Existem Fenômenos Parapsicológicos em Animais ?


Pelos estudos pode se afirmar que Dermografia, marcas de reação emocional no corpo  e Hiperestesia Direta. Grande sensibilidade dos sentidos, Encontramos em diversos animais.

     O "Institut Métapsychique International" de Paris registra o caso, documentado com fotos, de uma gata que, na metade da gestação, estava perseguindo um rato que se escondeu atrás de um saco de farinha. A gata não desistiu da caça e durante horas permaneceu com os olhos fixos no saco de farinha.

     Algum tempo depois, a gata pariu e dois dos filhotes nasceram com umas manchas sobre o  peito. As manchas formavam algarismos nítidos formando o número 1921 e, por cima do número, três pequenas manchas. O saco de farinha tinha o mesmo número e três estrelas em cima dos números.

     A Dermografia em animais, é conhecido desde épocas muito antigas como podemos conferir na passagem do Pentateuco (Genesis 30, 37-39):

 

37 Então tomou Jacó varas verdes de estoraque, de amendoeira e de plátano e, descascando nelas riscas brancas, descobriu o branco que nelas havia;

 

38 e as varas que descascara pôs em frente dos rebanhos, nos cochos, isto é, nos bebedouros, onde os rebanhos bebiam; e conceberam quando vinham beber.

 

39 Os rebanhos concebiam diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas. 

Já na época de Jacó era conhecido este curioso efeito dermográfico, causado emocionalmente, em animais.

Muitos animais tem extraordinária hipersensibilidade ou hiperestesia.

    É bem conhecido o caso dos célebres cavalos de Elberfeld que "realizavam operações matemáticas": falava-se uma pergunta e eles respondiam dando patadas no chão, tantas quantas o número correspondente à solução do problema. O maravilhoso "talento" dos cavalos não passava de uma captação sensorial de sinais imperceptíveis, às vezes involuntários, de seus donos, como demonstrou, por exemplo, uma comissão de investigadores nomeada pelo Ministério de educação e presidida pelo Doutor C. Stumpf, Diretor do Instituto de Psicologia da Universidade de Berlim.

 

     Também foram realizadas experiências nas quais os cavalos obedeciam por ordens mentais dos seus donos. Na verdade, todo pensamento reflete no corpo, sinais mínimos e imperceptíveis e os cavalos com sai hipersensibilidade entendiam esses sinais pelos treinos.

     Os cavalos não são os únicos animais utilizados em tais tipos de experiências de hiperestesia  . Cachorros, chimpanzés, gatos e pássaros, também foram muito empregados, com resultados igualmente surpreendentes.

     Outro caso é o da cadela Peg, de Chiari, Itália. O animal respondia às perguntas com a utilização de cartões com letras ou números. Numa experiência, ao ser perguntada sobre que presente gostaria de receber, a cadela respondeu: "que o presente fosse para Inês". Sua Dona.

O animal não faz conta alguma e também não responde a nenhuma pergunta. Com muito treino, aliado à sua hipersensibilidade, ele vê sinais corporais de seus donos e treinadores  ( e estes podem transmitir estes sinais inconscientemente, apenas pensando nas respostas) e faz o que foi treinado para fazer. Tira-se o dono ou o treinador de perto dos animais e o Show acaba.)

 Animais sismólogos

   São igualmente muito frequentes, em animais, os casos de captação hiperestésica (grande sensibilidade dos sentidos) de terremotos, temporais, etc.

   Entre outros muitos casos recolhidos pelo Professor Hans Bender, da Universidade de Friburgo, está o do gato Peter, de Berlim, que durante um dos primeiros bombardeiros de Berlim durante a Segunda Guerra Mundial foi ferido por um estilhaço de vidro de uma janela. Desde então, quando se aproximava um bombardeio, o gato manifestava o alarme com vinte minutos de antecedência com relação às sirenes da defesa civil.

   Existem casos semelhantes em todas as épocas. A cidade de Antigua, primeira capital da Guatemala, foi destruída por um terremoto no dia 29 de julho de 1773.

   Horas antes do sismo, os animais abandonaram a cidade em debandada e aqueles que se encontravam presos, romperam as correntes e fugiram sangrando.

      Cientistas japoneses verificaram que o peixe-gato, parasilurus axotus normalmente imutável, agita-se violentamente no aquário poucas horas antes de um terremoto.

   No parque da cidade de Friburgo existe um monumento em homenagem a um pato que no dia 27 de novembro de 1944, meia hora antes de um terrível bombardeio, grasnou tão espetacularmente que as pessoas das imediações procuraram imediatamente os abrigos anti-aéreos, salvando-se assim. O pato morreu durante o bombardeio.

   É muito conhecida a hiperestesia desse tipo de animais. Algumas pessoas utilizam gansos para substituir os cachorros para guardar a casa. O ganso, como também o pato, possui a vantagem sobre o cachorro de se adiantar na hora da aproximação de estranhos; e é preferido ao pato por ser mais corpulento e mais feroz, lançando-se sobre o desconhecido com asas abertas e grasnando.

   Tais animais que "captam" exemplos de uma captação direta do sismo por parte do animal. Tenha-se em conta que os terremotos costumam "pré-avisar" na base de um brusco aumento do campo magnético na área no qual vão se registrar e frequentemente a terra cede ligeiramente.

  China foi o primeiro país a estabelecer um completo sistema de previsão de terremotos.

   Numa das cidades mais atingidas por um terremoto, Tientsin, na China ,em 27 de julho de 1976, foram feitos estudos com animais do zoológico. Os sismólogos comprovaram que, pouco antes de um terremoto, os cisnes saiam repentinamente da água, o tigre da manchúria ficava paralisado em sua jaula com os olhos vidrados e o iak tibetano sofria um colapso cardíaco.

Os animais não possuem capacidades extra-sensoriais, mas podem captar hiperestesicamente dos seus donos. Os humanos captam inconscientemente algo que vai acontecer, o corpo reflete em mínimos sinais de perigo por exemplo, e seus animais de estimação observam esses mínimos sinais pela grande sensibilidade dos sentidos e dão o aviso ou ficam desesperados, ou fogem.

   O gato Mulle,  em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial, permanecia tranquilo quando as bombas caiam longe da casa e, ficava agitado Quando as bombas iam cair muito próximas à casa na qual vivia. O o animal, uns quinze minutos antes do alarme, começava a correr loucamente pela casa, dando mostras de grande intranquilidade. Por fim no dia 3 de fevereiro de 1945, após "avisar" como de costume para que todos pusessem sair à salvo, Mulle morreu entre os escombros, uma vez que, se negou a seguir seus donos até os abrigos.

O gato nunca "pressentiu" nada; ele observava e sentia  a inquietude que sua dona inconscientemente exteriorizava.

Muito importante nos animais chamados “domésticos” é o fator afetivo que faz com que as consequências de suas captações sensoriais sejam muito mais acentuadas. É conhecida a inanição voluntária que chega até a morte em cachorros separados de seus donos.

Outros casos.

Rosa Gaggero apresentou à Sociedade Protetora de Animais em Turim, um relatório acerca do cachorro Wamar. Seu proprietário, o Capitão Aviador Mario  Galli, morreu em combate em 27 de julho de 1936 em Lekenti, Abissínia. O cachorro, que tinha ficado em Turim, começou, neste mesmo dia, a apresentar sinais de grande inquietude e, agitado, cheirava o ar com intensidade. Refugiou-se no quarto do seu dono, ao pé da cama, recusando comida e bebida. Morreu de inanição, apesar das tentativas de um veterinário. O telegrama anunciando a morte de Galli à família chegou poucos dias depois.

Lord Carnavon possuia um cachorro tão ligado a ele, que sofria visivelmente quando ele se ausentava por algum tempo. No dia da morte de Lord Carnavon, estando este bem longe de seu cão, na mesma hora da morte, o cachorro começou a correr pelo palácio inglês. Uivava desesperadamente e, de repente caiu morto.

A explicação para os dois casos é idêntica: os familiares captaram telepaticamente a morte e a informação ficou no inconsciente. E o Corpo reflete por sinais mínimos o pensamento inconsciente. Os cachorros, com sua grande sensibilidade dos sentidos, observaram esses sinais corporais de tristeza, luto, preocupação nos familiares.