-se
em eletroencefalografia com esta letra grega o ritmo de repouso
físico,
emocional e intelectual. É formado por oscilações regulares e o
seu aspecto é
pseudosinusal e o seu número é de oito a doze por segundo. Pode se demonstrar com
um indivíduo normal,
em estado de repouso físico e de calma psíquica, com um
relaxamento muscular
total e com os olhos fechados. Desaparece quando o Paciente*
abre os olhos e
quando se produz um esforço intelectual, como a rememoração de
algum fato, uma
simples operação de tipo matemático ou a produção de um estímulo
brusco como,
por exemplo, um estímulo luminoso ou um ruído violento.
Em Parapsicologia*,
Escola* Eclética, serve
principalmente para comprovar que a atividade do Médium*, do
Psicógrafo*, do
Possesso*, etc. é dele próprio.
ALFAFONE. Aparelho aperfeiçoado pelos
investigadores do grupo
Popov*, que se destina a prevenir o Percipiente* quando está em
melhores condições
para “receber” a comunicação telepática, isto é, quando os
ritmos de suas ondas
celebrais são similares aos do “Agente”*.
ALFANO, Padre Giovanni Batista (
=== ). Doutor em
Ciencias Naturais.
-
Precisamente
por ser
sacerdote, concentrou sua atividade na Parapsicologia convencido
da sua
importancia para tirar Superstições* e fundamentar a verdade
transcendente.
Excelente Parapsicólogo* da Escola* Teórica. Autor de excelentes
livros, entre
os que destacamos “La Metapsiquica e la Metafisiologia”,
Napoles, 1932 - “La
Radiostesia é una Scienza?”, Roma, 1942 - “Il Miracolo di S.
Gennaro.
Documentazione Storica e Scientifica”, 2a. ed. 1950 - “La
Rincarnazione. Errore
Antico e Moderno”, Napoles, 1952 - “Lo Spiritismo... Questo
Mistero. Quesiti e
Risposte”, 1955 - “Piccola Enciclopedia de Scienze Occulte”, 2a.
ed. 1971- Etc.
ALLEN, William Frederick. Ver Leo,
Alan.
ALLEYNE, John (1861-1933). O Médium*
responsável por
parte dos escritos de Glastonbury, como resultado dos quais se
descobriram as
perdidas capelas de Edgar e Loretto. Francis Bligh Bond realizou
as necessárias
escavações e demonstrou a verdade das afirmações.
ALMA. No sentido usual, significa a parte
espiritual da
personalidade. O Espiritoismo* e outros grupos de Ocultismo*
afirmam que a alma
humana é de natureza comum à das plantas e animais! E aderiram como parte
essencial da sua doutrina
ao espalhado erro de que, depois da morte, a alma abandona o
corpo físico e
continua agindo como Espírito* (?) Desencarnado* (?). Afirmação
hoje plenamente
superada pela Antropologia, Filosofia, Teologia e também pela
reta
Parapsicologia*, a Escola* Teórica. Ver Ressurreição.
ALOGNOSIA. Termo, pouco usado, para designar o
conhecimento
parapsicológico (EN*, PN* ou SN*) da individualidade de outra
pessoa.
ALONGAMENTO. Fenômeno* Parafísico cuja
peculiaridade consiste em
que o corpo do Psíquico* aumenta consideravelmente em estatura
ou na longitude
dos seus membros.
D. D. Home*
exibiu este Fenômeno* em várias
ocasiões, e numa delas perante, pelo menos, cinqüenta pessoas. O
seu
alongamento máximo registrado foi de onze polegadas (quase três
decímetros).
Outros Médiuns* que produziram esse Fenômeno* foram Florence
Cook*, Frank
Herne, J. J. Morse*,
Eusápia Palladino*
e a Sra. Thompson*.
A explicação do
próprio Home* era que as
ancas e as costelas falsas se separavam numa maior proporção que
o normal (?).
Afirmou que os braços e as pernas se alongavam de modo
independente (?).
Pouco poderia dever-se
à explicação de Home*,
mas certa Transfiguração* pelo Ectoplasma* pode explicar o fato.
O prodígio
musical espanhol Pepito Ariola*, aos três anos e meio, apenas
podia alcançar
cinco notas, entretanto algumas vezes deixava ouvir
oitavas completas
durante as suas execuções: tênue Ectocoloplasmia* e\ou
Telecinesia*.
ALOPSÍQUICO. Termo proposto por Boirac* para
substituir a
palavra Médium* originada em
interpretação supersticiosa. O mesmo que Psíquico*, termo
preferível.
ALOSCOPIA.
O mesmo que
Eteroscopia* , termo preferível.
ALQUIMIA.
Era a
Química dos primeiros tempos, que se interessava principalmente
por descobrir
a Pedra* Filosofal
(?).
ALTERADO DE CONSCIÊNCIA, Estado; ou ALTERAÇÃO. Estado de
Consciencia* mais
ou menos obnubilada, no decurso do qual se manifesta uma
atividade
pressupostamente parapsicológica.
Ver Transe, termo de
origem espírita mais
usado no Brasil, embora Estado
Alterado
de Consciência seja expressão preferível. Ver também
Pitiatismo, Função
Menos, Êxtase,
Narcoanálise, etc.
ALUCINAÇÃO.
Percepção
sem objeto. Crença errônea na existência de um estímulo.
Perturbação
psicosensorial correspondente a projeção de imagens subjetivas
no campo
objetivo. O Paciente* percebe como se existisse um estímulo
real: Alucinação
Positiva. Ou, pelo
contrário, não percebe o estímulo real suficiente: Alucinação Negativa.
O objeto alucinatório
é projetado a uma
distância e numa direção determinadas. Podem ser observados
diversos tipos: Alucinações
Visuais, Auditivas, Olfativas,
Gustativas, Cinestésicas, etc. As alucinações mais
correntes na doença mental
são “vozes” e ocorrem mais freqüentemente na Esquizofrenia*.
Podem ser
atribuídas a uma origem interna ou externa e o Paciente* tem,
por via de regra,
uma convicção muito forte da sua “realidade”.
Alucinação
Especular é o mesmo que Eautoscopia* e Austoscopia*,
segundo os casos,
termos preferíveis.
Alucinação
Verídica, embora pareceria contraditório, chama-se a
alucinação que encerra
uma informação parapsicológica correta acerca de determinada
ocorrência. Edmund
Gurney diferenciou a Alucinação
Patológica
da Alucinação Verídica
ou por
PG*.
Na Alucinação
Patológica ou Subjetiva, os disturbios auditivos são mais
freqüentes que os
visuais; as pessoas doentes os tem freqüentemente, mas, de um
modo geral, não
reconhecem as vozes nem as formas. A Aucinação
Verídica, pelo contrário,
é rara e
muito breve e a pessoa
reconhece muito
bem as vozes e as formas.
A Alucinação deve
distinguir-se da Ilusão*.
ALUCINÓGENAS, Drogas. São
substâncias que têm
como propriedade mais surpreendente a produção de uma
perturbação grave na
percepção, incluindo Alucinação*.
Vários nomes bem
justificados foram assinados
a este grupo, incluindo Psicodélicas* e Psicomiméticas*, etc. De
fato estudos
experimentais sugeriram que o termo Alucinógenas não explica de forma
alguma a total atividade
destas drogas, pois a sua atividade é bem mais complexa.
ALUCINOSE.
Indica que o
paciente está sofrendo Alucinação*.
AMADOU, Robert. Nasceu no ano 1924 em
Bois-Colombes (Seine),
Paris. Licenciado em Letras e Licenciado em Filosofia pela
Universidade de
Paris, fez também estudos de Teologia.
Excelente
Parapsicólogo* contemporâneo, da
Escola* Teórica. Foi diretor durante muitos anos da “Revue
Metapsychique”, do
IMI*. Estudou todos os Fenômenos Parapsicológicos*. Seus livros
principais são
“La Parapychologie”, Paris, 1954 - “Les Grands Médiuns”, 1957.
Refutou com
excelente análise as interpretações e pretenções do Ocultismo*:
(Com a
colaboração de Robert Kantters:) “Anthologie Littéraire de
l’Occultisme”, 1950
- “L’Ocultisme”, Paris, 1952 - “L’Art et l’Occultisme”, 1954 - “De l’Agent Inconnu au
Philophe Inconnu”,
1962 - Etc.
Foi secretario de
vários Congressos
Internacionais de Parapsicologia* celebrados em Europa: “La
Science et le
Paranormal. Le !er. Colloque Intrrnational de Parapsychologie
(Utrecht, 1953).
Les Entretiens de Saint-Paul-de Vence (1954)”, Paris, 1955.
AMERICAN METAPSYCHIATRIC
ASSOCIATION. Miami,
Flórida, EUA. Ótimo
que estudem os prodigios atribuídos aos Curandeiros*, mas
lamentável que tentem
conciliar ciência médica com práticas, mais ou menos encobertas,
de
Curandeirismo*.
AMERICAN SOCIETY FOR PSYCHICAL
RESEARCH (A.S.P.R.). Ver SPR.
AMNÉSIA.
Diminuição
ou perda total da memória. Pode observar-se em doente com
perturbações mentais
de natureza orgânica ou funcional. Distinguem-se a Amnésia Retrógrada, que se refere aos
acontecimentos que antecedem
à doença ou ao traumatismo; e a Amnésia
Anterógrada, relativa aos acontecimentos que ocorrem
posteriormente.
No entanto, com
boas técnicas ou após a cura
pode comprovar-se que o Inconsciente* não esqueceu nada, se não
houve perda de
massa encefálica. Sob a amnésia no Consciente* subjaze a
Pantomnésia* do
Inconsciente*.
AMORC. Sigla de “Antiga Mística Ordem Rosa
Cruz”, ou em
latim “Antiqua Mistica Ordo Rosae Crucis”. Destacada sociedade
secreta de
origem norte-americana. Tem a sua sede em San José, na
Califórnia. Foi fundada
por Harvey Spencer Lewis
(1915-1939), que foi
descrito como um
“gênio da merchandising Metapsíquica*”. Ralph
Maxwell Lewis, o filho do fundador, com a morte do pai
tomou posse como
Imperador da ordem. A ordem, bastante conhecida pela sua extensa
publicidade e
seus cursos por correspondência, afirma ter cem mil Adeptos* em
Norte-América e
no exterior. Entre outras muitissimas mentiras, afirmam
descaradamente que o
Rosa-Cruz* é possuidor dos segredos das Religiões de Mistérios*.
Na realidade
praticamente
nada têm de ciência, e muitíssimo de Superstição*.
AMPSI. Mais um solene disparate da Escola*
Norte-Americana.
Designaria PSI em
Animais. PSI*, isto
é, PG* e PK*.
Como protesta a
Escola* Européia, PSI em
Animais é contraditorio nos
próprios termos. PK*, além de contraditório em animais, não
existe nem no
homem. E em quanto a PG*, na expressão de Eugène Osty*, é
“rigorosamente
limitada à pessoa humana”.
AMULETOS.
Pequenos
objetos, aos que se atribuem poderes de Magia* (?), mais de
proteger do que de
curar, preservando de imaginarios danos que os Feiticeiros*,
Tabus*, Olho*
Gordo, invejosos... causariam (?). Os Amuletos podem consistir
em anéis,
figurinhas, inscrições (números, palavras mágicas, figuras
diversas) ou
fragmentos de vegetais e animais, como raízes, dentes, olhos,
etc. O seu uso é
muito antigo, remontando à
Pré-história.
Podem ser considerados
como “batismo” dos
Amuletos o “Agnus Dei”, o Escapulário, uma imagem santa, as
medalhas... dos
católicos. A Igreja sempre teve por princípio purificar,
“batizar” tornando-os
cristãos os usos do paganismo que não poderia desenraizar dos
hábitos dos
povos. O Amuleto assim se converteu em uma oração implícita e\ou
em uma
insígnia ou distintivo.
ANABIOSE.
Ver Ectoplasmia,
termo preferível.
ANAGNÓSIA. Termo proposto por Bret e que ele
dividiu em quatro
classes: Paranagnósia,
Perianagnósia,
Teleanagnosia e Preanagnosia. É preferível o termo
Criptoscopia* para o
aparente Fenômeno* em geral. E em vez das divisões, é preferível precisar
respectivamente se a aparente
Criptoscopia* é na realidade EN* (paranagnósia) e concretamente
por HIP*
(perianagnósia); ou se é PN*, frisando-se concretamente a
distância
(teleanagnósia) ou, então, concretamente por Pcg* (preanagnósia); ou mesmo se é SN*,
embora para este
caso, no freqüente preconceito, Bret não especificou nenhum termo.
ANAGOGIA. Exaltação da Alma*, arroubamento
Místico*. Estado
“beatífico” (?) que pode facilitar maior manifestação de
Fenômenos
Parapsicológicos*. Análogo a Êxtase*, termo em geral preferível.
ANALGESIA. Perda da sensação, insensibilidade à
dor.
Registrada por inúmeros santos, Médiuns*, Ioguis*, Faquires* e
pessoas tomadas
de ardor religioso. É também usada e abusada por praticantes do
Curandeirismo*,
aproveitando-se da Sugestão* ambiental.
Além dos truques e
técnicas de Ilusionismo* na
área de Faquirismo*, ter presente para certos casos de exibição
a
Acroparestesia* e Acetilcolina*.
ANA, o Verbo ou MÃE ANA. Ver Lee, Ann.
ANASTENÁRIO. Ver Piróbata, termo preferível.
ANDRADE, Srta. Camponesa espanhola de
Fenômenos*
Parafísicos. Foi objeto de uma longa série de Experiências
Qualitativas*
dirigidas pelo Dr. Oliveira Feijão, professor na Universidade de
Lisboa,
ficando provada a
realidade desses
Fenômenos* Parafísicos.
ANESTESIA. Ver Analgesia, termo preferível para
diferenciar o
Fenômeno Parapsicológico* do efeito artificial em Medicina.
ANIDEÍSMO. Termo utilizado por Enrico Morselli*
para designar
a característica de que o Sujeito* perde o controle das próprias
idéias no
Transe* ou qualquer outro Estado Alterado* de Consciência. E
assim facilmente
ele próprio e os observadores ficam proclives à Prosopopéia*
supersticiosa como
Possessão** (?), Incorporação* (?), etc. Por outra parte, fica
facilitada a
Lavagem* Cerebral.
ANIMISMO. Em
Filosofia, os sistemas opostas ao sistema Materialista*.
Numerosas religiões
primitivas e crendices
que atribuem uma Alma* racional aos objetos inanimados
e a todas
as forças da natureza irracional, inclusive
considerando-os deuses (?).
O deus (?) Lua, o deus (?) Sol. etc, e o deus (?) vento ou
chuva, etc, e o Exú*
ou Orixá* do mar, da cachoeira, etc. Cada tipo de Animismo ou
religião primitiva
tem seus próprios nomes. Ver Potestades.
Superstição que afirma
que todos os objetos
têm uma vida natural e estão unidos a uma Alma* imaterial, que
existiria
separadamente.
Termo de
utilização corrente em
Parapsicologia*, Escola* Teórica, a partir de finais do século
XIX para
contrapor Animismo e Espiritismo*. Isto é, Animismo designa as
teorias
interpretativas dos Fenômenos Parapsicológicos* que fazem
residir a sua origem
no homem (prescindindo aqui dos SN*). Opõe-se a Espiritismo* em
quanto este
pretende que muitos Fenômenos Parapsicológicos* decorrem da ação
de Espíritos*
Desencarnados* (?). Tal nomenclatura porque Allan Kardec*
chamava Alma* ao
Espírito* Reencarnado*, e Espírito* a Alma* Desencarnada*.
ANIQUILAÇÃO DE SUBSTÂNCIA. ===
ANJOS. Tomando-se a Bíblia* ao pé da letra,
os Anjos foram
concebidos como Espíritos* Puros, que seriam mensageiros de
Deus* (do latim angelus
= mensageiro). Mas o estudo científico, histórico e
arqueológico, da
terminologia e da mentalidade da época em que foi escrita a
Bíblia* descobre
que Anjo é uma representação da manifestação do próprio Deus*.
Filosoficamente, dado
que Deus* criou tantos
e tantos seres materiais e espirituais-materiais, seria
inconcebível que não
houvesse criado seres puramente espirituais. Sendo espirituais,
têm que ser
livres. Sendo livres, uns poderão haver respondido sim a Deus*,
chamamo-los
Anjos; outros poderão haver respondido não, os pretendidos Anjos Rebeldes, chamamo-los Diabos* ou com outros
nomes
equivalentes.
Tirando-o de
conceitos populares cristãos,
sem entendê-los, o Espiritismo* concebe os Anjos como Nutales*.
Hoje há uma verdadeira
epidemia de
publicações e comportamentos com referência aos Anjos, mostrando
acúmulo de
Superstição* e crassa ignorância do que os Anjos são. No fundo,
mera “poesia” e
exploração econômica.
ANJOS,
Madre
Joana dos. Ver
Loudun, Processo de.
ANKH.
O antigo
símbolo egípcio da vida, agora um popular atrativo (?) de
Sorte*.
ANIQUILAÇÃO DE SUBSTÂNCIA. ===
ANONTE . O Espírito* (?) de morto, já
definitivamente
Desencarnado* (?) que, tendo já superado inumeráveis
Reencarnações*, chega à
perfeição plena (?).
ANOREXIA. Falta praticamente total do apetite
e rejeição
drástica de todo alimento, doença muito perigosa, de origem
psicológica.
Interessa à
Parapsicologia*, Escola* Européia,
porque a Inédia.invariavelmente foi precedida pela anorexia. Ver
Caquexia.
ANTIGO TESTAMENTO. Ver Bíblia.
ANTOINISMO.
Seita de
Curandeirismo* fundada por Antoine, um louco que viu os seus
“poderes” em amplo
Desenvolvimento* (?) após a leitura de “O Livro dos Espíritos”
de Allan
Kardec*. Foi condenado na Bélgica por exercício ilegal da
Medicina. Calcula-se
que exista mais de um milhão de adeptos em todo o mundo.
ANTROPOFLUX. As investigações de E. K. Muller,
engenheiro de
Zurique e diretor do “Instituto de Saúde para Desordens
Nervosas”, demonstraram
a existência de uma emanação do corpo humano, que pode diminuir
a resistência
de um circuito elétrico. Estas Experiências Qualitativas* foram
verificadas
pelo Professor Farny do “Instituto Politécnico” de Zurique, que
lhe deu a
designação de Antropoflux.
Estabeleceu também que
emanações máximas
provêm das superfícies inferiores dos dedos da mão esquerda.
Também aparecem na
respiração.
Interessa em
algumas circunstancias em
Parapsicologia* tanto quanto coincida com a Telergia*. Ver
Fluido.
ANTROPOSOFIA ou MOVIMENTO
ANTROPOSÓFICO. Geralmente
refere-se ao
sistema ocultista de “Filosofia” (?) como foi ensinado pela Sociedade Geral
Antroposófica fundada
por Rudolph Steiner em
1913. É um
dos ramos desgalhados ou originados da Teosofia*. Está estendida
por todo o
mundo, tendo “filiais”nacionais em mulktitude de cidades com
suas
corrrespondentes revistas.euse
Seu livro
fundamental escrito pelo proprio
R. Steiner é “Anthroposophical Moviment: its History and Life
Copnditions in
Relation to the Anthroposophical Sopciety”. Alegam, não sem
contradição e
muitos apriorismos, que
o seu propósito
é libertar o homem do egoísmo mediante o Desenvolvimento* das
suas reações às
influências naturais mais sutis (?}. Daí inclusive o grande
ênfase dado ao
significado (?) da cor e do ritmo.
Para julgar a
Antroposofia, além do seu
parentesco com a Teosofia, bastaria como na Teosofia* o título
da revista
dirigida pelo proprio Steiner em 1904-5: “Lucifer-Gnosis”.
AP (ou LP). Sigla preferível ao termo Adivinhação do Pensamento (ou Leitura
do Pensamento). Uma divisão ou classificação prática de
PG* ou inclusive,
embora menos exatamente, da HIP*. Quando não há Telebulia* do
“Agente”*, só no
Percipiente* que pretende conscientemente e consegue captar o
pensamento
Consciente* de outra pessoa, estando esta alheia a tal intento
do Percipiente*.
Fenômeno*
difícil de acontecer por PG*,
menos difícil por HIP*. Em geral, quanto mais Consciente*, menos
manifestação
Parapsicológica*. Por isso são mais freqüentes
TIE* e HIE*.
APARIÇÃO. O termo freqüentemente é usado com
pouquíssima
precisão. Aplica-se a qualquer objeto, animal ou pessoa que
subitamente é visto
onde não estava nem logicamente deveria estar.
Em primeiro lugar Aparição não deve ser confundida com Fantasma* e termos correlatos produzidos pelo
Ectoplasma*. Também
não deve ser confundida com com Aporte*
EN, com Alucinação*,
etc. e menos
ainda confundi-lo com algum efeito SN* como, por exemplo, Autotransporte*.
Aparição
designaria a súbita presença,
real e visível tal qual ele é, de um ser real não do nosso
mundo. No âmbito
profano, relatos de Aparições, apesar do grande ceticismo em
torno delas,
adquiriram certa importância. Hoje a interpretação das Aparições
como
manifestações de mortos ou dos seus Espíritos* separados (?),
sabe-se que está
completamente errada. Ver Comunicação.
Também as chamadas Aparições Religiosas de Deus*, de seus Anjos*, de
Santos e de
Almas* (?) do Purgatório ou mesmo do Inferno compõem grande
parte da crônica
religiosa. Na realidade só houve verdadeiras Aparições
Religiosas, e só de
Cristo, depois da Ressurreição* e antes da Ascensão,
completamente diferentes
de todas as chamadas Aparições de antes e depois desse curto
período. As de
fora desse curto período, o correto seria chama-las Visões* Religiosas.
Estas
verdadeiras Aparições e desaparições
de Jesus, como tambem o Auto-Transporte* (de Eliseu, por
exemplo: At 26-40) são
certamente SN*, mas seu mecanismo é compreensivel para a Física
moderna, e em
muito menor escala a Telergia* realiza algo análogo no Aporte:
A extensão dos corpos
(macroscópicos,
visíveis) é devida à velocidade em movimentro circulatorio das
partículas que
os constituem. Extensão é função de massa por energia por
vetor
velocidade: Ext = f (M .E
.V).
Está demonstrado, por
exemplo na
desintegração dos átomos, etc, que a massa pode trasformar-se em
energia. Se a
velocidade de um objeto supera a velocidade molecular
(27.000km/s), então esse
objeto de desintegra, porque vence a força de atração das
partículas que o
constituem. Na teoria da relatividade de Einstein, energia
cinética é igual à
massa pelo quadrado da velocidade da luz: E cin = m . c2. Pela velocidade a massa transforma-se em
energia.
Por outro lado todo
corpo é permeavel para
qualquer forma de energia e velocidade superiores à sua. Por
exemplo, a energia
radiante do corpo electromagnético atravessa qualquer campo
porque tem a
velocidade da luz (300.000km/s).
Na
Ressurreição o cadáver de
Cristo transformou-se em luz SN*(como ficou gravado no Lençol*
de Torino),
assim o Corpo Glorioso* é absolutamente invisivel. E entra no
Cenáulo atraves
do muro melhor que o imão... Depois por poder SN* reduz a
acelaração e reaparece
o corpo físico absolutamente visivel, tangivel... Ao acelerar
novamente,
desaparece o corpo físico por transformar-se em Corpo Glorioso*.
Só por poder divino
podendo ser visivel na
Transfiguração SN*.
APÓCRIFO. Não autêntico. De autor ou
procedência desconhecida
ou certamente diferente daquela com que se disfarça. Entre os
delirantes
sequazes do Espiritismo* e de qualquer outro Esoterismo* correm
vários “Livros
Sagrados” apócrifos, como o “Evangelho de Santo Tomé”, “Vida de
Jesus Ditada
por Ele Mesmo”, etc., etc.
APOLONIO de
Tyana. Um
filósofo de Capadocia e mestre de Filosofia pitagórica, morto
pelo ano 97.
São-lhe atribuídas as maiores fazanhas e poderes...
O primeiro escritor
que fala dele foi Damis,
que haveria sido seu discípulo..., mas cujas memórias (?) só
haveriam sido
escritas cem anos após a morte de Apolonio, quando já não vivia
nenhuma
testemunha... E ainda, as tais memorias (?) haveriam sido
entregues ao escritor
grego Filóstrato (c.175-247), um habil sofista, que as
publicou... Certamente,
como mínimo, muito adornadas...,
se é
que tudo isso de “memorias de Dimas” não foi absolutamente invencionice de
Filóstrato.
É realmente lamentável
que muitos autores,
inclusive célevres teólogos, copiando-se uns aos outros, caiam
no absurdo de
afirmar que os milagres de Cristo foram copiados dos atribuidos
por Filóstrato a
Apolonio de Tyana! Uma copia com
quasse dois séculos de antecedência! O que sim é evidente é a
inversa: Apolônio fez
um decalque grosseiro de alguns
milagres de Cristo...
APORTE. Em geral o
termo implica e
designa qualquer efeito de passagem da matéria através da
matéria.
Estritamente refere-se a um objeto material, nunca de
grande tamanho
(meio tijolo já é caso extremo), que atravessa a barreira física
sem aberturas.
A saída ou entrada de objetos pequenos em receptáculos fechados
ou selados,
como as paredes ou o teto de um recinto..
A
Micro-Parapsicologia*, da Escola* Norte-Americana, não tendo
podido reproduzir
o Aporte em laboratório (como nehum outro Fenômeno
Parapsicológico*
propriamente dito) e menos ainda com a freqüência que convém à
estatística
matemática, geralmente não o aceita sob conceito algum, e em
último termo o
interpreta mal, como se fosse PK*. Na realidade é um efeito da
Telergia*.
É um dos mais
freqüentes entre os Fenômenos
Parapsicológicos*, tantas e tantas vezes verificado em
observações
indiscutíveis de Casos Espontâneos* e mesmo de Experiências
Qualitativas*. O
aporte é uma característica quase geral nos casos de
Poltergeist*: pequenos
objetos saem da gabeta ou do armário e voltam a ser lá colocados
intactos,
entram pedras através dos muros, somem da habitação objetos
pequenos e aparecem
do outro lado da parede, etc.
Também são freqüentes
os Aportes de
agulhas sob o
tecido epitelial e no
tecido adiposo, que a Superstição* considera efeito de Feitiço*.
Hoje é quase epidêmico
o Aporte em imagens
que “choram”, inclusive “...que
choram
sangue”. Ha também muitos “Místicos”* que têm aporte do tipo
suor hemático:
“suam” sangue.
Tanto o sangue como
todos os outros objetos
têm que estar e não vão mais longe que a poucos metros (o
Desafio* da
Parapsicologia* concretiza a menos de 50 metros) no momento do
aporte.
Em
Experiências Qualitativas* há-se
observado surgirem nós em cordões sem fim,
por exemplo e com pioneirismo,
perante o Professor
Zolner*. Em 1932, em duas oportunidades, quatro anéis de madeira
de uma só
peça, separados, ficaram
entrelaçados
dois a dois, sem rutura, e enlaçados se conservam até hoje; além
de outros
aportes realizados
por Margery* perante
o Prof. William H. Button da ASPR* em Experiencoias
Qualitativas* de Junho a
Setembro de 1932. Etc, etc.
A Telergia* influindo
na velocidade das
partículas que compõem o objeto consegue que se transforme em
energia, e assim
atravessa qualquer obstáculo, depois pelo processo inverso a
energia
transforma-se novamente em objeto. Para a compreensão do
mecanismo do aporte,
do ponto de vista da Física Moderna, Ver Aparição.
AQUÁRIO, Idade de. Época marcada (?) pela
Astrologia* que
acontecerá com a entrada do equinócio de verão na constelação de
Aquário, por
volta do ano 2740. Esta data não pode ser dada com certeza
porque as diversas
“seitas” de astrólogos usam diferentes cronologias.
Deve-se ao
fenômeno de precessão, uma
revolução muito lenta do pólo da terra em torno da elíptica, uma
vez em cada vinte e
seis mil anos e que muda as
relações dos Signos* com
as
constelações.
A idade astrológica anterior é a de
Peixes, o que é interpretado
por muitos astrólogos como designando um laço esotérico especial
com o
Cristianismo, os últimos dois mil anos. E o Signo* anterior é o
de Áries, que
os astrólogos deram em relacionar com o antigo povo de Israel.
E por isso corre
por todas partes a
Superstição* de que estamos à beira de uma Nova* Era,
caracterizada pelas
qualidades astrológicas do Signo* de Aquário.
Na realidade, o
Signo* astrológico de Peixes
nada tem a ver com o Cristianismo, como o anterior de Áries nada
tem a ver com
o antigo Israel. Os israelitas dissidentes adoraram no deserto
um touro, não um
cordeiro (em grego áries).
O peixe
(em grego ixzús), foi
um símbolo
adotado pelos primeiros cristãos para identificarem-se entre si,
às escondidas
dos pagãos. Era fácil desenhar, por exemplo com o bastão sobre a
areia, como por
movimento irrefletidos, a silhueta
de um peixe, e suas letras consideradas como sigla significavam:
I(esus)
X(ristós) Z(eõu) Ú(ios) S(oterós): Jesus Cristo, Filho de Deus,
Salvador.
AQUELARRE. Designação dada no país basco ao
Sabbat* dos
Bruxos*.
AQUINO,
Santo
Tomás de(1227-1274). ( === ===
ÁRVORE DA
VIDA. Ver
Cabala.
ARC,
Santa
Joana d’ (1411-1431). É bem divulgado que a “donzela de Orleans” ouvia vozes.
Conquanto
fosse uma camponesa analfabeta, pôde convencer o Delfim da sua
“designação
divina” (?). Psíquica*, inspirada oradora... e santa.
Geralmente
só
Alucinação*. É discutível se alguma vez sua santidade alcançou
algum Fenômeno
SN*, mas todo o conjunto aparece evidentemente como Divina
Providencia*
Especial, em prol dos católicos nas lutas da época com os
protestantes. É
evidente que seus inimigos político-religiosos
desconheciam a existência de Fenômenos Parapsicológicos*
humanos...
e morreu na fogueira condenada como se fosse Bruxa*.
ARCANO.
O que está
oculto, mistérios e segredos. Os partidarios do Esoterismo* ou
Ocultismo sempre
estão envoltos em delírios de Arcanos...
ARDÓSIAS, Escrita em. Ver
Criptografia, nome
preferível.
ARIGÓ (1918-1971). José Pedro de Freitas.
Praticante de
Curandeirismo* espírita e mais concretamente de Cirurgia*
Psíquica. O mais
famoso do Brasil. Residia em Congonhas do Campo, hoje Congonhas
- MG. Foi o
primeiro de uma série de imitadores, em destaque “Oscar Wilde”,
Edson Queirós e
Rubens Faria, todos afrimando que incorporavam o Espírito* (?)
do Dr. Adolph
Fritz*.
O apelido Arigó,
que significa trapaceiro,
que
põe rasteiras, foi
posto por quem o
conhecia bem da infância e juventude, e que foi depois pároco da
cidade. Como é
típico nestes casos, com uma máquina publicitária bem montada e
a conivência de
alguns ingênuos e mal informados, breve fez fortuna e passou a
movimentar
grandes interesses econômicos em torno de sua figura, além do
interesse
fanático e anti-católico pela difusão do Espiritismo*.
Jamais permitiu
submeter-se a uma séria
pesquisa, por exemplo num Hospital ou Clínica, por algum médico
não-espírita e
muito menos por algum Parapsicólogo* formado, da Escola*
Eclética (pois a
Micro-Parapsicologia* nada entende fora da mínima ESP*). Mas a
atividade de
Arigó era bem conhecida e mereceu ser condenado pela Justiça e
foi encarcerado.
Ver Mirabelli.
ARIOLA, Pepito. (Pepito
= diminituvo carinhoso de José).
Criança-Prodígio
musical, espanhol de 3 anos de idade, apresentado pelo
professor Richet no
congresso
internacional de Parapsicologia* em 1900.
ARISTÓTELES (384-322 a.C.). Um dos
grandes filósofos da
antigüidade clássica grega. Fundador da Escola Peripatética de
Filosofia. Aluno
de Platão e professor de Alexandre Magno. Uma das
verdadeiramente grandes
figuras intelectuais do passado, escreveu tratados sobre
Metafísica, Lógica,
Política, Ética e História natural.
Acreditava num princípio primordial, Deus* único, a quem
estavam
subordinados os outros chamados deuses (?).
Pode ser considerado
um grande precursor da
verdadeira Parapsicologia*, a Escola* Teórica. Por exemplo
reconheceu que a
mente humana pode conhecer à distancia (PG*) e inclusive no
passado (RC*) e no
futuro (Pcg*), e que alguma vez pode manifestar alguma dessas
Adivinhações*
inspirando-se em Mancias* como a Quiromancia* ou a Astrologia*,
que considerou
meras Mancias*.
ARITMOMANCIA. Mais uma Mancia*, por meio dos
números e das
letras, como se neles estivesse o Destino (?).
ARQUÉTIPO. Etimologicamente = modelo primitivo. O tipo ideal abstrato, o modelo
ou paradigma sobre
o qual as coisas estão construídas. São
as primeiras imagens de certas experiências humanas básicas, que
existem no
Inconsciente* Coletivo e podem surgir ao Consciente* sob a forma
de símbolos,
tais como a Bruxa*, o Feiticeiro*, o círculo, que é usado no
Ocultismo* e no
Extremo Oriente para meditações, ou a grande Mandala*. Os
arquétipos estão
intimamente relacionados com os instintos, são herdados e
manifestam-se nas
criações artísticas das diferente raças humanas. Na Psicologia
de Jung* (“La
Psychologie de l’Inconscient”, Paris,
1963 - “L’Homme à la Decouverte de son Âme”, 1963), os
arquétipos representam
um “fundo de imagens antigas, que pertencem ao tesouro da
humanidade”.
Na Filosofia de Platão*,
como no Esoterismo*,
aplica-se de maneira geral às pretendidas manifestações que
haveria no mundo
das idéias, como origem ou matriz, ou contrapartida espiritual
ou “etérea” de
tudo o que se gera ou concretiza aqui no mundo dos vivos. Mas
tudo isso, em
Platão*, pode não passar de metáfora poética.
ARQUEU. Ver Perispírito.
ARROUBAMENTO.
Ver Transe
e/ou Êxtase e/ou Estado Alterado de Consciência, termos
preferíveis por mais
usados.
ARUSPICINA. Mais uma de tantas Mancias*, neste
caso a Scopia*
de “ler” o Destino* (?) nas figuras nas entranhas das vítimas,
principalmente
nos sacrificios rituais de animais: cães, carneiros, ovelhas,
peixes, bodes,
cavalos, burros, raposas, leões, ursos, serpentes. O Arúspice (do latim aspicere
= observar) foi muito
considerado por
vários povos desde os celtas até aos romanos, mas já era técnica de
Adivinhação*
muito usada pelos caldeus, 3.000 à 2.500 a. C.
ÁRVORE DA VIDA.
Ver
Cabala.
ASANA. Na terceira etapa da Ioga*, cada uma
das posturas
corporais pretendidamente para ajudar o Desenvolvimento* de
certos pensamentos.
Há oitenta e quatro asanas
na Ioga*.
ASCENDENTE. Em Astronomia, o grau da longitude
elíptica que se
eleva nesta, em qualquer momento determinado. Segundo a
Superstição* da
Astrologia* tem um significado especial (?) para qualquer pessoa
ou coisa que nasça
ou aconteça nesse instante.
ASCLÉPIO. Ver
Esculápio.
ASMODEU. Ver Deva.
ASONIA.
Extrema
dificuldade para dormir, patológica geralmente.
Rara vez,
Fenômeno Parapsicológico* notável
que acompanha a Inédia*, o Paciente* ficando inclusive muitos e
muitos anos sem
dormir, embora poupando muita energia pois fica sempre em cama.
ASPECTOS. Na Superstição* da
Astrologia*, a distância entre os corpos celestes
conforme são vistos da
terra. Diz-se que
há diversos ângulos
que fomentam a harmonia (?) ou o contrário (?) entre os
princípios planetários.
ASPORTE.
Ver Eporte,
termo preferível.
ASPR. Ver S.P.R.
ASSEPSIA. Em Medicina designa os processos com
que se
afastam os germes
patogênicos.
Há assepsia
parapsicológica, Ver Atoxina,
termo que parece preferível para diferencia-la da assepsia
médica.
ASSINAPSIA. Bret, para diferenciá-la da
Psicografia* que é com
contato, chamava assinapsia concretamente à Pneumografia*, mas
este último é
termo preferível.
ASSITISMO.
Ver Inédi,
termo preferível.
ASSOCIACIÓN MÉDICA ARGENTINA DE
PARAPSICOLOGÍA.
Principalmente pela
participação de Rosa de
laTorre,
Psicômetra*, fundou-se na cidade de Rosário, em 1946, esta
Associação, privada,
não de âmbito universitário e não plenamente científica.
ASSOCIAÇÃO DOS ARIANOS INVISÍVEIS . Sociedade
ocultista
germânica, que promove os “interesses de sangue” da “raça ariana
germânica” e
foi fundada por Siegfried Adolf Kummer, que acreditava que o
Runes, antigo
alfabeto do norte da Europa, continha poderes de Magia* (?).
ASSOCIAÇÒES DE MISTÉRIOS. Ver
Mistérios, Associações
de.
ASSOCIAZIONE ITALIANA SCIENTÍFICA
DI METAPSICHICA. Organismo
com sede
inicialmente em Como, atualmente em Roma., destinado ao estudo
no amplo e
verdadeiro conceito de Parapsicologia* de acordo com a Escola*
Européia.
Publicam desde 1946 a revista “Metapsichica”.
ASSOMBRAÇÃO ou ASSOMBRAMENTO. Ver
Poltergeist, termo que
também se está introduzindo no Brasil mas onde é mais usado o
termo Assombração
e especialmente Casa Mal
Assombrada.
Poltergeist* é termo preferível e mais usado internacionalmente.
Quando há
periodicidade, inclusive às vezes secular, em vez
de Assombração
ou Poltergeist*, Ver Infestação, termo preferível para os casos
com
periodicidade.
ASTOR. Tal o nome do Controle* (?) de
Hester Dowden,
Médium* de Psicografia*. Astor (?) afirmava que o tempo na sua
Esfera*, não é
mensurável.
Evidentemente se
refere, e é verdade, à
chamada eternidade. Mas com essa verdade arrasa todas as
descrições delirantes
a respeito do mundo Astral* típicas do Espiritismo* e de outros
ramos do
Esoterismo*.
ASTRAL. Abreviatura comum para designar
algum dos Planos*...
ou espaços do mundo invisível ou
mesmo esse Mundo Astral.
Em contraposição ao Alto Astral (?) estaria o Astral
Inferior, termo
comum que designa
algum dos Planos* que se acharia mais próximo da terra, por
exemplo o Plano*
dos Duendes*, dos Espíritos* (?) menos evoluídos, dos
Elementares*, das Larvas*
Astrais ou Psicones*...
Ver Corpo
Astral e Viagem em
Astral.
ASTROLOGIA. É uma Superstição* muito espalhada e
explorada,
segundo a qual existiria um relacionamento ativo (?) entre os
astros e cada
homem, individual e coletivamente, e mesmo um Destino* (?)
escrito nos astros,
o qual poderia ser interpretado para dirigir ou ajudar na
compreensão da vida
das pessoas e dos povos e mesmo de toda a humanidade.
Começou como um dos
métodos mais importantes
de Adivinhação* na antigüidade.
Iniciada, talvez, pelos babilônios, atingiu no século II
a.C. os gregos,
enriqueceu-se em detalhes e utilização entre os antigos
egípcios, hebreus,
árabes e europeus medievais.
A Astrologia é uma
“ciência” (?) de
Ocultismo* altamente sofisticada com que se pretende fazer
predições em muitos
campos. Mediante o uso das tábuas de efemérides para preparar um
Horóscopo*, o Astrólogo
obtém uma composição nas doze
Casas que mostram no
momento
particular as posições relativas dos planetas, constituindo os
Signos*, o que
tornaria possível descrever os momentos favoráveis para as ações. Estudaria
assim, o sincronismo e a
causalidade, estabelecido entre os astros que nos rodeiam e os
seres e objetos
na terra, pretendendo
ensinar a conhecer
e calcular os efeitos, as indicações, as predisposições e a
influência que as
estrelas e os planetas pretensamente exerceriam.
No entanto, segundo
minuciosas pesquisas
realizadas, nenhuma correlação foi encontrada entre os traços
característicos
das pessoas e os seus Signos*, como também não no proceder e nos
acontecimentos
das pessoas, de cada povo ou da humanidade. A religião, a
educação, os genes,
as leituras, a alimentação, mesmo os materiais da construção da
casa, as
roupas, etc., etc., influem muitíssimo mais que os astros dos
Signos*
Astrológicos. A Astrologia só tinha sentido na ordem lógica,
quando se
acreditava que os
astros eram deuses
(?). Ver McIntosh, Cristopher.
ATABAQUES . Nome dado aos tambores do culto no
Candomblé*.
ATEU e ATEISMO. Ver Racionalista...
ATLÂNTIDA. Trata-se de um imaginário continente
que teria
existido no oceano Atlântico, onde se teria gerado uma
importante civilização.
Este continente, devido a um qualquer cataclismo, ter-se-ia
afundado há uns dez
mil anos. A ele e à
sua cultura,
dizem, se refere
vagamente Platão, o que
tem originado um sem número
de teorias,
investigações e livros.
Entretanto, até hoje,
nada de concreto conseguiram
provar. Platão, alem de também poeta, foi mal interpretado.
Trata-se de um erro
fundamental de datas. Na realidade em Platão se alude a uma
explosão vulcânica
na ilha de Creta, no mar Mediterrâneo. Atlântida, por tanto, não
passa de um
assunto muito caro a certos tipos de seguidores do Ocultismo*,
sonhadores e
exploradores do sensacional.
ATMAN. Eqüivale a Alma*. No Hinduismo o
conceito do Grande
Eu, identificável com Brahma, o Criador, que seria capaz de se
dividir (?) em
muitos aparentes Egos ou Almas* separadas, de homens que já
estão mais
elevados.
ATMOSFERA. Qualquer qualidade peculiar
detectada nas condições
que nos rodeiam, é isso que a miúde osMédiuns*espíritas
descrevem como
atmosfera.
Afirmam os
espíritas que uma atmosfera especial rodeia todos os corpos
vivos.
A outros
respeitos, análogos, como a Atmosfera Humana, Ver
Kilner, e também
Ver Aura.
ATOXINA. Em analogia com a Assepsia* médica,
Atoxina é como
Bret chamou a
Assepsia* Parapsicológica.
Realmente surpreendente e aparentemente fácil, porque freqüente.
Inúmeras vezes e inúmeras pessoas em
ritos pseudo-religiosos
cheios de fanatismo, durante o Transe* e outros Estados
Alterados* de
Consciência ferem sem higiene nenhuma diversas partes do corpo.
Muitos
praticantes de Curandeirismo* também
usam e abusam da Atoxina provocada pelo ambiente de Sugestão*.
Ver
Psicohigiene.
No Brasil
inúmeras pessoas presenciaram
Médiuns*em Transe* beber grandes quantidades de “cachaça” e
quando saem do
Transe* não apresentarem nem cheiro.
Por Sugestão*
pode qualquer pessoa ficar
imune a qualquer tipo de infeção, mesmo a venenos
poderosíssimos. Grandes
cientistas, por exemplo na Hipnose* foram testando a obediência
da Sugestão*
até administrarem, sem temor nem risco, arsênico, ácido
sulfúrico, etc. em
quantidades normalmente mortais. Diziam ao hipnotizado que ele
estava a beber
água, e o paciente não só mostrava
absoluta Analgesia*, senão também atoxina não sofrendo absolutamente nada dos
efeitos do veneno. O
mesmo inoculando preparados bacteriológicos gravíssimos.
Atoxina é um
aspecto das técnicas dos
Ilusionistas* na área de Faquirismo*.
Dizer que é pelo poder
do psiquismo sobre o
próprio organismo, pouco esclarece. Trata-se de efeito da
Telergia*, que
desmaterializa os germes, o álcool, o veneno..., ou faz um
Eporte*.
Uma das
caractrerísticas de todo Fenômeno
Parapsicológico* é ser espontâneo, mas dentro do organismo
a Telergia
pode ser controlado pela Sugestão* em determinadas
circunstâncias. Mas é
necessário advertir que nos casos pesquisados a atoxina só é
garantida se a
infeção não está já instalada.
AUBERT, George ( ===). Pianista
francês que por
Automatismo* interpretava ao piano peças de compositores
clássicos, segundo
afirmava, sob a orientação dos mesmos (?).
Foi investigado em
1906 pelo “Institut
Generale de Psychologie” de Paris, onde interpretou
perfeitamente uma sonata de
Mozart, de olhos vendados, enquanto tinha ligados aos seus
ouvidos tubos
provenientes de dois gramofones nos quais eram tocadas peças
musicais
diferentes. Este Automatismo* se explica por Divisão* da
Personalidade e
Talento* do Inconsciente.
AUDITOR.
O praticante
de Curandeirismo* do sistema da Cientologia*.
AUGÚRIO. Uma de tantas Mancias*, esta usada
entre os antigos
romanos pelos Augures ou
sacerdotes
observando o vôo e o canto dos pássaros. O augúrio seria
favorável ou
desfavorável segundo fosse, respectivamente, à mão direita ou à
mão esquerda da
estátua de Júpiter.
AUM. Ver Om.
AURA. Em Psiquiatria designa os sinais que
precedem a
crise da Epilepsia*. A aura implica geralmente em Epilepsia*
focal, na maioria
dos casos, do lobo temporal.
Em Parapsicologia*,
chama-se aura uma
emanação energética, geralmente colorida, que certos Sensitivos*
percebem, ou
freqüentemente só acham que percebem!, em redor do corpo humano
e, por vezes,
em torno dos animais e dos objetos.
Quando não é mera
Alucinação*, pode ser um
efeito intra-ocular. Rara vez pode ser efeito da eletricidade
estática. Mais
raramente ainda, pode ser Fotogênese* parapsicológica. Ver
Nimbo.
Hoje em dia,
outro tipo de aura é
fotografado pela máquina Kirlian*.
Este fenômeno normal,
rara vez EN*, tem dado
origem a muitas
interpretações
carregadas de Superstição* e mesmo delirantes, consequentemente
sendo explorado
por charlatães.
AURA
NÉURICA. Termo
proposto por Dodec,
tentando evitar o absurdo nome Perispírito* (?), mas este
continua sendo usado
porque nada significa em Parapsicologia*, sendo próprio do
Espiritismo* e
outros ramos de Esoterismo*.
Não confundir com
Força Néurica* Radiante.
AURORA DOURADA, Ordem Hermética da.
Sociedade de
Magia* que
atingiu o auge na década de 1890. Conquistou uma fama legendária
por vários
motivos. Os ensinamentos da Aurora Dourada, ou “Order of the Golden Dawn”, muito influenciaram
as teorias e o
trabalho e, em menor escala, a organização interna de muitos
grupos de
Ocultismo* principalmente entre as pessoas de
língua inglesa nos últimos cinqüenta anos ou mais. A
Ordem foi fundada
pelo Dr. Willian Wynn
Westcott
(1848-1925), um médico legista londrino, com a ajuda de Samuel Liddell MacGregor Mathers (1854-1918), um
excêntrico
pseudo-montanhês da Escócia sem qualquer ocupação identificável
e o Dr. William Robert
Woodman (1828-1891),
um médico aposentado.
Embora os entusiastas
pelo Ocultismo*
consideram a Aurora Dourada um repositório singularmente
autorizado de
conhecimento e instrução de Magia*, nada há de científico. O
fato, porém, de W.
B. Yeats* ter sido um membroe até diretor
dessa ordem tem intrigado muitos acadêmicos que hoje se
preocupam com a
vida e a obra. do
famoso poeta. Mas na
realidade precisamente a mentalidade poética, e pouco realista,
de Yeats*
explica o fato. Pelo mesmo motivo que atraia megalomaníacos e...
certos
artistas. Ver Hermetic Brotherhood of Luxor.
AUTOFONIA.
Ver Psicofonia,
termo preferível.
AUTOHIPNOSE.
Técnica
desenvolvida para provocar a Hipnose* em si mesmo. O mesmo que Autosugestão,
Sugestão* sobre si mesmo
por exercício de profunda descontração de outras coisas e
concentração num
determinado tema.
AUTOMATISMO. Funcionamento do corpo
independentemente do
Consciente*. Ato complexo totalmente
Inconsciente*.
É uma dissociação entre o comportamento e a Consciência*.
Há vários tipos de
comportamento que estão
incluídos nesta designação, dependendo da etiologia da
dissociação. Assim Automatismo
Sensorial designa um certo
funcionamento automático dos sentidos, na realidade
trata-se de
Alucinação*, termo preferível. Há diversos tipos de Automatismo Motor, por exemplo movimentos de
alguma parte do corpo
precedendo, acompanhando ou simplesmente quando há Psicobulia*
de realizar
algum Fenômeno Parafísico, aconteça este ou não. Mas geralmente
o termo
emprega-se no mesmo sentido que Psicografia* e Oui-Ja*, nestes
casos termos
preferíveis.
E se fala de Automatismos Parapsicológicos quando são
consecutivos quer a
estímulos EN*, quer a captações PN*, como também o próprio
conteúdo manifestado
automáticamente, por exemplo de Xenoglossia*.
AUTOPRECOGNIÇÃO. Pcg de acontecimentos que
dizem respeito ao próprio
Percipiente*, como o dia do
próprio falecimento, uma doença que ele mesmo sofrerá, etc.
AUTOPREMONIÇÃO. Ver Autoprecognição, termo
preferível.
AUTOPRESSENTIMENTO. Falsa Pcg*,
por exemplo
efeito de deduções e cálculos feitos pelo Talento* do
Inconsciente a respeito
do próprio Percipiente*. Não se deve empregar no mesmo sentido
que
Autoprecognição.
AUTOSCOPIA. Visão* do interior do próprio corpo,
ou de seus
órgãos viscerais. Este Fenômeno* costuma ser por Alucinação*,
dificilmente por
Idioplasmia*. Tem origem em HD* ou em PG*.
AUTOSCOPIA EXTERNA. Ver Eautoscopia, termo
preferível.
AUTOSCÓPIO. Segundo a Superstição* própria do
Espiritismo*,
seriam todos os instrumentos mecânicos mediante os quais
poderiam chegar até
nós as pretendidas Comunicações*
dos
Espíritos* (?) dos mortos: a Prancheta*, a tábua de Oui-ja*, a
Mesa* Girante,
etc...
O curioso é que o
termo autoscópio, cunhado pelos espíritas, é realmente
exato
etimologicamente, um lapso que os espíritas tiveram em
contradição com o
Espiritismo*, pois significa que tais mensagens procedem da própria pessoa que está a manejar o
instrumento.
AUTOSUGESTÃO. Ver Sugestão.
AUTOTRANSPORTE. Pretendido Aporte* EN* do próprio
corpo.
Certamente inexistente.
Por outro lado, PK* não existe:
concretamente, contra a absurda
pretensão da Micro-Parapsicologia*, não pode haver Aporte* PN*
nem
Autotransporte PN*.
Também não existe o
Aporte EN* de outra
pessoa ou animal grande, pois a Telergia* só age sobre a
própria pessoa,
sobre objetos inanimados, sobre plantas e sobre animais
pequenos.
Mas há muitos
casos de “Auto”-transporte
SN*:
=== ===
FAZER E INCLUIR UMA LISTA DE
“AUTO”-
TRANSPORTES TIRANDO-OS DO FICHARIO LETRAS G e P’)
=== ===
Para a compreensão do
Autotransporte, do ponto
de vista da Física Moderna, Ver Aparição. O corpo físico pela
influencia SN* na
velocidade das particulas que o compõem transforma-se em
energia, invisível,
desaparece, podendo assim trasportar-se
a
qualquer parte num instante, e naquele outro lugar, o processo
inverso... Só
Deus pode realizar essas duas transformações do homem.
AUTOVISÃO. Termo empregado por Eugène Osty. O
mesmo que
Autoscopia*, termo preferível.
AVATAR. Termo do Hinduismo* para designar as
diversas
Reencarnações* (?) de Brahma* dividido (?) em diversas Atmans*.
AVICENA (979-1037). Célebre
médico e filósofo
árabe, cognominado o “príncipe dos médicos”. Foi um dos homens
mais notáveis do
Oriente, pela extensão dos seus conhecimentos. Escreveu, entre
outras obras, o
“Cânon de Medicina” e a “Filosofia Iluminativa”.
AZAM, H. ( === ). Médico francês de Bordéus,
que em 1895
confirmou os pontos de vista do Dr. James Braid* sobre o
Magnetismo* Animal,
nome que corrigiu para o de Hipnotismo*, e que se mantém até
hoje. Sua
principal obra: “L’Hypnotisme et le Dédoublement de la
Personalité”, Paris,
1887.
- B -
BA’AL SHEM TOB (1700-1760). Pseudônimo
de Israel Ben
Eliezer. É o fundador do moderno movimento Haisdim, que se opôs
ao Racionalismo*
do Talmud*.
Nasceu na Polônia. Sem
a menor inclinação
para educação formal, preferia percorrer os bosques a freqüentar a escola.
E os seus mestres
julgavam-no de fraca inteligência. Entretanto este “ignorante”
chegou a ser
juiz distinto, médico excelente, “Profeta*” de importância e
impulsionador de
um profundo avanço dentro do Judaísmo.
Para Ba’al Shem
Tob o Êxtase* puro, os
Milagres*, uma próxima ou imediata chegada do Messias (diferente
de Jesus, que
não é admitido pelos judeus como o Messias prometido na
Bíblia*), a emocional
exaltação na oração e a comunicação com Deus* através do
Êxtase*, constituíam o
meio Místico*, a
verdadeira vida e uma
religião plenamente saturada de Deus*.
Considerado
justamente herético pelos
próprios judeus, a sua mensagem, no entanto, prevaleceu,
ganhando crescente
influência.
BABA, Sai. ===
BABALAÔ.
Chefe num
centro de Espiritismo* de ritos afro-brasileiros.
BABINSKI, Joseph François Felix
(1857-1932). Médico
francês de origem
polonesa. Foi chefe
da clínica Charcot*
em Salpêtrière. Modificou por completo as concepções sobre a
etiologia do
Hipnotismo*, em contradição com seu mestre e mais de acordo com
a chamada
Escola de Nancy*. Deu um grande impulso a propedêutica
neurológica e os seus
principais trabalhos estão relacionados com os reflexos, a
fisiologia do
cérebro e a vertigem cerebelosa.
BAHAISMO. Doutrina que se separou do Islão em
1884. Crêem os
bahaistas na unidade de Deus* e em Seus Profetas*, que a
Revelação* divina é
contínua (?), que toda a humanidade se deveria unir e que esta
união será
alcançada unicamente graças a um Messias ou porta-voz escolhido.
BAIN, Lei de. Define o reflexo dos atos
psicológicos ou mentais
no organismo e diz: “Todo ato psíquico (no sentido de mental e
humano), de
qualquer espécie que seja, pressupõe, determina e é acompanhado
por um reflexo
fisiológico e esse reflexo irradia-se por todo o corpo e cada
uma das suas
partes”. Diríamos que é verdade o depreciativo ditado popular:
“Parece que
pensa com os pés”. De
fato: até com os
pés, até com os cabelos...
É um dos
fundamentos da HIP*. Ver Movimentos
I. I. I*
BAILEY, Charles. Médium* de Australia, famoso
por seus
Aportes* de ninhos de passarinhos, passarinhos, uvas..., e
inclusive algumas
pedras arqueológicas... Suas fazanhas comezaram em 1889, sob o
amparo de um
milhonario de Melbourne.. Já bem treinado superou as mais
severas condições de
observação. Foi chamado a Italia onde teve importante
participação nas sessões
de Experiências Qualitativas* efetuadas em 1904 na “Sociedade de
Estudos
Psíquicos” de Milão. E
depois em 1910 em
Grenoble. E em 1911 na S.P.R*. de Londres. E de 1912 a 1914 de
novo em Milão
e.em Roma. E depois novamwnte com os melhores especialistas do
mundo em Melbourn,
e em... E ainda em 1931 o grande “Caçador de Bruxas” Harry
Price*.
E acabaram as
discussões. Bailey era um
habilíssimo Ilusionista* bem treinado. Inclusive descobriram
onde havia
comprado os passarinhos, as pedras arqueológicas..., e foi
reconhecido pelos
vendedores. Apesar de sempre afirmar que seu Controle* era um
Espírito* (?) de
um hindu, demonstrou-se que nem falava nem
entendia o Hindustani. Etc, etc. Demonstraram-se as
Fraudes*, e também
demonstrou-se mais uma vez que nenhum Psíquico* (nem os
pretendidos Espíritos*,
Demônios*...) tem domínio sobre as Faculdades Parapsicológicas*,
fenômenos que
só espontaneamente alguma vez realmente podem manifestar-se.
BAILLY, Marie. ===
BATEMAN, F. Ver Soal, Samuel G.
BARKER, Elsa ( === ). Espírita
inglesa, autora
por Psicogtafia* de uma série de pretendidas Comunicações* que
tiveram muita
difusão e foram traduzidas a várias
línguas,
por exemplo: “Lettere di un morto tuttora vivente”, Torino,
Bocca, 1928. Dizia
que se tratava de Comunicação* do Espírito* (?) de David P.
Hutch, que fora
magistrado em Los Angeles...
BAKER, Mary (1821-1910). A que viria
a ser a
“sacerdotisa” de uma grande “religião” e que foi uma das
mulheres mais
poderosas de Norte América.
Nasceu numa
pobre herdade do New Hampshire.
Foi desde a infância sempre doente e sujeita a violentas
convulsões. Casou
com o coronel Glower, ficando viúva
após um ano e na maior miséria. Voltou a casar com um médico
homeopata e
dentista ambulante, de quem se divorcia passados dois anos. Refugia-se em casa de
uma irmã e começa a
dedicar-se ao Espiritismo*, o que a indispõe com a família.
Tem um acidente,
e sem que se encontre
motivo real ela afirma sofrer graves seqüelas: uma rigidez nos
músculos da
perna e, por fim, uma paraplegia completa. São tentados todos os
tratamentos
alopáticos e homeopáticos, mas logicamente, dado que não a causa
fisiológica
real, sem resultados. Permanece anos na cama, como se fosse
realmente
paralítica, inválida e psicologicamente desesperada.
Conheceu então
Phinéas Pakhurst Quimbey*,
antigo praticante do Magnetismo* (?), que se tornaria curandeiro
“metafísico”
(?). Com algumas sessões a pretensa doença da medula espinal é
curada (?), isto
é, a Histérica* Mary Baker deixa de sentir a dor e de manifestar
as disfunções.
Ver Curandeirismo.
Entusiasmada com este
resultado estuda a obra
“filosófica” (?) do curandeiro, que consistiria numas dezenas de
manuscritos,
nunca publicados (!), e onde se trataria de religião, de
interpretação da
Bíblia*, do Espiritismo*, da Adivinhação*, das doenças e de
muitas outras
coisas mais...
Entretanto Quimbey
morre. A Sra. Glower
imagina então ensinar uma doutrina análoga à de Quimbey e
depressa prepara
vários alunos, entre os quais se distingue Daniel Spotford, que
a ajuda a fazer
aparecer “Science and Health”, que aliás não alcança êxito.
Sempre caprichosa e
autoritária, aborrece-se
por motivos fúteis com a maioria de seus
alunos. Casa-se com um deles, o jovem Gilbert Eddy, que
morre após cinco
anos; é sob este
sobrenome, Sra. Eddy,
que passa a ser conhecida.
Transfere a sua escola
para Boston, onde
funda “The Journal of Christian Science”.
A escola de Boston é
oficializada
e seu êxito é considerável. Os doentes são tratados tanto à
distância como no
local e as “curas (?) milagrosas” (?) sucedem-se. Consequentemente o
dinheiro aflui aos cofres
da Sra. Eddy.
A Sra.
Eddy vence todas as dificuldades,
transpõe todos os obstáculos, intensifica a sua propaganda,
funda igrejas de
sua Seita* de Curandeirismo* em todas as cidades com habilíssima
técnica de
Lavagem* Cerebral, e torna-se extremamente poderosa.
Ver Ciência Cristã.
BALANÇA (de Crookes). Dispositivo
de medição
idealizado por William Crookes* para valorizar o efeito da
Telergia*. Ver
Fluidômetro.
====
BALFOUR, Stewart
( 1827-1887). Do Instituto de Ciencias de Inglaterra e autor do
benemérito “On the
Conservation of Energy”, Londres, 1873. Deixando de lado a
Física, dedicou
muito do seu tempo à Parapsicologia e foi o segundo presidente
da SPR*, sucedendo a H. Sidgwick, de 1885 a 1887.
BALFOUR, ARTHUR J., 1RO. CONDE DE
(1848-1930). Lorde e
Primeiro Ministro
inglês, foi presidente da SPR* em 1893-94. Escreveu “O Ouvido de
Dionísio”,
onde trata de um interessante caso de Correspondência* Cruzada.
Seu irmão, Gerald W., 2o. Conde de Balfour (1853-1945), Membro
do Parlamento,
foi também presidente da SPR* em 1906-7.
BALLARD, Guy (1878-1939).
Norte-americano. Engenheiro
de minas. Foi Médium* durante 30 anos. Em 1930 teve Visões* que
ele atreibuiu a
Comunicações do Espírito* (?) do Conde Saint-Germain*, como
conta sob o
pseudônimo de Geodfr
Ray King, no seu
livro “The Master
Revealed”, Chicago, 1934. E a partir daí fundou em Los Angeles o
movimento “I
am” (= “Eu Sou”), com a colaboração de sua esposa Edna Wheeler,
seguidora do
Ocultismo*, e de seu filho. Ficaram riquíssimos. O movimento
chegou a ter perto
de um milhão de seguidores em 1938, depois decaindo com a morte
de Ballard e
por um processo de defraudação promovido contra sua viuva e
filho. Publicaram
as revistas “Voice of I Am” e “I Am Ascended Master Youth”.
BANG, Irmãs. Lizzie ( ==== ) e May ( ==== ), de
Chicago.
Médiuns* que se especializaram em escrita, desenho e pintura a
tinta por
Pneumografia*, e também por
Criptografia* em envelopes selados. Inclusive com hora
marcada em demonstrações
ópublicas de grande assistência...!
E, claro está, não
tardou em demonstrar-se a
fraude. Foram investigadas em 1909 pelo grande Parapsicólogo*
Hereward
Carrington*, que descubriu as habilidosas
Fraudes*.
Mas inegavelmente
alguns casos foram
autênticamente prpsicológicos, embora
também e evidentemente nada tinham a ver com a pretendida
Comunicação*
de Espíritos* (?) de mortos. Entre tantas contraprovas o mesmo
H. Carrington*
dirigiu uma carta em envelope selado à sua “queridíssima mãe,
Jane Thompson”
(que não existiu), e recebeu resposta dirigida a meu “muito
querido filho
Harold”assinada por sua “devotada mãe, Jane Thompson”!
BAQUET (de Mesmer). A tina ou
“baquet” de
Mesmer* constituía um engenhoso processo para multiplicar os
efeitos
terapêuticos (?) da sua irradiação de Magnetismo* Animal (?). Numa
espécie de banheira cheia de água, Mesmer* mergulhava
algumas garrafas,
uma por cada doente, e encostava uma pequena barra metálica a
cada uma delas.
Os doentes, reunidos a volta dessa “baquet”, davam as mãos,
agarrando ao mesmo
tempo as barras metálicas e também as mãos de Mesmer*, que
estava entre eles.
Deste modo o Magnetizador (?) podia “transmitir” a todos os seus
benéficos
eflúvios (?).
BARADUC, Hippolyte (1850-1909). Médico
francês. Como médico
alcançou merecido renome no campo do Hipnotismo* e publicou
vários livros ao
respeito. Inventou o Biômetro* que leva seu nome.
Como Parapsicólogo*
cometeu gravissimos erros.
Muito apaixonado, deixou-se levar inclusive por vulgares
preconceitos
religiosos, por exemplo em “La Force Curative a Lourdes”, Paris,
1907. Fez
Experiências Qualitativas* de Escotografia*, até com ele mesmo
como Psíquico*
(?): “La Force Vitale, Notre Corps Vital, Sa Formule
Biometrique”,
demonstrando-se depois que eram “auras” (?) absolutamente
comuns, inclusive
falhas na técnica fotográfica. Pretendia também haver demonstrado que algo
de nebuloso e vaporoso,
muito especial, abandona o corpo humano após a morte, o que
inclue vários erros
graves de interpretação, em tanto quanto diferente de várias
energias e
emanações do corpo absolutamente normais, como calor, cheiro,
etc.
BARALHAMENTO PSÍQUICO. Técnica
segundo a Escola*
Norte-Americana em Experiências Quantitativas* da subdivisão de
PG* que eles
denominam ESP*: O Percipiente* baralha as Cartas* ESP, mantendo
a face destas
para baixo, esforçando-se por obter que a ordem dos símbolos no
fim do baralhamento
iguale a ordem de um outro baralho ou uma coluna com os vinte e
cinco símbolos,
que não foram vistos. Portanto só podem ser conhecidos pela ESP*
(Rhine*).
BARALHO. Chama-se
Baralho Zener o inventado pelo Dr. Zener* para
Experiências Quantitativas*
de ESP*. Consta de cinco símbolos: cruz, quadrado, estrela,
círculo e três
líneas onduladas. Cada símbolo está repetido cinco vezes,
formando um Baralho
de 25 Cartas* ESP.
Na
Micro-Parapsicologia* diz-se Baralho Aberto um
conjunto de 25
Cartas* ESP reunidas a esmo, sendo, portanto, de número não fixo
de cada
símbolo. Em contra partida chamam Baralho
Fechado o composto pelas 25 Cartas* ESP sendo cinco de
cada um dos cinco
símbolos.
BARBANELL,
Maurice.
Apriorística
e fanaticamente deu-se o nome de Vidoeiro
de Prata ou Silver
Birch ao
suposto Controle*
durante seus
estados de Transe*. E o mesmo pseudônimo ao suposto Guia* do
Círculo* de Hanna
Swaffet Barbanell. Foram publicados muitos livros com as suas
Comunicações*
(?), que tiveram grande influência no Espiritismo* moderno.
Barbanell (ou
Silver Birch!)
foi editor da revista “Dois Mundos” e autor de vários livros de
Espiritismo*,
sendo o último “Isto é Espiritismo”, publicado em 1959. Membro destacado da
“União de Médiuns
Espiritualistas” de Londres. Grande orador e escritor na
divulgação do
Espiritismo*. Tem pronunciado numerosas conferências sobre
Espiritismo* por
toda a Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Europa.
BARKEL, Kathellen ( === ). Médium*
inglesa. Desde a
infância manifestou alguins Fenômenos Parafísicos*. Submeteu-se
a Experiências
Qualitativas* diante dos membros
do
“Colégio Britânico de Ciências Psíquicas”, de Londres,
produzindo Fenômenos de
Pneumografia*... e Aporte* inclusive de belas jóias. Dizia que
seu Controle*
durante o Transe* era o Espírito (?) de “Corvo Branco”, chefe
dos índios sioux
de há mais de oitocentos anos (!). Pertencia à “Associação
Espiritista
Marylebone”, hoje “Associação Espírita de Inglaterra”, onde mais
do que nada
explorava suas faculdades espontânes como se fossem controléveis
no seu
Curandeirismo*.
BARIFONIA. Engrossamento da voz, uma forma de
disfasia
patológica.
Em Parapsicologia*,
quando acompanhada de
Transe* ou Fenômenos Parapsicológicos*, não só patológicos,
então é preferível
o termo Ecolalia*, que logo a
Superstição* atribui a Possessão* (?), Incorporação* (?),
etc.
BARILALIA. Fala indistinta, inarticulada.
Pode surgir em certos
tipos de Transe* e,
especialmente se acompanhada de Fenômenos Parapsicológicos*,
ocasionar
interpretações supersticiosas de Possessão*, vulgaríssimo “Dom
de Línguas” (?),
etc. Ver Glossolalia.
BARONTE .
Seria um
Espírito* (?) ainda em estado evolutivo (?) inferior.
BARRET, William Fletcher
(1844-1925). Nasceu na
Jamaica, e
estudou na Inglaterra. Notável físico, foi catedrático de Física
Experimental
(1873-1910), no “Royal College of
Sciences” de Dublin. Os
seus
estudos e trabalho no campo da Física Experimental revestem-se
de grande
importância, inclusive no desenvolvimento do telefone.
Havendo tomado
conhecimento de Fenômenos
Parapsicológicos* divulgados pelos espíritas, compreendeu a
importancia da
Parapsicologia* e abandonando uma carreira muito compensadora
participou
destacadamente na fundação em 1882 da SPR*, da que foi
presidente no ano 1904,
e dedicou-se à investigação principalmente de
PG* e do Poltergeist*.
Escreveu
os livros: “Phenomenes Misterieux du Psychisme Humain”,
Londres, 1904 -
“Psychical Research”, 1911 - “On the Threshod of a New World of
Though”, 1908,
Edição revista e publicada com o título “On the Threshod of the
Unseen”, 1920
- “Death-bed
Visions”, 1924, etc.
Publicou junto com
Theodore Besterman*, “The
Diving Rod”, Londres,
1926, livro muito
importante dedicado à varinha da Rabdomancia*, onde, apoiando-se
em fatos,
defende a tese de que a vareta não passa de um meio para revelar
PG* (ou
HIP*...) da pessoa.
BASIC TECHNIQUE (BT). Ver Testes de ESP.
BATEMAN, F. Ver Soal,
Samuel George.
BALDIO, Charles ( === ). Psicólogo,
que foi diretor
do “Instituto Internacional de Parapsicologia” de Genebra e que,
a partir das
experiências de Ampère e Chevreul, descobriu um modo de ampliar
os movimentos
reflexos das idéias, a fim de torná-los perceptíveis. Ver Lei de
Bain*. Seu
livro principal: “Suggestion et Autosuggestion”, Genebra, 1929.
BAVENT, Madeleine.
Ver
Louviers, Possessas de.
BEALE, Dr. O
“Espírito*
(?) médico” que seria o Controle* de Mis Rose*.
BEARD, Thomas. Amigo íntimo do ditador
inglês Cromwel, que
regeu uma cadeira de Feitiçaria*, criada então na Universidade
de Huntingdon
(!).
BECHTEREV, Vladimir (1857-1927). Neurologista
russo, que foi
professor da sua especialidade na Universidade de São
Petersburgo. Usou a
Hipnose* como técnica terapêutica. Estudou com muito interesse
os Fenômenos
Parapsicológicos* que podiam manifestar-se durante a Hipnose*.
BEDBROOK, David. Homem de negócios britânico.
Um consumado
lingüista. Médium* de PG*. Dedicou o seu tempo livre a divulgar
o Espiritismo*,
inclusive como escritor. Foi membro da “Societé des
Philadelphes” de Paris, e
presidente de muitas sociedades de Espiritismo*, tanto nacionais
como
estrangeiras. E inclusive membro honorário da SPR* de Londres, o
que se explica
pelas contribuições econômicas... para pesquisas.
BELOMANCIA. Uma Mancia*, entre tantas,
freqüentemente usada na
antigüidade, especialmente antes de uma expedição guerreira (do latim bellum
= guerra). Consistia na
interpretação dos movimento das
flechas disparadas.
BELZEBÚ.
O deus (?)
das moscas na
religião de Zaratustra* ou
Zoroastro. Os judeus o identificaram, em jogo de palavras
hebraicas e
aramáicas, com
“Senhor da Casa” e
“Príncipe dos Demônios*”. Ver
Demonologia.
BENDER, Hans (1907-1991). Tendo-se
doutorado em
Medicina e Psicologia, consagrou mais de quarenta anos de sua
vida a
investigações de Parapsicologia*. Dirigiu o “Instituto para as
Zonas Limítrofes
da Psicologia” (= Parapsicologia*) e concretamente para as
zonas da
Psicohigiene*, na Universidade de Freiburg im Breisgau,
Alemanha. O Instituto
foi integrado na Universidade em 1954, passando Bender a
catedrático de
Parapsicologia*.
Entre suas publicações
deve destacar-se
“Unser Sechster Sinn. Telepathie, Hellsechen und Psychokinese in
der
Parapsychologischen Forschung”, Stuttgart, 1971;
e
publicado com vários colaboradores “Parapsychologie.
Entwicklung, Ergebnisse,
Probleme”, Bremem, 3a. ed. 1970.
BENSON, Edward White. Ver “Cambridge Ghost
Society”.
BENTO XIV (1675-1758). Próspero
Lambertini,
natural de Bolonha. Foi papa de 1740 até 1758.
O mais sábio dos papas e também o maior Parapsicólogo* de
todos os
tempos. Pode pensar-se que houve um Fenômeno
SN* de ciência infusa, pois nunca errou na interpretação e
demonstrou saber
tudo o que só dois séculos depois a Parapsicologia* descobriria,
e já se
pronunciou sobre tudo o que a Parapsicologia* pretende estudar e
do que ainda
não chegou a uma conclusão. Principalmente na sua obra “De
Srvorum Dei
Beatificatione et Beatorum Canonizatione”
(os 7 primeiros volumes da Opera Omnia publicadas em 17
volumes pelo Pe.
Emílio Azevedo S.J. ( ==== ), Prati, 1839-1847; primeira edição,
1750), não só
explica insuperavelmente em que consiste cada tipo de Fenômeno
Parapsicológico*, os que são reais e os que são Mitos*, senão que também, e
novamente de modo
insuperável, estabelece onde termina em cada Fenômeno* o natural
e onde começa
o SN*.
BÉRAUD, Marthe.
Ver
EVA C.
BERGIER, Jacques. Fisico, especializou-se em
Física Atômica e
em “problemas estrnhos da Física”. Em 1967 foi nomeado diretor
do Instituto
Francês de Documentaµão Científica e Técnica. Integra o comité
de redação da
revista “Planète”.
Escreveu, em
traduição espanhola, “A la
Ëscucha de los Planetas”, Barcelona, 1969 - Com Louis Pauwels*,
“Le Matin des
Magiciens” (“O Despertar dos Mágicos”), Paris, 1960 - Com Iere
Duval, “Nos
Pouvoirs Inconnus”, 1970.
BERGSON, Henri (1859-1941). Notável
filósofo francês.
Também doutor em Letras e Prêmio Nobel de Literatura. Professor
de Grego e
depois de Filosofia no “Collège”de Paris. Um dos mais
proeminentes pensadores
do seu tempo, destacando-se seu pensamento na luta contra o
Racionalismo* estabelecido
nas universidades e a atração pelo Catolicismo.
Precisamente como
filósofo interessou-se muito
e foi muito questionado pela Parapsicologia*. Participou de
Experiencias
Qualitativas* com Eusapia Palladino*. Foi presidente da S.P.R.*
em 1913. E por
razão da Pcg* e RC* reflitiu de modo especial sobre a relação do
tempo com a
personalidade, em ordem a substituir
o
durável pelos valores não temporais, e passou a escudrinhar a
maior parte dos
filósofos, desde Platão. Cria que a verdadeira natureza das
coisas podia-se
apreender através da Intuição*.
BERNSTEIN, Morey. Homem de negócios americano
que se meteu,
indevidamente, a fazer Hipnose*. Pela técnica da regressão
pretendia ter
produzido provas de uma anterior Reencarnação (?) de uma dona de
casa como
Bridey Murphy que teria vivido na Irlanda um século antes.
Fizeram-se gravações
das afirmações expressas durante as sessões.
Descreve o caso
sob o título “The Search
of Bridey Murphy”,
Nova Iorque, 1956. O
livro, enaltecido principalmente por certos adeptos do
Espiritismo*, alcançou
enorme difusão.
Na realidade foi
refutado diversas vezes e
amplamente, inclusive pelos jornalistas do “Life”, que
demonstraram que não
eram válidas as afirmações com referencia a um século antes, mas
que
correspondiam a lembranças da infância daquela senhora e a
acontecimentos
atuais projetados para o passado.
BERTRAND, Alexandre (1795-1895). Médico
francês. Exerceu a
profissão em Paris e foi um dos primeiros a estudar os prodígios
do Magnetismo*
Animal. Escreveu dois trabalhos: “Traité du Sonambulisme” e
“Traité du
Magnetisme Animal en France”.
BESANT, Annie (1847-1933). Havia estado casada
com o pastor evangêlico
Frank Besant, com o que teve dois filhos. Mas depois abandonou
sua religião,
divorciou-se e se fez “Livre*-Pensadora”, durante muitos anos
escrevendo e
dando conferencias nas que se monstrava profundamente ateia, até
1889 em que
conheceu a H. P. Blavatski*...
Dez anos mais tarde,
em Benarés, India,
fundou a “Hindu Central Colleg”, uma universidade que pretendia
reunir a antiga
religião da India com a Teosofia*. Querendo juntar a Teosofia*
com o Judaismo e
o Cristianismo, proclamou a Krishnamurti* como o Messias
esperado e verdadeiro.
Magnífica oradora e
organizadora, foi de 1907
até sua morte a sucessora de Helena P. Blavatski* na presidencia
da Sociedade
de Teosofia*. Suas conferencias devem contar-se por milhares.
Foi a
sistematizadora da doutrina da Sociedade Teosófica*. Entre os
numerosíssimos
livros, por citar alguns, a maior parte publicados em Londres
pela “The
Theosophical Publishing House”, destaquemos: “An Autobiography”,
1893 - “The
Ancient Wisdom”, 1897 - “Esoteric Cristianity”, 1902 - “Seven Great
Religions”, 1902 - “The Wisdom
of the Upanischads”, 1906 - “The Bagavad Gita”, 1906 - “Popular
Lectures on
Theosophy”- “Man and his Bodies”- etc. etc. Escreveu não menos
de 400
trabalhos...
BESSINET, Ada M.
Ou Sra. William
Wallace Roche pelo marido.
Médium* norte-americana professional (a dez dólares a entrada)
de Fenômenos
Parafísicos*. Haveria batido um record: numa só sessão seria
capaz de produzir
até quarenta Fantasmas*.
Para o então
já fanatizado
espírita Conan
Doyle*, em 1922, uma
Fantasmogênese* realizada por Bessinet constituiu “a mais
maravilhosa
experiencia de toda minha vida”. Mas tres dias depois, o
Ilusionista* Fulton
Ousler, que assistia a uma sessão, pegou in fraganti a Fraude*
no mesmo
Fantasma* que maravilhara a Conan Doyle*, e monstrou as máscaras
com que se
fazia a Fraude* nas outras Fantasmogêneses*.
Submetida em 1911 a
Experiências
Qualitativas* pelo Professor Hyslop*, da ASPR*, após setenta
sessões o
professor foi de opinião que a própria Médium* fazia tudo por
Fraude*, mas que
atuava em Estado Alterado* de Consciência e que, portanto, não
era moralmente
responsável. J. B. Hewat Mckenzie*, porém, do “Colégio Britânico
de Ciências
Psíquicas”, submeteu-a também a Experiênias Qualitativas*
durante seis meses,
em 1921, e acabou por afirmar que esporadicamente alguns eram
autenticamente
Fenômenos Parapsicológicos*.
BESTERMAN, Theodore (1904- === ). Não se pode
ocultar que foi Teósofo* e entusiasta
divulgador das obras de
Annie Besant*. Mas posteriormente foi encaminhando-se pela
Parapsicologia. Foi
membro da SPR* e professor na
Universidade de Londres. É autor de muitas obras sobre
Teosofia*, mas
também de Parpsicologia*. Em destaque “Crystal-Gazing”, Nova
York, 1965 - “Some
Modern Mediuns”, 1930 - e em colaboração com W. Barret”*: “The
Divining-Rod, an
Experimental and Psychological Investigation”, 1926.
BETA. Letra grega com a qual se denomina,
na
eletroencefalografia, a atividade sensorial e mental que aparece
de forma
predominante durante o funcionamento dos órgãos sensoriais e
também quando se
atua ou se pensa.
Interessa em
Parapsicologia* especialmente
para demonstrar que quantos acreditam estar em estado de
Médium*, Possessão*
(?), Incorporação* (?), etc. não o estão realmente, dado que
foram superados
com grandíssima vantagem nos testes eletroencefalográficos por
casos de
Divisão* da Personalidade claramente naturais.
BEZIAT. Ver Germaine.
BHAGAVAD GITA. Parte do poema épico hindu
“Mahabharata”,
mas posterior ao original. Escrito sagrado hindu, que a lenda
atribui a Vishnu,
“O Conservador”, deus (?) benéfico encarnado como Krishna “O
Auriga”. É um
compêndio do ensino dos Upanisshads.
Subjaze possivelmente
a intuição de que há um
único Deus*, pessoal, e demonstra devoção. Contraditoriamente,
porem, com
esta possível
intuição, contem a
crendice dos Avatares*, não aceita pelo Bramanismo* ortodoxo.
BIANCHI, P. Benigno. Professor de
Piquiatria em
Nápoles. Diretor do Asilo de Alienados, de Salerno. Foi Ministro
da Educação.
Com o Professor Falconeri fez Experiências Qualitativas* sobre
os Fenômenos
Parapsíquicos* de Nilda Bonardi, a quem fez perguntas sobre
acontecimentos da
sua vida privada, impossíveis de serem conhecidos normalmente
por Nilda. Com
tais detalhes descritos por ela, o Dr. Bianchi reconheceu que o
seu ceticismo
contra a Parapsicologia* se havia debilitado e passou a estudar
tão importantes
Fenômenos* com
preferência sobre outras
atividades. Participou também de Experiências Qualitativas* em
1891 dos
Fenômenos Parafísicos* de Eusápia Palladino*.
BÍBLIA. Conjunto dos livros sagrados
judaico-cristãos. É o
livro ou conjunto de livros mais traduzido e mais difundido e
respeitado no
mundo todo, mesmo por religiões
e seitas
que não o aceitam como livro sagrado.
Divide-se em Velho Testamento ou Antigo
Testamento ou com o adjetivo
Veterotestamentário, escrito originariamente em hebraico
ou aramaico, e Novo
Testamento Neotestamentario, não
aceito pelos judeus, escrito originariamente em grego. São
chamados livros Canônicos.
Ao
redor do tempo de Cristo os judeus da Palestina rejeitaram
também os livros e
partes de livros do Antigo Testamento dos que não se conservava
o original
hebraico ou aramaico, só a tradução grega. Posteriormente foram
rejeitados
também pelos protestantes. São chamados Deutero-canônicos.
Eram aceitos pelos judeus de fora de Palestina e mesmo
alguns grupos de
judeus de Palestina e também aceitos e foram citados por Jesus e
os
apóstolos.
Na Bíblia
afirma-se que é a
Revelação* divina. Aceitar racionalmente esta declaração, assim
como dirimir as
discussões sobre quais são os livros que se devem aceitar como Revelados e como
interpretar diversas
afirmações conflituosas, não depende da... soberba humana, senão
da “assinatura”
de Deus*, os Fenômenos SN*, que como fatos “misteriosos”
corresponde à
Parapsicologia* estudá-los.
A bíblia, todo o
conjunto e cada um dos seus
itens, tal como aceita e entendida pelos católicos, e só assim,
está “assinada”
numerosíssimas vezes. Bastaria esta realidade para exaltar ao
máximo a
importância da Parapsicologia*.
Biblia
Kosmon. Ver
Newbrough, J. B.
BIBLIOMANCIA. Em sentido estrito designa uma
peculiar Ordália*
nos processos de Bruxas* e Feiticeiras*. Com a intenção de
provar a
culpabilidade ou inocência, colocava-se a acusada no prato de
uma grande
balança e no outro um volume da Bíblia*. Se o peso da acusada(o)
se mostrava
maior que o do livro, provava-se (?) a sua culpabilidade, isto
é, Deus*
não a salvara (!).
O termo designa também
e mais
generalizadamente uma Mancia* que consiste em interpretar ou formar frases com as
palavras que casualmente
se isolam do texto, da Biblia ou de outro livro considerado
sagrado, ou de
qualquer livro..., mediante diversos processos: abrir o livro ao
acaso, coser
as folhas com uma agulha de ouro e verificar depois quais as
palavras marcadas
pela agulha, etc., etc.
BICHEIRA, Cura da. A cura da bicheira (mitase)
do gado é um
fato testemunhado por inúmeras pessoas e confirmado por
observações
científicas. Resume Rhine* no seu “New Worl of the Mind”: “Há
ainda um caso,
talvez o mais estranho desta série estranha. Entre todos esses
efeitos
orgânicos de ordem médica...
não há
nenhum que pareça mais interessante do ponto de vista
científico, e mais
fecundo, do que a velha arte, simples e sem elegância, de
expulsar as verrugas
e outras excrescências da pele dos animais”.
A SPR* de Londres e
muitos Parapsicólogos*
estudaram essa
suposta PK* (?) que
poderia influir nessa cura de
animais à distância (?), proclamada pela Micro-Parapsicologia*.
Nada disso.
Além do mais neste pesquisa, em si louvável, a
Micro-Parpasicologia* sai do seu
campo: laboratório e estatística.
Este é um
caso típico, mais não isolado,
sugerindo que pode representar certo papel um efeito físico de
origem psíquica,
a Telecinesia* por Telergia*, não PK*!, embora não se possa ter
a certeza se
assim o é. Para o espírito aberto, tais casos devem servir para
formular uma
pergunta, importante sem dúvida, embora nem sempre fácil de
responder. Porque é
claro que sempre se pode recorrer a explicações bem comuns:
experiência dos
tratadores dado que a mitase tem seu tempo determinado para
amadurecer e cair,
inclusive a confiança dos animais domésticos nos seus donos e
conseqüente
exaltação da sua autodefesa, etc.
BICORPOREIDADE.
Ver Bilocação,
termo preferível.
BIEN-BOA. Nome atribuído ao efeito da
Fantasmogênese*
produzida por Marthe Béraud* ou
Eva* C.,
que fazia parte dosMédiuns*que, em Argel, rodeavam o célebre
general Noel,
muito interessado por estes acontecimentos. Bien-Boa, de
capacete, bigode,
envolto em véus brancos, passeava-se entre a assistência. A sessão terminava
pela Desmaterialização* do
Ectoplasma*, que se dissolvia no soalho e Bien-Boa voltaria (?)
ao mundo dos Espíritos*
(?).
Foi estudado pelo
célebre Professor Charles
Richet* que, após um minucioso inquérito pela sala e uma
paciente observação de
Marthe Béraud, não reconheceu a Fraude* e concluiu tratar-se de
um Fenômeno*
verdadeiro. Mas, ao que se soube depois, ela tinha um
cúmplice... Esta aventura
grotesca terminou por provocar um escândalo e prejudicou
consideravelmente o
prestigio de Charles Richet*.
BILOCAÇÃO. Presença simultânea de uma pessoa em
dois lugares
diferentes ao mesmo tempo.
É dita Bilocação
Subjetiva quando o Duplo* (?) simplesmente é visto por
algum Percipiente*
num lugar diferente daquele que o corpo do Paciente* ocupa. É
dita Bilocação Objetiva
se o Duplo*
manifesta a sua realidade material.
Alguns autores vão ao
ponto de qualificar a
bilocação como
“delírio esquizofrênico”,
mas a realidade é que esses autores ignoram do que se trata. O
Fenômeno* é real
e muitas vezes comprovado cientificamente em Experiências
Qualitativas* e
principalmente em Casos* Espontâneos presenciados por milhares
de testemunhas,
muitíssimas absolutamente fidedignas.
Os sequazes do
Espiritismo* e de outros ramos
do Ocultismo* no seu típico delírio chamam-no também Viagem* Astral ou
Desdobramento Astral.. Seria um Fenômeno* segundo o qual
um indivíduo de
faculdades muito evoluídas (?) e de perfeita preparação poderia projetar o seu Corpo*
Astral (?) ou
Perispírito* (?) e aparecer num local diferente daquele em que
se acha seu
corpo físico. completamente absurdo, erro crasso de
interpretação.
Pode realmente uma
pessoa projetar-se a bem
menos de cinqüenta metros: Fantasmogênese*
por Ectoplasma* representando-se a si mesma e com
Exteriorização* da
Sensibilidade.
Bilocação a maior
distância? Estes fatos
geralmente devem ser interpretados de outra maneira: Projeção* de PG. A Hagiografia*, porém,
referencia numerosíssimos
casos de bilocação a grandes distâncias. Em muitos destes casos
pode haver ao
menos Providência* Divina Especial, em outros casos trata-se
claramente de
Bilocação SN* ou Ubiqüidade*.
BIOCINESE. Termo proposto por C. Jaules para
designar os
primeiros minutos após a Morte
Clínica,
diagnosticável pelos médicos pelo EEG plano, parada cardíaca,
olhos vítreos,
etc., mas ainda reversível. Geralmente após 3 ou 4 minutos o
cérebro apaga. Em
algum caso extremo e condições muito especial o cérebro demora
até ½ hora em
apagar. É um estado de vida estática, diferente do intervalo
posterior, a
Biostase*.
Ver NDE.
BIOCOMUNICAÇÃO. Esperança sem fundamento
nenhum que procura
a explicação de PG* por um elemento físico de informação “ainda
desconhecido”
(?), ou num meio de detecção “escondido no organismo” (?). Esta esperança, já
rejeitada, prevaleceu
durante algum tempo em alguns países do Leste Europeu, e ainda às vezes se ouve
em pessoas
oprimidas por preconceitos
Materialistas* e não bem ao par das pesquisas em
Parapsicologia*, realizadas
inclusive pelos mais destacados físicos, sobre a natureza de
PG*.
BIOFEEDBACK. Certo domínio sobre processos
internos tais como
aceleração do coração, ondas cerebrais, ou as reações
galvanizantes da pele,
através de condicionamento.
Interessa em
Parapsicologia* especialmente no
estudo dos prodígios na área de Faquirismo* e das imitações
realizadas pelos
Ilusionistas*, como também no estudo de certos tipos de Transe*.
BIOELETRICIDADE. Teoria defendida por alguns
investigadores
de Parapsicologia* em relação às diferenças e algumas analogias
entre a
Telergia* e o magnetismo ou eletricidade da Física comum.
A Telergia* seria
assim uma espécie de
eletricidade que não se submeteria, entretanto, às leis físicas
que governam a
eletricidade comum; pelo contrário, apresentaria as
características peculiares
de vida. Os efeitos dessa “eletricidade especial” dependeriam da
vontade
Inconsciente* do Psíquico*. Seria, portanto, não simples
eletricidade mas
bio-eletricidade. A Telergia*, ou “Energia
Biótica” como é chamada nesta teoria, produziria os seus
efeitos de um modo
análogo à eletricidade estática, como se o corpo do Psíquico* se
carregasse de
alta tensão. Em torno do corpo do Psíquico* formar-se-ia um
campo
eletromagnético especial.
Há algo de
verdade e outro tanto de...
metáfora.
BIOENERGIA. Tipo de força que, além do homem,
também outros
seres animados possuiriam (?). Coincide também com a energia
suposta na teoria
da Psicotrônica*.
E em grande parte
coincide com a teoria de
Bioeletricidade*, e portanto pode ter analogias com a Telergia*.
BIOINFORMAÇÃO. Ver Grupo Popov de
Bioinformação.
BIOMAGNETISMO. Ver Magnetismo* Animal ou
Mesmerismo*,
termos preferíveis porque mais usados.
Pode
também apresentar analogias com o
conceito de Telergia*.
BIÔMETRO. Aparelho que se utiliza com o fim de
medir a
antigamente, e hoje no Esoterismo*, chamada Bioenergia*. Por
exemplo o Biômetro de
Baraduc, aparelho
construído por Hipólito Baraduc* para medir a Força Neúrica*
Radiante e
outras vibrações do
corpo humano até
então desconhecidas. Ver Fluidômetro.
BIOPLASMA ou CORPO BIOPLASMÁTICO. Ver Perispírito.
BIOPSIQUISMO. Teoria, hoje já demonstrada falsa, que atribui a certos
praticantes de
Curandeirismo* uma capacidade de liberação de uma pretensa
Bioenergia*, ou
então da própria Telergia*, a favor de terceiros, principalmente para
conseguirem curas (?).
Termo também proposto
e aceito só em quanto
conceito explicativo e igual à Telergia* na realização de seus
próprios Fenômenos*
Parafísicos.
BIOSCÓPIO DE COLLONGUS. Mais um
aparelho entre
tantos Fluidômetros*.
BIOSTASE. Após a Biocinese*, vem a Biostase:
Entre a Morte Clínica
e a Morte Real ou total, essa Morte
Aparente em termo médio dura
21
dias. Durante os 3 ou 4 dias iniciais crescem as unhas e os
cabelos; estão
vivas as células sexuais masculinas, etc.; durante todo o
período posterior, de
uns 21 dias, encontram-se raios mitogênicos de Gurwih em
numerosas células
cerebrais, durante todo esse período há ação citoplasmática em
milhões de
outras células de todo o organismo, etc.
A natureza não dá
pulos, vai morrendo aos
poucos. A não ser que acelerem a morte real, por exemplo com a
cremação. O
processo do morrer, pelo contrário, também pode ser retardado.
Ou suspenso,
inclusive por séculos, por exemplo pelo congelamento do corpo ou
de alguma
parte dele, e ao ser descongelado continuar vivo.
Ora se há células
vivas, se estão animadas,
o que anima o organismo humano está ai: a Alma*... Portanto o homem ainda não morreu
plenamente...
BIÓTICA, Energia. Mais um de tantos nomes, como
Bioeletricidade*, Bioenergia*, Força Néurica* Radiante,
Antropoflux*, etc., que
foram usados como em grande parte sinônimos do que hoje
entendemos por
Telergia*.
BIRD, J.
Malcolm. De 1925 a 1931 foi investigador oficial da ASPR*, para
pesquisar no
local os Casos
Espontâneos* e com
Experiências Qualitativas*. Pesquisou muitos dos bem conhecidos
Psiquicos como
John Sloan*, Osborne Leonard*, William Hope*, Evans Powell*,
Sra. Deane*, Sra.
Volhardt*, Margery*, etc., convencendo-se da realidade dos
Fenômenos
Parapsicológicos* Escreveu vários livros sobre o tema, entre
eles: “Margery,
the Medium”, Boston, 1926.
BISHOP, Miss. Norte-Americana com quem se passou
um muito famoso
e importante Fenômeno* de ST*:
Conhecera na região
das Montanhas Rochosas um
índio mestiço chamado Jim
Mountain*,
sobre quem obtivera certo
ascendente.
Este tinha lhe afirmado que nunca mais a veria em vida, mas que
iria
despedir-se dela quando
morresse. Dez
anos mais tarde, estando ela em Interlagos, viu Mountain aos pés
da sua cama,
que lhe dizia: “Eu vim, como prometera”. E, acenando com a mão,
acrescentou:
“Adeus”. A notícia da morte de Jim Mountain chegou-lhe mais
tarde. A data
coincidia.
A hora, porém... Tendo
em conta a diferença
de longitude, a “visita” adiantou-se algumas horas: conhecimento
da morte
iminente, durante a agonia.
Essa história é
um clássico da ST*, visto do
ângulo das mal chamadas Aparições* de mortos.
BISSON, Juliette (Sra. Alexandre)
(1861-1956). Sua fama em
Parapsicologia*
deve-se enteiramente às Experiencias Qualitativas* sobre a
Ecto-colo-plasmia*
de Eva* C. que dirigiu a partir de 1909, por quatro anos, em
Munich e em Paris,
inclusive com a colaboração de Schrenck-Notzing* e ainda de
Geley* e de que dá
conta em “Les Phénomènes Dits de Matérialisation”, Paris, 1914 -
“Le
Mediumnisme et la Sorbonne”, 1923.
BOLA DE CRISTAL. Ver Cristalomancia.
BLAKE, William (1757-1827). Nascido em
Londres, era
filho de um calceteiro, foi aprendiz de gravador e se fez
artista, poeta,
inventor e pensador, chegando a fazer parte da Real Academia. As
suas gravuras
e desenhos são poderosamente surpreendentes e ricos de
simbolismo. A sua
poesia é fresca, profunda e lírica.
Foi também visionário e
místico (?). Os seus
escritos de Mística* (?) e religiosos alcançaram muito
prestígio.
Se bem que
durante toda a sua vida fosse
ignorado e até considerado louco por alguns, já nos fins do
século passado
influencia personalidades tão diversas como Rossetti, G. Bernard
Shaw e Allen
Ginsberg.
Hoje é sempre citado
pelos especialistas no
estudo da Intuição* ou Talento* do Inconsciente.
BLAVATSKI, Helena Petrovna
(1831-1891). Nasceu na Rússia. Levou uma
vida misteriosa e
extraordinariamente aventureira, chegando a ser inclusive
soldade do exército
de Garibaldi. Foi membro da Hermetic* Brotherhood of Luxor. Trabalhou também como Médium* do Espiritismo*.
Com ajuda do coronel H. S. Olcott foi a
fundadora da Teosofia*.
Abriu os seus escritórios principais inicialmente em Adyar, na
India. Seus
talentos como Psiquica* (?), dirigente e escritora lhe renderam
muitos
discípulos, alguns dois quais foram importantes para a Teosofia,
tais como
Annie Besant* e Rudolph Steiner*. Ver Krisnhnamurti, Jiddu.
Escreveu a “Doutrina
Secreta” e “Iris sem Véu”.
Como Psíquica*,
foi desmascarada pela S.P.R*
que monstrou suas Fraudes*. Ver Hodgson, Richard; e Hartmann,
Franz.
Sua doutrina foi
refutada plenamente a
partir de J. E. Mirville* e de Franz. Hartmann*.
BLIND MATCHING (BM). Ver Testes
de ESP.
BM. Sigla de Blind* Matching.
BODHI-DHARMA. Ver Zen Budismo.
BODHISATTVA. Mito* do Budismo* nortenho ou
Mahayana. Seriam umas
pessoas tão santas que sacrificariam os seus ganhos do Nirvana*
(?) com o fim
de adquirir nova Reencarnação* (?) como Budas*, movidos pela sua
compaixão pela
humanidade.
BOEHME, Jakob (1575-1624). Sapateiro
que teve uma
instrução muito escassa, e
entretanto
escreveu vinte e nove livros e folhetos que tiveram grande
influência e enorme
projeção em algumas das maiores mentalidades do mundo ocidental.
A sua
existência foi comparativamente breve, mas o seu gênio
“Místico*”e “filosófico”
foi extraordinariamente fecundo.
Um notável exemplo da
capacidade ou Talento*
do Inconsciente em inventar, o que não significa acertar.
Trata-se mais de
disquisições que de verdadeira Filosofia, porque sem fundamento
e provas reais.
Afirmava que a estrutura polar da existência era o coração da
matéria (?), que
a unidade emerge da dualidade e da trindade (?). Numa notável
experiência “Mística*” chegou à
Revelação* (?) de que no “sim” e no “não” consistem todas as
coisas (?). Como
conseqüência, o seu grande problema especulativo consistia em
demonstrar como o
sim e o não, o bem e o mal, as trevas e a luz, procedem do
coração vivente (?)
da realidade. A sua
dedução religiosa
explicava (?) também como é que as dualidades da vida se
reconciliavam na
unidade espiritual (?).
A era romântica,
Hegel, Schopenhauer,
Nietzche, Bergson*, Heidegger, George Fox*, Berdiayev,
Tillich... apenas
indicam o alcance da influência de Boehme.
BOIRAC, Émile (1851-1917). Professor de
Psicologia.
Publicou manuais de Psicologia e Pedagogia.. Foi em seguida
Inspetor e depois
Reitor na Academia de Grenoble e, por fim, da Academia de Dijon.
Pouco se importando
com as críticas dos que
negam sem estudo por mero preconceito e Lavagem* Cerebral,
Boirac abandonou sua
profissão e foi um dos pioneiros universitários que compreendeu
o verdadeiro
conceito de ciência e da verdadeira Parapsicologia* e se entregou às pesquisas
dos Fenômenos
Parapsicológicos* com constância e continuidade. Como era um
homem honestíssimo
e de boa fé foi por vezes mistificado, sobretudo por Rickmann,
mas isso não
diminui em absoluto o valor de sua obra.
É um dos
principais fundadores da verdadeira
Parapsicologia* ou Escola* Eclética. Nos seus estudos Boirac
insiste na
validade e necessidade da “nova” metodologia: análise de Casos
Espontâneos* e
Experiências Qualitativas*.
Em 1908 publicou “La
Psichologie Inconnue”,
Paris, 1908, que mereceu da Academia das Ciências o Prêmio Fanny
Emden. Em 1917
fez aparecer outro livro, “La Psichologie du Futur”.
BOIS, Jules ( ==== ). Jornalista
francês. Após
tomar conhecimento de alguns Casos Espontâneos*, comprendeu a
importância e
dedicou-se à pesquisa de Parapsicologia*. Entre outras
descobertas merece
citar-se que foi ele quem por primeira vez descreveu no
Inconsciente* algo muito
parecido ao Inconsciente Coletivo*, de Jung*. Deve-se a ele o
termo Telebulia*.
BOKÔ. Nome atribuído em Haití aos
Feiticeiros*. Ver Vudú.
BOLA DE CRISTAL. Esfera de cristal típica na
Cristalomancia*.
Para a construção da bola de cristal Willis F. Wit-Chead1 dá
instruções
detalhadas na sua obra “Occult Philosophy of
Agrippa”, Chicago, 1896.
BOLA
HISTÉRICA. Impressão
sentida num
momento de angustia, como que uma bola, algo que comprime o pescoço, o
tórax e a boca do
estômago. Resulta de um espasmo do esôfago e precede, por vezes,
uma crise
nervosa.
Freqüentemente foi
atribuído
supersticiosamente à presença de algum Demônio* (?) ou Espírito*
(?), etc.
BOLANDISTAS.
=== ===
=== ===
BOLTON, Gambier ( === ). Notável
naturalista. Ele
mesmo manifestava Fenômenos Parapsicológicos* e os sequazes do
Espiritismo*
insistiam em que tinha que procurar Desenvolvimento*. Arguto
pesquisador, e
convencido da importancia da Parapsicologia*, deixando de lado
sua carreira notável,
durante muitos anos realizou Experiências Qualitativas* e
analisou Casos
Espontâneos* a respeito das pretensões do Espiritismo*. A sua
penetrante mente
analítica terminou por compreender e demonstrar que tudo era
natural.
Posteriormente chegou a ser conferencista muito solicitado sobre
Parapsicologia* refutando a Superstição espírita.
BOND, Frederick Bligh. Nasceu em
1864. Foi um
escavador das perdidas capelas da
abadia de Glastonbury*. Eclesiástico, arqueólogo, arquiteto, e
como
Parapsicólogo* foi editor do “Journal of
the ASPR*”, autor de muitos livros a partir da sua
própria Psicogtafia*
em colaboração com Alleyne* e Dowden*. Realizou também
Experiências
Qualitativas* de Escotografia* com a Sra. Deane*.
BOOK TEST. Técnica de testes de PG*, em que o
Percipiente*
deverá indicar o conteúdo de uma página indicada de um livro
escolhido
aleatoriamente.
BOSCO, Sào João (1815-1888). === Citar e remeter
para alguns tipos de
milagres...
BOTANAMANCIA. Mais uma Mancia* entre tantas,
pretendidamente pela interpretação dos movimentos das folhagens
de certas
plantas. Era muito usada na antigüidade, onde, por exemplo em
Dodona, existia
um santuário para Oráculos*
mediante a
observação dos carvalhos, árvore consagrada ao deus (?) Zeus ou
Júpiter.
BOTTAZZI, Philipe (1867-1941) Antigo professor de
Fisiologia e
Diretor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Nápoles.
Foi um dos
cientistas que estudou com
Experiências
Qualitativas* a célebre Psíquica* Eusápia Palladino*. As suas
manifestações,
tal como as de De Amicis, Scarpa e Panzini, que ele também
investigou, levaram
Botazzi ao convencimento da realidade dos Fenômenos*
Parafísicos.
BOUGET, Henri ( m.1619). Foi juiz
principal de
Saint-Claude, no Jura, na França, Mandou executar seiscentos
Feiticeiros* e
escreveu um famoso e sinistro “Discurso Execrável dos
Feiticeiros”, 1602. O
livro contém tais detalhes, que se compreende a repulsa da
própria família do
juiz, que mandou destruir o maior número possível de exemplares
do
terrível livro.
BOULÉ, Vigário.
Ver
Louviers, Caso de.
BOURSNELL, Richard (1822-1909). Médium* para
Escotografia*
descoberto por W. T. Stead*.
Muitos
negativos dessas fotografias se conservam ainda na SPR*
BOVARISMO. O termo foi tirado do livro “Madame
de Bovary”, de
Flaubert. Aplica-se à incapacidade de distinguir entre o
devaneio e a
realidade. Ausência de autocrítica no imaginativo, atitude do
indivíduo que se
imagina diferente do que é na realidade, que idealiza
megalomaniacamente sua
personalidade. Muito freqüentemente é causado pelo ambiente e
reação popular às
mentiras que ele mesmo lançara. Tanto mentira, que termina por
acreditar na
própria mentira. Típico em muitos praticantes de
Curandeirismo*,Médiuns*,
Adivinhos* profissionais, Gurús*, etc.
BOZZANO, Ernesto (1862-1943). Cientista
italiano. Após
uma verdadeira crise de consciência determinada no seu positivismo pelas
obras de Aksakof*, evoluiu
depressa para o Espiritismo* militante. Logo, porém, entrou na
pesquisa de
Parapsicologia*, no conceito amplo e verdadeiro da Escola*
Eclética oposto à
Micro-Parapsicologia*, e assim pouco a pouco, muito pouco a
pouco mas no fim
quase completamente, foi abandonando a interpretação espírita
dos fnômenos. Foi
membro de honra do I.M.I*, de Paris.
Deve destacar-se
que fez questão entre os
cientistas modernos, tão aplastados pelo positivismo como fora o
próprio
Bozzano, de empregar corretamente o termo Supranormal* (SN*) no
verdadeiro
sentido: fato no nosso mundo devido a forças não do nosso mundo.
Também deve
destacar-se a verificação muito importante da Relação* Psíquica,
descoberta que
sem dúvida teve muita importância no seu progressivo afastamento
da
interpretação espírita.
Além de inumeráveis
artigos principalmente na
revista “Luce e Ombra”, a sua tarefa em livros alcança trinta
extensas
monografias, entre as que merecem destacar-se: “Ipotesi
Spiritica e Teoriche
Scientifiche”, Verona , 1903 - “Considerazioni ed Ipotesi sui
Fenomeni di
Bilocazione”, 1910 - “Luce nel Futuro: I Fenomeni Premonitori”,
1914 e 1947 -
“Dei Fenomeni di Telestesia”, 1920 - “Medianità Poliglota:
Xenoglosia”, 1933 -
“Indagini sulle Manifestazioni Supernormali”, 1934 - “Dei
Fenomeni di
Infestazione”, 1936 - “Dei Fenomeni di Transfigurazione” - “La
Psiche Domina la
Materia” - “La Crise della Morte” - “Le Visioni dei Morrenti”,
1942 - “Musica
Transcendentale”, 1943 - “Popoli Primitive e Manifestazioni
Supernormali”, 1946
- “Guerre e Profezie”, 1953 - Etc.
BOWEN, Charles. Autoridade (?) entre os
entusiastas dos
OVNIs*. Editor de “Flying Aaucer Review” desde 1964. Editor de
“The Humanoids”
(1969), estudos sobre relatos de “visitantes” (?) de outras
galáxias.
Muito
entusiasmo e pouca crítica
realmente científica.
BRADLEY, H. Dennis. Autor inglês
nascido em
1878. Depois de contatos com o Médium*
norte-amaricano George Valiantine*, a princípio foi um
grande defensor
da sua Mediunidade* (?). Posteriormente retratou-se, continuou
aceitando os Fenômenos*,
mas abjurando da interpretação espírita. E terminou por
declarar
publicamente à imprensa que ele próprio, Bradley, procurou e
conseguiu o
Desenvolvimento* da sua faculdade de Psicofonia*, produzindo
Fenômenos
autênticos, mas que nada tinham a ver com Espiritismo*.
BRAHMA. Ver Bramane.
BRAID, James (1795-1860). Médico de
Manchester, onde
nasceu, que era inicialmente céptico quanto ao Magnetismo*
Animal. Após
investigações serenas e objetivas convenceu-se, em 1841, de que
os Fenômenos
Parapsicológicos* eram reais. E as suas observações posteriores
foram tão precisas
e penetrantes em confronto com as das outras testemunhas, que
conseguiram
provar que tal tipo de prodígios se produziam também sem
influência do
observador.
Foi ele que inventou,
tendo em conta toda a sintomatologia
do Magnetismo* e certo de que não se tratava de Magnetismo*
nenhum, um outro
nome que acabaria por ficar definitivamente estabelecido e
característico como
uma área de estudo científico: Hipnotismo*.
As suas descobertas
devem considerar-se
fundamentais e basilares, porque, a partir de tal período se
inicia o estudo
responsável e aprofundado da Hipnose*, não subestimando sequer a
importância do
papel do operador. As descobertas de Braid foram confirmadas,
anos depois, em
1859, por um médico francês, Dr. Azam, de Bordéus, e mais tarde,
em 1875,
também por Charles Richet*.
Do seu livro
“Neurohypnology or the rational
nervous steeps”, Londres, 1843, existe uma tradução francesa,
“Neurohypnologie.
Traité du Sommeil Nerveux ou Hipnotism”, 1833, que tem um
“apêndice” com o
resumo dos trabalhos de Braid aparecidos até 1860, ano de sua
morte.
BRAIDISMO. Derivado do nome do médico inglês
James Braid*,
uma das antigas designações do moderno Hipnotismo*, frisando-se
as técnicas
propostas por Braid especialmente aquelas destinadas a obter a
Analgesia*
hipnótica, expressão preferível.
BRAMANE. Membro da mais nobre casta do
Budismo*, pessoa cujo
Espírito* (?) já seria muito superior
após muitas Reencarnações* (?) anteriores. Os seguidores
desta doutrina,
sejam eles Bramanes ou simples Párias*, formam a seita do Bramanismo. Ver Tantrismo.
Brahma
ou Brama é nome dado
a Deus*, embora
o conceito de Deus* no Hinduismo*
nunca
fique claro, identificado com o mundo e misturado como está com
simbolismos
“poéticos” e deixe inclusive de ser Absoluto pois tudo seria
Maia*.
Identifica-se também com Atman* quando o Grande Eu se divide (?)
e transmuta
(?).
BRAMWELL, J. M. Médico inglês, partidário da
Hipnose* em
terapia. Em 1902 publicou “Hypnotism, its History, Practice and
Theory”, que se
tornou clássico entre os estudiosos e praticantes desta técnica.
BRANCA, Grande Irmandade. Ver Grande
Irmandade
Branca.
BRET ====
(Se
encontar, há que pôr * em todas as vezes que é citado).
BREVER, Josef (1824-1925). Psiquiatra
austríaco,
nascido em Viena. Descobriu uma parte importante para facilitar
o tratamento
dos transtornos nervosos, a Hipnoanálise*.
BRIDEY MURPHY, Caso de. Ver
Bernstein, Morey.
BRIER, Dr. Robert. Pesquisador da
Parapsychology* Foundation,
desde 1966. Foi colaborador de J. B. Rhine*, com quem coordenou
a organização
da publicação “Parapsychology Today”, onde se reúnem anualmente
as conferências
promovidas pela Escola* Norte-Americana.
BRINCADEIRA DO COPO. Denomina-se
assim,
especialmente no Brasil, uma Pragmática* empregada e difundida
pelo
Espiritismo*, igual à Paracinesia* do tipo Oui-ja*, onde em vez
da Prancheta*
utiliza-se um copo ou taça que se coloca de boca para baixo
sobre uma
superfície lisa.
É necessário
lembrar que de brincadeira não
tem nada e que pode levar e já levou muita gente a grandes
desequilíbrios: Ver
Função Menos
Para provar que se
trata de Automatismo* e
que nada tem a ver com Espíritos* (?), Demonios*, etc, basta
colocar o copo
sobre um cobertor para que o copo tenha alguma dificuldade em
escorregar,
e pôr óleo sobre o
fundo do copo: os
dedos escorregam mas o copo não se
mexe
(exceção feita de algum caso raro de Telecinesia*, neste caso a
comprovação
fácil de que não são os Espíritos* (?) etc, são os Desafios*
concretamente dos
Cinqüenta* Metros.
BRISAS . Correntes de ar frio combinadas com
uma baixa de
temperatura. Descidas até vinte graus Fahrenheit foram
registradas por
Harry Price*
nas provas com
Stella* C.
Os espíritas atribuem
as brisas, com mais uma
contradição de toda sua delirante doutrina, à passagem de algum
Espírito* (?)
nas suas sessões.
Na realidade a
causa é a absorção de calor
nos Fenômenos Parafísicos* e a emissão da própria Telergia*.
O curioso, se no
acúmulo de disparates do
Espiritismo* mais um pudesse surpreender, é que dentro do
próprio Espiritismo*
há casos que no fundo confirmam esta verdadeira explicação.
Assim Walter, o
Controle* (?) de Margery*, como também um Controle* (?) de D.
Dunglas Home*,
atribuíam as brisas a emanações dos cérebros dos assistentes à
sessão. Durante
os Fenômenos* Parafísicos, a cabeça de Eusápia Palladino* emitia
uma corrente
de ar pelo local onde tivera uma antiga lesão.
BRITTAIN, Annie. Médium* inglesa de Transe*,
contemporânea de
Sir A. Conan Doyle*, a quem enviou muitos clientes e que
mantinha registros
detalhados dos casos.
BRITTEN, Emily Harding (1823-1899). Médium*
inglesa e eloqüente
oradora, de grande erudição, embora por fanatismo ficasse
plenamente alheia às
reais explicações dos Fenômenos Parapsicológicos*. Teve seu
Desenvolvimento* em
Norte América. logo após ter travado relações de amizade com a
Médium*
norte-americana Coat (Ada Heyt).
Um dos seus melhores
casos comprovados foi de
PG*, quando se
afundou o navio
“Pacific”. Emily agiu como se um dos tripulantes tivesse feito
Incorporação*
(?) nela em Transe*, revelando a tragédia antes de ser
geralmente conhecida.
Foi ameaçada com o Tribunal, mas verificou-se depois ser certo o
seu relato.
Foi grande
propagandista do Espiritismo*,
viajando por muitos países. Fundou e dirigiu um periódico de
Espiritismo*,
muito significativo de preconceito pelo próprio título: “Dois
mundos” (“Two
Worlds”) e escreveu muitos livros, destacando “Nineteenth
Century
Miracles”, Nova
Iorque, 1884.
BROAD, Charlie D. Famoso filósofo
contemporâneo. Dedicou-se
também à investigação em Parapsicologia*. Foi Presidente da SPR*
Nas suas obras
“Religion, Philosophy and Psychical Research”, Londres, 1953, e
“Lectures on
Psychical Research”, 1962, comprova a existência dos Fenômenos
Parapsicológicos*
humanos (EN* e PN*), e acertadamente insiste e demonstra que
(descartados os
Fenômenos SN*, em ambiente divino), nenhum Fenômeno
Parapsicológico* tem a ver
com Espíritos* (?), Demônios* (?), Elementares* (?), Psicões*
(?) ou outros
seres Sobrenaturais*.
BROFFERIO, Angelo. Cientista italiano que,
confundindo
primariamente os fatos com
a
interpretação, ao comprovar a real existência dos Fenômenos
Parapsicológicos*
que antes negava, tornou-se
espírita em
conseqüência das suas Experiências Qualitativas* com Eusápia Palladino*.
BROOKS, Tom J.
====
Contemporâneo. Inglês.
Homem culto:
Policia Militar, Médico, Juiz de Paz. Parecia um espírita
convicto e foi
Presidente de uma Associação
de
Mediuns. Não obstante, fruto de grandes esforços de pesquisa por
muitos anos,
foi o “pai” da ata da “Mediunidade Fraudulenta”, de 1951,
confissão honesta de
que tudo o que ele realizou como Médium* e tudo o que realizaram
os
Médiuns* da sua
Associação havia sido
Fraude*.
BROWN, Rosemary. Grande Médium* inglesa
contemporânea de
Psicografia*, que despertou grande interesse a partir de 1970,
quando afirmou
que por ela se manifestavam (?) compositores famosos mortos há muito tempo,
entre eles Liszt,
Beethoven, Brahms, Debussy, Chopin, Schubert e, mais
recentemente,
Stravinsky. Seleções
dessa música foram
lançadas em disco.
Entre os especialistas
há concordância geral
de que, apesar de ser precisamente no estilo dos supostos
mestres, não é de
qualidade tão boa como o que se esperaria deles.
BRUGMANS. Foi um dos experimentadores que, em
1920, na
Universidade de Groninguen, na Holanda, fizeram Experiências
Qualitativas* de
ST* com resultados francamente positivos, utilizando, de entre
vários
Percipientes, Van Dam, um jovem estudante que se distinguiu
particularmente
pelas suas enormes possibilidades.
BRUXARIA. Atividade dos Bruxos*. Atos
praticados por estes. Bruxa(o)
é a pessoa que pretende ter
pacto com o Diabo* (?). A bruxaria, que os Racionalistas*
atribuem à
interpretação “popular” cristã como fatos conseguidos por pacto
e poderes dos
Demônios*, na realidade é bem anterior ao
Cristianismo. Calcula-se que em Inglaterra ainda umas
quatrocentas Bruxas*
asseguram seguir uma religião anterior à cristã, cada grupo
local chamando-se
Coven.
A errada atribuição
aos Demônios* foi causa
de monstruosas injustiças cometidas durante séculos.
Ver Demonologia.
BRUXISMO. Nada tem a ver com Bruxaria*. É a
tendência para
ranger os dentes inclusive e mesmo especialmente durante o sono.
Incorretamente
usa-se no mesmo sentido o termo Bruxomania.
O termo médico preferível é Bricomania.
BT.
Sigla de
Basic* Technique.
BUBER, Martin (1878-1965). A sua
Psicologia do diálogo
e relação eu-Tu foi
muito influente
no pensamento do século XX. Os seus livros e conferências sobre
o Hasidin
transformaram na Europa Oriental esta Mística* (?) comunal do
Judaísmo, de uma
Seita* menor num importante movimento Místico* (?). Para Buber,
Deus* é o
eterno Tu, a quem não se pode
falar (?) e de quem não se
deve falar (?).
Obras como “Eu e Tu”,
“Os Relatos de
Hasidin”, “Para o Bem do Paraíso” e “Hasidin e o Homem” revelam grande capacidade...
de distorção da verdade
por só insistir de um ponto de vista, num aspecto isolado do
conjunto.
BUCHANAN, Joseph Rhodes
(1814-1899). Psicômetra*
e Ocultista*
norte-americano, radicado em Boston. Auto-denominava-se “Profeta
da Ciência
Divina”. Fez-se famoso pelo seu livro “Manual of Psychometry”
onde sustenta que
todos os acontecimentos e objetos desprendem substâncias
indestructíveis e que
por essas emanações e Impregnações* a História foi sepultada no
presente e pode
ser resgatada por Psicometria*, termo introduzido por ele.
Hoje a Psicometria*
(parapsicológica) é
aceita, mas não com a explicação (?) que Buchanan e seus
seguidores pretendiam.
Não confundir com
Buchanan, pseudônimo da
Parapsicóloga Sra. Denton*.
BUDA (560-480 a.C.). Pouco ou
nada consta
historicamente. Passa por haver sido uma pessoa sábia, que
alcançou “a
sabedoria perfeita” (?).
“O Buda” refere-se a
Gotama, príncipe Sakyamuni,
que teria renunciado à sua família e posição. Gotama seria um
reformador hindu
da transição do século VI ao século V antes de Cristo. Depois de
prolongada
meditação, ele haveria formado uma Filosofia (?) prática de
trabalhos ativos
pelo exemplo. O seu trabalho, em todo caso, viu-se obscurecido
pelos seus
seguidores, que o deificaram...
Gotama, nascido numa
era de grande
preocupação pelas técnicas de Ioga* e com um pano de fundo da
tradição oral dos
Upanisshads e dos Vedas, viu a necessidade de uma aplicação
pessoal prática
para o alívio do sofrimento e comportou-se para se converter num
exemplo. Ver
Tantrismo.
Não existem escritos
contemporâneos. O “Pali
Budista” é o primeiro, provavelmente de 80 a.C., e sabe-se que
também nele se
introduziram acrescentamentos. As modificações que Gotama teria
introduzido aos
ensinamentos Upanisshads podem ser resumidas como se segue:
procura do eu,
moderação, abandono da posição, abandono do ascetismo, e...
(atribuído a Buda
apesar de ser sistema muito posterior!) abandono do sistema
hindu de Castas*.
BUDISMO. É a “religião”(?) que estaria
baseada nos
ensinamentos de Gotama, o Buda*. Ver Tantrismo.
O Buidismo tem
atualmente para cima de
oitocentos milhões de seguidores nominais. As suas “quatro
verdades nobres”
são: A verdade do
sofrimento, a causa do
sofrimento (donde o povo cai na crença da Reencarnação*, embora
este absurdo
seja incompatível com a doutrina do genuíno Budismo), o caminho
para o fim do
sofrimento e o fim do sofrimento.
Num conselho patni,
270-240 a.C., no tempo do
rei Asoka, o Budismo dividiu-se em dois grandes ramos,
conhecidos na atualidade
como Mahayana*
nortenho e Hynayana* sulista.
Este último, que era
então majoritário, excomungou o primeiro, mas na atualidade a
posição
inverteu-se e o Mahayana* engloba a maioria dos budistas. Ambos,
contrariando
os ensinamentos de Buda* ou do Budismo antigo, tendem para o
monasticismo, conquanto
o norte seja menos rígido e utilize a idéia dos Bodhisattvas*, aspecto atual, degenerado e
acrescentado, incompatível
com o genuíno Budismo antigo.
Na atualidade
Gotama teria esgrimido o seu
bastão a favor das
reformas sociais, mas
esta idéia, lamentavelmente, parece estar ausente da doutrina
atual do Budismo.
O “caminho” budista presentemente é: opiniões corretas,
resoluções corretas,
locuções corretas, conduta correta, vivência correta, esforço
correto,
mentalidade correta, concentração correta.
O Budismo, como os
análogos ou seitas Bramanismo*
e Hinduismo*, não são nem durante séculos pretendiam
ser religiões a
partir de Revelação*. Só andando o tempo é que pretenderam
transformar o Buda*
em um iluminado e depois mesmo em Deus*. O Budismo, como o
Bramanismo* e
Hinduismo*, é mais
bem uma
pseudofilosofia. Cai por um lado no Panteísmo* ou no Monismo*,
confundindo
criador e criaturas, o infinito e os seres limitados, o eterno e
os seres
passageiros e que tiveram origem, etc; e por outro lado caem no
niilismo: tudo
seria meramente Maia*. Pode-se dizer justamente que nem sequer
pretendem ser
uma Filosofia, são mais bem meras conceições “poéticas” com
finalidade
moralizante.
BULIMIA. Apetite excessivo, manifestação de
um aumento da
freqüência da sensação de fome. Leva a episódio de ingestão
excessiva de comida
ou bebida.
Às vezes parece que
ingerem mais do que
caberia no estômago por mais dilatado que se suponha. E essa
“aparência” em
alguns casos pode corresponder à realidade. É por isso que
interessa à
Parapsicologia*. Quando a bulimia é apresentada porMédiuns*,
Endemoninhados*
(?) etc. as pessoas carregadas de Superstição* acreditam que o alimento ou a
bebida foram consumidos
por Espíritos* (?), por Demônios* (?), etc. Em alguns casos
tem-se comprovado o
Eporte*, aparecendo os alimentos ou os líquidos em algum lugar
perto, sem que
houvesse vômito.
“BUMERANGUE, Efeito”. ===
BURDIN, Dr. ( ==== ). Médico, cujos estudos
confirmaram as conclusões do
célebre relatório do Dr. Husson* contra o
Magnetismo* Animal ou Mesmerismo*.
Contra os
pretendidos poderes regulares
que o Mesmerismo* despertaria no estado de Sonambulismo*, deixou
um legado de
três mil francos para atribuir ao indivíduo que, concretamente,
não tendo antes
DOP* ou HIP*, alcançasse em estado Mesmérico* ou Hipnótico* ler
sem a ajuda dos
olhos. É mais um intento de demonstrar assim, como com tantos
outros Desafios*,
o que é bem conhecido: a Incontrolabilidade* dos Fenômenos
Parapsicológicos*.
BURT, Cyril (1883-1971). Ao mesmo
tempo que Usher*,
e tanto tempo antes do pretendido pioneirismo da
Micro-Parapsicologia, iniciou
em 1900 Experiências Qualitativas* de ST* à grande distância: O “Agente”
encontrava-se em Bristol e o
Percipiente* em Londres. Publicou suas Experiências no livro
“Psychology and
Psychical Research”.
-
C -
CABALA.
Esta palavra
é grafada de várias maneiras, das quais qabalah
é a preferida no Ocultismo*, e kabbalah
seria a geralmente preferida pelos estudiosos se cabala não fosse a forma consagrada pelo uso.
Significa tradição,
no sentido de conhecimento transmitido oralmente, não manifesto
a todos.
Refere-se a um conjunto de especulações “Místico*”-ocultistas
originalmente
judaicas, que foram adotadas com entusiasmo pelos humanistas
cristãos na época
do Renascimento e exerceu grande atração sobre os seguidores do
Ocultismo* e
Magia* de várias escolas de pensamento nos século XIX e XX.
Consiste em
inúmeros textos escritos por
vários e as vezes anônimos autores, sendo o mais importante o
volumoso Zohar
(“Sefer Ha-Zohar” = Livro do Esplendor), descoberto
na Espanha no fim
do século XIII. Considerou-se que era obra de um mestre judeu do
fim do século
II, mas é mais possível que fosse compilado bem mais
recentemente por um mestre
judeu espanhol, Moisés
de León, na base de
textos antigos. Mais tarde o Zohar
substituía a Bíblia* para os seguidores da Cabala, porque
consideravam que
continha o sentido ocultista, esotérico, da tradição judaica da
Tora ou lei
mosaica.
Uma importante obra
anterior é o Yetsirah
(Sefer Yetsirah =
Livro da Formação), possivelmente redigido entre os séculos
III e VI a.C.
Com exceção da Torá
(Lei Mosaica} e do
Talmud*, nenhum outro corpo de pensamento capturou tanto as
mentes e afetou as
massas do povo judeu como a Cabala.
Conquanto se baseie na tradição judia, tomou importantes
elementos do
Gnosticismo*, Neoplatonismo e “Mística*” (?) oriental,
convertendo-se numa obra
de profundo significado filosófico, religioso e prático, tanto
para o judeu
como para o cristão.
Ensinando o caminho
que conduz à intimidade
com Deus*, a Cabala descreve dez planos intermédios: coroa,
sabedoria,
inteligência, bondade, poder, beleza, eternidade, majestade,
fundamento e
reinado.
Quase tudo o que se
diz resumidamente sobre a
Cabala foi supersimplificado. Não se trata de uma estrutura
única que se
sustenta, mas de um conjunto de especulações, centradas em torno
de alguns
grandes temas e desenvolvidas por escritores que têm muito em
comum, mas que de
vez em quando diferem radicalmente entre si. Há diferenças
particularmente acentuadas
entre Cabala Clássica,
que tomou
forma nos séculos XII e XIII no sul da França e na Espanha, e a
Cabala Moderna do
século XVI e depois,
dominada pelos ensinamentos de Isaac Luria (1534-1572), o “leão
sagrado” dos
sefarditas (= judeus de origem espanhola) da Palestina.
A Cabala é também
muitíssimo complicada e
obscura, distante do nosso modo comum, habitual, de pensar.
Cabalistas clássicos e
modernos
freqüentemente levam vidas de devoção inatacáveis, mas há
grossos fios de
Magia* na teia da Cabala. Abaram Abufala, o grande Místico* (?)
e cabalista do
século XIII acreditava que a Cabala podia ser usada eficazmente
com fins de
Magia*, e advertia as pessoas contra a sua perversão. Paul
Ricci, um judeu
convertido ao Catolicismo, que ensinava na Universidade de Pavia
no século XVI,
disse que a Cabala “enumera muitos nomes sagrados a serem
invocados e vários
momentos corporais, por meio dos quais atingimos mais facilmente
e além do uso
da natureza as glórias do Pai Eterno e as nossas prerrogativas
neste mundo que
a elas se assemelham”.
O processo pelo qual a
divindade desconhecida
se faz conhecida, começa com a radiação (?) divina, emanando
alguma coisa de si
mesma e dessa se originam outras emanações (?) ou luzes até
formarem dez ao
todo (precisamente 10, número de Magia*). Essas emanações (?)
são chamadas Sefiroth.
Afirmam que as
esplêndidas luzes dos
Sefiroth constituem o nome (?) de Deus*, porque são a
manifestação da essencia
divina.(?). E o processo de emanação (?) é processo pelo qual
ele se desdobra
(?) e revela sua identidade. Os Sefiroth são facetas ou aspectos
da
personalidade divina e formam a base da construção do universo e
da natureza do
homem, ambos feitos à imagem de Deus*. São as forças motoras do
universo e os
impulsos que movem o homem.
A relação entre os
Sefiroth é mostrada no que
os cabalistas chamam Arvore
da Vida.
Os galhos da árvore espalham-se por todo o universo,
reconciliando toda
diversidade num padrão unificado. É um mapa de tudo, e uma
classificação de
tudo. Mostra tanto
a decida do divino em
manifestação quanto a ascensão pela qual o homem pode reverter o
processos de
emanação (?) e tornar a subir a árvore para reconquistar sua
divindade (?).
CABRAS ou CABRITOS. Termo
introduzido por G.
Schmeidler* para designar certas pessoas que, emocionalmente,
por vezes
inconscientemente, têm uma disposição negativa muito especial em
relação às
Experiências Quantitativas* da Escola* Norte-Americana com o
Baralho* Zener.
Sucede geralmente com os cépticos, desconfiados, introvertidos,
etc. Geralmente
e em conseqüência a manifestação de ESP* é nula. Ou melhor dito:
Estes
pacientes mantém uma constante de pontos abaixo da média
esperada por acaso...,
o que na realidade mostra comportamento ESP*.
CAÇADOR DE FEITICEIRAS ou DE
BRUXAS. Cargo
surgido na Inglaterra
no século XVII e cuja função era a de descobrir e denunciar
supostos
Feiticeiros* ou Bruxas*. Ficou tristemente célebre nestas
funções um fanático
de nome Mattew Hopkins*, que inclusive foi muito protegido pelo
ditador Cromwell,
cuja avó diziam ter sido morta devido ao Malefício* de uma
Feiticeira* em 1590,
em Woarboys.
Os Calvinistas, os Presbiterianos e
os Puritanos
consideravam os Feiticeiros* como decididos servidores do
Diabo*. Naturalmente,
para eles, os ritos da Igreja Católica
não eram mais do que cerimônias diabólicas. É
compreensível que o povo
inglês, partilhando desta teoria,
haja
preferido Cromwell a Carlos I da Espanha. Mas mesmo assim, as
estatísticas das
execuções de Feitiçeiras* são exageradas. Porque (e foi este o
aspecto
imponderável do sucesso da revolução inglesa) os Stuarts não
acreditavam na
Feitiçaria*, reduzindo por isso ao mínimo as perseguições contra
ela.
CACOLALIA. Linguagem incorreta, linguajar
deturpado. Mormente
se usa o termo com referência
ao
linguajar obsceno, que se observa em certas formas demenciais.
É considerada pela
Superstição como efeito de
Incorporação* de Espíritos* (?)
perversos. E inclusive por destacados teólogos (!), como
a principal
entre as provas (?) de Possessão* (?) por Demônios*.
CACOSMIA. Percepção delirante de maus odores.
Alucinações
olfativas.
Mas pode ser Fenômeno
Parapsicológico* real.
Ver Osmogênese, termo preferível neste caso.
CAFETOMANCIA. Uma entre tantíssimas
Mancias*, ou mais
exatamente Scopia* ainda muito tradicional no Brasil entre os
descendentes
árabes, pela análise das formas deixadas pela borra de café na
xícara.
CAGLIOSTRO. Segundo uns, Cagliostro fora um
príncipe e José Bálsamo
um mendigo. Outros
identificam Cagliostro e José Bálsamo. Segundo outros, ainda,
José Bálsamo
teria nascido em Palermo em 1743, não de condições baixíssimas,
como se diz,
pois seria filho de um comerciante; ao passo que Alexandre, conde Cagliostro, teria nascido em
Portugal em 1748,
sendo filho do rei D. João V. Esta última hipótese peca por
demasiado
fantasiosa, mas de fato Cagliostro era conhecido em Paris como Conde Cagliostro.
O “Príncipe
Cagliostro” nos seus primeiros anos de vida foi um
imprudente e um
valdevinos. Viveu de escândalos e de expedientes, depois de ter
sido expulso,
por conduta inconveniente da Ordem dos Irmãos da Misericórdia.
Sempre teve
ambição de subir rapidamente na escala social, pelo que, sempre
à procura de
promoção, se dedicou a uma atividade que, na sua época, era
muito estimada e
lucrativa e que abria, ao mesmo tempo, as portas da grande
sociedade: a
profissão de médico-mago-bruxo. Mas a ela juntava também a de
embusteiro,
sempre à procura de Fraudes* para levar uma vida acima das suas
possibilidades
e sempre em posição de relevo. Filiou-se em muitíssimas
sociedades e
confrarias, que deixaram a sua marca na vida social da época e
donde poderia
obter qualquer benefício. Foi cavaleiro de Malta, membro da
Ordem Rosa-Cruz*,
Grande Mestre da estrita observância da Ordem do Templo, adepto
da Grande Loja
da Maçonaria* da Inglaterra, membro da Ordem dos Iluminados de
Swendenborg*,
etc., o que ajudou, indubitavelmente, à sua promoção social.
Afirma-se
principalmente que também possuía grandes poderes (?)
parapsicológicos, dos
quais haveria dado mostras freqüentes. Adivinho*, lia na Bola*
de Cristal
(Cristalomancia*) e nos jarros de água (Catoptromancia*) e, às
vezes,
adivinhava os números que iam sair nas loterias. Hipnotizador*,
serviu-se
muitas vezes de crianças, que sob o seu influxo, manifestavam PG*. Praticante de
Curandeirismo* parece
haver operado aparentes maravilhas de Sugestão*, pelas quais foi
idolatrado
pelas multidões e favorecido nos julgamentos. Médium*, evocou
(?) os Espíritos*
(?). Etc.
É difícil separar a
realidade e a lenda. Mas
numerosos autores coincidem em apresentar dele um retrato
bastante
esclarecedor: mentiroso, esbanjador, farsante, espertalhão, mas
também
inteligentíssimo, cultíssimo e sabedor, em virtude de uma série
de estudos e
iniciações nas fontes da antiga Magia*-Alquimia* árabe-egípcia.
A sua megalomania e
exibicionismo apressaram
a sua queda. Uma das razões desta foi o ter provocado a
inimizade da casa
reinante da França, por ocasião do célebre “caso do colar”,
colar que ele
parece ter roubado, depois de ter metido ao bolso a comissão por
ter facilitado
a sua aquisição, o que além de vários meses de prisão na
Bastilha, lhe valeu a
proibição de permanecer na França.
Outra
circunstância que apressou o seu
declínio foi pertencer à Maçonaria e a atitude excessivamente
livre de seu
pensamento. Excomungado pelo Santo Ofício em 15 de setembro de
1789, acusado de
heresia pela própria mulher, foi preso em 27 do mesmo mês e,
após uma prisão de
quase dois anos, durante os quais foi processado e condenado à
morte em 7 de
abril de 1791, Pio VI comutou-lhe a pena para prisão perpétua no
fundo de um
poço.
Não se sabe bem como
acabou seus dias.
Segundo uns, ter-se-ia estrangulado no cárcere em 26 de agosto
de 1795; segundo
outros, ter-se-ia evadido da prisão, indo morrer nas costas do
Adriático.
CAHAGNET, Alphonse (1809-1885). Marceneiro
francês. Em 1808
começou a estudar os Fenômenos Parapsicológicos* que surgiam no
Sonambulismo*,
chegando a fazer-se famoso. Escreveu “Arcanes de la Vie Future
Devoilées”,
1848, que contém informações sobre Experiências Qualitativas*
realizadas com a
Médium* Adéle Maginot, que são uma antecipação das inúmeras
investigações que
se realizadariam anos
depois pelos
pesquisadores de Parapsicologia*.
CAIXA
PRETA. Igual que Câmara de
Delawarr*, termo
preferível.
CALCIFICAÇÃO (de Cadáveres). Ridiculamente,
alguns
invocam contra a verdadeira Incorrupção, exclusiva do
Catolicismo, que
numerosos cadáveres de seguidores da Igreja
Ortodoxa Russa. hoje se encontram... “perfeitos”. Na
realidade foram
depositados em cavernas muito frias, ar imóvel, abundante
gotejamento muito
calcário, fatores todos que terminaram por petrificar aqueles
cadáveres, hoje
duros como autênticas pedras de caliça. Não pode confundir-se
com a verdadeira
Incorrupção*...
CALCULADORES PRODÍGIO. Indivíduos
que, em estado
de vigília, conseguem fazer operações aritméticas
rapidíssimamente. Trata-se de
operação feita pelo Inconsciente*,
não
consertada. Curiosamente costumam ser retardados mentais em
outras faculdades,
autistas, etc.
Pode ser também
por Mnemotécnica* e outros
segredos profissionais de Ilusionismo*.
CÂMARA DE DELAWARR. Ver
Delawarr, Câmara de.
CAMBRIDGE
GHOST SOCIETY. Sociedade fundada em 1851 na Inglaterra pelo Arcebispo
de Cantuária, Reverendo
Edward White Benson. A
primeira sociedade para o estudo científico dos prodígios
apresentados pelos
chamados Médiuns* nos primeiros anos do Espiritismo* moderno.
Perante a
contínua Fraude* e puro fanatismo e Lavagem* Cerebral nas
afirmações das
testemunhas espíritas, em pouco mais de um ano desistiram, não
merecia a pena.
CAMISARDS, Seita dos. Ver Shakers.
CAMPBELL, Mary. Inválida e analfabeta de Port
Glascow,
Inglaterra. Fazendo parte da Seita* fundada em 1830 por Edward
Irwing na cidade
de Row, Irwinguistas, celebrizou-se por seus Fenômenos de
Xenoglossia*.
CAMPO PSI. Além dos campos gravitatórios,
magnéticos e
elétricos, propôs-se a existência de um campo PSI* para designar
as
circunstâncias mais aptas à manifestação dos Fenômenos PN*.
Sendo os
Fenômenos EN* mais freqüentes que
os PN* e existindo também Fenômenos SN*, não é aceitável essa
anticientífica
redução feita pela Micro-Parapsicologia*.
CAMPOS. Ver
Placas,
termo preferível.
CANABISMO.
Intoxicação
produzida pelo Cânhamo* Indiano ou Haxixe*.
CANAVESIO, Orlando M. (1915-1957). Médico psiquiatra argentino. Estudou
primeiramente na
sua própria patria, na Universidade de Córdoba, completando seus
estudos depois
na França. Especialista em eletroencefalografia. Chefe de
trabalhos práticos na
Universidade de Córdoba.
Foi na Argentina
grande impulsionador dos
estudos da verdadeira Parapsicologia*, Escola* Eclética. Foi
relator oficial no
Congresso Internacional de Utrech*. Fundador ou membro
participante de quase
todas as instituições argentinas dedicadas ao estudo da
Parapsicologia*.
Presidente fundador da “Associação Médica Argentina de
Parapsicologia” e
diretor da revista editada por essa instituição.
Em Janeiro de 1848 o
Ministerio de Saude
Pública fundava o Instituto de Psicopatologia Aplicada com a
finalidade de
controlar a proliferação e propaganda do Espiritismo* e falsos
Psíquicos*, e de
impedir que explorassem as pessoas e as desviassem para
Superstições e doencas
mentais. Para esse fim encargou-se ao Dr. Canavesio a fundação e
direcção de um
“Labotratorio de Parapsicologia”. O Dr. Canavessio em 1951
apresentou tese
doutoral sobre “La Electroencefalografía en los Estados
Metapsíquicos” (durante
a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos). Deve citar-se
também, ente
outras publicações, “Esquemática de la Parapsicología”.
Lamentavelmente
tão promissor Parapsicólogo*
morreu por accidente com só 42 anos...
CANDOMBLÉ. Por candomblés
eram designados inicialmente os Atabaques*.
Hoje esse nome designa um culto afro-brasileiro, que incorpora
elementos de
vários cultos e credos: africanos, índios, espíritas... e
católicos!, além de
uma certa componente ligada à Magia*
e Feitiçaria*.
CÂNHAMO INDIANO. “Cannabis sativa”. A planta
fêmea é a fonte
da Marijuana* e do Haxixe*.
CANNON, Alexander. Inglês contemporâneo. Doutor
em Psicologia.
Psiquiatra. Hipnólogo. Médico Jurista na Alta Corte de Justiça
de Inglaterra.
Interessado na
pesquisa de Fenômenos
Parapsicológicos, recorreu China, India e Tibet em busca de
Casos* Espontâneos.
E para Experiencias Qualitativas* inventou aparelho chamado
Psicógrafo*, alem
do Hipnoscópio* comum. E para verificar os prodigios que se
propalavam,
inventou também uma máquina elétrica estática de quatrocentos
mil volts para
diversas investigações, inclusive para comprovar um tipo de Pirovasia* e
Analgesia*.
Sobre todas as suas
especialidades publicou
vários livros. No campo da Parapsicologia*, sempre em Londres, e
ao redor de
1950: “The Invisible Influence” - “The Shadow of Destiny” -
“Sleeping trough
Space”- “Powers that Be” - “The Power Within” - Além de “The
Science of
Hipnotism”, que também interesse muito aos Parapsicólogos*.
CÂNONE DE
LLOYD-MORGAN. Ver
Lloyd-Morgan, Cânone
de.
CAPNOMANCIA. Uma antiga Mancia*, pela observação
dos movimentos
da fumaça durante os sacrifícios
oferecidos aos deuses
(?).
CAQUEXIA. ===. Ver Inedia*.
CARANCINI, Francesco. Médium*
italiano.
Maravilhosas proezas surgiam, nas sessões com dia e hora
marcados, como afirmam
todos os Mediuns*. Hoje sabemos que isso é impossível. Ver
Incontrolabilidade.
Carancini era a
gloria dos sequazes do
Espirituismo*, por toda Europa. Até que, após ter enganado a
milhões de
pessoas, foi pesquisado em 1908 pela “Societá Italiana de
Parapsicologia”, de
Roma; em 1910, em Genève, nada menos que por um Parapsicólogo*
da talha de
Flournoy*, auxiliado pelo famoso psicólogo Claparède
(1873-1940); em 1912 em
Lille pela SPR*; e em 1912-1913 pela “Societé Universelle
d’Études Psychiques”,
de França. Apesar da desfaçatez com que o Médium* e seus
sequazes recusavam
todo controle e exigiam agir
em absoluta
escuridão, todos estes pesquisadores, utilizando aparelhos e
controles
desconhecidos pelo Médium* descobriram as Fraudes*. Na “Societé
Magnétique de
France” pegaram-no em flagrante na Fraude*. E todos os
pesquisadores concluiram
incontrovertívelmente, que Carancini era simplesmente um hábil
ïlusionista....
Consciente* segundo a maioria, Inconsciente* segundo outros como
o Dr. Paul
Joire*, que também o estudou.
Em todo estudo
sobre a Fraude* tem que ser
citado Carancini.
CARDANO, Addim Jerônimo
(1501-1596). Nasceu
em Pávia. Foi
educado por seu pai, que era uma figura bizarra de
jurisconsulto, geômetra,
naturalista, que conviveu com grandes homens de sua época... e
não obstante
aprendeu e era praticante de singulares matérias, como
Ocultismo*, Astrologia*
árabe e Alquimia*.
Addim Jerônimo Cardano
foi um genial
matemático, que lançou as bases da teoria geral das equações
algébricas,
descobrindo a famosa fórmula resolutiva da equação do terceiro
grau. Foi ele o
físico a quem se deve a invenção da
“suspensão” e da “junta”,
que tornaram
mundial o seu nome. Foi também respeitado filósofo. E Médico
insigne e..., não
obstante, também praticante de Curandeirismo*, de Magia* e de
Astrologia*. Tudo
isso, aliado à sua tendência a Visões*
e manifestações de Fenômenos de HP* (?), HIP*, PG* e inclusive
de Telecinesia*,
fez dele uma estranha mistura, conjunto este encerrado num corpo
enfermiço e
delicado, sempre sofredor e, no entanto, com uma força de ânimo
sem par.
Nas suas
melhores obras explanou muitas
monstras do Talento* do Inconsciente, geniais Intuições*, que ele chamou
“esplendores”, que o acometiam
quando o corpo estava doente e as outras
“habituais” faculdades de PG* estavam enfraquecidas. Jogou com
freqüência ao
xadrez e aos dados, ganhando muitíssimo por cima do que
logicamente se poderia
explicar, embora nunca tenha feito exploração destas suas Pcg* e
Telecinesia*.
Previu contra toda probabilidade a morte de um filho nas mãos do
carrasco e a
prisão de um outro, e tudo isto se verificou com exatidão.
Previu, também em
Sonho*, o dia e a hora de sua morte, o que se verificou
pontualmente. Previu
também contra todo cálculo o resultado das causas judiciais, que
preencheram a
sua longa existência. Viu antecipadamente, em Sonhos*, partidas
e chegadas de
pessoas que com ele estavam relacionadas. Via em Sonhos* com
freqüência e
antecipadamente os doentes a cuja cabeceira haveria depois de
dirigir-se,
fazendo muitas vezes diagnósticos por Pcg*. Toda a sua vida foi
entretecida e
constelada de Pcg* Tutelar. Teve Xenoglossia* em latim, grego,
francês e espanhol.
Mas foi, sobretudo, um
homem perfeitamente
integrado no Renascimento, extraordinário na sua
policriatividade.
Precisamente por tudo
isso, esteve fora de
seu tempo e acabou por ser acusado de Bruxaria* e pacto com os
Demônios*. Com
mais de setenta anos foi acusado perante o
Santo Ofício, que, no entanto, o absolveu. Tal como
Paracelso*, foi um
irrequieto e um insatisfeito, tendo viajado muito. Também para
ele não houve
senão desconsideração, calúnias, invejas e sofrimentos.
Escreveu mais de
noventa e cinco livros.
Morreu aos
setenta e cinco anos.
CÁRIES DENTAL, Desafio da. É mais um
concretização
dos numerosos Desafios* clássicos, neste caso contra os
praticantes de
Cirurgias* em Astral, mas extensível aos outros métodos típicos
de Cirurgias*
Mediúnicas em geral, e... a toda classe de praticantes de Curas*
pela Fé*, de
pastores da “Igreja* Universal do Reino de Deus” e Movimentos
Pentecostais* em
geral, da Ciencia* Cristã, da Sei-Cho-No-Ié*... Não estamos
incluindo as Curas*
com Fé*, que são muito diferentes!
Há quase um século
iniciaram-se estes
Desafios*, e o CLAP há já décadas o concretizou e repete
freqüentemente. Pode
ser inclusive numa reunião
internacional
de praticantes de Cirurgias* Mediúnicas e de Curas* pela Fé e
até com quantos
milhares de partidários e outras testemunhas eles queiram
convocar. O desafio:
Com a Cirurgia* em Astral (ou com a “injeção de fé”
característica das
Cirurgias* Mediúnicas em geral, ou pelas Curas* pela Fé)
extraiam e obturem uma
simples cáries dental. Aposta: 10.000 dólares a cada um, contra
100 dólares
cada um... para compensar a perda de tempo.
CARINGTON, Walter Whately
(1884-1947). Conhecido
Parapsicólogo* da
SPR*. Iniciou em
1939 as suas
Experiências Qualitativas* de ST* de Sonhos* e desenhos à
distância. Nelas há
dois aspectos a destacar contra o pretendido pioneirismo da
Micro-Parapsicologia*: Por um lado a relação PG* e a distância,
e por
outro lado expressou os resultados
também,
não só, em termos de probabilidades estatísticas. Nelas
também,
entre outros méritos, foi o descobridor da chamada Deslocação*
no tempo em PG*, e
destacou a importancia da emotividade
e vivacidade do conteudo de PG*, emvez das frias, por não dizer
absurdamebnte
inhumanas, Cartas* Zener.
As experiências de W.
Carington encontram-se
registradas em “Proceedings of
the SPR”,
Nos. XLII a XLVI, e
ele mesmo
posteriormente as divulgou, junto com muito boas análises,
características da
Escola* Teórica, em “Telepathy: an Outline of its Facts. Theory
and
Implications”, Londres,
1945. É também
muito importante “Matter, Mind and Meaning”, 1949, com profundas
análises da
importancia da Psicobulia* na Telecinesia*.
CARISMÁTICOS, ou RENOVAÇÃO
CARISMÁTICA CATÓLICA
(RCC). Ver
Pentecostais.
CARNEIRO. Na Micro-Parapsicologia* o oposto a
Cabra*, segundo
a classificação de G. Schmeidler*. Designa os Pacientes
favoráveis às
Experiências Quantitativas* de ESP* e que assim tendem a acertar
acima da média
esperada pelo acaso.
CARREL, Alexis (1873-1944). Premio Nobel
de Medicina em
1912, e Premio Nordhoff-Jung em 1930. Considerado o melhor
cirurgião do mundo
na sua época.
Era Racionalista*
confesso como os cientistas
estabelecidos. Foi a Lourdes acompanhando o caso de Marie
Bailly* para “pôr o
carimbo da ciência contra tantas maravilhas que se referiam nos
jornais e
livros católicos...”. Até desafiou: “Se
esta jovem sarar, eu me faço frade!”... E perante a cura tão
mainfestamente
SN*, da que dá conta no seu livro “Le Voyage à Lourdes”, Paris,
1949,
converteu-se sinceramente, arriscou sua fama de cientista
perante os outros
cientistas da Universidade de Lyon que não estudaram o caso nem
nenhum outro, e
foi expulso da Universidade. Mais ainda, terminou por fugir de
França em 1904,
trasladando-se aos Estados Unidos. Dedicou desde então muito
tempo em viagens a
Lourdes para o estudo de Fenômenos SN*.
Entre seus
escritos deve destacar-se
também, por sua importancia do ponto de vista da
Parapsicologia*, Escola*
Eclética-Teórica, o famosíssimo livro “L’Homme, Cet Inconnu”,
Paris, 1938, onde
insiste e prova que é necessario reunir todas as observações e
experiencias de
todo tipo quando se quer conhecer a realidade, mesmo que não
seja a mais
plausível do ponto de vista da ciência estabelecida.
CARRIÈRE, Eva. Ver Eva C.
CARRINGTON, Hereward Ubert
Levingston (1880-1958). Doutor em
Psicologia.
Renunciou a uma carreira prometedora para se dedicar à Pesquisa
em
Parapsicologia*, ciência da que compreendeu que era mais
importante, inclusive
para a própria Psicologia..
Foi um destacado
Parapsicólogo*.
Norte-americano, mas da Escola* Européia, sem cair no apriorismo
absurdamente
redutor da Escola*
Norte-Americana. Foi
ajudante do Professor Hyslop na ASPR*. Estudou com especial
interesse os
Fenômenos de Levitação*. Efetuou uma importante série de
Experiências
Qualitativas* e análises dos Fenômenos Parapsicológicos* de
Eusápia Palladino*:
(Com a colaboração de Fodor, Nandor) “Eusapia Palladino and her
Phenomena”,
Nova Iorque, 1902 - “An Account of Eusapia
Palladino’s American
Seances”, Nova Iorque, 1911, convencendo-se de que eram genuínos
os Fenômenos
Parapsicológicos*: “The Physicl Phenomrena of Spiritualism
Fraudulent and
Genuine”, New York, 1920 - A realidade dos Fenômenos
Parapsicológicos*
foi fortalecida com a análise e Experiências Qualitativas* sobre
as
manifestações de Eileen Garret* em 1937. Daí escorregou
indevidamente a
postular em certos casos a interpretação espírita.
Autor de
muitos outros
livros sobre Parapsicologia*, entre os que devem destacar-se:
“Hindu Magic”,
Londres, 1909 - “Psichical Resëarh and the War” - “Modern
Psychical Phenomena”,
1919 - (Com a colaboração de Meader, John) “Death. Its Causes
and Phenomena”,
1911-1921 - “A Primer of Psychical
Research”,
Londres, 1932 - “Loaves and Fiches. A Stadynof the Miracles, of
the
Ressurrection and Future Life, in the Liht of Modern Psychic
Knowledge”, New
York, 1935 - “The Invisible World. Mental Telepathy Explained”,
1946 - (Com a
colaboração de Fodor, Nandor) “Haunted People. Story of the
Poltergeist, down
the Centuries”, 1951 - Etc.
CARTAS-CHAVE. Ver esse detalhe nos Testes* de ESP.
CARTAS ESP. A Micro-Parapsicologia* parece fazer
questão de
advertir que Baralho* Zener é expressão preferível quando em
referência ao conjunto
das 25 Cartas ESP. Mas que Cartas ESP é expressão preferível
quando em
referência a cada carta ou a algumas, ou mesmo a um conjunto de
25, mas
independentemente de se formam ou não o Baralho* Zener completo.
CARTOMANCIA. Mais uma entre tantas Mancias*, esta
por meio de
cartas de baralho de jogo. A cartomancia é uma Superstição*
relativamente
moderna, já que essas cartas são também uma invenção
relativamente recente. É
provável que os nossos baralhos de jogos descendam e, do ponto
de vista do
Ocultismo*, sejam os parentes pobres do Tarô*.
CARTONAMENTO. Do espanhol cartón = papelão. Estado
mais ou menos seco em que
ficam muitos dos cadáveres que estiveram Incorruptos*.
Tecnicamente, contra o
costume popular, não devem considerar-se como ainda
Incorruptos*, senão como
prova permanente, “a Marca*”, de que o estiveram.
=== === S. André Bobola
=== === São Francisco
Xavier ===
=== ver
esquema de aulas e livro Vol. 2 ===
CASA MAL ASSOMBRADA. Ver
Poltergeist.
CASA ASTROLÓGICA. Ver Astrologia.
CASAL TELEPÁTICO. Designação que se dá às duas
pessoas
implicadas num Fenômeno* ST*: o “Agente*” (?) ou e o
Percipiente*.
Segundo
Warcollier*, para que o casal
telepático obtenha bons resultados na ST* as variações rítmicas
das correntes
biológicas cerebrais devem coincidir... Isto pode ser verdade
nas Experiências
Quantitativas* de pretendida ESP* se na
realidade são de HIP* ou de TP*, classificações que a
Micro-Parapsicologia* desconhece. Mas não está abonado em
verdadeira ST* ou em
PG* em geral, onde o sujeito que parece “Agente” (?) na
realidade não
passa de objeto de PG*, sendo o mérito todo do
Percipiente*.
Não confundir
com Laço* Telepático.
CASTA. Cada grupo socialmente separado de
outros,
mentalidade devida ao preconceito de Reencarnação* (?), embora e
contraditoriamente o Budismo* genuíno como os genuínos
Hinduismo* e Bramanismo*
são incompatíveis com a idéia de
Reencarnação* (?).
CASTAÑEDA, Carlos César Arana
(1929?-1999). Segundo ele mesmo afirma em alguns dos
seus escritos teria
nascido em São Paulo no dia 25 de Dezembro de 1931, mas de
acordo com o
Departamento de Imigração dos EUA era peruano de Cajamarca,
nascido em 1942.
Emigrou para os Estados Unidos em 1951, onde estudou
Antropologia na
Universidade de California. Morreu em Los Angeles, vítima de
câncer no fígado.
Sua tese de
mestrado foi a respeito de uma
viagem que fez ao deserto de Arizona e México para se dedicar à
investigação
das drogas alucinógenas. Então, em Sonora, México, conheceu “Don
Juan Matus”,
velho índio iaqui, especialista no Peyote* e depositário de
segredos e técnicas
transmitidas oralmente de geração em geração, de Feiticeiro* a
aprendiz, desde
os tempos mais remotos. Uma amizade nasceu entre o “Brujo” e o
ocidental de
mentalidade Racionalista* e... “científico” (?) no conceito tão
limitado
habitual na maioria das Universidades.
Um ano mais tarde Don
Juan decidiu confiar a
Castañeda os seus conhecimentos de
“Magia*”. E durante doze anos Castañeda à beira da loucura andou
num vaivém entre o
“mundo vulgar” das Universidades da Califórnia e o “mundo
mágico” do deserto
mexicano. Don Juan ensinou-lhe a ver o mundo e o quotidiano de
um modo
diferente. Sobre a
sua aprendizagem,
Castañeda escreveu dez livros, que ao menos pela sua...
extravagancia?,
alcançaram numerosas edições e traduções: “A Erva do Diabo”- “Porta para o Inferno”
- “O Segundo Círculo
do Poder” - “Uma Estranha Realidade” - “Viagem a Ixtlán” - “Fogo
Interior”-
“Arte de Sonhar”- etc. de grande êxito editorial, traduzidos a
17 línguas.
Há, porém, muitas
suspeitas ao redor de
Castañeda. Certamente o indio D. Juan nunca foi encontrado. Nem
mesmo o
atestado de óbito está livre do que parecem mentiras de
Castañeda. O documento
afirma que Castañeda lecionava no distrito de Bevery Hills, onde
não há registro de
nenhuma aula ministrada por
ele. Costumava dizer que não tinha família, mas o testamente
menciona uma
sobrinha, Talia Bey, presidente de Cleargreen Inc., empresa de
propaganda de
Castañeda. Segundo o atestado, Castañeda nunca se casou, mas
certamente
Margareht Runyan Castañeda foi sua esposa durante 13 anos, de
1960 até 1973.
Muitos afirmam que Castañeda era na verdade o responsável por
uma muito
engenhosa e monumental fraude, o que explica que nunca aceitasse
entrevistas
com jornalistas e nem sequer ser fotografado... “Muito da
Mística* (Chamanismo*
ou Magia*) existente em torno de Carlos Castañeda vem do fato de
que nem mesmo
seus amigos mais íntimos sabem realmente quem ele é”, escreveu
sua ex-mulher.
CASTELWITCH, Condessa de. Médium*
privada de
Fenômenos* Parafísicos, estudada em Casos Espontâneos* e
Experiências
Qualitativas* pelo Dr. Oliveira Feijão, Professor na
Universidade de Lisboa.
Não se pode duvidar que produziu Fenômenos de forte Tiptologia*
e de
Telecinesia*, incluindo o levantamento de uma mesa.
CATALEPSIA. Segundo determinados autores
significa aprisionamento.
Acidente nervoso,
repentino, por Histeria*, que suspende as sensações e imobiliza
os músculos.
Caracteriza-se por ataques de suspensão total do movimento
voluntário e da
sensibilidade. Os membros ficam rígidos em qualquer posição, a
respiração e o
pulso tornam-se lentos e o corpo empalidece e arrefece.
Uma espécie de
catalepsia ou estado de
rigidez neuromuscular pode ser facilmente produzida por meio de
Hipnose* e por
técnica.
Até certo ponto
diferencia-se de Cataplexia*.
Não confundir com Catalexia, termo médico que designa uma
perturbação na leitura em
que as palavras são relidas.
CATAPLEXIA. Diferencia-se da Catalepsia* por a
imobilidade ser
provocada por medo excessivo ou por choque, autônomos ou
induzidos.
CATATONIA. Psicose* caracterizada por quatro
grandes sintomas
que podem estar associados, ou que alternam de um momento para o
outro. 1-
Tendência para a conservação de atitudes: Catalepsia*. 2-
Rigidez e uma
autêntica perturbação no tonus muscular: também Catalepsia*. 3-
Movimentos
automáticos diversos, gestos rapidamente repetidos e também
verdadeiras crises
de gesticulação análogas à crise de Histeria*. 4- Grandes
perturbações
organovegetativas, como salivação abundante, cianose,
perturbações vasculares.
Para os imbuídos de
Superstição* são sintomas
de Possessão* (?) ou Incorporação* (?)... Na realidade, como
muito bem
demonstrou principalmente o Professor Henri Baruk, a catatonia é
uma Psicose*
de origem tóxica, que apresenta uma analogia manifesta com a
Histeria*. Mas na
Histeria*, que é uma Neurose*, as perturbações são
consideravelmente mais
ligeiras que na catatonia.
CATOPTROMANCIA. Igual que Cristalomancia*,
frisando-se na catoptromancia,
pela etimologia, que a
Mancia* e a Pragmática* são a partir dos reflexos.
CAVALOS DE ELBERFELD. Ver
Elberfeld, Cavalos de.
CAVENDISH, Richard. Estudioso e
Historiador
inglês contemporâneo. Escreveu livros sobre a Inglaterra
medieval,
pré-história, etc... e sobre todos os temas direta ou
indiretamewnte
relacionados com a Parsapsicologia:.. Entre outros estudos: “The
Black Arts”,
Londres, 1967, e “Man, Myth
and Magic
The Illustrated Encyclopedia of Mythologuy, Religion and the
Unknow”, 1970-72”
- “The Powers of Evil”, 1975 - “The Tarot”, 1975 - “A History of
Magic”, 1977 -
Mythology: An Illustrated Encyclopedia”, 1980 - “The Great
Religions”,
1980 - Legends of
the Word”, 1982 - “The
Magical Arts”, 1884
Intelectual
respeitado, apaixonado por temas
controversos, reuniu uma equipe de alto nível para produzir uma
enciclopédia:
“Encyclopedia of the Unexplained. Magic, Ocultism and
Parapsychology”, Londres,
1974, abordando os temas
“proibidos”, que
são rejeitados
por muitos sem estudo e cuja permanência sustenta-se muitas
vezes em fatores
extra-acadêmicos, mas outras muitíssimas vezes na verificação
milenar de valor
histórico absolutamente inegável e em verificações muitas vezes
absolutamente
científicas da moderna Parapsicologia*, mesmo que tais
verificações nem sempre
sejam aceitas pelos preconceitos típicos dos cientistas
estabelecidos e mesmo
por Parapsicólogos* reduzionistas da Micro-Parpsicologia*..
CAYCE, Edgar (1877-1945). Nasceu numa
granja de
Kentucky, em Norte América. De escassa instrução... oficial,
porque na
realidade estudou particularmente tudo ou muito do que lhe
interessava para sua
muito bem montada e lucrativa campanha como Médium*
especialmente de
Curandeirismo* e diagnosticador em Transe*.
Conta-se que aos 21 anos
perdeu a voz, mas que
a recuperou temporariamente sob tratamento por Hipnose*. Ao
falar, submetido à
Hipnose*, diagnosticou o seu mal e melhorou-se a si próprio,
mediante
Sugestões* Pós-Hipnóticas.
Após esse caso que, se
verdadeiro, não passa
de manifesto contexto de Histeria*, tornou extensivos os seus
diagnósticos a
outras pessoas. Em Transe*, o “ignorante” (?) Cayce falava às
vezes como um
médico profissional.
Em muitos casos
o paciente não necessitava
estar presente, bastando que fornecesse o nome e o endereço.
Em Virgínia Beach
encontram-se arquivados
muitos relatórios de curas (?) atribuídas a Edgar Cayce. O seu
primeiro caso
famoso foi o de Aime Dietrich, de Heptsonville, Kentucky,
considerado um caso
sem esperança (?), mas a quem, dizem, salvou de uma estranha (?)
doença
cerebral. O pai (!) de Aime o testemunhou ante um notário
público em 1910.
Dirigida por seu
filho, Hugh Lynn Cayce, a “Edgar Cayce Foundation”
continua até hoje
espalhando por toda a parte o Espiritismo*, o Curandeirismo* e a
crença na
Reencarnação* sobre o Mito* de Edgar Cayce, mentindo e
aumentando com exageros
e, inclusive, francas falsidades. Outra organização, a
“Association for
Research and Enlightment”, cujo presidente é Hugh Lyn Cayce, também filho de Edgar
Cayce, publica uma
revista de propaganda do Curandeirismo* por eles exercido. A
riqueza acumulada
por Cayce e os dólares de que dispõem a “Cayce Foundation” e a
“Association...”
são simplesmente incalculáveis.
Não correspondem
à verdade as maravilhas que
se espalham aos quatro ventos sobre Edgar Cayce. O livro
publicado pela
poderosa organização propagandística: “Edgar
Cayce on ESP”, Nova Iorque, 1969, assim como o livro de
Millard, Joseph:
“Edgar Cayce, Profect in Trance”, 1972, são uma amálgama de
exageros e
falsidades, apesar dos testemunhos, inclusive de médicos
interessados na
difusão de tão lucrativo e bem montado Mito*.
CAZZAMALLI, Ferdinando (1887-1958). Foi
professor de Psiquitria
e Neurologia na Universidade de Roma, e deixou sua cátedra e
especialidade
quase abandonadas, para pesquisar em Parapsicologia*, ciência
que comprendeu
ser bem mais importante.
Um dos seus livros,
“Metapsichica, Neurologia
e Metodo Sperimentale”, Roma, 1947, provocou inressante
polêmica: após 15 anos
de pesquisa, pretendia explicar PG* pela
emissão de ondas eletromagnéticas pelo cérebro. Na
realidade tal emissão
só poderia aplicar-se a casos em condições de HIP*.
Foi diretor da revista
bimensal
“Metapsichica”, de Milano.
CC. Sigla de Cross* Creck.
CELESTIAL. Relativo ao céu.
Em Espiritismo* e
Ocultismo* o adjetivo
emprega-se geralmente para designar as Esferas* mais elevadas
(?) do mundo dos
Espíritos* (?).
CENSO DE ALUCINAÇÕES. Investigação
levada a
efeito por uma comissão da SPR* em 1899 para recolher dados
substanciais sobre
Aparições*. Desse estudo foi publicado um relatório em 1894. De 17.000 pessoas
investigadas, 1.684
afirmaram haver sofrido Alucinações*, Visões*, Aparições*...
CENSURA. Ver Inconsciente.
CENTROS PSÍQUICOS.
Ver
Chakras.
CENTURIONE, Scotto Marques Carlo. Pertencente
a familia das
mais altas da nobreza italiana, sendo além de Marquês, Principe
do Sacro Romano
Imperio. Foi membro do parlamento durante onze anos. Realizou
muitos trabalhos
de investigação. Por Sugestão* do Médium* norte-americano
Valientine,
dedicou-se ao Desenvolvimento* da Psicofonia*, o que conseguiu
muito
rapidamente. Entre outros Fenômenos Parapsicológicos*, produziu
alguma vez
Levitação* e Aporte*, e não tão raramente Xenoglossia*. Agia em
estado
praticamente consciente, acreditando que se comunicava com seu
filho falecido.
A autenticidade dos
Fenômenos
Parapsicológicos* de Centurione foi posta em dúvida na Alemanha
pelos Drs.
Schrenck-Notzing* e Rudolf Lambert., que o acusaram de freqüente
Fraude* por
exibicionismo doentio. Posteriormente também foi acusado de
Fraude* habitual
pelo notável Parapsicólogo* Theodore Besterman*, o que fez com
que Sir A. Conan
Doyle* se demitisse da SPR*, alegando o incrível motivo (?) de
que a atitude da
prestigiosa sociedade iria desprestigiar o espírita Ernesto
Bozzano*, o
primeiro investigador (?) deste Psíquico*...
CÉU. O Espiritismo* e outros ramos do
Esoterismo*
concebem o céu, contraditoriamente, como
sucessivas e distintas Esferas* da vida para além do
planeta Terra;
e em nova contradição falam de uma contínua evolução (?)
do Espírito*
(?).
Todas as
religiões, de todas as épocas e de
todos os povos, falam de algum tipo de céu eterno. O conceito
essencial de céu
está incutido na Alma* humana. Mas ao redor desse miolo certo do
consenso
universal, cada religião “adorna” o céu claramente com
mesquinhas projeções
para a eternidade da miséria deste mundo.
Na realidade, a única
descrição do céu
admissível é aquela da Revelação* cristã: indescritível (Lc 12,
23; Jo 3, 13;
2Cor 12,2-4; etc). Só isso tem lógica pois nada nem ninguém
poderá jamais
descrever o que será o estado após a Ressurreição*, onde se
participa “face a
face” da visão de Deus*. Como Deus* está em toda parte, não pode
haver lugar
algum que possa ser designado como céu, trata-se de um estado de
felicidade
indescritível, compreensivo de todo o universo na eterna
presença, conhecimento
e participação Sobrenatural* em Deus*.
CHAKRAS. Segundo as idéias do Hinduismo*,
Budismo*,
Ocultismo* etc, seriam os centros de poder espiritual e
Parapsicológico*,
situados no Corpo* Subtil (?) que saturaria
o corpo físico. Diz-se que há seis chakras principais
(conquanto as
opiniões divirjam), que ascendem em ordem desde a base da
espinha dorsal.
Estes centros ocultos são
identificados por certos autores modernos
como Plexos, Padmas ou Lotus.
De ordinário
mantém-se tranqüilos, mas
insiste-se que, graças à disciplina especial do corpo, Asanas*,
e da mente, se
podem tornar ativos e proporcionar poderes Parapsicológicos*.
Há Psíquicos* e
Médiuns* que pretendem ver
por Clarividência* estes centros e discernir deste modo o
Desenvolvimento*
espiritual e Parapsicológico* do indivíduo. Certos praticantes
de
Curandeirismo* insistem que trabalham sobre os chakras, a fim de
estimular a
cura do corpo físico.
Profundos estudos, entre
outros do Dr.
Motoyama*, demonstram que os chakras não tem absolutamente
nenhuma base
científica, trata-se mais uma vez de mera poesia ou
simbolização.
CHARCOT, Jean-Martin (1852-1893). Começou como
Médico
neurologista em diversos hospitais, logo mestre dos mais
eminentes da sua época
como professor de Anatomia Patológica na Salpêtrière de Paris,
membro da
Academia de Medicina e membro da Academia de Ciencias.
Dedicou ao estudo do
Hipnotismo* e da sua
fenomenologia, chegando à conclusão, em 1892, que o estado
hipnótico não era
mais que uma manifestação patológica da Histeria*. Fez uma
importante divisão
da fenomenologia, ou seja, separou o “grande Hipnotismo*” do
“pequeno
Hipnotismo*”. As suas demonstrações dramáticas na Salpêtrière
atraíram Freud*,
entre outros, a Paris.
A Histeria* foi
investigada com grande
minúcia. As suas Experiências Qualitativas* foram um tanto mal
concebidas por
não evitar-se suficientemente a simulação, ou por não
diferenciar-se
suficientemente a simulação da realidade. Eram sobretudo
realizadas com
mulheres jovens e sugestionáveis. E, embora o colega de Charcot,
Pierre Janet*,
tenha contribuído muito para o estudo da Psicopatologia dessa
situação, Charcot
talvez tenha acabado por fazer mais no sentido de retardar do
que de avançar os
nossos conhecimentos sobre a Histeria*, limitando-se a aspectos
mais
dramáticos. Publicou suas opiniões em “Leçons sur les Maladies
du Système
Nerveux, Faites à la Salpêtrière (1873)” -
“Les Leçons des Mardis em la Salpêtrière (Polychlinique
1887-88 e
1888-89)”, Paris, 1892 - “Oeuvers Complètes, Metallotherapie et
Hypnotisme”,
Paris, 1890.
Contra as opiniões de
Charcot*, ou mais bem
defendendo outro tipo de indução da Hipnose*,
elevou a voz a
Escola de Nancy*.
CHARUBEL. Ver Thomas, John.
CHEETHMAN, Erika. Autora de “The Prophecies of
Nostradamus”,
1972. Interessou-se
por Nostradamus
quando se especializava em provençal antigo em Oxford. Do grupo
escolhido por
Richard Cavendish*.
CHEIRO. Pseudônimo de Hamilton*, Louis.
CHELA. Termo hindu e Ioga* que designa o
discípulo de um
Guru*. O Ioga* aprende-se geralmente mediante obediência fiel. e
íntima
associação entre o Chela e o Guru*.
CHRISTIAN SCIENCE.
Ver
Ciência Cristã.
CHÉUMATA. Ver Ochema.
CIBOMANCIA. Mais uma Mancia*, esta pela disposição dos alimentos
oferecidos aos deuses.
CICATRIZAÇÀO INSTANTÂNEA. ===
CÍCERO, Marco Túlio. Célebre
orador, jurista e
escritor romano, do
século I. Relata na
sua obra “De Divinatione”
episódios Parapsicológicos* de caráter ST*, com os típicos
aspectos de
Aparições* sob a forma de Visão* em Sonho* e descrição da
Sobrevivência*.
CÍCERO Romão, Padre (1844-1934). Sacerdote
católico de
Juazeiro no nordeste brasileiro. O Pe. Cícero é famoso pelos
seus apregoados
Milagres* (?) e influência política.
O seu bispo tirou-lhe
as licenças sacerdotais
por haver constatado manipulações políticas e Curandeirismo* e
após verificar
que o mais apregoado Milagre* (?) muitas vezes repetido por uma
das suas
“beatas” era freqüentemente Fraude*: a beata colocava sangue de
galinha numa
pequenina bolsinha que escondia num dente oco e após a Sagrada
Comunhão
aparentava que o Hóstia havia sangrado. É possível que fizesse
habitualmente
essa Fraude* para suprir algum Aporte* espontâneo que alguma vez
pode haver
manifestado.
Após a morte do Pe.
Cícero, o pároco da
cidadezinha quis combater o culto, carregado de Superstiç!ão* e
imbuído de
Curandeirismo*, que o povo tributava ao “meu padim pade Ciço”. E
um fanático
matou o pároco...
CICLOIDE.
Ver Psicose,
da que se aproxima.
CICLOTÍMICO. Ver Psicose, da que está longe.
CIÊNCIA CRISTÃ (Christian Science). Fundada em
1875 por Mary
Baker* Eddy. Até hoje flui por muitas partes. Sustenta que Deus*
e a mente são
a única realidade (?) e portanto (?) o poder do pensamento é
suficiente em
relação a todos os dons e desvantagens físicos, dado que são
irreais (?). A
matéria, o pecado, a doença e até a própria morte são Ilusões*
(?), baseadas na
não-compreensão pelo homem da sua verdadeira natureza divina
(?).
Seu princípio de
curar (?) é sem recorrer a
medicamentos ou tratamentos físicos, na crença de que o
importante na cura não
é o corpo, senão a mente, que é divina (?).
A Ciência Cristã na
realidade nem é ciência
nem é cristã. É o mais descarado Curandeirismo*. E os seus
seguidores, após a
Lavagem* Cerebral sofrida,
nem por um
instante refletem em que, apesar de que “as doenças e a morte
não existem”,
Mary Baker e todos os seus continuadores também adoeceram e também morreram.
É uma autêntica
industria. “Para entrar como
aluno é preciso pagar; para tratar dos doentes, uma vez obtido o
título de
curador (?), é obrigatório fazer pagamentos trimestrais; para
ser tratado é
preciso fazer um depósito; enfim, para entrar nos templos é
necessário oferecer
um óbolo” (Robert Tocquet*).
Sua doutrina tão
lucrativa será depois
inteiramente plagiada pela Seicho-No-Ié*, e seus métodos
grandemente imitados
também por numerosas Seitas* ou Movimentos
Pentecostais*.
CIÊNCIA INFUSA. Conhecimento SN*. Conjunto de
conhecimentos,
geralmente sobre alguma determinada área específica, adquiridos
sem esforço
nenhum ou imensamente desproporcional ao estudo realizado, e em
tal qualidade e
quantidade que é manifestamente superior a qualquer capacidade
humana, por
doação instantânea de Deus*.
CIÊNCIAS PSÍQUICAS. Igual que
Pesquisa
Psíquica*.
CIENTOLOGIA. É uma corrente de pensamento
pseudo-filosófica,
mesclada de pretendidas técnicas psicoterápicas (?), que,
conforme o seu
fundador, Lafayette Ron Hubbard (1911-1986), devem despertar no
discípulo a
consciência imortal
(?).
A Cientologia submete
os seus adeptos a
cursos vários e sessões de psicoterapia (?) ditas auting, que resultam muito caras para quem as segue, podendo
provocar a crise
financeira dos clientes. Tais cursos, dizem, procuram purificar a mente de
ferimentos e chagas que
tenha contraído em Reencarnações* (?) anteriores: tal processo
percorre várias
etapas, passando pelos
graus de preclear, clear e
operating thetan. O
thetan
seria a essência espiritual do homem (?),
o verdadeiro eu (?), que decaiu de um estado de perfeição
(?) para
dentro da matéria, passa por várias Reencarnações* (?) até se
purificar
totalmente e conseguir plenos poderes (?) sobre o espaço e o
tempo neste mundo.
A Cientologia está
associada à Dianética,
técnica da Cientologia para
a descoberta (?) de vidas em Reencarnações* anteriores (?), ou
seja a ciência
(?) que explica (?) o modo como funciona o intelecto humano.
O regime da “Sociedade
Cientologista” é
fortemente autoritário. Os seus membros são incitados a
considerar os demais
homens com desconfiança, pois lhes parecem inimigos em
potencial. E isto é
verdade, porque só um imbecil ou quem tenha sofrido Lavagem
Cerebral pode
acreditar as imbecilidades transmitidas pela Cientologia.
A Cientologia pode ser
classificada entre as
correntes pseudo-religiosas que, fomentando certa megalomaníaca
humana, atraem
e exploram seus seguidores com a desavergonhadamente falsa
promessa de
desenvolver maravilhosos poderes humanos.
CINQUENTA (ou 5O) METROS (ou M.)
Desafio dos. Ver PK e
Comunicação.
CÍRCULO . Grupo de pessoas seguidoras do
Espiritismo*, que
trabalham com um Médium* com um propósito definido ou numa fase
da atividade.
Por exemplo os Círculos Crewe*, Délfico*, de Desenvolvimento*,
Goligher*, de Resgate*,
etc.
Diz-se Círculo
Aberto, o que permite qualquer visitante. Os espíritas
geralmente opõem-se
a isso, afirmando que o pouco adiantamento espiritual (?) dos
visitantes pode
atrair Elementares* (?) indesejáveis e Espíritos* (?) perversos.
Julgam que
muitos desconhecedores (?) de Espiritismo* podem originar
sentimentos de
suspeita e desconfiança, que entorpecem os esforços dos
Iniciados*. Assim
evitam observadores científicos.
CÍRCULO ESOTÉRICO DA COMUNHÃO DO
PENSAMENTO. Associação
brasilenha de Esoterismo*
e Espiritismo*, Foim fundada em 1909 por Antônio O. Rodrigues
(1879-1943).
Conta com umas 500 filiais, denominadas Tattwas(=
centros de irradiação)
por todo o
Brasil. Rm 1917 o próprio Rodrigues fun dou a
editora da associação, “Editora O Pensamento”, até hoje
infecionando o
pais com muitas publicações muito difundidas, todas saturadas de
Superstição*.
Na sé central, em Sào Paulo, possue ampla Biblioteca (só de
Superstição*) e um
salão de conferencias (ou Lavagem* Cerebral) com capacidade para
800 pessoas.
Como ponto positivo,
se pudermos descontar o
manifesto e típico disfarce, ha fundado um Hospital com
Maternidade.
CÍRCULO GOLIGHER. Ver Goligher, Círculo.
CIRCUS GIRLS DE SALEM. Ver Salem,
Feiticeiras de.
CIRURGIA MEDIÚNICA. Refere-se a
qualquer
intervenção “cirúrgica” (?) realizada por aqueles praticantes do
perigosíssimo
Curandeirismo* que dizem realizá-las mediante a Incorporação*
(?) de Espíritos*
(?). Geralmente de supostos médicos falecidos, mas há a
desfaçatez de afirmar
incorporação para essas “cirurgias” inclusive de Santo Inácio de
Loyola!
Dentro da chamada em
geral Cirurgia Mediúnica
há que distinguir entre Cirurgia Psíquica, Cirurgia Espírita e
Cirurgia em
Astral, embora popularmente, e
lamentavelmente não tão popularmente, há muita confusão
de termos.
Chama-se Cirurgia
Psíquica a intervenção cirúrgica real, geralmente
com grande
exibicionismo, embora nunca aprofundam mais que no tecido
epitelial e adiposo,
pele e banha. Nestas pequenas cirurgias reais às vezes extraem,
também
realmente, um pterígio ou pelica sobre o olho, um lipoma ou
quisto sebáceo
periférico, algum objeto acidentalmente introduzido sob a
pele... No Brasil o
mais famoso entre os supostos Espíritos* (?) de médicos do alem
(?) é Adolh Fritz*.
Destacaram Arigó*, “Oscar
Wilde”* , Edson Queirós* e Rubens Faria*. Ver Analgessia e
Atoxina.
A Cirurgia
Espírita é realizada com grande exibicionismo de “sangue”
e de “extrações”,
com instrumental ou sem instrumento algum. O que caracteriza a
cirurgia
espírita é o desaparecimento instantâneo da ferida,
desaparecimento
impropriamente dito “cicatrização instantânea”, pois nem
cicatriz fica.
Citam-se com destaque as “cirurgias espíritas” realizadas por
conhecidos
praticantes de Curandeirismo* como Nero* e Garrincha* no Brasil, Tony Agpaoa* e Alex
Orbito nas Filipinas.
Tudo é
pura e desonesta Fraude*, mas com ela
conseguem ludibriar milhões de pessoas. Se há
“cicatrização instantânea”
(?) não houve extração nenhuma. Como exemplo de Desafio* contra
a “Cirurgia Espírita”,
citemos o desafio do “Quatro*,
Três,
Dois, Um”.
E, por fim, a
mais desvergonhada de todas,
pois nem mérito de Ilusionismo* tem, a Cirurgia em Astral. Caracteriza-se
por
ser realizada sem sangue e sem instrumento: pura gesticulação.
No Brasil
entre os pioneiros ou mais famosos destacou Isaltina*. Mas por
estas “cirurgias
em Astral” e inúmeras mentiras publicitarias podem citar-se
Waldemar Coelho,
Geraldo de Pádua, etc., etc.
É puro engano.
Como prova do engano, por
exemplo o Desafio* da Cáries* Dental.
Muitas pessoas,
convencidas de que haviam
sido operadas de apendicite, de câncer nos seios, de cálculos
biliares e
renais, etc. devem até a vida ao CLAP, que exigiu simplesmente
raios X.
Afirmam todos os
“cirurgiões mediúnicos” que
o importante é a fé. Ver
Cura* pela Fé.
Tão importante,
exclusiva, é a Sugestão*, que
inclusive os praticantes da “cirurgia psíquica” muitas e muitas
vezes nem
injeção aplicam: com o maior descaro simplesmente encostam a
agulha ou a
faca..., sem a mínima penetração. Outras vezes descaradamente
dão uma picada
sem inoculação nenhuma. Quando inoculam algum “remédio”,
absolutamente inócuo,
é para todos o mesmo, sem importar-se nem fazer diagnóstico
nenhum diferencial.
Afirmam com a maior sem-vergonhice
que é
uma injeção de fé! Mesmo quando dão um corte real sem extração
de lipoma ou
quisto..., é para todos igual ou muito parecido, eles não
penetram ao órgão
doente, não extraem o tumor maligno, não extraem o apêndice
dilacerado,
não costuram a
hérnia peritoneal...,
precisamente porque “o importante é a fé”!
E aí precisamente fica
manifesta a
sem-vergonhice. Se afirmam que com essa pantomima do Médium* o
Espírito* (?)
cura instantaneamente o órgão interno doente, por que não cura
instantaneamente
o pequeno corte externo? Aí é que a Parapsicologia* lança por
exemplo o
Desafio* do “Quatro*, Tres, Dois, Um”, da “Caries* Dental”, etc.
Ver também
Psicohigiene.
CLAP. Sigla de Centro
Latino-Americano de Parapsicologia. Em
1964 começou como “Instituto de Parapsicologia das Faculdades
Anchieta”, de São
Paulo (Brasil), passando a CLAP em 1970. É dirigido pelo Padre
Quevedo*. O CLAP
conta com uma muito seleta equipe de professores.
Pesquisa
teórica, Experiências
Qualitativas* e Quantitativas*, análise de Casos Espontâneos* em
pesquisa de
campo e da clínica. A biblioteca e fichários do CLAP são os
melhores do mundo
na especialidade.
Conta também com um
incrível museu de objetos de Fenômenos Parapsicológicos* e
outras
“curiosidades” relacionadas com a Parapsicologia*.
Embora
fundado e instalado em Brasil, e
apesar de agir, como o nome o indica, em Latino-América, o CLAP
engloba-se
dentro da Escola* Eclética ou Européia e também com destaque
dentro da derivada
Escola* Teórica. Nesta área o mérito do CLAP é ciclópico:
A relação ciência-fé
destaca sempre na
pesquisa e atividade do CLAP. É à Parapsicologia* evidentemente
que corresponde
prioritária e previamente a
constatação
e analise dos fatos
interpretados
como devidos a forças “ocultas” ou não-naturais: Aparições*
Religiosas,
Mística*, Espiritismo*, Ocultismo*, etc., etc. A pesquisa e
ensino do CLAP tem
sido de enormes proporções no esclarecimento e na luta contra a
crendice,
Espiritismo*, Feitiçaria*, e tantas outras classes de
Superstição e seitas que
se apoiam em Fenômenos EN* e PN*, às vezes inclusive meramente
psicológicos,
considerados erradamente como SN*. Concretamente deve
destacar-se que é
principalmente ao CLAP que se deve a sistematização e muitas das
provas de que
é sempre totalmente erro de interpretação atribuir qualquer
Fenômeno* aos
Demonios*, Espíritos (?) de mortos, etc.
Embora o termo
SN* não se deva ao CLAP,
muito há batalhado conseguindo
provar o
apriorismo e mesmo Lavagem* Cerebral de tantos cientistas (?),
inclusive dentro
da Parapsicologia*, a este respeito. Entre os Fenômenos
“misteriosos” da
Parapsicologia*, todos tradicionalmente interpretados
indevidamente do ponto de
vista religioso, negam sem estudo ou se negam a estudar
precisamente os
Fenômenos mais “misteriosos” de nosso mundo, os verdadeiramente
SN*, que devem
ser os preâmbulos e fundamento para uma fé racional, adulta. e
verdadeira:
“Corresponde à ciência estabelecer o fato
da Revelação*”, reconhece o concílio Vaticano II.
Ao CLAP deve-se o
termo EN* e ele
sistematizou esses Fenômenos, inclusive a ele deve-se o termo
HIP*. Ele provou
que não há PK*. Etc, etc, etc. Os fatos eram conhecidos, mas mal
interpretados.
Que não basta observar e experimentar, mais importante é saber
interpretar.
Mais importante que ver é pensar...
Ensino de
divulgação e universitário.
Os professores do CLAP realizam cursos, não só no Brasil, mas um
pouco por toda
a parte, sempre com assistências numerosas e interessadas.
Colaboram em TV,
radio, jornais e revistas. Durante algum tempo publicaram a
“Revista de
Parapsicologia”, hoje substituída pelo “Jornal de
Parapsicologia” publicado na
“filial” em Portugal. E regularmente vão publicando numerosos
livros e mesmo
tratados completos sobre todos os temas da Parapsicologia*,
considerados pelos
especialistas como orientadores seguros e até imprescindíveis. O
curso de
pós-graduação, dois anos e meio,
como
também os cursos de verão, de 110 horas aula, são reconhecidos
oficialmente.
Lecionam também a matéria Parapsicologia* em faculdades
oficiais.
Clínica. Seria
para observação e
tratamento preferencialmente de Fenômenos Parapsicológicos*, mas
se atendem
também quaisquer outros distúrbios psicológicos e psiquiátricos,
primeiro
porque freqüentemente estão envolvidos em mentalidade de Magia*,
Espiritismo*, etc., e
em segundo lugar porque às vezes estão
acompanhados de reais Fenômenos Parapsicológicos*.
Como tributo de
honra ao CLAP e título
honorífico para a própria instituição há por diversas cidades e
diferentes
nações centros que levam o seu nome. Destacam-se pela sua
atividade e produção
científica, entre as nacionais, o CLAP-Uruguay, fundado em 1971
e dirigido até
1994 pelo Prof. Miguel Torri (+); e o
CLAP-Portugal, dirigido pela
Prof.a. Ma. Luisa Albuquerque; e entre
os regionais, no Brasil, o CLAP-São Leopoldo, no Rio Grande do
Sul sob a
direção do Pe. Roberto Aripe; o CLAP-Curitiba, em Paraná, sob a
direção do
Prof. Geraldo Dallegrave; e
o CLAP-Acre,
sob a direção do Pe. Leôncio Asfuri.
CLARIAUDIÊNCIA. Percepção nítida de palavras
e sons,
produzidos fora das condições normais de audição.
Diferencia-se de um
tipo de HD* porque, em
vez de ser maior capacidade de captação,
o que caracteriza a chamada clariaudiência é o aumento ou
exagero da
audição provocado endogenamente, “de dentro para fora”, pelo
cérebro como se
fosse uma caixa de ressonância.
CLARIVIDÊNCIA. Ver PC.
COLIMINAR. Ver Subliminar.
COLLEY, Thomas ( ==== +1912). Arquidiácono
de Natal e
Reitor de Stockton (Inglaterra).Sem abandonar seu celo
apostólico, e
precisamente por ele, dedicou todo o tempo possível à pesquisa
de
Parpsicologia*.
Para convencer ao povo
da Incontrolabilidade*
essencial dos Fenômenos Parapsicológicos*, em certa ocasião
lançou um Desafio*,
oferecendo mil libras esterlinas ao Curandeiro-Exorcista
profissional Maskeline
para que reproduzisse um Fenômeno Parapsicológico* qualquer sem
Fraude*, com
hora marcada. O prêmio não foi ganho.
Interessou-se o
“fotógrafo de Espíritos*” (?)
Hope*, do famoso Círculo Crewe*, na esperança de enganar a
Colley. Também não o
conseguiu.
COLMAN, Arthur R. ( ==== ). Médium*
inglês de
Materialização* (?). Ate cinco “formas espíritas” plenamente
materializadas (?)
teriam sido vistas em certa ocasião. Segundo afirma a espírita
Florence
Marryat*, Colman seria “o mais
maravilhoso Medium* de Materialização* que alguma vez encontrei em
Inglaterra”.
Evidentemente
todas essas Materializações*
(?) foram por Fraude*.
COMITÉ BELGUE POUR L’INVESTIGATION
SCIENTIFIQUE DES
PHÉNOMÈNES REPUTÉS PARANORMAUX. Famoso e prestigioso organismo, com sede em Bruxelas e
difundido na Bélgica, destinado
ao estudo dos Fenômenos Parapsicológicos*.
COMUNICAÇÃO (dos mortos). Engloba todos os
fatos, Técnicas*...,
da pretendida e inexistente
intervenção em nosso mundo, de qualquer maneira que seja, dos
mortos, diferente
da intervenção divina, SN* ou Providencial* alcançada pela
intercessão deles
perante Deus*. Ver Cooper, Blanche; Correspondencia Cruzada;
Dowden, Home,
Flammarion, Fora da
Terra;
Identidade, Provas de; Prazo Existencial, Senha, Experiencia da;
etc, etc.,
como também as mal chamadas Aparições (religiosas).
Ver Espiritismo.
COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA. Ver TCI.
COMUNIDADE CRISTÃ. Seção da Antroposofia*
formada em 1921, para
os membros que, contraditoriamente, se consideravam cristãos.
CONANT, J. H. (1831-1875) . Médium*
norte-americana,
que em colaboração com Luther Colby, editor da “Bauner of
Light”, deu sessões
públicas gratuitas em Boston, durante dezessete anos. Era uma
praticante do
Curandeirismo* dizendo que “atuava” através do Espírito* (?) do
“Dr. John Dix
Fisher”. E em Transe* apresentava Fenômeno* de Xenoglossia*,
muito
suspeitosamente usando palavras em muitas línguas, inclusive
dialetos índios.
CONCORD . Um sistema de ensino do Espiritismo*
para jovens,
na Inglaterra.
CONGELAMENTO (de cadáveres). A
baixíssimas temperaturas
naturalmente um cadáver pode conservar-se sem corrupção por
muitos e muitos
anos e mesmo séculos, embora o próprio gelo vai “queimando” e
secando o
cadáver.
Em 1991
encontrou-se e fez-se muito famoso
um corpo encontrado numa geleira nos Alpes. Estava em notável
estado de
conservação. Chegaram a dizer que era de um homem pré-histórico
(?), o que
parece demais, o gelo já teria consumido praticamente tudo
deixando o cadáver
em puro osso. Ver Criônica.
Tudo muito
diferente da verdadeira
Incorrupção* que sempre é SN*.
CONJUNÇÃO. Em Astronomia, a aparente reunião de
dois corpos
celestes. A Astrologia* afirma carregada de Superstição* que é o
Aspecto* mais
poderoso (?), unindo fortemente os dois princípios associados
(?) com esses
corpos celestes.
CONJURO ou
CONJURAMENTO.
Ver Esconjuro.
CONKLIN, J. B. Médium* norte-americano, que
se especializou
na leitura de bilhetes por Criptoscopia* (?).
O Presidente Lincoln foi seu amigo, e Conklin foi amiúde
convidado à
mansão presidencial.
CONCIENCIA. Ver Inconsciente.
CONSCIÊNCIA ou CONSCIENTE. É o
conhecimento reflexo do
mundo, de nós próprios, do nosso pensamento e dos nossos atos.
A Cnsciência, ou
autoconhecimento reflexo,
comum a todos os seres humanos saudáveis, constitui um total
mistério para o
cientista Materialista*. Para ele, a verdadeira natureza da
consciência, embora
conhecida e facilmente manipulada,
permanece inexplicada para seus preconceitos
anti-científicos,
limitados, e mesmo efeito de tri-secular Lavagem* Cerebral.
A Consciência varia
muito em grau de
intensidade, descendo até a chamada completa (?) Inconsciência*,
embora parece
que o Inconsciente* sempre está Alerta* e tem consciência de si
mesmo: a
Consciência do Inconsciente*. Fatores puramente mentais podem
alterar a
intensidade, o âmbito ou a variedade de experiência consciente.
Mas essa
diminuição e gradação na consciência pode ser devida, também, a
fatores
orgânicos, por exemplo à redução da irrigação de sangue no
cérebro, que
acarreta desmaios, ou a drogas narcóticas que afetam o sistema
nervoso.
Porque, mesmo sendo
uma faculdade
espiritual, a Alma* só age conjuntamente com o corpo.
Usa-se o termo
consciência, não o termo
consciente, também no sentido de juízo moral que cada um tem, o
que em
Psicologia é chamado Superego* e censura.
Consciência Cósmica. Designa um
tipo de
experiência pseudo-Mística*. O termo foi introduzido por Richard
Maurice Bucke,
médico canadense, autor de “Cosmic Consciousness. A Study in the
Evolution of
the Human Mind”, New York, 1961.
Uma noite, quando
regressava à casa, teve uma
experiência que muito o impressionou: “de repente, sem qualquer
tipo de aviso,
vi-me envolto por uma nuvem resplandecente. Por um instante
pensei num
incêndio, uma imensa conflagração em algum lugar próximo (...).
Em seguida
percebi que o fogo estava dentro de mim mesmo. Logo em seguida
senti uma
sensação de regozijo, de imensa alegria, acompanhada ou logo
seguida de uma
iluminação intelectual impossível de descrever (...). Tomei
consciência, em mim
mesmo, da vida eterna (...). Vi que todos os homens são
imortais, que a ordem
cósmica é tal que, sem qualquer dúvida, todas as coisas
trabalham juntas para o
bem de cada um e de todos”.
O termo Consciência
Cósmica é o preferível em
Parapsicologia*. Em Psicologia esse tipo de experiência é
descrito por Freud*
como Sentimento Oceânico,
é às vezes
chamado por outros Misticismo*
da
Natureza. É uma sensação de fundir-se na unidade da
criação, a soma total e
unidade básica de todas as coisas, que traz consigo, já que a
natureza não
morre, uma convicção de imortalidade. Às vezes e para alguns
traz uma sensação
de que tudo depende
do Criador, o
que é certo; outros caindo no erro de identificar Criador e criatura, o
que é crasso
Panteísmo*.
Evidente que estas
Intuições* freqüentemente
podem ser deturpadas pela imaginação e preconceitos.
CONSELHEIRO, Antônio. Famoso
praticante de
Curandeirismo* no nordeste brasileiro. Evidentemente paranóico,
arrastou
enormes multidões, principalmente pelos poderes de cura (?) que
se lhe
atribuíam. Parte do
país, fanatizada,
chegou à convulsão social.
O exército
interveio violentamente, acabando por matar Antônio Conselheiro
e muitos de
seus seguidores.
CONSTANT, Alphonse Louis. Ver Levi, Elíphas.
CONSTANTINO. Célebre Imperador romano que, após
uma Aparição*
SN* da cruz, vista por todo o exército romano, com a legenda “in
hoc signo
vinces” (“neste sinal vencerás”), ganhou a batalha que iria
perder
inevitavelmente.
Oficializou o
Cristianismo em todo o império
romano.
Sua mãe foi
canonizada: Santa Helena.
CONTRATOS DE MORTE. Ver Morte, Convênio
de.
CONTROLE. O Espírito* (?) de morto que mediante
Incorporação*
(?) no Médium* operaria numa sessão e que apresentaria os outros
Espíritos*
(?).
Vulgarmente chamam-lhe Espírito
Guia quando é conhecida (?) a personalidade (?) como um
ajudante regular
numa série de sessões.
Principalmente entre
os espíritas ingleses
designa o Espírito* (?) que ordinariamente se
apresentaria ao Médium* em
Transe*, ou que está constantemente associado com um
Médium* em
particular. Também neste caso em Brasil é chamado Guia.
Controle no significado comum de domínio,
controlar os Fenômenos
Parapsicológicos*. Ver Incontrolabilidade.
COOK, Florence Eliza (1856-1904). Célebre
Médium* de
Transfiguração* representando o Espírito* (?) de Katie King*.
Sua familia era
espírita. Florence desde
criancinha veia Espiritos* (?). Iniciou a sua vida de Médium*
aos 15 anos, em
finais de 1871, após ter assistido a sessões dos Médiuns* Herne
e Williams, com
os quais “tomou algumas lições”.
A
primeira Transfiguração* em Katie King* foi numa sessão em
familia, a 22 de
Abril de 1872, quando Florence
tinha 17
anos.
Casou com o
senhor Elgie Corner em 1874,
passando a viver no pais de Gales. A Sra.
Corner prosseguiu uma ascendente carreira de êxitos. Não
era Médium*
profissional, mas aceitava fortes retribuições pelas suas
sessões. Até ser
apanhada em Fraude* pelo Sr. William Volckman.
Foi então
estudada pelo célebre sábio
William Crookes* que, porém, absorvido pelo afã de verificar se
o Fenômeno* era
real ao menos algumas vezes, não soube interpreta-lo bem.
Evidentemente que não
se tratava de Materialização*, senão de Transfiguração*.
Posteriormente, e com
a fama recebida pelas
publicações de Crookes*, foi muito freqüentada. Apanhada em
Fraude* por mais
vezes e publicado no “Times”, 12 de Janeiro de 1880, chegou-se à
conclusão que
Florence Cook era uma “cínica e hábil farsante” (Robert
Tocquet*).
Mas certamente que não
sempre foi Fraude*.
COOKE, Grace. Médium* britânica de Transe* e que
foi, com seu
esposo Ivan Cooke, fundadora da Liga da Águia Branca, uma
organização de
exploração mediante o Curandeirismo*
espírita.
COOPER, Blanche. Médium* inglesa de
Psicofonia* sob o
pretendido Controle* de
Afid* e de
Nada*. Colaborou numa série de Experiências Qualitativas* com o
célebre
investigador Dr. S. G. Soal*.
Esta série de
experiências teve uma grande
influencia em Parapsicologia*. Um amigo de Soal*, Gordon Davis,
“comunicou-se”
(?) pela Psicofonia* de Blanche. A Médium*
reproduziu todas as inflexões da
voz e as expressões típicas de Gordon Davis, descrevendo
incidentes de
infância só conhecidos por Soal* e outras “só conhecidas pelo
morto”.
Mais tarde, o
Dr. Soal* veio a encontrar o
seu amigo que, ao contrário do que ele pensava, ainda estava
vivo e que não
sabia que havia se “comunicado”. Mais ainda, muitos dos
conhecimentos
apresentados pelo ”morto” como Provas de Identidade* na
realidade não podiam
ser senão Pcg*.
Ora, concluiu
Soal*, se pode conhecer-se o
futuro, que tem de mais que se adivinhe o passado? Que valem,
então, as
pretendidas Provas de Identidade* apresentadas pelos espíritas?
Assim,
por todo o conjunto da célebre série de Experiências, as
pretendidas
Provas de Identidade* DE um morto passaram a entender-se
como provas de
Identificação COM:
é o Médium*
vivo que através do que adivinha identifica-se com, adapta-se ao
morto quando
estava vivo. Isto ocasionou que se passasse a exigir que para
Provas de
Identidade* DE um Espírito* (?) se comunicasse algo que fosse
“conhecido só
pelo morto”. Ver Comunicação (dos mortos).
COPO, Brincadeira do. Ver
Brincadeira do Copo.
COPOGRAFIA
. Ver
Vasografia.
COPROLALIA. É a necessidade compulsiva de
proferir palavras ou
expressões obscenas fora de qualquer contexto social. Muito
conhecida em
Psiquiatria, para os imbuídos de Superstição* seria um dos mais
claros (?)
argumentos (?) de Possessão* (?), ou Obsessão (?), ou
Incorporação* (?), etc.
CORDA
INDIANA. Suposto
Fenômeno* de controlar
a Levitação*, que consiste em que um menino, assistente do
faquir, às ordens
deste suba por uma corda lançada ao ar. Não obstante o
testemunho de Jacolliot,
muito mais novelista do que historiador de viagens pela India, é
devido a
diversos truques de Ilusionismo*.
CORDÃO DE PRATA ou CORDÃO FLUÍDICO
ou CORDÃO
ECTOPLASMÁTICO. Em Fenômenos de Bilocação*, OBE*, Fantasmogênese*,
Ecto-colo-plasmia*
etc. une o corpo do Psíquico* com a figura exteriorizada a
poucos metros.
Propriamente se usa o termo quando o Cordão de Ectoplasma* é
visível.
Os seguidores do
Espiritismo* e outros ramos
de Esoterismo* acreditam na coleção de absurdos de que o Cordão
de Prata
ligaria (?) o corpo físico ao Perispírito* (?) ou Corpo* Etérico
(?), sem nunca
se quebrar durante a nossa existência terrestre. Só se quebraria
no momento da
morte. Como eles acreditam, também erradamente, que a OBE* pode ser a
grandes distâncias, também
o Cordão de Prata
se esticaria a grandes
distâncias e inclusive ao passado (!) e ao futuro (!). Na
realidade o Fenômeno*
que mais se aproxima a esse erro é a Projeção* de PG, que eles
não conhecem.
Não confundir
com Fio* Ectoplasmático.
CORNER, Sra. Elgie. Ver Cook,
Florence E.
CORPO ASTRAL. Termo empregado habitualmente entre
os partidários
do Espiritismo* e de outros ramos de Esoterismo* para indicar o
Duplo* (?) ou
Perispírito* (?) enquanto continuaria vivendo com o Espírito*
depois da morte.
Ver Chéumata.
E o termo Corpo Causal é aplicado ao Duplo* (?) enquanto composto de
“elevada matéria
mental” (?) e que teria uma forma humana assexuada, permaneceria
após a morte e
seria o que realizaria a Reencarnação*
(?).
Entretanto, os
partidários da Teosofia*
distinguem entre a matéria do Corpo Astral ou Corpo Subtil, que se diz ser invisível, e a matéria do Corpo Etéreo, que afirmam que poderia ser visível.
O Corpo Astral
chamam-no também Corpo
de Desejos.
CORRENTE ESPÍRITA . Prática dos
espíritas,
preferentemente os Kardecistas*, em que se unem as mãos,
normalmente pondo as
pontas dos dedos em contato sobre uma mesa que rodeiam.
Afirmam no delírio
próprio do Espiritismo que
é para unir os Perispíritos* (?!). Certamente favorece o
Cumberlandismo*...
CORRESPONDÊNCIA CRUZADA. Frases, escritas ou
faladas, oriundas de
váriosMédiuns* separados por distâncias consideráveis ou por
grande espaço de
tempo e que examinadas independentemente não apresentam qualquer
sentido, mas
quando em conjunto, revelam-se dotadas de lógica comum e
apresentam uma linha
de raciocínio.
Existem mais de
2.000 textos caligrafados,
produzidos no início do século XX por vários Psicógrafos*,
nomeadamente as
Sr.as. Piper* e Willet*. Os escritos, alguns dos quais foram
publicados nos
“Proceedings*” da SPR*, de 1906 em diante, são extremamente
complicados e as
correspondências entre diversos são provocantemente engenhosas,
muitas vezes
envolvendo obscuras alusões clássicas e literárias.
Em última
instância, basta PG* como
explicação.
O CLAP divulgou um
velho Desafio de sessenta
mil dólares se doisMédiuns*conseguem fazer cinco linhas cada um,
em
Correspondência Cruzada e em condições científicas de
observação. Seria um
“pingue-pongue” de dez conhecimentos PG*, com hora marcada, o
que é impossível
por forças naturais. Se houvesse possibilidade de Comunicação*,
para os Espíritos*
(?) dos mortos seria facílimo comMédiuns*com muito
Desenvolvimento*... É uma
prova irrefutável de que os mortos não se comunicam.
CÓSMICA, Consciência. Ver
Consciência Cósmica.
COURT, Giselle. Menina francesa, famosa pela
manifestação de
DOP*. Tendo ficado cega em resultado de uma queda, exercitou as
extremidades
dos dedos até conseguir distinguir as cores, sem contato, tendo
conseguido
inclusive aprender a ler.
COVEN.
Um grupo de
Feiticeiras ou Bruxas*.
Margaret Murray*
afirma que na época da caça
às Bruxas* elas se organizavam em grupos de treze, incluindo um
alto sacerdote
e seis pares mistos. Na verdade não há quaisquer provas de que
houvesse tal
costume a respeito do número treze. Ao menos não era
generalizado.
CP. Ver PC.
CR. Sigla de Critical
Ratio ou Razão
Crítica. Alguns
fanáticos pela Micro-Parapsicologia* como se só existisse essa
fraca Escola* de
Parapsicologia, ou desconhecedores de tudo o que não seja
próprio dela, usam o
termo RC, mas não é admissível tal uso porque RC* é a sigla
consagrada para
Retrocognição*.
Em estatística
matemática para Experiências
Quantitativas* da Micro-Parapsicologia*, procedimento para
determinar se um
desvio observado é ou não significante, maior que as prováveis
flutuações
casuais.
Obtém-se
dividindo pelo Desvio* Padrão o
Desvio* encontrado no teste de ESP* ou da suposta PK* (?), ou
seja:
CR = d : DP.
Sendo “d” o
desvio, “DP” o Desvio Padrão.
CR
aplica-se para medir os desvios
positivos ou negativos:
n - N x
p
C R = V N x
p x q
Sendo
“n” o número de sucessos, “N” o número total de emissões,
“p” as
probabilidades de sucesso, “q” as de fracasso.
Exige-se um
mínimo de 2,33 para que um teste
de ESP* ou do que eles erradamente acreditam ser PK* seja
considerado
estatisticamente significativo.
A determinação CR pode
ser obtida consultando
tabelas de probabilidades integrais como as de Pearson.
CRANDON, L. R. Ver Margery.
CRAWFORD, William J. ( === -1930) Inglês,
Engenheiro,
Professor de Mecânica no “Belfort Instituto Técnico Municipal”
de Londres e
professor de Engenharia na “Queen’s Univerisity” de Belfast.
Deixando suas aulas e
profissãp de
Engenheiro, escolheu concentrar-se na Parapsicologia*. Publicou
“Some Practical
Hints for Those Investigating the Phenemena of Spiritualism”,
1918. Durante
seis anos, de 1914 a 1920, dedicou-se a
contínuas Experiências Qualitativas* com Kathleen
Goligher*, experiências
que descreve pormenorizadamente em “The Reality of Psychic
Phenomena”, Londres,
1916 - “Experiments
in Psychical
Science”, 1919 - “The Psychic Structures at the Goligher
Circle”, Belfast,
1920.
O principal dessas
obras foi traduzido ao
francês e adaptado por René Sudre* sob o título de “La Mécanique
Psychique”,
Paris, 1922. A razão deste título é porque Crawford monstra que
as
Telecinesias* realizadas no Círculo* Goligher, tais como o
levantamento de uma
mesa, eram produzidos pelo que chamou “Alavanca* Psíquica”
emitida principalmente
por Kathleen.
Cansado e, ao que se
diz, deprimido por
haver-se publicado algumas Fraudes* descobertas no Círculo*
Goligher,
suicidou-se em 1930, deixando como executor testamenteiro
literário o Dr. E. E.
Fournier* d’Albe, que empreendeu uma análise rigorosa das
experiências com
Katlheen Goligher*.
CREPUSCULAR, Estado. Estado de
Consciência*
parcial, devido a uma variedade de causas, em que o estado de
Alerta* parece
limitado, a compreensão entorpecida e em que o comportamento
anormal pode estar
associado. Esse estado entre a Consciência* e a inconsciência
facilita a manifestação
de Fenômenos Parapsicológicos*. Ver Hipnogógico, Estado.
CRESPIGNY, Philip Champion de. Filha de Sir
Astley
Cooper-Key, primeiro
lorde do
almirantado britânico. Foi diretora do “Colégio Britânico de
Ciências*
Psíquicas” e autora de muitas novelas que tratam de assuntos de
Parapsicologia*.
CRESUS ou CRESO. Rei da Lídia que reinou de
560 a 546 a.C.
Dele narra Heródoto*, um caso de pretendida Adivinhação*
sucedido com a
Pitonisa* de Delfos*, o que leva, por assim dizer, a considerar
Cresus como o
primeiro “experimentador” em Parapsicologia*. Creso perguntou
sobre o que lhe
aconteceria na guerra que estava começando. Os sacerdotes de
Delfos*
responderam: “Ibis redibis non morieris in bello” = “Irás
voltarás não morirás
na guerra”. Não había forma de errar nesse estilo Sibilino*.
Porque dependendo
da pontuação ou entoação que o leitor ponha, tanto pode
significar a victoria e
volta gloriosa, como a derrota e a morte: “Irás. Voltarás? Não.
Morirás na
guerra”. Ou então: “Irás,
voltarás, não
morirás na guerra”.
CREWE, Círculo. É famoso porque foi fundado
pelo
Arquidiácono Colley*, em 1908.
Pareceria
contraditório: espírita por um
eclesiástico! Mas não se aceitava a interpretação e
muito menos a
doutrina espírita, era por razão de pesquisa dos Fenômenos
Parapsicológicos*, o mesmo que a “Cambridge* Ghost Society”. Só
após a
constatação e análise dos Fenômneos, é que num segundo estagio
se poderia
criticar a interpretação e se havia alguma base para a suposta
Revelação* dos
Espíritos* (?), tão divulgada. É também famoso porque desse
Círculo* fizeram
parte os conhecidos “fotógrafos de Espíritos*” (?) Hope* e
Walker*.
CRIACIONISMO. Segundo esta
doutrina errada e superada, embora ainda muito difundida, Deus*
iria criando
Almas* e infundido-as nos fetos recém concebidos.
O criacionismo e, pior
ainda, a Reencarnação*
são absurdos. É absurdo pensar que os pais geram só um corpo,
não um ser
humano, e que a Alma* teria outra origem. Ver Traducionismo.
CRIANÇA-PRODÍGIO. Em Psicologia é bem conhecido
e explicado o
caso de crianças que surpreendem por seus conhecimentos que
pareceriam muito
superiores à sua idade. Especialmente em aritmética, música,
xadrez, línguas,
ou outros temas mais de memória e relações fixas do que
propriamente de
inteligência.
Mas também em
inteligência, por herdarem
geneticamente certas predisposições. Ou
por um “feliz erro da natureza” no lado oposto das crianças
retardadas mentais. E por
haverem sido criadas em ambientes mais aptos para a manifestação
destas suas
qualidades, etc., etc.
É muito sabido
também que muitas vezes a
aparente criança-prodígio é só uma criança mais nervosa, mais
“acordada”, mais
vivaz, ao ponto de que “de mil crianças-prodígio dificilmente
sai um adulto
medianamente inteligente” (Siwek).
O tema interessa em
Parapsicologia*
principalmente porque como em todo Fenômeno* incomum, logo a
mentalidade
delirante, incutida nos partidários do Espiritismo* e outras
classes de
Superstição*, transformou o caso das crianças-prodígio em prova
(?) de
Reencarnação* (?).
CRIÔNICA. Técnica de conservação de vegetais,
animais ou
mesmo do homem ou de algumas das suas partes, por congelamento
súbito e
profundo. Descongelados de novo, a vida continua... A criônica
manteve a vida em
suspenso.
Em outros casos
manteve-se em suspenso o
processo da Biocinese*. É muito diferente da verdadeira
Incorrupção*, sempre
SN*.
CRIPTESTESIA. Não confundir com Cripto-estesia*.
Em
Psicologia designa a sensibilidade
escondida, infra-consciente.
Em Parapsicologia*
termo criado por Richet* e
atualmente em desuso, para designar ESP* e PG*, termo este
último preferível
quando não se pretende frisar unicamente aquele pequeno aspecto
mal entendido
pela Micro-Parapsicologia*.
Richet* cunhou também o
termo Criptestesia
Pragmática, que
corresponde à Metagnomia* Táctil, de Boirac*, ou à Psicometria*
(Parapsicologica), de
Buchanan*, termo
este último preferível
por mais usado.
CRIPTOCINESIA. Motricidade, normalmente
Inconsciente*,
micromímica, que constitui a parte motriz correspondente à
ideação. Um aspecto
ou divisão da Emissão* Hiperestésica.
CRIPTO-ESTESIA. Não confundir com Criptestesia*. Termo
criado por Flournoy para
designar a sensação que não se converte
em percepção, mas fica registrada na memória Inconsciente* e
depois, quando
aflora, não é reconhecida como memória. Um aspecto da Criptomnésia*.
CRIPTOFASIA. Emprego de uma linguagem secreta,
Hermética, só
inteligível para os Iniciados.
Aplica-se também por
extensão, mas
impropriamente, ao freqüente emprego de neologismos, e mesmo à gíria exclusiva de
determinados grupos
fechados.
CRIPTOGRAFIA. Uma divisão da Pneumografia*. É
termo especialmente
usado para a Pneumografia* em ardósias. Selavam-se duas
ardósias, deixando
entre elas um pedaço de lápis ou de giz e, durante a sessão,
podia-se ouvir a
escrita de uma mensagem, que posteriormente se conhecia ao abrir
as ardósias.
Foi em tempos um Fenômeno* muito popular nas sessões espíritas,
mas devido à
elevada comprovação de Fraude*, atualmente tornou-se muito rara
a sua
apresentação. OsMédiuns*aprenderam que é fácil o desmascaramento
por qualquer
criança aprendiz de mágico.
CRIPTOGNOSIA. Etimologicamente conhecimento escondido. Usa-se o termo quando se
quer frisar que
todo Fenômeno Parapsicológico*, como surge do Inconsciente*,
normalmente não é
reconhecido como próprio pelo Consciente*. E daí freqüentemente
a necessidade
psicológica de atribuí-lo, erradamente, às mais curiosas
Prosopopéias*.
Compreende a parte Inconsciente* da intersucessão e de todos os
seus
sentimentos engradados pela memória e programados pela
imaginação, o conhecido
por HIP* e por PG*, a Intuição* ou Talento* do Inconsciente e, eventualmente, o
Inconsciente* Coletivo
etc.
CRIPTOMNÉSIA. Um aspecto ou divisão da
Pantomnésia*. Literalmente
memória oculta ou
latente. Flournoy*
assim designou, e é termo preferível, o aspecto da Pantomnésia*
que Myers*
chamava Memória
Subliminar*. O
especifico da criptomnésia, além de referir-se à memória
e não a outro
aspecto como na Cripto-estesia*, é precisamente a Criptognosia*.
CRIPTOMÍMICA. Ver I. I. I., Movimentos.
CRIPTOPSÍQUIA. Etimologicamente psiquismo oculto. No Espiritismo*, quando num Fenômeno*
em que “parece manifestar-se uma ação inteligente (psíquia), o paciente não tem
consciência (cripto) de exercer essa ação, tem que ser o
Espírito de um
morto”. É o grande (?) argumento do ignorantíssimo Allan
Kardec*, que nem o
Inconsciente* conhecia!
Binet emprega este termo
para designar os
Fenômenos do Espiritismo*: precisamente porque sem
reconhecimento pelo
Consciente*, procedem na realidade do Inconsciente*. Em geral
tudo o que se
deve na realidade a faculdades “ocultas” do próprio homem.
Segundo Boirac*
compreende os Fenômenos Parapsicológicos* em geral, e a
Psicogtafia* em
particular.
CRIPTOSCOPIA. Pretendia designar uma verdadeira (?) visão
retiniana através de
corpos opacos. Grande fama alcançaram as magníficas Experiências
Qualitativas*
na Rússia com Sofia Alexandrovna, dirigidas pelo Dr. Chowrin,
diretor do asilo
de alienados de Tambow.
Na realidade a
Criptoscopia* propriamente dita
não existe. O êxito, quando não Fraude* e espertice, pode ser,
segundo os
casos, HD* quando o objeto que encobre não é plenamente opaco,
outras vezes
HIP*, rarissimamente PG*, nunca Criptoscopia*.
CRISIACO. Ver Piróbata, termo preferível.
CRISTALOMANCIA. Mais uma entre tantas
Mancias*. A Bola de
Cristal é o instrumento típico, mas toda classe de espelhos,
cristais e uma
ampla variedade de outros materiais pode servir, qualquer objeto
de superfície
polida e brilhante rodeado de quantos mais... “adornos” melhor,
para que o
“cristal” tenha inumeráveis reflexos, com os que o Inconsciente*
pode se
inspirar.
Inclue-se também no
termo cristalomancia uma
Pragmática*: olhando os reflexos no “cristal” os Psíquicos*
tentam provocar
Alucinações*. Costumam ver inicialmente um enevoado para depois
surgirem
Alucinações* de cenas e quadros, às vezes correspondentes a
conhecimentos
parapsicológicos.
É uma Mancia* e
uma Pragmática* muito
antiga.
CRITICAL RATIO. Ver CR.
CROMATOSCOPIA. Neologismo desnecessário e
com perigo de
confundir-se pela etimologia com uma Scopia*, o que não é. Termo
proposto por
H. Tanagras*, frisando
na DOP* a
percepção das cores.
CROISET, Gerard (1909-1980). Notável
Psíquico* holandês.
Depois de trabalhar em diversos ofícios, descobriu as suas
faculdades PN* em
1935. Foi submetido a diversas Experiências Qualitativas* na
Universidade Real
de Utrech*. A partir de 1945 atuava sob
a orientação do Professor Tenhaeff* inclusive a serviço da
polícia holandesa na
investigação de atos criminosos. Apesar de notáveis fracassos,
qualitativamente
houve êxitos notáveis de autêntico PG*, que lhe proporcionaram
grande fama.
CRONESTESIA. Em geral: “sensação do tempo”.
Em
Parapsicologia*, “sensibilidade
a respeito do tempo que
ultrapassa o alcance normal dos sentidos” (Marcotte*). Alguns
podem precisar a
todo momento a hora exata ou muito aproximada, saindo vitoriosos
de condições
para qualquer outro insuperáveis.
Pode ser treino.
Outras vezes um tipo de HD*.
Algum caso especial poderá ser por HIP*. Muito raramente haverá algum caso em
que o Psíquico* captou
por PG*.
CRONOPATIA. Termo para frisar que no
conhecimento PN* houve uma
relação expressa à data do acontecimento adivinhado, ao menos
quando o
Paciente* percebe que se trata de RC*, ou de SC*, ou Pcg*.
Porque geralmente
nos conhecimentos PG* o Percipiente* não identifica o tempo ou
mesmo o mistura.
CROOKES, William (1832-1919). Aos 19 anos,
já era
assistente do professor Hoffmann, No “Royal Collège de Chimie”,
tendo sido
nomeado, passado um ano, professor substituto.
Aos 22 anos, era diretor do Observatório Meteorológico de
Oxford, e aos 23
professor de Química em Chester. Autor de importantes
descobertas no campo da
Física e da Química, como por exemplo, o tubo catódico para os
raios X e o tubo
que leva seu nome, o elemento químico tálio (o que lhe valeu a
entrada na
“Royal Society”), o radiômetro, do europio, e algumas leis da
Física. Fez descobertas
frutuosas em Astronomia e em Espectografia. Foi diretor do
“Chemical New” e do
“Quaterly Journal of Science”. Foi tambem membro correspondente
da Academia de
Ciencias, de Paris.
Tão
ilustre sábio, praticamente deixou de
lado todas suas atividades em outros ramos da ciência,
escolhendo concentrar-se
na Parapsicologia*. Primeiro com Katie Fox*, uma das fundadoras
do
Espiritismo*, e logo das decepções com aquela farsante, passou
varios anos
fazendo Experiencias Qualitativas* com os célebres Psíquicos*
Daniel Dunglas
Home* e Florence Cook*. Criou aparelhos especiais e apropriados
para o estudo
dos Fenômenos* Parafísicos. A respeito das suas Experiências
Qualitativas* com
D. D. Home* entre 1869 e 1873, escreve Richet*: “Começou então o
período científico
da Metapsíquica”. Realmente
as
Experiências Qualitativas* de Crookes com Home*
caracterizaram-se pela sua
precisão e pelo seu rigor: “Experimental Investigations on
Psychic Force”,
Londres, 1871.
Com relação à Médium*
Florence Cook*, foi
asperamente criticado por contemporâneos e posteriores, e a sua
obra
“Researches on the Phenomena of Spiritualism”, Londres, 1874,
foi objeto de
várias acusações, incluindo a de ter sido continuamente enganado
e iludido por
Fraude*, quer com o seu conhecimento, quer inconscientemente. O
próprio Home*
acusava Florence Cook* de Fraude* Consciente*. Na realidade
trais ataques
tinham razão só contra a interpretação dada por Crookes,
que pensou
tratar-se de Materialização* (?), e não pensou e nem se conhecia
na época a
Transfiguração*, como não a conheceu Allan Kardec*...
Os ataques pretendiam
fundar-se também em
reparos pessoais, particulares, que não têm importância a
respeito da realidade
dos femômenos... Ou pouca: de fato a leitura do documento sobre
Katie King*
deixa a impressão de às vezes que não era Crookes que
dirigia as
sessões, mas sim a própria Katie King*. O sábio, então com 37
anos, parece
ter-se impressionado com a beleza de Florence Cook*, de 19
primaveras...
descuidando-se da reflexão teórica sobre o que estava
estudando... Pois não
chegou Crookes* a escrever versos apaixonados a Katie King?
Mas, mesmo
assim, Crookes era um grande
sábio, de grande “instinto” científico, e não há argumentos
válidos para ser
banido tudo o que pesquisou com Florence Cook*.
Em
todo caso é com os trabalhos de Crookes* que se inicia a época
científico-experimental da então chamada Pesquisa* Psíquica e
depois
Metapsíquica*, já que pela primeira vez os Fenômenos
Parapsicológicos*, neste caso
concreto os Fenômenos* de Efeitos Físicos, eram submetidos a uma
série de
precisos métodos de observação: Experiências Qualitativas*.
Prescindindo da
interpretação do caso Katie
King*, pode dizer-se com Richet* que os trabalhos de Crookes em
Parapsicologia*
“são de granito”.
Crookes
foi presidente da SPR* de1896 a
1899.
CROSS CRECK (CC). Significa Verificação
Cruzada. Na Escola* Norte-Americana técnica de análise de
Experiências
Quantitativas* de ESP* pela comparação de cada um dos palpites
dados pelo
sujeito com outros constantes em colunas previamente formadas.
Mas o
pioneirismo não pertence à Micro-Parapsicologia*, como em geral
de nada ou
quase nada. Foi realizada primeiramente na Europa com o
Psíquico* Basil
Shackleton. Depois das experiências dirigidas pelo Dr. Samuel
Soal*, aplica-se
o nome a experiências empregando a mesma técnica.
CROWLEY, Aleister (1875-1947). === ===
Compôs para a
O.T.O.* um ritual de
Satanismo* e Misa Negra titulado “Eclesiae Gnosticae Catolicae
Canon Missae”, o
que bastaria para julga-lo.
A imprensa
inglesa de 2 de
Dezembro de 1947, notifivando a morte do homem
“mais imundo e mais perverso da Grã-Bretanha”, ou como o proprio Crowley
se auto-definia: “O
ser mais perverso da criação”.
CRUZ, São João da
=== === Ver Santa
Teresa de Jesus*.
CRUZADA DE MILITARES ESPÍRITAS. Associação
fundada em 1944
e que agrupa mais de 4.000 membros das Forças Armadas
brasileiras, de todas as
jerarquias, com a finalidade de afirmar publicamente e fomentar
o Espiritismo*.
Publica a revista “0 Cruzado”, título intencionalmente para
confundi-la com uma
tradicional e multinacional revista católica.
CUMBERLAND, Stuart ( . Célebre
profissional inglês
de Ilusionismo. Descobriu o que hoje se designa por
Cumberlandismo* e
apresentou essa técnica em público nos seus espetáculos. Escreveu a respeito: “A Thought-Realer
Thoughts”, Londres, 1848.
CUMBERLANDISMO. Do nome do seu descobridor,
Cumberland*.
Técnica de Adivinhação* do caminho a seguir pensado por outra
pessoa da que se
segura a mão.
Pode ser
Parapsicológico* ou simplesmente
psicológico. Cumberlandismo
Psicológico
é propriamente o chamado cumberlandismo, quando só se capta a
direção a seguir
por técnica Consciente*, fundamentando-se nos Movimentos
I..I..I.*,
Criptocinesia* do Paciente* de quem se está a segurar a mão ou
mais raramente
qualquer outra parte do corpo.
Impropriamente fala-se
também de Cumberlandismo
Sem Contato. O
fundamento é o mesmo, os Movimentos I. I. I.*, mas se prescinde
de segurar a
mão ou qualquer outra parte do corpo do Paciente*.
Cumberlandismo
Parapsicológico diz-se quando é fruto
de HD*. Muito raramente também com colaboração de HIP* ou de
PG*, nestes casos
o contato fazendo o papel de Psicometria*. E neste último caso
podem captar-se
quaisquer outros pensamentos que não a direção a seguir, mas o
cumberlandismo
parapsicológico por HIP* ou por
PG* não
pode realizar-se com êxito sempre que se quiser...
CUMMINS, Geraldine. Irlandesa. A
mais notável
Psicógrafa* dos tempos modernos. Os seus escritos, realizados a
uma aterradora
velocidade, pretendem dar informes relativos a períodos e
personagens da
Bíblia* e históricos pouco conhecidos do grande público.
Os imbuídos de
Superstição logo
fanaticamente propagaram que tinha que ser por Revelação* dos
Espíritos* (?)
dos mortos ou por lembranças de Reencarnações* (?) anteriores da
própria
Cummins... Na realidade é claro que muitos desses conhecimentos
Cummins só pode
tê-los adquirido por HIP* dos especialistas que a rodeiam para
estudar seu caso
e até, em algum caso, poucos, por PG* sobre cientistas ausentes.
Mas nada pode ser
confirmado do que não fosse já
conhecido pelos especialistas. E nas Psicografias* de Cummins há
inclusive
incongruências evidentes.
CURA... Há muitas classificações e inclussive
Seitas* sob o
termo Cura:
Cura com Fé*
ou Cura SN*.
Em reta Parapsicologia* reserva-se a expressão cura com Fé às curas SN*. Ambas expressões
indistintamente. Cura
como resposta divina à Fé* sobrentural em Deus*.
Após amplíssima
pesquisa e com a garantia de Bento* XIV, para uma cura poder-se
classificar
como SN* são exigidas, entre outras várias, as seguintes
qualidades principais:
1. Instantâneas ou quase instantâneas. 2. Perfeitas. 3.
Orgânicas, claramente. Por
exemplo, Aniquilação* de Substancia e Recuperação* de Tecidos
orgânicos
importantes e mesmo de membros, ou Revitalização* de mortos.
Etc. 4.Não são
seguidas de convalescença. 5. Duradouras ao menos por dez anos.
6. Enormemente
superiores ao que jamais haja
acontecido
em outro ambiente não claramente judaico antigo e depois só
católico.
Cura pela
fé. Em reta
Psicohigiene* o termo é reservado às “curas” (?) pela força da “fé” humana,
pela força da
Sugestão*, no Curandeirismo*. Coimpletamente diferente da cura
com Fe ou cura SN.
Cura
Cooperativa.
Sistema de “cura” (?) preconizado por L. Ecman, no qual o doente
é submetido a
“tratamento” com uma
válvula num
circuito ligado com aquele praticante de Curandeirismo*.
Interruptores ocultos
eram usados nas Experiências Qualitativas* por ele mesmo
orquestradas para
convencer a alguns cientistas de que devia descartar-se a
Sugestão* como causa
das reações observadas nos seus Pacientes*. Na realidade todo o
ambiente era de
alta Sugestão*...
Cura Magnética. Mencionada pela primeira vez
por Mesmer* que
para emitir o suposto Magnetismo* Animal (?) combinava a
Imposição* das Mãos ou
os passes e a Metaloterapia* (?).
Na delirante
Superstição* do Espiritismo*,
seriam os Espíritos* (?) de
médicos
mortos que realizam essas “curas” (?) por meio dos passes
transmissores de
Fluidos* divinos (?, assim se expressa, por exemplo, Chico
Xavier*) ou do
Astral* (?).
Cura
mental. Ver
Quimbey, Phinneas Parkhurst.
CURANDEIRISMO.
O
praticante de Curandeirismo é um indivíduo que afirma ter o
poder de curar,
quer recorrendo a forças misteriosas de que pretensamente
disporia, quer pela
pretendida colaboração regular de deuses (?), Demônios* (?),
Espíritos*
(?), etc. que lhe
serviriam ou ele
dominaria.
Em teoria e reta
Psicohigiene* poderiamos
distinguir quatro hipóteses de influência Parapsicológica* no
campo do
Curandeirismo:
1) Influência
energética, EN*, Telergia* do
curandeiro no paciente.
--A Telergia* não age
sobre outra pessoa.
2) Influência
extrasensorial, PN*, do
curandeiro à distância do doente. Ver HP.
--Essa interpretação tão
imbuída de
Superstição* geralmente é rejeitada pelos próprios Curandeiros,
porque evita o
ambiente de Sugestão* e... porque à distância é mais difícil a
exploração
econômica que evidentemente todos os curandeiros e seus
colaboradores procuram.
3) Influência do próprio
doente sobre o
próprio organismo, sendo “estimulada” à distância pelo
curandeiro.
--As mesmas dificuldades
da hipótese anterior,
às que se acrescenta que ficaria manifesto demais que todo ou o
principal
mérito seria do doente, o que de modo nenhum interessa à máfia
do
Curandeirismo.
4) Influência do próprio
doente sobre o seu
próprio organismo ou doença, sendo a presença do curandeiro uma
espécie de
catalisador ou estímulo dessa atividade.
--Em maior ou menor grau
é isto o único
possível, e aí precisamente radica o grande perigo do
Curandeirismo.
Neste caso, como nas
hipóteses anteriores, o
Curandeirismo é exercício ilegal da Medicina e criminoso, porque
a Sugestão*
pode, sim , tirar a dor, mas fica a doença;
ou pode tirar o sintoma, sim, mas fica a causa, que o
praticante de
Curandeirismo desconhece e pela que nem se interessa. Deste modo
o doente,
achando-se curado, não procura o especialista e nem se cuida, e
então a causa
causará maiores doenças e disfunções, “outros”(?) sintomas cada
vez mais graves
podem surgir até que o doente morra “muito agradecido ao
curandeiro que o
matou” após haver-lhe tirado um simples tique nervoso... Entre
tantos exemplos,
Ver Germaine.
CURRAN, Sra. John H. Notável Psicógrafa* de Saint
Louis, Missouri. Não
tendo realizado qualquer viagem e possuindo uma instrução só
relativa,
ofereceu, entretanto, uma produção literária de apreciável
qualidade. A Sra. H.
Curran no início
produzia “escritas” pela Oui-Ja*. Depois os “escritos” eram
produzidos por um
pretendido Automatismo*
na fala: na
realidade durante a experiência não estava em Transe*,
permanecia consciente,
embora abstraída. Por fim por Psicografia*, que atribuía a
Patience Worth,
Espírito* (?) de uma mulher que supostamente viveu na Inglaterra
no século XVII
e emigrara para os Estados Unidos, onde haveria sido assassinada
por
índios. A partir de
1913 seria seu
Espírito* (?) quem escrevia pela Psicografia* da Sra. Curran, a uma
velocidade muito notável.
Assim foram psicografados romances,
entre
eles “História Triste”, “Hope Trueblood” e “Telka”, além de
poesia
improvisando quase instantaneamente sobre qualquer tema
sugerido.
Foi
uma notável mostra do Talento* do Inconsciente. Nada,
porém, do exigido
“conhecimento exclusivo dos mortos”, de fora do Prazo*
Existencial, ou de Fora*
da Terra, ou a Senha*, ou na Correspondência* Cruzada, etc.
- D -
D, Idéia. Em Experiências Qualitativas* de
ST*, W. Carington*
observou que o êxito é notavelmente maior quando o objeto da ST* é uma mesma
lembrança de uma pessoa,
coisa ou fato comum ao “Agente*” e Percipiente*. Essa lembrança
comum é que
Carington* chamou Idéia D. Ver TIE.
DAJO, Mirin (1912-1948). Grande especilista nessa area dos Ilusionistas*
referente ao Faquirismo*,
concretamente na Analgesia* e Atoxina*. Para ele era exibição
corriqueira.
atravessar-se com estiletes o braço, as maças do rosto, a parte
da frente do
pescoço, a língua, etc. E corria com o florete atravesando-lhe o
figado, ou os
rins, ou ou estômago...
No dia 31 de
Maio de 1947, Mirin Dajo
deixou-se atravessar, de lado a lado,
todo o corpo com um florete.no Züricher Kantonsspital,
perante os
médicos e com verificações radiográficas. Numa
oportunidade, e constam
fortografias, atravessou com um florete o próprio coração!
Trata-se de pura
técnica., embora muito
apurada. Bem superior a todos os charlatões do Curandeirismo*
com seus
pretendidos médicos do Alem*...
Ironias da vida:
Mirin Dajo, após uma
cirurgia de apendicite, morreu por infecão generalizada no
hospital! Contava só
36 anos.
DALAI Lama. Governante ou chefe supremo dos
Lamas* e
correspondente Seita* do Budismo*, no Tibet. Dizem eles que o
Dalai Lama é a
Reencarnação* (?) de um poderoso Bodhisattva* ou do próprio
Buda*. É preparado
desde criança, escolhido
pelos Lamas*
entre as crianças nascidas dentro de um tempo propício segundo a
Astrologia*
(?), tendo depois que dar mostras dos indispensáveis sinais de
“sabedoria”
transcendente (?).
DANÇADORES ESPIRITUAIS DOS PAÍSES
BAIXOS. Indivíduos
que por volta de
1300-1400 nos chamados Países Baixos (Holanda) entravam num
contagiante Transe
de agitada dança. Atribuem-lhes alguns Fenômenos
Parapsicológicos*, além de
Analgesia* efeito do fanatismo.
DAVENPORT, Irmãos (1841-1911). Ira Erastus
e William
Henry, mais conhecidos como Irmãos Davenport, eram dois Médiuns*
norte-americanos. Causaram sensação e larga controvérsia
precisamente pelo
pretendido domínio que afirmavam ter sobre os Fenômenos*
Parafísicos, ao ponto
de exibi-los em público com hora marcada.... Ver
Incontrolabilidade.
Efetuaram diversas
sessões públicas de
Espiritismo* (?) na América, Inglaterra e França. A
manifesatações mais típica
era a “armonia espírita”: na cabine soavam varios instrumentos
musicais
deixados a certa distância dos irmãos, enquanto eles estavam atados às
cadeiras e com as mãos
também atadas. Para garantir a legitimidade das suas fazanhas,
era um ajudante
respeitavel, o Rdo. Ferguson, quem atava-lhes as mãos com
correias de couro.
Ate que em Liverpool,
publicamente, um comité
de pesquisa demonstrou que os irmãos Davenport não eram capazes
de realizar
nenhum Fenômeno* Parapsfisico se um especkialista do comité lhes
atava as mãos
técnicamente. D’ai por diante, com pesquisadores prevenidos,
foram surgindo desmascaramentos
e mais desmascaramentos: farinha que secretamente tiinha-se
espalhado no chão e
sobre os instrumentos
musicais mostrava
as marcas de pés e mãos dos Davenport, e estes com as
correspondentes manchas;
substituindo-se também secretamente as cadeiras ou segurando-se
os barrotes,
não conseguiram soltar-se... ;
tudo eram
fracassos. Em Paris em 1864 foi descoberta a Fraude* geralmente
empregada. Na
sua volta a Noerte-América os Ilusionistas* Maskeline e Cooke no
Crystal Palace
reproduziram por sua arte até nos mínimos detalhes todas as
fazanhas dos Irmãos
Devenport, tão exatamente que Coleman e outros líderes do
Espiritismo*
começaram a espalhar que Maskeline e Cooke eram Médiuns
inconscientes !!...
Os Irmãos
Davenport constituiram um
grandissimo esacândalo.
DAVIS, Andrew Jackson (1826-1910). Nascido de
pais sem
instrução viveu num ambiente de muita pobreza. O pai era
alcólico; a mãe,
visionaria e cheia de baixa Superstição. Davis não recebe
instrução alguma até
à idade de dezesseis anos, quando entra para aprendiz de
sapateiro. Um
Mesmerista*, o alfaiate Levingston, em 1843 ficou a tal ponto
admirado da
proclividade de Davis aos mais profundos graus da Sonambulismo
Magnetico*, ou
Hipnótico*, que o levou consigo para quase continuas exibições
teatrais até
Agosto de 1945.
Com freqüentes
participações em sessões do
Espiritismo* de então, Swedenborgista*, e com as exibições de
Hipnotismo*,
soltou profundamente o Inconsciente*. Dedicou-se à Psicografia*.
Leu e estudou
quanto pôde...O mais importante é que sofreu
uma estranha Psicorragia: diz que teve a Visao* de
Swedenborg* e... do
médico grego do século II Claudio Galeno! Então, segundo ele, recebeu a
“Iluminação Mental” (?).
O certo é que “o
vidente de Poughkeepsie”
(Estado de New York) chegou a ser um Psicógrafo* famoso, autor
de uma extensa
obra em oito volumes: “The Principles of Nature, her Divine
Revelations, and a
Voice to Mankind”, 1845-1847.
Estes livros que
exerceram grande influência
nos surgimento e difusão do Espiritismo* chamado Daviniano, o
menos inculto, o
dos espíritas anglosaxões. Pouco depois, naquele ambiente
preparado por Davis,
aparecerão as Irmãs Fox* das que atraves de Allan Kardec*
surgirá a corrente
mais inculta e denigrante, comop também a mais difundida, a dos
espíritas
latinos ou Kardecistas*. Davis é para os espíritas anglo-saxões
o que Allan
Kardec* é para os espíritas latinos. É, e louvavelmente nisto,
decidido
adversário da Reencarnação*...
DAVIS, Gordon. Ver Cooper, Blanche.
DEAN, Douglas. Técnico norte-americano de
Eletrônica e
professor de Informática. Em
Parapsicologia*
é famoso por haver concebido um método de detecção do momento
preciso em que uma pessoa capta uma ST*:
Ver Pletismógrafo.
Publicou seus trabalhos
“Pletysmograph
Recordings as ESP*” e “Responses” no “International Journal of
Neuro-Psychiatry”, número 2, outubro, 1966, e no seu livro
“Executive ESP”,
Nova Iorque, 1974.
DEANE, Ada Emma. Médium* inglesa de
Escotografia*. Conseguiu
o seu primeiro êxito em 1920. Foram realizadas com ela muitas
Experiências
Qualitativas* na Biblioteca W. T. Stead Bordeland. Durante três
anos.
Alcançaram-se muitos êxitos, que receberam muita publicidade.
Há o testemunho da
parte da ASPR*, de 1921,
sobre uma notável Experiência Qualitativa* planejada pelo Dr.
Alberton Cusham,
diretor dos Laboratórios Nacionais de Washington, em que aparece
numa placa uma
Escotografia* de uma surpreendente semelhança com a filha do
doutor.
Também deve
destacar-se que o Dr. Hereward
Carrington* submeteu esta Médium* a severas Experiências
Qualitativas*, que
garantiram a realidade da Escotografia*. Comunicou os resultados
no “Journal
of the ASPR” de
Maio de 1925. o que não
exclue que outras muitas vezes, no anseio de dominar (!) o
fenômeno, recorre-se
à Fraude*, como demonstrou Fred Barlow nos Proceeding*, Vol.
XLI, 1993.
DECLINAÇÃO ou DECLÍNIO. Em
Experiências
Quantitativas* da Micro-Parapsicologia* a respeito de ESP* e da
pretendida PK*,
verificaram uma relação da
freqüência de
êxitos obtidos com a posição cronológica dos mesmos.
Observando-se os registros
de um certo número de ensaios, nota-se que há um maior número de
êxitos no
início das operações. A continuação aparece o declínio: a
freqüência dos êxitos
tende a cair à medida que se desenvolve a série de tentativas.
Aparentemente
resultante da fadiga do Paciente*, as marcações tendem a
aproximar-se da média
esperada pelo acaso. E
novamente, quando
se aproxima o fim da série, ocorre uma ligeira reação na
freqüência dos êxitos:
Emergência*.
“Essa regularidade
chega a impressionar
quando se observa através de uma série de investigações, amiúde
realizadas por
diferentes experimentadores com diferentes
Pacientes* e em diferentes condições” (Rhine*).
DÉJÀ VU. Sensação de “já
visto”, tradução exata, ou já vivido... Os alienados pela Superstição o atribuem
à Reencarnação* (?)
anterior, sem refletirem que freqüentemente é com objetos ou
situações
recentes, que não podiam existir em supostas vidas anteriores.
Na realidade pode ter
origem em Paremnésia*,
Criptomnésia*, Pcg* ou HIP* inconscientes, sentido ilusório da
familiaridade,
tendência à Psicose*, delírios palieugnósticos nos quais o
doente crê
reconhecer no que vê pela primeira vez objetos ou pessoas ou
situações
anteriormente conhecidas, sentido ilusório da familiaridade, etc, etc. E é
precisamente pelo grande número
de causas, que déjà vu há sido sentido,
mais ou menos freqüentemente, por todas as pessoas.
DELANNE, Gabriel (1857-1926). Espírita e
escritor. Seu
pai fora colaborador de Kardec*. Abandonou a sua profissão de
engenheiro para
se dedicar à difusão do Espiritismo*.
Se prescindimos da
interpretação, entre seus
livros é interessante “Les Apparitions
Matérialisés”,
Paris, 1911.
DELAWARR, Câmara de. Aparelho com
o qual se
pretendia fazer o diagnóstico de doenças utilizando fotografias
que se deveriam
a efeitos da “radiônica”,
uma teoria
física inteiramente nova.
Na realidade a tal
radiônica é descrita como
igual ou englobável no que hoje chamamos Telergia*, e as
fotografias seriam
englobáveis na Escotografia*. Ora, nem uma nem outra são
regulares, como se
pretendia atribuir
à Câmara de Delawarr.
Ver Incontrolabilidade.
DELFOS. Cidade onde estava o templo para o
famoso Oráculo*
grego da antigüidade (400 a.C.). Alcançou enorme prestígio. O
históriador da
época, Plutarco, refere que costumavam dar conselhos até aos
reis de então. A
profetisa, chamada Pitonisa* ou
Pitia*,
atuava em Transe* provocado por gases intoxicantes, que brotavam
de uma fenda
no solo sobre a qual a Pítia* estava sentada.
Na realidade a
Pítia*só pronunciava palavras
e sons sem sentido, sendo interpretes (?) os sacerdotes donos do
templo, que
espertalhonamente dirigiam inclusive reis e imperadores, dado
que esta
Superstição* estava muito espalhada no mundo de então.
DÉLFICO, Círculo. Famoso Círculo* para o
Desenvolvimento*
dosMédiuns*, que foi organizado sob a direção de Frederick
Thurston, em
Londres. Foi aí que se “desenvolveram” a Sr.a Thompson*, Alfred
Vout Peters*,
assim como Laura
Finch e outros.
DEMIURGO. Na
Filosofia
de Platão*, nome dado a Deus* como criador e arquiteto do mundo.
DEMOFOBIA. Nada tem a ver com o “demo” ou
Demônio*. É o medo
patológico com relação à multidão.
DEMÔNIO. A Demonologia
inclui o heterogêneo tratado de todo o amplíssimo conjunto
referente a
demônios, Satã*,
Diabo*, Anjos*
Rebeldes, Lúcifer*, Belzebú*, etc, e também todo o referente a
Bruxaria*,
Satanismo*, Feitiçaria*, etc, e ainda a Possessão*, Obsessão*,
Tentação*,
Exorcismos*, etc., etc., etc.
Em primeiro
lugar, não pertence à Revelação*,
contida na Bíblia* ou na Tradição, nem há Definição Dogmática
alguma ao
respeito. Por tanto pronunciar-se ou qualquer estudo ao respeito
não pertence à
Teologia, contra o que indevidamente se fez durante séculos.
Em segundo
lugar: Se existem ou
não Anjos* Rebeldes, Diabo* etc, fora e
sem intervir no nosso mundo, não pertence às ciências de
observação, não
pertence à Parapsicologia*. Sua existência ou não, puramente
fora do nosso
mundo, não passaria de uma dedução filosófica.
E por último, analisar
os fatos do nosso
mundo, os Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto), dos
atribuídos aos
demônios e termos análogos no uso secular, pertence precisamente
à
Parapsicologia* ou conjunto de ciências de observação que
estudam os fatos
“misteriosos” do nosso mundo.
Poucos
ideologias haverão sido tão
contagiosas, epidêmicas e universais. E poucas haverão exercido
tão nefasta
influencia na humanidade. Ver, por exemplo, Caçador de
Feiticeiras.
Igualmente o tema há
sido muito estudado. A
conclusão científica, ainda pouco divulgada em meio a tanta
Superstição*, é que
tudo, absolutamente tudo do atribuído a um ser pessoal
Sobrenatural* que foi
chamado Diabo* e termos análogos é erro de interpretação. Os
Demônios e
análogos nunca, absolutamente nunca, fizeram nada, absolutamente
nada, no nosso
mundo. Satã* etc. não passa de símbolo ou personificação do mal.
Demonófilos é termo
irônico (= amigos do
demônio), cunhado no CLAP,
para designar as pessoas que acreditam e defendem o absurdo da
intervenção ou
atividade de Demônios, Diabo*, etc, no nosso mundo: Milagres do
Diabo...
O termo
Demônio vem do grego daimon, que
significava qualquer divindade
inferior, boa ou má. Na Bíblia*
Neo-testamentária*,
pela nomenclatura greco-romana da época, os termos demônio,
espírito imundo e
outros equivalentes (não os termos Diabo* ou Satã* e Lúcifer*)
designam as
doenças internas, atribuídas então pelo influxo da Mitologia*
greco-romana à
Obsessão* (?) ou Possessão* (?) por essas divindades (?)
inferiores. Ver Deva.
Foram
identificadas também com Espíritos*
(?) que haveriam
ficado sem corpo (?)
quando sobreveio o sábado na criação (?). E outras lendas não
menos absurdas
do Talmud*. Por
erro de interpretação
dos judeus do século II a.C. os demonios passaram a
identificar-se com os
Anjos* Rebeldes (Diabos*), lenda judaica do Apócrifo* livro de
lendas atribuído
ao patriarca Enoque*. O imaginário chefe dos demônios
posteriormente foi
erradamente identificado com Belzebú*, Satã*, Lúcifer*...
Chama-se Demonopatia o delírio de Psicose* no qual o
doente julga ser vítima
de Possessão* (?) ou Obsessão* (?)
por
algum demônio (?) ou seres análogos.
Emvez de Demonolatria deveria
dizer-se Satanismo*,
termo preferível, pois é
erro confundir demônio com Satã* ou Diabo*.
DÊNIS, Leon (1846-1927). Francês sem
formação
acadêmica, autodidata, foi espírita e Médium*, propagandista e
autor de muitos
livros de Espiritismo*. Foi sucessor de Allan Kardec* e Camilo
Flammarion* na
presidência da “Sociedade Internacional do Espiritismo” e na
direção da “Revue
Spirite”.
DENTON, Sra. Ver Psicometria.
DEPLACEMENT. Ver Deslocação, termo evidentemente
preferível em
português.
DÉRMICA, Visão. Ver DOP, termo preferível.
pois consagrado
pelo uso.
DERMOGRAFIA. Em sentido restrito refere-se aos
Estigmas*.
Em sentido amplo
abrange qualquer “escrita”
de motivos, desenhos, letras ou palavras pensadas pelo
Paciente*, que por
Auto-Sugestão* ou por Hipnose*, em certos indivíduos muito
sugestionáveis surge
no próprio organismo. Exemplos notáveis foram a Sra. Kahl* e
Eleonora Zugun*.
Ver também Vollhardt, Maria Rudolff; etc.
DERMOMETOGRAFIA. Ver Dermografia, termo
preferível.
DERMO-OPTICAL-PERCEPCION. Ver DOP, a
sigla é
preferível.
DERMOVIDENTE. Neologismo desnecessário, designa o
Psíquico* que
manifesta DOP*.
DERVICHE. Membro de uma associação de ascetas
do Maometismo*,
muitos dos quais se dedicam a penitências e exibições, de modo
análogo ao
Faquir*.
DESAFIO. Desde o inicio da pesquisa
verdadeiramente
científica em Parapsicologia*, Escola* Eclética ou Européia,
freqüentemente
foram surgindo uma magnífica e longa série de Desafios.
Tipicamente oferecendo a
cada um o equivalente a 10.000 dólares. Contra a pretenção dos
charlatães que afirmam ter
dominio das Faculdades Parapsicológicas*, como contra as
interpretações
Supersticiosas*, como também e inclusive contra determinadas
afirmações ou
mesmo contra o núcleo de outras
Escolas*
de Parapsicologia mal orientadas.
Desafios pareceriam
coisa indigna da ciencia,
mas na realidade constituem provas irrefutáveis e por isso mesmo
de grande
valor científico. E são também de grande utilidade educacional,
pois são
facilmente compreensiveis pelos não-especialistas. Os Desafios
são quase
inumeráveis, segundo os diversos objetivos. Concretamente Ver:
·
(por) Brudin, Colley, Edwards, Flournoy, Home, Houdini,
Lodge,
Monteiro Lobato,
Oesterreich
(Schcrenck-Norzing), Tondriau, Randi,
Willet, etc, etc.
·
(contra) Cirurgias Mediunicas, Cirurgias em Astral,
Comunivcação, Curas
pela Fe, Feitiçaria, Identidade (Prova de ), Incontrolabilidade
(contra os que
a negam ou afirmam que dominam os Poderes Parapsicológicos), Morton (Thomas Green),
PK, Stevenson, Theta,
etc, etc.
·
(de) Cáries
Dental,
Cinquenta Metros, Correspondencia Cruzada, Fora da Terra, Hora Marcada, Prazo
Existencial, “Quatro,
Tres, Dois, Um”, Senha, etc, etc.
DESCARTES,
René (1596-1650). Famoso
filósofo
Racionalista* francês que, partindo da premissa “penso, logo existo”, construiu
todo um sistema de
Filosofia. Fundou a escola Racionalista*, que crê, erradamente,
que a razão
pode alcançar o conhecimento
sem dever
nada à experiência dos sentidos.
DESDOBRAMENTO. Ver
Bilocação*, termo
preferível.
DESENCARNADO. Que já
passou pela Desencarnação
(?) e que espera
outra Reencarnação*
(?), ou que ainda
não teve a primeira Encarnação*
(?).
Completos absurdos.
Não há “Almas*
preexistentes” nem Encarnação* de Espíritos* (?) de seres
humanos nem
desencarnação nem Espíritos* (?) desencarnados nem Reencarnação*...
Nem o corpo nem
a Alma*, sozinhos,
constituem uma pessoa humana. Não há pessoa
humana sem corpo, do mesmo modo que não ha pessoa humana
sem Alma*. É
geração do homem inteiro e Ressurreição* do homem inteiro: corpo
animado.
DESENHO
DIRETO . Ver
Pneumografia, termo
preferível fora do Espiritismo*.
DESENVOLVIMENTO
. Termo
descritivo do treino
desequilibrante para facilitar a progressiva manifestação de
Fenômenos
Parapsicológicos*. Desenvolvimento
em
Círculo, ou
Círculo de
Desenvolvimento, quando o Desenvolvimento se procura num grupo de pessoas que
se reúnem regularmente
com essa finalidade. Há Círculos que realizam as suas sessões
segundo certo
tipo de Fenômenos Parapsicológicos* (ou não tanto) determinado,
digamos HIP*,
PG*, Transe*, Psicografia*..., mas a maioria é para Fenômenos
Parapsicológicos*
(ou não tanto!) em geral. Uma vez que o Médium* se tenha
“desenvolvido”
suficientemente no Círculo*, já se aventura
independentemente do Círculo*.
Na realidade os
Fenômenos Parapsicológicos*
não se devem desenvolver, senão curar. Ver Função Menos.
E por outra parte só a
Lavagem Cerebral*
sofrida no Círculo explica que alguém acredite
megalomaniacamente, quando não é
pura desonestidade, que alcançou
domínio
das Faculdades Parapsicológicas*. Ver Incontrolabilidade.
DESLOCAÇÃO
ou DESLOCAMENTO. Nas Experiências
Quantitativas* de ESP*
diz-se das respostas com objetivos anteriores ou posteriores
daqueles
propostos. As respostas com objetivos que precedem àqueles que
se queriam
obter, se significativas, seria
por RC*,
e constituem Deslocamento Negativo: -1, -2, -3, etc. Assim como
as posteriores,
se significativas, seria por Pcg*, e constituem Deslocamento Positivo: +1,
+2, +3, etc.
Há também Deslocação no Tempo nas Experiências
Qualitativas*. Característica
descoberta por W. Carington, que demonstrou que o Percipiente*
em vez de
adivinhar o desenho que no momento se pretende transmitir por
ST* de tipo SC*,
pode adivinhar com igual perfeição o desenho do dia seguinte ou
do outro dia
depois... por Pcg*, ou
então o desenho
da véspera ou de antes... por RC*.
DESMATERIALIZAÇÃO. No sentido
do Fenômeno*
oposto à Materialização* propriamente dita, não existe pelo
mesmo que não
existe a Materialização*, contra o que pretende o delirante
Espiritismo*.
Mas existe Fenômeno
EN*, no sentido de
desintegração e desaparição de um pouco de matéria ou de um
pequeno objeto. É
uma parte do Aporte*. Em Física se explica pela fórmula Ext = f (m . e. v.): Extensão é em função
da massa, vezes energia,
vezes vector velocidade. A matéria se transforma em energia.
Fenômeno SN* é a
desaparição de muita matéria
ou de um objeto grande. Pouco importa, e nem sempre é fácil de
verificar, se foi
por desmaterialização ou se foi por
aniquilação, em sentido inverso o mesmo poder que criação,
exclusivo de Deus*.
O importante para que o Fenômeno SN* cumpra sua função de sinal
em confirmação
da Revelação* é que se trate manifestamente de muita matéria.
===
há que incluir ou citar Milagres* de aniquilação de substância
===
===
===
DESMOND, Shaw (1876-1960). Irlandês. Bem conhecido como poeta e
conferencista.
Homem de
múltiplas facetas,
escreveu livros sobre temas muito diversos, entre eles alguns de
Espiritismo*,
como “How You Live when You Die”, “Love after Death”,
“Reincarnation for
Everyman”, etc. Foi, poética mas anticientificamente, crente na
Reencarnação*
(?) e
pretendia que se recordava de algumas das suas vidas anteriores
(?). Em 1934
fundou na Inglaterra o “International Institute for Psychical
Research”.
D’ESPERANCE,
Elisabeth
(1855-1919).
Célebre Médium* profissional, que exibia toda a gama de
Fenômenos
Parapsicológicos*. Desde criança sofreu Alucinações* que depois
representava em
excelentes esboços e desenhos, por Psicografia*, algumas vezes
em plena
obscuridade e com grande rapidez. Produziu em Experiências
Qualitativas*
controladas por Zollner* e Aksakof* extraordinários Fenômenos de
Aporte* e
Ectoplasmia*.
DESSOIR,
Max (1867-1947). Cientista
alemão, que foi o
criador em 1889 do termo Parapsicologia*.
DESTINO. Ver
Fatalismo.
DESVIO. É a
diferença que existe
entre os acertos obtidos em Experiências Quantitativas* de ESP*
com o Baralho*
Zener* e a quantidade que se pode esperar por acaso. Tem que se
determinar o Standard
Deviation (SD), ou Desvio
Padrão (DP), ou Desvio
Normal, ou Desvio de Probabilidade, para calcular a diferença
com o desvio
obtido parapsicologicamente em cada caso.
Diz-se que há um
Desvio Negativo quando o Paciente* evita
inconscientemente o alvo,
ao invés de identificá-lo, produzindo desse modo contagem abaixo
da que era de
esperar
da probalidade. Ver Cabras.
_____
Eis a fórmula
matemática: DP = Vn.
p. q , isto é, desvio padrão (DP) é igual
à raiz quadrada do número de tentativas (n), vezes a
probabilidade a favor (p),
vezes a probabilidade contra (q).
DEUS. Único ser
supremo. Eterno.
Absoluto. Onipotente. Criador de tudo, de quem tudo depende, a
quem tudo serve.
Transcendente. Onipresente. Infinito em todas as qualidades de
beleza, poder,
felicidade.... O próprio Deus definiu-se a si mesmo com estas
palavras tão
consoladoras para os seres racionais, os seres humanos, que
chamou de filhos:
“Deus é amor” (1Jo 4, 16).
Freqüentemente
mencionado no Espiritismo* e
outros ramos de Esoterismo
como “o
grande espírito”, ou “grande espírito branco” ou “espírito
supremo”... Em
teoria haveria pouca diferença no verdadeiro conceito
judáico-cristão de Deus e
o conceito que têm os espíritas, ocultistas etc. que o herdaram
daqueles, mas
na realidade muitos destes contraditoriamente caem facilmente
num conceito
panteísta, e outros em politeísmo, e todos eles na prática
substituem Deus e
todas as suas manifestações e atuação no
nosso mundo, pelos Espíritos* (?)
dos
mortos e outras seres míticos. São diversas formas de Ateismo*
prático.
DEVA. Termo hindu
que designa um
ser radiante, um deus (?) de segunda categoria. Por exemplo
Aeshma Deva, “o
mais cruel de todos os devas”, na religião
de Zaratustra*, transformado pelos judeus em Asmodeu, “o pior
dos Demônios*”
(Tb 2,8).
DEVACHAN. Termo
popular hindu que
descreve um estado intermédio entre uma Desencarnação* (?) e a Reencarnação* (?)
seguinte. O mesmo que o
período de Erraticidade
no Mito* do
Espiritismo* e de outras ramificações de Esoterismo. Ver
Esferas.
DHARANA. A sexta
etapa da Ioga*: A
serenidade mental e calma da mente.
DHARMA. Lei de Buda*, a
sensação do dever religioso
num dado momento.
DHYANA. Sétima etapa da Ioga*.
O pensamento fixo na
idéia de deus (? - tal como o Budismo*, erradamente, o concebe).
DIABO. Tradução
algumas vezes ao
grego pelos 70 do que no original hebraico corresponde a Satã*
ou Satanás.
Satã* significa
inimizade, tentação, mal, pecado. Mas os 70
escolheram o termo
Diabo*, porque no Apócrifo* Livro de Enoque* os judeus
converteram os Mitos*
pagãos de guerras de deuses (?) no Mito* de guerra de Anjos*
(?); e os
perdedores passaram a ser chamados diabos,
etimologicamente expulsos
(do grego ballô = expulsar, e dia
= através ou para baixo).
Posteriormente
confundiram-se primariamente
Diabo com Demônios*, termo este que representa simplesmente doenças internas. E
então, por exemplo
passou-se a designar genericamente com Diabo
nos Conventos uma espécie de epidemia de doenças
psicológicas e
Parapsicologicas* concebidas
como
Possessões* (?). Foi uma epidemia que no século XVII assolou a
Europa, como
foram destacadamente, entre tantos, os
processos de Gaufridi* e Loundun*.
Lamantavelmante essa
Superstição* está
voltando avassaladora principalmente nas asas das Seitas*
Pentecostais*.
DIACIANINA,
Écrans de; ou
ÓCULOS KILNER.
Dispositivo para tornar visível um tipo de Aura* humana à vista
normal,
inventado pelo Dr. Walter J. Kilner*.
Funcionava induzindo a fadiga do olho numa escala curta e
visível de
púrpura, o que faz com que o olho temporariamente se torne mais
sensível às
ondas mais altas do normalmente visível. Dois pequenos “écrans”
de cristal de
rocha (= diacianina), que se podem converter em lentes (óculos
Kilner) são
então usados.
DIAKKA. Termo
introduzido por A. I.
Davis* para designar os Espíritos* (?)
que seriam travessos e ignorantes.
DIALÉTICA,
Sociedade. Fundada em
Londres em 1887
entre reconhecidos cientistas “para investigarem aqueles
prodígios que se alega
serem manifestações espíritas e para informar acerca deles”.
Alcançou muito
prestígio pela seriedade e competencia ds suas pesquisas e
conclusões. Tinha um
comitê formado por trinta e três membros.
DIANÉTICA.
Ver
Cientologia.
DIAPAUSA. Ver
Biostase, termo
preferível.
DIAPSÍQUIA. Termo
introduzido por
Boirac* para designar PG*, termo preferível. Embora segundo a
definição dada
pelo próprio Boirac* designaria a ST* e mais especificamente a
TP*, termos
também preferíveis. Designa “a transmissão do estado psicológico
de uma
consciência a outra consciência”.
DIDIER,
Alexis. Francês. Ator
dramático.
Morreu em 1886.
A partir de 1845 até
1971 dedicou-se a
explorar com seu irmão Adolp em exibicões públicas as suas
supostas capacidades
de Adivinhação*. É famoso por haver conseguido enganar toda
Europa.
Para os grandes
especialistas, evidentemente
nas exibições públicas, com Hora* Marcada, tinha que ser Fraude*, hábeis
técnicas de Ilusionismo*. Mas
quais? Ninguem descobria. Toda classe de público, inclusive os
mais selectos,
na propria corte, ficavan convencidos...
Chamado pelo entusista
Marques de Mirville* a
verificar, o “rei dos Ilusionista*”, Harry
Houdini*, confessa em suas memórias que ficou
impressionado pela suposta
Criptoscopia* de Alexis, e que... demorou um tempo em descobrir
a Fraude*. Mas
terminou por mostar e reproduzir todos seus truques. Alexis foi
desmascarado.
DIETILAMIDA
DO ÁCIDO
LISÉRGICO.
Ver LSD.
DIEPPE,
Caso de. No dia 4 de
Agosto, no verão de
1951, duas senhoras inglesas que se
achavam de férias perto de Dieppe, na França, ouviram barulhos
semelhantes aos
que teriam ouvido se estivessem no mesmo lugar nove anos antes,
durante o
ataque a Dieppe: tiros de canhão, bombardeios aéreos, tiros e
gritos. Esta
Alucinação* Verídica por RC*, ou HIP* sobre os presentes, fez-se
famosa.
DINAMISTÓGRAFO
. Um
dispositivo que foi
criado, segundo dizem “sob
direção dos
Espíritos* (?) Superiores”, pelos físicos holandeses Matla e
Zaalberg
van
Zelst para a Comunicação* dos Espíritos* (?)
sem intervenção de um
Médium*
humano. O aparelho
é que serviria de
Médium*. Ver TCI.
DINGWALL,
Eric John
(1890-1986).
Inglês. Doutor em Ciências e Psicologia.
Convencido da sua
importancia sobre as outras
ciencias em que se formara, didicou-se à pesquisa de
Parpsicologia*. Foi
diretor do departamento de Psíquicos* da
ASPR* em 1921 e 1922: “Revelation of a Spirit Medium”,
Londres, 1931.
Ótimo historiador da
Parapsicologia*: “Some
Human Oddities”, 1947 - “Very Peculiar People”, 1950 - “Abnormal
Hypnotic
Phenomena”, 1967.
DISSOCIAÇÃO
ou ESTADOS
DISSOCIADOS.
Ver Divisão* da Personalidade.
DITTUS,
Gottiebien. Nascida em
1815. Foi
protagonista de um caso de “Possessão* (?) pelo Demônio* (?),
caso muito famoso
pela espectaculosidade dos prodígios. Recebeu inúmeros
Exorcismos* do prelado
Johann Christoph Blumhardt, entre 1842 e 1843. Não só
Gottiebien, mas também
seu exorcista manifestava Fenômenos Parapsicológicos*, o que
explica facilmente
inclusive os acontecimentos mais “misteriosos” que desconcertam
aos que só
prestam atenção à “possessa” (?).
DIVISÃO DA
PERSONALIDADE. O
Inconsciente* ou algum
núcleo do Inconsciente* se aglutina e se independiza da
personalidade
Consciente* e procede como se esta parte
fosse uma pessoa diferente. Ver Personalidade.
O Cambio
de Personalidade é uma situação patológica em que a
Personalidade integrada
se fragmenta (Cisão da
Personalidade),
espontânea ou indutivamente, em duas ou mais Personalidades*,
cada uma das
quais manifestando uma integração relativamente completa por si
própria e sendo
relativamente independente das outras Personalidades. Ver
Esquizofrenia. Pode
surgir assim a Dupla
Personalidade ou
Múltipla Personalidade: Manifestação
de duas, várias ou muitas Personalidades, isto é, de partes
independizadas da
Personalidade global de uma pessoa. Este caso Bret o chamava Polinoismo.
A Cisão, Cambio ou
Divisão da Personalidade*
pode ser Divisão
Definitiva, mas
também e mais freqüentemente Divisão
Alternante com o Consciente*, no “tomar as rédeas da
máquina humana”. Primus
ou Oficial, o Consciente*, e as
Personalidades* secundárias são chamadas Secundus
ou Segunda, Tertius
ou Terceira, etc.
Mas é claro que
elas se atribuem nomes próprios, pela Prosopopéia*.
As chamadas Personalidades Sonambúlicas podem ser produzidas
por Sugestão* ou
Hipnose*. Ver Estado Alterado de Consciência.
Podem também corresponder a uma fase marcante na vida do
próprio
sujeito. Ver Ecmnésia.
Segundo os
desvarios típicos do
Espiritismo*, os diversos aspectos numa Divisão da Personalidade
que se revelam
quer na Hipnose*, quer no Transe*, etc,
seriam Espíritos* (?) de mortos.. Segundo outra
Superstição* muito
comum, seriam Demônios*. E assim inúmeros erros de
interpretação.
DIXON,
Jane.
Norte-Americana, nascida em
1918. Radicada em Santa Rosa (Califórnia). Afirma que seus
Fenômenos de PG*,
especialmente de Pcg*, surgiram após uma consulta a uma cigana.
É católica. Leva uma
vida austera sem utilizar
suas faculdades com fins econômicos. Utiliza uma Bola* de
Cristal. Foi
consultada em 1944 pelo presidente Roosevelt sobre assuntos de
estado. Anunciou
fatos que, tendo-se confirmado, tiveram grande repercussão.
A sua seria uma
história excepcional, mas nem
sempre nem em tudo está livre de críticas muito justificadas, a
começar por ser
ela mesma a principal propagandista de suas supostas
façanhas..., certamente
muito exageradas e pouco controladas cientificamente.
DOMINAÇÕES
. Ver
Potestades.
DOP.
Sigla da expressão “Dermo-Optical
Perception”, que foi determinada por cientistas
norte-americanos que
consideravam nova (?) essa antiga descoberta chamada Visão Cutânea, Visão Tática, Visão Dermo-Óptica, Visão
Hiperóptica,
Visão Paraóptica, Visão Sem Olhos...
É mais uma
manifestação de
HD*. Capacidade de
algumas pessoas,
relativamente raras, que podem apreciar imagens ópticas através
da epiderme,
por qualquer parte do corpo, por exemplo apenas pelos dedos.
Entre os exemplos
notaveis pode citar-se Mollie Fancher*.
Entre os pesquisadores
merece destacar-se por
seu pionerismo o Dr.Khovrin, do Hospital Neuropsiquiátrico da
cidade de Tamrov,
que em 1898 estudou dois pacientes com manifestação desta
faculdade DOP.
Hoje a mais famosa em
todo o mundo é a russa
Rosa Kuletchova, que em momentos de grande auto-alteração
consegue ler pelas
pontas dos dedos, mesmo quando só há iluminação infravermelha de
mínima
graduação. Apercebe-se pelas pontas dos dedos inclusive das
cores... Foi
estudada pela Academia de Ciência de Moscovo. Afirmam os russos
que todos nós
temos Fotorepceptores, numa media de dez Fotoreceptores* por
cada seis
centímetros quadrados de pele. Mas posteriormente Poznanskaya
confundiu DOP com
PG* numa mulher que “via” (?) através das paredes.
O que se diz da
Visão Para-Óptica haveria
que repeti-lo dos outros quatro sentidos: para-ouvido,
para-olfato, para gosto e para-tacto.
Nào confundir
com Nictalopes*.
DOTADO. Termo que
deve rejeitar-se,
porque a manifestação de Faculdades
Parapsicológicas* não é uma dote ou dom,
senão decorrente de uma Função* Menos. Note-se que dizemos Faculdades e não Fenômenos Parapsicológicos*,
pois os Fenômenos SN* não dependem de faculdades humanas.
Ver Psíquico,
termo evidentemente preferível.
DOTEN,
Lizzie (1828-1908). Destacada
Médium*
norte-americana, com grandes qualidades de oratória e poesia. Afirmou a
influência (?) do
Espírito* (?) de Edgar Allan Poe na produção do seu poema
“Ressurexit”, onde
imita bastante bem o estilo característico do falecido poeta.
Ver Talento* do
Inconsciente .
DOUTOR . Nome do
Controle* (?) do
Rev. William Stainton Moses*. Afirmava ser o Espírito* (?) de
Athenodorus,
filósofo estóico, mestre de Tibério. Foi reconhecido pelos
espíritas como o
supervisor (?) de Stainton Moses* durante vinte e um anos, e delirantemente o
consideram como autor de
dois livros de ensinamentos que haveria comunicado pela
Psicografia* de
Stainton Moses*.
DOUTRINAÇÃO. Pretensão
que têm os
espíritas de, durante as sessões, convencer e ensinar os
Espíritos* (?) maus
e atrasados para que deixem de praticar
o mal.
DOWDEN,
Hester (1868-1949). Ou Sra.Travers-Smith. Psicógrafa* de Dublin, Irlanda.
Esteve associada
com Sir William Barret* e a SPR*. Conquanto, acertadamente,
convencida da
Sobrevivência*, nunca caiu no erro de considerar-se Médium* nem
espírita,
sabendo muito bem que Sobrevivência* é muito diferente de
Comunicação*.
Sustentava que durante toda a sua vida fora apenas dedicada à
Pesquisa
Psíquica*.
DOWDING,
Marechal. De 1930 a
1936 foi chefe do
departamento técnico do Ministério do Ar. Comandante em 1940. Um
pioneiro da
causa do bem-estar dos animais..., por considerar que foram e
serão homens (?)
mediante a Metempsicose* (?). Devotado conferencista espírita e
autor de vários
livros sobre Espiritismo*.
DOWN
THROUGH (DT). Ver Testes de ESP.
DOYLE, Sir
Arthur Conan
(1859-1930).
Médico. Praticou Medicina em Southsea e no Langman Field
Hospital da África do
Sul.
Como novelista
adquiriu enorme fama pela
criação dos personagens Sherlock Holmes e Dr. Watson.
Foi membro da SPR* por
mais de vinte anos. Com
toda sua imaginação de grande novelista, desde 1887 pesquisou em
sessões de
Espiritismo* com um dos seus pacientes de médico, o General
Drayson. Doyle como
outro Sherlock Holmes ficou muito cético.
Mas em 1916, o
próprio Doyle acreditou haver
recebido uma Comunicação* do seu cunhado falecido na guerra dois
anos antes. A
partir de então abandonou sua carreira médica, literaria e de
pesquisador, para
dedicar-se totalmente à propaganda do Espiritismo*, através de
conferências em
muitos países e escritos sobre o assunto, tentando provar a
continuação da
existência depois da morte, o que certamente é verdade, e a
Comunicação* dos
Espíritos* (?), o que certamente é falso. Seus livros sobre
Espiritismo* são:
“The New Revelation”, Londres, 1918 - “Voyage d’un
Spiritualiste”, 1921 - “The
History of Spiritualism”,
1926 - The
Edge of the Unknown”, 1930.
Lamentavelmente
há que citar também dois
livros de um Conan Doyle fanatizado, ou em surto de senilidade,
que o fizeram
cair no mais profundo ridículo perante os críticos literarios, e
muito mais
ainda, muitissimo mais do que já estava, perante os
Parapsicólogos*: “La Venue
des Fées”, 1922 e “La Photographie des Sprits”, 1924.
DRIESCH,
Hans (1867- 1941). Médico,
biólogo, doutor em
ciencias, e professor de Psicologia na Universidade de Leipzig.
Este
proeminente sábio alemão deu uma grande guinada na sua vida
optando pela
Parapsicologia*. Fez numerosas Experiencias Qualitativas* com o
Psíquico Willi
Schneider* em 1922. Foi presidente da SPR* em 1926 e 1927. É
autor de vários
livros sobre Parapsicologia*,
principalmente “Psychical
Research”,
Londres, 1933.
DRUIDAS. Pouco se
conhece dos
druidas originais, povo da civilização celta pré-romana na
França e na
Grã-Bretanha. Eles foram os guardiães de uma complexa tradição
oral, realizavam
os seus cultos em santuários nas florestas e cultivavam o visco
e o carvalho,
que consideravam árvores sagradas (?).
O mitômano Allan
Kardec*, entre tantas outras
mostras de megalomania, adotou este pseudônimo porque pretendia
ser a
Reencarnação* (?) de um sacerdote druida com esse nome.
DT. Sigla de
Down* Through.
DP. Sigla de
Desvio* Padrão.
DUALISMO. Posição
filosófica cujo
expoente máximo foi Platão. O dualismo defende que há no universo
duas substâncias fundamentalmente diferentes, Espírito e
matéria, o
que é verdade; e
separadas, o que concretamente no homem é falso.
Também se chama
dualismo o erro
filosófico-religioso que sustenta que o mundo esta regido por
duas forças em
oposição, o bem e o mal, ou mesmo acreditando que existem
pessoalmente como se
fossem dois deuses (?), ou Demiurgos* (?), Potestades* (?),
Espíritos-Guias,
isto é Espíritos* humanos separados (?) dos seus corpos, uns
sendo Espíritos*
(?) bons e outros maus, etc.
Outros
muitíssimos e secularmente
identificam esses dois princípios antagônicos com Deus* e o
Diabo* (?), caindo
nas heresias de acreditar numa “providência diabólica” (?)
oposta à Divina
Providencia*, e que os Fenômenos SN* ou Milagres* não seriam
exclusivos de
Deus*.
Também se inclue
no dualismo o erro, também
muito difundido, de acreditar que com a morte o Espirito* ou a
Alma* humana
fica sem corpo.
DUENDES . Ver
Potestades.
DUGUID,
David (1832-1907). Marceneiro
de profissão, em
1866 descobriu as suas faculdades de Psicografia* e inclusive de
Pneumografia*,
pintando em estado de Transe* com admirável velocidade e
inclusive em completa
obscuridade. Essas pinturas costumavam ser imitações de mestres
holandeses.
Na típica megalomania
e irresponsabilidade do
Inconsciente*, Duguid psicografou um livro que seria “de Jesus
aos Magos” (?!).
DUKE
UNIVERSITY. Universidade
norte-americana em Durham, Carolina do Norte, onde foi fundado
em 1930 o famoso
“Parapsychology Laboratory” dirigido pelo Dr. Rhine*. Fez-se
muito famoso por
ser o primeiro centro universitário que sistematicamente usou a
estatística
matemática na pesquisa, com abundantes recursos econômicos e
investigadores
inteiramente dedicados ao estudo da Parapsicologia*.
Ver Escola
Norte-Americana. Ver também
Micro-Parapsicologia.
DUNCAN,
Helen (1898-1956). Médium* em
Dunder.
Levantou-se muita controvérsia acerca dos seus diários Fenômenos
de
Ectoplasmia*. Por fim nada menos que a SPR* acusou-a de Fraude*
em 1931 e seu
esposo confirmou. Em
1932 foi
desmascarada novamente em Edimburgo.
DUNNE, J.
W. Filósofo e
Parapsicólogo*.
Pensador profundo, com base nos seus próprios Casos Espontâneos*
e Experiências
Qualitativas* pessoais de Pcg* e RC* no estudo do Sonho*,
concebeu um conceito
filosófico da natureza do tempo. Escreveu alguns livros sobre a
sua teoria do Serialismo,
o universo e a natureza
verídica dos Sonhos*. Principalmente “An Experimente with Time”,
Londres, 1927.
DUPLA PERSONALIDADE. Ver Divisão
da
Personalidade.
DUPLA
VISTA. Ver PC.
DUPLO . Erradamente,
os seguidores
do Esoterismo* em geral acreditam num segundo corpo, energético,
contraparte
interpenetrante do corpo físico. Seria normalmente coincidente
com o corpo
físico, mas seria
capaz de se desprender,
de modo visível ou não, sob certas condições espontâneas ou
induzidas, ficando
vinculado ao organismo mediante um Cordão* de Prata.
Corresponde ao
Perispírito* do Espiritismo*,
ao Corpo Astral* do Ocultismo* em geral, ao Ka* dos antigos
egípcios, etc.
Na realidade só tem
sentido em tanto quanto
se identifique com a Telergia* e Ectoplasma*, e em outros
aspectos com a
Bilocação*, Projeção* de PG e Cordão* Ectoplasmático. Pode
também admirar-se
vislumbrado nesse erro uma intuição válida em tanto quanto se
identifique com o
corpo glorioso após a Ressurreição*.
DUPONT,
Rosa. Ver Eva C.
DU PREL,
Barão Carl
(1839-1899). Nasceu
na Baviera. Siguiu a carreira militar. Depois consagfrou-se à
pesquisa de
Parapsicologia*. Submeteu a provas os Médiuns* Eglinton* e
Eusápia Palladino*,
chegando a convencer-se da existência real dos Fenômenos
Parapsicológicos*, e
daí, erradamente, da intervenção de Espíritos* (?) ou análogos
seres (?), como
afirma principalmente em “The
Philosophy
of Misticism”, Londres, 1889.
DUREN, Jan
va. Autor de
“Croods and
Croziers”, 1972. Nascido
na Alemanha,
foi educado em Bruxelas, Praga e Londres, ocupando cargos
acadêmicos na
Holanda, Alemanha e Inglaterra. Do grupo escolhido por de
Cavendish*.
DURVILLE,
Hector. Mais que um
pesquisador de
Parapsicologia* foi um Magnetizador* e um partidário do
Ocultismo*. Como
ocultista publicou “La Science Secrète”, Paris, 1923. Como
Magnetizador*, foi
secretário geral da “Societé Magnétique de France” e diretor do
“Journal du
Magnetisme et du Psychisme Experimentel”, órgão pertencente a
esta sociedade.
Escreveu uma História do Magnetismo* Animal, em colaboração com
Paul C. Jagot*:
“Cours de Magnétisme Experimentel et Curatif. D’Hypnotisme et de
Suggestion.
Thérapeutique Suggestive”, Paris, 1933, e outros trabalhos sobre
o tema, que se
converteram em breviários para o Magnetizador*.
Em 1870, fundou a
editorial Durville, que se
dedicava à publicação de obras sobre o que chamavam Desdobramento* Astral
(?).
- E -
E,
Fenômeno. Na
terminologia da
Micro-Parapsicologia* designam-se com esta expressão os
Fenômenos
Parapsicológicos* que surgem durante a seqüência de Experiências
Quantitativas*
em laboratório e mensuradas por estatística matemática.
Somente. O significado limitado da expressão é fruto da Lavagem*
Cerebral
originada no Racionalismo* e sofrida pela maioria dos
“cientistas”
modernos.
Portanto a expressão Fenômeno E deve ser rejeitada, sendo substituída
pela expressão evidentemente
preferível Fenômeno
Experimental, com
todas as letras, no
significado
incluindo também as Experiências Qualitativas*.
EAUTOSCOPIA. Visao*
alucinatória do
próprio interior projetado no exterior.
Diz-se Eautoscopia
Diferente quando na realidade é imagem de uma “outra
pessoa”, atributos não
conformes à realidade, mas conservando o sentimento da própria
identidade.
Diz-se Eautoscopia
Especular, quando
se vê como num espelho. A inversa, que consiste em não ver a
própria imagem
refletida num espelho real, é designada por Eautoscopia Negativa.
ECARTE. Nas
Experiências
Quantitativas* de
ESP* e da suposta PK*
(?) na Micro-Parapsicologia*, a diferença existente entre um
êxito médio e um
êxito provável.
ECMNÉSIA. Em Psicologia
e Psiquiatria.
incapacidade para recordar acontecimentos recentes, sem
diminuição da memória
para acontecimentos remotos. Amnésia anterógrada. Interessa em
Parapsicologia
por seu relacionamento com a Pantomnésia* e determinadas cisões
da Personalidade*.
ECOLALIA. Imitação da
voz de outra
pessoa, durante Fenômeno* de Psicofonia*, ou no Transe*, ou na
Divisão* da
Personalidade... A ecolalia, fácil de simular, imitando outra
voz. pode ser
também simplesmente uma reação de
Histeria*, aliás
Especialmente quando
acompanhada de Transe* ou
Fenômenos Parapsicológicos*, para os imbuídos de Superstição*
seria prova (?)
de Possessão* (?), ou Incorporação* (?), etc.
ECOSCOPIA. Mais uma
Scopia*, pelo
aspecto exterior dos edifícios ou das casas, muito praticada na
antiga Grécia.
ÉCRANS DE
DIACIANINA. Ver
Diacianina, Écrans
de.
ECTÊNICA,
Força. Ver Psícodo.
ECTO-COLO-PLASMIA. Subdivisão
de Ectoplasmia*,
quando se produzem só uma parte ou membro (colon
= membro) da pessoa
ou coisa
representada. Exemplo típico é a mão que a Bíblia* refere que no
festim de
Baltazar foi vista escrevendo (Dn 5, 5ss).
Entre
tantos, como exemplo típico Ver
Schneider, Rudi e Wiily.
ECTOPLASIA. Termo usado
por F. Myers*.
Ver Ectoplasmia, nome preferível.
ECTOPLASMA
e ECTOPLASMIA. O efeito e a
produção, respetivamente.
Termos criados por Richet*. Myers* usou o termo Ectoplasia ou Ectoplastia,
e Schrenck-Notzing* o termo Teleplastia.
Designar a emissão de
uma espécie de vapor
esbranquiçado, que mais freqüentemente sai pela
boca do Psíquico*, mas que pode sair dos seios, entre as
pernas, por
qualquer parte.
Durante a manifestação
do Ectoplasma
freqüentemente se observou no Psíquico* uma perda de peso, até
de vinte e cinco
quilos em casos extremos,
correspondendo ao peso do ectoplasma exteriorizado.
O Ectoplasma é descrito
como vivo nos seus
movimentos, frio ao contato, levemente iluminado e com um cheiro
característico. E sensível ao toque e à luz: se for
inesperadamente tocado ou
iluminado, retorna de modo precipitado para dentro do corpo do
Psíquico*, às
vezes causando ferimento.
No Mito* do
Espiritismo* e do Esoterismo*
seria o Perispírito* (?), ou conceitos similares, com o qual os
Espíritos*
(?) se tornam em
formas visíveis.
Rejeitados esses absurdos, do que é feito nunca se determinou
satisfatoriamente.
Dificilmente se presta à análise em laboratório. O Dr.
Dombrowsky, da SPR* da
Polônia, conseguiu analisar
uma amostra
em 1916 e, em resumo, afirmou: “A substância é uma matéria
albuminóide
acompanhada de matéria gorda e células que se encontram no
organismo
humano. Estão
ausentes o amido e o
açúcar”.
Há que dizer
simplesmente que se trata de uma
forma de Telergia* condensada. A maioria dos especialistas faz notar a origem
comum da Telergia* e do
Ectoplasma. Simplesmente podemos dizer que o ectoplasma, como a
Telergia*, é
uma exteriorização e transformação de energia somática. Podemos
descrever a
Telergia* como uma força somática exteriorizada invisível;
mas por vezes
essa força pode estar condensada, apresentando-se visivelmente:
é o
Ectoplasma.
Dirigido pela
Psicobulia* e dependente dela,
pode ser moldado. Obedece a um mecanismo de Ideoplastia*: Primeiramente amorfo ou polimorfo,
em geral se
constitui em representações diversas, de objetos, animais,
pessoas... Ver
Fantasmogênese e Transfiguração. Ou partes deles, ver então
Ecto-colo-plasmia.
EDDY,
Irmãos. Horace e
Williams. Rudes,
abruptos, frios, fornidos camponeses norte-americanos da pequena
aldeia
Chittenden, no estado de Vermont. Após repetidos rumores do que
se passava na
sua casa, pessoas de toda parte vinham ver, e os irmãos Eddy
tinham lugar para
albergar a todos..., num extraordinario negocio. Posteriormente foram
investigados (?) em
Experiências Qualitativas* (?) de Ectoplasmia* pelo dirigente da
Teosofia*,
coronel H. S. Olcott. Ficou em Chittenden durante dez semanas,
publicando suas
pesquisas (?), cheias de preconceitos, em quinze artigos
editados em 1874 no
“Daily Graphic” de New York. Mesmo tão despreparado pesquisador
consiguiu numa
ocasião pegar os irmãos Eddy em fragrante Fraude*, deixando o
pesquisador muito
circunspecto contra seu entusiasmo anterior..
Mais tarde, nada menos
que o grande
Parapsicólogo* Podmore* concluiu ser
muito duvidoso que o caso dos Irmãos Eddy fosse alguma
vez mais que
hábil Fraude*.
EDDY, Sra. Ver Baker,
Mary.
EDMONDS,
John Worth
(1816-1874).
Inspector da Prisão do Estado, Juiz na Suprema Corte do Estado, Senador pelo estado de
Nova Yorque, o Juiz
Edmonds pelo seu prestigio em direito e política, teve muita
influencia sendo
um dos primeiros “campeões” do Espiritismo*. Publicou no “New
York Courier”, em
Agosto de 1853, as Experiências Qualitativas* que dirigiu. E,
sempre
confundindo a realidade dos Fenômenos Parapsicológicos*
com sua interpretação
pelos preconceitos do Espiritismo*, escreveu “Spiritual Tracts”,
Nova Iorque,
1858. Posteriormente o próprio Edmond fez Desenvolvimento* como
Médium*.
Exerceu uma grande influência no Espiritismo* americano.
EDV. Sigla de Efeito*
Diferencial de Variação.
EDWARDS,
Harry (Henry James)
(1893 - ===. Interessou-se
pelo Espiritismo* em
1936, logo
percebendo nele uma mina de ouro, e rapidamente fez-se
Curandeiro* fazendo os
diagnósticos por Clarividencia* (?) em
Trance* (?), incorporando o Guia* Tomaso (?). Realiza sessões
sistemáticas de
Curandeirismo* no “Spiritual Healing Sanatory” de Londres. É o
presidente da
“Federação Nacional dos Curadores Espíritas”.
Pretensiosamente
Desafiou* as autoridades
médicas, afirmando ter conseguido a cura de casos naturalmente
incuráveis. Seu
Desafio* propagandístico, contra o que ele esperava, foi aceito
por
organizações não saturadas dos preconceitos e fanatismos do
Espiritismo*, e as
pesquisas encarregadas e realizadas por organizações sérias,
como a “Associação
Médica Inglesa”, não encontraram nada que não se explicasse por
causas comuns:
puro Curandeirismo*, com todos os seus perigos.
EEG. Sigla de
Electro*-Encefalo-Grama.
EFABULAÇÃO. Ver
Paremnésia, termo
preferível.
EFEITO DE
POSIÇÃO. Ver Posição,
Efeito de.
EFEITO
DIFERENCIAL DE VARIAÇÃO
(EDV). Quando na
aplicação da
estatística às Experiências Quantitativas* de ESP* e da
pretendida PK* (?)
na Escola* Norte-Americana não
comparam os Desvios, mas as variações ou flutuações das partes e
tratam com os
pontos das provas individuais, comparando-as com a soma total.
EFEITO
FÍSICO, Fenômeno de. Ver
Fenômenos
Parapsicológicos, Classificação.
EFEITO
MISTO, Fenômeno de. Ver
Fenômenos
Parapsicológicos, Classificação.
EFEITO
PSÍQUICO, Fenômeno
de. Ver
Fenômenos Parapsicológicos, Classificação.
EFEITO PSI
DIFERENCIAL
(EPD).
Mensuração nas Experiências ESP* e PK* (?) na Escola*
Norte-Americana, quando
se compara desvios em ambas as direções em relação à média da
expectativa pelo
acaso, medida que envolve o total dos pontos. Os pacientes são
testados sob
duas condições: muitas vezes marcam positivamente, isto é, acima
do acaso numa
das condições e negativamente, abaixo do acaso, em outra. EPD é
medido por essa
diferença na marcação entre as duas condições.
EFEITO
SANDUÍCHE. Ver
Sanduíche, Efeito.
EFEITO
STEPANEK. Ver
Stepanek, Efeito.
EFLÚVIO. Emanações
consideradas de
vitalidade ou de caracter suprafísico, que na realidade muitas
vezes são
devidas a uma manifestação magnética, mas que pode ser também ,
em certos
casos, de Telergia*.
EFLORESCÊNCIAS
RÍGIDAS. Ver Raios
Rígidos.
EGLINGTON,
William. Nascido em
1857 na ignorada
Islington (Inglaterra), alcançou, porem, imensa fama como
Médium* de Fenômenos*
de Efeitos Físicos. Concretamente sobre a interpretação
de sua
Criptografia* desencadeou-se uma controvérsia de grandes
proporções entre a
SPR* e os sequazes do Espiritismo*.
Em certa ocasião o
Arquidiácono Colley*
acusou-o, em público, de Fraude*. O que não significa que sempre
fosse Fraude*,
pois em juizo foram apresentados muitos testemunhos de peso e
respeitabilidade
a favor da autenticidade de alguns fenômenos de
Criptografia*, entre
eles os testemunhos de Aksakof*, Sir Wallace* e do próprio
professor Richet*.
EIDÉTICAS,
Imagens. São
Alucinações*
caracterizadas pelas suas cores vivas e pela sua nitidez
singular. Certas
pessoas tem a capacidade, patológica, de rever, mesmo de olhos
abertos e em
todos os detalhes, imagens percebidas no passado e evocá-las
inclusive à
vontade.
Não se considera
patológico em certas
crianças mais imaginativas, até os sete anos de idade, que vejam
o que
imaginam. Mas se não se curarem após os sete anos, pode
desembocar em doença
mental inclusive grave.
EIDOLON. Em grego
significa imagem.
Termo introduzido pelo professor
Daumer para
designar as formas que
afirmava não serem nem corporais nem espirituais (?).
Em tanto aceitável
quanto identificável com a
energia, isto é, formas por Telergia* ou Ectoplasma* muito
tênue, mas
material!
EIDOS,
Mundo de. Seria o
quarto nível ou Plano da
Cor, segundo descrição numa
pretensa Comunicação* post mortem de Myers* pela Psicografia* de
Geraldine
Cummins*. Ver Planos.
EISENBUD,
Jules (1908- ====
). Parapsicólogo*
norte-americano.
Tornou-se mundialmente famoso especialmente por suas
Experiências Qualitativas* de Escotografia* com Ted Serios* na
Universidade de
Denver: “The World of Ted Serios*”, Nova Iorque, 1967. Publicou
também
“Paranormal Foreknowledge”, Nova Iorque, 1982.
ELBERFELD,
Cavalos de. Tudo começou
quando o Major Wilhem
von Ostem adquiriu um
cavalo a quem ensinou a fazer (?) diversas operações aritméticas
por meio de
quilhas e depois de números.
A pergunta
fazia-se verbalmente e o cavalo respondia batendo com a pata no
chão um
determinado número de vezes, segundo o resultado do problema.
A apresentação
do animal causou grande
sucesso e estupefação entre alguns, o que levou a pôr hipóteses
que levariam a
uma total revisão dos conhecimentos sobre o comportamento
animal. O dono do
animal viu-se constantemente assediado por curiosos e também por
sábios, que
queriam investigar o prodígio. Tal curiosidade levou a que fosse
nomeada
oficialmente uma comissão científica composta por professores de
Psicologia,
Fisiologia, Zoologia, Veterinária e especialistas de Equitação e
Adestramento
de Animais. A comissão que estudou detidamente o caso, chegando
à conclusão só
de que este deveria ser tomado muito a sério e estudado
ponderada e
cientificamente...
Posteriormente o rico
industrial Karl Krall,
que em 1906 recebeu de
presente o cavalo Hans,
decidiu
ensinar a outros cavalos as mesmas operações que Hans realizava,
mas em
condições mais espetaculares. Empregou muito tempo, dinheiro e
engenho, mas
conseguiu que quatro cavalos parecessem inteligentes. Eram dois
cavalos árabes,
um pônei chamado Hanschen e um velho cavalo cego chamado Barto.
São enormes
a literatura
e as polêmicas que
surgiram por causa destes cavalos, mormente após o livro
publicado pelo seu
proprietário: “Dekende Thiere”, Leipzig, 1902. Muitos sábios
chegaram a
defender a inteligência (?) ou, ao menos, Telepatia* dos cavalos
(?) sobre as
pessoas presentes.
A mesma disparatada
“explicação” dava o líder
da Escola* Norte-Americana, o Dr. Rhine*, com muitos da
Micro-Parapsicologia*
num caso semelhante moderno: ESP*. Numa égua !? Ver AMPSI.
Nova comissão
científica, nomeada pelo
Ministério da Educação e presidida pelo Dr. C. S. Strumpf,
diretor do Instituto
de Psicologia da Universidade de Berlim, estudou o cavalo Hans,
já conhecido
por “der Kluge Hans” (=
“o João
inteligente”), e chegou à explicação certa: o prodígio era
devido simplesmente
à percepção por Hiperestesia* pelo cavalo dos Movimentos I. I.
I* realizados
pelo seu dono ou pelos cuidadores assistentes. O cavalo batia no
chão
ininterruptamente logo que percebia que lhe faziam uma pergunta,
até que
alguém, inconscientemente, lhe fizesse sinal de que devia
deter-se. Sinal,
repetimos, de Criptomímica*. O cavalo com os olhos vendados não
dava a resposta
exata: batia com a pata até se cansar. Mesmo com o cavalo Barto,
velho e cego,
a explicação era a Hiperestesia*. Cego, mas com Hiperestesia*
nos outros
sentidos. Na ausência de todos, observados a muita distância, os
cavalos batiam
até cansar-se e sem nem sequer se aproximar do número certo de
batidas.
Já antes, em 1903,
Albert Moll, presidente da
Sociedade de Psicologia de Berlim, chegara à mesma conclusão.
Outras Experiências
Qualitativas* conduzidas
com o mais severo cuidado confirmaram não se tratar,
evidentemente, de ESP*
contra a absurda explicação (?) dada pela Micro-Parapsicologia*,
senão
principalmente de um Fenômeno* de Hiperestesia*. Comprovou-se a
existência da
colaboração um tanto por Fraude* em algumas
ocasiões, quando por
exemplo um tratador dos animais se ocultava dos investigadores
ficando, porém,
visível ou perto dos cavalos.
Conhecida a
explicação, já foi fácil
reproduzir o show, não
só com
cavalos, mas também
com outros animais:
cães, gatos, macacos, etc... e foram apresentados em circos. E
“der Kluge Hans”
passou a ser conhecido como “der Luge Hans” (= o João
enganador).
Desfeito o
mistério, von Osten abatido e
desiludido morreu em 1909.
ELDRED,
Charles. Médium*
inglês. Atuou nos
fins do século XIX e incios do XX,
especialmente em Fantasmogênese, ...por Fraude*. É famoso
precisamente
pela sua enorme habilidade nas Fraudes*, que custou muito a
serem descobertas
pelos especialistas, mas que não foram aceitas pelas
testemunhas.
Com “Hora* Marcada”?
Entre os especialistas
que foram pesquisar
o prodigioso e
famoso Médium*, o fato de que levasse sempre consigo a mesma
cadeira para suas
demonstrações, foi o que imediatamente sugeriu pistas... A 5 de
Maio de 1906,
em Bayswater, os membros do comité de pesquisa someteram a
cadeira a profunda
analise, sem que Eldred tomasse conhecimento. Escreve o famoso
Parapsicólogo*
Harri Price*: “A cadeira trucada utilizada por Eldred era uma
obra de arte, e
todo Ilusionista* estaria orgulhoso de possuir uma dessas...
Descubrimos que a
cadeira tinha compartimentos secretos nos que encontramos um
manequim pregavel
feito de cetim rosa, uma máscara de cor clara, dez metros de de
seda chinesa
blanca, duas peças de fino pano preto, tres barbas de aspectos
diferentes; duas
perucas, uma branca e outra cinzenta; uma especie de cabide para
suspender
roupagem que representarria
uma segunda
forma; uma lâmpada eletrica... com quatro metros de fio
conductor e um interruptor...;
uma garrafa de perfume;
agulhas, etc”.
O Medium* foi
denunciado, processado e
condenado pela justiça em Março de 1906. Não obstante, tantas
pessoas não
quiseram reconhecer que foram miseravelmente enganadas e
reclamaram
testemumnhando a inocencia de Eldred, que em Agosto já Eldred
estava de novo na
mesma atividade, aclamado pelos sequazes do Espiritismo* e com
maiores
plateias... O caso havia sido resolvido unicamente para os
especialistas em
Parapsicologia*.
ELETRICIDADE
ANIMAL. Designação
dada pelo Dr.
Pététin ao Magnetismo* Animal, ambos expressões substituídas
pelo termo
Hipnotismo*.
ELETROCHOQUE. Tratamento
que foi muito
usado em Psiquiatria e hoje quase em desuso. Segundo Freud*,
reforçado mais
tarde por Mobius e outros muitos, não passaria de um tratamento
por Sugestão*.
Essa violenta
Sugestão* faz compreender o
porque, com gritos e até pancadas, o Exorcismo* usado
antigamente, como os
métodos circenses e violentos usados hoje por certos pastores
Pentecostais* e
por certos chefes de terreiros de Umbanda* etc. conseguem
“curar” (?)
Possessos* (?) etc... Com todos os perigos do Curandeirismo*.
ELETRODINAMISMO
VITAL. Hipótese
formulada pelo Dr.
Philips, pseudônimo de Duran de Gros, para explicar (?) os
efeitos do
Magnetismo* Animal, na realidade do Hipnotismo* e, em certos
casos, da
Telergia*, termos evidentemente
preferíveis.
ELETROENCEFALOGRAMA
(EEG). É o traçado
do registro da
atividade elétrica das células cerebrais, obtido por meio de
eletrodos fixados
no couro cabeludo e que deriva das correntes produzidas pelos
neurônios. Estas
correntes são amplificadas por um
oscilógrafo eletromagnético, provido de um registrador. Conforme
a sua
freqüência, isto é, segundo o número de oscilações que apresenta
por segundo, e
conforme a sua amplitude, distinguem-se essencialmente quatro
espécies de
Ondas* Cerebrais.
Utiliza-se em
Parapsicologia* para comprovar
a existência e profundidade do
Transe*, especialmente sobre o Emissor* ou corpo original nos
casos de
Bilocação* ou OBE*, e em geral para analisar e comprovar as
reações que
acompanham a manifestação de qualquer Fenômeno Parapsicológico*.
ELEMENTARES.
No Ocultismo*
termo que
designa “espíritos da natureza” (?), dos quais se diz que
possuiriam pouca
inteligência segundo as normas humanas, mas que teriam grande
poder no seu
elemento natural.
Ocasionalmente, no
Espiritismo*, emprega-se
este termo para designar uma Entidade* de baixa inteligência.
Também pode
designar, segundo alguns espíritas e outros ocultistas, um
“invólucro Astral*”
(?) com que eles explicam (?) a Fantasmogênese* e mesmo outros
Fenômenos mais
simples como a Tiptologia*.
E o absurdo
chega a mais: geralmente logo após a morte, este invólucro
Astral* se
desintegraria, só durando mais tempo nas Entidades* (?)
“malvadas”.
ELFOS. Mito* de
origem escandinavo representando
Potestades* (?)
principalmente do ar.
ELIADE,
Mircea. Doutor em
letras e
Filosofia pela Universidade de Bucarest. Membro da “Rumanian
Writers
Society”, secretário
em 1937. Professor
associado na Faculdade de Letras da
Universidade de Bucharest em 1940-1941.
A destacar do ponto de
vista da
Parapsicologia*: Erudito em Antropologia Religiosa e em
Alquimia*, um dos mais
destacados expositores de Ioga* adaptado ao Ocidente e na
Universidade de Chicago.também professor de História
da Religião de 1958 até
o presente.
ELIEZER,
Israel ben. Ver Ba’al Shem Tob.
EMBALSAMAÇÃO
ou
EMBALSAMAMENTO. Tratamento de cadáveres com anti-sépticos e por outras
técnicas a fim
de evitar a sua putrefação. Já antigamente conheciam esta arte.
Sabe-se que o
famoso orador Cícero mandou embalsamar o cadáver da sua filha
Túlia ou, como
ele a chamava, Tulíola (Tulita). O corpo da rainha Cleópatra
conservou-se 126
anos segundo refere Heráclito. Segundo refere Rafael Valterra o
cadáver de uma
mulher embalsamado foi encontrado em Roma 1.300 anos depois.
Alexandre Magno
encontrou na via Ápia bem conservado o cadáver de uma menina
embalsamado na
época do império romano.
O corpo de um
cardeal inglês conservou-se embalsamado 300 anos na Igreja de
Santa Cecília, em
Roma. Algo parecido, 150 anos, o corpo de Alexandre Tartagni na
Igreja de Sto.
Domingos em Bolonha. O corpo de Bonifácio VIII causa uma
impressão horrorosa
pois o nariz não ficou bem embalsamado e... Etc. etc.
Muito diferente
dos casos da verdadeira
Incorrupção*, sempre SN*
EMERGÊNCIA. Ver
Declinação.
EMISSÃO
HIPERESTÉSICA. Emissão de
reflexos físicos
e fisiológicos mínimos, correspondentes à ideação. Acrescenta-se
ao termo emissão o
adjetivo hiperestésica por serem
captáveis por HD* inconscientemente pelas pessoas
presentes. É um dos
fundamento da HIP*. Ver
Bain, Lei de.
EMISSOR. Ver Agente,
embora há
matizes diferentes no conceito próprio de cada uma dessas duas
palavras na
linguagem comum.
EMMERICH,
Anna Khaterina
(1774-1824).
Tomou o hábito de freira em 1802, e em 1806 manifestou Estigmas* no corpo, imitando as feridas da
Paixão de Cristo. Teve
também Aporte* do tipo suor hemático, localizado, por exemplo
onde estariam os
espinhos se fosse coroada como Cristo. Foi também famosa pelas
suas pretendidas
Revelações também a
respeito da Paixão
de Cristo. Tanto o Aporte* de Exudação Hemática como os
Estigmas* foram
severamente controlados por médicos e peritos. Os estigmas de
Anna Khaterina
persistiram até sua morte.
Mas nem os Estigmas*,
nem a espécie de
Aporte*, nem as projeções Alucinatórias* das suas meditações, nem as
Adivinhações* como se
fossem Revelações* passaram de Fenômenos Parapsicológicos*
absolutamente
naturais, em si mesmos considerados, o que não exclui que possa
algo ser
Especialmente Providencial*.
EMPARELHAMENTO
CEGO. Ver Blind
Matching.
EN. Sigla de Extranormal.
Geralmente a sigla é de
uso preferível. Devem-se
ao CLAP* o
termo EN e a sistematização e Classificação dos Fenômenos
Parapsicológicos*.
EN em contraposição à
absurda generalização
pela Micro-Parapsicologia* que considera PN* todos os Fenômenos
Parapsicológicos* e também à exagerada generalização pela
Superstição* que
considera SN* qualquer fato extraordinário, mesmo que não chegue
à categoria de
Parapsicológico*.
Contra o erro da
Micro-Parapsicologia*,
deixando agora de lado os Fenômenos SN*, a maioria dos
Fenômenos* Papsíquicos
são EN, e todos os Fenômenos Parafísicos são EN, nenhum é PN*.
Diz-se Extra-normal: extra porque a manifestação é extraordinária,
como em todo Fenômeno Parapsicológico*; e normal
porque as faculdades como tais todos
temos, no Inconsciente*.
Fenômeno EN-PN: Pareceria
contradição.
Trata-se de um Fenômeno Parapsicológico* de efeito
sensorial, e nesse
sentido EN, e acrescenta-se PN* porque
resultante de causa extrasensorial.
ENCANTAMENTO. Ver HP.
ENCARNAÇÃO. Para os que
crêem no imenso
absurdo da Reencarnação* (?), um Espírito* (?) que se uniria a
um corpo
humano.
Completamente diferente
e caso único é a
Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade: Deus*
assumiu um ser
humano, inteiro, corpo e Alma*: Jesus
Cristo verdadeiro Deus* e verdadeiro homem.
ENCAUSE,
Gérard; e ENCAUSE,
Philippe. Ver
Papus.
ENCROMANCIA.
Mais uma
Mancia*, mais
corretamente uma Scopia*, pela forma das manchas produzidas ao
verter-se tinta,
pintura...
ENDEMONINHADO. Ver
Possessão.
ENDOCINESIA. Neologismo
desnecessário em
vez de Tiptologia*, termo preferível,
frisando-se que no caso em questão a Telergia* age no
interior do
objeto.
ENDOMETAPLASIA. Termo
proposto por Bret
para designar a Transfiguração*, quando esta não é pelo
Ectoplasma*, ou não
principalmente, mas
por modificação do
corpo em questão por mudança de cor, contrações, alongamentos e outros processos.
ENERGIA
PSÍQUICA. Hipótese de
um fator que
transportasse a informação PG* na
classificação ST*. Foi levantada por Hans Gerger, o
famoso
electrofisiólogo descobridor da técnica eletroencefalográfica.
Segundo ele, a
energia elétrica produzida
pelas células
do cérebro, sem deixar de ser material transformar-se-ia em
“energia psíquica”
(?), que poderia ser
difundida a
qualquer distância e atravessar qualquer obstáculo que
encontrasse no caminho.
Ele subdivide o
suposto processo da ST* em
três fases: a) Os processos elétricos do cérebro seriam
transformados em
“energia psíquica” (?). b)
Essa energia
seria difundida no espaço. c) Quando chegasse ao cérebro do
Receptor* seria de
novo transformada em energia elétrica, que originaria os
processos fisiológicos
e as manifestações mentais com eles correlacionados,
correspondendo à ação do
“Agente*” (?) ou “Emissor*” (?).
A hipótese de Berger
deve ser plenamente
descartada. A ST* como toda divisão de PG* é mesmo Paranormal*,
espiritual.
Nenhuma energia fisica,
por mais
disfarçada que esteja com o mero nome de psíquica,
tem as características do espiritual. E em PG* não há Agente* ou
Emissor*,
propriamente ditos, senão
unicamente
Percipiente*.
ENGRAN. Termo da
Cientotologia*, na
sua coleção de disparates, para designar uma dolorosa imagem
mental que seria
resultado do sofrimento numa Reencarnação* (?) anterior.
ENOQUE,
Livro de. Em
Demonologia* é preciso
aludir a este livro Apócrifo*. Trata-se na realidade de uma
coletânea de lendas
judaicas realizada cerca do século II a.C. É neste livro que se
perpetua a
lenda da
guerra de anjos, Mito* em que os judeus transformaram o
Mito* pagão de
guerra de deuses (?).
ENSINAMENTOS. Entre as
pretendidas
Comunicações* recebidas através da Mediunidade* (?), há algumas
que pretendem
ser originais como código de ética para os seres humanos. Pregam
uma doutrina
de amor, de pessoal responsabilidade para qualquer descuido dos
nossos
semelhantes, a supressão dos temores à
morte e ao castigo, etc.
Trata-se de normas
morais evidentemente
tomadas do Cristianismo, inclusive contraditoriamente falando de
Evangelho e
até de Divino Mestre, sendo que o Espiritismo* não aceita o
conjunto principal
da doutrina do Evangelho (Sacramentos, Redenção, Trabnscendência
eterna, etc.)
nem, seu fundamento, a divindade de Jesus Cristo.
ENTIDADE. Assim chamam
uma suposta Personalidade
Desencarnada* (?). Como se um Espírito* sem corpo pudesse
ser uma
personalidade ou pessoa humana, agir ou mesmo existir!
EPD. Sigla de Efeito* PSI
Diferencial.
EPIFANISMO. Nome
proposto por Bret para
substituir o termo Aparição* em qualquer uma das suas
modalidades. Mas a
proposta não teve êxito, sendo preferível segundo os casos os
termos
Alucinação*, Visões* Religiosas, Aparições* (de Jesus
Ressuscitado), Aporte*,
Fantasmogênese*, etc.
EPIFENOMENALISMO. Preconceito
Materialista*
incutido por Lavagem* Cerebral trisecular, segundo o qual a
inteligência, as
idéias, as abstrações, etc.
seriam mero
resultante de processos físicos neurais. Nada teriam a ver com
Alma* espiritual,
que não haveria segundo esse absurdo preconceito e total
ignorância filosófica,
muito freqüente entre
os “cientistas” de
hoje.
EPÍFISE. Corpo
oblongo e
arredondado, de 6 a 8 mm de comprimento, de uma cor avermelhada escura, que está
ligada à parte posterior do
terceiro ventrículo do cérebro.
Recebeu
o nome do grego epi =
sobre e fisis = corpo,
por se
crer que não passava de um prolongamento do cérebro.
Tem
seu interesse em Parapsicologia* porque certos ramos do
Ocultismo, sem
prova alguma, constituíram-na sé da faculdade PG*. Alguns,
carregados de
Esoterismo*, pretenderam relaciona-la com
um mítico Terceiro Olho* (?).
EPILEPSIA. Aplica-se em
geral às
perturbações nervosas caracterizadas por crises nas que surge
subitamente perda
da Consciência* acompanhada de convulsões.
Na época da
Bruxaria* e hoje em ambiente de
Movimentos Pentecostais*, no Espiritismo*, etc. tais
manifestações, quer
realmente epilépticas quer Histéricas*, idênticas ou parecidas,
são
supersticiosamente interpretadas como Possessão* (?),
Incorporação* (?), etc.
EPOPTAS. Designação,
hoje em desuso,
dada pelo Abade Faria* às pessoas muito aptas para à Hipnose*.
EPORTE. Um tipo de
Aporte*, termo
preferível a não ser quando se pretende frisar que é em direção
contrária: que
o objeto sai do local.
ERRATICIDADE
. Tradução do
conceito de
Devachan*, termo preferível fora do Espiritismo* brasileiro.
ERRO
SISTEMÁTICO. Na Escola*
Norte-Americana
designa uma característica que se observa
às vezes em Experiências Quantitativas* de ESP*. Sucede
que o número de
respostas dadas pelo Percipiente* ultrapassa significativamente
as que seriam
de esperar pelo acaso. De modo negativo, mas indica ESP*.
ERTO, Pasquale. Médium* italiano nascido em 1895. A partir de 1922
começou a alcançar
muita notoriedade inclusive entre os melhores pesquisadores como
produtor de
Fenômenos de Tiptologia, Telecinesia*, Fotogênese*, Pirogênese*,
e Psicofonia*
como se fossem vozes dos Controles* Fagal, Incognito, Oreste,
Matteo, Dr.
Alfonso... e até canções da soprano Anna. Deu sessões nada menos
que no IMI* de
Paris e no
“National Laboratory for
Psychical Research” de H. Price* em
Londres, depois em 1923 em Gênova e em Roma perante os
melhores Parapsicólogos*
italianos como Morselli*, Servadio, etc.
Todos os grandes
especialistas ficavam
desconcertados porque sabiam que não podiam ser autênticos esses
Fenômenos
Parafísicos* com Hora* Marcada, mas Erto se sometia a todas as
exigencias
contra a Fraude*... Só depois de anos e dificílimas pesquisas,
por fim em 1924
o IMI* (Gustave Geley*, Paul Heuzé...) conseguiram descobrir as
habilidosíssimas Fraudes*, que o próprio Erto teve que
reconhecer... E o
Médium* Pasquale Erto deixou de fazer sessões de Espiritismo*.
Erto é
considerado como protótipo da habilidade na Fraude*.
ERÚ,
Alejandro. Investigador
de
Parapsicologia* argentino. Na Faculdade de Humanidades de La
Plata obteve o
título de professor de Psicologia e Ciências da Educação. Fez
várias viagens à
Índia e países do Oriente Médio, estudando Fenômenos
Parapsicológicos*, em
especial Pcg* e PG* em geral. Em 1967 fundou em Buenos Aires o
“Instituto
Argentino de Cultura Superior” e foi secretário do “Colégio
Argentino de
Parapsicologia”.
ESCATOLOGIA. Aquelas
seções da Filosofia
e da Teologia que tratam do fim do mundo e do que espera ao
homem na e depois
da morte.
A Escatologia
interessa muito à
Parapsicologia*, por ser o fim do mundo um tema preferido de
várias Seitas* e
de muitos falsos Profetas* e Adivinhos* charlatães; também
porque a Biocinese*
é um estado onde surgem e relacionado com Fenômenos
Parapsicológicos*; e por
fim porque tudo o relacionado com a Sobrevivência* constituí
parte importante
não só das religiões e Seitas*, senão também do Espiritismo* e
todas as outras
espécies de Esoterismo*.
ESCOLAS DE
PARAPSICOLOGIA.
Distinguem-se quatro
principais Escolas de Parapsicologia*, melhor diríamos ramos da
Parapsicologia*
segundo os seus objetos tradicionais ou preferenciais de
investigação,
especialização ou ensino: a Escola Materialista, a Escola
Espiritualista, a
Escola Eclética, e desta surgiu ou dela formando parte a
importantíssima e
imprescindível Escola Teórica. É claro que nos países onde
prevalece cada
Escola, há Parapsicólogos* que seguem os rumos de outra Escola.
A Escola
Materialista era uma das Escolas de Parapsicologia* antes
ou até 1960.
Predominava nos países da antiga “cortina de ferro”: Instituto
de Fisiologia da
Universidade de Leningrado, Centro de Estudos Parapsicológicos
na
Checoslováquia, cátedra e Instituto de Parapsicologia* nas
Universidades de
Moscou e Leningrado, etc... Estudavam exclusivamente os
Fenômenos
Parapsicológicos* que têm uma explicação fisiológica,
fundamentando-se
principalmente nas teses de Paulov*, e davam por suposto que
todos os Fenômenos
Parapsicológicos* tinham que ser EN*. Hoje podemos dizer que a
Escola
Materialista não mais existe, estudam também e admitem os Fenômenos PN*,
integrando-se na Escola
Eclética, não ainda, ou poucos dos seus membros, na Escola
Teórica.
A Escola
Espiritualista ou
Escola
Norte-Americana deveria considerar-se simplesmente como
outro ramo da
Parapsicologia*, mas lamentavelmente seus membros se
caracterizam por ignorar
as outras Escolas e autoconsideram-se os únicos (?)
Parapsicólogos* existentes
no mundo.
Foi iniciada pelo Dr.
McDougal* e
desenvolvida pelo Dr. Rhine* na Universidade Duke*, Durham,
Carolina do Norte.
Entre os pioneiros desta Escola há que citar também os Drs.
Pratt*, Pearce*,
Zener*... e tantos outros, que se dedicaram à investigação na
base de
Experiências Quantitativas*, por estatística matemática, em
laboratório.
O mérito desta Escola é
duplo: 1- pela mesma
metodologia materialista aceita e proclamada como única
(?) científica
pela quase totalidade das universidades de hoje, 2- haver
demonstrado que
existe no homem uma faculdade PN*, extrasensorial, espiritual:
ESP* ( e
pretendidamente também a inexistente PK*). É por isso que também
é chamada
Escola Espiritualista.
A Escola
Norte-Americana é sem dúvida
a mais difundida e conhecida, além de pela
propaganda norte-americana, também precisamente pelo
exclusivismo metodológico
empregado na pesquisa. E por isso deve-se também a ela que a
Parapsicologia*
haja sido reconhecida internacionalmente por muitos cientistas e
instituições científicas
estabelecidas.
Isto é, em vez de
libertar a Parapsicologia*,
como se pretendeu desde sua fundação em 1882, para o estudo os
Casos
Espontâneos* ou provocados, ao menos na intenção dos seguidores do
Espiritismo*, Ocultismo*,
Magia*, etc, muitos ou todos supostamente SN* como eram
considerados antes do
estudo, a Escola Norte-Americana escravizou a sua
Parapsicologia* aos métodos
tradicionais no estudo da matéria e da sua regularidade. Ver
Micro-Parapsicologia.
A Escola Eclética ou Escola
Européia,
junto com a Escola
Teórica que dela
forma parter, é sem dúvidas a melhor Escola, imprescindível, a
verdadeira e
importantíssima Parapsicologia*.
É designada eclética porque os seus corifeus se debruçaram não
só sobre os
Fenômenos EN* como os da Escola Materialista, nem só sobre os
Fenômenos PN*
como os da Escola Espiritualista, senão tanto sobre os Fenômenos
EN* como sobre
os PN* e ainda, desde o inicio, sobre os Fenômenos SN*. Todos os
Fenômenos
Parapsicológicos*, antes e quando a Parapsicologia* começava,
eram considerados
SN*. A pesquisa demonstrou que muitíssimos eram falsamente SN*:
em ambiente de
Espiritismo*, de Demonologia*, de Seitas*, de Curandeirismo*,
etc.; e outros
verdadeiramente SN*: muitos, e só em
ambiente religioso divino. Que observar o ambiente também
pertence à ciência de
observação...
Desde o inicio
seus corifeus souberam
compreender os três tipos de ciência: 1.- A menos importante mas
fundamento de
qualquer outra ciência: ver, observar, experimentar: as ciências
de observação
ou da experiência.
2.- Mais
importante que ver
é o raciocínio,
diferenciar, deduzir... Filosofia. Mas sobre a base da
experiência, se não seria
sofisma e não Filosofia. 3.- E a ciência mais importante, a
Teologia, a palavra
de Iahveh, mas antes pertence às ciências de observação
demonstrar o fato da
Revelação*, do contrário não seria Teologia, senão
invencionices, Superstições*
ou “teologúmena” como depreciativamente dizia o famoso teólogo e
grande
Parapsicólogo* Pe. Karl Rhaner* S. J.
Dadas as peculiares
Características do
Fenômeno* Parapsicológico, muito justamente os membros desta
Escola, por cima
das Experiências Quantitativas* dão preferencia e mais importância às
Experiências Qualitativas* e à
coletânea e análise de Casos Espontâneos*.
Desta Escola Eclética
são todos os pioneiros
da Parapsicologia* inclusive já antes da fundação da SPR*, seguida principalmente
pelos investigadores
europeus, donde surgiu a denominação de Escola Européia.
Há que distinguir e
destacar dentro desta
Escola Eclética ou Européia um grupo de elite, a chamada Escola Teórica. Desenvolve um trabalho
preferentemente de
compilação, revisão, classificação, dedução de conseqüências e
implicações,
etc... das experiências e observações de todas as Escolas e
Parapsicólogos*.
Trabalho fundamental, e
que evita distorções e
erros de interpretação em investigadores que podem ser
excelentes
experimentadores e observadores e, lamentavelmente, também
costumam ser
péssimos filósofos, piores teólogos e de admirável incultura
quando saem da sua
especialidade por vezes limitadíssima.
Nesta Escola
Teórica há nomes tão
importantes como Mirville*, Guénon*, Hodgson*, Heredia*,
Morselli*, Tocquet*,
Thurston*, Omez*, Quevedo*, Kloppenburg*, Roure, Palmés, Zacchi,
Alfano, Silva Melo, etc.,
etc. Homens de admirável cultura global, como é necessário, em
tudo o
relacionado e que interessa
à
Parapsicologia*. Nela há que incluir e destacar
o mestre inigualável
de todos os
Parapsicólogos*, Bento*
XIV.
.
ESCOLA DE
NANCY. Ver Nancy, Escola de.
ESCOLÁSTICA. Sistema de
Filosofia
precisamente chamada escolástica por ser a mãe e mestra de todas
as escolas ou
sistemas filosóficos, ensinada tradicionalmente em todas as
faculdades de
Filosofia durante séculos e por isto também chamada perene, e também chamada clássica
porque ensinava nas aulas (classes). Tem como seus principais
arautos
Aristóteles* e Santo Tomás de Aquino*. Afirma e demonstra que a fé e a razão, ou
com outras palavras a
Teologia com a Filosofia e as ciências de observação não só se
complementam,
senão que estão de tal modo interligadas que uma prescindir da
outra leva
necessariamente a distorções e erros gravíssimos.
Lamentavelmente nestes três e
meio últimos séculos de materialismo isto é frequentissimamente
“esquecido” por
preconceitos na maioria das Universidades, e aí se encontram
imediatamente
outras tantas provas plenas daquela tese.
ESCONJURO
ou CONJURO. Objeto ou
ação no intento
inútil de dominar (?) por Magia* certas forças ou seres
Sobrenaturais* ou
considerados como tais. Ver Feitiço, em Umbanda* e afins termo
preferível, pelo
uso.
ESCOTOGRAFIA. Termo
introduzido por
Felicity Statchered para designar as “impressões dos Espíritos*”
(?) numa placa
ou filme fotográficos sem objeto visível na exposição. A
escotografia pode
surgir com qualquer boa máquina fotográfica ou de filmar, com
luz normal ou com
quaisquer flash ou especiais como infra-vermelhos e outros
(luzes actínicas,
ultravioletas, etc.).
Poderiamos dizer
metaforicamente que é uma “Fotografia do Pensamento”,
e assim de
fato é freqüentemente chamada, apesar da pouca precisão
filosófica de
conceitos.
São muito famosos filmes
e fotografias obtidos
em Experiências Qualitativas* realizadas com Ted Serios*. Ver
Ada Emma
Deane*, entre
outros.
Deve-se ao Ectoplasma*
muito tênue, que o
homem não vê e uma boa máquina fotográfica capta. E mais
raramente à ação da
Telergia*, uma espécie de Pneumografia* sobre o filme ou placa.
A
Micro-Parapsicologia* geralmente nega o
fato e em último caso o quer explicar pela inexistente PK*. Na
realidade,
porém, o objeto que aparecerá na
“Psicofotografia”
sempre está a pouca
distância do Psíquico*, nunca
pode ser a
mais de 50m. de distância.
Mas a história da
escotografia está cheia de
Fraude* inclusive por Médiuns* profissionais do engano: dupla
exposição,
ativação das imagens com luz ultravioleta, etc.
ESCRITA EM
ARDÓSIAS. Um tipo
clássico de
Criptografia*, termo preferível.
ESCRITA
AUTOMÁTICA. Ver
Psicografia, termo
preferível.
ESCRITA
DIRETA. Ver
Pneumografia, termo
preferível.
ESCRITURAS. Os escritos
considerados
fundamentais por cada religião. São, por antonomásia, os
escritos incluídos na
Bíblia*.
As religiões e
Seitas* e suas imitações
grosseiras como o Espiritismo*, Cientologia* etc. consideram
sagradas suas
escrituras fundamentais, precisamente
por
considerá-las fruto de Revelação*. Há bem mais de 11.000
doutrinas que se
dizem reveladas. Evidentemente que duas
doutrinas diferentes e inclusive contraditórias não podem
ser ambas fruto
de autêntica Revelação*. Evidentemente também, pertence às
ciências de
observação, isto é, à Parapsicologia*, diferenciar o fato da
verdadeira
Revelação* divina, verdadeiramente fundamentado nos Fenômenos
SN*, em
contraposição às invenções humanas.
ESCRITA
FAC-SIMILE. Ver
Fac-símile, Escrita.
ESCULÁPIO
ou ASCLÉPIO. Na
Mitologia*
greco-romana, filho
do deus-profeta (?)
Apolo, era o deus-curador (?) por excelência. Os seus templos
mais famosos eram
os de Epidauro e de Pérgamo.
ESDAILLE,
James (1808-1859). Médico
escocês. Formou-se
em 1830 na Universidade de Edimburgo e foi contratado pela “East
Indian
Company” para exercer a sua profissão no Oriente.
Dirigiu o “Hospital
Mesmérico” de Calcutá. Aí
dedicou-se à aplicação do Hipnotismo* na Medicina, e deu
categoria científica à
Anestesia durante a Hipnose* ou Hipnoanestesia*.tendo realizado
numerosas
intervenções cirúrgicas sob Hipnose*. De 1845 a 1849 efetuou
milhares de
cirurgias menores e mais de trezentas grandes intervenções
cirurgicas,
utilizando unicamente a Hipnose* para obter a Analgesia*.
utilizando unicamente
a Hipnose* para obter a Analgesia*. Dá conta da sua técnica e
pesquisas em “Mesmerism
in India and its Application in
Surgery and Medicine”, Londres, 1847 - “Natural and Mesmeric
Clairvoyance”,
Londres, 1852.
Foi perseguido pelos
médicos
tradicionalistas, que lhe amarguraram a existência. O colégio
dos médicos
proibiu-lhe a utilização das técnicas de Hipnose* e cerrou-lhe o
hospital.
Morreu amargurado na Escócia, para onde voltara.
ESFERAS . Seriam no
Astral* (?) os
diversos Planos* sucessivos na evolução (?) do Espírito* (?),
que se seguiriam
a cada Desencarnação* (?).
ESOTERISMO. Ver
Ocultismo.
ESP.
Sigla correspondente a Extra-Sensory
Perception, expressão que Rhine* adotou do
“Aussersinnliche Wahrnrhmeg” de
Pagensteemer. Pretende ser sinônimo de PG*, na realidade só
deveria aplicar-se
a aqueles aspectos de PG* que podem surgir até em laboratório em
Experiências
Quantitativas*. A Escola* Norte-Americana só demonstrou o
aspecto menos
parapsicológico de PG*, muito mais ampla e complexa, cujas
verdadeiras
características eles na realidade desconhecem. E assim
erradamente na prática
aplicam o termo a todos os Fenômenos Parapsíquicos* de que têm
notícia: “É o
conhecimento de qualquer coisa exterior
a nós adquirido sem o uso dos sentidos” comuns, diz Rhine* com
incrível
imprecisão na prática, pois nem suspeita do HIP*, do Talento* do
Inconsciente,
da Xenoglossia*..., falam até de ESP em animais! Ver AMPSI.
Dividem-na, com
respeito ao objeto, em PT*,
PC* e GESP*; e com respeito ao tempo só destacam Pcg*,
“esquecendo” SC* e RC*,
como ignoram outras divisões de PG*.
Não se referindo a
essas pesquisas da
Micro-Parapsicologia*, em vez de ESP* é preferível PG*, termo
oficializado no
Congresso Internacional de Utrech*, 1953. Mas como de hábito na
Escola*
Norte-Americana, como se só existissem eles no mundo, nem
“tomaram conhecimento”
e continuaram usando ESP em vez
de PG*.
ESP,
precisamente por ser um aspecto de
PG*, é extrasensorial, espiritual, PN*, prescinde do tempo, da
distância, dos
obstáculos... É necessário, porém, precisar contra a Escola*
Espiritualista que
esse prescindir é onde houver Relação* Psíquica., dentro do
Prazo* Existencial,
não Fora* da Terra.
Consagrada pelo
uso na Escola*
Norte-Americana, a sigla é preferível, salvo em circunstancias
particulares que
então façam conveniente a expressão por extenso.
ESPECTRO. Na
mentalidade do
Espiritismo* e de outros ramos do Esoterismo*, assim se chama
impropriamente o
que na realidade é uma Alucinação*. Não se aplicaria
propriamente o termo a
esses outros casos de determinadas manifesatações de
Ectoplasmia* ou
Fantasmogênese*. Sempre contraditoriamente,
no primeiro caso seria visível mas impalpável (?), e nos
outros casos
representa o Espírito* (?) como corporal (!).
ESPECULÁRIOS. Nome dado no
século XVI aos
que usavam como Mancia* a Bola* de Cristal.
ESPERANCE,
Elisabeth d’. Ver
D’Esperance,
Elisabeth.
ESPIRITISMO.
Também
conhecido indevida e
intencionalmente por Espiritualismo*, para confundi-lo com o
Cristianismo e
outras religiões.
O termo Espiritismo
foi criado por
Allan Kardec* para representar um
conjunto de “doutrina. nova” (?). Pelo contrário, porém, desde
os tempos mais
selvagens houve alguns grupos que acreditavam na intervenção e
Comunicação* dos
Espíritos* (?) dos mortos.
Em nova
contradição, o Espiritismo pretende
ser científico, isto é, doutrina tirada da análise dos fatos do
nosso mundo
observável, mas afirma haver-se recebido por Revelação* (?) dos
Espíritos* (?)
dos mortos mais evoluídos (?) ou superiores.
Essa “nova”
doutrina ou o movimento Espírita
moderno teve o seu berço na
cidade de Hydesville, estado de Nova Iorque, em Norte América, a
meados do
século XIX, precisamente
no dia 31 de
março de 1848, pela “brincadeira” das Irmãs Fox*. O Espiritismo
chegou ao Brasil
pouco mais tarde, em 1857.
Quando Hippolyte Lyon
Denizard Rivail, em
França, estudou os Fenômenos Parapsicológicos* difundidos após
as Irmãs Fox*,
publicou sob o pseudônimo de Allan Kardec* um livro em que
reuniu as suas
teorias sobre o Espiritismo. Segundo essa doutrina todos os
Espíritos* (?) dos
mortos poderiam, mas principalmente os menos evoluídos (?) e
mais traquinas e
mais hábeis mentirosos são os que com mais freqüência e
facilidade se
Comunicariam* (?) com os vivos, servindo-se dos Médiuns*.
Mesmo hoje há
muitas e muitas “Seitas*” de
Espiritismo com divergências doutrinais imensas, apesar de todas
pretenderem
haver recebido a doutrina por Revelação*
dos Espíritos* (?) superiores... As divergências são
inclusive no tema
que para os Kardecistas
é
fundamental: numerosas correntes espíritas não aceitam a
Reencarnação*,
nomeadamente a maioria das anglo-saxônicas, capitaneadas por
Andrew Jackson
Davis*, pelo que seus seguidores são chamados Davinianos.
Depois no Brasil o
Espiritismo misturou-se
ainda mais em incrível sincretismo com o
Catolicismo e com diversos Cultos
Afro-Brasileiros, dando origem a várias correntes
espíritas divergentes,
entre as quais se destacam a Umbanda* ou
Macumba e o Candomblé*.
Ver Mesa
Branca.
A Parapsicologia*
nasceu precisamente para o
estudo dos prodígios do Espiritismo. Em relação aos Fenômenos
Parapsicológicos*
inicialmente houve confusão entre a realidade dos fatos
e a interpretação
espírita. Até que pouco a pouco se demonstrou a existência
dos Fenômenos
Parapsicológicos* e se arrasou completamente a Supersticão* da interpretação
espírita ou. a pretendida Comunicação*.
Concomitantemente e
consequentemente a
Parapsicologia* também arrasou completamente com uma grande
parte dos
Ensinamentos* do Espiritismo em praticamente tudo o que não
tenha sido copiado
do Catolicismo. Ver Revelação.
ESPÍRITO. Apesar de
todo o
Espiritismo* e outros ramos de Esoterismo* rodopiarem em torno
dos Espíritos
(?) dos mortos, na realidade não existe Alma* humana separada
do seu
corpo. Como não há Alma*, ou principio de vida
ou vida, dos
animais ou das
plantas separada do corpo que anima.
Em nenhum dos três
tipos de ciência é
admissível o disparate de Almas* humanas separadas, Espíritos
humanos
Desencarnados* (?). 1) Nas ciências de observação como a
Fisiologia, Biologia,
Medicina etc. está sobejamente demonstrado que “não há ação sem
órgão”. 2) Em
Filosofia clássica, perene, é indiscutível que “actiones sunt
suppossitorum”
= “toda ação é do
conjunto” corpo-Alma*,
como se fosse uma coisa só. 3) e na Teologia está fora de
discussão aquela
proclamação já feita no primeiro Concilio Ecumênico da História,
o 1o. de
Nicéia, quando não havia ainda separação de católicos,
protestantes e
cismáticos, todos aceitavam a definição dogmática de que a Alma*
ou Espírito
humano sem corpo nem agiria nem existiria. E em outros aspectos
análogos,
também é indiscutível nos três tipos de ciência que não há
preexistência da
Alma* nem Encarnação* da Alma*, senão “traducionismo” =
transmissão da vida,
geração do homem inteiro; e não há Desencarnação* senão
Ressurreição* do homem
inteiro.
Define-se como Espirito Puro ou Puro
Espírito aqueles seres como
Deus*, Anjos*...,
que são absolutamente
não-materiais, espirituais, que em sua constituição e no seu
agir independem
absolutamente de qualquer corpo ou matéria.
A Alma* humana, por
tanto, apesar de
intrinsecamente Espíritual,
não
enquadra na definição de Puro
Espírito
porque o Espírito humano extrinsecamente depende do corpo. Sem
corpo nem agiria
nem existiria. Espírito e corpo humanos distinguem-se, mas sem
separação
possível, formam uma unidade, um único ser, um corpo animado.
Espírito de Cristo. Absurdo
monstruoso do
Espiritismo e outras classes de Esoterismo* que afirmam que o
Espírito* (?)
Desencarnado (?) de Cristo, a quem negam a divindade, haveria
continuado a agir
no nosso mundo, como outros Espíritos* (?)
de mortos, através de muitosMédiuns*. Ou
mesmo através da Reencarnação* (?) em “grandes mestres”
(?) de
Esoterismo*.
Espírito
Supremo. Ver Deus.
Espíritos das
Regiões Celestiais. Ver
Potestades.
ESPIRITOIDES. Termo
introduzido por
Boirac*, Lombroso*, Flournoy*, etc. referindo-se um tanto
depreciativamente às
Comunicações* e Fenômenos Parapsicológicos* cacarejados pelo
Espíritismo*, mas
que na realidade provêm de faculdades do próprio homem vivo e
que por
Prosopopéia* aparecem dramatizadas e personalizados como se
fossem de
Espíritos* (?) de mortos. No termo frisa-se precisamente esse
erro da
interpretação dos espíritas.
ESPIRITUALISMO. Termo que
nos países de
tradição anglo-saxônica geralmente, mas também nos países
latinos, os espíritas
abusivamente reservam para o Espiritismo*.
Redução muito errada.
Na realidade são Espiritualistas
todas as religiões, e
mesmo todos os sistemas filosóficos, salvo poucas
pseudofilosofias
Materialistas* por puro preconceito. Espiritualistas porque
todos reconhecem no
homem junto com o corpo material a Alma* espiritual, não porque
acreditem na
intervenção dos Espíritos* (?).
Kardec* e os
seus seguidores originais
usavam o termo espiritistas
para se
designar a si próprios. Foi o professor Pierat que empregou a
palavra espiritualistas
e Espiritualismo para designar a parte mais culta,
ou menos inculta,
dos espíritas, os que repudiam a doutrina da Reencarnação*,
absurdo este
imposto “dogmaticamente” por Kardec*. Posteriormente também os
Kardecistas*
adotaram os termos Espiritualismo
e espiritualistas.
ESPONTÂNEOS,
Casos. Não se impôs
pelo uso
nenhum termo técnico, porque S Case,
do inglês “spontaneous case”, na realidade não é termo técnico e
não é tirado
do grego como é praxe, e além do mais é usado pela
Micro-Parapsicologia* com
desprezo muito indevido. Tradução por tradução, fora da Escola*
Norte-Americana, é preferível o termo Caso
Espontâneo ou equivalente em cada língua.
Como o próprio nome
indica são Casos Espontâneos,
acontecidos fora de todo
intento de intervenção pelos cientistas, fora das Experiências
Quantitativas* e
inclusive fora das Experiências Qualitativas*.
Dadas as
Características dos Fenômenos
Parapsicológicos*, a análise de Casos Espontâneos desde o inicio
da
Parapsicologia* é considerada de especial importância. Se é
importante em toda
ciência de comportamento, muito
mais em
Parapsicologia*. Talvez o único, ao menos o melhor meio de
chegar a saber todas
as circunstâncias e caracteres dos Fenômenos Parapsicológicos* é
analisá-los em
coletâneas de Casos
Espontâneos. Mesmo em Experiências Qualitativas* deve deixar-se
o Psíquico* no
seu ambiente, na sua espontaneidade, tanto quanto a capacidade
de observação o
permita, para não influenciar e modificar. Como se compara na
Escola* Teórica,
“não se estuda num laboratório a conduta, os hábitos, costumes,
instintos,
tendências... de um tigre, senão no seu hábitat natural sem que
nem sequer
fareje os observadores”.
ESQUIZOFRENIA. É o termo
usado para um
grupo de doenças, apresentando sintomas mentais característicos
que levam à
Divisão* da Personalidade. É uma forma de loucura. A diferença
com o Transe* e
com a Hipnose* e similares consiste na marcada deterioração
mental, e o doente
de esquizofrenia não consegue voltar ao estado normal.
ESTATUVOLÊNCIA. Ver
Auto-hipnose, termo
preferível.
ESTENÔMETRO. Ver
Biômetro.
ESTIGMAS. Em Medicina,
úlceras,
chagas, ferimentos, queimaduras, bolhas, vesicações, etc. que
surgem sem
instrumentos ou causas normais externas. Fala-se também de Estigmas Invisíveis:
Fenômeno* doloroso que se produz nas partes estigmatizáveis, mas
sem a presença
visível de feridas físicas.
O termo Estigmas
reserva-se geralmente a marcas especificamente religiosas.
Os Estigmas
dos cristãos representam sobretudo as feridas
de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto que os Místicos*
(?) Maometanos*
lembram os ferimentos de guerra de Maomé*, e assim por diante.
Surgem
preferentemente em determinadas datas religiosas.
Na História das
Religiões geralmente os
estigmas foram e são considerados, erradamente, como Milagres*,
provocando
grande admiração. Como exemnplos destacados modernos Ver
Neumann, Teresa; e
Pio, Padre.
Na realidade, os
estigmas são simplesmente um
aspecto da Dermografia*, Fenômeno EN*, marcas imitativas
produzidas por
Ideoplastia* da Auto-Sugestão*. Somatização. Histeria*.
Experimentalmente com
determinados Psíquicos* podem ser
provocados por Hetero-Sugestão*, e podem produzir-se marcas de qualquer
tipo, nada tendo a ver com
símbolos religiosos.
Estigmas do Diabo, “stigmata
diaboli”, assim
os inquisidores denominavam certas manchas na pele, que lhes
pareciam
especiais. De nascença ou por Dermografia*. Ou mesmo certas
áreas do corpo
indoloras em determinados momentos, interpretando-as como
marcas, visíveis ou
secretas, com as quais o Diabo* (?) marcaria suas Bruxas* (?)
com a mesma finalidade
que é marcado o gado...
Na realidade tanto
esses pontos de Analgesia*
como aquelas Dermografias* são efeitos da Histeria*. Inclusive
certas marcas de
nascença podem ser efeito de Dermografia* provocada pela mãe no
feto.
ESTOICISMO. Um rigoroso
sistema
filosófico que se desenvolveu com Zenão e Crisipo (340-342
a.C.). Identificaram
a divindade com o
universo, como no
Budismo*.
Pouco a pouco a
reflexão e o estudo os fez
superar esse grande e contraditório erro de identificar o
Criador com a
criatura, etc, próprio do Panteísmo* ou Monismo*, e foram
evoluindo ao
monoteísmo: primeiro o fogo, logo o ar, natureza, razão e
destino, foi uma
gradação desde o Panteísmo* até o Deus* transcendente,
propriamente dito, que
chamaram Zeus. E
compreenderam que a
Alma* é espiritual e portanto indestrutível.
Ensinavam a irmandade
universal como um
dever, não como amor ou boa
vontade.
Concebiam a divindade como austera, exigente, e não paternal,
donde pregavam um
autodomínio exagerado. É por
isso que o
termo estoicismo hoje
equivale a
“indiferença” perante a dor.
ESTRELA DE
ORIENTE, Ordem
da. Ver
Krishnamurti, Jiddu.
ESTROBACIA. Ver
Levitação, termo
preferível.
ETÉREO,
Mundo e Corpo . Ver Planos e
Astral.
ET. Ver OVNI.
ETP. Na
Micro-Parapsicologia*, sigla de alguns “fanáticos” das siglas,
que frisa que a
ESP* prescinde do tempo: “Extra Temporal Perception”, ou PET nas línguas latinas. Siglas
absolutamente desnecessárias e de pouco uso inclusive dentro
da
Micro-Parapsicologia*.
EUDAIMONIA. Do grego eu = bom e daimonia = coisas divinas: coisas dos bons deuses
(?), estado de
plena satisfação, toda a
consciência plena de felicidade.
EVA C. Abreviatura
pela que é mais conhecida.
Seu verdadeiro nome
era Marthe Béraud. Usou também os
pseudônimos Eva
Carrière e,
menos freqüente, Rosa
Dupont.
Nasceu em 1886 e
foi uma das Médiuns* mais
desconcertantes... e habilidosas.
Sua fama comecou à
idade de 16 anos...
Um grupo de
Médiuns* trabalhava com o
general Noël e sua esposa “Carmencita”, primeiro em Tarbes até
1901 e
principalmente depois durante longos anos na “Villa Carmen”, em
Algeciras.
Carmencita, espírita fanática e alem do mais drogadicta..., era
quem organizava
as sessões de Fantasmogênese* com uma caterva de Mediuns*: a
quiromante*
professional Ninon, o comediante Kursaal, a cozinheira Manuela,
a arrumadeira
Zina, o cocheiro Areski, as senhoritas Aïscha, Aimée Bex, Végé,
Louise, Maïa,
Pola..., e as senhotras Vicenta García, Léone, Végé, etc. etc. E
foi a este
grupo que se acrescentou como grande vedete Marta Beraud,
prometida do filho do
General Noël, e ela mesma filha de um sub-oficial retirado. Como
vedette
daquele absurdo e treinado grupo, Marta Beraud iniciou sua vida
de Médium* com
as suas Transfiguraçoes* na provocante e semi-nua Bergolia; e na
“carinhosa e
encantadora” Phygia, “mocinha de 20 anos, loura, adoravel”, que
beijava e
abraçava “calurosamente” os homens presentes; no barbado
sacerdote hindu
Bien-Boa, que se faria famosíssimo após as pesquisas de Richet*
em 1905; e um Entidade*
Astral* (?), ancião Branhauban.
Posterkiormente, a
partir de 1909, sob o nome
de Eva C. submeteu-se a Experiencias Qualitativas* de
Ecto-colo-plasmia* sob a
direção da Sra. Bisson*,
e
posteriormente submeteu-se a mais Experiencias Qualitativas*
perante os
melhores especialistas e nos centros de pesquisa mais renomados.
Sem dúvidas as
Transfigurações* apresentadas
por Marthe Beraud ou Eva Carrìère foram geralmente Faudes*. Ela
mesma o
reconheceu e monstrou pormenorizadamente. Foram feitas para
agradar à “general,
que é uma pobre desequilibrada que tem necessidade do seu
fantasma”. Tudo
indica também que Eva C. freqüentemente usava habil regurgitação
para simular
as Ecto-colo-plasmias*, Mas..., alguma Transfiguração* ou ao
menos
Fantasmogênese* surpressivamente, espontânea, e não tão
raramente varios casos
de Ecto-colo-plasmia* foram com certeza autenticamente Fenômenos
Parapsicológicos*. Neste sentido e com esta redução convenceu centros de pesquisa
como o IMI* e a SPR*, e
pesquisadores experientes e de gabarito, alem da Sra. Bisson* e
Schrenck-Notzing*, como Richet*, Le Vesme*, Geley*, Maxwell*,
Fontenay*,
Chevreul, Sage, Jeanson, etc., para não citar Delanne*, dado que
seus
preconceitos e fanatismo pelo Espiritismo* tiram-lhe
confiabilidade.
EVERITT,
Sra. Thomas
(1825-1915).
Foi a primeira Médium* não profissional
que produziu na Inglaterra Psicofonia*, notável pela
altura das vozes.
Na Pneumografia* conseguiu também
extraordinária velocidade em traçar as letras. Sir
William Crookes* e
Sergeat Cox estudaram-na repetidas vezes em Experiências
Qualitativas*.
Convenceu da autenticidade dos seus Fenômenos Parapsicológicos*
algumas das
mentalidades mais renitentes do seu tempo.
EVESTRUM. Ver
Perispírito.
EVOCAÇÃO. É a pretensão
do
Espiritismo* de obter, ou do Ocultismo* e Magia* de forçar, que
os Espíritos*
(?) dos mortos, ou as Potestades*, Demônios* ou quaisquer outros
seres de
“outro mundo”, reais ou Míticos*, intervenham no nosso
mundo.Prática
antiquissima. Ver, por exemplo, Tertuliano.
Completa decepção,
impossível, heresia. Ver
também Identidade, Prova de. Não confundir com Invocação*.
EXCEDENTÁRIO,
Fracasso. Termo da
Escola*
Norte-Americana. Ver Falha de Psi, termo preferível.
EXISTENCIALISMO. Moderna e
falsa Filosofia
pessimista, que dá ênfase ao ponto de vista de que a existência
humana carece
por completo de significado e de valor.
O seu iniciador teria sido o filósofo dinamarquês
Kierkegard (1813-1855),
sendo um dos seus maiores expoentes o filósofo e escritor
francês contemporâneo
Jean-Paul Sartre.
Quem há abafado o
Transconsciente* ou perdeu
de vista que neste mundo estamos de passagem caminho da
eternidade,
precisamente por sair da realidade perde o sentido da vida.
EXORCISMO. Rito
específico antigo no
Cristianismo, surgido da errada crença na Possessão* por algum
Demônio* (?).
Hoje no Catolicismo está suprimida o ordenação de exorcista, o rito do exorcismo foi retirado do
ritual e está
proibida a administração de qualquer tipo de exorcismos. Embora
no Código de
Direito Canônico esteja prevista alguma possibilidade de que o
bispo, sempre
seguindo o ditame dos especialistas científicos, possa
autorizá-los em algum
caso especial. Porque a Igreja e os teólogos na interpretação de
fatos não podem se
adiantar à ciência, e ainda são
poucos entre eles os que conhecem Parapsicologia* profundamente
e ainda menos
neste tema concreto. E pelo contrário são muitos os que têm a
Superstição* de
acreditar que o Demônio (?) pode fazer Milagres* e que há
Providencia*
demoníaca (!?).Ver Demonologia.
Por extensão do rito
de exorcismos, também
chama-se exorcismo, impropriamente, qualquer invocação, fórmula
especial ou
operação de Magia* com a supersticiosa pretensão de expulsar os
Demônios* (?)
ou quaisquer outras
perversas Entidades
(?) ou forças negativas (?) que tomariam posse ou estariam a
prejudicar as
pessoas, animais ou lugares. Freqüentemente estes “exorcismos”
apelam para a
violência. Ver também Eletrochoque.
EXOTERISMO. Usa-se para
frisar o
contrário de Esoterismo ou Ocultismo*.
EXPERIÊNCIA PERTO DA MORTE.
Ver NDE.
EXPERIMENTAIS,
Fenômenos. Expressão
simples e lógica,
perfeitamente compreensível. E evidentemente preferível à
abreviação Fenômenos
E, ou E Fenômenos, derivada da expressão inglesa equivalente,
usada pela
Escola* Norte-Americana.
Nem se deve
restringir a abrangência da
expressão Fenômenos Experimentais
às
Experiências Quantitativas* em laboratório somente, como
pretende a
Micro-Parapsicologia*. É experimental
ou
empírico tudo o que se tire da experiência, da observação, mesmo
que sejam
Experiências Qualitativas* ou mesmo Casos Espontâneos*. Mesmo um
único caso bem
observado é um Fenômeno Experimenta
que pode dar
uma certeza absoluta, o que nunca ou
muito dificilmente é expressado pela estatística...
ÊXTASE. Literalmente
significa estar fora de
si próprio. Estado
psico-físico de absoluta concentração, completamente alheio a
tudo o que
aconteça ao seu redor ou que se faça com seu corpo. É uma
experiência própria
de alguns grandes Místicos*. Os êxtases religiosos estão bem
documentados nas
vidas de muitos santos católicos, e também em alguns Místicos*
de outras
religiões. É claro que nesse Transe* podem surgir diversos
outros Fenômenos
Parapsicológicos*, como Pcg*, Dermografia*, etc, e inclusive
Levitação*.
É contraditório
atribuir a Deus* esse
prejudicar o organismo. E por outra parte o natural não reage ao
Sobrenatural*:
o êxtase não pode, portanto, ser efeito orgânico da contemplação
de Deus*... Na
realidade trata-se de efeito natural da grande emotividade,
Histeria*, mesmo em
pessoas que, fora desses momentos, são bem equilibradas.
Ver também
Pitiatismo. Não confundir com
Eudaimonia*.
Em Psiquiatria, com
pessoas desequilibradas
torna-se por vezes difícil fazer a distinção entre uma
experiência
esquizofrênica e uma alteração do humor que ocorre numa doença
maníaco-depressiva. O êxtase em resposta a vozes por Alucinação*
ou Visões*
será normalmente de origem esquizofrênica. Haverá que excluir
sempre a
influência de drogas, tais como a heroína e o LSD.
EXTERIORIZAÇÃO
DO DUPLO. Ver Astral,
Projeção.
EXTERIORIZAÇÃO
DA
SENSIBILIDADE.
Transporte das funções sensoriais para fora do corpo. Assim a
definia seu
propugnador, A. de Rochas*. Descoberta pelo Dr. Paul Joire* em
1892.
Fenômeno* posto em
dúvida e negado a
partir de Charles Richet*, que suspeitara não ser mais do que
efeito da
Sugestão*.
Na realidade pode ser
também efeito da
Hiperestesia e, eventualmente, efeito concomitante da
exteriorização da
Telergia* ou de tênue Ectoplasma* invisível, dando a impressão
que houve uma
exteriorização da sensibilidade isolando-se do corpo. Ver OBE.
EXTRACORPÓREA,
EXPERIÊNCIA;
ou EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO. Ver OBE.
EXTRAGRAFIA. Ver
Escotografia, termo
preferível.
EXTRA-LÚCIDO. Termo em
desuso. Ver
Metagnomo, termo preferível.
EXTRANORMAL.
Ver EN, a
sigla é
preferível.
EXTRANORMAL-PARANORMAL,
Fenômeno.
Ver EN-PN, Fenômeno.
EXTRASENSORY
PERCEPTION ou
PERCEPÇÃO EXTRASENSORIAL. Ver ESP.
EXTRATERRESTRE.
Ver OVNI.
EXÚS. Ver
Potestades.
EXUDAÇÃO
HEMÁTICA. Suor de
sangue, ou efusão
de sangue através dos poros, sem feridas, indicio de imenso
sofrimento
psicológico. Algumas mães têm suado sangue presenciando
impotentes situações
horrivelmente dramáticas dos seus filhinhos. Jesus, prevendo a
Paixão, “cheio
de angústia orava... e o suor se lhe tornou semelhante a
espessas gotas de
sangue que caiam por terra” (Lc 22, 44). Muitos
Místicos revivendo
a do Senhor
tiveram também exudação hemática ou Aporte* de sangue, inclusive
como se
chorassem sangue. Ver também Hematogramas.
-
F -
FAC-SÍMILE,
Escrita, ou
PSICOGRAFIA FAC-SÍMILE. Algumas reproduções impressionantes, embora curtas, da
letra e
inclusive da assinatura de gente famosa foram executadas por
Psicografia*.
Talvez o caso mais notável foi a imitação da assinatura e letra
de Oscar Wilde
por intermédio do Médium* Hester Dowden.
Mas deve levar-se em
consideração, por uma
parte, para evitar enganos, que são muitos os “falsários” que
conscientemente,
por exercício e habilidade, chegam a imitar qualquer tipo de
letra e assinatura
com só vê-las uma vez. E, por outra parte, a letra e assinatura
espontânea
dependem de reflexos e hábitos orgânicos; portanto a
interpretação espírita
da Escrita Fac-símile é total contradição. Em todo caso basta
para a explicação
as qualidades e o Talento* do Inconsciente agindo com seu
próprio
organismo.
FACULDADE
X. Wilson Colin
pretende sem
motivo introduzir mais este neologismo, definindo-o como “a
capacidade de
apreender a realidade de outros tempos e lugares, esse poder latente que
têm os seres humanos
de alcançar além do presente”. Como se não existissem já
os termos Pcg*
e RC*...
FADAS. Ver
Potestades, mas as Fadas
seriam só de sexo feminino e belíssimas.
FALHA DE
PSI. O mesmo que
o chamado Fracasso
Excedentário* nas Experiências
Quantitativas* da Micro-Parapsicologia*: tendência que leva os
sujeitos que
tenham qualquer espécie de aversão ou descrença de ESP* ou PK*
(?), os chamados
Cabras*, a obterem um resultado inferior ao esperado pelas leis
estatísticas.
Na realidade as pessoas qualificadas como Cabras* “mobilizam” as
suas
faculdades para obter tais resultados.
É claro que o
mesmo efeito pode observar-se
em Experiências Qualitativas* e na análise de Casos
Espontâneos*. E não só nas
manifestações de PSI*, senão também nas manifestações de
Telergia* e
Ectoplasma*.
FALO.
Representação do pênis,
utilizada muitas vezes como objeto de veneração aos deuses (?)
ou Elementares*
(?) ou Demonios* (?)... da
sexualidade em
cultos antigos. Particularmente no culto Dionisíaco da Grécia e
Roma antigas,
culto ainda hoje existente em algumas localidades do Japão.
Existem outros muitos
cultos semelhantes. E
algo parecido é o Mito* do Exú* (?) feminino Pomba Gira na
Umbanda* brasileira.
FALSIFICAÇÃO
RETROSPECTIVA. Ver
Paremnésia, termo
preferível.
FAMILIAR. Termo muito
empregado na
Bruxaria* medieval para indicar aquele determinado Demônio* (?)
que se
constituía em ajudante de uma Bruxa* (?).
É identificado, por vezes, com o gato ou o corvo, formas
que o tal
Demônio* (?) tomaria.
Em contraposição,
Sócrates* e Santa Joana
d’Arc* pretendiam, respectivamente, que uma divindade inferior
(?) e santos os
aconselhavam nas suas emergências. Em Sócrates*, certamente era
seu próprio
Inconsciente*, como já então se compreendeu. Em geral, com Santa
Joana d’Arc*
também, embora em algumas oportunidades possa haver sido Divina
Providência*
Especial.
FANCHER, Mollie (1849-1910). Tuberculosa
desde a
adolescência, tornou-se inválida incurável e ficou retida no
leito durante mais
de trinta anos. Depois
cegou e começou a
sofrer de doenças nervosas. Foi então que se manifestaram
Fenômenos
Parapsicológicos* notáveis e que pelos muitos e valiosos
testemunhos são
indiscutíveis. Vivia num estado análogo à Biocinese*. Tinha
Asonia*, repousando
apenas no Êxtase*. Teve Inédia*
durante quase trinta anos. Manifestações freqüentes de PG*,
descobrindo o que
se passava em terras distantes. Tomava conhecimento do conteúdo
de cartas
fechadas, evidentemente por HD* e HIP*, pois não existe
Criptoscopia*
propriamente dita. Tinha várias modalidades de DOP*: lia pelas
pontas dos dedos
passando a mão rapidamente
sobre as
páginas impressas; era
capaz de
distinguir as cores pelo tato; sendo cega nos olhos conseguia através do alto da
cabeça e da testa ler
centenas de cartas. Etc.
FANTASMA. O termo
exatamente designa
a imagem feita com o Ectoplasma*: Fantasmogênese.
Em representação de uma pessoa, viva ou morta, ou de um animal,
planta ou
coisa, de qualquer ser real ou fictício. Se o “fantasma” é por
Alucinação*,
então melhor seria falar em Visao*.
Diferencia-se
dos conceitos
análogos de Escotografia*, Ectocoloplasmia* e Transfiguração* em
que,
respectivamente, o fantasma parece ter autonomia, é de corpo
inteiro, e diminui
em densidade tanto quanto seja maior o tamanho. É inferior à Bilocação* EN*, OBE* e
Projeção* de PG, e
incomparavelmente inferior à Bilocação* SN* e Ubicuidade*.
Fantasmata
é o nome dado no Ocultismo* a certas “formações
pelo pensamento” que seriam autônomas (?) e capazes de
comunicações (?).
FAQUIR. Palavra
árabe que quer
dizer pobre. Em
princípio, um faquir
é um asceta muçulmano que vive de esmolas.
Não teria nada a
ver, pois, com o
Hinduísmo*. Entretanto designa-se em regra sob o nome de Faquir
o asceta hindu
que busca alcançar a santidade pela contemplação, pelas
mortificações e por
certos exercícios físicos e intelectuais. Possuem, ou pretendem
possuir,
Poderes Parapsicológicos*. Como demonstração exercem domínio
sobre as batidas
do coração e de todas as funções do corpo, obtém a Catalepsia*,
a paragem do
fluxo sangüíneo em algumas veias por alguns minutos... Praticam,
com
freqüência, a própria mortificação e a si mesmos produzem
ferimentos, sendo que
principalmente aplica-se o nome Faquirismo
aos prodígios nesta
área de Analgesia*.
Se bem que muito do que se
ouve sobre Faquirismo seja lenda e Fraude* de charlatões, alguns
praticantes,
inclusive artistas especializados nesta área do Ilusionismo*,
chegam a
dominar notáveis
técnicas. Por exemplo
Mirin Dajo*.
FARAÓ,
Maldição do. Ver
Tutankamon, Maldição
de.
FARIA,
Padre José Custódio
de (1756-1819). Sacerdote português, natural de Goa. Sem marginalizar
seu celo
apostólico e precisamente por ele dedicou-se a um aspecto da
Parapsicologia
então: Investigador do Magnetismo* Animal.
Foi iniciado pelo
Marquês de Puységur*,
discípulo de Mesmer*, nas práticas Magnéticas*, cujo estudo
aprofundou durante
vários anos. A sua primeira aparição pública como Magnetizador*
ocorreu em
1803. Um curso público sobre
“o Sonho*
lúcido”, que realizou em Paris em 1813, deu-lhe notoriedade e
originou grandes
controvérsias.
O “abade” Faria foi o
primeiro observador
científico que realizou Experiências Qualitativas* assentando as
bases de uma
interpretação científica do Magnetismo* Animal como sendo na
realidade
Sugestão* da Hipnose*. Extraiu de todas as suas meticulosas
observações
conceitos filosóficos muito interessantes, que publicou em “De la Cause du
Sommeil au Étude de la Nature
de l’Homme”, Paris, 1819.
FASCINAÇÃO. Domínio
psicológico sobre
uma pessoa, que perde a sua própria volição ou livre vontade.
É uma modalidade
de estado sob Hipnose*. E
recebe esse nome porque antigamente atribuíam-na ao poder (?)
intrínseco do
olhar fixo. Diz-se que as cobras fascinam o passarinho, e ele
pelo medo vai ao
encontro da boca do réptil.
FATALISMO. Igual que Destino e o contrário
de Livre Arbítrio.
Doutrina errada que
afirma que toda a vida e ação do homem é sempre e plenamente
resultante de
diversas influências ou planos externos. O ser humano não teria
liberdade em
nenhum grau. A Astrologia* (?), o Karma (?), as deusas Parcas
(?)... teriam
tecido o Destino (= fatum,
em latim,
donde procede o nome fatalismo) de tudo e de todos.
FATOR-SINAL.
Ver Sinal,
Factor.
FAUSTO
FÉ. A crença em
verdades
Sobrenaturais*, naquilo que não se pode ver nem deduzir
naturalmente, mas que
se aceita pela autoridade de Quem o revelou. Essa crença sem
provas diretas, é
racional quando apoiada nos Fenômenos SN* que confirmam tal
Revelação*; do
contrario seria irracional, infantil, inumana.
A Fé, além de com seu
fundamento ou com seu
preâmbulo racional, os Fenômenos SN*, é também um dom de
Deus*, e
manifesta-se de diversas formas: a firmeza da adesão à doutrina
inclusive até o
martírio, na isenção de crendices e Superstições*, na prática
dos mandamentos,
na convicção do poder divino, etc.
Freqüentemente
aparecem pessoas de
escassíssima formação geral, mesmo que possam ser bons
cientistas em algumas
limitadas especialidades, que confundem miseravelmente essa Fé
Sobrenatural*,
Fé em Deus* e por Deus*, com a “fé”
humana, impropriamente chamada fé: força do pensamento,
convencimento ou
esperança irracional de por supostos poderes naturais alcançar
efeitos
inclusive SN* (!), etc. Ver Curas pela Fe, Curas com Fe, etc.
FEDA. Famoso
Controle* (?) da
senhora Osborne Leonard*. O
Controle*
(?) seria o Espirito* (?) de Feda, uma menina que haveria casado com um dos
antepassados da Médium* na
Índia e que haveria morrido com a idade de 13 anos, em 1800.
FEDERAÇÃO
ESPÍRITA
BRASILEIRA (FEB). Organização fundada em
1883 por
Augusto Elias da Silva (1848-1903) com a finalidade de unificar,
incentivar e
difundir o Espiritismo* no Brasil. Dispõe de uma ampla
Biblioteca (só de
Espiritismo e afins), de um eficiente departamente editorial,
ampla sé
própria chamada,
com a típica intenção
de criar confusão com o Catolicismo, “Casa de Ismael” (o nome
não consiguiu
firma-se amplamente), sala de conferências, etc. Publica a
revista “Reformador”
fundada pelo próprio Silva em 1883, etc.
Como ponto positivo, se fosse
possível isola-lo do
característico disfarce enganador, fundou um Hospital chamado...
“Cristo
Redentor” (!? -título na realidade plenamente incompatível com a
doutrina do
Espiritismo*).
Por outro lado cada estado tem sua
Federação fomenta
e procura coordinar uma especie de filial em cada estado da
nação, ssim a
Dereção Espírita do Estado de São Paulo, Federaµão Espirita de
Minas Gerais,
etc., com suas respetivas sede e revista.
FEDERAÇÃO
ESPÍRITA
INTERNACIONAL (F.E.I.). Fundada em 1913, quase desapareceu, tendo sido
revivificada em 1948.
Tem como objetivo fortalecer o Espiritismo* como movimento
mundial e o fomento
das relações internacionais entre as associações espíritas já
constituídas.
FEDERAÇÃO
FRANCESA DE
PARAPSICOLOGIA. Organismo que engloba quatro grupos franceses que se
dedicam ao estudo
dos Fenômenos Parapsicológicos*. As atividades desta Federação
visam uma
intensificação da pesquisa e difusão da Parapsicologia* na
França, freqüentemente
negligenciada e mesmo desdenhada por preconceitos Materialistas*
nas
Universidades sem nem sequer saber do que se trata.
FEDERATION
UNIVERSELLE DES
ORDES ET SOCIETIES INICIATIQUES (FUDOSI). Com
sé em Bruxelas, em 1934 já
agrupava
14 associações de Esoterismo* que tinham a pretenção de serem
“autênticas
ordens internacionais e históricas”, como as ordens
religiosas...
FEIJÃO, Dr.
Oliveira. Professor da
Universidade
de Lisboa, que estudou a condessa de Castelwich, Médium* que
produzia fortes Tiptologias*
assim como notável Telecinesia*, incluindo o levantamento ou
inclinação de
mesas.
FEITIÇARIA. Em sentido
lato é a prática
da Magia*.
Feiticeiro,
também em
sentido amplo, antigo
sacerdote-mago especialista em Curandeirismo* e em Magia*
cerimonial para
conhecer o futuro, entre os índios norte-americanos.
Em sentido estrito
chama-se Feitiço o
ato ou ritual ou os próprios
objetos utilizados em HP*. Feiticeiro
(a) é qualquer praticante de Magia* que realiza rituais com
intenção de
HP*, como na Macumba* ou Quimbanda brasileiras, no Vudú* do
Haiti, etc.
Cinqüenta anos atrás,
fora do Brasil onde
estava e cada dia está mais difundida, só uns
poucos excêntricos afirmavam praticar a Feitiçaria
tradicional. Hoje, o
culto da Feitiçaria e os que supersticiosamente a temem, estão
em rápida
expansão. Não só. em África, em Brasil, em Haití, em toda
América Latina...,
mas também em qualquer centro urbano da Inglaterra e dos Estados
Unidos.
A antropóloga inglesa
Margaret Murray* no seu
livro “O Culto da Feitiçaria na Europa Ocidental”, Londres,
1921, defende as
seguintes teses básicas: 1. Os julgamentos de Bruxas* no
Renascimento e do fim
da Idade Média não eram simples aberrações intelectuais, mas o
resultado de um
conflito entre o Cristianismo e uma religião anti-cristã
organizada. 2. Essa
religião anti-cristã, baseada na
Feitiçaria, pode remontar aos cultos pré-clássicos da
fertilidade: a deusa (?)
Terra, a grande mãe, e o deus-rei (?) ritualmente assassinado
para assegurar o
bem do seu povo e a fertilidade das suas sementes. 3. Já no
século XVII essa
Feitiçaria e culto anti-cristão mantinha a sua própria
hierarquia religiosa,
festivais, locais sagrados e estrutura peculiar.
Hoje, os especialistas julgam a teoria de
Margaret Murray*
insustentável, entretanto essa teoria exerceu e ainda exerce uma
grande
influência sobre os seguidores do Ocultismo*.
FETICHISMO
ou FEITICISMO. Em
Parapsicologia* designa
a veneração de objetos inanimados, por crença no seu poder de
Magia*.
Em Psicologia designa
a condição
patológica na qual a excitação e a
satisfação sexual são condicionadas pela visão ou pelo contato
com um objeto
pertencente a uma pessoa do sexo oposto. Neste significado
dentro da Psicologia
só interessa na Parapsicologia* que o fetichismo se fomenta em
Satanismo* e em
certos tipos de Iniciação* como, por exemplo, no Candomblé*.
FENÔMENOS
PARAPSICOLÓGICOS. Antes de mais
nada, Ver
Parapsicológicos (Fenômenos, Casos, etc.).
Fenômenos
Parapsicológicos, Características
dos: 1.
Raridade e fugacidade da ocorrência observável.
2. Dificuldade em se repetir o fato à vontade. 3. Caráter
de inesperado
e imprevisível, o que dificulta a preparação do seu registro. 4. Aspecto inteligente
e intencional de tais
Fenômenos Parapsicológicos*. 5. A insegurança e a imprecisão dos
testemunhos
puramente pessoais, quando os observadores não são especialistas
treinados. 6.
Perigosos à saúde psíquica e física os Fenômenos EN* e PN* (Não,
claro está, os
SN*): Decorrem de uma Função* Menos, mesmo que possa ser
passageira, e levam a
maiores e mais continuados desequilíbrios. Ver também
Psicorragia. 7.
Semelhança de certos Fenômenos Parapsicológicos* com
acontecimentos normais,
especialmente a Fraude*.
Fenômenos
Parapsicologicos, Classificação. Charles
Richet* dividiu os
Fenômenos da então chamada Metapsíquica* em dois grandes grupos
gerais:
Fenômenos Subjetivos:
que ocorrem
exclusivamente na área mental, do conhecimento, sem nenhuma ação
dinâmica sobre
os objetos materiais. E Fenômenos Objetivos:
cuja manifestação envolve ação física sobre os objetos
materiais. Tal
classificação geral, embora falha nos verdadeiros conceitos
filosóficos desses
termos, subjetivo e objetivo, permaneceu até hoje por haver
sido adotada pela quase
totalidade dos Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana, muito
influente,
embora tipicamente de limitados conhecimentos teóricos e de
escassa cultura
geral, e que por isso mesmo não sabe que tais termos estão sendo
usados
indevidamente com respeito ao seu verdadeiro significado.
Porque, nos
significados filosoficamente corretos dos termos, os Fenômenos
de Efeitos
Psíquicos também são Objetivos, se reais;
e os Fenômenos de Efeitos Físicos podem ser meramente
Subjetivos,
se meramente
imaginários.
Hoje acertadamente
está se difundindo e é
preferível a classificação iniciada por Émile Boirac*. Fenômenos
Parapsíquicos (em
vez de Subjetivos),
Fenômenos Parafísicos
(em vez de
Objetivos) e Fenômenos Parabiológicos
ou
Mistos (parte “Subjetivos”, parte “objetivos”, como o
poder da mente sobre
o organismo no Curandeirismo*, Feitiçaria*, etc.) Ou Fenômenos de Efeitos Psíquicos,
Fenômenos de Efeitos
Físicos e Fenômenos de Efeitos
Mistos.
As classificações
anteriores são do ponto de
vista do efeito. Do ponto de vista da causa, os
Fenômenos
Parapsicológicos* têm outra divisão: Fenômenos Extranormais*
(EN*), Fenômenos
Paranormais* (PN*) e Fenômenos Supranormais* (SN*).
E ainda, pelo modo em
que se apresentam,
dividem-se em Casos Espontâneos*
e
Fenômenos Experimentais*.
FERNÁNDEZ,
José Salvador
(1893-1967).
Estudou Engenharia civil na Faculdade de Engenharia de Buenos
Aires. Mas
depois, convencido da maior importancia dedicou-se a pesquisar
Parapsicologia*,
da que depois foi catedrático na mesma Universidade.
As suas principais
obras são: “Clarividência
y Probabilidad”, Buenos Aires, 1941 - “Parapsicologia
Experimental”, 1942 -
“Más allá de la Cuarta Dimensión: Metapsíquica, Parapsicologia,
Neo-Espiritualismo”, 1963. Foi eleito presidente de numerosas
agrupações de
Parapsicólogos*, como a “Sociedade Argentina de Parapsicologia”, “Colégio Argentino de
Estudos
Psíquicos”, “Instituto
Argentino de
Parapsicologia”, etc.
FERRER, São
Vicente ====
=====
Foi um muito notáveis Taumaturgo*.
Ver Sansonismo,
Revitalização,
FIGAR,
Stephane. Fisiologista
checo que em
1958 usou o Pletismógrafo* demonstrando que as captações de HIP*
entre duas
pessoas sentadas a alguns metros uma da outra, repercutem na pressão sangüínea.
FILOMANCIA. Mais uma
entre tantas
Mancias*, esta pela avaliação de peculiares modos de
“sussurrarem” as folhas de
certas árvores, por exemplo as palmeiras e os carvalhos, como se
assim as
Potestades* “sussurrassem“ certos Presságios*.
FILÓSTRATO. Ver Apolônio
de Tyana.
FINALIDADE.
Ver Sinal.
FINDLAY, J.
Arthur
(1883-1964).
Juiz britânico. Investigador (?), conferencista e um dos mais
conhecidos
escritores da literatura de Espiritismo*, fundador em 1920 da
revista “Psychic”
de Glasgow, e co-fundador da “Psychic Press”, proprietária da
revista “Psychic
News”. Autor prolífico, a sua obra mais conhecida, “Au Seuil du
Monde Ethere,
ou La Survivance après la Mort Scientifiquement Expliqué”,
Lausane, 1935,
atingiu trinta edições só no seu primeiro ano e foi traduzida a
diversos
idiomas. Simplesmente pelo entusiasmo dos sequazes do
Espiritismo*, porque o
livro é fundamentalmente errado, e completamente sem provas, na
interpretação
dos fatos que apresenta, estes, sim, interessantes como fatos...
FIO
ECTOPLASMÁTICO ou FIO
ECTOPLÁSMICO.
É um finíssimo feixe de Ectoplasma*. Foram confirmados
científicamente por primira
vez pelo Dr. Ochorowicz* com Stanislawa.Tomczyk*. Normalmente
invisíveis, basta
um só para suportar um par de
tesouras. Com aparelhagem
especial foram vistos, tocados, fotografados, detectados
eletronicamente, etc.
emanando dos dedos e doutras partes do corpo de certos
Psíquicos* em
Experiências Qualitativas* de Telecinesia*. Ver Raios Rígidos.
Não confundir
com Fio* de Prata.
FIO
FLUÍDICO. Ver Fluido.
FIO DE
PRATA . Ver Cordão
de Prata. Não
confundir com Fio* Ectoplasmático.
FIRE-WALK. Expressão
inglesa que
designa uma classe de Pirovásia*.
FISIOTELESCOPIA. Ver
Eautoscopia e Projeção
de PG, termos preferíveis para um e outro desses dois Fenômenos.
FITOMETARQUIA. Influência,
positiva ou
negativa, que algum Psíquico* pode exercer pela Telergia* sobre
os vegetais,
favorecendo ou prejudicando seu crescimento. Pode também quebrar
vegetais
ligeiros ou partes menos fortes deles, mata-los inclusive. Há
também casos de certos
Psíquicos* que pela ação da Telergia detiveram a decomposição de
bactérias orgânicas.
Atribuí-se a Charles
Bayley, famoso Médium*
australiano de Aporte*, que faria também com que sementes
marcadas de mangueira
brotassem rapidamente e que a murta indiana crescesse até à
altura de dezesseis
polegadas em vinte minutos. Mas os
melhores Parapsicólogos*, e portanto também conhecedores
de
Ilusionismo*, garantem
que os casos um
tanto mais notáveis foram Fraude*.
A Médium*
que em São Paulo alcançou temporariamente muita fama
fazendo, com grande
espanto de muitas pessoas, que grãos de feijão brotassem
instantaneamente, foi
desmascarada pelo Pe. Quevedo*.
FLAMMARION,
Camille
(1842-1925).
Célebre astrônomo francês. Em 1882 fundou a revista
“L’Astronomie” e em 1887 a
“Société Astronomique de France”. Foi também o fundador do
observatorio
astronômico de Juvisy completando-o com uma estação
metereológica e uma estação
de radio-cultrural. Sua produção escrita é realmente enorme: 25
livros de
divulgação de Astronomia, dez
livros de
Ciência Natural, 7 de Psicologia e 6 de Literatura.
Mas pouco a pouco e
convencido cada vez mais
da maior importancia, foi deixando a Astronomia, a Psicologia,
as Ciencias
Naturais, a Literatura, para
dedicar-se à Parapsicologia*. Foi membro
do IMI*.
Temperamento generoso,
apaixonado e ávido de
novidades, havia iniciado ainda muito jovem sua vida de
pesquisador agindo como
Médium* em sessões dirigidas por Allan Kardec*. Posteriormente
recolheu e
analisou inúmeros documentos de pesquisas e Fenômenos
Parapsicológicos*
procedentes de sua pátria e do estrangeiro, dos quais extraiu a
matéria
essencial para as suas obras sobre Espiritismo* e
Parapsicologia*. As suas
Experiências Qualitativas* e análises de Casos Espontâneos* com
Médiuns*incluem
as realizadas com a Sra. Girardin na casa de Victor Hugo* em
Jersey, com a Sra.
Huet e com Eusápia Palladino*. Entre as suas obras sobre temas
de
Parapsicologia* destacam-se: “Les Forces Naturelles Inconnues”,
Paris, 1909 -
“L’Inconnue et les Problèmes Psychiques”, 1904
- “La Mort
et son Mystère”, 1922
- “Les Maisons Hantés”, 1923.
Sucessor de Allan
Kardec* como presidente da
F.E.I.* e na direção da “Revue Spirite”, acabou, porém, reconhecendo que o
Espiritismo* não tem base
nenhuma, que é um global erro de interpretação de Fenômenos
Parapsicológicos*
de vivos.
FLOURNOY,
Théodore
(1845-1920).
Natural de Genebra, Suiça. Em 1878 doutorou-se em Medicina na
Universidade de
Estrasburgo. Em 1891 assumiu como professor extraordinario de
Psicologia
Fisiológica na Universidade de Genebra, passando a professor
ordinario de
Psicologia em 1908. Em 1915 assumiu como professor ordinario de
Psicologia, de
Historia e de Filosofia da Ciência. Em 1919 professor honorario.
Nestas áreas
escreveu: “Metaphysique et Psicologie”, Genebra, 1890 - “Les
Phénomènes de
Synopsie”, 1893 - “Principes de la Psychologie religieuse”, 1903
- “Le Génie
Religieux”, 1904.
Convencido e
corajosamente cada vez ia
deixando mais de lado a Medicina e Psicologia, estritamente
ditas, dedicando-se
à Parapsicologia*. Por isso
foi muito
discutido pelos preconceitos dos cientistas da sua época. É
reconhecido pelos
Parapsicólogos* (fora da Micro-Parapsicologia*, claro) como um
dos melhores
cientistas nesta área, marcou época. É autor dos excelentes
livros: “Des Indes
a la Planète Mars”, Genebra, 1900 - “Esprits et Médiuns”, 1911 -
Etc.
A simples pergunta de se algum
Fenômeno* poderia
dever-se à intervenção de um Espírito* (?), “provoca em mim
-dizia- uma
hilaridade compulsiva”. Quanto aos Médiuns*, em carta a Robert
Tocquet*
confessa que é preciso muita diplomacia e paciencia, porque são
essencialmente
tão mais desequilibrados quanto melhores Psíquicos*, ao extremo
de serem
insuportáveis. Ver Função* Menos.
Entre tantos méritos
de Flournoy, também e
por exemplo Ver “Fora da Terra”; e Smith, Hélène.
FLUIDO. Emanações
fantasiadas por
Mesmer* e por Kardec*, difundidas pelos seguidores de um ou do
outro. A
irradiação hoje mais famosa entre os delirantes do Espiritismo*
ou de outros
ramos do Esoterismo*, como se fosse do Perispírito* (?), é a
registrada pela máquina
Kirlian*, o vulgar “efeito corona”.
Não há tal Fluido ou
Magnetismo* Animal nem
do Perispírito* (?), em tanto quanto diferentes da Telergia* ou
de emanações
absolutamente normais como o calor, etc
Nestes casos, quando
real, antigamente
designava-se com o nome de Fluido esse elemento subtil,
geralmente invisível
exceto aos infravermelhos ou à “luz
negra”. Toda pessoa
emite ou pode
emitir, segundo sejam comuns ou de Telergia*, irradiações que
podem detectar-se
por determinadas técnicas. Recebeu nomes diversos mas com
grandes analogias nos
conceitos: Atmosfera*
Humana, Antropoflux*,
Aura*, Fio*
Ectoplasmático,
Fio* Fluídico, Força Ectênica, Força Néurica* Radiante, Od*, Raios* Rígidos, Raios* V,
etc.
FLUIDÔMETROS. Designação
genérica dos
aparelhos para demonstrar a existência e quantidade do Fluido*,
que na
realidade podem medir emanações comuns, mas também a Telergia*.
Entre eles
podemos citar a Balança*,
o Biômetro*, o Magnetômetro*, o Neurodinamômetro*,
o Zoomagnetômetro*
ou Zoomagnetoscópio*,
etc. Podemos acrescentar os tmbém célebres Biômetro-galvanômetro
de Audollent, Estenômetro
de Joire,
Bioscópio de Collongus,
Motor* a Fluido de
Tromelin, Magnetômetro do
Abade Fortin, etc.
FODOR,
Nandor. Psicanalista
de Budapeste.
Investigador da S.P.R da Hungria (HSPR). Membro honorário da
“Sociedade de
Metapsíquica da Hungria”. De 1933 a 1935 subdiretor da revista “Light”.
Conferencista e autor de
vários livros sobre Psicanálise, religião,
e concretamente de Parapsicologia* “Encyclopaedia of
Psychic Science”,
Londres e Nova York, 1934 - “The Story of
the Poltergeist down the Centuries”, 1953 - “On the Trail
of the
Poltergeist”, 1958
- “The Haunted Mind.
A Psychoanaliyst Looks at the Supernormal”, 1959 - “Mind over
Space”, 1962 -
“Between Two Worlds”, 1964 - “The Unaccountable”, 1968 - “Freud, Jung and
Occultism”, 1971.
FOGOS
FÁTUOS. Luzes
peculiares que
aparecem em cemitérios e lugares pantanosos. Devem-se aos gases
procedentes da
decomposição de material orgânico ao entrarem em contato com o
ar.
Conquanto de causas
naturais, como está mais
que provado, é muito difundida a Superstição* que acredita que
tal Fenômeno*
esteja ligado com os Espíritos* (?) dos
mortos...
FONAÇÃO
SUBSÔNICA. Uma das
explicações da
Psicofonia* em gravadores e outros aparelhos. Emissão
imperceptível ao ouvido
humano, gerada por uma fonação das nossas cordas vocais, que se
constata por
meio de equipamentos eletrônicos. Geralmente a pessoa que a
produz é totalmente
Inconsciente* à respectiva fonação, e por isso a Superstição* a
atribui aos
Espíritos* (?) dos
mortos.
É também
um dos fundamentos da HIP*.
FONÍSTICA. Tratado a
respeito da
fenomenologia da Psicofonia* e da Tiptologia*.
FONO-VIDÊNCIA. Denomina-se
assim o
Fenômeno* análogo à chamada Televisão* Psíquica mas mediante o telefone.
Ver Alucinação*
Verídica, também aqui termo preferível. O Fenômeno* foi
“descoberto” (?) por
Vicent N. Turvey em 1905. Freqüentemente era capaz de descobrir
acertadamente
as condições existentes no outro extremo da linha e inclusive
dar informações
adicionais desconhecidas de quem falava ao telefone.
FONTENAY,
Guilleaume de
(1861-1914).
Ex-oficial do exército francês, em 1896 marginalizou os
interesses militares e
escolheu convicto a Parapsicologia*. Em 1898 publicou a sua obra
“A propos
d’Eusapia Palladino, les Scéances de Monfort l’Amaury”, Paris,
1918, que
continha notáveis fotografias de mesas em levantamento por
Telecinesia*.
Muito meticuloso, com
as duas grandes séries
de Experiências Qualitativas* a respeito do Fluido* e da
Pneumografia* descobriu
muitos erros em que tinham caído outros cientistas, entre eles
Ochorowicz*: “La
Photographie et l’Étude des Phénomènes Psychiques”, Paris, 1912.
Foi um dos grandes
cientistas da época, que
mais contribuiu para eliminar da Parapsicologia* certos fatos de
Fraude*,
introduzindo modos mais rigorosos de observar os Fenômenos
Parafísicos* nas
Experiências Qualitativas* e de analiza-los nos Casos
Espontâneos*.
“FORA
DA TERRA”. É um dos Desafios*, lançado por T. Flournoy* já
no inicio da
Metapsíquica*, que provam que não há Comunicação* dos Espíritos*
(?) dos mortos,
nunca comunicaram nada. Porque ja
era sabido, na Escola* Teórica, que os conhecimentos
Parapsicológicos* são
sempre em Relação* Psíquica, portanto no Prazo* Existencial e
dentro do Nosso Globo.
Os “mestres” do
Espiritismo*, Allan Kardec*
“para convencer os cépticos”, no seu “La Genèse” e na “Revue
Spirite”, embora
ilicitamente suprimido na tradução da Federação Espírita
Brasileira; e Leão
Denis no “Catecismo Espírita” afirmam muitas coisas de Fora da
Terra. Por
exemplo:
-Que Marte não tem
nenhum satélite. Hoje
sabemos que tem dois: Deimos e Fobos.
-Que Júpiter só tem dois
satélites. Hoje
sabemos que tem 20, alguns como Ganímedes, Io, Europa...,
maiores do que a
nossa Lua.
-Que Júpiter é um
paraíso, de vegetação
imensa, clima de eterna primavera... Hoje sabemos que sua
temperatura é de 140
graus centígrados abaixo de zero, e uma superfície de gases
asfixiantes
derretidos...
-Que todos os planetas
estão habitados por
seres humanos iguais a nós,
Reencarnações*
(?) de Espíritos* (?) de
mortos
em outros planetas! Hoje sabemos que nenhum planeta do nosso
sistema
solar está habitado.
-Etc., etc.
Ainda falta saber se a
distâncias astronômicas
poderemos comunicar-nos por PG* quando seres humanos, de nossa
espécie, nasçam
lá, vivam lá sem nunca saírem de lá, e morram lá sem haverem
sido jamais
visitados por astronautas que saiam ou voltem a nosso planeta
durante o Prazo*
Existencial...
FORÇA ÓDICA
ou FORÇA
ODÍLICA.
Ver Od.
FORÇA
PSÍQUICA. A expressão
foi utilizada
pela primeira vez por Camille Flammarion* na sua obra “Les
Forces Naturelles
Inconnues”. Outros muitos autores têm empregado essa expressão.
Aceitável tanto
quanto tenha o mesmo significado que Telergia*, termo
preferível.
FORT,
Charles Hoy
(1874-1932).
Estudioso norte-americano de Fenômenos “incriveis”, foi o pai do
moderno
fenomenalismo. Aos quarenta e dois anos, quando uma modesta
herança o libertou
como jornalista, iniciou a sua intensiva catalogação de
Fenômenos “condenados”
pelos cientistas tradicionais. Entre eles encontrou muitos
Fenômenos Parapsicológicos*.
Realizou investigações no
Museu Britânico e na biblioteca pública de Nova Iorque durante
vinte e sete
anos, estudando relatos quer científicos, quer populares, à
procura de relatos
de anomalias e de explicações não convencionais, quaisquer quer
elas fossem:
“The Book of the
Damned”, Nova Iorque,
1919.
No ano da morte
de Fort, foi fundada em
Norte-America a “Sociedade de Amigos de Charles Fort”. Como
disse seu primeiro
presidente, Tiffany Thayer, “as qualidades de Charles Fort
seduciram um grupo
de escritores americanos, que decidiram proseguir, na sua honra,
o ataque que
ele lançara contra os onipotentes sacerdotes do novo deus: a
ciência”
Materialista*. Para certas analogias de principio, Ver Escola
Eclética, e em
contraposição Ver Micro-Parapsicologia.
FORTUNY,
Pascal (1872-1962). Psudônimo de
M. Cochet,
grande Psíquico* francês. Homem de elevada inteligencia e
cultura. Falava
fluentemente varias línguas estrangeiras, especialmente ingles,
espanhol e
chines. Era tradutor no Senado, respeitado crítico de arte,
pintor com
exposições muito elogiadas, autor dramático e poeta.
Abalado com a morte do
seu filho Frédéric num
acidente de avião em 1919, aceitou ler livros espíritas que lhe
recomendou um
amigo Supersticioso*. Foi
assim que
descobriu primeiro que tinha facilidade de manifestar
Psicografia*, e pouco
depois outros Fenômenos* Parapsíquicos.
Passou então a
fazer sessões públicas de
Adivinhação* na
“Maison des Spirites”,
apesar de jamais haver acreditado na Comunicação* dos Espíritos*
(?). Adquiriu
grande fama. E em consequência foi submetido a inúmeras
Experiencias
Qualitativas* no IMI* sob a direção nada menos que dos Drs.
Gustave Geley* e
principalmente Eugène Osty*, que garantiram a autenticidade de
muitas das suas
manifestações de HIP* e PG*. Igualmente René Sudre*, que
acompanhou longamente
com muita amizade a trajetoria de Fortuny, garante também a autenticidade da
suas manifestações. O Dr.
Osty* lhe dedica uma monografia importante: “Une Faculté de
Connaissance
Supranormale. Pascal Forthuny”, Paris, 1926 (Não seria preciso
frisar que aqui
é usado o termo Supranormal*
não em
sentido estrito, senão como sinônimo de
Extranormal* e
Paranormal*).
FORTUNE,
Dion (1861-1946). “Dion, non Fortune”, era o lema de
Violet Mary Firth,
que por isso ficou mais conhecida como Dion Fortune. Afirmava
que o seu
interesse pelos Fenômenos Parapsicológicos*, que durou toda a
sua vida, se
devia ao contato desde muito cedo com os ensinamentos de Mary
Baker* Eddy. De
fato seus pais pertenciam à Christien* Science.
Mas foi mais que um
conhecimento teórico do
Ocultismo* que a levou a tornar-se praticante de Magia* com os
seus próprios
seguidores. Em 1924 fundou a “Irmandade da Luz Interna”, que dirigiu até à sua
morte.
Dion Fortune foi uma
dos primeiros ocultistas
a explicar (?) a inter-relação do sistema endócrino e a complexa
rede de
Chacras* (?) que formariam uma subtil anatomia (?).
FOTOGÊNESE. É uma das
manifestações com
que se pode apresentar a Telergia*:
produção de luminosidade em forma de faíscas, pontos
luminosos,
nebulosidades brilhantes, globos luminosos etc. Às vezes podem
brilhar sem
iluminar nem aquecer!
Dentro da raridade dos
Fenômenos Para-
psicologicos* é um dos mais freqüentes, inúmeras vezes
comprovado não só em
Casos Espontâneos* senão inclusive em Experiências
Qualitativas*. Como exemplos
dos primeiros podem citar-se os
manifestados por Etta Wriedt* e mormente por Frederika
Hauffe *. E entre
as Experiências Qualitativas* não podem suprimir-se as
realizadas com Pasquale
Erto* e Frank Kluski*.
FOTOGRAFIA
DO PENSAMENTO. Ver
Escotografia, termo
preferível.
FOTORECEPTORES.
Terminações
nervosas na pele
aptas para se impressionar até pela luz infravermelha de mínima
graduação. Ver
DOP*.
FOURNIER
d’Albe, E. E. Ver Goligher, Katleen.
FOX, George
(1624-1690). Aos 19 anos
de idade
interpretou suas fantasias como se tivesse recebido uma ordem de
Deus*, que lhe
haveria mandado que cortasse todos os seus laços familiares para
pregar contra
o formalismo na religião. Foi o fundador da Sociedade de Amigos,
ou Quakers.
FOX, Irmãs. Do sobrenome
das irmãs Margaret, Kate
e Leah. As duas primeiras são geralmente
reconhecidas como as
fundadoras do Espiritismo* moderno. Tudo começou, no seio de uma
familia
Metodista, por uma brincadeira das duas irmãs. Durante várias
noites a família
Fox era acordada por Tiptologias*. Segundo o pai, o camponês
John D. Fox, os
ruídos não podiam ser atribuídos aos ratos ou ao vento...
Há muitos relatos de
Tiptologias*, através dos
tempos. Mas neste caso os acontecimento tomaram um caminho
inesperado..., sob a
direção e estímulo da irmã mais velha, Leah, de 23 anos, casada.
No dia 31 de
Março de 1848, as duas irmãs mais novas, Margaret de 14 anos e
Kate de 12,
arranjaram uma maneira de brincar, lançando um “desafio” a esses
barulhos. O
desafio consistia em repetir com a mesma intensidade e ritmo as
batidas
provocadas por uma das duas irmãs. Era notável a maneira como as
batidas eram
repetidas, exatamente da mesma forma, como se o fossem por mãos
invisíveis.
Elas estabeleceram um diálogo com essas Entidades* (?) que
estariam produzindo
o barulho. A notícia das novidades em casa da família Fox logo
se espalhou,
criando uma agitação considerável entre os vizinhos, que foram
convidados para
ouvir as “conversações”. Muitos
deles
ficaram convencidos de que as Irmãs Fox mantinham contato com os
Espíritos*
(?) dos mortos.
Daí nasceu o
Espiritismo* moderno.As duas
irmãs Fox transformaram-se em Médiuns famosissimas..., até o dia
declararam aos
grandes jornais e em lotadíssima sessão pública que habiam sido
elas mesmas que
produziam os ruídos, mostrando a Fraude* que faziam com as
articulações do pé,
e que em toda sua vida jamais tiveram Comunicação* de Espírito*
(?) nenhum. O
escândalo foi épico...
Margaret
e
Kate Fox abandonaram o Espiritismo* e se fizeram católicas.
FRACASSO
EXCEDENTÁRIO. Ver
Excedentário, Fracasso.
FRANCISCO
de Assis, São ===
=== Notável Taumaturgo*. Ver Sansonismo,
FRAUDE. Truque, trapaça, por habilidade ou técnica, de que
freqüentemente os
Psíquicos* lançam mão para fingir realizar Fenômenos
Parapsicológicos*. Mesmo
inconscientemente, todos os Psíquicos*, ao menos alguma vez,
cometem Fraude*,
precisamente porque os Fenômenos Parapsicológicos* não se podem
produzir à
vontade.
Por exemplo em
aparentes Fenômenos de Ectoplasmia*, uma simples
regurgitação de
material diáfano, tragado previamente à sessão, enganou durante
anos a vários
pesquisadores desprevenidos. Esta explicação no caso de Eva* C.
em Londres, foi
primeiro sugerida, em 1922, por Parapsicólogos* conhecedores de
Ilusionismo*,
pertencentes à SPR*. Foi considerada cabalmente demonstrada no
caso Duncan* em
1931. Hoje conhecem-se condições que tornam facilmente
desmascarável esta
Fraude.
Em
Parapsicologia* é preciso ter em conta, a
todo momento, que a hipótese da fraude, mesmo Inconsciente*, é
sempre a
primeira a ser considerada. na investigação de quaisquer
Fenômenos
Parapsicológicos*, por muito sérias que as circunstâncias
pareçam à primeira
vista. Ver Histeria.
Na Escola* Européia
corre como um axioma que
“não há que desconfiar do Médium* que foi pego alguma vez em
fraude, senão de
quem nunca foi pego, pois esse frauda sempre, é um habilíssimo
Ilusionista*”.
Entre os casos mais notaveis, devem citar-se Ver Francesco
Carancini*, Charles
Eldred*, Pasquale Erto*, irmãos Davenport*, Ladislas Lasslo*,
Ejner Nielsen, etc.
Por isso, todo
Parapsicólogo* deve ser também
especialista em Ilusionismo*, ao menos teórico, mesmo que não
tenha habilidade
ou treino para realizar as “Mágicas”.
FREITAS, Lourival de. Ver Nero.
FREUD,
Sigmund (1856-1939). Psiquiatra e
neurologista
austríaco de origem judaica. Formado pela Universidade de Viena
em 1881, Freud
passara já algum tempo no laboratório de Fiologia de Brucke a
estudar a
Histologia do sistema nervoso.
Como professor
de Neuropatologia no Departamento de Psiquiatria de Meyuert,
publicou estudos
sobre o nervo acústico e o cerebelo e duas obras importantes
sobre Neurologia.
Influenciado por
Breuer, que lhe tinha
relatado o caso de Ana O. em 1882,
e
insatisfeito com os métodos terapêuticos disponíveis, à cabeça
dos quais surgia
o eletrochoque, Freud decidiu em 1885 visitar a clínica de
Charcot*, a fim de
aprender algo sobre a Hipnose*. Depois de quatro meses na
Salpêtrière,
regressou a Viena e montou consultório. A sua aceitação
entusiástica das
teorias de Charcot* valeram-lhe os ataques dos seus colegas e do
seu antigo
professor Meyuert. Freud iniciou uma colaboração com Josef Breuer, um
dos médicos mais
famosos de Viena. O livro saído desta colaboração, “Studien uber
Hysterie”,
Viena, 1885, descrevia o tratamento da Histeria* na mulher por
meio de catarse,
mas Freud descobriu também o novo método de livre associação,
que lhe fora
sugerido estudando um doente.
Em 1896
Freud usava o termo Psicanálise para designar a sua nova
técnica.
Durante os anos
1894-1899 Freud
sofreu uma série de sintomas
psiquiátricos, ansiedade de tipo hipocondríaco e depressivo.
Começou por se
analisar a si próprio e a confiar-se por carta a Wilhem Fliess,
otorrinolaringologista de Berlim, que tinha umas quantas idéias
estranhas sobre
Psicologia humana. A
teoria
psicanalítica nasceu deste período de conturbação. O
“Traumdeutung”, Viena,
1900, livro que Freud sempre considerou a sua obra mais
importante, marcou o
fim da sua doença. Nesse
livro Freud
descreve alguns dos mecanismos mentais relacionados com a vida
normal e a
neurose: repressão, esquecimento, simbolização, elaboração
secundária,
reminiscências, etc. O “complexo de Édipo”, o “Id*”, o
“Superego*”, o “ego”, o
“complexo de castração”, todos foram fluindo do pensamento
fértil de Freud, ao
longo dos anos, tendo publicado mais de uma quinzena de livros
sobre Psicanálise.
Um grupo de
seguidores, poucos mas dedicados
e de grande capacidade, divulgou a Psicanálise para além de
Viena, tendo a
perseguição nazi dispersado mais tarde muitos deles para os
Estados Unidos e
para a Inglaterra. Freud deixou Viena em 1938 e morreu em
Londres um ano
depois.
Do ponto de vista da
Parapsicologia* o mais
interessante em Freud foi a sua evolução a respeito dela.
Inicialmente discutia
muito com Jung* e até com certo menosprezo o chamava “o Bruxo*”,
mas ele
próprio teve conhecimento por PG* da morte do seu filho na
guerra, além de
encontrar-se com muitos
Fenômenos
Parapsicológicos* entre seus pacientes, com o que pouco a pouco
foi-se
entusiasmando com a Parapsicologia*, associou-se na SPR* e até
chegou a
escrever ao Parapsicólogo* norte-americano Hereward Carrington*
que se tivesse
sabido o que era Parapsicologia* quando começou a pesquisar, haveria-se feito
Parapsicólogo* em vez de
psicanalista.
FRITZ, Dr.
Adolph. Seria o
Controle* (?) de
famosos espertalhões do Brasil, praticantes de Cirurgia*
Psíquica. Uma gangue
de espíritas, inclusive alguns médicos interesseiros, fizeram a
propaganda tão
falsa como bem organizada e numerosa para explorar milhões de
doentes desesperados
ou ingênuos. Começou com Arigó*, seguindo-o “Oscar Wilde”, Edson
Queirós e por
último Rubens Faria*. Afirmaram os charlatães que só eles, e
nunca mais, pois
depois Adoph Fritz irá a outras Esferas* distantes da Terra.
Afirmações que
procederiam do própio Dr. Fritz (?). Outros praticantes de
Curandeirismo*,
porém, afirmam que também neles age o Dr. Fritz....
Riqueza fácil e
milionária, alem de enorme
propaganda do Espiritismo* e combate sorrateiro ao Catolicismo.
O descaro e
sem-vergonhice cai até no ridículo. Após Adolph
Hitler, qualquer retardado mental que pretenda
disfarçar-se de alemão
vai chamar-se Adolph. Enquanto que Fritz nem sequer é um
sobrenome, é um
apelido: Francisquinho. Dizem que se trata do Espírito* (?) de
um médico alemão
morto na 2a. guerra mundial. Ora, em que Universidade estudou?
Onde está o testamento,
a família, o túmulo? Médico em que hospital ou em que
consultório? Onde consta
algum registro?... E o cúmulo da sem-vergonhice e descaramento:
O tal Espírito*
(?) de Adolph Fritz, Incorporado* (?), nem fala nem entende
alemão! Dizem que o
viram algumas vezes, e o desenharam: No além com roupa, até com
óculos! E por
que não cura ao menos a miopia? É tudo farsa, eles o sabem, as
diversas
Federações Espíritas, nacional e estaduais, o sabem, foi-lhes
demonstrado, e
continuam mentindo desavergonhadamente...
FRNM. Sigla da Foundation for Research on
the Nature of
Man. Instituição de Parapsicologia* em Durham, N.C., EUA.
Rhine* foi seu
diretor. Derivou do “Institut
for
Parapsychology”, do próprio Rhine* na Universidade Duke*,
naquela mesma
cidade, quando ao menos na intenção pretendeu abrir-se um tanto,
se não aos
métodos, ao menos aos intuitos da Escola* Teórica. Mas para
tanto, Rhine e...,
estavam completamente despreparados.
Publicam o “Journal of
Parapsychology”. Esta
instituição presta o auxílio que estiver ao seu alcance às
pessoas que queiram
fazer estudos sobre Parapsicologia*, especialmente a quem se
queira preparar
para a investigação nesse ramo.
FUKURAI, T. Investigador
de
Parapsicologia* japonês, professor na Universidade imperial de
Tóquio, que
perdeu sua cátedra por ter publicado, contra a proibição
expressa da mesma
Universidade, um livro intitulado “Clarvoyance and
Thoughotography”, Londres,
1931, no qual relata uma vasta série de Experiências
Qualitativas* de
Escotografia* por ele realizadas com grande rigor metodológico e
com a
colaboração de Psíquicos* que além de PG* manifestavam também
este tipo de
efeitos da Telergia*. Fukurai é mais um “martir” da verdadeira
ciência e mais
uma prova do apriorismo Racionalista* etc. da “ciência”
estabelecida na maioria
das Universidades...
FULMINADOS,
Cadáveres. Precisa-se
muita imaginação
ou enorme dose de apriorismo para confundir um certo tipo de
cadáveres
carbonizados por um raio, com a verdadeira Incorrupção*.
FUNÇÃO
MENOS. Termo
proposto por Boirac*,
em substituição do termo Psicopatia*, para destacar que em
Parapsicologia*
trata-se de “Fenômenos que têm essencialmente por ponto de
partida uma certa
modificação, tanto do estado mental como do estado nervoso dos
sujeitos em que
se produzem e que consistem ora na exaltação, ora na inibição
anormal das
faculdades psicológicas ou das funções vitais”. Função Menos é a
designação do fato
comprovado até a saciedade de que na manifestação de qualquer
Fenômeno
Parapsicológico*, o indivíduo está em maior ou menor Estado
Alterado* de
Consciência.
A manifestação supõe
uma Função Menos e leva
a ainda menor função, a maior
disfunção:
1) Esta disfunção pode provir do uso de drogas; por exemplo, Ver
Jeans, Dr.
Norman.. Ou provir do Transe*, Hipnose*, contágio psíquico,
emoção, nervosismo,
etc. etc, ou simplesmente estar relacionada com o Sexo* em
determinadas
circunstâncias. Ninguém manifesta Fenômenos Parapsicológicos* em
estado
plenamente normal, plenamente equilibrado, psíquica e
fisicamente. 2) Os
Fenômenos Parapsicológicos* surgem do Inconsciente*, portanto o
Consciente* não
os reconhece como próprios, daí a necessidade psicológica da
Prosopopéia*, às
vezes completamente desequilibrante como as de tipo Possessão*
(?),
Mediunidade* (?), Reencarnação* (?), etc., podendo levar à
Divisão* da
Personalidade e mesmo à loucura. 3) O Inconsciente* é
incontrolável. Abri-lo,
dar-lhe passagem, até pela aparentemente “inofensiva” (?)
Oui-já* ou qualquer
outra técnica, Mancia* ou Pragmática*, pressupõe que
possam emergir à
superfície num determinado momento alguns traumatismos latentes,
que na vida
normal das pessoas não atuam, ao mesmo tempo graves, podendo
causar graves
enfermidades psicológicas. 4)
Nossos
nervos não estão preparados para acompanhar a manifestação das
faculdades
parapsicológicas, verdadeiramente enormes, que não são para o
estado de
“natureza decaída” em que o nosso organismo se encontra, e que
só poderia
acompanhar se tivéssemos alcançado o estado Preternatural* no
chamado Paraíso
Terrestre, e que só poderá acompanhar após a Ressurreição*.
Etc., etc. As
Faculdades Parapsicológicas*
nunca devem ser fomentadas, sob pretexto algum. A
Parapsicologia* internacional
pediu e conseguiu de quase todos os governos do mundo que
coibissem os
praticantes de Adivinhação*, de Curandeirismo*..., e muito mais
o
Desenvolvimento* e pretendido domínio dessas faculdades. Neste
conjunto
encaixam-se as inumeraveis Seitas* e grupos ou individuos que
pretendem ser
Iluminados* pelo Divino Espírito Santo, como pelos Espíritos*,
Mahatmas*, etc.
Ver também
Lavagem Cerebral.
FUTUROLOGIA. Nome com que
se denomina a
ciência que se encarrega do estudo do que acontecerá no futuro,
a partir da
análise dos linhas seguidas no passado recente e no presente.
Geralmente os
futurólogos não consideraram a
Pcg*, e a acertadamente pois nunca se pode saber antes da
realidade dos
acontecimentos em questão se uma pretendida Pcg* o é realmente
ou mera
invencionice do Inconsciente. O curioso é que, pelo contrário, os adivinhos
profissionais, todos charlatães,
freqüentemente se servem dos cálculos dos futurólogos para
atribuir-se êxitos
como se fossem fruto da sua faculdade de Pcg*, que ninguém
domina.
-G-
GABINETE. Espaço reduzido, em
geral fechado com uma
cortina, no qual a maior parte dosMédiuns*de Fenômenos
Parafísicos* pretende
condensar o Perispírito* (?) na quantidade necessária para uma manifestação
dos Espíritos* (?).
UnsMédiuns*sentam-se dentro, outros fora do gabinete.
Nem todos
osMédiuns*o julgam necessário. E
evidentemente não o é para que surja a Telergia* ou Ectoplasma*.
Trata-se de um
condicionamento e que facilita a Fraude*...
GAIOLA DE
FARADAY. Câmara
metálica com ligação
à terra, que Faraday, famoso químico e físico inglês, idealizou. É um recinto metálico
(gaiola ou câmara,
conforme os casos) em cujo interior não podem penetrar emissões
elétricas ou
eletromagnéticas.
Em
Parapsicologia* é utilizada em
Experiências Qualitativas*, por exemplo para isolar o microfone
ou a lâmpada
díodo para controlar Fenômenos de Psicofonia*; também em
Experiências
Quantitativas* de ESP*, etc., para comprovar que não se trata de
alguma energia
eletro-magnética...
GALIPOTE. Indivíduo
que, segundo o
Mito* do Vudu* de Haiti, teria a faculdade (?) da Ubiqüidade*.
Menos
estritamente também chamariam assim a quem apresenta qualquer
tipo de
Bilocação*.
GARDNER,
Gerald Brosseau
(1884-1964).
Inglês. Passou a maior parte do início da sua vida no Extremo
Oriente como
plantador de borracha e autoridade alfandegária .
Regressando a
Inglaterra em fins de 1930,
disse haver descoberto um grupo de Feiticeiros* na New Forest,
que o convenceu
de que a antiga religião pagã da Europa, a Feitiçaria*,
continuava sobrevivendo
em segredo. Apresentava-se a si mesmo como Feiticeiro*. Escreveu
“O Socorro da
Alta Magia”, em forma de romance;
“A
Feitiçaria de Hoje”, 1954,
e “O
Significado da Feitiçaria”, 1959.
É acusado de ter
inventado toda a
revivescência da Feitiçaria*. Mas do que não há dúvida é de que
ele foi em
grande parte responsável pelo rápido crescimento do movimento
moderno de
Feitiçaria*.
GARRET,
Eileen J.
(1893-1970).
De origem irlandesa, interessou-se desde muito jovem pela
Radiestesia* e pela
Teleradiestesia*. Foram assombrosas as suas manifestações de PG*
com essa
Pragmática*. A Micro-Parapsicologia*
submeteu-a por diversas vezes às frias Experiências
Quantitativas* de
ESP*, com resultados “decepcionantes”. Mas em ambiente mais
“existencial”, com
Experiências Qualitativas*, por exemplo sob a direção do
Professor Hans
Bender*, da Alemanha, entre outros, obteve êxitos contundentes.
Igualmente em
Casos Espontâneos*, sendo uma das Psíquicas* mais fecundas dos
últimos tempos.
Entre diversas outros acertos famosos, previu a catástrofe do
dirigível R-101,
em 1930. A. Sra. Garret nunca recebeu um cêntimo pelos seus
talentos.
Introduzida por Sir
Oliver Lodge* no campo
científico da investigação de Parapsicologia*, pelas suas
qualidades natas de
pesquisadora chegou a ser conhecida Parapsicóloga*. Foi editora
da revista
“Tomorrow”, publicada trimestralmente desde 1953. Escreveu
“Telepathy: in
Search of a Lost
Faculty”, Nova Iorque,
1941 - “Adventures in the Supernormal”,
1949 - “My Life in Search
for the
Meaning of Mediumship”
- “The Sense and Nonsense of
Prophecy” - “An Antholigy from
Tomorrow”
- “Man Survive Death” - “Man the Maker” - “Life is the Healer”.
“Aweereness”,
1955 - “Behind the Five Senses”, 1956.
Muito rica,
deve-se a ela a “Parapsychology*
Foundation” de Nova Iorque. Mesmo vivendo entre os
Parapsicólogos* da Escola*
Norte-Americana e favorecendo suas pesquisas, sua grande
inteligência a salvou
de cair na limitadora Micro-Parapsicologia*. Ao ponto de como
presidente da
fundação pretender publicar os livros do CLAP*. Weiant e Zorab
os consideraram
os melhores livros de Parapsicologia* no mundo publicados até
então, mas não
conseguiu dobrar os preconceitos de outros conselheiros vítimas
da típica
miopia da Micro-Parapsicologia*.
GASPARETO,
Luis.Médium* de São
Paulo, Brasil. Ver
Psicografia e Inspiração.
GASPARIN,
Conde Angenor de. Autor
francês que se
antecipou, contra a então habitual interpretação espírita dos
Fenômenos, à
descoberta da Telergia*, pois pressentiu no seu livro “Des
Tables Tournantes”,
Paris, 1854, que os Fenômenos Parafísicos* verificados entre
osMédiuns*espíritas radicavam em “alguma força ainda ignorada”,
“emanada do
corpo humano”, “semelhante ao magnetismo”, “vibrações dirigidas
pela vontade”,
etc.
GATHAS. Ver
Zaratustra.
GATOFOBIA. Medo dos
gatos. Como os
gatos foram tradicionalmente considerados na Bruxaria* como uma
representação
dos Demônios*, a gatofobia em alguns casos pode ter suas raízes
nessa
Superstição*.
GAULD,
Alan. Professor de
Psicologia na
Universidade de Nottingham.
Foi editor do
“Journal” e “Proceedings*” da
SPR*. Autor de “The Founders of
Psychical Research”, Londres, 1968. Do grupo escolhido
por Cavendish*.
GAUFRIDI,
Processo de. Um dos vários casos da
epidemia designada por
“Diabo* nos Conventos”, que no século XVII atacou alguns
conventos europeus.
Em 1609, duas
religiosas de Aix, Madeleine
de Mandol e Louise Capel, atingidas por convulsões, acusaram um
padre de
Marselha, Louis Gaufridi, de as ter enfeitiçado (?),
mandando-lhes os
Demonios* (?)
Belzebu, Verrune e
Leviathan.
Madeleine acusou
também o Pe. Gaufridi de ter
abusado dela aos nove anos, o que mostra a presença da
sexualidade nestes tipos
de casos.
As duas Possessas* (?)
receberam os
Exorcismos*. Sem qualquer resultado. O Pe. Gaufridi foi preso,
torturado e por
fim queimado, em Aix a 30 de abril de 1611.
GAZZERA,
Linda. Médium*
italiana nascida em
1890. Produzia Telecinesia*, Aporte* e Ectoplasmia* simples. Foi
observada pelo
Dr. H. Imoda, que lhe consagrou um livro: “Fotografia di
Fantasmi”, Turim,
1912. Realizou sessões na “Societé Universelle d’Études
Psychiques” de Paris em
1911-1912, onde se comprovou Fraude* ingênua em alguns Fenômenos
apresentados,
mas evidentemente isso não invalida outros autênticos Fenômenos
Parapsicológicos*, antes ao contrário pela própria singeleza da
Fraude* durante
o Trance*.
GEDO-ZEN. Prática do
Budismo* que
promete enganosamente e é utilizada por muitas pessoas que
desejam
“maravilhosos” poderes e inclusive o Desenvolvimento* de
quaisquer
Fenômenos Parapsicológicos*.
Não o
conseguem, mas como sofreram uma autêntica Lavagem* Cerebral no
intento,
geralmente não percebem que foram exploradas. Tem certas
parecenças externas
com o Ioga*, a MT*,
etc.
GEGONOGNOSIA. Alguns usam
este
neologismo, quando se trata de acontecimentos gerais, para
designar PG* e HIP*,
termos preferíveis.
GELEY,
Gustave (1865-1924). Após
brilhantes estudos de
Medicina na Faculdade e nos Hospitais de Lyón, exerceu na cidade
de Aunecy a profissão
de médico até 1918.
Pouco a pouco, porém, ia
misturando a Medicina
com pesquisas de Parapsicologia* até marginalizar a Medicina e
entregar-se
plenamente à Parapsicologia*, reconhecendo-a muito mais
importante, inclusive
para os próprios médicos. Todo o seu trabalho sendo de grande
importância para
a Parapsicologia*. As suas primeiras investigações foram
publicadas em “Essai
de Revue Générale et d’Interprétation
Synthétique du Spiritisme”, Lyon, 1897 - e “L’Etre Suconscient”,
Paris, 1899.
Mas realmente os seus trabalhos que atraíram a atenção de todos
os
Parapsicólogos* nacionais e muitos estrangeiros, da Escola*
Européia, datam de
1916, época em que começou a colaborar com as pesquisas da Sra.
Bisson*, do que
dá conta em: “La Physiologie dite Supra-normale et les
Phénom~enes
d’Idéoplastie”, Paris, 1918. Foi alvo de muitas oposições pelos
preconceitos
dos seus colegas de Medicina, que nada sabiam de
Parapsicologia*, mas à que se
opunham ferozmente!
Em 1919 assume a
presidencia do IMI*. Dirige
a “Révue* Metapsychique”. No seu laboratório, à prova de
Fraudes*, foram
realizadas muiotas e muitas Exoeriencias Qualitativas* de
Fenômenos
Parafísicos* com Stanislawa P., Jean Guzik*, Pasquale Erto*,
Stephan
Ossowiecki*, etc. Sob a sua direção se produziram algums dos
melhores Moldes*
em cera com o Psíquico* Franek Kluski*. Investigador meticuloso
dá conta das
suas refleções e Experiências Qualitativas* em excelentes
livros, alem dos já
citados: “La Reincarnation” e “Contribution à l’Étude des
Correspomndences
Croisées”, conferências em 1913 - “De l’Inconscient au
Conscient”, Paris, 1919
- “L’Ectoplasme et la Clairvoyance”, 1924.
Morreu
tragicamente aos 56 anos de idade num
desastre de avião quando voltava a Paris, pouco depois de
decolar de Varsovia,
aonde acudira para pesquisar uns Médiuns*. O desastre habia sido
anunciado por
Pcg*, com detalhes,
por Pascal Fortuny*.
GELLER, Uri
(n. 1946). Famoso e
pretendido
Psíquico* (?), que ao longo das suas múltiplas exibições por
todo o mundo
afirmava de si mesmo ter dominio de surpreendentes Fenômenos
Parapsíquicos*e
especialmente de Fenômenos* Parafísicos. Foi estudado (?) no
“Birkbeck College”
e no “King‘s College”, ambos da Universidade de Londres, por
estudantes não
preparados em Parapsicologia*. Embora tambem com a presença do
prestigioso
Parapsicólogo* John Taylor*. Mas em todo caso em condições
impostas pelo
próprio Geller. E por pouco tempo, esteve lá só durante três
horas. Daí o pouco
valor que deve ser atribuído a essa pesquisa (?) que Uri muito
cacareja.
É um mestre em
auto-propaganda. Escreveu,
cheio de mentiras e exageros,
“My
Story”, Nova Iorque, 1975. Diz proceder de outro planeta (?!),
vindo na nave
“Spectra” (?!)...
Na realidade nasceu em
Telavive, Israel.
Conhece-se sua família, a que foi sua namorada, o colégio em que
foi aluno dos
franciscanos, em fim toda sua vida. Era Ilusionista*
profissional em um “Night
Club” chamado Zorba, em Jafa, perto de Telavive..., até que
organizou pelo
mundo o grande engano, com que se fez riquíssimo.
Foi desmascarado por
mestres de Ilusionismo*
e Parapsicólogos*. No Brasil o Pe. Quevedo* desmascarou-o num
debate, perante
15 repórteres escolhidos, promovido pela revista Manchete. É por
isso que esta
revista e a rede Globo de TV, responsáveis pela sua vinda ao
Brasil, prometeram
que nunca mais falariam dele, embora, explicaram, não lhes
conviesse
retratar-se após tão entusiasta propaganda que haviam feito
enganados pelo
espertalhão. E cumpriram sua promessa: no dia seguinte Uri
Geller teve que sair
do país no primeiro avião e eles nunca
mais falaram dele. Muitos anos depois ainda o charlatão
tentou de novo o
golpe numa outra rede de TV. Mas já não conseguiu
enganar repórteres
inteligentes e prevenidos, e teve
que ir embora de novo imediatamente.
Ele mesmo reconheceu
que simplesmente imitava
Fenômenos Parapsicológicos* por Fraude* e técnicas de
Ilusioinismo*, na
certeza, isso sim!, de que espontaneamente podia surgir algum
Fenômeno
Parapsicológico* entre os milhões de espectadores.
GEMARA. Ver Talmud.
GEMATRIA. Um dos
métodos matemáticos
e anagramáticos de considerável antigüidade, com que certos
seguidores do
Ocultismo* e outros delirantes pretendiam decodificar certas
obras que
consideravam como um código, principalmente o Antigo Testamento
da Bíblia*.
Outros métodos não menos antigos nem menos delirantes são o Notarikon e o Temurah, usados pela Cabala*.
Recentemente,
1997, outro charlatão
oportunista, Michael Drosnin, divulgou pelo
mundo que havia descoberto com o auxilio de computadores
o complicado
(claro, tão complicado que pudesse enganar a muita gente)
“Código da Bíblia”.
O pesquisador Dr.
Thomas Dave, físico
especialista em computação, provou que semelhantes códigos (?)
podem
encontrar-se em qualquer outro livro, mesmo bem vulgar,
inclusive no próprio
livro do charlatão Drosnin... Puras singularidades mateméticas e
delirante, ou
farsante, imaginação.
GEMELLI,
Padre Agostinho (
=== ).
Sacerdote franciscano. Fundador da Universidade Católica do Sdo.
Coração, de
Milão. Presidente da Pontificia Academia de Ciencias. === ===
Psicólogo, médico,
filósofo, teólogo...,
homem de cultura enciclopédica, o que lhe possibilita ser um
excelente
Parapsicólogo* da Escola* Teórica. Entre suas publicações
devemos destacar:
“Ció che respondono gli Avversari di Lourdes”, Firence, 1912 -
“L’Origine
Subconsciente dei Fatti Mistici”, 3a. ed., 1913 - “Religione e
Scienza”,
Milano, 1920. Além de numerosos artigos, como por exemplo
“Spiritismo e
Spiritiste”, em “Religione e Sciencia”, 1920, Vol. 2, pags
147ss. - “Ancora in
Tema di Spiritismo. Uma Recente Esperienza di
Materializzazione”, em “Vita e Pensiero”, 1922, págs, 520
ss. - Etc.
GENARO,
Sangue de São. ===
===
GÊNIOS. São
frequentemente citados
pelos imbuidos de Superstição* como
“argumento” (?) pro Reencarnação* (?), como se
troussessem séculos de
conhecimento.... Contra esse absurdo basta lembrar...:
·
que muitas vezes a genialidade se manifesta em
conhecimentos que não
existiam anos antes...
·
muitas vezes são fruto de muito estudo e esforço. Há Gênios em determinada área específica... Ver também Sábio Idiota.
·
o ambiente familiar e local, assim como a educação e
oportunidades
podem ter muita importancia.
·
alguma
genialidade esporádica
pode ser resultado do Talento* do Inconsciente, Intuição*...
·
muito tem a ver a hereditariedade.
·
poderiamos dizer quie é um feliz erro da natureza: assim
como há
retardados mentais em maior ou menor grau, tem que haver Genios
também em maior
ou menor grau separando-se do termo meio da generalidade.
·
Etc.
GEOMANCIA. Mancia* por meio de terra (= geo), de poeira, de seixos, de Muito praticada nos
povos
muçulmanos, foi introduzida pelos árabes na Europa a partir do
século XIII,
sendo muito explorada por charlatães.
Interpretavam as
fissuras ou asperezas que
havia.ou as formas
que acidentalmente se
formavam.
GERADOR DE NÚMEROS ALEATÓRIOS. Aparelho
eletrônico capaz
de indicar números, selecionados rigorosamente ao acaso.
Utiliza-se em
Experiências Quantitativas* de ESP*.
GERMAINE. Menina de Notre-Dame-la-Garde, na
França. Ela como
o curandeiro Beziat devem
sua fama a
haverem sido pivots de uma grande discussão a respeito do
Curandeirismo*. Após
uma difteria Germaine ficara cega e muda. Germaine nunca
abandonara a sua
aldeia. Béziat, praticante de Curandeirismo*, nunca a vira, mas
com grande
propaganda, disse que se ocuparia do caso, à distância... E com
efeito, uma
tarde em ==== ,
Béziat invocou, como
freqüentemente fazia, “os poderes divinos (?) de que ele era
administrador”
(!?). Eram 18:25h, e naquela mesma hora a menina recobrou
imediatamente a vista
e a fala.
Béziat curou-a à
distância? Há uma explicação
muito mais fácil e lógica. A menina era certamente cega e surda.
Submetida a
todo tipo de testes, realmente ela não adaptava os músculos dos
olhos e não
movimentava os músculos da fonação. É uma seqüela freqüente da
difteria, devido
aos processos nevríticos provocados pela toxina diftérica. Mas é
preciso frisar
que após algum tempo tais seqüelas geralmente se curam sozinhas.
Aliás, não
houvera atrofia nenhuma dos músculos. Diríamos: a menina
continuava durante
mais algum curto tempo cega
e muda por
inércia, Histericamente*. E a menina “sarou”,
simplesmente porque sabia que a essa hora “Béziat iria
curá-la”, e
acreditava. O Supersticioso* e o praticante de Curandeirismo*, mais uma vez, anotam
para si pontos que não
ganharam.
E as causas
daquela Histeria*? Sempre é
perigoso “curar” os sintomas sem curar a causa...: pouco depois
a menina
morreu, com 13 anos de idade.
GESP. Sigla da
denominação em
inglês de Percepção
Extra-Sensorial em
Geral: General Extra-Sensory Perception. Quando se quer frisar
que nas
condições das Experiências Quantitativas* de ESP* não se está
querendo
diferenciar ou positivamente se está querendo coadunar PT* e
PC*.
Nos testes de GESP
distinguem-se dois
sujeitos: um que “transmite” (?) a informação e outro que a deve
“receber” (?).
O primeiro na errada Micro-Parapsicologia* é o chamado Emissor* (sender)
(?) e o
segundo é o Receptor* (receiver)
(?).
No teste da GESP, o
“Emissor*” toma uma carta
do baralho previamente misturado, olha-a e procura “transmitir”
o símbolo ao
“Receptor*”. Este
último tenta obter a
informação...
A ridícula
Micro-Parapsicologia* deve achar-se digna da Escola* Teórica (se
a
conhecesse!), advertindo-nos que essa informação tanto pode ser
por PC* como
por PT* ou por ambas, e para eliminar qualquer possibilidade de
ocorrer uma
comunicação que não pelos canais da GESP recomenda a absoluta
(?) separação
entre o “Emissor*” (?) e
o “Receptor*”
(?).
.
GHOST SOCIETY. Foi fundada em Cambridge,
Inglaterra, em
1851 e destinava-se a estudar os Fenômenos “não normais”
apresentados pelo
Espiritismo* nascente. Podemos considerá-la a primeira das
sociedades de
investigação no campo da Parapsicologia*, pois precedeu à SPR*
fundada em 1882.
Ver Benson, Edward White.
GIBBES, E. F. R. G. S. Amiga e
editora de
Geraldine Cummins*. Autora de diversos artigos sobre
Experiências Qualitativas*
de diversos Fenômenos Parapsicológicos*. Membro da SPR*.
GILL, Madge (+1961). Inglesa,
famosa pela sua
Psicografia* artística. Apesar de ser simplesmente uma inculta
dona de casa,
produziu centenas de desenhos e pinturas, segundo ela “sem
dúvida orientados
por uma força invisível”, um Espírito* (?) que se chamaria
Myrninerest (?).
GLÂNDULA PINEAL. Ver Epífise.
GLORIOSO, Corpo. As principais
características, que durante o
processo natural da Biostase* e durante o processo
Preternatural* da
Ressurreição* vai adquirindo e constituindo o Corpo Glorioso,
estão expressas
no anagrama CASI: Claro, Ágil, Sutil, Impassível. A descripção
feita por São
Paulo (1Cor 2,13-15; 6,14; 15,20-23.35-55; 2Cor 5,1-4; 2Tm 2,18;
Fl 3,21; 1Ts
4,15-17; Rm 8,11; At 24,14s) e em outros textos da Bíblia*,
tanto no Novo
Testamento (Jo 5,28s; Mt 25,32; 27,53; At 2,36; 4,1; 10,42;
17,31; etc), como
no Antigo Testamento ( Dn 12,2s; 2Mc 7,9.11.14.23.29.36;
12,38-46; 14,46; Is
26,19; Jó 19,26s; Sb 3, 1-5.16; etc, etc.) há sido confirmada
nos mínimos
detalhes pelas numerosíssimas e profundas pesquisas sobre os
efeitos SN* deixadas
no Lençol* de Torino pela Ressurreição* de Cristo. Também em
nossa
Ressurreição* trata-se de um “corpo espiritual”, isto é, que
participa das
características próprias do espírito, por concessão de Deus*. À
medida que a
Alma* vai deixando um “corpo de trevas”, vai animando um “corpo
de luz”
Preternatural*. À medida que vai deixando um “corpo pesado”, vai
animando um
“corpo ágil” Preternatural*. À medida que vai deixando um “corpo
denso”, vai
animando um “corpo sutil” Preternatural*. À medida que vai
abandonando um
“corpo passível” vai animando um “corpo impassível” por
concessão
Preternarural*. À medida que a Alma* vai literalmente desanimando um “corpo corruptível”, vai animando um “corpo incorruptível” Preternatural*;
etc...
Ver Aparição para a compreensão do
Corpo Glorioso do
ponto de vista da Fisica Moderna.
Não deixa de
ser admiravel que ja desde tempos imemoriais muitos povos falam
de Sombra* dos
mortos, de Corpo* Sutil no além-túimulo, etc. Há um fundo ou
origem de verdade,
embora depois muito deturpado nos conceitos do Esoterismo* sobre
Perispírito*,
Corpo Etéreo*, Mundo Astral*, etc.
GLASTONBURY, Manuscrito da série. Uma famosa
série de
Psicografias* que abarca o período de 1918-1927, publicada em
nove folhetos.
Estiveram relacionados alguns Psicógrafos*, separados por
distâncias enormes e
em diversas datas: John Alleyne*, Hester Dowden*, Frederick
Bligh Bond*, a notável
Margery*, outra senhora de Winchester, etc.
As Psicografias* foram
recolhidas por
Frederick Bligh Bond*, e tinham que ver com seções desconhecidas
da Abadia de
Glastonbury e com a sua história. Através da informação obtida,
foram
descobertas nas escavações as perdidas capelas de Edgar e Lorett
e a parede
normanda da capela de Herlewin.
Para os
alienados pelo Espiritismo, prova
(?) de Comunicação* dos Espíritos* (?)
dos antigos monges. Na realidade tudo enquadra dentro dos
limites das
Faculdades Parapsicológicas* dos vivos, dentro do Prazo*
Existencial.
GLOSSOLALIA. Termo da Psiquiatria introduzido
pelo professor
Flournoy* em Parapsicologia* para designar casos como o da
“linguagem
marciana”, “lunar”, etc. de Helena Smith*. Línguas inventadas!
É
preferível nestes casos dizer Xenoglossia* Impropriamente Dita.
Em Psiquiatria designa
a utilização, por
certos alienados, de uma linguagem imaginária, que compreende
certa fixidez do
significado das palavras e com a sintaxe reduzida. Glossolalia é
também o termo
aplicado a um distúrbio mental em que se pronuncia uma algaravia
de sons
quaisquer sem sentido nenhum, como o parolear Inconsciente* e
sem nexo às vezes
das criancinhas. Muito frequente um manifestação idêntica ou
muito similar
entre os Pentecostais e Carismáticos. Ver também Barilalia.
Glossalalia é termo
tradicional em Teologia,
usado erradamente, para designar o “Dom de Línguas” e também e
concretamente no
campo da Demonologia* e Exorcismo*..., sem distinções com a
Xenoglossia*
natural nem sequer com a Glossolalia por Histeria*. Os
Carismáticos* e outros
Movimentos Pentecostais* usam também indevidamente o termo
Glossolalia, como
também erradamente a consideram
Milagre*.
GLOSSOTEIA. O mesmo que Glossolalia*. Nenhum
destes dois termos
é correto em Parapsicologia*, sendo preferível o termo Xenoglossia*.
GNANI
IOGA. O caminho da
Ioga* para o
Absoluto, a obtenção da sabedoria (?).
É uma falsa
Mística*, carregada de Magia*
herética: como se houvesse um caminho natural de alcançar o
Sobrenatural*!
GNOMOS. São concebidos como anões disformes e
velhos, de
grande barba, usando um barrete frígio. Atribui-se-lhes relação
com a
exploração mineira, a metalurgia e, de modo geral, o mundo
subterrâneo. São
geralmente considerados benfazejos, mas vingativos. E afirma-se
que podem
adquirir a imortalidade mediante relações amorosas com seres
humanos (?). Ver
Potestades.
GNOSE. Doutrina de diversas Seitas*
heréticas dos séculos
II e III. Em oposição aos hereges seguidores de Ario,
acertadamente proclamavam
a divindade de Jesus. Erradamente, porém, afirmavam ter um
conhecimento
especial, de natureza de Esoterismo* oriental, pelo que teriam
“o conhecimento” (= gnose,
em grego), superior (?) ao ensino dos Apóstolos e da Igreja a
respeito da
doutrina de Cristo... e conhecimento também de todas as coisas
(?!). Completa
loucura megalomaníaca.
Hoje há diversas
Seitas* de Gnósticos
ou grupos que se dizem
pertencentes à Gnose. Na realidade não são descendentes da
antiga Gnose, usa-se
o termo para designar a intenção
ou
alegação megalomaníaca de encontrar uma explicação total (?) das
coisas por
processos supra-racionais (?) dos seus Iniciados*.
Ver Mead,
G. R. S.
GOLDEN DAWN, Order of the. Ver Aurora
Dourada, Ordem
Hermética da.
GOLDNEY, Kathleen M. (1895-1992). A obstetra “Mollie”, como era
chamada por todos
os que a conheciam, foi um pouco de tudo na SPR*: auxiliar do
Assambleia da
SPR* em 1942, membro pleno a partir de 1945, Secretaria de
organização de 1949
até 1958, auxiliar do Comité de Finanças de 1944 a 1959, etc., etc, e chegou a ser
por muitos anos
Vice-Presidente da SPR*.
Colaborou com Harry
Price* na pesquisa sobre
vários Médiuns* de Fenômenos* Parafísicos, especialmente em
Experiencias
Qualitativas* que desmascararam a Médium* Helen Duncan*. Mas
sobre tudo
destacou colaborando com o Dr. Soal* nas famosas Experiencias
Quantitativas* de
Pcg* com o Psíquico* Basil Shackleton.
GOLIGHER, Círculo. Compreende a família de
Médiuns* com a qual
o Dr. J. W. Crawford* realizou muitas Experiências Qualitativas*
de
Ecto-colo-plasmia* e Telecinesia*. Eram 6, às vezes 7 e mesmo 8:
A jovem Katlleen
Goligher, de 16 anos, a
Psíquica* principal, com amplo destaque e sem a qual nada
conseguiam os demais:
a mãe, o pai, suas tres irmãs, às vezes seu irmão e inclusive o
cunhado. As
sessões realizavam-se quer em sua casa, quer em casa do Dr.
Crawford*.
Falecido o Dr.
Crawford*, o executor do seu
testamento literário, E.
E. Fournier
d’Alba, Doutor em Ciências pela Universidade de Londres,
Birmingham e
Salamanca, cientista rigoroso e distinguido por todos os sábios
da época,
durante tres mnesses reiterou as Exeriencias Qualitativas* coim
a Srta.
Goligher e seu císculo. Concluiu que, em certos casos, os
Fenômenos do Círculo*
Goligher eram certamente Fraude*, e outros duvidosos.
“Duvidosos”, o que é
quase tanto como
reconhecer, o rigorosíssimo Fournier d’Alba!, que também houve
algum autêntico
Fenômeno* de Telecinesia* por Ecto-colo-plasmia*. Certamente. É
o eterno
problema dos que não conhecem a psicologia essencialmente
doentia e Histérica
dos Psíquicos*. Ver Função Menos, e Fraude.
GOLPES. Ver Raps e Tiptologia, termos
preferíveis, especialmente
o segundo.
GÖRRES, Padre Johann Joseph von
(1776-1848). ===
=== no seu
tratado em cinco volumes: “Die Christliche Mystik”, Cologne,
1836 (tem várias
reedições inclusive hoje),
GOTAMA GAUTAMA.
Ver
Buda.
GRAAL, Santo. ====
GRAFOLOGIA. Em Psicologia, investigação
científica da letra,
com o propósito de identificação pessoal ou de análise da
Personalidade*.
Há, porém, muitos
Adivinhos* (?) se-dizentes
praticantes de Grafologia. Charlatães. O que não impede que
alguma vez qualquer
simulacro de Grafologia, como mais uma Mancia* possa entrar no
âmbito da
Parapsicologia*: Metagrafologia*.
GRAMATOLOGIA. Termo criado por Maxwell* para
designar a análise
de palavras ou frases soltas obtidas por Pneumografia* ou
Psicofonia*, e
inclusive por Psicografia*, quando não se conhece o Psíquico*.
Pela análise da
gramática, ortografia, sintaxe,
expressões
típicas... intenta-se
deduzir
o autor.
GRANDE IRMANDADE BRANCA. Mítica
organização de
Demônios*, ou Espíritos* (?) de mortos, ou Extraterrestres*, ou
Elementares*
ou/e mesmo outros seres Mitológicos* que, segundo alguns autores
carregados de
Superstição*, exerceriam uma certa ação diretiva sobre a
humanidade.
GRANDIER, Padre Urbain. Ver Loudun,
Processo de.
GRANT, Kenneth. Escritor que consagrou muito
esforço e
dinheiro a analisar e levantar tudo o que se dizia de Aleister
Crowley*.
Publicou “The Magic Revival”, Londres, 1972 - “Aleister Crowley
and the Hidden
God”, 1973. É co-editor, com John Symonds, de “The Confessions
of Aleister
Crowley”, 1969 - “The Magic
Record of the Beast 666”, 1972 -
“Crowley’s Magic”, 1973. É também um dos colaboradores
escolhidos por
Cavendish*.
GRAXA ou BANHA (Cadáver conservado
em). Em certas
populações
africanas houve o costume de colocar na porta da cabana, para
que a protegesse
dos maus Espíritos* (?), o cadáver de algum célebre
Feiticeiro*..., que logo
depois da morte cobriam com banha de porco e colocavam todo o
dia ao forte sol,
de noite novamente o cobriam de banha e de dia novamente ao
sol.... Assim o
cadáver absorvia tal quantidade de banha, que retardava a
corrupção inclusive
anos.
Que nos desculpem
alguns Racionalistas* etc,
mas na realidade só um louco pode
confundir esse excesso de “porcaria” com a verdadeira
Incorrupção*.
Não
confundir com Graxa de Cadáver ou
Saponificação*.
GREGORY, William (1803-1858). Investigador
inglês. Na sua
obra “Letters to a Candid Inquirer on Animal Magnetism”, Paris,
1851,
estudam-se fenômenos do que hoje se chama PG*, manifestados
durante a Hipnose*,
refutando muito acertadamente a opinião que os considerava
Revelações*.
GRIUERSON, Francis. Ver Shepard,
Jesse.
GROUPE D’ ÉTUDE ET
RECHERCHE DU PARAPSYCOLOGIE (GERP). Em 1969 um grupo de
estudantes de Psicologia
Experimental, inscritos na Faculdade de Nanterre, solicitou
insistentemente que
a Faculdade proporcionasse pesquisa e ensino de Parapsicologia*.
A idéia foi
mal aceita pela maioria dos professores, absolutamente
desconhecedores do que é
Parapsicologia*. A administração, porém, acabou por colocar à
sua disposição
duas salas, o que lhes permitiu iniciar “heroicamente” os
trabalhos sobre...
menos ainda que a Micro-Parapsicologia*. Assim nasceu o GERP. A
sua orientação
foi, de início, essencialmente constituída por
Experiências
Quantitativas* no meio animal, por imposição da mentalidade dos
seus
professores, que só aceitavam como científica a metodologia
Materialista*...
GRUPO POPOV DE BIOINFORMAÇÃO. Organismo
russo, dirigido
pelo Dr. Kogan, que dentro do preconceito ou esperança própria
da Psicotrônica*
dedicou-se ao estudo dos Fenômenos PG*, particularmente PT* e
Pcg*, em vistas à
sua aplicação prática, nomeadamente no campo técnico-militar.
O que mais apreenderam
é a necessidade de
extrema prudência, pois os Fenômenos Parapsicológicos* são
essencialmente
espontâneos e incontroláveis, salvo alguns de HD*, e todos inclusive
perigosos à saúde do
Psíquico*.
GUAITA, Stanislas de (1860-1898). Destacado
Rosa-Cruz* e
Ocultista* francês, associado ao movimento simbolista na
literatura.
Muito Ocultismo*
e pouquíssima ciência nas
suas “ciências ocultas”.
=== Gualtério
===
“Milagre do Coxo
Aleijado”===
Outro milagre do mesmo tipo ou
classificação, pela
intercessão de São Lourenço.
Gualtério de Sublaco, tinha três anos
de idade,
atacado de poliomielite, ficara aleijado de tal forma que os pés
aderiram às
nádegas haviam dois meses e meio, ficando completamente coxo.
A mãe, Méglia, e a avó Sofia, levaram
o menino ao
eremitério. Foram
recebidas pelo irmão
Amato, que compadecido, consentiu em apresentar somente o menino
ao irmão
Lourenço. O famoso
taumaturgo pegou o
menino no colo e concentrou-se em oração à Deus*. Testemunha o irmão
Amato: “Imediatamente com
suas orações, retornou-o à anterior saúde”.
Para o processo, sete anos depois,
verificou-se que
a cura permanecia perfeita.
=== ===
GUANO, Cadáver conservado em. Por exemplo
no museu do
Trocadero de Paris está em exposição um cadáver encontrado no
fundo de um
pântano, em meio e
penetrado a tal ponto
por tanto material orgânico, que impediu a corrupção e se
conserva em bom
estado.
Nada tem a ver
com a verdadeira
Incorrupção*.
GUÉNON, René ( 1886-1951) ===
GUIA, Espírito .
Ver
Controle.
GUILD OF SPIRITUAL HEALING. Trata-se de
uma organização
espírita de praticantes de Curandeirismo*. Seguem as instruções
de um Médium*,
Sr. Simpson, que teria, por sua vez, sido instruído por um
médico do além (?),
que se chamaria Dr. Lascelles (?). O grupo de praticantes de
Curandeirismo* é
composto por sete, “número mágico” (?).
GULIAEV, === ( === ). Grande
Parapsicólogo* russo
e professor de Parapsicologia* na Universidade de Moscou. ===
===
GUPPY, Sra. de Samuel. Médium*
britânica
descoberta pelo Dr. Alfred Russell Wallace*, em casa de sua
irmã. Nunca constou
que ela tivesse obtido benefícios econômicos à custa de seus
Fenômenos
Parapsicológicos*. Em numerosas Experiências Qualitativas*
principalmente nos
anos 1866 a 1872 comprovou-se que tinha notáveis manifestações
de Telecinesia*,
e que produziam-se Aportes* com notável “freqüencia”, de modo
particular de
plantas e de flores.
A sua principal
pretensão à fama, seria o seu
pretendido Auto-transporte*, desde
seu
lar, em Highbury, até
o número 61 da rua
Lambs Conduit, em Londres, a três milhas de distância!
Certamente irreal, mais
uma mostra do desequilíbrio histérico tão freqüente nos
Psíquicos*. Ver Função
Menos. Como máximo poderia haver sido Projeção* de PG por
“mérito” da
Percipiente* em Londres...
GURDJIEFF, Georgei Ivanovitch
(c.1877-1949). Sua família
era de origem
grega. Nasceu perto da fronteira russo-persa. A data do seu
nascimento é
duvidosa, pois ele próprio indicou datas diferentes segundo as
conveniências...
Logo depois que ele nasceu, a família mudou-se para Kars.
Ainda muito jovem,
partiu de casa e
desapareceu durante cerca de vinte anos, vagando, segundo ele
próprio afirma
(!), pela Ásia, Europa e África “em busca da verdade” (?).Afirma
que teve
encontros com prestigiosos
Faquires* e
Dervixes* e que se dedicou ao estudo da Hipnose* e da Ioga*.
Escreveu várias
obras que, embora contenham alguns elementos autobiográficos
talvez
verdadeiros, em geral são enganosas.
Qualquer que seja a
verdade sobre as suas
viagens, Gurdjief chegou a Moscou em 1912 e passou a arrebanhar
discípulos.
Durante quarenta anos dedicou-se a ensinar (?). Pretendia
“explicar”(?) a
natureza do homem e
do universo... Mas
na realidade o que ele “ensinava” (?), tudo era com os
preconceitos da ciência
Materialista*, totalmente diferente do que haveria aprendido em
Oriente...
Em 1917 a Revolução
interrompeu o trabalho de
Gurdjief e de seus grupos.
Regressou
então com a família para o Cáucaso. Em
Tiflis fundou o “Instituto para o Harmonioso
Desenvolvimento do Homem”
(?). A vida tornou-se tão difícil que obrigou Gurdjief e os seus
discípulos a
deixarem a Rússia por Constantinopla, onde retomou os seus
trabalhos.
Escreveu um poema
épico cronológico, tendo
como base: Belzebu (?) lançado ao sistema solar (!).
Foi o inspirador de
Duspensky, que
desenvolveu os seus ensinamentos no Ocidente,
e conjuntamente formaram em Londres o “Fundo Gurdjieff”.
GURNEY, Edmund (1847-1888). Inglês,
dotado de uma
extraordinária cultura, foi destacado e pioneiro investigador de
Parapsicologia*. Reuniu o resultado dos seus estudos durante
muitos anos sobre
Casos Espontâneos* no livro de fama mundial, imprescindível
ainda hoje para
todos os Parapsicólogos*, “The Phantasms of Living”, Londres,
1886, escrito em
colaboração com F. W. H. Myers* e F. Podmore*.
GURU. Termo hindu que significa Mestre e que se aplica geralmente a um orientador
da Ioga*.
GUZIK, Jean (1876-1928). Nascido em
Raczna, na
Polônia, muito cedo começou a manifestar Fenômenos de
Tiptologia*,
Telecinesia*, Fantasmogênese*, etc.
Foi estudado com
muitas Experiências
Qualitativas* de alto valor científico na “Sociedade Polonesa de
Estudos
Psíquicos”. E em Paris, sob
a direção do
Dr. Geley* em 1922 e 1923, fez oitenta ou mais sessões de
Experiências
Qualitativas*.
Em conseqüência das
sessões dirigidas pelo
Dr. Geley* foi publicado o célebre Manifesto dos Trinta e
Quatro, que chegava à
conclusão da exata certeza da realidade dos Fenômenos.
Contudo, uma comissão
de professores da
Sorbonne qualificou como Fraude* os Fenômenos que eles viram numa única
sessão. Guzik, talvez
inconscientemente, pode ter feito alguma Fraude* perante a
comissão,
precisamente por estar em Estado Alterado* de Consciência e
porque todos os
Fenômenos Parapsicológicos* são espontâneos, contra o
preconceito da comissão
“científica” para a qual toda realidade tem que ser repetível à
vontade ou não
existe!
Guzik indudavelmente
era um grande Psíquico*,
apesar de às vezes, como todos os Psíquicos*, cometer Fraude*.
Inclusive alguns
Fenômenos de Ectoplasmia*, tais e nas condições nas sessões
dirigidas pelo
Dr.Geley*, eram totalmente inimitáveis por
Fraude*.
- H - HADES. Designação greco-romana do
mundo após a morte: um
rio, a barca de Aqueronte, e a partir da outra margem o
mundo dos mortos, como
sombras.
Outras
Mitologias* adotaram, mais ou menos esporadicamente, o mesmo nome.
Por exemplo em determinadas
pretendidas Comunicações* dos Espíritos*
(?), como as atribuídas ao Espírito* (?) de
F. W. H. Myers* na
Psicografia*
da Médium* Geraldine Cummins*, o Plano*
de Ilusão é chamado
também Hades. 000 HAGIOGRAFIA. É a historia e o conjunto dos
estudos a respeito da
vida dos santos. HALO.
Círculo
de luz, nimbo,
amiúde pintado à volta da cabeça de um santo. Tem origem
simbólico na Aura*
conforme é descrita no antigo Oriente. Nas imagens é
substituído por uma coroa
da mesma forma que o halo, colocada
detrás da cabeça. HAMEL,
Xifré.
Pseudônimo do dirigente do
movimento da Teosofia* em Espanha durante mais de três
décadas. Muita
propaganda, muito fanatismo, e nada de ciência. HAMILTON,
Glen. Médico
americano, que foi presidente da SPR*
de Winnipeg. O grupo estava constituído por quatro
médicos, um engenheiro civil
e um engenheiro eletrônico. Dispunham do seu próprio
laboratório, no qual um
conjunto de câmaras estereoscópicas apontavam para onde se
produziam os
Fenômenos Parafísicos* a fim de detectar a presença da
Telergia* ou
Ectoplasma*.
A sua
análise crítica dos estados de Transe* constitui um
valiosa obra para os
especialistas. A ele se devem valiosas fotografias de
Telecinesia*,
Ectoplasmia* e Levitação*. Entre as Psíquicas* não
profissionais, que se
submeteram lá a Experiências
Qualitativas*, contavam-se Elizabeth M., Mary M. e
Mercedes. HAMILTON,
Louis. Sob
o pseudônimo de
Cheiro fez-se muito
conhecido entre os sequazes do Esoterismo*. Foi autor de
inúmeros livros, de
nenhum valor científico, sobre Quiromancia* e outras
Mancias* para Adivinhação*
da Sorte*... (?!). HP
(ou HT). Sigla
de Subjugação
Telepsíquica, tomada da
expressão Hipnose* Paranormal* (ou de Hipnose*
Telepática*), dado que as
iniciais ST, que corresponderiam à Subjugação
Telepsíquica, na realidade
designam a Sugestão* Telepática, precisamente a faculdade
com que se induz (?)
à distância (?) o Transe* Hipnótico. Lembre o leitor que
tanto na HP (ou
HT)como na verdadeira ST* todo o mérito é do receptor ou
Percipiente*, o
chamado “Agente*” não passando de objeto externo da
percepção PG*. HARE
KRISHNA,
Movimento.
“Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna”. É
sabido que um
estimulo suave, monótono e persistente causa Hipnose*: os
dirigentes dessa
sociedade afirmam que Deus* se compreende (?) cantando
seus nomes na ordem
correta (?), e assim os jovens ficam horas e horas a fio
cantando monotonamente
“Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare, Hare,
Hare Rama, Hare
Rama, Rama, Rama....”
Arregimentam
jovens, fazem uma grande e muito técnica Lavagem*
Cerebral, ficam com todo o
dinheiro que por herança corresponderia aos jovens e os
põem a trabalhar pouco
menos que como escravos, idiotizados, ao serviço da
organização de exploração
econômica. HARE,
Robert
(1781-1858).
Professor de Química no “Medical College” da Universidade
de Pensilvânia. Escreveu
diversas obras sobre Química e
invenções científicas.
Foi
também investigador
na área de
Parapsicologia*. Interessou-se pelos prodígios do nascente
Espiritismo* e foi o
primeiro homem de ciência que os estudou com Experiências
Qualitativas*, sob
rigorosas condições científicas. Entre 1844-1858
investigou o famoso Médium*
Daniel Dunglas Home*.
As suas
investigações, porém, indevidamente confundindo a realidade dos Fenômenos Parapsicológicos*,
que estudou, com a interpretação
espírita, que nem intentou
analisar, levaram-no ao convencimento da intervenção dos
Espíritos* (?) como
afirma no seu livro “Experimental Investigation of the
Spirit Manifestation,
Demonstrating the Existence of Spirits and their Communion
with Mortals”, Nova
Iorque, 1858. HARRIS,
Thomas
Lake (1823-1906). Místico* (?) e poeta americano. Publicou “A Nova
República”,
1891, e
inúmeros outros livros. Em
1840
conheceu Andrew Jackson Davis*, e passou a interessar-se
por Espiritismo* e
pela doutrina de Swendenborg*. Desde cerca de 1850 começou
a entrar em Transe*
produzindo por Psicografia* longos poemas Místicos* (?).
Dizendo que
por ensinamento dos Espíritos* (?), aguardava e pregava
insistentemente a
segunda vinda de Cristo em Mountain Cove. E no seu
fanatismo, sem desanimar
pelo fracasso, nos fins daquela mesma década fundou a
“Irmandade da Nova Vida”.
Em 1894 pensou que
finalmente atingira a
união Mística* (?) com a sua contraparte celestial (?), a
rainha Lírio (?), e
que tornara-se imortal (!). Após isso, esperava que o
mundo chegasse ao fim
quase imediatamente. Como isso não aconteceu,
teve que amargar os últimos anos da sua vida
abandonado e isolado, em
Nova Iorque. HARTMANN,
Franz
(1838-1912). Médico alemão. Havia sido Teósofo. Junto à
Médium* Katie Wentwoot
procurou e conseguiu um certo Desenvolvimento*. Em 1858
fundou na Alemanha a
“Ordem Rosa-Cruz-Esotérica”. Entre suas publicações
destacam “Magic White and
Black”, “Life of Paracelsus”, “Occult Science and
Medicine”... E “Life of
Jehoshua”, um livro concebido evidentemente com a pior das
intenções e
preconceitos, mas que pelo que teve que estudar para
escreve-lo, terminou por
modificar completamente sua vida: Após
profunda reflexão, no ano seguinte de have-la fundado,
afastou-se da “Ordem
Rosa-Cruz-Esotérica”, e afastou-se também da Teosofia*.
Desde então
passou a residir por muitos anos nos Estados Unidos,
dedicando-se à
investigação na área da Parapsicologia*, e para isso
viajando por diversos
países. Mereceu ser reconhecido e prestigiado entre os
Parapsicólogos*.
Como a
desmascarou, Helena P. Blavatski*, fundadora e presidente
da Teosofia*,
descreveu-o como “muito mau”, e os teósofos britânicos
apelidaram-no de “porco
Franz”. É um dos seus maiores méritos de cientista haver
completamente
desmascarado a Sra. Blavatski*
e
refutado a Teosofia*. HAUFFE,
Frederika
(1801-1829). Uma extraordinária Psíquica*. Foi estudada pelo
médico alemão Dr.
Justinus Kerner*, que inclusive a teve hospedada em sua
casa, de novembro
de 1826 até maio de 1829, três meses
antes de ela morrer em 5 de agosto de 1929 com vinte e
oito anos.
Contraíra
uma estranha doença aos 21 anos, da que morreu sete anos
depois. Nada foi
possível apurar sobre a mesma doença com os recursos da
época, nem depois da
necropsia, onde descobriram que todos seus órgãos estavam
profundamente
alterados, menos o cérebro. Durante
a
duração da enfermidade manifestou muitos Fenômenos
Parapsicológicos*,
praticamnte de toda classe. A sua descrição ocupa todo um volume
que Kerner* escreveu,
intitulado “A Vidente de Prévorst”, pois Prévorst era o
vilarejo natal de Frederika,
perto de Lowenstein. Era filha de lenhadores, ignorantes,
como ignorante foi
Frederika.
Kerner*
descreve com precisão e objetividade muitos Casos
Espontâneos* de Êxtases*,
Visões*, PG*
inclusive muitos de Pcg*,
Telecinesia*, Fotogênese*, Fantasmogênese*, inclusive de
Levitação*, etc. HATHA
IOGA. Um dos
caminhos da Ioga*,
por meio da cultura física e disciplina mental imposta ao
corpo. HAXBY.
Médium* inglês de
Fenômenos* Parafísicos. O Dr. Alfred Russell Wallace* em
1870 realizou
Experiências Qualitativas* de Fantasmogênese* e
Transfiguração*, com muitas
provas e medições. Demonstrou que havia semelhança junto
com determinada
discrepância entre o corpo do Médium* e
o da Transfiguração*, como é lógico no Fenômeno*
autêntico. HANS,
Cavalo.
Trata-se de um dos
pretensos “cavalos inteligentes”, e o primeiro a ser
estudado cientificamente
em muitas Experiências Qualitativas*. Ver Elberfeld,
Cavalos de. HAXIXE. Derivado do
árabe hachich = erva. É uma resina
extraída das folhas e das
inflorescências femininas do Cânhamo* Indiano. É uma das
drogas mais
vulgarmente consumidas pelos toxicômanos, a par da heroína
e da cocaína. Fumado
ou mastigado, provoca torpor e sensações agradáveis, por
vezes com Alucinações*
e, mais raramente, delírio furioso como se fosse uma
Possessão* ou
Incorporação*. É usado por certos Psíquicos* com a
intenção de chegar a dominar
(?) à vontade a manifestação de Fenômenos
Parapsicológicos*. HAYNES,
Renée.
Parapsicóloga
contemporânea. Seu interesse pela Parapsicologia* tem as
raízes na sua
infância, porque em Londres!, onde nasceu. viveu em várias
casas com fama de
Mal Assombradas*, e porque um dos Colégios em que estudou
foi um colégio
particular, ao ar livre!, dirigido por seguidores da
Teosofia*. Formou-se em
Direito e Historia na Universidade de Oxford. Ingressou na
SPR* em 1942,
chegando a ser excelente pesquisadora. Nesse mesmo ano
converteu-se ao
Catolicismo. Desde 1958, membro do Conselho da SPR*. A
obra principal de Haynes
é “The Hidden Springs”, Londres, 1961. Devem destacar-se
também “The Seeing
Eye, the Seeing”, Londres,
1976 e “The
Society for Psychical Research”, Londres, 1983.
Deve-se a
ela um interessante estudo que publicou com o título
“Philosopher King”,
Londres, 1970, sobre o melhor dos Parapsicólogos* de todos
os tempos, o
insuperável Bento* XIV. HD. Sigla de Hiperestesia
Direta. A sigla é preferível. Designa a enorme
capacidade de captação, ao
menos no âmbito do Inconsciente*, que os nossos sentidos
possuem.
É muito
freqüente que a Micro-Parapsicologia* ponha no rol da ESP*
casos que são
simplesmente HD (ou HIP*).
Petétin*
fez
famosos vários casos de HD auditiva, olfativa,
gustativa... de tipo
Parasentido*, casos que estudou em Experiências
Qualitativas* e que descreve no
seu “L’Electricité
Animale”, Lyon, 1803:
os Psíquicos* Hiperestésicos
não
ouviam nem gostavam nem cheiravam pelos órgãos
diferenciados para essas
sensações, mas o faziam pelas pontas dos dedos ou por
outras partes da pele. HEINDEL,
Max.
Ocultista que arrastou
multidões de desavisados. Autor de muitos livros de
“filosofia” (?) Rosa-Cruz*
e sobre as influencias (?) da Astrologia*. Dirigiu durante
cerca de trinta anos
uma clínica (?) de “curas” (?), na base de
diagnóstico astrológico (?).
Tratamento meramente por Sugestão*, perigoso e ilegal
Curandeirismo*. HÉLIOS,
Mundo
de . Hélios é o nome
grego que designa o Sol,
que era considerado um deus (?).
Mundo de Hélios seria o quinto nível dos sete Planos*, de
acordo com as
Comunicações* prendidamente do além (?) atribuídas por
Cummins* a Myers*. HELL,
Padre
Maximiliano (1720-1792). Padre jesuíta, de Viena. É carisma dos jesuítas
dedicar-se à ciência
precisamente em beneficio da religião: ciência e fe,
religião racional. O Pe.
Hell S.J. primeiramente cultivou a Astronomia, depois
passou a dedicar todo o
tempo disponível à um aspecto da Parapsicologia* que
brotava no seu tempo: a
Hipnose*, na que representa o segundo grande passo
histórico na pesquisa. Seguindo
as
bases de Paracelso*, e superando-as abertamente, o Pe.
Hell, a título de
pesquisa, realizou com êxito inúmeras curas maravilhosas
servindo-se da
Hipnose*. Acertadamente rejeitou com fortes argumentos as
inexistentes
influencias da Astrologia* postuladas por
Paracelso*, como rejeitoui também o Magnetismo*
Animal postulado por
Mesmer*. Curiosamente, para aumentar a Sugestão*, o
jesuíta astutamente usava
uma pequena vareta de mineral magnético, compactuando com
tão arraigada
mentalidade popular do Magnetismo* Animal... HELMONT,
João
Batista van (1557-1644). Grande
homem de ciência,
nascido em Bruxelas e lá falecido. Deve considerar-se como
o mais conhecido e
preparado entre os continuadores da obra e da doutrina de
Paracelso*, assim
como o traço de união entre a concepção da influencia da
Astrologia* segundo
Paracelso* e o Magnetismo* Animal segundo
Mesmer*. Foi um estudioso de segredos e práticas do
Ocultismo* em geral
e da Alquimia* em particular.
Mas o
extremamente importante foi a sua atividade científica, a
ponto de o fazer ser
considerado como um precursor da Fisiologia, porquanto foi
ele o primeiro a
intuir a função do estômago e a sua importância no
processo digestivo, assim
como a ação capital do diafragma na
respiração. E ainda mais importante a posição científica
de Van Helmont como
precursor e, no entanto, bem precisa no
quadro das concepções que estão como bases do que
resultaria em Magnetismo*
Animal, conceitos de base que ele experimentou e utilizou
no decurso da sua
longa carreira de médico.
A partir
dele, o estudo e aplicação das conceições e práticas do
Ocultismo*
orientar-se-iam, cada vez mais e com muita razão e
fundamento científico, para
metas bem mais concretas e socialmente mais construtivas,
como a Medicina, as
Ciências Naturais, a Farmacologia, a Fisiologia e a
Anatomia. HEMATOGRAMAS.
Desenhos, símbolos ou
grafismos marcados na pele (ou sobre lenços que a ela
tenham aderido), por
Exudação* Hemática.
Menos
exatamente usa-se o termo aplicado aos Estigmas*. HENRY,
Charles.
Professor francês contemporâneo, Diretor do “Laboratório
de Fisiologia das Sensações”
na Sorbonne.
A propósito de PG*
demonstrou que a ciência não pode
continuar sendo Materialista*, acreditando que tudo
em última instancia
se reduz a processos eletromagnéticos.
Um tanto
metaforicamente em certos detalhes, ele insiste em que há outras forças.
Em primeiro lugar uma outra
vibração do “éter”: a forma gravítacional, para a matéria
psico-química. E
ainda outra força,
ou duas, “biopsíquica”,
da vida e da Alma* espiritual.
O processo eletromagnético é uma espécie de termo meio ou
traço de união entre
os outros dois. HEPATOSCOPIA. Ver
Aruspicina. HÉPTICA
(em
relação a cadáveres). Aconteceu algumas vezes que certos anacoretas do
deserto jenuaram a
tal extremo, que seus corpos cairam em marasmo ou héptica:
pouco mais que pele
e osso. Assim, seus cadáveres, também por isso, além de
por enterrados em
lugares muito Secos* do próprio deserto, foram encontrados
em bom estado de
conservação até muito tempo depois. Claramente é uma falsa
Incorrupção*. HEREDIA, Padre Carlos María ( === ). Nasceu em
México. Sacerdote da
Companhia de Jesus, jesuítas
(S.J.). E
precisamente como sacerdote viu a importncia da
Parapsicologia* para combater
as Superstiçoes*, especialemnte o Espiritismo* muito em
boga e para possibilitar
uma reta religião, adulta e firme. Foi um grande
conhecedor de Parapsicologia*.
A ele devem-se importantes Experiências Qualitativas*,
especialmente de HIE*, e
análises críticas dos Fenômenos Parapsicológicos*
apresentados pelosMédiuns* e
de Casos Espontâneos*. Hábil Ilusionista* e amigo de
Houdini*, trabalhando
juntos no desmascaramento deMédiuns*. Extraordinário
conferencista, foi um
grande refutador do Espiritismo*. Neste sentido e como
escritor de estilo muito
ameno, são muito conhecidos e traduzidos a várias línguas
“O Espiritismo e o
Bom Senso”, Rio de Janeiro, 1924, e “As Fraudes
Espíritas e os Fenômenos
Metapsíquicos”, Petrópolis, 1958. HERMES
Trimegisto.
O deus (?) Thot, correspondente à Lua, na antiga
Mitologia* egípcia, que seria
o inventor da Magia*, da linguagem e da escrita. Foi
chamado pelos gregos
Hermes Trimegisto
(= três vezes grande). E
o humanizaram: haveria sido um rei de Egipto que haveria
reinado durante 3.226
anos (!!), e haveria escrito 36.525 livros (!!) de Magia*. Na
realidade desses pretensos livros
só 42 foram escritos séculos mais tarde, ao redor dos
começos do século IV. Dai
surgiu a expressão
Hermetismo, que
emprega-se hoje vulgarmente para designar, de um modo
geral, os ensinamentos do
Ocultismo*.
Os romanos
identificaram o deus (?) Hermes-Ibis com Mercurio, o deus
(?) alado dos
comerciantes e dos viajantes.
Na Idade
Média esses livros atribuidos a Hermes foram a fonte
principal da Astrologia* e
da Alquimia*.
Ver
Mead, G. R.
S. HERMETIC
BROTHERHOOD
OF LUXOR. Associação
de Maçonaria* e
Ocultismo* fundada em 1887 por membros da Sociedade
Rosa-Cruz*. H. Blavatski*
afirma que o nome Luxor
procede de Lookshur,
uma localidade da Siberia (?).
Seu centro de ensino chama-se, bem significando a
mentalidade dos seus
associados cheia de Superstição* e sincretismo, “Isis-Urania
Temple
of the Hermetic Studens of the Golden Dawn”.
Ver Aurora Dourada,
Ordem Hermética da.
Pretende
ser herdeira dos Mistérios* da mais remota antiguidade, da
Cabala*, da Magia*
ceremonial, e... de tudo! Os maiores impostores da
humanidade, como H.
Blavatski*, Allan Kardec*, A. Crowley*...,
pertenceram a esta associação. Um dos seus membros, nada menos
que A. E. Waite*,
apos profunda reflexão honestamente se separou da
associação e soube fazer dela
a crítica
arrasadora que merece. HERÓIS.
Personagens
históricos cujas
façanhas e aventuras se propagaram nos Mitos* e lendas do
seu povo. Em geral, a
posteridade pagã eleva-os à condição de deuses (?) com
figura humana. HERÓDOTO. Grande
historiador grego da
antigüidade, que percorreu quase todo o mundo conhecido de
então.
Ele narra
nas suas memórias a curiosa estratagema de Adivinhação*
empregada pela
Pitonisa* de Delfos* e desmascarada pelo rei da Lídia,
Cresus*.
Conta também
que um dos sete sábios da Grécia, Periandro, mandou
“consultar a Sombra*” (?)
de sua mulher, degolada outrora por ordem do mesmo
Periandro. O fato confirma
que já em tempos bem recuados
praticava-se certo Espiritismo*. HETEROSCOPIA. “Visão” dos
órgãos internos de outra pessoa.
Conhecimento do tipo de doença de que padeça uma pessoa,
assim como localização
de um determinado mal, podendo descrever as suas
principais características
Trata-se de PG* ou HIP*,
projetadas por
Alucinação* Verídica, não simplesmente neurótica como tal.
HETERO-SUGESTÃO.
Ver Sugestão. HETTINGER,
John.
Começou as suas investigações sobre Psicometria*
(parapsicológica) em 1935, em
Londres. Foi o primeiro a conseguir um doutoramento em
Psicologia por estudo de
Fenômenos Parapsicológicos*.
Em 1938
imaginou um dispositivo mais astucioso para Experiências
Qualitativas*,
associando Psicometria* e PG*. Publicou os resultados em
“Exploring the
Ultra-perceptive Faculty”, Londres, 1941. Pelos
seus
estudos e Experiências Qualitativas* chegou a convencer-se
da realidade da Sobrevivência*,
embora em grande parte deduzindo-a erradamente da confusão
da realidade
dos Fenômenos
Parapsicológicos* com a interpretação
como intervenção ou
Comunicação* dos
Espíritos (?), inexistentes. HEXAGRAMA
CHINÊS. É
uma Mancia* por meio de varinhas de caules de alquileia,
que permitem construir
figuras representativas de números pares e ímpares. Os
hexagramas, em número de
sessenta e quatro, traduzem e realizam todas as estruturas
possíveis do
universo. HEYMANS. Foi um
dos experimentadores
que em 1920 na Universidade de Groninger, na Holanda,
fizeram Experiências
Qualitativas* de PG* com resultados francamente positivos.
De entre vários
Percipientes* destacou-se enormemente Van* Dan. HIDROMANCIA.
Mancia* pelo exame da água
contida em alguidares ou bacias. A água, submetida a
práticas e rituais
especiais, adquiriria (?) algumas propriedades, como por exemplo sons (?) peculiares,
que os Adivinhos*
teriam o poder (?) de ouvir e deles tirarem os
Presságios*. HIDROSCOPIA. Ver
Rabdomancia, termo
preferível. HIE. Sigla
de Hiperestesia
(Indireta do Pensamento) sobre Inconsciente
Excitado. A sigla é
de uso preferível ao longo nome por extenso.
É um tipo de
HIP*, mas onde, em vez do pensamento Consciente*,
adivinha-se no Inconsciente*
de outra pessoa algo que está em relação ou associado com
o que no Consciente*
está a pensar. Ou que se excita só no Inconsciente*, por
exemplo algo associado
a mínimos cheiros só captáveis por HD* Inconsciente*.
Descoberta e comprovação,
com magníficas Experiências Qualitativas*, do Pe.
Heredia*.
HIE é mais
freqüente que HIP*. HIE corresponde no âmbito EN* ao que
TIE* é no âmbito PN*. HIGHER
SENSE
PERCEPTION RESEARCH FOUNDATION. Ver Dra. Shafica Karagulla*. HILL,
Douglas.
Jornalista e editor
contemporâneo. Autor de inúmeros livros, entre eles “Magic
and Superstition”,
1968 - “Return from the Dead”, 1970 - “Fortune Telling”,
1972 - e co-autor com
Pat Willians de “The Supernatural”. É um dos colaboradores
da “Encyclopedia of the
Unexplained, Magic, Ocultism and Parapsychology”,
de Cavendish*. HILL,
J.
Arthur Rhon. ===
Prestigioso médico canadense. Membro
da SPR*. Parapsicólogo* tipicamente da Escola*
Eclética-Teórica. Autor de
muitos livros sobre Parapsicologia*, especialmente sobre a
relação entre
Parapsicologia* e Religião: “New Evidences in Psychical
Research”, Londres,
1911 - “Religion and Modern Psychology”, 1911 - “Psychical
Investigations”,
1917 - “Man Is a Spirit”, 1918 - “Spiritualism, its
History, Phanomena and
Doctrine”, 1919 - “Spiritualism and Psychical Research”,
s.d. - “Psychical
Sciences and Religious”, 1928 - “Letter from Sir Oliver
Lodge”, 1932 -
“Psychical Miscellanea”, s.d. HILOCLASTIA.
Nome dado a uma
hipótese descabida ou de
Esoterismo*, segundo a qual alguns objetos e mesmo pessoas
poderiam sair da
realidade do nosso espaço normal, tridimensional,
supostamente através de
outros Planos*, e passariam para uma Quarta Dimensão (?),
ou para outra
indefinida dimensão espaço-tempo (?).
Aplica-se também
esse termo ao
Fenômeno* com que um Psíquico* pode quebrar objetos
sólidos sem evidenciar
qualquer esforço. Neste sentido é preferível usar o nome
consagrado pelo uso:
Telecinesia*.
Mas em
certos casos... Segundo René Sudre*, a razão para empregar
o termo Hiloclastia
em vez de outros nomes já consagrados é quando se quer
destacar uma ação sobre
a matéria ao nível
molecular: “ações
que se passam numa escala muito pequena, molecular ou
talvez corpuscular, como
no caso de certos Raps* interiores e na dissociação da
matéria”. Nestes casos
usar-se-ia Hiloclastia em vez de, respetivamente,
Tiptologia* e Aporte*. HILOGNOSIA. Ver
Hiloscopia, termo
preferível. HILOSCOPIA. Termo
criado por Boirac*
para designar os estudos e o conhecimento sobre “Fenômenos
em que a matéria
parece exercer sobre seres animados, principalmente sobre
seres humanos, uma
ação que não parece completamente explicável pelas suas
propriedades físicas ou
químicas já conhecidas e que parece, por conseqüência,
revelar nela uma força
irredutível a todas as que a ciência tem estudado até
agora”. Compreende a
suposta influência
dos imãs sobre os
Pacientes* durante a Hipnose*, como pensavam os antigos partidários do
Magnetismo Animal; a
influência dos metais pretendida pelo Dr. Buroq e
seguidores com os nomes de
Metaloscopia* e Metaloterapia*; a
influência que exerceria a água subterrânea sobre os
praticantes da
Rabdomancia* ou
Radiestesia*, etc.
Isto é,
ação não conhecida pela ciência até então. Porque hoje já
é bem sabido pela
Parapsicologia* que não existe essa
suposta ação de determinados objetos, tudo
se explica algumas vezes por HD*, outras por PG*
(ou HIP*)...
Por tanto,
em vez de Hiloscopia é preferível usar,
segundo os casos, os termos Psicometria*, HD*, PG* etc, ou
mesmo, por
consagradas pelo uso, Rabdomancia*, Radiestesia* etc. HILOZOISMO. Erro
filosófico que
sustenta que a vida é uma propriedade da matéria. Por um
lado, todas as coisas
teriam vida. Por outro, nada haveria imaterial e
espiritual. HILURGIA. Nome
atribuído à
transformação de qualquer objeto, pequeno, em energia, e
de energia novamente
no objeto em questão. É a base do Aporte*, e na realidade
é preferível e basta
o termo Aporte*. HINDUISMO.
Mais
antigo que o Budismo*,
é com ele e com o Bramanismo*
e muito mais numeroso que
o Jainismo*, uma das principais Seitas* das inumeráveis na
India com certa
origem nos clássicos Vedas. Ver Tantrismo.
Como todas
essas Seitas*, o Hinduismo foi aderindo a outros aspectos
ou doutrinas formando
um sincretismo...
muito poético, talvez,
mas sem lógica.. Como o Budismo* e o Jainismo* é oposto à
doutrina das castas
do Bramanismo*, mas sem romper com este, nem com nenhuma
outra Seita*, em
outros aspectos. Em todo o Hinduismo destaca a idéia de
que o sacrifício, a
ascética autopunitiva
até violenta, é
necessária inclusive para que o sol continue a brilhar, as
noves a derramar
água, para que existam colheitas... Em contraposição,
destacam a hospitalidade
e a bondade para com os outros. Caem também no Panteísmo*
ou Monismo*, tudo é
deus (?), donde surge que adorem a vaca, que considerem
sagrados alguns rios,
etc.
Mas tudo é
Maia*... Isto é, toda essa doutrina não passa de mera
“poesia”, nem Religião
nem Filosofia. Não pode ser chamado Religião, porque não
tem nem pretensão de
ser revelado pela divindade. E não pode ser chamado
Filosofia, porque seus
próprios mestres apresentam
o Hinduismo
como “poesia”: sem fundamento e que não corresponde a
nenhuma realidade pois
tudo seria Maia*. HIP. Sigla de
Hiperestesia Indireta do Pensamento. A sigla é
preferível ao longo nome por
extenso. Os reflexos fisiológicos ou sinais
correspondentes a todos os nossos
atos psíquicos são sentidos pelas pessoas que se encontram
presentes.
Possivelmente todas as pessoas presentes captam e
interpretam, pelo menos no
Inconsciente*, esses sinais externos ou reflexos e, a
partir deles, se
interpreta ou capta o pensamento que os motivou. É portanto um
Fenômeno* de percepção sensorial.
Contra o que a Micro-Parapsicologia* erradamente espalha,
a grande maioria das
Adivinhações* são HIP (desconhecida por essa Escola*
Norte-Americana) e não
ESP*. HIPERCOGNIÇÃO. Ver
Precognição (Pcg),
termo e sigla preferíveis. HIPEREMNÉSIA. Ver
Hipermnésia, grafia
preferível e, aliás, mais de acordo com a etimologia. HIPERESTESIA.
Em
Medicina: captação
dos estímulos sensoriais
extremamente desenvolvida. Sensibilidade exagerada aos
estímulos, que se
observa com freqüência nos indivíduos histéricos. Aumento
fora do normal das
reações ao conjunto, a várias ou a uma das modalidades de
exploração da
sensibilidade.
Em Parapsicologia*
distingue-se entre Hiperestesia
Direta. (Ver
HD), Hiperestesia
Indireta do Pensamento
(Ver HIP) e
Hiperestesia (Indireta do Pensamento) sobre o Inconsciente Excitado (Ver HIE). HIPERDINAMISMO.
Termo
que
designa em Psiquiatria os primeiros
graus do que em graus superiores se designa em
Parapsicologia com o termo
Sansonismo*. HIPERMNÉSIA. Do
grego hiper = sobre e mnesis = memória.
Em
Psicologia, grau invulgar de capacidade Consciente* de
reter e recordar até em
pormenores e após muito tempo. Certamente, no
Inconsciente* todos temos
Hipermnésia. Aproveitando esta qualidade do Inconsciente*,
o psicólogo ou o
psiquiatra por meios apropriados, como por Hipnose*,
associações, com
determinadas drogas etc, poderá conseguir que passem ao
Consciente* recordações
que o auxiliem na cura de determinadas doenças.
Em
Parapsicologia*, não confundir com a Pantomnésia*, de
muito maior alcance e
termo preferível. HIPEROSMIA. Igual que
Hiperestesia* olfativa. HIPERSENSITIVO. O
mesmo que Sensitivo*, mas
pretendendo-se destacar a grande notoriedade das suas
manifestações. HIPERTACTIA. Igual que
Hiperestesia* do tacto. HIPHA
POMBICINA PERS. Pers é o cientista que descobriu uma bactéria que
em lugares sem
movimento de ar, temperatura fria e constante, pode secar
a tal ponto os
cadáveres e reduzir a pó toda a carne, que o cadáver fica
sob a pele quase
intacta e em certa aparência de conservação durante muitos
anos e mesmo alguns
séculos. Neste sentido são famosos os corpos dos
capuchinhos depositados nas
criptas de Palermo e
Malta, outros
cadáveres na cripta da Igreja de Saint Michan, em Dublin. Não é, evidentemente,
verdadeira Incorrupção*. HIPNOSE.
Poderia designar-se como
hipnose qualquer Estado Alterado* de Consciência.
Espontâneo ou provocado:
Transe*, Êxtase*, situação de exaltação emocional...
Frequentemente a hipnose é definida ou identificada como um tipo de
sono, e usa-se dizer
“durma...” para induzir a hipnose, e frequentemente o
hipnotizado passa ao sono
normal, e do sono normal pode induzir-se o paciente a
passar à hipnose...
Precisamente desse erro derivou o termo hipnose,
do grego Hipnos,
deus (?) do sono na
Mitologia* grega. Na realidade a hipnose é bastante
diferente do sono, é muito
mais parecida à vigilia do que ao sono. Deve
diferenciar-se também de outros
Estados Alterados* de Consciência. É conveniente que o
termo hipnose se reserve
à peculair técnica médica ou psicológica de induzir
concentração e exaltar e
manejar a sugestão do paciente. Dissemos “técnica
psicológica ou médica”, para
frisar que deve fazer-se em consultorio, por médico ou
psicólogo especializado.
A Hipnose de Palco
está proibida
pela “Sociedade Internacional de Hipnose”, pela “UNESCO” e
por Pio XII.
A hipnose
induzida em ambientes em que se procura exaltar a
emotividade e na base do
grito... chama-se Hipnose
Alteradora,
da escola de Chatrcot*. Quando pelo contrario se procura
induzir pelo
relaxamento, estímulops monôtonos..., chama-se Hipnose Estabilizadora, da escola de Liébeault*. E
aproveitar essa hipnose
alteradora ou estabilizadora para adoutrinar, quando o
Paciente* aceita com
pouco ou nenhum senso crítico, técnicas usadas hoje por
muitas religiões ou
seitas, encaixa melhor no conceito de Lavagem* Cerebral. O
chamado Sono
Hipnótico ou Transe Hipnótico pode obter-se valendo-se
de aparelhos adequados,
por Fascinação*, com estímulos suaves, monôtonos e
persistentes, ou
simplesmente através da Sugestão* pessoal. Não há
necessidade nenhuma, de que o
Paciente* esteja adormecido. inclusive é mais conveniente
ao contrario Nesse
sentido fala-se de Hipnose
Acordada.
O indivíduo em estudo pode passar por diversos níveis
graduais de Profundidade
Hipnótica, desde a
Sugestão* de vigília em que a perda de Consciência* é
quase nula, até ao grau
mais profundo chamado Estado de Sonambulismo.
Nisto Ver Lliébeault,
pelo seu pioneirismo. Em diversos estados de hipnose
se manifestam em
grande escala capacidade de aceitar Sugestão*, exaltação
prodigiosa da memória,
Alucinações*, Talento* do Inconsciente etc.
e podem emergir ev.eltualmente Fenômenos
Parapsicológicos* diversos.
Entre tantos outros, pelo seu pioneirismo nos acertados
conceitos no
Hipnotismo, Ver os padres Faria e Hell. Chama-se Hipnógico
o ponto ou lugar determinado que apresenta HD* no
organismo de um indivíduo
em hipnose. (Também e
em geral, tudo o
relacionado com o Sonho*). Estado
Hipnogógico chama-se
a faixa limítrofe
entre o estado normal e a hipnose, e também entre a vigília e o
sono, como entre o sono e a
vigília, seja sono natural ou por drogas etc. Chamado
também Estado
Crepuscular*. Hipoblesia é o Estado
Crepuscular* concretamente
quando está entrando ou saindo da Hipnose*. Não confundir
com as Alucinações*
Hipnogógicas, que são Visões*
que se têm no estado de sonolência pouco antes de
adormecer. Hipnopomdia.
Passagem do sono à vigília,
tanto se é saindo do “sono” por hipnose como do sono
natural, ou por drogas,
etc. Fenômeno Hipnopômpico
designa a persistência
breve no
estado normal da imagem que se tinha durante a hipnose, ou
durante um Sonho*
normal. Isto é, permanece uma Alucinação* de qualidade
ligeiramente alterada da
do estado de Hipnose, Sonho*, drogas... Não tem
significado especial,
simplesmente mostra que o sujeito não saiu plenamente da
hipnose, ou não
acordou ainda plenamente. Os Fenômenos de Alucinação*
próximo do acordar são
mais bem designados como Hipnogógicos, e o termo
Hipnopômpico é reservado para
as experiências que permanecem, embora os olhos estejam
abertos. Hipnoscópio.
Dispositivo no qual alguns Hipnotizadores
pedem ao Paciente* que
fixe o olhar. Qualquer estímulo físico suave, monótono e
persistente, como
luzes, sons, desenhos,
móveis..., pode
ajudar na indução do estado de hipnose.
Após
inumeráveis pesquisas de Braid*, Charcot*, Bechterev*,
Bramwell, etc.,
emprega-se a hipnose em
terapia. Hipnoanálise
para localizar
as causas da doença ou problema psicológico. Ver também
Brever. Hipnoterapia
para curar.
O tratamento psicoterapéutico por
hipnose tem um campo praticamente ilimitado. Embora também
haja muitos exageros
até delirantes e possa oferecer perigos. São bastante
numerosas as doenças, ou
pelo menos os sintomas, que podem ser tratados, utilizando
a técnica
hipnoterápica: neuroses, gaguez, frigidez e desvios
sexuais, anorexia, etc.
Precisamente por isso o praticante de Curandeirismo*,
não-médico nem psicólogo,
pode atribuir-se grandes êxitos (?) “curando” (?) só os
sintomas sem curar as
causas..., até que o doente morra de “outra” (?) doença! É
necessário curar as
causas, não só tamponá-las com a Sugestão*. Principalmente
por isso, um
hipnotizador que não seja psiquiatra ou psicólogo não
passaria de reles
praticante de ilegal Curandeirismo. É necessário empregar outras
técnicas além da hipnose.
Numa pessoa predisposta, a hipnose pode provocar a
Esquizofrenia ou Paranóia.
Podemos acrescentar a Hipnoanestesia,
para tirar a dor. Ver em destaque Esdaille.
Hipnose
Paranormal (ou Hipnose Telepática).
Estes termos não se
usam, embora pode acontecer que algum Paciente* proclive
ou bem treinado e com
facilidade de manifestar PG* pudesse entrar em Hipnose*
por captação PG* do
intento de indução. Mas o termo deu as iniciais HP* (ou
HT), para sigla da
Subjugação* Telepsíquica. Hipnosipedia.
Trata-se de uma técnica que
permite, após prévia Sugestão* por hipnose, induzir à
aprendizagem de certas
noções culturais, por exemplo de História, Idiomas, etc.
inclusive durante o
sono normal. Tem, além disso, muitas outras
possibilidades, como
técnica Subliminar*. Há, porém, três
considerações a fazer: 1)Primeira, o
sono é para descansar. Fazer trabalhar de noite as mesmas
células que trabalham
em vigília pode levar à estafa rapidamente. 2) Segundo: pouca vantagem há em aprender em
hipnose, e inclusive
pode ser um aprendizado inferior ao que se obteria
acordado, porque quem tem
que aprender é o Consciente*, não o Inconsciente*. Quando
o sujeito acordar
pode encontrar maior dificuldade em lembrar. 3) E terceiro...: a imensa maioria dos que
querem aprender em
hipnose estão na realidade sendo explorados por
charlatães. Hipnótico. Relativo à hipnose. E
também propriedade de
uma droga ou outras circunstancias que provoquem o sono. Hipnotismo. Ciência de todo o
referente à hipnose. Em
destaque e pelo pioneirismo no pronunciamento científico
da “Comissão da
Academia de Ciências” de Paris, Ver Husson, Dr. HIPOTAXIA.
“Estado do sistema nervoso
que torna possível a obediência, a submissão do Paciente*
às Sugestões*”
(Durand de Gros). Outro nome para designar a Hipnose*,
termo preferível. HISTERIA.
Classe
de Neurose* que
apresenta quadros clínicos muito variados. As duas formas
sintomáticas mais bem
isoladas são a Histeria
de Conversão,
em que o conflito psicológico se simboliza em sintomas
corporais, paroxísticos
ou duradouros; e
a Histeria de Angústia, em que
a angústia é fixada de modo mais ou menos estático,
neste ou naquele
objeto exterior, dando origem a fobias.
Em sentido
geral, a afeção caracterizada por exagero considerável da
Auto-sugestão*.
Evidencia notável plasticidade da Personalidade*. E dela
decorrem na Histérica
(o) manifestações funcionais
de aparência orgânica, como paralisias, perturbações
sensoriais, crises
nervosas, sono, Catalepsia*, Dermografia*, etc.
Observam-se igualmente distúrbios
como Mitomania*, Amnésia*, Automatismo* psicomotor,
etc. HISTOPLASMOSE.
Propriamente
é
uma doença provocada pelo fungo “histoplasma causulatum”.
O que
interessa em Parapsicologia* é outra espécie de
Histoplasmose causada por um
fungo que prolifera no esterco dos morcegos, que ocasionou
a Superstição* da
Maldição de Tutankamon*. Aconteceu também com
visitantes de determinadas
cavernas onde abundam morcegos, em cujos
excrementos se desenvolve o
mortal fungo. HOCQUE,
Caso. A história do
pastor Hocque consiste numa
operação de Feitiçaria*, que revela no
seu autor uma grande Superstição* e mentalidade imbuída de
Magia*. Ele teria a
posse de segredos admiráveis, considerando enfraquecido e
deturpado seu
conhecimento em outros Magos*, ignorantes, que só se
baseiam numa longa, mas
vaga e infiel tradição.
Fora lançado
um Feitiço na
terra senhorial de
Pacy-sur-Eure e o pastor Hocque foi condenado em 1687 à
forca e a ser queimado.
Mas acontece que a partir de 1672 e sobretudo depois da
ordem real de 1682, o
parlamento, demonstrando realizar julgamentos mais
esclarecidos, comutou o primeiro
veredicto por uma pena nas galés. Deste modo Hocque foi
colocado na prisão de
Tourulles, em Paris, esperando a sua transferência para
uma prisão do
litoral.
Colocaram
junto dele uma denunciante chamada Béatrix, que com a
ajuda de algumas garrafas
de vinho soube soltar-lhe a língua. Hocque contou que
tinha enterrado em
Pacy-sur-Eure, numa cavalariça, um pote com “uma carga de
`venenos’ de Magia*,
denominada os nove Esconjuros”. Segundo
Hocque, só um pastor da Borgonha, Braço de Ferro, podia
livrar o gado desse
enguiço.
Béatrix
mandou avisar o senhor de Pacy, que mandou vir o
Feiticeiro* borgonhês à sua
casa. Este último, com as indicações da denunciante,
desenterrou o Sortilégio*
e destruiu-o “por figuras e impiedades execráveis”. Mas
nesse mesmo instante
Braço de Ferro pareceu ter-se arrependido de o fazer,
porque o Espírito (?) lhe
tinha revelado que era Hocque que tinha feito o dito
enguiço e que ele tinha
morrido... a seis léguas de Pacy no momento em que ele o
tinha levantado (sem
saber que ele estava em Paris, na prisão).
Provou-se ser verdade a morte naquela mesma hora.
Em
conseqüência, Braço de Ferro foi preso e entregue à
justiça, assim como os dois
filhos e uma filha de Hocque e dois outros pastores. Estes últimos e
Braço de Ferro morreram na
fogueira. Os
filhos de Hocque foram
apenas banidos por nove anos. HODGSON,
Richard
(1855-1905). Nascido na Austrália. Doutor em Direito pela
Universidade de Melbourne
em 1878. Trasladou-se a Inglaterra, estudou e lecionou
Ciencias Naturais,
Literatura, Psicologia e Moral na Universidade de
Cambridge, graduando-se em
1881, e logo passou a lecionar principalmente cursos de
Extenção Universitaria. Habendo
conhecido
na Universidade de Cambridge o Dr. Henry Sidgwick* que lá
lecionava
Psicologia e Moral, começou a estudar sob a direção de tão
destacado
Parapsicólogo* e fez-se membro da SPR* de Cambridge
(CSPR).
Pouco depois
abandonava quase plenamente a profissão de advogado e
professor, para poder
dedicar-se plenamente à Parapsicologia*. Foi um dos
investigadores mais
penetrantes e de maior senso crítico nos primeiros anos da
SPR* de Londres.
Enviado pela
S.P.R.* à India para investigar os Fenômenos
Parapsicológicos* que se dizia
ocorrerem lá nos escritórios principais da Teosofia* ou Sociedade
Teosófica. Arrasou criticamente com
Madame Blavatski*, demonstrando suas Fraudes* e descaradas
mentirasDurante a
maior parte da sua vida mostrou-se sempre muito céptico
com respeito aos
Fenômenos Parapsicológicos*, tendo que desmascar tantos
“superhomens”que diziam
domninar estas faculdades, como o Méium William Eglinton*,
o ocultista Harry
Kellar com sua “corda indiana”...Émas foi mudando
gradualmente, e de maneira
definitiva depois de uma intensa investigação das
faculdades da Sra. Piper*,
durante cerca de quinze anos, como secretário da SPR* de
Norte-América (ASPR). .
Durante os
seus últimos anos, cansado e contagiado, ele próprio
passou a manifestar alguns
Fenômenos Parapsicológicos*. Fundação
Hodgson: Departamento
da Universidade
de Harvard, fundado em 1912 em honra do Dr. Hodgson,
destinado à investigação
de temas de Parapsicologia*. HOHENHEIM,
Filipe
Aurélio Teofrasto Bombast von. Ver Paracelso. HOLY
ROLLERS. Ver
Pentecostais. HOLZER,
Hans.
Escritor famoso entre os
sequazes do Espiritismo* e de outros ramos de Esoterismo*,
embora cheio de
erros e muitos preconceitos.. Estudou nas Universidades de
Viena e Columbia,
especializou-se no campo da investigação (?) de
Poltergeist*, descobrindo
muitas Fraudes*, mas também casos autênticos de
“Aparições de Espectros*” (?).
É professor
auxiliar no “Instituto de Tecnologia” de Nova Iorque e na
mesma cidade diretor
do “Comitê de Investigação de Casos Paranormais” (por
Parapsicológicos em
geral, corrigindo o erro de generalizar o conceito de
PN*). Das
suas
obras, pode tirar-se algum proveito pela coletânea de
Casos Espontâneos*, de
“Manual de Parapsicologia”, “Investigador Parapsicológico”
e “Caçador de
Fantasmas”. E são claramente
rejeitáveis, pelo acumulo de falsidades e preconceitos,
“Os OVNIs”, “A ESP e
Você ”, “A Verdade sobre a Reencarnação” e
“A Verdade sobre a Bruxaria”. HOME,
Daniel
Dunglas (1833-1886). Era natural da Escócia no seio de uma familia onde
abundavam os
Psiquicos*, dois tios e a mãe. Mas Daniel Dunglas pelos
Fenômenos Parafísicos*
era o mais “insuportável”, ao extremo que com só nove anos
de idade teve que
partir com uma tia, ou mãe adotiva, para Norte-America e
depois foi adotado por
uns amigos da familia, sempre fugindo da “Assombração*”. E
as manifestações só
cessaram com
a sua morte.
Nunca
aceitou retribuição alguma pelas suas demonstrações por
dez paises diferentes
perante milhares de espectadores. Consiguiu Telecinesia*
de mesas e cadeiras e
até consiguiu que um piano tocasse sozinho a área pedida
pelos cientistas presentes,
fez também tocar a alguns metros de distância um acordeão
fechado numa vitrina,
Ecto-colo-plasmia* em formas de mãos, Fantasmogênese*,
Levitação* durante
algumas das quais escrevia nos tetos dos salões, Pirovasia*,
etc., etc. Nenhum Psíquico*
adquiriu tanta fama como ele, apesar de “muitos dos
prodígios relatados não
passarem de pura invencionice dos cronistas” que , esses
sim, queriam vender
jornais, como ressalva L. Figuier em
“Histoire du Merveilleux dans les Temps Modernes”,
Paris, 1861 (pág. 370).
Home
atrevia-se a Desafiar* os cientistas do seu tempo e a
aceitar Desafios* na
quantia que fosse para comprovarem a autenticidade de
muitas e muitas das suas
manifestações. Convenceu a todos, incluindo o comité da
Universidade de Harvard
em 1852, da Dialectical* Society em 1871, etc. Para
valorar o desempenho de
Home é preciso ler as obras e artigos de Crookes*, do
professor Wells, de
Mapes, de Hare*, de Ashbuner, de Elliotson
e tantos outros sabios que o estudaram em numerosas
Experiências Qualitativas*
e ficaram plenamente convencidos. Entre tantos
testemunhos, por exemplo Adare,
Visconde de: “Experiences in Spiritualism with D. D.
Home”, Londres, 1869.
Crookes, William: “Experiments and
Investigations on Psychic Force”, Londres, 1871 -
“Researches on the
Phenomena of Spiritualism”, Londres, 1874 - “Notes on
Sceances with D. D. Home”
in “Proc. SPR”, 1889, vol. VI, part. 16. - Wallace, A. Russell: “On
Miraccles and Modern
Spiritualism”, Londres, 1873 - Etc.
Até que um
dia, Faraday, conhecido pelas suas descobertas no campo do
magnetismo e
eletrólise, após uma sessão chegou à conclusão de que Home
cometera Fraude*.
Ficou desautorizado e profundamente humilhado por tão
grande sábio, que nada
sabia das dificuldades e exigências na pesquisa de
Parapsicologia*, dada a
Incontrolabilidade* dos Fenômenos Parapsicológicos*. Home
abandona
as sessões, e adjura públicamente do Espiritismo*...
Se é que
este tão experiente e inteligentíssimo Psíquico* acreditou
no Espiritismo*
alguma vez. São muita interessantes as vicissitudes que o
proprio Home conta
nas suas obras autobiográficas.
Escreve
que tinha certeza de que nunca os Espíritos (?) dos mortos
intervieram nos
Fenômenos que ele manifestava, e que em toda a sua longa
vida de pesquisa nunca
encontrou nenhum Medium*
(?) que
recebesse qualquer ajuda ou Comunicação* dos
Espíritos (?). Tudo era natural. Disse que ele dava
ar de Espiritismo*
às sessões para adaptar-se à interpretação popular e para
aproveitar a enorme
propaganda que lhe faziam os sequazes do Espiritismo*. Mas
o que ele pretrendia
com aquelas sessões que, aliás, lhe costavam tanto
sacrificio na sua
depauperada saúde de tuberculoso pulmonar, era acordzr os
sábios à realidade
dos Fenômenos Parapsicológicos. Em 1856 Home visita Roma,
onde publicamente
manifesta que abandonara o Protestantismo em que fora
educado, convertendo-se
ao Catolicismo. Anos depois, porém, em Paris, apesar do
apoio moral recebido do
célebre pregador de Notre-Dame, o jesuíta Pe. Ravignan,
Home deixou-se “tentar”
de novo pela prática
de
sessões de Espiritismo*, chegando a conquistar um lugar
privilegiado na corte
de Napoleão III. Interessante ver a admiração da própria
Imperatriz Eugênia:
“Lettres Familieres”, Paris, 1935. Chamado à razão pelo
Pe. Ravignan
arrependeu-se. Mas, não muito depois, volta a recair. Até
que apanhado
novamente em Fraude*, o Imperador o expulsou da França.
Apesar de ser católico,
numa nova viagem foi expulso de Roma acusado de ser
Feiticeiro* (?), e
novamente deixa as sessões.
Em 1871,
casado com uma russa, afilhada do proprio emperador
Nicolas I, Home voltou à prática
das sessões de Espiritismo*, repetindo o Desafio* aos
cientistas de São
Petersburgo. Porque considerava as suas demonstrações como
um dever científico.
Mas apanhado mais uma vez em uma Fraude*, viu-se de novo
desautorizado pelos
ïgnorantes” sábios.
Escreveu
“Revelations sur ma Vie Surnaturelle”, Paris, 1863, e “Les Lumières
et les Ombres du
Spiritualism”, Paris,
1883. São também
muito interessantes as recordações de sua esposa: Home,
Mrs. D. .D.: “D. D.
Home, his Life and Mission”, Londres, 1888 - “The Gift of D. D. Home”,
Londres, 1890. Ver também
Lytton, Bulwer.
Muitos
Médiuns* profissionais e mesmo muitos autênticos
Psíquicos* pretenderam ser
continuadores de Home, mas até hoje ninguém o pôde
igualar. HOME,
Ellic.
Historiador de idéias e
grupos de Esoterismo*. Autor de “Urania’s Children: the
Strange World of the
Astrologers”, 1967, e “The Magicians of
the Golden Dawn”, 1972. O primeiro autor que sem cair nos
erros de interpretação
soube apresentar uma narrativa detalhada sobre a atividade
e desequilibrada
mentalidade desse fascinante e influente mundo de sequazes
de Ocultismo. É um
dos colaboradores da “Encyclopedia of the Unexplained,
Magic, Ocultism and
Parapsychology”, de Cavendish* HOMEOPATIA. É o sistema
terapêutico (?) criado pelo
médico alemão Hahnemann, que consiste em administrar ao
doente substâncias
medicamentosas em doses ridiculamente mínimas, pretendendo
que produzam um
conjunto de sintomas contrários aos
sinais patológicos da doença que se combata.
Os remédios
homeopáticos teriam que ser administrados em doses inconcebivelmente
pequenas. Os compostos
freqüentemente são diluídos a um decimilionésimo de grama,
isto é, um milionésimo
de milionésimo de milionésimo. Seria tanto como deitar uma
colherzinha de vinho
no oceano Pacífico, misturar bem todas as águas, dar um
gole, e ficar bêbado!
Absolutamente ridículo!
Hoje algumas
Faculdades de Medicina ministram aulas e cursos de...
“homeopatia” (?) em
sentido muito amplo: trata-se mais bem de certos
complementos à Medicina
acadêmica com conhecimentos de terapias populares chamadas
alternativas,
principalmente de ervas medicinais. E em doses às vezes
inclusive bem
grandes... Bem diferente do que se deveria entender por
Homeopatia. HOPE,
William
(1863-1933).
Carpinteiro em Crewe, que se tornou famoso como
Medium* (?) de “fotografia espírita” (?). Foi
centro de muita
controvérsia e acusações de Fraude*, mas no entanto
conseguiu convencer muitos
investigadores especializados de que, apesar das freqüente
Fraude*, também
possuía autênticas manifestações de Escotografia*.
Duvidaram dele Sir Oliver
Lodge* e nada menos que Harry Price*. Mas também era
defendido nada menos que
três gigantes na pesquisa de Parapsicologia*: Sir W.
Crookes*, o arquidiácono
Colley* e Sir W. Barrett*. Sem dúvida algumas vezes a
Escotografia* foi
autêntica e outras muitas por hábil Fraude* como em todo
Fenômeno
Parapsicológico* que se pretenda fazer corriqueiro.
Alguns dos
por ele enganados invocavam a favor dele que não fazia
comércio de sua
atividade como Médium*, pois cobrava unicamente a sua
tarifa de carpinteiro...
O ridículo “argumento” é muito freqüente e há enriquecido
muitos charlatães... HOPKINS,
Mathew.
Terrível fanático que viveu na Inglaterra no século XVII e
que como Caçador* de
Feiticeiras adquiriu sinistra reputação. Segundo as suas
próprias palavras, sem
dúvida exageradas, mandou para a fogueira cerca de
duzentas pessoas. HORA
MARCADA,
Desafio da.
Ver Incontrolabilidade. HORÓSCOPO. Mapa simbólico
dos céus num momento
determinado, traçado por um adepto da Astrologia*,
partindo de dados
astronômicos, geralmente antiquados e inclusive
miseravelmente errados, com a
finalidade de interpretar uma pretendida, absurda e
supersticiosa correlação
entre as posições dos corpos celestes e as tendências
terrenas ou de uma pessoa
nesse momento. Fundamenta-se
a carta na
elíptica e os Signos* do zodíaco, sobre os quais se
inserem os planetas, o sol
e a lua, achando-se o
todo dividido pelo
horizonte e pelo meridiano do observador. Uma divisão,
igualmente errada e
supersticiosa, de
doze segmentos mostra
as Casas*, divididas
em dois planos: horizonte e
meridiano.
Esta absurda
Superstição* dá
muita importância ao
momento do nascimento do consulente, donde procede o termo
, do grego horos
= tempo ou hora e scopeo = observar. Ver Scopias. HOUDINI,
Harry
(1874-1926).
Pseudônimo de Erich Weis, norte-americano. O mais famoso
Ilusionista* e o mais
habil, talvez insuperável, na arte de fuga.
Alguns
consideram as suas façanhas tão surpreendentes, que só
conseguem explicá-las
com base na hipótese de que ele manifestava Faculdades
Parapsicológicas*. O que
não corresponde à verdade, salvo em um determinado caso de
PG*, com o qual
salvou a vida, na
realidade independente
das suas proezas. O que também não impede, com o têm
terstemunhado outros
muitos Ilusionistas*, que também possa haver-se alguma vez
surpreendido ao realizar-se
autenticamente a proeza cujo truque estava
preparado...
É
interessante observar que Houdini se interessava profunda
e seriamente pela
investigação dos Fenômenos divulgados pelo Espiritismo*, e
tinha prazer e muito
êxito em desmascarar as Fraudes* dos Médiuns*, tendo
colaborado nisso com o Pe.
Heredia*. Garante que nunca encontrou um Medium* honesto
precisamente por
pretenderem apresentam
os Fenômenos* com
regularidade ou com Hora*
Marcada.. Mas
reconheceu que algum dos Fenômenos apresentados pelo
Psíquico* italiano Nino
Pecoraro quando esteve em Nova Iorque em 1923 eram
autenticos. Relata suas
pesquisas em
“A Magician
among the Spirits”, Nova Iorque,
1924.
Participou
também no famoso Desafio* ou Experiências Qualitativas* da
Senha*. Deixou duas,
uma Senha* com sua esposa Beatrice, que depois da morte de
Houdini visitou
numerosíssimos Médiuns* e inclusive foi chamada por muitos
deles. Nunca
apareceu a Senha*. Outra
Senha* deixou
com a SPR* de Londres, para ser aberta na década dos 90. O
que já foi feito:
Evidentemente a Senha* não apareceu em nenhuma das
inumeráveis pretensões dos
partidarios da Comunicação* dos Espíritos* (?). Lamentavelmente morreu em
consequencia dum golpe que
lhe aplicou no estômago um estudante enfurecido... HOUGAN. Chamam assim no
Vudu* ao chefe da reunião. HP. Só se
usa a sigla, que
procede de Hipnose* Paranormal, para designar a Subjugação Telepsíquica. É, pela essência
própria, o ato de Magia*
(?) que consistiria em impressionar uma pessoa à
distância, física ou
moralmente, ou das duas
maneiras, para
bem ou para mal, mas sobretudo para mal. Geralmente por
intermédio de uma
pequena figura ou imagem que, por “misteriosa”
correspondência de sensibilidade
(?), estaria ligada à pessoa visada. Ver Feitiçaria. Pode
fazer-se também com
“orações fortes” (?), canções (de onde procede a palavra Encantamento), frases ou ações com poder (?)
de Magia*, etc. Ver
Olho Grande.
Na
realidade tudo depende exclusivamente do Percipiente*, ele
é que capta por
PG*, ou inventa!, a intenção do
Feiticeiro*, e se acredita na Feitiçaria*, seu
Inconsciente* pode apavorar-se e agir sobre o
próprio organismo,
inclusive até causando a morte. Ver Sugestão. . HUGO,
Vitor
Marie (1802-1885). O grande romancista francês caiu na Superstição*
de acreditar na
Comunicação* dos Espíritos* (?), e participou de sessões
de Espiritismo* ao
menos durante períodos de tristezas na sua vida, após a
morte em acidente da
sua filha Léopoldine (1843) e durante o desterro (1852).
Ao morrer (1885)
deixou a Paul Maurice um manuscrito inédito, onde descreve
que durante o seu
exílio em Jersey realizavam-se em sua casa muitas sessões
de Espiritismo*, às
que ele assistia. O Medium*
(?) era
Charles Hugo, filho do romancista.
Confundiu a realidade dos Fenômenos com a errada interpretação espírita. HULME,
A. J.
Howard. Foi uma
autoridade em Egiptologia, autor
distinto e conferencista.
Era o
tradutor das palavras do suposto Espírito* (?) Lady Noma*,
que falaria em
egípcio antigo pela Medium* (?) Rosemary,
que seria Reencarnação (?) de uma
antiga rainha egipcia.
Precisamente a presença de Hulme basta para
explicar por HIP* essa
Xenoglossia* de Rosemary. HURKOS, Peter. Nome na mídia de Peter Van Der
Hurk. Nasceu
na Holanda em 1922.
Foi marinheiro mercante e
pintor de paredes.
Em 1943,
depois de uma grave queda, teve a Adivinhação*, correta,
de que outro paciente
do hospital era um agente secreto britânico e que ia ser
preso e morto pela
GESTAPO naquele dia.
Depois da guerra,
começou a fazer demonstrações públicas de Adivinhação*.
Ver Fraude e
Incontrolabilidade.
Passou a
viver nos Estados Unidos. Conquistou fama por adivinhar o
paradeiro de pessoas
e objetos desaparecidos e por detectar criminosos. Ajudou
a policia no famoso
caso de matador em serie chamado estrangulador de Boston,
e em outros casos
criminais.
Mas, além
de manifestos exageros, o conjunto é muito suspeito porque
todo o publicado
foi escrito
por ele mesmo, sua autobiografia: “Psychic”, 1961.
E a desmedida intenção de
lucro em toda sua vida é inclusive descarada. HUSK,
Cecil.
Inicialmente foi cantor de
ópera, mas logo se tornou
Medium* (?)
profissional de Fenômenos* Parafísicos.
A sua
especialidade, pelo que afirmava ele mesmo, seria o
Aporte*. Concreta e
principalmente: na
sua presença os anéis
de ferro inseriam-se em lugares onde normalmente seria impossível...
O caso é
que Husk
levava no braço um aro de
ferro, que havia sido marcado previamente pela SPR*
desejosa de comprovar se o
Medium* (?) poderia retira-lo por Aporte*... Até a hora da
sua morte continuou
usando o aro!, mais uma perfeita prova da
Incontrolabilidade* dos Fenômenos
Parapsicológicos*. HUSSON,
Dr. Médico
que foi o relator da
Comissão de membros da Academia de Ciências de Paris
encarregada de examinar,
em 1825, as pesquisas de Puységur* e os tratamentos de
Mesmer*. A Comissão,
após árdua e meticulosa pesquisa, que se prolongou por
mais de cinco anos,
reconheceu lealmente que o juízo de 1824 havia sido
demasiado apriorístico e
viciado por preconceitos “científicos” e prevenções de
“casta” dos médicos
tradicionais. Seguidamente chegou a um circunstanciado
relatório,. no qual
afirmava, com conhecimento de causa, que a ampla pesquisa de
Casos Espontâneos* e Experiências
Qualitativas* haviam posto a claro que certos Fenômenos
fisiológicos e também terapêuticos
aconteciam realmente durante o estado “magnético”
(Hipnose*), não se
reproduzindo em estado normal. Era,
em
substância, uma confirmação oficial de que no fundo
Mesmer* assim como
Puységur* e seus seguidores tinham razão a respeito dos fatos por poder da
Hipnose*, pois se prescindia da interpretação
de Magnetismo* Animal, tais como o sono, a submissão às
ordens do
“magnetizador”, o esquecimento ao acordar... E era
igualmente uma confirmação
dos Fenômenos Parapsicológicos* que às vezes surgiam
naquela situação, tais
como (com a terminologia moderna), Analgesia*,
Atoxina*, Pantomnésia*, DOP, PG*
e tantos
outros.
Husson, em
nome da Comissão, concluía a sua comunicação à Academia
das Ciências com uma
frase que sancionou a objetividade do exame: “A Academia
deveria encorajar
pesquisas sobre o Magnetismo* (?), ramo muito singular da
Psicologia e História
natural”. Como era de esperar, pelos preconceitos dos
“cientistas” tradicionais
e especialmente porque confundiam os Fenômenos com sua
interpretação, Husson e a Comissão foram
asperamente criticados por
aqueles outros que nada tinham estudado ao respeito, de
tal modo que o
relatório nem sequer foi publicado! Ver Kluge. HUTIN,
Serge. Nasceu a 2 de
abril de 1929, em Paris. Estudou
Filosofia. Licenciado em Letras, em 1949. Obteve diploma
da Escola Prática de
Altos Estudos, divisão de Ciências Religiosas, em 1951.
Doutorado em Letras,
em 1958. Tudo
na Universidade da
Sorbonne.
É membro do
IMI* e da “Associação Francesa de Pesquisa
Parapsicológica”, de Paris, assim
como da “Sociedade Jacob Boehme”, de Nova Iorque.
E
curiosamente também é membro do “Instituto Swedemborg*” em
Basel e não menos
curiosamente pertence à Ordem Rosacruz*. Na realidade
estas curiosidades são...
científicas, para pesquisar, deixa bem manifesto que não
aceita, senão que
refuta, as interpretações tão carregadas de preconceitos e
Superstição* nessas
duas sociedades.
O Dr. Hutin
é autor dos seguintes livros, em linhas gerais de grande
valor crítico e
científico: “L’Alchimie” -
“Les Societés
Secretes” - “La Philosophie Anglaise et Americaine” - “Les
Gnostiques”, livros
estes quatro publicados na prestigiosa
série intitulada “Que Sais-Je?”, 1951-1958. E ainda
é autor de “Les
Alchimistes”, escrito em colaboração com M. Caron, 1959 -
“Os Franco Maçons”, 1960
- “Les Disciples Anglais de Jacob Boehme”, 1959 -
“História Mundial das
Sociedades Secretas”, 1959 - “Civilizações Desconhecidas”,
1961 - “História dos
Rosa-cruzes”, 1962 - “Viagens por Alguns Lugares”, 1962. Interessou-se
particularmente na RC* precisamente como mais uma
refutação da
invencionice de Reencarnação*. Os seus artigos a este
respeito encontram-se na
“Revue Métapsychique” antes da 2a. Guerra Mundial e
preferentemente em 1953. HUXLEY,
Aldous
(1894-1963).
Grande romancista inglês. Dedicou-se também na área da
Parapsicologia* a
estudos históricos de um caso de Demonologia*: “The Devils
of Loudun”, Londres,
1952., e a Experiências Qualitativas* que ele mesmo
realizava com a mescalina:
“The Doors of Perception”,
Londres,
1954. HYDESVILLE. Diz-se que é o
berço do Espiritismo* moderno.
É uma aldeola no estado de Nova Iorque, e foi aí que as
Irmãs Fox* em 1884
realizaram Fenômenos de Tiptologia* por Fraude*,
atribuindo-a aos Espíritos*
(?) dos mortos. HYNAYANA. Doutrina do
Budismo* do sul da India. Uma
crença e atitude “interior” que se supõe ser para a
minoria inteligente. É
chamada também “O Pequeno Sistema”, em contraposição ao
Mahyana*. HYSLOP,
James-Harvey
(1854-1920). Norte-americano. Estudou na Universidade de
Leipzig, Alemanha. Foi
professor de Lógica na Faculdade de Filosofia da
Universidade de Columbia, Nova
Iorque. Interessou-se pelos Fenômenos Parapsicológicos* a
ponto de renunciar ao
cargo na Universidade e assumir primeiro o cargo de
secretário da filial em EUA
da SPR* de Londres. Após a morte de Hodgson*, a filial
constituiu-se autônoma,
ASPR*, sendo Hyslop seu primeiro presidente durante quinze
anos.
Inicialmente
reconheceu a dificuldade própria de pronunciar-se com
garantias sobre os
Fenômenos* Parapsicologicos, precisava estudar muito mais.
Escreveu, neste
sentido, “Enigmas of Psychical Research”, Londres, 1906.
Depois , atraves da
grande Psíquica* Sra.
Piper*, e apesar
de haver sido professor de Lógica, confundiu emotivamente
a realidade com a interpretação
em voga e assim convenceu-se
da
Comunicação* do suposto Espírito* (?) Patience Worth*.
Neste sentido escreveu
“Contact with the
Other World”, Nova
Iorque, 1911. Mas esteve acertado na pesquisa dos
Fenômenos como tais.
Posteriorm,ente a própria Piper* reconheceria que para
todas suas manifestações
a expliczção justa era
HIP* (e
PG* eventualemente).
Realizou um
intenso estudo da Personalidade* Múltipla e deu o seu
apoio à tese
de que freqüentemente é devida à prática
alienante do Espiritismo*. Por testamento fundou um
instituto para tentar curar
os chamados Médiuns* (?).E assim opunha-se a qualquer
experimentação provocada,
especialmente de Fenômenos* Parafísicos, por compreender
que eram produto de
mentes enfermas e Histeria*. E por esse acertado
convencimento chegou ao
extremo de não querer contatar com Eusapia Palladino*
quando Carrington* a
levou aos Estados Unidos. Ver Função Menos.
- I - I-CHING.
Chama-se assim o “Livro de
Mudanças” tradicional como Mancia* na China. Está
fundamentado em Mito*
clássico chinês, certa espécie de Panteísmo* ou Monismo*.
Com o I-Ghing se
lograria uma compreensão da situação total (?) em qualquer
momento dado.
Trata-se da Mítica* ação recíproca dos princípios crônicos
duais, o Ying e
o Yang, os dois grandes e opostos princípios
cósmicos (?) da
Mitologia* chinesa, equivalendo ao bem e ao mal, o
positivo e o negativo, luz e
trevas, etc. e sustenta que os mundos psíquico e físico
constituem a expressão
dual de uma realidade total vivente (?). Ver Panteismo* ou
Monismo*. Eles acham
que cada sessenta e quatro mutações, corresponde a uma
situação psíquica.
O método
nesta Mancia* consiste em dividir quarenta e nove
pauzinhos de mil-em-rama em
dois montes ao acaso e contá-los em grupos de três e
cinco; ou lançar três
moedas seis vezes, para ver se sai cara ou coroa. É assim
determinada cada
linha de um hexágono que há de ler-se no livro. Os textos
são atribuídos a
Confúcio (1200 a .C.). Na realidade são anteriores a ele.
Contém também
referências de Astrologia*.
O livro
representa milenar experiência em enganar. É até
revoltante constatar quantos e
quantos milhões de pessoas durante séculos e ainda hoje
são enganadas e
exploradas com esta Mancia*. É de
admirável Estilo Sibilino*, onde toda
interpretação é possível. Por isso Jung* o usava na
Psicanálise, pois
cada paciente se projeta a si mesmo na interpretação que
dá do texto que lhe
correspondeu. ICONOBORO. Igual
que Anastenário*,
termo preferível. ICONOCLASTA. Nome
aplicado nos séculos
XVII e XVIII aos protestantes que decidiram destruir as
imagens sagradas dos
católicos, porque diziam que eram adoradas (?) como os
ídolos pagãos.
Sem chegar geralmente ao extremo de
destruir as imagens dos católicos, ainda o erro subjacente
se conserva entre
aqueles protestantes que “caluniosamente” acusam de
Idolatria* os católicos.
Na
realidade os pagãos adoram
as imagens
que consideram animadas e divinas. Nesse sentido na
Bíblia* se proíbe a
adoração aos ídolos. Mas com referência ao culto dado às
imagens no
catolicismo... Hoje ninguém confunde representação e
representado, ninguém
identifica a imagem com o ser que ela faz lembrar. Quando
se beija a fotografia
da namorada ou se faz continência à bandeira, não há quem
não saiba que o amor
è à namorada não à fotografia, o serviço é à pátria não a
um pedaço de pano...
A acusação de Idolatria*, quando não é de má vontade,
denota fanatismo,
ignorância ou ao menos muita irreflexão. ICNOGOSIA. Termo
proposto por Bret*.
Equivalente aos termos Criptestesia* Pragmática, proposto
por Richet*;
Metagnomia* Táctil, proposto por Boirac*; e Psicometria*
(parapsicológica),
proposto por Buchanan* e Denton*. Psicometria* é o termo
preferível porque
consagrado pelo uso. ID. Ver
Inconsciente. IDADE
DE
AQUÁRIO.
Ver Aquário, Idade de. IDÉIA
FIXA. Idéia
patologicamente sustentada e
habitualmente irracional.
Nada tem a
ver com Possessão* ou Obsessão* como pretende a
Superstição*. IDÉIA
D. Ver D, Idéia. IDENTIDADE
DE
. Ver concretamente em
Cooper, Blanche. Identidade,
Prova
de; ou Identificação. Segundo os próprios espíritas, antes que se possa
aceitar a mensagem
(e o próprio fato da Comunicação*), o “comunicador” tem
que provar quem é.
Os espíritas
pretendem evitar as objeções apelando às dificuldades sob
o ponto de vista do
comunicador, apesar
de
contraditoriamente afirmarem que continuamente os mortos
se comunicam e dirigem
o mundo....
Na realidade
os mortos teriam que comunicar alguma coisa não conhecida
pelos vivos, do
contrário toda “identificação” é
claramente falsa: conhecimento de vivos sobre
vivos. Quanto mais se
parecer ao “morto”, mais prova de que não é o morto, que
agora teria que ser
tão diferente. Conhecimentos, letra, voz, roupa..., tudo é
do morto quando
estava vivo.
Nunca foi
apresentado algum conhecimento de Fora* da Terra, ou além
do Prazo*
Existencial, ou a Senha*...,
alguma
coisa desconhecida dos vivos, só conhecida pelos mortos.
A
Parapsicologia* começou precisamente pelo estudo de se há
ou não Comunicação*
espírita. Poucas coisas estarão tão estudadas. E a
conclusão, com cabedal
imenso de provas e até Desafios*, é que os mortos nunca
intervêm absolutamente
nada no nosso mundo. Não confundir com Invocação*. IDEOFONIA.
Percepção patológica,
meramente por Alucinação*, de um discurso, uma longa
conversa, uma comprida
canção...
A ideofonia
psicótica diferencia-se da Psicofonia* parapsicológica
porque aquela só o
doente está a ouvir. Por outra parte uma captação por PG*
nunca será tão
extensa, nem muito menos, como a Alucinação* chamada
ideofonia. A diferenciação
é mais difícil quando a Alucinação* Verídica corresponde
ao captado por HIP* de
grandes Psíquicos*. Neste caso para diferenciar precisa-se
alguém bom
conhecedor de Psiquiatria e Parapsicologia* conjuntamente,
ou a colaboração de
ambos especialistas, para diagnosticarem a presença de
outros sintomas
concomitantes da psicose e ausência dos da HIP*, ou
vice-versa. IDEOPLASMA. Efeito da
Ideoplastia. Ideoplasmia. Seria
o nome correto, mas
por um erro de tipografia no famoso Documento dos 34*,
ficou “oficializado” o
nome incorreto: Ideoplastia.
Bret*
propôs o termo Ideoplasia,
mas não
triunfou.
Ochorowicz
empregou o termo Ideoplasmia em outro sentido: para
exprimir “a realização
fisiológica de uma idéia”. Igual que Dermografia*, termo
preferível. para este
significado.
Modernamente dá-se ao termo Ideoplastia
um sentido mais lato: Objetivação do pensamento em formas
externas. Quando se
plasmam determinadas figuras seguindo uma idéia do
indivíduo, geralmente em
Transe*. Alem da Demografia*, qualquer outra plasmação do
pensamento sobre a matéria, como a Pneumografia*,
a Escotografia*, a
Ecto-colo-plasmia*, a Fantasmogênese* e a Transfiguração*.
Faculdade
EN*, como todas as Faculdades de Fenômenos* Parafísicos,
dado que não existe
faculdade PN* de Fenômenos* de Efeitos Físicos, a tão
cacarejada PK* da
Micro-Parapsicologia*.
É preciso
não confundir a Ideoplastia (parapsicológica) com a Ideoplastia
(psicológica), designação dada por Durand de Gros à
impressão produzida
pelas idéias nos sonâmbulos na Hipnose*. IDEOSCOPIA. Ver
LP, termo preferível.
Referindo-se preferentemente a uma percepção EN* é igual
que HIP*, termo preferível
também neste caso. IDOLATRIA.
Consiste na adoração de
ídolos ou falsos deuses, sejam eles astros, forças da
natureza, animais, outros
seres humanos, etc. Ou figuras, estátuas, imagens..., no
caso de considerá-las
divindades (?). IGNATH,
Luiza
Linczegu . Medium* (?)
nascida em 1891 na Hungria.
Raríssimo no Espiritismo*, pretendia ter de Controle* um
Espírito* (?), chamado
Noma, que jamais tivera corpo (?). Não confundi-lo com a
Noma* de Rosemary*.
Ante um
auditório de cem pessoas, em certa ocasião produziu
Pneumografias* em partes
selecionadas da sala. Conseguiu também, para a SPR* da
Noruega, Criptografias*
em tábuas de cera encerradas numa caixa, durante sessões
de Experiências
Qualitativas* dirigidas pelo Dr. Jorgen Bull, químico de
Oslo. Ela disse serem
produto do pensamento, o que seria uma grande verdade
(mesmo incluindo as Fraudes*),
se esse pensamento é da própria Medium* (?) e não de Noma
(?). Dessas
Pneumografias* e Criptografias* fizeram-se fotografias. IGNIS
FATUUS. Ver Fogos
Fátuos. IGREJA
CRISTÃ
UNIVERSAL.
Fundada por George
Roux,
inspetor-adjunto no posto de correios da estação de trens
de Avinhão. Em 26 de
Dezembro de 1950 proclamava-se a si mesmo o “Cristo
reaparecido” (!). Ver
Seitas. IGREJA
UNIVERSAL
DO REINO DE DEUS (IURD). Fundada em 1977 por Edir
Macedo* Bezarra com a
colaboração de um cunhado e mais dois membros, que habiam
fundado, entre os
quatro, a seita
Pentecostal* “Cruzada do
Caminho Eterno”. Quatro
anos
após a fundação da IURD, Edir Macedo* e o principal
colaborador
auto-sagraram-se bispos. Edir Macedo* tem o descaro
blasfemo de declarar, por
exemplo ao “Jornal da Tarde”, 2-Abril-1991, pág. 16: “Este
negocio de bispo é
só um título para envolver os católicos”.
Logo logo,
os tres colaboradores da fundação tiveram que separar-se e
ficou dono e ditador
absoluto da IURD Edir Macedo*... E imediatamente e
continuamente ordena
numerosos bispos.
Com esse
veu de Igreja Universal, a tal organização meteôricamente
tornou-se um enorme
imperio econômico. Em todas as cidades, em Brasil,
Portugal, Espanha, toda
América Espanhola e Estados Unidos, e continua
expandindo-se, estão
adquirindo predios de luxo para seus
“cultos”, para seus “bispos” e “pastores” e para suas
multiplas e sempre
grandemente lucrativas ou propagandísticas empresas.
Do ponto de
vista religioso, tudo é disfarce. Não há nada do que toda
religião deve ter:
Teo-centrica, Deus como principio e fim. Descaradamente
toda a andamiagem é
antropocêntrica: o bem-estar humano. E todo o ritual gira
em dois eixos:
demonófugo, e de exploração. Demonófugo,
porque com continuas “expulsões” de Demônios* (?) aos
gritos é mais
facil criar um ambiente emotivo e
histérico. De exploração,
econômica,
porque com esses gritos
e histeria
sempre acabam reclamando mais e mais dinheiro dos “fieis”. “Quanto
mais dinheiro doarem, maiores
milagres e maior fortuna adquirirão”, proclamam direta e
indiretamente, após
haverem atraído multidões com promessas do mais descarado
Curandeirismo*
expulsando Demonios* e após haver criado um ambiente de
fanatismo e descontrole
emotivo.
Mesmo
assim, as autoridades civis e muitos jornalistas sabem,
sem conseguir
judicialmente escapar dos disfarces da tal “Igreja”, que
toda essa exploração
não é suficiente para levantar do dia para a noite
qualquer uma das imensas
empresas e negocios da IURD. Por exemplo, a compra da Rede
Record de Televisão
ficou por US$ 45 milhões, e a midia garante que em grande
parte foi conseguida
a partir de Colombia com narcotráfico. I. I.
I.,
Movimentos. São
as características da Criptomímica:
movimentos inconscientes,
involuntários e,
dentro de certos
limites, incoercíveis.
São
especialmente amplos quando se pensa numa direção a
seguir. Alem da sua
importância na explicação de HIP*, são o principal
fundamento do
Cumberlandismo*, da Oui-já*, da Mesa* Girante, da
Rabdomancia* e Radiestesia* e
de outras Paracinesias* como a Psicografia*. ILUMINADOS,
Seita
dos. Ver
Swedenborg. ILUSÃO. Falsa
interpretação de uma
realidade. Ou falsa interpretação de uma sensação normal.
Aparência falsa
tomada como percepção exata. ILUSIONISMO.
Termo
preferível do que no
Brasil popularmente se chama Mágicas*. Arte
do Ilusionista
(Mágico), capaz de
produzir por técnicas desconhecidas do grande público, por
Prestidigitação*, ou
habilidade, ou truque, ou com ajuda de aparelhos
especiais, efeitos de Ilusão*
e imitações “impossíveis” da realidade.
Alguns
exploradores, pretendendo ser dotados de poderes
parapsicológicos, usam
conhecimentos de ilusionismo como se fossem experiências
de Curandeirismo*, de
PG*, de Telecinesia* e de outros Fenômenos
“Parapsicológicos*”, ou “espíritas”,
ou “Milagres*”, não passando assim de charlatães. Os
verdadeiros ilusionistas
freqüentemente desmascaram os Uri Geller*, Tony
Agpaoa*..., e no Brasil os
Thomas Green Morton*, Rubens Faria* e tantíssimos outros
charlatães exploradores.
Na pesquisa
da casuística de Parapsicologia* a hipótese da técnica ou
Fraude* de
Ilusionismo deve ser sempre a primeira hipótese. Daí a
reconhecida necessidade
de que o Parapsicólogo* seja também Ilusionista, ao menos
profundo conhecedor
teórico de Ilusionismo. No CLAP está a biblioteca de
Ilusionismo mais completa
do mundo. IMAGENS,
Culto
às. Ver Idolatria, pois
o motivo da discussão a
respeito das imagens é a confusão que muitos fazem entre
culto e Idolatria. E
para a reta compreensão ver também Iconoclasta. IMANÊNCIA.
Abrangência de tudo por
Deus*. Nada há sem a presença de Deus* e nada subsiste sem
Deus*.
Esta verdade
fundamental é uma das mais universais Intuições* da
humanidade. Mas algumas
Religiões* ou falsas filosofias confundem imanência com
identificação, e
assim caem no grosseiro e absurdo
Panteísmo*. IMBASSAHY,
Carlos
(1883-1969). Advogado, jornalista, de Rio de Janeiro. Foi
autor de cinqüenta livros
e mais de cinqüenta volumes de artigos jornalísticos sobre
Espiritismo*. Foi
uma pessoa de reconhecido talento e grandes conhecimentos
sobre os variados
Fenômenos Parapsicológicos*. Como Fenômenos.
Lamentavelmente, porém, sua
falta completa de argumentos na interpretação e
excesso de fanatismo
espírita ficou evidenciada em vários debates com o Pe.
Quevedo*, contra o qual
escreveu o libelo “A Farsa Escura da Mente” e numerosos
artigos cheios de
deturpações: manifesta mostra da falta de argumentos do
Espiritismo* perante a
Parapsicologia*. IMI. Sigla do
“Institut Métapsychique
Internacional”, um
dos grandes representantes, e com muitos méritos, da
verdadeira
Parapsicologia*, a Escola* Européia. Foi fundado em Paris
por um grupo de
cientistas das mais diversas especialidades em torno do
fisiologista Charles
Richet* e graças ao alicerce financeiro de Jean Meyer*. O
primeiro comitê
diretivo do IMI englobava grandes sábios como o professor
Rocco Santolíquido
(presidente honorario 1919-1930), Dr. Gustavo Geley*
(diretor 1919-1924),
professor Charles Richet* (presidente honorario
1930-1935), conde
A. de Gramont, etc. Foi reconhecido de
Utilidade Pública em
1919.
Possui um
laboratório equipado com todo o
gênero de instrumentos e aparelhos registradores para
efetuar Experiências
Qualitativas*, assim como uma biblioteca, sala de leitura
e sala de
conferências. Publicou a “Revue Métapsychique”, a fim de
tornar conhecidas não
só as suas atividades, mas também as pesquisas e casos bem
comprovados de
Parapsicologia* no mundo inteiro. IMPERATOR.
Seria o
principal Controle*
do Rev. Stainton Moses*, que em companhia de um círculo de
Espíritos* (?)
teriam vindo como missionários num esforço para erguer a
humanidade. Este
Controle* afirmou ser o Profeta* Malaquias! A sua
Comunicação* não haveria sido
em forma direta, mas por intermédio de outro Espírito* (?)
chamado Rector*.
Sabe-se de muitos casos em que este mesmo Imperator*
haver-se-ia Comunicado*
(?) através deMédiuns*posteriores, nomeadamente a Sra.
Piper*, Minuie M.
Soule*, Hodgson* e pela Psicógrafia* de Gwendolyn Kelly
Ark.. IMPOSIÇÃO
DAS
MÃOS. Os
espíritas falam também em “cura por contato”. Na realidade
é um símbolo de
benção em Israel: “A sombra de Iahweh te proteja”. Usado
também por Jesus e que
foi por vezes, e que agora volta gradualmente, ganhando
favor em algumas
Seitas*, como se o gesto simbólico tivesse força em si mesmo! IMPREGNAÇÃO.
Trata-se de uma
Superstição* muito difundida, repetida sem reflexão
inclusive por alguns poucos
Parapsicólogos* apressados. Pretendem que as pessoas e os
acontecimentos
impregnam os determinados
lugares e
objetos com misteriosas ondas, radiações ou emanações, que
seriam captadas por
Radiestesia* ou Psicometria*, assim revivendo esses
acontecimentos.
Na
realidade, podem Adivinhar* na mesma proporção
acontecimentos futuros e do
futuro dono do objeto ou local. Acontecimentos que
evidentemente nada poderiam
haver impregnado. IMPRESSÕES
PSÍQUICAS. Ver Moldes. INARDI,
Massimo.
Parapsicólogo* italiano, presidente do Centro di Studi
Parapsicológici, de
Bolonha. É autor de várias obras de
Parapsicologia*, entre as quais merecem destacar-se
“L’Ignoto in Noi”, Milão,
1973, e “Il Romanzo della Parapsicologia”,
1974. INCOMBUSTIBILIDADE.
Ver
Pirovasia e Fire-Walk. INCONSCIÊNCIA. Estado
Alterado* de
Consciência em que a pessoa não tem conhecimento dos seus
atos. Deve, porém,
ter-se em conta o Inconsciente Alerta*. INCONSCIENTE. Isto
é, que não possui as
características do Consciênte*. Área dos processos humanos
que escapam
inteiramente ao conhecimento pessoal, como a maioria das
regulações orgânicas,
reflexos, Automatismos*, dos quais só os efeitos podem
tornar-se Conscientes*.
Na linguagem comum, Inconsciente é o conjunto dos
conteúdos não presentes no
campo atual do Consciente*.
Em
Psicologia, o Inconsciente chama-se Id. No Id
especificam-se
vários niveis: Os
processos
Inconscientes num dado momento, mas que noutro momento
podem ser objeto de
conhecimento pessoal: Preconsciente. Para
ter
acesso a ele basta a reflexão.
Subconsciente*:
Essa parte do Id que
influe na vida normal e ao que se pode chegar,
mas só mediante técnicas especiais, como a Hipnose*,
Psicanalise..., não basta
a reflexão. Inconsciente
Coletivo: determinadas
idéias que
surgem do Id comuns a todos os seres humanos. Transconsciente:
Também
comum a todos, no seu
aspecto de tendência
a Deus* e ao
Sobrenatural*. Superego ou
Censura: autocrítica moral. Parte do sistema mental
relacionada com os
padrões pessoais, sociais e religiosos, do comportamento
aceitável. Parte da
personalidade que se desenvolve a partir da incorporação
de normas morais e
proibições dos pais, da sociedade...
Principalmente do pai, segundo o exagero de Freud*, que
cunhou o termo. O
Superego é equivalente a Conciência moral.
No
Transe* é frequente que se obnubile o Superego, mas não é
verdade que se
anule completamente quando os padrões morais estão
solidamente estabelecidos. Ainda
em
Psicologia, chama-se Supraconsciente aquela
área
donde surgem certas Intuições* e outros aspectos comuns do
que em
Parapsicologia*, com maior alcance, é chamado Talento* do
Inconsciente. Inconsciente
Profundo a região do
Inconsciente onde residem
os Recalcamentos
(Freud*), ou aqueles
sentimentos ou instintos não superados nem sublimados e
que o Consciente* e o
Superego doentiamente não querem reconhecer. Etc. Em
Parapsicologia*
visa-se principalmente uma área ainda mais profunda,
que
normalmente não
influe na vida e
da que, à
margem do comum, surgem as manifestações Para- psicológicas*. Area
que não se deve pretender abrir, antes ao contrario
deve-se procurar fechar nas
pessoas que por maior ou menor Função* Menos o tenham mais
ou menos aberto. INCONTROLABILIDADE. O
próprio nome
Parapsicologia* já está indicando que se trata de
Fenômenos à margem (para
= à margem) da
Psicologia comum.
Trata-se sempre de Fenômenos* que ninguém pode dominar à
vontade. Ver
Desafios*.
Concretamente tem-se chamado Desafio* da Hora Marcada ao clássico Desafio* dos
“10.000 dólares a cada um” se
alguem, ou algum grupo, com quantos colaboboradores
quiser, mostra que
exatamente na hora exata prefixada é
capaz de realizar um Fenômeno* Parafísico. Poderá
intentar muitas vezes
e alguma vez alguém poderá ser surpreendido pela
realização do Fenômeno*, mas
não de modo a provar que o consegue à vontade, exatamente
na Hora Marcada, como
quer. Entre os casos pitorescos, Ver Morton, Thomas Green.
E dissemos Para-fisico,
porque alguns Fenômenos de
HD* e mesmo Xenoglossia*,
Pantomnésia*...,
podem ser habituais ou facilmente condicionados, embora
perigosos. Ver “Loucura”, Perigo de.
Lamentavelmente alguns falsos cientistas, pouco
conhecedores de
Parapsicologia*, ou mais interesseiros, prometem aos
incautos ensinar a dominar
as Faculdades Parapsicológicas*. E
evidentemente por todas partes abundam os exploradores...,
fora de alguns
megalomaníacos, que fazem a mesma falsissima promesa, como
o Círculo* Esoterico
da Comunhão do Pensamento, Seicho-No-Ié*, Pro-Vida,
Rosa-Cruz*, Gnose*, etc,
etc., etc.
Igualmente,
os numerosos “super-homens” que se apresentam como
Dotados* (?) e dominadores
de assombrosas Faculdades Parapsicológicas* são todos
grandes charlatães...,
fora de alguns Psicóticos*.
Ver tambem
Adivinhos. INCORPORAÇÃO.
Segundo uma crença absurda
do Espiritismo*, entrada no organismo do Medium* (?) por
um Espírito* (?), ou
Demônio*, ou Elementar*, etc.
Não existe
Espírito* humano sem seu próprio corpo que anima. A pessoa
não tem um corpo,
não tem uma Alma* ou espírito; a pessoa é um corpo
animado.
Ver Divisão
da Personalidade. INCORRUPÇÃO.
São
muitas as causas
naturais e artificiais de falsa incorrupção de cadáveres:
Calcificação*,
Congelamento* e Criônica*, Embalsamamento*, Fulminados*,
Graxa* ou Banha, Guano*,
Héptica* ou Marasmo, Hipha* Pombicina
Pers, Larvas*, Miroblite*, Mumificação*, Saponificação*,
Secos*...
Não
confundir com Cartonamento*, que pode constituir a Marca*.
Na
verdadeira
Incorrupção o cadáver humano, ou alguma parte separada
dele, pode ficar
flexível, rosado, freqüentemente desprende um odor
agradabilíssimo... Inclusive
nas mais adversas circunstancias que favoreceriam uma
rapidíssima corrupção.
Inclusive por séculos e séculos. A verdadeira Incorrupção
é sempre Fenômeno
SN*. São muitíssimos casos. Só de santos católicos.
Entre os
mais conhecidos: Santa
Bernardette
Soubiroux* ===
=== === ver
esquema de aulas e livro Vol. 2
ÍNCUBO.
Segundo a Superstição*,
apoiada por teólogos antigos e também por pastores
modernos de Seitas*
Pentecostais*, todos desconhecedores absolutamente de
Parapsicologia*, seria um
Demônio* macho que atacaria sexualmente certas mulheres.
Ver Súcubo*. INDRADSON,
Indride.
Medium* (?), que de 1904 à 1909 foi alvo de muitas
Experiências Qualitativas*
por parte da “Sociedade Psíquica Experimental” de
Reykjavik. Em ordem
ascendente de importância, alem de Transe*, Psicografia*,
Psicofonia*,
Telecinesia* e Ectoplasmia*, comprovou-se numa sessão na
presença de sessenta e
sete pessoas admirável Levitação*. Hetaldur Nielson,
professor de Teologia na
Universidade de Reykjavik e avesso a acreditar em tais
Fenômenos, teve que
aceitar sua autenticidade. INÉDIA. É a misteriosa
capacidade de sobreviver por
anos em abstinência total de comida e... de bebida!,
Adipsia*, inclusive por
anos! Observada incontestavelmente em persistentes
Experiências Qualitativas*,
com análises clínicas, em
vários
“místicos”. Hoje são famosas Teresa Neuman*, na Alemanha;
Marthe Robin* na
França; Isaltina* em Portugal; “Dona Lola*” em Brasil;
etc.
Tem origem
doentia e é Fenômeno EN*. Após problemas psicológicos,
passam pela Anorexia*
nervosa e numa drástica modificação do metabolismo basal
passam a alimentar-se
do ar e das próprias reservas até ficarem estrictamente
esqueléticas. Ficam
sempre em cama e inativas, poupando energia ao máximo. É
absurdo
pensar que Deus* causaria esse dano ao organismo. Como
dizia o grande
especialista Jean Lhermitte*, seria melhor que se
alimentassem bem, se
levantassem, trabalhassem... “e não molestem!”. INFESTAÇÃO.
Perturbações por Fenômenos
* Parafísicos periódicas ou “habituais” em casas ou em
determinados locais. O
termo teve origem na Superstição*, porque os seguidores do
Espiritismo e outros
ramos de Esoterismo* atribuem esses Fenômenos Parafísicos*
à infestação por
Espíritos* (?) perversos,
Demônios* (?),
Elementares* (?)...
A
infestação diferencia-se do Poltergeist* pela
periodicidade ou continuidade,
inclusive secular. O local serve de objeto de Psicometria*
para que pessoas com
tendência a Fenômenos Parafísicos* os manifestem. Cria-se
uma “epidemia”
em ambiente de Superstição*.
Mas nunca
acontece um Fenômeno* Parafísico quando todas as pessoas
ficam afastados a mais
de 50 m de distância, segundo o desafio... E este fato
inúmeras vezes
comprovado é mais uma refutação não só da interpretação de
Superstição*, senão
também da “explicação” por PK* (?) como pretendem os
membros da
Micro-Parapsicologia*. INGEBORG.
Medium* (?) norueguesa, de
Transe*..., praticamente só. Mas sendo filha do juiz
Ludwig Dahl, só [por esta
ascendência é muito badalada
pelos
“entusiastas” do
Espiritismo*. INGLIS,
Brian.
Médico
e
Parapsicólogo*. Autor de inúmeros livros. Na área de
Medicina, entre
outros, “Revolution
in Medicine”,
Londres, 1958 - “Fringe Medicine”, 1964 - “Drugs, Doctors
and Disease”, 1965 -
“A History in Medicine”, 1965. Na área da Parapsicologia*
foi editor do “Spectator”
de 1959 a 1962, e escreveu “Natural and Supernatural”,
Londres, 1977 - “Science
and Parascience”, Londres, 1984 - e em colaboração com
West, Ruth: “The
Alternative Health Guide”,
1983.
É um dos
colaboradores para a enciclopédia editada por Cavendish*. INICIADO. Aquele que é
admitido ao conhecimento dos
Mistérios* do Ocultismo* por meio de preparação
sistemática ou
Iniciação.
A Iniciação
é muitas
vezes equivalente a
verdadeira Lavagem* Cerebral. INSPIRAÇÃO.
Os
sequazes do Espiritismo*
e de outros Esoterismos* tomaram o termo da Superstição*
pagã antiga, que
acreditava que os grandes gênios das artes e das letras
recebiam suas
realizações por sopro (inspiração = soprar dentro)
das deusas (?) chamadas
Musas. SeriamMédiuns*das deusas (?).
É o
afloramento espontâneo de idéias, escritos, desenhos,
canções... provindas do
Inconsciente*, não da própria elaboração Consciente*, ao
menos em parte. Improvisados
em diversos graus de Estado
Alterado* de Consciência e cujo conteúdo em certas
ocasiões vai mais além do
que as suas próprias capacidades Conscientes*. Isso
tem-lhes permitido, muitas
vezes, produzir obras quase sem darem por isso, no Sonho*
ou como se fosse em
Êxtase.
Dos grandes
artistas, músicos, poetas etc. diz-se que não trabalham,
produzem. É
precisamente por isso que os antigos, não conhecendo o
Inconsciente, inventaram
as Musas que inspiravam.
E a palavra
ficou: “hoje não estou inspirado”, pode dizer um grande
artista como se ainda
acreditasse nas Musas.
Dentro do
ambiente de Espíritismo*, sem chegar a igualar aos grandes
gênios da arte, no
Brasil enaltece-se o caso, bastante vulgar na realidade,
de Chico Xavier, e um
tanto mais notável o de Luis Gaspareto embora unicamente
pela velocidade no
desenho até, menos, com os pés. Fora do Brasil conhecem-se
muitos bonsMédiuns*de
falar ou escrever e até mais raramente desenhar
inspirados”(?): Sra. Richmond,
Emily Harding, Britten, Thomas Lake Harris, J. J. Morse,
Meuring Morris,
Estella Roberts, Winifried Moyes, Horace Lambing, para
mencionar apenas alguns.
É claríssimo
que a inspiração dos artistas e médiuns simplesmente surge
das faculdades do
Inconsciente*. Ver
também Intuição.
Para
poder-se falar
de Inspiração SN*, e mais
ainda e precisamente em temas profanos, teria que constar
claramente que os
resultados superam as faculdades humanas!, ou então
estarem “assinadas” com
algum outro Fenômeno SN* extrinseco relacionado com a tal
pretendida Inspiração
Supranormal*. Nem uma nem outra coisa foi encontrado
jamais no Espiritismo* e
outros ramos do Esoterismo*, ou em qualquer outro ambiente
senão unicamente
religioso divino, portanto até o termo Inspiração
utilizado pelo Espiritismo e
outros grupos é Superstição*. Em contrapartida, Ver
Revelação. INSTRUMENTO.
Refere-se
ao Medium*
(?), especificando que seria usado
(?) freqüentemente por um Controle* (?). Conquanto esse
conceito supõe uma
transmissão (?) completamente mecânica, a análise prova
que não é assim, já que
as associações mentais habituais do
Medium* (?) aparecem evidentemente no material
supostamente transmitido.
Ver Identidade, Prova de. INTELIGÊNCIA
ou
INTELECTO.
Aquela parte da mente que julga, raciocina, abstrai,
compara, deduz... Funções
todas essas que superam a capacidade dos seres puramente
materiais. Há
inteligência no homem, portanto em reta Filosofia
evidentemente, ou mesmo para
todos que saibam pensar, tem que haver Alma* espiritual,
porque ninguém
dá o que não tem, o efeito não pode
superar a causa, havendo um efeito espiritual tem que
haver uma causa espiritual. INTERFERÊNCIA.
Irrupção eventual produzida
durante uma sessão de Experiências Qualitativas*, o
paciente captando por HIP*
em algum dos membros que intervêm na experimentação, ou por PG* captando
em qualquer outro lugar e
inclusive em outro tempo. A interferência pode às vezes
ser causada por ST*
precisamente com intenção de experimentação. ÍNTERO-RECEPTORES. Ver
Kherumian, Raphael. INTEROSCOPIA. Ver
Autoscopia e
Heteroscopia, termos preferíveis. INTUIÇÃO.
Percepção clara, ou
conhecimento instantâneo de uma verdade, fato ou idéia,
sem a participação de
qualquer raciocínio Consciente*. Julgamento sincrético,
não pretendido, de
elaboração lógica por raciocínio Inconsciente*. Ver
Talento do Inconsciente. e
Inspiração.
Alguma vez
pode dever-se a alguma captação por HIP* ou PG*. INVEJA,
Poder
da. Ver Olho Gordo.
INVESTIGAÇÃO
PSÍQUICA.
Igual que Pesquisa Psíquica*. INVOCAÇÃO.
É a
oração suplicando aos
que nos precederam na fé que orem também eles a Deus* por
nós. Não são os
santos que intervêm no nosso mundo, é Deus* que pelos
méritos e intercessão dos
santos pode nos ajudar. Bem diferente da Evocação*. INVÓLUCRO
ASTRAL.
Segundo o Mito* do Ocultismo*, seria um corpo interior
como envoltório (?) do
Espírito* (?). Ao morrer o corpo físico, o Invólucro
Astral ou Corpo* Astral ou
Corpo* Etéreo passaria pela Desencarnação* (?)
rapidamente. Este envoltório (?)
do Espírito* (?), ou este Veículo Etéreo
desencarnado (?), diz-se, pode continuar a manifestar-se
(?) neste mundo
obscuramente, com uma inteligência mecânica repetitiva,
seria ele que
explicaria (?) algumas aparições de Fantasmas*. IOGA.
Sistema
filosófico (?) ou
mais bem... “poético” com que o Iogui
pretende alcançar a plena sabedoria (?) e a santidade (?)
mediante determinadas
Asanas* e na base de concentração mental, ou melhor seria
dizer descontração,
estática, inerte, mente
em branco...
Como se
técnicas naturais pudessem alcançar por si mesmas efeitos
Sobrenaturais*! Pode,
isso sim, ajudar na saúde corporal e inclusive
psicológica..., pelo descanso e
ao contrario pelo exercício que as diversas Asanas*
oferecem com experiência
milenar. IRIS-LUCÍA,
Caso. Ver
Salvo, Lucía Altares de.
IRIOMANCIA. Mais
uma Mancia*, esta pelos
reflexos e complicada conformação do
iris dos olhos. Pode também usar-se como Pragmática*.
Não confundir
com Iriologia,
especialidade na
Medicina, com
a que alguns afirmam
que se podem fazer diagnósticos médicos precisos porque
todas as doenças
repercutiriam no iris. IRMANDADE
BRANCA,
Grande. Ver Grande Irmandade Branca. IRWING,
Eduard
(1792- c. 1837). Carater duro, exigente, cruel, levando ao extremo
a mentalidade dos
velhos protestantes Cconvencionais. Físicamente era um
“gigante”de força
hercúlea. Foi pastor protestante na paroquia de Glasgow,
ajudante do pastor
Chalmer então o
mais famoso pastor da
Igreja Escocesa. Depois aceitou a paroquia de Hatton, fora
de Londres, onde a
eloquencia aos gritos daquele gigante o fizeram famoso, de
formas que teve que
ser transferido para uma Paroquia maior, em Regent Square,
onde cabiam duas mil
pessoas comodamente sentadas. Até que no extremo do
fanatismo e excentricidade
fundou em 1830 uma Seita* que, do seu nome, tomou o de Irwinguistas, na granja de Fernicarry, da
cidade de Row, no oeste
da Escócia. Uma Seita* de fanáticos se-dizentes
“instrumentos do Altíssimo”
(!), falavam em linguas (Ver Glossolalia), praticavam
Curandeirismo*
considerando-o Milagre* (?) e diziam que tinham Visões*
Sobrenaturais* (?)
anunciando grandes catástrofes preâmbulo da iminente nova
vinda de Jesus e do
fim do mundo.
Logo a fama
dos Irwinguistas espalhou-se por toda Escocia e
Inglaterra, e se multiplicavam
as referencias e discussões, especialmente deve citrar-se
Baxter, Robert:
“Narrative of Facts Characterisin g the Supernatural
Manifestations in Members
of Mr. Irwing’s Congregation”, Londres, 1833. O Rdo. Irwing, porém, percevendo seu estrodoso fracasso nas
Revelações* (?), foi
definhando na sua saúde até morrer magro e deprimido, nem
sombra do atleta que
fora. ISALTINA.
Rio de
Janeiro, com
repercusão por todo o pais. No inicio de 1966 surgiu o
novo fenômeno Isaltina
Cavalcanti, de 31 anos, que alcançou grandissima fama
orquestrada pelo
Espiritismo*. Tratar-se-ia de Cirurgias* em Astral, sob o
Controle* do
Espírito* de um médico alemão que se chamaria Arst Scovsk
(?).
Pouco
importa que o Dr. Arst Scovsk não entenda alemão. Pouco
importa que nem
Isaltina, nem o babalaô, entendam alemão. Pouco importa
que as poucas palavras
que Isaltina pronuncia em horrivel alemão arcaico com
mistura polonesa só seja
entendido, e amplamente, pelo babalaô Pedra D’Água... Diariamente umas
5.000 pessoas deixam seu
dinheiro nos estacionamentos, nas “colaborações
espontâneos”, nos
“agradecimentos”..., apesar de que só podem ser “operadas”
umas trinta pessoas
por dia. Mais de 20.000 pessoas fizeram inscrição Não
faltam políticos
destacados e pessoas dos mais altos escalões sociais. Toda
a momntagem ao redor
de Isaltina Cavalcanti está muito bem coordinada por
Sebastião dos Santos,
aliás “babalaô* Pedra d’Água” e Delegado da Confederação
Espírita de Umbanda*.
Tudo
começou em Natal (RN). Isaltina é uma bela jovem de 31
anos, casada, tendo um
filho de 5 anos. O babala^garante que ela é Médium* de
Cirurgia* em Astral e
que tem que Desenvolver* ...E imediatamente a pretendida
Médium* é levada a Rio
de Janeiro... Claro, logo se espalha que a Médium* é
católica fervorosa (?!). E
foi instalada na “Tenda Espírita Santo Antônio de Padua*”
(?!).
Mas a
farsa durou pouco. Em poucos messes a justiça e as
entidades médicas abundavem
de acusações... Antes de que a situação complicasse, o
esperto Babalaô
Sebastião dos Santos e sua pupila Isaltina, já enormemente
enriquecidos, no dia
29 de março -a farça começara tres meses
antes- voltaram para Natal, no Rio Grande do Norte. ISLA
ou
ISLAMISMO.
Ver Maoma. IURD. Sigla
da Igreja* Universal
do Reino de Deus.
- J - JAGOT,
Paul
Clément ( === . Psicólogo francês contemporâneo. Secretário da
Sociedade de
Hipnotizadores, da França. Escreveu uma série de livros
sobre Psicologia
e principalmente sobre Sugestão* e
Hipnotismo*, entre os quais: “Méthode Scientifique Modern
du Magnetism,
Hypnotisme et Suggestion”, “Méthode Pratique
d’Autosuggestion”, etc. Todos em
estilo e até com certa mentalidade popular, especialmente “Traité de
Sciences Occultes et de Magie
Pratique”. JAINISMO. Uma
singular Seita*, de
minoria, na Índia. Foi fundada pelo asceta hindu
Vardhmana, que nasceu
possivelmente em 569 a.C. É uma Seita* do Hinduismo* e
contemporâneo do
Budismo*. Ver Tantrismo.
Tal como o
Budismo*, também o Jainismo rejeita o sistema de castas. A
sua principal
característica é a ênfase dada ao princípio do “ahimsa” = não violência.
Chegam no
“ahimsa” ao extremo de filtrarem o ar que respiram, antes
de o inalar, não vá
acontecer destruírem
a vida
microscópica. Este absurdo procede de outro: a
Reencarnação*. Tem como objetivo
principal a libertação da ronda do Karma* graças ao
ascetismo.
Em geral
não aceitam a idéia de um único Deus*, supremo, antes
crêem que existe uma
pluralidade de deuses (?), que estão sujeitos
à Reencarnação*, tal como estariam os seres humanos e
todos os outros animais e
plantas! Consideram o Absoluto como um ser perfeito, mas
contraditoriamente o
consideram corporativo, composto de almas nenhuma das
quais é perfeita!
E
a essa
manifesta contradição, ou série de contradições,
acrescentam outros absurdos.
Pode dizer-se também do Jainismo, como do Hinduismo* em geral e do
Budismo, Bramanismo* etc. em
particular, que
para eles não interessa
a correspondência com a realidade,
senão as conceições... poéticas. JAMES,
William
(1842-1910).
Doutorado em Medicina pela Harvard University em 1869,
logo passou na mesma
Universidade a ser professor de Fisiologia e de
Psicologia. Publicou nestas
áreas muitos livros traducidos a várias línguas: o
primeiro foi “Le Sentiment
de l’Effort”, seguindo-se “The Principles of Psychologie”,
2 vols., Londres,
1890-92 - “Talks to Teachers on Psychology and to Students
on Some of Life’s
Ideals”, 1899 - “La Théorie de l’Émotion” -
Pouco a
pouco foi trocando esses ramos da ciência e as aulas para
consagrar-se à
Parapsicologia*, que comprendeu ser mais
importante. Foi membro fundador da ASPR* e o quarto
presidente da SPR*, em 1894
e 1895. Tem à sua conta o haver apresentado perante a SPR*
a Sra. Piper*, e
durante muitos anos estudou os Fenômenos Parapsíquicos*
manifestados por ela.
Com a Parapsicologia* moderna foi um convicto crente na realidade
dos
Fenômenos Parapsicológicos* e igualmente convicto opositor
da tão difundida interpretação
dada pelo Espiritismo*. A
ele devemos
as obras “Human Immortality. Two Supposed Objections to
the Doctrine”, Nova
Iorque, 1893 - “The Will to Believe”,
1897 - “The Varieties of Religion Experience. A
Study on Human Natura”,
1890 - “Pragmatism: a New Name for Some Old Ways of
Thinking”, , Londres, 1907
- “Memories and Studies”, 1911 - “Collected Essays”, 1920 - “Études et
Réflexions d’un Psychiste”,
Paris, 1924 - “On Psychical Research”, Nova Iorque, 1960 -
“Pragmatism and Four
Essays from the Meaning of Truth”, 1974 -. JANE,
Mary. Mulher
completamente
analfabeta, natural de Wrentham, Massachussetts. Foi
empregada doméstica entre
1844 e 1848 do médico inglês Dr. John Larkin*. Este médico
realizou com ela
muitas Experiências Qualitativas* de Fenômenos
Parapsicológicos* durante a
Hipnose*, tendo ela manifestado Telecinesia*, PG* e HIP*,
chegando inclusive a
diagnosticar doenças e a indicar remédios.
A fama
destes acontecimentos ocasionou que Mary Jane fosse
acusada de Bruxaria*, pelo
que foi condenada a dois meses de cadeia. JANET,
Pierre
Marie Félix (1859-1942). Prestigioso e muito influente psiquiatra francês. Investigou a
Histeria* e foi continuador de
Charcot*, penetrando freqüentemente em áreas de
Parapsicologia*. Desenvolveu o
conceito de Dissociação*, avançou as técnicas terapêuticas
da Sugestão* e
defendeu o poder da Hipnose*. Utilizava a Hipnose* para
aliviar os sintomas dos
doentes de Neurose*, empregando unicamente a Hipnose*
prolongada, que mantinha
os pacientes mergulhados em Sono Hipnótico* durante vários
dias.
Dentre suas
numerosas obras, todas muito prestigiosas, interessam mais
do ponto de vista da
Parapsicologia*: “L’Automatisme Psychologique. Essai de
Psychologie
Experimentale sur les Formes Inferieures de l’Activité
Humaine (Thèse de
Doctorat en Lettres)”, Paris, 1889 - “L’État Mental des
Hystériques”, Paris,
1891 - “Stigmates Mentaux des Hystériques”, Paris, 1892 -
“Névroses et Idées
Fixes. Études Expérimentales sur les Troubles de la
Volonté, de la Attention,
de la Mémoire, sur les Émotions, les Idées Obsédantes et
leur Traitement”,
Paris, 1898 - “Les Obsessions et la Psychasthénie”, Paris,
1903 - “De l’Angoise
à l’Extase”, 2 vols., Paris, 1927-1928. “JÁ
VISTO”. Ver
“Déjà vu”, termo
preferível, pois a expressão francesa foi consagrada pelo
uso. JEANS, Norman. Parapsicólogo* da
Escola* Norte-americana.
Experimentou em si mesmo com vários anestésicos e acredita
que sob a influência
do óxido nitroso ou gás hilariante facilitava-se nele a
manifestação de ESP*. JENNINGS,
Herbert
Spencer (1868-1947). Biólogo e Parapsicólogo* da
Escola*
Norte-Americana, muito
decidido defensor
do absurdo de que em determinadas circunstâncias, as
espécies animais
inferiores manifestam comportamento ESP* (?!).
Como
habitual na
Micro-Parapsicologia*,
confundia PN* com EN*. JESUS,
Santa
Teresa de ( 1515-1582). Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu de família
aristocrata em Ávila,
Espanha. Religiosa e reformadora das freiras carmelitas,
foi admirável
escritora de profundo realismo típicamente castelhano
junto à sua Mística*, a
verdadeira e a falsa, sem excluir o humor e senso comum de
cunho popular.
Na sua vida
manifestou práticamente todos os Fenômenos
Parapsicológicos*: HIP* e PG*,
Levitação*, Termogênese*, Dermografia*, Osmogênese*,
Êxtase*, Visões*, etc.
Foram considerados dons Místicos*, embora ela mesma após
profunda reflexão e
estudo terminou por compreender que não eram dons senão
defeitos, somatizações
que havia que curar e nunca fomentar. Esses Fenômenos de
falsa Mística* são bem
diferentes e ela soube muito bem diferenciar dos Fenômenos
verdadeiramente
Místicos* ou SN*,
que também
realizaram-se nela e por intercessão dela: Estigmas* no
coração inclusive no
cadáver, deliciosa e grande Osmogênese* do seu cadáver,
Incorrupto* por
séculos, Multiplicação* de Alimentos, etc, etc.
Escreveu
por obediência sua autobiografia. (em portugues por
tradução de Raquel de
Queiroz:) “Vida de Santa Teresa de Jesus Esctrita por Ela
Mesma”, São Paulo,
1984.
Morreu em
Alba de Tormes, Salamanca, onde se conserva seu cadáver
ainda em bom grau de
Incorrupção*.
A
Universidade de Salamanca outorgou-lhe o título de Doutora.. E
Paulo VI, para ela e para seu
conselheiro, confessor e amigo, São João
da Cruz*, oficializou o título de Doutores
Universais em Mística, título
que lhes era concedido imemorialmente por aclamação.
Pelas suas
virtudes heróicas e pelos numerosos Milagres* por ela
alcançados após sua
morte, foi beatificada em 1614 e canonizada em 1622. JOGO. Em
Testes* de ESP, cada
jogo é constituído pelos 25 ensaios que se realizam com o
Baralho* Zener*,
geralmente nomeando sucessivamente cada uma das Cartas*
ESP. Em testes de PK*
cada jogo é constituído por 25 lançamentos
independentemente do número de dados
lançados simultaneamente. JOIRE,
Paul. Foi
professor no Instituto
Psico-Fisiológico da França e presidente da “Sociedade
Universal de Estudos
Psíquicos”. O Dr. Joire é notável pelos seus extensos
estudos sobre o
relacionamento entre Fenômenos Parapsicológicos* e a
Hipnose*, que plasmou no
seu livro “Psychical and Supernormal Phenomena”, Londres,
1916. JONSSON,
Olaf.
Célebre Psíquico*
americano, que colaborou com o astronauta Edgard
Mitchell*, da cápsula Apolo
XIV, em experiências de ESP* à distância Terra-Lua. JUNG,
Carl
Gustav (1875-1961). Psicólogo, Psiquiatra e Parapsicólogo* suíço.
No âmbito
da Psiquiatria e Psicologia: Estudou nas Universidades de
Basiléia, Zurique e
Paris. Na
capital da França, seguiu os
cursos de Psicopatologia do professor Pierre Janet*, antes
de fazer-se, em
1907, aluno e colaborador de Sigmond Freud*. Em 1933
obteve a Cátedra de
Psiquiatria na Universidade Tecnológica de Zurique. Em
1948 inaugurou nesta
cidade o instituto que tem o seu nome, fundado pelos seus
discípulos. Parte da
sua fama deve-se à teoria do Inconsciente* Coletivo e à
classificação dos tipos
humanos em introvertidos e extrovertidos. Entre as suas
obras mais importantes
contam-se “Contribuições para a Psicologia Analítica”,
1928 - “Tipos
Psicológicos”, 1933 - “Integração da Personalidade”, 1939
- “O Eu
Inconsciente”, 1959.
No âmbito
da Parapsicologia*: Durante os anos de 1889 e 1900 Jung
organizou para fins de
pesquisa sessões
de Espiritismo*,
recorrendo a uma das suas primas como
Medium* (?). Com esta pesquisa obteve as bases para
a sua tese de
doutoramento: “Psicologia e Patologia nos Fenômenos
Chamados Ocultos”. Mas foi
realmente muito mais tarde quando Jung manifestou
particular dedicação por
essas questões.
Em 1919 já
explicava que nas sessões de Espiritismo*, tanto os
Espíritos* (?) como a
variada gama de Fenômemos (Parapsicológicos*) ou
“ocultos”, de qualquer ponto
de vista mais não eram que complexos do nosso
Inconsciente*. Trinta anos
depois, o cientista já especificava e insistia em que uma
simples explicação psicológica
não é capaz de explicar a totalidade dos Fenômenos
(Parapsicológicos*)
apresentados pelosMédiuns*. Isto é, além do psicológico,
há no
Inconsciente* outras faculdades, Parapsicológicas*.
Em 1920 Jung
continuou a pesquisar com o célebre
Médium* Rudi
Schneider*, com quem
verificou Fenômenos de Telecinesia* e Ectoplasmia*.
Jung é
conhecido em Parapsicologia* sobretudo como o teórico que
pretendeu substituir
o princípio de causalidade pelo de Sincronizidade*, para
“explicar” (?) PG*.
Certamente errado. Pretendeu aplicar também o princípio de
Sincronizidade* à
pretendida “Astrologia* científica” (?), o que é mais um
argumento contra tal
princípio.
Entre as
suas numerosas obras, do ponto de vista da Parapsicologia*
destaca “Memories,
Dreams, Reflections”, Londres,
1963. JURGENSON,
Friedrich.
Pintor sueco contemporâneo e produtor de filmes, que em
1959 ao reproduzir o
cântico dos pássaros da floresta por ele gravado, ouviu na
gravação o que
acreditou ser “a voz de sua mãe” (?). Com isto, no período
de 1955-1957, dois
anos, Jurgenson, completamente fanatizado, trabalhou
febrilmente em gravar
“vozes de Espíritos*”(?).
Ver
Psicofonia. e Ver também TCI.
- K - KA. Designação dada pelos antigos
egípcios a um suposto
envoltório (?) do Espírito* (?), que com este seria a sé
da Personalidade*
Consciente*, correspondendo de certo modo ao que o
Esoterismo* designa com os
termos Corpo*
Astral, Duplo*, Kama*
Rupa, Invólucro* Astral, etc. Ver Perispírito. KABALA. Ver CABALA. KAHL,
Sra. De
nacionalidade russa,
vivia em Paris. Desde a infância vinha manifestando
Fenômenos de HIP*. E de
Pcg*: como por brincadeira, aos sete anos, anunciava, às
vezes com notavel
exatidão, o futuro às pessoas com quem convivia. Quando
tinh 19 anos, um dia perdeu
um colar de pérolas, de que gostava muito, e ficou
extremamente triste. De
repente, porém, notou
que lhe apareciam
no pescoço manchas vermelhas redondas, como sinais de
pérolas. E a partir d’aí
foram surgindo diversas Dermografias* especialmente em
circunstaâncias de
angustia ou forte emoção. Já adulta dedicou-se à
Radiestesia*. Uma vez indicou
sobre um mapa os filões mais ferteis de uma mina de ouro. Foi
estudada
no IMI* pelo Dr. Osty*. Era de fato uma grande Psíquica.
Pretendendo verificar
a Dermografia* da Sra. Kahl como também a faculdade HIP*,
o Dr. Osty* pediu-lhe
que inscrevesse na pele (Dermografia*) a palavra em que
ele estava a pensar.
Após alguns minutos de concentração, apareceram na pele as
letras R O.
Entretanto a Sra. Kahl declarou: “Estou muito cansada, já
não vem mais nada.
Deve ter pensado na palavra ROSA”. De fato, fora mesmo
nessa palavra que o
Dr.Osty se concentrara. E assim começou uma série de
Experiências Qualitativas*
de Dermografia* a partir de HIP*, com êxitos muito
notáveis. As Dermografias*
apareciam rapidamente de preferência sobre os seios, num
ou noutro antebraço e
sobre o abdome.manifestando o que os pesquisadores
pensavam ou secretamente
haviam escrito ou desenhado num papel,
guardado imediatamente dentro de um envelope opaco. KAHN,
Ludwig
(1874- === . Psíquico*
alemão,
de origem judia. Aos tres anos de idade já era um
calculador prodigio
podendo fazer de cor somas com cinco algarirmos. Emigrou a
Norte-América, onde
descobriu em si e especializou-se em suposta
Criptoscopia*. Ganhou com
exibições muito dinheiro, que emprega no jogo, e voltou a
Alemanha. Demandado
judicialmernte,
convenceu em Experiencias Qualitativas* que pareceram
boas, em
1908, com o Dr. Haymann
do Hospital
Psiquiátrico de Fribourg-in-Brisgau e com o Dr. Neumann e
colegas médicos do
Gran-Ducado em Karlsruhe. Posteriormente apresentou-se
ante o IMI* de Paris
numerosas vezes durante os anos 1925 e 1926.
Na presença de um distinto auditório de cientistas,
entre eles Richet*,
Kahn leu com todo êxito o conteúdo de onze bolinhas de
papel amassado, que lhe
foram apresentadas. O
truque
nesse efeito é facil e conhecido por todos os
Ilusionistas*. E evidentemente
que algumas vezes, pretendendo dominar o fenômeno e para
causar admiração,
também L. Kahn recorreu à Fraude*. Mas impossível em
muitas daquelas
circunstancias e perante aqueles pesquisadores,
conhecedores e desmascaradores
de tantas Fraudes*.
Nos casos
autênticos Kahn pretendia que fosse Criptoscopia*. Na
realidade tratava-se de
HIP*. KAMA
RUPA. Termo
hindu que designa uma
espécie de eídolon
(em grego = imagem),
que persistiria (?) depois da
morte, mas que gradualmente se desintegraria, a menos que
a sua existência se
prolongue ao alimentar-se (?) com algo da vitalidade
daqueles que na terra
quiserem ofertá-la (?!). Sob
esses
conceitos “poéticos” podemos admirar antiquíssimas
Intuições* da ação, em vida,
da Telergia*, da que partiram para outra Intuição*, embora
bem limitada, do que
após a morte será o Corpo Glorioso*. KANT,
Emanuel. Um
grande e dos mais
influentes filósofos. Nasceu em Konisberga em 22 de Abril
de 1724. Era homem de
impecável veracidade e brio, austero nos seus princípios
de moralidade,
valoroso advogado da liberdade política, acreditava
firmemente no progresso
humano... A sua obra capital, “Crítica
da Razão Pura”, foi publicada em 1781. Em maior relação
com a Parapsicologia*
pode-se citar principalmente
“Dreams
of a Spirit
Seer”, Londres,
1900 (1768). KARAGULLA,
Shafica.
Nascida
em Turquia, estudou em escola, colegio e universidade
norte-americanas em
Beirut, Líbano, obtendo em 1940 o grau de Doutor em
Medicina e Cirurgia.
Especializou-se depois até 1950 em Psiquiatria na
Universidade de Edinburgo,
Escocia, e até 1956 em Neurologia e Neurocirurgia na
Universidade de Montreal,
Canadá. Em 1957 passou a ser professora de Psiquiatria na
Universidade Estatal
de Nova York,
EUA. Na
área de
Parapsicologia* celebrizou-se pela pesquisa sobre
Curandeirismo*. Recentemente
foi nomeda Presidente da Fundação e Diretora de Pesquisa
na “Higher Sense
Perception Researh
Foundation”, instituição em Beverly Hills,
Califórnia, EUA, que se dedica
ao estudo de Fenômenos Parapsicológicos*, principalmente
de Hiperestesia* e de
Talento* do Inconsciente. Precisamente a principal
publicação do Dra. Shafica
havia sido sobre HD* e sobre Talento* do Inconsciente:
“Breakthrough to
Creativity. Your Higher Sense Perception”, Los Angeles,
1967. KARDEC,
Allan
(1804-1869). Psedônimo
de Hippolyte-Léon-Denizard
Rivail,
nascido na cidade de Lyon, França, em familia católica,
mas foi educado num
ambiente de seita protestante de tipo fantasista e
pseudo-místico. Pretendeu
aprender a ser professor de escola primaria em Yverdun,
Suiça, com o pedagogo
protestante Pestalozzi, mas logo voltou a Paris em 1831.
Abriu uma escola
primaria, sem muito êxito, e escreveu livros de gramática
e aritmética. ·
Afiliou-se
à Maçonaria na
Hermetic* Brotherhood of Luxor. Em
1854 teve contato com
o Espiritismo* por
intermedio do comediógrafo Victorien Sardou. Em 1955
assiste por primeira vez a
uma sessão de Espiritismo*, e bastou uma
sessão para ficar convencido (?) de que recebia
Comunicação* de um
Espírito* (?) chamado Zéfiro, bastou para transforma-lo
num espírita ardoroso. Þ Basta
para convencer
qualquer crítico sensato, da total falta de crítica (ou
descarada impostura) de
Allan Kardec. ·
Em 1856
por suposta
Revelação* (?) de um Espírito* (?), adotou o pseudônimo. Acreditava ser a
Reencarnação* (?) de um
antigo sacerdote Druida* que se haveria chamado Allan
Kardec. Þ Absurda
e
megalomaniacamente, se é que era sincero! Mas não foi
capaz de fornecer
absolutamente nenhuma pista, nenhum conhecimento a
respeito dos Druidas e da
sua época, que não fosse o mais comum conhecido e
supradivulgado, nem o mínimo
detalhe do que arqueólogos e historiadores quereriam
saber... ·
Com a
mesma megalomania (ou
astuta invencionice e impostura) autoproclama-se, por
suposta Revelação* (?)
dos Espíritos* (?), como o Messias da Terceira Revelação,
o Espírito da Verdade
anunciado pelos Profetas* (Ez 36, 27 +, Jl 3, 1-2) e que
Cristo prometeu que
“vos ensinará toda a verdade” (Jo 14, 26; 15,26; 16, 13). Þ Se os
Apóstolos tivessem que
haver esperado até a vinda de Allan Kardec... Bastaria
este descomunal
disparate para julgar a Kardec e jogar no lixo todo o
Espiritismo* Kardecista.
Eles são tão, tão, tão ignorantes, que no o sabem? A
Primeira Revelação* foi da
1a. Pessoa da Santíssima Trindade, o Pai, por Moises e os
Profetas* do Antigo
Testamento. A 2a. Revelação, pela 2a. pessoa da Sma.
Trindade, o Filho, por
Jesus Cristoe os Apóstolos. A 3a. Revelação não seria da
3a. pessoa da Sma.
Trindade, o Espírito Santo no dia de Pentecostes* (At
2,4), senão que seria
feita por Allan Kardec e pelos Espíritos* (?!). É
demais... E ainda mais
groseiro disparate por ser atribuído nada menos que a
Santo Agostinho*, que
Kardec no seu “Initiation de l’Evangile sélon le
Spiritisme”, Cap. 1, No. 11
tem a petulancia de afirmar que era o Espírito* (?) mais
freqüente em suas
sessões! ·
Kardec
não sendo nem
filósofo, nem teólogo, e não existindo nem Psicologia na
sua época, muito menos
Parapsicologia*, meteu-se a interpretar os Fenômenos
Parapsicológicos*
apresentados pelo Espiritismo*. Conseqüência: uma sarta
contínua de disparates
e Superstição*. E, não obstante, ou muito
significativamente contra o critério
“científico” (?) deles, é considerado pelos espíritas
latinos ou Kardecistas,
como o mestre insuperável
(?!).
Morreu
repentinamente em Paris. KARMA.
No
Hinduismo*, no Budismo* e
Jainismo*, e em especial no Bramanismo*, o Karma não é
apenas o efeito
que o ato vai causar, ambos no decorrer de
uma vida, mas também o
conjunto dos efeitos
em todas as
vidas posteriores
causados pelos atos de todas as
vidas anteriores. Uma
espécie de predestinação ou Destino* da humanidade. Allan
Kardec*
e seus seguidores, assim como muitos outros grupos de
Esoterismo* em Ocidente,
não entenderam estes conceitos e
mentalidade oriental. Como não os entenderam tambem
multidão de orientais
ignorantes ou “apressados”. É a mais lamentável miséria
intelectual confundir
Karma com
Reencarnação*. Porque está
inapelavelmente demonstrado e confirmado que no genuíno
Hinduismo*, como nos
genuínos Budismo* e Jainismo*, e inclusive no genuino
Bramanismo*, não tem cabimento
o conceito de Reencarnação*. Não tem cabimento nem sequer
o conceito de Alma*
individual, ou Espírito* individual. Tudo, inclusive a
divindade, seria uma
unidade. Como reencarnaria o que não existe?
No fundo de
todo o genuíno Hinduismo* e nos seus derivados ou Seitas*,
assim como na sua
origem, os Vedas, há uma maravilhosa Intuição*. Tiveram a
Intuição*, embora
parcial, do que na Revelação* cristã chama-se Corpo
Místico de Crisro e
Comunhão dos Santos, na ordem Sobrenatural*. Intuiram que
todos somos
solidários, e o que de bom ou de mal faz cada individuo,
cada avatar, ajuda ou
perjudica a todos:
Karma ou Lei do
Ato. Constitue um mérito a ser
premiado posteriormente ou a ser castigado: Karma ou Lei da Causa e Efeito. No seu Panteismo* ou
Monismo*, porém,
confundiram esta comunhão na ordem Sobrenatural* com
unidade na ordem natural,
e ainda a situação piora por identificarem criaturas e
criador; e pior ainda,
saim depois pela tangente afirmando que tudo é
Maia*. Karma
Ioga. O
caminho Ioga* da abnegação
e ação consagrada para quebrar a
interminavel ronda do
Karma. KAZUMBI. Termo
usado em algumas
regiões da Africa e no Brasil. Ver Zumbi. KEMPF,
Síndrome
de.
Ataques de agitação aguda, com pânico e comportamento de
fuga. Ocorrem
ocasionalmente em relação específica com um problema
homossexual. Outras vezes
sob ameaça de procedimentos legais. Mas há outros motivos
psicológicos. A
ansiedade pode ser tão aguda que o Consciênte* fica
completamente obnubilado.
Para os
imbuídos de Superstição*, uma “claríssima” prova (?) de
Possessão*,
Incorporação*, etc. KERNER,
Justinus.
Poeta e Médico alemão, que exerceu a sua profissão em
Winster, no Wurtterburg.
Hospedou em sua casa Frederika Hauffe* e estudou
minuciosamente os Fenômenos
Parapsicológicos* por ela manifestados e
que Kerner descreve em
“A Vidente de
Prévorst” ( Die Scherin von Prevort, Eroffunungen uber das
innere Leben des
Menschen und uber das Hereinagen einer Geisterwelt in die
Unsere”, Dstuttgart e
Tübingen, 1829).
Não tendo
sido considerado digno de fé por expor fatos e conceitos
demasiado avançados em
relação ao seu tempo, o assunto caiu no esquecimento.
Hoje, sobre a veracidade
dos Fenômenos Parapsicológicos* que descreve, de HIP*,
PG*, Tiptologia*,
Telecinesia*, Fantasmogênese*...
não é
lícito duvidar, em virtude das exatas e precisas
descrições do autor, e com
testemunhas privilegiadas. Tudo descrito com clareza,
objetividade, serenidade
e imparcialidade científicas, que tornaram Kerner uma
figura muito respeitada
em pesquisa de Casos Espontâneos* e Experiências
Qualitativas* de
Parapsicologia*. KHERUMIAN,
Raphael.
Membro do Conselho do IMI*, de Paris. Sua fama decorre
mais de uma... pura
invencionice: Materialista* convicto afirmou, para
explicar PG* e inclusive a
Pcg*, que os Parapsicólogos* russos haviam encontrado no
sangue os
Intero-Receptores da Radio*-Onda Cerebral e assim haveriam
provado que o
“estímulo que dá origem a qualquer percepção
parapsicológica não é o resultado
de um processo psíquico (no sentido de extrasensorial,
espiritual), mas deve
ser antes atribuído aos seus processos energéticos
subjacentes, o que torna a
cognição Paranormal* (que então deixaria de ser sinônimo
de espiritual) muito
mais facilmente compreensível (?), visto que os processos
deixam de ser extrasensoriais
estritamente”. Afirmou,
mas
não cita os Parapsicólogos* russos que os teriam
demonstrado e nunca foi
comprovada a existência dos tais Intero-Receptores no
sangue. E certamente nada
material pode explicar PG*... KIESER,
Dr.
Psiquiatra que elaborou uma
teoria pessoal dos prodígios do Magnetismo* Animal ou
Mesmerismo*. Para ele o magnetismo
(mesmo quando plenamente diferente da Telergia*) seria
real e efetivo (?). KILNER,
Óculos
de. Ver
Diacianina, Écrans de. KILNER,
Dr.
Walter J. (1847-1920). Do Hospital de Saint Thomas, de Londres.
Destacou-se pelas suas
Experiências Qualitativas* sobre Aura*, que ele chamava
Atmosfera* Humana.
Valendo-se de óculos pintados com diacianina, foi o
primeiro que demonstrou, de
modo objetivo, a existência de um tipo de Aura* humana.
Em
primeiro lugar sensibilizou-se os olhos ao olhar através
dos Écrans de
Diacianina*. Depois ao olhar uma pessoa nua ante uma luz
tênue contra um fundo
de tela negra, tornam-se visíveis, por cansaço dos
bastonetes dos olhos, três
bandas de radiação bem claras para as pessoas que, de
outro modo, não as
perceberiam. Descobriu que a doença do sujeito observado
afetava o tamanho e as
cores das radiações e que a Aura* se estreitava ao
aproximar-se a morte e que
após a morte finalmente desaparece (na
realidade a Aura pode diminuir muito, mas não desaparece
plenamente nunca).
As
Experiências Qualitativas* de Kilner foram controladas e
confirmadas pelo Dr.
O’Donnell, do
Chicago Mercy
Hospital, e
também pelo Dr. Drydale
Anderson na África Ocidental.
Logo os
partidários do Espíritismo*, Esoterismo* e de tantos
outros tipos de
Superstição* quiseram identificar esta Aura* com seus Mitos* de
Perispírito* (?), Corpo*
Astral, etc. Na realidade trata-se de toda classe de
emanações e reações comuns:
calor, umidade, eletricidade, etc, e que todos os corpos têm, muito
variáveis segundo inumeráveis
influencias, entre elas, claro, a maior ou menor saude, a
morte e o tempo
transcorrido após a morte. Também Ver
Kirlian, Fotografia.
KING,
John. Um bem
conhecido Controle*,
que se manifestaria por meio de muitos Médiuns* de
Fenômenos* Parafísicos.
Sustentava que era Henry Owen Morgan, que teria sido
governador da Jamaica de
1637 a 1680, o famoso pirata Henry Morgan. A sua primeira
Comunicação* (?) de que
se tem notícia, haveria sido com os Irmãos Davenport*, em
1850 e manteve-se com
eles até ao fim. Outros Médiuns* que afirmaram ter
desfrutado da sua influência
são, entre os mais famosos, Mme. Blavatski*, Eglinton*,
Husk*, Eusápia
Palladino* e a Sra. Wriedt*. Katie King, pretendia ser a filha de
John King. Trata-se
da Prosopopéia* na Transfiguração* um tanto freqüente
realizada pela Medium*
Florence Cook*. Sir William Crookes*
fotografou Katie King umas quarenta vezes. E é o caso de
Transfiguração* mais
estudado. Apesar de várias possíveis e
eventuais Fraudes* de Cook* e ressalvada certa possível
“ingenuidade”
exporádica de Crookes*, as Experiências Qualitativas* por
ele realizadas
garantem a veracidade da Transfiguração* de Cook* em Katie
King.
Crookes*
achou-se seguro da independência de Katie King a respeito
da Medium*.
Mas este seu convencimento não
exclui, na realidade, a Transfiguração* geralmente. O que
também não exclui que
esporadicamente houvesse alguma Fantasmogênese* que
representasse a Medium* (?)
como se ficasse no Gabinete* quando na realidade estava
fora transfigurada em
Katie King.
As provas
foram exaustivas e levadas a cabo no próprio lar de
Crookes*, que como bom
cientista valentemente arriscou a sua reputação perante os
“sábios”
estabelecidos, que sem nada saber ao respeito e sem haver
estudado as provas de
Crookes, simplesmente negavam os fatos... KING,
Geodfr Ray. Ver Ballard, Guy. KIRCHER,
Padre
Atanásio (1601-1680). Nascido em Geisa, Alemanha, foi educado pelos
padres jesuitas e
ingressou nesta ordem religiosa em 1618. O Pe. Kircher
S.J. foi nomeado
professor de Filosofia, Matemáticas e Linguas Orientais em
Wurtzburgo (1631) e
em Roma (1635). Homem de vasta cultura e inquieto pelo
saber, dedicou-se ao
estudo da Arqueologia e a desvendar com
notável pioneirismo hieróglifos egipcios. Ver Magnetismo
Animal. KIRLIAN.
Chama-se Máquina
Kirlian uma câmara fotográfica
especial que permite fotografar o espectro luminoso. A
máquina de Kirlian foi
inventada em 1939, pelo casal soviético Semion
e Valentine Kirlian, técnicos em eletroradiografia.
A máquina consiste num
gerador elétrico de alta freqüência e elevada voltagem,
produzidas por um
dispositivo de oscilador de válvula ou transistor. Este
campo emite íons e
cargas elétricas através do aparelho, projetando uma
eletrofotografia, também
chamada Kirliangrama
e Kirliangrafia
ou simplesmente
Fotografia Kirlian., que é uma imagem
espectral.
Os
seguidores do Espiritismo* e em geral do Esoterismo* dizem
que é fotografia do
Perispírito* (?), da Aura*, do Bioplasma*, etc. Segundo os
espíritas, as cores
também são utilizadas pelos Guias* (?) e Controles* (?)
como símbolos pessoais,
um código pelo qual poder-se-iam reconhecer os diversos
Espíritos* (?).
Na realidade
é o efeito corona, da Física comum. O mais vergonhoso
dessas pretenções dos
sequazes do Espíritismo* e outros ramos de Ocultismo*
consiste em afirmações
como “o dourado traduz santidade”. Ora, uma connotação
meramente moral não tem
influência fisica. O que pode repercutir no organismo é a
atitude psicológica
que o santo ou o empedernido
têm a
respeito do mesmo fato.
Alguns
atribuem também grande importância às
outras cores percebidas nessa Aura* humana.
Azul pálido e púrpura traduzem
saúde. Rora significa amor puro e afeto, Vermelho
desiogna desejo e
nojo, sendo que o vermelho escuro signuifica paixão.
Verde, receio intelectual.
Cor de café e matizes escuros, baços, traduzem
enfermidade... Na realidade, só
quando se padronizarem acuradamente todos os detalhes de
cada cor e as
numerosíssimas influencias na Kirliangrafia, essas
pretensões de significado
das cores e formas de efeito corona poderão ter algum
valor. Hoje é
absolutamente prematuro. KLOPPENBURG O.F.M., Dom
Boaventura. Nasceu
em Molbergen,
Alemanha, em 1919, vindo logo para o Brasil. Em 1946 foi
ordenado sacerdote
franciscano, em Bagê, RS.
Doutorou-se em
Teologia em Roma, passando a ser professor de Teologia
Dogmática em Petrópolis,
Porto Alegre, Roma e Medellin. Nesta última cidade foi
também Reitor do
Instituto Pastoral do CELAM (Coferência Episcopal Latino
Americana), sendo
também diretor da revista “Medellin”. Foi redator e
diretor da “Revista
Eclasiástica Brasileira”. Desde 1977 foi membro da
Pontificia Comissão
Internacional de Teologia. Sagrado Bispo em 1982.
Homem de
vastíssima cultura e preclara inteligência, na área de
Parapsicologia destacou
por uma amplíssima campanha de esclarecimento por todo o
Brasil a respeito de
tanta desvairada Superstição* e Espiritismo*. Nesta mesma
área devem citar-se
entre outras muitas, as excelentes publicações: “Por que a
Igreja condenou o
Espiritismo”, 1957 (4a. ed.) - “Material para Instruções
sobre a Heresia
Espírita”, 1957 (4a. ed.) - “A Reencarnação. Exposição e
Crítica”, 1957 (3a
ed.) - “Posição Católica Perante a Umbanda”, 1957 (3a.
ed.) - “Livro Negro da
Evocação dos Espíritos”, 1957 (3a ed.) - “Nossas
Superstições”, 1959 -
“Astrologia, Quiromancia e Quejandos”, 1959
-”Rosacrucianismo no Brasil”, 1959 - “As Sociedades
Teosóficas”, 1959 -
“O Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento”, 1959 - “A
Maçonaria no
Brasil”, 1960 (4a. ed.) - “Ou Católico ou Maçon”, 1960 (3a
ed.) - “O
Espiritismo no Brasil”, 1960 - “A Psicografia de Chico
Xavier”, 1960 - “A
Umbanda no Brasil”, 1961 -
“Fuerzas
Ocultas. A Pastoral ante lo `Maravilloso’”, 1979 - Etc.
etc.
KLUGE.
Cientista que, quando da
célebre polêmica sobre o Magnetismo* Animal, a propósito
do relatório da
Comissão apresentado pelo Dr. Husson*, tomou posição
favorável valentemente e
como bom cientista sem preocupar-se pela opinião dos
“cientistas” que nada
sabiam ao respeito e simplesmente se negavam a considerar
os fatos. Ficou
“tristemente” (?) famoso por apresentar ante os
apriorísticos colegas da
Academia de Ciencias, entre os seus estudos com
Experiências Qualitativas*,
alguns pacientes que, “magnetizados”, apresentavam
“ïncríveis” (?) fatos de
Telecinesia*, e de DOP* pelo epigástrio. KLUSKI,
Frank
(1874-1944).
Polonês, rico banqueiro, escritor, poeta e poliglota,
estudoso de Ciencias
Naturais e principalmente de Parapsicologia no intuito de
desvendar o misterioo
de que ele mesmo era protagonista inconsciente. A sua
aptidão a manifestar
Fenômenos Parapsicológicos* era hereditária, visto que o
seu pai, como também
seu tio paterno, sacerdote católico, também os
manifestavam, embora nunca a
tivessem exibido. De jovem, Frank, angustiado e nervoso,
era vítima de
Fantasmogênese*, acreditando que seus Fantasmas*,
terríficos como nos seus
Sonhos*, tinham vida própria. Manifestava também Pcg*. Com
a idade, foram
crescendo seus problemas psicológicos, alem da
neuro-artrite, e juntamente
cresciam suas Manifestações Parapsicológicas*. Ver Função*
Menos.
Submeteu-se
a numerosas Experiencias Qualitativas* por amor à ciencia.
As primeiras
pesquisas foram feitas pelo professor polonês Pawloski,
que publicou
interessante relatorio no “Journal”da ASPR*. Em 1920-1921,
Kluski fez no IMI*
quatorze sessões sob a direção do Dr. Geley*. Os
principais Fenômenos
observados foram de Fotogênese*, algums de Telecinesia*, e
principalmente de Fantasmogênese*,
com figuras “humanas” disformes e animais monstruosos,
inexistentes.
Nessas
sessões Geley* obteve os Moldes* de parafina, que
alcançaram muita fama e...
discussões por serem precisamente, contra o que Geley
pensava, a parte menos
garantida das manifestações de Klouski.. KOSMON,
Bíblia.
Ver
Newbrough, J. B. KRAFFT,
Karl
Ernest (1900-1945). Astrólogo suíço. Mudou-se para a Alemanha em 1937
e publicou um livro
sobre “Astrobiologia” (?) em 1939. Foi preso pela Gestapo
e posto a trabalhar
pelo Ministério da Propaganda na avaliação dos Horóscopos
de estadistas e
generais aliados. Por ter concluído que o Horóscopo do
general Montgomery era
mais forte que o de Rommel, foi novamente preso em 1943 e
mandado para um campo
de concentração, morrendo em trânsito para Buchenwald.
As suas
pretensões de encontrar provas estatísticas para defender
a Astrologia*, foram
examinadas e cientificamente refutadas, demolidas, por Michel
Gauquelin após a morte de Krafft. KRAL,
Dr.
Joseph. Ver
Wiesinguer, Alois. KRALL,
Joseph.
Ver
Elberfeld, Cavalos de. KRAMER,
Heinrick.
Ver
Malleus Maleficarum. KRISHNA,
Movimento
Hare. Ver Hare Krishna, Movimento. KRISHNAMURTI,
Jiddu
(1895-1986). Nasceu na India. Formou-se na Inglaterra.
Foi
preparado desde a infância por Helena
Blavatski* e Annie Besant*, da Sociedade de
Teosofia*, para ser... o
messias (?). Em 1923 Annie Besant* o declarou “O Mestre do
Mundo” (?). Haveria
passado por 32 Reencarnações* (?) e vivido mais de 72.000
anos! Agora seria o
único deus existente, encarnado para salvar a humanidade.
Organizou-se em
varias nações a “Ordem da Estrela* de Oriente”, com sede
central na Holanda.
Foi exibido por todo o mundo com suas conferências e
inúmeros livros sobre
Teosofia*, combatendo com os princípios teosóficos todas
as Religiões*.
Quando,
porém, mais adulto e culto refletiu, compreendeu que tudo
era uma malandragem
de Blavatski* e dos seus seguidores, recusou o papel de “O
Grande Mestre” e
Messias, e em 1929 repudiou a “Ordem da Estrela de
Oriente” e a própria
Sociedade de Teosofia*. Desde então continuou fazendo
conferências, mas contra
as idéias da Teosófia*, até “aposentar-se”, cansado e
velho, na Califórnia. KULAGINA,
Nina
(1926-1990).
Nome para os íntimo de sobrenome pelo casamento de Nelya Michailova.. Nasceu em Leningrado,
hoje São Petersburgo. Na
2a. Guerra Mundial, quando
os alemães
atacaram a União Soviética, Nelya, com só 14 anos, teve que
combater no front, tal como outras
crianças, ao lado dos soldados. Serviu como
radiotelegrafista de um tanque T34
e portou-se com notada valentia. Aos 19 anos era sargento
de primeira classe do
26o. Regimento de Carros de Assalto. Foi ferida
por um tiro de
artilharia.
Mas sua
fama deve-se a que posteriormente, sob o nome de casada,
demonstrou ser uma
notável Psíquica*.em manifestações de Telecinesia* em
Experiências
Qualitativas* muito rigorosamente controladas pelos
melhores Parapsicólogos*
russos, com observadores estrangeiros também especialistas
em Parapsicologia*.
Conseguiu numerosas vezes realizar Telecinesia* de
pequenos objetos sobre uma
mesa na sua frente, mesmo através de campânulas de
acrílico, nas melhores
condições de observação. Chegava a perder vários quilos em
cada sessão. Foi
estudada nada menos que pelo prêmio Nobel
Leonid Vasiliev* e pelos professores
G. Sergeiev, Zdenek Redjak, B.
Blazek e o médico J. Zvierev. Fotografias e filmes das
suas interessantíssimas
Telecinesias* foram espalhadas por
muitos centros de Parapsicologia* pelo mundo todo.
KULECHOVA,
Rosa. Russa
contemporânea, da cidade de Nizhny, Tagil, nos Uraes.
Fez-se famosa a partir de
1962, quando contava com 22 anos de idade. O Dr. Smirnov
do Instituto de
Disturbio de Transmissão de Informação, e da Academia de
Ciencias de Moscou,
comprovou-se que, após internada numa clínica por crises
de epilepsia, “lia”
pelas pontas dos dedos: DOP*. Foi estudada inclusive pelo
prêmio Nobel
Leonid Vasiliev*
no laboratório de
Parapsicologia* da Universidade de Leningrado. Também foi
submetida a numerosas
e muito rigorosas Experiências Qualitativas* pelo
Professor Dr. Gregory Razran
no Instituto de Neurologia de Moscou, confirmando
inapelavelmente as suas
manifestações de DOP*: “lia” sem usar os olhos, distinguia
as cores e percebia,
sem contato, objetos mínimos, inclusive na semi-obscuridão
ou com “iluminação”
somente infravermelha.
Em 1963
perdeu repentinamente as manifestações de DOP* e nunca
mais voltaram. KUNDALINI.
Segundo as teorias Ioga*
seria um órgão (?) de Força* Psíquica oculta (?), que se
encontraria enrolado
(?) na base da coluna vertebral (?), adormecido até o
momento em que o
despertam as diversas disciplinas e técnicas Ioga*. Uma
vez que a força sobe
até aos centros psíquicos ou Chakras*, ativa-os e põe em
ação faculdades
psíquicas adequadas aos centros afetados.
Muita
“poesia” e nada de ciência.
As obras de
Ocultismo* referem-se ao Kundalini como
a “serpente enroscada” (?), pois a serpente é símbolo da
sexualidade, e o tal
órgão da Força* Psíquica seria o sêmen (?).
- L
- LAÇO
TELEPÁTICO.
É a importância e a condição das relações entre
Percipiente* e “Agente*” (?).
Em geral, não é suficiente que o “Agente*” (?) um bom
Emissor* (?) e o
Paciente* um bom Percipiente*. É necessário um “acordo”
entre o psiquismo de um
e o psiquismo do outro. O êxito das experiências não
depende, portanto, só da
escolha do “Emissor*” (?) e do Percipiente*, mas sobretudo
da sua relação
emotiva. É o aspecto emotivo que chamará a atenção da
faculdade PG* do “Percipiente”
para captar os pensamentos de quem parece Agente* e que na
realidade não passa de objeto
externo e condições extrínsecas da faculdade PG* que o
Percipiente* tem.
Não
confundir com Casal* Telepático. LAMA === ===
Lamaismo
LAMBERTINI,
Próspero.
Ver Bento XIV. LANG,
Andrew (1844-1912). Homem de grande cultura.
Filósofo, antropólogo,
historiador e poeta. É autor de muitos livros sobre
Antropologia e História. Cada
dia foi
afastando-se de outros ramos da ciência, optando mais e
mais pela
Parapsicologia*. Foi presidente da SPR* em 1911. Realizou
uma análise dos
Fenômenos Parapsicológicos* e outros
fatos mais ou menos misteriosos manifestados por
Santa Joana d’Arc*. Foi
também estudioso crítico das lendas de Duendes* (?), assim como dos
Fenômenos da Varinha*
Mágica e da
Bola* de Cristal.
Seus livros
mais interessantes de Parapsicologia* são: “Cock Lane and
Common Sense”,
Londres, 1849 - “The Custom and Myth”, 1884
- “Mythes,
Literature and
Religion”, 1887 - “The Book of Dreams and Ghosts”, 1897 -
“The Making of
Religion”, 1898 - “Magic and Religion”, 1901 - “Historical
Mysteries”, 1904. LARCHER,
Hubert.
Nasceu em París em 1921. Estudou Medicina em Montpellier e
depois em Grenoble,
onde também se formou em Psicologia. Durante a guerra
mundial esteve
prisioneiro no campo de concentração de Mauthausen. Após a
libertação
prosseguiu estudos em París. Em 1951 doutorou-se em
Medicina com a tese
“Introdução ao Estudo da Morte Funcional” ou Biostase*...
e a partir dái optou
e enveredou decididamente pela Parapsicologia*:
Foi membro
fundador da Sociedade de Thanatologia*, escrevendo sobre
este tema e análogos
os livros “Introduction à l’Étude de l’Adaptation à la
Morte Funcionelle”,
Paris, 1951 - “Importance d’une Science de la Guérisons en
Général pour l’Étude
Particulière des Guérisons Paranormales”, Saint Paul de
Vence, 1954 - “Le Sang
Peut-il Vaincre la Mort”, Paris, 1957.
De 1966 a
1983 foi secretário do IMI* e redator chefe da sua “Revue
Metapsychique”, passando a ser diretor
do IMI* de
1977 até 1995. É membro
correspondente da “Aliança Mundial de Religiões”, e de
várias sociedades de
Parapsicologia* como a S.P.R.* de Londres, a “Associazióne
Italiana de Scienzas
Metapsíchicas” (A.I.S.M.), e outras. Sobre temas gerais da
Parapsicologia*
escreveu “Introduction
a la
Parapsychologie”, 1976 - e com a colaboração de Ravignard,
Patrick: “Les
Domaines de la Parapsychologie”, 1972. LARKIN,
John. Médico
inglês que trabalhou
entre 1844 e 1848 em Wrentham no Massachussetts e foi um
dos precursores do
Hipnotismo*. Fazendo Experiências Qualitativas* com uma
sua criada, de
nome Mary Jane*, esta manifestou durante a
Hipnose* muitos Fenômenos Parapsicológicos*. A fama desses
acontecimentos criou
tais complicações a Larkin, que este foi expulso com
infâmia da comunidade
religiosa puritana e ficou profissionalmente arruinado.
Apesar
disso, Larkin continuou suas pesquisas de Casos
Espontâneos* e com Experiências
Qualitativas*, tendo mais tarde visto reconhecida a
veracidade de muitos
Fenômenos Parapsicológicos, mais de 270, por ele
observados e corretamente
descritos. LARVAS
(Cadáveres).
Alguns
cadáveres, inicialmente por certa consistência da pele e
por certas outras
circunstâncias em que estão
sepultados, ao
abrir-se o caixão são
encontrados aparentemente perfeitos. Basta move-los um
pouco, e cae tudo: é pó.
Seria lamentável, se não fosse
extremamente
ridículo, que certos Racionalistas* etc. objetam com a larvação contra
a verdadeira Incorrupção*! LARVAS
ASTRAIS.
Seriam
resíduos (?) sobreviventes (?) da mente humana ou das
próprias palavras (?),
etc. e que viveriam no Astral* Inferior (?). No Ocultismo*
usam também o termo
Psicões*. LATEAU,
Louise.
Nasceu na Bélgica em 1850. De saúde delicada. Fez-se
famosa pelos seus
Estigmas*: Aos 18 anos de idade, a 15 de Abril de 1868,
disse ter uma Visão* de
Cristo. Em maio começaram Exudações* Hemáticas nas mãos,
nos pés e na cabeça,
transformadas depois em Estigmas* da Paixão de Cristo. Foi
considerada
por uns como Endemoninhada* (?). Por outros como Mística*,
o que
não tira que acertadamente fosse diagnosticada no Hospital
da Salpêtrière pelo
Dr. Bourneville como “grande histérica”, tendo da
Histeria* muitos outros
sintomas: Êxtases*, contorções, insônia ou sono
prolongado, Inédia* por longos
períodos... Sarou
aos 25 anos de
idade. LASSLO, Ladislas. Húngaro. Havia sido
preso pela policia por roubo.
Mas em
1921, o jovem Ladislas, de 21 anos, procurou a proteção de
Wilhelm Tordai, um
entusista do Espiritismo* e funcionario do Ministerio de
Finanças de Budapest.
E Ladislas Lasslo começou a trabalhar como Médium*.
Merecia contar-se entre os
mais hábeis Ilusionistas* do mundo. Sometendo-se às mais
rigorosas exigencias
de observação, mesmo assim enganou a inumeráveis pessoas,
inclusive médicos e
sábios, como se fosse Médium*
de Fenômenos*
Parafísicos, especialmente
Fotogênese* e Ectoplasmia*. Ele mesmo exigia maiores e
maiores controles contra
as Fraudes*. Até que por fim interveio um Parapsicólogo*,
o mais ingenuo dos
pesuisadores, o alemão Dr. Schrenck-Notzing*, e foi
suficiente para comprovar, e o proprio
Lasslo teve que reconhecer, que tudo não passava de hábeis
Fraudes* e manobras
de Ilusionismo*. Até o Transe* era fingido.
E novamente
foi condenado a seis anos de cadeia por concussão,
deserção e roubo. Depois,
por duas vezes, Ladislas Lasslo tentou suicídio. LAVAGEM CEREBRAL.
Um certo número de
técnicas para produzirem alterações mentais. Estas
técnicas incluem exaustão
física e mental, percussão de atabaques ou tambores ou
instrumentos análogos,
danças e canções, tudo em ritmo monótono e repetitivo que
causa disritmia
cerebral. Usam-se técnicas de Hipnose*, Sugestões*
repetidas, doutrinação
simples e exaltada, num clima de
medo, ou de entusiasmo, fanatismo, etc., tudo centralizado
num líder
“religioso” (ou político...) mitificado.
Muitas
Seitas e grupos, Espiritismo*, Hare Crishna*,
Pentecostais*, Seicho-No-Ié*,
etc, etc., etc. (e ditaduras) usam-nas habitualmente.
Nem há que
frisar que muitas vezes esta lavagem cerebral e fanatismo
facilmente pode
acabar em tragédias horrendas. LECANOMANCIA.
Mancia* inspirando-se no
exame do comportamento de gotas de azeite deitadas na
água: forma que assumem,
distância a que se detêm da superfície, ou do fundo do
recipiente, eventual
fragmentação das próprias gotas, etc... LE
COUR, Paul (1811-1954). Profissionalmente, oficial
governamental francês.
Mostrou grande interesse pelos Fenômenos
Parapsicológicos*, interpretados com
todos os preconceitos do Espiritismo*, em função de alguns
Fenômenos
Parapsíquicos* por ele mesmo manifestados e que relata no
seu livro mais
interessante, sem chegar a ser importante, “Ma Vie
Mystique”, Paris, 1955. Participou
nas
pesquisas sobre as Ectoplasmias* de Eva* C., e a ele
devemos interessantes
fotografias dessas Experiências Qualitativas*. Fundou na
Sorbonne (!), em 1926,
a “Sociedade para Estudos sobre os Atlantes” ou habitantes
da Atlântida*; e
em 1927 a revista “Atlantis”, que ainda
continua para deleite dos adictos de fantasias.
Escreveu
vários livros onde sem critério se misturam dados
interessantes e avaliações
preconcebidas, como: “Hellénisme et Christianisme” -
“Saint Paul et les
Mystères Chrétiens” -
“L’Évangile
Èsotérique de Saint Jean”,
1950 - “Le
Septième Leus” e
“Manifestations
Posthumes. Mes
Rapports avec les
Invisibles”, 1950. LEE,
Ann. Filha
de um ferrador de
Manchester, pela sua Personalidade* marcadíssima, enorme
fascínio sobre as
massas e notáveis Fenômenos Parapsicológicos*, ficou
conhecida por Mãe
Ana (MOTHER ANN) ou
Ana,
o Verbo (ANN,
the Verb).
Tendo
ingressado na Seita* dos Shakers*, depressa substituiu
Cavalier e os esposos
Wardley na liderança. Foi sob a sua direção que os
elementos da Seita*
embarcaram para o continente americano em 1774,
estabelecendo-se na aldeia de
Watervielt, junto de Alabama, no estado de Nova Iorque.
Cinco anos
depois, em 1779, numa outra cidade próxima, chamada Mount
Lebanon,
verificaram-se impressionantes manifestações de Histeria*
coletiva, que levaram
à explosão de um movimento religioso (?) em que as
Comunicações* (?) e as
Visões* do tipo do Espiritismo* tinham predomínio
absoluto. A algumas milhas de
Watervielt estava situada a cidade de Hydesville*, onde
viviam as Irmãs Fox*,
as fundadoras do Espiritismo* moderno, o
que explica muita coisa... LEE,
Robert
James.
Autor inglês. E Psíquico*, que soube explorar seus
Fenômenos Parapsicológicos*
reais e os também muito reais Fraudes* e exageros
propagandísticos. Foi
recebido em várias ocasiões no palácio pela Rainha
Vitória.
Curandeiro,
em parte por conhecimento, alguma vez por HIP* e PG*,
sempre com grandes doses
de Sugestão* manifestava extraordinária habilidade para o
diagnóstico e
conseguiu algumas
“curas” (?) que o
faziam mais famoso. Ver Psicohigiene.
Mas sua
fama deve-se principalmente a que, segundo o Dayly Express
de 19 de março de
1931, ao
caminhar em Transe* conduziu a
polícia à casa do assassino Jack, o Estripador. LEEF,
Horácio.
Metagnomo*, Psicômetra*
e.... Curandeiro*, e também empolgante conferencista e
autor inglês. Atuou como
representante oficial em diversas partes do mundo e
provavelmente foi o
“missionário” espírita que mais conferências fez sobre o
Espiritismo* nas mais
diversas instituições, que vão desde o Hospital do Estado
em Copenhague, à
Universidade John Hopkins na Pensilvânia e às
Universidades de Oxford e
Cambridge. LEITURA
DO
PENSAMENTO (LP). Ver AP. LENÇOL
DE
TORINO. Conserva-se
na
“Capela della Sindone” em
“Il Uomo”,
em Torino, Itália, o lençol, de 4,36
x 1,10
m., em que
foi envolto e colocado no sepulcro o
cadáver de Jesus-Cristo.
Pela análise
dos pólens de plantas, algumas já inexistentes, e por
outros indícios e
testemunhos históricos sabe-se que é originário da
Palestina do século I, que
esteve em Jerusalém até o século IX,
quando foi trasladado
a
Constantinopla passando no ano 1453 a Chambery na França.
Lá a 4 de Dezembro de
1532 se salvou de um violento incêndio, que deixou marcas
da prata derretida da
caixa em que estava guardado.
O mais
notável do Santo
Sudário são as
marcas em relevo que há pela parte interna. Principalmente
elas foram e
continuam sendo objeto de numerosíssimos, contínuos e
altamente requintados
estudos com abundantes publicações. A ciência moderna
comprovou que essas
marcas foram causadas, incontestavelmente,
pelo Corpo Glorioso* na Ressurreição* de
Jesus-Cristo. Exatamente 36
horas depois da parada cardíaca, o corpo de Jesus teve uma
explosão atômica,
transformou-se numa luz, desconhecida, imensamente mais
brilhante que todas as
luzes conhecidas no universo. E em 2 milionésimos de
segundo, essa luz SN*
queimou em relevo a parte interna da Santa
Síndone; e então o corpo-luz “saiu de dentro para
fora, através de, em
direção a, sem tirar as ataduras, e então o lençol se aplainou , mas não como o sudário que
segurava o queixo, que ficou enrolado no seu
devido lugar, senão aplainado,
e viu e creu” (agora que
sabemos os efeitos, podemos traduzir exatamente o
Evangelho de João 20,5-8 ).
Marcas por
cima, por baixo, pelos lados, em relevo maior ou menor
segundo a maior o menor
distância do corpo como em levitação, sem peso. A análise
das marcas constitui
um documento histórico insuperável. de todos os detalhes
da paixão, morte,
e... sem
possibilidade nenhuma de
explicação natural a prova SN incontestável da
Ressurreição* do Senhor.
Os
computadores retiram as marcas da paixão, e reconstruem a
figura do corpo de
Jesus: “O mais formoso dos filhos dos homens” (Sl 45, 3).
Os contínuos
estudos e descobertas são publicados preferentemente em
“Sindon”, desde
1959 revista anual, desde 1977
semestral, da “Reale Confratrernitá del SS. Sudario”, Via
S. Domenico 28,
Torino, Itália. LEO,
Alan
(1860-1917). Pseudônimo
de
William Frederick Allen, britânico. Começou a vida como
vendedor de máquinas
de costura, depois foi gerente de armazéns, juntou-se à
Sociedade de Teosofia*
em 1890 e tornou-se astrólogo* profissional, “o maior
editor de todos os tempos
sobre Astrologia*”, fazendo grandes negócios por
correspondência, explorando
milhões de ingênuos e vítimas da Lavagem* Cerebral da
Superstição*. LEONARD,
Gladys
Osborne (1882-1968). Bem conhecida Médium*. Nasceu e passou a infancia
em Lytham, na costa
de Lancashire, Inglaterra.. Já de criança tinha Visões* de um outro
mundo, um “Vale Feliz”, de
encantadoras paisagens, árvores frondosas e lindamente
floridas, flores também
nos montes e ladeiras, habitado por um povo amavel e de
exuberante alegria....,
tudo bem ao gosto infantil.
A ela se
devem as primeiras sessões em 1915 com Sir Oliver Lodge*,
que julgou haver recebido
Comunicações* (?), por intermédio
dela, do seu filho Raymond*.
Submeteu-se
a Experiências Qualitativas* com Hewat Mckenzie*. O Rdo.
Charles Drayton
Thomas* relizou com ela ao redor de 500 sessões de
Experiencias Qualitaitivas*.
Durante mais de 20 anos numerosos Parapsicólogos* de
Europa e América relizaram
Experiencias Qualitativas* com a Sra. Leonard. Foi também
extensamente
investigada pela S.P.R*, que durante 1918 promoveu setenta
e três sessões. A
sua cooperação e transparente honestidade fizeram dela um
excelente objeto de
Experiências Qualitativas*, com as que se confirmaram seus
excelentes
manifestações de HIP* e PG* durante sua juventude, até o
acaso dessas
manifestações durante os 25 ou 30 últimos anos da sua
vida.
Se
prescindimos da Supersticiosa* interpretação como se fosse Comunicação* de seu
Controle*, o Espírito* (?)
chamado Feda, sua
autobiografia em
três volumes é muito interessante pelos Fenômenos
Parapsicológicos* descritos
e bem verificados:
“My Life in Two Worlds”, 1931, - “The Last Crossing”, 1938
- e “Brief
Darkness”, 1942. LETARGIA. A letargia, por
doença ou por Hipnose*, torna
o indivíduo a ela submetido numa massa desajeitada, sem
força muscular, em que
os braços e as pernas pendem sem força. Semelhante ao coma
por estado de
embriaguez etílica, a insensibilidade do indivíduo em
Letargia é completa e
podem levar-se a cabo nele operações absolutamente
indoloras. Falsa
Letargia. No
Brasil chegou a adquirir
fama outro pretendido conceito de Letargia, difundido pelo
irmão Vitricio Resch
(quando marista, agora leigo) e seu propagandista
principal, Paulo Paixão.
Pretendiam que era uma técnica exclusivamente por toques.
Não convencem aos
melhores especialistas,
pelo que é
incabível neste caso usar o nome Letargia, porque não é
igual que a verdadeira
Letargia e não é diferente da Hipnose* e mesmo mera e
simples Sugestão* em
ambiente propício a quem já espera essa reação aos toques.
LÉVI,
Éliphas
(1810-1875).
Pseudônimo de Alphonse Louis Constant. Fora frade
franciscano. E, aliás, foi na
excelente biblioteca do convento onde se envenenou com a
leitura de livros de
Magia* e Ocultismo*, para a que não estava preparado. É
claro, teve que
abandonar o convento, e fez-se um dos mestres (?) mais
prestigiados pelos
Supersticiosos* e delirantes seguidores de toda classe de Ocultismo*.
Profícuo
escritor: “Dogme et Rituel de la Haute Magie”, em dois
volumes, Paris,
1856 - “Les
Mystéres de la Kabala” - “Le
Grand Arcane, ou L’Ocultisme Devoilé” - “La Science des
Esprits”, 1870 -
“Historie de la Magie” - “Le Livre des Splendeurs”, 1894.
Após muitos
anos de reflexão e pesquisa, nos últimos anos da sua vida
retratou-se e
abandonou o Ocultismo* e toda a correspondente Magia* e
Superstição*, voltando
sinceramente para a fé católica que tão erradamente havia
abandonado. LEVITAÇÃO. Em
estado de grande
exaltação religiosa ou, pelo contrário, de grande e
emotiva adesão
pseudo-Mística* a Demônio* ou qualquer Entidade*, mesmo
má, mas que o ”louco”
considera sua aliada para o bem ou para o mal, certas
pessoas elevam-se no ar
inclusive a vários metros de altura e ficam suspendidas
inclusive durante mais
de uma hora, ou “voam” por alguns metros.
Trata-se de
um Fenômeno* raro, difícil, dentro dos Fenômenos*
Parafísicos, mas que ao longo
da história há sido comprovado muitíssimas vezes.
Principalmente entre
Místicos* católicos, pelo que alguns bons autores, como
Olivier Leroy em
“Levitation. An Examination of the Evidence and
Explanations”, Londres, 1928,
chegaram a pensar que era exclusivo do Catolicismo, mas na
realidade os
melhores especialistas comprovaram que, em menor escala
por menor sublimidade
da doutrina, levitações há havido em ambientes de muitas
outras Religiões, em
ambiente de Demônios*, de Seitas* de fanáticos,
e mesmo em pseudo-Religiões como o Espiritismo*
etc.
A
Parapsicologia* explica a levitação por diversas ações
comprovadas da
Telergia*. Cientistas da nomeada de William Crookes*,
Charles Richet*, entre
vários outros, tiveram oportunidade de observar Casos
Espontâneos* e dirigir
Experiências Qualitativas* de levitação.
Bastantes
autores, que escrevem sobre estes temas mas que na
realidade não são
Parapsicólogos* formados, cometem erro crasso quando,
confundindo levitação e
Telecinesia*, falam por exemplo de “levitação” de uma
mesa. Na realidade
levitação é do próprio
corpo humano,
e ninguém pode fazer “Telecinesia*” (?) do corpo
de outra pessoa. LEWIS,
Harvey
Spencer; e LEWIS, Ralph
Maxwell. Ver AMORC. LHERMITTE,
Jean.
Doutor em Medicina, professor de Neurologia na
Universidade de Paris, com longa
experiência clínica em doenças do sistema nervoso e
prestigiosos trabalhos de
pesquisa em anatomia patológica. Sobre isto publicou
muitos artigos e, entre os
livros, destacamos “Les
Mécanismes du
Cerveau” e “Le Cerveau et la Pensée”.
Mas onde
mais destacou a autoridade do Dr. Lhermitte é na
interrelação entre Medicina
com a Psicologia Religiosa, os fenômenos da Mística*. Foi
o membro mais
destacado do prestigioso “Groupe Lyonnais d’Études
Médicales (Philosophiques et
Biologiques)”. Neste dominio, além de continuos artigos
nas presitigiosas
coleções “Études Carmélitaines” e “Convergences”, devemos
destacar seu livro
“Mystiques et Faux Mistiques”, Paris, 1952. === === LIBERAL,
Teólogo
Protestante. Ver Racionalista etc... LICANTROPIA.
Psicose em que o paciente
se imagina convertido em lobo ou outro animal -ou mesmo
planta- e atua como
tal, em determinados momentos. Licântropo,
etimologicamente = homem
lobo. Uma
crendice popular nesse sentido ainda desempenha um papel
importante em certos
ambientes, onde correm freqüentes afirmações e comentários
sobre Lobisomens.
Pode haver
algum caso de temporária Fantasmogênese* sob essa forma, e
inclusive algum caso
de passageira Transfiguração*. Geralmente não passa de
Alucinação*... LIÉBEAULT,
Ambroise-Auguste
(1823-1904). Médico francês que em 1864 se
estabeleceu em Nancy
e se ocupou do estudo do Sonambulismo* Provocado e que
terminou por contradizer
as teorias do
grande Charcot* sobre a
Hipnose* por metodologia alteradora.
Criou em Nancy com a colaboração de Bernheim uma escola de
Hipnose*, alcançando
reputação mundial até hoje, o seu método fundamentando-se
na Sugestão* estabilizadora,
calma. Foi o primeiro a
descobrir os níveis da Hipnose*. Publicou suas pesquisas
em “Le Sommeil
Provoqué”, Paris, 1889. LINDSAY,
Mestre.
Posteriormente
Conde Crawford y
Balcarres. À idade
de 31 anos já era elegico membro da “Royal Society”, para
então já era
Presidente da “Royal Astronomical Society”, e
posteriormente foi responsável
pelo “British Museum” e socio honorario da Academia de
Ciencias da Prusia.
Estava associado na pesquisa a Lorde
Adare, que fora
corresponsal de
guerra do “Daily Telegraph” na guerra de Abisia em 1967,
depois representante
do mesmo diário durante o cerco a Paris, e ainda foi por
duas vezes
Sub-Secretario de Estado para as Colonias.
Em
Parapsicologia são famosos porque ambas destacadas e
inteligentes
personalidades participaram de Experiências Qualitativas*
nada menos que com D.
D. Home*, em 1869, e perante a Sociedade Dialética* deram
testemunho da mais
garantida Levitação* de Home*, presenciada por eles e
outros sábios. LIQUEFAÇÃO
(do
sangue).
Uma subdivisão da Incorrupção*. Caracteriza-se pelo fato
do sangue incorrupto
passar do estado sólido ao líquido. Inúmeras vezes.
Durante séculos.
Independentemente de quaisquer circunstâncias. Mas costuma
ter também datas
fixas significativas: o dia da festa do santo, aniversário
de martírio, etc.
Fora do corpo incorrupto, só em sangue de mártires
católicos, o que é muito
significativo com referência ao factor Sinal*.
Há vários
casos constatados, aliás muito facilmente verificáveis...,
tais como o sangue
de São Genaro*, de São Pantaleão*, e outros.=== === LISÉRGICO,
Ácido.
Ver
LSD. LITOTELERGIA
ou
LITOTELECINESIA. Como o nome indica (lithos =
pedra) é a
Telergia* fazendo
Telecinesia* de pedras.
É também
típico que as pedras entrem na casa por Aporte*.
Mais um
neologismo desnecessário, geralmente é preferível usar os
termos já consagrados
Telecinesia* ou Aporte*. É manifesta a Psicobulia* nestes
casos: a adolescente
(geralmente) quer simbolizar que gostaria de apedrejar os
que a rodeiam. Ou
alguém dos presentes teme que maltratem a família... É um
dos Fenômenos
Parafísicos* típicos nos casos de Poltergeist*. LIVRE-PENSADOR. Ver
Racionalista etc. LIVRO
DOS
MORTOS Egípcio. Antigos textos egípcios, 2.500 a.C., que se
incluíam freqüentemente
nos sarcófagos e tumbas. Não tem forma particular,
constituindo apenas uma
coleção de capítulos. São conhecidas muitas versões.
Pretendem orientar os
mortos nos trabalhos e viagens no além túmulo, segundo a
Mitologia* egípcia.
Há também
outros livros análogos: Livro dos Mortos
tibetano, Livro dos Mortos chinês, etc. E chegam a
ser anteriores a 3.500
anos a.C. LLOID-MORGAN,
Cânone
de.
Adaptação à Psicologia e consequentemente à
Parapsicologia* do princípio
filosófico da Epistemologia, e científico geral da
Economia das Hipóteses: “não
se deve explicar por mais o que pode-se explicar por
menos”. Neste cânone
consta ser incorreto interpretar um ato em termos de
processo mental superior,
se este puder ser interpretado como resultado de um
processo que é inferior na
escala psicológica. Portanto seria impróprio interpretar o
comportamento em
termos de pensamento, se poderia ser atribuído a respostas
condicionadas ou
processos reflexos. Não se deve interpretar como
SN* o que se pode
explicar como PN*, nem como PN se pode interpretar-se como
EN*. Nem se deve
interpretar como Fenômeno Parapsicológico* o que é
possível explicar como
psicológico ou normal. LOA. Antepassados
comuns divinizados, segundo as
“famílias” ou “aldeias” do Vudu*. LOBATO,
J. B.
Monteiro. LOBISOMEM.
Nome
popular. Ver
Licantropia e Licântropo, termos técnicos, preferíveis. LOBSANG
RAMPA.
Pseudônimo
de
um grande impostor, como se fosse um monge tibetano quando
na realidade é um
jornalista inglês chamado Cyril Henry Hoskin. Em meio a
muitas mentiras,
invencionices, contradições e descomunais exageros, refere
também fatos
interessantes da vida e fazanhas dos Lamas* tibetanos.
Especialemnte no primeiro
livro “The Third Eye”1956, traducido a todas as línguas.
Depois foi descambando
cada vez mais até terminar com o completamente absurdo
“Memórias da Gata
Siamesa na sua Vida com o Lama” (?!). É uma prova cabal de
como as imposturas,
mesmo as mais desvergonhadas e sem provas, atraem a
curiosidade e
avidez pelo Ocultismo* em milhoes de
pessoas. LODGE,
Sir
Oliver-Joseph (1851-1940). Físico
inglês, autor de
notáveis trabalhos sobre ótica, eletricidade, física do
éter e telegrafia sem
fios. Foi Reitor da Universidade de Birmingham e membro da
“Royal Society”.
A partir de
1884 interessou-se pelos Fenômenos Parapsicológicos* e
ingressou na SPR*, da
que foi presidente nos anos 1901-1903.
Estudou
primeiro os Fenômenos Parafísicos* com Eusapia Palladino*
e, em seguida,
sensibilizado e mesmo um tanto alienado com a morte do seu
filho Raymond*,
orientou para sessões de Espiritismo*
as suas Experiências Qualitativas* e, confundindo a realidade
dos
Fenômenos Parapsicológicos* com a interpretação, converteu-se em
fervoroso defensor da
Comunicação* dos Espíritos* (?).
Autor de
mais de 30 livros. Prescindindo dos magníficos livros
sobre Física e dos
rudimentais sobre Filosofia (?), destacamos no campo da
Parapsicologia*, onde
freqüentemente aparecem os errados pressupostos da
interpretação espírita!, os
seguintes: “Science
and Religion”,
Londres, 1905 - “The Man and the Universe. A Stady of the
Influence of the
Advance in Scientific Knowledge upon our Understanding of
Christianity”, 1908 -
“The Survival of Man.
A Stady in
Unrecognised Human Faculty”, 1910 -
“Raymond. Or Life and Death, whith Exemples of the
Evidence for Survival
of Memory and Affection after Death”, 1916 - “Why I Belive
in Personal
Immortality”, 1929 -
etc.
Também ele
participou das importantíssimas Experiências da Senha*.
=== === (especificar um
pouco, pois são citadas na Senha* === ===
Que evidentemente também no seu caso arrassaram com
as pretensões de
Comunicação* dos mortos. LOGURGIA.
Neologismo composto dos
termos logos =
palavra e cirurgia. Não
há necessidade e mesmo não é conveniente introduzir na
nomenclatura da
Parapsicologia* mais este termo, aliás mal construído,
para designar as
pretendidas operações “cirúrgicas” sem instrumentos ou
Cirurgias* em Astral.
Ver também Psicohigiene. “LOLA”, ou Floripes
Dornelas de Jesus (1911-1999). No dia
4 de Abril último do
século morria em Rio Pomba (MG) a protagonista de um dos
casos mais notaveis de
Inedia* durante a segunda mítade do século XX.
Dentre os
15.000 habitantes da cidadecinha, ninguem duvida de que
“Lola” só se alimenta
da Sagrada Hostia da Comunhão Diaria, administrada pelo
pároco, padre
Glasdstone Gallo.
À idade de
20 anos Lola caiu de uma jaboticabeira, seguindo-se um
continuo rodar pelos
hospitais da região, mas não se evitou que ficasse
paraplégica e com dores
continuos pelo corpo. Indudavelmente gabia também uma
grande dose de fundo
emocional.
No ano 1936
Lola estava plenamente convencida de que Deus queria (?)
que ela sofresse muito
e que oferecesse seus sofrimentos pelos pecadores. Sempre
em cama, aos poucos
foi deixando de comer e a partir de 1943 a Anorexia*
nervosa transformou-se em
Inedia* e Asonia* parapsicológicas, que duraram 55 anos,
até sua morte. Nada
bebia nem comia senão a Sda. Hostia.
Nada evaquava nem urinava. Nem sequer transpirava,
garante o seu médico,
Dr. Ordelloino Motta. Mas da cama, sem colchão “para mais
penitência pelos
pecadores”, embora sempre semi sentada amparada por
travesseiros, nunca se
levantou. Com as esmolas que os visitantes deixavam
comprou e administrava os
terrenos ao redor da sua casa com abundante gado leiteiro
e com os
correspondentes empregados.
Parece que
surgiu uma certa concorrencia econômica..., em todo caso
então Lola mandou que
saissem das suas terras todas as barraquinhas de vendas de
santinhos,
lembranças e mil outras bugigangas, e os 15 padres que
costumavam celebrar
missas e ouvir as confissões dos romeiros também tiveram
que sair doa terras de
Lola... Só Lola recebe os padres, só Lola recebe os
pedidos ou cartas através
do círculo de amigos escolhidos. LOMBROSO,
César
(1835-1909). De
1867 até 1875 foi professor
de Clínica de Doenças Mentais na Universidade de Pavia. e
a partir de 1876
leciona também Medicina Legal e Higiene Pública na mesma
Universidade. Em 1878
é um dos tres fundadores da que seria mundialmente
celebérrima revista
“Archivio di Antropologia Criminale, Psichiatria, Medicina
Legale e Scienza
Affine”. Em 1886 por concurso consegue o posto de médico
sanitario das prissões
de Turim e no ano seguinte até 1891 leciona Medicina Legal
na Real Universidade
de Turim e em 1891 consegue a Cátedra de Psiquiatria e
Clínica Psiquiátrica na
mesma Universidade, chefiando a correspondente Clínica. Em
1905 criou o Museu
de Antropologia Criminal, que logo se tornou famoso. Em
1906 acumula o cargo de
Inspector dos Manicomios do Piemonte, e nesse mesmo ano é
nomeado Presidente de
Honra da “Sociedade Ética de Londres”.
Este célebre
psiquiatra, antropólogo e jurista criminalista, durante
grande parte da sua
vida foi Positivista*. Ouvindo falar deles, combateu a
possibilidade dos
Fenômenos PN*. Negava inclusive os Fenômenos* Parafísicos,
sem
dúvida porque não se adaptavam à metodologia Materialista*
de pesquisa, então
com o hoje tão apriorística e erradamente exigida pela
ciencia estabelecida.
Mas em 1891
participou de uma série de Experiências Qualitativas* com
Eusapia Palladino*,
de que dá conta em “Ricerce sui Fenomeni Ipnotici e
Spiritici”, Turim, 1908,
que fizeram-no mudar radicalmente o seu conceito acerca da
maioria dos
Fenômenos Parapsicológicos*.
Foi então
que lançou uma declaração pública, que teve profunda
repercussão no mundo
científico de então: “Estou muito confuso e lamento ter
combatido com tanta
persistência a possibilidade da existência dos fatos
chamados espíritas; e digo
os fatos,
porque continuo a opor-me à
teoria. Mas os
fatos existem e
orgulho-me de ser escravo deles”. O problema concomitante,
porém, o problema da
Sobrevivência*, não diretamente o da inexistente
Comunicação* dos Espíritos*
(?), pouco a pouco foi-lhe preocupando e inclusive foi
aceitando-o, e escreveu:
“After Death, What?” , Londres, 1909,
traduzido a várias línguas e que chamou muito a
atenção.
Deve
destacar-se a respeito da importancia da Parapsicologia*,
que tão famoso e até
hoje tão prestigiado jurista abandonou a Jurisprudencia e
concomitantes,
optando e mergulhando plenamente na Parapsicologia*. “LOUCURA”,
Perigo
de.
Neste item englobamos diversos aspectos. É por isso que
colocamos “loucura”
entre aspas, sem
pretendermos excluir a
possibilidade de que seja desencadeada a loucura
propriamente dita.
Toda
Superstição* é não só um erro, senão também uma alienação
e alienante. Por
outra
parte, a manifestação de Fenômenos Parapsicológicos* supõe
um Estado Alterado*
de Consciência: Ver Função Menos. E leva a cada vez
maiores desequilíbrios.
O mesmo há
que dizer da prática de cultos pseudo-religiosos nos que
se usa o Transe*,
exaltação, fanatismo, contágio psíquico, Lavagem*
Cerebral... LOUDUN,
Endemoninhadas
ou Processo de. Talvez o mais célebre caso de
Possessão* Demoníaca
(?) na epidemia de Diabo* nos Conventos ocorrida no século
XVII.
O
tristemente famoso cardeal Richelieu, que era então bispo
de Luçon, num dia
infeliz tivera que ceder o passo ao Padre
Urbano Grandier numa procissão de Loudun. O bispo de
Luçon, em breve
cardeal-ministro, não perdoava as ofensas, e para elas
tinha muito boa memória.
Por outra parte, Grandier divertia-se no púlpito
ironizando as brigas e invejas
entre os carmelitas, capuchinhos e
“cordeliers” (franciscanos} de Loudun. Inteligente,
eloqüente, o Pe.
Urbano Grandier impressionava as mulheres, que, alias.
achavam-no muito bonito.
Foi fácil espalhar
que o Pe. Grandier
havia seduzido várias jovens da cidade. Conseguiram que
Grandier fosse
interdito na diocese durante o período de cinco anos.
Mas em 1631
o castigo foi levantado. E precisamente então que se ouviu
falar em Loudun de
Possessões* pelo Demônio* no convento das ursulinas.
Vários Exorcistas*,
sucessivamente, dirigiram-se ao convento. Com a terrível
Sugestão* dos próprios
Exorcismos*, o contágio psíquico, a Histeria* coletiva foi
cada vez crescendo
mais. No convento havia várias freiras muito jovens... E
era precisamente
na altura em que o adversário
dos frades voltava a triunfar no púlpito. Foi fácil
conseguir das Possessas*
(?) que acusassem o Pe. Urbano Grandier de haver feito
Feitiços* contra elas e
seduzido várias delas sexualmente. Destacou na Histeria* a
superiora, Madre
Joana dos Anjos.
Em 1632 o
cardeal Richelieu decidiu arrasar o castelo de Loudun, o
que desagradou muito
aos protestantes e a alguns “papistas”, entre eles o Pe.
Urbain Grandier. Então
o cardeal mandou ao Poitou o comissário Loubardemont,
perseguidor das
Feiticeiras* no sul. No ano seguinte foi impresso, na
cidade, um panfleto “La
Cordoniére de Loudun”, insolente para com Richelieu.
“Desconfiou-se” que fosse
Grandier o autor. Lombardemont, autorizado pelo cardeal,
mandou prender o Pe.
Grandier. Os juizes procuraram no seu corpo algum dos
Stigmata* Diaboli.
Também “encontraram”
depois pactos com o
Diabo* assinados por Grandier, “o primeiro com cinzas,
vermes, pelos e unhas de
corpo humano”, “o segundo com sangue e
matéria cinzenta”...,
“o último com pelo
menos três marcas de sangue, segundo o que parece no
papel, e com oito caroços
de laranja”.
O Pe.
Urbano Grandier, sempre protestando inocência, foi
condenado por Feiticeiro* e
conduzido à fogueira. Quando estava bem amarrado ao poste,
com tudo pronto e
com a lenha colocada aos seus pés, um
frade, o seu próprio confessor, sem esperar pelo
carrasco pegou fogo à
lenha. Pouco antes do momento assinado para a morte,
chegou a concessão de
perdão. Demasiado tarde. O paciente só teve tempo de mais
uma vez protestar
inocência. Era o dia 18 de agosto de 1634. === LOURENZO,
São
( === + 1243).
Famoso convertido e penitente eremita, São Lourenzo foi um
dos maiores
taumaturgos da história. === LOUVIERS,
Possessas
de.
Casos de Possessão* (?) semelhantes às Possessas de
Loudun* ocorreram no
convento de franciscanas de Louviers, no mesmo ano em que
queimaram Grandier*
no Poitou. Os Exorcismos* começaram...., e foram
acompanhados, como
habitualmente, pela recrudescência de Possessões*
Demoníacas (?). Alguns frades
capuchinhos entregavam-se ao trabalho de Exorcismos* com o
fanatismo típico
nesses casos. Uma das possessas, Madeleine
Bavent, foi acusada de ser a autora dos Malefícios*:
os próprios
“Demônios*” (?) designaram-na e aos seus cúmplices: Devid,
antigo confessor das
freiras, já falecido, e Picard, o confessor atual. O
pároco, Pe. Boullet, foi
igualmente acusado de ter ido ao Sabbat* (?).
Com o juízo
do bispo de Rouen a autoridade civil condenou Madeleine
Bavent a prisão
perpétua e mandou desenterrar o corpo de Picard e deitá-lo
numa estrumeira. Os
pais de Picard reclamaram justiça e o Tribunal de Rouen,
em última
instância, a
21 de agosto de 1647
decidiu que o vigário de Boullet fosse queimado, ao mesmo
tempo que os restos
mortais de Picard, que guardavam, desde a sua exumação em
1643, num cofre
colocado sob guarda nas prisões de Louviers.
Uma antiga
religiosa de Louviers, acusada de Feitiçaria* pelas
freiras, foi também
condenada em Rouen, mas foi solta em 1654. LP. Ver AP. LSD. Sigla
de Dietilamida do
Ácido Lisérgico. A sigla
é preferivel. Droga obtida pela hidrólise dos alcalóides
contidos na cravagem
do centeio. É conhecida tambem como LSD-25
por ser a dosagem recomendada para os efeitos
carctereísticos Quando
ingerida ou inalada deprime o sistema
nervoso central. Tem a propriedade de provocar
Alucinações* de todo tipo:
visuais, auditivas, táteis... Pode provocar alterações
graves de Psicose*.
É claro que
assim seria mais fácil a Comunicação* dos Espíritos* (?),
Exús*, ETs, etc.... LUCIDEZ. Denominação
popular aplicada à faculdade PG*.
O emprego freqüente do termo
parece
remontar ao século XVII.
Também
designa o Sonambulismo da Hipnose*, “Sonambulismo Lúcido”,
estado em que
poderão surgir Fenômenos de PG* acompanhados de Visões*,
evidentemente que não
com a regularidade que pretendiam os antigos partidários
do Magnetismo* Animal
e os charlatães Hipnotizadores* de Palco hoje. LÚCIFER.
O planeta Vênus,
“Estrela d’Alba”, “a mais
brilhante”, divindade pagã, pois o planeta
era considerado e adorado como um deus (?).
No Antigo
Testamento da Bíblia* o nome Lúcifer só aparece uma única
vez, quando Isaías
14, 12 compara a queda de Nabucodonosor ou Nabónides, até
então a mais
brilhante “estrela”, à “queda” ou súbito desaparecimento
da “Estrela d’Alva”,
“Filho da Aurora”, o
planeta Vênus.
No
Apocalipse 22,16 o nome Lúcifer, ou “Estrela da Manhã, é
aplicado a
Jesus-Cristo. E a liturgia católica
aplica-o a Jesus precisamente ressuscitado,
simbolizado quando se acende
o círio pascal.
Não
obstante, por lamentável erro de interpretação e profundo
desconhecimento de
qual era a mentalidade judaica que se reflete na Bíblia*,
os primeiros cristãos
e consequentemente seus seguidores até hoje identificaram
Lúcifer com Satã* ou
Diabo*... Ver Demonologia. LUNG-GOMPAS.
Ver
Yunton Dorji Pal. LUZ
ASTRAL. A luz
do Mundo Astral* (?),
conforme a percebem (?) alguns Médiuns*. Ao contrário, a
luz terrestre seria
aquilo que os Espíritos* (?) designam por Fluido* ou
Perispírito* (?), luz que
procederia dos próprios Espíritos* (?), encarnados ou
desencarnados (?), e não
(!?) de uma fonte de iluminação central como é o sol. LUZ,
Corpo de. Um dos
muitos nomes de
Corpo Astral*. LUZ
INTERIOR.
Expressão empregada pela
Sociedade dos Amigos, Quakers*, para designar a capacidade
humana (?)
para a experiência espiritual de Deus* .
Na
realidade, o natural não pode alcançar por si mesmo o
Sobrenatural*, o efeito
não pode superar a causa. A verdadeira Mística não procede
do homem,
designa a comunicação divina. LYNN,
T.
Medium* (?) inglês de
Aporte*, que foi objeto de uma série de Experiências
Qualitativas* por parte de
J. B. Hewat Mckenzie* e do major Mowbray em 1928-1929.
Conseguiram fotografar
estruturas de Ectoplasma*, que procediam da região do
plexo solar do Medium*
(?). LYTTON,
Edward
Bulwer (1803-1873). Famoso romancista e lord inglês. Escreveu um
livro intitulado “Uma
Estranha História”, em que o personagem Margrave é o
retrato de D. D. Home*,
de quem foi amigo durante cerca de dez
anos. - M - MACEDO
BEZERRA, Edir. Nascido no interior fluminense em 1945. Começou na
Universidade o
estudo de Matemática e Ciencias Estatísticas,
psicanalíticamente poder-se-ia
dizer que foi por estar fascinado pela riqueza, por somar
e multiplicar
dinheiro. Mas lá não davam dinheiro e não ofereciam o
método de enganar que ele
ansiava, e abandou esses cursos sem concluir. Então,
apesar de ser de familia
católica e ele mesmo dizer-se católico, entrou na
Macumba*, que pode ser ótimo
engodo para os outros e muito lucrativa. Treinou..., e
passou a uma seita
Pentecostal*, chamada “Nova Vida” onde o Pastor atrai
multidões aos gritos e
facilmente as leva ao delirio. Lá treinou até 1974, quando
com seu cunhado e
outros tres pentecostais de varias seitas fundaram a
“Igreja Cruzada do Caminho
Eterno”. Evidentemente
Edir Macedo
era o tessoureiro! Poderiam ganhar mais..., desentendeu-se
com dois dos
fundadores, e
com o cunhado e os outros
dois por fim em 1977 fundaram a “Igreja* Universal do
Reino de Deus” (IURD).
Vertiginosamente consiguiu o que queria: vertiginosamente
acumulou uma fortuna
pessoal imensa, que sem parar vai multiplicando
geométricamente. MACONHA. Variedade de cânhamo, parente do Cânhamo* Indiano,
muito fumada pelos
tóxico-dependentes e também, às vezes, por aqueles que
pretendem fomentar
Fenômenos Parapsicológicos*. Provoca as mesmas
perturbações que o Haxixe*,
embora em grau menos acentuado. MACUMBA. Ver Umbanda. MALEFICIO. Ver Feitiçaria. MAÇONARIA. Associação secreta originada na Idade Media como
uma especie de
sindicato dos pedreiros (= maçons, em
francês) construtores de catedrais para ajudar-se
mutuamente e defender-se
contra o poder estabelecido relacionado com a Igreja
Católica, dona das
catedrais. Certamente é absolutamente falsa a pretensão
muito espalhada por e
entre os Macões
de que se remontam à
época da construção do Templo de Jerusalem pelo Rei
Salomão! Pela
sua origem nos
pedreiros, os típicos emblemas: mandil, compasso
e esquadra;
e seus graus fandamentais: aprendiz, companheiro
e mestre;
e os lugares de reunião: logias. Pela sua
finalidade se compreende que
incialmente fossem ferrenhos adversarios da Igreja
Católica , que um
tanto simplificadamente eles identificavam com o poder
estabelecido. E a Igreja
reagiu com a Excomunhão. Hoje abolidas: tanto a
animadversão como a Excomunhão não
tem mais sentido. Pela mesma origem, também se entendem o
segredo rigoroso
do que fazem e planejam, como tambem que não se admitem
ateus, pois algum tipo
de fé no Grande Arquiteto do universo dava sentido
ao seu trabalho. Gradativamente
e em grande
proporção foram entrando na Maçonaria ceremonias,
crenças..., dos Mistérios* da antiguidade, destacadamente
da Cabala*,
considerada bíblica (?), e por concomitância do
Hermetismo*, da Alquimia*, da
Rosa-Cruz*, da Teosofia*, etc. A
organização
atual da Maçonaria em todo o mundo, como preferentemente
uma associação secreta
de “socorros mutuos”, de patriotismo e de filantropia,
data de 24 de Junho de
1717 quando foi fundada em Londres a primeira “Grande
Logia”. MADGE, Gil ( === -1961). Inglesa. Inculta dona de casa
que produziu por
Psicografia* centenas de desenhos e pinturas, segundo ela
“sem dúvida
orientados por força invisível” (?). Atribuía muitos deles
a um Espírito* (?)
que se chamaria Myrninerest. MÃE
ANA (Mother Ann). Ver
Lee, Ann. MAGIA. A pretendida arte de dominar (?) o Sobrenatural*,
praticada pelos povos
mais primitivos. Ao contrário da religião, que submete-se ao Sobrenatural* e impõe ao homem
a ação de graças e a
oração, a magia pretende ser uma técnica, uma arte, ou uma
“ciência” (?) para
através de cerimônias, gestos e fórmulas
dominar deuses
(?), Demônios*,
Espíritos* (?), Entidades* (?), Potestades* (?) etc, real
ou pretendidamente
Sobrenaturais*. A magia assim pretende, inutilmente,
produzir efeitos
superiores às leis naturais. Mesmo nessa pretensão
diferencia-se essencialmente
do Fenômeno SN*, porque este é doação
livre de Deus, podendo ser em resposta à oração, à súplica que nada tem da pretenção herética
de domínio. MAGIA CELESTIAL Afirma
que os planetas se acham
controlados (?) pelos Espíritos* (?), e assim essa
Astrologia* espírita regiria
o Destino* (?) do homem. MÁGICAS. Termo usado popularmente em Brasil e em alguns
outros países.
Igualmente Mágico.
Ver Ilusionismo*
e Ilusionista*, respetivamente, termos preferíveis e mais
usados
internacionalmente. MAGNETISMO ANIMAL. Expressão empregada pela primeira vez pelo Padre
jesuíta Atanásio
Kircher* para designar uma espécie de energia que seria
emitida pelo corpo
humano e que produziria efeitos fotoquímicos,
terapêuticos, mumificadores,
etc... Real tanto quanto idêntica com a Telergia*. Mas
principalmente é conhecido como magnetismo
animal ou mesmerismo*
o conjunto
de ensinamentos postulados e expostos pelo médico alemão
Mesmer*. Em 1760
pretendeu curar as doenças por meio de ímãs. Tinha
descoberto, efetivamente,
que a aplicação de ímãs a certas pessoas doentes produzia
a sua cura (?).
Segundo Mesmer* o corpo humano seria análogo ao ímã. Ampliando
imediatamente
as suas experiências descobriu que podia prescindir dos
ímãs como
tais, e que os influxos magnéticos (?) poderiam ser
aplicados pela própria mão
do homem tão bem como pelo metal. Segundo o Mesmerismo um
Fluido* universal (?)
se insinuaria na substância dos nervos e poderia ser
exteriorizado através de
passes de mão adequados, ocasionando nos Pacientes*
manifestações especiais e
realizando toda classe de “curas” (?). Uma
comissão
real nomeada para o estudo da sua doutrina determinou que
carecia de fundamento
e que as suas pretensas curas se deviam à imaginação do
doente e não ao
magnetismo.. Durante
a sua
permanência na França, Mesmer* revelou-se como um homem
brilhante que,
rodeando-se de grande aparato cênico, soube aproveitar o
poder de Sugestão*
sobre os seus semelhantes. Esta Sugestão* havia de servir
posteriormente de
base fundamental para a descoberta da Hipnose*. Unicamente
a
Superstição* aceita os delírios interpretativos de
Mesmer*. Ciência* Cristã,
Cura pelo Espiritismo* e outras muitas Superstições* estão
na linha direta de
sucessão do monumental erro do magnetismo animal. Não
confundir
também não o magnetismo animal com a Telergia*, que não age em outra
pessoa. Magnetizador. Aquele que pratica a “arte”
do magnetismo animal
ou Mesmerismo. Era tudo um ritual: o magnetizador (?)
senta-se de costas
para o norte, em frente do seu
Paciente*, também sentado, tocando-se nos joelhos e
olhando-se nos olhos
firmemente. Em seguida esta técnica amplia-se mediante a
aplicação das mãos do
magnetizador (?), nos hipocôndrios do Paciente*, com os
polegares estendidos
até ao umbigo ou até ao epigástrio, descrevendo com o
resto dos dedos, e tendo
o polegar fixo como a ponta de um compasso, um movimento
semicircular à direita
e à esquerda. Este rito era feito numa sala discretamente
iluminada, onde ao
mesmo tempo se tocava uma música suave para acompanhar os
Fluidos* (?) do
magnetizador e fazê-los deste modo penetrar (?) no corpo
do Paciente*. Ver
Imposição das Mãos. MAGNETÔMETROS. Ver
Fluidômetros. MAGO. Geralmente
um
mestre ou adepto da Magia*. Antigamente os seguidores de
Zaratustra*.
Especificamente o segundo mais alto grau no sistema de
classificações ou graus
adotados por certas ordens de Ocultismo*. Os
Magos a que
se referem Heródoto*, Estrabão, Platão*, Plutarco*, assim
como os Evangelhos,
os Atos dos Apóstolos e muitos Santos Padres não foram na
realidade seguidores
de Zaratustra*, senão seguidores de outras religiões
antigas de culto às
Potestades* da natureza,
e outros eram
praticantes de Magia*. MAHATMA. No Budismo*, como no Ocultismo*, é aplicado aos
anciãos. E aos
mestres, vivos ou mortos. Concretamente designação dada
mundialmente a Gandhi. Em
sânscrito
significava Alma*. Na Teosofia* aplica-se aos Espíritos*
(?) dos mestres mortos
do Tibet que teriam ditado os Ensinamentos* a H. P.
Blavatski*. MAHDI. O futuro (?)
Messias ainda esperado pelo Islã*. MAHOMA ou MAHOMÉ, Maometismo... Ver Maoma..., ortografia
preferivel em português. MAHYANA. “O grande sistema”, em contraposição ao Hynayana*.
É a doutrina do
Budismo* no norte da India. A doutrina das massas. O
Mahyana é principalmente
uma técnica para a absorção (?) em deus (?)..., por eles
considerado de modo
panteístico. Mantém a crença em Buda* como um deus (?)
continuador e repudia a
idéia de Bothisattvas*. MAIA. Para
o Hinduismo* como para as suas “Seitas*” ou análogos
Budismo* e Bramanismo*,
tudo, o homem como o mundo e inclusive Deus*, seria Maia*,
mera ilusão! Cabe
perguntar: ilusão de quem? Quem é que tem Maia* se até o
iludido é ilusão? A
própria ilusão é ilusão... Trata-se de mera “poesia”. MAL-ASSOMBRADA, Casa. Ver Assombração. MALDIÇÃO DO FARAÓ. Ver Tutankamon, Maldição de. MALEFÍCIO ou FEITIÇO, SORTILEGIO, MACUMBARIA,
ENCANTAMEN-TO... São
muitos os termos
populares para designar as Técnicas* ou objetos usados com
intenção de HP*. O
termo Maleficio
frisa que neste caso
a Telebulia* é só maligna. “MALLEUS MALEFICARUM”. Em português “Martelo das
Maléficas”, título do
chamado “Código contra a Feitiçaria” que foi publicado em
1486 na Alémanha. Sem
dúvida a obra mais drástica jamais escrita sobre a
Feitiçaria* e Bruxaria* e o
seu “tratamento”. Aí se mostrava como procurar suspeitos
de Feitiçaria*, como
tratá-los, com notas sobre as várias formas “necessárias”
e brutais de
torturas, e o castigo exigido. O livro seguia ao pé da
letra o princípio,
assombrosamente exagerado e metafórico como é típico da
linguagem antiga
oriental e bíblica: “Não deixarás viver os feiticeiros”
(Ex 20, 18). Seus
autores
foram dois frades da Ordem dos Pregadores (dominicanos), Jakob Sprenger e Heinrich
Kramer, ambos notáveis eruditos, mas cheios de cego
fanatismo e
Superstição* até maior que nas Bruxas* que perseguiam. MANA.
Termo maori que designa pretendidas forças Sobrenaturais*
ou poderes de Magia*
(?) em elementos da natureza.
Análogo ao Prana*. Mana
nada tem
a ver com o Maná
de que se fala na
Bíblia (Ex 16, 1.15. 35; Nm 11, 7; Dt 8,3; etc.). Ver
Multiplicação de
Alimentos. MANCIAS. Qualquer uma das inumeráveis artes
ou Técnicas*
de Adivinhação que
podem servir, esporadicamente, para que o Inconsciente* se
inspire. Seria
conveniente, quando possível, concretizar nas diversas
Pragmáticas* e Scopias*,
que são divissões do termo geral Mancia. Certamente
as
Mancias não possuem, contra o que a Superstição* lhes
atribui, poderes de
Magia* (?) nem a possibilidade de dominar os Fenômenos
PG*, HIP*,
Pantomnésia*..., que podem explicar alguns casos de
Adivinhação*. Algumas
Mancias datam de muitos séculos, tais como a
Alectromancia*, a Hepatoscopia* ou Aruspicina*, o
I-Ching*, a
Necromancia*, a Numerologia* ou Aritnomancia, a
Oniromancia*, o Tarô*, etc,
etc. Mas há outras muitas Mancias, “a gosto do
consumidor”, como a
Bibliomancia*, a Cartomancia*, a Cristalomancia* ou
Catoptromancia* e
destacadamente a Bola de Cristal*, a Quiromancia*; e ainda
a Acuto-*, Cafeto-*,
Capno-*, Cibo-*, Encro-*, Irio-*, Onico-*, Piro-mancia*,
etc, para não citar
outras menos difundidas (e
cujo
significado é evidente pela etimologia): Aero-, Antropo-,
Dactilo-, Hidro-,
Lito-, Onomato-mancia, etc. A Superstição* não tem limites
na sua... idiotice. O nome
Mancia (e Mântica)
teve sua origem
remota no grego mania
= loucura (e
mantiké), aludindo ao Estado Alterado*
de Consciência furioso em que caiam as antigas Pitonisas*. Muito significativo nome: é loucura
acreditar nos Adivinhos*; e
estes, se não espertalhões, são loucos se acreditam que
podem controlar as
Faculdades Parapsicológicas* ou geral ou concretamente as
de Adivinhação*.
MANDALA. A palavra mandala
significa círculo
e nos ritos do Budismo*, ou
do Hinduismo*
e Bramanismo*, é aplicada
a um diagrama traçado no chão ou pintado numa tábua ou
pedaço de tecido,
simbolizando as regiões celestes e cósmicas. O
psicólogo
Jung identifica as Mandalas como pertencentes ao
Inconsciente* Coletivo. MANIFESTO DOS 34. Ver Trinta e quatro, Manifesdo dos. MANIQUEÍSMO. Uma das Seitas* da herética Gnose*, que floresceu
no ano 400, fundada
por Mani, um
persa, na intenção de
combinar com o Cristianismo o tradicional ascetismo
oriental e princípios de
Zoroastro*. Absurdamente os Maniqueus
consideravam que todo o que é material teve origem no
Diabo* e que este reinava
sobre as coisas materiais, que por isso causariam danos de
toda espécie. Da
mentalidade Maniquea surgiu entre os Cristãos o costume de
benzer, como um
pequeno Exorcismo*, todas
as coisas
materiais... MANNING, Mathew. Nasceu perto de Cambridge em 1956, filho de um
rico arquiteto. Aos
onze anos, pela sua repressão
converteu seu lar em cenário de freqüentes manifestações
de um estranho
Poltergeist*. Anos
depois,
para pôr termo aos transtornos do Poltergeist*, certo dia,
em vez de procurar
ajuda para curar seus problemas psicológicos por adequado
tratamento, decidiu
deixar-se levar pelas Faculdades Parapsicológicas*. A
partir daí fez abundantes
Psicografias* de desenhos segundo o estilo de Albert
Durer, Picaso, Rowlandson,
Bewick, Arthur Potter, Isaac Oliver, etc., e outras
Psicografias* como se
fossem “milhares de mensagens de pessoas de diversas
nacionalidades, que haviam
vivido noutros tempos” (?). Aparecem também
estranhas cores e formas quando fotografado com a
máquina Kirlian*. Mas
um dos Fenômenos* Parpsíquicos mais espetaculares é o dos
diagnósticos médicos. Manifesta
extraordinários
Fenômenos de Telecinesia*, sendo capaz não só de dobrar
pregos,
colheres..., senão também “Clejuso”, um aço especial
fabricado em Alemanha para
ser indobravel e inquebravel, inclusive sem toca-los e
diante dos
cientistas. Manifesta
realmente Telergia*, que foi
considerada num relatório de cientistas de Toronto como
“totalmente
desconhecida para a Física tradicional, que pode vir a
constituir uma
importante descoberta para a mesma Física”. Fenômeno* de
Telergia* manifestou
trambém quando esteve internado em Oakham School, onde foi
observado, entre
outros cientistas, pelo Dr. Robert Crookall, doutorado em
Ciências e em
Psicologia, e decano da SPR* da Grã-Bretanha, e pelo Dr.
George Owen*,
ex-catedrático na Universidade de Cambridge e
posteriormente diretor da “New
Horizons Research Foundation”, de Toronto, Canadá. Lá
Manning foi estudado num
seminário a que acudiram 21 conhecidos cientistas de todo
o mundo ocidental,
para o submeterem a Experiências Qualitativas* e
Quantitativas*, de todos os
gêneros. Trata-se de um autêntico Psíquico*, que maravilha
a ciência. Manifesta
tanto Fenômenos* Parpsíquicos como Fenômenos* Parafísicos,
mais que a maior
parte dos outros Psíquicos*. MANTRA. Hino védico do período 1500-1800 a.C. É uma forma
de oração comum na
religião oriental. Acreditam, com absurda mentalidada
mágica, que dependendo
da constante
repetição do mantra,
aumenta a união com a divindade. Como se o
efeito Sobrenatural* dependesse de
técnicas naturais! Na
realidade é
técnica de
Hipnose* e inclusive de
Lavagem* Cerebral, e assim a pretendida união cai em
absurdo Panteísmo*. MAOMA ou MAOMÉ (570- 632). Seu verdadeiro nome era Abu’l
Kasim. Em 622
autoproclamou-se “o Profeta*” (?) e fundou o Islã ou Islamismo ou Maometismo, ou
Musulmanos..., afirmando ter
ouvido vozes que lhe
ordenavam que
proclamasse Alah, o nome de Deus*. O
Islamismo é culto a Alah, e veneração de Mahomé,
seu Profeta*. Embora se diga
que El Corão, as escrituras sagradas do Islã,
foi escrito por Mahoma,
contendo suas lições, hoje está
demonstrado que muito pouco remonta a Maomé, tratando-se
de acréscimos e mais
acréscimos ao longo de
muitas décadas. Maomé se
dizia inspirado, mas nunca nem ele
nem seus sucessores puderam apresentar um único Fenômeno
SN* que acreditasse
tal Revelação*. Precisamente por isso surgiram, no rol dos
Milagres*, lendas
manifestamente ridículas, como é reconhecido pelos
melhores sábios do próprio
Islamismo. Por outra parte,
análises recentes dos dados
históricos sobre Maoma deduziram sem sombra de dúvida que
era um epiléptico com
surtos Psicóticos*.
O Islã
favorece o fanatismo e a violência. MARASMO (em relação a cadáveres). Ver Héptica. MARCA. É muito freqüente que nos
Fenômenos SN* fique alguma prova permanente, às vezes
durante muitos
anos. Concretamente em Lurdes nunca
falta “a marca”, como se fosse a grife do Milagre*
alcançado de Deus* por Nossa
Senhora. Em ciência
“a marca” tem grande importância,
pois assim a condescendência divina facilita a verificação
do Fenômeno SN*
através dos anos quantas vezes se quiser. MARCAS DO DIABO. Ver Estigmas. MARCELINO, Amiano. Escritor romano, historiador da antigüidade
greco-romana, que afirma
que os antigos gregos e romanos também tinham as suas
Mesas* Girantes ou
“mensae divinatoriae”. MARGERY. Pseudônimo de Anna Stindon (esposa
do
Dr. L. R.) Crandon,
de Boston. Mina
Crandon nasceu em Toronto
(Canadá). Sua mãe era Medium* Psicógrafa* e seu irmão
Walter era Médium* de
Fenômenos* de Efeitos Físicos. Morto em 1911, Margery
passou a considera-lo seu
Controle*. Margery pertencia a alta sociedade. Jamais
cobrou pelas suas exibições
que começou com público selectissimo em 1923. Margery
foi das mais importantes Psíquicas*
de Norte-America. Habendo-se submetido a um premio ou
Desafio* para quem
demonstrasse Fenômenos* Parafisicos, só obteve um voto
favoravel contra quatro
contra. O que simplesmente confirma a Incontrolabilidade*
dos Fenômenos
Parapsicológicos*, que ninguém os realiza à vontade ou com
Hora* Marcada. Pelo
mesmo motivo, a Universidade de Hereford, Inglaterra,
inexperiente em pesquisas
de Parapsicologia*, não teve im pressão favoravel a
respeito desta grande
Psíquica*. Mais ainda, o famoso Ilusionisgta* e grande
desmascarador de
Médiuns* Harry Houdini* demonstrou que a “Insuspeita”
Margery Crandon liberava
habilmente uma das mãos e assim poderia realizar
suas fazanhas..., como
publicou na brochura “Houdini Expose the Tricks Used by
the Boston Medium
Margery”, Nova Yorque, 1924. Na realidade que soltasse a
mão poderia ser até
mais uma prova de uma especie de Aporte* (passar a mão
atraves das ataduras), e
que poderia trucar não é argumento de que de fato
cometesse Fraude*. A
Universidade de Harvard, no inicio de 1926, analisando
fotografias de certas
Ecto-colo-plasmias* realizadas por Margery, deduziu que
certamente eram feitas
com tecido pulmonar animal. O que na realidade també, não
demonstra a
Fraude*... E ainda mais: todo Psíquico* alguma vez comete
Fraude*. E Margery
Fraudou*..., ou ao menos enganou-se quando atribuia ao
Controle* Walter
as impressoões digitais em parafina
que o Parapsicólogo* Dr. Duddey demonstrou inapelavelmente
serem de um dentista
de Boston... Mas que todo Psíquico* fraude
alguma vez não significa que fraude sempre... De fato, e
inapelavelmente, Margery foi
contribuição decissiva para a demonstração científica de
Fenômenos*
Parafísicos. Convenceu os Parapsicólogos* de Winnipeg em
Canadá. Também em
Winnipeg, o conhecido Parapsicólogo* Herevard Carrington*,
em 1924, ficou
plenamente convencido e impressionado pelos Aportes*
realizados com absoluta
garantia contra Fraude* em Experiencias Qualitativas* por
ele dirigidas.
Igualmente, em
Junho de 1932, perante o
meticuloso Parapsicólogo* Dr. William Button realizou
Aportes* de cigarros e
moedas fechadas a chave em caixas, e com o Dr. Mark
Richardson realizou
Aportes* de diversos objetos de uma estancia para outra.
Foi estudada pelos
Parapsicólogos* Franklin Prince, da Boston SPR*, e por
Eric Dingwall*, da
ASPR*. Submeteu-se em Paris com os Drs. Geley* e Richet* a
meticulosas
Experiências Qualitativas* em condições rigorosissimas que
indudavelemente
excluiam a Fraude*. Também foi estudada pela SPR*. O
próprio “Caçador”* de Bruxas”
ou “Caçador de Fantasmas” Harry Price*, em duas
oportunidades, a plena luz, foi
levantado quase um decímetro junto com a mesa (!) em que
se sentara para
controlar a Telecinesia*. E temos
que aludir a que também foi
pesquisada por McDougall* e pelo iniciante, então,
Rhine*... Logicamente, com a
metodologia e preconceitos Materialistas* que dariam
origem depois
à Micro-Parapsicologia* nem decidir
podem, nem eles nem seus seguidores, a respeito de
Margery* ou da absurda
PK*... MARIJUANA ou MARIHUANA. Nomes em espanhol e inglês
dados a uma droga
extraída do Canhamo* Indiano. Ver Maconha. MARRYAT, Florence
(1837-1899). Autora
inglesa. Conheceu a maior parte dos
Médiuns* (?) de 1870 a 1880 na Inglaterra e na América.
Escreveu vários livros
sobre Espiritismo*, manifestando ela própria Fenômenos
Parapsicológicos*. MARSHALL, Mary. Médium* profissional inglesa que proporcionou a
Sir William Crookes* e
ao Dr. Alfred Russell Wallace* a sua primeira ligação com
os prodígios dos
Médiuns*. As suas principais manifestações foram de
Tiptologia* e Telecinesia*
com mesas. Desenvolveu posteriormente a Criptografia* em
ardósias. MARTÍNEZ, Luís (
=== ). Médium*
mexicano. Chegou a conquistar um grande
número de adeptos. Segundo ingenuamente afirmavam
realizava Levitação*, e era
conhecido sobretudo pelas formas de Materaialização* (?),
inteira e completa,
que apareciam nas suas sessões de Espiritismo*. Suas
fazanhas haveriam sido
pesquisadas (?), de 1951 a 1953, e confirmadas (!) pelo
ásecla do Espiritismo*
Dr.Gutiérrez Tibón, professor na Universidade Nacional de
México. Na
realidade o Dr.Gutiérrez Tibón estava
completamente despreparado para pesquisa de
Parapsicologia*. O Dr. Martínez, ou
“Don Luisito”
como o chamava o povo,
é mais um exemplo da Fraude* tão freqüente nos Médiuns*,
assim como da
freqüente meramente tendenciosa propaganda dos Espíritas*.
O excelente
parapsicólogo Dr. W. C. Roll* fez
acurada pesquisa sobre ele em 1964 e, apesar de
todas as dificuldades
que o Médium* e sua “máfia” lhe punham, terminou por
desmascará-lo plenamente,
demonstrando as suas Fraudes*. MATCHING TECNIQUES (MT). Ver Testes
de ESP. MATERIALISTA. Ver Racionalista etc. MATERIALIZAÇÃO. Propriamente dita, seria a reprodução perfeita de
um novo ser.
Tratando-se da Materialização de um ser vivo, teria todas
as principais
características do ser vivo que se reproduz: peso,
movimento, circulação
sangüínea, respiração, calor, etc... Tal prodígio, tão
cacarejado principalmente
pelos delirantes sequazes do Espiritismo*, não é real. Ver
Fantasmogênese,
Transfiguração e Ecto-colo-plasmia, termos preferíveis por
designar Fenômenos
Parafísicos* possíveis, com preferência ao termo
Materialização, que designa
algo na realidad inexistente. Quando se designam estes
Fenômenos de
Ectoplasmia* em geral, é preferível dizer isso mesmo,
Fenômenos de Ectoplasmia*,
em vez de Fenômenos de Materialização. MATHERS. Ver Aurora Dourada. MAU OLHADO. Ver Olho Gordo. MAURY, Alfred. Parapsicólogo contemporâneo que com grande
erudição refuta toda
Comunicação* pretendida pelo Espiritismo*, e com a mesma
competencia refuta
todas as pretenções da Astrologia*. Destacou também pelas
suas Experiências
Qualitativas* sobre o Sonho*. MAXWELL, Joseph
(1858-1938). Doutor
em Medicina e doutor em Direito, Procurador Geral do
Tribunal de Apelação em
Bordéus. Depois
marginalizou tudo,
optando decididamente pela
Parapsicologia*. Estudou, junto com o Coronel De
Rochas*, as
manifestações de Eusápia Palladino*. Chegou a ser
considerado um dos grandes
representantes da verdadeira Parapsicologia*, a da Escola*
Européia..., embora
pelo frequente
preconceito negasse a
existencia de Fenômenos SN* senm jamais have-los
estudado... e julgasse que a
Igreja Católica estava em agonia e que logo, logo,
desapareceria.. Foi membro
do IMI* até a data do seu falecimento. Prescindindo dos
seus livros de Direitro
e de Medicina, em relação com a Parapsicologia*
primeiramente escreveu “Le
Mysticisme Contemporain”, Paris, 1893 - “Um Magistrat
Hermétiste”, 1896 - “Le
Monde en l’An 2000”, 1902. Posteroiormente, já
profundamente especializado em
Parapsicologia*, publicou “Les Phènomènes Psychiques”,
Paris, 1909, obra em que
discorre muito acertadamente sobre os métodos de
investigação mais convenientes
na análise de Casos Espontâneos* e Experiências
Qualitativas*, contra o
exclusivismo da ciência Materialista* estabelecida e
enfatizado também pela
Micro-Parapsicologia*. Escreveu também
sobre “La Magie”, Paris, 1921 - “La Divination”,
1927 - “Le Tarot”,
1933, obras todas nas que abertamente declara que o
Espiritismo*, Ocultismo*,
Hermetismo* e tantas outras Superstições* são graves erros
de interpretação dos
Fenômenos* Parapsicológicos. McDOUGALL, William (1871-1938). Professor de Psicologia na
Universidade de Oxford,
Inglaterra. Profundamente intreressado pela
Parapsicologia*, chegou a ser
presidente da S.P.R.* em 1920-21. Logo depois foi
chamado para Norte-América a
regentar a cátedra de Psicologia na Harvard University, em
Cambrige,
Massachusetts. E subiu ao cargo de presidente da ASPR*
nesse mesmo ano 1921. E
no ano 1926,
um encontro importante...:
Ver Rhine. McDougall destacou
na crítica à ciência
estabelecida, Materialista*, que só aceita o que seja
reproduzível à vontade em
laboratóirio e mensurável por estatística matemética.
Contra tal apriorismo, o
verdadeiramente cientista McDougall muito reclamou, muito
batalhou... Lástima
que precisamente seu protegido, o Dr. Rhine*, não aprendeu
nem sequer esta
lição, ocasionando a Micro-Parapsicologia*. McINTOSH, Christopher
( === ).
Graduado em Filosofia, Política e Economia pelas
Universidades de Edimburgo e
Oxford, especializou-se no estudo do folclore, Magia* e
religiões primitivas.
Historiador de idéias, analizou e criticou a volta do
Ocultismo*: “Éliphas Lévi
and the French Occult Revival “, 1965. E principalmente
foi um habil crítico
dos absurdos da Astrologia*, inventando mais de 500
horóscopos que convenceram
aos melhores astrólogos..., apesar de serem mera invenção:
“The Astrologers and
their Creed”, 1969 - “Astrology”, 1970. McKENZIE, James B. Hewat (1870-1929). Fundador, e presidente
honorário durante
nove anos de “The British College of Psychic Science”.
Investigador,
conferencista e autor sobre
Parapsicologia*. Sua esposa Bárbara (Hendry)
McKenzie estava associada
aos seus interesses e ambos visitaram muitos países em pesquisas de
Parapsicologia* e fizeram
Experiências Qualitativas* com os melhores Psíquicos*,
entre estes Kluski* e
Frau Silbert. Estudaram minuciosamente as Psíquicas* Sras.
Osborne Leonard* e
Eileen Garrett*.
MEAD, G. R. S. (1863-1933). Fundou “The
Quest Society”, um grupo de pesquiadores
independentes dedicado ao estudo
dos problemas espirituias humanos em relação com a Ciência, a
Filosofia, a Religião e a Arte. A
partir de 1909 dirigiu a revista “The
Quest”. Homem de
vasta cultura e aguda inteligência, parece
que só com intenção de pesquisa aliou-se à Sociedade de
Teosofia*, na que
chegou a ser secretario geral da seção européia. Dedicou
quase 40 anos a
pesquisar a doutrina e pretrenções da Gnose* e sociedades
semelhantes de
Ocultismo* ou Hermetismo*, temas nos que chegou a ser
indiscutível erudito e
crítico. Entre suas numerosas publicações são
especialmente importantes do
ponto de vista histórico e crítico: “Simon Magus”,
Londres, 1892 - “Orpheus”,
1896 - “Fragments of a Fait Forgotten”, 1900 -
“Apollonuius of Tyana: a
Critical Study of the only Existing Record of his Life”,
1901 - “Thrice Greates
Hermes”, 3 vols., 1906 - “Plotinus. The Sacred Dance in
Christendom”, 1927. Mas
publicou outros muitos livros.... MÉAUTIS, Processo de. Trata-se de
uma epidemia de Feitiçaria* que eclodiu no
Constantin, na segunda metade
do século XVII. Neste
caso, ao contrário
do que acontecia habitualmente, a conclusão não foi a
morte na fogueira. Um médico de
Saint-Lô, o Dr. Marquier, foi
acusado pelos seus clientes, loucos ou alucinados. Foram
presos, na mesma
região, dois homens, chamados Ernoul e Charles Boneville,
denunciados por
grande número de pessoas. O Dr. Marquier foi condenado à
morte pela justiça
local, juntamente com sua filha. Apelaram para o
parlamento de Rouen, que lhes
comutou a pena em exílio, em 1663. Os depoimentos
dos acusadores são
completamente extravagantes. Moças viram descer das
chaminés
crianças-Feiticeiras*. Jeanne Le Boulager viu “várias
pessoas nuas” voando
pelos ares. Michel Marais viu 200 pessoas, igualmente
nuas, dançando no
planalto de Méantis. Isaac Marais viu num quarto “uma
série de pessoas nuas
pegando em velas negras, com um bode no meio”. Jean Le
Cousteur viu no Sabat*
de Etanclin um certo número de eclesiásticos. E segundo
Jacques Le Gastelois
varios desses padres Feitiçeiros* vinham do ofertório da
missa do Sabat*,
retirando-se porque um deles, que não havia chegado a
tempo, recebera uma
“bofetada” com a patena. Vários eclesiásticos foram
presos. Ao tudo foram
feitas seiscentas detenções e trinta e quatro acusados
entregues à justiça do
bailio, mas, após um apelo ao rei, Luís XIV anulou a
sentença e contentou-se em
mandar expulsar da província da Normandia os
“Feiticeiros*”. É a grande
viragem da história da
Feitiçaria* na França. A justiça real anula, pela primeira
vez, 1672, a
sentença de morte em matéria de Satanismo* e altera o
primeiro julgamento.
Mais: Colbert, também em 1672, proíbe os tribunais
de admitirem a acusação de Feitiçaria*. MECANISMO EM L ou
A TRES. Observa-se
frequentemente em
Parapsicologia* que um Psíquico* manifesta o que uma
segunda pessoa, às vezes
só inconscientemente, capta numa
terceira pessoa ou lugar. É claro que em vez de em L ou a tres pode ser a quatro, a cinco...
Ou, na expressão
de Flournoy, pode formar-se uma trama bem emaranhada,
muito difícil de
desvendar. MEDIADOR PLÁSTICO.
Ver
Perispírito. MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL (MT). A palavra meditação
no sentido de reflexão e oração é encontrada na maioria
das religiões. Mas o
termo meditação
transcendental ou MT
identifica um pretendido método de auto-desenvolvimento
(?), cujo objetivo em
geral seria ajudar quem medita a tomar consciência de uma
união que existiria
entre ele mesmo e todas as coisas (?). A prática
da MT pressupõe uma doutrina de
tipo do Hinduismo* e absurdo Panteísmo*. O principal
instrumento da MT é um Mantra*
escolhido pelo Guru*, como propício para aquele Chela* em
questão. Na MT o
Mantra* deve ser repetido mentalmente durante dois
períodos de aproximadamente
vinte minutos cada, um de manhã e outro à tarde, estando o
meditador sentado em
posição confortável e de olhos fechados. Absurda
mentalidade de Magia*, mas bom modo
de fazer Lavagem* Cerebral... Ganhou enorme
destaque mundial quando o grupo
“os beatles”, acompanhados de outras conhecidas
personalidades do mundo
artístico, atraídos pela propaganda, visitaram na Índia o
Maharishi Mahesh
Yogi, para aprenderem MT... O inteligente beatle Lenon
acabou por compreender e
publicar que o fundador da MT era “um grande trapaceiro
explorador”. MÉDIUM. Termo correntemente usado para designar não só o
indivíduo que nas
sessões de Espiritismo* serviria de
intermediário (= médium) dos
Espíritos* (?), senão também e em geral qualquer pessoa
que manifesta Fenômenos
Parapsicológicos*, pois na sua interpretação delirante os
sequazes do
Espiritismo* acreditam que tal Psicorragia* é Mediunidade. Geralmente o
médium precisa passar a um
estado de Transe*. Pierre Janet*, por citar um entre os
verdadeiros
especialistas, define o médium como o “indivíduo cujo
Inconsciente* está
separado do Consciente*. Além disso, este Inconsciente*
desagregado possui um
imaginação viva”. Ver Função Menos. Durante a época
da Metapsíquica* era
freqüente designar como médium a
pessoa que manifestava Fenômenos* de Efeitos Físicos.
Na moderna
Parapsicologia* só se deve usar o termo médium,
sejam quaisquer os Fenômenos
Parapsicológicos*,
verdadeiros ou falsos, que manifeste, quando se quer
frisar
que essa determinada pessoa adota o ritual e/ou a
interpretação supersticiosa
do Espiritismo*. “Não há
Espiritismo* sem médium”, costuma-se
dizer após amplíssima constatação e o reconhecem os
próprios espíritas. Isto é,
os Espíritos* (?) precisariam do corpo do médium para
agir. Então, como é que
se comunicariam ou agiriam sobre o corpo do próprio
médium? Precisariam outro
médium... E assim até o infinito. Ora, o vivo não precisa
de ninguém, porque já
tem o próprio corpo. Portanto, segundo a doutrina do
próprio Espiritismo*, se
não caísse tão facilmente em contradição, quanto mais
imponente o fenômeno,
mais motivo haveria para atribuí-lo às faculdades do
vivo... MELLON, J. B. ( === ). De solteira, Annie Fairlamb.
Psíquica* britânica de
Fenômenos* Parafísicos.
Em Experiências
Qualitativas* em Cambridge, em 1875, sob condições
rigorosas, inclusive perante
os Profs. Henry Sidgwick* e F. W. H. Myers*, da SPR*,
obtiveram-se excelentes
resultados de diversos Fenômenos de Ectoplasmia*. Em 1877
Alderman T. Barkes,
de Newcastle, obteve Moldes* com cera impregnada de uma
tinta magenta, que
secretamente havia misturado na cera-parafina antes da
sessão, garantindo assim
que não houve substituição. Ainda em 1931
continuava sometendo-se a
Experiencias Qualitativas* com as que terminava por
convencer aos mais
rigorosos pesquisadores. MEMBROS MEDIÚNICOS. Ver Raios Rígidos, termo preferível, quando não
com referência a
certos casos de Ecto-colo-plasmia*, neste caso sendo
preferível a expressão Membros
Ectoplasmáticos. . MESA BRANCA. Deu-se por chamar Espiritismo de
Mesa Branca as sessões do Espiritismo* seguidor de
Allan Kardec*. A origem
do nome mesa
branca é por uma parte a
freqüência com que antigamente se usava a Mesa*
Girante, sendo que hoje os participantes sentam-se
simplesmente ao redor de uma
mesa. E por outra parte,
diz-se mesa branca
com forte dose de absurdo racismo
e preconceitos de Reencarnação*, para diferencia-lo do
Espiritismo de Umbanda*,
Candomblé*, Vudu*, etc., originários dos negros.
MESA GIRANTE. Também é designada por Mesa
Falante, Mesa Parlante, Mesa Giratória, Mesa Rolante, etc.
De preferência
um tripé, mas também pode ser uma mesa vulgar pouco
pesada. Esta mesa
inclina-se, agita-se, bate, etc., em contato com as mãos
dos assistentes. O
Fenômeno* já era conhecido há séculos. Por
exemplo, Ver Marcelino e Tertuliano. Mas a partir dos
primeiros dias de 1850
tornou-se moda como “passatempo” nas tertúlias, também
fazendo-se muitas
reuniões com esse fim. Punham ligeiramente as mãos sobre a
mesa, tocando com as
pontas dos dedos mindinhos os dos seus vizinhos. Então com
as luzes baixas, a
mesa começava a mexer-se lentamente e, seguindo um código
convencionado, emitia
mensagens... Atualmente
nas sessões de Espiritismo*,
mesmo nas chamadas de Mesa* Branca, raras vezes se emprega
a Mesa Girante. Tal
como a Psicografia* e os métodos da tábua Oui-ja* e da
Brincadeira* do Copo
etc., tende muito rapidamente para a motivação
Consciente*.
Afirmava
Eusapia Palladino* que a suave
madeira de pinho era mais própria para as forças
Parapsicológicas*. Maxwell*
descobriu uma modificação valiosa, ao cobrir a mesa com um
material branco de
ligeira textura e excluindo partes metálicas. Os defensores do
Magnetismo* Animal saudavam
o “entretenimento” como uma manifestação da Força OD*,
enquanto que o clero se
dispunha a atribuí-lo ao Diabo*, especialmente pelo
conteúdo freqüentemente com
cunho de Espiritismo* nas mensagens. E de fato logo a
maioria dos praticantes
daquela “brincadeira” consideram-na Comunicações* dos Espíritos*
(?) dos mortos. Hoje sabemos
que aos I..I..I..*, quando são insuficientes, pode
somar-se a Telergia*,
dirigida pela Psicobulia* humana. Segundo seja ou não
suficiente a explicação
pelos I.I.I.*, o Fenômeno* classifica-se como Paracinesia*
ou então como
Telecinesia*. . MESCALINA. Alcaloide contido num cacto mexicano, o Peyote (=
Lophophora
Williamsii). É utilizada
pelos índios
mexicanos e do Novo México, como se celebrizou nas obras
de Carlos Castañeda*. Usa-se
ocasionalmente em Psiquiatria de modo
similar à lisergina, sendo igualmente capaz de provocar
estados idênticos ao
Transe* e à Hipnose*. Ver
LSD, pois tem os mesmos
efeitos e uso, embora é menos forte. MESMER, Franz Anton (1733-1815). Nasceu em Weil, no lado
austríaco junto ao Lago
de Constânça.
Foi aluno dos jesuítas e
inclusive começou aos 15 anos a formar-se para ser
religioso jesuíta, no
colegio e noviciado de Dilligen, mas logo abandonou. Aos
33 anos alcançou o
doutorado em Medicina, com uma tese sobre o influxo dos
planetas (?) na saúde e
na doença: “De Planetaruim Influxu”. Impressionado pelo
padre jesuíta
Maximilian Hell*, que fazia experiências terapêuticas (?)
com magnetos, Mesmer
deixou-se tomar pela idéia de uma força cósmica de grande
poder curativo (?)
que, nas suas propriedades, podia assemelhar-se com o
magnetismo. A tese foi
publicada dez anos mais tarde, em 1776. Em 1775 abrira um
hospital-escola em
Viena difundindo suas idéias. Em 1778
Mesmer deixou Viena, viajando até
Paris a pedido do próprio Luís XIV e logo obteve um êxito
extraordinário.
Mesmer ansiava que a classe médica reconhecesse a sua
teoria, mas em 1784 uma
Comissão nomeada para o estudo do Magnetismo* Animal ou Mesmerismo
demonstrou que
tal coisa não existia. Desde então Mesmer caiu em
descrédito e passou a ser um
homem destroçado. Transferiu-se então para a Alemanha,
onde morreu, mais tarde,
no mais completo esquecimento. Contudo, o
trabalho de Mesmer no tocante aos
efeitos da sua técnica, não à interpretação, viria a ter
amplas repercussões. O
Magnetismo* foi retomado por outros interessados, tendo-se
chegado à descoberta
da Hipnose*. METABIOSE ou METABIÓTICO. Termo proposto por Bret. Ver
Biopsiquismo, termo
preferível. METACINESIA. Ver
Telecinesia, termo
preferível. METAETÉRICO. Significa além
do éter.
Termo usdo por F. W. H. Myers* como referência ao
indescriptível “mundo
transcendente”, o que será para os seres humanos após a
Ressurreição*. METAFONIA. Ver Psicofonia, termo preferível fora do
Espiritismo*. Alguns autores
empregam os termos metafonia e
Metaneano etc
como sinônimos de
Hiloclastia*. Tanto metafonia como metaneano etc. são
neologismos que conviria
esquecer. METAFÍSICA. É o ramo da Filosofia que estuda a natureza
profunda das coisas que
existem, a essência de tudo o que existe
no mundo perceptível. Sequazes do
Esoterismo*, do Espiritismo* e
outras pessoas que nada absolutamente entendem de
Filosofia, freqüentemente
confundem metafísica com Parapsicologia* (ou conceitos
análogos) da que também
nada entendem, e no seu ignorante pedantismo chegaram até
a organizar
congressos internacionais de... puro Espiritismo*,
Esoterismo* etc. sob o nome
de metafísica! METAFONIA ou METAFONISMO. Ver Psicofonia, termo
preferível fora do
Espiritismo*. METAGNOMIA. Termo proposto por Émile Boirac* e que foi muito
empregado pelo Dr. E.
Osty*, na época em que a Parapsicologia* se decidia a
rejeitar o nome
Criptestesia*, de
preconceito
Materialista*, sem decidir-se ainda, diríamos por
“respeito” aos cientistas
estabelecidos, a considerar abertamente como espiritual o
conhecimento PN*. E
Metagnomia Táctil foi a expressão
proposta por Boirac* e divulgada por René Sudre* para
designar a Psicometria*
(Parapsicológica), termo preferível. Hoje,
demonstrada plenamente em
Parapsicologia* a espiritualidade de PG* (ou do aspecto ou divisão ESP*,
demonstrado pelos próprios
métodos Materialistas*), o termo Metagnomia deixou de ser
usado com esse
significado. Mas certos Parapsicólogos* da
Micro-Parapsicologia* ainda utilizam
injustificadamente o termo Metagnomia ou Metagnósia como
sinônimo de Clarividência*, sendo que o
preferível e universal é usar o termo Metagnomo
só quando se quer frisar um determinado tipo de Psíquico*. METAGRAFIA. Termo usado por Bret. Ver
Psicografia, termo preferível. METAGRAFOLOGIA. Ver Psicometria* (Parapsicológica), termo
preferível, a não ser quando
se pretende frisar que o objeto-pergunta é concretamente
um manuscrito.
Raphael Scherman* destaca entre os mais famosos e notáveis
Metagrafólogos. METAMNÉSIA. Ver Pantomnésia, termo preferível.. METAPSICOLOGIA. Termo utilizado já no começo do século XIX por
Görres* adiantando-se
admiravelmente e correspondendo exatamente ao que hoje se
entende por
Parapsicologia*, termo preferível. METAPSÍQUICA. Designação com a que Charles Richet* substituiu a
antiga expressão
Ciências Psíquicas* ou Pesquisas Psíquicas*. “Designa...
forças que parecem
inteligentes e desconhecidas pela ciência atual
Materialista*” (Richet*).
O termo
metapsíquica corresponde, a bem
dizer, aos primeiros estudos pioneiros e muitos deles
verdadeiramente
científicos, desde 1882 com a fundação da SPR*, até 1934,
data em que o termo
foi substituído universalmente pelo de Parapsicologia*, quando Rhine* e os seus colaboradores e
seguidores estabeleceram
a Escola* Norte-Americana, mais aceita pelos cientistas
estabelecidos por
usarem só o método Materialista* de pesquisa: estatistica
matemética, em
laboratorio, repetivel à vontade... Não só a
Micro-Paraposicologia*, mas também
a Escola* Européia..., toda a metapsíquica passou a
chamar-se Parapsicologia*. O termo
metapsíquica está também em uso
ainda atualmente na França e Itália, e eventualmente em
outros países; como
ainda se usa também a expressão Ciências
Psíquicas* ou
Pesquisas Psíquicas* em Inglaterra, com
significado perfeitamente equivalente ao de
Parapsicologia*, a verdadeira. METARSISMO. Termo
usado por alguns autores
sequazes do Espiritismo* com pretensões até ridículas de
serem Parapsicólogos*.
Engloba a Telecinesia* e a Levitação*, termos preferíveis,
cada um no seu
significado próprio. METASISMOGÊNESE. Ver
Parasismogênese. METASOMA Ver
Perispírito. METASOMOSCOPIA. Termo usado por alguns autores, um tanto
delirantes defensores da
regularidade na Adivinhação*, para designar a
Heteroscopia*, termo preferível,
geralmente usando um meio material, como o pêndulo da
Radiestesia*. METEMPSICOSE. Absurda doutrina segundo a qual os Espíritos* (?)
dos mortos regressam
à Terra, quer pelos seus méritos ou deméritos próprios,
quer pelo acaso, para
Encarnação* (?) inclusive em seres não humanos, em
diversas especies de
animais e plantas, em contraposição à também absurda
doutrina da
Reencarnação* (?), que seria só em seres humanos. METERGIA. Alguns autores da época da Metapsíquica* tinham
utilizado este termo
como sinônimo de Telecinesia*, outros como sinônimo de
Telergia*, hoje termos
preferíveis, e também substituindo os termos Psicocinesia*
ou PK*, inexistente,
usados erradamente pela Micro-Parapsicologia*. MEYER, Gustav (1868-1932). Austríaco. Como romancista, sob
o pseudônimo de Gustav
Meyrink, usava e abusava dos
temas de Esoterismo*, que tanto agradam ao público
Supersticioso*. As suas
obras mais conhecidas são “ O Golem”, 1915 - “O Rosto
Verde”, 1916 - “A Noite
de Walburgis” (Vida romanceada de Santa Valburga), 1917. MEYER, Jean (1855-1931). Era um comerciante francês
muito rico. Havendo
trabado amizade com L. Denis* e G. Delanne*, deu generosa
verba para a fundação
da “Casa dos Espíritos”, em Paris, que tinha como fim a
difusão e estudo dos
livros de Allan Kardec*. Tambem
proporcionou abundante ajuda econômica e pessoal à
difusão do
Espiritismo*. Inclusive fundou a “Union Spirite
Française”, e
para garantir a continuação da publicação
comprou a “Revue* Spirite”, fundada por Allan Kardec*. Em benemérita
contraposição em 1918 foi
igualmente fundador econômico do IMI*, que tantos serviços
prestou e presta à
Parapsicologia*, e em 1922 fundou a Editorial que leva seu
nome, e em 1928 a
“Société d’Études Metapsychiques” dotando-a com um fundo
multimilhonario. MEYRINK, Gustav. Ver Meyer, Gustav. MICHAILOVA, Nelya. Ver Kulagina, Nina. MICRO-PARAPSICOLOGIA. Termo desprezativo, cunhado no
CLAP, para designar a
Escola* Norte-Americana. Essa absurda redução da
Parapsicologia* com que, após
três séculos e meio de Lavagem* Cerebral orquestrada pelos
Racionalistas* (e
Materialistas*, Agnósticos*, Ateus*, protestantes
Liberais*, católicos
Modernistas*...), só se quer considerar científicos os
efeitos repetidos à
vontade e controlados em laboratório pelo método estatístico... Esta redução,
verdadeiramente anticientífica,
acabaria com quase toda a história e finalidade da
Parapsicologia*. E é claro
que não é científico pretender que a realidade se adapte
ao método de estudo
prefixado, resultado da pesquisa de objetos absolutamente
materiais. Científico
é adaptar o método de observação às exigências da
realidade que se pretende
estudar. Ver Qualitativas, Experiências;
e Espontâneos, Casos. A Escola*
Norte-Americana e por culpa dela
em muitas partes a Micro-Parapsicologia
“esqueceu” a finalidade para que foi fundada.
“Esqueceu” também todas as
pesquisas anteriores e diferentes das suas. Assim reduziu
ao mínimo a pesquisa
e a fez retrogradar mais de um século. E não se pode hoje
prever quando a
verdadeira ciência se imporá universalmente na pesquisa da
realidade do nosso
mundo e pelos métodos exigidos pelos diversos objetos de
estudo. A título de
exemplo desse nefasto influxo em outros paises, Ver GERP. A fama da
Micro-Parapsicologia e aceitação
entre os cientistas estabelecidos, deve-se também a que
quase nada os complica,
precisamente porque... simplesmente quase nada sabe. A
Micro-Parapsicologia só
conhece a ESP*, na realidade um mínimo aspecto de PG*, tão
corriqueiro, tão
comum, que se manifesta até em laboratório e com a
freqüência necessária para
ser avaliado estatisticamente. As características
verdadeiras da verdadeira PG*
as desconhece. Não aceitaram nem sequer o termo PG*, como
se pudesse ser
substituído integralmente pelo termo ESP*. Só aceitaram o
termo correspondente,
PK*, precisamente faculdade que não existe. E aceitaram
também o termo geral
Fenômenos PSI*, como se pudesse englobar-se a real PG* com
a inexistente PK* e
como se só existissem Fenômenos PN* e não também EN* e
SN*. Todos os Fenômenos
Parapsicológicos* os
interpretam como Fenômenos PSI*, extrasensoriais. É por
isso que também é
conhecida como Escola* Espiritualista. Erro crasso. Os
Fenômenos Parafísicos*
os interpreta todos como sendo PK* (?). E todos os outros
Fenômenos
Parapsicológicos*, de toda espécie, de que alguma vez tem
noticia, ou
indevidamente os enquadra em ESP* e em PK* (?), ou então
os nega, simplesmente,
sem mais estudo. Assim
chega às vezes perante a Escola*
Européia ao cúmulo do ridículo. Extrasensoriais
casos como, por exemplo,
o dos Cavalos de Elberfeld*!! Entre tantos
Fenômenos Parapsicológicos*
cientificamente comprovados, a Micro-Parapsicologia nega a
existência por
exemplo do Aporte*, do que há milhares e milhares de Casos
Espontâneos*,
inúmeras vezes comprovados, em todas as épocas e em todos
os povos. Nega-o
simplesmente por não ser reproduzível no ambiente do
laboratório e menos ainda
com regularidade... Bastaria
este proceder, a título de exemplo,
para que a reta Parapsicologia* despreze a
Micro-Parapsicologia e a absurda redução
ou exclusivismo anticientífico da chamada “metodologia
científica” exigida pela
maioria das Universidades. E como se
fosse pouco tanto disparate por
quase total desconhecimento teórico, muitos dos membros
desta Escola ainda
elaboram a “teoria”, contraditoriamente, e tem a ousadia
de publicar que não
precisam e não interessa a pesquisa teórica, só querem
saber do trabalho
experimental, quantitativo e estatístico e em laboratório.
Então, por exemplo
Albert Einstein, precisamente por ser físico teórico, não mereceria chamar-se físico nem
cientista... É a grande
falha da Micro-Parapsicologia.
Haver-se mantido sempre pedantemente à margem da Escola*
Teórica, pelo que só
estuda o comum sob pequena camada de Parapsicologia* e
este pouco o interpreta
mal, e não estuda precisamente o que seria realmente
FenômenoParapsicológico*.
A título de um exemplo típico Ver Ownbey, Miss. Etc, etc, etc. Em
resumo: A
Micro-Parapsicologia, Além de quase nada saber de
Parapsicologia*, é um
monumental acúmulo de erros inclusive nas interpretações
das suas próprias
experiências e nos pronunciamentos dos seus membros. Dom
Boaventura
Kloppenburg*, de monumental cultura e grande teórico da
Parapsicologia*,
definiu o fundador desta Escola* Norte-Americana , J. B.
Rhine*, como sendo no
seu pequeno campo “ótimo experimentador... E péssimo
filósofo”, de rudimentar
cultura geral. Pode aplicar-se a todos os membros da
Micro-Parapsicologia.. MILAGRE. Termo teológico e popular. Em Parapsicologia* o
termo Milagre desde
Myers* foi substituído por Supranormal* (SN*), termo e
sigla preferíveis, pois
é com respeito a fatos observáveis, deste
mundo.
Supranormal* (SN*), aliás, é expressão mais lógica no
conjunto da classificação
de todos os Fenômenos Parapsicológicos*: Extranormais*
(EN*), Paranormais*
(PN*) e Supranormais* (SN*). MIRABELLI, Cármine (1889-1951). Nascido em Botucatu, SP,
Brasil, filho de mãe
católica e de pai Pastor Evangélico italiano missionario
nos Estados Unidos e
convertido ao Catolicismo, vindo então ao Brasil. Carmine
Mirabelli estudou no Colégio Sào
Luiz, dos Padres Jesuítas, então em Itú, hoje em São
Paulo. Cármine sentiu
desejo de estudar patra sacerdote, mas logo foi atraído
pelo comercio e a ele
se dedicou no Rio de Janeiro. Por seu temperamento, teve
que ser examinado por
médicos, e foi internado no Sanatorio do Juquerí, para
loucos. E lá ganhou fama
em 1920 como Médium* pelos seus Fenômenos de Levitação*,
Xenoglossia* e
Ectoplasmia*. A maior parte deles realizavam-se à luz do
dia. As suas
faculdades foram estudadas por
diversas vezes, primeiro por psiquiatras e depois por
outros cientistas
brasileiros, a maioria já alienados pelo Espiritismo*.
Inclusive fundou-se uma
“Sociedade César Lombroso”, mas muito mais para fazer
propaganda do
Espiritismo* do que para verificar seriamente as alegadas
faculdades de
Mirabelli. Mentiras desvergonhadas ou de extremo
fanatismo, exageros
monstruosos e absurdos... Como declarou o Dr. Osty, do
IMI*, se fosse verdade
só uma dézima parte do que os sequazes do Espiritismo* lhe
atribuem, Mirabelli
teria sido dez vezes maior que o
melhor Psíquico* do mundo e de toda a história..., em
tudo. Dada a
grande propaganda que os espíritas
brasileiros faziam do caso, vieram ao Brasil alguns
prestigiosos
Parapsicólogos* estrangeiros. O Dr. E. J. Dingwall*
declarou-se incapaz de se
decidir por um veredicto, dadas as dificuldades de
observação que os espíritas
lhe impunham. Em contrapartida, o Dr. Hans Dreisch*, da
S.P.R.* fez uma
investigação pessoal e “clandestina” (sem declarar seu
nome) em 1920, e não
encontrou nada especial que fosse autêntico... Mas a
Parapsicologia* já sabe o que deve
pensar dos Mirabelli, dos Chico* Xavier..., assim como
também dos Nero*, dos
Arigó*, dos Rubens Faria, dos João de Abadiana..., e ainda
dos “Thomas Green
Morton*”, dos Urandir*..., essa interminavel lista de
charlatães e
exploradores, todos, estes como aqueles, segundo a
propaganda do Espiritismo*
do Brasil, ïndiscutivelmente e com grandissima vantagem
“os melhores do mundo”!
MIROBLITE. Muito diferente da verdadeira Incorrupção*.
Diz-se do organismo que,
pelas condições em que está sepultado, entre elas o de
herméticamente fechado,
em vez de se decompor assume o seu próprio Embalsamamento*
em sua própria
Graxa*. MIRVILLE, Jules Eudes, Marquês de (1802-1873). Um dos
precursores da
Parapsicologia*, e também um dos primeiros cronistas e
teóricos dos prodígios
que então muitas pessoas atribuíam aos Espíritos* (?), ou
a partir de
Blavatski* aos Mahatmas*, que também expressamente
critica. Publicou aquele que
é considerado como o primeiro livro verdadeiramente
científico de análise
crítica das pretensões do Espiritismo* e da Teosofia*:
“Pneumatologie. Des
Esprits et de leurs Manifestations Diverses”, Paris, 1853,
em 6 Vols., alem de
“Questions des Esprits”, 1863, uma espécie de continuação
ou debate do livro
anterior, que publicara separadamente. MISHNA. Ver Talmud. MISTÉRIOS, Religiões ou Associações de. Vários
cultos religiosos e
associações de Esoterismo* ou Ocultismo*, antigas e
modernas, reservam parte
dos seus Ensinamentos* para uns poucos escolhidos. Só os
escolhidos têm acesso
a certos segredos ou doutrinas secretas, só os escolhidos
são Iniciados*,
após as observâncias rituais
prescritas. Esses Ensinamentos* e observâncias dos
Iniciados* constituem os Mistérios, termo
derivado da palavra
grega mysterion,
que significa
precisamente secreto.
Seriam oriundos
do antigo Egito, circa 1500 a.C. MÍSTICA. O verdadeiro Misticismo
refere-se ao conhecimento transcendental e Fenômenos SN*
daí originados, tudo causado por Deus* no homem. O falso Misticismo
são os conhecimentos e efeitos oriundos
do próprio homem e que erradamente atribui a Deus*.
É muito freqüente a
falsa Mística, pretendendo com técnicas humanas realizar
Fenômenos SN*, o que é
mentalidade herética; e atribuindo a Deus* o Êxtase*,
Levitação*, Estigmas*
etc, o que inclui dois erros garrafais: em primeiro lugar
Deus* nunca
prejudicaria nem o psiquismo nem o organismo de uma
pessoa; e por outra parte
“o natural não reage ao Sobrenatural*”. Misticismo da
Natureza, Ver
Consciência Cósmica. MISTOS, Fenômenos. Ver Fenômenos Parapsicológicos, Classificação. MITCHELL, Edgard D. (n.1930).
Oficial da
Marinha de EUA., formado em Administração Industrial, em
Engenharia Aeronáutica
e doutorado em Aeronáutica
e
Astronáutica. Quando tripulante do módulo lunar na missão
da Apolo XIV em 1964,
procedeu a Experiência Quantitativa* de ESP* com o
Baralho* Zener em
colaboração com o prestigioso Psíquico* norte-americano
Olaf Jonsson. Ele mesmo
publicou as experiências: “Psychic
Exploration”, Nova Iorque, 1974. Os resultados foram muito
discutidos,
terminando os próprios programadores das experiências por
reconhecer que
estavam mal arquitetadas para o fim que se pretendia: ESP*
à distância
Terra-Lua. Para isso Michell teria que haver nascido na
Lua, sempre vivido na
Lua, nunca
voltar à Terra e nunca nenhum
outro ir à Lua... Pois do contrario poderia ser RC* ou Pcg*
sobre Jonsson quando ambos estavam na Terra. O
próprio Dr. Michell, que
agora se dedica à Parapsicologia* por considerá-la muito
mais importante que a
Astronáutica, reconheceu o erro. Ha sido nomeado
presidente do “Institut of
Noetic Sciences”, que se dedica ao estudo da mente, e
chefe de pesquisas da
“Edgard D. Michell Associates, Inc.” (EDMA). MITO. ====l
Mitologia. Mitomania === MNEMOTÉCNICA. Como o próprio nome o indica, técnica da memória (mnesis, em grego). É fácil, mas um
tanto árida e comprida
no seu aprendizado para que seja realmente muito útil. E
assim os melhores
livros de mnemotécnica ficaram como segredo profissional
dos Ilusionistas*. Um bom
mnemotécnico parece um ser sobre-humano (?)... Não é fácil
encontrar entre os
Médiuns*, Adivinhos* ou outros charlatães algum que saiba
mnemotécnica, mas um
bom Ilusionista* pode apresentar por mnemotécnica
demonstrações que parecem
Telepatia*, Criptoscopia* etc, e até
comunuicações dos Espíritos* (?)... MODERNISTA
E “MODERNINHO”
(Teólogo Católico). Ver Racionalista etc. MOLDES. Formas ocas representando dedos, mãos, braços...,
obtidas em parafina
líquida, barro especial ou qualquer outra substância
plástica. Muito falaram os
alienados pelo Espiritismo* de que os moldes seriam uma
prova de Identificação*
dos Espíritos* (?) Materializados* (?). O Espírito* (?)
Materializado* (?) submergiria
repetidas vezes por exemplo a mão na parafina líquida, de
formas que ao
secar-se e o Espirito* (?) desmaterializar-se, ficaria uma
espécie de luva, que
no seu interior conservaria as marcas digitais e outras
provas de Identidade*. Insistem
os sequazes do Espiritismo e outras
classes de Superstição* em que a Fraude* no seria possível
porque a parte
correspondente ao punho é mais estreita, os dedos podem
estar dobrados, etc. e
a luva se rasgaria quando
o trucador
retirasse a mão. Na realidade, o truque, por exemplo até
com massa de moldagem
odontológica, é facílimo. E muitos Médiuns* foram
desmascarados. Mas o
Fenômeno real é possível,
evidentemente sem nada absolutamente ter a ver com
Espíritos* (?). Trata-se de
Fenômeno de Ecto-colo-plasmia*. Inclusive adivinhando-se
as marcas digitais de
qualquer pessoa viva ou de quando o morto estava vivo... É muito
freqüente que não-especialistas em
Parapsicologia* ou os pertencentes à Micro-Parapsicologia*
falem de Molde
Paranormal, PN*.
Na realidade o
Fenômeno evidentemente é Molde Extranormal,
EN*. Em
destaque, Ver Kluski, Frank. . MONCK, Reverendo Francis Ward ( ====).
Inglês. As suas taras
físicas é que facilitaram a sua degeneração moral e
Fenômenos
Parapsicológicos*: esteve desde a infância sujeito a
notáveis manifestações de
Fenômenos Parapsicológicos*, que foram aumentando à medida
que foi crescendo. Perante os
singulares efeitos de
Ectoplasmia* que produzia, foi primeiro caluniado, depois
perseguido
judicialmente, mas na realidade jamais se provou nem
provavelmente que o
conjunto fosse Fraude*. Rodeado e
exaltado pelos sequazes do
Espiritismo*, apostatou da sua religião e função de pastor
anglicano e passou a
exibir-se como Médium* de Espiritismo*. Conquanto em
certa ocasião tenha sido acusado
de Fraude* nos seus Fenômenos* de Ectoplasmia* e condenado
a três meses de
prisão, o Arquidiácono Colley* jamais duvidou de que
muitas vezes não era
Fraude*. E Monck terminou por convencer, não só o espírita
Stainton Moses*,
senão também os prestigioso Parapsicólogo* Dr. Alfred
Russell Wallace*, assim
como também o Dr.Edward T. Bennet, enviado da SPR*, e
também o juiz Dailey. Em 1875
fez um giro pela Inglaterra e pela Escocia, e em
1876 pela Irlanda,
alcançando fama agora como Curandeiro* sob o nome de Dr. Monck. Nome, atividade e... danos à
saude de muitas pessoas,
como sempre no exercicio ilegal da Medicina, que
levantaram grandes protestos
dos médicos. MONIÇÃO. Ver Premonição. MONISMO. Doutrina absurda na que caem muitas religiões
primitivas, selvagens ou
meramente “poéticas”, que afirmam que só há uma única
realidade: Deus*. Tudo o
que parece real, diferente de Deus*, é ilusão: Maia*. . Na realidade o
Monismo (“só existe Deus*”)
cai contraditoriamente no Panteísmo* (“tudo é deus”). MONTEIRO-LOBATO, José Bento (1882-1948). Famoso
romancista brasileiro
que, antes de morrer deixou duas Senhas* com o Dr.
Godofredo Rangel, diretor
dos diários “O
Dia” e “A Noite”, de Rio
de Janeiro, e uma terceira Senha* com a conhecida família
Fontoura (“Biotônico
Fontoura”), de São Paulo.
Continuava assim as antigas e amplíssimas Experiências da
Senha*. Chico
Xavier* apresentou eufórico
Psicografias* como se fossem mensagens do Espírito* (?) de
Monteiro Lobato.
Outro famoso Medium* (?) mineiro, Pedrinho Machado, anunciava no
“Diário da Tarde”, de Belo
Horizonte, recever também Comunicações* do Espirito* (?)
do romancista. E
outras pretensões menos divulgadas. O mesmo estilo do
célebre escritor
falecido! Na
realidade puro mérito (e malandragem) dos
próprios Chico Xavier*, Pedrinho, etc.: Não estavam
nenhuma das Senhas*, nem as
que ficaram com Godofredo Rangel nem a que conservava Da.
Ruth Fontoura. MONOXENOGLOXIA.
Ver
Polixenoglossia, em
contraposição. MOON, Sun Myung. Nasceu em 1920 na Coreia do Sul. Afirma que quando
tinha 16 anos foi
escolhido diretamente por Deus* numa Aparição* para a
missão de unificar todas
as religiões cristãs e judaica. na qua.lidade de segundo
Messias. Mas nada
apresenta como prova de que não
fosse tudo mera ilusão,
ou mesmo mera
trapaça. Em todo caso em nada contribuiu para a união das
igrejas, antes tudo o
contrario, alem de levar uma vida escandalosa e suscitando
problemas sociais
pela sua devasidão. Casou e divorciou-se tres vezes,
alegando cinicamente que
são as esposas correspondentes a Adão, a Jesus Cristo e a
ele proprio.Mas hoje
está casado por quarta vez! Alega
que esta quarta esposa é a segunda
Eva, mãe de toda a nova humanidade, que começa no ano do
seu quarto casamento,
em 1960. E a terceira guerra mundial seria a puirificação
definitiva da
humanidade. Anunciou a terceira guerra mundial para
1980... Moon e
seus principais
“ministros” vivem nadando em dinheiro com a exploração
descarada da
Superstição* popular. Moon logicamente
sofreu numerosos processos
policiais e o Moonismo,
ou Associação
para a UnificaÇão do Cristianismo Mundial (AUCM),
está proibido en
vários paises. MORRIS,
Meurig. Médium* britânica nascida em 1899. Seu Controle* (?),
chamado Power, seria um orador
notável de fogoso. Aconteceram importantes Fenômenos
Parapsicológicos* durante
as tentativas de gravação da voz de Power (?) pela
“Columbia Gramophone
Co.”, e o
mesmo aconteceu nos estúdios
da “British Movietone”. Em 1932 a
Sra. Morris opôs-se a um título
publicado pelo “Daily Mail” que dizia “Médium em Transe,
desmascarada” e
processou o jornal. A sentença do juiz Mc Cardie, como é
lógico, foi a favor
dos jornalistas e contra a reclamante. A sentença foi
dramaticamente
interrompida pelo discurso que seria de Power,
Incorporado* (?) na Médium*: O
juiz frisou que não se havia feito acusação de
desonestidade Consciente* contra
a reclamante (senão simplesmente de manifesto erro de
interpretação, pois o
Fenômeno* é até fácil de reproduzir por Histeria* ou por
Hipnose*). MORSE, J. J. (1848-1919). Destacado Médium*. Manifestava
Fenômenos
Parapsicológicos* como Pirovasia* e Alongamento*. Na opinião
certamente entusiasta e exagerada
de W. T. Stead*, conhecido como “o Papa do Espiritismo”,
Morse tinha muito
pouca educação cultural, mas quando se achava em Transe*
podia discutir com
eminentes filósofos os temas mais difíceis. Na realidade
essas discussões eram por parte
de Morse menos que medíocres. Como escritor e editor de
vários periódicos
espíritas foi um ativo propagador do Espiritismo*, mas
como em casos
semelhantes com “argumentos” (?) sem valor nem
profundidade alguma, que só
podem convencer fanáticos do Espiritismo*. MORSELLI, Enrico (1852-1929). Alcanzou grande projeção em
Filosofia, Psiquiatria
e Antropologia,
sendo professor na
Universidade de Gênova e diretor do Manicomio e de uma
grande clínica para
doenças mentais, na mesma cidade. Existem numerosas obras
publicadas de
Morselli, todas elas muito interessantes pela sua
seriedade científica,
especialmente “La Psicanalisi” e “Antropologia Generale”. Era, como a
maioria dos “cientistas”,
Materialista*, ou melhor, como ele próprio dizia,
monista-mecanicista. Não só
repudiava os Fenômenos Parapsicológicos*, como também
considerava alucinados,
mesmo loucos, aqueles que acreditavam na sua realidade.
Mas depois de
ter assistido a uma série de
Experiências Qualitativas* com Eusápia Palladino*, mudou
totalmente de opinião
com respeito à realidade dos Fenômenos*
Parapsicológicos, e passou a
dedicar-se amplamente à Parapsicologia*, e com o mesmo
entusismo
ridicularizando a interpretação pelo Espiritismo*.
Os resultados das
suas rígidas observações e trabalhos muito conscienciosos,
foram expostos em
dois volumes: “Psicologia e Spiritismo. Impressione e Note
Critiche sui
Fenomeni Mediumnici di Eusapia Palladino”, Turim, 1908,
obra que mais tarde foi
resumida pelo próprio autor sob o título “E. Palladino et
la Réalité des
Phénomènes Mediumniques” em “Annales des Sciences
Psychiques”, números 4 e 5,
de 1907. MORTE APARENTE. Ver Biostase, termo que seria preferível, por
técnico, mas ainda é
pouco usado.
MORTE, Contrato ou Pacto de. Convênio que fazem duas pessoas
para que o primeiro
que morrer trate de oferecer ao sobrevivente provas da
Sobrevivência ou de como
é ou da sua situação concreta no além, etc. Este pacto
tem-se feito inúmeras
vezes ao longo da história... E se
constituiu num argumento irrefutável de
que não há comunicação dos mortos. Por dois fatos
principais: 1) Contra
tantíssimos pactos, a pretendida comunicação (?)
corresponde perfeitamente ao
número de vezes que cabe esperar a captação por PG* da
morte de alguma pessoa.
2) As descrições feitas a respeito do além correspondem
com absoluta exatidão
aos conceitos ou Mitos* que do Além tinham previamente as
pessoas em questão ou
nos diversos ambientes. Assim Cícero* no seu livro “De
Divinatione” refere que
a sombra (?) do falecido teria vindo a falar da barca de
Aqueronte, do cão
Cérbero, etc. Se o pacto o fazem os muçulmanos, o falecido
viria falando de uma
espécie de oásis com numerosas donzelas a serviço de cada
homem; no
ambiente hindu viria descrevendo o
Nirvana*; os católicos viriam a pedir Missas para sair do
Purgatório*; os
espiritas latinos viriam defendendo a Reencarnação*, mas
os espiritas
anglo-saxões a ridicularizá-la; etc. Como se afirma
ironicamente : “A gosto do
consumidor”. “MORTON, Thomas Green”. Não nos referimos ao célebre
autor dramático inglês,
senão que é o megalomaníaco pseudônimo de um dos mais
famosos charlatães do
Brasil de hoje, juntamente com Urandir, que
animados pelas grandes negociata do ïnternacional Uri
Geller*, auto-atribuem-se
domínio de mirabolantes Fenômenos Parapsicológicos*. Green
Morton teria
adquirido o tal dominio, quando alcançado por um raio
(!?); Urandir (Fernández
de Oliveira; iniciais, UFO*: pretende que acreditemos em
tamanha
“casualidade”?) quando sequestrado por Ets* (?) que lhe
teriam implantado um
supracomputador minúsculo. Uri Geller* teria vindo de
outro planeta.
Morton
simplesmente gritando “rá”, Urandir,
e Geller*, por rápida concentração, dizem que ativam seus
poderes (?) à
vontade. Dos brasileiros, um com esse grito de Magia* (?),
o outro pela análise
da Aura*, tambem dizem que podem conceder energias
curativas (?) e outros
Poderes Parapsicológicos* a quem quiserem... Alguns artistas
de TV, tão bons artistas como
desconhecedores de Parapsicologia*....,
fazem-lhes, como é comum em outros casos (Chico*
Xavier, Rubens Faria,
etc., etc. ) a grande propaganda. Na realidade não
passam de medíocres
Ilusionistas* e grandíssimos farsantes. Mas com esses
truquinhos e o falso
Misticismo*, nem precisa acrescentar-se que ficam
riquíssimos. O Pe. Quevedo* a
varios respeitos e em
diversas livros e conferências divulgou
repetidamente o Desafio* internacional de 10.000
dólares a quantos com
Hora* Marcada e em condições científicas mostrarem o
dominio que apregoam dos
seus pretendidos poderes. Thomas Green Morton teve então a
petulância de
publicar (por exemplo no
jornal “O Dia”,
Rio de Janeiro, Domingo 21-II-1999) que dá 100.000 dólares
se o Pe. Quevedo*
demonstrar que é Fraude* o que ele, Thomas, faz sempre que
quer: tirar de um
ovo quebrado um pintinho que será galo em 40 minutos; entortar um
trilho de trem sem nem sequer
encostar nele a mão; etc.
Uma fundação
norte-americana, inteirada da
polêmica pública surgida, prometeu um milhão de dólares se
Thomas Green Morton
em condições científicas consegue sem Fraude* fazer o que
cacareja... Mas
apesar do interesse de redes de TV, apesar dos reclames de
jornalistas, apesar
de reiteradas cobranças, que inclusive seriam legais
porque as afirmações e
promessas são públicas, Thomas Green Morton com mil
escusas e distorções foge
do confronto científico.
==== MOSES, Reverendo William Stainton (1839-1892). Apesar
de protestante,
passou seis messes entre os heremitas ortodoxos
do Monte Atos (Grecia), e afirmou que foi lá onde
iniciou suas
experiências “Misticas*” de Comunicação* dos Espiritos*
(?). Apesar de ser
pastor anglicano, ou melhor, apostatando da sua religião,
trabalhou como
Médium* de Espiritismo* a partir de 1872 e então haveria
começado a manifestar
durante dez anos Fenômenos Parapsicológicos* assombrosos,
poderosos e variados,
Psicofonia* musical, Osmogênese*, Telecinesia*, Aporte*,
Ectoplasmia* e muitos
outros, inclusive Levitação*. Profissionalmente vivia como
mestre de
escola, na
“University College, School”,
em Londres.. Mas de
tudo isso só temos a descripção feita
pelo próprio ex-pastor Moses... Eram sempre reduzidos os
seus habituais
assistentes. Asistiram alguma vez também o Dr. e Dra. W.
H. Harrison, o Dr.
Thompson*, a Sra. Garret*,.a Srta. Birkett e Sir William
Crookes*... Mas
fizeram Experiencias Qualitativas* e analises rigorosos? A
SPR* oficialmente
manifesta que tudo o que afirma Stainton Moses está
desprovido de qualquer
valor científico. De 1884 até à
sua morte, Moses
foi o primeiro presidente da “Aliança
Espírita de Londres”. Realizou imensa propaganda do
Espiritismo*. Com o
pseudônimo de M.
A. Oxen (Magister
Artium Oxoniensis = Mestre em Artes de Oxford) escreveu
diversas obras,
consideradas pelos espíritas de língua inglesa como “A
Bíblia do Espiritismo”.
Entre elas “Psycography. A Treatisen on one of the
Objective Forms of Psychic
or Spiritual Phenomena”, Londres, 1878 - “Spirit
Identity”, 1879 - “Higher
Aspects of Spiritualism”, 1880 - “Spirit Teachings”, 1883
- etc. MOTOYAMA, Hiroshi. Nasceu em 1925. Doutorou-se em Filosofia.
Parapsicólogo* japonês,
nitidamente da Escola* Européia e Teórica. Fora monge
budista, convertendo-se
após longa pesquisa ao Catolicismo. Dedicou muitos anos a
pesquisar e terminou
refutando as clássicas conceições “poéticas” do Budismo*,
tais como Chakras*,
Ying* e Yan, Prana*, Meridianos, etc., conceições que
inicialmente ele mesmo
aceitava e sobre as quais escrevera livros. Fundou e
preside a “International
Association for Religion and Parapsychology”, assim como a
correspondente
revista “Research for Religion and Parapsychology”. Entre
seus numerosos
livros desatacam, evidentemente, os
que correspondem à sua maturidade como Parapsicólogo*:
“The Present Situation
of Parapsychology en the Word”, Tokio, 1969 - “The
Non-physical in the
Correlation between Mind and Body”, 1972 - “A
Psycho-physiological Study of
Yoga”, 1976.
MOTOR A FLÚIDO. Um de tantos Fluidômetros*. Foi inventado pelo
Conde de Tromelin:
construiu um cilindro equilibrado de papel, que giraria
com o “poder de
emanação das mãos”. MOUNTAIN, Jim. Ver
Bishop, Miss. MOXIBUSTÃO. Técnica de Curandeirismo. Colocam-se determinadas
ervas num tubo. Aquece-se
a extremidade do tubo até ficar em
brasa. Aproxima-se
esta extremidade da
pele do doente. Quando
essa parte do
corpo começa a aquecer, a virtude das ervas passaria
diretamente para os
tecidos e viria a cura (?). Tal absurdo reflete claramente
a mentalidade de
Magia*. Usada
durante séculos no Oriente, teria tido
a sua origem no Tibete e, como muitas teorias de origem
oriental, mesmo as mais
absurdas, tornou-se coqueluche entre a Superstição* de
Ocidente. MT.
Sigla da Meditação* Transcendental. Na Escola*
Norte-Americana, sigla de
Matching* Tecniques. MULLER, Catherine Elsie. Ver Smith, Helena. MULLER, E.
K. Ver
Antropoflux. MÚLTIPLA PERSONALIDADE. Ver
Divisão da
Personalidade. MULTIPLICAÇÃO DE ALIMENTOS.
=== Maná MUMIFICAÇÃO. Falsa Incorrupção. Técnica de Embalsamamento, em
parte perdida mas por
outro lado hoje superada, utilizada pelos antigos
egípcios. O aspeto é
desagradável, completamente seco, rígido, enrugado... Também a
Telergia* às vezes pode mumificar
um pequeno animal ou planta ou pedaço de carne ou outro
alimento perecível
mediante passes ou contatos com as mãos do Psíquico*.
Madame X., Joany
Gaillard, Henrich Musslein ... manifestaram esta
faculdade. MUNDO... -
Mundo Astral. Ver
Astral, Mundo. -
Mundo de Eidos. Ver Eidos, Mundo
de. - Mundo
Etéreo. Ver Etéreo,
Mundo. - Mundo de
Hélios. Ver
Hélios, Mundo de. - Mundo Imediato. Ver
Planos. MURPHY, Gardner (1895-1979). Psicólogo e Parapsicólogo*
norte-americano, de
grande fama e prestígio. Era bacharel em Artes, doutor em
Filosofia, professor
de Psicologia, membro da “Sociedade Americana para o
Avanço da Ciência”. Foi
presidente da “Associação Americana de Psicólogos”. Na área de
Parapsicologia*, pesquisou na
Fundação Hodgson* da Universidade de Harvard em 1922-25.
Foi o iniciador das
primeiras Experiências Quantitativas* de
ESP* por rádio à distância, entre Chicago e Newark.
Publicou muitos e
interessantes artigos no “Journal of the A.S.P.R”, entre
os quais devemos
destacar: “Concentration versus Relaxation in Relation the
Telepathy”, janeiro
1943 - “Psychical Phenomene and Human Needs”, outubro,
1943 - “Difficulties
Confronting the Survival Hypotheses”, outubro, 1945 -
“Progress in
Parapsychology”, janeiro, 1959 - etc. Em 1949
foi escolhido presidente da S.P.R.*.
Entre os livros que publicou são de especial importância:
(com a colaboração de
Robert Bellou) “William James an Psychical Research”, 1960
- “The Challenge of
Psychical Research”, 1961.
E em 1962 foi
escolhido Presidente da A .S. P.R.*. MURRAY, Gilbert (1866-1958). Humanista, foi professor de
grego em Oxford. Até
que, convencido
da maior importancia,
dedicou-se inteiramente à Parapsicologia*. Foi presidente
da S.P.R.* em 1915 e
num segundo mandato em 1952. Durante cerca de vinte anos
consagrou-se ao estudo
de PG*, com um círculo de amigos dedicados, que anotaram
escrupulosamente tudo
o que acontecia nesses numerosos serões de Experiencias
Qualitativas* de TP*. Murray fez
também Experiências Qualitativas*
de HIP* e Cumberlandismo*, como que brincando com seus
filhos, especialmente
sua filha que era esposa do famoso historiador britânico
Arnold Toynbee. E
foram os trabalhos de Murray
que
convenceram Freud* da realidade dos Fenômenos*... que
pensavam serem de Telepatia*. MURRAY, Margaret Alice ( 1863 -1963). Egiptóloga
e antropóloga
nascida na India e formada e professora em Inglaterra. Interessa em
Parapsicologia* principalmente
porque desenvolveu a teoria de que a Feitiçaria*, no
período das grandes
perseguições em Europa, era uma religião organizada, a
velha religião pagã e
pré-cristã, preservando o culto à grande deusa mãe e ao
divino rei, o deus que
de tempos em tempos assumia a natureza humana e era
sacrificado pelo bem da sua
terra e do seu povo: “Witch Cult in Western Europe”,
Oxford, 1921 - “The God of
the Witches”, 1926 - “The Divine King in England”,
Londres, 1954. Essa
engenhosa teoria, brilhantemente
defendida por Murray, há sido rejeitada pela maioria dos
estudiosos..., mas
atraiu um grande número de leitores afetos da Superstição*
e teve grande
importância no atual movimento de Feitiçaria* na Europa e
em outras partes
onde não
prevalece o erro ainda maior, o
grande erro, a interpretação do Espiritismo. Otimista...,
publicou pouco antes de morrer o
seu “My First 100 Years” (“Meus Primeiros Cem Anos”). MUSAS.
Na Mitologia* greco-romana, deusas (?) das artes. Ver
Inspiração. MUSULMANOS. Ver Maoma. MYERS, Frederich William Henry (1843-1901). Nasceu
em Kwerwitch
(Cumberland), Inglaterra. Estudou no “Trinity College” da
Universidade de
Cambridge, onde a finais de 1879, do seu professor de
Filosofia, Henry
Sidgwick, bebeu o interesse pela Parapsicologia*. Homem de
vasta cultura. E
poeta. Professionalmente desempenhou durante quase trinta
anos as funções de
Inspector de Escolas Superiores, em Cambridge. E particularmente
deixou todos os outros ramos
da ciência para concentrar-se na Parapsicologia*, ou nos
aspectos
parapsicológicos de todas as ciencias... Foi o principal
incentivador na
fundação da S.P.R.*, da que foi secretario a partir de
1888, e presidente no
ano 1900, cargo em que o encontrou a morte em Roma no dia
17 de Janeiro de
1901. Suas obras, em
que examina cuidadosamente
todos os Fenômenos* de Alucinação*, o Hipnotismo*, o
Automatismo*, a Divisão*
da Personalidade e, muito especialmente, também a
pretendida Mediunidade*, são
clássicas em Parapsicologia*. Seu principal tema de
reflexão e estudo,
inclusive um tanto emocional, durante toda sua vida de
pesquisador, era a
sobrevivencia após a morte do corpo: “Human Personatity
and its Survival of
Bodily Death”, Londres, 1903. Publicou também, com
a colaboração de
Gurney* e Podmore* , “Phantasms of the
Living”, dois volumes, Londres, 1886.
-N - NADA (“Personagem”). Ver Afid. NANCY, Energúmena de. Ver Ranfaing, Elisabeth de. NANCY, Escola de. Escola de Hipnotismo*. Grupo de médicos que é
conhecido por essa
designação, devido à cidade em que trabalharam..
Opunham-se às opiniões de
Charcot*, que considerava a Hipnose* como um sintoma ou
um equivalente da
Histeria*, portanto um estado patológico a tratar e a
curar. Dentre esses
médicos, distinguiram-se H.
Bernheim e A. Lièbault*, que com seus discípulos, entre
eles Liègeois e
Beauris, retomaram as anteriores opiniões de Faria*,
Noizet e Braid*,
demostrando que a Hipnose* não é senão um estado
psico-fisiológico semelhante
ao sono e que deriva da Sugestão*, conforme já o
demonstrara inicialmente James
Braid*. Estes
pontos de vista foram mais tarde
desenvolvidos e aperfeiçoados por investigadores
notáveis como Pierre Janet*,
Frederic Myers*, Julian Ochorowicz* e outros. NÁPOLES, Mago de. Angelo Achile. Sào-lhe atribuídas
diversas curas (?). Estudado em 1947 por uma
comissão de Parapsicólogos*
da “Societá Italiana de Metapsíquica” comprovou-se que,
de fato, às vezes
emitia Telergia*: por vezes manifestava um potencial
elétrico até duzentos
milivolts (o normal oscila entre vinte e quarenta) e,
nestas circunstâncias,
realizava algumas Fenômenos* de Telecinesia*
incontestáveis, movimentando, sem
contato, pequenos objetos. Mas a
Telergia* nada tem a ver com cura e
não age em outro homem. As pretendidas curas (?) não
passavam do perigoso
efeito da Sugestão*. Ver Psicohigiene. NARCOANÁLISE.. É a exploração do Inconsciente* de um
indivíduo submetido à ação de
certas substâncias químicas classificadas como
Hipnóticas*. Recorre-se à ajuda
de certos narcóticos para provocar o estado Hipnótico*
adequado. Na realidade
as ditas substâncias aumentam sobretudo a
sugestionabilidade do indivíduo em
questão. Sem a
supervisão de um médico, e
sem intento de análise terapêutica, a mesma
ou parecida técnica usa-se na Umbanda* e outras Seitas*
de Espiritismo* e
Esoterismo* para provocar o Transe* e manifestações do
Inconsciente*. NDE. Sigla
de “Near Death
Experience” = Experiência Perto
da Morte. A sigla é
preferível. Muitos autores de Esoterismo* procuraram
fácil riqueza por livros
sobre NDE, tema que impressiona e agrada a milhões de
pessoas ávidas de
mistério. Inclusive os Drs. Elizabeth Kubler*-Roos e
Raymond A. Moody* Jr.,
ambos neste particular muito mais esotéricos do que
científicos. Primeiramente
a Dra. Kubler*-Roos: “On Death and Dying”, New York,
1969 - “To Live until We
Say Goodbye”, New Jersey, 1978 - “On Children and
Death”, New York, 1983. E
logo a seguir o Dr. Moody:
“Life after
Life”, New York, 1977 - “Reflexions on Life after Life”,
1977 - “The Life
Beyond”, 1988. Segundo
todos esses autores esotéricos e
sensacionalistas, muitissimas pessoas, praticamente
todas as que,
espontâneamente ou por mérito dos médicos, tiveram
Reanimação*, teriam passado
pela NDE, isto é, após uns minutos de Biocinese* teriam
conservado a
Consciência e esperiementado todos idênticas
experiências maravilhosas. Tais
afirmações são falsas. Em primeiro
lugar, a NDE não é freqüente. É Fenômeno
Parapsicológico* no sentido de ao
margem do comum. Raríssimo. Um dos Fenômenos* mais
raros. Entre muitos e
muitos milhares de pessoas que tiveram Reanimação* (esta
sim é freqüente), é
dificílimo encontrar um só que haja tido NDE, como é
fácil comprovar e há sido
freqüentemente comprovado em inquéritos com médicos e
enfermeiros. Claro que
recolhendo em todo o mundo e ao longo de muitos anos (e
ainda inventando outros
muitos casos!), é possível recolher grande número em
termos absolutos, mas
mínimo em termos relativos (e verdadeiros!) ao número de
Reanimações*. Em
segundo lugar, entre os pouquíssimos
relativamente que tiveram NDE, as descrições escolhidas
(e deturpadas e
inventadas!) por aqueles próprios autores, são muito
diferentes, “ao gosto do
consumidor”: uns viram uma longa estrada, outros um
caminho de ferro, outros um
longo túnel no fim do qual brilha a luz, outros um
deserto, outros o mar, etc.,
etc. Mesmo para os que coincidiram em sentir que estavam
indo ou já chegaram à
outra vida, inundando-se de paz, a outra vida para uns
estaria respectivamente
detrás do alto muro, para outros no fim do imenso túnel,
para outros num oásis,
para outros numa praia do outro lado do oceano, etc.,
etc. As
interpretações que esses autores
apresentam, escolhidas (e deturpadas e inventadas!),
supõem neles uma supina
ignorância geral. Ignorância da própria Biocinese*: como
podem pensar que nos
primeiros minutos após a morte clínica já estão perto da
outra vida ou já
nelka? Ignorância de Fisiologia: como podem pensar que
essas luzes ou
“estrelas” são os Espíritos* (?) de luz ou o mesmo Jesus
Cristo? Trata-se de um
Fenômeno endoóptico decorrente da deficiente irrigação
sangüinea, luzes
análogas às que vemos se apertamos os olhos ou se nos
golpeamos a cabeça.
Ignorância de Neurologia: a sensação de paz não é porque
já se chegou ao céu ou
ao Nirvana ou..., senão decorrente do relaxamento pela
perda do tonus muscular
no desmaio ou inicio da Biocinese*. Ignorância de
Religião: como podem pensar
que Cristo errou a tal ponto que veio julgá-los tanto
tempo antes da morte
real? Etc. Esses autores fazem coleção de disparates... NEAR DEATH EXPERIENCE “. Ver NDE, a sigla é
preferível. NECROMANCIA. Etimologicamente deveriam incluir-se aqui só as
Mancias*, mas
realmente se incluem também as Pragmáticas*, umas e
outras com a pretensão de
obter respostas dos mortos: Mesas* Girantes,
Psicografia*, Oui-ja*, e
tantas outras formas da prática do Espiritismo*. NEO-OCULTISMO. A escola liderada por Elíphas Lévi*, Stanislas
de Guaita*, Papus*,
etc., no fim do século XIX. Afirmavam que iam
reconstruir os conhecimentos dos
antigos Iniciados*. Mas os
seus esforços são pouco proveitosos,
inclusive para a História, por misturarem sem critério
diferencial algum
técnicas ou opiniões dos antigos com puras invencionices
modernas. NEOPLASMAS. Ver Raios Rígidos. NEO-TESTAMENTÁRIO. Ver Bíblia. “NERO”. Pseudônimo do famoso Curandeiro* de Rio de
Janeiro Lourival de Freitas, nascido em 1929.
Foi mais um exemplo do
fanatismo e mentiras da propaganda que a “máfia” do
Espiritismo* faz. Ver
também Mirabelli. Lourival
de Freitas dizia que o Espírito*
(?) que Incorporava* (?) era o do antigo imperador
Nero... (haveria “esquecido”
de Reencarnar* ?). Sua principal
exibição era na base das chamadas Cirurgias* Psíquicas
(quando é que Nero
estudou Medicina?),após uma breve introdução de canto
tocando a lira “perante a
Roma incendiada”. Começou no “Centro Espírita São
Jorge”, onde 60 Médiuns
colaboravam com ele. Depois passou ao próprio “Centro de
Nero”, onde se
incorporarariam Nero e “toda sua turma” de médicos do
alem (?): Petrrônio,
Messaloina, Tibério, Acrísio... (??), além do Espírito
(?) do médico francês
Ambroise Parê. Pouco importa que Louirival de Freitas,
em transe, não
entendesse nem proopriamente falasse francês, e muito
menos entender ou falar
latim!. Pouco importa também que sua própria esposa, Da.
Zenôbia Eustolia
Colmo, não podendo passar por cima de tanta
senvergonhice e Fraudes*,
acabasse por denuncia-lo e pouco depois por
separar-se dele. Nero foi condenado, apesadr da exzltada
defesa arquitetada
pelos dirigintes e sequazes do Espiritismo*, a dois anos
de prisão e foi
proibido de “operar”. Mas não foi ao cárcere pois lhe
conseguiram “sursis”
porque se trataria de ëxercio de
religião”(?). Teve que ir a Argentina para continuar
“operando”, igualmente
durante ano e méio em Los Angeles
(EUA). Em Londres, onde ficou por tres anos, chegou a
“operar” inclusive na TV
da BBC com um truque dos mais vulgares: Ilusionismo* de
crianças, com a faca
oca cheia de sangue.. e, claro, cicatrização
instantânea. Como
em muitos outros destes
casos, é incalculável a fortuna conseguida por Lourival
de Freitas ou “Nero”
com suas Fraudes*. NEUMANN, Teresa (1898-1962). Célebre Mística* (?) de
Konnersreuth, Alemanha.
Fez-se famosa principalmente porque passou mais de 50
anos sem mais “alimento”
que a Sda. Hóstia da Comunhão diaria. Nem comida nem
bebida alguma! Outro
motivo importante na sua fama foram os Estigmas*,
localizados sobre o lado
esquerdo das costas, nas mãos e nos pés, com os que ela
acreditava imitar os
Estigmas* da Paixão de Cristo. Os Estigmas* sangravam
profusamente anualmente
na Sexta Feira Santa., além da “freqüente”(?) Exudação*
Hemática quando
meditava em Êxtase* sobre a Paixão. Também adivinhava
com relativa freqUencia
os pensamentos de pessoas que avisitavam, e inclusive
alguma vez coisas que
aconteciam à distância ou que aconteceram no passado ou
acomnteceriam no
futuro. Os lingüistas comprovaram que às vezes falava em
autêntico aramaico
antigo, a mesma lingua usada por Jesus-Cristo. Chamou a atenção
mundial, mormente entre os
católicos não-conhecedores de Parapsicologia*. Mas na
realidade, todos os
Fenômenos* de Teresa Neumann são explicados
naturalmente..., até por senso
comum. Em 1918, ajudando a apagar um incendio,
carregando baldes de agua,
sofreu uma lessão na coluna vertebral, ficando depois
paralítica primeiro das
duas pernas e não mais consiguiu levantar-se da cama,
depois paralizou o braço
direito, por fim o lado direito do rosto. Um ano depois
ficou cega e, de vez em
quando (!) surda. No ano seguinte, 1922, seu pescoç
começou a
inchar e paralizaram os músculos da
deglutição, o que lhe impedia ingerir alimentos sólidos.
Em 1923 recupera
subitamente a visão. Em 1925 consegue levantar-se, e
caminha à Igreja. Logo
depois volta a paralisia e volta à cama. Com notáveis
problemas psicológicos,
passou à Anorexia* e a partir do Natal de 1926 à
Inédia*. Tudo isso não tem
todas as características exatas da Histeria*? O que não
impede que também seja
santa, uma coisa não contradiz a outra: Santa e
Histérica*. A santidade depende
do Consciente*; a Histeria*, do
Inconsciente*. Suas
Adivinhações* eram de acordo exatamente
como corresponde à curva de freqüencia dos diversos
Fenômenos
Parapsicológicos*, esporadicamente PG*, menos raramente
HIP*, e com relativa
freqüencia Xenoglossia*. Basta o HIP* sobre os
linguistas para explicar a
Xenoglossia* em aramaico antigo. Como os especialistas
então não sabiam que os
pregos não foram colocados nas palmas de Jesus senão nos
punhos, e que não foi
em forma de coroa senão de casco que lhe colocaram os
espinhos, a Dermografia* acomodou-se
a esses erros das suas Visões. E como
dizia Jean Lhermitte*, ter Inédia*
mas ficando sempre na cama...: seria melhor comer mais,
levantar-se e não
molestar.
E para
todo o conjunto, como alertava nada
menos que o insuperável Parapsicólogo* Bento* XIV, é até
blasfêmia atribuir a
milagres de Deus* causar danos ao organismo. Pois danos
são o Éxtase*, os
Estigmas*, a Exudação* Hemática, a Inedia*, como
blasfêmia é acreditar que Deus
enganaria alguém com as Visões*, fazendo-o ver o que não
há. Além de que o
natural não reage ao Sobrenatural*: tudo é reação
natural à profundíssima
devoção e amor admiráveis a Deus. NÉURICA RADIANTE, Força. Termo introduzido por Baréty.
Ver Fluido. NEURODINAMÔMETRO. Aparelho inventado pelo Dr. Planat. Ver
Fluidômetro. NEURO-HIPNOLOGIA ou NEURO-HIPNOTISMO. Termo empregado pela
primeira vez por James
Braid* para designar o que hoje se chama Hipnotismo* ou Hipnose*. NEUROSE. Afeção ou alteração do sistema nervoso, revelada
por perturbações
funcionais sem qualquer lesão orgânica apreciável. A
Neurose determina a maior
parte das manifestações psicológicas anormais, que, por
vezes, são atribuídas
erradamente e confundidas com Fenômenos
Parapsicológicos*. Caracteriza-se
por um comportamento
inadaptado em relação às exigências comuns da vida. A
Neurose desencadeia
sofrimentos, às vezes grandes, dos quais o Neurótico
está Consciente*, mas em relação aos quais é impotente.
Uma da condições
essenciais da Neurose é que o doente não sabe o que
recalca, isto é, ignora os
desejos escondidos no seu Inconsciente*. A Neurose
Obsessiva e Obsessiva-Compulsiva
caracteriza-se essencialmente pela presença de idéias
que dominam continuamente
o Paciente* e por ações que não consegue evitar. NEWBROUGH, John Ballon (1828 - 1891). Psíquico* (?) de Nova
Iorque para PG*,
eventualmente, e freqüentemente só HIP*, mas que se
destacou em Psicografia*
literária e inclusive de pintura.. A sua obra
principal foi a notável
Psicografia* em 1881 titulada Oahspe
ou Bíblia Kosmon.
Segundo seus
absurdos e megalomaníacos depoimentos, esta seria a
“Bíblia Cósmica (?) em
palavras de Jeová (?) e de seus anjos mensageiros (?)”.
Foi escrita
automaticamente numa máquina de escrever, durante
cinqüenta semanas. Carregado
de mentalidade de Magia*, começava a trabalhar
precisamente meia
hora antes do nascimento do sol, todas
as manhãs... NIHOLS, Srta. Agnes. Ver Gupry. NICTALOPES. Aquelas pessoas que possuem a rara HD* de
poderem ver no escuro. É uma
divisão específica de DOP*. NIELSEN, Ejner (1883-1965). Médium* de Dinamarca
produtor de supostos Fenômenos
de Telecinesia*, Ectoplasmia* e até notáveis de
Levitação*. Foi objeto de
Experiências Qualitativas* pelo famoso, mas um tanto
ingênuo na sua boa
vontade, barão Schrenck*-Notzing. Proporcionou também
várias sessões em 1924
ante a S.P.R.* da Islândia. E foi na
vizinha Noruega onde um comité de
professores da Universidade de Cristiania
comprovou muitas Fraudes*, e garantiu que em
condições “draconianas”
contra a Fraude*, Nielsem nada realizava. Inclusive lhe
foram atribuídas
Materializações* (?).
Por Fraude*,
evidentemente (salvo algum erro de interpretação de
alguma possível
Transfiguração*). Posteriormente também a SPR* de
Noruega comprovou as
Fraudes*. Jamais
depois Nielsen se apresentou perante
Parapsicólogos*, só agindo por todas partes em sessões
de Espiritismo*, onde
era grandemente exaltado... NIGROMANCIA.
Igual
que Necromancia*,
termo preferível. NIMBO.
Coroa ou círculo que se observa à volta de certos
objetos e às vezes de pessoas. Pode ser
simplesmente um efeito endoscópico,
às vezes elétrico natural, às vezes também Fenômenode
Fotogênese. É
desenhado na cabeça dos santos, como símbolo, dado
que o Ocultismo*
secularmente espalha o absurdo erro de
que o moral e Sobrenatural* é expresso física e
naturalmente. Ver Aura. NINFOMANIA. Estado
episódico raro de
intensa excitação sexual na mulher em relação
indiscriminadamente a qualquer homem e, por
vezes, a outra mulher. O único
interesse em Parapsicologia* é porque
absurdamente é atribuído à Possessão* Demoníaca (?) é na Umbanda*
o atribuem à Incorporação* (?)
por um imaginário Exú* -ou Potestade* (?) ou Espírito*
(?) Desencarnado*
(?)- que
chamam “Pomba-Gira”. NIRVANA. Após
a compreensão (?) como
Panteísmo* (?) ou Monismo* (?) da realidade no decurso
da vida terrestre,
objetivo budista de eliminar todos os desejos, o
fundir-se com a divindade (?)
do cosmos. Um estado, semelhante ao sono, de
bem-aventurança (?) eterna em que,
contraditoriamente, todos os desejos e inclusive as
individualidades são
suprimidos. Quem
é, pois, bem-aventurado?, em que
consistiria a bem-aventurança?, no Nirvana? NISTINÁRIO.
O
mesmo que Anastenário*,
termo preferível. NOIZET, General ( ==== ). Autor do trabalho “Memória
sobre o Sonambulismo e
sobre o Magnetismo Animal”, que foi distinguido pela
“Academia de Ciências” de
Berlim, tendo concorrido a um concurso instituído em
1820 por esta para uma
descrição dos fatos observados durante o Mesmerismo*.
Apresentado em 1820, só
viria a ser publicado em 1864, o que mostra quão acesa
era então a oposição a
esses assuntos, em que o celebrado relatório do Dr.
Husson* levantaria grande
celeuma. NOMA, Lady. Nome atribuído ao Controle*
(?) de Rosemary*. Ver Hulme, A. J. Howard. Não
confundi-la com o Noma de
Ignath*. NON SENSORY COGNITION. Na Escola* Norte-Americana,
o mesmo que
Extrasensory* Perception ou ESP*, termos preferíveis,
especialmente a sigla. NOSSO GLOBO. Ver Fora da Terra, Prazo Existencial... NOSTRADAMUS, Miguel de (!503-1556). Do seu nome Michel de
Notre-Dame, sobrenome
que adotaram seus ancestrais paternos, judeus de origem
italiana convertidos ao
Catolicismo. Viveu na sua cidade natal, Saint-Rémy, na
Provença, França.
Saint-Remy foi o sobre-nome adotado pelos seus
antepassados maternos,
judeus, ao
converter-se ao Catolicismo.
Ele mesmo
sendo um católico convicto e
praticante fiel. Desde a
juventude mostrou uma inteligência
sagaz. Sob a direção de seu avô materno, o médico Jean
de Saint-Remi, aprendeu
com extraordinária facilidade o latim, o grego, o
hebraico, Literatura,
Matemática, Geometria e Astronomia. Estudou
Humanidades Clássicas em Avignon, e
Filosofia e Medicina na Universidade de Montpellier.
Antes de terminado o curso
de Medicina, já passou a exercer quando de uma grave
epidemia de peste
bubônica. Transformou-se em breve num dos maiores
médicos de então,
espalhando-se a sua fama por toda a parte. Termimnada a
peste em 1529, volta a
Montpellier onde alcançou
o doutorado. Casou em
Agen. Mas em 1545 outro surto de
peste negra levou sua esposa e seus dois filhos. De dia
trabalhava como médico.
De noite, procuran do fugir da angustia e aproveitando o
mistério do
Ocultismo*, dedicou-se a ler sobre Astrologia*, em
exaustivas vigílias. Por
ocasião de outra epidemia de peste, regressou à
Provença, a Salon-de-Crau, onde
se instala, volta a casar e tem sete filhos. E passou
a pretender Adivinhar*... sendo que
também manifestava audácia, visão perspicaz e cada dia,
ou cada noite!, maior
manifestação de Pcg.* e Talento* do Inconsciente. Sempre
fugindo de si mesmo, após quatro anos
de êxitos e terrível sofrimento, foi tomado do desejo de
viajar e, onde quer
que chegasse, todos o reverenciavam e disputavam a sua
consulta e o seu favor.
Percorreu toda a França e Itália. Quando
se aproximava de Ancona, aconteceu um episódio que se
tornou famoso. À entrada
da cidade encontrou um grupo de franciscanos. Entre eles
ia um particularmente
humilde e simples, que Nostradamus nem sequer conhecia.
Mal Nostradamus o viu,
ajoelhou-se diante dele e beijou-lhe a mão. Interrogado
pelos presentes
respondeu: “Não deveria acaso ajoelhar-me perante Sua
Santidade?” Muito mais
tarde, já Nostradamus falecido, aquele frade foi eleito
Papa, tomando o nome
de Sisto V.
Teve outras muitas e famosas
Pcg*‘s a respeito de grandes personagens que o
visitaram. Aos 63
anos, Nostradamus estava debil,
esgotado após muitas doenças continuas, inclusive
artrite e gota. A gota
degenerou em hidropesia, que o afogou..Era o dia 2 de
julho de 1556. A sua obra
fundamental, as “Centúrias”, foi
publicada em Lyon em 1555, tendo sido reimpressa e
continuando a sê-lo inúmeras
vezes. Muito discutidas, as “Centurias” continuam sendo
comentadas e
interpretadas, aceitas fanaticamente pelos imbuídos de
Superstição*, e desprezadas
plenamente pelos poucos cientistas que as estudaram a
fundo. Hoje a quase
totalidade dos interpretes dizem que anuncia o fim do
mundo pelo ano 2000. Mas
ele próprio especifica em carta ao seu filho César...
que compós profecias até
bem avançado o século 40. Não se
pode duvidar que Nostradamus no
Prazo* Existencial teve Pcg*’s magníficas. Mas também
está provado
irrefutavelmente que a Longo Prazo* não teve Pcg*
nenhuma. Antes dos fatos nada
concreto pode-se deduzir das Centúrias. Depois dos fatos
“acertam” (?)
perfeitamente. Mas se invertêssemos a Historia
plenamente, também continuariam
“acertando”(?). É perfeito e puro estilo Sibilino*. Isso
sim, de um
Talento* do Inconsciente admirável,
insuperado., talvez insuperável. Os interpretes ganham
prestigio mostrando a
adequação da aparente Pcg* a respeito do que já
aconteceu quando eles escrevem,
mas se alguma vez acertam com referência ao futuro é
mérito exclusivo do
próprio intérprete.
NOTARICON. Ver Gematria. NOVO TESTAMENTO. Ver Bíblia. NOVA JERUSALEM,
Seita. Ver
Swedenborg. NUMEROLOGIA (ou Aritnomancia). Mais uma Mancia*, esta pelo
estudo do pretenso
poder oculto dos números. NUTALES. Seriam simplesmente Espíritos* (?) de mortos,
mas intermediários
espirituais entre as hierarquias dos Espíritos* (?) e o
mundo terreno. Seriam
facilmente identificáveis como os mais nobres dos Guias*
(?) e Controles* (?)
conhecidos no Espiritismo*. Quando, contraditoriamente,
“são vistos por
clarividência*” (?!), são geralmente descritos vestidos
e deslumbrantes, de
qualquer dos sexos. Mas sem asas, ao contrário dos
Anjos* no folclore
popular.
- O - OHASPE. Ver Nebrough, J. B OBE.
Sigla de “Out of
the Body Experience”
= “Experiência
Extracorpórea” ou “Experiência Fora
do Corpo”, sendo que
a sigla é o termo preferível. Não confundir com
Bilocação* SN ou Ubiqüidade*. OBE é
uma espécie de Bilocação* por
Ideoplasmia*, ou Fantasmogênese* de sí mesmo, a menos de
cinqüenta metros,
podendo o duplo ser: 1)
Suficientemente denso,
e todos o poderiam ver. 2) Menos
denso, de formas que só por HD* ou
alguns animais o veriam, ou captável por Escotografia*.
3) Tão
tênue que só o Psíquico* e por
Exteriorização* da Sensibilidade tem
Consciência* da Bilocação* na parte exteriorizada. Nas três
modalidades, o Psíquico*, que está
num relaxamento muito profundo, ou acaba de sofrer um
desmaio, ou um acidente e
está em Biocinese*, etc., vê de fora seu próprio corpo
físico habitual. Claro que a
pretendida OBE pode não passar de
mera Alucinação*. Quando
pretendidamente a mais de 50m de
distância, ou para o passado ou futuro, como máximo
trata-se de PG* na pessoa
que acha haver feito a absurda Viagem* em Astral, e
também de PG* com
Mecanismo* em L nas pessoas que vêem o pretendido
“viajante”: Projeção* de PG.
Ver também Projeciologia. OBJETIVO, Fenômeno. Ver Fenômenos
Parapsicológicos, Classificação. OBSESSÃO. Para os imbuídos dem Superstição*, domínio que
exerceria sobre um
indivíduo uma personalidade externa (?), diferente da
personalidade da própria
vítima. Distingue-se da Possessão* ou Incorporação* ou
afins, precisamente
porque a obsessão seria externa... E menos grave. Ver
Demonologia. Ver também
Espiritismo. Em
Parapsicologia*, Controle* (?) de um
indivíduo por Divisão da Personalidade, Controle* (?)
formado por elementos
dissociados da própria individualidade. Corresponde
em Psiquiatria à
Psicose Obsessiva.
Ou, menos grave,
em Psicologia à Neurose
Obsessiva:
estado psicológico do ser humano, devido à involuntária
persistência de uma
idéia, sensação de compulsão a que o doente tenta
resistir e de que é
Consciente*. OCHEMA. Designação dada (só poéticamente?) por Platão* a
um mítico veículo do
Espírito* (?). Os neoplátônicos desenvolveram esse Mito*
com o nome de Chéumata.
Ver Perispírito. OCHOROWICZ, Julien (1850-1918). Polonês. Foi deixando de
lado sua profissão na área
de Filosofia e Psicologia à medida que foi cada vez mais
interessando-se a
partir de 1881.pela Hipnose* e pelos Fenômenos
Parapsicológicos*. Em
conseqüência publicou primeiramente “De
la Suggestion Mentale”, Paris, 1887. Em 1883 e 1894
assistiu em Roma e Varsóvia
a grande número de Experiências Qualitativas* com a
Psíquica* italiana Eusápia
Palladino*, e posteriormente publicou “La Question dela
Frode negli Esperiment
coll’ Eusapia Palladino”, Milão, 1895. Por fim, de 1909
a 1914, submeteu a
estudo em numerosas Experiências Qualitativas* a
Psíquica* polonesa de
Fenômenos Parafísicos* Stanislawa Tomczyk*. Para
explicar as inúmeras
Telecinesias* produzidas por Eusápia Palladino* e por
Stanislawa Tomczyk*,
Ochorowicz emitiu a hipótese dos Raios* Rígidos,
comprovando-a em muitos casos
com a ajuda de diversos dispositivos e instrumentos. ÓCULOS KILNER. Ver Diacianina, Écrans de. OCULTISMO. Igual que Esoterismo. Teorias e
práticas que têm a ver com a
pretensão de conhecer e inclusive dominar poderes secretos (?), ocultos (=.esotéricos) da
natureza. Existem
muitos sistemas,
alguns muito antigos, enquanto outros são uma mistura de
antiga com a moderna
prática. Os ocultistas
afirmam que a
“sabedoria essencial”(?) foi conhecida com uma maior
extensão entre as antigas
civilizações do Oriente, que na atualidade e muitos
deles estudam escritos
antigos na intenção de descobrirem indicações deste
conhecimento. Ver Papus e
Waite, A.E. O termo
Ocultismo
Moderno, expressão justamente depreciativa,
foi proposta em 1900 por Simon Newcom, astrônomo
e membro da S.P.R.*, e
foi um tanto usada então para designar o que hoje
entendemos por Espiritismo*. A expressão Ocultismo Científico foi proposta por Max
Dessoir* na sua obra “Vom
Jenseits der Seele”, Estugarda, 1889, e
foi um tanto difundida então para designar o que hoje
conhecemos por
Parapsicologia*, termo também este proposto por Dessoir*
e evidentemente
preferível... OD, ou FORÇA ÓDICA ou
FORÇA ODÍLICA. Termo introduzido pelo
Barão Karl von Reichenbach*,
para designar uma força ou energia emanada dos cristais
e ímanes na
obscuridade. Descreveu essa força como existente e
emanante de todos os objetos
e substâncias, incluindo o homem. Ver fotografia
Kirlian*. Defendeu
que essa força explicaria muitos
dos efeitos do Mesmerismo*, neste caso sendo sinônimo de
Fluido* Magnético, e
em outras situações explicaria os Fenômenos*
Parafísicos, neste
caso sendo sinônimo de Telergia*. Ver
Fluido. OESTERREICH, T. Konstantin. Professor de
Filosofia na Universidade de Tubingen e autoridade em
Psicologia Religiosa.
Como conseqüência de um Desafio* do barão
Schrenck-Notzing, o Dr. Oesterreich
estudou a totalidade das provas do caso Eva* C. e
posteriormente investigou os
Fenômenos* de Frau Maria Silbert* e de Willy Schneider*,
após o que declarou
publicamente que tinha certeza da realidade da
Ectoplasmia* e da Telecinesia*:
“Occultism and Modern Science”, Londres, 1923. Escreveu
também “Possession”,
1930. OFIOMANCIA.
Mais
uma Mancia, pelo
exame do comportamento das
serpentes. OLHO GORDO ou MAU OLHADO. Expressões populares alusivas
ao poder que a
Superstição* atribui à inveja. Na
realidade a Telergia* age sobre plantas
(Ver Fitometarquia), sobre objetos inanimados e sobre
animais pequenos (Ver
Telecinesia*, Aporte*, etc), mas é repelida por qualquer
outra pessoa que não o
próprio Emissor*. E não age nunca a mais de poucos
metros de distância. E não
existe PK*. No
adulto, a explicação dos efeitos
atribuídos ao olho gordo é a mesma que do Feitiço*. Em
bebês, alguns mais
Sensitivos*, podem chorar desesperadamente, adoecer,
inclusive morrer por culpa
da Superstição* principalmente da mãe,
em segundo lugar da babá ou da enfermeira...,
pois esses bebês mostram
uma espécie de “osmose psicológica”,
captam muito do estado psicológico do ambiente. Se, ao
contrário, a mãe etc não
for supersticiosa, ou se posteriormente ficar tranqüila
por acreditar em qualquer
Contra-feitiço (?), o bebê deixa de chorar
exasperadamente, deixa
de ser prejudicado e a força curativa
da natureza o faz melhorar. OLHO, Terceiro. Em Ocultismo* seria um órgão onde residiria
PG*, situado na fronte,
logo acima do ponto entre as sombrancelhas. Fizeram-se
tentativas para o ligar
à glândula pineal, que durante algum tempo se considerou
a sé da Alma* (!), e
que entre os Adeptos* se diz avançar do meio do cérebro
na ponta de um talo
invisível (!). O terceitro olho poderia ser visto (?)
por Hiperestésicos*. Esse
mítico órgão seria também centro de iluminação interior,
um dos Chacras* no
Induísmo* e na Ioga*. OM. A mais famosa
das sílabas Místicas* (?)
orientais, que acreditam contem a chave do universo (?).
Usam também a sílaba Aum. Na
Escola* Norte-Americana sigla de
Opening* Matching. OMEZ, Padre Reginald. ( === ). O.P. (= Ordinis Predicatorum
= da ordem de Santo
Domingos). Doutor em Filosofia e doutor em Teologia. Foi
professor na
Universidade dos padres dominicanos em Roma. Deixou
de lado outras atividades,
concentrando-se preferentemente na Parapsicologia*,
convencido da sua maior
importancia precisamente na missão sacerdotal.
Participou com destaque no
“Congresso Internacional de Parapsicologia” celebrado em
Royaumont. É figura
proeminente na Escola* Teórica. Publicou os excelentes
livros “Peut-on
Communiquer avec les Morts?”, Paris, 1955 - “Supranormal
ou Surnaturel?”, 1956. ONDAS CEREBRAIS. Em
1929, Hans Berger descobriu
o processo que permite registrar a corrente elétrica do
cérebro. Assinalou
que não era corrente e que se
escoava num sistema de ondas rítmicas: são as Ondas ou
Ritmos Cerebrais. Atualmente, se
os investigadores nem sempre
conseguem decodificar a linguagem destas Ondas,
conseguem, graças à
Eletroencefalograma* (EEG), isolar um certo número de
Ondas ou Ritmos Cerebrais
elétricos, dos quais os quatro fundamentais são: alfa,
beta, delta e theta. ·
Ritmo Alfa, entre 8 e 12 ciclos por segundo, é
característico do repouso
acordado. ·
Ritmo Beta, que decorre entre 14 e 30 ciclos por segundo,
é associado à
excitação, ao medo, à cólera.... ·
Ritmo Delta, muito lento, de 0,5 a 3,5 ciclos por segundo,
aparece durante o sono
profundo. ·
Ritmo Theta, tem uma freqüência de 4 a 7 ciclos por segundo
e indica o devaneio, a
reflexão e parece ligado ao humor. Estes
Ritmos ou Ondas Cerebrais não são
iguais em todos os indivíduos. Em parte são
hereditários, variam com a
Personalidade*. ONICOMANCIA. Mais uma entre tantas Mancias*, ou no caso mais
bem uma Scopia*, esta
pela análise das unhas
(do genitivo ônijos,
em grego) e inclusive às vezes
pela forma em que ficam ao caírem os pedaços quando se
cortam as unhas. ONIROMANCIA. Propriamente, pela etimologia, deveria ser a
Mancia* pelo Sonho* (ôneiros, em
grego) muito divulgada nas
antigas civilizações da Mesopotâmia, Egito, Grécia,
Roma, Etrúria, Israel, etc.
Mas realmente, e indevidamente, inclue-se também a
Pragmática*, a manifestação
do Inconsciente* nos Sonhos*. A
Oniromancia propriamente dita atingiu um
tal desenvolvimento, que de fato desembocaram
freqüentemente e chegaram a
desenvolver verdadeiro estudo crítico dos
Sonhos*: Onirocricia
ou Onirocrítica.
Assim na antiga
Grécia tiveram grande
popularidade os templos dedicados a Esculápio, onde os
sacerdotes praticavam
Onirocrítica, donde surgiu a técnica de interpretação de
Sonhos* com a
psicanalise, aceita modernamente pelos psicólogos,
seguindo os roteiros de Freud*,
Jung*, Adler... ON MANI PADME HUMBIEN. Conhecido Mantra* do
Lamaísmo*, uma pseudo-oração,
com frases da mais absurda Magia*, que eles dizem ser
particularmente eficaz
(?) pela sua repetição. OPEN MACHINE. Nas Experiências Quantitativas* da Escola*
Norte-Americana, quando se
tenta por
PC* emparelhar cada uma das
Cartas* Zener, sem vê-las, com cada uma das
correspondentes cinco
Cartas-Chave*, que
estão ao descoberto. OPENING MATCHING (OM). Ver Testes
de ESP. ORAÇÃO FORTE. Determinadas
frases às que a
mentalidade de Magia* atribui eficácia em si mesmas,
independentemente da
devoção, humildade, confiança em Deus* e outras
qualidades que devem acompanhar
a súplica a Deus* ou reta oração. ORÁCULO. Designa as mensagens transcendentais que os
Profetas* da Bíblia
transmitiam. O
termo aplica-se também às
mensagens pretensamente transmitidas pelos deuses (?) às
Pitonisas*,
interpretados pelos “Profetas*”ou sacerdotes do templo.
E o termo
aplica-se também, quer aos próprios
deuses (?) a quem se atribuíam, especialmente o deus (?)
Apolo, quer ainda ao
local onde essas mensagens se obtinham, como
destacadamente o oráculo de Delfos*. ORDÁLIA ou ORDÁLIO ou JUÍZO DE DEUS. Na
Idade Média, com
absurda mantalidade
de Magia*, usou-se uma espécie de Mancia* para
averiguar, ou espécie de
Pragmática* para que se manifestasse, o “Juízo de Deus” como
prova da culpabilidade ou
inocência de um acusado de Bruxaria* ou heresia. Havia
muitos tipos de
Ordálios: jogar o acusado fortemente atado numa piscina
para ver se flutuava
com a ajuda de Deus*, faze-lo passar por um alto e
comprido fogaréu para ver se
ficava incólume, metê-lo num combate absolutamente
desigual para ver se
escapava vencedor, etc. Mas se em algum caso saia
triunfador da absurda prova,
geralmente o condenavam porque teria sido por pacto com
o Diabo* (?!)... ORFEU. Na Mitologia* greco-romana,
herói da Trácia. Era considerado o pai de toda a
Adivinhação*, e de todo
Mistério* dos Iniciados*. Os ritos
órficos chegaram a competir com as orgias
dionisíacas ou com os ritos
lunares, entre os adeptos da Magia*. ORIXÁS. Ver
Potestades. ORNITOMANCIA. Intento de Adivinhação* com Mancia* que
consiste no exame do
comportamento das aves. OSCILOCLASTA. Máquina eletrônica, também conhecida como Caixa
Preta, inventada pelo
Dr. Albert Abrams.
OSIS, Karlis (1917-1997). Nascido em Letônia e
naturalizado norte-americano.
Psicólogo. Marginalizou sua profissão, escolhendo a
Parapsicoloigia*. Foi
Membro da A.S.P.R*., sendo também diretor científico da
“Parapsychological*
Association” de Nova York. Entre suas pesquisas destacam
as da Hiperestesia*
dos animais comparando-a com PG*, assim como as de PG* a
grande distância, como
Nova Iorque-Paris, Nova York-Nova Deli e Nova
York-Sydney. Deve destacar-se
também e de modo especial o estudo crítico e amplo sobre
NDE* dentro do intuito
geral de toda sua vida de grande Parapsicólogo*: deduzir
sobre base firme a
necessidade filosófica da Sobrevivência* eterna.
Juntamente com o Prof. J. B.
Rhine* analisou e refutou os resultados das experiências
ESP* levadas a cabo
pelo astronauta E. Mitchell*, quando da ida à Lua na
Missão Apolo XIV. OSMOGÊNESE. Transformação ou efeito odorífico da Telergia*.
Os odores podem ser de
todas as espécies, desde os mais delicados perfumes, até
aos fedores mais
repelentes. São famosos os Fenômenos* de Osmogênese*,
observados e relatados
detalhadamente por Stainton Moses* e outros, a respeito
de muitos casos de
Osmogênese* de tipo cheiro de enxofre que acompanham
diversas
manifestações Parapsicológicas*
em Swedenborg*.
O mesmo acontecia com
Mirabelli*,
D. D. Home*, Scoto, Margery*, etc. Fenômeno* EN.
Não há Osmogênese PN* ou pela
pretendida PK*. É o cúmulo da pretensão em escritores
espíritas identificar a
Osmogênese com certa reação química nos tecidos do corpo
e o cheiro por
transpiração da pele... Há também
Osmogênese SN*, por exemplo e
concretamente em
centenas de cadáveres
incorruptos que exalam indescritível aroma. Muitos
santos, em vida, também
tinham Osmogênese. Talvez esta, em vida e quando não
habitual, pudesse ser EN*. Daí
surgiu a expressão “odor de santidade”
aplicada simbolicamente mesmo aos santos que não
manifestaram Osmogênese nem EN
nem SN. OSSOWIECKI, Stephan Psíquico* polonês. Nasceu em
1877. Tanto
seus pais como sua avó
manifestavam “freqüentemente” Fenômenos* Parapsíquicos,
preferentemente de tipo
Pcg*. Desde a mais tenra idade, a brincar com os seus
companheiros,
apercebeu-se das suas Faculdades Parapsicológicas*,
visto que adivinhava frases
ou números que eles pensavam (HIP*). Aos
dezesseis anos entrou no Instituto de
Engenharia de Petrogrado, onde suas faculdades se
manifestaram espontânea e
“freqüentemente”. Posteriormente em Frankfurt efetuou um
período de treino como
engenheiro numa fábrica de corantes. Tornou-se
imediatamente famoso pela sua
faculdade de ler (?) cartas fechadas (Criptoscopia*) e
de penetração na
personalidade humana (HIP*), assim como pela sua notável
capacidade para
encontrar objetos perdidos ou roubados (PG*). A partir
de 1921 até 1924 foi investigado
pelos Drs. Richet*, Geley*, Osty* e outros membros do
IMI*, e posteriormente
pelos Drs. Dingwall* e Schrenck-Notzing* na SPR* de
Varsovia, com ótimos
êxitos, que demonstraram inapelavelmente a realidade das
suas notaveis
faculdades. Em 1923 submeteu-se, também com grande
êxito, a Experiencias
Qualitativas* perante os perticipantes do Congresso
Internacional de Parapsicologia
celebrado em Varsovia. Morreu
fusilado pelos nazistas na 2a. guera
mundial quando invadiram a Polonia. OSTEM, Major Wilhem von. Ver Elberfeld, Cavalos de. OSTRANDER, Sheila e SCHROEDER, Lynn.
Jornalistas
e
pesquisadoras americanas, visitaram a União Soviética, a
Bulgária e
Checoslováquia com o propósito de estudar os programas
de Pesquisa* Psíquica
que estariam sendo realizados em laboratórios dessas
nações com intenção de...
espionagem. Publicaram
livros de muito êxito editorial:
“Psi: Psychic Discoveries behind the Iron Curtain”, Nova
York, 1970 - “The ESP
Papers”, Nova York, 1976. Estariam elas revelando pela
primeira vez no Ocidente
fatos surpreendentes, e apresentam os homens-chaves que
estariam promovendo a
exploração das Faculdades Parapsicológicas*. Muito
sensacionalismo e pouca realidade
que já não
se conhecesse. OSTY, Eugène (1874-1938). Psichuatra francês.
Sustituiu a Medicina escolhendo
decididamente a Parpasicologia*. Em 1913 publicou seu
primeiro livro de
Parapsicologia* com o tíotulo “Lucidité et Intuition,
Étude Expérimentale”,
Paris, e sobre tema análogo em 1922 o imprescindivel “La
Coonaisance Supranormale”(paranormale
seria mais exato). Em 1925
assumiu a direção do IMI* até 1938. Estudou
com admiráveis Experiências
Qualitativas* diversos Psíquicos* que manifestavam PG*, como
Ludwig Kahn*, Jeanne Laplace, e
especialmentre Pascal Fortuny*: “Une Facultém de
Connaisance Supranormale.
Pascal Fortuny”, 1926; igualmente outros que
manifestavam Talento* do
Inconsciente ou eram Calculadores* Prodígio como A .de
Fleury e Lesage;
outros que manifestavam Pantomnésia*
como Madame Osaka; e conjuntamente HIP* e Dermografia*,
como Madame Kahl*;
desmascarou os Médiuns* de falsos Fenômenos
Parafísicos* como a Sra. Bouirniquel, e também
demonstrou a realidade desses
Fenômenos * Parafísicos em verdadeiros Psíquicos como
Guzik*; Ossowiecki*,
Rudi Schneider*, etc. Graças a um
dispositivo experimental muito
engenhoso, ajudado por seu filho e também escelente
Parapsicólogo*, o
engenheiro Marcel
Osty (escolhido
vice-presidente do IMI* em 1963), mostrou que o
Psíquico* austríaco Rudi
Schneider*, quando tentava produzir uma Telecinesia*,
projetava uma substância
esbranquiçada, como clara de ovo, geralmente invisível,
capaz de absorver
parcialmente os raios infravermelhos. Pai e filho assim
comprovaram, mediram,
analisaram a Telergia*, podendo seguir as suas
heterogêneas manifestações e
registrar, ao mesmo tempo, suas diversas variações até
condensar-se às vezes em
Ectoplasma*. Neste aspecto, os trabalhos mais
interessantes de Eugène e Marcel
Osty encontram-se resumidos em “Les Pouvoirs Inconnues
de l’Esprit sur la
Matière”, Paris, 1932. Eugène Osty foi
um dos principais e
imprescindiveis pilares da Parapsicologia*
verdadeiramente científica, sem as
limitações da Micro-Parapsicologia*, e
por isso mesmo não foi aceito, nem ele nem aquela, pelo
preconceito
Materialista* dos cientistas estabelecidos. Mas Osty
soube enfrentar
serenamente todas as incomprensões, porque emprendeu sua
tarefa científica como
um verdadeiro apóstolado, é o que se desprende do que
poderiamos chamar o
espelho de sua mente: “Le Sens de la Vie Humaine”,
Paris, 1919. O.T.O. Sigla da Ordo
Templi Orientis, associação
originada em Alemanha em 1902 de altos graus da
Maçonaria, inspirados no
Esoterismo* oriental e em diversas associações de
“Iluminados”(?). R, Steiner*
e A. Crowley* pertenceram a esta sociedade..., o que
bastaria para
julga-la. OUI-JA. Do
francês oui (=
sim) e do alemão ja (= sim).
Instrumento imaginado pelos
seguidores do Espiritismo* com pretensão repleta de
Superstição* de registrar
comunicações ou mensagens dos Espíritos* (?).
Construi-se de muitas maneiras. A
característica principal de todos os modelos é a de um
objeto, um copo
invertido por exemplo, que se move sob a mão do
Psíquico*, que
vai assinalando sucessivamente as letras
que compõem as palavras da mensagem, num alfabeto
geralmente disposto em forma
circular, escrito ou gravado numa tábua envernizada ou
de matéria plástica que
favorece o deslizamento do indicador. O dito alfabeto,
assim como os números 0
a 9, costumam ser de cor negra ou vermelho vivo, bem
como certas frases
feitas: sim, não,
reservado... A
Parapsicologia* explica o Fenômeno* de
Oui-ja como uma forma de Automatismo* análogo à
Psicografia*. O indicador é
empurrado por movimentos I.I.I.* da mão do operador ou
operadores a fim de
soletrar palavras e responder a perguntas. Trabalha-se
com o Inconsciente* das pessoas
que estão reunidas. Pelo Automatismo*, o
Inconsciente* manifesta o que adivinha ou o que
opina ou o que
inventa... Algumas vezes podem obter-se frases em
línguas totalmente
desconhecidas das pessoas reunidas: Xenoglossia*.
Trata-se de uma “brincadeira”
perigosa para pessoas
proclives ou sugestionáveis. Ver
Aditora e Copografia. OUT OF THE BODY EXPERIENCE. Ver OBE, a
sigla é preferível. OVELHAS. Os Parapsicólogos* da Escola* Norte-Americana
chamam ovelhas as pessoas
geralmente extrovertidas, que tem boa predisposição para
trabalhar no
laboratório em experiências Quantitativas* de ESP* com o
Baralho Zener* e
outras com dados para experiências também Quantitativas*
da pretendida PK*.
Geralmente sentem interesse pela Parapsicologia* e têm
confiança no
investigador e neles próprios. As “ovelhas” têm maior
possibilidade de êxito
nessas experiências. OVNI. Evidentemente,
em
sã Filosofia, que no imenso cosmos tem que haver muitos
planetas habitados
por seres racionais. Mas teologicamente não teria
sentido que tais Extraterrestres
(ETs) se comunicassem
conosco, a não ser (talvez se comprove no futuro!) por
simples mostrar sua
existência. Hão-se
identificado e explicado como sendo
da nossa Terra muitos casos que a imaginação popular e
de muitos fanáticos
considerou erradamente como naves extraterrestres. Além
de inumeráveis Fraudes*
mais ou menos engenhosas inclusive com simples reflexos
na vidraça da janela
habilmente fotografados, em uns casos provou-se que se
tratava de defeitos na
filme fotográfico, em outros casos eram satélites
artificiais fora de uso
fragmentados e incandescentes girando na atmosfera, em
outros casos tratava-se
de poeira levada pelo vento em experiências de explosão
atômica, protótipos de
aviões “top secret” depois abandonados, globos sonda
estratosféricos vistos da
Terra já de noite mas eles a enorme altura ainda
iluminados pelo luz do Sol,
fotografados com telescópio globos para pesquisa das
radiações cósmicas nas
capas superiores da atmosfera, aglomerados de animais
fosforescentes sendo que
na noite perde-se a relação de distância, explosão de
gases desprendidos por
aviões, nuvens de sódio em experiências atmosféricas, as
chamadas nuvens
lenticulares, cometas e meteoritos, reflexos do sol nos
cristais de gelo da
atmosfera chamados paraélios, interação dos gases de um
míssil com os fragmentos
de gelo na alta atmosfera refletindo a luz solar e
empurrados pelo vento, o
planeta Vênus, reflexos nas camadas da atmosfera de
simples faróis de carros,
descargas elétricas pelo atrito de rocas basálticas,
etc, etc, etc. Há
outros muitos casos nos que não foi
possível nem houve condições de verificar de que se
tratava. O cientifico,
pois, está expresso no próprio nome a que corresponde a
sigla OVNI:
“Objeto Voador Não
Identificado (ou UFO, em
inglês, “Unknown Flying Objet”, com o mesmo
significado). Mas
nunca. ninguém demonstrou, contra o que
se espalha, que sejam naves extraterrestres, teria ganho
o prêmio Nobel.... Há
numerosas revistas especializadas para Ufólogos, entre as que
podemos destacar “Flying Saucer
Review”, revista inglesa publicada bimestralmente, em
Londres; e “OVNI
Investigator”, publicada em Norte-América pelo “Comité
de Investagação Nacional
sobre os Fenômenos Aéreos” (N.I.C.A.P.). OXON, M. A. Ver Moses, William Stainton. OWEN, A. R. George. Inglês nascido em 1919.
Mestre em 1945 e Doutor em
1948, pela Universidade de Cambridge. Professor
assistente em Bristol.
Professor assistente, de Genética, em Cambridge a partir
de 1950. Camarada e
conferencista assistente, de Matemática, no Colégio
Trindade a partir de 1962.
É membro da Sociedade de Genética, e da Sociedade
Biométrica (tesoureiro,
região britânica, de 1949 a 1958). E também
é membro da SPR*.
Fez pesquisa de Parapsicologia* sobre
colegas no Colégio Trindade, em Cambridge, 1948-1952.
Nesta área seus principais
interesses são em PG* e Poltergeist*. As suas
investigações incluem um teste
eliminatório de quarenta possíveis Psíquicos*, com um
total de 11.000
provas-testes, e um estudo de caso de Poltergeist* em
colaboração com Trevor H.
Hall. Em 1963
gnhou o premio “The Treatise Award”
estabelecido pela “Parapsychology* Foundation”, e em
1964 foi premio McDougall
outorgado pela Duke* University. Em 1970 foi nomeado
Diretor da “New Horizons
Research Foundation”, de Toronto, Canadá. Mais
recentemente publicou “Can we Explain
the Poltergeist?”, Nova Iorque, 1974
e “Psychic
Mysteries of Canada”,
Nova Iorque, 1975. OWEN, Robert Dale (1801-1877). Político e espírita
britânico, autor de livros
sobre Psicografia*, famosos entre os fanáticos do
Espiritismo*, mas sem valor
científico, só interessando a casuística: “The Debatable
Land between this
Words and the Nest”, 1872 - “Foot-falls and the Boundary
of Another World”,
Londres, 1861. OWNBEY, Miss. Pesquisadora célebre dentro da Escola*
Norte-Americana. Dirigiu uma
Experimentação Quantitativa* de PT*, com o Baralho*
Zener, experimentação que
se fez clássica na Micro-Parapsicologia*. Na
realidade melhor seria dizer com intenção de
ST*, mas a
Micro-Parapsicologia* desconhece esta classificação,
como praticamente tudo). A
própria Miss Ownbey fazia de “Agente*” (?)
e Miss Turner de Percipiente*. Estando ambas no mesmo
quarto. Portanto
não se evitou a simples HIP*, mas a
Micro-Parapsicologia* também não conhece nem sequer esta
faculdade! Miss
Turner acertou em média 8 sobre 25,
sendo que a média provável pelo acaso seria 5
sobre 25. E à distancia de 250 milhas, a média
foi superior a 10 sobre
25. Felizmente,
por muitas outras experiências de
muitos outros Parapsicólogos*, a Micro-Parapsicologia*
geralmente não
“teorizou” a partir destas experiências afirmando que a
distância facilita a
ESP*... Somente e mais uma vez deduziu que a distância
não influi na ESP*.
-
P - P (= Probabilidade). O Padrão estatístico de P,
ou P = 001, indica que
as possibilidades de um acontecimento poder ser devido
ao acaso são de um para
mil, ou 110. PACIENTE. Diz-se da pessoa submetida a uma
experimentação. Também
se diz da pessoa que
manifesta Faculdades Parapsicológicas*, e é uma grande
verdade
etimologicamente. Ver Função* Menos. Mas em geral para
referir-se a quem
manifesta Fenômenos Parapsicológicos* é preferível o
termo Psíquico*. PADMAS. Ver Chakras. PAGANISMO. Designa-se como tal o conjunto de crenças e
religiões diferentes do
Judaísmo e Cristianismo. PALILALIA. É
uma repetição de palavras ou
frases curtas em velocidade cada vez maior e
audibilidade cada vez menor. O
incrível é que determinadas pessoas, fanáticas, chegam a
afirmar que é um
Carisma do Espírito Santo, ou Incorporação* de um
Espirito* (?) ou Possesão*
por Demônios* (?)... PALINGENÊSIA ou Transmigração das Almas.
Mito* segundo o qual as
Almas* após Desencarnar* (?) passam por diversas novas
Reencarnações* (?) em
diversos corpos para se aperfeiçoarem e depurarem. PALLADINO, Eusápia (1854-1918). Nasceu na pequena
Mireno-Murge, na provincia de
Nápoles, de pais camponeses. Ficou orfã
muito cedo e foi adotada pela avó, que a tratava
até com crueldade.
Posteriormente foi adotada sucessivsamente por outras
duas familias um tanto
despiadadas. Rude e vulgar no seu comportamento,
displicente, enjoada e
maliciosa. tentava vender produtos agrícolas como
vendedora ambulante Foi
servente. Nunca recebeu instrução nenhuma. Mal chegou a
conseguir escrever seu
nome (na realidade escrevia Sapia
Padalino). As suas
Faculdades Parapsicológicas* de
Telecinesia* manifestaram-se na puberdade, quando tinha
13 ou 14 anos. Por
essas Telecinesias* espontâneas e por sua ignorância,
foi facilmente arrastada
ao Espiritismo* pelo fanático prof. Damiani, o primeiro
que se interessou pelas
suas Telecinesias* espontâneas, tornando-se logo Médium*
habitual. Atribuia
tudo ao seu Contrôle* John King*, só que nem sempre
seria o pai de Katie King*,
senão seu irmão, e também o pai da própria Eusápia numa
outra Reencarnação*
(?). Mais tarde as
suas Telecinesias* foram
investigadas com Experiencias Qualitativas*, muitas
plenamente cientificas,
pelos mais destacados Parapsicólogos da época, como
Aksakof*, Lombroso*,
Morselli*, Bozzano*, Rochas*, Maxwell*, Flammarion*,
Ochorowicz*,
Screck-Notzing*, Myers*, Lodge*, Sidwick* e esposa,
Carrington*; Schiaparelli,
diretor do Observatorio
Astromômico de Milão; Du Prel e Broferio, doutores em
Filosofia; etc. O Institut Gnérale
de Psychologie foi fundado em
Paris em 1904 para a
investigação dos Fenômenos de Eusápia Palladino, e isso
fizeram de 1905 a 1908,
pouco depois deixando de funcionar. Muitos outros
prestigiosos sábios
participaram das pesquisas, entre eles os famosos Pierre
e Marie Curie, descubridores
do radium; Édouard Branly, descubridor do coesor que
permitiu a recepção dos
sinais de telegrafia sem fio; Arsène D’Arsonval, que
aperfeiçou o galvanômentro
de alta freqüencia; Henri Bergson, o destacado filósofo
da intuição, do “élan”
vital, do espírito, oposto ao cientificismo
Materialista* estabelecido... e premio Nobel
de Literatura; etc. Todos os
pesquisadores, sem excepção, convenceram-se da verdade
das Telecinesias* de
Eusápia, que alcançou fama mundial como taslvez a melhor
Psíquica* de
Telecinesias*. Sua
atuação detalhada
consta de numerosas bibliografias posteriores ao seu
falecimento. No
entanto, ignorante mas inteligente e
astuta, em certas oportunidades tratava de enganar como
uma menina
irresponsável. Especialmente com Hodgson*, em
Cambridge..., pois este
intencionalmente dava-lhe todas as facilidades, quase
inducindo à Fraude*.
Com o convívio
com os Parapsicólogos*
convenceu-se da falsidade do Espiritismo* e voltou ao
Catolicismo sinceramente. (Pode ser
conveniente frisar, contra quase a
totalidade dos autores, que o verdadeiro sobrenome de
Eusápia é Palladino, e
não Paladino. Com dupla l consta no documento de
nascimento, como também no de
defunção na Paroquia de S. Anna, no Trivio, em Nápoles). PAMNESIA. Termo criado por Myers*, equivalente a
Pantomnésia*, termo preferível
criado por Richet*. Ver também
Criptomnésia. PANDEMÔNIO.
Do
grego pan = tudo
e daimon
= divindade inferior. Casas ou lugares muito ruidosos
que, numa determinada
altura, entram em extrema desordem. Sinônimo ou
exaltação de Fenômenos* de
Poltergeist*. PANESTESIA. Designação dada por Vasielewski ao que hoje
chamamos PG*, por
considerá-la com o típico preconceito Materialista* como
exaltação da
sensibilidade ou HD. PANTALEÃO, Sangue de São.
===
=== PANTEÍSMO. Doutrina segundo a qual Deus* é tudo e tudo é
Deus*. Erro
crasso que surgiu da verdade da
Imanênencia. Mal interpretada esta verdade de base, surgiu o
absurdo Panteísmo, que confunde
criatura com Criador, Infinito com finito, Eterno com
passageiro, Imutável com
variável, etc. Acúmulo de contradições: assim tudo seria
deus (?), menos o
próprio Deus*. PANTOMNÉSIA. Do grego pantón
= de todas as
coisas e mnesis
= memória. É a faculdade que possui o
Inconsciente* de não esquecer
nada. O Inconsciente* guarda memória de tudo, sem que
disso tenhamos
Consciência*. Seus efeitos podem manifestar-se
espontaneamente. Para se não
confundir com a Hiperemnésia* da situação
psicoterapéutica, Richet* para casos
mais notáveis e em situação Parapsicológica* propôs o
termo Pantomnésia. É
freqüente
na literatura da Micro-Parapsicologia* ver casos
simplesmente de
pantomnésia sendo postos no rol da ESP*. PAPUS (1865-1916). Pseudônimo do químico e médico Gérard
Anacelet Vincent Encausse. Nascido em La Coruña
(Espanha), filho de mãe
espanhola e pai francês, residiu quase
sempre na França. Publicou uma obra extensa, que anda à
volta de cento e
sessenta títulos. Com o seu nome assinou umas cinqüenta
obras sérias, inclusive
duas notáveis: “Hypothèses”, 1884, e
“Essai de Physiologie Synthetique”, 1891. Foi médico
cirurgião Maior do
Exército Francês na 1a. Guerra Mundial. Mas
depois descambou para o Ocultismo*,
incluindo o Espiritismo*, quando adoptou o psudônimo
Papus, tirando-o do
suposto gênio da Medicina no “Nuctemeron”, atribuído a
Apolônio* de Tyana. Com
o pseudônimo publicou uma centena de obras sobre
“Ciências Ocultas”, que
tiveram extraordinária difusão entre os ávidos de
Superstição*. “Les
Classifiques de la Kabbale”, 1888 - “La
Pierre Philosophale”, 1889 - “La Clef Absolue de la
Science Occulte: Le Tarot
des Bohémiens”, 1889 - “Sur la Revue Generale du
Spiritism Contemporain”, 1892
- “Traité Elementaire de Magie Pratique”, 1893 -
“L’Almanach du Magiste”, 1894
- “...Martinisme et Franc-Maçonnerie”, 1899 -
“L’Occultisme et le Spiritualism:
Exposé des Théories Phylosophiques et des Adaptations de
l’Occultisme”, 1902 -
“ABC d’Occultime”, 1916 - Etc, etc. Fundou
as revistas de Ocultismo*
“L’Initiation” em 1888, e em 1890 “Le Voile
d’Isis”.
Além disso, fundou o “Groupe
Independant d’Études Esoteriques” e em 1897 “La Societé
d’Études d’Alchimie”, e
até, com um tanto de megalomania e muito disfarce da
charlatanice, uma “Faculté
de Sciences Hermétiques”. Foi presidente da “Ordre
Kabbalistique de la Rose
Croix” e Grande Mestre de varios grupos da Maçonaria.
Papus é considerado o
maior vulgarizador do Ocultismo*. Falando
de Papus é necessario citar A. E.
Waite* por ser muito provavelmente quem melhor conheceu
a obra de Papus e em
geral todo o Ocultismo*. E como tal, Waite*, assim como
foi reconhecendo com
sua grande inteligencia o seu proprio erro, considerou
também que os trabalhos
de Papus “no seu conjunto são pouco satisfatorios”. A
crítica é transcrita pelo
filho de Papus: O filho de
Papus, Philippe Encause, contemporâneo. Seguindo os passos de seu pai, foi também
médico, também
Ocultista*, tambem Maçon*, também Rosa-Cruz*, também
Espírita*... Foi afilhado
do Mestre Philippe* em cuja honra
recebera o nome e de quem de jovem foi grande admirador,
como monstra o livro
que escreveu conjuntamente com o Swami* Sri Sevananda:
“O Mestre Philippe de
Lyon. Taumaturgo e Homem de Deus. Seus Prodígios, Suas
Curas, Seus
Ensinamentos”, 4 vols.(tradução brasileira, Rio de
Janeiro, 1958-59). A partir
de 1953 edita uma nova série da revista “L’Initiation”
que seu pai fundara. Homem de
grande inteligencia, o Dr. Philippe
Encause foi laureado pela Academia Francesa de Medicina,
alcanzou a
condecoração da Legião de Honra.e Medalha Militar, e
chegou a ser Inspector
Geral e Chefe de Serviço do Ministerio da Educação.
Conhecia como poucos a
doutrina do Ocultismo*, Espiritismo* e Maçonaria...:
“Sciences Occultes ou 25
Annes d’Occultisme Occidental” (Paris, 1949), e pela sua
grande inteligencia ao
mesmo tempo foi compreendendo o absurdo de tudo isso, e
foi afastando-se. Assim
começou com uma
biografia crítica do seu
pai: “Papus, Sa Vie, Sa Oeuvre”, Paris, 1932, e terminou
com um livro cujo
título mesmo já é muito significativo: “Sciences
Occultes et Déséquilibre
Mental” (Paris, 1951). Ver Função Menos. PARABIOTERMO. Certo domínio Parapsicológico*
sobre a própria
temperatura fisiológica. Ver Termogênese. PARACARDISMO. Certo domínio Parapsicológico*sobre a
circulação do sangue e do pulso
num determinado momento. PARACELSO (1493-1541). Pseudônimo de Filipe Aurélio
Teofrasto Bombast von
Hohenheim. Nasceu em Einsiedeln, na Suíça, filho de um
médico muito
considerado. Estudou Medicina
na Universidade de Basileia.
Inteligentíssimo e precoce, seguiu os passos do pai,
inclusive no exílio por
razões políticas. A sua formação cultural fez-se entre
uma peregrinação e
outra, porque o seu caráter rebelde, a sua intolerância
pelas regras e a sua
intensa sede de saber e conhecer os segredos do mundo
levaram-no a mudar
continuamente de cidade. Viajou por quase todo o mundo
conhecido de então,
estudando e vivendo as mais extraordinárias aventuras. Foi um
dos mais discutidos sábios da
história. A sua estrutura científica, em certos aspectos
genial e rica de
doutrina, teria sido indiscutivelmente gigantesca, de
precursor, de
antecipador, de pré-anunciador da ciência, se não
tivesse enchido muitas das
suas obras de uma tal abundância de fantasias, de coisas
estranhas e de
concepções fantásticas e por vezes de inequívocas
alucinações, que acabam por
fazer que seja considerado como um sonhador, um mitômano
ou visionário. Falou
de Elfos* (?), Duendes* (?), Gnomos* (?), etc., etc, e até de
Fadas* (?!). Dedicado à Magia* e
muito imbuído de Alquimia* e Astrologia*, Paracelso foi
“filho da Cabala*” e um
partidário apaixonado da procura da Pedra* Filosofal. Mas foi também
um profundo e convicto
assertor da fé na ciência. E se usou e fabricou
Talismãs* “magnéticos”(?), nunca deixou de proclamar
que se tratava de pura
metáfora com referência ao poder da Sugestão*. Mesmer* e
os Magnetizadores* é
que descambaram tomando como realidade essa metáfora e
todas as técnicas de
Paracelso, donde surgiria depois o Hipnotismo*. Como
professor de Medicina na Universidade
de Basiléia, veio a revelar-se um gênio e um
revolucionário ao mesmo tempo.
Conflituoso e provocante, breve teve de fugir e depois
teve de percorrer várias
cidades até que se fixou em Salsburgo, até sua morte. PARACINESIA. Em Psicologia, designa o erro de desvio do
refluxo nervoso nas fibras
motoras, ou a realização de atos que não convenham à
situação. Neste caso
sinônimo de Parapraxia. Em
Parapsicologia*, termo introduzido por J.
Maxwell*. Designa movimentos de objetos obtidos por contato normalmewnte suficiente
por Automatismo*
Inconsciente*. Ver Brincadeira do Copo, Oui-Ja,
Mesas-Grrantes, Varinha Mágica,
etc. Quando o
contato e Automatismo* são
normalmente insuficientes, o movimento pressupõe
também a Telergia*, e
então deve ser considerado como Telecinesia*, apesar do
contato. PARADIAGNOSE. Manifestação em certos Psíquicos* de
diagnosticar alguma vez
enfermidades sem necessidade de análise e sem
conhecimentos médicos. Às vezes
precisam que esteja presente o
Paciente*, então poderia ser HIP*. Na maioria das vezes é
à distância, então é necessária PG*, além de
outras faculdades como
Pantomnésia*, Talento* do Inconsciente, etc. PARAFÍSICOS, Fenômenos ou Efeitos.
Ver
Fenômenos Parapsicológicos, Classificação. PARAFONEMAS. Palavras, cantos, músicas, ruídos, frases
soltas, etc. inteligíveis em
algum idioma. São efeito
da Psicofonia*.
Por vezes, estas vozes etc. ouvem-se em espaços
fechados, mas noutras ocasiões
produzem-se em plena natureza, de dia e de noite. Sempre
a origem nunca a mais
de cinqüenta metros de distância do Psíquico*. PARAGNOMO. Ver Psíquico, termo do que é uma subdivisão. PARAGNOSE ou PARAGNÓSIA. Termo proposto por Diez para
todo conhecimento
Parapsicológico*, seja EN* ou PN*. Alguns, porém,
concretizam ao conhecimento
que se obtém por Psicometria*. E Paragnosta,
portanto, é
uma subdivisão do termo
Psíquico*.
PARAGOSTO. Ver
Parestesia, termo do que é
uma subdivisão. PARAMELODEMAS. Igual que Psicofonia* musical, expressão
preferível. PARANAGNÓSIA. Ver Anagnósia. PARAOLFATO.
Ver
Parestesia. PARANORMAL. Ver PN, a sigla é preferível. PARAOSMOSE. Ver Osmogênese, termo preferível. PARAPIROGÊNESE. Ver Pirogênese, termo preferível. PARAPRAXIA. Em
Psicologia, designa o erro
de desvio do refluxo nervoso nas fibras motoras. Ou a
realização de atos que
não convenham à situação, neste caso chama-se
paracinesia. Não confundi-la com
a Paracinesia* parapsicológica. PARAPSICOLOGIA. O termo foi estabelecido pelo alemão Max
Dessoir* em 1889, divulgado
por Hans Driesch*em 1932, e estabelecido oficialmente em
1953 no Congresso
Internacional de Utrech* substituindo os nomes, até
então mais freqüentes, de
Metapsíquica*, Ciências Psíquicas* , Pesquisa* Psíquica,
e outros. A
definição de Parapsicologia, pela
etimologia, pareceria ser “para além
da Psicologia”. Na prática e
mesmo teoricamente são muito variados os conceitos de
Parapsicologia*. A raiz
grega para
tem um amplo e complexo
significado: além
de, junto a, à margem
de, ao lado de, agregado a... A Escola* Teórica, e
destacadamente o CLAP*,
mais uma vez teve que sistematizar e precisar os
conceitos entre tantos
autores, às vezes inclusive com méritos em certas áreas,
mas com conhecimentos
e visão... “míopes” ou efeito de Lavagem* Cerebral. Na realidade e
pela historia da pesquisa
entende-se por Parapsicologia o conjunto dos ramos
da ciência que têm por
objeto a comprovação e a análise dos Fenômenos*
incomuns, e por isso
misteriosos, mas que por estarem relacionados com o
homem, apresentam de inicio
certa possibilidade de serem resultado de faculdades
humanas. Partiu-se
do pressuposto errado de que todos
esses Fenômenos* se devem a forças humanas naturais,
Para-psico-logia,
mas na realidade não se exclui aprioristicamente que de
fato sejam realmente
SN* alguns entre esses Fenômenos*, aprioristicamente
antes e mesmo hoje
freqüentemente todos considerados SN* por diversas
religiões e Seitas*. Há que
distinguir entre Parapsicologia
científica ou universitária e o uso abusivo do nome
entre exploradores e
charlatães, que nem estudaram nem lecionam
Parapsicologia em nenhuma
Universidade. Sem título de Parapsicólogo* por nenhuma
Universidade, apresentam
alguns um conjunto heterogêneo de elementos científicos
e não científicos, à
mistura com as mais diversas espécies de Superstição* e
Ocultismo*,
apresentadas com pretensa aparência científica. Tal fato
permite a existência
de um todo indistinto, onde, a par de verdadeiros
pesquisadores e cientistas,
se podem achar charlatães, oportunistas e psicopatas,
que a si mesmos se
intitulam Parapsicólogos*, cumulativamente com as
designações da área da
Astrologia*, Curandeirismo*, Cirurgia em Astral* e
Psíquica*, Adivinhação*,
Espiritismo*, etc. e que, na sua maioria, ou traduzem
uma Superstição* bastante
primitiva, ou que outro fim não têm que a exploração da
ignorância e da
ingenuidade dos homens, da estupidez humana. A
Parapsicologia se estrutura em trabalhos e
estudos científicos. Mas é muito importante ter em
consideração que geralmente
em Parapsicologia, precisamente por tratar de Casos Espontâneos*,
não repetíveis à vontade, e
muitos deles extrasensoriais, não se podem usar os
métodos de pesquisa usados
na ciência Materialista*. É erro da ciência
Materialista* querer reduzir toda a
metodologia científica à estatística, ao laboratório, à
repetição à vontade....
Em Parapsicologia, porém, geralmente há que empregar
métodos “novos” de
pesquisa , após provar a validade do método, como exige
a aplicação a objetos
“novos”. Há, além
desses fatores intrínsecos, outro
óbice considerável a impedir unânime aceitação da
Parapsicologia e mesmo da
existência dos ditos Fenômenos Parapsicológicos*: as
suas graves implicações
com determinadas áreas de Ocultismo* e Superstição* por
um lado, e por outro
lado num mundo “científico” (?) que aprioristicamente
tornara-se Racionalista*,
Positivista, Materialista, Agnóstico, etc., negando
realidades ou possíveis
realidades que nunca estudara! Além disso, é
preciso considerar também mais
dois fatores que constituíram um sério problema para a
aceitação da
Parapsicologia: a precariedade do testemunho puramente
humano quando isolado e
circunscrito; e a Fraude* freqüente, como seu
complemento. Mas nem sempre o
testemunho humano tem tais limitações e há formas de
garantir a realidade não
fraudulenta. Casos
Espontâneos*, Experiências
Qualitativas*, prodígios catalogados pelos Bolandistas*
e analisados segundo as
normas de Bento* XIV, outros catalogados desde 1882 pela
SPR*, fatos observados
e subscritos por tantos vultos da
ciência e pessoas as mais fidedignas, o acervo de
Fenômenos Parapsicológicos* é
impressionantemente vasto para deixar de ter um imenso e
real valor científico. Corresponde à
Parapsicologia e aos
verdadeiros cientistas continuar abrindo passo para
convencer os cientistas
vítimas de preconceitos, que não é a realidade ou
possível realidade que tem
que se adaptar ao método de pesquisa da ciência
Racionalista*, Materialista*,
Modernista*, etc; senão que há que buscar e aceitar os
métodos de pesquisa que
se adaptem à realidade, exigidos pela realidade. Isto é
ciência. Existem
no mundo muitas instituições
universitárias, onde se investiga e leciona a autêntica
Parapsicologia. Deve
destacar-se por seu especial significado a cátedra de
Parapsicologia na
Universidade Lateranense, no Vaticano - Roma. Em nossa
América-Latina houve em
Argentina na Universidade Kennedy e na universidade del
Salvador, em Buenos
Aires, e na Universidade de Rosário, mas não tiveram
continuidade. Igualmente
não teve continuidade a cátedra e centro de pesquisa de
Parapsicologia da
Universidade Católica de Santiago de Chile. Continua o
CLAP*, sem ajuda e
enfrentando cada dia maiores dificuldades, mas também
cada dia mais respeitado. Em 1953 a
Parapsicologia foi
reconhecida oficial e universalmente como
ciência, após o Congresso Internacional de
Parapsicologia organizado pela
“Parapsychology* Foundation”, pela Universidade Real de
Utrech* e pelo
Ministério de Educação e Cultura da Holanda. Em 1960, a
UNESCO classificou a
Parapsicologia como a ciência mais
importante para a humanidade. Neste sentido da importancia, fala muito alto o fato de
tantos e tantos homens de
ciência, políticos, industrias, sacerdotes..., que
havendo tomado conhecimento
do que é a Parapsicologia arriscaram sua reputação
perante a ciência establecida,
Racionalista ou Materialista etc, renunciaram a um
furturo ou situação
prometedora ou satisfatoria, marginalizaram outras
atividades compensadoras...,
para mergulhar plenamente na pesquisa e difusão da
Parapsicologia. A lista
destes herois seria interminavel. Destaquemos ao menos
Aksakof*, Albuquerque*,
Pe. Alfano*, Barret*, Bechterev*, Boirac*, Bois*,
Bolton*, Bozzano*, Carrel*,
Carrington*, Cazzamalli*, Rdo. Colley*, Crookes*,
Dingwall*, Driesch*, Pe. Faria*,
Fernández*, Flammarion*,
Flournoy*, Fontenay*, Gelley*, Pe. Hell*, Pe. Heredia*,
Hodgson*, Hyslop*,
James*, Lang*, Larcher*, Lombroso*, Maxwell*, Murray*,
Myers*, Ochorowicz*, Pe.
Omez, Osis*, Osty*, Reichenbach*, Richet*, Rhine*,
Sidgwick, Soal*, Thomson*,
Thouless*, Pe. Thurston*, Thury*, Tocquet*, Vassiliev*,
Pe, Wiessinguer*, Pe.
Zachi*, Zollner*, etc., etc.. Para não citar o
testemunho de outros que
lamantaram não haver conhecido oportunamente a
Parapsicologia*, como Freud* que
confessou em carta ao Parapsicólogo H. Carrington* que
se houvesse sabido o que
era Parapsicologia* quando começou a estudar Psicologia,
não se teria feito
Psicanalista senão Parapsicólogo*, porque a Psicologia
só pode conhecer uma
partícula da pele do homem, o verdadeiro homem o está
descubrindo a Parapsicologia*... PARAPSICOLÓGICOS, Fenômenos, ou Casos, ou
Poderes, ou Faculdades... São
os Fenômenos não comuns,
devidos a Forças que parecem inteligentes, ou a
faculdades da mente
desconhecidas (Richet*). Fatos relacionados com o homem
inexplicáveis pelas leis
que regem os fenômenos físicos, biológicos e
psicológicos normais e comuns
(Tocquet*). Ver
Fenômenos
Parapsicológicos, Características dos; e Fenômenos
Parapsicológicos,
Classificação. PARAPSICÓLOGO. Investigador, ou professor, ou especialista universitário
em Parapsicologia*. Contra o que os
charlatães e interesseiros
propagam, não é Parapsicólogo quem simplesmente se
interessa pela
Parapsicologia* e menos ainda quem simplesmente
manifesta ou cré manifestar
Fenômenos Parapsicológicos*. Da mesma maneira que médico
é quem tem título
universitário de Medicina, e não quem se interessa pela
Medicina e menos ainda
o doente que o médico estuda ou trata. PARAPSYCHOLOGICAL ASSOCIATION.
=== === Ver em
Fantoni, onde fala de Rhine (biografias). PARAPSYCHOLOGY
FOUNDATION, INC. Sociedade
americana fundada
em 1925. Publica a “Parapsychology
Rewiew”, as conferências anuais e séries
monográficas. É uma organização de
ensino sem fins lucrativos. Propõe-se também animar os
estudos de
Parapsicologia*. O seu campo de atividade compreende as
próprias pesquisas dos
seus membros e de outras instituições, incitamento a
pesquisas individuais ou
em grupo e, se for necessário, o seu financiamento,
organização ou patrocínio
de conferências. Visa permuta de opiniões entre
Parapsicólogos* ou indivíduos
pertencendo a diversas disciplinas científicas ou
filosóficas. Ver Garret.,
Eilen J. PARAPSÍQUICA. Termo proposto por Boirac*, para designar a
ciência que então chamavam
Metapsíquica*, Ciências Psíquicas*, Pesquisa* Psíquica,
etc., e hoje se chama
Parapsicologia*, termo este de Parapsicologia* também
proposto pioneiramente
por Boirac*. PARAPSÍQUICOS, Fenômenos. Ver Fenômenos
Parapsicológicos, Classificação. PARAPSYCHOLOGY
LABORATORY. Organismo
destinado ao estudo dos Fenômenos
Parapsicológicos* pertencente à Universidade Duke*,
fundado em 1930, famoso
pelos trabalhos do Dr. Rhine* com destacados
colaboradores: Pratt*, Pearce*,
Zener*, etc., depois transformado em “Parapsychology
Institut”. Efetuaram só
Experiências Quantitativas*. E,
aliás, geralmente mal interpretadas. Ver
Micro-Parapsicologia. PARASISMOGÊNESE ou METASISMOGÊNESE. Vibrações por
Telecinesia*, termo
preferível, simplesmente. Às vezes de grande
intensidade. Localizadas perto de
algum Psíquico*: nas paredes, portas, móveis,
candeeiros, quadros, etc., por
exemplo em casos de Poltergeist*. PARASENTIDOS. Ver Parestesia. Ver também concretamente Visão
Cutânea.... PARATERAPIA. Tratamento psicoterápico das pessoas que
manifestam Fenômenos
Parapsicológicos*. Qualquer
Fenômeno* vinculado com o
Curandeirismo*, Cirurgias* Espirituais, etc
Com este significado abrangente, sinônimo de
Psicohigiene*, termo
preferível. PARCAS, deusas. Na Mitologia* greco-romana, as deusas (?) do
Destino* (?). São
apresentadas como filando o futuro nos mínimos detalhes.
PAREIDOLIA. Ilusão
visual em que se dá às
imagens uma interpretação fantástica. PAREMNÉSIA. Nomes como Efabulação, Pseudo-Reminiscência,
Falsificação
Retrospectiva, e
o termo preferível
Paremnésia são todos utilizados para designar uma
aparente recordação de
acontecimentos e coisas simplesmente parecidas.
Memória falseada. Atende-se
às semelhanças e passam
desapercebidas as diferenças. Ver Déjà vu. PARERGIA. O
mesmo que Telecinesia* ou
inclusive Telergia*, termos preferíveis a não ser quando
se quer frisar que se
trata de Fenômenos* por energia física, EN*, em
contraposição aos termos
e conceitos errados da inexistente Psicocinesia* ou PK*,
que é considerada PN*
pela Micro-Parapsicologia*. PARESTESIA. Em Medicina, inversão anormal de funções
receptoras. Sensação anormal.
Por exemplo, sensação de queimadura, de picadas, de
entorpecimento, de
formigueiro, normalmente maiores nas extremidades dos
membros. São atribuídas à
disfunção dos nervos periféricos ou do sistema nervoso
central. Em
Parapsicologia*, sensação de um sentido
percebida por outro sentido. Qualquer sentido que age
por outras partes do
corpo diferentes da diferenciada para essa determinada
função, assim como DOP*,
também Paragosto,
Paraouvido, Paraolfato e Paratacto.
Deve-se à HD*. PARIS, Diácono François de. Ver Taumatofilia. PARIA.
Pertencente à casta baixa, por oposição ao Bramane*. PARSISMO e PARSIS. Ver Zaratustra. PASSO.
Sinônimo de morte na terminologia do Espiritismo* e
outros ramos de
Esoterismo*. PATOGNOSIA. Termo introduzido por Bret para designar o
conhecimento
Parapsicológico* concretamente de doenças. PAULA, São Francisco de: === === Um dos maiores
Taumaturgos* da História. Ver
Sansonismo, Psicohigiene,
PAUWELS, Louis (1920-1997). Escritor francês que dedicou
o seu interesse aos
Fenômenos* chamados do Ocultismo* e aos OVNIs*, muitas
vezes numa visão
fantástica e irrealista, muito contribuindo para o
incremento atual dessas
fantasias e outras crendices. Mas especialmente com seu
livro, junto com
Jacques Bergier*, “Le Matin des Magiciens”, Paris, 1960,
também fomentou o
interesse e certos conhecimentos sobre Fenômenos
Parapsicológicos* autênticos.
Publicou também “Monsieur
Gurdjieff”, Paris, 1966 - “Ce que je Crois”, 1974. PAVLOV, Ivan Petrovich (1848-1936). Filho de um sacerdote
ortodoxo russo, com
poucos recursos materiais, Pavlov teve de lutar contra a
pobreza para terminar
os seus estudos de Medicina. Em 1890, foi nomeado
professor de Farmacologia na
Academia Médica Militar de São Petersburgo e, cinco anos
depois, tornou-se
professor de Fisiologia. O seu livro “Funcionamento das
Glândulas Digestivas”,
1897, esteve na base da atribuição do Prêmio Nobel. Foi
considerado como
decisivo avanço metodológico a utilização da experiência
repetida, em oposição
à experiência simples. A sua grande perícia cirúrgica
permitiu-lhe criar
fístulas nos estômagos, nas glândulas salivares e
pancreáticas dos cães e
estudar assim a função destes órgãos em animais
saudáveis. Estudou, por meio de
técnicas fisiológicas objetivas, o comportamento dos
seus animais e descobriu o
reflexo condicionado. Para o fim da vida Pavlov
interessou-se pela doença
psiquiátrica e aplicou a sua interpretação teórica da
atividade nervosa à
compreensão da perturbação mental. A descoberta do
reflexo condicionado tem
sido importante no desenvolvimento da Psicologia,
nomeadamente no domínio da
aprendizagem. Ao mesmo tempo
que pesquisava em Fisiologia,
pesquisava em Parapsicologia*, notadamente na
Telepatia*, sendo seus estudos
neste ramo muito famosos dada a reconhecida importância
científica do
pesquisador. Deve-se citar
Loutsia Pavlova, cientista russa que se
especializou, seguindo
Paulov, no estudo da Telepatia*. PC ou CP. Siglas de Pura Clarividência,
a primeira nas línguas latinas, a segunda em inglês. As siglas são
preferíveis. Trata-se de um
subtipo de ESP* ou PG*. Difere de PT*
porque parece que o Psíquico* (o Clarividente)
capta por PG* diretamente objetos ou realidades físicas,
diferentes dos
atos mentais de outra pessoa. Os antigos
Magnetizadores*, que foram os
primeiros a observar este Fenômeno* em Experiências
Qualitativas*, em condições
aceitáveis cientificamente, deram-lhe também os nomes de
Lucidez* e Dupla
Vista. Na
realidade essa distinção entre PC e PT*,
própria da Micro-Parapsicologia*, não deveria passar de
mera classificação prática,
como o era já para os antigos Magnetizadores* e como
desde o inicio insistiam
Richet* e os primeiros Parapsicólogos*: Se parece
que se captou uma
coisa física, chame-se PC; se parece que
se captou um ato mental,
chame-se PT*. Mas em teoria nunca se pode ter
certeza de ser PC,
porque tal conhecimento de coisas físicas
pode ser obtido através do pensamento, lembrança,
sentimento... de alguma
pessoa no presente, no passado ou no futuro, e então
seria PT. Teoria
demais para os
deformados na Micro-Parapsicologia*, que sofreram uma
Lavagem* Cerebral
para experimentar muito e
raciocinar pouco fora da sua metodologia. Pcg.
Sigla de Precognição.
A sigla é de
uso preferível. Divisão de PG*, quando se manifesta
conhecimento direto de
algúm acontecimento futuro. Direto,
isto é, não conhecido por dedução lógica ou
interferência normal.
Por agir fora do tempo, a Pcg é um
efeito certamente espiritual, PN*. Chama-se
Pcg Tutelar aquela que é em proteção do
próprio Psíquico* ou dos
seus seres queridos. PEARCE, Hubert.
Ver
Pratt, Joseph Gaither. PEDRA FILOSOFAL. Uma substância que segundo acreditavam e
esperavam descobrir os
partidários
da antiga
Alquimia*, teria o poder de converter em ouro os
elementos comuns. PELLEGRINO, Padre Ernetti. Recentemente
os propagandistas do Espirituismo* fizeram-no famoso
como se uma sua
espectacular Escotografia* fosse uma TCI*. Aconteceu que em
experiências sobre as
oscilações eletrônicas na música pre-polifônica
acreditaram haver captado as
ondas emitidas por Cristo morrendo na cruz e que ainda
estariam pelo cosmo. Na
realida era Escotografia da lembrança inconsciente que o
padre tinha da
impressionante imnagem de Cristo no Santuario do Amor
Misericordioso em
Collevaleça, Todi, na própria Italia (mesmo que fossem
ondas remanescentes,
seriam da imagem atual, não de há 20 séculos). PÊNDULO. Instrumento geralmente usado pelos praticantes
da Radiestesia*. O
pêndulo preferentemente é constituído por uma esfera,
freqüentemente metálica,
suspensa de um fio. A função do pêndulo é ampliar nas
suas oscilações os
movimentos I. I. I.*
da mão do
Radiestesista*. Foi estudado destacadamente por
Chevreul*, que provou com
pioneirismo as oscilações serem devidas a movimentos I. I.
I.* PENSAMENTO, Novo. Termo
genérico para um
movimento moderno que se espalhou dos Estados Unidos
para outras partes do
mundo e que se ocupa essencialmente com o
poder do pensamento,
o princípio
de que, “como o homem pensa, assim é”, sobretudo na cura
(?) de doenças. O
movimento deriva dos aspectos mais fantasiosos do
Mesmerismo* e foi
influenciado pela idéias,carregadas de Mito* e
Superstição*, do “Movimento
Transcendental da Nova Inglaterra” e em particular pelas
elucubrações, ainda
mais irrealistas,
de P. P. Quimbey* e a
Christian* Science. PENTECOSTAIS, Movimentos. Dizem repetir-se o Dia de
Pentecostes* muito
frequentemente. Por
terem as “curas” (?) como um dos
atrativos principais, são análogos à Christian* Science,
mas os Movimentos ou
Seitas* Pentecostais hoje são bem mais importantes e com
mais seguidores do que
a Christian* Science. Os
grupos de praticantes de Curandeirismo*
pentecostal ou Plinter
Groups,
também chamados Rodadores
Santos (Holy
Rollers), percorrem o mundo, expulsando aos gritos
Demônios* (?), aos que
eles atribuem todas as doenças e todos os males,
inclusive tudo o que destoe de
sua visão religiosa fanática. O
Pentecostalismo também nasceu em
Norte-América e desenvolveu-se principalmente à custa
das Igrejas Batistas,
talvez pelo realce que tanto aquele como estas dão ao
batismo praticado por
imersão e somente para adultos. As
diversas Igrejas Pentecostais contam hoje
no mundo com milhões de membros e seu número continua em
crescimento. Hoje a Igreja
Universal do Reino de Deus (IURD), fundada no
Brasil pelo ex-Umbandista* e
auto-nomeado bispo Edir Macedo, é um dos Movimentos
Pentecostais de maior
difusão, e em todo caso certamente de maior exploração
econômica dos seus
fieis, que sofrem uma autêntica Lavagem* Cerebral... em
nome de Deus* (!). ===
=== carismáticos
=== === PENTECOSTES, Dia de. Dia em que os Apóstolos, em
cumprimento da promessa
de Cristo de que lhes enviaria o Divino Espírito Santo,
repentinamente, onde
estavam reunidos, viram-se em meio de grande
terremoto, sem a mínima destruição, e em enorme
estrondo, que provocou a
concentração de milhares de pessoas, foram transformados
em profundos
conhecedores da Revelação* divina, de covardes em
valentes que enfrentariam o
martírio... Naquele dia São Pedro foi entendido em 18
línguas diferentes por
milhares de pessoas, das quais 3.000 abraçaram o
Cristianismo e se fizeram
batizar. Etc. PEQUENOS FEITICEIROS. Nome por
que, na Normandia (França), o povo designava os pastores
de ovelhas e cabras,
pois esta profissão era considerada maléfica. Eram assim
chamados por
declararem (?) que só iam a pequenos
Sabats*, isto é, fora dos dias tradicionais e sem
que o Diabo* estivesse
presente às cerimônias. Eles foram as grandes vítimas
das perseguições aos
feiticeiros na França, nomeadamente no tempo de Luís
XIII, século XII. PEQUENO SISTEMA Ver
Hinayama. PERIANAGNOSIA. Leitura por PG* de um pequeno texto nas
circunvizinhanças (ou
também por HIP*, se estão presentes pessoas que conhecem
o texto em questão). PERCEPÇÃO DERMO-ÓPTICA, PARAÓPTICA,
HIPERÓPTICA ou CUTÂNEA. Ver
DOP, a sigla é
preferível. PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL. Ver ESP, a sigla é
preferível. PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL EM GERAL (GESP). Na
Micro-Parapsicologia*,
conjunto indiferenciado da ESP*, isto é, quando nas
Experiências Quantitativas*
não se pretende diferenciar entre PT* e PC*. PERFEITÍSSIMOS, Seita dos. Ver Seitas. PET. Ver ETP. PERCIPIENTE. A pessoa
que capta ou
tenta captar por PG* ou HIP*. Por exemplo,
na ST* aquele que manifesta a mensagem ou informação que
o mal chamado Agente*
(?) deseja transmitir. PERIANAGNOSIA. Ver
Anagnosia. PERISPÍRITO ou PERIESPÍRITO. Termo equivalente ao Mediador Plástico de Cudwort, ao Arqueu de Van Helmont*, ao Evestrum
de Paracelso*, ao Chéumata* dos
neo-platônicos ou ao Ochema* de
Platão*. Lancelin chama-o Aerossoma*
e Bret designa-o por Metassoma. Corresponde
ao Duplo* ou Corpo* Astral do
Ocultismo*, ao Ka* dos antigos egipcios, etc. Pesquisadores
russos
influenciados pelas pretensões do Espiritismo* e
Ocultismo* a respeito do
Perispírito* e similares acreditaram inicialmente que
com a Máquina Kirlian*
habiam fotografado o que chamaram Bioplasma
ou Corpo
Bioplasmático. Segundo
a doutrina do Espiritismo* seria o
mediador entre o corpo físico e a Alma* espiritual,
responsável pelas funções
vegetativas e pela indissolubilidade orgânica do ser
vivo. Seria um envoltório
(?) do Espírito* (!). Definem-no como de natureza
semi-material (?) ou
semi-espiritual (?). O
Perispírito, e similares, em tanto em
quanto se identifique com a Telergia* pode ter sentido,
do contrário não
passando de devaneios, inclusive contraditórios. Entre o
conceito de espíritual
e o de matérial não há termo meio: ou é
espiritual ou não o é. A Telergia* pode ser tão tênue
quanto se quiser, mas é
sempre material, tem peso, massa, estrutura, tempo,
distância, obstáculos, etc.
E um ser espiritual não tem nada disso. Não pode haver
algo, como o pretendido
Perispírito e similares, que seja meio material, meio
espiritual. Tal conceito
só cabe na cabeça dos primitivos, selvagens... antigos e dos modernos
alienados pelo Espiritismo ou
Esoterismo... Estes
autores do campo do Espiritismo* e
Esoterismo*, copiando-se uns aos outros, costumam
repetir a calunia ou crassa
ignorância de afirmar que a existência do perispírito
havia sido reconhecida
pelo Cristianismo primitivo. E citam 1Ts 5, 23 onde São
Paulo fala da trilogia
“corpo, alma e espírito”. Na realidade essa trilogia
paulina designa: 1) corpo
material (soma
no original grego). 2)
Alma* espiritual que vivifica o homem (psijé
em grego). E 3) A graça santificante que nos faz
filhos de Deus* (pneuma
em grego), hoje também falando-se
de vida espiritual neste mesmo sentido. PERSONA. Termo da Psicologia de Jung*, que se refere à
máscara ou fachada com
que a Personalidade* se apresenta ao mundo exterior. Ver
Prosopopéia, termo
análogo preferível em Parapsicologia*. PERSONALIDADE. De
todos os termos que a
Psicologia moderna emprega, é este o que sofreu mais
variações no seu
significado. Allport
em 1933, enumerava
cinqüenta acepções diferentes. De um modo geral, a
Personalidade representa a
noção de unidade integrativa do ser humano, pelo que
inclui todo um conjunto
das suas características diferenciais permanentes
(constituição, temperamento,
inteligência, caráter...) e as suas modalidades
específicas de comportamento.
Personalidade é a organização integrativa dos aspectos
cognitivos, afetivos,
fisiológicos e morfológicos do indivíduo. Organização
única, dinâmica e integrada
de qualidades relativamente estáveis e previsíveis do
comportamento, expressão
e pensamento característicos de um indivíduo e que
constituem o estímulo social
a que os outros respondem. PERSONIFICAÇÃO. Objetivação de tipos (Richet*). Ver Prosopopéia,
termo preferível. PERSONISMO. Assim chamava Myers* ao processo de Divisão* da
Personalidade,
expressão preferível. PES.
Sigla que alguns em línguas latinas usam indevidamente
em vez do termo oficial,
do inglês, ESP*. PESADELO. Sonho* assustador que provoca uma sensação de
sufocação, muitas vezes o
indivíduo acordando aterrado. Aparece em todas as
idades, mas no adulto é raro,
a não ser em
estado febril ou
“traumatizado” em algum grau. É curioso verificar como
raramente os Psicóticos*
se queixam de pesadelos, porque o problema já “estourou”
pela Psicose*. PESQUISA PSÍQUICA. Ver Psiquicas, Ciências. PETERS, Alfred Vout. (1867- ===
)
Inglês nascido em 1867. Foi Médium* de Transe* e PG*.
Peters, no “Laboratório
Nacional de Pesquisa Psíquica”, registrou um conhecido
sucesso por Psicometria*
com a caixa de Joana Southcott, sem
abri-la. Repetidamente
Peters é mencionado nas
pretendidas Comunicação* e Identificação* de “Raymond”,
que Sir Oliver Lodge*
refere no seu famoso livro, com esse título. PETRITSCH, Vidente de. Mulher búlgara de nome
Wanga, que vivia na cidade
de Petritsch e que é famosa pelas suas excepcionais
manifestações de PG*. Em
1958, quando se encontrava em pleno auge dessas
manifestações, foi
cuidadosamente examinada por dois médicos em
Experiencias Qualitativas*. Ao que
parece, em 1970 enfraqueceram suas
manifestações em conseqüência de agravamento da doença. PEYOTE (ou Peiote). Cacto mexicano, Lophophora
Williamsi. Ver Mescalina. PG.
Sigla de Psi-Gama.
É importante,
antes de mais nada, Ver o termo
PSI. A
expressão Psi-Gama, ou a sigla PG de uso
preferêncial, provem das letras gregas Psi,
início da palavra psiché,
que
significa Alma*; e gama, primeira
letra da palavra gnosis,
que
significa conhecimento.
Conhecimento
Parapsicológico* próprio da Alma*, espiritual, PN*, em
contraposição ao
conhecimento Parapsicológico* próprio do corpo,
sensorial, EN*. A
Escola* Europeia, não só com Experiênncias
Quantitativas* de ESP*, senão tambem com inumerávreis
Casos Espontâneos*
recolhidos em todas as épocas e em todos os povos, e com
milhares de
Experiências indiretas (como na época do Mesmerismo* e
posteriormente da
Hipnose*), e diretas com milhares de Experiências
Qualitativas* de todo tipo,
demonstrou inapelavelmente a existência de PG e todas as
suas subdivisões e
características. Demonstrou
que é faculdade
inerente a Alma* humana, do nosso Inconsciente*, que
todos temos. Nesse sentido
é Paranormal*. PG
engloba todos os Fenômenos PN*. Levando
só em consideração as principais divisões e as
nomenclaturas clássicas, PG
divide-se, no âmbito do Consciente*, em AP* ou LP*, e
TP*. No âmbito do
Inconsciente*, em
TIE*, ST* e HP*. Em
relação ao tempo divide-se em SC*, RC* e Pcg*... Embora
todas estas subdivisões
sejam completamente desconhecidas pela
Micro-Parapsicologia*. Em relação ao
objeto da percepção, PG divide-se em PT* e PC*.
Com referência a estas últimas divisões a
Micro-Parapsicologia* fala
também de GESP*, mas melhor seria dizer PG em Geral. Que é
uma faculdade PN*, extrasensorial,
espiritual, se deduz com toda evidencia das suas
qualidades. Não tem tempo, nem
distância, nem obstáculos... Qualquer obsráculo físico,
tais como paredes,
montanhas, etc., que se possam interpor entre o
Percipiente* e o objeto, assim
como a maior ou menor distância, maior ou menos tempo
passado ou futuro, nada
físico uturo ajuda nem dificulta o funcionamento dessa
faculdade. Assim o
formula a Micro-Parapsicologia* com referência à ESP*.
Na realidade tanto na
ESP* como em todo tipo de conhecimento PN*, esta
faculdade PG prescinde da
distância, dos obstáculos e do tempo só dentro do Prazo*
Existencial e em
Relação* Psíquica A
título de exemplo,
Ver Sainclair, Upton. PHILIPPE, Mestre (1849-1905). Pseudônimo do Curandeiro*
Nizier Anthelme Vachot. Nasceu de pais
franceses, mopdestos camponeses em
Loisieux, uma pequena aldeia da Saboia, quando ainda era
italiana. De criança
cuidava das ovelhas. Quando adolescente foi morar com um
tio em Lyon,
empregando-se num açougue. Passava
os serões lendo fascinado tudo o que podia, em incrível
sincretismo, de
“Aparições*”, “Mística*”... e Magia*. Até que o patrão,
que não precisava de
visionários no seu açougue, teve que despedi-lo. E então
teve mais tempo para
mais leituras, mais “Mística”, mais Magia*, mais
Ocultismo*... E o
“santo” terminou sendo um famosíssimo
Curandeiro*, sob o nome de Mestre Philippe. Alguns
estrondosos casos de morte
de pessoas que haviam sido “curadas”, provocaram, porém,
a perseguição pela
Justica, sendo condenado por exercicio ilegal da
Medicina em 1877, 1890 e 1892.
Mas o “santo” habilmente sempre soube encontrar proteção
nos políticos dos que
passava a fazer propaganda. Assim chegou a ser
recepcionado pelo agregado
militar da Embaixada russa, e por seu intermedio em 1901
conheceu a Imperatriz
Militza Nicolaievna que, com o Czar Nicolás II, estava
visitando França. Pouco
depois Mestre Philippe foi chamado a
São Pertersburgo. A Czarina esperava que as orações do
“santo” Mestre Philippe
alcançassem de Deus* para ela e para o Czar o tão
desejado herdeiro. E Mestre
Philippe instalou-se no castelo-palacio de Zarskote
Selo. Com toda solenidade e
“devoção” a Czarina Militza dia após dia era submetida a
toda classe de
Esconjuros* e Orações* Fortes... E logo correu pela
corte a féliz noticia do
“milagre”. Mais um tempinho e a Czarina passou a usar
vestidos amplos e sem o
corset. Quando aparecia envolvida no vestido de veludo
preto, toda a corte
ficava radiante de alegria. O Czar resplandecia de
contente. E Mestre Filippe
continuava com suas Orações* Fortes e impressionantes
cerimonias deMagia*. A
Czarina muito justificadamente mostrava ardente
predileção por aquele “santo”. Quando
passaram os nove messes todo São
Petersburgo aguardava dia a dia, hora a hora, as
tradicionais salvas de canhão
disparadas desde a fortaleza de São Pedro e São Paulo. A
Czarina não saia dos
seus aposentos, não saia da cama. Por
fim, apesar de alguma
resistencia, o médico da corte, Professor Doutor Ott,
obteve permissão para
examinar a Imperatriz... Consternação geral: a
Imperatriz nem sequer havia
estado grávida! Os popes
russos da corte, que desde o começo
viam com maus olhos a conduta dos Czares, agora
redobraram suas
instruções para libertar a corte da Superstição*
ocidental. Por ordem do
comandante do palacio, o representante da Russia em
Paris iniciou uma
investigação sobre o passado de Philippe... O informe
foi devastador. Mestre
Philippe teve que voltar à sua pátria, não sem que antes
a amorosa Czarina o
comulasse de presentes. Pouco
depois de regressar a
França, Mestre Philippe, em Loyase, morreu..., pode-se
dizer que de amargura. PICARD, Vigário. Ver
Louviers, Caso de. PICTOGRAFIA. Ver Psicopictografia. PIO, Padre (1887-1968). Nome religioso e popular do
famoso frade capuchinho
Frei Francesco Forgione, de Pietrelcina, Provincia de
Benevento, Italia. Viveu
no mosteiro de San Giovanni Rotondo, na
Provincia de Foggia, onde faleceu. O Padre
Pio era muito popular, especialmente
pelos seus Estigmas*. Os Estigmas* nas mãos apareceram
no dia 7 de Setembro de
1910, desapareciam para voltar a aparecer em semanas
alternativas até Setembro
de 1918 em que ficaram definitivos. Nesse mesmo ano, uns
dias antes, no dia 5
de Agosto, apareceu o Estigma* no costado. Como antes de
morrer ficou muito
tempo em coma, deixando a mente de “martelar” nos
Estigmas, a força curativa da
natureza curou-os todos plenamente. Dermografia*,
evidentemente natural,
histérica*. Diagnóstico, aliás, que havia anos já
garantira, após detalhada
pesquisa, o Pe. Agostinho Gemelli*. Um dossié de 200
páginas com irrecusaveis
provas da Histeria* foi entregue ao Vaticano pelo bispo
de Ancona, Don Carlo
Maccari, após ampla investigação de especilistas a
pedido do
papa João XXIII. Já antes Pio XI
(1929-1939) havia tentado severamente reprimir a
Histeria* do Pe. Pio. Neste
aspecto Ver Neumann, Teresa. Além dos
Estigmas* da Paixão de Cristo, o
Pe. Pio manifestou também algumas
Levitações*, e frequentes casos de HIP* e PG*....
Histérico, e santo:
muitos desses casos foram realmente admiráveis, com
dominio, claramente
Especialmente Providenciais*. E obteve de Deus* vários
Fenômenos
indiscutivelmente SN*. Foi Beatificado por João Paulo II
no dia 2 de Maio de
1999, com enerme afluencia de pessoas à Praça de São
Pedro. PIO V. No século XVI,
este Papa teve um conhecimento
PG* importante e perfeitamente exato, a respeito da
vitória da frota aliada de
Espanha, Veneza e o Vaticano sobre a então poderosíssima
e que pacecia
invencível armada turca. Era a famosa batalha naval de
Lepanto. O conhecimento
PN* manifestou-se no momento preciso em que terminava o
combate à entrada do
golfo de Corinto. Os
documentos do Vaticano, estudados por J.
Grente, precisam: “Eram cerca de cinco horas quando a
batalha de Lepanto chegou
ao fim. No mesmo momento, a 7 de Outubro de 1571, Pio V,
que após a partida dos
navios cristãos redobrava as suas preces e
mortificações, estava a examinar com
alguns prelados as contas do tesoureiro Busotti. De
repente, como que possuído
por uma força invisível, levantou-se, ainda imerso nos
seus pensamentos
aproximou-se da janela, abriu-a, olhou para leste e
depois, virando-se para os
que estavam a seu lado, os olhos brilhantes de êxtase,
disse: Deixemos os
negócios e agradeçamos ao Senhor, a frota cristã
alcançou a vitória. Mandou
sair os presentes e dirigiu-se imediatamente para o seu
oratório. Mas Busotti e
os seus colegas, surpreendidos com aquela manifestação
tão inesperada como
animadora, anotaram o dia e a hora. Na sua excitação
apressaram-se a dar a
notícia a vários cardeais e mais pessoas, que igualmente
anotaram a data”. A
confirmação deste conhecimento PG* de
manifestação SC*, só chegou após duas longas semanas de
espera, trazida por um
mensageiro que D. Juan de Austria enviara do local da
batalha a Roma. PIPER, Eleonor E. (1857-1950). A mais destacada Médium* de
Adivinhação*,
especialmente na classificação TIE* (e HIE*), em toda a história da
Pesquisa* Psíquica. Convenceu à
aceitação de PG* a inteligências tais como Sir Oliver
Lodge*, Richard Hodgson*,
William James*, James Hyslop* e muitos outros. Produziu
inclusive alguns dos
escritos que fazem parte das Correspondências Cruzadas*. Sua
infancia e adolescencia correram
normais, fora de algumas isoladas Adivinhações*, e
praticava sua religião de
Igreja Congregacuional. Mas depois sofreu um acidente
que lhe causava muito
sofrimento. Casou aos 20 anos com William Piper, e aois
23 anos teve uma filha,
Alta, acontecimentos que parecia lhe aliviariam os
sofrimentos decorrentes do
acidente, mas foi todo o contrario. Ate que um dia,
impressionada por um forte
raio, entrou em Trance*. E as Adivinhações* passaram a
ser freqüentes e
notáveis..., sendo então
arrastada para
o Espiritismo*. Atribuia suas manifestações ao Controle*
Phinuit, e depois a diversos
espíritos de pessoas recentemente falecidas,
principalmente George Pellew. Durante
vinte anos esteve continuamente sob
a intensa supervisão direta da A.S.P.R.* e da S.P.R.*,
sem que alguma vez
tivesse provocado qualquer suspeita sobre as suas
atuações. Que era
inteiramente honesta era um fato aceito por todos os que
lidaram com ela. Em 1919,
Piper declarou que havia perdido
completamente “seus dons” e retirou-se de sua vida de
Médium*. Então ela mesma
reconheceu e publicou que suas manifestações não eram
Comunicações* dos
Espíritos* (?) dos mortos, jamais havendo
dito nada que não estivesse na mente de algum
vivo. PIRÂMIDES. Sistema de Adivinhação* baseado nas diversas
proporções e medidas da
Grande Pirâmide, que, segundo os alienados seguidores do
Ocultismo* estariam
anunciando importantes eventos históricos. Afirmam
também que os construtores das
Pirâmides de Egipto, e de outras espalhadas pelo mundo,
tinham conhecimentos
científicos superiores aos atuais e que esses
conhecimentos foram incluídos, de
forma simbólica, na estrutura das Pirâmides. Dizem
que as Pirâmides de Egipto e de outras
partes foram construidas por Extraterrestres*. Etc. Nada das
pretenções dos propagadores do
poder das Pirâmides está de acordo com a Egiptologia e
Arqueologia científicas.
Assim, por exremplo, dizem que as Pirâmides ajudam à
agricultura, e
“esquecem”que as Pirâmides de Egipto estão num
deserto onde nem o capim cresce. Dizem que as
Pirâmides são boas para a
recuperação da saúde, e “esquecem” de outra
Superstição*, a Maldição de
Tutankamon*. Etc. PIRÓBATA.
Indivíduo
que manifesta
Pirovasia*. PIROGÊNESE. Produção de fogo por Telergia*. Pode inclusive
arder sem consumir,
como o célebre caso que refere a Bíblia* da sarça com
Moisés (Ex 3, 2s).
Geralmente se verifica no decurso de Poltergeist* e
geralmente é indicio de
forte tensão emocional. Ver Função* Menos. Em
circunstâncias de extrema
gravidade psicológica pode chegar à Auto-combustão*. Não
confundir com a simples Termogênese*. PIROMANCIA. Entre outras muitas Mancias*, esta pelo
movimento do fogo. PIROVASIA. Imunidade ao fogo. Ver também Absefalésia e
Analgesia. Há
Pirovasia EN* e também, claro está, SN*.
Não há Pirovasia PN* (como nenhum outro Fenômeno*
Parafísico ou Mixto é PN*,
contra a afirmação tão difundida da Escola*
Norte-Americana). É claro
que o pesquisador não pode esquecer
que pegar brasas com a mão, caminhar sobre brasas, etc.
são técnicas e truques
clássicos em Ilusionismo*. Há muita Fraude* e técnica. Assim os Piróbatas,
determinadas pessoas Iniciadas*, podem caminhar
sobre brasas, durante
certas cerimônias, geralmente religiosas. Esta Pirovasia
concreta a Escola*
Norte-Americana, sem saber que o Fenômeno* tinha já
nome, o “rebatizou” com o
simplorio nome Fire-Walking
(=
Caminhar sobre o Fogo). Assim certos Piróbatas o fazem
durante certas
cerimônias tradicionais na China, Indochina, Japão,
Índia, norte da África, na
Bulgária, Grécia, Espanha,
Argentina, etc. Evidentemente,
que o fanatismo ou Estado
Alterado* de Consciência também ajudam a
suportar as brasas e o calor... Existem
muitos casos famosos de proteção
EN*, pela Telergia*, nesse momento contra brasas ou
pequenos fogos. Home*
pegava em brasas e as colocava sobre a cabeça ou na
palma da mão. Destas
façanhas foram testemunhas Wallace*, Lorde Adare, Sir
William Crookes*...
Outros Médiuns* nos que se verificou
Pirovásia foram
J. J. Morse*,
David Duquid, Dr. Hoope, Suydan John Hoperoft, Mme.
Crespigny, Annie Hunter,
etc. Entre os
numerosos casos de Pirovasia SN*,
citamos , por exemplo, o caudilho católico Venerável
Cansard. Na rebelião dos
protestantes, os chamados huguenotes, contra Luís XIV,
permaneceu, na presença
de seiscentas pessoas, de pé na pira, até que esta se
apagou. Não
tinha uma única “beliscadura” do fogo. São
Francisco de Paula? de Pádua* ?, Santa
Catarina de Sena, São Francisco de Assis, etc. === === ===
ACRESCENTAR ALGUNS DETALHES.... DA PÁG. 117 ...
DO 1o. VOL. DOS MILAGRES*
=== ===
E muitíssimos outros santos e mártires. PÍTIA. Ver Pitonisa. PITIATISMO. Termo criado por Babinski* com referência às
manifestações funcionais,
invencionices, abertas mentiras, Fraudes* e tantas
outras manifestações de
Histeria* que costumam surgir principlmente durante a
Hipnose*, mas também em
outros Estados Alterados* de Consciência. PITONISA ou PÍTIA. Sacerdotisa grega, que produzia Oráculos*, isto
é, uma espécie de
conversação entre os deuses (?), principalmente Apolo, e
o sacerdote para
responderem às consultas que lhes eram feitas. O seu
papel Profético*
exteriorizava-se em condições psico-físicas
particulares, que faziam pensar no
estado que modernamente é chamado Transe* ou Êxtase* e
que então se denominava Mantiqué = loucura. Delírio sagrado alcançado
inalando particulares vapores,
no caso da Pitonisa de Delfos*, a mais famosa. Em outros
templos frequentemente
pela absorção de especiais decocções de
ervas. Ver Heródoto*. PK. Sigla de
Psi-Kapa. É importante antes da meia
nada Ver o termo geral PSI. A
expressão Psi Kapa, ou a sigla PK de uso
preferêncial, provem das letras gregas psi,
início da palavra grega psijé = Alma*
espiritual; e kapa,
inicio da palavra
kínesis = movimento, ação. Psyco-kínesis, traducido
por Psiconesia, termo da Escola*
Norte-Americana, que significa movimento
espiritual: “Influencia direta
do espírito sobre a matéria” (Rhine*). Pretende
designar Fenômenos*
de Efeitos Físicos que seriam PN*. Erro da Escola*
Norte-Americana que, após
comprovar a autenticidade de algum pequeno Fenômeno*
Parafísico, pensou que
tinham a mesma explicação PN* que a ESP*, isto é,
extrasensorial, espiritual.
Na realidade PK não existe. Todos os Fenomenos*
Parafísicos são EN*. Deve-se
principalmente ao CLAP* a revisão e
conclusões verdadeiramente científicas a respeito da
chamada PK. De fato a
Micro-Parapsicologia* com Experiências Quantitativas*
confirmou um pequeno
aspecto da conhecidíssima Telecinesia*, confirmou que se
pode influir sobre um
pequeno sistema físico em ação, por exemplo sobre dados
rolando. E a partir
dessa mínima confirmação, sob o termo PK a
Micro-Parapsicologia* engloba
erradamente todos os Fenômenos* Parafísicos. Em
primeiro lugar, a própria existência da
maioria dos Fenômenos*
Parafísicos, fora do laboratorio, de que tem alguma
notícia, como Aporte*,
Pirogênese*, Pneumografia*, Fantasmogênese*, etc, etc, é recebida com
reservas e mesmo negada
completamente, sem havê-los jamais estudado, pela
Micro-Parapsicologia* como
pela maioria dos cientistas (?) estabelecidos. A Escola*
Norte-Americana e
aqueles cientistas (?) apriorísticamente exigem que toda
realidade seja
repetível à vontade e medida estatísticamente em
laboratório! Mas a existência
desses Fenômenos* é absolutamente inegável.
Frequentissimamente casos
Espontâneos
de toda clase de Fenômenos
Parafísicos* inclusive de Levitação* hão sido observados
por muitas e muitas
pessoas fidedignas, e outras muitas vezes observados em
Experiências
Qualitativas*, inclusive fotografados, gravados,
filmados... pelos
próprios investigadores. Por
outra parte, nenhum Fenômeno* Parafísico
é devido a PK, não são
PN*, não são
espirituais, são todos físicos, por Telergia* ou
Ectoplasma, EN* (ou
então SN*, que também nada tem a ver com PK).
Não se influe parafísicamente nem no passado nem no
futuro nem à distancia. Por
exemplo nos casos de Poltergeist* ou popularmente “casas
mal-assombradas”,
ficando a mais de 50 m. todas as pessoas, desaparece
instantâneamente a
“assombração”(?). Há um Desafio* de 10.000 dólares a
cada um se alguma pessoa
ou um grupo, mesmo de milhares de pessoas, conseguir sem
truque um Fenômeno*
Parafísico ficando todos a mais de 50 m de distância.
Todas as experiencias da
Escola* Norte-Americana sobre a pretendida PK cairam em
erros primários de
experiementação: sempre que obtiveram êxito, ao menos em
determinados momentos
durante a experiência havia alguem perto do objeto a ser
influenciado. E também
é de infantil desconhecimento de
Filosofia o argumento que pela boca de Rhine* apresenta
a Micro-Parapsicologia*
para classificar como espiritual os resultados obtidos
pela pretendida PK: “o
efeito é inteligente”. Ora, com essa mesma total
ignorancia de Filosofia se
poderia argumentar (?) que a bengala com que o velho
mexe numa pedra é
espiritual, porque demonstra inteligencia. A bengala
seria espiritual...! Portanto,
a sigla PK e os termos equivalentes
Psi-Kapa e Psicocinesia deveriam suprimir-se do
vocabulario da Parapsicologia*,
são um atestado da ignorância crassa de toda a
Micro-Parapsicologia*. PLAAT, Lotte. Psíquica* holandesa cuja faculdade de
Psicometria* foi utilizada
repetidas vezes pela polícia alemã para rastrear
criminosos com êxitos às vezes
muito admiráveis.
Em 1930
realizaram-se importantes e exitosas
Experiências Qualitativas* com ela no “Laboratório de
Pesquisa Psíquica”,
em Londres, nada menos que sob a direção de Harry
Price*. PLACAS ou CAMPOS.. Zonas particulares em que se dá o reflexo,
nomeadamente epidérmico,
de todos os atos psicológicos, Conscientes* e
Inconscientes*, normais, EN* e
PN*. Não, evidentemente, dos SN. Foram
pesquisadas primeiramente pelo Dr.
Klauder, na França, e muito especialmente pelo
Parapsicólogo* italiano Dr.
Giuseppe Calligaris, professor de Neuropatologia na
Universidade de Roma. Dá
conta das suas muito longas pesquisas numa série de
livros por ele publicados:
“La Catene Lineari del Corpo e dello Spirito”, Roma,
1928 - “Le Catene del
Corpo e dello Spirito davanti alla Diagnostica..Il
Cancro”, Udine, 1936 - “Le
Meravigle dell’Enteroscopia”, Roma, 1934 - “Telepatia e
Radio-onde Cerebral”,
Milão, 1934 - “Telepatia e Telediagnóstico”, Udine,
1935. Etc. PLACEBO. Produto
sem qualquer atividade,
dado a um doente sob diversas formas, com a etiqueta e o
nome de um medicamento
autêntico, uma espécie de Fraude* propositada sem o
doente saber, quer para o
fazer beneficiar pela Sugestão*, quer com um objetivo
experimental, que é o de
determinar as reações do Paciente* e de as comparar com
as de outro doente que
tenha recebido o verdadeiro remédio indicado para o seu
caso. O
placebo interessa em Parapsicologia* pela
luz que irradia no estudo do Curandeirismo*.
PLANOS. Em numerosos grupos de Esoterismo* existe o
Mito* de que após a morte
há diversos lugares, mais ou manos reais, mais ou menos
físicos, onde estão ou
por onde vão passando os Espíritos* (?) dos mortos, com
ou sem corpo, ou com
corpo mais ou menos ténue,
segundo as
diversas conceições. Plano
Astral,
entre outros muitos Mitos*
da Teosofia*, designa um plano ou Astral
Inferior ocupado (?) pelos recém-falecidos e
Espíritos não humanos, da
natureza, ou Elementares (?). Em Espiritismo*, o Plano
Astral, ou Esfera
Astral, é
chamado Mundo* Etéreo. Plano
da Cor. Ver
Eidos, Mundo de.. Plano
de Ilusão. Segundo
uma pretendida
comunicação (?) absurdamente atribuida ao Espírito (?)
de F. W. H. Myers*, já
morto, no Plano da Ilusão os mortos estariam no terceiro
nível dos sete da
Consciência* humana, plano também chamado o Mundo Imediato logo depois da morte. Aí as
faculdades criativas da
mente seriam suficientes para criar os ambientes
adequados conforme o hábito do
pensamento de cada um. Desse modo se lhe permitiria
seguir uma vida objetiva
semelhante à que teve neste planeta, unicamente que
dentro de uma escala mais
ambiciosa e onde se achariam ausentes a
luta e o esforço da vida terrena. O cuidado do corpo, o
maior fator de
limitações terrenas, já não seria de consideração
primordial, pois seria
alimentado diretamente a partir de fontes cósmicas (?).
Este plano pretendem
identifica-lo e chamam-no também Hades*. PLASMA. Termo empregado pela primeira vez por William
Crawford* para designar
o que hoje se chama Ectoplasma*. PLATÃO (429-438 a.C.). Famoso filósofo idealista
grego, admirador e aluno
de Sócrates*, e poeta, autor dos Diálogos, que
juntamente com outros dos seus
escritos constituíram o primeiro corpo sistemático do
pensamento filosófico.
Durante a maior parte da sua vida, Platão tratou de
fomentar um sistema que
desse como resultado um Estado ou República
ideal. Em
Parapsicologia* interessam certas alusões
poéticas à Reencarnação (?) e sua opinião (ou é
também poesia?) de que
as Almas* preexistiriam ao nascimento, vivendo num mundo
das idéias universais
(?). PLAUTO, Maccius (254-185 a.C.). Fecundo dramaturgo da
antigüidade clássica romana.
Interessa em Parapsicologia* porque escreveu uma muito
engraçada comédia
intitulada “A Hospedeira”, cujo tema é o das “casas mal
assombradas” ou
Poltergeist*. PLETISMÓGRAFO. Aparelho
que registra as
variações da pressão sangüínea nos vasos. Brugmans*
em 1921, Vasiliev*
em 1934, Figar* em 1958, Dean* em 1966, e outros,
utilizaram este aparelho para
pesquisa de Parapsicologia*. Assim,
por exemplo, o parapsicólogo
americano (mas meritóriamente da Escola* Europeia!)
Douglas Dean* em
Experiências Qualitativas* com o pletismógrafo
demonstrou que uma pessoa pode
não ter Consciência* de estar sendo Percipiente* de uma ST*,
sendo que a captação
Inconsciente* se reflete no corpo. Ele foi o primeiro em
utilizar o
pletismógrafo com esta finalidade. Fazendo variar
“estado normal” e “estado não
habitual” da pressão sangüínea e jogando com os
intervalos entre as
modificações, Dean* pôde calcular o sistema Morse das
longas (traços) e das
breves (pontos) na comunicação por ST*. Deste modo,
utilizando nomes de
conteúdo afetivo, Dean* conseguiu comunicações por ST*
de Nova Iorque até à
Flórida, perto de dois mil quilômetros, sendo que
freqüentemente o Percipiente*
não tinha Consciência* da percepção Inconsciente*. PLEXOS. Ver Chakras. PLÍNIO “O Jovem”, Caius Caecilius (62-c.114).
Célebre historiador
romano. Interessa em Parapsicologia porque, como
Plauto*, deixou numa das suas
obras a descrição de uma “casa mal assombrada” ou
Poltergeist*, em Atenas. PLINTER GROUPS. Ver Pentecostais. PLURALIZAÇÃO. Ectoplasma* que, segundo a Superstição* do
Espiritismo*, seria
produzida por Espíritos* (?) que se manifestariam independentemente e simultaneamente com o Médium*. PLUTARCO (c.50-c.125). Escritor grego da
Antiguidade Clássica. Foi um dos
sacerdotes em Delfos*. Interessa em Parapsicologia*
principalmente porque no
seu “Éthika” apresenta dadops interessantes sobre as
Superstições*, Oráculos*,
inclusive refere casos de práticas de Espiritismo* na
sua época,
concretamente conta
que Pausânias
“evocou o Espírito* (?)
duma jovem que
mandara matar e Calandas “evocou o Espírito*” (?) de
Aquiles. PN. Sigla
de Paranormal.
Termo introduzido por
H. Carrington*, adotado pela Escola* Norte-Americana e
oficializado no
Congresso Internacional de Utrech*, para substituir o de
Supranormal* (SN*),
sendo que este deve ser reservando-se aos fatos que se
devem a Outra Força,
superior às da natureza. Etimologicamente
paranormal significa à margem
do normal. Por influxo da Micro-Parapsicologia*,
que erradamente pensa que
todos os Fenômenos Parapsicológicos* são
extrasensoriais (ESP* e PK* -?-), o termo Paranormal
popularmente e por erro aplica-se a todos
os Fenômenos
Parapsicológicos*, tanto sensoriais (EN*), como
extrasensoriais (PN), como
superiores às forças da natureza (SN*). Com este
significado abrangente, o
correto é dizer simplesmente Fenômenos Parapsicológicos*.
E também está completamente errado, pelo mesmo motivo,
chamar Paranormal
à pessoa que manifesta
Fenômenos Parapsicológicos*, em vez de usar o termo Psíquico*. Porque Paranormal
(PN)
corretamente só se deve aplicar
aos Fenômenos* não-sensoriais, não-físicos. Rhine* e
Vasiliev* definiram-no
nestes termos: “Fenômeno que não se deve a nenhum
tipo de energia física
conhecido, nem
possível”. No
Congresso Internacional de Parapsicologia celebrado em
Saint Paul de Vence,
1954, os melhores físicos, inclusive Premios Nobel, já
garantiam
encomiasticamente que a Parapsicologia* não pode esperar
nada da Física para
explicar PG*, porque PG* é mesmo não-física. Não-físico,
mas real, é sinônimo
de espiritual no significado estrito do termo.
Paranormal, portanto, em sentido
real significa espiritual, Faculdade ou Fenômeno*
espiritual. A título de
exemplo Ver Sinclair, Upton, Ver também
Espírito e Quarta Dimensão. Ora,
como PK* não existe, a sigla PN ou o termo
Paranormal deve aplicar-se unicamente à
Faculdade ou aos Fenômenos*
de PG* (ou de ESP*). PN
(Paranormal), como Parapsicológico* em
geral, não é sanônimo de patológico, próprio de doentes
ou loucos... O limite,
porém, entre Paranormal e anormal pode em determinados
casos chagar a ser
simples questão de graus ou ponto de vista, nem sempre
fácil de precisar. E
manifestar freqüentemente Fenômenos Parapsicológicos*
(exceção feita dos SN*,
evidentemente) é indicio e leva à Função* Menos. PNEUMOGRAFIA. Desenho ou pintura rudimentar ou escrita obtida
sem o contato visível
do Psíquico*, embora sejam conhecidos os movimentos
sincronizados das mãos,
acompanhando a Pneumografia, por exemplo em Eusápia
Palladino*. A Pseumografia
é feita por Telergia*, Fenômeno de Telecinesia*, com ou
sem intervenção da
Ecto-colo-plasmia*. Pode intervir também o Aporte* de
materiais e de tinta. Há
muita Fraude*. Os Médiuns* mais conhecidos que
apresentaram Pneumografia foram
David Duguid*, E. J. French e as
farsantes Irmãs Bang*. A Bíblia
já refere um Fenômeno* de
Pneumografia, quando no festim de Baltazar surgem certas
palavras traçadas na
parede. Pneumografia muito provavelmente provocada pelo
Inconsciente* do
próprio Baltazar, sendo ele que estava em Estado
Alterado* de Consciencia e
sendo para ele para quem a Pcg* manifestada com a
Pneumografia era mais
emotiva. PNEUMATOFONIA Ver
Psicofonia*, termo
preferível fora do Espiritismo*. PNEUMATOGRAFIA Ver
Pneumografia, termo
preferível fora do Espiritismo*. PODMORE, Frank (1856-1910). Pesquisador inglês, que
trabalhou na SPR* em
recolhimento e análise de Experiências Qualitativas* e
Casos Espontâneos* de
todo tipo de Fenômenos Parapsicológicos*.
Especializou-se no estudo de
Poltergeist* e nas Aparições* de Fantasmas* ou
Espectros*. Sua obra
principal, em colaboração com
Edmund Gurney* e F. W. H. Myers*, é
“Phantasms of the Living”, 1886. Devemos-lhe
também “Apparitions and
Trought Transference”, Londres, 1894 - “Studies in
Psychical Research”, 1897 -
“The Naturalisation of the Supernatural”, Londres, 1908. Morreu
afogado de forma não bem esclarecida
ainda. POIROT, Dr. Ver Ranfaing.vvvmv`vl vv POLINOÍSMvvvvvvlvlvlO. Ver Personificação. POLIPSIQUISMO. Em Psicologia, teoria que considera os centros
nervosos como cérebros
secundários com individualidade própria. Mito*
que acredita numa Alma* Universal,
comum a todos os seres. Cae no absurdo Panteismo*. Em
Parapsicologia* a ação conjunta, ou
reforço na ação, pela colaboração de todas ou várias das
pessoas presentes, na
ação do Psíquico* principal. POLTERGEIST. Palavra alémã que significa “Duende*
brincalhão” ou “Espírito* (?)
travesso”, e
que foi aceita
internacionalmente, prescindindo-se do
significado etimológico, para designar o conjunto
de numerosos Fenômenos
Parafísicos* e por vezes também Fenômenos*
Parabiológicos que se produzem em
determinados lugares ou casas popularmente chamadas “mal
assombradas”. O
Fenômeno* é já de conhecimento muito antigo, como o
demonstram referências em
escritores da antigüidade egípcia e greco-romana. Por
não conhecer a
explicação certa, os sequazes do Espiritismo* e
Esoterismo*, e tantos outros
imbuídos de Superstição*, consideram e chamam o local de
“mal assombrado” por
Demônios* (?) ou por Espíritos* (?) de mortos maus ou,
em tempos mais recuados,
por Gnomos*, Duendes*, etc. Os
locais são muito variados: mansões
antigas, castelos, cemitérios, templos, residências, etc Quando o
Poltergeist* se alastra até por
séculos, é chamado Infestação em
vez
de Assombração. A
Micro-Parapsicologia*, quando
louvavelmente sai do seu laboratorio e não pode
simplesmente negar os fatos, os
atribui à faculdade PK*, inexistente!. Na realidade,
como está sobejamente
provado na Escola* Europeia, por exemplo pelos doutores
Hans Bender*, A .R.
George Owen*, Robert Crookall, John Taylor* etc., esses
Fenômenos* são causados
por alguém ou alguns dos habitantes, o Poltergeist* é
sempre provocado por
alguém que esteja a menos de 50 metros. A maioria das
vezes os Fenômenos*
deverão ser associados a estranhas mudanças de índole
sexual, que se dão na
puberdade, de preferência no sexo feminino. Os
Fenômenos*, quando não normais
ou Fraude*, são sempre EN*, não PN*, e os SN* são
clarissimamente muito
superiores. POPOV.
Ver Grupo Popov de Bioinformação. “POR ETAPAS”. === PORTEIRO Seria
o Espírito* (?) que faz de
Controle* pessoal (?) de um Médium*.
Segundo se diz, o Porteiro tem como sua responsabilidade
a manutenção do corpo
físico do Médium* enquanto o Perispírito* (?) estaria na
produção dos
Fenômenos*. POSCOGNIÇÃO ou POSTCOGNIÇÃO. Ver Retrocognição (RC),
termo e especialmente a
sigla preferíveis. PÓS-ENGRAMA PRESSÔNICO. Assim Maury* chamava a
Alucinação* Hipnogônica,
termo preferível. POSIÇÃO, Efeito de. Nas experiências Quantitativas* de ESP* e da
suposta PK* (?) na
Escola* Norte-Americana, refere-se a modelos de acertos
ou fracassos, isto é, à
Declinação* e à Emergência* relacionadas às posições da
tentativa na série ou
na coluna da folha de registro. POSITIVISTA. Ver Racionalista etc. POSSESSÃO. Determinada Divisão da
Personalidade* com fenômenos psicológicos e mesmo
Fenômenos Parapsicológicos*,
que em determinados ambientes muitas pessoas por
Superstição* atribuem ao
Demônio*, Espíritos* (?) maus de mortos, etc. Não
existe nenhum tipo de Possesso, nem
Incorporação*, etc.,
tudo não passando de erros de interpretação. Ver Demonologia. POTESTADES. Mais um entre tantos nomes que o Animismo*
atribuiu às forças da
natureza divinizadas: Como Exús, Orixás, etc., ou
Elfos*, Gnomos*, Fadas*... São
Paulo com frequencia
alude simbólicamente aos diversos nomes usados pelo
Animismo* popular judaico.
Junto com as Potestades cita os Principados e
concretamente o
Principe do Ar,
Tronos, Soberanias, Dominações, Espíritos das Regiões
Celestiais, etc. (1Co 15,
24; Ef 1, 21; 2,2; 6,12; Cl 1, 16; 2, 10).
POWELL, Evans J. (1881-1958). Juiz de Paz inglês em
Paigton. Médium* não
profissional. de Transe* e de Fenômenos* Parafísicos.
Por seu próprio desejo
ficava horas isolado, atado a uma cadeira, no Gabinete*,
com as cortinas
fechadas, como nas numerosas séries de Experiências
Qualitativas* que realizou
para o “Colégio Britânico de Ciências Psíquicas”. PRANCHETA. De origem francesa, dispositivo ou peça de
madeira. com a qual se pode
efetuar uma combinação de Oui-ja* e Psicografia*.
Consiste numa pequena tábua
triangular, provida de rodas e de um indicador em forma
de seta, que suporta
uma esferográfica ou lápis. O
Psicógrafo* apóia toda a sua mão sobre ela para efetuar
a escrita automática. PRAGMAGNOSIA. Termo proposto por Bret para designar a
Psicometria*
(Parapsicológica), termo preferível. PRAGMÁTICAS. Há muita confusão, mesmo entre Parapsicólogos*
medíocres, e no uso
corrente da terminologia. Pode ser
importante distinguir. As Técnicas,
em principio referem-se a inspirar-se ou manifestar qualquer Fenômeno Parapsicológico*. Com a
Mancia* o Insconsciente*
pode inspirar-se
para manifestar a
Adivinhação*. Com
a Pragmática (de
Adivinhação*) frisa-se que a Mancia* usa
um objeto; e
com a Scopia* frisa-se
que analisa o
objeto. Pragmática,
pois, refere-se a um tipo das
Técnicas para a manifestação de Fenômenos
Parapsicológicos* concretamente mediante
o uso de um objeto. Etimologicamente,
do
grego pragma
= objeto. A
Pragmática tipicamente é usada concretamente para a
Adivinhação*. É neste caso
uma de tantas Mancias*. Se o Psíquico* projeta
alucinatoriamente, ou acha que
está “escrito” no objeto, o que adivinha ou pretende
adivinhar, esta Pragmática
pode merecer e deve nesse caso chamar-se Scopia*. São muitas as
Pragmáticas, “a gosto do
consumidor”. Em Adivinnhação*, algumas Pragmáticas estão
mais em boga e
inclusive prestigiadas, às vezes com alguma razão, como
o Cumberlandismo*, a
Grafologia* (Parapsicológica), a Oui-ja*, a
Psicografia*, a Radiestesia* ou
Rabdomancia*, etc.
Ver também
Ordálias, muitas das quais podem
incluir-se entre as Pragmáticas (de Adivinhação*), mas
nas que há sempre um
aspecto bem claramente diferenciador de todas as outras
Técnicas* e Mancias*. PRAGMOGRAFIA. Ver Ideoplastia, termo preferível. PRANA. Mítico* Fluído* Vital ou força universal e até
divina (?) (Panteísta*).
Assim na Ioga* procuram imbuir-se de Prana nas
respirações profundas: Pranayama.
Neste caso na realidade é o
oxigênio. PRATHY. Ver Substancia Universal. PRATT, Joseph Gaither (1910-1979). Um dos mais
conhecidos Parapsicólogos* da
Escola* Norte-Americana. De 1937 a 1963 levou a cabo as
suas Experiências
Quantitativas* na Universidade Duke* em colaboração com
o Dr. Rhine*. Uma das
experimentações mais conhecidas de ESP*, e considerada
clásica, ao menos dentro
dos pressupostos da Micro-Parapsicologia* e das
exigencias metodológicas
impostas pela ciência Materialista* em voga, foi
realizada com o então
estudante de Teologia Hubert Pearce,
hoje pastor evangélico no interior dos EUA. A partir de
1964, Pratt mudou-se para a
Universidade de Virgínia. É membro de diversas
Sociedades como
a “American Psychical Association”, a
S.P.R.* e a “Parapsychological Association”, de que foi
fundador em 1957.
Participou, além disso, em inúmeros congressos,
conferências e simposios.
Publicou “Parapsychology”, Nova Iorque, 1964 - “ESP
Research Today”, Metuchen,
1973. Um detalhe muito
significativo: participou de
Experiências Qualitativas* com Ted Serios*,
assim dando mostra de ser
verdadeiro cientista, que não se deixou cercenar pelos
preconceitos da
Micro-Parapsicologia*... PRAZO EXISTENCIAL ou PRAZO VITAL, etc.. Contra
a imprecisão da Micro-Parapsicologia*que afirma que “a
ESP* não tem distância
nem tempo”, é necessário precisar e a Escola* Europeia o
faz com o conseguinte
Desafio*. PG* não tem distância no Nosso
Globo. Nem
ativa nem
passivamente nunca ninguém adivinhou
coisa alguma de Fora da Terra
que não fosse conhecida ou “iluminada” de perto por
algum ser humano. É necessário
que entre o Percipiente* e
o fato ou pessoa objeto do conhecimento PG* haja alguma
Relação Psíquica. “Não
tem tempo”, na realidade mesmo dentro
do Nosso Globo não se
adivinham coisas que algum ser humano não conheça ou não
“ilumine” de perto
dentro do Prazo
Curto. PG* pode
manifestar qualquer coisa
conhecida ou
“iluminada” de perto pelo
avô e neto do Psíquico* ou qualquer contemporâneo deles.
Basta que tenham
coexistido pelo menos durante um segundo. Em alguns
casos excepcionais de
pessoas que vivessem 100 anos ou mais, o Prazo Vital
poderia chegar até cinco
séculos. Isto é, PG*
relaciona só vivos com vivos. Ou
com mortos ou ainda não nascidos sobre quando
estavam ou estarão vivos.,
no Nosso Globo. PREANAGNÓSIA. Ver Anagnósia.
PRECOGNIÇÃO. Ver Pcg. PRECONSCIENTE. Ver Inconsciente. PREMONIÇÃO.
O
nome havia sido posto por
Richet* para designar o que hoje chamamos Precognição*
(Pcg), termo e sigla
preferíveis. Premonição, para Richet* e na etimologia
destaca a Psicobulia* do
Inconsciente*, freqüente nestes casos, de prevenir ou
salvar, de avisar
(do latim monitio = aviso) de
alguma coisa previamente
(pre) a que
aconteça. Isto aplica-se a
muitas Pcg’s, mas não a todas. Quando
não se refere ao futuro, denominava-se simplesmente Monição. Os sequazes do
Espiritismo* ou de outros
ramos do Ocultismo* continuam indevidamente usando estes
termos, Premonição e
Monição, precisamente porque eles o interpretam como se
um Espírito* (?) de
morto ou qualquer suposta Potestade* estivesse avisando. E é precisamente por essa
interpretação Supersticiosa*
que em Parapsicologia* se substituiu Premonição por
Precognição*. E o termo
Monição, em geral, foi substituido simplesmente por PG*. PREPARARED RANDON NUMBERS (PRN). Números preparados ao acaso
por meio de tabelas
matemáticas. A definição é de Soal, que empregou o
método em Experiências
Quantitativas* para determinar os cartões em que deveria
concentrar-se o
“Agente*” (?). PRESSÁGIO. Acontecimento ou objeto que provoca uma
sensação íntima, mediante a
qual se anuncia um acontecimento futuro, sendo
considerada como se fosse uma
Comunicação* das Potestades* ou dos Espiritos* dos
mortos, etc. Ver
Pragmáticas. O
Pressagio em si mesmo
nada indicaria. Alguns êxitos inegáveis
devem-se à subjetiva interpretação, estranha e ilógica,
induzida pelo
Inconsciente* de acordo a alguma percepção por HD*,
HIP*, Talento* do
Inconsciente, PG*... PRESSENTIMENTO. Intuição*, emoção interna espontânea e
involuntária que nos faz prever
certos acontecimentos futuros. Deve-se a um cálculo ou
dedução pelo Talento* do
Inconsciente, e que geralmente não deve confundir-se com
Pcg*. PRESTIDIGITAÇÃO. Ver Ilusionismo. Frisa-se principalmente com
este termo a destreza de
mãos de determinados práticantes de Mágica*. PRETERNATURAL. Termo usado pelos teólogos com vários sentidos.
Num sentido
Preternatural refere-se a uma
invencionice teológica: designa aqueles “Milagres*” que
superam as forças da
natureza humana e do nosso mundo, mas não
de todas as criaturas, tais como
os poderes dos Demônios*,
Anjos*,
Espíritos* (?) dos mortos, etc. O mesmo se aplicaria, em
outros ambientes, aos
poderes de Extraterrestres*, ou Potestades*,
Elementares*, etc. Após longas e
aprofundadas pesquisas da
Escola* Europeia conclue-se inapelvelmente que não mais
tem validade tal
distinção. Todo aparente
“Milagre*”,
se é bem analisado, ou é realmente SN*, Milagre* divino, ou então em nada supera as forças
normais, ou EN*, ou PN*.
Não há Milagre* Preternatural, o SN* é só de Deus. O termo
Preternatural tem validade em outro
sentido: designa aqueles fatos ou qualidades
manifestadas pela natureza, mas
que não lhe corresponderiam por sua mesma natureza. Por
exemplo com referência
àquelas qualidades que Deus* concederia como prémio à
natureza humana se os
homens houvessem obedecido: imortalidade, conhecer sem
estudar, isenção da dor
e da doença, etc. Seria o chamado paraíso terrestre de
que fala a Biblia* e de
cuja primitiva Revelação* outras muitas Mitologias* e
religiões conservam
reminiscências. Este
conhecimento de que a humanidade não
alcanzou os dons Preternaturais é importante em
Parapsicologia* para entender o
porque o corpo, nesta situação de “natureza decaída”,
não pode acompanhar as
Faculdades Parapsicológicas* que a Alma* tem por criação
e das que agora só
pode manifestar pequenos detalhes e com perigo, mas que
poderia manifestar no
paraíso com um
corpo impassível e que
poderá manifestar com o Corpo Glorioso* após a
Ressurreição*.
PREVISÃO. Com este termo destacar-se-ia na Pcg* a
projeção sob a forma de
Alucinação* visual. Mas este
destaque deixou geralmente de ser
visado, pelo que é preferivel o termo ou a sigla
Precognição* ou Pcg*,
simplesmente. PREVORST, Vidente de. Ver Hauffe, Frederika. PRICE, Harry (1881-1948). Havia sido perito em
Ilusionismo* e precisamente
como habil Iluionista
interessou-se pela
Parapsicologia* presupondo que tudo o apresentado pelos
Médiuns* e Psíquicos*
seria Fraude*. Terminou por ser um profundo
Parapsicólogo*, ingressando na SPR*
em 1920, após haver fundado a Biblioteca e “Laboratório
Nacional de Pesquisas
Psíquicas”, de que foi diretor até ao seu falecimento. Foi chamado
“Caçador* de Bruxas” e “Caçador
de Fantasmas” pelos muitos Médiuns* e “Dotados*” que
desmascarou. Investigou
também os famosos Psíquicos* Rudi
Schneider* e Stella* C., comprovando que nem tudo era
Fraude* nos Psíquicos*,
mas que, pelo contrário, a Telecinesia* e a Ectoplasmia*
eram naqueles dois
Psíquicos* uma realidade. Como caso curioso que lhe
aconteceu, Ver também
Margery. Publicou
excelentes livros em que relata as
suas Experiências Qualitativas* e análises de Casos
Espontâneos*: “Stella C. An
Account of Some Original Experiences in Psychical
Research”, Londres, 1925 -
“Rudi Schneider. A Scientific Examination of his
Mediumship”, 1932 - “Leaves
from a Psychist’s Casebooks”, 1933 -
“Confessions of a Ghost-Hunter”, 1935 -
“Fifty Years of Ppsychical Research”, Londres,
1939. PRINCIPADOS
Ver
Potestades. PRN. Sigla
de Preparared* Randon Numbers. PROCESSO PRIMÁRIO. Em Psicologia, o que rege os conteúdos do
Inconsciente*. Uma das suas
características é a deformação das imagens que acodem à
Consciência*, quer seja
por deslocação (uma imagem substitui a outra), quer por
condensação (uma imagem
unifica os caracteres que correspondem a várias outras).
Além da Prosopopéia*,
mais importante em Parapsicologia*. PRODIGIO, CRIANÇA. Podemos repetir, com mínimas modificações, tudo
o que foi dito a
respeito dos Gênios*.
PROFECIA. Em sentido menos correto seria igual que Pcg*.
Etimologica e
realmente: falar em lugar de
Deus*. Em sentido estrito: comunicação de
acontecimentos futuros graças
a uma inspiração SN*. A
Profecia, SN*, diferencia-se
clarissimamente da Pcg*, PN*. Mais claramente por ser
amplamrente superior ao
Prazo* Existencial. Como, por exemplo destacado, os Profetas da Bíblia faziam refeência ao
Messias, com antecedência de
séculos e séculos, fechando-se as Profecias 2 séculos
antes de Cristo,
anunciando detalhadamente toda a vida de Jesuscristo.
Aliás, toda a história do
povo hebreu é, diriamos, em macrocosmo toda a vida de
Jesus em microcosmo. São
Profecias muito frequentes, quase contínuas, sem erro
nenhum, implicam
acontecimentos muito complexos, de nações ou de grandes
unidades..., tudo isso
é claramente SN*, supera diametralmente a faculdade PN*
de Pcg*. PROFETAS FRANCESES, Seita dos. Ver Shakers. PROGNOSIA. Ver Pcg, termo preferível. PROGNÓSTICO. Predição
lógica de algo. PROJEÇÃO. Mecanismo
psicológico
importante, que consiste em exteriorizar, por exemplo
atribuindo a outros,
sentimentos e atitudes pessoais. Ver Prosopopeia. PROJEÇÃO ASTRAL Nome
correspondendo a
interpretação completamente errada que no Espiritismo* e
outras clases de
Esoterismo* dão à Bilocação*, à OBE* e à Projeção* de
PG. Seria
uma separação, absurda, entre o corpo
físico e o Corpo* Astral (?) ou Perispírito* (?), este
junto com a Alma* (!),
em que o Cordão* de Prata (?) permaneceria
ainda ligando ambos corpos. Aconteceria
mais frequentemente durante o
sono, sem que o dormente tenha Consciência* disso.
Segundo o esotérico
Muldoon*, os corpos afastam-se ligeiramente do seu ponto
de coincidência
durante o sono, de tal modo que o Duplo (?) possa
recarregar-se. Quando se
apresenta uma doença haveria uma separação maior que a
habitual. Segundo Allan
Kardec*, no sono iríamos a outros lugares, nações e
inclusive a outros planetas!
Conhecem-se ocasiões (afirmam os sequazes do
Espíritismo* e Ocultismo*) em que
se trouxe informação de regresso (em vez de PG*). Com essa
interpretação totalmente
anticientífica e antifilosófica, afirmam que se pode
adquirir uma técnica para
conseguir a Projeção à vontade. Há loucos, fanáticos e
exploradores da boa fé
alheia, que até têm institutos de pesquisa (?) e ensino
de Projeciologia*! PROJEÇÃO DA ESP. Ver Projeção de PG*, expressão preferível apesar
de ainda menos
difundida. Preferível entre outros motivos porque a
Micro-Parapsicologia*,
detentora do termo ESP*, nem conhece esta projeção. PROJEÇÃO DE PG. Trata-se de um tipo de Mecanismo* em L.
“A” pode adivinhar alguma coisa à distância, no
tempo ou no espaço. Como
normalmente conhecemos sensivelmente, em presença do
objeto, quando se conhece
por PG* à distância ou no passado ou no futuro, pode-se
ter a sensação
alucinatória de ter feito tão longo ou tão atemporal
Bilocação*, OBE* ou
Autotransporte* (que seriam SN*). Mas “A” pode
ser visto, fotografado... por
“B” em outro lugar ou em outro tempo: na realidade é
precisamente o que se
entende por Projeção de PG*, isto é: “B” captou por PG*
a imagem de “A” e a
projetou a menos de 50 metros, aqui e agora. Por
Ideoplastia*. Ou a projetou só
alucinatoriamente: a chamada Alucinação* Verídica. PROJECIOLOGIA. Absurda pretensão de controlar uma pretendida
capacidade de Projeção*
Astral.(?). É uma exploração econômica. No Brasil
orquestrada principalmente
pelo espírita Valdo Vieira. Exploração acrescida dos
maiores erros de
interpretação e inclusive abertas mentiras ou, então,
delírios psicóticos. PROMNESIA. Uma, entre tantas, das causas de Déjà* Vu. Memoria de uma Pcg* anterior (Myers*). Consta de duas fases: 1a) Pcg*
de determinado
acontecimento. 2a) Quando ele se realiza, a
Criptomnésia* de havê-lo
preconhecido (Bret). PRONAGNOSIA. Igual que Preanagnosia, uma das divisões de
Anagnósia*. PROSEMIA. Mais um neologismo, que coviria esquecer.
Sinônimo de Pcg*,
preferível. PROSOPOPÉIA. Em grego significa máscara. É a imitação
de outra pessoa ou ser,
real ou imaginario. É a produção de outra Personalidade*
pelo Inconsciente*.
Objetivação de tipos (Richet*). Característica
que acompanha todos os
Fenômenos Parapsicológicos*. Como surgem do
Inconsciente*, o Consciente* não os
reconhece como próprios e os apresenta mascarados:
atribui esses prodígios das
nossas faculdades Inconscientes* ao Divino Espírito
Santo, ou pelo contrario
aos Demônios*, Espíritos* (?) dos mortos, Reencarnação*, etc. Nào
confundir com Divisão ou Cisão da
Personalidade*. PROSOPOPESE. Ver Prosopopeia, termo preferível. PROVIDÊNCIA, Divina. Do popnto de vista
filosófico-teológico, isto é, por
raciocinios a partir, respetivamente, da ciência de
observação, e da Revelação*
fundamentada na ciência de observação, tudo é
providencial, Divina
Providencia Ordinaria. Tudo acontece porque
Deus* quer ou o permite. Mas
para considerar algúm
fato como devido à Divina Providencia
Especial
, isto é, para afirmar
racionalmente que Deus* está se servindo especialmente
de algum acotecimento
em si mesmo
natural, uma de duas: ou esse fatro forma parte de um
conjunto de
acontecimentos que irrecusavelmente mostram que Deus*
está dirigindo essas
forças da natureza com um domínio que só o Dono da
natureza pode ter; ou então
aquele fato está “assinado” por algum outro fato SN*,
que só Deus* pode fazer,
e este fato SN* é que garante que aquele acontecimento
natural é Especialmente
Providencial. Ver Visões* Religiosas. PRUDEN, Laura ( ==== ). Psíquica* de Cincinnati.
Impressionou fortemente o
Dr. Hereward Carrington* pelas suas manifestações de PG*
por Criptografia*,
quando a submeteu a provas em magníficas Experiências
Qualitativas*, em 1925. PSEUDOREMINISCENCIA. Ver Paremnesia, termo
preferível. PSI.
Em primeio lugar é muito importanto não identificar Psi
com os prefixos Psico-
ou Psiqui-... O termo Psi
foi proposto por Robert Thouless* para designar
todos os Fenômenos
Parapsicológicos*, tanto Objetivos como Subjetivos, sem
designar a sua
natureza, que não obstante supunha-se em muitos casos
extrasensorial. Mais tarde, os
Fenômenos Psi foram
subdivididos por Thouless* e Wiesner. Ambos os
cientistas consideraram que os
Fenômenos* Subjetivos deviam denominar-se casos
Psi-Gama* (PG*),
e os Fenômenos* Objetivos denominar-se
casos Psi-Kapa* (PK*). No Congresso
de Utrech*, em 1953, foram aceitas as referidas
classificações. Fenômenos PSI
equivaleria a Fenômenos
Parapsicológicos*, na errada redução e extrapolação da
Micro-Parapsicologia* ou
Escola* Norte-Americana que não conhece os Fenômenos EN*
nem SN*, e que pensa
que todos os Fenômenos Parapsicológicos*
são PN*. Mas para
a reta Parapsicologia* só
podia prevalecer
o termo PG* e não o
termo PK*. Porque a Escola* Teórica sabe inapelavelmente
que nem todos os
Fenômenos* Subjetivos são PN*, e nenhum dos Fenômenos*
Objetivos, muitos
daqueles e todos estes sendo EN*, além dos SN*. Exatamente,
portanto, Psi designa os
Fenômenos da faculdade PG* (e ESP*). Só, contra toda a
imensa ignorância e
confusão da Escola* Norteamericana. PSICAGOGO. Evocador de Espíritos* (?) dos mortos, das
chamadas sombras,
nos templos da Antiguidade
grega. PSICOBULIA. Nome proposto pelo Dr. H. Tanagras*. Conjunto
de qualidades do
Psíquico*, especialmente a vontade, geralmente
Inconscientes*, que dirigem
os Fenômenos Parapsicológicos* . Propriamente
não deveria confundir-se com
Telebulia*. PSICOCINESIA. Ver PK. PSICODÉLICO. Isto é, que alteram o psiquismo. Sinônimo de
Alucinógeno* e de
Psicomimético*, aplicado às drogas e baseado nas provas
de que elas expandem a
percepção, podendo ocasionar alguma vez Fenômenos
Parapsicológicos* . PSICODIAGNOSE. Diagnóstico e até o prognóstico de uma
enfermidade, feitos (algumas
vezes) por Faculdades Parapsicoloógicas*: HIP*,
PG*, Talento* do
Inconsciente, etc., e podem enquadrar-se
também certos
casos de Autoscopia* e
Heterocospia*. PSICODINAMIA. Assim chamou Boirac* o conjunto dos efeitos
erradamente interpretados
como devidos ao Magnetismo* Animal, ou realmente
realizáveis pela Telergia* e
Ectoplasma*. Como dizia Boirac*, ciência dos fatos em
que um “ser animado
parece agir sobre outros seres animados (Psicodinamia
Vital) ou sobre a matéria bruta (Psicodinamia
Material) por intermédio de uma força sui generis,
distinta de todas as forças
conhecidas, ainda que análoga às forças radiantes ou
circulantes, tais como o
calor, a luz, a eletricidade e o magnetismo”. Refere-se
a todos os Fenômenos* Parafísicos.
Parte-se do pressuposto errado de que todos se devem a
forças naturais,
etimologicamente dinamismo
psíquico (no
sentido de mental e humano), mas na realidade como em
todos os Fenômenos* da
Para-psico-logia,
não se
exclue que de fato sejam realmente SN* alguns entre
esses Fenômenos*
apriorísticamente todos considerados SN*, antes e mesmo
hoje, pelas diversas
religiões e Seitas*. PSÍCODO. Mais um neologismo usado pelo prestigioso
Parapsicólogo* Dr.
Marc Thury*. O Psícodo seria responsável
por todos os Fenômenos* Parafísicos, deixando de lado
aqui os SN*. Substitue um
aspecto do que antes chamavam Od*, etc., etc. Ver
Fluido. Mas o
termo deve ser rejeitado, mesmo que só
seja porque esse seu componente Psi-codo
estaria sugerindo, embora não para o grande
parapsicólogo Thury*, o erro da
Micro-Parapsicologia* de considerar que todos os
Fenômenos Parafísicos* seriam
PN*, sendo que na realidade são todos EN*, não há PK*, e
ainda “esquece” os
Fenômenos SN*. Se tomamos o
Psícodo, que também chamou Força Ectênica,
como realmente era a
intenção de Thury para designar o instrumento verdadeiro
na realização de todos
os Fenômenos* Parafícos EN*, equivale à Telergia ou em
alguns casos ao
Ectoplasma*, termos preferíveis. PSICÕES. Uma Hipótese engenhosa mas com pouquíssima
precisão e abundantíssimos
erros filosóficos nos conceitos, inclusive
contraditórios, idealizada por
W. H.
Carrington* para tentar explicar
os Fenômenos PN*. Segundo
H. Carrington* o nosso psiquismo espiritual
seria constituído por elementos (!)
simples, análogos ao átomo, ou melhor, às partículas que
constituem o átomo.
Seriam partículas
psíquicas
imateriais(!) mas muito reais, que
atravessam o tempo e o espaço, fazendo-o a uma
velocidade (!) de tal forma
prodigiosa que se pode considerar praticamente (!) a sua
propagação como sendo
instantânea. Assim
explicaria (?) PG*, por meio de
ligações de Psições emanados (!) dos diversos sistemas
nervosos. A quase
instantaneidade de propagação dos
Psições permitiria concretamente também a Pcg* (!) e RC*
(!), visto que os
Psicões podem subir (!) ou descer (!) o tempo, passado
ou futuro, graças à
extraordinária superioridade da sua velocidade (!) em
comparação com a qual a
da luz é tão lenta como um caracol comparado com um
foguetão espacial. Explicaria (?)
também a Divisão da
Personalidade*: determinados sub-sistemas de Psições
fortemente relacionados
entre si, podem, por vezes, emancipar-se no seio dum
sistema pessoal fraco e
pouco coerente de diversos Psicões. No
vocabulario do
Ocultismo*, Psicões correspondem às Larvas* Astrais. PSICOFONEMA. Para
alguns pedantes no seu
puritanismo da linguagem, seria o efeito da Psicofonia*,
mas o uso consagrou
não distinguir o efeito e o ato, portanto basta
Psicofonia*, termo preferível. PSICOFONIA. Vozes, música, assubios, etc. de procedência
“misteriosa”, na relidade
efeito da Telergia*, não sendo propriamente Psicofonias
as vozes etc
“misteriosas” que comprova-se
terem
outra causa. Entre todas as
pretendidas Psicofonias
fizeram-se famosas as gravações em fita virgem, feitas
num gravador, de vozes
humanas, ruídos e músicas..., “sem que ninguem (?) as
produzisse”. A mania atual
das Psicofonias começou quando
Jurgueson*, que ficou famosíssimo, acreditou haver
captado vozes de sua
falecida mãe (!). Logo após de Jurgueson* e sua
propaganda espírita, Bayless e
Sealey conseguiram “algumas gravações paranormais”
(?)..., que
não foram
cientificamente analisadas. A gênese
“científica” (?) destas Psicofonias
começou oficialmente (?) no pequena localidade de
Molnbo, perto de Estocolmo,
no dia 12 de junho de 1959. Meses depois, em 19 de
outubro do mesmo ano, o
espírita sueco Dr. Konstantin Raudive* pôs-se em
comunicação com Jurgenson* e,
desde então, começou a produção e estudo (?)
sistematicos das Psicofonias,
multiplicando-se cada vez mais os... “entusiastas” e a
propaganda com a
aberrante interpretação típica do Espiritismo*. Os
“especialistas” (?) trabalham sem
microfone, com um díodo, uma câmara de Faraday e algumas
outras inovações.
Entre os produtores e investigadores (?) espíritas,
sobressaíam o suíço Alex
Schneider, o alemão Theodor Rudolph, o vienense Franz
Seidl e o inglês V. A .
Rushton. Centenas de vozes apareceram nas fitas. Outros
supersticiosos
delirantes declararam ter gravado as vozes
dos Espíritos* (?) de Churchill, Hitler, Stalin,
Tolstoi e muitos outros
homens famosos da história. Assim surgiu a epidemia de
fanáticos com sua
pretendida TCI*. No
Espiritismo* a Psicofonia* é chamada Voz
Direta, como se se tratasse de vozes de Espíritos* (?),
contraditoriamente
falando sem corpo nem laringe..., diretamente aos
presentes ou a aparelhos de
gravação. E quando se trata de músicas, multiplicando as
contradições, seria
toda uma orquestra de Espíritos* (?) do Além com seus
instrumentos...
periespiríticos (?). (Periespírito também dos
instrumentos que não têem
espírito!). Os
Parapsicólogos* encontraram muitas
explicações inclusive normais em muitos casos: defeito
na fabricação da
fita, barulhos
por manipulação do
gravador, sons não ouvidos conscientemente pelos
presentes mas captados e
depois ampliados pelo gravador, etc. Mas a
Psicofonia propriamente dita, ou
realmente Parapsicológica*, é por Telergia*. Qualquer
toque telérgico em
determinado ponto do gravador, e este se converte numa
espécie de rádio, e as
vozes, músicas, etc são gravadas pelo próprio gravador.
Até que seria curioso
que o fanático que passa horas, durante dias,
messes e anos querendo realizar TCI, não
conseguisse alguma vez esse
toque telérgico... Há também uma manifestação metanoica
ou fonação subsônica,
espécie de ventriloquia Inconsciente*. Ver também
Emissão Hiperestésica. Nas
Psicofonias sem instrumentos, ouvidas
no ar simplesmente, a explicação em situação
Parapsicológica é tambem a
Telergia*, que faz vibrar o ar em forma de voz, música,
susuros, etc.. Ou
inclusive com uma “laringe” de Ectoplasma* mais ou menos
ténue. Ou mais
densa...: os Fantasmas* falam. A
Psicofonia é mais um de tantos Fenômenos
Parapsicológicos* relativamente freqüentes, cuja
existência a
Micro-Parapsicologia* nega ou em último caso a atribue
erradamente à inexiste
PK*. Mas jamais se obtêm Psicofonias propriamente dita
em recintos
absolutamente fechados a toda onda sonora, elétrica,
etc., nem a origem do som
é a mais de Cinquenta* Metros de distância do Psíquico*,
como determina o
Desafio*. PSICOFOTISMO. Ver Fotogênese, termo preferível. PSICOFOTOGRAFIA. Ver Escotografia,
termo
preferível. PSICOGNOSIA. Assim queria Bret designar PG* incluindo HIP*,
que não suspeitou.
Estas e as de qualquer das suas divisões são as siglas
(e termos) preferíveis. PSICOGRAFIA. É a realização de escritos ou desenhos sem a
intervenção da vontade do
indivíduo, de modo totalmente Inconsciente* ao menos no
relacionado com a
escrita ou desenho, podendo o Psicógrafo
ao mesmo tempo estar ocupado mentalmente na leitura
ou conversando. Ver
Divisão da Personalidade*. Geralmente
a mão do Psicógrafo age a um
ritmo furioso, sem pausas. A velocidade é típica dos
Automatismos* e outras
manifestações do Inconsciente*... Alguns
Psicógrafos podem escrever em línguas
estrangeiras desconhecidas do Consciente*: Ver
Xenoglossia*. Não se
justificam os neologismos Psicopictografia ou Pictografia para referi-se
`Psicografia concretamente em desenhos. Um
Psicógrafo* com amplo
Desenvolvimento* ou bem treinado, inclusive voluntaria e
conscientemente pode
obter desenhos ou pinturas de pessoas e lugares, nem
sempre imaginários, senão
inclusive facilmente reconhecíveis, assim como de
pessoas deste mundo que ele
conscientemente não conheceu. Mattew Manning* na sua
obra “Um Fenômeno
Paranormal” descreve encomiasticamente este aspecto da
Psicografia*. Também
podem fazer desenhos em estilos diversos e mesmo
clássicos, sem que disso em
estado Consciente* tenham suficiente noção. Não é o
caso, apesar de tanto
“entusiasmo” dos sequazes do Espiritismo* no Brasil, de
Luis Gaspareto, segundo pronunciamento
oficial do Diretor do Museo
de Arte de Sao Paulo (MASP) e por reconhecimento do
próprio Gaspareto: Na
realidade são muito medíocres imitações de pintores
impressionistas que ele
conheçe, e após muitos anos de treino... A Superstição*
considera esta manifestação
como devida aos Espíritos* (?), Mahatmas*, Demônios*, e
outras Entidades* que
não são do nosso mundo. É uma forma muito comum da
atividade psíquica entre os
espíritas, mas nem sempre ausente de Fraudes*... Nesse
sentido no Brasil
exaltam o caso de Chico Xavier. A própria irmã mais
velha de Chico testemunha
que seu irmão desde criança ficava horas e horas lendo e
depois outras horas
treinando o Automatismo* da Psicografia. Com quase
identica habilidade chegou a
Psicografar o sobrinho de Chico, Amauri Pena, ensinado e
treinado pelo tio, e
que publicamente reconheceu que nada disso, dele proprio
e do tio, tinha
a ver com os Espíritos* (?). Em todo
caso trata-se de uma Psicografia vulgarissima, só em
português!, e de autores
que ele tenha lido! Um Espirito* (?) de morto que não
saiba português não tem
vez com o “papa”do Espiritismo* Brasileiro..., “o melhor
do mundo”. Na
realidade a Psicografia não supera as
Faculdades Parapsicológicas* do Inconsciente*. Ver
Inspiração. Jamais apareceu
a Senha*, etc. Ver Comunicação. Contra o
que aconteceu no Brasil
precisamente com Chico Xavier, já de há muito tempo a
partir de sentença do
Juiz Eve, de Londres, em julho de 1926, o Psicógrafo é o
único autor do escrito
ou desenho produzido e, por conseguinte, é o único
responsável e o único dono
de todos os valores por direito de propriedade inerentes
ao mesmo, a não ser
que haja anteriormente qualquer acordo especial em
contrário, mesmo que tal
escrito seja dirigido ao assistente à sessão como
destinatário ou como quer que
seja, mesmo que
o material contenha
assuntos pessoais do destinatário.
PSICOGRAFIA INDIRETA. Alguns, incorretamente,
chamam assim a
Pneumografia*. PSICÓGRAFO. (Alem, evidentemente, da pessoa que realiza
Psicografias*). Máquina
inventada pelo Dr. Cannon com a intênção de “ler o
pensamento”, ou uma espécie
de Detector de Mentiras mais avançado. Não teve o êxito
almejado. PSICOHIGIENE. Termo introduzido por Hans Bender*. Englobam-se
todos os estudos
relacionados com o perigosíssimo Curandeirismo*. Inclue,
portanto, os estudos e
casos de toda clase de Cirurgia* Mediúnica. Inclue as
“curas” (?) por simples
Imposição* das Mãos ou por passes, por Orações* Fortes e
tantas outras
Técnicas* ou métodos
em si mesmos
absolutamente inúteis. Inclue também
os estudos sobre casos especiais de Analgessia*,
Atoxina*, o poder da Sugestão*
sobre o próprio organismo, as doenças e “curas” de
origem psicológica,
etc, etc. Completamente
diferente das curas SN*. Aliás,
constata-se por todas partes o intento desavergonhado de
identificar o
Curanderismo* ou Curas* pela Fe e as tão diferentes
Curas* com Fe. Os
curandeiros e seus propagandistas abusam das curas de
paralisias, doença que
jamais se admite como SN* por ser uma das doenças mais
claramente de origem
Histérica*. A cura de uma paralisia só é admitida como
SN* quando invetetrada e
simultanea e instantaneamente houver recuperação das
forças e\ou dos
músculos. === No
ano de 1452, quando São Francisco de
Padua* estava
construindo o mosteiro em Spezza, diocese de Cosenza,
levaram até ele num catre
uma mulher de Cortona. Estava paralítica havia
trinta anos!
São Francisco de Padua, como se só
pensasse na obra e rezando como habitualmente, mandou a
paralítica ir até uma
carroça carregar nas costas uma grande pedra e levá-la
aos construtores. Ficou
então admirada, feliz, agradecendo a
Deus* por tão bondoso milagre pela intercessão do seu
Santo. Viveu
sempre perfeitamente curada. === É
característico e a mais clara prova da má
intenção e aberta senvergonhice ou loucura de todos os
praticantes de
Curandeirismo*: É típico por um lado declararem-se
espíritas e inundar de
Espiritismo* todo o ambiente, e por outra parte colocar
imagens e quadros de
Cristo, de Nossa Senhora, usar nomes católicos e
inclusive invocar a Deus*... É
a maior desonestidade, o chamado “pecado contra o
Espírito Santo”: usar Deus*
contra Deus*, usar o nome de Cristo para afastar do
Cristianismo...
PSICOLOGIA DESCONHECIDA, PSICOLOGIA
PARANORMAL, PSICOLOGIA SUPRANORMAL, PSICOLOGIA TRANSCENDENTE... Termos que
alguns precipitadamente
pretendem para a Parapsicologia*, mas que evidentemente
não podem ser aceitos. Desconhecida
não é verdade. Paranormal
designa só parte do objeto da
Parapsicologia*. Supranormal
e
Transcendente ou designa só uma parte
do objeto, ou para
seus corifeus têm
uma forte carga da errada
interpretação espírita... PSICOMETRIA. Em Psicologia designa a medição de qualidades ou
tendências do
individuo. Em
Parapsicologia*, dado que o termo designa
uma Mancia* que nada tem a ver como a Psicometria da
Psicologia, quando
conveniente para evitar confusão acrescenta-se o
adjetivo especificativo:
Psicometria
Parapsicológica. Designa
uma modalidade de PG*, em que a informação respeitante a
uma pessoa ou
acontecimento, passado (RC*), presente (SC*) ou futuro
(Pcg*), é suscitada
a partir de um objeto pertencente a
essa pessoa ou relacionada com esse acontecimento. O termo
inventado pelo 0cultista* delirante
Joseph Rodhes Buchanan*, foi repetido e usado
freqüentemente pela Sra. Denton.
Esta Parapsicóloga*, em relativa homenagem ao Ocultista*
adotou o pseudônimo
Buchanan, e com numerosas Experiências Qualitativas* em
1863 foi comprovando a
Psicometria nas pesquisas do seu esposo, Dr. William Denton, Professor de Geologia em
Boston. A Psicometria,
Após outras muitas
Experiencias Qualitativas* e análise de Casos
Esponâneos, a Psicometria foi
chamada, seguindo Richet*,
Criptestesia
Pragmática (do grego pragma =
objeto), e seguindo Boirac*,
dizia-se Metagnomia
Tátil (porque
tocando
ou em presença de um objeto). A
Superstição* e erradamente inclusive
alguns Parapsicólogos* como o Dr. Zdenec Rejdák*, falam
em misteriosa
Impregnação*, ainda seguindo tão fora de tempo os
delirios do Ocultista*
Buchanan*. Na
realidade não se deve à tal Impregnação*,
senão que o objeto é uma espécie de pergunta implícita
ao Inconsciente* do
Psíquico*. PSICOMIMÉTICAS. Isto é, capazes de imitar as manifestações da
Psicose* e
desencadeá-la. PSICOPATIA. Termo empregado por Boirac*. Ver Função Menos,
termo preferível, mesmo
que só fosse para evitar confusões com a Psicopatia
psicológica e
psiquiátrica. PSICOPLASIA ou PSICOPLASTIA. Ver Ideoplastia, termo
preferível fora do
Espiritismo*. Aqueles termos são empregados pelos
espíritas para designar a
Materaialização* de “entidades do além” (?), Moldes*
“transcendentais” (?),
Escotografia* “espírita”
(?), etc. PSICOPICTOGRAFIA. Alguns Parapsicólogos* pretensiosos, e
principalmente muitos
sequazes do Espiritismo, estão começando a
usar este termo para designar a Psicografia*
concretamente de desenhos.
Ou com um pouco menos de snobismo: Pictografia. Nenhum destes
dois neologismos se justifica,
por desnecessarios e por estar já consagrado o termo
Psicografia*,
simplesmente. PSICORRAGIA. Quando se faz uma ferida no corpo há uma
hemorragia. Por analogia se
diz que há uma Psicorragia quando há qualquer
manifestação de Fenômenos
Parapsicológicos*,
pois supõe e amplia
uma “ferida” ou Função*
Menos no
Psíquico*. PSICOSCOPIA. Termo que ara utilizado pela Escola*
Materialista, e às vezes ainda
hoje, com impropriedade, para designar a pesquisa em
Parapsicologia*. Por
vezes alguns, também impropriamente,
chamam Psicoscopia à Psicometria*, termo preferível. PSICOSE. Em Psicologia e Psiquiatria o termo refere-se à
doença mental grave,
que provoca uma nítida perturbação do comportamento e
que não pode ser
compreendida como um prolongamento ou exagero de
vivência ordinária, e da qual
o doente não tem Consciência*. Em contraposição ao
Neurótico*, que exagera
a realidade, o Psicótico
sai da realidade. Ciclotímico,
na
classificação de
Kretschmer, é o indivíduo caracterizado
pelas tendências, ainda não
exageradas, às mudanças periódicas de humor e
sentimentos; com tendência para
alternar períodos de euforia e depressão. Em casos
graves o doente é
considerado Psicótico Maníaco-Depressivo. Em
casos intermediários são
chamados Cicloides. Os
Supersticiosos* acham, e defendem
inclusive fanaticamente, que os Psicóticos são vítimas
de Possessão* ou
Incorporação*, e os Cicloides e Neuróticos seriam
vítimas de Obsessão* ou
perseguição de Demonios*, ou de maus Espíritos* (?) de
mortos, etc. PSICOTRÔNICA. Termo criado pelo “Group for
Psicotronic Investigations”, de Praga,
Tchecoeslovaquia, sob a direção do Dr. Zdenek Redjad, para designar a Parapsicologia* do modo
como era concebida então
pela Escola*
Materialista. O termo
Psicotrônica deriva de psiquismo, aliado às últimas sílabas do nome duma
ciência completamente
nova, a eletrônica.
Comporta a
afirmação, pretensão ou esperança de uma Parapsicologia*
materialista e aplicada
ou prática. Ver, por exemplo, Grupo* Popov de
Bioinformação. Fundaram a
“International Assotiation for Psichotronical Research”
sob a presidência do
Dr. Zdenek Rejdak. O “I
Congresso Internacional de
Psicotrônica”, Montecarlo, 12-22 de Junho de 1973 e a
“Associação Internacional
para Investigação de Psicotrônica” deu unânime voto de
agradecimento ao Pe.
Quevedo* pelo seu trabalho na área de Parapsicologia*,
...apesar de que o Pe.
Quevedo* e o CLAP* não concordam com a utopia da aplicação das
Faculdades Parapsicológicas*, nem
com o reducionismo materialista a só Fenômenos
EN*. Posteriormente
a Psicotrônica deixou de lado
em grande parte sua pretenção de utilização prática,
embora continuasse da
Escola* Materialista. O seu conceito e âmbito
foram descritos a 30 de Junho de 1975 pelo “II
Congresso Internacional
de Psicotrônica” realizado em Monte Carlo, Mônaco, da
maneira seguinte:
“Psicotrônica é a ciência que, de uma maneira
interdisciplinar, estuda as
interações entre organismos vivos e a sua ambientação
interna e externa, bem
como o processo energético envolvido. Essas interações
ocorrem através de
forças possíveis de observação. A Psicotrônica reconhece
que matéria, energia e
Consciência* são interconectadas. O estudo integrado
dessas relações contribui
para uma nova compreensão das capacidades energéticas do
ser humano, organismos
vivos e os processos da vida em geral”. E
atualmente a Psicotrônica,
como toda a Escola* Materialista, uniu-se à Escola*
Eclética aceitando também
os Fenômenos PN*. Nisto sempre destacou o benemérito
Parapsicólogo Dr. Milan
Ryzl*, inicialmente sob as ordens de Redjad, e logo de
maior prestigio
internacional. PSI GAMA . Ver PG. PSI KAPA Ver PK. PSI MISSING ou FALHA DE PSI. Ver Fracasso Excedentário. PSIÔNICA. Termo que recentemente alguns pretenderam
introduzir para substituir o
termo Parapsicologia*, que continua sendo preferível, e
tanto mais que Psi-ônica
destila o preconceito da Micro-Parapsicologia* de
reduzir tudo a PSI*. PSÍQUICAS, CIÊNCIAS; ou PESQUISA PSÍQUICA. “Psyhical
Sciences” ou
“Psychical Research”, designação que inicialmente, a
partir de 1882, dava-se à
Parapsicologia*. PSÍQUICO. Em Psicologia e na nomenclatura comum, designa
o pertencente ou
relativo à psique ou mente (não insistindo na
identificação de psique e Alma*).
A própria vida mental, incluindo tanto os processos
Conscientes* como os
Inconscientes.
Em
Parapsicologia* o termo designa as Pesquisas* e os
Fenômenos* da Parapsicologia* clássica.
Modernamente
usa-se o termo Psíquico,
para designar em geral a pessoa que
manifesta qualquer Fenômeno
Parapsicológico*. Querendo-se diferenciar ou
concretizar, usar-se-á Metagnomo*, quando se
trata concretamente de
Fenômenos PN*, e Sensitivo* quando de Fenômenos EN* de
conhecimento. A
não ser que se pretenda concretizar mais
ainda e então se usarão os termos Telepata*,
Clarividente*, Psicógrafo*,
Hiperestésico*, etc. PSI-SUCESSO. Mais um neologismo entre
tantos com que a
Micro-Parapsicologia* embadurna
desnecessariamente a nomenclatura, neste caso para
simplesmente designar
cada acerto
nas Experiências
Quantitativas* de ESP* ou do que eles acreditram ser
PK*. PSYCHICAL RESEARCH FOUNDATION. Instituição fundada em 1960
em Durham, Carolina do
Norte, EUA, com a finalidade específica de estudar os
fatos, assim como os
argumentos filosóficos a partir dos fatos, em relação à
questão da
Sobrevivência* post mortem. O primeiro presidente foi o
Dr. Pratt* da
Universidade Duke*, na própria Durham, e o
Vice-Presidente o Dr. Price* da
Universidade de Oxford, Inglaterra. Publicam o boletim
Theta*, da primeira
letra da palavra grega thanatos, que
significa morte. PSYCHOFON. Ver SEIDEL, Franz. PT.
Sigla de Pura
Telepatia. É o
conhecimento por um Psíquico* (o Telepata),
do pensamento ou estado mental de outra pessoa
(Rhine*). Trata-se de um
subtipo de ESP* ou de PG*. Em contraposição a PC* Contra a
afirmação, mais uma vez equivocada,
da Micro-Parapsicologia*, trata-se de uma classificação
meramente prática.
Porque em teoria em aparente PT nunca se pode
excluir com toda certeza
(embora possa ser menos provável) que o conhecimento
seja obtido atravês de
reflexos físicos que acompanham todos os atos psíquicos,
e então seria PC*. E à
inversa. Ver PC, onde se faz um raciocinio
análogo.--------------------------------------------- Em todo caso,
o aspecto PT é sempre mais
destacado, porque PG* é sempre no Prazo* Existencial,
com Relação* Psíquica,
etc. Mas, embora elementar, essa reflexão teórica da
Escola* Européia é demais
para a metodologia da Micro-Parapsicologia*...
O termo Telepatia
foi introduzido pela primeira vez em 1886 por F. Myers*.
A definição proposta
por Myers* é prudente: “Trata-se de uma comunicação de
impressões de uma mente
a outra fora das vias sensoriais conhecidas”. Trata-se,
fundamentalmente, de duas pessoas
que se encontram em “contato” Parpsicológico*,
extrasensorial. As duas pessoas,
ou sujeitos quando se trata de uma experiência,
constituem o Casal
Telepático. Literalmente
Tele-patia significa sofrimento
à distância (do grego tele = longe e pathos = sofrimento),
porque a emotividade da mensagem é um dos fatores que
mais facilitam a
manifestação de PG*. PUBLICIDADE SUBLIMINAR. Ver o termo análogo
Propaganda Subliminar. PUHARIT, Andreas. Médico. Conhecido como grande propagandista do
Espiritismo* no plano
de descarado negócio. Notabilizou-se sobretudo pela
promoção e exploração
comercial que fez de Arigó* e de Uri Geller*. Conhecedor
de Eletrônica inventou
e registrou um aparelho utilizado por Uri Geller* e
outros Ilusionistas* e
falsos Psíquicos* em falsas Telepatias*. PURO ESPÍRITO. Ver Espírito Puro. PURGATÓRIO. Um estado temporario, durante a Biostase*, em
que os fiéis são
purificados pelo arrependimento antes de completar-se a
Ressurreição*. Tem que
ser, em geral, após 8 dias após a morte clínica e antes
dos 21 dias, quando se
completa a morte e a Ressurreição, na eternidade não há
nem tempo nem mudança. Além de
incluído na Revelação*, o esencial
da doutrina do Purgatório pertence ao consenso
universal, está em todas as
religioes de todos os tempos e de todos os povos. Os
próprios áseclas da
Reencarnação*, contraditoriamente com o seu conceito de
Karma*, também falam de
algo correspondente ao Purgatório na que eles chamam
Esfera Etérica (?),
conquanto todo o sofrimento seria mental e produto dos
próprios desejos do
Espírito* (?). A própria Reencarnação* corresponde
desproporcionalmente ao
conceito de necessidade de purificação. PUYSÉGUR, Marquês Armand Marc Jacques Chatened
du (1744-1825). Nobre francês
que nos seus domínios de
Busancy, perto de Soissons, continuou as Experiências
Qualitativas* de Mesmer*
e, por acaso, fez uma grande descoberta. Nos seus
domínios tinha uma “árvore
magnífica” e aí se dedicava a “tratar” todos os
necessitados. Um dia algo de
estranho sucedeu. Um camponês, Victor
Rasse, que “andava em tratamento” de uma doença
pulmonar, em vez de entrar
nas habituais convulsões, adormeceu profundamente entre
os braços do Marquês du
Puységur, que teve enorme dificuldade em acordá-lo,
verificando que o seu
estado não era um simples sono, mas sim uma forma
especial, que permitia que o
camponês respondesse às perguntas e tivesse
maniferstações do que hoje chamamos
PG*, diagnosticando a sua doença e dos outros e até
receitando remédios. Em
suma, criara-se o estado que hoje se designa por Sono
Hipnótico*, descobriu-se
o Hipnotismo*. Sua
publicação principal foi “Mémoire du
Magnetisme Animal”, Lião, 1786. PSYCOPHON. Ver Seidel, Franz, seu inventor.
- Q - QD. Sigla
de Quarter* Distribuition. QUAKERS.
Ver
Sociedade dos Amigos. QUALITATIVAS, Experiências. Em
oposição às Experiências
Quantitativas* da Micro-Parapsicologia*, nas
Experiências Qualitativas da
Escola* Européia trata-se de pôr circunstâncias aptas
para a manifestação de
“Casos Espontâneos*”, ou de aproveitar ocasiões em que
se espera que possam
surgir e inclusive se repetirem, em ambiente e em
condições bem preparadas e
programadas para poder observa-los e registrá-los e
analisar suas qualidades
até os mínimos detalhes, com quantas testemunhas e
observadores qualificados e
aparelhagem seja conveniente.
Dado que os
Fenômenos Parapsicológicos* são
espontâneos e incontroláveis, as Experiências
Quantitativas* inibem ao máximo a
manifestação e só trabalham com mínimos aspectos e
simulacros de Fenômenos
Parapsicológicos*, daí a necessidade das Experiências Qualitativas.
Mesmo as Experiencias
Qualitativas devem ser feitas com suma discreção
procurando que o Psiquico*,
dentro do possível, sinta-se no seu ambiente e inclusive
nem saiba, quanto
possível, das circunstâncias em que está sendo
observado. De todas formas, em
reta Parapsicologia* é necessaria também a compilação e
análise de Casos
Espontâneos*. QUANTITATIVAS, Experiências. São características da
Micro-Parapsicologia*.
Experimentação na frieza emocional do laboratório.
Redução ao mínimo do aspecto
a ser experimentado. Repetindo inumeráveis vezes.
Resultados analisados por
estatística matemática... Este tipo de
experimentação, muito bom para
realidades absolutamente materiais, mecânicas,
regulares..., é tanto mais
inadequado quanto mais animado, espontâneo, livre,
espiritual... seja a
realidade a ser estudada. Não fosse porque essa
metodologia é fruto de uma
lamentável Lavagem* Cerebral arquitetada pelos
Racionalistas* etc, seria
questão de rir frontalmente às gargalhadas por tamanha
ignorância e irreflexão
dos “cientistas” estabelecidos e, consequantemente, da
Micro-Parapsicologia*. Nem haveria
que frisar que essa frieza
emocional e demais características típicas das
Experiencias Quantitativas,
praticamente nada tem a ver com os verdadeiros Fenômenos
Parapsicológicos*...
QUAQUERS. Uma sociedade religiosa não formalista, que foi
fundada por George
Fox, de Leicester, Inglaterra, em 1666, sob o nome Sociedade dos Amigos, e que posteriormente
se difundiu muito em
Norte-America sob este nome de Quakers. O
que interessa em Parapsicologia* é... o
nome quakers
(= tremedores). Originalmente era um termo
depreciativo, devido aos
estremecimentos ou tremores que apresentavam nos seus
Transes* antes de
começarem a falar como se estivessem recebendo (?)
alguma Revelação*. Trata-se
dos mesmos tremores
resultado da Histeria* que se apresentam no Transe* de
certosMédiuns*
espíritas, nos chamados Endemoninhados*,
nos Pentecostais*, etc, etc. QUARTA DIMENSÃO. Conceito bem diferente do estabelecido pela
Geometria Euclidiana, de
tres dimensões. Alguns deram grande importancia a este
aspecto com a Física
Eeinsteiniana. Einstein pretendeu haver demonstrado que
o tempo varia em função
do movimento. Não é independente e não existe em si
mesmo; está ligado ao
movimento, é modificado por ele e não se escoa
uniformemente. O tempo anda cada
vez mais devagar à medida e à proporção que o movimento
se torna cada vez mais
rápido. E à velocidade limite -a luz, ou seja,
aproximadamente 300.000
quilômetros por segundo- ele pára completamente. Quem ou
o que ultrapassasse a
velocidade da luz, o “Muro do Tempo”,
entraria numa Quarta Dimensão. Desde há alguns anos,
certos físicos,
matematicamente e não na realidade, lucubram com
velocidades superiores à da
luz, onde o tempo se inverteria, ir-se-ía ao passado: o
“Túnel do tempo”. Mas o
“muro do tempo”, a velocidade da luz,
só matemáticamnete, conceitualmente, pode ser
ultrapassado. Na realidade é
inultrapassável, impossível de franquear, pois anularia
a realidade física. Muitos
deslumbrados pela Física, talvez tão
bons físicos como péssimos filósofos, quiseram ver aí a
explicação de PG*, não
só da SC*, senão também da RC* e da Pcg*. Na verdade a
explicação de PG*, pela
reta Filosofia, vai por outro lado: é espiritual. Sem
matéria não há tempo: é o
“Eterno
Presente”. Na eternidade,
torna-se possível a
tomada de
Consciência* simultânea do que no tempo e na materia é
passado, presente e
futuro. É por aqui, porque a Alma* humana é Espiritual*,
que temos a explicação
de PG*. QUARTER DISTRIBUITION (QD). Mais um neologismo entre
tantos, da Escola*
Norte-Americana, como se qualquer detalhe desta
Micro-Prapsicologia fosse de
sensacional interesse para todo o mundo. Designa em
Experiências Quantitativas*
de ESP* e da suposta PK*., a distribuição dos acertos em
uma página escolhida
de anotações dividida em quatro partes iguais por meio
de uma linha vertical e
outra horizontal... Serve para verificar os efeitos de
Declinação e de
Emergência. QUATRO, TRES, DOIS, UM (ou 4, 3, 2, 1),
Desafio do. Alude
a diversos Desafios*
lançados há
já quase um século e em
vigor contra os praticantes de Cirurgia* Psíquica: “Se
há extração, não há
cicatrização instantânea; e se há cicatrização
instantânea, não houve extração”
(propriamente haveria que dizer “desaparição do corte”
em vez do que os
Curandeiros chamam “cicatrização instantânea”). Oferecem-se
10.000 dólares a cada um, pode
ser numa reunião internacional de praticantes de
“Cirurgia* Psíquica”, mas
extensível aos outros métodos típicos de Cirurgias*
Mediúnicas, em geral, e...
a toda classe de practicantes de Curas* pela Fe, de
pastores da “Igreja*
Universal do Reino de Deus”, de Movimentos Pentecostais*
em geral, da Ciencia*
Cristã, da Sei-Cho-No-Ié*, etc. Não
estamos incluindo as Curas* com Fe, que
como todo fenômeno SN*, são muito diferentes! Esses
clássicos Desafios* foram
concretizados pelo CLAP* neste Desafio* do 4,3,2,1 há já
algumas decadas e
continuamente repetido: De-se um corte de 4 cm. de
longitude, 3 cm. de
profundidade, 2 cm. de largura e tentem, por separado,
por grupos, ou todos
juntos “cicatriza-lo” (fazer desaparecer a cicatriz) em
1 hora. Podem optar por
milímetros em vez de centímetros, e por um dia em vez de
uma hora. Parecida
aposta: 10.000 dólares a cada um..., contra só 100
dólares cada um para
compensar o tempo perdido.
QUEST, THE. Sociedade e Revista. Ver Mead, G. R. S.
QUEVEDO, Padre Oscar González- (Por Orlando de
Albuquerque*). Nascido em Madrid em
1930, é naturalizado brasileiro. Foi ordenado sacerdote.
na Companhia de Jesus,
jesuitas (S.J.), em 1961. Licenciado em Humanidades
Clássicas, Licenciado em
Psicologia, Licenciado em Filosofia, Doutor em Teologia.
Fez cursos de
especialização (inclusive participando como professor)
de Hipnose Médica,
Medicina Psico-somática, Biologia da Educação,
Psicanalise Integral, Psicologia
Diferencial, Psicologia Empírica, Psicoterapia,
Psicologia Clínica, Orientação
Educacional, Pedagogia, Teologia Pastoral, Ascética e
Mística, Psiquiatria
Pastoral, etc., etc. A partir
de 1964 vem sendo professor de
Parapsicologia*, primeiro nas “Faculdades Anchieta”
(onde foi Decano do
Departamento de Psicologia) e depois em outras
Faculdades de São Paulo
(Brasil). Foi o principal fundador do CLAP*, de que é
Diretor. De cultura
enciclopédica é considerado um dos maiores
Parapsicólogos* a nível mundial.
Grande divulgador de Parapsicologia*, de cuja pureza
científica e ao mesmo
tempo sem as limitações que o preconceito Racionalista*
etc pretende impor, é
estênue defensor. É Membro de Honra de numerosas
sociedades de Parapsicologia*
pelo mundo todo. É autor
de 15 livros, considerados por
críticos especializados como os melhores do mundo em
Parapsicologia* publicados
até o presente, cujas reedições se sucedem. Ver no fim
do dicionário na
Bibliografia recomendada. Tem-se
mostrado sempre um mestre e um
tremendo polemista, jamais recusando um debate, uma
discussão séria, das quais
tem saído sempre vencedor. Senhor de palavra fluente e
forte personalidade, os
seus cursos e conferências sobre Parapsicologia* chegam
a ser assistidos por
milhares de pessoas presas pela coragem de certas
afirmações e teses, bem como
pela sua irrefutável argumentação e objetividade. QUIMBANDA. Ver Macumba. QUIMBEY, Phinneas Parkhurst (1802-1866).
Americano precurssor da
Ciência* Cristã e do movimento “Novo Pensamento*”.
Passou a interessar-se por
Mesmerismo* em 1838 e atuou com muita fama no
Mesmerismo*, mas acabou chegando
à conclusão de que muitas doenças orgânicas são de
origem psicológica, resultam
de idéias e atitudes mentais errôneas -certo-, e que
alguns Pacientes* podiam
ser “curados” (?) simplesmente trocando as suas crenças
-errado: é preciso o
diagnóstico e cura do verdadeiro trauma ou causa que
originou a atitude mental
errada-. Nasceu assim a
“Cura Mental”, um sistema de “cura”(?) que
influenciou profundamente
sua amiga Mary Baker*, a fundadora da Ciência* Cristã,
embora aquela
elucubtação de Quimbey e o exagero de Baker* nada tenham
de ciência e muito
menos de cristã. QUINTILIANO (c.30-c.100). Originario da Espanha, foi
destacado autor e orador
romano, advogado e pedagogo. Já nas suas obras,
nomeadamente na “X Peroração”
descreve episódios de PG* sob a forma de Sonhos* e
Visões*. QUIROMANCIA. Mais uma das inumeraveis Mancias*, ou aqui
melhor uma Scopia*, pelo
exame da palma da mão..., precisamente da esquerda (?!).
Das linhas da mão, mas
podendo incluir-se o exame da configuração de toda a
mão, desde a ponta dos
dedos até ao pulso e inclusive as unhas... Às vezes pode
o Inconsciente* inspirar-se
pela grande variedade das linhas e outros detalhes da
mão. O erro garrafal é
pretender que o Destino (?) está escrito na mão, e
exploração charlatanesca é
pretender professionalizar a Quiromancia (ou qualquer
outra Mancia*). Não
confundir com Quirognomia, pretendida ciência
fisiológica de descrição de
caráter através da leitura de linhas, proeminências,
formas e outras
características da mão. Os praticantes da Quirognomia
facilmente caem na
charlatanice da Quiromancia...
- R -
RABDOMANCIA. O mesmo que Radiestesia*. RACIONALISTA, POSITIVISTA, MATERIALISTA, ATEU,
LIVRE-PENSADOR, LIBERAL,
MODERNISTA, etc. Há
muitas nuances e
diversos pontos de vista. Os
Racionalistas, principalmente a partir de Descartes*,
desprezando a experiência
e afirmando que a razão basta. Pelo contrario os
Positivistas querendo ver e
tocar inumeras vezes. Certos teólogos querendo ditaminar
em tudo do ponto de
vista da fé cega.... Com muitas nuances e de diveros
pontos de vista, o fato é
que há tres
séculos e meio que os
cientistas começaram a sofrer uma Lavagem* Cerebral,
aliás muito ardilosamente
programada e aproveitada a partir de Spinoza* pelos
inimigos da religião. O motivo
originario foi um erro dos teólogos:
em vez de concentrar-se no que lhes era próprio, o
estudo da Revelação*,
pusseram-se a ditaminar sobre os fatos observaveis do
nosso mundo, o que
pertence às ciencias de observação. Ver concretamente
Parapasicologia*. Foi a
partir de um frade franciscano, Roger Bacon, que as
ciências de observação
reagiram, mas logo foram ao extremo contrario, mais
errado ainda: só aceitar o
comum, o regular, o material... e o Racionalismo,
Positivismo, Materialismo, Agnosticismo, Ateismo...
passou a negar sem
estuda-lo e nem sequer conhece-lo qualquer pretendido
fato incomum (todos os
Fenômenos Parapsicológicos*), espiritual (PN*), ou até a
possibilidade de um
efeito no nosso mundo observável de qualquer força não
do nosso mundo (SN*).
Com este doentio e anticientifico proceder, terminaram
por arrastrar
paradoxalmente aquela “Teologia”(?)
protestante chamada Liberalismo,
e inclusive a maioria dos teólogos católicos e havento
que se deixaram
arrastrar ao chamado Modernismo, e
que, após a condenação pela Igreja, hoje poderiamos
chamar “Moderninhos” para não acusa-los
abertamente de heresia. O
humorista com muita profundidade diria que
Livre
Pensador é um falso cientísta que se concede
o direitro de não
pensar. Analogamente, Racionalista é
uma raza pseudo-humana irracional. Como
a etimologia indica Agnóstico é
quem se diz cientista e na
realidade está incapacitado
de conhecer
(a privativa,
gnose = conhecimento). E
cientista Ateu é
aquele que, como
todos os loucos, vive fora da realidade, é à-toa.
E assim,
com tanta verdade quanto e sob o
aparente dramático humor, a respeito de quase todos os
chamados cientistas hoje... A
realidade é que hoje na maioria de
nossas universidades triunfou plenamente esta Lavagem*
Cerebral. Como dizia
Papini, quando saem do meramente material e comum,
nossas universidades têm
mais que ignorancia, são “cátedras de ignorética”. RADIESTESIA ou RABDOMANCIA. Uma entre tantas
Mancias*, ou mais bem uma Pragmática*. Existe uma
certa confusão entre os termos Radiestesia e Rabdomancia. Alguns autores
usam Radiestesia
como um termo
alternativo e mais atualizado, em vez de Rabdomancia.
Outros usam o termo Radiestesia
apenas no sentido médico (?), definindo-o como a
aplicação da Rabdomancia ao
diagnóstico (?) e eleição de medicamentos no tratamento
(?) de doenças (Puro
Curandeirismo*). O uso mais geral e preferível é
considerar a Radiestesia como uma
Mancia* com objetivos gerais e
usando-se o pêndulo; e Rabdomancia
para detectar veios de água, ou jazigos minerais
subterrâneos e usando uma
vareta. É
evidente que o pêndulo em si mesmo não tem
poder nenhum nem se trata de “varinnha mágica”. Por
outra parte, os prefixos Radi- e Rabdo- fazem alução a radiações
que o Psíquico* sentiria
(-estesia) e
pelas quais adivinharia
(-mancia), mas evidentemente não se trata
disso. O Radiestesista
ou Rabdomante, contra o que diz a
etimologia, não sentem radiação
nenhuma: Com a mesma
proporção de êxitos, pode haver manifestações de
Rabdomancia ou Radiestesia
passando a vareta ou o pêndulo sobre um mapa: Telerabdomancia ou
Teleradiestesia onde o mapa faz função de objeto
de Psicometria*. Salvo em
poucos casos de HD*, geralmente se trata de HIP* e de
PG*, e o que adivinha (ou
inventa, mente, etc) o Inconsciente* manifesta-o pelos
movimentos I..I..I*.
amplioados no outro extremo pela vareta ou pêndulo. Não
há Rabdomancia nem
Radiestesia, nem Psicografia*, etc.) pondo a vareta (ou
o pêndulo, caneta,
etc.) pendentes de um tripé... Ver
Impregnações. RADIÓGRAFOS. Termo proposto pelo Dr. Ochorowicz* para as
Pneumografias*, termo
preferível. RADIÔNICA. Ver Delawarr, Câmera de. RADIO-HONDA CEREBRAL. Termo com que Warcollier*
designou uma suposta
emissão energética do cérebro com que se explicaria PG*,
inclusive Pcg*, e
principalmente ST. Mera hipótese imaginada por alguns
Parapsicólogos* da
Escola* Materialista, e que foi rejeitada. Ver
Kherumian, Raphael. RAHNER, Padre
Karl (1904-1984).
=== . RAIOS RÍGIDOS. Designação dada por Ochorowicz* aos filamentos
ou Fios* Ectoplasméticos que por vezes são
vistos ou detectados
durante as Telecinesias*. Notzing chama-os Eflorescências
Rígidas, Morselli dá-lhes o nome de Neoplasmas,
e o Coronel Darget e o Dr. Baraduc*, na época em que se
falava de Fluidos* e
Fluidômetros*, atribuiram à Telergia* o termo Raios V., e Botazzi empregou o absurdo
nome de Membros Mediúnicos. Ver Fluidômetro. RAIOS V. Ver Raios Rígidos. RAMAKRISHNA (1834-1886). Gurú indiano. Mais conhecido
pela propaganda feita
por seu discípulo E. Swani Vivekenanda, o reformador
modernista do Hinduísmo. Nao
confundir com o famoso Parapsicólogo*
Ramakrishna Rao*. RANDALL, John L. Químico, biólogo e Parapsicólogo* britânico
nascido em Warwick, em
1933. Foi professor de biologia no “Leamington College”
e realizador de
numerosas Experiências Quantitativas* de Parapsicologia*
com ajuda dos seus
alunos. Alguns dos seus trabalhos estão publicados no
Journal* da S.P.R.* No
seu livro “New Directions in Parapsychology”, Londres,
1974, dá conta de um
notável trabalho sobre aspectos biológicos na base da
faculdade PG*. Publicou
também “Parapsychology and the Nature of Life,” e “Psychokinesis”,
1982. RANDI, James. Famoso Ilusionista* americano, conhecido por “O
Assombroso”. Desafia*
, desmascara quantos afirmar dominar as Faculdades
Parpsicológicas,
concretamente reproduziu
todas as
Fraudes* de Uri Geller*, e na revista “Psychologist”,
No. 65, Junho, 1975,
proclama firmemente que
aquele
pretendido Psíquico* é um terrível embaucador. RANFAING, Elisabeth de. Também chamada a Energúmena de Nancy. Muito ha-se escrito
sobre ela. Recentemente
surgiu um apanhado e revisão histórico-crítica, que se
lee como uma novela,
publicada pelos Parapsicólogos* Delcambre, E. e
Lhermitte, J.: “E. de
Ranfaing...”, Nancy, 1956. Nascida de
pais tarados, ela própria foi
vítima de obsessões sexuais características. Elisabeth,
casada com um soldado
muito mais velho do que ela, teve seis crianças em seis
anos. Viúva bastante
cedo, parece ter sofrido do complexo de Diana: frigidez.
Mas ao mesmo tempo
sofria de desejos sexuais exacerbados e recalcados. Numa
peregrinação a Rainiremont, ela pensou
que um médico chamado Poirot
demonstrou-lhe certa atenção. Na verdade, parece que
Poirot não lhe prestou
nenhuma atenção especial, embora ela fosse uma mulher
muito bonita. Isso
perdeu-o. Elisabeth, que se refugiou num convento e
fundou a “Ordem do
Refúgio”, em Nancy, tornou-se Possessa* (?) do Demônio*. Poirot,
acusado por ela de Feitiçaria*, foi
queimado (1621). Com esta
meia-louca multiplicaram-se os
manifestações de Xenoglossia* e de Levitação*.
Admintram-lhe os Exorcismos*, o
que aumentou as crises de Histeria*. Logo
surgiu a lenda negra: os jesuítas,
patronos espirituais de Elisabeth, serviriam-se dela
para tentar destruir os
seus adversários, os capuchinos de Toul. Mas estes
apelaram para Roma e os
jesuítas haveriam perdido a partida. Foi uma
mulher cruel. Parece que morreu de
desgosto. RAO, Koneru Ramakrishna. Nascido em 1932 na India, no
vilarejo chamado
Enikepadu, no distrito Krishna de Andra Pradesh. Estudou
na High School de
Punadipadu e de Vijayawada, com especiais estudos de
Física, Química e Lógica.
Em 1953 obteve licenciatura em Filosofia na
Uiniversidade de Andra, e Mestrado,
de Honra, em 1955 tendo apresentado uma tese de
Parapsicologia, posteriormente
revisada e publicada sob o título “Psi Cognition”. Viajou à Duke*
University par aprofundar em
Parapsicologia e formar-se pesquisador. E chegou, de
1962 até 1965, a dirigir o
Parapsycholohy* Institut que fundara Rhine* naquela
Universidade. Atualmente é
diretor do Departamento de Psicologia e Parapsicologia
(DPP), por ele fundado,
na Universidade de Andhra, India. Colabora em diversas
revistas de
Parapsicologia*. As suas principais publicações são
“Experimental
Parapsychology”, Nova York, 1966, e “J.
B. Rhine: on the Frontiers of Science”, Jefferson, 1982. RAPS.
Termo introduzido pelo cientista Maxwell* nos tempos do
esplendor da
Metapsíquica*. Plural da palavra inglesa rap,
que significa golpe.
Designa
onomatopeicamente um dos aspectos da Tiptologia*, termo
este em geral
preferível. RASMUSSENN, Ana. Nasceu em Dinamarca em 1898. Psíquica* de
Fenômenos* Parafísicos. Foi estudada
com numerosas Experiênncias
Qualitativas* em 1921 no Laboratório de Parapsicologia*
dirigido pelo Dr. Fritz
Grunewald, em Berlim. Segundo o relato do professor
Winther, de 116 sessões,
nenhuma foi negativa, mesmo que houvese que esperar
bastante. Os variados
Fenômenos Parafísicos* deram-se à luz do dia ou perante
uma forte luz
artificial. Durante as manifestações, constatava-se a
presença da Telergia*
pelo registro de fortes condições como se fossem
“elétricas” na sala das
sessões. Menos
característico, obtiveram-se também
Psicografias* com Xenoglossia* em inglês, idioma que a Médium*
desconhecia. Por sua parte,
o Dr. Harry Price*, o famoso
“Caça Fantasmas”, também comprovou a autenticidade dos
Fenômenos Parafísicos*
apresentados por Ana Rasmussen. RASPUTIN (Grigori Yefimovich) (1871-1916).
Camponês iletrado e
livertino até os 30 anos, habilmente se misturou com os
monges siberianos, sem
jamais ser admitido aos votos monásticos. É conhecido
como o “monge”-louco da
Russia, um louco perigoso. Tinha grande atração
completamente sem limites
éticos pelas mulheres e também provocava grande
fascinação entre elas. O
apelido Rasputim
significa
dissoluto. Certamente
algumas vezes manifestou diversos
Fenômenos Parapsicológicos*..., e também Fraudes* e
técnicas de Ilusionismo* e
de Sugestão*, uns e outras muito bem explorados. A
partir de uma suposta cura
(?) realizada à distância no filho da Czarina (Ver
também Philippe, Mestre)
alcanzou enorme ascendente sobre a família imperial, a
ponto de nada se fazer
sem o seu conselho, ou em todo o caso, não contra sua
vontade. Exerceu uma
influência nefasta sobre o Czar Nicolás II, a ponto de
acabar por ser
perseguido de morte por alguns nobres russos. Ele soube
do plano do atentado, e
preparou-se com antídotos contra os venenos que lhe
haveriam de administrar.
Mas sua estratagema, com a que pretendia fazer-se passar
como invulnerável, não
impressionou os nobres, e... , claro!, nada adiantou no
fim contra os disparos
de pistolas. RASSE, Victor. Ver Puységur, Marquês du. RAUDIVE, Konstantin. De Riga (Letônia),
naturalizado sueco. Doutor em
Filosofia. Interessa em
Parapsicologia*, da que nada
sabia, porque completamente despreparado
estudou (?) a Picofonia*. Juntamente com
Jurgenson* são os principais
responsáveis pela onda de Psicofonias* em gravadores, a
partir de 1960. Raudive
publicou diversos livros sobre o
tema. Contou com a colaboração (?) do esotérico
Alex Schneider, físico e engenheiro eletrônico,
convicto de que as
Psicofonias* procediam “de outros planos astrais” (?).
Por sua formação em
Filosofia, Raudive em nenhum dos seus livros tentou dar
uma explicação (?) de
tipo do Espiruitismo* à Psicofonia*. Nas suas obras
limitou-se a referir e a
documentar as suas Experiências Qualitativas* durante
catorze anos, avalizadas
pelas novecentas mil gravações por ele feitas. É autor
do célebre livro “Breakthrough”,
publicado em diversas línguas. RAUPERT, John Gogfrey Ferdinand (=== -1929).
=== Parapsicólogo*
alemão da
Escola* Eclética, com Experiencias Qualitativas, e pela
sua enorme cultura
aptíssimo para a Escola* Teórica, desbaratando
plenamente a interpretação e
doutrina do Espiritismo*. Lástima que pelo ambiente da
época estivesse um tanto
inclinado à atribuir ao Diabo* o Espiritismo* em geral e
alguns fatos mais
impressionantes e em ambiente de maior loucura. Com
essa resalva, seus
livros são de grande valia e continuam hoje sendo
traduzidos e reeditados em
varias linguas: “Der Spiritismus im Licht der vollen
Warhheit”, Insbruck,
1925 - “Die Geister der
Spiritismus. Erfahrungen und Beweise”, Insbruck e
Munique, s.d. (1926, 2a. ed.
1930). RAYMOND. Foi filho de Sir Oliver Lodge*. Este escreveu
um livro com o título do
nome do filho falecido: “Raymond”, New York, 1916, onde
ingênua e emotivamente
pretende apresentar provas (?) da Comunicação* do
Espírito* (?) do morto. RAZÃO CRÍTICA. Ver CR. RC. Sigla
de Retrocognição.
A sigla é de uso
preferível. Divisão
de faculdade
PG*, conhecimento direto de acontecimentos ou
objetos no passado, não
por dedução lógica nem por nenhum canal
sensorial. Fenômeno PN*. Não é possivel
demonstrar diretamente
a RC. Porque uma de duas: esse fato ou objeto passado
deixou ao menos algum
vestígio de si mesmo, ou não deixou. Se deixou, bastaria
esse vestigio para
explicar o conhecimento PG* por SC*. E se não deixou,
não se pode verificar se
o conhecimento foi verdadeiro ou falso. E de passagem lá
se afundou plenamente
“o grande argumento” (?) da Reencarnação*... Mas a RC
prova-se indiretamente porque
está provado que PG* prescinde do tempo inclusive em
condições de Pcg*. Ora se
pode conheçer-se diretamente o futuro, é evidente que
tambem o passado... REANIMAÇÃO. === ===
===
=== === RÉANT, Raymond ( === ). Famoso Metagnomo* francês,
conhecido pela seriedade
do seu trabalho. Há
já alguns anos que
se somete a Experiências Qualitiativas* dirigidas por um
grupo de
Parapsicólogos* e outros cientistas: Psicometria* em
escavações arqueológicas e
em procura de pessoas desaparecidas, etc. RECALCAMENTOS. Ver Inconsciente. RECEPTOR. Nome usado pela Micro- Parapsicologia* nas
Experiencias Quantitativas*
de ESP*. Ver Percipiente, termo preferível quando se
trata de PG*, dado que o
termo Receptor
evoca o correspondente
“Agente*”, que não existe nos Fenômenos PN*. RECUPERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA. === REENCARNAÇÃO. Segundo o Espiritismo* Kardecista e algumas
outras escolas de
Esoterismo* e determinados conceitos populares em
religiões orientais, seria o
regresso de um Espirito (?) a uma outra vida com um
outro corpo para ir
purificando-se ou evoluindo. Os defensores
deste Mito*, fanaticos ou
vítimas de Lavagem* Cerebral, acumulam absurdos e mesmo
calunias soezes. Þ Não é
possivel que sejam tão
ignorantes ao ponto de não saber que não
pode haver Alma* (espiritual nos seres humanos ou principio de
vida nos animais e nas plantas )
sem o corpo que anima. Þ Não é
possivel que não
percebam que o espírito, precisamente por ser
espiritual, não pode evoluir,
quem evolue pelas gerações é a especie humana, como
todas as especies animais e
vegetais. Þ Não é
possível que não
saibam que toda geração, animal ou vegetal, é na mesma
natureza que a dos seus
progenitores: de um roseira é gerada uma roseirinha; dos
coelhos, coelhinho,
etc. Os pais humanos são pais de um ser humano, não
geram somente um corpo e o
Espirito viria de outro lado (!). Agarram-se
a falsos “argumentos” (?) como, ·
as
semelhanças Þ Os
sossias são
reencarnações? E filhos parecidos são reencarnações dos
pais... ? ·
as
desemelhanças Þ Acaso
há duas folhas de
árvores iguais? ·
a dor Þ Os
animauis não sofrem? Uma
árvore torta é em castigo de uma vida anterior? ·
as
pretendidas lembranças de
vidas antereriores Þ Não
existe a RC? E na Pcg* é
“lembrança” de uma vida posterior? ·
os
Gênios* e as Crianças
Prodigio* Þ E
quando o Genio recebe uma
pancada na cabeça e vira idiota, ou quando o retardado
tem um “estalo” cerebral
e vira um Gênio, deixaram de ser Reencarnações? ·
Afirmam
que a Reencarnação é
o ponto alto da Sabiduria Oriental, ensinada por Buda*. Þ Na
realidade o Budismo*
genuino, como os genuinos Hinduismo*, Jainismo*, e sua
origem, os Vedas, são
incompativeis com o conceito de Reencarnação. Ver Karma*. ·
E em
quanto às soezes
calunias, têm até o topete de afirmar que Cristo
defendeu a Reencarnação (?!). Þ Contrariam
assim toda a
doutrina cristã! Contra toda a doutrina da graça, do
perdão, da redenção... ·
Citam
principalmente a
passagem em que Cristo diz a Nicodemus: “Em verdade, em
verdade, te digo: quem
não nascer de novo não entrará no reino de Deus*” Þ Mas
na realidade a Nicodemus
nem lhe ocorreu pensar no absurdo da Reencarnação, e por
isso perguntou: “Como
pode um homem nascer, sendo já velho? Poderá entrar uma
segunda vez no seio de
sua mãe e renascer?”. E Jesus lhe dá a verdadeira
explicação, não é possivel
que os defensores da Reencarnação não saibam nem ler:
“Em verdade, em verdade
te digo: quem não nascer de novo (melhor tradução seria
do alto, não de novo), da
agua e do Espírito...” (Jo 3,3-5), aludindo ao batismo,
que São Paulo haverá de
chamar Sacramento da “vida nova” ou da Regeneração (Rm
6, 3s). Os
“argumentos” (?) apresentados pelos
partidarios da Reencarnação são um atestado da mais
profunda ignorancia, ou
então puro fanatismo. A reencarnação não tem nenhum
argumento a favor digno nem
de um segundo de atenção, e tem muitíssimos e
valiosíssimos em contra. Em
materia de Superstição*, sempre alienada e alienante, o
record é batido pelos
partidarios da Reencarnação. É por isto que grandes
especialistas chegaram a
afirmar que “a Reencarnação é a maior idiotice que a
imbecilidade humana
consiguiu imaginar”. Ver
Sabio Idiota; Salvo,
Lucia Altares; Rosemery; etc. REESE, Bert (1851-1926). Metagnomo*
polonês-americano, que foi objeto de
muitas Experiências Qualitativas* por muitos
pesquisadores, como o Barão
Schrenck-Notzing*,
Edison, Hereward
H. Carrington*, Hollander... Foi preso em
certa ocasião e no tribunal ante
o juiz Rosalky consiguiu manifestar Criptoscopia*. Foi
absolvido... REFORÇO, Efeito de. Característica observada em
Experiências
Quantitativas* de ESP* com o Baralho* Zener ou análogos,
em que as cartas
precedidas ou seguidas pela mesma figura acertam-se com
maior frequência que as
outras. REGRESSÃO NA IDADE. Técnica durante a Hipnose*, mediante a qual o
Paciente* pode recordar
os detalhes de evidência de sucessos até muito atrás na
história da sua vida.
Inclusive algum detalhe
de mera
sensação nos últimos messes de gesatação. Alguns
Hipnotizadores* charlatães pretendem
ter feito regressar a memória até... a Reencarnações*
(?) anteriorres, o que é
um acúmulo de absurdos e ignorância. Outros
Hipnoptizadores charlatães e
exploradores afirmam que Pacientes* seus lembraram
acontecimentos muito
significativos psicologicamente e traumas sofridos
inclusive em estagios anteriores
aos 3 ou 4 messes de vida uterina (?!). Na
realidade, nada de lembranças de
sensações antes dos 3 ou 4 messes de vida uterina,
quando não começara a
mielinização dos nervos que inicia a sensação, que
haverá de completar-se aos
sete anos de nascido: ninguem pode lembrar o que não
captou. Nada de lembranças
de emoções ou consciencia da vida uterina, quando não
havia consciencia nem
emoções. Pode ser nos melhores casos PG* ou simples HIP*
atual sobre o próprio
Hipnotizador*. Por outra
parte, é evidente que mesmo nos
casos mais estritos, não se trata de uma autêntica Regressão na Idade, senão
de manifestações de Pantomnésia*. E ainda
deve levar-se muito, muito mesmo, em
consideração, que durante qualquer Estado Alterado* de
Consciencia, como é o
necessario para a chamada Regressão na Idade, o
Inconsciente* dificilmente diz
a verdade, muito mais facilmente associa, imagina,
inventa, mente, fantasia,
etc. etc. REICHENBACH, Barão Karl Ludwig von
(1788-1869).
Nasceu em Stuttgard. Doutor
em Química, descobridor da parafina e do creosoto. Este
célevre pesquisador alemão terminou por
marginalisar a Química para concentrar-se na pesquisa de
Parapsicologia*, que
comprendeu ser mais importante. Em 1845
publicou em Brunswick uma série de memórias reunidas e
traduzidas sob o título
“Les Phénomènes Odiques, ou Recherches Physiques et
Psychologiques sur les
Dinamides du Magnetisme, de l’Élétricité, de la Chaleur,
de la Lumiére, de la
Cristialisation e de l’Affinités Cliniques Considerés
dans leurs Rapports avec
la Force Vitale”, Paris, 1904, e posteriormente “Lettres
Odiques-Magnetiques”
(1856), Paris, 1907. Sustentava a tese da existência da
Telergia*, que ele
chamava Raios Od* ou Força Ódica*. Morreu
em em Leipzig. REJDAK, Zdenek. Ver Psicotrônica. RELAÇÃO. Rapport que nas Experiências Qualitativas* de
“Clarividência Viajante”
une o Paciente* ao Hipnotizador*. Para os sequazes do
Espiritismo*, Ocultismo*,
etc, tratar-se-ia de um laço físico (?),
o Cordão* de Prata.. Fora dessas
Superstições*, em Parapsicologia*
existe a Relação
Psíquica: Ver Prazo
Existencial... REM.
Sigla de “Rapid Eyes Movement”. A sigla é preferível.
Mais um aspecto da
Criptocinesia*, divisão da Emissão* Hiperestésica. São
períodos durante o sono, quatro a seis
vezes por noite, durante uns 20 minutos cada vez, em que
apresentamos uma
atividade elétrica particular do cérebro, acompanhada de
movimentos rápidos dos olhos, porque
olhamos para o que sonhamos, e
sonhamos muito rapidamente. Estes períodos foram
chamados também Sono
Paradoxal. Se no sono
profundo aparecem as Ondas* Delta,
durante o Sono Paradoxal surgem no cérebro as Ondas*
Alfa, características do
repouso acordado. O eletrocardiograma assinala
igualmente uma aceleração do
pulso e os sinais cardíacos da emoção. Se acordarmos um
sujeito antes ou depois
de um Sono Paradoxal, ele não se recorda de nenhum
Sonho*. Mas durante o REM,
ou logo a seguir, pode então contar muito bem o Sonho*
até aos mínimos
pormenores. RÉMY, Nicolas (1530-1612). Juiz principal na Lorena, de
1576 à 1591, data a
partir da qual foi procurador geral. Escreveu uma boa
“História da Lorena”,
erudita e bastante crítica. Interessa
em Parapsicologia*
porque foi um terrível Caçador* de Bruxas. Foi também
autor do célebre
“Démonolatrie”, 1595, livro que se constituiu no manual
do juiz de Feitiçaria*.
Contém detalhes de crendice e Superstição das mais
extravagantes. Este horrível
juiz era um obcecado sexual, que mandou para a fogueira
cerca de três mil
Feiticeiros*. Mesmo que seja apenas um reflexo desse
tempo bárbaro, Rémy
surge-nos como o tipo acabado de recalcado sádico,
intelectual mais delirante
do que as próprias Bruxas*. RENATA, Maria. Nome
de uma religiosa alemã,
que foi a última pessoa a ser queimada por acusação de
Feitiçaria* neste país,
em Moussan, 27 de junho de 1749. Foi denunciada por
algumas de suas colegas,
Histéricas* e fanatizadas, do convento. RESGATE, Círculo de. Entre os praticanntes do
Espiritismo, grupo que se
dedica a resgatar (?) os Espíritos* (?) dos mortos mais
ignorantes e desvalidos
(?). Acreditam que os “resgatados” seriam em geral
Espíritos* (?) tão débeis e
tolos, que ainda se acham desconhecedores das novas
condições e possibilidades
de progresso no Mundo Astral*. Ao entrarem na Aura* do
Médium*, achar-se-iam
então com capacidade de praticar no Círculo de Resgate,
expressar as suas
dificuldades e receber conselhos no que toca ao seu
próprio progresso. RESH, Padre Andreas. Nascido em 1934, ordenado
sacerdote rendentorista
em 1961, Doutor em Filosofia e Psicologia, Doutor em
Teologia, professor de
Psicologia Clínica e de Parapsicologia* na Universidade
Lateranense de Roma,
desde 1969, durante seis meses por ano. Alem da
cátedra de Parapsicologia em Roma,
toda sua excelente atividade é típica da Escola*
Europeia e Teórica. É diretor
do “Instituts für Grenzgebiete der Wissenschaft” (IGW).
Dirige a revista
“Grenzgebiete der Wissenschaft” (GW). É o presidente da
associação “Imago
Mundi” de Parapsicólogos* católicos e o principal
organizador dos congressos dessa
sociedade. Entre seus numerosos escritos, destacam os
livros “Der Traum im
Heilsplan Gottes”
Friburg, 1964 - “Jesu Ursigens Taten? En Beitrag zur
Wunderfrage”, 1970 -
(Coordinador:) “Mistik”, 1975 - “Welt, Mensch und
Wissenschaft Morgen”,
Paderborn - “Probleme der Parapdychologie” - “Im
Kraftfeld des Christlichen
Weltbildes” - Der
Kosmisch Mensch”. RESSURREIÇÃO.
Processo
pelo qual o homem
após a Biocinese*, vai transformando-se, durante a
Biostase*, de com corpo
físico em com Corpo Glorioso*. Nem por um instante a
Alma* humana deixa de
animar ou está separada do seu corpo. À medida que o
homem vai avançando na Biostase*,
na mesma proporção vai avançando na ressurreição; à
medida que a Alma* humana
vai deixando de animar o corpo físico, vai animando o
Corpo Glorioso*. Este processo
da Biostase* e correspondente
processo de ressurreição demora normalmente uns 21 dias.
Quando plenamente
consumada a morte, fica plenamente consumada a
resurreiçao. Então começa
plenamente a Sobrevivencia* na eternidade. + A
ressurreição é uma verdade por Filosofia: exigência da
Alma* espiritual que,
portanto, não pode ser destruida, nem evoluir... e que
não age sem seu corpo. + E uma
verdade por Revelação*. Ver Corpo
Glorioso, os textos citados lá. + E inclusive é
uma verdade experimental, pois
essa Revelação* está confirmada com muitos
Fenômenos SN* como “assinaturas” de Deus*.
Especíificamente confirmativo
o Lençol* de Torino, onde temos as marcas da
Ressurreição gravadas por Fenômeno
SN*, e onde as qualidades do Corpo Glorioso* podem
observar-se até nos mínimos
detalhes com instrumentos adequados. + A doutrina
correta a partir da Antropologia
e de outras ciências de observação, como também a partir
da Filosofia e da
Teologia, é oficialmente esposada pelo Judaísmo e
Cristianismo, mas foi
freqüentemente muito mal interpretada. Melhor se
expressa a realidade com as
expressões de São Paulo: não morremos, nos
transformamos, à medida que vamos
morrendo num corpo corruptível vamos ressuscitando num
corpo espiritualizado,
etc. Ver
Aparições para a compreenão da
Ressurreição do ponto de vista da Fisica Moderna. RETROCOGNIÇÃO. Ver RC. REUTER, Prof. Florizel. Esteve associado com o Barão
Schrenk-Notzing* nas
Experiencias Qualitativas* com os irmãos Schneider*. Sua
mãe era uma
Psicógrafa* de Xenoglossia*, que “recebia Comunicações*
(?) em dezessete
idiomas”. Posteriormente, o próprio Reuter procurou o
Desenvolvimento* e
manifestou Psicofonias* e Aportes*. REVELAÇÃO. Propriamente manifestação de verdades
Sobrenaturais*, inatingíveis
pela capacidade humana. Dar o obséquio
da Fé a verdades ou
suposições, real ou pretendidamente sobremnaturais,
inantigíveis naturalmente,
acreditar nelas sem o prembulo da prova científica do
fato da Revelação*, seria
uma fé infantil, irracional, inumana. Que seja SN*
cada componente ou mesmo todo o
conjunto da Revelação*, muito dificilmente poderá
demonstrar-se por argumentos
intrínsecos, ou é mesmo impossível, pretenção errada,
foi e é tempo perdido
nessa pesquisa. E mesmo muito do conteúdo destas
pretrendidas Revelações* está
fora do que corresponderia ao objeto da Revelação*. Deve
demonstrar-se por
argumentos extrínsecos, Fenômenos SN* que sirvem de
“assinatura” do revelador
Sobrenatural*. E nesta
pesquisa sim o êxito foi completo, superabundante,
claríssimo, irrefutável... Após numerosa e amplissima
pesquisa, só houve
Revelação* divina. Ficam descartadas todas as
pretendidas Revelações* e
Comunicações* de outros seres real ou supostamente
Sobrenaturais*. REVITALIZAÇÃO. === ===
=== === São Vicente Ferrer* RHINE, Joseph Banks (1895-1980). Por diversas
circunstancias do mundo de hoje
(Materialismo* acadêmico, Norte-América, etc.) foi
elevado a ser o mais famoso
Parapsicólogo* do mundo. Nasceu num valle junto às
montanhas do condado de
Juniata, na Pensilvânia. Comecou os estudos de Filosofia
e Teologia na
Universidade de Ohio, Chicago, e no Wooster College, que
teve que interrromper
após ano e meio pela primeira guerra mundial, na que
sirviu co o voluntário nos
fusileiros marinos. Posteriormente, Doutorou-se em
Botânica na Faculdade de
Botânica de Chicago em 1925. Reservou três anos ao
ensino e investigação das
plantas e sua fisiologia. Mas estava descuidando a
Botânica dedicando muito
tempo a estudos
de Parapsicologia* sob a
orientação do professor inglês William
McDougall*,
na Harvard University,
em Cambrige, Massachusetts, EUA, na que estivera no
Outono de 1926. Em 1927
Rhine foi nomeado catedrático de
Filosofia e Psicologia na Universidade Duke*, mas o
influxo de W. McDougall*
fora decisivo, e Rhine em poucos messes foi abandonando
a Filosofia para
fixar-se no Departamento de Psicologia, a cuja direção
aquele mesmo ano habiam
chamado o prestigioso professor McDougall*. Aí Rhine
tinha mais liberdade para
estudos de Parapsicologia*, sempre sob o incentivo do
Prof. McDougall*, e
pouco depois
trocou também
as aulas e
pesquisas de Psicologia, optando e concentrando-se por
fim totalmente na
Parapsicologia*. Mas a
orientação fornecida pelo Dr.
McDougall* não foi suficiente para livrar Rhine da
Lavagem* Cerebral
estabelecida nas Universidades. A partir de 1927 vinha
desenvolvendo um método
de pesquisa na Parapsicologia* que fosse aceito em
ciência, na limitada,
limitadora e, quando não aplicada a temas materiais,
anti-científica
mentalidade Materialista*: assim insistiu no cálculo
estatístico de
probabilidades, no laboratorio e em circunstancias e
técnicas usadas pelos
outros cientistas estabelecidos. Fruto de
longas Experiencias Quantitativas*
foi a primeira publicação de Rhine: “Extra-Sensory
Perception”, Boston, 1934,
que causou uma tempestade de controversias, comovendo o
mundo científico,
Materialista*, por demonstrar uma faculdade
não-material com a técnica
Materialista* aceita por todos! É assim que nasceu
a Micro-Parapsicologia*,
por ele e seus seguidores pedantemente considerada “a
contribuição mais
importante do século (?!) para o estudo dos Fenômenos
Parapsicológicos* ”. Esse mesmo
ano, 1934, sob o patrocinio do
Professor W. McDougall* ficou estabelecido na
Universidade Duke* o
“Parapsychology* Laboratory”, cuja direção como entidade
independente assumiu
Rhine em 1950 organizando-o como “Parapsychology*
Institut”.
Em 1937 começou a publicar o “Journal of
Parapsychology”, principal revista da
Micro-Parapsicologia*, que
dirigiu até 1958. Foram aparecendo vários outros livros:
“The Reach of the
Mind”, Nova Iorque, 1947 -
“New World of
the Mind”, 1953 - “ESP: What Can We Make of It?”,
Londres, 1965 - “Progress in
Parapsychology”, Nova York, 1971 - E em colaboração com
Pratt*, J. G.:
“Parapsychology, Frontier Science of the
Mind”, Springfield,
1957 - Etc. Em 1965 deu-se
um fato muito significativo. O
Parapsychology* Institut foi incorporado pelo próprio
Rhine à “Fundation for
Research of Nature of Man”, para isso desligando-o
corajosamente da
Universidade Duke* e funcionando fora do seu campus
universitário. Rhine por
fim decidiu seguir o critério tão convicto do seu
“Mestre” McDougall*. Havia
chegado à conclusão da importancia da verdadeira
Parapsicologia*. O proprio
Rhine decidiu abandonar a linea de pesquisa da “escola
de Rhine” e integrar-se
no ambito interdisciplinario
antropológico-filosófico-religioso e na analise
dos Casis Espontâneos e nas Experiencoias Qualitativas*,
tudo típico da Escola*
Europeia. Lástima que tão significativo exemplo ainda
não é seguido
pela maioria dos... “seguidores” de
Rhine”... Sua esposa, a
Dra. Louise E. Rhine (1891-1983),
desde o inicio colaborou muito, tendo o grande mérito de
ser mais aberta, e
cada vez mais, que seu marido às exigências da
realidade, pesquisando também
com inúmeros Casos Espontâneos*, com Experiencias
Qualitativas*, e também nas
implocações e consequências como a Escola* Teórica..
Mas, é compreensível, nem
sempre, nem muito menos, consiguiu libertar-se de todos
os preconceitos da
Micro-Parapsicologia*. É autora de diversos e
importantes trabalhos sobre
Parapsicologia*: “Manual for Introductory Experiences in
Parapsychology”,
Duke, s.d.
- “Hidden Channels of
the Mind”, Nova Iorque, 1953 - “ESP in Life
and Lab; Tracing Hidden Channels”, 1967 - “Psi, What Is
It? The Story of ESP
and PK”, 1970 - “Mind over Matter: Psychokinesis”,
Londres e Nova Iorque, 1970
- “The Invisible Picture: A Study of Psychic
Experiences”, Jefferson,
N.C., 1981
- “Somthing Hidden”, 1983. RHINEHART, Keith. Psíquuica* que em 1958 realizou varias
formações com Ectoplasma*
em Experiencias Qualitativas*
controladas por cientistas japoneses nas Universidades
de Tóquio e Osaka. RICHET, Charles Robert (1850-1935). Médico francês,
descobridor da anafilaxia e
da soroterapia. Foi professor agregado de Medicina na
Sorbonne em 1878 e
professor de Fisiologia em 1887, membro da Academia de
Medicina 1898, Premio
Nobel de Medicina e Fiologhia em 1913, membro da
Academia de Ciencias em 1914. Convencido
da maior importânncia, foi cada
vez mais substituindo a Fiologia estabelecida por uma
Fisiologia, como ele
mesmo dizia, mais
abrangente, de todo o
homem como ele é, não só o normal senão também o
Parapsicologico*, ao que de
modo intenso e práticamente único dedicou quase sessenta
anos da sua longa
vida.. Fundou em 1891 o prestigioso “Annales des
Sciences Psychiques”. Foi
presidente da SPR* em 1905. Foi patrono e animador da
fundação em 1919 do IMI*,
do que foi presidente de honra de 1930 até sua morte. É
considerado um dos mais
completos pesquisadores de Parapsicologia* e,
consequentemente, firme
adversario do Espiritismo* tão em voga no seu tempo para
“ëxplicar” (?!) os
Fenômenos Parapsicológicos*. Fez investigações com os
grandes Psíquicos*
Eusapia Palladino*, Marthe Béraud*, Klouski*, Guzick*,
Ossowiecki*, Kahn*, etc.
Publicou o imprescindível e abrangente “Traité de
Métapsychique”, Paris, 1922.
Mas antes e depois outros muitos livros, entre eles:
“Les Phénomenes Dits de
Materialisation de la Villa Carmen avec Nouveaux
Documents et Discution”, 1906
- “Notre Sixième Sens”, 1928 - “L’Avenir de la
Prémonition” (1931) -
“La Grande Espérance”, 1933 - “Au Secours”,
1935. Quando a morte o surpreendeu aos 85 anos, já tinha
pronto para ser
publicado o manuscrito de “L’Avenir de la Science”. Seu
filho e homônimo Dr.Charles
Richet (Junior) é também homem
de ciência, membro da
Academia de Medicina da França, e
professor de Medicina na Sorbonne. Conhece a fundo e é
decidido defensor da
Parapsicologia* por ter-se embebido dos estudos do seu
pai, e colabora na
“Revue Medicale de Metapsychique”. RIJNBERG, Gérard A. van. (1875-1953). Médico
e historiador de
Nova-Zelandia zelandia (Oceania). Autor de
“Les Métasciences Biologiques”, Paris, 1950. RIVAIL, Hippolite Léon Dénizard. Ver Kardec,
Allan. ROBIN, Marthe ( ==== ). Famosa Mística* (?) francesa,
protagonista de mais um caso
de Inédia*. Há dezenas de anos vive alimentando-se
apenas com a Sda. Hóstia da
Comunhão diária. ROCHAS D’AIGLUN, Eugène-Auguste-Albert, Conde
de (1837-1914). Nobre
francês. Após
brilhantes estudos no Liceu de Grenoble, formou-se em
Direito, em Matemáticas
Especiais nas que obteve o premio de honor em 1826, e em
1827 entrou na Escola
Politeçnica de Paris onde também se formou
brilhantemente. E ainda pelo anseio
de saber de tudo entrou na carreira militar começando
como tenente de
engenheiros, promovido a capitão por méritos na guerra
1970-71 e comandante de
batalhão em 1880. Para dedicar-se mais plenamente à
pesquisa, abandonou o
exército na qualidade de tenente-coronel e assumiu como
diretor da Escola
Politécnica (do Exército), para dedicar-se mais
livremente à pesquisa na área
da Parapsicologia*, até que em 1902 um general-inspector
declarou que não mais
podia tolerar “práticas ocultas” (?!) numa escola
militar... Autor de
importantes trabalhos de investigação
de Fenômenos Parapsicológicos*, destacando uma coletanea
histórica de
levitações: “La Lévitation”, 1897; Experiências
Qualitativas* com Eusapia Palladino*:
“L’Exteriorisation de la Motricité”, 1896; e muito
especialmente os trabalhos
relacionados com o Magnetismo* Animal e Hipnotismo*: “Le
Fluid des
Magnétisateurs”, Paris, 1891 - “Les Efluvius Odiques”,
1891 - “Les États
Profonds de l’Hypnose”, 1892 - “Les États Superficiels
de l’Hypnose”, 1893 -
“L’Envoutement”, 1893 - “L’Exteriorisation de la
Sensibilité”, 1895 - “La
Science des Philosophes et L’Art des Thaumaturgues dans
l’Antiquité”, s.d. RODADORES SANTOS ou Holy Rollers.
Ver
Pentecostais. ROLL, William G. Nascido em 1926 em Bremen, Alemanha, trabalha
como Parapsicólogo* em
EUA. Investigou no “Parapsychology* Laboratory”
(1957-1960) de
Rhine* e é um dos membros fundadores da
“Parapsychological* Association”. Colabora em
diversas revistas. Superando
louvavelmente junto com seu mestre, no final, o proprio
Rhine*, as
limitações da Micro-Parapsicologia*, é
especialista em pesquisas bem próprias da Escola*
Teórica, como na análise de
Casos Espontâneos*, e inclusive em temas bem próprios da
Escola* Teórica como a
Sobrevivencia*, e os perigos de fomentar a manifestação
de Fenômenos
Parapsicológicos*: Ver Função* Menos. Com respeito à
Sobrevivencia, Ver “Psychical
Research Foundation”, da que é atualmentre Diretor, e
Ver também Theta, boletim
de que atualmente é também Diretor. E com respeito a
Casos Espontâneos* é
especialista principalmente em Poltergeist*, tema sobre
o que publicou o
apreciável livro intitulado “The Poltergeist”, Nova
Iorque, 1972. ROMANONES, J. Ver
Society for Psychical
Research , da que foi um dos fundadores. ROPE CLIMBING TRICK. Ver Corda Indiana, termo
preferível fora da língua
inglesa.. ROSA, César della. Viveu em Paris até os 23 anos, altura em que
abandonou a França, para
residir na Índia, Nepal, Tibet e mais tarde no Uruguai.
Ásecla do Budismo* e
também da Rosacruz*, Teosofia*, Cabala*...,
apresentava-se sob o nome de Swami
Asuri Kapila. Percorreu mais de 50 paises difundindo
“ensinamentos” (?) de
Esoterismo*. Afirmava possuír notáveis faculdades de
Adivinhação*, mas certamente
muito maior dose de charlatanice e Superstição*. Em
Uruguai, Montevideo, fundou
em 1941 a “Ordem Martinista”, e no ano seguinte a “Ordem
Oriental de los
Hermanos Asiáticos del Brillante Misterio”. Morreu em
1955. ROSA-CRUZ. Atendo-nos ao manifesto “Fama Fraternitatis
Rosae-Crucis”, anônimo
divulgado em Alemanha a partir de 1610, e à “Confessio
Fraternitatis
Rosae-Crucis ad Eruditos Europoae”, aparecida em 1615,
trata-se de uma
Fraternidade ou associação internacional e
supra-nacional. Dos seus ritos, usos
e preceitos sabia-se e ainda se sabe bem pouco. Seria
muito antiga. Há entre
eles os que afrimam na sua megalomania que procedem do
Profeta* Elias (!?).
Menos disparatada, sem deixar completamente de se-lo, é
a afirmação de que
todos os segredos desta Fraternidade procederiam de Christian Rosenkreutz nome tão
pretencioso como bem imaginado: Cristo Rosa-Cruz,
um suposto conhecedor
de todos os Ensinamentos* secretos do Ocultismo, e que
haveria falecido em
1482. Os
componentes da Fraternidade ficavam
obrigados a algumas regras taxativas, como curar
gratuitamente os doentes,
reunirem-se todos os anos em assembléia geral, escolher
cada qual uma pessoa
que deveria suceder-lhe após a morte, manter o mais
absoluto segredo de tudo o
referente à Fraternidade, confundir-se entre todos pelo
vestir e pelo falar
segundo os usos e costumes da região em que cada um
vivia, usar para se
reconhecer a palavra de ordem “rosa-cruz”,
transmitirem uns aos outros um segredo impenetrável que,
a fazer fé nos
cronistas da época, devia incluir a arte de manter-se
jovem, o uso da Cabala* e
da Pedra* Filosofal. Quando a
Rosa-Cruz se anunciava, nos começos
do século XVII, uma época em que as convulsões do
Renascimento e da Reforma
protestante pareciam questionar todas as certezas, o
surgimento de uma
misteriosa Irmandade, que dizia ter ou dava a entender
que tinha a posse de
segredos espirituais, não podia deixar de exercer um
forte apelo sobre a mente
européia. A
Irmandade influenciou com a sua ação pelo
menos três séculos, o XVII, o XVIII e XIX, e constituiu
também um ponto de
partida para a difusão de um certo movimento de base no
Ocultismo -pelo menos
de início- e também ele de extensa difusão, a
Maçonaria*. Frequentemente
se há duvidado de se a
Fraternidade Rosa-Cruz tenha de fato existido algum dia.
Mas isso pouco
interessa, pois as modernas organizações que se dizem Ordem Rosacruz, não vão além de uma
continuidade de aspiração com a
Irmandade cujo nome ostentam. Há uma ligação muito
suspeita entre os pretensos Rosacrucianos
do século XVII e os
seus descendentes
de hoje. A história dos
Rosa-Cruzes modernos é complicada e
obscura. Muitos fios diferentes
entraram na trama.
Dos grupos
sobreviventes que afirmam ter alguma relação com esses
fios de “rosacrucianos”
o mais florescente é, sem dúvida, o dos sucessores da
Aurora* Dourada, de
Mathers*, Westcott* e Woodman*; e a AMORC*, de Spencer Lewis*. Embora a prática de
todas estas organizações
modernas provavelmente não tenha qualquer relação com a
pretendida Fraternidade
Rosa-Cruz original. Psicólogos
como Jung*, Herbert Silberer etc.
podem fornecer profundas considerações sobre esses
incontáveis “grandes
mestres”, excêntricos, embora divertidos... ROSE, Miss. Médium* britânica, de Curandeirismo*, a quem com
descarada propaganda
se atribuem muitas “curas” (?) de casos sem esperança
(?). ROSEMARY. Ver Hulme, A. J. Howard. ROSENKREUTZ, Christian. Ver Rosa-Cruz ROUX, George.
Ver
Igreja Cristã Universal. ROVATTI, Francisco de Assis (1925). Médico espanhol,
nascido em 1925. Há ditado
inúmeros cursos de Hipnose* médica, reservados a médicos
e acadêmicos de
Medicina. É um dos mais
prestigiosos Parapsicólogos* de
Espanha. Diretor do “Instituto Psi-Alfa” de
investigación em Parapsicologia*,
de Barcelona. Foi presidente dos três primeiros
congressos nacionais de
Parapsicologia* e presidente do comitê técnico do
primeiro congresso europeu,
celebrados em Barcelona. RSPK.
Iniciais da expressão inglesa “Recorrent Spontaneous PK”
ou “Recorrent
Spontaneous Psychokinesis” (Psicocinesia Espontânea
Recorrente), termo que com
habilidade foi introducido na Micro-Parapsicologia* por
W. C. Roll*, para
designar os Fenômenos Poltergeist*, onde o conceito PK*
ou Psicocinesia* usa-se
em sentido... bem amplo e pouco específico, muito
diferente do que imagina a
Micro-Parapsicologia*. RUDDER, Pierre De. === “O fato da cura de Pierre De Rudder”
=== === Em 16 de fevereiro de 1867, Pierre-Jacques de
Rudder, de quarenta e
quatro anos, deteve-se a conversar com dois conhecidos,
os irmãos Knockaert,
que estavam derrubando árvores perto do castelo do seu
empregador, visconde de
Bus. Mas a
árvore escorregou.
Caiu sobre Pierre De Rudder. Triturou a perna
esquerda de um decímetro abaixo do joelho até o peito do
pé, inclusive. Tíbia e
perônio, quebrados.
Os ossos do terço
superior da perna esquerda ficaram separados três
centímetros dos
correspondentes ossos dos dois terços inferiores. Após tirar o
aparelho imobilizador, os
fragmentos de ossos desprovidos do seu periósteo,
estavam banhados em pus.
Chaga com longa ulceração, purulenta,
grangrena. Chaga
também no peito do
pé. Pierre
De Rudder ficou um ano na
cama. Poucos
meses antes que
Pierre De Rudder fosse ao Santuário de Nossa Senhora de
Lourdes, em Oastakker,
uma semana antes da peregrinação o Dr. Hautsaegher
examinou o doente e
concretamente destacou as observações do balanço
desordenado da perna,
inclusive ficando o calcanhar para a frente e os dedos
para trás. Pierre
De Rudder chega em Oostakker, está
agora diante da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, em
Oostakker-Lez-Gand. Reza.
Quase chora. Confia muito filialmente na Mãe Celeste. Segundo o
costume, quer dar três voltas ao
redor do montículo da gruta. O esforço é
extraordinário. Já
deu duas voltas,
apoiado penosamente nas muletas e amparado pela esposa
Colete e por um
desconhecido caridoso.
Consumido pela
fadiga extrema, desiste.
Deixa-se cair
sobre um banco. Reza. Expectativas, sorrisos irônicos de
uns, lágrimas de
compaixão de outros. E... Pierre De Rudder se levanta,
caminha sem muletas
entre os bancos dos peregrinos até o pé da imagem de
Nossa Senhora, se ajoelha,
só então percebe que caminhara até lá, só então percebe
o instantâneo
desaparecimento da gangrena, da supuração...
E das forças, pula, dança, corre, cheio de
alegria e agradecimento.
A esposa quase cai desmaiada de emoção. RUNES.
Ver Associação dos Arianos Invisíveis. RYZL, Milan. Tchecoeslovaco, doutor em Física e Química pela
Universidade de Praga.
Após 20 anos
de pesquisa como Parapsicólogo*,
teve o grande mérito de ser o primeiro a publicar nos
países da antiga “Cortina
de Ferro”, onde o Materialismo* era “dogma”,
artigos sobre
fenômenos extrasensoriais, PN*. Ryzl viajou
por numerosos países dando
conferências em diversas Universidades. Em 1963 recebeu
o prêmio McDougal*, que
é concedido por mérito em Parapsicologia* pela
Universidade Duke*. Seus livros
foram traducidos a várias línguas: “Hipnosis y
Percepción Extrasensorial”,
Barcelona, Paneuropea, s.d. - “Manuale di Parapsicologia
Sperimentale.
Experiemnte di Laboratorio”... Prove di ESP e PK di
Sicuro Successo”, Roma,
1979 - “Nuevos Estudios sobre la Percepción
Extrasensorial”, Barcelona, s.d. -
“Parapsychology. A Scientific Approach”, New York, 1970
- “Parapsicologia.
Fatti e Prospettive”, Roma,
1972 - “Parapsicologia Atual”, São Paulo, 1976 - “La
Revelación Bíblica y la
Parapsicologia”, Barcelona, 1976 - “Tears of Transition
in Psichic Discoveries
by the Russians”, New York, 1971 - Etc.
- S - S Case. Ver
Espontâneos, Casos. SABÃO AMONIACAL. Ver Saponificação. SABAT ou SABBAT. Termo hebreu, de origem suméria, Shabattu,
que significa “calma
do coração”. É
preceito na Bíblia, na interpretação literal, praticado
pelos judeus. Também
observado cada sete dias, depois do festival Nananar, da
lua cheia, por
babilônios como um dia de reflexão e penitência.
Corresponderia ao Sábado,
embora os cristãos passaram o descanso para o Domingo (
do latim dies dominica
= dia do Senhor), para celebrar a Ressurreição*
de Cristo. Em
Magia* quer dizer assembléia noturna,
reunião regular de Bruxas* (os) e Feiticeiros (as).
Geralmente treze, incluindo
um alto sacerdote e seis pares mistos, que chegariam
pelos ares nas suas
vassouras ou montados sobre Demonios* em forma de bodes.
Era realizada nas
noites de Sábado em presença do Diabo*, que teria o
aspecto do Leonardo ou do
“grande bode negro” com três cornos e de oito pés de
altura. Haveria pratos
suculentos e bebidas afrodisíacas. Outros garantem, pelo
contrário, que ali se
comem iguarias espantosas, compostas de sapos, carne de
enforcado, pedaços de
crianças não batizadas... A sua
origem
parece remontar aos primeiros anos do Cristianismo. Para
protestarem à sua
maneira contra o progresso da nova religião, os celtas
continuavam
clandestinamente a prestar culto ao deus Pã,
acompanhando esse culto com
práticas de um simbolismo bastante obscuro. Essa tradição
conservar-se-ía e
ampliar-se-ía, mas degenerando pouco a pouco, para uma
autêntica festa satânica,
o Sabat, onde Bruxas*, Feiticeiros*, e hoje Satanistas*
prestam culto de
adoração ao Diabo*. SABIO IDIOTA. Aplica-se a denominação ao individuo que por um
lado é deficiente
mental, mas que em alguma área, tal como no cálculo, em
linguas ou memoria em
geral, em execusão musical, etc. possue uma capacidade
altamente desenvolvida. SALEM, Feiticeiras de. Caso Espontâneo* ocorrido na
Nova Inglaterra (EUA)
no seio de uma comunidade de protestantes puritanos,
descendentes ou eles
próprios expulsos da Inglaterra no tempo de Jaime I.
Fanáticos e impiedosos até
ao limite “para salvar-se”. Proibiram bebidas fortes,
jogos de azar, a carne
era para eles abominável, a própria alegria era
reprimida. Viviam dominados por
um doentio temor a Deus*, concebido como vingativo,
feroz e castigador. Uma lavadeira
de nome Glower era irlandesa e
católica, o que lhe valia o ódio daqueles puritanos. Na
seqüência de uma
discussão fútil, Glower insultou uma das suas clientes,
a Goodwin. Um dos
filhos desta, que assistira a essa violenta cena,
começou com convulsões.
Glower, imediatamente acusada de Feitiçaria*, foi presa.
Em conseqüência disso,
a infeliz foi executada. Em 1688. Em 1692, em
casa do Reverendo Samuel Parris,
pastor puritano de Salem, dez raparigas começaram com
convulsões, fazendo
gestos desconexos e aparentemente obscenos. Uma delas
era filha do Pastor
Parris. A ama índia
foi acusada de
Feitiçaria*, e a infeliz foi presa. Astutamente a índia
declarou-se arrependida
dos seus pecados, o que a salvou da fogueira.
Tomando-lhe o gosto, “as girls de
Salem” continuaram as suas acusações contra várias
pessoas. A estas jovens,
provavelmente impúberes, juntou-se uma Histérica* rica,
Anne Putman. Mais de
duzentas pessoas foram presas, acusadas de Feitiçaria*.
Dezenove pessoas foram
enforcadas. No mês
de abril de 1694, estavam
encarcerados cerca de cento e cinqüenta “Feitiçeiros*”.
Felizmente interveio o
governador Phillips mandando pô-los em liberdade. Assim
acabou o processo de
Salem. Em
Salem, com a interpretação de Feitiçaria*
mistura-se a interpretação de Possessões* pelos
Demonios*. A inovação da
Feitiçaria* em Salem assenta fundamentalmente no
seguinte: as denunciantes vêem
aparecer os espectros daqueles que denunciaram e que as
obrigam a “escrever os
seus nomes no livro de Satanás*”. Já se vêem aparecer
aqui os prólogos do que
se passará nesta mesma terra americana, em 1847, com a
família Fox*, onde nasce
o Espiritismo* moderno. SALTER, William Henry (1880-1969). Havia ingressado na
SPR* em 1919 e fora
nomeado Tesoureiro,
sem que aceitasse
honorários, e
conservou o cargo até
1931. Durante quase quarenta anos prestou valiosas
contribuições à SPR*, da
que foi
Presidente nos anos de 1947-1948. Durante a
segunda guerra mundial desempenhou
no Ministério de Guerra em Inglaterra. numerosos cargos
relacionados com as
leis. Quando chegou o armistício, dedicou a sua vida ao
estudo da
Parapsicologia* com abundantes pesquisas de Casos
Espontâneos* e Experiências
Qualitativas* e grande reflexão teórica. Além de
numerosos artigos, publicou
“Ghost and Apparitions”, Londres, 1938 - “Psychical
Research: Where do We
Stand?”, 1948 -“Trance Mediumship: An Introductory Stady
of Mrs. Piper and Mrs.
Leonard”, 1950 (2a. ed. 1962) - “The Society for
Psychical Research: An Outline
of its History”, 1970 - “Zoar or the Evidence of
Psychical Research Concerning
Survival”, 1975. SALVO, Lucía Altares de; ou caso IRIS-LUCÍA. Um
dos mais famosos Casos
Espontâneos* de Xenogloxia* inteligente, perfeita,
surgida num instante,
habitual... Em Agosto de 1933, em Budapest, “morria”
Iris Farczady, uma jovem
de 16 anos. Poucos momentos após a sua “morte”, começava
a respirar novamente,
recuperava os sentidos e acabou por ficar “curada”
completamente. Entretanto,
agora dizia que era Lucía Altares de Salvo, espanhola,
que acabava de morrer em
Madrid, calle (rua) Obscuro no.1, que tinha quarenta
anos e era mãe de catorze
filhos... De então em diante, sempre e em todas as
partes, falava perfeitamente
o espanhol, que antes desconhecia plenamente. E logo
numerosíssimas vítimas da Superstição*
espalharam o caso como “evidente Reencarnação” (?!).
Investigações rigorosas,
dirigidas principalmente pelo Prof. Rothy, Presidente do
Comitê Nacional e do
Conselho Internacional de Investigações
Parapsicológicas* de Budapest,
verificaram que não morrera em Madri ninguem com aquele
nome, e não existia o
endereço nem a rua indicada. Verificou-se também que os
nomes dos seus
pretendidos filhos eram nomes de judeus sefarditas, que
falam espanhol,
residentes na propria rua de Iris-Lucía. Calle
e obscuro
deviam-se a uma anedota
tirada de um jornal de Madrid com a
que o professor Vegh ensinava essas palavras nas suas
aulas de espanhol. Etc,
etc. E comprovaram que a Xenoglossia* se devia
principalmente a uma
aprendizagem totalmente Inconsciente* da língua
espanhola, quando bebé, por
convivência com uma empregada espanhola chamada
precisamente Lucía
Altares de Salvo. Que ainda vivia,
como poderia haver reencarnado?!. SAMADHI Oitavo
e último grau da Ioga,
designa o Mito* de que o conhecimento verdadeiro (!?)
consistiria na
contemplação... completamente inerte (!). Como no
Nirvana*. SANDUICHE, Efeito. Curioso efeito observado pela Escola*
Norte-Americana nas Experiências
Quantitativas* de ESP* e que consiste em se observarem
êxitos mais freqüentes
se a Carta* ESP que precede e a que segue são iguais à
carta albo. SANSONISMO. Por alusão à personagem da Bíblia*, Sansão (Jz
13,24-16,31), com este
termo designam-se os fenômenos em que alguém manifesta,
em determinado momento,
uma força enormemente
superior ao que logicamente se
poderia esperar da idade e condições daquela pessoa. Em
crises ou surtos
psicóticos, pode acontecer que varios homens fortes não
segurem uma jovenzinha
se não a vestirem com camisa-de-força. Não
existe sansonismo PN*. Evidentemente
nada há que nem de longe sugira que essa força
manifestada alguma vez por
determinadas pessoas seja extrasensorial, espiritual... Geralmente o
sansonismo deve classificar-se
evidentemente como Fenômeno EN*, por tratar-se
simplesmente de um
aproveitamente ao máximo da força muscular num estado de
excitação,
concentração, hiperventilação respiritaria... Em
determinados Estados Alterados* de
Consciência, essas manifestações de sansonismo podem
chegar a extremos
realmente surpreendentes, tanto que secularmente foi
atribuído erradamente à
Possessão* Demoníaca (?). Se alguma vez, uma jovenzinha,
com um dedo tivesse
levantado um piano de cauda, ou derrubado com a mão um muro..., até
que teria sentido pensar em
Demonios* ou outras entidades... Mas nada semelhante
aconteceu jamais...,
...a não ser
unicamente em ambiente divino.
Como em todos os tipos de Fenômenos* Parapsicológicos,
também há muitíssimos
casos SN* de sansonismo: ·
No
século V, Santa Genoveva,
hoje padroeira da França, com só toca-las com a mão
abriu os portões da
cidadela de Paris, para assim forçar o rei dos francos,
Childerico, apesar de
pagão, a libertar os franceses, católicos, prissioneiros
de guerra que mandara
matar. ·
No
século X, São Dunstano,
bispo de Cantuaria, quando observou que a igreja que mandara
construirnão estava na orientação
devida oeste-leste, diante do rei, da nobreça e numeroso
público, com os ombros
a fez girar até a orientação desejada. ·
No
século XIII São
Francisco de Assis*: Simplesmente
apoiando a mão endireitou
a parede
principal que estava inclinada com perigo eminente de
que a casa toda ruisse. ·
Nos
albores do século XV, São Vicente Ferrer*,
como nos garantem
nada menos que os Bolandistas*, pegou
com as mãos um tronco de madeira que dez homens não
conseguiriam levantar da
terra, e o carregou num carro. ·
Também
São Vicente Ferrer* em outra oportunidade,
transfiriu o sansonismo SN a um mutilado
fazendo que, sem nenhum
esforço aparente, carregasse até o convento uma viga que
um par de bois não
haveria conseguido arrastar..., e chegando ao convento o
atleta ficou instantaneamente curado. ·
Na
segunda mitade do século
XV, São
Francisco de Padua*, como se garantiu nos
processos de beatificação e
canonização, arrancou e trasladou com as mãos uma enorme
pedra que em esforço
conjugado seis operarios não haviam conseguido remover e
que atrapalhava
consideravelmente a passagem durante a construção do
mosteiro de Spezza
(Cosenza, Italia). ·
Durante
a mesma construção,
o santo carregou até o cimo da torre do relogio a pedra
capitel, que quatro
homens fortes não conseguiram levantar. ·
São Francisco de Padua* repitiu outras várias vezes o
sansonismo SN* durante
aquela importante construção, por exemplo arrastando
pessadíssimas árvores que
os operários, nem com animais, não podiam transportar
desde o bosque pelo
grande tamanho e pelas
condições do
terreno. ·
Etc.,
etc. Casos semelhantes
são muito frequentemente relatados nas vidas dos santos. SAPONIFICAÇÃO. Em cemitérios muito utilizados ao ponto de não
deixar a terra se
recuperar da podridão, ou em casos em que são enterrados
muitos cadáveres
juntos em valeta comum, pode acontecer que a podridão é
tão extrema, Adipocira,
Sabão Amoniacal, Graxa de
Cadáver, que os corpos mantenham durante muito
tempo sua figura. Mais um
tipo de falsa Incorrupção*, antes pelo contrário excesso
de corrupção. SARDOU, Victorien. Célebre romancista francês. Membro da Academia
da França. Assíduo
frequentador de sessões de Espiritismo* em casa de Allan
Kardec*, e convicto
espírita, fazia desenhos por Psicografia* das casas dos
habitantes de Jupiter
(?! - o que é bastante para julgar a fantasiosa crença
dele, de Allan Kardec e
de todos os sequazes do Espiritismo*). Uma noite, um
“Espírito*” (?), que se
anunciou como Bernard Palissy, “cidadão do Reino de
Justiça”, que “está situado
no planeta Júpiter” (?!), incitou-o a pegar num buril e
numa placa de cobre e a
gravar os desenhos que ele, Palissy, lhe iria fazer
executar. Sardou,
absolutamente sem pratica de desenho e ainda menos de
gravar, acedeu e pôs-se
ao trabalho e, no espaço de poucos horas, Psicografou*
numa placa de grandes
dimensões um desenho complicado, difícil, cheio de
pormenores e de superior
qualidade. Mais
extraordinário ainda era o método usado
por este incipiente gravador. Ele conduzia o seu
trabalho contra todas as
regras mais elementares da arte e até do bom senso:
começava todas as partes
sem acabar nenhuma e depois continuava ao acaso,
acabando-as sem dar por isso,
causando grande impressão às testemunhas. O que eles
deveriam considerar é que fora do
ambiente de Espiritismo* hão-se dado casos superiores,
enormente superiores a
estes, inclusive ganhando Premios Nobel. Ver Talento* do
Inconsciente. E o
“Reino de Justiça”, como outras descripçòes de Júpiter
por Kardec*, Chico
Xavier*, etc, são plenas tolices como hoje muito bem
provaram os satélites
interplanetarios... SARGENT, Epes (1813-1880). Escritor norte-americano
sobre Espiritismo*. Em
1837 estudara o Mesmerismo* Desconcertado, daí passou a
estudar a Tiptologia*
das Irmãs Fox*. Mais desconcertado ainda por aquele
singela Fraude* que ele não
tinha capacidade nem de
suspeitar, fez
muita divulgação do caso e, não conhecendo
Parapsicologia*, que então nem
existia, cada dia foi ficando mais desorientado e
fanatizado pela interpretação
Supersticiosa* própria do Espiritismo*. Escreveu muitas
obras divulgando essa
Superstição*, sendo a mais pretenciosa “The Scientific
Basis of Spiritualism”,
Boston, 1881. SATANISMO. O verdadeiro Satanismo, adoração Consciente* de
Satão* ou Satanás*
e consagração ao mal pelo mal, é de
origem relativamente recente. É verdade que no período
medieval houve grupos
clandestinos dualistas (antagonismo entre o Deus* do bem
e o deus do mal},
sobretudo os bogomils e os cátaros, ambos
correlacionados. Também seria exagero
negar que houve Satanistas
individuais na Idade Média. Mas o Satanismo é e sempre
foi extremamente
incomum, é quase certo que só passaram a existir grupos
Satânicos organizados, de quaisquer
dimensões, no século XVII. Antes, no
final do Império Romano, houve o
Maniqueismo* e esses grupos eram condenados pela Igreja
Católica como
Satanistas, mas na realidade eram ultrapuritanos em sua
moralidade. As
histórias sobre os remanescentes deles, contadas
sobretudo pelos caçadores de
hereges, podem ser seguramente relegadas para os
domínios da fantasia. Parece
provável que o Satanismo, além de sua
origem cátara, tem também raízes na má Teologia de uma
minoria de padres
católicos. Sabendo que qualquer padre, por mais indigno
que seja, recebeu o
poder de transformar o pão e o vinho no Corpo e Sangue
de Cristo pelas palavras
da Consagração, daí foi apenas um passo para acreditar
que tanto o padre como a
Missa possuíam poderes de Magia* inerentes, em vez de
atribuí-lo à promessa de
Cristo.
Como
resultado disso, alguns padres indignos
dispuseram-se a voltar os seus supostos poderes de
Magia* para fins Satânicos.
Já no século VII, o Concílio de Toledo proibia e
condenava como heresia que se
cantassem Missas de Réquiem para homens vivos com a
intenção de assassiná-los
(!). A crença na
eficácia dessas práticas
sobreviveu entre alguns católicos mais simplorios e
ignorantes, do século XIX,
e Frazer registrou-a em “O Ramo Dourado”, como folclore
bretão atual, sob o
nome da “Missa de St. Sécaire”. O termo evocativo “Missa
Negra” provavelmente
se originou nessa prática, pois até uma época
relativamente recente a Missa
Negra era um termo, alternativamente incomum,
para uma Missa de Réquiem. SATÃ ou Satanás. O conceito de Satanás introducido no
Cristianismo é completamente diferente
do que tinha na Biblia. Na
tradução dos setenta, Satão às vezes é traduzido por
Diabo*. Na Biblia
Vetero-Testamentaria o termo Satão aparece 15 vezes e
mais seis vezes o termo Satanizar.
Nunca se refere a qualquer
um ser Sobrenatural* maligno... Da etimologia
hebraica de inimizade,
Satã passou a ser, sempre, a
personificação da inimizade, da inveja, da dor...,
passando na Biblia
Neo-Testamentaria* a representar a Tentação* e o pecado.
Assim Salomão diz que
antes tinha dois Satãs contra ele (1Rs 11,14.23.25), mas
vencendo duas guerras
já não tem nenhum Satanás, isto é, nenhum povo inimigo
(1 Rs,5,18, ou 5,4 da
vulgata). Para o salmista Satã é o acusador no
julgamento (Sl 108,12 a; 109.6).
No Livro de Jó, Satã
primeiramente é um
deus na corte de Iahweh, que prova a paciencia do santo
Jó, mas pouco depois
Satã é o proprio Iahweh: “Deus* o deu, Deus* o tirou,
bendito seja Deus*” (Jó
1,6; 2,1; 1,22). Jesus chama Satanás a São Pedro, porque
suas palavras de
tentador não são conformes a Deus* (Mc 8,33), e é o
pecado sob o termo de Satã
o que entra no coração de Judas (Lc 22, 3). Com o conceito
de Satã confundiram-se os
de Belzebú*,
Lúcifer*, Demônio*, Anjos*
Rebeldes ou Diabos*..., sendo que na realidade são
conceitos muito diferentes e
que nada têmma ver com qualquer ser Sobrenatural*
maligno. Sobre
este tema complexo, ver Demonologia. SC.
Sigla de Simulcognição.
A sigla é de
uso preferível. Designa
uma divisão de
PG*. É a manifestação PN* de acontecimentos que se estão
a dar naquele preciso
momento, mesmo a centenas ou milhares de quilômetros de
distância. SCATCHERO, Felicity ( ==== ). Escritora e propagadora de
Espiritismo*. Foi
colaboradora de W. T. Stead*, tendo principalmente
dedicado a sua atenção à Escotografia*. SCHERMANN, Raphael ( ==== ). Austríaco. Especilista em
Grafologia, seus êxitos
superavam notavelmente com alguma frequência o que
poderia deduzir-se da
análise da letra. Foi sujeito a investigação pelo Prof.
Fischer, de Praga, em
1916-1918. Para explicar os resultados obtidos fica
clara a necessidade de
recorrer não só ao Talento* do Inconsciente, senão
principalmente à HIP* e
inclusive esporadicamente à faculdade PG*. A
escrita faz de objeto para a Psicometria*
(Parapsicológica):
Metagrafologia*. SCHILLER, Ferdinand Canning Scott (1864-1937).
Filósofo e matemático
inglês, foi catedrático na Universidade de Oxford,
Inglaterra, e posteriormente
professor de Filosofia na Universidade de Los Angeles e
na “South Califórnia
University”, EUA. Mas logo que
tomou conhecimento da
Parapsicologia* compreendeu sua maior importancia, e
marginalizando suas
anteriores atividades fez-se membro da SPR* desde 1884,
pertenceu ao Conselho
Diretivo durante muitos anos, e chegou a ser Presidente
em 1914. Contribuiu
valiosamente para o desenvolvimento da SPR*.
Tipicamente
da Escola* Teórica, publicou
numerosos e muito interessantes trabalhos com análises
perfeitos, como
corresponde à sua profunda formação em Filosofia, sobtre
diversos problemas
suscitados pela Parapsicologia*. É dele na Enciclopédia
Britânica o verbete “o
progresso da Pesquisa Psíquica”, 1920; e dele também, na
“Encyclopaedia of
Religion and Ethics”,
de Hastings, o
verbete “Espiritismo e Telepatia”. SCHMEILDER, Gertrud R. ( ==== ). Doutora em Psicologia (Ph.
Dr.) e professora de
Psicologia no “City College”, Universidade de Nova York.
Presidente da ASPR*, e
secretária da “Psychic Research Poundation”. É famosa,
dentro dos parâmetros da
Micro-Parapsicologia*, por suas análises e Experiencias
Quantitativas* sobre
ESP* no aspecto das classificações chamadas Cabras* e
Ovelhas*, tema sobre o
que publicou, além de vários artigos, o livro “ESP and
Personality”, Nova
Iorque, 1969, e depois “Parapsychology”, Netuchen, 1976. SCHMID, Padre Leo ( === ). Pároco
católico de Oeschgen, cantão suíço de Argan. Além de
Filosdofia e Teologia da
preparação para o sacerdocio, estudou Ciências e
Biologia na Universidade de
Friburgo. Escrebeu piedosas hagiografias... E em vez
de primeiro estudar Parapsicologia*
e depois lançar-se à experimentação, com grande dose de
entusismo e ainda maior
despreparo específico dedicou muito tempo a tentar obter
Psicofonias* num
gravador. A primeira Comunicação* (?) importante só foi
obtida ao fim de dois
anos de vastos e vãos ensaios... claramente
desequilibrantes, ou de
Desenvolvimento*, como preferem dizer os amigos
espíritas deste inocente útil.
Ingenuamente atribue as principais Psicofonias* ao
Espírito* (?) de São
Pantaleão*! Pelo seu
trabalho de manifestar, recolher e
arquivar em perfeita ordem conforme o seu conteúdo
milhares de Comunicações*
(?), e sem dúvida também por certo apóio dos espíritas,
foi premiado,
expressamente sem pronunciar-se sobre a interpretação,
pela “Asociação Suíça de
Parapsicologia”. SCHMIDT, Helmut Físico e Parapsicólogo* de origem alemã, nascido
em 1928. Realizou
investigações e estudos na Alemanha, Estados Unidos e
Canadá, como físico
principalmente no campo da Física Teórica e no da Teoria
dos Quanta. Como
Parapsicólogo*, pertencente à famosa Associação de
Parsapsicologia da Escola*
Teórica, a “F.R.N.M*”. Pesquisou principalmente no campo
da Sobrevivencia* como
dedução filosófica a partir dos fatos certamente
não-físicos de PG*. SCHNEIDER, Rudi (1908-1957). Famoso Psíquico* austríaco,
nascido em Branone am
Inn, no seio de uma família com tendência a Fenômenos*
Parafísicos, sendo que
uma das suas irmãs
e tres irmãos,
principalmente Willy, alcançaram fama como Psíquicos*.
Rudi começou à idade de
onze anos a entrar em
Trance*, pelo
cvontágio das sessões de Espiritismoi* que se celebravam
na sua casa. Atribuia
suas manifestações à entidade Espiritoide* que se
chamaria Olga. De adulto,
junto à sua profisão de mecânico
de automéveis, fez-se Médium*, também profissional,
sempre atribuindo seu Trance*
e Fenômenos* Parafísicos ao Controle* Olga, Viajou pela
Europa e adquiriu
notoriedade manifestando Telecinesia* e Ectoplasmia*.
Foi investigado por
diversos pesquisadores experientes, entre os que destaca
o Dr.
Schrenck*-Notzing. Harry Price* também o pesquisou com
cuidadosas Experiências
Qualitativas* no “National Laboratory of Psychical
Research”, de Londres. Rudi
aceitava sempre qualquer exigencia ou condições as mais
regorosas para a
verificação dos seus Fenômenos*. Com H. Price* usou a
famosa especie de
“cadeira eletrica” que marcava com luzes todos os
movimentos do Psiquico*
especialmentee se soltasse as mãos ou se levantasse. A
conclusão foi que Rudi
às vezes conseguia
reais manifestações
de Telecinesia*, Ectoplasmia* e
Ecto-colo-plasmia* em formas de mãos e braços. Em 1930-31
Rudi realizou 90 sessões de
Experiencias Qualitativas* no IMI*, sob a direção do
grande Parapsicólogo* Dr.
Eugène Osty*, em condiçõds rigorosíssimas de
verificação, e contra qualquer
possibilidade de Fraude*, inclusive com a famosa técnica
de verificação
por raios
infravermelhos. Rudi nunca se
spós a qualquer rigor nas condições de verificação nem
se interessava por saber
quais seriam. Rudi permanecia recostado sobre um
travesseiro, em Trance*
profundo, em hipermenéia, especialmente (2 a 4 ciclos
respiratórios por
segundo) quando acontecia o Fenômeno*, ficava quase
absolutamente imovil
durante toda a sessão, que podia durar até uma hora se o
Fenômeno* Parafísico
demorava em surgir ou não acontecia. Assim
comprovaram-se emissões de Telergia*
e Telecinesias.
Rudi Schneider morreu
com 49 anos de idade. Seu irmão, Willy Schneider (1903-1971), era dentista
em Munich, e foi
também famoso Psíquico*. Aos dezesseis
anos já manifestava Casos Espontâneos* de Telecinesia*.
De Dezembro de 1921 a
Julho de 1922, viajou por diversos países de Europa,
frequentemente com seu
irmão Rudi, provocando extraordinários Fenômenos de
Telecinesia* e de
Ectoplasmia* em Experiencias
Qualitativas*
sob as mais severas condições de verificação,
convencendo a
centenas de cientistas, entre eles alguns muito
experientes. Em 1922 realizou
104 sessões com Schrenck*-Notzing.
Em 1924 os
dois irmãos foram a Londres e
realizaram 12 sessões convincentes da realidade das
Telecinesias* perante a
comissão da SPR* Em 1926,
porém, Willy teve de abandonar as
Experiências Qualitativas* que realizava e internou-se
numa clínica abalado na
sua saúde, assim abandonando com só 29 anos de idade sua
trajetória de
Psíquico*, embora viveu até os 68 anos. Ver Função*
Menos. SCHRENCK-NOTZING, Albert Freiherr von
(1862-1929).
Nasceu em Odenburg,
Austria. Primeiro formou-se em Humanidades Clássicas, e
depois, em 1888, obteve
o doutorado em Medicina com uma tese sobre “O Emprego do
Hipnotismo na
Terapêutica”. Também obteve o doutoramento em
Psicologia (Ph. Dr. = Doutor em “Filosofia”). No
ano de 1889 fundou a
“Muncher Psychologische Gesellchaft”, de que foi
secretário durante vários
decênios. Em breve adquiriu fama européia, no campo do
Hipnotismo* teórico e
prático. A conselho do
seu amigo Charles Richet*,
dedicou-se ao estudo da Parapsicologia* e em especial
dos Fenômenos*
Parafísicos. Estudou os Médiuns* mais famosos da época:
Eglinton*, Eusapia
Palladino*, Eva Carrière*, Linda Gazzera*, Willy e Rudi
Schneider*, Heim Schrapz,
L. Sordi, Stanislaw P., etc..
Destacam-se em especial as suas investigações,
junto com a Sra. Bisson*,
durante quatro anos, sobre M. Béraud*, que adquiriram
celebridade mundial:
“Physikalische Phaenomena des Mediumnismus”, 1920. Escreveu
grande quantidade de amplos artigos
e livros. Foram publicados 148, entre os
quais há que citar também:
“Materialisation-Phenomena”, Munique, 1914 -
“Experimente der Ferbewegung, im Psychologischen
Institut der Munchener Universitat
und im Laboratorium des Verfassers”, Stuttgard, 1924 . Sua
grande atividade
terminou inesperadamente como consequëncia de uma
cirurgia de apendicite. Havia
deixado prontos e foram publicados depois da sua morte,
as tres principais
obras dele: “Gessamelte Aufsatze zur Parapsychologie”
(“Problemas Básicos de
Parapsicologia”), Munich, 1929 - “Die Entwicklug des
Okkultismus zur
Parapsychologie in Deustschl” ( A transição do ocultismo
à Parapsicologia em
Alemanha), Lewipzig, 1932 - “Die Phaenomena des Mediuns
Rudi Schneider”,
Berlim, 1933. SCOPIA. A
linguagem popular e mesmo
certos Parapsicólogos* nem sempre sabem utilizar os
termos adequados entre as
diversas Técnicas* e nem sequer concretamente entre as
de Adivinhação*,
confundindo Pragmáticas*, Mancias* e Scopias. Do grego scopeo = escudrinhar, diz-se Scopia quando
na Pragmática* se
examinam, às vezes inclusive com lupa, as diversas
líneas, figuras... do objeto
usado. SCREEEN TOUCH MATCHING (STM). Ver Testes
de ESP. SD. Sigla
de Standard* Deviation. SECOS (Cadáveres). Em lugares muto secos, como nas areias de um deserto, ou em
determinados cemiterios, por
exemplo de Lima (Peru) onde durante séculos não chove
nem se conduiziu agua até
lá, pode acontecer que a areia ou a terra absorva a
humidade do cadáver
ao ponto de este demorar muito em
corromper-se. Bem ao contrario do que acontece em
cemiterios muito húmidos,
como em Pisa. Evidentemente falsa Incorrupção*.
SÉCAIRE, Missa de Saint. Ver
Satanismo. SEFIROTH. Ver Cabala. SEGUNDA VISTA ou DUPLA VISTA. O mesmo que
Clarividência*, termo mais usado, mas os tres devem ser
rejeitados, pois não é vista nem videncia, nem segunda, nem dupla. nem clara. É conhecimento extrasensorial,
PN*, PG*. Não obstante é
muito usada, especialemnte pela Micro-Parapsicologia*, e
termo preferível a
sigla PC* (de Pura Clarividencia). SEICHO-NO-IÉ. Um espertalhão, Taniguchi (
-------- ), plagiou toda a doutrina de absurdo
Curandeirismo* difundida por
Mary Baker* e sua chamada Ciência* Cristã, adornou-a com
bonitas frases
poético-Místicas* (?), às vezes muito bonitas realmente,
e já está fundada uma
nova associação de Curandeirismo*, como se fosse uma
religião, com milhões de
seguidores habilmente explorados após a correspondente
Lavagem* Cerebral.
SEIDEL, Franz. Engenheiro eletrônico austríaco, dedicado ao
estudo dos problemas
técnicos relacionados com a recepção, em gravadores, das
Psicofonias*.
Colaborou com o célebre pesquisador (?) de Psicofonia*,
plenamente
desconhecedor de Parapsicologia* e grandemente
fanatizado, Constantin Raudive*. No “III
Congresso Internacional de
Parapsicologia”, realizado em Puchberg, perto de Viena,
apresentou o Psychofon,
aparelho extremamente
sensível, capaz de eliminar em grande medida as
interferências que perturbam a
audição... Mas não evita, ao contrário facilita, a
maioria das explicações por
“ventriloquia” inconsciente e outras normais e também
EN* das pretendidas
“Vozes do Além”(?). SEITA. Grupo religioso que se desgalha de outro,
aderindo fortemente a um
conjunto de práticas e crenças. Frequentemente esse
desgalhamento é de outra
Seita já desgalhada anteriormente, e de outra, e de
outra..., e frequentemente
também em sincretismo com outro ou outros grupos
religiosos. Por exemplo,
além das Seitas citadas ao falar
do Espiritismo*, surgiram outras inumeraveis neste mesmo
campo. Assim, entre
tantas: Seguindo o Espiritismo* de Emmanuel Swedenborg*,
o professor alemão Adam Weisshaupt
fundou em 1776 a Seita*
dos
Perfeitíssimos, que se tornou
depois a Seita* dos Iluminados..Os
seus
membros entregavam-se, por vezes, a práticas
sanguinárias e violentas.
Posteriormente, até hoje, foram surgindo numerosas
outras Seitas* de
iluminados, fanáticos e suicidas. Por esta via foi-se
preparando também o
ambiente para o advento dos Epiritismo* das Irmãs Fox* e
de Kardec*, e suas
numerosíssimas divisões e sincretismos, por sua vez
aduvando o terreno para
novos iluminados, fanáticos, loucos... Dentro
do Cristianismo, antigamente os
intentos de divisão eram declarados heréticos pela
suprema autoridade
eclesiástica, papal ou conciliar, e logo acabavam por
diluir-se. Mas após
Lutero, Calvino... a fragmentação cada dia em novas
Seitas e inumeraveis
frangalhos de protestantes, evangélicos e Pentecostais*
oferece um espectáculo
sumamente doloroso, sendo que a última vontade e oração
de Cristo foi “que
sejam um..., a fim
de que todos sejam
um” (Jo 17, 11.21) ou, como suplicava o Apóstolo, “que
alcancemos todos nós a
unidade da fé..., assim não seremos...joguetes
das ondas, agitadas
por todo vento de doutrina, presos pela artimanha
dos homens e da
sua astucia que nos induz ao erro” (Ef
4, 13s). As palavras
sublinhadas na frase citada de São Paulo remetem... Ver
Função Menos.
SEMATOLOGIA. Embora em Espiritismo* se usa como sinônimo de
Tiptologia*, na
realidade Sematologia ou Semiologia é
um termo que designa o estudo da linguagem dos signos.
Em Parapsicologia*,
portanto, corretamente só se pode usar para designar o
estudo da mímica
empregada com a Mesa* Girante, Oui-ja*, etc, ou seja, a
intensidade de clareza
dos movimentos
em Paracinesia*. SENHA, Experiência e Desafio da. Numerosíssimas e famosas
Experiências
Qualitativas*, a nível mundial. Desde os inicios da
Parapsicologia*, com
Myers*. Milhares de pesquisadores, ate
milhões de colaboradores por exemplo soldados nas
últimas guerras, deixam em
envelopes fechados alguma frase ou desenho ou
número ou... só deles
conhecido. Se
depois de mortos pudessem
ter Comunicação* atravês de algum Médium*, comunicariam
a senha. Se depois de
mortos seus autores, as senhas
aparecerem com freqüência
notavelmente
maior que em vida, seria provável que haveria sido com
ajuda dos mortos. E se
não aparecesse a senha, por mais que se imitasse o
estilo, a voz, etc, do morto
quando estava vivo, o realmente claro é que não passava
de Adivinhações* de
vivo sobre vivo, pois era a senha o que faziam questão
de comunicar como prova
ou contra-prova. Posteriormente
a Experiência da Senha passou
a ser feita com frases cifradas, e o sujeito
prometia que após a morte
revelaria a chave para decifrar-se a senha. Modernamente
fizeram-se muitas experiencias
com cadeados de segredo. Só o morto conhece a
combinaçào, de seis
algarismos, para abrir o cadeado. Com esta
magnífica experiência logo se
percebeu que o Espiritismo, Teosofia, etc. não tem base
nenhuma. E contra as
pretenções dos espiritas, teósofos, etc. logo se passou
aos Desafios* com
grandes quantidades de dinheiro, a cada um, se alguma
vez aparecesse a
Senha. Cumprindo-se
as exigências e controle
preciso da Experiência Qualitativa e Desafio*, Nunca
jamais apareceu a Senha. E esse nunca
está garantindo uma muito Especial Divina Providencia*
contra as pretenções do
Espiritismo*, Teosofia*, etc, porque o natural seria que
a Senha aparecesse
alguma vez...: por
PC* sobre o envelope,
por RC* sobre os mortos quando ainda estavam vivos, potr
Pcg sobre os
pesquisadores quyando abrissem o envelope, etc. A
experiencia frisava que a
Senha aparecesse comparativamente em número
notavelmente maior... Mas que não
saia nunca....! A
título de exemplos com a
Senha no envelope, Ver Lodge e Houdini. Concretamente
com referencia ao Brasil
e Chico Xavier*, Ver Lobato (J. B. Monteiro). SENSITIVO. Ver Psíquico,
termo de que é
uma subdivisão. SENSITIVÔMETRO. Instrumento
que se emprega para
saber se as pessoas são suscetíveis de serem
Hipnotisadas e para avaliar o seu
grau de proclivilidade à Hipnose*. SENSORIAL-PARANORMAL, Fenômeno. O correto e preferívrel
é a expressão Fenômeno
Extranormal-Paranormal*, ou Fenômeno EN-PN*. SENTIMENTO OCEÂNICO. Ver Consciência Cósmica, em
Parapsicologia*
expressão preferível. SEREALISMO. Ver Dunne, J. W. SÉRIOS, Ted. Famosíssimo Psíquico* norte-americano, a partir
dos anos sessenta, em
virtude das extraordinárias Experiências Qualitativas*
com ele realizadas de
Escotografia*. No “Mass Comunication Center” da
Universidade de Denver chegou a
impressionar Escotografias* em vídeo-tape.
Em 1968,
a revista “Life” publicou um artigo
sobre “o homem que fazia fotografias com o pensamento”,
com base em
demonstrações realizadas no ascético ambiente e sob
severo controle da redação
da KVA , a TV de Denver. A
extraordinária “freqüencia” em manifestar
Escotografia*, converteram-no em centro de atração de
Parapsicólogos*, que o
tornaram objeto de numerosas Experencias Qualitativas* amplamente
documentadas. Mas devem
destacar-se muito especialmente os cientistas Pauline
Ochlar e o Dr. Jules
Eisenbud*. Foi também estudado pelo Dr. J. G. Pratt*. SERPENTE ENROSCADA. Ver
Kundalini. “SETE SERMÕES”. Em 1916, ocorreu outro dos Casos Espontâneos*
de Parapsicologia*
que pontilham a vida de Jung*. Num dia de
verão, a campainha da porta da frente começou a tocar
violentamente... Não
havia ninguém lá. Telecinesia*,
se não foi Psicofonia*, ou
ainda menos: Alucinação* auditiva por Projeção de PG*. A casa parecia
estar “abarrotada de
Espíritos* (?)”. Jung sentiu que algo estava para
acontecer. Que se passava?
Fez a pergunta. “Então eles gritaram em coro: Voltamos
de Jerusalém, onde não
encontramos o que procurávamos”. Com estas palavras,
Jung* começa o seu “Sete
Sermões”: “Os mortos voltaram de Jerusalém, onde não
encontraram o que
procuravam. Pediram-me
que os deixasse
entrar e assim comecei o meu ensino”. Em
três noites escreveu
o seu livro por
Psicografia* semi-consciente. A subtileza
dos sermões indica o seu conteúdo
e o planejamento da obra junguiana: “Os Sete Sermões aos
mortos, escritos por
Basílides em Alexandria, a cidade onde o Oriente toca o
Ocidente”. Basílides
foi um escritor Gnóstico* de Alexandria, a cidade do
Neoplatonismo e da
Alquimia*, e a síntese das tradições orientais iria
ocupar grande parte do
tempo de Jung*. O próprio
Jung* compreendeu que a mensagem do
“Sete Sermões” é a do caminho da individuação,
compreendeu que tudo surgiu do
seu próprio Inconsciente*. Jung* sabia de cultos
contemporâneos, explicitamente
Ggnósticos*, e julgava a revivescência do Ocultismo* nos
últimos anos do século
XIX comparável ao “florescer do pensamento no primeiro e
segundo séculos depois
de Cristo”. Ele fez uma pesquisa bastante extensa da
literatura Gnóstica*,
quando observava a sua
Médium* e na
época em que escrevia o “Sete Sermões”. Uma parte de si,
naquela época, estava
fortemente influenciada pelos conceitos da Gnose*. SEXO. Este
parece que desempenharia um papel misterioso nos
Fenômenos Parapsicológicos*.
Há maisMédiuns* femininos que masculinos, e a maioria
dosMédiuns* masculinos
são homosexuais. Segundo informações da S.P.R.*, ja
desde inicio, algumas
Fenômenos Parafísicos* foram acompanhadoas de orgasmo
sexual. Ao redor de 95%
dos casos de
Poltergeist* é na
proximidade de meninas na idade da puberdade, dos doze
aos dezesseis anos, etc. Ora, o estudo
aprofundado do tema parece
indicar não propriamente a sexualidade, senão factores
de Função* Menos que por
diversos motivos acompanham o sexo feminino e
preferentemnente na puberdade e
mais claramente quando com um pai muito severo, em
segundo lugar na menopausa,
etc. Hoje, quando a educação e oportunidades masculinas
e femininas tendem a
igualar-se, a proporção de manifestações em ambos os
sexos também tende cada
vez mais a ser menos preponderante. SEXTO SENTIDO. Designação vaga, que caiu em desuso. Foi fruto
da mentalidade do
Materialismo* frente a PG*. SHAKLETON, Basil. Ver Soal, Samuel G. SHAKERS. Novo nome dado em Inglaterra, por similitude com
a Seita* inglesa dos
Quakers*, à Seita* dos Profetas
Franceses, fundada por Jean Cavalier na França sob
o nome de Camisards,
pelo que foi exilado. Shakers
significa tremulantes, nome derivado das convulsões
e tremores que aconteciam
nos seus Transes* coletivos. Shakers,
continuação dos Camisards. E ambas
Seitas* estão na base do Espiritismo*. SHEOL.
Designação hebraica do mundo além da morte.
Absolutamente impreciso nos
começos, pouco a pouco a reflexão judaica e a Bíblia*
foram esclarecendo o
conceito, que o Novo Testamento e a Tradição apostólica
descortinaram ainda
mais, sem cair em imaginações e invencionices,
claramente projeções mezquinhas
do aquém para o além, como fizeram o Espiritismo*,
Budismo* e tantas outras
religiões inventadas.
SHEPARD, Jesse
(1894-1927).
Psíquico* de Automatismo* e Talento* do Inconsciente ao
piano e de Psicografia*
com Xenoglossia*. As suas façanhas pianísticas foram
aclamadas pelo Príncipe
Adan Wisniewski, amigo pessoal de Liszt. Sob o
pseudônimo de
Francis Griuerson,
o própio Shepard escreveu sobre a sua
estranha vida. SIBILA. Ver
Pítia. O
característico no termo Sibila é
frisar o estilo indescifrável.
Na realidade no seu Transe* as Sibilas não diziam coisa
alguma, só pronunciavam
palavras inconexas e ininteligíveis. O mérito exclusivo
era dos “Profetas*” ou
“intérpretes”, os sacerdotes do templo de Apólo, que
assim dirigiam a política
da época e até exploravam a população. Falavam claro no
que sabiam e a respeito
do passado como lhes convinha, mas naquilo que lhes
podia comprometer, a
Adivinhação* do futuro casual ou livre, que desconheciam
e quando não podiam
dirigi-lo, eram mestres em fazer aparecer que estavam
profetizando sem em nada
se comprometer. Estilo
Sibilino veio
a ser sínônimo de adaptável a tudo: se acontecer sim, parece haver dito sim;
se acontecer não,
também parece haver
dito não, e
assim em todos os
detalhes. SIDDHI Mito* a
respeito dos poderes, até de tocar a
Lua com o dedo, que os Yoguis* afirmam adquirir
e possuir. O ocidental quer provas, que os Yoguis* nunca
fornecem, mas
continuam garantindo que eles têm esse tal Siddhi... É que na
realidade o conceito de verdade na
mentalidade típica de certos ambientes orientais
corresponde, para o ocidental,
mais ao conceito de bonito, poesia. SIDGWICK, Henry
(1838-1900).
Professor de Filosofia Moral na Universidade de
Cambridge. Rapidamente
foi abandonando quase
completamente suas pesquisas e atividades de professor
de Filosofia e Moral,
para concentrar-se
como eminente investigador
na Parapsicologia*. Foi membro da “Ghost Society” de
Cambridge, e um dos
fundadores da S.P.R.*,
da que foi o
primeiro presidente, de 1882 a 1884, e num segundo
mandato de 1887 a 1892.
Sua
mulher, Eleanor Sidwick (1845-1936),
também excelente Parapsicóloga*, dedicou-se em especial
e levou a cabo um
valioso trabalho metodizando os sistemas de investigação
de Casos Espontâneos*
e Experiências Qualitativas*. Colaborou com seu marido,
e outros, na fundação
da S P R*, da que tambem foi Presidente nos anos
1908-1909. SIGNO Astrológico. Um segmento particular de trinta graus do
zodíaco tropical, que tem o
nome de cada uma das constelações correspondentes. Mas na
atualidade os segmentos do zodíaco
não coincidem com as constelações, devido à
precessão desde quando se estabeleceram os
Signos. E nem sequer
correspondem ao número de planetas até hoje descobertos.
Os Signos
Astrológicos, como a Astrologia* em geral,
além de imensa Superstição*, correspondem a uma
imensa ignorância de
Astronomia. SILBERT, Maria.
Conhecida Psíquica*
austríaca. Em boas Experiências Qualitativas*
verificaram-se Fenômenos de
Telecinesia*, Dermografia* e... Um pormenor interessante
na Pneumografia*
em cigarreiras era que
entretanto suas mãos se encontravam à vista de todos. Foi
investigada pelo “Colégio Britânico de
Ciências Psíquicas” e pela SPR* de Boston. Entre os
Parapsicólogos*
particulares devem-se citar Theodore Besterman* e o
prof. Dr. Pan Sunner. SILVER BIRCH. Ver Barbanell, Maurice. SIMULCOGNIÇÃO. Ver SC. SINAL (Factor). Na realidade é termo com referência ao
Hipnotismo* e
Reflexologia.
Mas a Escola*
Norte-Americana aplica-o, com certa incorrecção, em
Experiências Quantitativas*
com Baralho* Zener, à
reação de ESP* que
reflete a atitude do Percipiente* para com a experiência
(Rhine*). O
Percipiente* tende a designar corretamente as Cartas*
ESP a fim de confirmar a
teoria do experimentador, ou a designá-las
incorretamente a fim de o contrariar
ou rejeitar. Ver Cabras e Ovelhas. O termo Sinal
(geralmente sem o cognome Factor), é
também com referência à
finalidade dos Fenômenos SN*. O sinal
ou Verdade
Relativa ou
Finalidade é muito importante tanto em
Teologia como em Parapsicologia*, e faz referência a que
o Milagre* ou o
Fenômeno SN* é sempre para confirmar toda ou uma
determinada parte da
doutrina judaico-cristã-católica, sucessiva. e
exclusivamente. E essa
realidade fica muito clara. Mas os
teólogos Liberais* e Modernistas*
deturparam o verdadeiro significado teológico de sinal transformando-o num ridículo
subjetivismo. Como retrucava
nada menos que Bento* XIV: “Julgo ser muito verdadeira a
afirmação (...) de que
é sumamente difícil neste tema encontrar diferença ou
separação (entre sinal
e Milagre*). Friso que nenhum sinal de coisa
alguma Sobrenatural* se
pode deduzir a partir de muitas circunstâncias das quais
nenhuma, nem em
conjunto nem por separado, superaria as forças da
natureza”. SINCINESIA. Associação entre movimentos. Contrações
coordenadas, e involuntárias
para o Consciente*, reflexos desencadeados num outro
grupo de músculos,
correspondendo aos movimentos ou vontade Conscientes.
Ver Automatismo. SINCLAIR, Upton
Beall (1878-1968).
Reformador social e famoso romancista americano, que
publicou mais de 90
livros. A partir de 1927 dedicou-se a estudar os Casos
Espontâneos de sua
esposa Mary
Craig Sinclair sobre o
que podemos chamar ST* por Psicometria*, ambas
Inconscientes*, e a fazer
Experiencias Qualitativas* com ela a esse respeito. No
“Mental Radio”, Nova
Iorque, 1930, dá contas dessas Experiências
Qualitativas*. Preparavam-se vários
desenhos, que posteriormente eram arquivados. Então, num
compartimento às
escuras, ia escolhendo-os ao acaso, e a sua esposa
escrevia ou desenhava as
suas impressões acerca de cada um. Foram analisadas e
encomiasticamente
louvadas pela Boston SPR* como aparece no seu boletim
Vol. XVI, Abril, 1932:
“The Sinclair Experiments Demostrating Telepathy”.
Mental Radio, “título muito feio para um livro muito lindo”,
como ha-se comentado.
E do acertado desse comentário é prova o fato de o
próprio Albert Einstein
haver feito questão de prologar a reedição de 1962, para
insistir em que tais
indiscutíveis Fenômenos* nada tem a ver com radio nem
com Física, são mesmo
PG*, extrasensorial,
não-física,
espiritual. SINCRONICIDADE. Teoria com a que C. G. Jung* pretendia
explicar PG*. Seriam
coincidências não causais, senão casuais, por escuros
simbolismos. Teoria
certamenbte errada. Contradições
evidentes para qualquer conhecedor de Filosofia. Seria
um efeito sem causa (?),
um conhecimento sem objeto (?)... Concretamente na RC* e
na Pcg* a Sincronicidade
é contraditoria expressamente. Por outra parte a
análise dos fatos
monstra que o objeto conhecido por PG* tem
indudavelmente conotações causais. E
às vezes, como na ST*,
o aspecto causal
da Telebulia* é até gritante... SÍNDONE, Santa. Ver Lençol de Torino. SINESTESIA. Termo que caracteriza a sensação
correspondente a um sentido quando
se associa à de um outro e aparecem juntas regularmente.
O caso mais freqüente
é o da Sinopsia,
isto é, a
Sinestesia audio-visual ou audição
colorida. Em
Parapsicologia* tem um interesse remoto,
para evitar confusões, por seu aparente, mas irreal,
relacionamento com HD*. SIP.
Sigla da “Societá
Italiana de
Parapsicologia”, reconhecida pelo Estado. Com sede
em Roma, Itália. SIS. Sigla
indevidamente usada por alguns para designar a “Sociedad
de
Investigaciones Síquicas”,
em
espanhol, em
vez de SPR*, sigla
preferível e clássica. SISTEMA, GRANDE. Ver Hinayana. SLADE, Henry. Médium* norte-americano que se especializou em
Fenômenos de
Pneumografia* em ardósias,
muito
exaltado pela Teosofia*, concretamente nada menos que
pela Sra. H. Blavatski* e
pelo Coronel Olcott, que o recomendaram ao Grão-Duque
Constantino da Russia. Em
1876, caminho da Russia, someteu-se a Experiências
Qualitativas* na Inglaterra,
sendo convicto de Fraude* e condenado pela justiça a
pesada pena de prisão
(embora os advogados conseguiram “habeas corpus” por
vicio de forma). Harry Price*
qualifica-o de
“subtil comediante” e “um
dos maiores trucadores da historia do Espiritismo”. No ano
seguinte sobmeteu-se a novas
Experiências Qualitativas* dirigidas pelo grande sábio
professor Zoellner*, de
Lepzig, e em 1884 perante uma comissão da Universidade
da Pennsylvania, sendo
reconhecido que algumas Pneumografias* em ardosias eram
indiscutivelmente
autênticas. Slade acabou
seus dias alcoólico e encerrado
num manicomio, em Michigan, E.U.A., onde pretendiam
oculta-lo os espíritas
norteamericanos... Ver Função* Menos. SLATER, John
(1861-1932).
Profissional americano de Adivinhação* durante cinqüenta
anos. Foi detido em
Detroit, em 1930 acusado de Pcg’s* por Fraude*. Mas com
pretendidas
Criptoscopias* ganhou o caso e continuou com o seu
trabalho até sua morte no
ano seguinte. Não se
pode duvidar que muitas e muitas
vezes usou de espertize e Fraude*. Mas também, no anseio
de prestigiar sua
profissão ilícita, submeteu-se muitas vezes a
Experiências Qualitativas* da
chamada Criptoscopia*. Além das Fraudes*, comprovou-se
que às vezes realmente
tinha êxito na pretendida Criptoscopia*. SLATER,
Thomas.
Psíquico* inglês,
proveniente de uma família de Médiuns*. Sua
especialidade era a Escotografia*,
produzindo extras reconhecíveis em algumas fotografias
que fazia. Submeteu-se a
Experiencias Qualitativas* sob
a direção do Dr. Alfred Russell Wallace*, que declarou
que Slater conseguia às
vezes legítimas Escotografias*. SLOAN,
John C.
(1870-1951). Psíquico* não
profissional, de Glasgow. Produzia
Escotografia* e Pneumografia*. Não se pode conceder
muito valor às observaçôes
que durante cinco anos realizou J.
Arthur Findlay*, mas sim às Experiências Qualitativas*
pelo “Colégio Britânico
de Ciências Psíquicas”, que o prestigiou. SMEAD,
Sra. (Sra. Willis
M. Cleveland).
Médium* espírita, apesar de esposa de um pregador
americano. Especializou-se na
Oui-ja*. Investigada pelos professores Hyslop* e
Flournoy* em 1901, produziu
peculiares Comunicações (?) sobre a vida (?) nos
planetas Marte e Júpiter (!). Tudo isso
demonstra mais uma vez que a Oui-Ja*
como em geral as Comunicações* pretendidadamente
Mediunicas* (?) na realidade
nada têm a ver com Espíritos* (?) de mortos.
SMITH,
Hélène
(1861-1929). Pseudônimo dado
pelo grande pesquisador Teodoro
Flournoy* à jovem Catherine Elise
Müller, filha de um comerciante húngaro residente
na Suiça. Em sessões de
Espiritismo* apresentou admiráveis
Prosopopéias*, como se tivesse feito uma viagem a
Marte e a outros
planetas e de lá tivesse trazido a linguagem marciana,
ultramarciana, lunar, de
Júpiter, etc. A
invenção das línguas foi realmente muito
admirável, maravilhosa monstra do Talento* do
Inconsciente. Todo de cor, sem
tomar notas, línguas perfeitas, com gramática, sintaxe,
prosódia, fonética,
estilo especial, combinação especial de caracteres,
letras predominantes,
dicionário completo onde cada palavra tem seu
significado próprio e constante,
etc etc. Cada vez em menos tempo. A lingua Marciana
demorou seis messes em ser
elaborada, mas depois em 17 dias elaborou a
ultramarciana, chegando
elaborar uma lingua inteira num só dia... Mas o
“marciano” não passava, afinal de
contas, de um decalque do francês. E depois também
efeito de Sugestões*
habilmente dadas pelos pesquisadores: Henri, Grasset,
Lemaitre..., além do
próprio Flournoy*. Ver Glossolalia. Posterriormente
foi dando monstras cada vez
maiores não só de Talento* do Inconsciente e
Pantomnésia*, senão também de HIP*
e PG*. Nas suas Prosopopeias* dizia ter como Controles*
a Cagliostro* e
a rainha Maria Antonieta..., da que imitou
perfeitamente a letra. Os partidarios do Espiritismo
ficaram entuisiasmados:
prova de Identidade do Espirito* (?) da falecida rainha.
Mas depois se
demonstrou que a letra que então se atribuia a Maria
Antonieta na realidade era
da secretária. SMITH,
A. Arthur
(1848-1922). Filósofo,
Teólogo e chefe religioso da Igreja Anglicana.
Contribuiu grandemente para os
trabalhos realizados pela SPR*, da que foi presidente em
1910. SMITH,
Tenente Coronel
Dixon. Autor
divuilgador do Espiritismo*, que defende uma delirante
extensão teórica da
Física conhecida, pretendidamente apoiando-se na teoria
dos quanta, como
explicação (?) das Esferas* onde residiriam os
Espíritos* (?) após o estado
terreno. Não fosse tão
fanaticamente exaltado por
muitíssimos sequazes do Espiritismo*, não mereceria nem
se citar tanto
delirio... SN.
Sigla de Supranormal.
Se as
circunstancias não aconselham o contrário, a sigla é
preferível. O termo,
criado por Myers*, e a sigla correspondente são
preferíveis em Parapsicologia*
para substituir o de sobrenatural e
também o de Milagre*,
termos mais
próprios da Teologia e às vezes carregados de falso
Misticismo* e outras vezes
banalizados. Como
explica o Dr. Eugène
Osty*, supranormal
etimologicamente
não significa sobrenatural
no sentido de fora da natureza senão por cima do normal,
mas acontecido na
natureza. Como
para a Ciência
estabelecida tudo o que acontece seria normal
no sentido de que estaria dentro das
forças da natureza e não haveria na natureza nada
por força superior
à natureza, muitos autores, incorreta
e ambiguamente, quando não mal-intencionados, negam todo
o supranomal ou identificam o termo supranormal
com Parapsicológico*. Na realidade,
supranormal deve aplicar-se só àquele
Fenômeno Parapsicológico* que supera as leis da
natureza, efeito no
nosso mundo por Outra Força não natural.
O Parapsicológico*,
ou o que a
Parapsicologia* estuda, em teoria pode ser EN*, PN* e
SN. Todos são fatos
observáveis no nosso mundo, mas os dois primeiros
designam os que depois da
pesquisa se verifique que se devam a forças naturais,
materiais ou espirituais,
respectivamente; só o terceiro designa os que fossem por
Outra Força, não do
nosso mundo. Os fatos SN
são de direito próprio Fenômenos Parapsicológicos*,
porque incomuns e
relacionados com o homem. Só
depois da pesquisa é que se verifica que esses fatos do
nosso mundo são causados
por Outra Força que não cabe dentro
dos limites das forças ou causas da natureza.
Verifica-se também que só
acontecem em ambiente religioso divino: observar o
ambiente também pertence à
Ciência. E da supranormalidade e do ambiente se deduz
quem é o Autor, essa
Outra Força: Deus*, descartando-se após a pesquisa todas
as outras pretendidas
intervenções de outros seres sobrenaturais.
Lamentablemente,
porém, a campanha trisecular
dos Racionalistas*, Agnósticos*, Materialistas*,
Positivistas*, Ateus*,
Livre-Pensadores*, etc. arrastou nos seus preconceitos,
profundamente
anticientíficos, também toda a Micro-Parapsicologia*, e
outros muitos
Parapsicólogos* apressados e de escasa formação geral,
marginalizando, também
eles!, o estudo precisamente dos mais notáveis Fenômenos
Parapsicológicos*. E
negando-os! Sem estudá-los! Sem nem sequer conhece-los! Pela Lavagem*
Cerebral sofrida nos três
últimos séculos, insuflada pelos Racionalistas* e seus
sequazes, o conceito e o
termo SN é para muitos cientistas estabelecidos ainda
mais alérgico que o de
PN*. Mas assim como foi indevido rejeitar o PN*, por
extrasensorial, sem
prévio estudo, igualmente é
anticientífico rejeitar quaisquer fatos de nosso mundo
porque foram atribuídos
a Duendes* (?), deuses (?), Demônios* (?), Espíritos*
(?), etc.; ou por
acontecerem em ambiente religioso em relação a Deus*. Se
todos os
Parapsicólogos* se tivessem deixado levar por esses
preconceitos, nada,
absolutamente nada teriam
pesquisado,
pois não há nenhum Fenômeno Parapsicológico* que não
haja sido e mesmo ainda
não seja interpretado como de um mundo oculto, ou como
sobrenatural*.
Corresponde à Ciência comprovar e analisar todos os
fatos do nosso mundo e,
concretamente nos de aparência SN verificar se podem
explicar-se por faculdades
naturais ou se de fato superam as forças do nosso mundo. Corresponde
evidentemente aos verdadeiros
cientistas e Parapsicólogos* recolher, analisar,
diagnosticar os fatos
incomuns, classifica-los como verdadeiramente SN, ou
PN*, ou EN*, ou
simplesmente normais embora incomuns. “Nada do que é
extranho é extranho a nós”
(Robert Amadou*) é um dos slogans da Parapsicologia*. Muitos teólogos,
talvez a maioria, tanto
protestantes (Liberais*) como católicos (Modernistas*...
e “moderninhos*”), no
cúmulo da irreflexão e Lavagem* Cerebral, também eles!
foram arrastados pelos
Racionalistas* etc. e negam os fatos SN, querendo
deduzir a sobrenaturalidade
da Revelação* só por Sinais* subjetivos! Grave erro.
Auto-demolição da Teologia
e da Religião, como alertaram Papas e Concílios. Como em
tantos outros temas é a Escola
Teórica, e nela o CLAP, que pulverizou os falsos
argumentos (?) carregados de
preconceitos e provou e estabeleceu a reta posição
científica. Sào
imprescindíveois neste tema dois livros do Pe. Quevedo*:
“Milagres: A Ciência
Confirma a Fe”, São Paulo, 1996 - “Os Milagres e a
Ciência”, 1998. SOAL, Samuel George (1890-1975). Matemático inglês, e
Licenciado em Ciências. Como
todos seus colegas da Universidade de Oxford e em geral
da ciewncia
estabelecida, era Materialista* ferrenho adversario da
Parapsicologia*, que na
realidade desconhecia. Decidiu
pesquisar não para ver se havia PG*,
senão precisamente para demonstrar que se a pesquisa
fosse bem feita
evidentemente daria resultado negativo. E... recebeu o
prêmio William
McDougall*, que a Universidade Duke* concede por méritos
em Parapsicologia*,
pelo seu trabalho em colaboração com a Dra.
Goldney* em
Experiências
Quantitativas* de Pcg* manifestada pelo Metagnomo* muito
notável Basil
Shakleton. Escolheram este
Psíquico* porque espontaneamente, sem entender de
cavalos, chamara a atenção
pelo número de vezes que previra qual seria o ganhador
nas carreiras. Soal dá
conta dessas experiencias, e de outras, no seu livro em
colaboração com
F. Bateman: “Modern Experiments in
Telepathy”, Londres,
1954. A partir
de então e enfrentando
corajosamente a chacota dos cientistas estabelecidos,
Soal mergulho na
Parapsicologia notabilizando-se com o óptimo
pesquisador. Trabalhando
inclusive com o famoso “Caçador* de Bruxas”
Harry Price*, fez magnífica análise de
Casos Espontâneos*, assim como realizou magníficas
Experiências Qualitativas* e
profundo estudo das
manifestações dos
Médiuns*, demonstrando que era tudo coisa dos vivos. Ver
também Cooper, Blache,
as Experiecias Qualitativas* com ela feitas por Soal,
que tiveram grande
importância. SOBERANIAS. Ver Potestades. SOBRENATURAL. Ver Supranormal. SOBREVIVÊNCIA. Continuação da pessoa em outra situação depois
da morte neste
mundo. Em
todas as épocas, todos os
povos, todas as religiões acreditam em algum tipo de
Sobrevivencia. Isso está
incutido na Alma* humana. O meolo é um consenso
universal. Não pode ser falso.
Ver Ressurreição. Mas cada
religião concebe a Sobrevivência ao
seu modo, “ao gosto do consumidor”.
Entre essas elucubrações há que descartar em
primeiro lugar por mais
absurdas as que falem da Alma* só, separada do corpo:
certamente é contraditório
o que dá a vida sem algo que viva. Igualmente
Desencarnação* (?) e
Reencarnação* (?) são conceitos impossíveis. Impossível também o
Criacionismo*. O Espiritismo*
e outros partidarios do
Ocultismo*, anticientifica e antifilosoficamente, além
de antiteologicamente,
aceitam o Mito* da Sobrevivência dos
Animais após a morte, acreditando que são capazes
de faculdades psíquicas
similares às do próprio homem, sem mais “provas” (?)
dessa Sobrevivência que as
supostas Comunicações* proporcionadas pelos seus
Médiuns*. É uma primaria falta
de lógica e círculo vicioso infantil, como quase tudo no
Espiritismo*: os
Mediuns* acreditam na sobrevivencia do Espírito* (?) dos
animais (!) porque
assim o afirma o Espiritismo*, e o Espiritismo* o afirma
porque assim o afirmam
seus Médiuns*! SOCIEDADE DOS AMIGOS. Ver Quaquers. SOCIEDADE TEOSÓFICA. Ver Teosofia. SÓCRATES (469-399 a.C.). Eminente
filósofo grego. Ao que se saiba, Sócrates nunca escreveu
algo, mas o seu famoso
discípulo e admirador Platão*, imortalizou-o nos seus
“Diálogos”. Sócrates
atribuía ao seu dáimon
(= divindade
inferior, donde procede a palavra
demonio*) Familiar* suas Intuições*. Platão* e
Xenofonte, já então
acertadamente, interpretaram o tal “Demônio*” como sendo
o próprio Talento* do
Inconsciente* de Sócrates*. Condenado
a morrer pela cicuta, recusa todas
as ofertas de fuga. Até o fim afirmou a sua crença na
Sobrevivência* eterna, e
feliz para os justos. SOMBRA de morto. Ver Ressurreição. SOMNILOGIA. Ação
de falar durante o sono. SOMURGO. Mais
um nome para o imaginário
Duplo*, Perispírito*,
etc. SONAMBULISMO. Sono ou semi-Transe*, espontâneo ou induzido,
onde as faculdades do
Subconsciente* ou do Inconsciente “tomam as redeas da
máquina humana”, em vez
do Consciente*. Sonâmbulos
propriamente diz-se das
pessoas que caminham durante o sono. Ver também
Somnilogia*, que geralmente se
engloba no Sonambulismo. Difere do sono normal devido a
que o sistema muscular
retém a sua tensão na marcha, os olhos estão dirigidos
para cima, existe certa
insensibilidade à dor, ao gosto e ao cheiro... Mas,
especialmente na época do Mesmerismo*,
empregava-se a expresão Sonambulismo
Provocado com referencia às pessoas que eram
lançadas em Transe* com o
propósito de ativar as suas Faculdades Parapsicológicas*
e afins. Hoje usa-se o
nome para designar um estado especial na Hipnose*. o
grau mais profundo. Nele
até certo ponto fica facilitada a manifestação das
Faculdades
Parapsicológicas*. SONHO.
Psicanaliticamente o Sonho seria uma realização ilusória
de um desejo
(Freud*). Só
o desejo mais ou menos
recalcado provocaria o Sonho, por isso não haveria
Sonhos sem significado. Mas certamente
Freud* e seus seguidores erram
profundamente nessa simplificação. O Sonho tem outras
muitas causas:
Dramatização de mínimos estímulos então captados,
lembranças e associações do
acontecido durante a vigilia.... O Sonho é também
necessário para a realização
pelo Inconsciente* da sua análise e síntese da
Personalidade*. Inclusive tem
causas Parapsicológicas*:
Talento* do
Inconsciente , HIP*, PG*, concreta e mais frequentemente
por ST* e Pcg*: Sonho
Paradoxal. Ver
REM. SORDI,
Lucia. Médium*
italiana de
Fenômenos* Parafísicos. Quando tinha 40 anos, em 1911,
foi submetida a
experiencias Qualitativas na SPR* de Milão, em duas
sessões às que assistiu o
Barão Scherneck-Notzing*. A título de anecdota
paradoxal: Numa tentativa de
desmascaramento da Fraude** pelo professor V. Tummola,
um dos assistentes
acendeu uma lâmpada, a Médium* ficou incapacitada de
continuar a Telecinesia*,
e por todas as circunstâncias o professor ficou
convencido, como todos os
assistentes, da genuidade do fenômeno. SORTE. Segundo os
Supersticiosos*
haveria Destino*, que marcaria os acontecimentos, e esse
Destino* seria
modificável por Magia*. Por antonomásia, Sorte
designaria o bom Destino*. Na realidade,
Sorte designa a casualidade,
conjunto de fatores causais indefinidos em relação com
um propósito
determinado, seja ele bom ou mau para alguém. SORTILÉGIO. Ver Maleficio. SOULE,
Minnie Meserve. Norte-americana.
Trabalhava
como Médium* de Incorporação*. Usava o pseudônimo “Sra. Chjenoweth”.
Os Supersticiosos*
acreditavam que através dela se Comunicaram* os
Espíritos (?) de muitas pessoas
famosas como os poetas Browing e esposa, Lord Tennyson e
H. W. Longfellow. O
espírita prof. Hyslop* que, cheio de apriorismos,
observou-a durante muitos
anos, contribuiu muito à sua fama. Pesquisada
em 1929 pela SPR* de Boston,
depois pela A.S.P.R.*, ficou claro que se tratava de
Prosopopeia* e PG* sobre
vivos ou sobre quando estavam vivos, nada absolutamente
manifestando que os
vivos não soubessem, ou superando o Prazo* Existencial,
ou de Fora* da Terra,
etc. SPEARMAN, Charles
(1862-1945).
Psicólogo inglês, professor na Universidade de Londres.
Foi um dos primeiros
defensores da Parapsicologia* como ciência, mesmo e
inclusive mais ciencitífica
precisamente porque não vitolada com os preconceitos do
Materialismo* da
ciencia oficial. SPINOZA, Baruch de ( === ) ===
SPR.
Sigla da “Society
for Psychical
Research”, fundada em Londres em 1882, para o
estudo científico dos
Fenômenos Parapsicológicos*. Reuniu sábios
universitários de primeira
categoria, inclusive vários Prêmios Nobel em diversos
campos do saber. A
iniciativa partiu de William Barret*, de Frederic
Myers* e de J ====
Romanones*. Participaram da fundação os conhecidos
Parapsicólogos* Henry
Sidgwick*, Richard Hodgson*, Edmond Gurney* e Frank
Podmore*. O primeiro
presidente da Sociedade foi Henri Sidgwick*, a que se
seguiram na presidência,
sucessivamente, nomes muito conhecidos no âmbito
científico, como William
Crookes*, William James*, Oiliver Lodge*, Charles
Richet*, Henri Bersong*,
etc. Publicou
além de livros os boletins “ The
Journal of S.P.R.”. que continua publicando até hoje, e
os “Proceedigns of
S.P.R”. Proceedigs
= procedimentos,
desde 18982 onde
foram publicados milhares de Casos Espontâneos* e
Experiências Qualitativas*, o
que constitui o mais “importante e criterioso conjunto
de fenômenos
misteriosos”. Logo, em 1886,
fundou-se nos Estados Unidos a
American Society
for Psychical Research
(ASPR), primitivamente como filial, mais tarde, em
1889, como
sociedade autônoma. Publica a revista “The
Journal of the ASPR” e, tal
como a sua congênere londrina, agrupa estudiosos dos
Fenômenos
Parapsicológicos*, promove investigações nesse campo,
publica boletins e
informações das reuniões. Dispõe de um serviço de
informação. Posteriormente
foram surgindo em diversas
cidades de diversos paises filiais”desta sociedade, como
a SPR de Milan, a SPR de
Joanesburgo, etc. A destacar a “Boston Society for
Psychical Research”
(BSPR), fundada em maio de 1925 pelo Dr. Weller
Franklin Price*,
investigador que fora da ASPR. “Proceedings...”
é também o título de
publicações oficiais de diversas sociedades de pesquisa
em Parapsicologia*: por
exemplo, após os “Proceedings da SPR”, os da ASPR em
1885-1889 e em 1907-1927;
posteriormente os do “National Laboratory of Psychical
Research”, de Londres,
que tal como a BSPR atualmente publicam livros e
boletins e já não
“Proceedings...”. SPRENGER, Jacob. Ver Malleus Maleficarum. SPRIGGS, George. Curandeiro* inglês de grande habilidade para
auto-propaganda. Como
hábito nos grandes charlatães, fingia não cobrar, mas
ganhava somas imensas de
dinheiro. Foi
um dos fundadores da “Aliança Espítrita
da Gran Bretanha”
(S.A.G.B.). Em 1888 visitou a Austrália, onde
teria produzido (?)
sensacionais e certamente muito publicárias
Ectoplasmias*, assim como também
sensacionais (?) Psicofonias* para seus diagnósticos por
Comunicação* dos
Espíritos*(?). Voltando a Londres, de1903 a 1905
proporcionou um serviço
gratuito (?) de curas (?) na sua “Aliança Espírita”. ST.
Sigla de Sugestão*
Telepática. STANDARD DEVIATION (SD). Ver Desvio. STANLEY, Patrícia.
Ver Youtz,
Dr. Richard P. STAR, Ely (1847-1942). Pseudônimo do charlatão
francês Eugène
Jacob. Astrólogo*, vendedor de
Amuletos* e... Curandeiro* apesar de ser médico! Assim
indudavelmente ganhava
muito mais do que poderia ganhar como médico, dada a
imensa difusão da
Superstição*. Autor de “Les Mystères de l’Horoscope”,
1887. STEAD, W. T. (1849-1912).
Muito
estimado pelos seguidores do Espiritismo*. Psicógrafo*
fecundo, convictamente
julgava que as manifestações do seu próprio
Inconsciente* eram prolongadas
Comunicações* que receberia do Espírito* (?) de Julia
Ames, editora americana
que pouco antes falecera. Ora, com a mesma facilidade
obtinha mensagens de
vivos, inclusive sem que estes percebessem... Com muito
esforço, mas com ânimo incansável
que ele atribuía à influência do seu Controle* Julio,
abriu um escritório em
1909, onde dava sessões gratuitas (?) de Psicografia*
aos Supersticiosos*
ansiosos de estabelecer Comunicação* espírita. E com
essa “gratuidade”
terminaram seus anteriores esforços econômicos... Ele
mesmo era o editor dos
seus livros Psicografados*. Morreu
no desastre do Titanic. STEINER, Rudolf (1861-1925). Ver Antroposofia. STELLA C. Abreviação geralmente usada com referência à Srta. Slella Cranshaw, depois Sra. Leslie
Deacon. Enfermeira num
hospital de Inglaterra, quando tinha 23 anos, em 1923, foi descoberta
como Psíquica* por Harry
Price*, que logo passou a investiga-la com muitas
Experiencias Qualitativas*
durante varios messes no “Laboratório Nacional para a
Investigação Psíquica”.
Registraram-se Fenômenos de Telecinesia* e de
Termogênese*. Além de muitos
efeitos de Telergia* ou Ectoplasma* tenue, que se
produziram em dispositivos
especialmente desenhados por H. Price*. Foi manipulada,
com todo o êxito, a
famosa “Mesa para Fraudes”, inclusive despedaçando-a por
Telecinesia*. Além dos
especialistas do “Laboratorio
Nacional...”, também o Dr. Eric J. Dingwall*
foi testemunha de uma formação de Ectoplasma* que
se arrastou pelo chão.
Um trabalho sobre este fato foi lido por Harry Price*
perante o “Terceiro
Congresso Internacional de Investigação Psíquica” de
Paris. Stella
C., que tão amavel e pacientemente se
submeteu a observações científicas, jamais caiu em
qualquer aparência de
professionalismo nem se prestou a qualquer exibicionismo
público como
Psíquica*. STEPANEK, Efeito. Propriedade que haveria manifestado um jovem
tcheco-eslovaco, de seu
nome Pavel Stepanek, que foi estudado em Experiências
Quantitativas* com o
Baralho* Zener pelo Dr. Ryzl*. O mesmo efeito Stepanek depois o
confirmou em novas Experiencias
Quantitativas* com outros Psíquicos* o Dr. Pratt*.
Consiste em adivinhar
determinada Carta* ESP, entre outras iguais, como se
estivesse “psiquicamente
marcada”, mesmo quando todas metidas em envelopes negros
ou coloridos. Ryzl*, e
outros na sua trilha, formulou a
explicação descabida de uma Impregnação* Psíquica com a
que o sujeito teria
marcado a carta com
uma espécie de traço
indelével. Com essa Impregnação* ele teria a capacidade
de referenciar todas as
vezes que a carta lhe é apresentada. O apelo às
Impregnações surgiu dessa mesma
explicação, também errada, dada à Psicometria*. Além
deste motivo psicológico, pode
objetar-se a essas experiências uma falha primária: os
pesquisadores deram
mostras de desconhecer a explicação por simples HD*, o
Inconsciente* do
Psíquico* descobrindo detalhes mínimos suficientemente
aptos para diferenciação
das cartas ou de seus
invólucros, porque na realidade nunca podem ser
exatamente iguais. Em outros
casos à explicação por HD*, pode acrescentar-se a
explicação por HIP* ou HIE*,
que os experimentadores, como é típico da Escola*
Norte-Americana ou por seu
influxo, também desconhecem... STEREOSIS. Ver Fantasmogênese, termo preferível. O termo
Stereosis (do grego stereós = duro, maciço) em vez de Fantasmogenese*,
pretende frisar, aliás com
muito exagero, que o Fantasma* é tangível. O que é bem
sabido, e lógico, quando
não se trata de mera Alucinação*. STEVENSON, Ian
( ==== ) === Diretor do Departamento de
Psiquiatria e Neurologia da
Faculdade de Medicina da Universidade de Virginia. Mas
este ilutre médico,
como Parapsicólogo*...,
é famoso mais
que nada pela sua enorme desorientação. Seu livro
“Twernty Cases Suggestive of
Reincarnation”, New York, 1966, foi demolido plenamente,
entre outros críticos
competentes, pela Dra. Louisa Rhine* (“Journal of
Parapsychology”, Dezembro
1966, págs. 263-272). Ver Theta,
Comunicação, Reencarnação, e em
geral contra os seus absurdos, Ver também
Desafios correspondentes. STEWART, Balfour
(1827-1887).
Professor de Física no “Owens College” de Manchester.
Ingressou na S.P.R.*
pouco depois da sua fundação. Colaborou com o professor
Sidgwick*, com Myers*,
Podmoore* e Gurney* e demais pioneiros,
e foi presidente dessa sociedade de 1885 a 1887.
STIGMATA DIABOLI. Ver
Estigmas do Diabo. STM. Sigla
de Screen* Touch Matching. STOBART, Sra.
St. Clasir ( === ).
“Um furação
de mulher”. Antes da guerra
de 1914 já se havia distinguido ao formar os “Corpos
Femininos de Convoy”,
suplementários da R.A.M.C., e que realizaram um valioso
trabalho na guerra dos
Balcãs, 1912-1913. Na
guerra do 14 esteve ativa na “Defesa
Feminina de Guerra” e dirigiu-se à Bélgica, donde
escapou por muito pouco de
ser fuzilada como espiã. Esteve num hospital na Sérvia e
daí comandou uma
divisão e, mais adiante, conduziu a retirada do exército
sérvio com todo o
êxito através de incríveis dificuldades. Este
“furacão de mulher”, quando acabou a
guerra e soube que sua amiga de infância Kate Wingfield
tornara-se célevre
Médium*, aderiu imediatamente ao Espiritismo*, chegando
logo a ser Diretora do
“Colégio Britânico de Ciências Psíquicas” durante anos.
Escreveu vários livros
numa tentativa delirante de identificar acontecimentos
da Bíblia como sendo
de Espiritismo*
(?!). Com o
Reverendo Dale Owen* fez-se dirigente
da “Comunidade Espírita”. Em 1929 formou,
louvavelmente (se não fosse a
descarada intenção propagandistica do Espiritismo* como
é frequente), a
“Sociedade S.O.S”, que proporcionava abrigo e atenções
aos desempregados. A sua última
louca aventura foi como diretora
de uma confraternidade que pretendia unir todas as
religiões ... precisamente
sobre a base do Espiritismo* (?!). STRATTON, F. J. M. (1881-1960). Matemático e astrônomo
brilhante, professor no
“Cains College” em Cambridge. Ingressou na S.P.R.* em
1952, tendo sido seu
presidente de 1953 a 1955. STRESS.
Trata-se de uma resposta emocional e orgânica de
esgotamento aos estímulos
intensos, quer devido a uma ameaça à auto-estima ou à
paz interior do
indivíduo, quer à impossibilidade de efetuar tal esforço
específico. É
lamentável que num dicionário de
Parapsicologia* tenha-se que aludir ao Stress..., mas é
que, como outras muitas
disfunções psicológicas e psiquiátricas, é considerado
pela Superstição* como
Incorporação*, Possessão*, Feitiço*, etc. SUBCONSCIENTE. Em Psicologia uma das divisões do ID: Ver
Inconsciente. Acontece,
porém, que já antes de Freud*, os pioneiros da
Parapsicologia* usavam o termo
Subconsciente, termo criado em 1816 por Herbert e muito
usado até 1890 por
William Jones e Frederich Myers*. Frisa Amadou*,
e diversos outros
Parapsicólogos*, que o termo presta-se a confusão, ao
atribuir-se-lhe um
sentido diferente do de Freud*. Como o termo
Subconsciente é muito importante
em Psicologia, é preferível em Parapsicologia*
utilizar-se o termo Inconsciente*.
SUBJETIVOS, Fenômenos. Ver Fenômenos
Parapsicológicos, Classificação. SUBJUGAÇÃO TELEPSÍQUICA. Ver HP. SUBLIMINAR. Abaixo
do limiar da
Consciência*. Relacionado
com os
estímulos que não são suficientemente fortes para serem
percebidos pelo Consciente*,
mas que, todavia, podem influenciar o comportamento. Assim a
propaganda Subliminar é aquela que utiliza a
capacidade HD* do Inconsciente*,
para induzir determinadas idéias, desejos, sensações,
etc. Num caso concreto,
experimental, gravou-se num só fotograma de um filme
cinematográfico, e em
segundo plano: “fome, como pipoca”. Conscientemente
ninguém notava nada do que
se havia escrito, mas nos dias em que se exibia esse
filme, nos intervalos o
consumo de pipoca no bar do cinema aumentava até mais de
50%. A Propaganda
Subliminal por fim foi proibida., principalmente se
usada para fins políticos
ou ideológicos, mas inclusive para mera publicidade
comercial. Myers*
designava como Eu Subliminar todos os estratos do
Inconsciente* (do Id*, em
Psicologia), donde surgem os Fenômenos
Parapsicológicos* (o Inconsciente* da Parapsicologia*),
distinguindo-o não só
do Consciente* senão também do Supraliminar
ou Supraconsciente
(com significado
diferente que em Psicologia, Ver Inconsciente), o que Hyslop* chamou sem êxito Coliminar, que se manifesta no Talento* do
Inconsciente , como na
Intuição*. Assim alguns querem designar aquela area do
Inconsciente* que possue
as Faculdades Parapsicológicas*, frisando que são
capacidades superiores
às do Consciente. Outros
querem designar como Supraconsciente
certas expanções da Consciencia* em que se tomaria
conhecimento, mais poético
ou mais de falsa Mística* que verdadeiro, de realidades
ou pseudo-realidades
abrangentes ou “cósmicas”(?). SUBSTÂNCIA UNIVERSAL Noção absurda, contraditória,
ou meramente poética,
mas aceita na mentalidade antiga oriental, que está na base e se
conserva no Hinduísmo*,
Budismo*, etc. Seria, ao mesmo tempo, espíritual e
matérial; ao mesmo tempo o
Cosmos limitado, mutável, e Deus* infinito, imutável;
criatura e Criador; etc.
Seria o reservatório onde o homem espiritualizado (?)
pode ir buscar tudo o que
quiser, para realizar os feitos mais inconcebíveis, e
mesmo absurdos, que eles
chamam Prathy. SUBTIL, CORPO. Mais uma denominação, entre tantíssimas, do
inexistente Corpo Astral*. SÚCUBO. Em contraposição a Íncubo*. Seria um Demônio*
fêmea que, segundo a
Superstição*, seduziria sexualmente certos homens.
Absurdos análogos
encontram-se em outros grupos de Esoterismo*, como por
exemplo a Pomba
Gira na
Umbanda*, etc. Tal
Superstição* foi apoiada por notáveis
teólogos antigos, e ainda é apopiada por pastores de
Seitas* Pentecostais*, que
não compreenderam que a Teologia, como tal, tem
autoridade na análise da
Revelação* doutrinal, sobrenatural*, inorservável, não
em fatos ou possiveis
fatos do nosso mundo observável..Santo Tomás de Aquino*
explica (?) os “filhos
do demônio”desta curiosa maneira: um Demônio*
transformado em mulher, o Súcubo,
seduz sexualmente um homem, e assim obtem o semem
humano. Depois esse mesmo
Demônio* transforma-se em macho, o Íncubo, e seduz
sexualmente uma mulher e
assim lhe transmite o semem, e nascerá um chefe de
Satanismo*. Mas de onde o
Demonio* tira o corpo? Não há problerma: de uma
condenada por Bruxa* ou de um
suicida por enforcamento, cujos corpos foram lançados no
mato, pois não
poderiam ser enterrados no cemiterio comum, protegido
pela Cruz... SUDÁRIO DE TORINO ou SANTO SUDÁRIO. Ver Lençol de Torino. SUDRE, René (1880- ==== ).
Cientista francês,
professor na “École des Hautes Études Sociales”. Excelente e
célebre Parapsicólogo*,
vice-presidente do “National Laboratory for Psychical
Resarch” de Londres
presidido por H. Price*,
e colaborador
do Dr. Gustave Geley* no IMI* de Paris de 1921 a 1926.
Escritor prolífero sobre
temas de Parapsicologia* e em refutação da Superstição*
tão difundida do
Espiritismo*. Com pequenas modificações de um livro
anterior teve muita
influencia seu “Introduction à la Métapsichique
Humaine”, Paris, 1925. E
pode-se dizer que seu “Traité de Parapsichologie”,
Paris, 1956, fez escola. SUFIS. Falsos
Místicos*, do Islão*. SUGESTÃO. É
o processo de influenciar um
indivíduo para provocar nele uma aceitação não crítica
de uma idéia. Myers*
definiu-a como “um bem sucedido apelo ao Eu
Subliminar*”. Esta é a Hetero-sugestão,
termo só usado quando
se quer contrapor à Auto-sugestão. Auto-sugestão
é o processo psicológico Subconsciente* sob influencia
da própria imaginação,
voluntária ou involuntária, de formas que uma idéia se
avoluma e
se afirma na mente de um indivíduo
convertendo em realidade uma qualidade, modalidade,
norma de conduta, etc.
desejada ou temida. É uma
forma de energia psicológica de duplo
ação, pois que pode ter conseqüências tanto benéficas
como maléficas. Sendo que
o negativo costuma ser mais emotivo, por exemplo quem se
acredita vítima e tem
medo do Feitiço*
pode até morrer por
Auto-sugestão, sem que na realidade o Feitiço* tenha
algum poder ou mesmo sem
que alguém o tenha feito. Sugestão
Pós-hipnótica.
Designação pouco
satisfatória, já que se trata de ordens dadas a um
indivíduo em estado de Sono
Hipnótico* e que devem manifestar-se após o despertar do
sujeito. Portanto,
trata-se de uma Sugestão Hipnótica que se traduz
por um comportamento
pós-hipnótico. Sugestão
Telepática (ST).
Termo e specialmente a
sigla preferíveis, em vez da expressão Sugestão
Mental, que alguns empregaram. ST
é o aspecto de PG* mais frequente. Captação por PG* do
conteúdo da Telebulia*
de outra pessoa: atos, idéias, sentimentos, etc... O “mecanismo”
da ST pareceria consistir em
que o Agente* (?) sugere
ao
Percipiente* a idéia... Na realidade é o Percipiente*
que capta a ideia “iluminada” pela Telebulia*
do mal chamado Agente*. Há
possibilidade de induzir-se por PG* um
Transe* Hipnótico*, ou uma idéia... estando desprevenido
e mesmo contra a
vontade do Percipiente*. Neste caso não seria ST senão
HP*, e a “culpa” e
“Função* Menos” é do Percipiente*. SUJEITO. Pessoa
que se submete a um
teste. Ver também Paciente. SUPERCONSCIENTE. Ver Subliminar. SUPEREGO. Ver Inconsciente. SUPER-SENSORY PERCEPTION. Ver ESP ou Extra-Sensory
Perception, termo e
especialmente a sigla preferíveis. SUPERSTIÇÃO. Interpretação sem provas, antes ao contrário, e
explicações (?)
pelos Supersticiosos de acontecimentos
naturais como sendo SN*. SUPERVIVÊNCIA. Ver Sobrevivência. SUPRACONSCIENTE. Ver Subliminar. SUPRALIMINAR. Ver Subliminar. SUPRANORMAL. Ver SN. SUSPENSÃO AÉREA. Expressão de Allan Kardec* designando sem
distinção a Levitação* e a
Telecinesia*, termos preferíveis e com conceitos
diferenciados. SWAMI. Termo hindu que significa mestre. SWEDENBORG, Emmanuel
von (1688-1772).
Nasceu em Estocolmo. Foi Ingenheiro de Minas, havendo
estudado também, na
Unuiversidade de Upsala, Letras e Matemáticas. Em 1709
alcançou o grau de
Doutor em Filosofia. Fez uma viagem de estudos por
França e Inglaterra para
perfecionar-se em Física Matemática. Alcançou grande
reputação na sua patria,
Suecia, sendo membro da Academia de Ciencias de
Estocolmo. No seu livro “Opera
Philosophica et Mineralia”, publicado numa viagem de
estudos a Alemanha, em
1773, anticipou-se a Laplace a respeito da formação do
sistema solar. E em
outra viagem de estudos por França e Italia publicou, em
1744 “Oeconomia Regni
Animalis”, onde se
antecipou a teorias
modernas acerca da função do cérebro, embora seu
interesse principal, já
deliroide na época, fosse demonstrar (?) que a Alma*
estava radicada no córtex
cerebral (?!). Foi nessa época, que foi cada vez mais
influenciado pelo
Ocultismo* e falso Misticismo* então recrudescendo em
Europa especialmente
pela Rosacruuz*
e pela Maçonaria*. Com pouco mais
de 50 anos, seu delirio mental
já chegava a grandes proporções. Entre 1743 e 1745 teve
uma série de Sonhos*
com os quais caiu no erro de pensar que estava em
contato com um certo tipo de
mundo dos Espíritos* (?) de um plano anterior ao
definitivo do Ceu ou do
Inferno, e com os quais mediante uma especie de Transe*
ou Auto-Hipnotismo*
seria possivel a Comunicação*. Um tanto
contraditoriamente com esse tipo de
Espiritismo*, compreensívelmente na sua megalomania
Psicótica*, chegou a
considerar-se um eleito de Deus* para instaurar uma Nova
Igreja (?!),
publicando “De Cultu et Amore Dei”. Em 1747 renunciou a
todos os seus trabalhos
e dedicou-se exclusivamente aos seus devaneios
“Místicos*”, embora sempre,
inteligentemente, contra o absurdo da Reencarnação* e
contra a interpretação
“genuinamente espírita”, como reconhece o próprio Conan
Doyle na sua “Historia
do Espiritismo”. Permaneceu em Londres por muitoa anos,
publicando entre 1749 e
1756, já completamente delirante, oito volumes sob o
título “Arcana Coelestia”e
mais tarde “Vera Christiana Religio”. Soltara o
Inconsciente*, e assim teve também
extraordinarias manifestações de PG*. A mais famosa
percorreu toda Europa.
Encontrava-se em Gotenborg, quando teve uma Visão* que
ele julgou SN*, “vinda
do céu”: “Um incêndio monstruoso está, neste momento, a
destruir Estocolmo”,
disse ele às pessoas que se encontravam à sua volta,
estupefatas. Depois, descreveu
o avanço do fogo, milhares de habitantes gritando e
fugindo em todos os
sentidos. Gotenborg
fica a quinhentos quilômetros de
Estocolmo. A descrição do incêndio revelou-se
perfeitamente de acordo com os
relatos, que só chegaram alguns dias mais tarde. Um dos
presentes à
manifestação PN* de Swebderborg era o famoso filósofo
Emmanuel Kant, que ficou
impressionadíssimo (por este singelo Fenômeno
Parapsicológico*!) e que o
divulgou depois como se tivesse assistido a um fato
incrível (?). Por
haver sido antes um bom cientista e sem
dúvidas pela fama que Kant lhe proporcionou,
seus delírios de falsa Mística* e de leve matiz
de Espiritismo*
exerceram notável influência em diversos escritores e
pensadores da época. O
seu nome foi adotado em alguns ritos da Maçonaria*. De
suas 19 volumes, o mais interessante (?)
para conhecer sua “Mística*” talvez seja “Apocalypsis
Revelata” (?), 1766.
Swedenborg foi um preparador do terreno para o moderno
Espiritismo*. E até
certo ponto, ou não tão destacadamente, um dos
antepassados do Hipnotismo*,
pela prática e descrição que faz do Auto-Hipnose* a que recorria para
facilitar as suas Visões* e
Comunicação*. Fundou a Seita* dos
Perfeitíssimos, depois chamada dos Iluminados,
que por obra de um certo Adam Weisshaupt
foi organizada como uma congregação religiosa, chamada Nova Jerusalem, com regras de drástica
submissão.
-
T -
TA,
Baralho. Conhece-se
assim a modificação nas Cartas*
ESP, utilizada por primeira vez nas Experiências
Quantitativas* de Pcg*
realizadas pelo Dr. Soal* com B. Shakleton. Em vez dos
frios símbolos do
Baralho* Zener, os símbolos alvo eram os animais
elefante, jirafa, leão,
pelicano e zebra simbolizados nas Cartas* ESP
respectivamente por tromba,
pescoço, juba, bico e listras.
TABU.
Superstição* em tribus
primitivas que consiste na tradicional proibição de um
certo ato por
considera-lo profanação do sagrado e acarretador de
grandes castigos falsamente
SN*.
O medo e
Sugestão* explicam tudo.
TACTOCINESIA. Ver
Paracinesia, termo preferível..
TALENTO
DO
INCONSCIENTE. Faculdade que
o Inconsciente* possui, com os
dados arquivados por Pantomnésia*, de elaborar grandes
idéias ou achar soluções
de que o
Consciente* não seria capaz.
Por sua
parte, Ernesto Biondi, referindo-se ao Talento do
Inconsciente, compara os
grandes talentos da humanidade com “médiuns possuídos
pelo seu próprio
Inconsciente*”
A Intuição*
dos investigadores etc. tem-lhes
permitido, muitas vezes, produzir obras quase sem
darem por isso, no
Sonho* ou como se fosse em Êxtase*.
Ver também Inspiração*.
=== === acrescentar
aqui e em Inspiração alguns casos
concretos, pois é necessario para refutar os casos de
Sardou, Gaspareto,
etc. ===
===
TALISMÃ. Conquanto
popularmente identificado com o
Amuleto*, segundo os “mestres” dessas Superstições* há
diferença entre eles.
Enquanto o Amuleto* teria uma virtude de defesa (?), o
Talismã seria mais
ativo, traria Sorte* (?). Um e outro são fabricados em
grande cerimonial, à
hora Astrológica* conveniente (?)... e mil outras
tolices da mentalidade de
Magia* (?).
TALMUD. O
conjunto dos livros que
contém os princípios fundamentais da tradição judaica.
Consiste de texto e
comentário, Mishna
e Gemara
respectivamente.
TANAGRAS, Angel (1875-1971). Médico de Atenas e
Almirante na Marinha de
Grecia. Alcanzou certa notoriedade em Parapsicologia*
pelas suas longas
análises, durante sua vida de 96 anos, e meticulosas e
criteriosas observações
a respeito da vontade, consciente ou inconsciente, nos
Fenômenos Parafísicos*,
e porque a ele se deve o nome Psicobulia*
para designar essa vontade e outtros aspectos na
diração dos Fenômenos*.
TANATOLOGIA.
Ver
Thanatologia, grafia
preferível.
TANATOMORFOSE.
Conjunto de modificações
apresentadas pelo corpo de um morto.
TANATOIDIA. Mais
um neologismo
desnecessário usado por Paul Gibier em vez de Biocinese,
termo preferível ou
simplesmente Morte Aparente.
TANIGUCHI. Ver
Seicho-No-Ié.
TANÓCRITO.
Referente à Necromancia*.
TANTRISMO. É
provavelmente a mais antiga das religiões
indianas, muito anterior a todas as outras do
sub-continente. É inigualada na
beleza e sublimidade poética dos
seus Mitos*. As religiões ou Seitas* seguintes,
apesar de continuarem sendo
mais poéticas do que com pretenções de exporem a
realidade ou qualquer
Revelação*, à medida que se vão distanciando,
no tempo, do Tantrismo vão misturando-se de
conceitos um tanto mais
prosaicos.
TAPAS. Exercício
Yoga* com a absurda, ou “poética”,
pretensão de libertar do corpo o Espírito* (?).
TAQUINESIA.
Telecinesias*, termo
preferível. O desnecessário neologismo visa destacar que
se trata de rápidas,
seguidas, Telecinesias* de
objetos diversos.
TAQUIÕES.
Partículas que seriam mais
rápidas que a luz, imaginadas em 1966 pelo físico
norte-americano Feinberg. Foi
a partir da hipótese
dos taquiões que
o Dr. Valère Musalesco, médico e psicólogo romeno,
tentou explicar (?) PG* e,
de caminho, muitíssimos outros “Fenômenos
Parapsicológicos*”!
TARÔ
ou TAROT.
Cartomancia*. Mas o Tarô
são cartas especiais, mostram figuras simbólicas que
representariam etapas no
Destino* (?) do homem. O maço ou baralho do
Tarot está constituído por 78 cartas, divididas
em dois Arcanos*, o
maior com 26 cartas e o menor com 22.
TART,
Charles.
Nascido em ====
====
Parapsicólogo norte-americano, meritoriamente não
encasasilhado na
Micro-Parapsicologia*, deve ser enquadrado na Escola*
Européia. Professor na
Universidade de Davis, na Califórnia. Tem-se dedicado
especialmente ao estudo
das circunstâncias em PG*, destacando a Função-Menos*.
Sua principal publicação
é “Altered States of Consciousness”, Nova Iorque, 1969.
TAUMATOFILIA.
===
TAUMATURGO.
Pessoa santa que, em vida
ou após a morte, destaca pela freqüência e qualidade dos
Fenômenos SN* que
alcança de Deus*.
TATTWAS.
Ver
Círculo Esotérico da
Comunhão do Pensamento.
TAYLOR,
John. Nascido
em 1931. Inglês.
Professor de Matemática no “King’s College” de Londres.
Taylor ensinou e
investigou na Grã Bretanha e Estados Unidos. Foi
Professor de Física na
Universidade de Rutgers (New Jersey) e na de Southampton
(Inglaterra). É membro
da “Sociedade de Filosofia” e do “Instituto de Física”
de Cambridge .
Na área da
Parapsicologia, o que principalmente procurava Taylor
era a especificação
da Telergia*. Em numerosas
Experiências Qualitativas* com vários
jovens ingleses estudou Telecinesias* do tipo chamado
efeito Geller*: dobragem
de metais pequenos e não muito duros.
Compreendeu
que certamente a Telergia* é uma energia
física. Inclina-se para a teoria eletromagnética como
possível explicação
concretamente da dobrgem de metais. Mas não encontrou
provas concludentes de
que a Telergia tivesse algumas características que não
se encontram em outras
energias físicas conhecidas, como expõe em “Superminds”,
“The New Physics” e
“Black Hotes”.
Fez
Experiências Qualitativas* com o próprio Uri Geller*, e
este passou a dizer que
foi confirmada a realidade dos seus poderes ou domínio
de Faculdades
Parapsicológicas*. Na verdade, Uri Geller* visitou
Taylor somente por três
horas, e mesmo assim Taylor foi um de tantos que
desmascararam esse charlatão.
TAYLOR,
William
Norton( === ). Suposto Psíquico* neozelandês de Transe*,
Psicofonia*, Ectoplasmia*...
e principalemnte Curandeirismo*. Fazia grande
auto-propaganda com conferências
e ainda chegando ao descaro de disfarçar sob véu cristão
suas charlatanices,
como fundador e diretor do “Instituto Igreja de Cristo
de Pesquisas Psíquicas”.
TÉCNICAS
(concretamente
de Adivinhação). Ver Pragmáticas e Mancias.
TCI.
Sigla
de Trans-Comunicação*
Instrumental.
TELEANAGNOSIA. Mais
um neologismo
desnecessário. Ver Anagnósia.
TELEBULIA. Nome
proposto pelo Jules
Bois. Designa o desejo Consciente*, Inconsciente* ou
interpretativo de
comunicar alguma coisa à distância..É a característica
para diferenciar, no
âmbito do Inconsciente*, a ST* e HP* de outras
classificações de PG*. Também
serve para diferenciar, no âmbito do Consciente*, entre
LP* e TP*.
Propriamente não deveria
confundir-se com
Psicobulia*, conceito mais abrangente.
TELECINESIA.
Termo proposto por Gérard
Cordona. É a ação Parapsicológica* sobre objetos movimentando-os
ou quebrando-os.
Se for golpeando-os, ou fazendo-os arder, ou
esquentando-os, fazendo-os
atravessar um obstáculo, etc, o
Fenômeno* tem outros nomes específicos: Respectivamente
Tiptologia*,
Pirogênese*, Termogênese*, Aporte*, etc.
Os Casos
Espontâneos* e as Experiencias Qualitativas* de
Telecinesia são inumeráveis e
podem ser variadíssimos: mesas e cadeiras que se movem e
até se elevam no ar,
móveis não muito pesados que são arrastados,
instrumentos musicais que soam sem
ninguém os tocar, ou se deslocam revoluteando pelo ar
por cima das cabeças dos
espectadores, copos e até jarras de água que se deslocam
aos lábios do
Psíquico* ou de algum dos presentes, etc, etc... Apesar
das inúmeras Fraudes*
de que este Fenômeno* é passível, a realidade da
Telecinesia* é absolutamente
indiscutível. Entre tantíssimas Experiencias
Quialitativas*, como exemplos
típicos Ver Sneider, Rudi e Willi; e Palladino, Eusapia.
Ou em outro aspecto
curioso, por exemplo o caso de Margery* com Harry Price.
Etc, etc.
A
Telecinesia é Fenômeno EN*. Não há Telecinesia agindo
sobre o passado nem no
futuro nem a grande distância... (não existe PK*). É
sempre aqui e agora.,
sobre objetos que estão a poucos metros do Psíquico*. O
desafio coloca o limite
máximo de 50 metros. Em todos os aparentes casos de PK*
como se agisse no
passado, no futuro ou a grande distância, houve confusão
com a Projeção* de PG
ou algum Mecanismo* Em L.
Frise-se que
o termo Telecinesia não corresponde estritamente à
realidade. O movimento
(kinesis, cinesia)
não é efetuado à
distancia (tele). Trata-se, na realidade, de um
movimento efetuado pelo contato da
Telergia. Este contato,
contudo, não é normal, é
Parapsicológico* e invisivel (Visivel só quando é
realizado com
Ectoplasma*, mais ou menos tenue).
TELECINETOSCÓPIO.
Aparelho inventado por
Price* para comprovar os deslocamentos de objetos em
Eexperiências
Qualitativas* e observações de Casos Espontâneos* de
Telecinesia*.
TELECRIPTESTESIA. Ver
Telestesia.
Mas foi
aplicado também, pelo preconceito materialista, ao que
hoje chamamos PG*,
frisando-se a grande
distância (tele).
Ver Criptestesia.
TELEMAGNETISMO. Ação
“magnética” (?) à
distância (tele), segundo os Mesmeristas*. Na
realidade seria HP* ou ST*.
TELEMAGNETOTERAPIA. Ação
de Magnetismo* Animal
de caráter curativo
(terapia)
pretendidamente realizada à distância (tele).
Na
verdade
puro Curandeirismo*, algum pequen efeito, alguma vez,
não passando de ST*.
TELEMNÉSIA. Um
aspecto da Pantomnésia*,
frisando que é memória de acontecimentos
muito antigos (tele).
Alguns
Parapsicólogos* medíocres , indevidamente confundiram o
termo Telemnésia com
Telestesia*.
TELENERGIA.
Alguns Parapsicólogos* da
extinta Escola* Materialista pretendiam substituir com
este o termo PK*
Pretensão
inutil, pois PK* não existe. E para os Fenômenos*
Parfísicos realmente
existentes é preferível o termo Telergia*, sem confusões
com a imaginada PK* ou
uma Telenergia espiritual.
TELEPASCÓPIO.
Qualquer dispositivo com a
intenção de afastar o olhar do “Agente*” (?) dos objetos
em seu redor e facilitar
a concentração na mensagem a “transmitir” ou a captar em
Experiencias de TP* e
LP*.
Em “La
Télépsychique, ou L’Art de Lire et de Transmettre la
Pensée”, o autor anônimo
descreve este dispositivo, que pode ser feito de
madeira, ou mais
grosseiramente com papel: “Peguem uma folha grande de
papel e enrolem-na em
forma de tubo com cerca de setenta centímetros de
comprimento, cinco de altura
e dez de largura. Podem evidentemente adotar qualquer
modificação ou
aperfeiçoamento que lhe vier à idéia. Não pretendemos
que seja impossível
aperfeiçoá-lo. Damos simplesmente a conhecer a sua forma
geral, como ponto de
partida”. Na
primavera de 1889 apareceu
no “Cosmopolitan Magazine” a descrição do velho vulgar
instrumento,
aperfeiçoado por M. L. Roberts.
Na
realidade não há que dar importancia nenhuma a tais
Telepascópios, como tais,
sendo de desejar que logo se esqueca até seu nome. Só os
charlatães dão
importância e fazem propaganda de tais instrumentos
de... Magia* (?).
TELEPATEMAS. Mais
um neologismo
desnecessário para designar o conteúdo da ST* ou da TP*,
como desenhos,
objetos, movimentos, ações, etc...
TELEPATIA.
Ver
PT.
TELEPATIA SOBRE O INCONSCIENTE EXCITADO. Ver TIE
TELEPLASMA. Mais
um neologismo
desnecessário, empregado por Schrenck-Notzing* para
designar o Ectoplasma*.
Assim como os termos derivados Teleplasta
(por Ectoplasta*) e Teleplastia (por
Ectoplasmia*).
São preferíveis
os termos
Ectoplasma e seus derivados.
Alguns
Parapsicólogos* usam o nome Teleplastia concretamente
com
referência às Pneumografias*, termo este preferível.
TELEPORTAÇÃO.
Ver
Aporte e
Auto-transporte, termos preferíveis.
TELEPSÍQUIA. Mais um
neologismo desnecessário, criado por
Boirac* para designar PG*, termo preferível.
TELE-RADIESTESIA.
Radiestesia*
com referência
a coisas ou aontecimentos distantes (= tele).
É típico passar o pêndulo sobre um mapa para tentar
Adivinhação* de algo ou
alguém que está no local real indicado no mapa. O mapa
serve de objeto da
Psicometria* (parapsicológica).
TELERGIA.
Elemento
subtil, invisível
normalmente (quando visível chama-se Ectoplasma*).
Ao longo
da
história, embora com interpretações ambíguas ou erradas
pelos deficientes
conhecimentos da época, a Telergia tem recebido
diferentes nomes segundo os
diferentes pesquisadores que a “descobriam”. Zoroastro*
fala do “fogo vivente”,
Heráclito do “fogo gerador”, os antigos ocultistas de
“espírito da vida”, Santo
Tomás de Aquino* chama-o “força vital”, Mesmer*
“Magnetismo* Animal”, Muller,
Farny e Cazzamalli* denominam-no “Antropoflux*”, Blondot
fala de “raios N”,
etc, etc..
O primeiro
Parapsicólogo* que a designou por telergia
foi Myers*, em 1880. Sudre* explica e
supera a Myers* monstrando que o termo foi proposto para
designar os fenômenos
segundo os quais o “Fluido* psíquico” realiza um
trabalho exterior sobre a
matéria comum. Amadou* e outros concretizam mais: é uma
força material, física
ou psico- física.
É uma
transformação e exteriorização das energias
fisiológicas, podendo ser às vezes
uma espécie de energia, outras vezes uma diferente ou
diferentes espécies de
variadas forças, que podem ser determinadas no nosso
organismo: elétricas,
magnéticas, caloríficas, musculares, nervosas, vitais,
motoras, plásticas,
etc...
É um
Fenômeno Parapsicológico* real, possível em determinadas
circunstâncias,
espontâneo e sempre incontrolável. A Telergia é um
efeito da Psicorragia:
Energia fisiológica exteriorizada em certos Psíquicos*, responsável
por todos os Fenômenos*
Parafísicos. O Dr. Yourevitch comprovou que a Telergia é
detectável pelos raios
infravermelhos, e que
atravessa chapas
metálicas com um poder de penetração superior aos raios
X e aos raios gama do
rádio, mas a maior ou menor grossura da chapa influi no
efeito, o que mostra que
a Telergia é material, dado que se lhe pode opor certo
obstáculo material.
Depende igualmente da maior ou menor distância, nunca
ultrapassando poucos
metros.
Há desafios
aos Médiuns* espíritas, à Escola* Norte-Americana que
fala em PK*, aos
Demonófilos*, etc a que apressentem um caso fora do
ambiente religioso-divino
(Fenômeno SN*), que ultrapasse os 50 metros de distância
do Psíquico*,
ganhariam enormes somas de dinheiro na aposta. É a
energia somática
transformada, exteriorizada e dirigida pelo indivíduo
vivo.
TELESCOPIA.
Termo antiquado que deve
cair no esquecimento. Às vezes designa
HD* visual, outras vezes o termo é usado como
sinônimo de PG*.
TELESOMÁTICO.
Neologismo desnecessário
proposto por Aksakov* para referir-se aos Fenômenos de
Ectoplasmia*, termo
preferível.
TELESTESIA.
Ver
HD, termo
preferivel.
O termo,
porém, em sentido etimologicamente incorreto para a
realidade que quer
designar, foi proposto
por F. W. Myers*
no mesmo significado que Metagnomia* de Boirac*, ESP* de
Rhine*, PG*
oficializada em Utrech*.
Hoje
deve
cair no esquecimento. Só lembrando que era
freqüentemente usado pelos
Parapsicólogos* da extinta Escola* Materialista,
seguindo, agora sim, o sentido
etimológico (sensação
à distancia),
quando ainda se resistiam a aceitar PG* como faculdade espiritual.
TELETRANSPORTE. Ver
Aporte e
Auto-transporte, termos preferíveis.
TELEVISÃO
PSÍQUICA.
Ver
Alucinação Verídica, termo preferível.
TEMURAH. Ver Gematria.
TENHAEFF,
Willhelm
Heinrich Carl (1894-1981).
Doutorou-se em
Ciencias pela Universidade Real de Utrech* em 1933 por
tese de Parapsicologia*.
Foi catedrático de Parapsicologia* e diretor do
“Instituto de Parapsicologia”
da mesma Universidade. Ganhou grande e merecida fama
como pesquisador. Em 1928
começou a edição de uma excelente revista, “Tijdschrift
voor Parapsychologie”,
ainda em circulação. Realizou importantes e rigorosos
trabalhos de pesquisa com
o Psíquico* Gérard Croiset*. Publicou
“Telepathie en Helderaindheid”, 1959 - “De
Voorschouw”, 1961.
TENTAÇÃO. Ver
Demonologia.
=== ===
TEOSOFIA
ou
SOCIEDADE TEOSÓFICA. A fundadora, em 1875, foi H. P. Blavatsky*, que
após profundas
pesquisas Hodgson* e Hartmann* demonstraram
inapelavelmente ser uma grande
impostora.
Blavatski*
definiu a Teosofia* como a “Religião (?) da Sabedoria
Divina (?), a substância
e a base de todas (?) as religiões e filosofias (?) do
mundo, ensinada e
praticada por uns poucos escolhidos, desde (?) que o
homem veio a ser um ser
pensante”. Promete o Desenvolvimento* das Faculdades
Parapsicológicas* latentes
(e inclusive ilusórias)..., com o que atrae multidão de
ingênuos ou
megalomaníacos.
O programa
da Teosofia*, sistematizado por Annie Besant*, apresenta
muita semelhança com o
Espiritismo* e as sociedades de Esoterismo* e falsa
Mística*, que surgiam e
surgem ainda hoje em grande abundância. Difere do
Espiritismo* em que atribui
aos Mahatmas* as supostas Comunicações* sobre Teosofia,
enquanto que acusa ao
Espiritismo* de que suas pretendidas Comunicações* são
recebidas das
“Envolturas Astrais*” ou maus Espíritos* (?).
Aderiu ao
crença absurda da Reencarnação* compulsiva. Segundo o
Dr. Carl Wickland, Mme.
Blavatsky* Comunicou* (?) logo após a sua morte que
renunciara à doutrina da
Reencarnação*... Isto é, apoiando-se num erro
pretendia-se refutar um erro
maior, purificando um pouco o acúmulo de disparates da
Teosofia. Ver Mirville,
J.E.; e Hartmann, Franz.
Para
confirmar a má intenção, a confusão e sincretismo que
pretendem semear bastaria
o nome da revista editada em Londres pela propria
Blavatski* com a colaboração
de Mabel Collins: “Lucifer”. O mesmo título conservou
depois sob a direção de
Annie Besant*. “Lucifer” foi publicada de Setembro de
1887 até 1897, depois
sendo trocado o título “Lucifer”para o de “Theosophical
Review”.
A Teosofia
conta com inumeraveis “filiais”por todo o mundo. A sé
central, por decisão da
propria Blavsatski*, está em Adyar (Madrás, India),
desde 1879. Conta com
numerosos corpos de edificios, jardins, um grande hall
com os símbolos, em
disparatado e contraditorio sincretismo, de todas as
principais religiões do
mundo e pseudo-religiões do mundo. Conta também com uma
grande bibliotreca de
livros de toda classe de Esoterismo, salão de
conferencias, centro de
publicações, etc., etc. ,
É
importante Ver Krishnamurti, Jiddu.
TERCEIRO
OLHO. Ver Olho,
Terceiro.
TERMOGÊNESE.
Produção de frio ou calor,
localizados, por transformação da Telergia*. Um Fenômeno
Parapsicológico*
relativamente freqüente, inúmeras vezes comprovado em
Casos Espontâneos*. Aliás
acompanha praticamente todos os Fenômenos* Parafísicos.
Não
confundir
com Pirogênese* e Auto-combustão*.
Ver
Tum-No.
TERTULIANUS,
Quintus
Septimius Florens (C.155- C. 220). Foi um dos teólogos e
apologistas mais
vigorosos dos primeiros anos do Cristianismo,
pulverizando com profundos argumentos
e excelente estilo as Superstições* e relaxamento nos
costumes. Este cultissimo
teólogo romano deixou testemunho de Fenômenos de Mesa*
Girante ou “mensae divinatoriae”,
Paracinesia* conhecida e utilizada pelos romanos.
Referiu também Evocações* (?)
dos mortos (Espiritismo*), pretenção inútil e herética
severamente proibida na
Bíblia; fala de Sonhos* provocados (Transe*) e muitas
outras abominações “com
as quais enganam o povo”, frisa sabiamente. Tertuliano tem o título de “Padre da
Igreja”. Entre seus escritos,
devem destacar-se “Apologeticum” e “De Idolatria”.
TESTAMENTO,
Novo
ou Velho ou Antigo. Ver Bíblia.
TESTES
DE ESP. É
lamentável a pedanteria
típica da Escola* Norte-Americana, que dá até por
suposto que todos os
interessados em Parapsicologia devem conhecer até as
minucias da sua
metodologia, na realidade sem interesse e mesmo
desnorteada...
São cinco os
principais sistemas usados na Micro-Parapsicologia para
Experiencias
Quantitativas* de ESP* com Baralho* Zener:
·
BT (“Basic Technique”): Literalmente “técnica
básica”. Método
que consiste em extrair,
separadamente, uma por uma, as Cartas* ESP do Baralho*
Zener enquanto o
Percepiente* vai tentando Adivinhar*.
·
DT (“Down Through”): Literalmente “de cima para
baixo, através de”.
Neste processo, o Baralho* Zener previamente
misturado e cortado, não é manuseado. Pode estar
encerrado numa caixa de
material opaco, ou separado das vistas do Percipiente*
por meio de um anteparo.
O Percipiente* tenta Adivinhar* as Cartas* ESP, segundo
a sua disposição,
através do maço, de cima para baixo. À medida que vai
dando seus palpites,
anotam-se os símbolos, pela ordem, numa folha de
registro.
·
MT (“Matching Techniques”): Literalmente “técnicas de
combinação”. Consiste em
tentar-se a correta combinação das Cartas* ESP de um
Baralho* Zener previamente
misturado, com cada uma das cinco diferentes chamadas Cartas-Chaves, os cinco símbolos
diferentes. Em certos casos, as
figuras estão dispostas com a face para cima e à vista
do Percepiente*, em
outros são ocultadas em envelopes opacos. A técnica
varia conforme os sistemas.
·
OM (“Opening Matching”): Quer dizer “combinação
aberta”. Resumidamente
este método consiste em se
colocarem as Cartas-Chaves à vista do Paciente*. A ordem
das figuras é
aleatória. Usa-se um Baralho* Zener previamente
misturado, cujas Cartas* ESP
estão com o dorso para cima, ou então ocultadas
individualmente em envelopes
pretos e opacos. Faz-se novo baralhamento após a
introdução das Cartas*
ESP nos
envelopes. Assistido
pelo operador, o Percepiente*
procura dispor, em frente à cada uma das Cartas-Chaves,
as Cartas* ESP
extraídas do Baralho* Zener assim preparado. Terminado o
Jogo*, tiram-se as
Cartas* ESP dos envelopes e verificam-se as
coincidências com as Cartas-Chaves.
·
BM (“Blind Matching”): Significa “combinação
velada”. O processo de
“combinação velada” consiste em obter a concordância de
um baralho previamente
bem misturado, com cinco Cartas-Chaves ocultas em
envelopes pretos e opacos. Em
hipótese alguma o Percipiente* e o operador deverão ver
as figuras das Cartas*
ESP.
·
STM (“Screen Touch Matching”): Traduzido literalmente
“combinação com toque
ocultado”. Neste método, as Cartas* ESP do Baralho*
Zener são manuseadas pelo
operador, daí a expressão “toque”. O operador e o
Percipiente* sentam-se a uma
mesa frente a frente, tendo a separá-los um painel
opaco. Este possui, na parte
inferior, um recorte. As Cartas-Chaves colocadas na
região recortada, podem ser
vistas simultâneamente pelo Percipiente* e pelo
operador, enquanto que o
Baralho* Zener fica oculto para o Percipiente* por meio
do anteparo opaco. Após
o prévio e indispensável
baralhamento
das Cartas* ESP, o operador efetua um ou mais cortes no
Baralho* Zener. Toma-o
numa das mãos, mantendo sempre o dorso para cima a fim
de não ver os naipes. O
Percepiente* tenta Adivinhar* a primeira carta situada
no dorso do baralho,
após o que indica entre as Cartas-Chaves aquela em que
pensou. O operador
extrai a primeira carta do dorso e coloca-a em frente da
carta apontada.
Repete-se a operação com a segunda, com a terceira e
assim por diante, até
esgotar o Baralho* Zener. Durante toda a operação
ninguém deve tomar
conhecimento das Cartas* ESP em questão.
TESTES
DE
LIVROS. Experiencias-Qualitativas*
com
que sequazes do Espiritismo*
acreditavam que garantiam que só o Espírito” (?)
poderia fazer uma cita
precisa de um livro ou jornal que seja depois acessível
ao experimentador. O
Médium* deve citar o local onde se encontra o livro e a
página onde se encontra
a passagem em questão. Por exemplo, Ver Thomas,
Reverendo C. Draytron
Na realidade
falha garrafal de pesquisa. Não se exclui PC* sobre os
livros, nem RC sobre o
morto quando ainda estava vivo, nem Pcg* sobre a
comprovação. E nem sequer se
exclue PT* ou HIP* ou HIE*, se o experimentador já leu
alguma vez esse trecho,
sem recorrermos a que o Inconsciente* do próprio
experimentador também tem
PG*... E as Fraudes* são facílimas....
Experiencias Qualitativas*
depois usadas retamente
pelos Parapsicólogos para pesquisas de HIP* e PG*.
TEURGIA. Sistema
neoplatônico que pretendia entrar em
contato com o Sobrenatural*. Foi
condenado pela Igreja e proibido pelas autoridades civis
no século VI. Um dos
seus ritos afirmava a presença de um deus num ser humano
através do qual a
divindade se comunicaria com os fiéis. Os Fenômenos*
relatados pelos Teurgos
mostram interessantes paralelos
com a Magia* e com o Espiritismo* moderno.
THANATOLOGIA.
Estudo da morte e tudo o
que está relacionado com a morte. Há muitos aspectos em
Thanatologia. Em
primeiro lugar a Biocinese* e a Reanimação*, logo depois
a Biostase* ou Morte*
Aparente. Deve incluir-se na Thanatologia uma parte do
processo de
Ressurreição* do homem ao plano espiritualizado, como
também os Fenômenos SN*
da Revitalização* de mortos e da verdadeira
Incorrupção*. Só indiretamente
incluem-se na Thanatologia o Embalsamamento*,
Miroblite*, Saponificação* e
tantas outras falsas Incorrupções*. Os temas da
Sobrevivência*, porém, em
quanto diferentes da inexistente Comunicação* dos
mortos, não encaixam, ou só
remota e muito indiretamente, na Thanatologia., senão
propriamente na Filosofia
e na Revelação*. Igualmente, o tema da Reencarnação* (?)
encaixa
preferentemente no âmbito da Superstição*.
THETA. Em
1961 fundou-se a
"Psychical Research Foundation”, em Durham, Carolina do
Norte (EUA) para
investigar principalmente problema da Sobrevivência*.
Colaboraram no projeto os
doutores J. B. Rhine*, Louise Rhine*, J. G. Pratt*, etc.
A expressão Estudos ou
Fenômenos Theta
foi introduzido por
W. G. Roll*, que foi o primeiro editor da revista com
esse nome, letra inicial
da palavra grega Thánatos,
que
significa a deusa da morte e a morte
mesma.
Atualmente o
projeto e a revista Theta e, ao
mesmo tempo, um departamento especial da Duke*
University encontram-se sob a
direção do Dr. Ian Stevenson*, que começara quando ainda
professor na Un
iversidade de Virginia. A revista ou boletim trimestral
denominado “Theta”
exclusivamente dedica-se a esse problema do
“pós”-morte”. Pesquisa de possível
valor quando e como deduções filosóficas da análise de
certos Fenômenos
Parapsicológicos*. Mas agora estudam (?) e publicam
quase só casos “sugestivos”
Dizem expressamnente) de Reencarnação* (?), Memória*
Extra-Cerebral (?!) dizem
eles, em crianças até sete anos de idade,
e casos de aparente Comunicação* dos Espíritos
(?) dos mortos.
A Escola*
Europeia e a crítica verdadeiramente científica,
apresentando inclusive
notaveis Desafios* contra tais interpretações, monstram
com evidencia os
preconceitos e péssima formação geral desses
“pesquisadores”, inicialmente da
Micro-Parapsicologia e atualmente nem sequer isso.
THOMAS,
Reverendo
C. Draytron( === -1953). Foi membro da SPR*. Adquiriu
fama entre os
entusiastas do Espiritismo* pelos seus
“Testes* de Livros”, que provariam (?) certas
Comunicações* (?) de Espíritos*
(?) de mortos, como expõe em “Life beyond Death”,
Londres, 1928.
THOMAS,
John
(1822-1908).
Sob o pseudônimo de Charubel,
muito
conhecido Ocultista* inglês, Adivinho*, Astrólogo*,
Curandeiro* especialmente
como ervanário, e elaborador de Talismãs*. Fundou uma
“Ordem Internacional” de
caráter Esotérico*, a cujos membros se atribuía o nome
de uma estrela, um
número e um símbolo geométrico.
THOMAS,
John
(1826-1908).
Advogado norte-americano, que concedeu um elevado
subsídio ao Dr. Joseph B.
Rhine* e Dra. Louise Rhine*, em 1927, para que sob a
direção do famoso
psicólogo William McDougall* estudassem cientificamente
o problema da
pretendida Comunicação* dos mortos e outros temas com
ela relacionados. Foi o
inicio da Parapsicologia* da Escola* Norte-Americana.
Em 1938
a
Universidade Duke* concedeu ao Dr. Thomas o título de
doutor “honoris causa”
pelos seus méritos no campo da Parapsicologia*.
THOMPSON-GIFFORD,
Caso. Famoso caso de
Psicografia* de desenhos. Em
1905 um norte-americano
chamado
Frederick Thompson sentiu um impulso irresistível de
pintar. Também teve
Alucinações* com paisagens e pintou automaticamente
algumas delas. Um ano
depois, visitou uma exposição de um artista já falecido,
Robert Swain Gifford,
e teve Alucinação* auditiva como se uma voz lhe
dissesse: “Não pode pegar e
concluir a minha obra?”. Thompson continuou a pintar por
Psicografia* cenas que
ele aparentemente jamais vira, mas que haviam sido muito
conhecidas de Gifford.
Nem
é
preciso aludir ao trabalho que os Parapsicólogos*
tiveram para combater a
propaganda e fanatismo dos sequazes do Espiritismo, que
não pareciam conhecer
nem o o nome PG*...
THOMPSON,
Sra.
R.
Psíquica* inglesa que inicialmente exibia Fenômenos* de
Efeitos Físicos e que
depois, persuadida por F. H. Myers* em 1898 para que
prestasse os seus serviços
à SPR*, apenas proporcionou sessões com Fenômenos* de
Efeitos Psíquicos. A
hipotese inicial e privada de Myers* da Comunicação* dos
Espíritos* (?)
deveu-se principalmente a muitas sessões que teve com
esta Médium*.
THOMSON,
Sir
John Joseph (1856-1940). Thomson sucedeu a Lords Rayleigh em 1884 como
professor de Física
Experimental. E treze anos depois, o que o “Chamber’s
Biographical Dictionary”
descreve como “a maior revolução na Física desde
Newton”, Thomson demonstrou
que havia elétrons duas mil vezes mais pequenos do que
até então se supusera
serem as partículas atômicas mais ínfimas.
Foi um dos
investigadores de Eusápia Palladino*, quando ela visitou
Cambridge, e ficou
impressionado com a realidade dos Fenômenos Parafísicos*
que presenciou.
Fez-se membro
da SPR*, e continuando as pesquisas ficou tão
entusiasmedo pela realidade dos
Fenômenos* Parapsíquicos, ao ponto de preconizar no seu
livro “Recollections
and Reflections”, Londres, 1936, que os cientistas
deviam debruzar-se na
pesquisa da atividade dos Rabdomantes*, porque “a vara
de Adivinhação* é,
talvez, de todos os Fenômenos* considerados
Psíquicos, o mais favorável para a experimentação”.
THOULESS,
Robert
H. (1894-1984). Professor de Psicologia nas Universidades de
Manchester, Glasgow e
Cambridge. Entre suas obras, no campo da Psicologia
destacam “Mind
and Consciousness in Experiemntal
Psychology”, Londres, 1963 - “An Introduction to the
Psychology of Religion”,
Cambridge, 1971.
Convencido da
maior importancia, foi marginalizando a Psicologia para
dedicar mais tempo a
pesquisas e publicações de Parapsicologia*, chegando a
Presidente da SPR*.
Neste campo suas principais obras são: “Psychical
Research Past and Present”,
Londres, 1952 - “Experimental
Psychical
Research”, 1963 - “From Anecdote to Experiment in
Psychical Research”, 1972- E
com a colaboração do Dr. Wiesner: “The PSI Process in
Normal and Paranormal
Psichology”.
THURSTON,
Herbert
(1856-1939). Sacerdote
Inglês, da Companhia
de Jesus (Societatis
Jesu = S.J.,
jesuíta). Um dos melhores e mais completos
Parapsicólogos* do mundo e de
todos os tempos. Pertencia à SPR*. De
enorme cultura geral: humanidades
clássicas, filósofo, teólogo, psicólogo, o melhor
dos historiadores do
grupo dos Bolandistas*... Precisamente como padre
consagrou sua vida de
pesquisador e escritor à Parapsicologia*. Precidsamente
como padre compreendeu
profundamente a necessidade da Parapsicologia* para
diferenciar entre os
Fenômenos verdadeiramente SN* e os meramente EN* ou PN*,
que só assim se pode
analisar o fundamento verdadeiro ou falso de todas as
religiões, em
consequencia diferenciando a Religião realmente
revelada, por isso
completamente diferente dos milhares de religiões
inventadas pelo homem, das
inumeraveis Seitas*,
das absurdas
Superstições, .. .===
===
Nas
referencias a ele é típico encontrar elogios como “o
homem que sabe tudo” e o
“homem que só procura a verdade”, dois aspectos
fundamentais da sua vida e
trabalho.
É incavível referenciar todos
os artigos
insuperáveis do Pe. Thurston S.J., publicados nas
revistas “The Month”, “The
Catholic Medical Guardian”, “Studies”... em 60 anos de
pesquisa e produção
incessante. Seu número supera o milhar.
Entre os magníficos livros do Pe. Thurston, muitas vezes reeditados
e traduzidos a varias
linguas, baste citar “The Holy Shourd and the Verdict of
History”, Londres,
1903 - “The so Called Prophecy of Saint Mallechy”, 1915
- “The Church and
Spiritualism”, 1933 - “Beauraing and Other Apparitions”,
1934 - “The Physical
Phenomena of Mysticism”, reedição, Londres, 1951 -
“Ghost and Poltergeists”,
reed., 1953 - “Surprising Mystcs”, reed., 1954 - Etc.
THURY,
Marc
(1822-1905).
Catedrático na Universidade de Genebra e membro da
Societé de Physique et
d’Histoire Naturelle”. Foi cada vez mais dedicando-se à
Parapsicologia*,
chegando a ser modelo de pesquisador pelo amplo espírito
filosófico e pelo rigoroso
método científico. Foi o primeiro a
pôr clara a teoria sobre o Ectoplasma* (em alguns casos
o chamaríamos
Telergia*), que ele chamava Psícodo* ou Força Ectênica*,
como agente operador
dos Fenômenos de Ideoplastia*. Insistiu em que a
Ideoplastia* se acha sujeita à
vontade do Inconsciente* do Psíquico*, qualidade que
hoje se chama Psicobulia*.
Mas no seu principal livro, “Les Tables Tournantes
Considérés au Point de Vue
de la Question de Physique Générale qui s’y Rattache”,
Genebra, 1855, parece
não haver prestado tanta atenção à Fraude*, absorto em
analisar a Telergia* e a
Psicobulia*.
TIE.
Sigla de Telepatia
sobre o Inconsciente Excitado.
A sigla é de uso preferível. Fenômeno PN*, que consiste
em Adivinhar* no
Inconsciente* de uma pessoa alguma coisa em relação com
o que então ocupa o
Consciente*. Adivinhar* o Inconsciente* é muito mais
freqüente do que
Adivinhar* o Consciente*.
Não
confundir com HIE*.
TIPTOLOGIA. O
estudo e mesmo o
Fenômeno* recebe esse nome por
onomatopeia:
pancadas secas, por
vezes de grande ressonância, sem causa normal. Podem
também tomar a forma de
raspadelas, toques sonoros, chicotadas, etc. Quando são
“no ar”, então
enquadram-se melhor no conceito de Psicofonia*.
Trata-se de
um Fenômeno de Telergia*. Está associado e é sempre a
pouca distância de algum
Psíquico*.
A Tiptologia
provocada pelas conhecidas irmãs Fox*, e Tiptologia por
Fraude*, desencadeou o
moderno movimento do Espiritismo*.
Tiptologia
Alfabética.
Assim se chama quando a
Tiptologia marca as letras do alfabeto à medida que vão
sendo pronunciadas
pelos espectadores, e o conjunto das letras forma
palavras ou frases. Também
pode convencionar-se determinado número de batimentos
para significar sim
e outro para significar não. Etc.
Há
outros
Fenômenos que recebem o nome de Tiptologia, sendo que
propriamente nada têm com
Tiptologia:
·
Assim,
alguns chamam Tiptologia
por Balanço ou Tiptologia por
Movimento um determinado
sistema de Comunicação* pelos batimentos no chão da
Mesa* Girante. Na realidade deveria
chamar-se só Mesa
Girante.
·
Igualmente
a Tiptologia
Passiva: São as “batidas”
que dá o próprio corpo do Psíquico*, quando espera
efeitos Tiptológicos sobre
algum objeto externo, aconteçam estes ou não. É e
deveria chamar-se só
Automatismo* Motor.
TIPTOR. O
Psíquico* que realiza
Tiptologia*.
TK
(Time
Keeper).
Soal* introduziu este termo e, pela importancia de tal
pesquisador, até certo
ponto o popularizou em Parapsicologia*. Referia-se, e no
mesmo sentido pode
utilizar-se em outros casos, ao registro do número de
segundos para cada
seqüência de vinte e cinco tentativas com o Baralho TA*
nas Experiências
Quantitativas* de Pcg* feitas com a Sra. Stewart.
TMD
(Teste
Mecânico de Defesa). Teste recente usado para a tendência à
ansiedade. Foi desenvolvido em
Estocolmo, Suécia, no Instituto Militar de Psicologia.
Em
Parapsicologia* foi introduzido em 1963 para a pesquisa
de ESP* no “Laboratorio
de Parapsicologia” da Universidade
Duke*.
TOCQUET,
Robert
(1898- ==== ). Era um eminente professor de Matemática e
Química. na “École Nationale
Superieure de Chinie” e na “École
D’Antropologie”, de Paris. E praticamente tudo o que
isso o absorvia, foi
substituído pela sua preferência pela
Parapsicologia*. Membro do comité diretivo do
IMI* e do directorio do
“Syndicat Proggesionnel de la Pressem Scientifique”.
Alcançou o reconhecimento
internacional como excelente Parapsicólogo* e é também,
como deveriam ser todos
os Parapsicólogos*, experto em Ilusioinismo*. “
Entre suas
numerosas publicações, e deixando de lado porque devem
ser secretos seus
excelentes livros sobre Ilusionismo, na
área mais diretamente de Parapsicologia*
devem destacar-se: “Tout l’Occultisme Dévoilé.
Médiuns, Fakirs,
Voyantes”, Paris, 1952 - “Quand la Médicine de Tait.
Pourqoi, Comment (...).
Miracles des (...) Saints. Les Grands Pèlerinages
(...)”, 1954 - “Les
Hommes-Phénomenes”, 1961 - “Les Pouvoirs Secrets de
l’Homme”, 1963 - “La
Guérison par la Pensée et Autres Prodiges”, 1968 -
“Médiums et Fantômes”, 1970
- Etc., etc.
TOMADO
. Interpretando
Supersticiosamente* como
Possessão* por um Espírito* (?), diz-se de um Psíquico*
que está em Transe*, em
Estado Alterado* de Consciência.
TOMCZYK,
Stanislawa
(Sra. Fielding). Psiquica* polonesa de Fenômenos* Parafísicos.
Foi objeto
de investigação pelo Dr. Julian Ochorowicz* em 1908. Era
notável a sua
capacidade e fizeram-se à luz do dia diversas
fotografias do desenrolar dos
Fenômenos*. Foi com ela que se provou científicamente a
existencia de Raios*
Rígidos ou Fios* Ectoplasmáticos.
Outras
Experiencias Qualitativas* foram realizadas pelos
professores Flournoy*,
Claparede, Cellerier e Batalli. Em 1910 foi estudada no
Laboratório de Física
de Varsóvia, que considerou autênticos os seus
Fenômenos* Parafísicos.Tanto o
barão Scherenck-Notzing* como o professor Richet*
escreveram sobre ela, fazendo
descrições das suas reais manifestações.
TONDRIAU,
Julien.
Morto
prematura e tragicamente no Mont Blanc em 1966... Doutror em Filosofia e Letras e
Licenciado em Filologia e História
Oriental pela Universidade de Louvain (Bélgica), e
Doutor em Historia pela
Universidade de La Sorbonne (Paris).
Com esta
bagagem cultural, dedicou -se aos temas da
Parapsicologia* relacionados com a
sua especialidade. Membro do “Comité* Belgue pour
l’Investigation Scientifique
des Phénomènes Reputés Paranormaux”.
Viajou por
numerosos paises especialmente da India e Africa,
dedicando 15 anos
concretamente ao estudo dos pretendidos poderes de
Feitiçaria, Magia*... e ia
publicando excelentes artigos sobre suas pesquisas.
Entre seus intreressantes
livros destacam neste sentido “Les Prètendus Mystères du
Fakirisme”, Bruxelas,
1952 - “Fakirisme Physique”, Paris, 1952 - “Du Yoga au
Fakirisme”, 1960 -
(Tradução) “The Occult. Secrets of the Hidden Word”, New
York, 1972 - Etc.
Mereceu
ser
laureado pela UNESCO. E garante, prova, Desafia*, que
nunca encontrou um
“santão”, Faquir*, Feitiçeiro, Médium* ou qualquer outro
de tantos fazedores de
prodigios que dizem ter domínio sobre os Poderes
Parapsicológicos*,
que não fosse simplesmente farsante.
TOQUE
RÉGIO. Na Idade Média
acreditava-se que o simples
fato de o rei tocar com as suas mãos os doentes
provocava a cura. Os reis da
França curariam assim os hipertrofiados das glândulas e
os escrofulosos. Ver
Curandeirismo.
O Toque
Régio foi praticado durante mais de dez séculos e o
número de escrofulosos
tratados (?) foi considerável. Assim, em 1320 Filipe de
Valois tocou quinhentos
e dez escrofulosos numa só sessão. Henrique III, ao
passar por Poitiers em
1577, tocou mais de cinco mil. Luis XIV fez cinco mil
toques de 1647 a 1697.
Luis XV e Luis XVI fizeram cada um dois mil no dia de
sua coroação. Estas
cerimônias singulares, que se efetuavam no dia da
coroação e na véspera das
festas mais solenes como Páscoa, Pentecostes,
Todos-os-Santos, Natal, só
desapareceram com Luis XVI. Carlos X tentou, em vão,
recomeçar a cerimônia do
Toque Régio.
“A confiança
desaparecera”, escreve Laudonay, “não sendo o Toque
Régio mais do que uma
reminiscência.... de crenças, de preconceitos, de
costumes ultrapassados”.
TORBISMO.
Termo introduzido por René
Sudre* para substituir o termo Poltergeist*, que
etimologicamente implica
interpretação Supersticiosa*. Mas o intento de
substituição não triunfou...
TORINO,
Sudário
de.
Ver Lençol de Torino.
TORRE,
Rosa de
la. Ver
“Asociación Argentina de Parapsicología”.
TP.
Sigla de Transmissão
do Pensamento. A sigla é
preferível. Classificação de função PG* em tres
características: quando há Telebulia*
de comunicação de ambos sujeitos
(ou grupos de pessoas), uns querendo “transmitir”,
outros querendo captar,
conteudo Consciente*.
Entre
todas
as classificações de PG*, esta é a mais difícil de
acontecer.
TRADUCIONISMO.
Etimologicamente
transferir sem
tirar, multiplicando.
É a multiplicação dos seres pela geração. Em oposição
aos absurdos
Criacionismo* e Reencanacão*, pelos quais os pais
gerariam só o corpo, enquanto
que a Alma teria outra origem! Na realidade, tanto no
homem como no reino
animal e vegetal, toda geração é em igual natureza que a
dos seus progenitores.
Os pais e mais humanos geram não só um corpo, senão um
ser humano, inteiro:
corpo e Alma*.
Santo
Agostinho* põe a comparação de uma vela acesa. A cera
equivaleria ao corpo, da
que se corta, embaixo, diríamos um centímetro, que há
que alimentar..., a chama
simboliza a Alma*, que pode acender inúmeras outras
velas sem nada perder de sí
mesma.
TRANSCENDENTE. Todo o
referente ao Sobrenatural* como tal.
TRANS-COMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL (TCI) . Já há
tempo fora a utopia de
muitos sequazes do Espiritismo, fanatizados ou
falsários. Construíram-se alguns
aparelhos, que na sua maior parte consistem em circuitos
sintonizados de várias
espécies, e pretendiam com eles provar a Comunicação*
dos Espíritos* (?) e
assim contribuírem para a difusão do Espiritismo*.
Uma das
primeiras tentativas de Comunicação* Instrumental foi o
Dinamistógrafo*. Já
quando acabava de ser
inventado o radio,
Conan Doyle* e outros espíritas logo viram nele um
instrumento para facilitar a
Comunicação* dos Espíritos* (?). Recentemente a
delirante pretenção de alguns
espíritas, muito fanáticos e nada científicos, voltou à moda no seu
ambiente com o surgimento dos
gravadores (magnetofônicos). Jurgueson*, Raudive*
Bayless , Sealey etc.
adquiriram fama nesse delírio... E hoje a delirante
pretenção aumentou em
muitos espíritas com a chegada da televisão,
computadores, etc
Na
realidade trata-sa geralmente de efeitos absolutamente
normais e, em último
termo em poucos casos, de Fenômenos Parapsicológicos*
absolutamente naturais.
Psicofonia*. e
Esdotografia*.
Fanáticos ou mal
intencionados os líderes da TCI
vestem-se com pena de pavão citando em seu apoio o Pe.
Ernetti Pellegrino*. Na
realidade a absurda
TCI jamais passou
pela cabeça ao Pe. Pellegrino* nem aos doze físicos seus
colaboradores.
E os líderes da TCI chegam a
mais, muito mais,
inclusive à grosseirissima calunia. Os propagandistas do
Espiritismo*
espalharam nas suas publicações que o Vaticano
condecorara Jurgueson* pelas
suas pesquisas nas “vozes do além”, e apresentaram
fotografias do papa Paulo VI
condecorando-o. Na realidade, como consta em documento
oficail do Vaticano ao
CLAP, o Vaticano quando o condecorou nem suspeitava
dessa loucura espírita em
que cairia o cineasta Jurgueson*, a condecoração fora
exclusivamente pelas suas
filmagens e fotografias do sepulcro de São Pedro!
TRANSCONSCIENTE. Ver
Inconsciente, do que é
uma divisão.
TRANSE.
Termo já consagrado pelo
uso para designar o estado próprio do Médium* no
Espiritismo*. Quando com
referência a outras situações diferentes das do Médium*,
o termo preferível em
geral é Estado Alterado* de Consciência. Pode ser de
repouso ou de profundo
sono, agitado ou suave, violento ou tranquilo, com ou
sem hipermneia, etc.
Na realidade
é um estado mais ou menos profundo de Hipnose* ou
Auto-Hipnose*. Conhecido de
longa data.. Ver, por exemplo, Tertuliano.
Transe Hipnótico*.
Ver também e por
exemplo Quaquers.
TRANSFERT
ou
TRANSFERÊNCIA.
Distúrbio sensorial no qual um indivíduo se torna
sensível às impressões
sensoriais recebidas ou sentidas por outro indivíduo.
Pode ser uma
espécie de contágio psicológico normal, identificação do
sujeito com o
paciente. Mas também pode em casos excepcionais
originar-se por HIP* e até por
PG*.
TRANSFIGURAÇÃO. A
Transfiguração EN*
consiste na modificação da aparência externa. Não é uma
nova pessoa que se
Materializa*, nem uma Ttransformação
Substancial*. É o próprio Psíquico* externa ou
accidentalmente
modificado em si mesmo e revestido de Ectoplasma*, de
modo que representa outra
pessoa, animal ou coisa, reais ou fictícias. Ver
Ideoplastia.
Não há Transfiguração PN*.
Não se pode
confundir com a Transfiguração SN*. Jesuscristo no monte
Tabor monstrou
seu corpo Transfigurado como seria depois da
Ressurreição* (Mt 17, 1-9p). Não
consta a Transfiguração SN* de nenhuma outra pessoa, de
monstrar seu corpo
mortal Transfigurado em Corpo Glorioso*.
E também não
consta de nenhuma outra pessoa que Transfigurasse seu
Corpo já Glorioso* em
corpo físico normal novamente, fora das freqüentes vezes
do próprio Jesus
depois da Ressurreição* e antes da Ascensão*. Para
compreender a explicação da
Transfiguração SN* e das verdadeiras Aparições* SN*, do
ponto de vista da
Física Moderna, embora só Jesus as tenha manifestado,
Ver Aparição.
TRANSFORMAÇÃO
SUBSTANCIAL.
===
TRANSMISSÃO
DO
PENSAMENTO. Ver
TP, a sigla é preferível..
TRANSMIGRAÇÃO
DAS
ALMAS. Ver
Palingenêsia.
TRANSPORTE.
Sinônimo primitivo de
Telecinesia. Alguns ainda hoje usam-no como sinônimo de
Aporte e
Auto-Transporte, termos preferíveis.
TRANSPOSIÇÃO
DOS
SENTIDOS.
Distúrbio psíquico, freqüente na Histeria*, em que a
função de um órgão
receptor deixa de ser desempenhada por ele, para passar
a sê-lo por outro.
A segunda parte
do proceso é a Parapsicológica:
Uma função sensorial é exercida por HD* por um ponto
corporal diferente do
órgão do sentido diferenciado para tal função. Ver DOP.
TRANSUBSTANCIAÇÃO.
Concretamente
e
por excelência refere-se
à doutrina,
diretamente inverificável, da Eucaristia em que o pão e
o vinho, sem deixar de
apresentar as especies de pão e vinho, na realidade
convertem-se no Corpo e
Sangue de Jesus. Doutrina só indiretamente comprovável
pelos Fenômenos SN* a
respeito. Ver Lanciano, entre milhares de outros
Milagres* eucarísticos.
Mas em geral
o termo pode aplicar-se a uma mudança de substância, por
exemplo, a conversão
da água em vinho por Jesus nas bodas de Caná, e tantos
outros casos SN*.
===
=== ===
TRAVERS-SMITH,
Sra. Ver Dowden,
Hester.
TREYVE,
Joseph
( === ).
Célebre Radiestesista*, considerado um dos melhores. ===
=== (e se não
encontrar complemento, suprimir o
verbete)
TRIANON,
Caso
de. ===
=== fazer resumo. do livro
TRINTA
E
QUATRO ou 34, Manifesto dos. Assim se chamou um célebre
relatório, prudente e
comedido, redigido em 1923, em conseqüência de diversas
sessões efetuadas em
Paris com Guzik*, sob os auspícios do IMI*, a que
assistiram professores de
Medicina e Direito, membros da Academia de Ciências e da
Academia de França,
escritores de grande nomeada, engenheiros e técnicos da
Polícia.. Entre as
trinta e quatro assinaturas figuram as de Gustave
Geley*, Charles Richet*,
Camille Flammarion*, Jacques Haverna, etc.
O referido
relatório foi a conclusão de todas as atas oficiais dos
resultados obtidos nas
sessões, que se realizaram de Novembro de 1922 a Maio de
1923. Do manifesto
constam os controles feitos pelos experimentadores e
pelos assistentes, os
Fenômenos Parafísicos* que surgiram e toda uma gama de
considerações, tudo
cientificamente comprovado. O manifesto cita
concretamente o Dr. Osty* com os
seus diapositivos fotográficos, nos quais foram
registrados graças à luz ultravioleta
inúmeros fenômenos de Ectoplasmia*, etc...
Na
realidade constam 35 assinaturas. Parece que 34 foi erro
tipográfico. Como
também foi erro tipográfico o termo Idioplastia*
em vez de Ideoplasmia
que
seria o correto. Mas os dois erros , 34
e Ideoplastia*,
ficaram
“oficializados”.
TROLLOPE,
Adolphust
(1812-1892). Autor inglês de muitas obras. Contra a negativa
de Sir David Brewster,
em 1885 investigou e testemunhou a favor de D. D. Home*.
O seu
testemunho sobre os Aportes* devidos à Sra. Gruppy
apareceu numa informação da
Sociedade Dialética*.
TRONOS
. Ver
Potestades.
TUM-NO.
Afirmam que
seria uma Faculdade ou Poder de elevar o
calor do corpo em condições de frio, que se
auto-atribuem alguns Ioguis* e
Lamas* tibetanos.
E de fato
esta espécie de “calor psíquico” libertam-no sob
verificação científica certos
ascetas tibetanos. Sentados nus na neve, são capazes de
derreter o gelo. São
capazes de secar as capas que haviam metido na água e
que tinham gelado
completamente (a 30 e a 40 graus negativos) e com as
quais cobriam os corpos
nus.
Também
sabe-se de ascetas que vivem em covas, em altitudes
elevadas, sem fogo e com um
mínimo de roupa.
Também e sem
treino, muitos místicos católicos, como por exemplo a
freira carmelita Santa
Maria Madalena de Pazzi, que viveu nos fins do século
XVI, apresentava este
mesmo prodígio, no inverno.
E na
realidade este e outros pretendidos Poderes, ou
Faculdades, como a maioria dos
mal chamados Fenômenos Místicos*, são disfunções,
doenças, que nada têm a ver
com Fenômenos SN* e nem sequer propriamente com
Fenômenos Parapsicológicos*.
Como também não o é a febre...
Não
confundir com a espontânea Termogênese*.
TURNER,
Miss. Adquitriu
fama na
Micro-Parapsicologia* porque foi a Psíquica* da clássica
experiência dirigida
por Miss Ownbey*.
TUTANKAMON,
Maldição
de.
Secularmente a Superstição* falava da “Maldição de
Tutankamon”, a “Maldição dos
Faraós”... É claro que no antigo Egito conheciam, sem
sabe-lo explicar, o fato
das mortes rápidas dos violadores de túmulos, e assim já
então surgiu a Superstição*
referente à “Maldição dos Faraós”, como mais um Tabu*.
E a
Superstição* cresceu e se divulgou mundialmente porque,
após Lorde Carnavon
patrocinar a “violação” do túmulo de Tutankamon e
“saquearem” seus tesouros,
logo aconteceram muitas mortes “inexplicáveis” entre os
primeiros visitantes do
túmulo. Inclusive o próprio Lorde Carnavon morreu
misteriosamente.
Depois
demonstrou-se que as mortes eram devidas a uma espécie
de Histoplasmose*.
Precisamente o Dr. Carter, o principal “violador” do
túmulo, escapou da
“maldição”, como
outros arqueólogos. É
que por violações
anteriores de pequenos
túmulos foram “vacinando-se” contra a Histoplasmose*. Os
visitantes de ocasião,
contaminados no grande Túmulo de Tutankamon, facilmente
morriam....
TUTELAR.
Ver
Pcg.
TUTLE,
Hudson
(1836-1910). Muito
famoso Psíquico* de Ohio, EUA. Filho de pais pobres, não
possuia instrução
oficial... Mas pela sua grande tendência ao estudo e
facilidade de aprender,
pela sua extraordinaria memória e grande talento, com
contínua leitura ficou
apto para escrever por Psicografia* sob direção, segundo
ele, do seu Controle*
(?). Psicografou* livros de grande erudição e
conhecimento sobre Ciência
Natural e Filosofia, alguns dos quais foram citados por
homens como Buchner e Darwin.
TWEEDALE,
Violet
(1892- === ) Romancista. E mais poeta do que cientista
interpretou com Superstição*
os Fenômenos Parapsicológicos* que
observava, e publicou muitos livros com a
anticientífica interpretação
do Espiritismo*. Participou de Experiências
Qualitativas* dirigidas por Lorde
Arthur e James Balfour*, Haldane e W. E. Gladstone. Ele
mesmo dirigiu (?)
Experiências Qualitativas*
(?) com os
Médiuns Williams e Hulkk.
TYLLYARD,
R.
J. E. R. S.
( === ). Chefe entomólogo da mancomunidade da Austrália.
Não sabendo
interpretar retamente os Fenômenos Parapsicológicos*
manifesatados por
Margery*, aderiu ao Espiritismo* e publicou suas
conclusões em
“Nature” de 1928.
TYRRELL,
George
Nugent Merle (1879-1952).
Inglês.
Matemático e Engenheiro eletrotécnico, Tyrrell trabalhou
com Marconi e foi o
introdutor do radio em México.
Após a
primeira guerra mundial descobriu que a filha
manifestava notáveis Casos
Espontâneos* de PG*. Então renunciou a uma carreira
prometedora para se dedicar
à Parapsicologia*, que compreendeu ser mais importante.
E com a filha Gertrudes
enveredaram ambos por uma série de Experiências
Qualitativas*. Ingressou em
1908 na SPR* e chegou a ser presidente da mesma nos anos
1945-46. Dele
escreve uma historiadora da
Parapsicologia*, Rosalind Heywood: “Possuía a rara
combinação de qualidades
necessárias para facilitar e interpretar PSI* (?):
treino científico, poder
para generalizar a partir de diversas particularidades
aparentemente sem
relação entre si, e uma personalidade encorajadora que
nunca inibia a ESP* (?)
de um Percipiente* tímido”.
Foi um
grande Parapsicólogo*. As suas principais obras são:
“Apparitions”, Londres,
1935 - “Science and Psychical Phenomena”, 1938 - “The
Personality of Man”,
1946.
-
U -
UBIQUIDADE. É estar
realmente, com plena potencialidade
fisica e psíquica, em dois
ou mais
lugares ao mesmo tempo. Há muitos exemplos..., sempre
SN*.
=== ===
Não
confundir com simples Bilocação*, com OBE* ou com
Projeção* de PG, e
menos ainda com a inexistente Viagem* em
Astral.
UFO. Ver OVNI,
termo preferível fora da língua
inglesa.
ULTRAFANIA. Ver NDE, termo
preferível.
UMBANDA. O
mesmo que Macumba, nome este com
uma certa conotação pejorativa.
Mitologia* e culto afro-brasileiro. Originalmente
importada da África Ocidental
ao Brasil pelos escravos negros, no Brasil se sincretiza
com o Espiritismo* e
crenças dos índios e ainda com o culto a Jesus Cristo, à
Virgem Maria e a
santos católicos.
A Umbanda
parece ter-se organizado na década de 20, em grande
parte por obra de um
brasileiro branco e ex-católico chamado Zélio de Moraes,
que se dizia Tomado*
por Espíritos* (?) de índios mortos. Segundo os Umbandistas, deuses (?), Potestades* e
Espíritos* (?) de mortos se
misturam e inclusive se identificam. Esse panteon é
concebido como organizado
dentro de sete linhas,
ou exércitos,
cada um subdividido em divisões ou batalhões.
As
cerimônias envolvem batuque, dança e a Possessão* dos
fiéis por essas
“divindades” (?). Também se pratica o Curandeirismo*,
cheio de interpretações
de Magia*, pela reza e pelo toque das mãos.
A divisão da
Umbanda que principalmente dedica-se ao Maleficio* ou
Feitiçaria* costuma
chamar-se de preferncia Quimbanda. É
muito temida por grande número de pessoas carregadas de
Superstição*.
UMBRA
ou
UMBRATIS.
Termo usado em certos ambientes para designar
Aparições*, Espectros* ou
Fantasmas*, termos preferíveis segundo os casos.
“UNIÃO
DE
MÉDIUNS ESPIRITUALISTAS”. Fundada
por Médiuns* em Londres
em 1965, com o fim de “dignificar” (?) as normas de
apresentação da
Mediumnidade (?) e a posição dos Médiuns* e oradores
públicos que apresentam o
Espiritismo*.
Na
realidade, a única forma de dignificar tudo isso é
esquece-lo completamente,
pois está plenamente demonstrado que tudo o relacionado
com Comunicação* ou
Espiritismo* não tem absolutamente mais base que a
Superstição*, fanatismo e
exploração.
URANDIR.
Ver
Morton, Thomas Green.
USHER, ====
( === ). Parapsicólogo* inglês, famoso entre outros
méritos por haver sido um
dos primeiros, pois foi ao mesmo tempo que o Dr. Burt,
em 1900, muito antes que
a Micro-Parapsicologia*, em emprender Experiências
Qualitativas* de PG a
grande distância:
entre Bristol,
onde se encontrava o “Agente*” (?), estando o
Percipiente* em Londres. Publicou
os resultados em “Annales
des Sciences
Psychiques”, XX, 1910.
UTRECH.
Capital
de Holanda. Foi
na Universidade Real de Utrech onde
se estabeleceu um
Centro de
Parapsicologia pesquisa e ensino,
dos mais famosos e meritórios. Foi nela onde por
primeira vez se estabeleceu
uma Cátedra de
Parapsicologia,
regentada pelo Dr. Tenhaeff*, que havia ganho também por
primeira vez no mundo
o título de doutor por tese e estudos de
Parapsicologia*. Foi nesta
Universidade onde se celebrou o famoso e importantíssimo
Primeiro Congresso Internacional de
Parapsicologia, 1953.
- V -
VALE-OWEN,
Reverendo
George (1869-1931). Vigário protestante de
Oxford, Warrington,
Inglaterra. Depois de vinte anos de trabalho como
pastor, desenvolveu a
Psicografia*, acreditando por Superstição* que assim
recebera “relatos da vida
depois da morte e ensinamentos espíritas”. Estes
escritos cheios de absurdos,
atraíram a atenção de Lord Northcliffe que lhe ofereceu
mil libras esterlinas
pelos direitos da série. Vale-Owen, recusou e isso
convenceu Northcliffe da sua
sinceridade e as obras foram largamente anunciadas na
imprensa.
Como
conseqüência Vale-Owen teve que renunciar à sua Igreja e
à sua Religião, e
fez-se “pastor” de uma congregação de Espiritismo* (!).
VALIANTINE,
George.
Semi-analfabeto. Médium* norte-americano de Psicofonia*,
acerca de cujas
faculdades se produziu uma grande controvérsia. Em 1925
por duas vezes
pretendeu-se examinar com Experiencias Qualitativas*
suas Psicofonias* na SPR*,
mas em ambas ocasiões foram sessões em branco.
Entretanto,
membros da SPR*, incluindo o seu oficial de
investigação, o Dr. Woolley, tinham
antes, no ambiente próprio de Valiantine, observado
muito boas Psicofonias*...
Numa sessão posterior, fizeram-se novas Experiências
Qualitativas* na presença
dos Drs. Dingwall* e Wooley, observado o Médium* à luz
do dia, e ouviram-se
Psicofonias*.
O sucesso
mais assombroso foi a alegada Comunicação* do Espírito*
(?) de Confúcio numa
sessão com o Dr. Neville Whymant, uma autoridade em
história chinesa e
literatura antiga, que foi convencido e certificou a
exata pronuncia e a
recitação de obras tradicionais em chinês antigo. Em 1927, em
Londres, foi feita uma gravação
da “Voz de Confúcio”.
Evidentemente, não os conhecimentos e a voz que o
Espírito* (?) de
Confucio teria agora, no “Alem” (onde ficou a
Reencarnação*, doutrina favorita
dos espíritas latinos?), senão os que os vivos lhe
atribuem: vivo sobre vivo,
Psicofonia* EN* por conhecimento PG*..., ou por simples
HIP* sobre o Dr.
Neville que estava presente.
VAN
DAM. Jovem
estudante, particularmente notável como
Metagnomo, que serviu de Percipiente*, entre outros,
para as Experiências
Qualitativas* de ST* que foram feitas, com resultados
francamente positivos, na
Universidade de Gromingen, na Holanda, em 1920, pelos
investigadores Heymans,
Brugmans e Wynburg. Antes de certos ensaios, tinha-se
dado a Van Dam uma certa
dose de álcool. Descobriu-se assim a ação positiva do
álcool (ou do Estado
Alterado de Consciência!) sobre a capacidade PG* do
Sujeito*.
VARDOG.
Assim designam em Noruega
“a sensação de que alguém está em dois lugares ao mesmo
tempo”. O
possuidor do Vardog emprega-lo-ia
Inconscientemente*, como se seu Duplo* se adiantasse
para anunciar a sua
chegada física..Talvez por genética, certamente também
pela mentalidade
tradicional, na Noruega (Suécia, Escocia, etc.) são
muito freqüentes Casos
Espontâneos* de Vardog.
Foi estudado
pelo Dr. Wiers Jansen com destacado pioneirismo, e
publicou suas
conclusões no
“Norwegian Journal of Psychical
Research” no ano 1917. Geral e claramente ST*. Por vezes
converte-se numa
meramente aparente Bilocação*, na realidade Projeção* de
PG.
VARINHA
MÁGICA.
Ver
Radiestesia.
VARLEY,
Cromwell
(1828-1883). Engenheiro
inglês que
participou no assentamento do primeiro cabo
transatlântico.
Sua
importância em Parapsicologia* deve-se a haver sido o
primeiro cientista que
conduziu experiências Qualitativas* com Home*.
VASSILIEV,
Leonid
L. (1891-1966). Catedrático de Fisiologia na Universidade de
Leningrado. Premio Nobel
em Fisiologia.
Escolheu
depois como mias importante a Parapsicologia* e nela se
concentrou, chegando a
ser um grande Parapsicólogo*. Foi um dos primeiros na
União Soviética a
pesquisar Parapsicologia*. Na Universidade de Leningrado
criou um “Laboratório
de Parapsicologia”. No seu “Experiments in Distant
Influence”, publicado na
Rússia e em Londres,
1963, descreve,
entre outras, Experiências
Qualitativas* de
mergulhar sujeitos em
Sono Hipnótico* à distância, por ST*. Verificou muitas
Experiências
Qualitativas* de Telecinesia* com Nina Kulagina*.
Publicou também “Mysterious
Phenomena of the
Human Psyche”.
VASOGRAFIA . Em
Portugal alguns usam este
termo em vez de Copografia,
que
outros usam em Brasil. Mas ambos
termos devem ser esquecidos, pois já estão consagrados
pelo uso popularmente a
expressão Brincadeira* do Copo e tecnicamente
Paracinesia*, neste caso
concretizando-se, se preciso, que com um
copo ou taça.
VATICÍNIO. Ver
Precognição (Pcg),
termo e especialmente a sigla preferíveis em
Parapsicologia*.
VEDANTA. Um
dos maiores sistemas da
“religião” ou “filosofia” hindu. Exportado para o
Ocidente no século XIX por
Swani Vivekananda (1863-1902), que participou do
parlamento de religiões em
Chicago em 1893 como representante do Hinduísmo* e
depois fundou em São Francisco
a Sociedade Vedanta.
E
dizemos
“religião” e “filosofia”, ambas entre aspas. Não pode
ser chamado Religião nem
Filosofia, sem aspas, pelos mesmos motivos que não o
pode o Hinduismo todo.
VEDORIA. Ver
Rabdomancia e Radiestesia,
termos preferíveis.
VERDADE
RELATIVA.
Ver Sinal.
VESME,
César
Le (1862-1938). Investigador francês. Em 1923 foi proclamado
laureado da “Academia
de Ciências” de Paris.
Interessou-se
pela Parapsicologia* em 1884. Foi diiretor dos “Annales
des Sciences
Psychiques” de Paris, órgão da “Societé Universelle
d’Études Psychiques”
(S.U.E.P.) e secretário geral da “Societé des Amis de
l’Institut Metapsychique
International”. Reealizou conferências de crítica às
sessões de Espiritismo*,
que alcançaram notoriedade. Sobre o mesmo tema publicou
“Primitive Man”,
Londres, 1931 e no mesmo ano “Expérimental
Spiritualism”. É autor de uma
infinidade de obras, algumas de grande valor. Ganhou o
prêmio Fanny Emden, pela
sua “Historie du Spiritualism Expérimental”, obra
monumental, mas inacabada.
VETERO-TESTAMENTÁRIO.
Ver
Bíblia.
VIAGEM
ASTRAL
ou EM ASTRAL.
Nome e interpretação errada que os sequazes do
Espiritismo* e de outros ramos
do Esoterismo* dão a diversos Fenômenos Parapsicológicos
como a OBE*,
Bilocação*, Projeção* de PG, e inclusive PG* e até
simples determinados
Sonhos*. Ver Astral.
VIDENTE
DE
PRÉVORST.
Ver Hauffe, Frederika.
VIDOEIRO
DE
PRATA ou SILVER BIRCH. Ver Barbanell, Maurice.
VISÃO. Em
Parapsicologia* usa-se o
termo com significado idêntico ao de Alucinação*
visual., diferente da visão
normal, objetiva. Usa-se com significado pejorativo,
representação subjetiva de
imagens óticas. Há muita variedade de nitidez e
cromatismo.
A origem da
visão subjetiva pode corresponder à mera
Alucinação*, ou também à Ilusão* ou erro de
interpretação subjetiva de
realidade objetiva. Mas também pode ter origem na
realidade ausente, captada
por PG*, então é preferível usar o termo Alucinações*
Verídicas.
Quando a
visão corresponde a maior ou menor corporeidade
Ectoplasmática*, então o
significado do termo visão corresponderá tanto mais ao
conceito normal de visão
e tanto menos a conceito equivalente ao de Alucinação*.
E a preponderância de
um ou do outro fator aconselhará se deve usar-se o termo
Fantasmogênese* e
Ectocoloplasmia* ou então preferir o termo
Visão.
As Visões Religiosas
são iguais, e visões
é que devem ser chamadas. E é por
isso que só devem ser consideradas se confirmadas por
algum Fenômeno SN*. Há
que insistir: os relatos de “Aparições” (?) Religiosas
mais particularmente
alegadas, após a Ascensão de Cristo, imateriais mas
contraditoriamente visíveis
e audíveis, por uns mas não pela maioria dos presentes,
encaixam melhor sob o
conceito de Visões.
As Visões
Religiosas que estejam confirmadas por Fenômenos SN*,
“assinatura” divina,
devem ser consideradas como Especialmente
Providenciais*. Caso contrário, não
passam de Ilusões*, Alucinações*, Projeções*
psicológicas em forma de Visões,
etc, etc.
===
===
.
VISÃO
CUTÂNEA.
Um
dos
numerosos termos, como Visão Tática,
Visão Dermo-Óptica, Visão Hiperóptica, Visão
Paraóptica, Visão Sem Olhos... Ver
DOP.
VISÃO
DE RAIO
X.
Alguns
charlatães no exercício do Curandeirismo* ou sua
megalomania pretendem ter este
poder, o que lhes permitiria ver dentro do corpo de
outra pessoa os órgãos
afetados.
Alguma rara
vez e espontaneamente poderia ser HIP*, e ainda mais
raramente PG*, com
Alucinação* visual. Ver Heteroscopia.
VOLLHARDT,
Maria,
ou Sra. Rudloff. Psíquica* alemã, que manifestou
Telecinesia*, Aporte* e Dermografia* em
Experiências Qualitativas*
controladas pelo Dr. F. Schwab, de Berlim, em 1923.
O Prof.
Albert Moll acusou-a de Fraude* sistemático, e a Sra.
Vollhardt processou-o. O
tribunal considerou Moll errado nas sua acusação
generalizante, mas o absolveu
porque a acusação, apesar de exagerada, tinha real
fundamento. Ver
Incontrolabilidade.
VOZ
DIRETA. Ver
Psicofonia*, termo
preferível fora do Espiritismo*.
VUDU ou VODU ou
VODUM. O
Vudu tem os seus
praticantes nas Antilhas e nas comunidades negras de
Norte-América, mas existe
primeiro que tudo no Haití, que é seu “epicentro”.
É em parte
originário do politeísmo e da Feitiçaria* do litoral do
Dahomé, sem com ele, no
entanto, se confundir. Foi no Haití, sob o regime
colonial escravagista, que se
formou o Vudu, no contato entre a cultura dos
plantadores franceses, católicos
no seu conjunto, e os escravos de origem africana.
Deu-se um sincretismo, uma
mistura “indigesta”, entre os Santos católicos como
disfarce, e por baixo o
culto aos deuses (?) do Animismo* e Espíritos* (?) dos
ancestrais e de
quaisquer outros mortos, todos em Dahomé chamados
“voudoun”.
Apresenta-se,
principalmente, como uma religião de família. No Vudum
podemos considerar três
camadas: a religião, a Magia* mais supersticiosa que
maléfica, e a Feitiçaria*
totalmente maléfica. Ver Zombí.
A religião
Vodu inspira-se profundamente nas crenças e práticas
africanas, mas aquela
Magia* Vudu não-maléfica, caso curioso, é
mais inspirada na Magia* francesa, ela própria
tributária de uma antiquíssima e
perene tradição européia ou mesmo indo-européia.
- W -
WAITE,
Arthur
Edward (1867-1940). Nascido no Brooklyn, Nova York, foi levado após
a morte do pai a
Inglaterra, com dois
anos de idade, nunca
voltando a EUA.
Foi um homem de inteligencia
privilegiada. Seu
conhecimento da tradição de todo Esoterismo* foi o mais
autorizado, profundo e
exaustivo. O mais eminente erudito. Escreveu mais de
duzentas obras, atualmente
na Iowa Masonic Libray, em Cedar Rapids (EUA), entidade
que o distinguiu com
grau honorario de Past Senior Grand Warden of Iowa.
Entre essas obras
escolhemos algumas do ponto de vista da variedade de
temas: “The Mysteries of
Magic”, Londres,1886 - “The Real History of the
Rosicrucians”, 1887 - “Lives
of the
Alchemystical Philosophers”, 1888
- Devil Worship in France”, 1896 - “Book of Black Magic
and Pacts, Including
the Rites and Mysteries of Göetic Theurgy, Dsorcery and
Infernal Necxromancy”,
1898 - “The Doctrine and Literatuere of the Kabbalah”,
1902 - “Thew Hidden
Churc of the Holy Grail, its Legends and Symbolism”,
1909 - “The Secret
Tradition in Freemasonry”, 1911 e 1936 - “The Pictorial
Key of the Tarot”,
1938.
Efeito do
ambiente em que viveu saturado de todas as
Superstições*, entrou muito jovem na “Order of
the Golden* Dawn”. Pelo
prestigio da sua inteligencia, consiguiu transformar o
ridículo ceremonial, e
pela mesma inteligencia logo se decepcionou pelos
absurdos da Ordem. O mesmo
foi acontecendo com uma e outra e outra... com todas as
numerosas sucessivas
sociedades Ocultistas* (espiritas, maçônicas, etc.) em
que foi entrando. Dele
escrevia um historiador em 1959: “Dificilmente se
encontrará um tema
relacionado com a tradição de Esoterismo* que Waite não
tenha vivenciado:
Magia*, Teosofia*, Ocultismo*, Alquimia*, Rosa-Cruz*,
Santo Graal*, Cabala*,
Maçonaria*... Estudou todos eles profundamente e com
amor. Mas com
inteligencia, que rapidamente detectou as
inconsistencias e extrapoladas
pretenções”.
Recorreou
todas as sociedades de Ocultismo* e inclusive todas as
religioes e Seitas*. Que
era, então, Waite? Por fim em que acreditava? Ele mesmo
acabou por definir a
sua fe e a sua vida na maturidade, como as de “um
católico... liberal”.
WALKER,
Nea
( ==== ).
Bacharel em Artes. Havia
sido secretária de Sir Oliver Lodge*. Quando este ruiu
para o Espiritismo* após
a morte de seu filho Raymond, a Srta. Walkker passou a
dedicar-se à
Parapsicologia*. Foi depois membro da SPR* e ficou bem
conhecida como autora da
“Investigação Walter”, que refutou a existencia do
Espírito* (?) que chamaram
Walter Stinson, o famoso suposto Controle*
de Margery*.
WALKER,
William.
(1824-1860). Inglês. Fotógrafo de Espíritos* (?) do Círculo
Crewe* então dirigido
por W. T. Stead*. Foi o primeiro que obteve
Escotografias* a cores.
WALLACE,
Alfred
Russell (1823-1913). Famoso naturalista e co-descobridor, simultanea
e independentemente,
com Darwin dos princípios da evolução e seleção das
especies.
Na madurez
intelectual, deixou toda sua promissora carreira de
naturalista para
consagrar-se à Parapsicologia. Foi membro da Sociedade
Dialética* em 1869. Foi
um dos primeiros investigadores de Médiuns*. Em 1870
aliou-se a Crookes* para
investigar Home*. Entre os Médiuns* com que realizou
Experiências Qualitativas*,
alem do grande Home*, contam-se os famosos Sra.
Marshall*, Sra. Gupry*, Srta.
Nicholl*, Florence Cook*, Haxby*, o Rdo. Francis Monk*,
Egligton*, Slade* e
também, embora sem alcançarem tanta fama, Keeler, Fred
Evans e Sra. Ross. Conta
suas pesquisas em “The
Scientific Aspect
of the
Supernatural”, Londres, 1866 -
“On Miracles and Modern Spiritualism”, 1875.
Havendo sido
um Materialista* declarado, com a Parapsicologia*
convenceu-se e declarou-se
Espiritualista*, mas
acertadamente não
Espirita*. Fez-se membro da SPR*, mas não tardou a ficar
resentido,
queixando-se de que os dirigentes desta sociedade -mais
experientes- eram
“demasiado céticos” em relação aos fenômenos
apresentados pelos Médiuns* “professionais”.
WALLIS,
E. W.
(1848-1914).
Médium* inglês de Transe* e Curandeirismo*, e grande
propagandista do
Espiritismo* como fecundo conferencista e escritor.
Fundador e editor da
revista espírita “Two Worlds” até 1899, sendo
posteriormente editor da também
espírita “Light”. Sua esposa foi também uma Médium* de
Transe*, bem conhecida,
e juntos escreveram alguns livros sobre a Mediumnidade*,
excelente pelos
Fenômenos Parapsicológicos* narrados se prescindirmos da
errônea interpretação
espírita.
WARCOLLIER,
René
(1881-1962). Célebre e excelente Parapsicólogo* francês. O
seu nome impõe-se quando
se fala em Telepatia*, pois realizou um extraordinário
número de Experiências
Qualitativas* com uma paciência e minúcia admiráveis. E
resultados, a maior
parte das vezes, probatórios cientificamente..., para
quem não estiver sob a
Lavagem* Cerebral orquestrada pelos Materialistas* de
que só é científica a
metodologia quantitativa, estatística, em laboratorio.
Expõe os resultados em
“Experiments in Telephaty”, Londres, 1939.
Foi
presidente do IMI*
de 1950 a 1962.
WEBBER,
Jack.
Psíquico* (?) galês,
poderoso em Aporte*, Psicofonia* e Telecinesia*. Obteve o
Desenvolvimento* dos seus Fenômenos
Parafísicos* no Círculo* do famoso praticante de
Curandeirismo* Harry Edwards*.
Dos seus Fenômenos Parafísicos* foram feitas muitas
fotografias infra-vermelhas
em todas as etapas de produção. Inclusive da libertação
do casaco cosido e a
sua reposição sem afetar as costuras: um tipo do
mecanismo do Aporte*.
WEISSHAUPT,
Adam.
Ver
Swedenborg.
WESTCOTT. Ver
Aurora Dourada.
WICCA.
Termo
usado por certas
praticantes modernas em de Feitiçaria*, termo este
preferível fora desse
ambiente.
WIESINGER,
Padre
Alois
(1885-1955).
Abade cisterciense.
Doutor em Filosofia. Doutor em Teologia,
homem de vastíssima cultura. Como sacerdote e
precisamente por isso dedicou-se
amplamente à Parapsicologia*, da Escola* Teórica. Fundou
juntamente com o Dr.
Joseph Kral em 1951 na Alemanha a “Associação de
Parapsicólogos Católicos”.
Esta associação publicou a revista “Fé e Ciência” e
posteriormente uma outra
intitulada “Mundo Oculto”. Esta associação foi também a
organizadora do
“Primeiro Congresso Internacional de Parapsicólogos
Católicos”.
Seu
principal livro é o excelente “Occult Phenomena in the
Light of Theology”,
Londres, 1957.
WILLET,
Sra. (1874-1956). Pseudônimo da Médium*
britânica Sra. Charles Coombe
Tennant. Os Espíritos* (?) de dois dos fundadores da
SPR*, F. W. H. Myers* e
Edmund Gurney*, estariam Comunicando-se* através da
Psicografia* e da fala em
Transe* da Sra. Willet, e estariam insistindo em que ela
realizasse sessões de
Espíritismo* na presença de Sir Oliver Lodge* e Gerald
Balfour*. Produziu entre
1912 e 1918 uma série de Psicografias* e discursos em
Transe* sobre a vida
privada de A. J. Balfour (1848-1940), político
conservador e Primeiro Ministro
britânico. Esse episódio ficou conhecido como o “Caso do
Domingo de Ramos”.
Desempenhou
um importante papel no conhecido Desafio* da
Correspondência* Cruzada..., com
que ficou claramente demonstrado que não há Comunicação*
dos mortos.
WILLIE,
Edward
(1848-1916).
Originalmente foi fotógrafo profissional, na Califórnia,
mas as repetidas
manchas e luzes (inicios de Escotografia*)
nas suas fotos ameaçavam arruinar-lhe o negócio.
Comprendendo em parte o
que estava acontecendo, passou a ser “Fotógrafo de
Espíritos*” (?). Foi
investigado em 1900 pela SPR* de Pasadena, em
Experiencias Qualitaivas* alem de
revisando muitos dos Casos Espontâneos*
anteriores, e aceitaram numerosas Escotografias*
como legítimas.
WILLING-GAME.
Expressão em inglês ( = Jogo da Vontade)
usado por alguns em vez
de Cumberlandismo*, termo preferível.
WINGFIELD,
Kate
( ==== -1927). Fora amiga de infância da Sra. St. Clair
Stobart conhecida como “Srta.
A” nos escritos de Myers*. Acabou sendo Médium*, não
profissional, de Transe* e
de Fenômenos* Parafísicos. Lawrence Jones, que haveria
de ser Presidente da
SPR* em 1928, teve em 1900-1901 uma série de sessões
para Experiências
Qualitativas* com esta Médium* inglesa e observou casos
autênticos de
Telecinesia* e Aporte*.
Também
produziu por Psicografia* dois livros..., com as
divagações doutrinais e
contradições típicas do Espiritismo*.
WOLFAHRT,
Dr. Um
dos partidários e
defensores do Magnetismo* Animal, quando do célebre
debate sobre os estudos do
Marquês de Puységur* e sobre as pretendidas curas (?)
pelo método de Mesmer*.
Mais uma vez confundindo a realidade de alguns
dos Fenômenos* com a interpretação,
aqui errada, como se fosse por Magnetismo*, chegou a
apresentar aos membros de
uma Comissão alguns dos seus pacientes “magnetizados”
(?) que em Experiencias
Qualitativas* realizaram leitura através do epigastro
(DOP*) e Telecinesias*.
WOODMAN.
Ver
Aurora Dourada.
WORTH,
Patience. Ver Curran,
Sra. John H.
WRIEDT,
Etta (
=== ).
Médium* de Detroit. Não empregava o Gabinete* nem
necessitava entrar em
Transe*, e até se juntava na conversação geral durante
as manifestações. Foi
estudada (?) por W. T. Stead*, mas também por outros
pesquisadfores mais
confiaveis como Sir W. Barret*. Apresentava Xenoglossia*
e também Fenômenos*
Parafísicos, tais como Psicofonia*, Fotogênese*,
Telecinesia*, Ectoplasmia* e
Aporte*. Seu Contrle* seria o famoso o Espírito* (?) de
John King*.
- X -
XAMANISMO.
Práticas religiosas vividas
pelo Xamã:
sacerdote de certas
tribos primitivas de Sibéria e Norte-América. O
Xamanismo constituía todo um
corpo de conduta e crença na Comunicação* com os
Espíritos* (?) dos mortos e
com as Potestades*.
O Xamã
alcançava certo Desenvolvimento* de algumas Faculdades
Parapsicológicas
mediante um longo exílio de privações e sacrifícios. Ver
Função Menos.
XAVIER,
São
Francisco
=== ===
Notável Taumaturgo*. Ver
Revitalização, Xenoglossia,
XAVIER,
Francisco
Cândido, ou “CHICO XAVIER”. Nasceu em 1910 na cidade de
Pedro Leopoldo, Minas
Gerais, numa familia pobre e inculta. Seu pai er
vendedor de loteria. Sua mãe
lavadeira.
Antes de
completar os cinco anos de idade, Francisco Cândido
Xavier perdeu sua amorosa
mãe. O pai, sem poder manter seus oito filhos, começou a
reparti-los. Chico foi
entregue à madrinha... Esta mulher desequilibrada,
podriamos dizer que mais do
que tomar conta da criança descarregava sobre ela suas
frustações e tensões
quase sem interrupção com uma vara de marmelo. Até
enfiavalhe pontas de garfo
por todo o corpo... O desvalido Chico fugia para o
quintal, e lá..., é até
lógico, tinha Imagens Eidéticas* da sua saudosa mãe.
Assim se
originou o Medium*
mais famoso do
Brasil e o mais paparicado pela propaganda fanática do
Espiritismo*. Aos 17
anos de idade Chico Xavier dedicou-se plena e
publicamente à Mediunidade* por
Psicografia* no “Centro Espírita São Luis Gonzaga Rei da
França”. Mais de cem
livros Psicografados* (?) publicados e que se vendem
profusamente em milharres
de livraias de Espiritismo*.
Tudo ou quase
tudo pode simplesmente ser malandragem, mais ou menos
responsável segundo seja
mais ou menos neurose ou psicose obsessiva:
·
Será
que não há nenhum
Espírita* ou Espírito* (?) que saiba que São Luiz
Gonzaga, italiano, jesuíta,
morto em 1591, jovem, é completamente diferente de São
Luiz, Rei da França,
morto em 1270, velho?
·
Antes
de apresentar-se como
Medium* Psicógrafo Chico Xavier havia treinado e
treinado constantemente,
durante anos, como confessou seu sobrinho Amaury Pena
que depois foi também
treinado compleno êxito pelo tio, já velho, com intenção
de que fosse seu
sucessor...
·
Colborou
na ingente Fraude*
das “Materializações de Uberaba”, quando a Medium*
Otilia Diogo Materializaria*
os Espíritos* (?) dos supostos Irmã Josefa e Dr.Veloso.
E Chico Xavier, para
garantir o soez embuste, fez questão, para divulgação,
de ser fotografado junto
com a freira Materializada* (?). Os reporteres da
revista “O Cruzeiro” (com
mínima colaboração do Pe. Quevedo*), desmascararam
completamente aquela atroz
farça. Nela participaram
e/ou a
elogiavam os mais destacados autores do Espiritismo* em
Brasil.
·
Outra
Fraude* sistemática,
na sua própria residencia em Pedro Leopoldo (MG), foram
as propaladas
Materializações* com a colaboração do Medium* Francisco
Peixoto Lins, e ainda
Chico Xavier teve o atrevimento de entregar à midia as
fotografias junto com uma
declaração assinada garantindo a autenticidade daquelas
Materializações*,
clarissimamente Fraudes* descaradas.
·
Os
jornalistas também pegaram,
in fraganti, Chico Xavier com bolsas de borracha cheias
de perfume embaixo do
braço para firgir que era Osmogênese* dos Espíritos*
Superiores ou “odor de
santidade”.
·
E
outras muitas
Fraudes*...
·
Cacarea
que sua Psicografia*
se deve aos Espíritos* (?) que a assinam, como se prova
pela identidade do
estilo inoimitável (?) dos grandes autores. Entre outros
Desafios* em geral,
concretamente contra Chico Xavier Ver Monteiro (Lobato
J. B.).
Ver também
Mirabelli.
XENOGLOSSIA..Do
grego xenos (
= estrangeiro) e gloto ( = falar). Designa
o Fenômeno
Parapsicológico* de empregar (falar, escrever,
ou por outros meios)
línguas que o Consciente* não conhece.
Foi Charles
Richet* que precisou a aplicação do termo Xenoglossia
aos casos em que
empregam-se linguas reais desconhecidas do
Consciente*. Não é
Xenoglossia propriamente dita, ou é Xenoglossia
Impropriamente Dita inventar linguas, como
o notabilíssimo caso de
Helena Smith*.
Alguns
quiseram distinguir e introduzir os termos Xenografia
para os casos de Xenogloxia
escrita
e Xenolalia
para a Xenografia falada, mas o intento,
um tanto pedante, não teve
êxito.
Na Hipnose*
produzem-se, por vezes, espetaculares Xenoglossias, mais
ou menos provocadas
pelo hipnotizador. James Braid*, por exemplo, explica o
caso de uma mulher que,
em estado de Sonambulismo Hipnótico* recitou longos
capítulos da Bíblia* em
hebraico, apesar de, em estado de vigília, não conhecer
uma única palavra dessa
língua. Descobriu-se que repetia o que tinha ouvido a um
rabino, que tinha o
costume de ler a Bíblia* em voz alta e para quem ela
tinha trabalhado quando
jovem. Durante a Hipnose* o Inconsciente* por sua
Pantomnésia* apresentou com
toda a exatidão e vivacidade o que tinha ouvido anos
antes, sem entender nada. Xenoglossia Não
Inteligente, como o
faria um gravador magnetofônico. É a Xenoglossia mais
freqüente.
Existe
também a Xenoglossia
inteligente. Mesmo
que o própria Psíquico* nada entenda, mas o que diz é de
acordo com as
circunstancias. Simplesmente capta por HIP*, mais
raramente por TIE*, na mente
do interlocutor a resposta que ele mesmo sabe ser
correspondente à pergunta que
acaba de fazer. É também uma Xenoglossia bastante
freqüente. Dois Psíquicos*
que ganharam fama com a Xenoglossia foram Englington* e
Valiantine*.
Quando agem
conjuntamente circunstancias favoráveis e varias
faculdades do Inconsciente*,
como Pantomnésia*, HIP*, tendencia natural para línguas,
muito convivio com
pessoas extrangeiras, etc., podem surgir casos
fantásticos, como o caso Lucía
Altares de Salvo*. Trata-se de Xenoglossia Inteligente
(como dissemos é mais
frequente a não-inteligente), e surgida num instante
(mais frequente é a Xenoglossia
Evolutiva), Xenoglossia
Habitual (geralmente é Xenoglossia
esporádica), Xenoglossia
Perfeita (mais freequente é a Xenoglossia
Imperfeita), etc. todas as melhores qualidades da
Xenoglossia as
encontramos no exemplo do caso Iris*-Lucía.,.todas as
melhores qualidades
juntas. Como ele há bastantes outros, mas melhores não
pode haver, são casos
insuperáveis... no grau EN*.
Porque
geralmente trata-se de Xenoglossia EN*,
admirável,
ampla, freqüente..., enquanto que a Xenoglossia PN* não passa de algumas
poucas palavras e muito rara
vez.
Dizemos que
há Monoxenoglossia,
quando é num só
idioma. Polixenoglossia,
quando
se empregam
vários idiomas. A
Polixenoglossia tem uma enorme espetacularidade.
Chama-se Mistura Xenoglóssica quando as
frases são arranjadas com vários
idiomas. Polixenoglossia
Sucessiva é empregar
agora um
idioma, depois outro...
Bem
diferente da Polixenoglossia Simultânea, sempre SN*... A
Xenoglossia SN* é bem superior. Todos os
Apóstolos falaram nas
línguas das regiões que visitavam. São Francisco Xavier*
discursava durante
quase todo o dia em cada um dos mais de
400 dialetos da India nas suas viagens apostólicas. São
Vicente Ferrer* também
pregava durante quase todo o dia nas mais diversas
línguas e dialectos das
regiões que visitava. Etc. Sem Transe*, com absoluta
inteligência e perfeição. E
SN* é sempre a Polixenoglossia
Simultânea, isto é, quando se
empregam duas ou mais línguas ao mesmo
tempo. Como São Pedro no Dia de Pentecostes*, que
falou ao mesmo tempo
numas 20 línguas diferentes, ou em nenhuma, ou
em uma só, mas que foi
entendido em umas 20 línguas diferentes ao mesmo tempo
por tantos milhares de
pessoas, cada um na própria língua, que se converteram
ao Cristianismo e se
fizeram batizar umas 3.000 testemunhas (At 2,1-12,41).
E tantos e
tantas outras Polixenoglossias Simultâneas ao longo da
história. De Santo
Antônuio de Pádua* comprovou-se que no concílio === ===
=== ===
Outros exemplos de XENOGLOSSIA SN
===
XENONOÍSMO. Mais
um neologismo que não
se justifica, para designar as Aparições* (?) de
Espíritos* (?) de mortos, na
realidade bastando e sendo mais precisos e preferíveis,
segundo os casos, os
termos Transfiguração*, Fantasmogênese*, Escotografia*,
Alucinação*, etc.
XILOGRAFIA.
Basta o termo Pneumografia*
e é preferível fora do Espiritismo*, que aplica esse
neologismo às impressões
da Telergia* sobre madeira., na superfície das
mesas ou costas de
cadeiras, durante as sessões, interpretando o fato Supersticiosamente*
como Comunicação* de
supostas Entidades* do Astral*.
- Y -
YANTRA. Padrão visual
utilizado na MT* para facilitar
a abulia.
Y
CHING. Ver
I-Ching, ortografia
preferível em português.
YEATS,
William
Butler (1865-1939). Grande poeta inglês que esteve ligado ao
Ocultismo. Suas
tendências poéticas de Esoterismo*
passaram por
diversas fases. Primeiro
esteve envolvido com a Teosofia, desligando-se desta em
1887 e iniciou-se então
na ordem hermética Aurora Dourada, então dirigida por
Samuel Liddel Mac Gregor
Mathers. Entre seus membros constava Aleister Crowley,
que se auto-denominava
“o Home*m mais perverso do universo’, e
a atriz Florence Farr.
Através
da
Aurora Dourada, Yeats entrou em contato com o exuberante
mundo do simbolismo
mágico: Cabala, Astrologia, Rosa-Cruz..., todos
desempenharam um papel na sua
poesia.
Mais tarde
foi influenciado pelo místico indiano Rabindranath
Tagore e por outro guru
indiano Purohit Swani. Sintetizou as várias influências
ocultas e místicas da
sua vida num sistema próprio que expôs no seu livro “uma
visão”, publicado em
1925.
YESISIRAH. Ver
Cabala.
YING
e YANG. Ver
I-Ching.
YOGA. Ver
Ioga, ortografia
preferível em português.
YOUTZ,
Richard
P. ( === )
Psicólogo norte-americano que no “Bernard College” de
Nova Iorque tem feito
numerosas Experiências Qualitativas* sobre DOP*.
Especialmente famosas as
realizadas com a Psíquica* Patrícia
Stanley, famosa porque
indiscutivelmente demonstrou que podia,
provocando Estado Alterado* de
Consciencia, manifestar DOP*, aparentemente até com
dominio.
- Z -
ZACCHI,
Padre
Angelo ( ==== ) Precisamente como padre... e
enfrentando a Teologia
estabelecida, Modernista*....
SN
ZARATUSTRA
ou
ZOROASTRO.
Zaratustra é o termo persa, e Zoroastro o termo grego
latinizado. Teria vivido
no século VI a.C.,
ou antes ainda. Profeta*
original do Parsismo,
ou antiga
religião da natureza, na Pérsia. O Parsismo foi
reconhecido por Dario como
religião oficial da Persia no ano 520 a.C.
Na
realidade “Zoroastro, o Mago”, não passa de uma
personagem fictícia. Da imensa
obra em 21 partes atribuída a Zaratustra, Alexandre
Magno teria mandado queimar
tudo. Só ficam os Gathas ou
cinco
cânticos... de todo o Avesta no antigo persa, lingua já
morta quando os sabios Parsis do
século III ou IV d.C. o
traduziram, editaram e comentaram. Essa tradução e
comentarios Zen* passou a
chamar-se Zen-Avesta
ou Zendavesta.
Zoroastro
como
chefe espiritual tem muitos pontos positivos, clamando
com o seu povo por
uma fé mais pura, com um elevado conceito monoteísta e
espiritual. Não havia
(ainda!) perdão para a impiedade, mas acreditavam na
vida eterna e na vinda do
Messias, Redentor e Salvador.
É muito
provável que os pontos mais positivos do Parsismo foram
resultado de uma
Revelação* primitiva, isto é,
conhecimento incutido na alma humana por criação. Outros
encontram também
pontos de influência mútua com os antigos israelitas.
ZEILIS,
Valentin
( === ). Um dos mais surpreendentes Curandeiros* de
todos os tempos. Ao
contrário do que habitualmente os Curandeiros* afirmam,
Zeiles cobrava, e
apesar disso ganhava tanto como os charlatães que dizem
não cobrar...
Fazia tratamentos
na base da corrente
elétrica. Então, como hoje, não faltaram médicos que, a
troco de grandes
benefícios econômicos, “amparavam-no” com os seus
diplomas.
ZEN-AVESTA
ou
ZENDAVESTA. Ver
Zaratustra.
ZEN
ou
ZEN-BUDISMO.
A introdução do Zen na China doi atribuída ao lendário
Bodhi-Dharma pelo século
V. No Japão o Zen penetrou pelo século VII, mas só teve
maior desenvolvimnto em
várias seitas a partir do século XIII. Pode dizer-se que
o Zen é uma forma
japonesa de Budismo*, ou Seita* que desenvolveu um novo
ramo do Budismo*
Mahayana no Japão, e que recentemente durante algum
tempo se tornou muito
popular e bastante discutida no Ocidente.
ZENER,
Karl. Nasceu
em 1903.
Parapsicólogo* da Escola* Norte-Americana..Era professor
de estatística na
Universidade Duke*, e colaborou amplamente com o Dr.
Rhine*. Foi o creador do
Baralho* que tem o seu nome.
ZENOGRAFIA. O
mesmo que Xenografia.
Ambos são termos desnecessários. Ver Xenoglossia, termo
preferível.
ZOANTROPIA.
Etimologicamnte significa
animal ou planta humanos (?). Ver Licantropia, termo
preferível apesar de
etimologicamente mais restrito.
ZOHAR.
Ver
Cabala.
ZÖLLNER,
Johann
Karl Friedrich (1818-1882). Professor de Física e
Astronomia na Universidade de
Leipzig. Pondo em risco toda sua trajetoria de
cientista, continuou
valentemente na escolha e dedicação plena à
Parapsicologia*.
Muito
meritoriamente pioneiro e famoso pelos seus pareceres
favoráveis aos Fenômenos
Parapsicológicos*, que viu e estudou meticulosamente.
Fez numerosas Experiencias
Qualitativas* dos Fenômenos
Parapsicológicos apresentados por Henry Slade*, Mme.
D’Esperance* e Eglington*.
No intento de compaginar os Fenômenos PN* com as teorias
da ciência
estabelecida, Materialista*, elaborou, tantos anos antes
que Einstein!, uma
teoria especial que implicava a Quarta Dimensão. Sua
principal obra foi
“Transcendental Physics”, Londres, 1879.
Mas tão
destacado pioneirismo
trouxe-lhe o
típico escárnio e o ridículo da parte dos seus colegas
de Universidade, que
negaram sem nada ver nem estudar, aferrados como estavam
à sua metodologia e
preconceitos de exclusivo Materialismo*. Pelos temas que
estudava e os
resultados que afirmava, a comissão Seybert acusou-o de
perturbações mentais!
Claro que a comissão não consiguiu prová-lo perante os
psiquiatras do
tribunal.
ZOMBI.
Ver
Zumbi, ortografia
preferível.
ZOOMAGNETISMO. Ao
pé da letra = Magnetismo
Animal, termo preferível, e seu correspondente Zoomagnetômetro ou
Zoomagnetoscopio: Ver Fluidômetro.
ZOROASTRO. Ver
Zaratustra.
ZUCCARINI,
Amedee
( ==== ). Médium* italiano que foi fotografado durante Levitações, em
Experiencias Qualitativas* e
comprovadas pelo Dr. L. Patrizi, professor de Fisiologia
na Universidade de
Modena, e pelo professor Creste Murani da Universidade
Politécnica de Milão.
ZUGUN,
Eleanora.
Romena,
nascida
em 1914. Foi uma extraordinária Psíquica*. Foi sometida
a muitas
Experiencias Qualitativas* e cuidadosamente observado em
muitos casos
Espontâneos pelo professor Harry Price, entre outros,
chegando a ser conhecida
como “menina Poltergeist”.
Price
dedica-lhe dois capítulos na sua obra “leaves from a
psychist’s casebook”.
Chegaram a ser-lhe contados mil e cinqüenta Telecinesias
em três meses,
sessenta e sete Telecinesias num só dia. Com freqüência
apareciam Dermografias*
“macabras” no seu peito, nos braços e nas pernas, como
também inchaços no
rosto. Tudo desaparecendo com rapidez. Ainda que muito
vivaz e irrequieta,
psicologicamente era retardada, procedendo aos treze
anos como procederia uma
menina de oito. Cessaram suas manifestações
parapsicológicas aos quatorze anos
de idade.
ZUMBI.
Designação dada em geral a
todos os Espíritos* (?) dos mortos e às Potestades* da
natureza. Usa-se em
outras partes, com menos correção, também Zombi,
Zambi e Cazumbi.
Mas em
sentido estrito Zumbi (ou Zoombi, em
francês) designa em Haiti um “morto-vivo”: um indivíduo
morto, enterrado
e que volta a recobrar a vida por
intermédio do mesmo Bokô* malfazejo.
Na
realidade, descobriu-se que o Zumbi não passa de uma
interesseira Fraude* para
dominar pelo terror às pessoas. Só a partir de 1981 é
que a Parapsicologia
conseguiu desvendar o secular e intrigante misterio do
Zumbis. É efeito de uma
beberagem à base de plantas venenosas, entre elas
beladona, papoula, datura,
“bois enivré”..., sabe-se que entram outras plantas mas
ainda não foi detalhado
todo o segredo rigorosamente transmitido de um Bokô a
seu sucessor. A beberagem
é de duplo efeito: primeiro provoca profunda Letargia*,
durante umas 30 horas,
o “morto”é enterrado, depois surge um efeito positivo e
com nova dose o Bokô
reanima o aparentemente morto. Saído da sepultura, o
Zumbi não recobra a
Consciência*, leva uma espécie de vida
vegetativa,
autômato e estúpido, escravo e joguete de seu amo. Tende
a cair de novo em
Letargia*, mas o Bokô* sabe revigora-lo, simplesmente
fazendo-o engolir certa
quantidade de sal.
REVISAR DE
II-D-91 OS DOIS ÍNDICES FINAIS QUE
PODEM TRAZER DADOS IMPORTANTES
- BIBLIOGRAFIA -
(Por Orlando de Albuquerque)
ADVERTÊNCIA.
É vastíssima hoje a
bibliografia sobre Parapsicologia* e disciplinas afins.
Os autores
indicamos alguma,
por vezes, quando
tratamos de alguns pesquisadores ou assuntos, mas deixei
de lado a minha idéia
inicial que era de incluí-la, o mais desenvolvidamente
possível, no corpo da
obra. Seria
não só fastidioso, como
daria um volume incomportável com a finalidade deste
dicionário.
Mas porque
achamos que o leitor poderá querer aprofundar certas
informações fornecidas,
optei por indicar aqui em ordem
alfabética apenas algumas obras que completarão a
informação. Nessas obras
também poderá ser encontrada uma bibliografia mais
desenvolvida.
Os dois
autores deste dicionario temos certeza de que o mais
perfeito Parapsicólogo* de
todos os tempos, inigualável, certamente é Próspero
Lambertini, papa Bento*
XIV, mas seus livros estão só em latim... Baste cita-lo.
Por
parecido motivo prático, seleciono unicamente obras em português (originais ou
traduções)..., mas advirto solenemente e
recomendo com certeza por ampla
experiência, são os
melhores livros
de Parapsicologia do mundo.
Tenho
também em vista o critério de ser completo,
isto é, que com essa bibliografia possa estudar-se toda
a Parapsicologia, mas,
quanto possível, sem
repetições:
quando dois ou mais livros tratam o mesmo tema escolho o
melhor.
Estes livros
estão sempre de atualidade e muitos deles têm
muitíssimas edições, por isso
ponho-os sem
data da edição ou da
tradução.
AMADOU,
Robert
: “Os
Grandes Médiuns”,
São Paulo, Edições
Loyola.
BENDER,
Hans :
“Telepatia,
Clarividência
e Psicoquinésia. Considerações sobre a Parapsicologia”,
Lisboa,
Estúdios Cor.
BLANCK,
Renold:
“A
Morte em Questão”, São Paulo, Ed. Loyola.
CAVENDISH,
Richard
(editor) : “Enciclopédia
do Sobrenatural:
Magia, Ocultismo, Parapsicologia”, Porto Alegre, L &
P.
DALLEGRAVE,
Geraldo
E.: “Reencarnação” (Análise
crítica), São Paulo, Ed.
Loyola.
FANTONI, Bruno A. L.
: “Magia
e Parapsicologia”,
São Paulo, Ed. Loyola.
FRIDERICHS,
Edvino
Augusto: “Panorama da Parapsicologia ao Alcance de
Todos”, São Paulo, Ed.
Loyola.
INGLIS,
Brian
: “O
Paranormal. Enciclopédia de Fenômenos Psíquicos”,
Publicações Europa-América, Lisboa,
Mem Martins.
LARCHER,
Hubert e
RAVIGNANT, Patrick: “Os
Domínios da
Parapsicologia”, Lisboa,
Edições 70.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “A
Face Oculta da Mente”, São Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “As
Forças Físicas da Mente”,
2 Vols., São
Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “Antes
que
os Demônios Voltem”, São Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “As
Provas da Ciência” (e desafios contra o Espiritismo),
São Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “Há
Provas de que os Mortos Agem?”, São Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- :
“Identificação de Determinado Morto?”, São Paulo, Ed.
Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- :
“Milagres. A Ciência Confirma a Fé”, São Paulo, Ed.
Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “Nossa
Senhora
de Guadalupe”, São Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “O
Poder da Mente na Saúde e na Doença”, São Paulo, E.
Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “O Que é
Parapsicologia”, São Paulo,
Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “Os
Espíritos e os Fenômenos Parafísicos”, São Paulo, Ed.
Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “Os
Milagres e a Ciência”, São Paulo, Ed. Loyola.
QUEVEDO,
Oscar
G.- : “Palavra
de
Iahweh” (a respeito do Espiritismo), São Paulo, Ed.
Loyola.
TOCQUET -
“Os Poderes do
Sobrenatural”, Publicações Europa-América, Lisboa, Mem
Martins.
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